Ainda não nos livramos da raiva de PJ Harvey

Anti-musa: um dos cliques mais conhecidos de PJ Harvey, feito ainda em 92 (Reprodução)

Nilo Vieira

Polly Jean Harvey já havia experimentado sucesso considerável com Dry (1992). O poder de seu disco de estreia lhe rendeu espaço no Reading Festival naquele ano, além de aclamação crítica. O simbolismo erótico das letras dialogava de forma sublime com o instrumental cru, união da melancolia do blues e a urgência do punk. O rock sempre esteve relacionado com sexo, e PJ Harvey inseriu o ponto de vista feminino em linguagens (verbais, sonoras e corporais) cirúrgicas para a geração alternativa dos anos 90.

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3% é a primeira série 100% nacional da Netflix

(Foto: Reprodução)

Raphael Será

Em 2011, foi lançado no Youtube um piloto do que poderia ser a série 3% – hoje esse vídeo possui 260 mil visualizações. Os criadores, Daina Giannecchini, Dani Libardi e Jotagá Crema, todos alunos da USP, não imaginavam que um um projeto amador se tornasse algo grande: primeira série nacional da Netflix, e uma das poucas atrações do catálogo que se propõe a tratar do assunto da luta de classes – hoje mais importante do que nunca, e tratado como algo passado e refutável.

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A bagunça de quem só queria ser um dos Strokes

Foto: Reprodução

Maria Carolina Gonzalez

A bagunça começou em janeiro de 2016, quando Alex Turner ganhou um piano Steinway Vertegrand no seu aniversário de 30 anos. Acostumado com o caminho certeiro que a guitarra o levava desde sua adolescência, Turner – agora com mais experiência, mais barba e a maturidade dos anos – precisava se reinventar diante daquilo que não era comum ao estilo que o Arctic Monkeys criou por muito tempo. Com esse tiro no escuro, o quarteto de Sheffield lançou seu sexto álbum de estúdio: Tranquility Base Hotel + Casino.

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Hard Candy: a doce pitada egóica de Madonna

Leandro Gonçalves e Leonardo Oliveira

De beleza estonteante e orgulho não comedido, Narciso encontrou sua ruína na admiração exagerada pela própria imagem. Ao ver a si mesmo refletido nas águas de um bosque, o jovem filho do deus Cefiso apaixonou-se pelo seu respectivo eu e, hipnotizado, definhou diante da representação de seu rosto.

Em Hard Candy (2008), Madonna encarna a figura narcisista exemplificada pela fábula grega. Porém, diferentemente do pobre menino que sequer conhecia a si próprio, a material girl comprova ter completo domínio sobre a personagem que construiu durante sua carreira. Não intimidada pelo próprio poder, Madonna canta sobre ainda ser a melhor.
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Cineclube Persona – Abril/2018

Cena de Vidas Secas (1963), filme mais conhecido de Nelson Pereira dos Santos. O diretor faleceu semana passada, aos 89 anos (Foto: Reprodução)

Gabriel Leite Ferreira e Nilo Vieira

Atenção: contém spoilers!

Nem só de herois viveu o cinema em abril. No mês que findou, as telonas foram também invadidas por obras que usam a religião cristã como base para tramas clichês. Que Deus nos proteja! Continue lendo “Cineclube Persona – Abril/2018”

Vingadores – Guerra Infinita: o auge e o começo do fim

Os heróis enfrentam a maior ameaça do universo. (Foto: Reprodução)

Pedro Fonseca

Dez anos após o início de sua jornada nos cinemas, o Marvel Studios entrega em Vingadores: Guerra Infinita sua maior obra e define o ponto de virada  para o que vem a seguir. O filme representa o auge de toda a construção do universo de heróis e proporciona ao  público um reencontro com um vasto panteão repleto de seus astros. Porém, em meio a uma história repleta de heróis, é o vilão que toma a cena nessa saga. Continue lendo “Vingadores – Guerra Infinita: o auge e o começo do fim”

As super-heroínas da Marvel e o desgaste de ter que roubar a cena o tempo todo

(Créditos: Reprodução)

Lara Ignezli

O MCU (Universo Cinematográfico Marvel, do inglês original Marvel Cinematic Universe) completa em 2018 dez anos de existência. Desde que nasceu, 28 (isso mesmo, vinte e oito) filmes foram lançados e 0 (isso mesmo, zero) tiveram como personagem principal uma mulher. A primeira fase se iniciou com Homem de Ferro (2008), a segunda em 2013 com o lançamento de Homem de Ferro 3 e a terceira — e atual — vem em 2016 com Capitão América: Guerra Civil. Continue lendo “As super-heroínas da Marvel e o desgaste de ter que roubar a cena o tempo todo”

Vingadores: a realização do sonho nerd

A primeira aparição da equipe super heróis no cinema completa 6 anos em 2018

O filme foi responsável por reunir um dos maiores grupos de herói da Marvel. (Foto: Wikipedia.com)

Pedro Fonseca

Há 6 anos, os estúdios Marvel concretizaram um dos projetos mais ambiciosos do cinema nos últimos tempos. Com a estreia do filme Vingadores (2012), seu universo compartilhado, que já marcava quatro anos de existência ao longo de cinco filmes, finalmente tomou forma e estabeleceu uma base para as inúmeras produções que o estúdio lançaria nos anos seguintes, assim como para o ápice de toda essa história, que ocorrerá em “Vingadores: Guerra Infinita”.
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Thor: entre tropeços e vitórias

Chris Hemsworth vive o Deus do Trovão nos cinemas (Foto: Marvel)

Vitor Evangelista

Ciência e magia derivam do mesmo significado. O mago e o sábio andam lado a lado. Em 2011, a Marvel lançou a trilogia de Thor, o Deus do Trovão, e se baseou muito nessa dualidade. Com um tom não-linear e má recepção da crítica e da audiência, o Vingador bambeou e quase caiu, mas agora está pronto para enfrentar Thanos, com ou sem martelo.

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Homem de Ferro: 10 anos do início de uma nova era!

Raul Galhego

2008 foi cheio de decepções. Homem-Aranha 3, X-Men: O Confronto Final e Motoqueiro Fantasma lideram os insucessos de adaptações dos quadrinhos. A indústria de filmes de super-heróis começa a perder as esperanças. Mas eis que surge a luz no fim do túnel: o primeiro filme de produção independente da Marvel. Baseado em um herói de segunda classe das HQs, Homem de Ferro veio para introduzir ao mundo o que viria a ser o Universo Cinematográfico Marvel, ou MCU, que hoje conta com 18 filmes e milhares de fãs!
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