Os 60 anos de Chico Bento e a religiosidade do Brasil profundo

Desenho de um quadro das histórias do Chico Bento. A personagem Chico Bento ajoelha-se, rezando e chorando, enquanto seus pais olham preocupados.
Desolado pela maldade humana, Chico (ch)orou (Foto: Chico Bento, 144ª Edição, Editora Globo, 1992)

Carol Dalla Vecchia e Mateus Conte

A década de 60 no Brasil foi tortuosa. Naquela época, o país vivia uma crise política sem precedentes: a posse e repentina renúncia de Jânio Quadros abalava as bases democráticas da nação. Enquanto isso, a mil quilômetros do centro do planalto vazio, um ex-repórter policial iniciava uma das suas criações mais memoráveis.

Começos raramente são pomposos. Não foi diferente com o interiorano Mauricio Araújo de Sousa, convidado pela conhecida Cooperativa Agrícola de Cotia para desenvolver uma nova obra dos quadrinhos: os caipiras Zezinho e Hiroshi. Hiro, como é conhecido, representava os funcionários e familiares da CooperCotia, formada quase exclusivamente por isseis e nisseis. Dois anos depois, surgia o hoje famoso Chico Bento. Ou seja, ainda que Francisco Antônio Bento tenha surgido apenas em 1963, sua turma nasceu há exatos 60 anos. 

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É Preciso Falar de Amor Sem Dizer Eu te Amo, mesmo que não haja amor nenhum

Pilar e Bento, em um dos momentos descontraídos da peça (Foto: Divulgação)

Mateus Conte

A peça É Preciso Falar de Amor Sem Dizer Eu te Amo, estrelada pelo casal Priscilla Fantin e Bruno Lopes, foi apresentada no dia 29 do último mês no Teatro Municipal de Bauru. Em sua turnê no interior paulista, a peça levou ao teatro mais de três mil pessoas, divididas em seis sessões em cinco cidades; na cidade-lanche, foram duas sessões.

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Quem é Quem: quando o nonsense encontra o riso fácil

Viviane Araújo e Eri Johnston, as estrelas de Quem é Quem (Foto: Assessoria)

Mateus Conte

A peça Quem é Quem, protagonizada por Eri Johnson e Viviane Araújo e encenada no dia 22 de setembro no Teatro Municipal de Bauru, representa bem as comédias de relacionamento que vemos frequentemente nos palcos brasileiros.

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A Verdade: a ironia já começa no título

Na foto, felizes. Já na encenação… (Foto: Dalton Valério/Divulgação)

Mateus Conte

A peça “A Verdade”, de Florian Zeller, foi apresentada neste sábado (24/08), no Teatro Municipal de Bauru. Dirigida por Marcus Alvisi com tradução de Silvio Albuquerque, a apresentação contou com Diogo Vilela, Bia Nunnes, Paulo Trajano e Carolina Gonzalez, tendo tradução simultânea em Libras (Língua Brasileira de Sinais).

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