Há 20 anos, você também queria ser um Wildcat com a estreia de High School Musical

Cena do filme High School Musical. Na imagem, o elenco principal do filme está no ginásio da escola East High. Eles estão performando a faixa We’re All in This Together e vestem roupas como calças e regatas brancas, vestidos e roupas vermelhas. Da esquerda para a direita, há uma mulher branca de cabelo louro e ondulado, um homem negro de cabelo cacheado e castanho claro, um homem branco de cabelo liso cor de mel, um homem negro de cabelo crespo castanho escuro e uma mulher branca de cabelo castanho escuro ondulado.
Hino de superação e amizade, We’re All in This Together segue como uma das canções mais potentes da trilogia (Foto: Disney Channel)

Guilherme Machado Leal

Quando chegou às telonas em 2006, High School Musical iniciava – ao lado de Hannah Montana e Zack & Cody: Gêmeos em Ação, séries de 2005 – uma nova era no Disney Channel. Há 20 anos, o amor entre o capitão do time de basquete da escola East High e a aluna recém chegada na cidade de Salt Lake abriu portas para uma trilogia que abordaria o crescimento da juventude, a busca pelos sonhos e o encontro da sua melhor versão. 

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The Moment é uma experiência que apenas Charli XCX conseguiria criar

Charli XCX, uma mulher branca com cabelo ondulado escuro, está virada para a esquerda enquanto fala no telefone e na outra mão tem uma taça com bebida. Ela está de roupão branco e o ambiente é escuro.
Em fevereiro, Charli XCX lançou a trilha sonora oficial do filme de Emerald Fennell, Wuthering Heights (Foto: A24)

Isabela Nascimento

Depois de anos na tentativa de alcançar o sucesso mainstream, Charli XCX desistiu de se encaixar em um formato quadrado e resolveu apostar em si mesma em seu sexto álbum de estúdio, Brat (2024). Na sua era mais honesta, a britânica explorou suas inseguranças, questões com a fama, luto e sua vida como partygirl. O resultado foi um sucesso imediato e gigantesco, tornando-se uma popstar internacional nos seus próprios termos. 

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25 anos de Figure 8: entre figuras, sons e despedidas que ainda reverberam

Fotografia quadrada colorida. Elliott Smith está em pé, no centro da imagem, de frente para a câmera. Um homem branco, com cabelo castanho curto e expressão neutra. Veste camiseta marrom com estampa no peito, jaqueta escura aberta e calça vermelha. Atrás dele há um grande mural pintado com faixas curvas seguindo um padrão nas cores preta, branca e vermelha, em alto contraste, que ocupam todo o fundo da imagem. O ambiente é externo.
Elliott diante do mural surgiu por acaso, durante uma longa caminhada com sua amiga Autumn de Wilde por Los Angeles (Foto: Autumn de Wilde)

Débora Munhoz

A voz que Elliott Smith construiu e consolidou durante os anos 90, desde o lançamento de Roman Candle (1994) até a popularização de Either/Or (1997), abriu caminho para o nascimento de sua obra mais complexa: Figure 8. O álbum surge como uma espécie de síntese, mas também como um transbordamento de tudo que ele vinha construindo, agora com um domínio mais seguro e maduro sobre sua própria linguagem. Nele, o músico se reinventa sem se afastar de si mesmo, mantendo a vulnerabilidade que sempre o caracterizou, porém a expandindo em novas direções, a tornando mais complexa. Foi o momento em que sua discografia deixou de apenas refletir o caos interno e passou a organizá-lo musicalmente, em um equilíbrio bonito entre confissão e composição.

