Made in Honório é uma propaganda que emociona

foto do pôster do documentário Anitta: Made In Honório, vemos a cantora Anitta, cantora branca, de perfil para a esquerda. Ela está com a língua para fora usando óculos escuros, brinco de argola brilhante e rabo de cavalo. Ao fundo há uma parede de luzes refletindo a artista.
Após promessas, série documental mostra outras faces de Anitta (Foto: Reprodução)

Maju Rosa

Números, muitos números. É assim que somos introduzidos à Anitta no primeiro episódio do documentário Anitta: Made in Honório. As visualizações, seguidores e parcerias internacionais aparecem na tela, mostrando de forma orgulhosa as conquistas da cantora durante sua carreira, praticamente um currículo.  

Depois do sucesso de Vai Anitta, a Netflix decidiu repetir a dose e apresentou para os seus assinantes mais uma série biográfica da cantora pop brasileira mais famosa da atualidade. Essa dose, assim como na primeira vez, veio batizada com algumas pitadas de autopromoção, basta saber se foi uma estratégia que se camuflou o bastante para não ser notada.

Continue lendo “Made in Honório é uma propaganda que emociona”

Das profundezas do mais íntimo de Mac Miller, surge Circles

A imagem é a foto de capa do álbum Circles, do rapper Mac Miller. Na imagem, há uma foto de Mac Miller com a mão esquerda apoiada em sua cabeça, tampando um de seus olhos. Também há uma outra imagem de Mac por cima, com menor opacidade, ele está com a cabeça apoiada em seu braço esquerdo. Mac é um homem branco, de cabelo raspado, barba rala, com tatuagens no corpo e que está vestindo uma blusa de manga comprida preta. A imagem está em tons preto e branco.
Capa do disco Circles: 1 ano da maior lição que Mac Miller nos deixou (Foto: Reprodução)

Geovana Arruda

A introspecção e a melancolia ganham espaço em Circles, álbum póstumo do rapper Malcolm James McCormick, mais conhecido como Mac Miller. Lançadas em 17 de janeiro de 2020, as faixas, finalizadas pelo produtor Jon Brion, contém cada pedaço da mente de um cantor e compositor brilhante, porém acompanhadas de todos os seus problemas pessoais, que ficaram ainda mais claros após esse grande monólogo de Mac. 

Continue lendo “Das profundezas do mais íntimo de Mac Miller, surge Circles”

50 anos de Pearl: ainda não há nada como a pérola de Janis Joplin

Janis Joplin, uma mulher branca em torno dos seus 27 anos, está sentada em uma poltrona estampada. Ela está com as pernas cruzadas, o braço apoiado no encosto e dá uma gargalhada. Ela usa uma calça solta e vermelha, sapatos de bico fino vermelhos, uma blusa roxa de mangas compridas e plumas vermelhas no cabelo. O fundo é azul e há um copo com um líquido amarelado no chão.
Seja no soul, no blues ou no rock: Pearl é sinônimo de genialidade (Foto: Reprodução)

Caroline Campos

Há séculos, cometas têm passado pela Terra. Seus suspiros de vida são breves, mas igualmente fortes. Tão fortes que ecoam gerações adiante mesmo após sua passagem. Janis Joplin, a selvagem primeira dama do rock n’ roll, foi um cometa – desses que desestabilizam e transformam os poucos sortudos que podem presenciá-los. Apesar do tempo da cantora nesse plano ter sido curto, é possível entrar em contato com um pedacinho de sua alma ao ouvir Pearl, sua obra-prima. O disco foi lançado em janeiro de 1971, três meses depois de Janis ter sido encontrada morta em seu quarto de hotel. Passados 50 anos, a certeza ainda é uma: nunca existiu ninguém como Janis Joplin.

