O niilismo divertido de The End of the F***ing World

Gabriel Leite Ferreira

A casualidade às vezes nos reserva boas surpresas. Foi sem muito entusiasmo que comecei a assistir ao primeiro episódio de The End of the F***ing world, série em oito partes disponibilizada pela Netflix no começo do mês. Tiro e queda: devorei os sete episódios que restavam de uma tacada só, sem intervalos.

Continue lendo “O niilismo divertido de The End of the F***ing World”

Black Mirror volta mais apática que em temporada anterior

Nova temporada, lançada no dia 29 de dezembro, volta com perspectivas cada vez mais pessimistas quanto ao uso da tecnologia

Guilherme Hansen

A quarta temporada de Black Mirror estreou no dia 29 de dezembro, a última sexta-feira de 2017. Naturalmente, as expectativas do público eram altas devido aos episódios de ótima qualidade apresentados nas temporadas anteriores. De cara, já é possível dizer que os novos episódios reiteram a visão negativa do uso da tecnologia pelo homem.

Continue lendo “Black Mirror volta mais apática que em temporada anterior”

Hugh Jackman e a trilha sonora do ano em O Rei do Show

Pedro Fonseca E. Silva

A história de Hollywood não pdoe ser contada sem o marco das grandes produção de grandes musicais. Mamma Mia!, Grease- Nos tempos da brilhantina, Footloose e muitas outras obras viraram símbolos de algumas gerações. Essas obras, porém, costumam passar por um problema muito grande: a reação do público.  São poucas as que conseguem subir aos holofotes, e mesmo quando são bem sucedidas, geralmente acabam dando um passo em falso nas suas sequências. Continue lendo “Hugh Jackman e a trilha sonora do ano em O Rei do Show”

Um assassinato e a revitalização de um legado

capa do filme em revista

Apesar de pecar em alguns pontos, adaptação de “Assassinato no Expresso do Oriente” mostra de forma competente o universo da autora ao público contemporâneo

Guilherme Hansen

Agatha Christie é uma das autoras mais aclamadas da literatura policial. De Miss Marple a Hercule Poirot, seus quebra cabeças atraem leitores do mundo todo, mesmo passados 41 anos de sua morte. Logo, é esperado que quando alguma de suas obras é adaptada para o cinema, o resultado seja correspondente ao nível de sua literatura. E, sem dúvida, Assassinato no expresso do Oriente, escrito originalmente em 1934 e lançado em 2017 sob a direção de Kenneth Branagh (Thor, Cinderela), que também interpreta o detetive Belga, traduz bem o que foi escrito pela britânica.

Continue lendo “Um assassinato e a revitalização de um legado”

Dinosaur Jr., adolescência e autoestima

um jovem tocando guitarra e cantando
Capa estranha, nome esquisito: indies (Foto: Reprodução)

Gabriel Leite Ferreira

Lançado no dia 14 de dezembro de 1987, You’re Living All Over Me é o segundo álbum do Dinosaur Jr., trio de rock alternativo dos Estados Unidos. Não fique paranoico se esse nome não lhe soar familiar: o Dinosaur Jr. é mesmo uma banda obscura. O underground americano da época fervilhava, cenas surgiam em todos os cantos do país, mas a incipiente MTV limitava-se a divulgar o mainstream. O jogo só viraria em 1991, e mesmo que o Dino Jr. nunca tenha conquistado o mesmo status do Nirvana ou do Sonic Youth, seu segundo disco teve papel determinante na chegada do indie rock às massas.

Continue lendo “Dinosaur Jr., adolescência e autoestima”

Thriller: o topo ainda pertence a Michael Jackson

Estilera foda: fotografado por Dick Zimmerman, “Thriller” é Michael Jackson em sua mais extravagante forma vista até então (Foto: Divulgação)

Leonardo Santana

Escrever sobre Michael Jackson é sempre um desafio. Isso porque, considerando o tamanho do artista, fica difícil não querer abraçar o mundo dentro de uma dezena de parágrafos para fazer jus ao tema. Fugir de clichês é outra tarefa intrincada, considerando que o talento Rei do Pop já foi dissecado e exaltado cerca de um milhão de vezes por cerca de um milhão de pessoas e veículos. Continue lendo “Thriller: o topo ainda pertence a Michael Jackson”

Cidade de Deus e Tropa de Elite: as duas faces de uma guerra

Gabriel Leite Ferreira

Fazer cinema no Brasil é uma batalha. De um lado, há a supremacia de Hollywood na maioria das salas de cinema, que domina o gosto do público; de outro, o monopólio da Globo Filmes sobre os lançamentos nacionais mainstream. Superar ambas barreiras é um feito para poucos. Dois aniversariantes desse ano conseguiram tal proeza: Cidade de Deus (2002) e Tropa de Elite (2007).

Continue lendo “Cidade de Deus e Tropa de Elite: as duas faces de uma guerra”