Fábio Moon e Gabriel Bá: os quadrinistas internacionais

Fábio Moon (esquerda) e Gabriel Bá em conversa com o público no FestA! de Bauru. (Foto: Sesc Bauru/Juilio Riccó)
Fábio Moon (esquerda) e Gabriel Bá em conversa com o público no FestA! de Bauru (Foto: Sesc Bauru/Júlio Riccó)

Em entrevista exclusiva ao Persona, a dupla fala um pouco de seus quadrinhos internacionais e a relação com o público

Adriano Arrigo

Portugal, Argentina, Argélia, Itália e Suécia. Esses são alguns dos países que os quadrinistas brasileiros Gabriel Bá e Fábio Moon já visitaram, por conta do sucesso de suas obras. Na palestra “O Quadrinista Internacional”, que ambos trouxeram para Bauru como parte do FestA! – evento que aconteceu entre os dias 13 e 14 de março, em todas as unidades do Sesc – foram precisos mais de cinco mapas-múndi para mostrar todos os países que eles percorreram. “Faz tempo que não brinco de War”, brinca Moon, ao não saber mais que países são aqueles pintados no mapa. Continue lendo “Fábio Moon e Gabriel Bá: os quadrinistas internacionais”

Old Man Logan: o quadrinho inspirou o filme?

wolverine 66 old man logan capa
Capa da edição 66 de Wolverine Volume 3, começo do arco Old Man Logan

Eli Vagner Rodrigues

Se você é daqueles que acham que os quadrinhos e os filmes de heróis infantilizam o público, tem alguma razão; mas, diante da atual indiferença em relação à própria crítica, sobretudo aquela que se coloca como resistência a sistemas culturais hegemônicos, este parece ser um problema menor.  Continue lendo “Old Man Logan: o quadrinho inspirou o filme?”

Sick Sad World: Como Daria e Enid mostraram o quão fantasmagórico o nosso mundo é

Daria (ao centro) e a serenidade no olhar de quem não tem baixa auto-estima e, sim, baixa estima por todas as outras pessoas.
Daria (ao centro) e a serenidade no olhar de quem não tem baixa auto-estima e, sim, baixa estima por todas as outras pessoas

Bárbara Alcântara

É difícil de acreditar, mas houve uma época em que a MTV gastava os seus minutos com programas muito mais interessantes que Jersey Shore e My Super Sweet 16. Um exemplo é a série animada Daria, lançada em março de 1997 como um spin-off da queridinha da Era Dourada do canal, Beavis and Butt-Head. A protagonista era uma antítese da dupla de amigos sem noção que fez tanto sucesso: uma jovem inteligente, sarcástica e antissocial, que arrancava boas risadas do público ao tecer críticas ácidas ao estereótipo do americano “médio” – tudo isso sem esboçar um sorriso sequer. Continue lendo “Sick Sad World: Como Daria e Enid mostraram o quão fantasmagórico o nosso mundo é”

“História em quadrinhos, não quadrinho em história”: Uma entrevista com Daniel Batista

Estudante de design da Unesp lança sua primeira Graphic Novel na Comic Con Experience 2016.

Daniel Batista na Comic Con Experience
Daniel Batista na Comic Con Experience

Camila Ramos

Bê-a-bá, vamos começar? Criada por Daniel Batista, Beabá é uma história em quadrinhos com uma grande dose de Brasil. Narra a história de Beto, um escoteiro apaixonado por guaraná e, motivado por isso, segue em busca da fonte da fruta junto com uma “presença inusitada no Brasil”.

Continue lendo ““História em quadrinhos, não quadrinho em história”: Uma entrevista com Daniel Batista”

A arte de Leandro Gonçalez coloca em cena quadrinhos e fanzines locais

O desenhista fala sobre sua carreira em Bauru, algumas de suas produções e o cenário atual da produção de quadrinhos nacionais.

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Leandro Gonçalez em seu estúdio

Mariana Faria

O mercado de quadrinhos no Brasil é substancialmente voltado às produções internacionais. Embora seja evidente a queda no âmbito nacional, ainda há circulação de material produzido no Brasil, como é o caso do desenhista Leandro Gonçalez que cria obras ligadas a cultura local. Em entrevista ao blog ele fala um pouco sobre suas produções de HQs e comenta sobre o cenário atual dos quadrinhos nacionais. Continue lendo “A arte de Leandro Gonçalez coloca em cena quadrinhos e fanzines locais”

Alan Moore e seu “suspense sofisticado” de Monstro do Pântano

O britânico Alan Moore entrou no mercado norte-americano em 1983, em um título deixado de escanteio pela DC Comics, para desestabilizar de vez a indústria dos quadrinhos.

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Além do escritor Alan Moore, muito da concepção da personagem se deve aos artistas Stephen Bissette e John Totleben/ DC Comics

Lucas Marques

A chamada “Sophisticated Suspense” (Suspense Sofisticado) presente na maioria das capas de A Saga do Monstro do Pântano não traduz nas histórias o que os editores da DC Comics queriam indicar por ela: algo nos moldes da literatura de H. P. Lovecraft ou mesmo de Stephen King, que nesses meados dos anos 80 vinha de sucesso após sucesso. Mas essa sofisticação é verdadeira, não se engane, concretizada em uma miscelânea inédita nos quadrinhos. Ao longo de mais de 40 edições, Alan Moore reuniu em um mesmo espaço religião e filmes trash, Freud e Aleister Crowley, biologia e erotismo, movimentos sociais e cinema pastelão, o racional e o irracional. Continue lendo “Alan Moore e seu “suspense sofisticado” de Monstro do Pântano”

Batman – O Cavaleiro das Trevas III: mais um retrato da paranoia de Frank Miller

Continuação do quadrinho clássico começa bem, mas é logo barrado pela cruzada antiterrorista do autor.

Dark Knight III

Após uma sequência ruim de obras, Miller retorna a sua série mais conhecida. (Créditos: DC Comics)

Lucas Marques dos Santos

O primeiro Cavaleiro das Trevas de Frank Miller, lançado em 1986, é um inegável marco nas histórias de quadrinhos ao situar os super-heróis em um ambiente político, de violência explicita e midiatizado. Junto com Watchmen, de Alan Moore, os quadrinhos de super-heróis começaram um movimento de conquista de um público que ia além do infanto-juvenil masculino já estabelecido. Hoje, 40 anos depois do original, O Cavaleiro das Trevas III está sendo publicado – por enquanto somente nos EUA com o título Dark Knight III: The Master Race. Entretanto muita coisa se passou e Frank Miller não é o mesmo. Continue lendo “Batman – O Cavaleiro das Trevas III: mais um retrato da paranoia de Frank Miller”