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	<title>Arquivos Rafael Gomes &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Rafael Gomes &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Há 35 anos, Seinfeld revolucionava as sitcoms e mudava a Televisão norte-americana</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Dec 2024 21:47:24 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Rafael Gomes Em Julho de 1989, a NBC exibia o primeiro episódio de Seinfeld. No ar durante 9 anos, a série gerou um enorme impacto na Televisão e no humor, modificando como o gênero é apresentado e percebido pelos espectadores. O programa se tornou uma referência na Comédia situacional 35 anos atrás e se mantém &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/seinfeld-35-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Há 35 anos, Seinfeld revolucionava as sitcoms e mudava a Televisão norte-americana"</span></a></p>
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<figure><img fetchpriority="high" decoding="async" class="alignnone wp-image-34661 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image67582935645692177478-800x450.png" alt="A imagem mostra quatro pessoas em um ambiente interno, com expressões faciais que sugerem surpresa ou preocupação. À esquerda, um homem com cabelo volumoso parece olhar fixamente para algo fora do quadro. Ao lado dele, outro homem de óculos se inclina levemente para frente, parecendo intrigado. No centro, um homem vestindo uma camisa vermelha está virado parcialmente de costas, e à direita, uma mulher com a boca aberta coloca a mão próxima ao rosto, demonstrando espanto. O cenário inclui móveis e prateleiras ao fundo, criando um ambiente casual e descontraído" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image67582935645692177478-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image67582935645692177478-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image67582935645692177478-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image67582935645692177478-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image67582935645692177478-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image67582935645692177478.png 1920w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></figure>
<figure class="wp-block-image size-large">
<figcaption class="wp-element-caption">Seinfeld é um exemplo de como a televisão pode capturar a essência de uma era e, ao mesmo tempo transcender os limites temporais (Foto: Netflix)<br /><br /></figcaption>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Rafael Gomes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em Julho de 1989, a <em>NBC</em> exibia o primeiro episódio de <em>Seinfeld</em>. No ar durante 9 anos, a série gerou um enorme impacto na Televisão e no humor, modificando como o gênero é apresentado e percebido pelos espectadores. O programa se tornou uma referência na Comédia situacional 35 anos atrás e se mantém relevante até os dias de hoje – em 2019, a <a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/valor-seinfeld-netflix"><em>Netflix</em></a> pagou 500 milhões de dólares pelos direitos do programa.</p>



<p><span id="more-34668"></span></p>



<p class="wp-block-paragraph">Jerry Seinfeld começou sua carreira fazendo stand-up comedy em clubes nova-iorquinos, com um estilo observador e simples que chamava a atenção. Em 1981, participou do <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Q_4ds9BtQEI"><em>The Tonight Show Starring Johnny Carson</em></a>, um dos programas mais populares dos Estados Unidos. Na ocasião, Seinfeld recebeu o aval de Carson, um gesto raro de aprovação do apresentador. O humorista, a partir desse momento, ganhou notoriedade e seguiu na carreira, realizando programas especiais como <em>Jerry Seinfeld: Stand-up Confidential</em> e aparições em grandes <em>talk-shows</em> como <em>Tonight Show</em> e <em>Late Show</em>. <br /><br />A partir dessas apresentações, os executivos da <em>NBC</em> decidiram fazer um programa com Seinfeld. O comediante havia tido uma experiência prévia na série <a href="https://www.youtube.com/watch?v=tMcyDSLoIvU&amp;pp=ygUXIGplcnJ5IHNlaW5mZWxkIGJlbnNvbiA%3D"><em>Benson</em></a> (1979-1986), porém, foi demitido por não ser um bom ator. Por isso, Jerry Seinfeld só atuaria se fosse para fazer ele mesmo. Nessa época, o humorista fazia muitas apresentações em conjunto com seu amigo Larry David – juntos, tiveram a ideia de criar um programa sobre como um comediante cria sua piada. Originalmente, a produção seria um especial de 90 minutos, que iria contar a rotina de Jerry na busca de piadas, intercalando com cenas de shows. A <em>NBC</em> gostou da ideia e aprovou  um episódio piloto de uma série.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" class="wp-image-34662" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image37211923621383294698-1024x683.png" alt="A imagem duas pessoas conversando. A pessoa à esquerda está usando um blazer escuro e uma camisa polo preta, enquanto a pessoa à direita está vestindo uma camisa social clara. O fundo está desfocado, mas parece ser um ambiente interno com outras pessoas e objetos indistintos. A imagem é em preto e branco, o que pode sugerir que é uma foto estilizada." srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image37211923621383294698-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image37211923621383294698-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image37211923621383294698-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image37211923621383294698-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image37211923621383294698-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image37211923621383294698.png 1581w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" />
<figcaption class="wp-element-caption">Jerry e Larry eram amigos e tiveram a ideia da série juntos; os personagens da série foram baseados em pessoas que eles conheciam (Foto: NBCU photo Bank)</figcaption>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">O nome da série seria <a href="https://www.youtube.com/watch?v=t78wsanjaYw"><em>The Seinfeld Chronicles</em></a>. Para a produção do piloto, a <em>NBC</em> contratou excelentes atores: Jason Alexander como  George Constanza, e Michael Richards como Cosmo Kramer. O roteiro seria  feito por Larry David e Jerry Seinfeld – que também estaria atuando como um personagem homônimo. O episódio foi produzido,  porém, foi considerado fraco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo com a avaliação ruim, alguns dos executivos da <em>NBC</em> apoiaram a ideia, por verem potencial em Jerry. O produtor Rick Ludwin foi o maior defensor da série dentro da empresa, chegando a cancelar especiais de comédia para poder produzir quatro novos episódios, com uma exigência: a série deveria ter uma personagem feminina. Assim, a atriz Julia Louis-Dreyfuss foi inserida na série,  dando vida à personagem <a href="https://brasil.elpais.com/smoda/2021-10-15/da-masturbacao-feminina-ao-aborto-por-que-elaine-benes-da-serie-seinfeld-e-a-referencia-que-precisa-voltar.html">Elaine</a>. <br /><br />Esses quatros novos episódios foram exibidos depois da reprise da série <em>Cheers</em> (1982-1993), que  fazia sucesso na época. <em>Seinfeld</em> manteve a audiência da reprise; dessa forma a <em>NBC</em> conseguiu financiar e encomendar mais 13 episódios – que se tornaram a segunda temporada. Durante as primeiras três temporadas, a série foi aclamada por críticos de televisão, mas não atingiu uma grande audiência. Os episódios lidavam com detalhes insignificantes do dia a dia como se perder no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=al5aWbj7oCM"><em>shopping</em></a>, ficar esperando numa fila do restaurante ou não conseguir um lugar para estacionar um carro. Os atores, roteiristas e até mesmo o público, estava se habituando aos personagens. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="1024" height="683" class="wp-image-34663" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image17728536229347564167-1024x683.png" alt="A imagem mostra quatro pessoas em um estacionamento, cercadas por carros e colunas numeradas. À esquerda, um homem de jaqueta verde e camiseta vermelha toca na cabeça com um sorriso relaxado. Atrás dele, um homem alto com cabelo volumoso carrega uma grande caixa de papelão, olhando para o lado. Ao centro, uma mulher com blazer roxo segura um saco plástico com o que parece ser comida, olhando com uma expressão entediada ou frustrada. À direita, um homem de óculos, jaqueta vermelha e camisa xadrez verifica o relógio no pulso, com uma postura impaciente. O ambiente sugere uma situação cotidiana com elementos de humor ou desconforto." srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image17728536229347564167-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image17728536229347564167-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image17728536229347564167-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image17728536229347564167.png 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" />
<figcaption class="wp-element-caption">O episódio Parking Garage é tido como um dos melhores episódios da série pelos fãs ( Foto: Netflix)</figcaption>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">A série decolou a partir da quarta temporada. Com o público habituado com os personagens, <em>Seinfeld</em> entrou no Top 30 da <em>Nielsen Ratings</em>. O quarto ano de exibição é responsável por <a href="https://www.youtube.com/watch?v=wGhg-htVnJ0"><em>The Contest</em></a>, um dos episódios mais marcantes da série. O capítulo  mostra uma aposta dos quatro protagonistas: quem conseguiria ficar mais tempo sem se masturbar. A palavra ‘masturbação’ não foi usada nenhuma vez durante o episódio, sendo substituída por outras referências. <em>The Contest</em> ganhou o <em>Emmy</em> de Melhor Roteiro em Série de Comédia em 1993. Nesse mesmo ano, a <em>sitcom</em> ainda foi premiada na categoria de Melhor Série de Comédia.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Seinfeld</em> foi inspirada em experiências cotidianas de quatro amigos que vivem em Nova York. O ‘nada’ é o grande tema da série. Sem ter um assunto ou trama, a Comédia aborda o dia a dia de maneira leve e permeada de um humor cirúrgico, com situações absurdas e condenáveis. Diferentemente do que ocorria até a década de 1980, os protagonistas da série não são o que chamamos de bons cidadãos – ao contrário, eles são egoístas, exibidos, invejosos, entre outras características não muito agradáveis. Tudo que <em>Seinfeld</em> não queria passar era lições de moral, não importa o dano causado, o quarteto nunca aprende com a experiência.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="576" class="wp-image-34664" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image42784902598361483501-1024x576.png" alt="Quatro pessoas sentadas próximas umas das outras dentro de um carro. Elas parecem estar surpresas ou assustadas, com expressões faciais de apreensão. Duas armas são apontadas em direção a elas, visíveis nas mãos de pessoas fora do quadro. O ambiente é escuro, e o interior do carro é iluminado por uma luz frac" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image42784902598361483501-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image42784902598361483501-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image42784902598361483501-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image42784902598361483501-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image42784902598361483501-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image42784902598361483501.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" />
<figcaption class="wp-element-caption">Os personagens da série são anti-heróis e, normalmente, tomam decisões egoístas, dando algo diferente do que outras sitcoms de amizades, por exemplo (Foto: Netflix)</figcaption>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">O que faz <em>Seinfeld</em> ser tão especial são seus personagens. As figuras de Jerry Seinfeld – em uma versão fictícia de si mesmo –; George Constanza – como uma recriação do roteirista <a href="https://www.jb.com.br/colunistas/tom-leao/2024/05/1049913-o-fim-de-curb-your-enthusiasm-a-melhor-comedia-de-tv-dos-ultimos-20-anos.html">Larry David</a>,  o amigo de infância, explosivo, rabugento, um cidadão difícil de lidar –; Elaine Benes – a ex-namorada que se tornou amiga –; Cosmo Kramer – seu vizinho excêntrico. Seus personagens tão icônicos são onde está a piada, as situações do dia a dia, somadas às maluquices que cada um desses personagens, geram situações extremamente engraçadas.  <br /><br /><em>Seinfeld</em> quebrou convenções da Televisão <em>mainstream</em>. Ela se destacou dentre as comédias familiares e de amigos da época. As <em>sitcoms</em> eram centradas em um único tema ou situações cômicas restritas, enquanto <em>Seinfeld</em> focava em incidentes do cotidiano, como ficar numa fila de cinema, sair para jantar, comprar um terno, lidar com as amargas injustiças da vida. Esse ponto de vista apresentado na série é da filosofia do <a href="https://mundoeducacao.uol.com.br/filosofia/niilismo.htm">niilismo</a>, na ideia de que a vida não tem sentido. Foi a primeira série de TV desde <em>Monty Python&#8217;s Flying Circus</em> (1969)  a ser denominada como pós-moderna. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="735" height="490" class="wp-image-34665" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image72879860929938121663.png" alt="Três pessoas em pé dentro de um restaurante com decoração de inspiração asiática, com um letreiro vermelho brilhante exibindo caracteres chineses ao fundo. À esquerda, uma mulher de cabelo curto, vestindo um blazer escuro, com os braços cruzados, parece ouvir com uma expressão séria. Ao centro, um homem de cabelo curto usa uma jaqueta marrom e faz um gesto com a mão enquanto fala. À direita, um homem de óculos e cachecol olha para o centro, segurando um caderno." />
<figcaption class="wp-element-caption">The Chinese Restaurant foi um dos últimos episódios a serem gravados da segunda temporada, devido a incerteza se iria funcionar (Foto: Netflix)</figcaption>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph"><em>Seinfeld</em>  revolucionou ao combinar a utilização do formato multicâmera com takes de câmera única, abrindo novos caminhos no então formato engessado dos programas de TV. Essa técnica foi usada em séries como <a href="https://personaunesp.com.br/breaking-bad-15-anos/"><em>Breaking Bad</em></a> (2008) e <em>Louie</em> (2010). Sua principal inovação vem na linguagem e no formato que foi feito em alguns de seus episódios. Produzir um episódio de 22 minutos, em que  os personagens estão apenas esperando para sentar em uma mesa em um restaurante era algo peculiar para 1991. Utilizou-se microcenas, amarradas por piadas em mini-esquetes. O episódio <em>The Chinese Restaurant</em> mudou como se entendia a Comédia televisiva, levando <em>Seinfeld</em> para outro patamar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir desse episódio, os produtores de <em>Seinfeld</em> investiram no que entendiam ser o futuro da TV: por meio da inclusão de dezenas de cenas em um só episódio, a narrativa adquire mais  dinamismo e velocidade – , algo que é feito por todos hoje em dia. O episódio <a href="https://www.youtube.com/watch?v=HaHfYU5dtgU"><em>The Betrayal</em></a>, na última temporada da série, foi inspirado na peça teatral homônima, em que a história é contada de trás para a frente – algo que seria visto no cinema anos mais tarde, como, por exemplo, no filme <em>AMNÉSIA</em> (2000).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="800" height="450" class="wp-image-34666" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image51152801939860323503.png" alt="Várias pessoas reunidas em um ambiente ao ar livre com arquitetura de inspiração asiática ou indiana ao fundo, incluindo arcos e palmeiras. À esquerda, um homem vestindo roupas tradicionais conversa com uma mulher alta em um traje dourado detalhado. No centro, uma mulher de saris verde e dourado encara um homem de óculos com gravata, que gesticula de forma defensiva. À direita, um homem com terno observa a cena, enquanto outras pessoas ao fundo, também em trajes tradicionais, assistem" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image51152801939860323503.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image51152801939860323503-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" />
<figcaption class="wp-element-caption">Mesmo na última temporada, Seinfeld se manteve criativo em sua excelência (Foto: Netflix)</figcaption>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 14 de Maio de 1998, a <em>NBC</em> exibiu <em>The Finale Part 2</em>. Havia cerca de 80 milhões de espectadores estadunidenses esperando para assistirem ao último episódio de <em>Seinfeld</em>. O valor de 30 segundos de espaço publicitário foi mais caro que os comerciais no <em>Super Bowl</em> daquele ano. A <a href="https://revistamonet.globo.com/series/noticia/2024/04/jerry-seinfeld-explica-por-que-ainda-se-incomoda-com-o-final-de-sua-sitcom-e-diz-qual-serie-teve-desfecho-exemplar.ghtml">recepção</a> por parte da crítica não foi das melhores – com muitas das avaliações descrevendo o final como “<em>mão-pesada</em>” e “<em>sem graça</em>”. <br /><br />Seinfeld se tornou referência para a Televisão norte-americana, e séries como <a href="https://personaunesp.com.br/friends-25-anos-aniversario/"><em>Friends</em></a> e <em>Big Bang Theory</em> não existiriam sem ela. O programa é indiscutivelmente um dos mais importantes e relevantes da história da Comédia, e se mostra rentável para os envolvidos até hoje. Até 2015, o seriado arrecadou U$3,1 bilhões com a venda dos direitos de reprise apenas nos EUA.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="1024" height="590" class="wp-image-34667" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image21924074150448099328-1024x590.png" alt="imagem mostra quatro pessoas caminhando por um corredor. A primeira, à esquerda, é uma mulher com cabelo cacheado, vestindo um blazer claro e uma expressão preocupada. Atrás dela, há um homem de cabelo volumoso e despenteado, com uma expressão confusa ou distraída. No centro, está um homem careca de óculos, usando um suéter estampado e parecendo sério ou irritado. À direita, há um homem vestindo terno, olhando para o homem careca, com uma expressão curiosa ou atenta. O ambiente parece ser o de um edifício corporativo ou um espaço público com portas de escritório" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image21924074150448099328-1024x590.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image21924074150448099328-800x461.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image21924074150448099328-768x443.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image21924074150448099328-1200x692.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/image21924074150448099328.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" />
<figcaption class="wp-element-caption">Com um final dividido entre os fãs, Seinfeld faz com que seus personagens paguem pelos seus atos no seu último episódio. (Foto: Netflix)</figcaption>
</figure>



<p class="wp-block-paragraph">Mesmo após 35 anos da estreia da série e mais de 25 anos de seu último episódio, <em>Seinfeld</em> ainda funciona. Ainda que conte com algumas situações datadas, a essência do carisma dos personagens e as situações que eles se submetem continua intacta. A obra pavimentou tudo que vimos posteriormente em <em>sitcoms</em> como <em>Duas Garotas em Apuros</em> e <a href="https://personaunesp.com.br/how-i-met-your-mother-15-anos/"><em>How I met your Mother</em></a>. Mesmo havendo episódios inteiros em que todo o plot seria encerrado com uma mensagem no celular, o cerne da série não está nessas situações e, sim, em seus personagens marcantes e únicos. Seinfeld, Elaine, George e Kramer são atemporais.</p>


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		<title>Batman mudou o panorama dos filmes de super-herói e, 35 anos depois, é visto de uma outra forma</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Dec 2024 15:19:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Rafael Gomes Ao estrear em 23 de Junho de 1989, Batman surpreendeu ao apresentar uma história de super-herói sombria, diferente do que estava na mente do grande público após o filme Superman (1978) se tornar um marco cultural na época, com um marketing que se tornou modelo para a indústria cinematográfica. Por meio de estratégias &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/batman-35-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Batman mudou o panorama dos filmes de super-herói e, 35 anos depois, é visto de uma outra forma"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_34647" aria-describedby="caption-attachment-34647" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34647" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-4-800x439.png" alt="A imagem mostra o personagem Batman em uma pose intensa e dramática. Ele está vestindo seu icônico traje preto, com o símbolo do morcego amarelo no peito, e está segurando uma arma apontada para frente. O fundo da imagem é escuro e nebuloso, criando uma atmosfera sombria e misteriosa. A expressão facial de Batman é séria e determinada." width="800" height="439" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-4-800x439.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-4-1024x563.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-4-768x422.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-4-1200x659.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-4.png 1267w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34647" class="wp-caption-text">Batman (1989) lucrou antes mesmo da estreia de seu filme, graças a campanha de marketing (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><b>Rafael Gomes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao estrear em 23 de Junho de 1989, </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i><span style="font-weight: 400;"> surpreendeu ao apresentar uma história de super-herói sombria, diferente do que estava na mente do grande público após o filme </span><a href="https://www.chippu.com.br/criticas/como-o-superman-de-richard-donner-abriu-o-caminho-para-o-cinema-de-herois"><i><span style="font-weight: 400;">Superman</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(1978) se tornar um marco cultural na época, com um </span><i><span style="font-weight: 400;">marketing </span></i><span style="font-weight: 400;">que se tornou modelo para a indústria cinematográfica. Por meio de estratégias como parcerias de </span><i><span style="font-weight: 400;">merchandising</span></i><span style="font-weight: 400;">, produtos licenciados e eventos especiais, o filme garantiu que ele estivesse em todos os aspectos da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> – tornando a ‘batmania’ real. Dessa forma, o longa  foi um sucesso e, posteriormente, sendo vendido pelo estúdio como o filme da década para o </span><i><span style="font-weight: 400;">home video</span></i><span style="font-weight: 400;">.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após seu sucesso comercial, a franquia teve sua continuação em </span><a href="https://cinepop.com.br/batman-o-retorno-1992-os-30-anos-da-segunda-e-mais-bizarra-aventura-do-homem-morcego-335975/"><i><span style="font-weight: 400;">Batman: O Retorno</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1992). Tim Burton teve carta branca do estúdio e pode fazer um Batman mais sombrio e torturado, tornando a sequência um filme mais coeso e impactante. A produção não foi tão rentável, fazendo com que Burton fosse substituído por Joel Schumacher nas duas próximas continuações, </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman Eternamente </span></i><span style="font-weight: 400;">(1995) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman e Robin </span></i><span style="font-weight: 400;">(1997). O novo diretor fez a franquia obter uma visão mais lucrativa com foco infantil, destruindo a essência do personagem, além da estratégia não ter sido bem sucedida. O herói só foi se recuperar da imagem negativa deixada pelos dois últimos filmes com a franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavaleiro das Trevas</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2005-2012), dirigida por Christopher Nolan.</span></p>
<p><span id="more-34642"></span></p>
<p><figure id="attachment_34646" aria-describedby="caption-attachment-34646" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34646" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-5-800x420.png" alt="Imagem de dois personagens, Batman e Robin. O primeiro está com uma fantasia preta que inclui uma máscara com orelhas pontudas, e o segundo veste um traje com detalhes em vermelho e preto, além de uma máscara cobrindo os olhos. Eles estão em um ambiente escuro com luzes coloridas, e o segundo personagem segura um objeto brilhante que parece ser um cristal ou diamante." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-5-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-5-1024x538.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-5-768x403.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-5.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34646" class="wp-caption-text">Batman e Robin (1997) foi muito criticado tanto pela crítica quanto pelo público, não obtendo um sucesso comercial e encerrando a franquia de filmes do Batman até então (Foto : Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao assistirmos </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman </span></i><span style="font-weight: 400;">(1989), 35 anos depois de seu lançamento, após diversos diretores e estúdios conseguirem sucesso no gênero de heróis, encontramos um protótipo que acerta e erra na mesma proporção. O longa funciona como uma forma de introdução ao mundo realista do Batman, porém, peca com o personagem principal (Michael Keaton) e com seu arqui-inimigo Coringa </span><a href="https://revistamonet.globo.com/celebridades/noticia/2024/05/como-jack-nicholson-conseguiu-receber-mais-de-r-450-milhoes-por-um-so-filme.ghtml"><span style="font-weight: 400;">(Jack Nicholson</span></a><span style="font-weight: 400;">), para se ajustar aos clichês da época. Há uma desconexão entre a essência solitária do herói e a necessidade que o filme apresenta em envolvê-lo em um romance. Outra incongruência é em relação à natureza caótica e misteriosa do Palhaço do Crime, com a necessidade de alterar sua história para obter uma identidade e uma origem definida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao invés da narrativa ser guiada pelo ponto de vista de Bruce Wayne, o filme utiliza os repórteres Vicky Vale (Kim Basinger) e Alexander Knox (Robert Wuhl) como fios condutores, levando, aos poucos, o espectador ao encontro do Homem-Morcego e a sua origem. Em paralelo, temos a introdução de Jack Napier, um gângster que se torna o Coringa ao se deparar com o Batman, sendo movido pela necessidade de se vingar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns dos pontos fracos do filme estão em um Bruce Wayne silencioso e torturado se apaixonar por Vicky logo no primeiro ato, e começar a atuar mais como um segurança dela do que como um protetor de Gotham – foi um caminho que o roteiro deu para justificar a atenção dada para ela desde o início da produção. Já o Palhaço do Crime, que deveria ser o agente do caos, acaba sendo um mafioso espalhafatoso, fazendo uma mescla entre o Coringa dos quadrinhos, com pitadas de humor remetentes </span><a href="https://tangerina.uol.com.br/filmes-series/batman-1966-formula-novelas/"><span style="font-weight: 400;">à série</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 1966.</span></p>
<p><figure id="attachment_34645" aria-describedby="caption-attachment-34645" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34645" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-6-800x533.png" alt="A foto está em um cenário sombrio e teatral, com pouca luz, destacando dois personagens centrais. À esquerda, o personagem vestido como Batman, usando uma máscara preta com orelhas pontudas, uma capa longa e um traje preto que cobre todo o corpo. Ele está olhando diretamente para o Coringa. À direita, o Coringa está trajando um terno roxo com camisa verde e gravata laranja. Seu rosto é pintado de branco, com lábios vermelhos destacados e cabelos esverdeados. Ele segura Batman pelos ombros com uma expressão intensa, como se estivesse falando ou provocando. Ao fundo, a iluminação suave revela uma arquitetura de tijolos e elementos góticos, intensificando o tom dramático da cena.]" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-6-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-6-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-6-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-6.png 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34645" class="wp-caption-text">O embate clássico dos antagonistas trouxe mudanças em comparação aos quadrinhos (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A decisão mais polêmica do filme é revelar que o autor da morte dos pais de Bruce Wayne foi Jack Napier. Por isso, o Coringa se torna uma espécie de criador do herói e Batman passa a ser movido por vingança: chegando a afirmar que irá matar o vilão. O grande problema dessa abordagem é não ser uma chegada de limite forçada pelo Coringa, através dos absurdos que cometeu com a população da cidade, mas por sua tragédia pessoal, tirando a essência do herói de lutar contra um inimigo sem fim – o crime – e do altruísmo presente em todos os super-heróis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A repórter Vicky Vale ganha um grande destaque na trama, mas seu desenvolvimento não a acompanha. Mesmo sendo uma fotógrafa bem sucedida e o amor à primeira vista de Bruce Wayne, a trama a coloca apenas como a </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/estereotipos-femininos-hollywood-precisa-parar.html#list-item-4"><span style="font-weight: 400;">donzela em perigo</span></a><span style="font-weight: 400;">, usada para cruzar o caminho dos dois antagonistas. Sua história de romance com Wayne é completamente apressada e é também sem sentido: sua insistência em ficar com Bruce mesmo com todos os indicativos de não ser uma boa ideia. Isso se confirma quando a jornalista aparece na Batcaverna sem nenhuma razão, mostrando como a produção desistiu de dar alguma lógica para a relação dos dois. </span></p>
<p><figure id="attachment_34644" aria-describedby="caption-attachment-34644" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34644" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7-800x537.png" alt="A imagem mostra um homem vestido como Batman, com o traje preto característico e o símbolo do morcego no peito. Ele aparenta estar machucado, com marcas de sangue no rosto. Ao lado dele, há uma mulher com cabelo loiro e volumoso, vestindo uma roupa clara. Ambos parecem estar em um ambiente sombrio e tenso, como em uma cena de ação ou suspense. O cenário ao fundo é escuro, sugerindo uma localização interna, talvez uma fábrica ou armazém." width="800" height="537" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7-800x537.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7-1024x687.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7-768x515.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7-1536x1030.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7-1200x805.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-7.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34644" class="wp-caption-text">A Donzela em perigo foi algo muito comum nos filmes de heróis até o começo da década de 2000 (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar desses problemas que ficam mais evidenciados a partir dos anos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i><span style="font-weight: 400;"> se sustenta por conta do talento de toda a produção. O filme constrói uma </span><a href="https://www.archdaily.com.br/br/624547/cinema-e-arquitetura-batman"><span style="font-weight: 400;">Gotham completamente única</span></a><span style="font-weight: 400;">, com diversas edificações góticas, carros da década de 1970 e figurino de 1940: essa mistura de elementos torna a cidade um personagem à parte na trama. Além disso, a trilha sonora de Danny Elfman é espetacular, e dá um toque especial ao longa, também  se tornando o tema musical de diversas outras produções do Homem-Morcego, como a série animada de 1992 e os jogos da franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Lego Batman</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda conta com uma canção feita por Prince, </span><i><span style="font-weight: 400;">Partyman</span></i><span style="font-weight: 400;">, que foi um sucesso e dá um toque especial para a película. </span></p>
<p><a href="https://www.ingresso.com/noticias/michael-keaton-o-ator-que-moldou-o-jeito-de-ser-o-batman-nos-cinemas"><span style="font-weight: 400;">A atuação de Michael Keaton é excelente</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com a voz sussurrada, interessado em agir e com poucas palavras, o ator fez a melhor representação do personagem até a interpretação de Christian Bale na trilogia </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavaleiro das Trevas</span></i><span style="font-weight: 400;">. Bruce Wayne é bem retratado em tela, como um homem aparentemente tranquilo, mas que tem o peso do mundo nas costas. O grande destaque fica com Jack Nicholson: toda cena em que o Coringa aparece é espetacular. Mesmo não sendo o típico ‘Joker’ dos quadrinhos, Nicholson entrega um excelente vilão. </span></p>
