Com o Midnight Sun, chegou a hora de Zara Larsson

Capa do CD Midnight Sun, da cantora Zara Larsson. Na imagem, a artista está de joelhos em uma grama e apoia as duas mãos na superfície. Ela usa um vestido laranja, com rendas amarelas e rosas. Atrás dela, há flores azuis, árvores e um sol, que preenchem o ambiente. Ela está centralizada na foto e o seu cabelo loiro tampa uma parte de seu rosto, incluindo o olhar da cantora.
No conjunto de dez faixas, a sueca faz o melhor trabalho de sua carreira até o momento (Foto: Sommer House/Epic Records)

Guilherme Machado Leal

Os últimos anos da música pop mostraram que quem espera, sempre alcança. Se em 2024, Sabrina Carpenter se tornou um dos principais nomes atuais do gênero e Charli XCX finalmente conquistou as devidas flores com o Brat, o mesmo pode ocorrer com outras cantoras. Sem investimentos da gravadora, uma fanbase não tão expressiva e uma identidade sonora inconsistente são alguns dos fatores que servem como empecilhos àqueles com desejo pelo sucesso. Era o caso de Zara Larsson: a artista sueca viu muitos de seus hits serem cantados, mas também leu declarações como: “quem está cantando essa música?”. A partir do lançamento do Midnight Sun, quinto álbum de estúdio da loira, as coisas mudaram.

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15 anos, 7 ex-namorados e uma estética inconfundível em Scott Pilgrim Contra o Mundo

Assim como nos quadrinhos, o filme se passa em Toronto, no Canadá (Foto: Universal Pictures)

Lara Fagundes

Em um mundo em que  adaptações costumam significar apenas copiar e colar o enredo na  tela, Scott Pilgrim Contra o Mundo fez muito mais do que isso. O longa-metragem não apenas levou o enredo de Bryan Lee O’Malley para o cinema, como também trouxe consigo a linguagem visual da história em quadrinhos. Por isso, 15 anos após sua estreia, o filme ainda é um marco cinematográfico na indústria de mixed media. Embora subestimada, sua proposta estética traduz com precisão o universo das HQs em uma obra cheia de originalidade.

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Despreocupadamente talentoso, Tyler, The Creator se diverte sem reservas em DON’T TAP THE GLASS

Texto Alternativo: Capa do álbum Don’t Tap The Glass. Na imagem, Tyler, The Creator, homem negro de 34 anos, se posiciona no centro, em pé, de punhos fechados, em frente a um fundo branco com partes de seu corpo distorcidas, como nariz, olhos, boca, braços e mãos aumentados. O rapper aparece de bigode. Não usa camisa, mas veste uma calça de couro vermelha, uma corrente de ouro gigante no pescoço, brincos, óculos de armação quadrangular e transparente e um boné vermelho com o escrito ‘glass’.
DON’T TAP THE GLASS está indicado a Melhor Álbum de Música Alternativa no Grammy 2026 (Foto: Columbia Records)

André Aguiar

“Bem-vindo / Número um: movimento corporal, não fique parado / Número dois: fale apenas em glória, deixe sua bagagem em casa / Número três: não toque no vidro”. Logo em suas primeiras linhas, Tyler, The Creator esclarece o passo a passo para um ouvinte que deseja ter a experiência completa de DON’T TAP THE GLASS, seu nono álbum de estúdio. Lançado apenas oito meses após o indicado ao Grammy de Álbum do Ano CHROMAKOPIA (2024), o disco de 2025 mostra o lado mais escrachado e extrovertido do rapper. Tyler Okonma, que já é referenciado como um nerd da música e que costuma operar de forma mais solitária, entrega um produto descolado de sua obsessão pela Arte e seu vasto repertório.