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Super Mario Galaxy: O Filme não é feito para os fãs, e sim aos apaixonados

Cena animada colorida mostra quatro personagens voando pelo espaço em alta velocidade. Ao centro, um homem de bigode com boné vermelho e macacão azul cavalga um dinossauro verde de olhos grandes, que avança com a boca aberta. À esquerda, outro homem com roupa verde flutua com expressão determinada. À direita, uma princesa de vestido rosa e coroa dourada voa envolta por um brilho mágico. O fundo é um céu cósmico com partículas luminosas e rastros de energia em tons neon.
Além da trama principal, a sequência expande o universo da Nintendo com participações especiais e easter eggs para todos os públicos (Foto: Universal Pictures)

Gabriel Diaz

Antes mesmo do primeiro teaser ser lançado, os fóruns da internet fervilhavam com muitas teorias. Entusiastas de longa data do encanador bigodudo, que cresceram com os diversos jogos da franquia, esperavam com ansiedade o que a Nintendo e a Illumination teriam para oferecer como continuação de Super Mario Bros (2023). E quando as imagens chegaram, a euforia tomou conta.  Continue lendo “Super Mario Galaxy: O Filme não é feito para os fãs, e sim aos apaixonados”

Em sua segunda temporada, Percy Jackson e Os Olimpianos encontra seu equilíbrio no temido Mar de Monstros

Cena da série Percy Jackson e os Olimpianos. Na imagem, um jovem branco com cabelos loiros cacheados, com uma mochila preta e vermelha, está ao lado de uma jovem negra com cabelos longos em tranças. Ambos seguram espadas e estão em uma área de floresta durante o dia
Percy Jackson prova mais uma vez que a escolha de Leah Jeffries e Walker Scobell para os papéis de Annabeth Chase e Percy foram mais que acertadas (Foto: Disney+)

Stephanie Cardoso

Uma das maiores preocupações sempre que uma adaptação literária é divulgada é sobre o quão fiel será ao material original. Anunciada em 2020, a série Percy Jackson e os Olimpianos veio como uma chama de esperança para os fãs após os criticados filmes feitos pela Fox na década passada. Entretanto, às vezes, o desejo é como uma faca de dois gumes. Durante sua primeira temporada, o que era pra se tornar o seu maior triunfo veio como o seu maior defeito: fidelidade ao extremo. Apesar de finalmente honrar o legado da saga, a produção acabou pagando o preço ao não conseguir traduzir a obra para uma linguagem de streaming – o que ocasionou em cenas avulsas que não faziam tanto sentido para o audiovisual. 

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Há 5 anos, Cherry Blossom de The Vamps florescia durante o isolamento social

Capa do álbum Cherry Blossom do The Vamps. Um prisma dourado, posicionado no centro da imagem, ergue-se em um ambiente minimalista e sofisticado. O interior da forma de faces douradas e brilhantes jorra partículas rosadas, simulando pétalas, criando um efeito de cascata. A base do prisma se mistura com uma superfície espelhada que reflete a estrutura e os grãos finos, intensificando a simetria. Acima, uma abertura oval flutua, adicionando dinamismo à cena. O fundo é predominantemente em tons de rosa e cinza, com paredes e teto lisos e iluminação suave e uniforme, realçando o brilho do ouro e a delicadeza das partículas.
Cherry Blossom é o quarto álbum da banda inglesa (Foto: EMI Records)

Marcela Jardim

Cinco anos após o lançamento de Cherry Blossom, que marca a volta do hiato de 2 anos, após um período intenso de turnê e lançamentos, o disco ganha uma camada adicional de significado. Ele não só representou o retorno da banda após um período de reestruturação criativa, como acabou se transformando em seu ponto final, pelo menos por um tempo. O grupo, que ficou conhecido a partir de 2014 por sucessos como Somebody To You em parceria com Demi Lovato, Can We Dance, Oh Cecilia (Breaking My Heart), uma parceria com Shawn Mendes – que também iniciava sua carreira –, e All Night, o maior hit da banda inglesa, entrou em uma pausa após o lançamento do disco All Night por alguns anos, – e mesmo ocorreu após o quarto álbum, visando o foco dos integrantes em suas carreiras solo, em especial o vocalista Brad Simpson, e logo retornaram as atividades em 2024.