Continue lendo “50 anos de Pearl: ainda não há nada como a pérola de Janis Joplin”

Ao som de jazz, Soul mostra que é a alma da Pixar

Em primeiro plano está o protagonista, Joe Gardner, em sua forma humana. Ele é negro, usa óculos, um chapéu, um casaco preto e sorri olhando para frente. Ao fundo, há uma escadaria feita com teclas de piano, levando ao letreiro do filme “Soul”, com a representação astral de Joe acenando ao lado de 22, em cima da letra “L”. O fundo da imagem é azul marinho.
O filme tinha data de estreia para julho, mas devido a pandemia do covid-19, teve sua data adiada para 25 de dezembro, com lançamento direto no Disney+ (Foto: Reprodução)

Pedro Gabriel

O sentido do viver é umas das questões mais antigas do ser humano. Por que estou aqui nesse mundo? Qual o meu propósito na Terra? Essas perguntas rodeiam a nova produção dos estúdios Pixar, Soul. Dirigido por Pete Docter (Monstros S.A, 2001 e Up! Altas Aventuras, 2009), e co-dirigido por Kemp Powers, seguimos a vida de Joe Gardner (Jamie Foxx), um professor substituto de música de uma escola, com o sonho de ser um músico profissional de jazz. 

Continue lendo “Ao som de jazz, Soul mostra que é a alma da Pixar”

Hollywood’s Bleeding e a reconstrução de Post Malone

A imagem é uma foto de divulgação do álbum Hollywood's Bleeding, do cantor Post Malone. Na imagem, Post está com o rosto virado para o lado direito para baixo, ele está com os olhos e a boca fechada. Post é um homem branco, de cabelos castanhos cacheados, barba e com algumas tatuagens no rosto. Ele veste um casaco preto e há uma luz vermelha em seu rosto. Ao fundo da imagem, é possível ver galhos de uma árvore e um fundo azul.
O carismático rapper estadunidense muda suas feições em seu álbum mais recente (Foto: Reprodução)

Vitória Silva

Post Malone é um hitmaker de mão cheia. Essa máxima vem sendo comprovada desde 2016, com o lançamento do seu primeiro disco, o Stoney, quando emplacou a faixa Congratulations no topo das paradas. Em 2018, o sucesso se manteve com Better Now e rockstar, que permanecem em alta até hoje, dando a sensação de terem surgido apenas a dias atrás. 

Ao mesmo passo que Austin Richard Post (nome de batismo do cantor) produzia grandes hits, também revelava letras sem muita profundidade ou diferencial para o meio. Mulheres, festas, drogas, bebidas e luxos da fama, una esses tópicos a batidas dançantes de trap e você tem quase a discografia completa do nova iorquino. E, para quem esperava ouvir apenas mais do mesmo, Hollywood’s Bleeding chega a ser surpreendente. 

Continue lendo “Hollywood’s Bleeding e a reconstrução de Post Malone”

Tudo Bem no Natal que Vem: filme da Netflix vai do riso às lágrimas

Pôster promocional do filme Tudo Bem no Natal que Vem. Nela os personagens se encontram lado a lado, com o protagonista Jorge, um homem branco, cabelos escuros, roupa azul e gorro de papai noel, está sentado no centro, com luzes pisca-pisca em volta de seu corpo. De um lado de Jorge temos Laura, mulher branca, de cabelos escuros e curtos, e Aninha, menina branca, cabelos castanhos e longos. Do outro lado Márcia, mulher branca, cabelos longos e loiros, e Léo, homem branco, cabelos curtos e escuros. Todos vestindo roupas em tons azuis, com o fundo verde.
Tudo Bem no Natal que vem é o primeiro filme de Natal brasileiro da Netflix (Foto: Reprodução)

Letícia Depiro

Quando Jorge, personagem de Leandro Hassum, acorda no dia 24 de dezembro de 2010, tudo parece errado para ele, que se levanta e passa o dia resolvendo todas as pendências para a festa de Natal daquela noite, enfrentando calor, trânsito e lugares lotados. Depois de uma introdução em que o protagonista expõe toda sua complicada relação com a festa, que coincide com seu aniversário, o filme faz um bom trabalho em apresentar o conflito entre Jorge, a data e as relações familiares que o permeiam. Tudo Bem no Natal Que Vem é um filme que mistura todos os clichês natalinos com a típica comemoração brasileira.

