Em McCartney III, Paul expõe o homem por trás da lenda

Capa do álbum McCartney III. Um fundo preto com um dado ao centro e escrito "McCartney" na parte superior.
Capa de McCartney III (Foto: Divulgação)

Maria Carolina Gonzalez

Junto com a pandemia do novo coronavírus, o ano de 2020 trouxe muita angústia para a maioria de nós. O que começou com uma chance de aproveitar o tempo livre, acabou se transformando em dias longos e repetitivos que parecem não acabar tão cedo. Durante esse período, cada um encontrou a melhor maneira para não se afogar no tormento provocado pelo isolamento. Para Paul McCartney – um senhor extremamente pleno e saudável, mas que não deixa de ser grupo de risco no auge de seus 78 anos – a solução foi passar pela turbulência com a família em sua fazenda em Sussex, na Inglaterra.

Olhando para o gênio, a lenda, o Sir, o beatle, ou qualquer outro nome que lembre de sua grandeza, parece óbvio que sua válvula de escape foi fazer música. E de fato foi. Mas para Paul (e somente Paul, sem o famoso sobrenome) o momento também foi de descobertas, experimentos e aprimoramentos, mesmo para quem dedicou boa parte de sua vida para a música. E o que foi o período de isolamento para ele? A resposta está em McCartney III, novo álbum de estúdio feito em Rockdown que encerra a não planejada trilogia McCartney, iniciada em 1970.

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50 anos de Abbey Road e o fim da estrada dos Beatles como Beatles

(Foto: Iain Macmillan)

Maria Carolina Gonzalez

Em setembro de 1969, John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr encerravam juntos uma jornada que perdurou por sete anos intensos. Abbey Road – último trabalho que os Beatles fizeram, embora não seja o último a ser lançado – nasceu em meio ao caos, às desavenças e às rupturas que os quatro viviam até se reunirem novamente no lendário estúdio. Mesmo com as diferenças, o quarteto de Liverpool mostrou muito entusiasmo para assim completar, de forma brilhante, a longa e sinuosa viagem que transformou os Beatles… em Beatles.

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Os Beatles quebrando a cebola de vidro

Gabriel Rodrigues de Mello e Maria Carolina Gonzalez

Em 22 de março de 1963, o mundo passaria a conhecer a potência e a ambição do famoso quarteto de Liverpool em apenas 32 minutos. Apesar da pouca duração, o impacto que Please Please Me trouxe para o rock e para a evolução da indústria musical ainda é modelo para várias gerações.

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50 anos de Sgt. Pepper’s: alento para os corações solitários

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Mariana Faria

Lançado em 1° de junho de 1967, entre tantos discos que marcaram a história desse simbólico ano, Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band dos Beatles é para muitos o maior álbum já feito. Disse para muitos pois há quem discorde, inclusive no ramo musical, como Keith Richards, guitarrista dos Rolling Stones. Em entrevista à Esquire, o guitarrista afirmou: “Algumas pessoas acham que [Sgt. Pepper’s] é um disco genial, mas eu acho que é uma mistura de lixo, mais ou menos como Their Satanic Majesties’ Request (disco dos Rolling Stones)”.

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Revolver: 50 anos do início da fase psicodélica dos Beatles

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Capa feita com desenhos e colagens pelo artista alemão Klaus Voorman

Mariana Faria

Experimentação: essa é a palavra-chave que define o que o sétimo álbum dos Beatles representou no repertório da banda. Lançado em agosto de 1966, Revolver trouxe inovações não só para a banda inglesa, mas também para todo o cenário musical dos últimos anos da década de 60.    Continue lendo “Revolver: 50 anos do início da fase psicodélica dos Beatles”