Em sua segunda temporada, Percy Jackson e Os Olimpianos encontra seu equilíbrio no temido Mar de Monstros

Cena da série Percy Jackson e os Olimpianos. Na imagem, um jovem branco com cabelos loiros cacheados, com uma mochila preta e vermelha, está ao lado de uma jovem negra com cabelos longos em tranças. Ambos seguram espadas e estão em uma área de floresta durante o dia
Percy Jackson prova mais uma vez que a escolha de Leah Jeffries e Walker Scobell para os papéis de Annabeth Chase e Percy foram mais que acertadas (Foto: Disney+)

Stephanie Cardoso

Uma das maiores preocupações sempre que uma adaptação literária é divulgada é sobre o quão fiel será ao material original. Anunciada em 2020, a série Percy Jackson e os Olimpianos veio como uma chama de esperança para os fãs após os criticados filmes feitos pela Fox na década passada. Entretanto, às vezes, o desejo é como uma faca de dois gumes. Durante sua primeira temporada, o que era pra se tornar o seu maior triunfo veio como o seu maior defeito: fidelidade ao extremo. Apesar de finalmente honrar o legado da saga, a produção acabou pagando o preço ao não conseguir traduzir a obra para uma linguagem de streaming – o que ocasionou em cenas avulsas que não faziam tanto sentido para o audiovisual. 

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Há 5 anos, Cherry Blossom de The Vamps florescia durante o isolamento social

Capa do álbum Cherry Blossom do The Vamps. Um prisma dourado, posicionado no centro da imagem, ergue-se em um ambiente minimalista e sofisticado. O interior da forma de faces douradas e brilhantes jorra partículas rosadas, simulando pétalas, criando um efeito de cascata. A base do prisma se mistura com uma superfície espelhada que reflete a estrutura e os grãos finos, intensificando a simetria. Acima, uma abertura oval flutua, adicionando dinamismo à cena. O fundo é predominantemente em tons de rosa e cinza, com paredes e teto lisos e iluminação suave e uniforme, realçando o brilho do ouro e a delicadeza das partículas.
Cherry Blossom é o quarto álbum da banda inglesa (Foto: EMI Records)

Marcela Jardim

Cinco anos após o lançamento de Cherry Blossom, que marca a volta do hiato de 2 anos, após um período intenso de turnê e lançamentos, o disco ganha uma camada adicional de significado. Ele não só representou o retorno da banda após um período de reestruturação criativa, como acabou se transformando em seu ponto final, pelo menos por um tempo. O grupo, que ficou conhecido a partir de 2014 por sucessos como Somebody To You em parceria com Demi Lovato, Can We Dance, Oh Cecilia (Breaking My Heart), uma parceria com Shawn Mendes – que também iniciava sua carreira –, e All Night, o maior hit da banda inglesa, entrou em uma pausa após o lançamento do disco All Night por alguns anos, – e mesmo ocorreu após o quarto álbum, visando o foco dos integrantes em suas carreiras solo, em especial o vocalista Brad Simpson, e logo retornaram as atividades em 2024.

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20 anos de Hannah Montana: o segredo que uma geração inteira guardou

A personagem Hannah Montana, jovem loira sorrindo para a câmera, usando uma blusa com brilho dourado e fazendo sinal de paz com a mão em fundo neutro
O começo de tudo. Entre glitter, segredos e uma peruca loira, nascia não só uma personagem, mas uma das maiores fantasias coletivas de uma geração: a possibilidade de ser duas pessoas ao mesmo tempo (Foto: Disney)

Flávia Ferracini

Em 2004, a Disney Channel já buscava sua próxima grande aposta para o público adolescente: uma série capaz de unir identificação e fantasia, dois pilares fundamentais da cultura jovem. A proposta parecia simples, mas carregava um potencial narrativo poderoso: contar a história de uma garota que vivia entre dois mundos, equilibrando a vida comum com o estrelato. O piloto foi gravado em 2006, porém a equipe criativa ainda não se sentia completamente convencida. Faltava algo que conectasse verdadeiramente a personagem ao público. Foi nesse momento que o acaso, ou talvez o timing perfeito, entrou em cena.