Continue lendo “Tudo Bem no Natal que Vem: filme da Netflix vai do riso às lágrimas”

O Preço da Perfeição está longe de ser deslumbrante

A imagem é de uma cena da série O Preço da Perfeição. Na imagem há 17 bailarinos, homens e mulheres, em um palco fazendo uma apresentação de balé. O palco tem fumaça por toda parte com uma leve luz vermelha no fundo. Os bailarinos vestem um casaco cinza com um detalhe vermelho nas pontas.
A história de O Preço da Perfeição é baseada no livro Tiny Pretty Things, de Dhonielle Clayton e Sona Charaipotra (Foto: Reprodução)

Ana Beatriz Rodrigues

Chegar aos nossos objetivos é algo bem complicado, e fica ainda mais difícil quando encontramos outras pessoas no nosso caminho.  O mundo guiado por competição faz parte da realidade, mas também é retratado na ficção. Essa corrida pela vitória já foi mostrada em diversos ambientes diferentes, e no cenário das artes isso também acontece. Possuindo algumas semelhanças com o famoso Cisne Negro, a nova série da Netflix, O Preço da Perfeição (Tiny Pretty Things) mostra uma realidade sobre o universo competitivo e cheio de dificuldades do Balé de Elite de Chicago. 

Continue lendo “O Preço da Perfeição está longe de ser deslumbrante”

Lady Like: porque força e feminilidade andam juntas 

Capa do álbum Lady Like. A imagem mostra Ingrid Andress com um blazer de listras brancas e douradas abertas. Ela usa um colar de pérolas e tem os cabelos loiros, ondulados e soltos. Ela está em uma espécie de janela e em volta há diversas plantas, todas verdes.
“Polêmico, tão franco/Disseram-me que não sou elegante” (Foto: Warner Music Nashville)

Ana Laura Ferreira

O Grammy nos proporciona a possibilidade de explorar diferentes gêneros musicais, selecionando, em teoria, o melhor de cada ramo. A lista de indicações nunca é harmônica e pode gerar mais ou menos discórdia dependendo dos esnobados da vez. Ainda assim, alguns nomes são unanimidade e, neste ano, entre eles está Ingrid Andress e sua poesia country intitulada Lady Like. O disco concorre como Melhor Álbum Country na premiação de 2021 e também rende a cantora a indicação de Artista Revelação.

Continue lendo “Lady Like: porque força e feminilidade andam juntas “

Entre fanservice e inovação, The Mandalorian volta para mostrar seu lugar na galáxia

Cena da série The Mandalorian. Na imagem, vemos Din Djarin, vestindo a armadura mandaloriana e segurando Grogu em um dos braços. Ao centro, os dois voam pelo céu, ao fundo.
A segunda temporada de The Mandalorian estreou em outubro na Disney+, com novos episódios lançados semanalmente (Foto: Reprodução)

Vitória Lopes Gomez

Menos de duas semanas antes do fim da segunda temporada de The Mandalorian, a Disney+ anunciou 10 novas séries originais do universo Star Wars. O furor com as novas produções, com os nomes inéditos e antigos sendo divulgados, teasers e teorias agitaram as redes sociais por dias, o que poderia distrair a excitação para a finale da pioneira dos live-action. Felizmente, a série prova, mais uma vez, que é grandiosa e se consolida como uma das melhores produções da franquia bilionária criada por George Lucas.

Continue lendo “Entre fanservice e inovação, The Mandalorian volta para mostrar seu lugar na galáxia”

On the Rocks, Sofia Coppola e o perigo de se fazer um filme sobre nada

Cena do filme On the Rocks. Bill Murray, um homem branco e idoso de cabelo branco e terno preto, beija a testa da filha Rashida Jones, uma mulher negra de pele clara e camiseta cinza. Eles estão ao lado de um carro preto e está de dia
On the Rocks acompanha Laura e seu pai Felix investigando a suposta traição do marido Dean, numa Nova Iorque mais triste e idealizada que o comum (Foto: Reprodução)

Vitor Evangelista

On the Rocks é uma expressão em inglês indicando que uma bebida, normalmente alcoólica, deverá ser servida com gelo. É também o nome do sétimo filme de Sofia Coppola, diretora experiente em contar histórias calmas na superfície, mas recheadas de drama e ventanias por debaixo dos sorrisos amarelos e jardins ensolarados. Na incongruente filmografia da norte-americana, o filme de 2020 é um anexo a temáticas passadas, mas abre o leque para a sutilidade do inevitável e a magia do ordinário.

Continue lendo “On the Rocks, Sofia Coppola e o perigo de se fazer um filme sobre nada”