Atlanta: surrealismo e realidade em um mesmo plano

Quando eu encontrar uma explicação para a maçã na boca do elenco, eu trago pra vocês. (Foto: Reprodução/FX)

Egberto Santana Nunes

Se existisse um prêmio real para o artista do ano, Donald Glover provavelmente estaria cotado e até mesmo ganharia. Digo “real” porque o VMA (Video Music Awards) tem essa categoria em sua premiação, mas a gente ignora pois é o VMA. Além de ter todo um outro embasamento, voltado ao mundo da cultura pop e os abalos na indústria. A questão aqui é que Glover se catapultou no mainstream de uma forma que ele não só fosse o assunto do momento, como também fez com que fossem discutidos outros temas bem mais problemáticos. E é claro, no final de 2018, na retrospectiva feita por diversos canais, “This is America” estará lá sendo reprisado e discutido.  Mas hoje o assunto não é o ótimo clipe de Gambino e, sim, seu mais não tão novo trampo, a série de TV Atlanta.

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O caos reina em Game of Thrones

O atraso (proposital) do lançamento tornou o seriado inelegível ao Emmy 2017, concorrendo apenas na edição seguinte, que ocorre em 17 de setembro [Foto: HBO]
Vitor Evangelista

Numa leva menor de capítulos, Game of Thrones aparou as arestas e foi direto ao ponto. Com uma linha narrativa ágil, o penúltimo ano leva o público aos preparativos finais para dar fim às histórias de Westeros. A sétima temporada conseguiu juntar seus protagonistas, guinando a história para seu derradeiro final, a guerra contra o exército do Rei da Noite.

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This is Us: a ternura e a sutileza da família Pearson

(Fonte: Reprodução/NBC)

Rayanne Candido

This is Us”, série da NBC criada por Dan Fogelman carrega o toque familiar, misturando drama e comédia, sorrisos e lágrimas; e sutilmente conquista o coração do público. Ela agrada ao falar sobre temas cotidianos e vem acompanhada de grandes nomes, como Milo Ventimiglia (Heroes), Mandy Moore (Jamie – Um Amor Para Recordar) e Sterling K. Brown (vencedor do Emmy por American Crime Story). E, ainda, teve 90% de aprovação no Rotten Tomatoes, agregador de críticas de filmes e séries.

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Alex Strangelove acerta como romance adolescente LGBTQ+ ainda que preso a clichês

 

 

(Foto: Divulgação)

Jho Brunhara

Anunciado em março pela Netflix e lançado em junho, o filme Alex Strangelove, dirigido por Craig Johnson, traz a história de Alex Truelove (Daniel Doheny), um jovem no último ano do ensino médio que namora Claire (Madeline Weinstein), mas começa a questionar seus sentimentos ao conhecer Elliot (Antonio Marziale). Pela Sinopse, se assemelha a qualquer filme adolescente de triângulo amoroso ou do garoto que achava ser hétero e se descobre gay. No começo do ano tivemos o lançamento do filme Com Amor, Simon, outra comédia romântica com temática LGBTQ+, seguindo a mesma linha de aceitação e descobertas. É óbvio que a indústria das produções cinematográficas está vendo a oportunidade de explorar essa temática e alcançar um público específico, mas existe um algo a mais: esses clichês são poderosos.

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Sweetener: doce ou amargo?

(Foto: Reprodução)

Guilherme Luis

“Sweetener”, o quarto álbum de Ariana Grande foi lançado em agosto envolto em muita expectativa, seja dos fãs ou da crítica. Isso porque o disco prometia muito por todo o material que fora lançado até então. Além disso, soma-se o fato de que esse é o primeiro trabalho da cantora após o atentado terrorista em seu show em Manchester e as entrevistas que ela mesmo deu afirmando de que esse seria seu disco mais pessoal… não deu outra: as esperanças e as pré-afirmações de que esse seria o melhor CD pop do ano não eram poucas. No que será que isso deu?