<p><figure id="attachment_34643" aria-describedby="caption-attachment-34643" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34643" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-800x400.png" alt=" A imagem mostra um homem de cabelos curtos e escuros, vestindo um smoking preto com gravata borboleta e camisa branca. Ele tem uma expressão séria ou pensativa e está em um ambiente elegante, com flores desfocadas ao fundo, sugerindo uma ocasião formal ou sofisticada" width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8-1200x600.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/unnamed-8.png 1400w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34643" class="wp-caption-text">Michael Keaton, que sofreu diversas críticas na época por ser um ator de Comédia, fez uma adaptação de Bruce Wayne e Batman impecável, pegando toda a essência do personagem (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após 35 anos da chegada do filme aos cinemas, tivemos mais </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/254408-acompanhe-incrivel-evolucao-batman-cinema.htm"><span style="font-weight: 400;">nove produções</span></a><span style="font-weight: 400;"> do personagem nesse período, assim, é inegável a influência do longa para o que conhecemos do Batman hoje e para o tom dos que vieram posteriormente a esse primeiro. </span><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi o responsável por abrir caminho para que os filmes de super-heróis fossem explorados de formas diferentes das habituais, tomando novas formas.  Ainda que tenha pontos fortes e fracos expostos pela sua idade, é algo que sempre terá espaço com os fãs de história em quadrinhos, porém, a cada ano que passa, vai ficando mais datado e se distanciando de ser chamado de ‘um bom filme’. </span></p>
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		<title>Mesmo 35 anos depois, Harry e Sally: Feitos um para o Outro continua impecável</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Dec 2024 17:14:39 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Rafael Gomes  Harry e Sally: Feitos Um para o Outro estreou em Julho de 1989 mundialmente. No Brasil, o filme demorou mais alguns meses para ser lançado, em Dezembro de 1989. O longa abriu as portas para a Comédia romântica em Hollywood na década de 1990, voltando a cativar o grande público através de títulos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/aniversario-35-anos-harry-e-sally-feitos-um-para-o-outro/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Mesmo 35 anos depois, Harry e Sally: Feitos um para o Outro continua impecável"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_34616" aria-describedby="caption-attachment-34616" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-34616 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-800x450.png" alt="Cena do filme Harry e Sally : Feitos um para o outro , na imagem temos duas pessoas sentadas lado a lado, a esquerda, temos Harry, um homem com cabelo curto que utiliza um suéter preto sobre uma camisa azul claro com gravata. Ele olha para a mulher ao lado essa mulher é Sally, que possui cabelos loiros e cacheados, usando uma blusa branca de mangas compridas cruzadas no peito. Eles parecem estar em um momento de conversa descontraída, com expressões amigáveis e olhares carinhosos. O fundo tem um papel de parede suave, sugerindo um ambiente aconchegante." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-1.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34616" class="wp-caption-text">Harry e Sally: Feitos um para o Outro foi o filme que moldou a fórmula de sucesso das comédias românticas das décadas de 1990 e 2000 (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><b>Rafael Gomes</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally: Feitos Um para o Outro</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou em Julho de 1989 mundialmente. No Brasil, o filme demorou mais alguns meses para ser lançado, em Dezembro de 1989. O longa abriu as portas para a Comédia romântica em Hollywood na década de 1990, voltando a cativar o grande público através de títulos de enorme sucesso como: </span><i><span style="font-weight: 400;">Sintonia de Amor</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Quatro Casamentos e Um Funeral</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-lugar-chamado-notting-hill-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Um lugar chamado Notting Hill</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> e O Casamento do Meu Melhor Amigo</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">Na contramão do gênero, </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra que o amor de verdade é sempre imperfeito, sendo necessário uma boa dose de tolerância para encontrar o par ideal.</span></p>
<p><span id="more-34607"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A inspiração dos personagens foi do diretor Rob Reiner, do produtor Andy Schinman e da escritora Nora Ephron. Harry e Sally representam os opostos idealizados entre homens e mulheres, produtos que ganharam forma e história. A ideia deles era outro projeto, porém, a conversas do trio derivou para relacionamentos e todos estavam rindo com as situações vistas sob óticas opostas. Reiner chegou até comentar em entrevista à </span><i><span style="font-weight: 400;">CNN</span></i><span style="font-weight: 400;"> que o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XtgPNQCJQHc"><span style="font-weight: 400;">final do filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> seria bastante diferente, porém, em uma reviravolta amorosa em sua vida pessoal, tivemos um final feliz.</span></p>
<p><figure id="attachment_34615" aria-describedby="caption-attachment-34615" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34615" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-800x450.png" alt="Cena do filme Harry e Sally , com duas pessoas em uma loja de eletrodomésticos. A esquerda temos Sally, uma mulher com cabelo loiro e ondulado, ela está segurando um microfone e um papel na mão,parecia estar cantando ou falando. Ela veste uma blusa branca de manga comprida e tem uma bolsa preta à tiracolo. Ao lado dela temos Harry, um homem de cabelo curto que está com uma expressão de surpresa ou confusa, ele veste uma camisa de flanela xadrez em tons de azul. O fundo é de uma loja de eletrodomésticos, com pessoas ao fundo e itens expostos" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-2.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34615" class="wp-caption-text">A química do casal está na amizade dos personagens; eles se conhecem tão bem que ambos sabem todos os seus defeitos (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor conta que sempre quis fazer um filme sobre duas pessoas que se tornam amigas e não fazem sexo, justamente porque sabem que isso vai mudar o relacionamento deles, Só que acabam transando do mesmo jeito. Ephron, que vinha de bons roteiros (</span><i><span style="font-weight: 400;">Silkwood &#8211; O Retrato de uma Coragem </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">A Difícil Arte de Amar</span></i><span style="font-weight: 400;">), topou o desafio. A história de </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally: Feitos um para o Outro</span></i><span style="font-weight: 400;"> é simples: Sally e Harry se conheceram em 1977 em uma viagem para Nova York, voltando a se esbarrar após um período de 12 anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro de Nora Ephron surpreende pela forma que os dois protagonistas constroem as suas relações, quebrando clichês da Comédia romântica; como um romance que o destino uniu, um encontro de alma gêmea ou pessoas que combinam. Ephron nos apresentou pessoas completamente diferentes. Na sequência inicial do longa, Harry e Sally destoam completamente, a música </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BXmEJL1mnuU"><i><span style="font-weight: 400;">It Had To Be You</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> toca nos minutos iniciais para comentar a falsa incompatibilidade dos dois, a música retornaria ao final do filme com outro significado, na mensagem de que os opostos se atraem.</span></p>
<p><figure id="attachment_34614" aria-describedby="caption-attachment-34614" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34614" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-800x450.png" alt="Cena de Harry e Sally : Feitos um para o outro mostra duas pessoas conversando em um parque durante o outono. A esquerda, temos uma mulher, Sally, vestida com um chapéu cinza, casaco cinza claro e calça larga, com uma bolsa pendurada no ombro. Já a direita, temos um homem o Harry, que usa uma jaqueta marrom e calças escuras. Ambos estão cercados por árvores com folhas alaranjadas e amarelas, e o chão está coberto por uma camada de folhas caídas. Ao lado deles, há um banco de parque e um poste de luz antigo, criando uma atmosfera de outono" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-4.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34614" class="wp-caption-text">Nova York é um personagem à parte na história do filme, aparecendo sempre com cores quentes quando Harry e Sally estão juntos em cena, já quando Harry está sozinho, mostra-se um lado mais solitário da cidade (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/a-saga-dos-titulos-de-filmes-como-sao-traduzidos-para-o-brasil"><span style="font-weight: 400;">título do filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil, </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally: Feitos Um para o Outro</span></i><span style="font-weight: 400;"> é horrível. Harry não é feito para Sally e vice-versa. No começo do longa, ambos personagens estão na casa dos 20 anos, com personalidades completamente contraditórias. Harry era considerado um cara mais astuto do que de fato é e Sally tem um senso de inocência que se opõe à prepotência do protagonista. É após dois encontros ocasionados pelo destino que ambos se aproximam. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O período de 12 anos em que se passa o filme desde o primeiro encontro dos dois, a sensação de tempo passado e intimidade no relacionamento se deve a grande direção de Rob Reiner, somado com um excelente trabalho de montagem do longa, bem dinâmica, em que temos os protagonistas passando por museus, parques e restaurantes, gerando um acumulado de experiências e tornando crível o sentimento entre o casal. </span><a href="https://www.untappedcities.com/when-harry-met-sally-nyc-film-locations-35-years-later/"><span style="font-weight: 400;">Nova York</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma parte essencial de </span><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally</span></i><span style="font-weight: 400;">, a cidade é retratada com as cores quentes, mesmo em estações mais geladas, demonstrando o sentimento de calor dos protagonistas, mas também é solitária, nos momentos íntimos dos protagonistas.</span></p>
<p><figure id="attachment_34613" aria-describedby="caption-attachment-34613" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34613" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-5-800x533.png" alt="Harry e Sally estão agachadas lado a lado em um ambiente interno iluminado pela luz natural. Sally, mulher à esquerda, tem cabelos loiros ondulados e está usando um suéter vermelho, segurando uma garrafa de água. Harry, à direita, tem cabelo curto e barba, vestindo um suéter de lã branco e tênis brancos. Ambos olham para frente, com expressão pensativa. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-5-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-5-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-5-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-5.png 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34613" class="wp-caption-text">Harry e Sally mostra como a base de um grande relacionamento se dá através da amizade entre o casal (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme conta com passagens de tempo e momentos chaves da história, em que aparecem casais de ‘velhinhos’ que contam como se conheceram e se uniram, no estilo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lzi2G68CMiE"><span style="font-weight: 400;">documentário</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esses amores de outros tempos são a constatação estruturante para o enredo, em que cada casal tem sua própria história, sendo a singularidade no amor, o diferencial de um casal do outro. Nós já sabemos que ambos irão ficar juntos, mas o que importa é a trajetória que irá conduzi-los.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro traz Harry e Sally conversando sobre temas não convencionais do romance tradicional, como trabalho, Cinema e relações passadas, reforçando a ideia de confiança mútua que um tem com o outro. A construção dessa relação culmina em um clímax em que os protagonistas percebem, depois de diversas decepções amorosas, como eles se encaixam perfeitamente, apesar das diferenças. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Q9JSVGS4dHU"><span style="font-weight: 400;">fala final de Sally</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é o tradicional “</span><i><span style="font-weight: 400;">eu te amo</span></i><span style="font-weight: 400;">”, mas sim um carinhoso “</span><i><span style="font-weight: 400;">eu te odeio</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Isso porque ela realmente o odeia, visto que conhece todas as facetas de Harry, assim como Harry conhece todas as manias dela, como a demora ao pedir um lanche. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse amplo conhecimento de um com o outro que se permite o surgimento de amor e também a descoberta de defeitos. A relação de ambos tem o seu charme pelo sentimento de amor não surgir de paixões proibidas ou à primeira vista. O filme acredita que a </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/saude/maioria-dos-relacionamentos-amorosos-comeca-como-amizades-apontam-estudos/"><span style="font-weight: 400;">base de uma grande relação</span></a><span style="font-weight: 400;"> está na amizade. Harry, no começo, acredita que não é possível homens e mulheres terem uma relação assim, pois a atração, em algum momento, irá atrapalhar. Esse dilema dá o desenrolar da história. </span></p>
<p><figure id="attachment_34612" aria-describedby="caption-attachment-34612" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34612" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-800x600.png" alt="Em uma cena do filme “Harry e Sally” há uma multidão de pessoas em uma festa, onde confetes e balões enfeitam o ambiente. No centro da imagem, há Harry homem e Sally uma mulher e estão dançando juntos, sorrindo um para o outro. Harry tem cabelo curto e usa uma jaqueta clara, enquanto Sally tem cabelos loiros cacheados e veste uma roupa elegante. Ao redor deles, outros casais dançam e se abraçam, em clima de celebração e alegria. A cena é cheia de cores vibrantes e expressões felizes" width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-1536x1152.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6-1200x900.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-6.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34612" class="wp-caption-text">Harry e Sally juntos em um final que, posteriormente, se tornou clássico nos filmes de Comédia romântica (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sally representa muito o que Nora Ephron pensava como mulher, não à toa, </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/longe-do-cinema-meg-ryan-completa-60-anos-relembre-seus-filmes/"><span style="font-weight: 400;">Meg Ryan</span></a><span style="font-weight: 400;"> estrelou diversos outros filmes de Ephron. Rob Reiner havia o pessimismo de Harry, assim como o humor do protagonista. Durante a produção do roteiro, que começou em 1984, Reiner lançou dois filmes que fizeram enorme sucesso, o clássico da sessão da tarde </span><i><span style="font-weight: 400;">Conta Comigo</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1986) e o excelente </span><i><span style="font-weight: 400;">A Princesa Prometida</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1987). O filme poderia ser muito diferente, diversos atores recusaram os papéis de Harry, como por exemplo, Tom Hanks, Richard Dreyfuss e Michael Keaton, no final, o escolhido foi Billy Crystal. Já pelo lado de Sally, recusaram as atrizes Molly Ringwald e Elizabeth Perkins, deixando o papel para Ryan.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme conta com momentos que entraram para a história do Cinema, como por exemplo a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6pQgbEEFPq0"><span style="font-weight: 400;">cena da lanchonete</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde Harry acredita que não é possível fingir um orgasmo e Sally começa a fingir no meio da lanchonete. Essa cena é uma das mais famosas não só do gênero de comédias românticas, mas em geral. Outro momento marcante é a declaração de Harry para Sally na celebração de ano novo, em que o personagem sai correndo atrás dela, proferindo uma das falas mais clássicas: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Quando você percebe que quer passar o tempo com uma pessoa, você quer que esse tempo comece o mais rápido possível”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre aparece em listas dos melhores filmes já feitos. A proposta original era manter ambos como amigos, porém, decidiram ir para um resultado menos realista, colocando “</span><i><span style="font-weight: 400;">felizes e neuróticos para sempre”</span></i><span style="font-weight: 400;">, se tornando uma alternativa nas comédias românticas desde então. O longa foi indicado ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kT6QnJLxWxw&amp;list=PLJ8RjvesnvDPs8Hps1ARYA5DBdT-UEyEz&amp;index=23"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> na categoria de Melhor roteiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e abriu caminho para Nora Ephron se reinventar como diretora de Cinema, produzindo clássicos da Comédia romântica, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Sintonia de Amor</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1993) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Mensagem para Você </span></i><span style="font-weight: 400;">(1998). </span></p>
<p><figure id="attachment_34611" aria-describedby="caption-attachment-34611" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-34611" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-800x450.png" alt="um homem e uma mulher estão parados próximos a um carro amarelo. A à esquerda está a mulher, Sally, tem cabelos loiros ondulados e veste uma blusa azul sobre uma camisa clara. Ela está com as mãos nos quadris, parecendo falar com Harry. homem, à direita, tem cabelo curto escuro e veste um moletom cinza. Ele segura um bastão e uma sacola em uma das mãos, e parece estar ouvindo a mulher. No carro, há um adesivo com as palavras &quot;University of Chicago&quot;.]" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/12/harry-7.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-34611" class="wp-caption-text">O sucesso de Harry e Sally também está em como ele lida com o tempo, o desenvolvimento gradual da amizade e o crescimento dos personagens de forma incrível (Foto: Columbia Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto cultural do filme pode ser sentido em diversas produções cinematográficas da década de 1990 e começo de 2000, porém, atualmente, ainda há exemplos de influência desse clássico. Um deles é a série do </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+ </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – onde há diversas referências ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Rom-Communism</span></i><span style="font-weight: 400;">, principalmente no quinto episódio da segunda temporada, com diversas homenagens aos filmes de Nora Ephron –, mas também na relação entre dois personagens, Ted e Rebecca, provando que a tese de Harry está errada; homens e mulheres podem ser apenas amigos. Mesmo após 35 anos do lançamento, continua um ‘filmaço’, seu ritmo é perfeito, o humor ainda funciona e a história de ambos com todos seus encontros e desencontros dão charme ao longa, fazendo com que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=imf92LMQKJQ"><i><span style="font-weight: 400;">Harry e Sally</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">seja lembrado e reverenciado como um dos melhores do gênero. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=imf92LMQKJQ"><span style="font-weight: 400;"> </span></a></p>
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		<title>Os Melhores Filmes de 2023</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Mar 2024 20:25:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando o assunto é Cinema, é difícil encontrar alguém que não tenha alguma memória relacionada a ele. Seja por uma trilha sonora que ganhou um lugar especial em nossos corações ou por um enredo que mudou completamente nossa visão de mundo, a Sétima Arte, assim como todas as outras, tem a incrível habilidade de movimentar &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Filmes de 2023"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_33163" aria-describedby="caption-attachment-33163" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33163" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes-800x420.jpg" alt="Imagem de fundo laranja com colagens de personagens em preto e branco. Na parte superior, centralizado, está escrito &quot;os melhores filmes de 2023&quot; em caixa alta e em letras brancas. No canto superior esquerdo está o símbolo do site do Persona, que é um olho com o símbolo de 'play' no lugar da pupila. Na parte inferior esquerda, há a imagem de uma mulher branca com cabelos loiros ondulados. Ela está de lado e piscando um de seus olhos. Ao centro, há um casal se abraçando; vemos apenas o rosto da mulher, que é descendente de coreanos e veste uma camisa branca de manga longa. No canto inferior, vemos o personagem Homem Aranha, todo de preto." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33163" class="wp-caption-text">O Cinema em 2023 despertou emoções que há muito estavam enfraquecidas (Arte: Aryadne Xavier / Texto de abertura: Raquel Freire)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o assunto é Cinema, é difícil encontrar alguém que não tenha alguma memória relacionada a ele. Seja por uma trilha sonora que ganhou um lugar especial em nossos corações ou por um enredo que </span><a href="https://www.nytimes.com/2017/02/18/opinion/sunday/the-power-of-movies-to-change-our-hearts.html"><span style="font-weight: 400;">mudou</span></a><span style="font-weight: 400;"> completamente nossa visão de mundo, a Sétima Arte, assim como todas as outras, tem a incrível habilidade de movimentar as emoções do público. É por esse motivo que não deixamos de apreciar obras cinematográficas e, consequentemente, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> não deixa de trazer sua clássica lista dos </span><b>Melhores Filmes</b><span style="font-weight: 400;"> do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa conexão entre a Arte e a população é, também, um dos motivos pelo qual Hollywood parou em 2023 com a </span><a href="https://personaunesp.com.br/greve-dos-roteiristas-artigo/"><span style="font-weight: 400;">greve dos roteiristas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Más condições trabalhistas prejudicam qualquer criação, inclusive as do audiovisual, e não é preciso se alongar muito sobre como o aperfeiçoamento da inteligência artificial coloca em risco a integridade das obras. Ver o adiamento de produções tão aguardadas foi dolorido, mas os quatro meses de discussão foram essenciais para que o trabalho daqueles que dão vida a essas histórias fosse mais valorizado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As obras que não foram afetadas pela greve e chegaram ao público, por outro lado, proporcionaram experiências que há muito o Cinema não vislumbrava. Não há dúvidas de que o contraste entre o mundo cor-de-rosa de </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a mente perturbada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ficará marcado como um dos principais – e mais divertidos – momentos do ano. O border collie </span><a href="https://personaunesp.com.br/anatomia-de-uma-queda-critica/"><span style="font-weight: 400;">Messi</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi, de longe, o dono do espetáculo, e fomos presenteados com a melhor atuação da carreira de </span><a href="https://personaunesp.com.br/pobres-criaturas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emma Stone</span></a><span style="font-weight: 400;"> até então.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo cinematográfico abre diversas portas, e tanto os membros da nossa Editoria quanto nossos colaboradores não pensam duas vezes antes de adentrá-las. As 55</span><span style="font-weight: 400;"> obras que compõem essa lista falam de tudo um pouco: da </span><a href="https://personaunesp.com.br/assassinos-da-lua-das-flores-critica/"><span style="font-weight: 400;">denúncia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de um genocídio aos </span><a href="https://personaunesp.com.br/past-lives-critica/"><span style="font-weight: 400;">encontros e desencontros</span></a><span style="font-weight: 400;"> do amor; das ruas de Recife às geleiras dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-sociedade-da-neve-critica/"><span style="font-weight: 400;">Andes</span></a><span style="font-weight: 400;">; da </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-rejeitados-critica/"><span style="font-weight: 400;">esperança</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/fale-comigo-critica/"><span style="font-weight: 400;">horror</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao reservar algumas horas para contemplar uma produção audiovisual, não importa se o fazemos com a intenção de nos educarmos sobre um determinado assunto ou se é apenas com o intuito de nos entreter. Criar essa conexão com o Cinema é, citando Scorsese, “</span><i><span style="font-weight: 400;">algo que, por alguma razão, permanece</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Assim, no </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Melhores+Filmes"><span style="font-weight: 400;">Melhores Filmes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2023 do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">, você confere todos os lançamentos que permaneceram em nós.</span><br />
<span id="more-33069"></span></p>
<p><figure id="attachment_33070" aria-describedby="caption-attachment-33070" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33070" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2-800x450.webp" alt="Cena do filme A Freira 2. Irmã Irene, mulher branca em torno de 20 anos (Taissa Farmiga), está no canto esquerdo da tela utilizando um hábito religioso - roupa preta de manga longa com uma gola branca e com véu longo preto e faixa branca, ao redor do início do véu. Utiliza um colar e, em suas mãos, há um terço marrom e uma lanterna com um feixe evidenciando um vitral em segundo plano. Nesse local, revestido com pedras ornamentadas, o vitral tem um formato de abóbada cilíndrica, com imagens coloridas que evidencia um bode, com um olho vermelho reluzente, em um círculo no centro do vitral." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2.webp 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33070" class="wp-caption-text">A Freira 2 traz mais potência para a continuação (Foto: Warner Bros. Entertainment)</figcaption></figure></p>
<p><strong>A Freira 2 (The Nun II)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dando continuação em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Freira</span></i><span style="font-weight: 400;">, o volume dois volta para assustar ainda mais seus fãs. Adentrando na história do universo de </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/272579-freira-2-3-motivos-assistir-filme-terror-sensacao-2023.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Freira 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> volta com as assombrações de Valak e a sua ligação com a Irmã Irene. Dado o contexto, é evidente a comparação que recai sobre o primeiro longa, que pecou em não ter cenas mais assombrosas e de </span><i><span style="font-weight: 400;">gore</span></i><span style="font-weight: 400;"> – questão bastante comentada em relação aos demais filmes da franquia. Com isso, o diretor Michael Chaves, que dirigiu </span><i><span style="font-weight: 400;">A</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Maldição da Chorona</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2021) e não teve boas repercussões, concentra o sagrado e profano no mesmo nível, trazendo o ápice desse encontro nas atuações do elenco (ou naquilo que não podemos ver). Mesmo sendo um filme mais gráfico, o medo se insere no que não se vê e o diretor acerta em cheio nesses requisitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com Taissa Farmiga como a Irmã Irene e Storm Reid como a noviça Debra, as atuações dos atores são ótimas e em muitas das vezes sentimos o que estão passando. </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/a-freira-2-critica"><i><span style="font-weight: 400;">A Freira 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> passa antes por todo um descobrimento do que está acontecendo na região francesa para que o enredo, de fato, tenha corpo e se desenvolva. É um filme em que não se </span><a href="https://www.techtudo.com.br/guia/2023/10/a-freira-2-veja-elenco-e-enredo-do-spin-off-de-invocacao-do-mal-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">aventura em inovações</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas que não falha no propósito de se assustar com o Valak. Afinal, é evidente que você não vai querer assistir a ele de noite. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
<hr />
<p><figure id="attachment_33071" aria-describedby="caption-attachment-33071" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-800x432.png" alt="Cena do filme A Memória Infinita. Na parte esquerda da imagem, temos Paulina, uma mulher branca de cabelos curtos e castanhos. Ela está vestindo uma camisola branca e está sorrindo. Sua mão está acariciando o rosto de Augusto, um homem branco de cabelos brancos e ralos, que está vestindo uma camiseta com listras nas cores branco, azul escuro e azul marinho. Ao fundo, temos uma parede de azulejo cinza e uma porta de madeira marrom. O cenário é o de um banheiro. A cena se passa durante o dia." width="800" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-1024x554.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-1536x830.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-1200x649.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita.png 1924w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33071" class="wp-caption-text">A relação entre Augusto e Paulina é um dos pontos fortes do documentário (Foto: MTV Documentary Films)</figcaption></figure></p>
<p><strong>A Memória Infinita (La Memoria Infinita)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o famoso jornalista chileno Augusto Gongora, a memória é um elemento fundamental na construção da identidade, tanto de uma pessoa, como também de um país. A diretora Maite Alberdi (</span><a href="https://personaunesp.com.br/agente-duplo-critica/#google_vignette"><i><span style="font-weight: 400;">Agente Duplo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) acredita nesse pensamento de tal forma que faz de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-memoria-infinita-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Memória Infinita</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">um exercício de reflexão sobre o tema. Seu objeto de estudo é justamente Augusto, cujos últimos anos de vida serviram de base para esse belíssimo documentário, que foi indicado ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar 2024</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um olhar empático e melancólico, a diretora registra a rotina de cuidado domiciliar administrada por Paulina, esposa de Augusto e, assim como o marido, uma personalidade notória no Chile. Aliado a isso, Alberdi explora uma série de imagens de arquivo para compor um paralelo entre a vida pessoal do casal e a história política do país, ambas marcadas pela ditadura de </span><a href="https://personaunesp.com.br/el-conde-critica/"><span style="font-weight: 400;">Pinochet</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sua composição final é uma defesa da memória que, ao nos fazer lembrar de quem somos, justifica a sua importância. Em outras palavras, a memória que mostra porquê é infinita. &#8211;</span><b> Nathan Nunes</b></p>
<hr />
<div class="mceTemp"></div>
<p><figure id="attachment_33072" aria-describedby="caption-attachment-33072" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-800x450.jpg" alt="Cena do filme A Sociedade da Neve. À direita da imagem, está um homem adulto branco de cabelo curto preto. Ele está usando um casaco e uma calça marrons e está ajoelhado no chão coberto de neve. Ao fundo, nota-se muita neve e algumas pedras." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33072" class="wp-caption-text">A Sociedade da Neve mostra o lado triste de finais felizes (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><strong>A Sociedade da Neve (La Sociedad de la Nieve)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado em uma história real de acidente aéreo, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-sociedade-da-neve-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Sociedade da Neve </span></i></a><span style="font-weight: 400;">nos transporta a dias angustiantes que tornam nossa cama mais confortável e nossa comida mais saborosa. Nunca se sabe quando toda nossa vida será perdida em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tR-9Peh8J0U"><span style="font-weight: 400;">tragédia</span></a><span style="font-weight: 400;"> cujas consequências vão além da morte na concepção física. Em outros termos, o filme reflete sobre o tempo, assim como a falta dele. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante grande parte do longa, sentimos uma vontade quase incontrolável de pular para o final e sanar a dúvida que qualquer espectador já teve: ficará tudo bem? Afinal, são sequências aparentemente infinitas de sofrimento cuja </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Lz_yNOwz0Ms"><span style="font-weight: 400;">explicitação</span></a><span style="font-weight: 400;"> torna a produção espanhola angustiante. Em meio ao caos, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Sociedade da Neve </span></i><span style="font-weight: 400;">também deposita sua força na relação entre os personagens que, diante do horizonte solitário e cheio de neve, não têm outra escolha senão fazer amigos no caminho. &#8211;</span><b> Ana Cegatti</b></p>
