Yu-Gi-Oh!: só o demônio explica

Seto Kaiba e Yami Yugi: o coração das cartas
Seto Kaiba e Yami Yugi: o coração das cartas

Nilo Vieira

No último dia 18, Yu-Gi-Oh! Duel Links foi lançado oficialmente em território nacional. O game está disponível gratuitamente na App Store de dispositivos móveis, e suas únicas exigências são conexão com a Internet e permissão para compras no aplicativo – sem espionagem aqui, crianças, fiquem tranquilas! Continue lendo “Yu-Gi-Oh!: só o demônio explica”

Mini Metro e a beleza simbólica do transporte público

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Matheus Fernandes

Um dos grandes exemplos de genialidade no design de objetos cotidianos é o mapa do metrô londrino, idealizado por Harry Beck em 1931. Beck, inspirado pelos diagramas elétricos com os quais trabalhava no Underground, substituiu a representação geográfica, baseada na topografia da capital britânica, por uma esquemática. As estações ficaram equidistantes e as linhas, que antes seguiam os curvos trilhos, tornaram-se retas na horizontal, vertical ou em ângulos de 45º.

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The Legend of Zelda: 30 anos de Triforce

Há trinta anos, mais exatamente no dia 21 de fevereiro de 1986, teve início uma das maiores franquias de games da atualidade.

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Raul Galhego

The Legend of Zelda, ou Zelda, ao longo desses trinta anos arrebatou fãs em todas as gerações, com mais de 20 games lançados em diversas plataformas e, mais importante do que isso, com cada jogo reinventando a franquia, apresentando novas jogabilidades, novas possibilidades e novos enredos.

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Pokémon, de 1996, é a cultura pop japonesa encapsulada

Há 20 anos atrás, o primeiro game da série Pokémon fez a façanha de encapsular a cultura pop japonesa em um grande jogo portátil.

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Capa da versão Vermelha de Pokémon (1996), primeiro jogo da série.

Adriano Arrigo

Os kaijus (“monstros estranhos”, na tradução literal) são monstros gigantescos que habitam o imaginário japonês.  Apesar de serem enormes e com cara (quando tinham cara) de poucos amigos, eram queridos pelas crianças e, em especial, serviam de protetores do povo japonês contra ameaças externas.  Assim, os kaijus podem ser entendidos de duas maneiras: alguns são reflexos metafóricos da ganância humana, como o Hedorah, o monstro que surgiu da poluição emitida pelas indústrias; e, de outra forma, se comportam também como a personificação das forças naturais destrutivas que assolam o Japão desde sempre.

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30 anos do primeiro Castlevania: transposição do terror clássico e muita dificuldade

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Belmont e Dracula, na capa de Castlevania (1986)

Adriano Arrigo

Em 30 anos de trajetória, a série Castlevania carrega um nome mais ou menos popular entre as grandes sagas de jogos que ainda perpetuam nos consoles atuais. A série tornou-se tão grande que talvez não tenha conseguido sustentar-se por si só. Mas seu tamanho é proporcional a ambição do mercado de games, que viu no grande potencial da série uma possível mina de dinheiro. A todo custo, a franquia tentou arrebatar novos fãs, mas muitos títulos foram verdadeiros cuspes na cruz (vide Castlevania Judgment, de 2009).

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Warcraft: pior que uma invasão Orc

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Matheus Fernandes

Misturar cinema e videogames dificilmente dá certo. Uma rápida olhada na página da Wikipedia sobre filmes baseados em jogos mostra que desde da estreia de Super Mario Bros, primeiro com lançamento internacional, em 1993, nenhum conseguiu chegar a marca de 50% de aprovação no agregador de reviews Rotten Tomatoes. Nem mesmo filmes carregados por estrelas como Tomb Raider, com Angelina Jolie, ou Príncipe da Pérsia, com Jake Gylenhall, conseguiram um mínimo de aprovação crítica, apesar do desempenho comercial razoável.

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Undertale: o jogo onde ninguém morre

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Matheus Fernandes

Desde o primórdio dos jogos eletrônicos, uma mecânica que une a maioria dos games é a matança indiscriminada. Durante uma curta sessão, hordas e hordas de inimigos sem nome ou história desaparecem na mão dos jogadores, sejam eles os Goombas de “Super Mario World”, os aliens de “Space Invaders” ou os minions de “League of Legends”.
Mesmo em jogos que prezam pela irreversibilidade das mortes, como a série Fallout, um rápido “load game” livra o player de todas suas responsabilidades. Então, o que acontece quando um jogo tenta subverter essa ordem?

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