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Há 15 anos, My Little Pony mostrava que a amizade é mágica para todas as idades

Com cores vibrantes, animação fluida e pôneis com forte personalidade, a série inicialmente infantil conquistou públicos de diferentes idades com temáticas e lições emocionantes (Foto: Discovery Kids)

Letícia Hara

Em 10 de outubro de 2010, a quarta geração de My Little Pony: friendship is magic (no original) estreou nos Estados Unidos, sendo dublada e divulgada no Brasil somente em 2011 pela Discovery Kids. Escrita por Lauren Faust, a série conta com 9 temporadas, sendo encerrada somente em 2019, após o lançamento de filmes, mini-séries e mais de 220 episódios. Há 15 anos, a série demonstrava que falar sobre amizade, emoções e vínculos de modo maduro é possível, mesmo em uma animação meiga e colorida. 

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Something Beautiful: quando a realização artística de Miley Cyrus pesa mais que a perfeição

Texto Alt: Miley Cyrus aparece de frente, com o rosto envolto por fios translúcidos e brilhantes, iluminados por uma luz forte ao fundo. O fundo é escuro, criando um efeito dramático e etéreo. Flávia Ferracini
A capa do nono álbum de estúdio de Miley Cyrus revela sua ambição estética em Something Beautiful (Foto: ⓒ GLEN LUCHFORD)

Flávia Ferracini

Depois do sucesso estrondoso de Flowers, faixa central de Endless Summer Vacation (2023), Miley Cyrus entrega Something Beautiful, um de seus projetos mais introspectivos até aqui. Trata-se de uma tentativa consciente de se afastar de uma performance puramente pop e se aproximar de uma experiência mais pessoal e autoral. É um trabalho que nasce menos da necessidade de reafirmação comercial e mais do desejo de realização artística – algo que a própria Miley já afirmou ser um objetivo antigo em sua carreira.

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Ego Death At A Bachelorette Party é o grito de independência definitivo de Hayley Williams

Texto Alternativo: Capa do álbum Ego Death At A Bachelorette Party. Na imagem em preto e branco, Hayley Williams, mulher branca vestindo um suéter, aparece com a mão no rosto e olhar sereno para frente. Há o contorno amarelo de um quadrado apenas ao redor da face de Williams. Uma sombra abrange o plano de fundo da esquerda à direita.
Hayley Williams está indicada na categoria ‘Melhor Álbum de Música Alternativa’ no Grammy 2026 com Ego Death At A Bachelorette Party (Foto: Post Atlantic Records)

André Aguiar

Em dezembro de 2024, Hayley Williams questionava suas motivações artísticas e as direções que sua carreira tomaria. Ao encerrar um contrato abusivo de 20 anos com a Atlantic Records e fundar o próprio selo independente, Post Atlantic, a artista encara uma estante repleta de possibilidades longe da banda em hiato Paramore, na qual atua como vocalista, compositora e instrumentista. Mesmo tendo o grupo de The Only Exception e Still Into You desde a adolescência como plataforma para vocalizar suas crises e triunfos enquanto mulher na indústria da música, Williams ainda carecia de liberar um brado ensurdecedor sem que ninguém a podasse.

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From Zero é a carta de superação de Linkin Park, e isso é inegável

Capa do álbum From Zero, da banda Linkin Park. A imagem mostra uma composição abstrata de líquidos em tons de rosa, preto e branco espalhados sobre uma superfície, formando ondas, bolhas e camadas irregulares. No centro da imagem, há um pequeno símbolo circular branco, contrastando com o fundo orgânico e fluido.
From Zero é o disco mais vendido do Linkin Park no Brasil, obtendo a marca de 120 mil cópias vendidas (Foto: Warner Records)

Gabriel Diaz

Havia sinais de exaustão emocional em torno de Chester Bennington, ex-vocalista e figura astral em volta do Linkin Park, muito antes de 20 de julho de 2017. Entrevistas carregadas de vulnerabilidade, letras cada vez mais confessionais, performances que pareciam atravessadas por um cansaço existencial. E tudo isso foi relido, retrospectivamente, como prenúncio de uma perda que abalaria não apenas o Linkin Park, mas uma geração inteira do rock. One More Light (2017), lançado pouco antes de sua morte, já soava como uma carta de despedida não intencional: era um álbum frágil, exposto, muitas vezes incompreendido, contudo emocionalmente direto. 