<hr />
<p><figure id="attachment_33073" aria-describedby="caption-attachment-33073" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33073" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-800x533.png" alt="Cena do filme AIR: A História por Trás do Logo. Na imagem, vemos três homens brancos, de meia idade, observando um tênis sobre uma mesa de luz. O homem da esquerda é o ator Matthew Maher, interpretando Peter. Ele possui pouco cabelo e barba. Veste uma camisa xadrez de manga longa. O homem do centro é o ator Matt Damon interpretando Sonny, possui cabelos curtos e veste uma camisa pólo xadrez. O homem da direita é o ator Jason Bateman, interpretando o personagem Rob. Ele possui cabelos curtos e castanhos e veste uma camisa de botões com estampa de palmeiras. A imagem possui pouca luz, portanto possui um tom azulado." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-1536x1023.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33073" class="wp-caption-text">“Um tênis é só um tênis até que alguém pise nele” (Foto: Skydance Productions)</figcaption></figure></p>
<p><strong>AIR: A História por Trás do Logo (Air)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos conhecem o nome Michael Jordan e todos já pelo menos ouviram falar dos tênis da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nike, Inc. </span></i><span style="font-weight: 400;">Mas será que todos sabem como o maior jogador de basquete de todos os tempos consolidou a marca de moda esportista como é hoje? Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/air-a-historia-por-tras-do-logo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">AIR: A História por Trás do Logo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vemos como nasceram os tênis </span><a href="https://www.farfetch.com/br/style-guide/icones-de-estilo-e-influenciadores/historia-tenis-nike-air-jordan/"><i><span style="font-weight: 400;">Air Jordans</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e uma estratégia brilhante de <em>marketing</em> desenvolvida entre a </span><i><span style="font-weight: 400;">Nike</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o atleta. O filme é a mistura perfeita para quem gosta de esporte, moda e publicidade. As cenas vão dos escritórios da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nike</span></i><span style="font-weight: 400;">, passam pelas quadras da </span><i><span style="font-weight: 400;">NBA</span></i><span style="font-weight: 400;"> e retornam para os ateliês de </span><em><span style="font-weight: 400;">design</span></em><span style="font-weight: 400;"> de calçados esportivos. Todos esses cenários são palco para atuações convincentes, roteiro fluído e certo humor cômico que nos remete aos filmes dos anos 80, década na qual o longa se ambienta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Studios</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi dirigida e estrelada por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BevUmBqJcQc"><span style="font-weight: 400;">Ben Affleck</span></a><span style="font-weight: 400;">, em um dos seus melhores momentos, e conta com Matt Damon interpretando Sonny, o protagonista da trama, que foi responsável por contratar Jordan como garoto propaganda da marca. Outros nomes conhecidos também fazem parte do elenco, como Viola Davis, Chris Messina e Jason Bateman. O grande motim da história é como o talento de um jogador pode inspirar uma marca a apostar tudo o que tem, e no final acertar em cheio a cesta. O mesmo acontece com o telespectador que se permite abraçar esse filme. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
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<p><figure id="attachment_33075" aria-describedby="caption-attachment-33075" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda-800x450.png" alt="Cena do filme Anatomia de uma Queda. Vista de cima, o chão está coberto de neve, um homem está deitado sobre uma poça de sangue embaixo de sua cabeça. De pé, olhando para ele, uma mulher usa o telefone enquanto abraça um garoto em direção ao seu peito." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33075" class="wp-caption-text">Anatomia de uma Queda foi indicado em cinco categorias na última cerimônia do <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/">Oscar</a>, levando o troféu de Melhor Roteiro Original (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure></p>
<p><b>Anatomia de uma Queda (Anatomie d&#8217;une chute)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É consenso entre críticas e audiências: </span><a href="https://personaunesp.com.br/anatomia-de-uma-queda-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Anatomia de uma Queda</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está entre os melhores filmes de 2023. A direção e o roteiro de Justine Triet transformam o </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;"> de tribunal em um comentário afiado sobre relacionamentos, família e dinâmicas de gênero. A cineasta francesa já é conhecida por filmes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Sibyl</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Na Cama com Victoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2016), mas esse é, até então, o grande destaque de sua carreira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.bbc.com/culture/article/20240220-sandra-hller-anatomy-of-a-fall-oscars-viral-argument-scene"><span style="font-weight: 400;">protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;"> do filme vê uma lupa sendo colocada não só sobre o incidente que a leva a julgamento, mas também sobre a sua vida, em seus detalhes mais íntimos e dolorosos. As sequências do tribunal são provocantes e te envolvem até o último minuto; entretanto, a investigação é o ponto menos interessante que </span><i><span style="font-weight: 400;">Anatomia de Uma Queda</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem a oferecer. A dissecação das relações dentro da família são invasivas e desconfortavelmente reais, acompanhando a queda de cada personagem individualmente e enquanto casal, ao ponto de que fica em segundo plano saber o que de fato aconteceu no dia do caso. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<p><figure id="attachment_33076" aria-describedby="caption-attachment-33076" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-800x450.jpg" alt="Cena do filme Assassinos da Lua das Flores. Nela, há, da esquerda para a direita, Mollie Burkhart, William Hale e Ernest Burkhart. Mollie veste uma roupa típica que se assemelha a um uniforme de festa, que tem as cores vinho e dourado e as mangas pretas. A roupa também tem franjas nos ombros e nas partes em dourado. William veste um terno bege, um colete da mesma cor, uma camisa branca, uma gravata marrom e óculos redondos na cor preta. Ernest veste um terno preto, um colete da mesma cor, camisa branca e gravata borboleta de listras bege e vinho. Mollie olha para Ernest com um leve sorriso, enquanto William e Ernest olham para frente. Ao fundo, ramos de folhas de uma árvore." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33076" class="wp-caption-text">Além de ter competido por dez carecas douradas, a obra-prima de Scorsese rendeu troféus de Melhor Atriz em Filme de Drama para Lily Gladstone no Globo de Ouro e no SAG Awards (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure></p>
<p><b>Assassinos da Lua das Flores (Killers</b> <b>of the Flower Moon)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Máxima de David Grann em </span><i><span style="font-weight: 400;">Assassinos da Lua das Flores</span></i><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">a tarefa do diabo é não demorar muito em seu trabalho</span></i><span style="font-weight: 400;">” se apequena diante da atmosfera trazida por </span><a href="https://personaunesp.com.br/assassinos-da-lua-das-flores-critica/"><span style="font-weight: 400;">Martin Scorsese</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao adaptar o livro-reportagem para o cinema. Através da precisão participativa de uma carreira sexagenária em direção e roteiro, 206 minutos contam a história da </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g3zqye347o"><span style="font-weight: 400;">nação Osage</span></a><span style="font-weight: 400;"> com a sustentação de um tripé narrativo, que se fixa no histórico de dor, impunidade e apagamento étnico envolto no genocídio de um dos principais povos originários dos Estados Unidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em primeiro plano, a esplêndida </span><a href="https://www.cbr.com/killers-of-the-flower-moon-cameo-martin-scorsese-explained/"><span style="font-weight: 400;">montagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Thelma Schoonmaker dá ritmo a três atos calculados para mostrar a frieza do homem branco, investido em derramar quanto sangue nativo for preciso para tomar escrituras e ver o petróleo jorrar em seus pés. Os cortes de cena espantam ao emendar momentos rotineiros a assassinatos à plena luz do dia, além de aprofundarem os impactos mentais e as consequências sociais da barbárie sob a força da trindade formada pelos papéis de Robert De Niro (William Hale, magnata desprovido de alma), Leonardo DiCaprio (Ernest Burkhart, peão ingênuo e abominável) e </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2024/01/quem-e-lily-gladstone-a-primeira-indigena-nativo-americana-a-ser-indicada-ao-oscar-de-melhor-atriz-clrr412eo0002013mh7ilepi5.html"><span style="font-weight: 400;">Lily Gladstone</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Mollie Burkhart, matriarca de nuances tão poderosas quanto a indicação da atriz ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa segunda base também vem acompanhada da imersão fotográfica de </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rodrigo Pietro</span></a><span style="font-weight: 400;">, visualmente sóbria e contemplativa, e da trilha sonora suspendida na trama por Robbie Robertson. Contudo, o último e maior pilar de sustentação da obra está no triunfo de reunir profissionais familiares ao comando de Scorsese e gêneros fílmicos caros ao cineasta para ser uma </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/martin-scorsese-defende-que-o-cinema-nao-esta-morrendo-mas-em-transformacao/"><span style="font-weight: 400;">visão intensa e responsável</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre crimes que poderiam facilmente cair em espetacularização em outro lado da indústria. Se o diabólico mora nos detalhes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Killers of the Flower Moon</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) não tem medo nem falta de compostura ao expurgar cada um deles. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
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<p><figure id="attachment_33140" aria-describedby="caption-attachment-33140" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33140" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-800x451.png" alt="Cena do filme Asteroid City. Na esquerda da imagem em preto e branco, está o personagem Jones Hall, interpretado por Jason Schwartzman, um homem branco de cabelos e olhos escuros. Já na direita, está Atriz, a personagem de Margot Robbie, uma mulher branca de cabelos e olhos claros. Cada um deles está na sacada de seus respectivos teatros onde atuam. Ao fundo, centralizados, estão mais dois prédios exibindo diferentes peças de teatro." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city.png 1136w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33140" class="wp-caption-text">Asteroid City conta com um elenco de peso em que muitos aparecem brevemente em cena (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><b>Asteroid City</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Condenado pelo tribunal das redes sociais, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9FXCSXuGTF4"><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das empreitadas mais desafiadoras da carreira do cineasta </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/wes-anderson/"><span style="font-weight: 400;">Wes Anderson</span></a><span style="font-weight: 400;">. O roteiro escrito em parceria com Roman Coppola tem grandes estrelas de Hollywood interpretando atores que, por sua vez, dão vida a personagens de uma peça teatral. Por isso, os primeiros minutos do longa são um pouco confusos, se não exóticos. Ainda assim, é difícil querer tirar os olhos dessa pacata cidade no deserto afetada por as maiores esquisitices que testes nucleares podem atrair para um lugar: crianças assustadoramente inteligentes e alienígenas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre o preto e branco dos bastidores de uma peça teatral, a ambientação retrofuturista da década de 1950 explode em cores. O apreço visual de Anderson já é característica intrínseca de suas obras e, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i><span style="font-weight: 400;">, tal dicotomia de cenários também dialoga com o equilíbrio do trágico e do cômico na narrativa. Repleto de núcleos paralelos, algumas tramas se perdem ao longo do caminho, o que justifica o longa dividir opiniões. Na atuação, os papéis dos veteranos Jason Schwartzman e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/scarlett-johansson/"><span style="font-weight: 400;">Scarlett Johansson</span></a><span style="font-weight: 400;">, e dos jovens Jake Ryan e Grace Edwards são unanimidade por acertarem o tom exato das poucas expressões. &#8211;</span><b> Nathalia Tetzner</b></p>
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<p><figure id="attachment_33141" aria-describedby="caption-attachment-33141" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33141" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-800x313.jpeg" alt="Cena do filme Barbie. Na imagem, a protagonista aparece deitada na grama verde de um quintal com desânimo nos olhos. Barbie é interpretada pela atriz Margot Robbie, uma mulher branca de cabelos e olhos claros. A personagem veste um vestido azul claro com estampas em rosa bebê. A câmera a captura por inteiro a partir da visão de outra personagem; apenas as suas costas aparecem enquanto ela observa Barbie." width="800" height="313" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-800x313.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-1024x400.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-768x300.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie.jpeg 1133w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33141" class="wp-caption-text">No <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/">Oscar</a> de 2024, a falta de Margot Robbie para além dos créditos de produtora não passou despercebida (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><b>Barbie</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ujs1Ud7k49M"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pintou o Cinema de </span><a href="https://www.metropoles.com/sao-paulo/fenomeno-barbie-por-que-filme-influenciou-onda-rosa-no-pais"><span style="font-weight: 400;">rosa</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com a direção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/greta-gerwig/"><span style="font-weight: 400;">Greta Gerwig</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a ajuda de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/noah-baumbach/"><span style="font-weight: 400;">Noah Baumbach</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um roteiro que sabe não se levar a sério ao mesmo tempo que traz profundidade para a trajetória da protagonista, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/margot-robbie/"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;"> deu vida a uma boneca que sempre tudo pôde ser, exceto transcender a sua natureza de plástico. Até o lançamento do filme, a criação de </span><a href="https://exame.com/pop/barbie-quem-e-ruth-handler-criadora-da-boneca-e-que-aparece-no-filme/"><span style="font-weight: 400;">Ruth Handler</span></a><span style="font-weight: 400;"> – desenvolvida para adotar múltiplas personalidades e atuar com excelência em todas as profissões possíveis –, ainda não havia convencido poder ser uma humana por inteiro, com suas alegrias e angústias.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso mudou com o longa que transformou um modelo de padrão inalcançável em algo que todos podem se identificar. Barbie, uma boneca da </span><i><span style="font-weight: 400;">Mattel</span></i><span style="font-weight: 400;"> definitivamente não projetada para ter o coração quebrado ou lidar com decepções, ganha dimensão, enfrentando aquilo que todos passam ou passarão em algum momento: a fatídica sequência de acontecimentos em que o universo dos sonhos se prova uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><span style="font-weight: 400;">fantasia irreal</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas, mesmo diante de toda a amargura do nosso mundo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixou espaço para o imaginário infantil nos detalhes do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uKgaVlMN7IY"><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> e na emocionante </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ML0zd8UAuq8"><span style="font-weight: 400;">cena sobre mães e filhas</span></a><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A magia desse ícone das brincadeiras de infância também não é perdida devido à dose de comédia cavalar que somente </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/ryan-gosling/"><span style="font-weight: 400;">Ryan Gosling</span></a><span style="font-weight: 400;"> sabe entregar sem parecer uma esquete sem graça de quase duas horas. Nos atos musicais, o seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ru1LC9lW20Q"><span style="font-weight: 400;">Ken</span></a><span style="font-weight: 400;"> brilha e consagra aquilo que todo estúdio almeja: a combinação explosiva entre um filme de sucesso e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OiC1rgCPmUQ"><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nas paradas musicais. Assim como descrito pelos primeiros </span><i><span style="font-weight: 400;">trailers</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i><span style="font-weight: 400;"> é construída tanto para os amantes quanto para os </span><i><span style="font-weight: 400;">haters</span></i><span style="font-weight: 400;"> da boneca, o que explica ter sido a maior bilheteria do ano, ultrapassando um bilhão de dólares. &#8211;</span><b> Nathalia Tetzner</b></p>
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<p><figure id="attachment_33087" aria-describedby="caption-attachment-33087" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bares-bolos-e-amizades.jpg" alt="Cena do filme Bares, Bolos e Amizades. Na imagem temos Jane (Yara Shahidi), uma jovem negra com tranças escuras, vestindo uma regata de tricô na cor rosa e um avental azul claro com alças rosas. Ao seu lado está Corinne (Odessa A’zion), uma jovem branca, loira de cabelo ondulado, vestindo uma regata preta. Elas estão dentro de uma cozinha, Jane está montando um bolo enquanto Corinne observa seu movimento." width="735" height="392" /><figcaption id="caption-attachment-33087" class="wp-caption-text">Bolos e amizade: uma receita perfeita para chorar (Foto: Prime Video)</figcaption></figure></p>
<p><b>Bares, Bolos e Amizades (Sitting in Bars With Cake) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Trish Sie, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DBzFS40KD0Y"><i><span style="font-weight: 400;">Sitting in Bars With Cake</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (no original) é uma comédia dramática inspirada no livro homônimo de Audrey Shulman. O filme conta a emocionante história das amigas Corinne (Odessa A’Zion) e Jane (Yara Shahidi) ao se aventurarem entregando bolos em diferentes bares de Los Angeles para conhecer pretendentes amorosos, antes que esse plano desmorone em virtude de uma fatalidade. O longa-metragem fala sobre a vida, como os vinte anos parecem ser eternos e como tudo isso pode acabar em instantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para aqueles que gostam de chorar por uma amizade em tela, aqui está o filme perfeito. Embora a temática </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">girlhood</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não seja nenhuma novidade dentro do Cinema, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bares, Bolos e Amizades </span></i><span style="font-weight: 400;">se diferencia de outras obras pelo seu elenco cativante – as atuações de A’Zion e Shahidi carregam quase toda a trama, que não é tão interessante como deveria ser. Além do talento das atrizes, a fotografia de Mateus Clark é essencial para embarcarmos na narrativa desejada. Com todas as cores, sabores e formatos, é quase impossível não desejar um pedaço de bolo após se debulhar em lágrimas pela jornada dessas amigas. &#8211;</span><b> Ludmila Henrique</b></p>
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<p><figure id="attachment_33088" aria-describedby="caption-attachment-33088" style="width: 728px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33088" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/batem-a-porta.jpg" alt="Cena do filme Batem à Porta. Um homem branco de grande porte, careca, com barba por fazer e usando óculos finos e uma camisa branca está do lado esquerdo com um olhar apreensivo. Ao seu lado direito estão duas mulheres, uma delas sendo branca de cabelos pretos longos e usando uma camisa azul com um olhar extremamente espantado, com a boca entreaberta. A outra mulher é negra, suas mãos estão se segurando de maneira ansiosa e seu olhar é de medo; ela está usando uma camisa amarela com gola e um pequeno relógio dourado no pulso. Ao fundo é possível ver um ambiente de madeira, sendo a sala dentro da cabana com pouca iluminação." width="728" height="385" /><figcaption id="caption-attachment-33088" class="wp-caption-text">A ameaça apocalíptica reproduz um horror que invade a vida privada dos personagens (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Batem à Porta (Knock at the Cabin)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adaptação do livro </span><a href="https://www.comboinfinito.com.br/principal/knock-at-the-cabin-novo-filme-e-uma-adaptacao-de-um-livro-pos-apocaliptico-o-chale-no-fim-do-mundo/"><i><span style="font-weight: 400;">O Chalé no Fim do Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a obra </span><i><span style="font-weight: 400;">Batem à Porta</span></i><span style="font-weight: 400;"> evoca as reflexões contemporâneas do fanatismo religioso sem perder a mão de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;"> voraz e sobrenatural. Situado quase na totalidade em uma única locação, ficamos isolados em uma cabana remota quando um grupo de quatro estranhos toma como reféns uma criança e seus dois pais. Sem outra escolha, eles devem decidir quem irá se sacrificar para salvar o mundo do apocalipse. Neste frenesi caótico e claustrofóbico, o diretor M. Night Shyamalan utiliza de um drama ambíguo e politizado a favor de trabalhar suas imagens potentes sobre o caos presente na violência perpetuada em nossa sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com nomes proeminentes no elenco, as excelentes atuações de Dave Bautista, Rupert Grint, Nikki Amuka-Bird e Abby Quinn como os quatro cavaleiros do apocalipse, atingem um nível de horror que invade cada cômodo em que se passa. Entretanto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Batem à Porta</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca muito mais na maneira em que funciona como a união das diversas pautas do diretor, que representa naquele surto coletivo as </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/batem-a-porta-e-alegoria-de-shyamalan-sobre-homofobia"><span style="font-weight: 400;">alegorias</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sempre focou: violência social, sobrenatural e a fé – por mais questionável que seja. Sua divisiva resposta aos males sociais surpreende na ambiguidade, mas ainda assim é suficientemente concisa em sua abordagem. &#8211;</span><b> João Pedro Bronzoli</b></p>
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<p><figure id="attachment_33090" aria-describedby="caption-attachment-33090" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas-800x450.jpg" alt="Cena do filme Clube da Luta Para Meninas. Na imagem, vemos PJ (Rachel Sonnett) e Josie (Ayo Edebiri) na quadra de esportes. PJ é uma mulher branca, em torno dos 20 anos, com um suéter vermelho com listras verdes e gola branca aberta. Seu cabelo - ondulado, marrom e em comprimento médio - está preso em uma rabo de cavalo alto e seu rosto está com olheira roxa no seu olho direito e com um curativo branco no nariz - devido a uma pancada. Josie é uma mulher negra, tem em torno dos 20 anos e está ao lado direito de PJ, com um suéter azul e listras grossas brancas com gola branca aberta e está com sua mão esquerda indo ao seu rosto. Seu cabelo - crespo, preto e um pouco acima do ombro - está dividido com uma franjinha na testa e solto atrás. Ao fundo, é possível ver a quadra de esportes e uma pessoa atrás delas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33090" class="wp-caption-text">Clube da Luta para Meninas é um ótimo filme para um cineclube de sexta (Foto: Rotten Tomatoes)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Clube da Luta para Meninas (Bottoms)</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Clube da Luta Para Meninas</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora em 90 minutos os temas propostos sem clichês e com bastante liberdade. Com a volta de Emma Seligman como diretora e Rachel Sennott como atriz e agora corroteirista</span><span style="font-weight: 400;">, o trabalho das duas reflete o que já foi feito em conjunto em </span><a href="https://personaunesp.com.br/shiva-baby-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Shiva Baby</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2020). Desenvolver enredos que saem fora da caixinha normativa hollywoodiana conhecida é um acontecimento cativante que podemos perceber em comum nos longas. Como destaque além da narrativa original, o filme conta com um elenco incrível que passa por nomes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/ayo-edebiri/"><span style="font-weight: 400;">Ayo Edebiri</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/nicholas-galitzine/"><span style="font-weight: 400;">Nicholas Galitzine</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Havana Rose Liu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://valkirias.com.br/bottoms-passivonas-um-filme-que-sabe-rir-de-si-mesmo/"><span style="font-weight: 400;">história</span></a><span style="font-weight: 400;"> gira em torno da criação de um clube falso por PJ (Rachel Sennott) e Josie (Ayo Edebiri), que são virgens, em uma tentativa de conquistar os líderes de torcida que gostam antes de ir para a faculdade. Com o cenário clássico de um filme estadunidense em um ambiente escolar, temos também um time de futebol americano que irá perturbar ainda mais a vida de Josie e PJ depois da criação do clube.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pQp_6mNjkMo&amp;t=72s"><span style="font-weight: 400;">impossível dar errado</span></a><span style="font-weight: 400;"> quando é misturado todos os elementos de um clichê estadunidense com boas doses de ironia, </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mulheres bonitas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Bottoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) é um filme em que a amizade da dupla é muito bem trabalhada e gera um calorzinho no coração ao ver o amor que as duas têm entre si. Além de ter risadas garantidas, é certo que você terá inveja por não ter tido a ideia do clube antes. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<p><figure id="attachment_33092" aria-describedby="caption-attachment-33092" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33092" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-800x533.png" alt="Cena do filme Crescendo Juntas. Nela vemos, Margaret, uma menina branca de cabelos castanhos longos. Ela veste um vestido amarelo claro e tem uma flor vermelha no cabelo. Ela está abraçada com Barbara, uma mulher branca, de cabelos pretos com mechas loiras que usa uma camiseta branca, interpretada por Rachel McAdams. As duas estão abraçadas também em Herb, um homem branco de cabelos pretos cacheados, que usa uma camisa bege. Todos estão olhando uma personagem desfocada no canto da tela. Ao fundo uma janela com plantas e uma parede." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33092" class="wp-caption-text">Esnobado das premiações, restou ao longa conquistar nossos corações (Foto: Lionsgate)</figcaption></figure></p>
<p><b>Crescendo Juntas (Are You There God? It&#8217;s Me, Margaret.)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Religião é um dos temas mais traiçoeiros de se tratar nas telas. Por essa razão, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crescendo Juntas</span></i><span style="font-weight: 400;"> (que tem como título original </span><i><span style="font-weight: 400;">Are You There God? It’s Me, Margaret</span></i><span style="font-weight: 400;">) pode torcer o nariz daqueles que julgam um filme pelo poster. Porém, o longa, que veio após a diretora e roteirista Kelly Fremon Craig ganhar os holofotes de Hollywood com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BabwExsIGVU&amp;ab_channel=SonyPicturesBrasil"><i><span style="font-weight: 400;">Quase 18</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é o que trata do tema de forma mais singela e consegue conquistar do ateu ao crente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no livro homônimo de </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/awards/story/2023-12-05/judy-blume-had-notes-for-her-screen-adaptation-luckily-so-did-the-director"><span style="font-weight: 400;">Judy Blume</span></a><span style="font-weight: 400;"> – que negava uma adaptação de sua obra desde os anos 70 –, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crescendo Juntas </span></i><span style="font-weight: 400;">conta a história de Margaret Simon, uma menina de onze anos, filha de uma mãe cristã e um pai judeu, que decidem não força-la a seguir nenhuma das duas religiões. Margaret sai da metrópole e se muda para uma cidade suburbana de Nova Jersey e, por conta de um trabalho escolar, decide estudar as crenças, a fim de se encontrar, não só na religião, mas no período mais transitório de sua vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O principal acerto do longa é entender que </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/coming-of-age-o-que-e-e-filmes-que-abordam-o-assunto,bc827af93c5666d975496286d6929ac93xr8wg6c.html"><i><span style="font-weight: 400;">coming of ages</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não se limitam ao período da adolescência em direção a vida adulta. Envoltos pela personagem central de Abby Ryder Foston, a obra consegue trabalhar a importância da mãe de Margaret, em uma atuação sincera e cativante de Rachel McAdams, ao mesmo tempo que também discorre os desafios da mãe em se tornar um porto seguro para a filha. Do mesmo modo, ele constrói a relação com a avó, interpretada por Kathy Bates, em cima da adaptação que a matriarca precisa ter, agora distante da neta. Ao conceber que amadurecimento não tem data de validade, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crescendo Juntas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o melhor do gênero no ano, e um dos melhores em anos. &#8211;</span><b> Guilherme Veiga</b></p>
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<p><figure id="attachment_33093" aria-describedby="caption-attachment-33093" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33093" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-800x533.jpeg" alt="Cena do filme Dentro. Willem Dafoe, que interpreta Nemo, está parado, de perfil, enrolado em uma manta marrom e preta enquanto olha para um quadro pendurado na parede do apartamento em que se encontra. Desfocados, atrás do personagem, há outro quadro em uma parede cinza escuro e, na mesma parede do quadro que ele observa, há uma cadeira branca encostada e uma luminária, também desfocadas." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-1024x682.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-1536x1023.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-1200x800.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33093" class="wp-caption-text">Willem Dafoe dá tudo de si em seu novo suspense (Foto: Steve Annis)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Dentro (Inside)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Angustiante, perturbador e metafórico: assim podemos definir</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DjODCllZj4w"><i><span style="font-weight: 400;">Dentro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Estrelado por Willem Dafoe, a trama gira em torno de Nemo, um ladrão de artes que fica preso dentro de uma cobertura em Nova York. A direção de Vasilis Katsoupis foca em uma fotografia imersiva e provocativa, o que permite que o ambiente criado transpasse a tela e chegue ao telespectador, enquanto o roteiro de <a href="https://www.benhopkins.eu/">Ben Hopkins</a> deixa margens para que o público faça suas próprias interpretações da produção.</span><span style="font-weight: 400;"> É o tipo de filme que te instiga a participar da narrativa e criar teorias sobre tudo o que acontece.</span></p>