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A raiva que adoece em Sharp Objects

A parede florida da residência dos Crellin evoca a alma cuidadosa de Adora, semelhante a Mãe Natureza (Foto: Reprodução)

Vitor Evangelista

Estrelada por Amy Adams, a minissérie da HBO adentra o passado da jornalista Camille Preaker, que retorna a sua cidade natal para noticiar a morte de duas jovens garotas. Carregada de ressentimento, a produção caminha a passos lentos e cores quentes para mapear as relações familiares problemáticas de sua protagonista. Camille é uma mulher marcada por abusos. A começar pela distante relação que construiu com a mãe Adora (Patricia Clarkson, sublime), a perda de sua irmã caçula ainda na infância, os anos marcados pela automutilação e alcoolismo, a personagem de Amy Adams tem problemas em encarar o passado e, principalmente, deixá-lo ir. 

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O Show de Truman: 20 anos de um retrato de nossa realidade

(Foto: Reprodução)

Ana Laura Ferreira

Com as tecnologias a que temos acesso hoje, somos vigiados 24 horas por dia, seja através de câmeras ou de check-ins feitos por nós mesmos. Entretanto, chega a ser assustador saber que sempre há alguém nos observando. Imagine como seria, então, descobrir que desde antes do seu nascimento você está sendo filmado e que faz parte de um grande programa de TV no qual é a estrela. Essa é a realidade abordada em O Show de Truman, uma ficção que se assemelha muito com a nossa vida.

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“Nunca nos separamos, sempre fomos os Tribalistas!”

A tribo em uma só voz (Foto: Heloísa Manduca)

Heloísa Manduca

Tríade, trinômio, trindade, trímero, triângulo, trio, trinca, três, terno, triplo, tríplice, tripé, tribo. Os Tribalistas – Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte – se apresentaram no último sábado, 18 de agosto, no Allianz Parque em São Paulo. A turnê Juntos Somos Um Só faz parte do segundo álbum homônimo do grupo lançado no ano passado (2017).

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A ingenuidade harmoniosa de Christopher Robin

Revisitando o Bosque dos 100 Acres e a trupe de animais da floresta comandada pelo urso amarelo, Christopher Robin: Um Reencontro Inesquecível chega para relembrar o regozijo da infância e que os frutos colhidos nessa época da vida podem florescer por muito tempo

O Ursinho Pooh está diferente (Foto: Disney)

Vitor Evangelista

Adaptando a história clássica do início do século XX, o filme explora a relação de um Christopher Robin (Ewan McGregor) já adulto para com sua família, vida profissional e os fantasmas em sua infância simplória na região de Sussex, na Inglaterra. Logo de cara, o filme pinta em tons pastéis as aventuras e enrascadas que Christopher viveu com os companheiros animais quando criança. Tudo do clássico desenho está ali. A mesa de chá, o pote de mel, os pulos de Tigrão.

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Avatar – A Lenda de Aang: muito além de qualquer preconceito

Muita gente sente uma nostalgia quando ouve: “Água… Terra… Fogo… Ar! Há muito tempo as nações viviam em paz e harmonia, e aí tudo isso mudou quando a nação do fogo atacou. Só o avatar domina os 4 elementos e pode impedi-los, mas, quando o mundo mais precisa dele, ele desaparece.” A animação da Nickelodeon, Avatar: A Lenda de Aang, criada por Michael Dante DiMartino e Bryan Konietzko, teve seu último episódio lançado há 10 anos, encerrando a épica batalha entre o Avatar Aang e o Senhor do Fogo Ozai, com a  instauração de uma era de paz e harmonia.

A Equipe Avatar (Imagem: Reprodução)

Leonardo Dota Zonaro e Raul Galhego da Silva

O conceito de avatar vem da teogonia bramânica, onde um deus encarna no mundo material para a realização de grandes feitos. O avatar, na definição da animação, é a junção de uma alma humana com um espírito ancestral e poderoso, Raava, sendo o único capaz de dominar todos os quatro elementos (habilidade concedida pelas tartarugas leão e possibilitada por Raava). Sendo o responsável por trazer equilíbrio para o mundo, o espírito do avatar é repassado para um recém-nascido da próxima nação assim que o portador atual morre, na ordem: Tribo da Água, Reino da Terra, Nação do Fogo e Nômades do Ar.

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