Ayrton Montarroyos carrega o ar de quem já está na estrada há tempos e que sabe exatamente o que quer (Foto: Luan Cardoso; Arte: Arthur Caires)
Arthur Caires
Entre reflexões sobre o ofício e pequenas ironias sobre o tempo, Ayrton Montarroyos fala como quem compõe: entre pausas, silêncios e lampejos de lucidez. Na coletiva de imprensa realizada com os alunos do curso de Jornalismo Musical: da Arte da Entrevista à Construção do Texto, ministrado pela jornalista Adriana Del Ré, o cantor pernambucano transformou o encontro em algo além de uma entrevista – um diálogo sobre coerência, criação e permanência.
Diretamente do Japão, Yasutomo Chikuma iniciou sua carreira no cinema experimental antes de migrar para longas narrativos (Arte: Arthur Caires / Foto: Tai Ouchi)
Gabriel Diaz
O silêncio é capaz de ser tão expressivo quanto a palavra, e o amor – quando não se realiza nos corpos – encontra refúgio na memória. Na seção Perspectiva Internacional, a 49ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo apresenta o novo longa de Yasutomo Chikuma: O Espaço Mais Profundo em Nós. A trama parte do vínculo íntimo entre Kaori (Momoko Fukuchi), uma mulher arromântica e assexual, e Takeru (Kanichiro), um homem que não suporta mais o próprio corpo, para refletir sobre a impossibilidade do amor e a persistência da culpa nessa ausência. Após a morte de Takeru, Kaori viaja com Nakano (Ryutaro Nakagawa), seu amigo, até o litoral onde ele se matou.
A literatura juvenil de Penélope Martins conecta jovens e adultos por meio da mesma sensibilidade (Foto: Penélope Cruz; Arte: Arthur Caires)
Arthur Caires
Antes de aprender a escrever para crianças, Penélope Martins aprendeu a escutar. Escutava as conversas de família, a faladeira que se misturava à costura da mãe, o tricotar da avó na varanda e, entre uma história e outra, descobriu que o afeto também se comunica por palavras. Muito antes de publicar livros, já havia ali uma autora em formação: alguém que entendia o poder das narrativas que costuram o mundo.
Com o lançamento de Continente, equipe e elenco falam sobre Cinema de gênero, linguagem e Terror
O filme cutuca cicatrizes do Brasil colonial (Arte: Aryadne Xavier)
Davi Marcelgo
As terras gaúchas se transformaram em palco para sangue e suor no Halloween de 2024 com Continente, terceiro longa-metragem de Davi Pretto, vencedor do prêmio de Melhor Direção na Competição Novos Rumos do Festival do Rio 2024. O filme confronta as raízes do Brasil colonial com toques de vampirismo e com as influências de Glauber Rocha e Jacques Tourneur no DNA, este por quem Pretto diz ter uma “grande fixação, principalmente [por] Cat People e I Walked with a Zombie, que são dois filmes que eu acho absolutamente geniais”.
O escritor, tradutor e ensaísta fala sobre seu processo criativo, influências e os 10 anos do romance Barba ensopada de sangue, que está em adaptação para o Cinema e recebe uma edição comemorativa em 2022
“Minha carreira de escritor não foi exatamente uma coisa planejada desde cedo”, diz Daniel Galera (Foto: Marco Antonio Filho e Companhia das Letras/Arte: Henrique Marinhos)
Bruno Andrade
No final de Maio – num frenesi esquisito que faz parecer distante esses quatro meses –, me reuni virtualmente com Daniel Galera para bater um papo sobre sua trajetória literária e os 10 anos de lançamento de Barba ensopada de sangue, romance que ganha uma edição especial comemorativa com lançamento previsto para 4 de Novembro de 2022. Vencedor do Prêmio Machado de Assis, duas vezes 3º colocado no Prêmio Jabuti e já publicado na prestigiosa revista The Paris Review, Galera desponta como um dos grandes nomes da Literatura brasileira contemporânea, relacionado a uma “nova geração de escritores”, mesmo que “nova” já não seja bem a palavra que defina sua carreira. Escrevendo e publicando desde os anos 1990, o escritor paulistano radicado em Porto Alegre construiu um sólido percurso em torno da Literatura, e veio ao Persona Entrevista compartilhar suas experiências, visões de futuro e revelar mais sobre suas obras.