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20 anos de E Se Fosse Verdade e a química que Hollywood esqueceu

Cena do filme E Se Fosse Verdade. Elizabeth (Reese Witherspoon) e David (Mark Ruffalo) estão sentados em um banco estofado diante de uma ampla janela à noite. Ao fundo, vê-se as luzes desfocadas da cidade de São Francisco. Elizabeth, com um sorriso suave, olha para David, que está sentado com postura curvada, mãos entrelaçadas e olhar baixo, parecendo melancólico
Como produtor, Steven Spielberg comprou os direitos do livro E Se Fosse Verdade… de Marc Levy para o cinema antes mesmo de a obra ser publicada (Foto: DreamWorks)

Henrique Marinhos

Ao completar duas décadas em 2025, E Se Fosse Verdade (Just Like Heaven) surge como um artefato nostálgico da era de ouro das romcoms e um testamento de um tempo em que a química entre atores valia mais do que propriedades intelectuais. Antes de o algoritmo da Netflix padronizar as comédias românticas em uma massa cinzenta de iluminação chapada e roteiros tão genéricos que são acusados de serem gerados por IA, existia o ecossistema em Hollywood chamado mid-budget movie

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Em Sonhos de Trem, é a cinematografia quem conta a história

Aviso: O texto contém alguns spoilers

Cena do filme Sonhos de Trem. Na imagem, há um homem branco de cabelos e barba castanho escura. Ele usa três camadas de roupa. Na foto, é possível ver a camisa de botão marrom e uma espécie de jaqueta azul por cima. Atrás dele, há madeiras e árvores. Ele usa um chapéu marrom e está com a feição séria.
Sonhos de Trem foi indicado a quatro categorias no Oscar 2026: Melhor Filme, Melhor Fotografia, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Canção Original (Foto: Netflix)

Guilherme Machado Leal

A fotografia, recurso técnico que dá tom a cor e a estética de um filme, possui força em obras célebres e, muitas vezes, pode ser o marco mais importante e memorável de uma história retratada em tela. Em Sonhos de Trem, longa-metragem indicado a quatro categorias do Oscar 2026 e baseado no conto homônimo de Denis Johnson, o trabalho de cinematografia é realizado pelo brasileiro Adolpho Veloso, também reconhecido em Melhor Fotografia.

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Sistema prisional no Oscar: o documentário brutal que mostra a realidade por trás dos muros das penitenciárias no Alabama

Cena de Alabama: Presos do Sistema. Homens vestidos com uniformes brancos caminham em fila por um corredor ao ar livre cercado por grades e arame farpado, ao lado de um prédio carcerário.
“Como um jornalista pode ir para uma zona de guerra, mas não pode entrar em uma prisão nos Estados Unidos da América?” disse Melvin Ray, detento no Alabama, à documentarista (Foto: HBO Max)

Mariana Bezerra 

Qual a imagem que se tem de um presídio e da vivência dentro deles? Certamente não uma das melhores, nem das mais harmoniosas. Apesar do que parece óbvio, Alabama: Presos do sistema têm muito a dizer sobre esse contexto. A produção da HBO indicada ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Documentário, mostra que a realidade é muito pior do que se possa imaginar. Nesse sentido, o longa se destaca por atravessar os muros – literalmente – ao manter contato direto com os presidiários através de aparelhos telefônicos comumente contrabandeados obtidas a partir de mais de seis anos de investigação a respeito do sistema carcerário do estado do Alabama, nos Estados Unidos.

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Embaixo da Luz de Neon mostra o propósito de continuar vivendo, sustentado por um amor inabalável

Andrea e Megan estão deitadas em um chão de madeira, com um carpete cinza cheio. Entre elas, estão dois cachorros de pelos loiros dourados. Uma luz bate no pelo de um deles e no rosto de Megan, mulher branca de cabelos castanhos, usando uma blusa branca, que está rindo com os olhos fechados e a cabeça para cima. Andrea, pessoa não binária branca, com cabelos pretos curtos, uma tatuagem no braço e uma camiseta preta estampada, sorri, olhando para o lado.
“Minha história é como a felicidade se torna mais fácil de achar ao percebermos que não temos a eternidade para encontrá-la”, Andrea Gibson (Foto:Apple TV)

Lara Fagundes

Como é amar alguém sabendo que essa pessoa vai partir antes do planejado? E como continuar vivendo com os dias contados? Embaixo da Luz de Neon, indicado na categoria de Melhor Documentário do Oscar e dirigido por Ryan White, acompanha os poetas: Andrea Gibson, artista não binário com diagnóstico de câncer terminal no ovário, e Megan Falley, sua esposa e companheira. Muito mais do que uma história sobre lidar com mortalidade, o longa fala da importância de colocar sentimentos em palavras e celebrar a vida com leveza enquanto ainda a tem.