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20 anos de Hannah Montana: o segredo que uma geração inteira guardou

A personagem Hannah Montana, jovem loira sorrindo para a câmera, usando uma blusa com brilho dourado e fazendo sinal de paz com a mão em fundo neutro
O começo de tudo. Entre glitter, segredos e uma peruca loira, nascia não só uma personagem, mas uma das maiores fantasias coletivas de uma geração: a possibilidade de ser duas pessoas ao mesmo tempo (Foto: Disney)

Flávia Ferracini

Em 2004, a Disney Channel já buscava sua próxima grande aposta para o público adolescente: uma série capaz de unir identificação e fantasia, dois pilares fundamentais da cultura jovem. A proposta parecia simples, mas carregava um potencial narrativo poderoso: contar a história de uma garota que vivia entre dois mundos, equilibrando a vida comum com o estrelato. O piloto foi gravado em 2006, porém a equipe criativa ainda não se sentia completamente convencida. Faltava algo que conectasse verdadeiramente a personagem ao público. Foi nesse momento que o acaso, ou talvez o timing perfeito, entrou em cena.

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20 anos de E Se Fosse Verdade e a química que Hollywood esqueceu

Cena do filme E Se Fosse Verdade. Elizabeth (Reese Witherspoon) e David (Mark Ruffalo) estão sentados em um banco estofado diante de uma ampla janela à noite. Ao fundo, vê-se as luzes desfocadas da cidade de São Francisco. Elizabeth, com um sorriso suave, olha para David, que está sentado com postura curvada, mãos entrelaçadas e olhar baixo, parecendo melancólico
Como produtor, Steven Spielberg comprou os direitos do livro E Se Fosse Verdade… de Marc Levy para o cinema antes mesmo de a obra ser publicada (Foto: DreamWorks)

Henrique Marinhos

Ao completar duas décadas em 2025, E Se Fosse Verdade (Just Like Heaven) surge como um artefato nostálgico da era de ouro das romcoms e um testamento de um tempo em que a química entre atores valia mais do que propriedades intelectuais. Antes de o algoritmo da Netflix padronizar as comédias românticas em uma massa cinzenta de iluminação chapada e roteiros tão genéricos que são acusados de serem gerados por IA, existia o ecossistema em Hollywood chamado mid-budget movie

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Em Sonhos de Trem, é a cinematografia quem conta a história

Aviso: O texto contém alguns spoilers

Cena do filme Sonhos de Trem. Na imagem, há um homem branco de cabelos e barba castanho escura. Ele usa três camadas de roupa. Na foto, é possível ver a camisa de botão marrom e uma espécie de jaqueta azul por cima. Atrás dele, há madeiras e árvores. Ele usa um chapéu marrom e está com a feição séria.
Sonhos de Trem foi indicado a quatro categorias no Oscar 2026: Melhor Filme, Melhor Fotografia, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Canção Original (Foto: Netflix)

Guilherme Machado Leal

A fotografia, recurso técnico que dá tom a cor e a estética de um filme, possui força em obras célebres e, muitas vezes, pode ser o marco mais importante e memorável de uma história retratada em tela. Em Sonhos de Trem, longa-metragem indicado a quatro categorias do Oscar 2026 e baseado no conto homônimo de Denis Johnson, o trabalho de cinematografia é realizado pelo brasileiro Adolpho Veloso, também reconhecido em Melhor Fotografia.

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Sistema prisional no Oscar: o documentário brutal que mostra a realidade por trás dos muros das penitenciárias no Alabama

Cena de Alabama: Presos do Sistema. Homens vestidos com uniformes brancos caminham em fila por um corredor ao ar livre cercado por grades e arame farpado, ao lado de um prédio carcerário.
“Como um jornalista pode ir para uma zona de guerra, mas não pode entrar em uma prisão nos Estados Unidos da América?” disse Melvin Ray, detento no Alabama, à documentarista (Foto: HBO Max)

Mariana Bezerra 

Qual a imagem que se tem de um presídio e da vivência dentro deles? Certamente não uma das melhores, nem das mais harmoniosas. Apesar do que parece óbvio, Alabama: Presos do sistema têm muito a dizer sobre esse contexto. A produção da HBO indicada ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Documentário, mostra que a realidade é muito pior do que se possa imaginar. Nesse sentido, o longa se destaca por atravessar os muros – literalmente – ao manter contato direto com os presidiários através de aparelhos telefônicos comumente contrabandeados obtidas a partir de mais de seis anos de investigação a respeito do sistema carcerário do estado do Alabama, nos Estados Unidos.

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