Nome por trás do fabuloso e singular AGROPOC, o cantor fala sobre as origens de sua Música, parcerias dos sonhos e o papel do sertanejo no mundo de hoje
Em mais um conteúdo especial do Mês do Orgulho LGBTQIA+, o Persona recebe o cantor Gabeu, em nossa primeira entrevista no campo da Música (Foto: Gabeu/Arte: Vitória Vulcano)
Raquel Dutra e Vitor Evangelista
Dono de um dos Melhores Discos de 2021, Gabeu tomou conta do ano passado no cenário do queernejo. Como parte do Especial do Mês do Orgulho, o Persona retoma o quadro de entrevistas e inaugura a editoria de conversas musicais para receber a estrela em ascensão, em um papo que viaja de suas raízes no gênero musical até as mais diversas influências que fizeram de AGROPOC, seu trabalho de estreia, um dos destaques musicais mais instigantes e criativos da cena atual.
Autor de As Coisas, obra vencedora do Prêmio Sesc de Literatura que debate a sexualidade de homens gays na contemporaneidade, o escritor porto-alegrense surge como guia de uma viagem onírica em Visão Noturna
“Nós estamos criando Literatura, a gente não quer que a bandeira ou a temática fique na frente do nosso projeto, da nossa obra, do nosso trabalho”, diz Tobias Carvalho (Foto: Applause Produtora e Todavia/Arte: Vitória Vulcano)
Bruno Andrade e Enzo Caramori
Visão Noturna é um daqueles livros que fechamos com certa melancolia. Suspiramos lentamente e refletimos sobre as palavras ali dispostas, as ideias ocultas por trás de cada linha, sem a vontade de ter terminado a leitura – mas talvez ela nunca termine, talvez permaneça em nossas cabeças por dias até ser esquecida e lembrada em um sonho distante. Meses depois do lançamento da obra, Tobias Carvalho vem ao Persona Entrevista contar sobre seu processo de escrita e as questões que cercam suas concepções literárias.
Diretora de Medusa relembra o processo de produção do filme e comenta sobre a experiência no Festival de Cannes
Finalizando os trabalhos de cobertura da 45ª Mostra de Cinema em São Paulo, o Persona Entrevista recebe Anita Rocha da Silveira, diretora de Medusa (Foto: Reprodução/Arte: Jho Brunhara)
Diretores de Luana Muniz – Filha da Lua detalham a importância da representatividade trans na Arte e as dificuldades do Cinema independente
Em dose dupla, o Persona Entrevista de hoje conta com os cineastas Rian Córdova e Leonardo Menezes, em uma conversa à respeito de seu mais novo longa, o documentário Luana Muniz – Filha da Lua (Foto: Reprodução/Arte: Jho Brunhara)
Caroline Campos e Vitor Evangelista
Quatro meses atrás, o Persona entrou em contato com o emocionante longa Luana Muniz – Filha da Lua. Naquele agosto, mês que celebra os documentários brasileiros, tivemos a oportunidade de, além de conferir as sutilezas e conhecer a jornada da personagem-título, entrevistar seus dois realizadores. Em uma breve conversa terça-feira antes do almoço, Rian Córdova e Leonardo Menezes relataram desde os processos de criação do filme até o que o futuro os reserva daqui para a frente.
O diretor de Madeira e Água conta como foi filmar em dois continentes e ter a própria mãe como protagonista
Jonas Bak é o segundo entrevistado pelo Persona na cobertura da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Jonas Bak/Arte: Jho Brunhara)
João Batista Signorelli
Entre filmes premiados em Cannese pré-candidatos ao Oscar, a 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo trouxe uma grande amostra do Cinema mundial em 2021. Em meio a tantos lançamentos badalados que ainda vão dar muito o que falar, também surgiram muitas pérolas escondidas que também foram dignas de atenção, e Madeira e Águacertamente é uma delas. Contando a história de uma mãe que busca se encontrar com seu filho distante, o diretor alemão Jonas Bak levou seu filme de Berlim para festivais no mundo todo, e vem agora ao Persona Entrevista contar como foi a produção de seu primeiro longa-metragem.