A série foi inspirada na história de Ângela Diniz, a socialite a frente de seu tempo vítima de feminicídio (Fonte: HBO Max)
Mariana Bezerra
O final de 2025 foi marcado por um clima de luto. Enquanto as festividades se aproximavam, as histórias de alguns nomes femininos começaram a ocupar as redes sociais e ganharam mais tempo de audiência nos jornais. Infelizmente, os comentários e matérias não se tratavam do sucesso profissional dessas mulheres, ou de alguma história curiosa ou cativante de suas vidas; não ouvimos sobre o brilho delas ou sobre suas paixões. Isso só foi ouvido depois, e das bocas dos amigos e familiares que, em busca de justiça, relembram a coragem, os sorrisos e sonhos daquelas mulheres que tiveram as vidas roubadas pelo feminicídio.
Rita Lee: Mania de Você traz à tona a carta inédita que a cantora escreveu para os filhos pouco antes de sua morte (Foto: Max)
Luana Brusiano
Em Rita Lee: Mania de você, longa-metragem documental lançado dois anos após a morte da eterna rainha do rock, acompanhamos um pouco da vasta trajetória de Rita Lee Jones, suas conquistas, perdas, vícios e virtudes. Dirigido por Guido Goldberg, o documentário revive memórias pela lente de amigos, familiares e expõe a carta inédita deixada pela artista aos seus filhos antes de sua morte.
O rosto de Noah Wyle não é novo aos amantes de séries médicas (Foto: Max/Warrick Page)
Guilherme Machado Leal
O dia a dia turbulento de profissionais da área de saúde se popularizou nos anos 90, com Plantão Médico. Drama procedural, o sucesso era considerado a maior série médica até 2019, quando Grey’s Anatomy ultrapassou o número de temporadas ao bater a marca de 332 episódios, antes conquistada pela trama protagonizada por George Clooney. A partir da consolidação da produção de Shonda Rhimes, inúmeros produtos televisivos focados em médicos lançaram e conquistaram o público. No entanto, o gênero se tornou obsoleto, previsível e não mais impactante como ocorria em seus anos de ouro. Dito isso, o que faz The Pitt, produção da HBO Max, ser um frescor?
Em Pinguim conhecemos um vilão que dá pena — curiosamente, o que ele mais odeia que sintam dele (Foto: Macall Polay/HBO Max)
Stephanie Cardoso
Se The Batman (2022) já tinha mostrado uma Gotham encharcada de corrupção e sombras, Pinguim – seu spin-off na HBO Max – vai além do que era esperado: mergulhando no fundo do submundo, onde não existem ‘mocinhos’, somente aqueles que lutam para sobreviver ou dominar. A série mergulha no caos e mostra que o verdadeiro medo não está na máscara, mas na ausência dela, entre as conversas frias onde o poder é vendido em pedaços e a lealdade vale menos que um dólar sujo.
A segunda temporada de The Last of Us diminui o ritmo do seriado (Foto: MAX )
Isabela Pitta
Mesmo que o tempo ande a passos lentos ou corra com avidez, a vingança nasce e renasce no coração humano. A cada ciclo vingativo fechado, ao menos um novo é aberto e a humanidade se perde em desesperança. Apesar de a violência já ser esperada em um mundo apocalíptico, no fundo, as próprias pessoas são a principal fonte das atrocidades consideradas, desumanas. Porém, sem o ódio e o amor, o que sobra na essência humana? A segunda temporada de The Last Of Us chegou, em abril deste ano, às telas dos assinantes da MAX com medo de mergulhar de cabeça na essência dual e complexa de Ellie. Continue lendo “A segunda temporada de The Last of Us é um apocalipse estarrecedor, mas que tem medo de fogo”
O filme foi lançado no Brasil em 15 de maio de 2025 (Foto: Lionsgate Films)
Eduardo Dragoneti
Após sua atuação amplamente criticada na série The Idol, da HBO Max, o multiartista Abel Tesfaye (The Weeknd) volta a se arriscar no mundo audiovisual e protagoniza seu primeiro longa-metragem: Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes. Contracenando com nomes de peso como Jenna Ortega e Barry Keoghan, o filme parece buscar redenção para a imagem audiovisual do cantor. No entanto, o que se desenha é um desastre narrativo embalado por trilhas de seu último álbum homônimo.
