13 Reasons Why: os abusos sistemáticos a uma adolescente

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Gabriela Abreu e Camila Rodero

(Essa crítica contém spoilers!)

Se você frequentou redes sociais nos primeiros dias depois do lançamento de 13 Reasons Why, é possível que você tenha visto mais alertas de gatilho nesse período do que em uma vida de programas policiais sensacionalistas. O motivo, e na verdade é importante que isso esteja claro, são as temáticas de suicídio na adolescência e estupro.
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Dissecando estereótipos: Dear White People e a vivência negra

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Leonardo Santana e Matheus Dias

“Eles estão pouco se fodendo para a Harriet Tubman!”, grita Coco Conners (Antoinette Robertson) na desesperadora cena de abertura de Cara Gente Branca (Dear White People), produção da Netflix concebida por Justin Siemen e lançada em abril deste ano. A referência à importante figura do ativismo negro é apenas um exemplo do alerta importante que a série faz: temos medo de tocar nos assuntos espinhentos. Uma festa de blackface (em que se pinta o rosto de preto, numa tentativa infeliz de incorporar uma identidade visual negra) é o ponto de partida da obra para dissecar o racismo institucional nas universidades, a militância negra e, por tabela, a sociedade pós-moderna. Continue lendo “Dissecando estereótipos: Dear White People e a vivência negra”

Falta um herói para o Punho de Ferro

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João Pedro Fávero

A série Punho de Ferro é a quarta empreitada feita pela Netflix em conjunto com a Marvel Studios. Aqui, mais um novo herói que participará de Os Defensores, futura série que unirá os personagens donos de cada título lançado pela parceria, nos é apresentado. Continue lendo “Falta um herói para o Punho de Ferro”

Sick Sad World: Como Daria e Enid mostraram o quão fantasmagórico o nosso mundo é

Daria (ao centro) e a serenidade no olhar de quem não tem baixa auto-estima e, sim, baixa estima por todas as outras pessoas.
Daria (ao centro) e a serenidade no olhar de quem não tem baixa auto-estima e, sim, baixa estima por todas as outras pessoas

Bárbara Alcântara

É difícil de acreditar, mas houve uma época em que a MTV gastava os seus minutos com programas muito mais interessantes que Jersey Shore e My Super Sweet 16. Um exemplo é a série animada Daria, lançada em março de 1997 como um spin-off da queridinha da Era Dourada do canal, Beavis and Butt-Head. A protagonista era uma antítese da dupla de amigos sem noção que fez tanto sucesso: uma jovem inteligente, sarcástica e antissocial, que arrancava boas risadas do público ao tecer críticas ácidas ao estereótipo do americano “médio” – tudo isso sem esboçar um sorriso sequer. Continue lendo “Sick Sad World: Como Daria e Enid mostraram o quão fantasmagórico o nosso mundo é”

As melhores séries de 2016

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Se 2015 foi marcado pela consolidação dos serviços de streaming impulsionados por boas séries, este ano coloca ainda mais abaixo o conceito de “séries televisivas”. São produções grandes, extremamente competentes, que impactam e pautam nossas conversas virtuais como poucas coisas conseguem.

Outra tendência das séries de 2016 é um olhar crítico e criativo sobre o passado recente – que vai desde os divertidos filmes dos anos 80 até os conflitos raciais. Eis as cinco melhores de 2016 do Persona UNESP: Continue lendo “As melhores séries de 2016”

Another, o terror e o suspense dos animes em uma obra perturbadora e envolvente

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Pedro Fonseca E. Silva

Animes de terror não costumam ser o assunto mais comentado em rodas de conversa entre otakus e nerds. O foco das grandes discussões gira entorno de animes do gênero shounen, voltados geralmente para o público jovem masculino e que possuem grandiosas cenas de batalha, como Dragon Ball e One Piece, ou os grandes novos títulos que se espalham pelo mercado mundial, como Shingeki no Kiojin e Sword Art Onlne. Também não é incomum ouvirmos sobre obras que marcaram a história da animação, tal qual A Viagem de Chihiro e outros clássicos do Studio Ghibli. No entanto, o mercado de horror, tão pouco explorado pelos consumidores, é um dos que exibe o maior potencial, devido ao seu modo de retratar cenas grotescas em narrativas realistas que prendem o leitor, às vezes com um efeito maior do que o das grandes produções americanas.

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The Get Down: uma homenagem às origens do hip-hop

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Os Get Down Brothers

Matheus Fernandes

Na década de 70, Nova Iorque era o inferno na terra. A divida impagável crescia na medida em que o arrecadamento caia e a classe média abandonava a cidade pelos recém criados Suburbs. A situação econômica motivou uma série de cortes na máquina pública, principalmente nos mecanismos de bem-estar social, gerando as condições perfeitas para picos históricos de criminalidade. Filmes da época como The Warriors e Escape From New York retratam bem a impressão que se tinha, de uma violência epidêmica que dominava tudo. Mesmo Taxi Driver, clássico de Martin Scorcese, exibe a cidade como epicentro da degeneração humana.

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