Vitor Assis Brasil: entre Berklee e o beco das garrafas

Eli Vagner F. Rodrigues

foto-2

No seleto grupo de colecionadores de LPs da música instrumental brasileira, aqueles que possuem o álbum Desenhos, de Vitor Assis Brasil, podem se vangloriar de ter um dos documentos fonográficos mais importantes do jazz brasileiro. A gravação de 1966 completa 50 anos e é uma das primeiras mostras do talento daquele que foi considerado o maior saxofonista brasileiro. O álbum foi gravado pelo quarteto integrado pelo pianista Tenório Júnior, morto pelo regime militar argentino em 76, Edison Lobo, no contrabaixo (com apenas 19 anos) e Chico “Batera”, cujo nome dispensa a menção ao instrumento. Continue lendo “Vitor Assis Brasil: entre Berklee e o beco das garrafas”

Born to be Blue: O Jazz e a Heroína

born-to-be-blue-poster

Eli Vagner F. Rodrigues

Quando Charlie Parker morreu, em 12 de março de 1955, aos 34 anos, o médico legista testemunhou que seu corpo parecia o de um homem de 65, resultado de sua adição em heroína. Quando Chet Baker caiu da janela de um hotel em Amsterdam em 13 de maio de 1988, aos 58 anos, seu corpo aparentava ser de um homem de 80 anos, efeito da mesma devastação provocada por essa que foi a droga mais associada à história do jazz. Continue lendo “Born to be Blue: O Jazz e a Heroína”

Miles Ahead: muito pouco sobre o Dark Magus do jazz.

Blue-Miles-Ahead-poster

Eli Vagner F. Rodrigues

Miles Ahead não segue o modelo de “cinebiografia hagiográfica”, característica de algumas produções cinematográficas que retratam vidas de artistas. Tampouco segue o padrão histórico-cronológico, que sintetiza os momentos mais expressivos da carreira de um artista tendo como pano de fundo um panorama sociocultural. Essas produções geralmente se baseiam em um retrato das dificuldades que o artista enfrentou até chegar ao estrelato, ressaltando as condições desfavoráveis de sua origem em contraste com o poder transformador de seu talento. Continue lendo “Miles Ahead: muito pouco sobre o Dark Magus do jazz.”

Festival Sesc Jazz & Blues apresenta: China Moses

Cantora americana encerra a última noite do Festival, em Bauru

china moses 1
Última noite do Festival Sesc Jazz & Blues (Foto: Raíssa Pansieri)

Raíssa Pansieri

Na noite do último sábado, 13 de agosto, China Moses subiu aos palcos do Sesc Bauru para o encerramento da quinta edição do festival Jazz & Blues. Dona de um gingado marcante e de uma voz inconfundível, China provou que é uma artista completa. O talento da cantora vem das influências artísticas que cresceu ouvindo – entre elas, a própria mãe, Dee Dee Bridgewater. Continue lendo “Festival Sesc Jazz & Blues apresenta: China Moses”

BadBadNotGood no Nublu Festival: a nova geração do Jazz

bbng

Matheus Fernandes

Ainda que o jazz possa parecer morto para os que não acompanham, o ritmo continua se transformando, como fez em toda sua história, das Big Bands ao Bebop, do Free Jazz e do Fusion à decadência artística (comercialmente bem-sucedida) do Smooth Jazz.

Continue lendo “BadBadNotGood no Nublu Festival: a nova geração do Jazz”