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Em tudo, há Valor Sentimental

Aviso: O texto contém alguns spoilers

Cena do filme Valor Sentimental. Na imagem, há um homem branco de cabelos louros grisalhos olhando para uma mulher branca de cabelos castanhos. Eles estão em frente a diversos arbustos. Ele veste uma camisa social e ela usa uma blusa preta com uma jaqueta jeans por cima.
A ausência do pai moldou a personalidade de Nora e a maneira como ela se envolve com todas as pessoas de sua vida (Foto: Kasper Tuxen)

Guilherme Machado Leal

Nos filmes de Joachim Trier, a cidade Oslo se torna parte da história que o cineasta gosta de contar. As ruas, estabelecimentos e arquiteturas da capital da Noruega registram por meio das lentes a sensação de como é viver no local. Em Valor Sentimental, o diretor Gustav Borg (Stellan Skarsgård) retorna à cidade natal para convencer a filha, Nora (Renate Reinsve), a gravar um filme baseado na vida de sua família após mais de uma década afastado das telas. No entanto, há um fator especial: a primogênita seria a protagonista da narrativa, que entra na ferida mais profunda de um filho: a ausência de um pai.

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Monstros também amam: os mortos tem algo a dizer, e A Noiva! está nos contando

Mulher loira com véu preto e vestido vermelho aponta um revólver em um palco, diante de uma plateia em um ambiente com cortinas douradas
Jessie Buckley interpreta três personagens totalmente distintas entre si (Foto: Warner Bros)

Ana Beatriz Zamai

Depois de nos entregar uma performance espetacular e merecedora do Oscar de melhor atriz por seu papel em Hamnet (2025), Jessie Buckley aparece irreconhecível e fenomenal em A Noiva!, interpretando três personagens: a autora Mary Shelley, Ida e a Noiva. O filme conta a história de Ida, uma mulher de Chicago dos anos 1930, que foi assassinada a mando de chefes da máfia, enquanto era possuída pelo espírito fantasmagórico e teatral de Shelley. Em uma mudança de cenários, Frank (Christian Bale), o monstro de dr. Frankenstein, implora pela ajuda da Dra. Euphronious (Annette Bening), cientista especializada em reanimação de organismos, para acabar com sua solidão que já dura um século. O monstro e a doutora desenterram Ida e a trazem de volta à vida, dando início à uma grande história de amor – ou de terror.

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Entre o homem e o mito: G-DRAGON leva a turnê e filosofia Übermensch às grandes telas

G-DRAGON caminhando em um show em meio a multidão. Fotografia retangular, ao fundo seus fãs no estádio, com o cantor ao centro. G-DRAGON é um homem asiático, de cabelos platinados com detalhes em azul. Ele veste uma regata branca, um sobretudo preto com botões brancos e detalhes de crochê na gola. Ele passa pela multidão enquanto canta e segura um microfone branco à sua frente.
G-Dragon caminha em meio a multidão durante a Übermensch Tour

Flávia Ferracini

Após oito anos longe dos palcos, G-DRAGON retorna com um projeto que é, ao mesmo tempo, espetáculo e manifesto existencial. Dirigido por Byun Jin Ho, G-DRAGON IN CINEMA: Übermensch acompanha a turnê mundial homônima de 2025, registrada em mais de dez países e lançada em mais de cinquenta – incluindo o Brasil, onde chega pelas mãos da Sato Company. O diretor, conhecido por outros trabalhos com G-DRAGON e BIGBANG, traz seu olhar que consegue equilibrar estética e introspecção, traduzindo a energia performática do artista em imagens que exploram o limite entre o humano e o sobre-humano – o que é ser ‘além do homem’ dentro de uma indústria que exige perfeição constante.

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