O fim do ano está próximo e com ele chega nossa tradicional seleção do que foi feito de melhor na indústria musical nos últimos 12 meses. Nessa edição, fizemos diferente e perguntamos aos personas como foi o ano musical de cada um, e de quebra elencar o seus 5 melhores discos de 2018. Sem mais delongas, vamos aos comentários: Continue lendo “Os melhores discos de 2018”
O Women’s Music Events Awards aconteceu na última quarta-feira (5), em São Paulo. É a primeira premiação musical voltada exclusivamente para mulheres. Da esquerda para a direita: Urias, Drik Barbosa, Karol Conká, Duda Beat e Preta Gil (Divulgação)
Gabriel Leite Ferreira, Leonardo Santana
Nas preparações para a despedida de 2018, o Persona indica o que de melhor novembro nos oferece como escudo contra o tio charlatão (e um pouco fascista) na noite da ceia. Boas festas pra todas e todos!
É chavão classificar obras definitivas da cultura pop como “atemporais”. Os Beatles são atemporais, Frida Kahlo é atemporal, Sylvia Plath é atemporal. É um modo hiperbólico de destacar artistas que superaram as barreiras do tempo e continuam tão (ou mais) relevantes quanto na época em que surgiram. Mas o que fazer com produtos que simplesmente não tem precedentes? Qual o lugar desses artefatos que parecem não pertencer a tempo ou lugar alguns? Continue lendo “Há 50 anos, Nico previa os góticos”
Entre 2013 e 2016 Eu quase não lembro, o que foi que a gente fez?
Gabriel Leite Ferreira
Ele chegou. O aguardado sucessor do maior disco de rock brasileiro desde Ventura, do Los Hermanos. Vocação, quinto álbum de estúdio da Lupe de Lupe, começou a ser divulgado há seis meses, no dia 17 de maio, data em que o clipe de “O Brasil Quer Mais” foi postado no YouTube. Os quase 9 minutos da canção desafiam o que se conhecia da banda mineira até aquele momento: o vocalista e guitarrista Vitor Brauer falando sobre o impeachment de Dilma Rousseff, a prisão de Luis Inácio “Lula” da Silva, o assassinato de Marielle Franco e as denúncias de abuso sexual no meio artístico com um fundo barulhento; um textão de Facebook musicado. Para onde a Lupe estava apontando?
Quando se trata de de rock há um senso comum de que o Queen é uma das melhores bandas de todos os tempos e isso por conta não só de suas letras altamente contagiantes ou por seus hits clássicos, presentes em filmes, séries e comerciais, mas, principalmente, por causa de seu vocalista, Freddie Mercury. Esse que é considerado uma lenda musical com seu alcance vocal sobre-humano e seu carisma irreverente capaz de encantar até mesmo aqueles que não são fãs. E é exatamente sobre esse astro do rock que se trata o mais novo longa da 20th Century Fox, Bohemian Rhapsody.
Feita em parceria com o artista visual Filip Custic, a capa brinca com o Sagrado Feminino e revela o papel da música pop de corromper e prestar homenagem à tradição na mesma medida (Reprodução)
Carlos Botelho
Não, você não leu errado. O pop enquanto entidade onipresente das principais paradas mundiais está morrendo. Vemos artistas, principalmente as famosas divas do gênero, tendo dificuldades em emplacar hits repetindo fórmulas que eram imbatíveis alguns anos atrás.
Aonde quero chegar com tudo isso é que, se por um lado estamos assistindo gigantes falhando dentro do próprio nicho, por outro há liberdade de experimentação quando a demanda por trabalhos de alto apelo comercial perde força. Esse processo de transição é o responsável por grandes registros que vem surgindo. Continue lendo “Você acredita em vida após o pop? E o excelente El Mal Querer de Rosalía”
The game of chess is like a swordfight: you must think first before you move!
Gabriel Leite Ferreira
“Shaolin shadowboxing and the Wu-Tang swordstyle. If what you say is true, the Shaolin and the Wu-Tang could be dangerous. Do you think your Wu-Tang sword can defeat me? / En garde, I’ll let you try my Wu-Tang style.” Assim começa “Bring da Ruckus”, primeira faixa do lendário Enter the Wu-Tang: 36 Chambers, disco de estreia do Wu-Tang Clan que completou 25 anos na sexta passada. Samples de filmes de artes marciais dos anos 50 e 60 em um disco da costa leste durante a franca ascensão do gangsta rap? Baixe a guarda…
“Falando alto para sermos gigantes”: a capa, assinada pelo artista plástico Maxwell Alexandre, dá conta da versatilidade e variedade do segundo disco de BK’ (Foto: Reprodução)
Elder John
Após mais de dois anos do lançamento de Castelos & Ruínas (2016), BK lançou no dia 31 de outubro seu segundo disco, intitulado Gigantes, com 13 faixas. Anteriormente, o rapper carioca havia lançado dois EPs nomeados Antes dos Gigantes Chegarem Vol. 1 & 2 (2017), criando expectativa para o tão esperado álbum.
Foto de Alanis Morissette no encarte de “Jagged Little Pill” (1995). A “síndrome do segundo disco” atingiu a cantora em 1998 (Foto: Reprodução)
Guilherme Hansen
Uma jovem canadense de apenas 21 anos, até então com apenas dois discos pop de pouca repercussão, lança um CD de rock alternativo sem muitas expectativas. Os produtores não esperavam vendas superiores a 250 mil cópias. No entanto, o álbum em questão estoura e vende mais de 28 milhões de exemplares em três anos.