<p><a href="https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-cultivo-de-multiplos-papeis/"><span style="font-weight: 400;">Dafoe</span></a><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, apresenta-se impecável no papel. O nível de insanidade que o autor consegue alcançar é, ao mesmo tempo, exemplar e assustador, e boa parte da qualidade do filme é devida à sua atuação. O </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/filmes/willem-dafoe-fala-sobre-inside-filme-no-qual-interpreta-um-ladrao-de-arte,5f204f39347efd43dd9948f4a1d075d5mdyr2aht.html"><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> do suspense quase todo em único espaço e com foco em um único personagem torna possível compreender a complexidade de Nemo – e apreciar a genialidade do ator por 1h45 – até seu ponto mais crítico, no ápice da produção cinematográfica. Com tempo de duração ideal, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dentro </span></i><span style="font-weight: 400;">não se prolonga mais do que o devido e consegue estimular a curiosidade do telespectador, deixando um gostinho de quero mais. &#8211; </span><b>Gabriela Bita</b></p>
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<p><figure id="attachment_33094" aria-describedby="caption-attachment-33094" style="width: 686px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33094" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dungeons-dragons.jpeg" alt="Cena do filme Dungens &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes. Na imagem, o personagem Edgin, interpretado por Chris Pine, está agachado na frente de um morto-vivo. Eles estão num cemitério, o local é escuro e sujo. Edgin é um homem adulto de pele branca, olhos claros, de cabelos lisos e com barba. Ele veste uma jaqueta de couro. O morto vivo está num estado de decomposição avançado, ele possui alguns cabelos e poucos dentes. Sua cor é escura." width="686" height="386" /><figcaption id="caption-attachment-33094" class="wp-caption-text">Maquiagens, próteses, animatrônicos e até vermes reais foram utilizados para dar vida aos esqueletos em Dungeons &amp; Dragons (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Dungeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes (Dungeons &amp; Dragons: Honor Among Thieves)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Dugeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes</span></i><span style="font-weight: 400;">, dá para sentir que a equipe criativa esbanja carinho pelo universo e seus personagens. A adaptação do famoso jogo de </span><a href="https://youtu.be/kzW99NW-mzM?si=vZopB80IFgQUpGs1"><i><span style="font-weight: 400;">RPG</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">D&amp;D</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">marca o retorno do bom Cinema medieval em Hollywood. A dupla de diretores, John Francis Daley e Jonathan Goldstein, que já tinham trabalhado juntos na comédia </span><a href="https://youtu.be/HJEnPPQMy1s?si=HjG2zZNB20zXNA2q"><i><span style="font-weight: 400;">A Noite do Jogo</span></i></a><i> </i><span style="font-weight: 400;">(2018), carregam um humor inspiradíssimo. Alguns momentos de comédia, como a cena do cemitério e a do derretimento facial, são </span><i><span style="font-weight: 400;">trash</span></i><span style="font-weight: 400;"> e lembram </span><a href="https://youtu.be/RIqC88DUqIw?si=A_RYoB55qC2sHMV1"><i><span style="font-weight: 400;">Army of Darkness </span></i></a><span style="font-weight: 400;">(1922) de Sam Raimi. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mistura de </span><a href="https://youtu.be/kqz1s5tibiw?si=ZeJ-iDwPm-kYcJw6"><span style="font-weight: 400;">CGI e efeitos práticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> dão vida à fantasia e ajudam a ficção a se aproximar do momento em que o </span><i><span style="font-weight: 400;">D&amp;D </span></i><span style="font-weight: 400;">foi criado e se popularizou, nas décadas de 70 e 80, além de tornar palpável e expressivo o remoto mundo medieval. Para se assemelhar ainda mais com o século XXI, os roteiristas acrescentam problemas verossimilhantes aos personagens e ao público, seja o sentimento de estar à margem da sociedade ou de ausência paterna.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lembrando um jogo de tabuleiro, a aventura conta com o resultado improvável dos planos criados pelo personagem Edgin (Chris Pine), tal como o resultado da rolagem de dados. Um dos objetivos do </span><i><span style="font-weight: 400;">RPG</span></i><span style="font-weight: 400;"> é progredir e conquistar melhorias – dinheiro, equipamentos, subir de níveis – e, no longa, isto não é diferente. Conforme o enredo avança, os personagens ganham coragem, aprendem a usar suas habilidades e até abdicam de sonhos por um bem maior. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dungeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes</span></i><span style="font-weight: 400;"> te deixa com </span><a href="https://br.ign.com/dungeons-dragons-2023/111797/news/filme-de-dungeons-dragons-pode-ter-continuacao-mas-com-triste-condicao-da-paramount"><span style="font-weight: 400;">gostinho de quero mais</span></a><span style="font-weight: 400;"> sem precisar de pontas soltas ou cena pós-créditos para isso, se garantindo unicamente em uma história muito bem contada. &#8211; <strong>Davi Marcelgo</strong></span></p>
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<p><figure id="attachment_33095" aria-describedby="caption-attachment-33095" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33095" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos-800x451.png" alt="Cena do filme Elementos. A imagem mostra os personagens Faísca e Gota conversando em uma das ruas da cidade. Nesta paisagem há uma estrada que liga o local onde os personagens conversam com os prédios da cidade, possuindo cores frias de verde e azul. Os elementos que conversam na cena representam o fogo e a água, respectivamente. Faísca usa um vestido preto que contrasta com a sua cor laranja flamejante; a cor se propaga pelo seu corpo, da qual o formato se assemelha ao corpo humano. Entretanto, sua cabeça e cabelo possuem um formato parecido com o de uma labareda. Gota, por sua vez, usa uma camiseta lilás. O formato do seu corpo é arredondado como o de uma gota d’água, sua cor é azul, quase transparente, e seus tons, ao invés de contraste, criam um visual suave." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33095" class="wp-caption-text">Apesar do contraste visual e social, o amor em Elementos é unânime (Foto: Disney Pixar)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Elementos (Elemental)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No universo</span><i><span style="font-weight: 400;"> Disney Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">, aqueles que amam romances batidos com personagens de personalidades totalmente opostas foram presenteados com </span><a href="https://personaunesp.com.br/elementos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Elementos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em 2023. No longa, Faísca se muda com sua família em busca de melhores condições de vida para a Cidade dos Elementos, onde se apaixona e vive um romance imprevisível com Gota.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/pixar/"><i><span style="font-weight: 400;">P</span></i><i><span style="font-weight: 400;">ixa</span></i><i><span style="font-weight: 400;">r</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foca em construir um amor pautado em um contexto real. O filme traz à tona a questão da desigualdade social, onde os elementos do fogo sofrem uma considerável discriminação em meio aos demais. Por serem quem são, eles não podem acessar boa parte da cidade, e acabam se abrigando em grande maioria nas zonas periféricas. Ao longo de sua duração, a obra cria um contraste nítido com a beleza e a ostentação do centro da cidade, lugar em que os elementos do ar, água, e terra vivem confortavelmente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de todas as dificuldades, o objetivo do longa é representar o amor, tanto em contexto familiar, quanto na paixão dos personagens. Mesmo com a </span><a href="https://www.chippu.com.br/noticias/elementos-pixar-bilheteria-volta-por-cima-lucro-prejuizo-400-milhoes"><span style="font-weight: 400;">baixa adesão</span></a><span style="font-weight: 400;"> do público na estreia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elementos</span></i><span style="font-weight: 400;"> deu a volta por cima e entregou bons resultados de bilheteria. Afinal, quem não gosta de assistir um clichêzinho emocionante no cinema? &#8211;</span><b> Pâmela Palma</b></p>
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<p><figure id="attachment_33096" aria-describedby="caption-attachment-33096" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33096" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-800x450.png" alt="Cena do filme Fale Comigo. A foto mostra a protagonista, Mia, uma menina de pele negra, cabelos curtos e que veste um casaco amarelo. Ela se encontra jogada de lado em uma poltrona e sua feição é de um sorriso escancarado e olhos totalmente pretos. Ao fundo, uma sala de estar desfocada." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33096" class="wp-caption-text">Em um terror moderno, Fale Comigo reinventa e mostra que ainda há muito chão para se explorar (Foto: A24)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Fale Comigo (Talk to Me)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que a </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui um catálogo de filmes invejáveis no currículo não é novidade alguma. Oferecendo liberdade criativa para seus diretores e impulsionando ao sucesso obras de alto nível, a produtora se mostrou um exemplo e ganhou cada vez mais a crítica e os telespectadores. Em 2023 não foi diferente: assim que adquiriram os direitos de distribuição de </span><a href="https://personaunesp.com.br/fale-comigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fale Comigo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;"> sabia que estava levando da Austrália para o mundo algo com potencial de se tornar um clássico. Dirigido pelos irmãos gêmeos Michael e Danny Philippou, o longa ganhou a alcunha de melhor terror de 2023 e tem muito a oferecer para quem decidir embarcar nessa jornada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história conta a vida de Mia, uma personagem que perde a mãe e desde então vive desolada pelo luto. Sozinha, a garota é a isca perfeita para o ritual de possessão que acontece em festas de adolescentes com uma espécie de objeto místico macabro: uma mão embalsamada cheia de escritos. O momento de 90 segundos é como uma droga, que vicia aquele que pratica e torna factível para quem assiste. Ao fugir do óbvio no que se segue, o longa demonstra maturidade recriando aquilo que já se observou anteriormente no gênero e oferecendo algo novo, nos fazendo ouvir tudo aquilo que ele pode falar por 95 minutos e permitindo sempre uma </span><a href="https://variety.com/2023/film/news/peter-jackson-praises-talk-to-me-best-horror-movie-1235696154/"><span style="font-weight: 400;">reprise</span></a>.<b> &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<p><figure id="attachment_33097" aria-describedby="caption-attachment-33097" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33097" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-800x480.png" alt="Cena do filme Fechar os Olhos. A imagem se passa em uma praia. No centro da imagem, temos a silhueta do ator José Coronado de costas. Ele está vestindo uma camisa branca com mangas puxadas para cima e uma calça preta. Ele está com os dois braços abertos e, à sua frente, está a estrutura de um gol de campo de futebol sem rede. Ou seja, ele está simulando a posição de um goleiro. No pé da trave direita, temos um terno jogado e amarrotado. Ao fundo, temos um carro, uma poça d’água, o chão de areia e o horizonte, tudo em cores azuladas. A cena se passa durante o nascer do sol." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-800x480.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-1024x614.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-768x461.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-1536x922.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-1200x720.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos.png 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33097" class="wp-caption-text">Problemas de comunicação entre o cineasta Victor Erice e o diretor do Festival de Cannes Thierry Fremaux quase impediram o longa de estrear no evento (Foto: Film Factory)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Fechar os Olhos (Cerrar los ojos)</strong></p>
<p><a href="https://youtu.be/fefTLkN6Qo4?si=Pf8dMdg3AqcJbUtp"><i><span style="font-weight: 400;">Fechar os Olhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> começa como um filme antigo, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">The Farewell Gaze</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nele, vemos o detetive Gardel (José Coronado, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Um Contratempo</span></i><span style="font-weight: 400;">) ser contratado pelo misterioso milionário Sr. Levy (Josep Maria Pou, de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Candidato</span></i><span style="font-weight: 400;">) para encontrar sua filha desaparecida Qiao Shu (Venecia Franco). O último registro da jovem é uma foto antiga, com as marcas do tempo impressas em seu aspecto sujo e gasto. Consequentemente, a cena é também o último registro de Júlio Arenas, ator que dá vida ao investigador e que desapareceu logo após as gravações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As marcas, nesse caso, são outras, como o grão estourado da </span><a href="https://youtu.be/oIsaIU1jwAA?si=Hda7T2tCRiybK2nl"><span style="font-weight: 400;">película</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. No entanto, a situação não poderia ser menos parecida, pois, anos mais tarde, vemos um outro homem receber a missão de encontrar alguém. No caso, é o ex-cineasta Miguel (Manolo Solo, de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Bom Patrão</span></i><span style="font-weight: 400;">), diretor do longa original, antes amigo pessoal de sua estrela desaparecida e agora incumbido por um programa de TV da tarefa de encontrá-lo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o diretor </span><a href="https://youtu.be/Je9Ho_p4i-I?si=xaWhdq_GTIqAuiuu"><span style="font-weight: 400;">Victor Erice</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Espírito da Colmeia</span></i><span style="font-weight: 400;">), essa relação de espelhamento metalinguístico dentro de seu filme entre a realidade e a ficção é apenas o começo. Seu objetivo, de fato, é explorar a memória como um meio de busca e reencontro da nossa identidade. Nesse sentido, um gesto simbólico, como um nó de marinheiro, tem o mesmo valor que o deslumbramento de um homem ao olhar para o seu rosto sendo projetado na tela de Cinema. O resultado se traduz em algumas das cenas mais bonitas e melancólicas do audiovisual em 2023, como essas e outras. </span><b>&#8211; Nathan Nunes</b></p>
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<p><figure id="attachment_33098" aria-describedby="caption-attachment-33098" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33098" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-800x450.png" alt="Cena do filme Ferro’s Bar. Na cena, vemos a fachada do Ferro’s Bar. Na parte superior, vemos um letreiro com as palavras “Ferro’s Bar”, “churrascaria, pizzaria, self service” à esquerda e “entrega a domicílio” e o número para contato à direita. Vemos também o logo da cerveja Brahma. Abaixo do letreiro, vemos porta e janelas espelhadas, que refletem a paisagem da rua, com um prédio e um poste à frente." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33098" class="wp-caption-text">O Dia da Visibilidade Lésbica é comemorado no mesmo dia do levanto do Ferro’s Bar: 19 de Agosto (Foto: Aline A. Assis, Fernando Elias, Nayla Guerra, Rita Quadros)</figcaption></figure></p>
<p><b>Ferro’s Bar</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tamanho não é documento e disso </span><i><span style="font-weight: 400;">Ferro’s Bar </span></i><span style="font-weight: 400;">bem sabe. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/curta-metragens-oscar-2024/"><span style="font-weight: 400;">curta-metragem</span></a><span style="font-weight: 400;">, dirigido a oito mãos por Nayla Guerra, Aline A. Assis, Rita Quadros e Fernanda Elias, reconta em poucos minutos o levante do Ferro’s Bar, em 1983, pela visão de mulheres lésbicas que frequentavam o local antes da invasão policial. Na época, o espaço era ponto de encontro para discutir sexualidade e gênero, mas também para apenas encontrar amigas, se vestir como bem entendesse e flertar com outras mulheres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O bar, no centro de São Paulo, jamais foi transformado em local de memória, como recomenda o relatório da Comissão da Verdade. Nisso, o documentário faz o papel de relembrar o que não pode ser esquecido, não só pela resistência organizada à opressão e ao preconceito, mas pelo que se tornou um marco do </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2023/08/levante-do-ferros-bar-o-stonewall-brasileiro-completa-40-anos.shtml"><span style="font-weight: 400;">movimento lésbico</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil. Na voz das pioneiras que estiveram presentes nos momentos de paquera, de luta (inclusive, no nascimento do lendário </span><i><span style="font-weight: 400;">ChanacomChana</span></i><span style="font-weight: 400;">) e de violência policial, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ferro’s Bar </span></i><span style="font-weight: 400;">cria seu próprio espaço de lembrança, resistência e ode às mulheres lésbicas que estruturaram as bases para as que vieram depois. &#8211;</span><b> Vitória Gomez</b></p>
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<p><figure id="attachment_33099" aria-describedby="caption-attachment-33099" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33099" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-800x450.jpg" alt="Cena do filme Folhas de Outono. À esquerda da imagem, tem-se um abajur branco. Do lado direito do objeto, está um homem adulto branco de cabelo curto castanho. Ele está usando uma camisa de botão amarela e uma calça jeans azul escuro, e está sentado em um sofá vermelho. À direita da imagem, tem-se uma mulher adulta branca de cabelo curto loiro. Ela está usando um vestido rosa. Ao fundo, tem-se um quadro abstrato pendurado em uma parede cinza." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono.jpg 1847w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33099" class="wp-caption-text">Folhas de Outono é um resquício de calor que precede um inverno rigoroso (Foto: Sputnik Oy)</figcaption></figure></p>
<p><b>Folhas de Outono (Kuolleet Lehdet)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada como assistir a um casal de coitados que deveriam focar mais em engolir suplemento de vitamina D do que em cuspir seus trejeitos solitários um no outro. </span><i><span style="font-weight: 400;">Folhas de Outono </span></i><span style="font-weight: 400;">é o nada em nenhum lugar e em nenhum momento, ou seja, o diretor </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0CW6z3r4Xr4"><span style="font-weight: 400;">Aki Kaurismaki</span></a><span style="font-weight: 400;"> constrói a cinematografia a partir de uma lógica observadora responsável por ver tudo e, ao mesmo tempo, perceber pouco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando não há coragem de chamar alguém de esquisito, opta-se por chamá-lo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oVXvNyCJUWg"><span style="font-weight: 400;">peculiar</span></a><span style="font-weight: 400;">. É o que faz as análises do filme finlandês cuja beleza disfuncional reside, sobretudo, na ressignificação da frieza. Europeus podem ser, sim, românticos, mesmo com tanta falta de molejo e empatia. Esta, aliás, parece ser um terceiro protagonista o qual não aparece fisicamente, mas sempre paira no ar gelado de uma narrativa que, no fim, vai muito além de um mero relacionamento, aventurando-se em declarações, na verdade, políticas, mais do que românticas. &#8211;</span><b> Ana Cegatti</b></p>
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<p><figure id="attachment_33123" aria-describedby="caption-attachment-33123" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-33123 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-800x363.jpg" alt="Cena do Filme Guardiões da Galáxia: Volume 3. Na imagem, vemos quatro dos principais personagens do filme. Ao lado esquerdo temos o Senhor das estrelas, um homem branco, com cabelo castanho claro. Ao seu lado, temos Gamora, uma mulher de pele verde, com cabelo preto e com pontas de roxo; ela está segurando Drax, homem de pele cinza, careca, que está baleado na região do peitoral e está apoiado em Gamora e em Mantis, personagem com Antenas, de pele branca e com olhos grandes. Todos na foto estão utilizando um macacão laranja. " width="800" height="363" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-800x363.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-1024x465.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-768x349.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33123" class="wp-caption-text">Guardiões da Galáxia Vol. 3 encerra a trilogia de forma magistral e dá um fim digno a todos os seus personagens, sem se amarrar ao futuro (Foto: Disney+)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Guardiões da Galáxia Vol. 3 (Guardians of the Galaxy Vol. 3)</strong></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia Vol. 3</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> encerrou a trilogia de forma perfeita. O grupo de heróis teve a rara oportunidade no </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> de contar uma história isolada, sem a preocupação de sequências ou de apresentar conexões para a próxima grande saga do estúdio. Assim, James Gunn pôde desenvolver e aprofundar os seus personagens, dando um fim ideal ao arco do grupo que começou em 2014. O roteiro, escrito pelo próprio diretor, gira completamente em torno de seus protagonistas  no momento presente: o que importa é o agora. Todos eles têm um momento no filme, o que permite concluir suas jornadas com maior proximidade. O grande destaque do longa vai para Rocket (Bradley Cooper), o único personagem da trilogia que não teve sua história desenvolvida até então. </span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/tag/james-gunn/"><span style="font-weight: 400;">James Gunn</span></a><span style="font-weight: 400;"> usou com maestria essa evolução, fazendo com que ela servisse de base para o argumento geral da trama. A jornada de Rocket é o fio condutor que permeia os arcos narrativos da equipe. Gunn consegue extrair sentimentos do público que há tempos não apareciam, graças às diversas histórias rasas e genéricas que pavimentaram os filmes de heróis nos últimos tempos. No entanto, os personagens de Adam Warlock (Will Poulter</span><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Gamora (Zoë Saldaña) compõem o ponto fraco da obra. Ambas as narrativas  são forçadas na trama apenas com o intuito de não deixar pontas soltas, fazendo com que eles não se encaixam muito bem com o restante. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia Vol. 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mostra, enfim, como um dos grandes acertos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com o último filme, James Gunn fez uma carta de amor a esses personagens, que não eram conhecidos pelo público geral, e os transformou, dando novas personalidades e fazendo com que fossem amados como nunca foram. Tendo total liberdade para criar, Gunn fez um fechamento de ciclo que é todo coração, e é com um final lindo e emocionante que o diretor </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/entenda-por-que-james-gunn-trocou-a-marvel-pela-dc-nos-cinemas"><span style="font-weight: 400;">se despede</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um adeus digno aos heróis imperfeitos que tanto amamos. &#8211;</span><b> Rafael Gomes</b></p>
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<p><figure id="attachment_33101" aria-describedby="caption-attachment-33101" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33101" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-800x443.jpg" alt="Cena do filme Godzilla Minus One. Na imagem, o monstro Godzilla persegue um barco no mar. A criatura está nadando, com a cabeça fora d’água e de boca aberta, mostrando os dentes. Godzilla é uma criatura grande, parecida com um dinossauro, de coloração amarronzada com tons cinza e sua pele se assemelha com as de répteis, ele tem placas afiadas nas costas. O barco que está na frente é pequeno e azul. Um homem usando um colete salva vidas branco pilota ele. O mar tem as águas claras e o céu está nublado." width="800" height="443" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-800x443.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-1024x567.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-768x425.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-1536x850.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-2048x1134.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-1200x664.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33101" class="wp-caption-text">O filme foi indicado ao <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/">Oscar 2024</a> na categoria de Melhores Efeitos Visuais (Foto: Toho Co.)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Godzilla Minus One</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do excelente </span><a href="https://youtu.be/3qX1ZU3jcfU?si=ohhpbL_aq2ZIYEWP"><i><span style="font-weight: 400;">Shin Godzilla</span></i></a><i> </i><span style="font-weight: 400;">(2016)</span><span style="font-weight: 400;">, as expectativas para o novo filme do Gojira feito pela produtora japonesa </span><i><span style="font-weight: 400;">Toho</span></i><span style="font-weight: 400;"> eram altas. Os núcleos humanos em </span><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2014) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/godzilla-vs-kong-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla vs Kong</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021)</span><span style="font-weight: 400;">, ambas produções estadunidenses, são desinteressantes e formam uma barriga colossal nas obras. Se o objetivo era fazer o espectador temer por alguma vida, o tiro saiu pela culatra e só serviu para causar tédio. Agora, dentre os ótimos elementos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/godzilla-minus-one-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla Minus One</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a veia humana é, sem dúvidas, uma das melhores. Felizmente, os sete anos de espera valeram a pena e a obra se mostra como uma aula de como fazer filmes de monstros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kōichi Shikishima (Ryunosuke Kamiki) é um ex-kamikaze que pretende reconstruir a sua vida após ter tudo alterado pela Segunda Guerra Mundial. No entanto, tudo muda quando o Godzilla ressurge. </span><a href="https://youtu.be/VvSrHIX5a-0?si=vDXSzSyQSvnFBYSY"><i><span style="font-weight: 400;">Minus One</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acerta em fazer do </span><i><span style="font-weight: 400;">kaiju</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma alegoria para bomba atômica e todas as dificuldades que a sociedade japonesa enfrentou. Ele não é só um mero monstro, ele é a personificação de traumas e mazelas; então, enfrentar e vencer o Godzilla significa sair da escuridão. Por isso, é importante estabelecer vínculos entre os personagens e o espectador, porque Godzilla e o núcleo humano estão numa relação comensal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As cenas de destruição da cidade e perseguição são relativamente curtas, mas abrigam uma posição amedrontadora no peito de quem assiste. O som da rajada radioativa, das explosões e dos rugidos são produzidos com alto profissionalismo. A morte é temida não só pelos laços humanos, mas também pela magnitude do poder a ser enfrentado. </span><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla Minus One </span></i><span style="font-weight: 400;">foi indicado em </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/godzilla-minus-one-oscar-2024"><span style="font-weight: 400;">apenas uma </span></a><span style="font-weight: 400;">categoria</span><span style="font-weight: 400;"> no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas, chutando baixo, deveria estar em pelo menos cinco – o que é pedir muito da premiação americana. &#8211; <strong>Davi Marcelgo</strong></span></p>
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<p><figure id="attachment_33102" aria-describedby="caption-attachment-33102" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33102" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-800x473.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Através do Aranhaverso. Na imagem, que é uma animação, vemos o personagem Homem-Aranha. Feita de baixo para cima, o personagem pulou de um prédio e está indo em direção ao chão. Com uma das mãos estendidas, temos a impressão de que ele está tentando capturar algo. A roupa do personagem é preta e vermelha, e os olhos são brancos. Os prédios ao seu redor possuem um efeito holográfico e têm tons de roxo, azul e verde. O céu possui um tom bem claro de bege." width="800" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-800x473.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-1024x606.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-768x454.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-1200x710.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha.jpg 1239w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33102" class="wp-caption-text">Homem-Aranha: Através do Aranhaverso superou a qualidade do primeiro filme e conseguiu ser ainda mais cool (Foto: Sony Pictures Animation)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Homem-Aranha: Através do Aranhaverso (Spider-Man: Across the Spider-Verse)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: No Aranhaverso</span></i><span style="font-weight: 400;">, muitos se perguntaram se seria possível se igualar a um filme tão ilimitadamente criativo e estilisticamente ousado. O maior receio do público era a possibilidade de que uma sequência não fizesse jus ao frescor, à energia e à vivacidade visual do filme. Por sorte, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YWX_a45okQk"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> aceitou o desafio e triunfou – não há um único momento dessa animação rica e caleidoscopicamente detalhada que não seja deslumbrante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sequência utiliza os temas básicos do primeiro filme e constrói mundos inteiros com eles. Muitos longas que abordam o multiverso usam o conceito simplesmente como um meio para atingir um fim, um dispositivo de contar histórias que pode burlar as regras narrativas para trazer personagens de volta à vida ou para transportá-los para novos mundos. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-em-todo-o-lugar-ao-mesmo-tempo-critica/"><span style="font-weight: 400;">outras obras</span></a><span style="font-weight: 400;">, no entanto, o dispositivo narrativo tem o grande objetivo de explorar a raiz do que torna uma pessoa única quando há infinitas versões dela em universos paralelos. </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-atraves-do-aranhaverso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Através do Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> faz parte desse grupo, e não é exagero dizer que Joaquim dos Santos, Kemp Powers e Justin K. Thompson fizeram um trabalho excepcional. &#8211;</span><b> Raquel Freire</b></p>
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<p><figure id="attachment_33103" aria-describedby="caption-attachment-33103" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33103" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-800x458.jpg" alt="Cena do filme How to Have Sex. Nele, há Tara, uma mulher jovem, branca, de cabelos loiros, médios e lisos. Ela usa brincos de argola e um colar com a inscrição “ANGEL” prateados, além de vestir um biquíni verde neon. Ela encara o canto direito da imagem com expressão de incômodo. Ao fundo, luzes roxas e azuis estão desfocadas em uma rua." width="800" height="458" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-800x458.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-1024x586.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-768x439.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-1536x878.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-1200x686.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33103" class="wp-caption-text">Enquanto HTHS venceu o principal prêmio da mostra Um Certo Olhar, no último Festival de Cannes, Mia McKenna-Bruce desbancou queridinhos de Hollywood e garantiu o troféu de Astro em Ascensão no BAFTA Film Awards 2024 (Foto: MUBI)</figcaption></figure></p>
