Após o sucesso de Get Out, Jordan Peele e a audiência permaneceram em silêncio durante 2 anos na espera de um lampejo em sua mente criativa. Meses atrás, chegaram os pôsteres, trailers e a trilha sonora e junto deles, a expectativa aumentando. E então, a estréia mundial de Us finalmente aconteceu, quebrando recordes de audiência e novamente reacendeu os debates sobre o gênero do horror no cinema.
Imagine que você acordou e em um piscar de olhos sua vida se tornou uma verdadeira comédia romântica. Insano, né? É exatamente sobre isso que Megarrrômantico, a nova produção original da Netflix, se trata.
Natalie (Rebel Wilson) é uma arquiteta completamente frustrada com sua vida profissional e amorosa. Realista, ela prefere manter os pés no chão e fugir de tudo aquilo que a tire de sua zona de conforto. Principalmente, se essas situações forem cheias de clichês dignos de comédias românticas – as quais ela detesta. No entanto, após uma pancada na cabeça, a protagonista percebe que está em uma realidade alternativa de seu mundo. Tudo tomou um ar mais romântico e, o que antes se mostrava insatisfatório, agora se eleva a uma perfeição quase cômica.
No último longa lançado pela Marvel Studios antes da chegada do esperado Vingadores: Ultimato, somos apresentados à combate Vers, da raça alienígena Kree. No enredo, acompanhamos sua transformação em Capitã Marvel, carregando o título do filme e o elo no Universo Cinematográfico do estúdio. A história começa quando a protagonista já adquiriu os super-poderes e durante o desenvolvimento do filme seu passado vai sendo revelado através de flashbacks sobre sua vida humana, como a pilota de avião Carol Danvers. Duas raças da Casa das Ideias estão em guerra, os Kree e os Skrull, e é em uma das missões para o povo Kree que Carol tem o primeiro contato com o planeta Terra e com agentes já conhecidos da S.H.I.E.L.D.
Dando nova roupagem a uma quarta versão do mesmo conto de apaixonados, o longa estreia de direção de Bradley Cooper transmite todo o amor que precisa. Ao lado de Lady Gaga, o ator-barra-diretor é maestro de um espetáculo musical que emociona em seus momentos mais íntimos.
Essa é a quarta versão do clássico que já teve filmes lançados em 1937, 1954 e 1976 (Foto: Reprodução)
Vitor Evangelista
Jackson Maine (Cooper) é um rockstar a la country já em fim de carreira. Na saída de um de seus shows, ele acaba num bar de drags e encontra o (angelical) talento escondido de Ally (Gaga). A garçonete logo cai nas graças do barbudo e eles embarcam numa caminhada conjunta em direção ao estrelato. Como nem tudo são flores (poucas coisas são), a ascensão de Ally implica no definhamento de Maine.
É fato conhecido que o Oscar não liga para animações. A categoria mais previsível entregou a estatueta apenas para grandes estúdios americanos, desde sua criação, com raras exceções. E depois de dois anos sem o Ghibli, o Tio Sam olha para o outro lado e indica o Japão, representando o belíssimo Mirai (Mirai of the Future, sem lançamento no Brasil ainda), do diretor Mamoro Hosuda, cujo currículo contém projetos muito bem recebidas tanto pelo grande público quanto pelo especializado, como Summer Wars, Wolf Children e The Girl Who Leapt Trough the Time. Porém, nunca tinha sido indicado pela academia.
Shyamalan escolhe lavar as cores do filme, dando mais a ideia de que tudo visto anteriormente na ótica heroica é posta em cheque (Foto: Reprodução)
Vitor Evangelista
No encerramento de sua trilogia gestacional surpresa, M. Night Shyamalan trabalha a quebra constante da expectativa dentro do gênero dos filmes de herói. Assumidamente quadrinesco e colorido, Vidro tem uma linguagem própria e finaliza bem um trabalho inconstante e ora problemático do diretor. É um fim perfeito para uma criação de sua mente.
Wi-fi Ralph: Quebrando a Internet conta com uma nova aventura de Ralph e Vanellope. (Foto: Reprodução)
Júlia Paes de Arruda
Como você reagiria se soubesse que a internet chegou na sua casa? Talvez não muito animado, afinal, estar conectado é algo banal nos dias de hoje. Mas é exatamente a chegada da internet o ponto de partida para a nova aventura de Ralph, protagonista da animação da Disney Detona Ralph, lançada em 2016, que se passa em um universo de jogos de fliperama, e cuja sequência chegou nos cinemas no dia 3 de janeiro.
O longa olha com nostalgia para o passado, ao mesmo tempo em que encontra um novo rumo para o personagem
O filme ganhou o Globo de Ouro de Melhor Animação na cerimônia de 2019 (Divulgação)
Pedro Fonseca E. Silva
Há 17 anos, o Homem Aranha estreava nos cinemas pela primeira vez. Dirigido por Sam Raimi, o longa-metragem cativou o público e fez um estrondoso sucesso na bilheteria mundial. Essa também era a primeira história que o grupo Sony trazia aos cinemas após adquirir os direitos sobre o personagem. Não demorou muito para que a obra ganhasse uma sequência e, em 2004, os fãs puderam explorar mais ainda a mitologia do personagem. Mais uma vez o estúdio havia acertado a mão e muitos tomaram o filme como uma das maiores interpretações do personagem até hoje.
Comédia de sucesso estrelada por Mônica Martelli e Paulo Gustavo é uma bagunça em muito sentidos, mas dá para tirar algumas reflexões desse caos
(Foto: Reprodução)
Lucas Marques
Foi daquelas sessões tão lotadas que o funcionário não checou comida de terceiros ou carteirinha de estudante. Na sala, o rapaz do meu lado comia um Big Tasty (o cheiro é inconfundível); na minha frente tentavam encaixar uma copo de 700ml na cadeira. Esses são alguns dos mais de 2 milhões de espectadores de “Minha Vida em Marte”, mais um sucesso comercial estrelado por Paulo Gustavo. Uma experiência cinematográfica coletiva por excelência.
Vale já complementar: também uma experiência caótica, da qual advém as piores e melhores qualidades do filme.
Semana passada houve nosso listão musical; essa semana, é a vez do listão cinematográfico. Menos extensa mas não menos densa, essa é a seleção de melhores filmes do Persona, que de modo geral assinala mudanças importantes do ramo. Vamos a elas! Continue lendo “Os melhores filmes de 2018”