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15 anos de Shrek para Sempre: revolução, família e amor são tudo aquilo que Shrek oferece

Fotografia de Shrek, ogro verde careca, Fiona, uma ogra de cabelo vermelho trançado e seus três filhos, bebês também ogros, dois meninos nas pontas e uma menina no centro. Shrek e Fiona vestem roupas marrom e bege, respectivamente. Ambos sorriem um para o outro enquanto seus filhos interagem entre si, também sorridentes.
A saga é uma adaptação do livro infantil Shrek, publicado pelo autor norte-americano William Steig (Foto: DreamWorks Animation)

Alice Burégio 

Toda criança já assistiu Shrek para Sempre. Dirigido por Mike Mitchell e escrito por Josh Klausner e Darren Lemke, é perceptível o impacto cultural e social que esse filme tem, mesmo depois de 15 anos de seu lançamento. De certa forma, a obra traz algumas lições de moral ao longo de sua extensão, sobre como as aparências não descrevem aquilo que arde no interior da pessoa, por exemplo, ideia muito explorada na saga da DreamWorks. 

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Após eternizá-lo na história, Senna: O brasileiro, O herói, O campeão, completa 15 anos

A foto evidencia um piloto sentado dentro de um carro de corrida, com expressão séria e concentrada, enquanto um membro da equipe ajusta algo próximo ao cockpit e segura um capacete colorido. O veículo exibe patrocínios em destaque, e o ambiente ao redor sugere os preparativos intensos antes de uma prova.
Senna conquistou 80 pódios na F1, sendo mais da metade deles no primeiro lugar (Foto: Paramount Pictures)

Livia Queiroz

Em abril de 1994, o Brasil abriu uma ferida que nunca mais se fecharia, da qual apenas poderia ser amenizada pelo passar do tempo. Ayrton Senna da Silva, o herói do Brasil, morreu em um trágico acidente no Grande Prêmio de Ímola, na Itália. O piloto era um dos maiores – se não o maior – nomes do esporte brasileiro na época, e querido por todo o seu país. E para relembrar e aquecer a saudade que o povo carrega, há 15 anos, foi lançado o documentário Senna: O brasileiro, O herói, O campeão. A obra, dirigida por Asif Kapadia, venceu em 2010 o BAFTA por Melhor Documentário. 

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Há 10 anos, Hotel Transilvânia 2 trazia um debate sobre legado e conflito geracional através de uma comédia monstruosa

Cena de Hotel Transilvânia 2. A imagem mostra um grupo diverso de personagens de Hotel Transilvânia, todos reunidos de forma próxima e calorosa. O enquadramento fechado foca nos rostos e expressões, transmitindo união e companheirismo. Entre os personagens em destaque estão o Conde Drácula, em seu traje clássico e com expressão amigável; Frank, marcado pelos pontos característicos e olhar bondoso; além de um lobisomem, uma múmia e outras figuras icônicas da série. Cada um exibe traços físicos e expressões que reforçam suas personalidades, enriquecidos por detalhes de trajes e acessórios. O estilo em animação 3D valoriza cores vibrantes, texturas bem-feitas e iluminação suave, criando um ambiente aconchegante e visualmente atraente.
Este é o décimo longa-metragem ou série de televisão que Adam Sandler e Kevin James aparecem juntos (Foto: Columbia Pictures)

Marcela Jardim

Ao completar dez anos de lançamento, Hotel Transilvânia 2 (2015) se consolida como um marco interessante dentro da cultura pop da última década. A sequência da animação de Genndy Tartakovsky, longe de ser apenas uma repetição de piadas sobre monstros deslocados, revela um subtexto importante sobre herança, identidade e aceitação da diferença. O enredo gira em torno da ansiedade de Drácula com o futuro de seu neto, Dennis, fruto do casamento entre Mavis, sua filha vampira, e Johnny, um humano. A dúvida – será ele um vampiro ou humano? – funciona como metáfora para o medo de perda de tradição, de apagamento de uma linhagem cultural e, em última instância, da falência de uma identidade.

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