<p><strong>How </strong><b>to Have Sex</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe de soar didática ou performática ao retratar um dos considerados ritos de passagem da adolescência, a estreia de Molly Manning Walker na direção de longa-metragens até se aproveita de sensos comuns, como as noitadas regadas a álcool e libertinagem dos </span><i><span style="font-weight: 400;">spring breaks</span></i><span style="font-weight: 400;"> americanos, mas não se blinda da crueza – diversas vezes revestida de crueldade – da experiência. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EWmF8KpxxmA"><i><span style="font-weight: 400;">How to Have Sex</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, três amigas embarcam em uma viagem à Malai, no litoral grego, para celebrar o fim do ensino médio. A expectativa é ainda maior em Tara, protagonista lapidada por </span><a href="https://www.bbc.com/news/uk-england-kent-68307444"><span style="font-weight: 400;">Mia McKenna-Bruce</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sente a tão sonhada perda de sua virgindade se transformar em um lento emaranhado de microagressões.</span></p>
<p><strong><span style="font-weight: 400;">Nas entrelinhas do texto, também elaborado por Walker, contrasta-se o caráter que o sexo assume para meninas e garotos; enquanto a visão feminina fantasia com uma primeira vez prazerosa e terna, o ângulo masculino é atravessado pela violência da pornografia e do patriarcado desde sempre. Mas, conforme os </span><a href="https://letterboxd.com/journal/molly-manning-walker-how-to-have-sex-interview/"><span style="font-weight: 400;">abusos implícitos e verbalizados</span></a><span style="font-weight: 400;"> avançam através dos maneirismos de Mc-Kenna Bruce, o clima festivo da cidade segue inabalável. A luz solar não esconde seus antagonistas da dimensão emocional dada pela edição de Fin Oates, nem as cores vibrantes da fotografia de Nicolas Canniccioni obscurecem para deixar o trauma criar raízes. Isso porque, fora da ficção, histórias similares acontecem todos os dias, debaixo de nossos narizes e dentro de nossos círculos pessoais, e o mundo não paralisa para abraçar o vazio inexorável dessas vítimas. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></strong></p>
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<p><figure id="attachment_33104" aria-describedby="caption-attachment-33104" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33104" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-800x533.jpg" alt="Cena de Jogos Vorazes - A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes. Ao centro e em foco está Coriolanus Snow, um homem branco, loiro e de olhos azuis; veste uma camisa social azul clara e um blazer vermelho; segura uma rosa branca. Ao fundo dá para ver partes de uma estação de trem." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes.jpg 1224w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33104" class="wp-caption-text">&#8220;Snow cai como a neve, sempre acima de tudo&#8221; (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes (The Hunger Games: The Ballad of Songbirds &amp; Snakes)</strong></p>
<p><a href="https://youtu.be/Zw3QtH64Fxc?si=rwOX8dfGv4u_EP5S"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">narra a história da juventude de Coriolanus Snow. O contexto se passa 64 anos antes dos primeiros jogos de Katniss (</span><a href="https://personaunesp.com.br/que-horas-eu-te-pego-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jennifer Lawrence</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Peeta (Josh Hutcherson), apenas algum tempo após a grande guerra entre a Capital e os distritos. O filme conta com um elenco de peso, como Viola Davis e Peter Dinklage e alguns nomes emergentes como Rachel Zegler e Hunter Schafer. Mas o grande destaque do filme foi Tom Blyth, que deu vida ao futuro presidente Snow. Suas expressões, sua postura e seu desenvolvimento foram ótimos e deixaram os fãs impressionados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção tinha um grande desafio: ser uma adaptação tão boa quanto as outras que vieram antes dela. Como a obra de Suzanne Collins é bem extensa, com quase quinhentas páginas, houve o debate sobre dividir ou não o longa em </span><a href="https://www.otempo.com.br/entretenimento/filmes-e-series/jogos-vorazes-diretor-se-arrepende-de-ter-dividido-a-esperanca-em-duas-partes-1.3254250"><span style="font-weight: 400;">duas partes</span></a><span style="font-weight: 400;">, já que a separação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-esperanca-o-final-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">A Esperança</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não agradou a todos. No final, o filme foi uma ótima adaptação; um pouco acelerado, mas bastante satisfatório. A mudança que se sobressai são os próprios Jogos, que se tornaram muito mais dinâmicos do que eram no livro, entrando no modelo do Cinema e agradando os espectadores. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade</b></p>
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<p><figure id="attachment_33105" aria-describedby="caption-attachment-33105" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33105" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4-800x533.jpg" alt="Cena do Filme John Wick 4 Baba Yaga (2023). Na imagem, vemos John Wick, com um olhar compenetrado. Ele é um homem branco, com cabelos compridos, usa um terno preto. Sobre ele incide uma luz azul que contrasta com um fundo com painéis neons vermelhos." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33105" class="wp-caption-text">A saga John Wick sempre explorou muito as cores neon, e sempre soube usá-las de um jeito charmoso (Foto: Lionsgate)</figcaption></figure></p>
<p><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neon, tiros, coreografias de luta e música eletrônica vibrante se tornaram marcas registradas da saga </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick</span></i><span style="font-weight: 400;">, fruto da criatividade estilosa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ClyAES8ziPg&amp;pp=ygUZZW50cmV2aXN0YSBDaGFkIHN0YWhlbHNraQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Chad Stahelski</span></a><span style="font-weight: 400;">. O primeiro filme da série já veio como um marco para o Cinema de ação; depois dele, os filmes do gênero abandonaram de vez o excesso de câmeras tremidas, as </span><i><span style="font-weight: 400;">shaky cams</span></i><span style="font-weight: 400;">, e voltaram a apreciar ao máximo os contrastes das luzes noturnas. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/john-wick-4-baba-yaga-critica/"><span style="font-weight: 400;">quarto filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> poderia apenas reproduzir o que foi bem sucedido nos anteriores, mas os roteiristas colocaram quatro vezes mais zelo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama do filme escrita por Shay Hatten e Michael Finch introduziu diversos personagens instigantes, quase alheios ao protagonista de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IOx0l57jM9c"><span style="font-weight: 400;">Keanu Reeves</span></a><span style="font-weight: 400;"> e focados nas próprias histórias, que tem uma profundidade incomum a muitos filmes de ação. A cinematografia de Dan Laustsen é extremamente sagaz ao explorar a luz do sol e reflexos de espelhos, além do vários tons de neon da noite. </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick 4: Baba Yaga</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcou o ano com muita elegância e criatividade. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<p><figure id="attachment_33106" aria-describedby="caption-attachment-33106" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33106" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-800x487.jpg" alt="Cena do filme La Chimera. Ao centro da imagem está um homem branco alto, cabelos pretos e barbas por fazer, com um terno branco puído e batido. Em as mãos sujas e grandes está um busto de uma mulher com estética clássica e bela, o olhar do homem é direcionado ao artefato com um olhar delicado e de interesse. Ao fundo vemos uma montanha e o mar, o homem está em um barco onde vemos as pequenas janelas e uma cadeira no segundo plano." width="800" height="487" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-800x487.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-1024x623.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-768x467.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera.jpg 1183w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33106" class="wp-caption-text">Arthur encara o ideal de beleza da Chimera e, de certa forma, da memória de sua amada (Foto: Amka Films Production)</figcaption></figure></p>
<p><strong>La Chimera</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Cinema quase rural e fantasioso da diretora italiana Alice Rohrwacher sempre busca uma perspectiva profundamente sentimental sobre a leitura da alma humana, seja da bondade do homem ou de suas contradições. Assim, como já havia feito maravilhosamente em </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-lazzaro-felice/"><i><span style="font-weight: 400;">Lazzaro Felice</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2018), ela reitera ao denotar o caráter político do não pertencimento em </span><i><span style="font-weight: 400;">La Chimera. </span></i><span style="font-weight: 400;">Além disso, ela aprofunda essa sensação ao teor romântico com o personagem de Arthur, que se vê sem rumo após perder sua amada. Nessa perspectiva, o trabalho artístico da obra recai na delicadeza de encontrar o caminho dos andarilhos ou expressar os percalços da jornada deles, algo que Rohrwacher alcança duplamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a participação de Carol Duarte como a personagem Itália e Isabella Rossellini como Flora, os diversos vínculos de Arthur fazem o protagonista repensar as suas relações com a vida e as memórias. Ademais, o trabalho do personagem como </span><a href="https://www.indiewire.com/criticism/movies/la-chimera-review-josh-oconnor-alice-rohrwacher-1234867982/"><span style="font-weight: 400;">caçador de tesouros</span></a><span style="font-weight: 400;"> perdidos demonstra a ambiguidade de quem deve escolher entre renegar o passado ou persegui-lo. Para mais do que essa busca, de quem precisa aprender a viver novamente. O acerto da diretora em se aprofundar na psique dos sem-rumo nos alcança com uma estética avassaladora. &#8211;</span><b> João Pedro Bronzoli</b></p>
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<p><figure id="attachment_33107" aria-describedby="caption-attachment-33107" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33107" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos-800x450.png" alt="Cena do filme Los Colonos. A cena se passa em uma região desértica, durante o dia, com o céu azul ao fundo. À esquerda, vemos um homem branco, aparentando cerca de 35 anos, com cabelos castanhos e bigode montado em cima de um cavalo marrom. Ele veste um chapéu e jaqueta de couro marrom, e luvas. Ao centro vemos, ao fundo e desfocado, um homem indígena em pé, observando o que acontece no primeiro plano da imagem. À direita, vemos um homem branco, com cerca de 35 anos, de cabelos e barbas ruivos, vestindo um traje vermelho militar e luvas montado em um cavalo e com o braço em riste, apontando uma arma para a cabeça do homem da esquerda." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33107" class="wp-caption-text">Uma produção de cinco países, sendo o Chile a principal, Los Colonos chegou no Brasil pela Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: MUBI)</figcaption></figure></p>
<p><b>Los Colonos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa de estreia de Felipe Gálvez Haberle pode não ter feito barulho nos cinemas brasileiros, mas encantou o júri da seção </span><a href="https://midianinja.org/news/filme-chileno-recebe-pela-primeira-vez-o-premio-da-critica-internacional-na-mostra-um-certo-olhar-do-festival-de-cannes/"><span style="font-weight: 400;">Um Certo Olhar</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Festival de Cannes, onde saiu vencedor do Prêmio da Crítica, e da 47ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que o recebeu com uma sessão lotada. As 200 e poucas pessoas que, naquela noite, experienciaram </span><i><span style="font-weight: 400;">Los Colonos </span></i><span style="font-weight: 400;">ficaram imóveis nas poltronas enquanto a herança chilena era coberta de sangue em nome da colonização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZwasQgLpVo8"><span style="font-weight: 400;">filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, três homens são contratados por um cruel senhor de terras para abrir caminho da Patagônia chilena ao Atlântico, aniquilando o que houver pelo caminho. A travessia vira um show de horrores já que, ainda em 1901, com a independência do Chile recém-conquistada, partes mais remotas do país ainda eram habitadas por povos nativos, ocupando seus locais de origem antes de serem aniquilados por mãos estrangeiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além de acompanhar a matança pelo caminho, a própria dinâmica do trio deixa qualquer um angustiado, esperando pela próxima tragédia: um imprudente cowboy americano e um tenente britânico sanguinário trocam farpas, enquanto vigiam um indígena &#8216;mestiço&#8217; contratado para ajudá-los a desbravar as terras de seus descendentes. O conflito de interesses do protagonista, vivido por Camilo Arancibia, personifica a construção do Chile, da matança em nome da civilização, e aprofunda a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/47a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">reflexão</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre uma colonização tão presente na América Latina. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<p><figure id="attachment_33108" aria-describedby="caption-attachment-33108" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33108" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/monster.jpg" alt="Cena do filme Monster. À esquerda, há um menino asiático de cabelo curto preto. Ele está usando uma camisa marrom e seu rosto está sujo e machucado. À direita, há um menino asiático de cabelo curto preto. Ele está usando uma camisa azul e seu rosto está sujo e machucado." width="770" height="578" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/monster.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/monster-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33108" class="wp-caption-text">Em Monster, não adianta procurar por vilões quando não se tem nem heróis (Foto: Toho Co.)</figcaption></figure></p>
<p><b>Monster (Kaibutsu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há muitas discussões a respeito do posto de maior vilão do Cinema. No meio de criaturas fantasmagóricas, psicopatas e homens amorosamente frustrados, o verdadeiro ser maligno é, na verdade, o sistema. Este, por sua vez, é a cola que gruda os pedaços do fragmentado </span><i><span style="font-weight: 400;">Monster</span></i><span style="font-weight: 400;">, um filho muito bem criado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=C56B6OTSj9k"><span style="font-weight: 400;">Hirokazu Koreeda</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistir ao filme é uma experiência na qual dualidades – bem e mal, certo e errado – são colocadas em xeque. A tradição hollywoodiana difunde uma passividade entre os espectadores que os torna carentes de neurônios funcionais. Por conseguinte, treina-se um olhar o qual irá sempre buscar pelas mesmas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RQ4AYfH90Jw"><span style="font-weight: 400;">fórmulas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar disso, há ainda filmes cujo objetivo não é estar nos telões da </span><i><span style="font-weight: 400;">Time Square</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas honrar os que, em vez de preferirem o quebra-cabeça pronto, almejam acompanhar sua montagem, peça por peça. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida pode ser resumida a uma gigantesca coleção de recortes. Muitas vezes olhamos pela janela e vemos apenas momentos cabíveis dentro de uma forma retangular. No entanto, quando abrimos a porta, descobrimos toda uma realidade invisível a olhos carentes de consciência de classe. O longa japonês nos convida a nadar em um rio mais fundo do que parece. No fim, ficamos imersos em uma narrativa a qual questiona: com quantas verdades se faz uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3ZkSgRFiYGo"><span style="font-weight: 400;">memória</span></a><span style="font-weight: 400;">? </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
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<p><figure id="attachment_33109" aria-describedby="caption-attachment-33109" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33109" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-800x535.jpg" alt="Cena do filme Missão Impossível: Acerto de Contas Parte 1. Ao centro da imagem está um homem branco de cabelos castanhos e olhar sério usando um terno preto de camisa branca. Ao fundo podemos ver diversos pilares de uma construção clássica em plena luz do dia." width="800" height="535" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-800x535.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-1024x685.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-768x514.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel.jpg 1196w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33109" class="wp-caption-text">Ethan Hunt em mais uma jornada impossível precisa enfrentar ameaças tecnológicas nesta nova missão (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Missão: Impossível &#8211; Acerto de Contas Parte 1 (Mission Impossible: Dead Reckoning Part One)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se há uma certeza na franquia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/missao-impossivel-acerto-de-contas-parte-1-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Missão Impossível</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é que, desde a sua origem </span><a href="https://youtu.be/WEK4XT2znLc?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">De Palmiana</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos anos 90, os percalços da série passaram por altos e baixos, mas a variedade de abordagens autorais está presente em todos os filmes. Nesse sentido, com o envolvimento de Christopher McQuarrie na produção dos longas desde 2017, a jornada de Hunt encontra uma direção ao espetáculo cinematográfico que tem seu elo inevitável na visão de De Palma com a presença de uma das abordagens mais potentes na ação. Em uma obra movida por um </span><i><span style="font-weight: 400;">Macguffin</span></i><span style="font-weight: 400;">, Ethan precisa encontrar a chave que vai destruir Gabriel na primeira parte dessa nova missão, junto com um profundo confronto com seu passado e suas vivências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe de vícios a um puro saudosismo, McQuarrie reafirma as estruturas da franquia alinhado com um senso de espetáculo que retoma boa parte do que consolidou </span><a href="https://arthurtuoto.com/2018/09/18/missao-impossivel/"><i><span style="font-weight: 400;">Missão Impossível</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com as proporções da obra aumentando, a dinâmica de Ethan com seus parceiros se consolida nessa disputa interna que coloca em risco sua carreira e sua vida. </span><b>&#8211; João Pedro Bronzoli</b></p>
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<p><figure id="attachment_33110" aria-describedby="caption-attachment-33110" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33110" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-800x420.jpg" alt="Cena do filme Nimona. A imagem mostra, ao lado esquerdo, Ballister Boldhear, um homem de pele morena, olhos grandes e negros, com uma barba a ralinha e cavanhaque e bigode cheios e um cabelo arrumado em topete para trás. Em seu rosto há uma cicatriz nos olhos e ele veste uma armadura em tom cinza escuro. Ao lado, apoiada em seu ombro, está Nimona, uma figura metaforma que agora habita no corpo de uma menina, com cabelos vermelhos, uma sombra vermelha, sardas pelo rosto, dentes afiados e que veste uma espécie de armadura e tem nos braços/mão uma faixa enrolada." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33110" class="wp-caption-text">Questionando convenções de heróis e vilões, Nimona entrega carisma em uma animação gostosa de assistir (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Nimona</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sofrendo mais que muitos para poder </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/animaca-de-nimona-vai-sair-do-papel-com-netflix/"><span style="font-weight: 400;">sair do papel</span></a><span style="font-weight: 400;">, o projeto de animação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nimona</span></i><span style="font-weight: 400;">, originalmente uma </span><i><span style="font-weight: 400;">graphic novel</span></i><span style="font-weight: 400;"> de ND Stevenson, chegou aos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2023 após longos oito anos de </span><a href="https://queer.ig.com.br/2021-03-06/disney-desiste-de-sua-primeira-animacao-lgbtqia-que-ja-estava-quase-concluida.html"><span style="font-weight: 400;">espera</span></a><span style="font-weight: 400;">. Se distanciando em vários aspectos da original, a obra aproveita muito do meio audiovisual e se garante no básico bem feito. A história narra a vida de uma figura metamorfa, Nimona, que tem seus caminhos cruzados com Ballister Boldheart, um soldado do reino procurado por um crime que não cometeu. Em uma aventura que causa risadas e prende a atenção, o longa se desenrola em um tom amigável e em um ritmo agradável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao tratar da pergunta “</span><i><span style="font-weight: 400;">O que é você?</span></i><span style="font-weight: 400;">” no decorrer de toda a obra, a animação cria uma segunda camada de interpretação muito mais profunda, que dialoga com aquilo que há de mais íntimo em se descobrir alguém fora dos padrões socialmente aceitos. Ao final, </span><a href="https://personaunesp.com.br/nimona-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nimona </span></i></a><span style="font-weight: 400;">pode ter diferentes interpretações de cada um, mas acerta em cheio ao se tornar identificável e uma afirmação de grande carisma que está tudo bem em </span><a href="https://pt.jugomobile.com/a-metafora-trans-de-nimona-parece-uma-revolucao-queer-radical/"><span style="font-weight: 400;">ser diferente</span></a><span style="font-weight: 400;"> e está tudo bem não se limitar apenas em uma caixinha; o universo é gigante e a gente pode ser tudo aquilo que a gente quiser. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<p><figure id="attachment_33111" aria-describedby="caption-attachment-33111" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33111" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-800x532.jpeg" alt="Cena do filme Nuovo Olimpo. Enea e Pietro estão sentados lado a lado, Enea a esquerda e Pietro a direita, em uma sala de cinema. A iluminação do ambiente é baixa e é possível ver mais dois homens ao fundo, desfocados. À esquerda de Enea há uma luz vermelha acesa. Pietro tem cabelo cacheado curto e veste um suéter verde escuro com uma camiseta de botão cinza clara por baixo, apenas a gola e um botão aparecem pelo colarinho do suéter. Enea tem cabelo liso e curto e veste uma jaqueta de couro marrom, um suéter azul escuro e uma camiseta de botão azul por baixo da qual é possível ver apenas a gola. Ambos olham para frente." width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-800x532.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-1024x681.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-768x511.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-1536x1021.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-1200x798.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33111" class="wp-caption-text">Um romance na Itália nem sempre sai como se espera (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Nuovo Olimpo</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma fotografia de brilhar os olhos, desenvolvida por Gian Filippo Corticelli, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NatMTfOZsl8"><i><span style="font-weight: 400;">Nuovo Olimpo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retrata um romance, inspirado em eventos verídicos, entre dois jovens na década de 70 em Roma. Envoltos por manifestações e contradições, Enea Monte (Damiano Gavino) e Pietro Gherardi (Andrea Di Luigi) se encontram em um </span><i><span style="font-weight: 400;">set</span></i><span style="font-weight: 400;"> de filmagens nas ruas da cidade italiana. A metalinguagem é um aspecto muito explorado pelo filme – afinal, Enea é estudante de cinema, o que torna a narrativa ainda mais interessante para os amantes de filmes e para aqueles que sonham em encontrar seu par perfeito em uma sala de projeção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O drama romântico de Ferzan Özpetek teve sua estreia no </span><a href="https://www.romacinemafest.it/en/rome-film-fest/"><span style="font-weight: 400;">Festival Internacional de Cinema de Roma</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tem sua narrativa formada por passagens entre o passado e o futuro. O desenrolar da trama emociona o telespectador e o roteiro de Özpetek e Gianni Romoli encontra o melhor final para a história, apesar de não ser o mais esperado. Abordando questões sensíveis que vão além do relacionamento do protagonistas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nuovo Olimpo</span></i><span style="font-weight: 400;"> se configura como um filme de encontros, desencontros e destinos, além de ser uma adição de sucesso para o catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Gabriela Bita</b></p>
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<p><figure id="attachment_33112" aria-describedby="caption-attachment-33112" style="width: 774px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33112" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-assassino.jpg" alt="Cena do filme O Assassino. Na imagem, Michael Fassbender está sentado em um banco de praça verde, ao lado de um poste da mesma cor e à frente de um canteiro. Ele é um homem branco, usa calças, casaco e chapéu brancos e óculos escuros. Ele segura um sanduíche." width="774" height="516" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-assassino.jpg 774w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-assassino-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33112" class="wp-caption-text">Precisão e elegância são atributos comuns a David Fincher e ao protagonista de seu filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>O Assassino (The Killer)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A notória meticulosidade de </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/noticia/2023/10/27/david-fincher-nao-consigo-imaginar-que-as-pessoas-nao-vejam-o-tyler-durden-como-uma-influencia-negativa.ghtml"><span style="font-weight: 400;">David Fincher</span></a><span style="font-weight: 400;"> é quase satirizada pelo próprio diretor em um filme que esbanja perfeccionismo e detalhismo, ao mesmo tempo que o observa como algo que não é necessariamente alcançável. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Assassino</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem uma estética marcante, quase como se fosse feita por um autômato. Esse estilo robótico orna perfeitamente com o personagem de Michael Fassbender, um assassino frio e calculista mas que não pode escapar de uma realidade baseada no acaso e na falta de controle sobre os acontecimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de uma participação modesta, a atriz brasileira </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/quem-e-sophie-charlotte-em-o-assassino-conheca-a-personagem-da-atriz-brasileira-no-novo-filme-de-david-fincher,49ea3dceffdd891810ae50a43a84d8200hloxi17.html"><span style="font-weight: 400;">Sophie Charlotte</span></a><span style="font-weight: 400;"> interpreta um importante papel na trama, que apesar de não ter muitos detalhes, conta com discussões e dilemas profundos. Ainda que o protagonista não queira de modo algum se desviar do seu propósito, seus próprios pensamentos o dominam, acabando por ser levado da posição de controlador à de controlado. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Assassino</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">neo noir</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcante que deveria ser visto como símbolo de seu subgênero. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<p><figure id="attachment_33153" aria-describedby="caption-attachment-33153" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33153" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-800x450.jpg" alt="Cena de O Livro dos Sonhos. Na imagem estão as personagens Thelma e Paula. Thelma está sentada, ela é uma mulher loira de cabelos cacheados e veste uma calça jeans azul com casaco preto. Paula está com as mãos na cabeça da amiga a ajudando a meditar, ela é uma mulher branca de cabelos pretos cacheados e veste calça branca com casaco xadrez em vermelho e preto. As duas estão em cima de pedras. Ao fundo, vemos um rio e árvores. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33153" class="wp-caption-text">Esperançoso e dramático, O Livro dos Sonhos entrega mais do que promete (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure></p>
<p><strong>O Livro dos Sonhos (La Chambre des Merveilles) </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa francesa de</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ggsv6pPmu4s"><i><span style="font-weight: 400;">O Livro dos Sonhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dirigido por Lisa Azuelos, é o tipo de clichê que aquece os corações. O filme conta a história de Thelma (Alexandra Lamy), uma mãe que faz o possível e o impossível para realizar os sonhos de seu filho Louis, enquanto ele está em coma devido a um acidente. Apesar de parecer sem propósito, o roteiro, de Fabien Suarez e Juliette Sales, tem como objetivo maior falar sobre perda, descobertas, libertação e muito mais dos temas sensíveis que rodeiam a vida e a morte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos acontecimentos muito bem construídos, vale destacar a presença de Maria Fernanda Cândido como Paula, uma personagem com pouco tempo de tela, mas muita coisa a dizer. A atuação magnífica da atriz brasileira é responsável por grande parte das reflexões da trama e é um dos pontos mais emocionantes do longa-metragem. Entre busca, esperança, renascimento e outros efeitos causados por acontecimentos drásticos, assistir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SsbvjdsUrLw"><i><span style="font-weight: 400;">O Livro dos Sonhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma experiência apreensiva e linda.</span> &#8211;<b> Jamily Rigonatto </b></p>
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<p><figure id="attachment_33113" aria-describedby="caption-attachment-33113" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33113" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-menino-e-a-garca.jpg" alt="Cena do filme O Menino e a Garça. A cena mostra uma mulher usando um kimono laranja de cabelo marrom e preso. Ela está em primeiro plano e andando. Atrás, seis senhoras estão a seguindo com vassouras na mão e feições irritadas. O ambiente é ao ar livre, um gramado verde, e ao fundo algumas casas atrás da cerca." width="800" height="433" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-menino-e-a-garca.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-menino-e-a-garca-768x416.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33113" class="wp-caption-text">O longa ganhou o prêmio de Melhor Animação no <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/">Oscar</a> e Globo de Ouro (Foto: Studio Ghibli)</figcaption></figure></p>
<p><strong>O Menino e a Garça (Kimitachi wa Dou Ikiru ka)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a trágica morte de sua mãe no cenário de guerras, </span><a href="https://studioghibli.com.br/studioghibli/"><span style="font-weight: 400;">Mahito Maki</span></a><span style="font-weight: 400;"> precisa se mudar para o campo, onde seu pai trabalha para uma família fabricante de aviões para o exército japonês. Nem tão sozinho assim, o menino lida com a perda em contato com a natureza e uma garça, que posteriormente revela o fato de que sua mãe ainda está viva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a notícia, os personagens partem em busca da mãe em uma aventura ilustrada e imersa na animação 2D tradicional do Estúdio Ghibli. Sob a direção de </span><a href="https://studioghibli.com.br/diretores-studioghibli/hayao-miyazaki/"><span style="font-weight: 400;">Hayao Miyazaki</span></a><span style="font-weight: 400;">, famoso por </span><i><span style="font-weight: 400;">A Viagem de Chihiro</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Amigo Totoro</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-menino-e-a-garca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Menino e a Garça</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> relembra metáforas clássicas de suas obras: o vôo significando a liberdade e a guerra trazendo o panorama histórico e pessoal de Miyazaki. O filme é embriagante para qualquer um que ame animações, e a tradicionalidade e beleza nos movimentos tornam a obra hipnotizante. &#8211;</span><b> Amábile Zioli</b></p>