“Cadeia um cômodo do inferno, seja no outono no inverno”: PCC: Poder Secreto desdobra a história do Primeiro Comando da Capital em narrativas antes ocultadas (Foto: Max)
Marcela Lavorato e Rebecca Ramos
Em 1997, ao lançar o álbum Sobrevivendo no Inferno, os Racionais MC’s propuseram, pela primeira vez na grande mídia, uma reflexão acerca das dificuldades enfrentadas pelas pessoas na periferia, além de questionar o que leva certos indivíduos neste contexto ao dilacerante sistema carcerário. Embora seja incerto o número de participantes de facções dentro de presídios, certamente é algo a ser discutido. O Primeiro Comando da Capital, popularmente conhecido como PCC, tem uma presença enorme dentro e fora das prisões, mas continua-se a ignorar este fato, uma vez que é de extrema delicadeza debater sobre como são tratados indivíduos periféricos num contexto prisional e seus efeitos na sociedade civil.
“A cadeia é um moedor de ser humano”. A frase dita pelo ex-agente penitenciário Diorgeres Victorio é o ponto de partida que a direção de PCC: Poder Secreto – exibida pela Max, antiga HBO Max – evidencia durante os quatro capítulos da obra. Entre Carandiru, Pedro Juan Caballero, Taubaté e Presidente Venceslau, os presídios são idênticos – não há nenhuma atividade de ressocialização; há somente o trancafiamento. E é a partir daí que começamos a entender o surgimento da facção.
No Festival de Cannes, o diretor Sam Levinson afirmou que as controvérsias fariam de The Idol a maior série do verão (Foto: HBO Max)
Talita Cardoso
Abusos da mídia, dores físicas e psicológicas de artistas, transtornos desencadeados pelo meio e todos os bastidores podres da indústria musical de forma nunca antes vista. Foi o que The Idol prometeu explorar ao narrar a perspectiva de Jocelyn (Lily-Rose Depp), uma cantora mentalmente instável e fisicamente ferida pela profissão, que tem sua vida e a forma como enxerga a arte alterada ao conhecer um problemático produtor musical, Tedros (The Weeknd).
Barry chegou ao fim em uma nota fria, dura e irônica, que garantiu o lugar da série na corrida pelo Emmy 2023 (Foto: HBO Max)
Giovanna Freisinger
A quarta e última temporada de Barry responde às perguntas existenciais levantadas pela obra até então e leva a história, que parecia estar em uma rua sem saída, ao seu desfecho. Seus momentos finais a consolidam como uma das melhores produções de televisão dos anos recentes. Os fãs da série estão na torcida para que esse seja o ano em que ela finalmente conquiste o título de Melhor Série de Comédia no Emmy2023, após três indicações nesta categoria, mas nenhuma vitória até então. O obstáculo é a concorrência pesadíssima da categoria, com Abbott Elementary, A Maravilhosa Sra. Maisel, Jury Duty, Only Murders in the Building, Ted Lasso, The Beare Wandinha.
Ecoando sua celebrada minissérie Chernobyl, Craig Mazin nos inicia em The Last of Us com um prólogo: em um talk show dos anos 1960, acompanhamos um biólogo carismático (John Hannah) que avisa tanto o entrevistador (Josh Brener) quanto a plateia que o verdadeiro perigo para a extinção da raça humana não são vírus ou bactérias, mas os fungos. Quando questionado sobre o que aconteceria no evento destes organismos evoluírem para nos infectar, ele responde com um simples “Nós perderíamos”. E, pelas próximas nove semanas, fomos convidados a imaginar como seria um mundo onde é justamente isso o que aconteceu: nós perdemos.