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<p><figure id="attachment_33114" aria-describedby="caption-attachment-33114" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33114" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-800x533.png" alt="Cena do filme Os Rejeitados. Na imagem, da esquerda para a direita, vemos uma mulher negra com um vestido roxo, um homem branco com um casal cinza e uma garrafa de vinho e um homem branco com um suéter marrom e uma calça bege." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33114" class="wp-caption-text">Quentinho como um filme de natal e necessário para qualquer um que se sinta deslocado, Os Rejeitados é o filme mais aconchegante dessa temporada de premiações (Foto: Focus Features)</figcaption></figure></p>
<p><b>Os Rejeitados (The Holdovers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmes </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/coming-of-age-o-que-e-e-filmes-que-abordam-o-assunto,bc827af93c5666d975496286d6929ac93xr8wg6c.html"><i><span style="font-weight: 400;">coming of age</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aqueles que se concentram em desenvolver um personagem que está nos primeiros estágios da vida adulta, são um dos subgêneros do Cinema mais legais de acompanhar. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-rejeitados-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Rejeitados</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o incompreendido Angus Tully passa o recesso do final do ano com o professor Paul Hunham e a cozinheira Mary Lamb em um internato. Como diz o próprio título do longa, a narrativa é contada por meio da rejeição que cada um dos três personagens principais passa em suas respectivas vidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No futuro, espera-se que o filme dirigido por Alexander Payne se torne um clássico do Natal, já que se passa nessa época e subverte um feriado marcado por amor em dias infinitos de solidão por meio de três gerações. Sendo o primeiro trabalho do novato Dominic Sessa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Rejeitados</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz jus à carreira do veterano Paul Giamatti e, com o roteiro de David Hemingson (um dos maiores destaques), entrega à Da’Vine Joy Randolph (</span><em><a href="https://personaunesp.com.br/the-idol-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Idol</span></a></em><span style="font-weight: 400;">) cenas de tirar o fôlego. O longa-metragem é o encontro perfeito entre histórias de amadurecimento e tramas natalinas, se tornando um deleite para qualquer um que ame essas narrativas. &#8211; </span><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
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<p><figure id="attachment_33152" aria-describedby="caption-attachment-33152" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33152" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ari-e-dante.jpg" alt="Cena do filme Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo. Na imagem estão Ari e Dante um ao lado do outro conversando. Eles são jovens latinos com cabelos escuros. Ari está do lado esquerdo, é mais alto, tem pele mais escura e usa camiseta cinza, mochila preta e uma toalha branca no ombro.. Dante está do lado esquerdo, tem pele mais clara, olhos verdes e veste camiseta amarela com camisa branca por cima. Ambos estão com cabelos molhados. Ao fundo há uma estrada de terra," width="600" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-33152" class="wp-caption-text">&#8220;Como pude algum dia sentir vergonha de amar Dante Quintana?&#8221; (Foto: Blue Fox Entertainment)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Os Segredos do Universo por Aristóteles e Dante (Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado no <a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788565765350/aristoteles-e-dante-descobrem-os-segredos-do-universo?idtag=a30bee7b-e1f3-4d62-9e6f-c05df620f247&amp;gad_source=1&amp;gclid=CjwKCAjwh4-wBhB3EiwAeJsppFcY_K72xfq0RGObZ0qgWzYhh_KDRzZVrRX5fOtNIsz-sN3aDfRdIxoCdYAQAvD_BwE"><em>best seller</em></a> de Benjamin Alire Sáenz, a produção audiovisual <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FBuIr-azx04">Os Segredos do Universo por Aristóteles e Dante</a></em></span> <span style="font-weight: 400;">é um retrato sensível de um dos romances LGBTQIA+ mais aclamados dos últimos tempos. O longa-metragem, dirigido por Aitch Alberto, adapta com bastante verossimilhança a história dos dois jovens de ascendência latina e nome peculiar que se apaixonam, mas com algumas alterações necessárias ao tempo de tela que tinha disponível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme traz Ari (Max Pelayo) e Dante (Reese Gonzales) bem caracterizados a apropriados para a idade que representam ter. Ainda assim, existem mudanças consistentes e importantes no roteiro, com o corte de cenas mais íntimas que não teriam como fazer sentido com o amadurecimento mais veloz dos protagonistas nas telas. Além disso, o </span><a href="https://nerdrecomenda.com.br/aristoteles-e-dante-o-amor-e-a-polemica/"><span style="font-weight: 400;">polêmico</span></a><span style="font-weight: 400;"> discurso transfóbico presente em uma das páginas do livro não ganha espaço, o que é essencial para a integridade ética da obra. Em suma, o enredo continua emocionante como o esperado e, se não descobrimos os segredos do universo, com certeza desvendamos os da doçura da autodescoberta.</span> &#8211;<b> Jamily Rigonatto</b></p>
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<p><figure id="attachment_33115" aria-describedby="caption-attachment-33115" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33115" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-800x533.png" alt="Cena do filme Oppenheimer. Robert Oppenheimer, interpretado por Cillian Murphy, é um homem branco, magro e possui uma expressão observadora e apreensiva, enquanto olha para a esquerda. Ele veste um paletó cinza, uma camisa azul, uma gravata preta, um cinto com uma placa dourada no meio e um chapéu fedora cinza. No lado direito de seu paletó, na perspectiva do observador, Oppenheimer possui uma espécie de placa redonda, pequena, pendurada com a indicação K-6." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-1536x1024.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33115" class="wp-caption-text">“Prometeu roubou o fogo dos deuses e o deu ao homem. Por isso ele foi acorrentado a uma rocha e torturado por toda a eternidade” (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Oppenheimer</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmes biográficos caminham por diversas linhas tênues, necessitando cuidados relacionados com a precisão dos fatos narrados, formas de trabalhar a história para torná-la interessante, escolha de elenco, entre outros pontos. Especialmente um filme de guerra, pois o gênero sofre, por vezes, com o problema de &#8216;ser mais do mesmo&#8217;. No entanto, quando bem feitos, os dois gêneros podem brilhar e contar histórias fascinantes, e esse é o caso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fez7X_oevNs"><span style="font-weight: 400;">Christopher Nolan</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme conta a história do físico teórico Robert Oppenheimer (interpretado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_OcFh4KyRnY"><span style="font-weight: 400;">Cillian Murphy</span></a><span style="font-weight: 400;">), conhecido como o &#8216;pai da bomba atômica&#8217;. A obra de Nolan se inicia com a trajetória acadêmica do cientista, quando estudou na Europa e achou sua paixão: a física quântica. O filme, então, vai até ao ponto alto (e terrível) da carreira de Oppenheimer, quando lidera o Projeto Manhattan, responsável pelas bombas que destroem as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações brilhantes de Emily Blunt como Katherine &#8216;Kitty&#8217; Oppenheimer, Matt Damon como Leslie Groves, Robert Downey Jr. como Lewis Strauss e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/florence-pugh/"><span style="font-weight: 400;">Florence Pugh</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Jean Tatlock deixam tudo ainda melhor. Sem contar com a belíssima e inquietante </span><a href="https://open.spotify.com/album/0rwbMKjNkp4ehQTwf9V2Jk?si=urjh-bQYT3SEeoSgE8WNoA"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> composta por Ludwig Göransson. &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<p><figure id="attachment_33117" aria-describedby="caption-attachment-33117" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33117" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-800x360.png" alt="Cena de Pânico 6. Ao centro e em foco está Ghostface; veste uma túnica preta com capuz e a famosa máscara branca de fantasma, que está bastante desgastada. Ao fundo dá para ver um cômodo com luzes amarelas acesas." width="800" height="360" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-800x360.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-1024x460.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-768x345.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-1200x540.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6.png 1210w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33117" class="wp-caption-text">Mais um ano, mais um Ghostface (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Pânico 6 (Scream VI)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saga </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> marcou o cinema de terror quando foi lançado nos anos 1990 e, desde então, novos capítulos são adicionados a essa história envolvente. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-6-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico 6</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Sam (</span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/panico-com-melissa-barrera-era-para-ser-uma-trilogia-entenda/"><span style="font-weight: 400;">Melissa Barrera</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Tara (Jenna Ortega) – que, novamente, se destacaram por suas atuações – lidam com as consequências do último massacre e tentam uma nova vida em Nova York. O filme segue a mesma fórmula dos anteriores, mas tem os novos avanços tecnológicos e uma ousadia que agrada quem assiste. O mais novo lançamento eleva a violência típica, sendo um ótimo representante do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo o quinto filme da franquia, fantasmas do passado são trazidos de volta. Todos já esperavam o retorno de Gale Weathers (Courteney Cox), mas o que deixou os fãs chocados foi a volta de </span><a href="https://youtu.be/2BJInxwNeK8?si=89kPn3odMkywpPoL"><span style="font-weight: 400;">Kirby</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Hayden Panettiere), que teve um final aberto em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico 4</span></i><span style="font-weight: 400;">. A personagem é bastante carismática e foi uma ótima adição ao roteiro. Outro retorno interessante foi o do personagem que iniciou toda essa trajetória, Billy Loomis (Skeet Ulrich), que está presente no longa como uma visão de Sam, sendo essencial para o seu desenvolvimento e sua batalha interna com a sua própria ética. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade</b></p>
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<p><figure id="attachment_33118" aria-describedby="caption-attachment-33118" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33118" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-800x450.png" alt="Cena do filme Passagens. Da esquerda para a direita: uma mulher com uma roupa rosa e um homem com uma blusa vazada preta dançam lado a lado, sem olhar um para o outro. Atrás deles, outras pessoas dançam em um lugar escuro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33118" class="wp-caption-text">Passagens é sobre amor, desejo, sexo e todas as complicações que seguem (Foto: O2 Play)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Passagens (Passages)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor </span><a href="https://youtu.be/FzukGkU0m2c?si=h032g7iNrW3F29df"><span style="font-weight: 400;">Ira Sachs</span></a><span style="font-weight: 400;"> construiu uma carreira sobre o tema comum de relacionamentos amorosos, em suas inúmeras formas. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Passagens</span></i><span style="font-weight: 400;">, o americano se uniu ao roteirista brasileiro Maurício Zacharias para a quinta colaboração da dupla. O filme acompanha o triângulo amoroso confuso que se conecta pelo protagonista, Tomas, um homem impulsivo e indeciso sobre o que quer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme compreende que o processo de autodescoberta não é sempre agradável, muito menos linear. É um respiro assistir um protagonista que não é restrito a ser compreendido ou sequer perdoável. Como na vida real, sua trajetória pode te colocar como o vilão na história de outros. </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/amp/ilustrada/2023/08/em-passagens-ira-sachs-usa-sexo-para-desvendar-dor-de-relacionamento.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Passagens</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">explora isso: como as nossas relações impactam as vidas de outras pessoas, aqueles que passam pelas nossas vidas e por cujas vidas nós passamos. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<p><figure id="attachment_33119" aria-describedby="caption-attachment-33119" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33119" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-800x451.jpg" alt="Cena do filme Perdida. Na fotografia, temos a personagem Sofia, interpretada por Giovanna Grigio, olhando para seu par romântico Ian, vivido pelo ator Bruno Montaleone. Ela é uma mulher branca, olhos castanhos e cabelo longo de mesma cor, ondulado e com franjinha. O vento balança o cabelo da personagem e é possível perceber que eles estão em um campo aberto. Não é possível ver o rosto de Bruno, apenas parte de seu sorriso e seus peitoral coberto pela camisa da época." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-1200x676.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33119" class="wp-caption-text">Perdida é a adaptação de uma série de livros da autora Carina Rissi (Foto: Star Distribution Brasil)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Perdida</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fãs de </span><a href="https://personaunesp.com.br/orgulho-e-preconceito-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Orgulho e Preconceito</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Jane Austen</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/bridgerton-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bridgerton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e afins, uni-vos: </span><i><span style="font-weight: 400;">Perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou às telas brasileiras em 2023 para surfar no nosso </span><i><span style="font-weight: 400;">hype</span></i><span style="font-weight: 400;"> e saudade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bridgerton-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Anthony e Edwina</span></a><span style="font-weight: 400;">. Aqui, misturamos a correria de São Paulo, os amores efêmeros, a época das redes sociais e da pressa de viver da cidade com os campos, o passado, vestidos de época e cortejos do século 19. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apossando-se do discurso ‘eu nasci na época errada’, Sofia (</span><a href="https://personaunesp.com.br/as-five-critica/"><span style="font-weight: 400;">Giovanna Grigio</span></a><span style="font-weight: 400;">) se vê em dúvida dessa afirmação quando, de fato, é transportada para bem longe de tudo aquilo que ela conhece para ficar perto dos charmes do </span><i><span style="font-weight: 400;">gentleman</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ian (Bruno Montaleone).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável que temos muitos clichês e poucas surpresas, mas não podemos deixar que eles ofusquem todos os detalhes e beleza do longa. Em uma produção que não fica para trás das internacionais, </span><a href="https://www.chippu.com.br/noticias/perdida-giovanna-grigio-bruno-montaleone-critica-e-bom-vale-a-pena"><i><span style="font-weight: 400;">Perdida</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um ótimo presságio para um futuro de adaptações brasileiras ainda mais brilhantes. &#8211;</span><b> Clara Sganzerla</b></p>
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<p><figure id="attachment_33120" aria-describedby="caption-attachment-33120" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33120" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-800x451.png" alt="Cena do filme Pobres Criaturas. A personagem Bella Baxter interpretada por Emma Stone, mulher branca de cabelos pretos longos e sobrancelhas espessas, está sentada lendo um livro e fazendo anotações com uma expressão impaciente, já que o personagem Duncan Wedderburn, interpretado por Mark Ruffalo, homem branco de bigode e cabelos levemente grisalhos, está próximo de seu rosto e com seus braços em volta dela, com uma expressão sedutora. Bella veste um vestido amarelo luxuoso, enquanto que Duncan está vestindo um terno verde-musgo. A iluminação é quente e suave." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-1200x676.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas.png 1296w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33120" class="wp-caption-text">Passando pelo visceral e o grotesco, a obra não é nada menos que humana (Foto: Searchlight)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Pobres Criaturas (Poor Things)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Banhado em uma estética surrealista (e colorida em sua maioria), </span><a href="https://personaunesp.com.br/pobres-criaturas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pobres Criaturas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta a história de Bella Baxter (Emma Stone) e sua jornada de autodescoberta, em busca do que realmente significa ser humano. O nono filme do diretor grego </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-sacrificio-do-cervo-sagrado-critica/"><span style="font-weight: 400;">Yorgos Lanthimos</span></a><span style="font-weight: 400;"> – conhecido por suas </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/pobres-criaturas-6-filmes-do-diretor-yorgos-lanthimos-para-ver-em-casa"><span style="font-weight: 400;">obras excêntricas</span></a><span style="font-weight: 400;">, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Dente Canino</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2009) –, baseado no </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-pobres-criaturas-de-alasdair-gray/"><span style="font-weight: 400;">romance homônimo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Alasdair Gray, apresenta um retrato cru e explícito da natureza humana desde seu estado mais primitivo até o amadurecimento e independência. Contornando essa narrativa, o filme também propõe reflexões relevantes que exploram os inúmeros lados da moeda humana, sempre de forma atemporal e intransigente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os momentos e diálogos provocativos são regados por performances impecáveis em personagens como a própria protagonista Bella, o charlatão Duncan Wedderburn (Mark Ruffalo) e o cientista Dr. Godwin Baxter (Willem Dafoe), sendo que cada figura possui uma personalidade única – e imperfeita, como o filme faz questão de nos mostrar. A trilha sonora abstrata e dissonante de </span><a href="https://soundworkscollection.com/post/the-music-of-poor-things"><span style="font-weight: 400;">Jerskin Fendrix</span></a><span style="font-weight: 400;"> casa perfeitamente com o visual absurdo da obra. Além disso, os cenários e figurinos cativam os olhos de qualquer espectador ao longo do filme, muitas vezes contrastando com os temas ásperos tratados acerca do desprendimento de quaisquer normas e padrões que a sociedade impõe a si própria. &#8211; </span><b>Leandro Santhiago</b></p>
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<p><figure id="attachment_33124" aria-describedby="caption-attachment-33124" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33124" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-800x534.jpg" alt="Cena do filme Priscilla. À esquerda da imagem, é possível ver o ator Jacob Elordi, que interpreta Elvis Presley. Ele é um homem branco, com cabelos escuros e usa uma camisa preta. À direita, é possível ver a atriz Cailee Spaeny, que interpreta Priscilla Presley. Ela é uma mulher branca, de cabelos escuros, olhos claros. Ela usa uma regata verde-água, e usa um delineado gatinho preto. Ao centro, podemos ver as mãos dos atores juntas." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33124" class="wp-caption-text">A libertação e a prisão de Priscilla são escancaradas durante o longa (Foto: MUBI)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Priscilla</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas cores pastéis de </span><a href="https://personaunesp.com.br/priscilla-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Priscilla</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conhecemos a história da ingênua jovem que se apaixonou por Elvis Presley. Indo de uma inocência pueril para uma maturidade adulta, Cailee Spaeny faz uma Priscilla Presley com muito louvor: a evolução marcada por mudanças no cabelo, nas roupas e na maquiagem quase nos fazem esquecer que a personagem era uma criança quando conheceu o astro do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock and roll</span></i><span style="font-weight: 400;">. O filme ainda contou com a atuação divertida e levemente assustadora de Jacob Elordi como Elvis Presley. Cheio de energia e </span><i><span style="font-weight: 400;">sex appeal</span></i><span style="font-weight: 400;">, Elordi arrasou corações dentro e fora do longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">On The Rocks</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2020), </span><a href="https://mubi.com/pt/notebook/posts/fairy-tale-starts-to-melt-sofia-coppola-discusses-priscilla"><span style="font-weight: 400;">Sofia Coppola</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez seu retorno às telonas com </span><i><span style="font-weight: 400;">Priscilla</span></i><span style="font-weight: 400;">. Após sua estreia no 80º Festival Internacional de Cinema de Veneza e no <a href="https://personaunesp.com.br/tag/festival-do-rio/">Festival do Rio</a>, o filme foi lançado no final de 2023 nos cinemas brasileiros. A diretora – que tem como marca registrada contar histórias sobre mulheres – traz novamente visuais graciosos, uma trilha sonora bem-pensada e uma fotografia que nos transporta para os anos 60. &#8211;</span><b> Laura Hirata-Vale</b></p>
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<p><figure id="attachment_33125" aria-describedby="caption-attachment-33125" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33125" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-800x450.png" alt="Cena do filme Propriedade. A cena se passa dentro de uma casa, com a câmera posicionada atrás das costas de um homem (ao centro) e uma janela ao fundo, criando um contraste no contra luz que dificulta ver as feições dos personagens. À esquerda, vemos duas mulheres e um homem adultos, apoiados na parede e encarando o homem ao centro. No centro, vemos um homem branco de cabelos curtos de costas. Ele está atrás de uma mesa, na direção da câmera, e as outras pessoas estão do outro lado. À direita, vemos dois homens pretos e uma mulher preta adultos olhando para o homem do centro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33125" class="wp-caption-text">Além do Brasil, Propriedade foi exibido no Festival de Berlim e no Museu de Arte Moderna de Nova York (Foto: Símio Filmes)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Propriedade</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exibido no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/festival-do-rio/"><span style="font-weight: 400;">Festival do Rio</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Propriedade </span></i><span style="font-weight: 400;">traz os ecos do passado colonial brasileiro para os dias atuais. Na trama, a estilista Tereza (Malu Galli) e o marido vão para a fazenda da família e se deparam com um motim em curso. Os funcionários da propriedade ilustram uma situação de escravidão moderna: trabalham para pagar a moradia e alimentação na própria terra dos patrões, sem nenhum tipo de segurança e com os documentos confiscados até quitarem suas dívidas impossíveis. A centelha da rebelião é o anúncio de que serão despejados porque o local será vendido – mas não sem antes pagar o que devem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como lembra Dona Antônia, personagem vivida intensamente por Zuleika Ferreira, os trabalhadores estão naquelas terras há mais tempo que o dono atual. A </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-sobrevivencia-da-bondade-critica/"><span style="font-weight: 400;">tomada do controle</span></a><span style="font-weight: 400;"> da propriedade vem seguida de mortes e brigas internas, já que a própria abordagem dos funcionários não é um consenso entre eles. O ápice da tensão é a presença de Tereza no meio: ela conseguiu escapar da casa e ficou trancada dentro do próprio carro blindado, mas sem conseguir tirá-lo de lá.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor Daniel Bandeira (de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vinil Verde</span></i><span style="font-weight: 400;">) não propõe soluções fáceis. O diálogo é na base da paulada, mostrando que cada lado quer, acima de tudo, sua própria sobrevivência e liberdade. É tão fácil torcer para Tereza sair ilesa de lá quanto para as famílias que vivem na fazenda finalmente se livrarem das garras </span><a href="https://personaunesp.com.br/medida-provisoria-critica/"><span style="font-weight: 400;">escravocratas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seus patrões. A oposição vira uma caçada e a conclusão é longe de unânime, deixando a moral da história a cargo de quem quiser pensar. &#8211;</span><b> Vitória Gomez</b></p>
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<p><figure id="attachment_33126" aria-describedby="caption-attachment-33126" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33126" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-800x533.png" alt="Cena do filme Que Horas Eu Te Pego?. Na imagem, Jennifer Lawrence, uma mulher branca que interpreta Maddie, veste uma camiseta branca. Andrew Barth, um homem branco que interpreta Percy, também veste uma camiseta branca. Eles estão em uma sala, sentados em um sofá com almofadas vermelhas. Ele está no colo dela." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33126" class="wp-caption-text">Não existe nada como uma comédia romântica que nos lembra os tempos de ouro dos anos 2000 (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><b>Que Horas Eu Te Pego? (No Hard Feelings)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há tempos que a nostalgia tem tido protagonismo quando falamos de comédias românticas, seja pelos atuais roteiros rasos, atuações fracas ou pela falta de capas icônicas com fundos brancos que ditaram sucessos atemporais. Felizmente, </span><a href="https://personaunesp.com.br/que-horas-eu-te-pego-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Que Horas Eu Te Pego?</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">prova que ainda temos sinais de vida no gênero –</span><b> </b><span style="font-weight: 400;">e mais que isso, fazem doer a barriga!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma progressão fantástica e um clímax muito bem construídos, a leveza do longa amplia todas as emoções de uma atriz veterana (</span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2016/08/jennifer-lawrence-e-atriz-mais-bem-paga-do-mundo-pelo-2-ano-seguido.html"><span style="font-weight: 400;">Jennifer Lawrence</span></a><span style="font-weight: 400;">) quando contracena com o novato Andrew Barth, além de criar uma química surpreendentemente tensa e engraçada. Em um domingo à tarde, não há escolha melhor. &#8211;</span><b> Henrique Marinhos</b></p>
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<p><figure id="attachment_33127" aria-describedby="caption-attachment-33127" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33127" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas-800x548.png" alt="Cena do filme Retratos Fantasmas. Na imagem em preto e branco, vemos diversas pessoas no centro de Recife. No fundo da imagem, é possível ver um banner escrito “Cinema é a maior diversão”." width="800" height="548" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas-800x548.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas-768x526.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas.png 1008w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33127" class="wp-caption-text">Em Retratos Fantasmas, Kleber Mendonça Filho homenageia o Cinema conforme mostra a história de vida do diretor (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Retratos Fantasmas</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bacurau</span></i><span style="font-weight: 400;">, especulou-se muito sobre o que seria o próximo projeto de </span><a href="https://www.sescsp.org.br/mais-real-que-a-ficcao-entrevista-com-o-cineasta-kleber-mendonca-filho/"><span style="font-weight: 400;">Kleber Mendonça Filho</span></a><span style="font-weight: 400;">. No filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Vi19G7_HfxQ"><i><span style="font-weight: 400;">Retratos Fantasmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor volta à cidade natal e conta, pelas lentes de alguém que vive da Sétima Arte, a história dos cinemas de rua no centro de Recife. Ao mesmo tempo em que é considerado um longa-metragem, o pernambucano utiliza algumas técnicas usadas em</span> <span style="font-weight: 400;">documentários, e é aqui que ocorre o triunfo da trama. Servindo como uma forma de acervo para o próprio diretor, é através do conhecimento amplo de Mendonça Filho que o espectador avalia o desmantelamento do cinema como espaço cultural.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">História, Geografia, suspense e comédia definem o sentimento após o encerramento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Retratos Fantasmas</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma vez que o diretor situa o público acerca dos pontos principais de Recife, bem como a história que ali ocorre. Fora isso, KMF também brinca com o suspense por meio da comédia e a escolha de sons que remetem ao </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">, subgênero do terror. Infelizmente, o longa </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2023/12/21/retratos-fantasmas-fica-de-fora-de-disputa-do-oscar-2024.ghtml"><span style="font-weight: 400;">não conseguiu</span></a><span style="font-weight: 400;"> uma vaga na disputa de Melhor Filme Internacional no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas a conversa em torno dele será imortalizada, assim como o amor pelo Cinema, que preenche e dá sustentação às obras do nordestino. &#8211; </span><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
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<p><figure id="attachment_33128" aria-describedby="caption-attachment-33128" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33128" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-800x500.jpg" alt="Cena do filme Rye Lane. Dom, um homem retinto de cabelos raspados e uma jaqueta verde, ri enquanto conversa com Yas, uma mulher negra de cabelos médios, que também se diverte. A protagonista usa um casaco e vários acessórios amarelos. A câmera está centralizada no casal e ao fundo pode-se ver algumas plantas e uma longa porta esverdeada. " width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-1200x750.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane.jpg 1360w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33128" class="wp-caption-text">O acaso conta a história de Dom e Yas (Foto: BBC Films)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Rye Lane – Um Amor Inesperado (Rye Lane)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rye Lane é o primeiro longa-metragem da diretora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3dX0OKUS1-0&amp;t=1s"><span style="font-weight: 400;">Raine Allen-Miller</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conta a história de Dom e Yas, um jovem casal que passa um dia juntos aprendendo a lidar com as suas emoções após seus respectivos términos com outras pessoas. Discutindo relações e amores passados, os personagens quebram estereótipos de gênero de forma sensível e envolvente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Remetendo também a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MRWg-pWMCsU&amp;t=4s"><i><span style="font-weight: 400;">Antes do Pôr do Sol</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o filme é prazeroso e verdadeiramente apaixonante. A complexidade do relacionamento dos personagens é cativante, uma vez que pode-se observar como os dois estão dispostos a adentrar o mundo um do outro, ainda que de maneira efêmera, não tendo ao menos a certeza de que ficarão juntos no final. &#8211; <strong>Rebecca Ramos</strong></span></p>
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<p><figure id="attachment_33129" aria-describedby="caption-attachment-33129" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33129" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/saltburn.jpg" alt="ena do filme Saltburn. Na imagem temos Felix Catton (Jacob Elordi), um jovem branco, alto, de olhos e cabelos castanhos. Ele está vestindo um terno preto, uma camiseta branca e uma gravata borboleta preta. Ele está em volta de uma mesa, dentro de uma sala de jantar meio escura, ao seu redor tem algumas velas e outros convidados. " width="735" height="490" /><figcaption id="caption-attachment-33129" class="wp-caption-text">“Eu sei o que vocês fizeram em Saltburn no verão passado” (Foto: Prime Video)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Saltburn</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nada é notório ou exato. A obsessão de uma vida fantasiada desfruta da aparência inocente e não tem nada além de um desatino exuberante e uma cobiça em conquistar ainda mais. O glamour da aristocracia inglesa passada de pais para filhos, futuros sucessores de uma riqueza geracional, adentram o íntimo de Oliver Quick (</span><a href="https://personaunesp.com.br/os-banshees-de-inisherin-critica/"><span style="font-weight: 400;">Barry Keoghan</span></a><span style="font-weight: 400;">). Oliver, calouro na Universidade de Oxford e sem relevância na esfera milionária dos outros estudantes, encontra em Felix Cotton (</span><a href="https://personaunesp.com.br/priscilla-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jacob Elordi</span></a><span style="font-weight: 400;">) uma rachadura permeável na qual ele se molda, sem dó e nem piedade, para tomar tudo que deseja. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LFVhaMMjTDg"><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos a insanidade da mente em ação, um conflito pessoal sobre se apaixonar por pessoas que detestamos. Sendo o segundo longa-metragem de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emerald Fennell</span></a><span style="font-weight: 400;">, o</span><i><span style="font-weight: 400;"> thriller </span></i><span style="font-weight: 400;">psicológico se desenrola durante o verão onde todos da elite abraçaram o delírio. Cada personagem garante uma personalidade única, camadas de luxo e uma fascinação pelo excêntrico. Acentuando com mais profundidade essa admiração pelo bizarro, a fotografia de Linus SandGren é, sem dúvidas, um dos pontos mais altos do filme. Um espetáculo entre o gótico e a estética barroca, que sustenta inteiramente a sátira macabra das diferenças de classes roteirizados por Fennell. &#8211;</span><b> Ludmila Henrique</b></p>
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<p><figure id="attachment_33130" aria-describedby="caption-attachment-33130" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33130" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-800x441.png" alt="Cena de Segredos de Um Escândalo. Nela vemos, em primeiro plano, Gracie, uma mulher branca de meia idade de cabelos loiros, que veste uma camiseta branca e é interpretada por Julianne Moore. Em segundo plano e à esquerda, está Elizabeth Barry, interpretada por Natalie Portman, uma mulher branca de cabelos castanhos com franja e que veste uma camiseta cinza. As duas estão em frente a um espelho de banheiro e Elizabeth observa Gracie passando maquiagem." width="800" height="441" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-800x441.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-1024x565.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-768x424.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-1200x662.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo.png 1450w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33130" class="wp-caption-text">Segredos de Um Escândalo passaria tranquilamente no horário nobre da Rede Globo (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure></p>
<p><b>Segredos de Um Escândalo (May December)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando você vê a assinatura de Todd Haynes em uma produção, pode saber que é coisa boa. Se reformulando em sua filmografia, o diretor dessa vez aborda a </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/275658-may-december-conheca-bizarra-historia-real-tras-filme-cotado-oscar.htm"><span style="font-weight: 400;">história real</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Mary Kay Letourneau e Vili Fualaau, que engataram um relacionamento quando tinham 36 e 13 anos, respectivamente. Aqui eles viram Gracie e Joe, e após as polêmicas submersas numa vida de subúrbio, tem seu passado desenterrado por Elizabeth Barry, uma atriz que passa um tempo na família para estudar Gracie, papel que ela desempenhará em um filme independente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma atmosfera de novela, muito familiar a nós brasileiros, Haynes constrói, assim como na tortura chinesa, um suspense latente que goteja em nossa cabeça até se tornar insuportável, culminando num desmoronamento daquele castelo de farsas construído por Gracie. Isso se dá, em grande parte, nas atuações do trio. Julianne Moore dá vida a uma esposa meticulosamente calculista que controla a todos em um misto de ingenuidade e poder. Natalie Portman imprime uma atriz que se deixa levar até demais pelo método e rompe barreiras éticas, enquanto Charles Melton saiu dos esgotos de </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/-riverdale-ate-o-elenco-odeia-a-propria-serie-e-este-video-e-a-prova/94669"><i><span style="font-weight: 400;">Riverdale</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para ressurgir como um Joe atado a um escândalo, carregado de traumas que nem ele mesmo reconhece.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/segredos-de-um-escandalo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Segredos de Um Escândalo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> definitivamente merecia mais reconhecimento, seja nas premiações ou até mesmo em sua distribuição (lá fora ele é da </span><a href="https://www.chippu.com.br/noticias/netflix-may-december-natalie-portman-juliane-moore-todd-haynes"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas aqui chegou de maneira tímida aos cinemas para cumprir tabela na temporada). Mas isso é entendível por ser uma produção feita naturalmente para incomodar, traçando uma crítica 360º da indústria acerca de casos reais, seja pelo consumo dos telespectadores ou pelo sensacionalismo dos idealizadores, capaz de girar a faca ainda mais nos estômagos das vítimas. &#8211; </span><b>Guilherme Veiga</b></p>
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<p><figure id="attachment_33131" aria-describedby="caption-attachment-33131" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33131" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-800x335.png" alt="Cena do filme Sem Coração. A imagem mostra um barco pesqueiro pequeno, à distância no mar. A cena se passa durante o dia, com um céu azul ao fundo. No barco, vemos três crianças ao longe, duas delas prestes a pular em direção à água. Ao redor do barco, no mar, vemos outras duas crianças nadando." width="800" height="335" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-800x335.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-1024x429.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-768x322.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-1200x503.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33131" class="wp-caption-text">Depois de passar pelo Festival de Veneza, Festival do Rio e Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Sem Coração chega aos cinemas brasileiros em Abril (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Sem Coração</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Das </span><a href="https://personaunesp.com.br/nosso-sonho-critica/"><span style="font-weight: 400;">cinebiografias</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/medusa-critica/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;">, o Brasil não deve nada ao Cinema estrangeiro. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Coração</span></i><span style="font-weight: 400;">, o audiovisual nacional ganha um </span><i><span style="font-weight: 400;">coming of age </span></i><span style="font-weight: 400;">delicioso para chamar de seu. A trama acompanha Tamara (Maya de Vicq) em suas últimas semanas na vila pesqueira onde mora antes de se mudar para estudar em Brasília. Por lá, ela ouve falar de uma menina apelidada de Sem Coração (Eduarda Samara), que, envolta em mistério, mexe com a cabeça dela e dos amigos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os acontecimentos enigmáticos que envolvem a interação das duas são curiosos de se </span><a href="https://www.exibidor.com.br/noticias/industria/11341-premiado-longa-34sem-corac807a771o34-ganha-data-de-lancamento-no-brasil-e-trailer-inedito#:~:text=2024%20%7C%20Yuri%20Codogno-,Premiado%20longa%20%22Sem%20Cora%C3%A7%C3%A3o%22%20ganha%20data%20de%20lan%C3%A7amento%20no%20Brasil,no%20Brasil%3A%2018%20de%20abril."><span style="font-weight: 400;">assistir</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas escondem algo ainda mais profundo por trás: o nascimento de uma conexão inexplicável, algo tão incompreensível quanto descobrir a própria sexualidade ao se apaixonar pela primeira vez. Com os cenários paradisíacos da praia alagoana ao fundo, o grupo de adolescentes aproveita o mar, invade casas alheias ao som de risadas e provocações, discutem seus futuros, medos e esperanças, e defendem uns aos outros com a própria vida, se for necessário – um companheirismo que dá saudade dos dias intensos de infância. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<p><figure id="attachment_33132" aria-describedby="caption-attachment-33132" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33132" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-800x450.jpg" alt="Cena do filme Todos Menos Você. Na fotografia, temos um close no casal composto pela atriz Sidney Sweeney e pelo ator Glen Powell. Ela é branca, loira e magra. Está usando um biquíni, seu cabelo está molhado e preso em um rabo de cavalo. Ele é branco, loiro, está sem camisa e é musculoso. O fundo da foto é uma floresta desfocada, e o casal está próximo de dar um beijo. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33132" class="wp-caption-text">“Ninguém mais pode falar as palavras nos seus lábios” (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Todos Menos Você (Anyone But You)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem </span><i><span style="font-weight: 400;">Tinder</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem um </span><i><span style="font-weight: 400;">blind date</span></i><span style="font-weight: 400;"> arranjado pela melhor amiga e sem flertes por mensagem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Menos Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue resgatar o clichê do acaso como o brilho especial para o romance de Bea (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sidney Sweeney</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Ben (</span><a href="https://www.vogue.com/article/how-glen-powell-charmed-hollywood-interview"><span style="font-weight: 400;">Glen Powell</span></a><span style="font-weight: 400;">). Aproveitando-se também da famosa e adorada fórmula </span><i><span style="font-weight: 400;">enemies to lovers</span></i><span style="font-weight: 400;"> (ou seria</span><i><span style="font-weight: 400;"> lovers to enemies to lovers</span></i><span style="font-weight: 400;">?), a direção de Will Gluck  fez sucesso não só por preencher a falta de <em>romcoms</em> de qualidade do catálogo, mas pela química e tensão sexual entre os protagonistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para viralizar dentro e fora das redes e resgatar a magia de um bom romance em tela, bastou adicionar ao roteiro uma viagem internacional, um casamento na praia, um </span>quarteto<span style="font-weight: 400;"> amoroso, algumas cenas vergonhosas (que só quem assistiu </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Cassie Howard</span></a><span style="font-weight: 400;"> conseguiu sobreviver sem tantos arranhões) e uma trilha sonora chiclete para que o assunto do momento fosse, ao som de </span><i><span style="font-weight: 400;">Unwritten</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Menos Você</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211;</span><b> Clara Sganzerla</b></p>
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<p><figure id="attachment_33133" aria-describedby="caption-attachment-33133" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33133" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-800x450.png" alt="Cena do filme Todos Nós Desconhecidos. À esquerda, no banheiro de uma balada iluminado por uma luz azul está Andrew Scott, que interpreta Adam. Um homem branco, de meia idade, com cabelos lisos escuros e finos. Ele está sorrindo para Paul Mescal, que estende seu braço em seu ombro até a parede. Paul Mescal interpreta Harry, seu par romântico. Um homem branco ao fim dos vinte anos com cabelos espessos, escuros e lisos. Ele veste uma regata branca e olha intensamente para os olhos de Adam." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33133" class="wp-caption-text">As estrelas de Fleabag e Aftersun contracenam intimamente em um dos longas mais esperados do ano (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><b>Todos Nós Desconhecidos (All Of Us Strangers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de Andrew High, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Nós Desconhecidos</span></i><span style="font-weight: 400;">, ganhou notoriedade principalmente pelos outros trabalhos </span><a href="https://personaunesp.com.br/fleabag-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">dilacerantes</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas indiscutivelmente encantadores, dos protagonistas. Lançado em Dezembro de 2023, o longa criou um imaginário coletivo sem muitos precedentes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A princípio, acompanharíamos o nascer do relacionamento de um escritor de meia idade solitário, Adam (Andrew Scott), e seu novo vizinho Harry (</span><a href="https://personaunesp.com.br/aftersun-critica/"><span style="font-weight: 400;">Paul Mescal</span></a><span style="font-weight: 400;">). Mas, sem qualquer aviso prévio, tudo começa a fazer sentido enquanto nossas expectativas se quebram em mil pedaços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde a fotografia (Jamie D. Ramsay) à montagem (Jonathan Alberts), a veia artística  e representativa é muito forte. Nos imaginamos em seus lugares e vivemos um amor recente em seu </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/cenas-intimas-entre-paul-mescal-e-andrew-scott-mostram-natureza-subjetiva-de-fazer-sexo/"><span style="font-weight: 400;">impulso mais primitivo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em ambientações noturnas e dramáticas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Nós Desconhecidos</span></i><span style="font-weight: 400;"> vale cada segundo de emoção, dúvida e lástima. &#8211;</span><b> Henrique Marinhos</b></p>
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<p><figure id="attachment_33134" aria-describedby="caption-attachment-33134" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade-800x450.jpg" alt="Cena do filme Um Pacto de Amizade. A imagem mostra uma sala de cinema. À esquerda, é possível ver o ator Milo Manheim, que interpreta o personagem Ben Plunkett. Ele é um homem branco, de cabelos pretos e olhos castanhos. Ele usa um paletó roxo escuro com detalhes em dourado, uma camisa branca, calça preta e mocassim branco. À direita, é possível ver a atriz Peyton Elizabeth Lee, que interpreta a personagem Mandy Yang. Ela é uma mulher de ascendência chinesa, de cabelos castanhos escuros e olhos castanhos. Ela usa um vestido rosa com aplicações em lantejoulas, sem mangas, com decote coração, com tule colorido na saia e luvas rosa com aplicações em lantejoulas. Os dois personagens estão segurando pipocas de cinema." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33134" class="wp-caption-text">Como bons BFF’s, Mandy Yang e Ben Plunkett estão unidos para toda e qualquer peripécia! (Foto: Disney+)</figcaption></figure></p>
<p><b>Um Pacto de Amizade (Prom Pact)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mandy Yang (</span><a href="https://ew.com/movies/prom-pact-milo-manheim-peyton-elizabeth-lee-interview/"><span style="font-weight: 400;">Peyton Elizabeth Lee</span></a><span style="font-weight: 400;">) tem um sonho: ir para Harvard. Porém… ela foi para a lista de espera. E agora? Seguindo a recomendação de Ms. Chen (Margaret Cho), sua conselheira escolar, a estudante vai atrás de uma carta de recomendação. Usando um método ambicioso e – no mínimo – curioso, a menina resolve se aproximar do garoto mais popular da escola, o jogador de basquete Graham Lansing (Blake Draper), cujo pai é senador e ex-aluno da faculdade mais desejada pela protagonista. Enquanto isso, Yang firma um pacto com seu melhor amigo, Ben Plunkett (Milo Manheim): ir ao baile de formatura juntos.</span></p>
<p><a href="https://youtu.be/brX-L41RJdA?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Um Pacto de Amizade</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, de várias formas, uma ode à nostalgia. Com muitas referências aos famosos filmes sobre o Ensino Médio americano, como a querida trilogia </span><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical</span></i><span style="font-weight: 400;">, podemos retornar à infância recheada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Sessão da Tarde</span></i><span style="font-weight: 400;"> e pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney Channel</span></i><span style="font-weight: 400;"> por meio do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/disney/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, o longa ainda homenageia os anos 80: a década foi o tema escolhido pelos alunos para o <em>p</em></span><em><span style="font-weight: 400;">rom</span></em><span style="font-weight: 400;">, o famoso baile de formatura estadunidense. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<p><figure id="attachment_33135" aria-describedby="caption-attachment-33135" style="width: 695px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33135" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vermelho-branco-e-sangue-azul.jpg" alt="Cena do filme Vermelho, Branco e Sangue Azul. Da esquerda para a direita, Alex está sentado em um sofá vestindo um roupão branco, segurando um copo e olhando para Henry, que também está sentado no sofá, com um copo na mão e olhando para Alex. A cena mostra um momento de intimidade entre os dois." width="695" height="436" /><figcaption id="caption-attachment-33135" class="wp-caption-text">A química entre os protagonistas é um dos principais pilares de Vermelho, Branco e Sangue Azul (Foto: Prime Video)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Vermelho, Branco e Sangue Azul (Red, White &amp; Royal Blue)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no livro homônimo de Casey McQuiston, o filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/vermelho-branco-e-sangue-azul-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vermelho, Branco e Sangue Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mergulha em um romance LGBTQIA+ entre o filho da presidente dos Estados Unidos, Alex Claremont-Diaz (Taylor Zakhar Perez), e o príncipe da Inglaterra, Henry (Nicholas Galitzine). A adaptação, dirigida por Matthew López, acerta em cheio ao satisfazer o novo desejo de Hollywood à volta das comédias românticas, ainda mais com a inclusão </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> que tanto ansiamos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa captura com detalhe as delicadezas e intensidades do início de uma relação, explorando o desenvolvimento do relacionamento entre Alex e Henry, desde a inimizade até o amor. As cenas sensuais, bastante intensas até para o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=64e2oJteP7A"><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e bem dirigidas, contribuem para a química inegável entre os protagonistas. Outro ponto positivo é a fotografia de Stephen Goldblatt, que, apesar de sofrer com algumas telas verdes, captura muito bem as emoções dos personagens e o contraste de seus sentimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a adaptação consegue superar o livro original em alguns aspectos, principalmente na construção dos diálogos, na dinâmica do relacionamento entre Alex e Henry e a pitada de humor e energia feminina evocadas por Uma Thurman no papel de presidenta dos EUA e por Sarah Shahi como chefe de gabinete. Considerando a produção como um todo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h4YfvGiupMI"><i><span style="font-weight: 400;">Vermelho, Branco e Sangue Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um filme divertido que acalenta o coração, com algumas falhas apressadas, mas que não impedem que seja uma experiência agradável e memorável. &#8211;</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<p><figure id="attachment_33136" aria-describedby="caption-attachment-33136" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33136" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-800x448.jpg" alt="Cena do filme Vidas Passadas. Na imagem, os personagens estão sentados em uma escadaria cinza e, ao fundo, vemos um carrossel, desfocado. Do lado esquerdo da foto, vemos um homem sul-coreano com cabelos pretos, e que veste uma camisa social azul. Do lado direito, vemos uma mulher coreana-americana com cabelos pretos lisos, na altura dos ombros. Ela veste uma camisa social branca com listras horizontais cinzas, uma calça cinza e um colar dourado. Uma de suas pernas está apoiada no degrau em que ela está sentada, assim como seus braços. Enquanto ele olha para a esquerda, ela olha para ele." width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-800x448.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-1024x574.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-768x430.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas.jpg 1119w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33136" class="wp-caption-text">“Se você deixa algo para trás, você ganha algo também” (Foto: A24)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Vidas Passadas (Past Lives)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Felizmente, ao menos uma vez por ano, o Cinema passa pelo momento em que uma nova estrela entra em cena. Isso aconteceu em 2022 com o célebre </span><a href="https://personaunesp.com.br/aftersun-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Aftersun</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Charlotte Wells, e em 2023 com o terno </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kA244xewjcI"><i><span style="font-weight: 400;">Vidas Passadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Celine Song. O longa acompanha a trajetória de dois amigos de infância ao longo dos anos através de reencontros e separações. É uma história melancólica e significativa sobre duas pessoas, as crianças que foram e os adultos que se tornaram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estreia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hsIU5nEKr3U"><span style="font-weight: 400;">Celine Song</span></a><span style="font-weight: 400;"> na direção vai além de qualquer expectativa ao passo que ela tece, com muita habilidade, uma vasta combinação de emoções que é, ao mesmo tempo, sutil e profundamente sincera. </span><a href="https://personaunesp.com.br/past-lives-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Past Lives</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (no original) é, em sua essência, uma ode ao amor que se esvai. Uma narrativa assombrada pelas milhares de possibilidades daquilo que nunca aconteceu, mas que, ainda assim, consegue enxergar a beleza e o valor do tempo e das lembranças. &#8211;</span><b> Raquel Freire</b></p>
<hr />
<p><figure id="attachment_33137" aria-describedby="caption-attachment-33137" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33137" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wonka.jpg" alt="Cena do filme Wonka. Na imagem temos Willy Wonka (Timothée Chalamet), um jovem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele veste uma camiseta listrada (branca e azul) de mangas longas e um lenço preto ao redor do pescoço. Ele está sentado enquanto conversa com um Oompa-Loompa (Hugh Grant), um ser místico laranja de porte pequeno. Ele está vestindo um conjunto roxo xadrez e um sapato de elfo na mesma tonalidade das roupas. Ambos estão em um quarto escuro, iluminado por algumas lâmpadas. No fundo é possível observar os ingredientes que o Willy Wonka utiliza para fazer os seus chocolates." width="736" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-33137" class="wp-caption-text">Sendo um sucesso de bilheteria, o musical alcançou 82% de aprovação da crítica especializada no Rotten Tomatoes (Foto: Warner Bros. Entertainment)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Wonka</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Revisitar o passado de uma personalidade tão marcante no universo cinematográfico pode ter seus desafios. Sendo um prequel de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Fantástica Fábrica de Chocolate </span></i><span style="font-weight: 400;">(1971), </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=otNh9bTjXWg"><i><span style="font-weight: 400;">Wonka</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta as primeiras aventuras de Willy</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">antes de se tornar o incrível chocolateiro metade mágico que conhecemos. Dos mesmos diretores de </span><i><span style="font-weight: 400;">Paddington</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2014), Paul King se dedicou em contar uma boa e açucarada história, mantendo a essência das outras adaptações, mas construindo uma narrativa nova e criativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição da obra não poupou em parecer exagerada – do enredo até os efeitos visuais permeia-se o fantástico, brincando com o imaginário e resgatando nosso lado sonhador. A cereja do bolo foi Timothée Chalamet como protagonista. O ator, além de </span><a href="https://open.spotify.com/album/2JVBfHtsTmDQin2kyV8FKO?si=BKeBATBVSJetZkl-dEXnSg"><span style="font-weight: 400;">cantar</span></a><span style="font-weight: 400;">, entregou um lado mais inocente e amigável do personagem, distanciando-se totalmente da imagem enigmática promovida por Tim Burton e executada por Johnny Depp em 2005. &#8211;</span><b> Ludmila Henrique </b></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>As Melhores Séries de 2023</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Mar 2024 20:37:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>2023 foi um ano e tanto para a Televisão. Com grandes estreias e adaptações que eclodiram, títulos importantes também nos deixaram com seus últimos episódios. No que diz respeito às premiações, o ano atípico ganhou mais uma reviravolta: o adiamento das cerimônias e produções em prol da justa greve que parou Hollywood. Tradicionalmente, o Persona &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As Melhores Séries de 2023"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_33058" aria-describedby="caption-attachment-33058" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33058" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33058" class="wp-caption-text">Com os mais diversos gêneros e formatos, as séries iluminaram o ano de 2023 (Arte: Aryadne Xavier/ Texto de abertura: Nathalia Tetzner)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2023 foi um ano e tanto para a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/televisao/"><span style="font-weight: 400;">Televisão</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com grandes estreias e adaptações que eclodiram, títulos importantes também nos deixaram com seus últimos episódios. No que diz respeito às premiações, o ano atípico ganhou mais uma reviravolta: o adiamento das cerimônias e produções em prol da </span><a href="https://personaunesp.com.br/greve-dos-roteiristas-artigo/"><span style="font-weight: 400;">justa greve</span></a><span style="font-weight: 400;"> que parou Hollywood. Tradicionalmente, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> preparou um compilado com as melhores séries.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as 51 séries selecionadas, </span><a href="https://personaunesp.com.br/succession-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lidera o número de menções (8) em primeiro lugar.  Logo depois, o apocalipse de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last Of Us</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(4) e a cozinha caótica de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (3) aparecem como destaque em meio às favoritas. Na batalha entre </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> assume a liderança absoluta com 16 aparições. Em sequência: </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/hbo-max/"><i><span style="font-weight: 400;">Max</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (7),  </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/amazon-prime-video/"><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(6), </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/apple-tv/"><i><span style="font-weight: 400;">AppleTV+</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/globoplay/"><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/disney/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(3), e</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/paramount/"><i><span style="font-weight: 400;">Paramount+</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A grande parte das produções são dos Estados Unidos, porém, alguns seriados brasileiros deram a cara por aqui com novelas e minisséries. Dentre elas, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cangaco-novo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cangaço Novo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elas Por Elas</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/vai-na-fe-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vai Na Fé</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nós sempre acompanhamos as principais premiações da Televisão, o que explica 19 dos títulos escolhidos terem sido indicados ao Emmy de 2023 como </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/jury-duty-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Jury Duty</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Ringers</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><i><span style="font-weight: 400;">realities</span></i><span style="font-weight: 400;"> roubaram a cena em 2023, seja tratando de moda, esporte, namoro ou sobrevivência. </span><i><span style="font-weight: 400;">Next In Fashion</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Casamento às Cegas: Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Batalha dos 100</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul’s Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> são alguns dos nomes bastante citados. </span><i><span style="font-weight: 400;">Spin-Offs</span></i><span style="font-weight: 400;"> também marcaram presença forte, como os derivados de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bridgerton-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bridgerton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/hora-de-aventura-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://personaunesp.com.br/rainha-charlotte-bridgerton-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rainha Charlotte</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Fionna &amp; Cake</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A nossa seleção conta com os mais diversos gêneros, com séries para a família toda como o heroísmo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minhas Aventuras com o Superman</span></i><span style="font-weight: 400;"> e outras um tanto quanto explícitas </span><i><span style="font-weight: 400;">à la </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Para além do adeus à família Roy, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Maravilhosa Sra. Maisel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/4a-temp-barry-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barry</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">vão deixar saudade. Abaixo você confere a lista mais que especial das melhores séries de 2023, escolhidas a dedo pela nossa Editoria e colaboradores.</span></p>
<p><span id="more-32993"></span></p>
<p><figure id="attachment_33007" aria-describedby="caption-attachment-33007" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33007" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image12.jpg" alt="Cena de A Batalha dos 100. Ao centro e em foco está Jan Eun Sil, uma mulher asiática de cabelos pretos; veste shorts e regata cinzas e há uma faixa roxa em seu pulso. Atrás dela estão alguns homens e uma mulher; todos com a mesma roupa que ela. A sua frente está uma escultura de gesso de seu torso." width="700" height="466" /><figcaption id="caption-attachment-33007" class="wp-caption-text">Jan Eun Sil levou sua equipe para os limites e além na Batalha dos 100 (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de A Batalha dos 100</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">100 pessoas em seu auge de preparo físico são colocadas em provas extremas de resistência para que se descubra qual tipo de corpo é o mais forte. </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/a-batalha-dos-100-2a-temporada-do-reality-show-coreano-estreia-em-marco/"><i><span style="font-weight: 400;">A Batalha dos 100</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/suga-road-to-d-day-critica/"><span style="font-weight: 400;">sul-coreano</span></a><span style="font-weight: 400;"> que foi lançado no início de 2023 e fez bastante sucesso. Os participantes têm variadas idades e portes físicos, e praticam diferentes esportes, sendo obrigados a trabalharem as suas vantagens a seu favor para chegarem à final e levarem o grande prêmio em dinheiro. Além das provas individuais, a batalha também tem provas em equipe, sendo necessário o desenvolvimento de estratégias para combinação de forças. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das principais coisas que fica clara na série é que nenhum perfil pode ser superestimado ou subestimado. Em alguns momentos do programa, mulheres e participantes menores foram julgados como mais fracos, mas tiveram diversas oportunidades de mostrar o bom uso de sua força física em conjunto com outras habilidades como agilidade e condicionamento. Dois destaques são Euddeum, a atleta que sobreviveu a uma prova intensa de eliminação, e </span><a href="https://www.instagram.com/sillllling/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Jan Eun Sil</span></a><span style="font-weight: 400;">, que liderou uma equipe inteira de azarões dando tudo de si. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade </b></p>
<hr />
<p><figure id="attachment_33034" aria-describedby="caption-attachment-33034" style="width: 1461px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33034" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38.jpg" alt="Cena da série A Diplomata. Kate Wyler (Keri Russell) e Hal Wyler (Rufus Sewell) estão em cima de uma carruagem. Ela é uma mulher branca e jovem, usando um vestido bege, está acenando para a câmera e sorrindo. Ele é um homem branco de meia idade, está usando um paletó preto, uma camisa branca e uma gravata prateada e tem um sorriso discreto." width="1461" height="834" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38.jpg 1461w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-800x457.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-1024x585.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-768x438.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-1200x685.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33034" class="wp-caption-text">Keri Russell é tão versátil na atuação quanto a sua personagem na diplomacia (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de A Diplomata (The Diplomat)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em tempos de guerra, aliás, guerras, no plural, séries sobre política internacional como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Yk2rR1EnIeY"><i><span style="font-weight: 400;">A Diplomata</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">devem ganhar destaque. Em meio a uma crise severa entre Reino Unido e Irã,  Kate Wyler, magistralmente interpretada por Keri Russell, é uma diplomata de carreira que acaba de ser nomeada embaixadora norte-americana em Londres. Em meio a conturbada relação com o nada modesto marido, Hal Wyler (Rufus Sewell), ela deve sintonizar as conexões assimétricas entre os EUA e o país europeu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O seriado de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cq7bLbwTqzk"><span style="font-weight: 400;">Debora Cahn</span></a><span style="font-weight: 400;"> trabalha com um enorme aprofundamento e desenvolvimento de personagens, a protagonista que sequer está acostumada a ser o centro das atenções tem que adaptar o seu estilo improvisado e versátil, a uma realidade formal e pomposa. Enquanto seu marido, um diplomata famoso, tem que se conformar a ficar em segundo plano. Além deles, personagens como o Premier Britânico (Rory Kinnear) enchem a série de diversos tons de personalidade, enriquecendo cada minuto de tela.  &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<p><figure id="attachment_33002" aria-describedby="caption-attachment-33002" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33002" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1.jpg" alt="Cena da série Ahsoka, Ahsoka Tano (Rosario Dawson) é uma mulher de pele laranja, e estruturas similares a cabelos brancos com listras azuis, seu rosto tem detalhes brancos e seus olhos são azuis, ela está em uma nave espacial." width="1210" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1.jpg 1210w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-800x360.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-1024x460.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-768x345.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-1200x540.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33002" class="wp-caption-text">Ahsoka Tano tem histórias a serem contadas sobre seu futuro e passado (Foto: Disney+)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de Ahsoka</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saga </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-despertar-da-forca-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está em boas mãos na direção do talentoso e apaixonado Dave </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-critica/"><span style="font-weight: 400;">Filoni</span></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ahsoka</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a prova de que criatividade e amor à obra fazem toda a diferença. A trama se passa após os eventos do último filme da trilogia original, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Retorno de Jedi</span></i><span style="font-weight: 400;">. O império galáctico foi derrotado, mas o temido Almirante Thrawn, personagem resgatado da animação dirigida por Filoni, </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars Rebels</span></i><span style="font-weight: 400;">, quer retornar para assumir o trono.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série tem como protagonista Ahsoka Tano (Rosario Dawson), a aprendiz de Anakin Skywalker que abandona a ordem dos cavaleiros Jedi para seguir seu próprio caminho. Junto dela, está outra personagem vinda das </span><a href="https://personaunesp.com.br/star-wars-visions-critica/"><span style="font-weight: 400;">animações</span></a><span style="font-weight: 400;">, Sabine Wren (Natasha Liu Bordizzo), uma jovem mandaloriana que busca reencontrar um grande amigo do passado. A primeira temporada da série traz um novo fôlego para a franquia se manter no futuro distante e a oportunidade do surgimento de novos fãs. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<p><figure id="attachment_33026" aria-describedby="caption-attachment-33026" style="width: 1325px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-33026 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303.png" alt="Candy Montgomery (Elizabeth Olsen) fala ao telefone, com uma expressão de preocupação e tristeza." width="1325" height="869" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303.png 1325w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-800x525.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-1024x672.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-768x504.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-1200x787.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33026" class="wp-caption-text">Amor e Morte entrega uma história complexa, envolvendo um assassinato brutal e a pergunta ‘O que motivou, de fato, tudo isso?’ (Foto: Max)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de Amor e Morte</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Nem todo sonho tem um final perfeito</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. Essa é a frase que aparece no pôster de </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Morte</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, de fato, ela resume aspectos intrínsecos da minissérie estrelada por Elizabeth Olsen como Candy Montgomery. Lançada em abril de 2023, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9Xe0P_ti6vg"><span style="font-weight: 400;">produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta a história do assassinato brutal de Betty Gore, em 1980, na tranquila cidade de Wylie, Texas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Betty, interpretada por Lily Rabe, é morta com 41 golpes de machado por sua amiga da igreja, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/elizabeth-olsen/"><span style="font-weight: 400;">Candy</span></a><span style="font-weight: 400;">, que também é amante de seu marido, Allan Gore (Jesse Plemons). A minissérie oferece ao espectador uma ótica crítica de todo o contexto dos personagens. Participantes dos assuntos da comunidade local, frequentadores da igreja e pessoas tão preocupadas com a imagem de suas famílias se encontram em um triângulo amoroso extraconjugal, que perdura por dois anos até acabar em um assassinato.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Morte</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui aspectos visuais interessantes e de acordo com a época como carros, roupas e referências, a exemplo da cena em que Candy e seu marido, Pat Montgomery (Patrick Fugit), assistem ao filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=THd96gHV7Tg"><i><span style="font-weight: 400;">Grease</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1978) no cinema com seus filhos.&#8221;</span><i><span style="font-weight: 400;">Nem todo sonho tem um final perfeito</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;; assim como o ‘caso’ de Candy e Allan, e  as tentativas de Betty de conceber um segundo filho. &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<p><figure id="attachment_33022" aria-describedby="caption-attachment-33022" style="width: 854px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33022" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27.jpg" alt="Cena da série And Just Like That…. Na imagem temos Aidan Shaw (John Corbett), um homem adulto, branco, de cabelo castanho claro comprido, vestindo uma jaqueta de couro preta. Ao seu lado está Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), uma mulher adulta, branca, de cabelo loiro comprido. Ela está vestindo um sobretudo branco e segurando uma bolsa verde pequena. Eles estão se abraçando e ao fundo temos a paisagem do centro de Nova York." width="854" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27.jpg 854w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33022" class="wp-caption-text">Seguindo a rotina de Carrie em Nova York, a terceira temporada de And Just Like That foi confirmada pela Max (Foto: Max)</figcaption></figure></p>
<p><b>2ª temporada de And Just Like That…</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ano se passou desde o incidente na vida de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker). A melancolia marcada pelo luto, fixada em quase toda a primeira temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cNt8xw3aO5s"><i><span style="font-weight: 400;">And Just Like That…</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não é mais avassaladora. A dor não foi deixada totalmente, mas novos ares surgiram, assim como novas roupas, amores e histórias para contar. Tal como o velho ditado, depois da tempestade, sempre vem a calmaria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta fase do seriado, acompanhamos uma protagonista determinada em retornar aos eixos. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nFLFvbtt3sA"><span style="font-weight: 400;">Bradshaw</span></a><span style="font-weight: 400;"> emprega seu sentimento no papel e regressa novamente à Literatura, escrevendo seu novo livro sobre perda, algo que ela precisava fazer por ela mesma e também para outras mulheres passando pela mesma condição. Ensinamentos abordados pelo destino e que devem ser enfrentados para seguir uma perspectiva diferente. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<p><figure id="attachment_33044" aria-describedby="caption-attachment-33044" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33044" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49.jpg" alt="Cena da série A Queda da Casa de Usher. Do canto direito à metade da imagem, há um corvo preto em pleno voo. Abaixo dele, há uma menina negra de cabelos pretos, longos e cacheados morta, deitada sobre um tapete de mosaicos beges. Ao seu lado, há um homem idoso e branco, de cabelos brancos, curtos e lisos, ajoelhado. Ele veste pijama azul claro sobreposto por um roupão cinza, além de olhar para o corvo com tristeza." width="1920" height="790" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-800x329.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-1024x421.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-768x316.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-1536x632.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-1200x494.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33044" class="wp-caption-text">Um enigmático corvo ronda recortes simbólicos da trama, que é largamente inspirada na literatura de Poe (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>A Queda da Casa de Usher </b><b> </b><b>(The Fall of the House of Usher)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dos </span><i><span style="font-weight: 400;">slashers</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos </span><i><span style="font-weight: 400;">thrillers</span></i><span style="font-weight: 400;">, construir qualquer peça bem executada de Terror requer material, estratégia e trabalhadores experientes. ‘Pau para toda obra’ por excelência, Mike Flanagan gerou seu último projeto em parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> revisitando a arquitetura do gênero assim, como quem edifica uma casa, mas deixando o suprassumo criativo nos escombros que encontramos durante a derrocada de uma dinastia farmacêutica cruel e fascinante. Na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8F56weVOYVg"><span style="font-weight: 400;">série limitada</span></a><span style="font-weight: 400;"> (apenas no formato), cada membro da bilionária família Usher ganha um fim trágico – e conectado ao lado mais nefasto de si mesmos – diretamente da personificação da Morte, papel inesquecível de Carla Gugino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recheado de rostos veteranos nas mãos de Flanagan, o desfile de túmulos arranha de leve a </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/epidemia-dos-opioides-ganha-retratos-contundentes-em-series-e-filmes"><span style="font-weight: 400;">crise dos opioides</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o pretexto de ‘ódio aos ricos’, empilhando firmemente os tijolos da roteirização na catástrofe humana como um todo. No telhado da produção, criações de </span><a href="https://macabra.tv/as-referencias-do-universo-de-poe-na-serie-a-queda-da-casa-de-usher-de-mike-flanagan/"><span style="font-weight: 400;">Edgar Allan Poe</span></a><span style="font-weight: 400;"> servem de referência e ainda adquirem releituras. Pelas paredes, a beleza da cinematografia de Michael Fimognari e a magnitude da edição de Brett Bachman fazem de fantasmas, vidros estilhaçados e garras de gatos assassinos inevitáveis para vícios que consomem a alma aos poucos. Ao fim, o chão rompido pela brutalidade – e pelo público, boquiaberto –, é a prova de que estamos diante de uma das melhores confabulações sangrentas do </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudum</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
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<p><figure id="attachment_32996" aria-describedby="caption-attachment-32996" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32996" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-13.jpg" alt="Cena da minissérie As Pequenas Coisas da Vida. À esquerda, é possível ver a atriz Kathryn Hahn, que faz a personagem Clare Pierce. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos, e está deitada, coberta por uma colcha verde. À direita, é possível ver a atriz Tanzyn Crawford, que faz a personagem Rae Kincade. Ela é uma mulher negra, de cabelos pretos e olhos castanhos, e está deitada, coberta por uma colcha xadrez laranja, verde e marrom. As duas personagens estão deitadas em um gramado, sobre um cobertor bege." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-13.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-13-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32996" class="wp-caption-text">As relações entre mães e filhas são exploradas durante As Pequenas Coisas da Vida (Foto: Star+)</figcaption></figure></p>
<p><b>As Pequenas Coisas da Vida (Tiny Beautiful Things)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-pequenas-coisas-da-vida-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">As Pequenas Coisas da Vida</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conhecemos a história de Clare Pierce (Kathryn Hahn), uma escritora que não conseguiu fazer sua carreira decolar. Repleta de emoção e sentimentos, a minissérie mostra os vários conflitos de uma família norte-americana. </span><i><span style="font-weight: 400;">Tiny Beautiful Things</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) foi feita pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Hello Sunshine</span></i><span style="font-weight: 400;"> – a produtora cinematográfica e televisiva criada por Reese Witherspoon, que tem como marca contar histórias sobre personagens femininas –, e trouxe, mais uma vez, uma narrativa focada em uma mulher que, ao mesmo tempo, é mãe, esposa, filha e autora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada no livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Pequenas delicadezas: Conselhos sobre o amor e a vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Cheryl Strayed, a coletânea de oito episódios foi indicada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2023</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela atuação da protagonista e de Merrit Wever, que interpreta a mãe de Clare. Cheia de momentos singelos e significativos, </span><i><span style="font-weight: 400;">As Pequenas Coisas da Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra do que a vida é composta: afinal, o passado afeta o presente que, por sua vez, abala o futuro. &#8211; </span><b>Laura Hirata-Vale</b></p>
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<p><figure id="attachment_33038" aria-describedby="caption-attachment-33038" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33038" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image40.png" alt="À esquerda, Sally Reed e a direita, Barry. O casal está sentado à mesa de jantar, olhando para frente com expressões vazias. Sally está usando uma peruca de cor castanha e Barry um óculos junto a sua barba rala e grisalha." width="620" height="420" /><figcaption id="caption-attachment-33038" class="wp-caption-text">Em sua última temporada, Barry confronta sua própria imoralidade (Foto: Max)</figcaption></figure></p>
<p><b>4ª temporada de Barry</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após cinco anos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/4a-temp-barry-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barry</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chega ao fim em uma nota fria, dura e irônica. A última temporada encaminha a história ao seu desfecho confrontando as questões morais que foram levantadas pela série até então. A narrativa consegue manter o ritmo acelerado que conversa com a urgência dos acontecimentos e tomar decisões ousadas a fim de firmar as mensagens que a obra quer passar. Os personagens são enfim colocados diante das consequências das suas ações, com muito poucos exemplos de redenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seus momentos finais a consolidam como uma das melhores produções de Televisão dos anos recentes. </span><a href="https://www.vogue.com/article/barry-season-four-bill-hader-interview"><span style="font-weight: 400;">Bill Hader</span></a><span style="font-weight: 400;"> provou vez após vez ter o domínio da narrativa ao transitar da Comédia à tragédia com tanta naturalidade. O ator e diretor se arrisca mais e aproxima sua direção ao surrealismo, de modo imersivo para a experiência da audiência. A quarta temporada é mais introspectiva e leva um tom mais sério do que as demais, ainda assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Barry </span></i><span style="font-weight: 400;">nunca perde o humor, em grande parte graças ao elenco infinitamente talentoso, capaz de balancear o dramático e o cômico, às vezes, com sutis mudanças de expressão ou intonação e também às articulações visuais conquistadas por trás da câmera. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<p><figure id="attachment_33019" aria-describedby="caption-attachment-33019" style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33019" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image24.jpg" alt="Cena de Caleidoscópio. Em um quadro branco, há planejamentos do roubo com escritas em caneta de diversas cores. Leo Pap (Giancarlo Esposito) se encontra à frente do quadro. Ele é um homem negro, em torno de 50 anos, com cabelo curto, cacheado e grisalho e também com um cavanhaque. Utiliza uma blusa preta de gola alta e manga e tem um relógio em seu punho esquerdo." width="764" height="401" /><figcaption id="caption-attachment-33019" class="wp-caption-text">A série é uma ótima opção pra quem gosta de de poder escolher como quer assistir (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de Caleidoscópio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> no início do ano de 2023, </span><i><span style="font-weight: 400;">Caleidoscópio</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma minissérie com oito episódios inspirada na história de um roubo de sete bilhões de dólares durante o furacão Sandy em 2012. Assim como funciona um caleidoscópio – a medida em que gira, as formas são diferentes, mas a essência não –, a série permite que seus primeiros capítulos sejam assistidos de forma aleatória. Cada episódio parte de um período antes ou depois do assalto, o que pode </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2023/01/caleidoscopio-qual-a-melhor-ordem-para-assistir-veja-5-opcoes-diferentes-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">influenciar diretamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> na experiência do telespectador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo como um dos diretores José Padilha, o protagonista Leo Pap, interpretado por Giancarlo Esposito, é quem inicia toda essa jornada, porém, da maneira como cada usuário assiste, a história pode ser interpretada de formas diferentes até o </span><i><span style="font-weight: 400;">grand finale</span></i><span style="font-weight: 400;"> do último episódio, Título do Episódio. Com um ótimo elenco – Tati Gabrielle, Paz Vega, entre outros –, as relações das personagens entre si, em geral, são os maiores destaques de </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2023/01/conheca-caleidoscopio-serie-da-netflix-que-brinca-com-a-ordem-dos-episodios-streaming.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Caleidoscópio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<p><figure id="attachment_33010" aria-describedby="caption-attachment-33010" style="width: 679px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33010" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image15.jpg" alt="Cena da série Cangaço Novo. Três personagens aparecem centralizados e se abraçando. Todos sorriem. À esquerda, está Dilvânia, uma mulher negra de cabelo curto preto. Ela está usando uma blusa amarela de manga comprida e está segurando, com a mão direita, o braço da personagem Dinorah que envolve Dilvânia. Dinorah aparece no meio dos dois personagens. Ela é uma mulher negra de cabelo longo preto e está usando uma regata rosa. À direita, está Ubaldo. Ele é um homem branco de cabelo raspado e está usando uma camiseta bege." width="679" height="366" /><figcaption id="caption-attachment-33010" class="wp-caption-text">Cangaço Novo é a decolonialidade em forma de perseguições de carro e brigas sangrentas (Foto: Prime Video)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de Cangaço Novo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma boa história está, na maioria das vezes, atrelada à chegada de um interiorano na metrópole. Ubaldo Vaqueiro (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1QUkwxUR4Uw"><span style="font-weight: 400;">Allan Souza</span></a><span style="font-weight: 400;">) deixou o interior do Ceará quando menino e partiu em direção à São Paulo, cuja monotonicidade cotidiana capitalista paira sobre o ar mais do que dióxido de carbono. Seu trabalho fracassado em um banco, somado à hospitalização de seu pai, criam o terreno perfeito para uma mudança drástica de vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ubaldo troca o asfalto da capital paulista pelas estradas de terra do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ke1DzNSa6qA"><span style="font-weight: 400;">Sertão</span></a><span style="font-weight: 400;"> que levantam não só poeira, como também o astral dos acostumados a seguir uma vida regrada e típica da massificação. Ademais, o ex-bancário se torna uma espécie de Robin Hood cangaceiro, já que, ao ser envolvido em uma quadrilha, introduz uma abordagem mais segura e limpa nos assaltos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">O2 Filmes</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cangaco-novo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cangaço Novo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">questiona se a transformação do oprimido em opressor seria, de fato, um problema. Em outros termos, a série brasileira desafia a divisão caduca entre bem e mal, além de explorar com valentia as </span><a href="https://www.folhape.com.br/colunistas/uma-serie-de-coisas/a-complexa-narrativa-de-cangaco-novo-em-uma-das-melhores-series-nacionais-do-ano/39538/"><span style="font-weight: 400;">tortuosidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos comportamentos de seus personagens. A partir de uma violência brutal e de sequências frenéticas de ação, a obra representa a Hollywood</span> <span style="font-weight: 400;">que deu certo. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
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<p><figure id="attachment_33012" aria-describedby="caption-attachment-33012" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33012" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17.jpg" alt="Cena de Carol e o Fim do Mundo. Na imagem, vemos a protagonista Carol, uma mulher branca de cabelos castanhos, numa moto usando um casaco roxo, um vestido azul com flores roxas e amarelas e um tênis branco. No centro da imagem, é possível ver a personagem novamente, mas num tom translúcido, olhando para a direção contrária. No fundo, existem montanhas e árvores esverdeadas." width="1280" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-1200x633.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33012" class="wp-caption-text">O equilíbrio entre o hedonismo e existencialismo é presente no cotidiano de Carol Kohl (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>Carol e o Fim do Mundo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo está prestes a acabar e, em meio a esta crise pré-apocalíptica, boa parte da população decide aproveitar os seus últimos meses vivenciando tudo aquilo que ainda não foi feito, diferente de Carol Kohl, uma mulher de meia-idade que deseja apenas voltar a uma rotina banal e previsível. A premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Carol e o Fim do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">, criada por </span><a href="https://movieweb.com/dan-guterman-carol-end-of-the-world-interview/"><span style="font-weight: 400;">Dan Guterman</span></a><span style="font-weight: 400;">, questiona de forma irônica noções como a vida, a morte e as conexões humanas.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos poucos episódios, a construção dos personagens é </span><a href="https://www.cbr.com/carol-the-end-of-the-world-dan-guterman-interview/"><span style="font-weight: 400;">complexa</span></a><span style="font-weight: 400;">, na qual até mesmo aqueles que são secundários são bem desenvolvidos, proporcionando uma visão diversificada de como diferentes pessoas reagiriam a um mesmo cenário. O humor sutil e a narrativa envolvente oferecem ao espectador uma comovente forma de entretenimento indo além do convencional. &#8211; </span><b>Rebecca Ramos</b></p>
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<p><figure id="attachment_33032" aria-describedby="caption-attachment-33032" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33032" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29.png" alt="Da esquerda para direita: Karen Bacic, Valmir Reis, Renan Justino, Ágata Moura, Klebber Toledo, Camila Queiroz, Maria Carolina Caporusso, Menandro Rosa, Daniela Silva, Daniel Manzoni, Bianca Sessa e Jarbas Andrade. 3ª temporada de Casamento às Cegas: Brasil." width="1200" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29-768x576.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33032" class="wp-caption-text">A terceira temporada do reality foi dividida em três fases de lançamento, mexendo com a ansiedade do público, e contou ainda com um episódio de reencontro transmitido ao vivo que deu o que falar (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>3ª temporada de Casamento às Cegas: Brasil</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa talvez foi uma das temporadas com mais fofocas e polêmicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Casamento às Cegas Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">. Lançada em junho de 2023, a terceira temporada do </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;">, apresentado pelo </span><a href="https://www.theguardian.com/culture/2020/sep/27/two-is-the-magic-number-why-are-we-fascinated-with-power-couples"><i><span style="font-weight: 400;">power couple</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> Camila Queiroz e Klebber Toledo, deu ao espectador desde o início o melhor em babados, com participantes de personalidade forte e disputas por pretendentes. Para quem gosta de misturar um pouco de futilidade com discussões sobre relacionamentos e amor, vale a pena assistir e se deliciar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na fase das cabines, um dos destaques foi o participante Valmir Reis, que deixou uma marca negativa, de ‘mulherengo’, ‘jogador’ e se envolveu em duas ‘tretas’ diferentes com </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/apos-pedir-karen-em-casamento-italo-tem-podres-expostos-na-web"><span style="font-weight: 400;">Italo Antonelli</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Menandro Rosa – tudo por disputa de participantes, armando verdadeiros triângulos amorosos. Ah, e não foi só nessa fase que Valmir se destacou (negativamente), mas ao longo do reality a sua relação com seu par (Karen Bacic) também foi questionável, com o público e a participante sentindo que foi escolhida como segunda opção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas outras fases do </span><a href="https://personaunesp.com.br/casamento-as-cegas-3a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">programa</span></a><span style="font-weight: 400;">, é possível notar o desenvolvimento dos casais, enfrentando problemas do dia a dia, aproximando o público dos dramas e fofocas que acontecem até mesmo entre o grupo formado pelos seis casais. Como no caso das crises entre Ágata Moura e Renan Justino por conta de inseguranças e ciúmes, ou pelo mau-estar constante entre Maria Carolina Caporusso e Valmir Reis – que teve interesse na participante na fase das cabines. </span><b>&#8211; Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<p><figure id="attachment_33039" aria-describedby="caption-attachment-33039" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33039" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41.jpg" alt="Cena de Fellow Travelers. Tim e Hawkins, interpretados, respectivamente, por Jonathan Bailey e Matt Bomer, estão sentados na areia de uma praia. Ambos vestem calças sociais cinzas e camisetas sociais brancas, com as barras e mangas dobradas até as panturrilhas e cotovelos. Tim, à direita, está descalço e senta com as mãos apoiadas na areia atrás de si. Hawkins, à esquerda, está calçado, mantendo as mão próximas uma da outra e para frente de seu corpo. Ele olha para Tim, que encara o ambiente à sua frente por trás dos óculos de sol. Atrás dos dois há um grande tronco de árvore e algumas moitas." width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41.jpg 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-1200x676.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33039" class="wp-caption-text">Um amor proibido em um tempo de caos, esse é o retrato de Fellow Travelers (Foto: Paramount+)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de Companheiros Viajantes</b><b> (</b><b>Fellow Travelers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos, 1950. No ápice do </span><a href="https://oglobo.globo.com/opiniao/artigo-terror-colorido-24433466"><span style="font-weight: 400;">Terror Lilás</span></a><span style="font-weight: 400;"> dois jovens se apaixonam. Assim se constrói a trama de Tim Laughlin (Jonathan Bailey) e Hawkins Fuller (Matt Bomer) roteirizada por Ron Nyswaner. Em um misto de drama, romance, história e muita emoção, a narrativa cresce cautelosa, pouco a pouco no decorrer dos oito episódios, mesclando o passado e o presente de uma vida de desejos, desafios e inseguranças. O retrato da paixão </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.uol.com.br/play/colunas/uol-play/2024/01/04/fellow-travelers-e-um-romance-dos-eua-na-decada-de-50.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Fellow Travelers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, apesar de intenso e realista, cuidadoso e delicado e aponta as dificuldades de vivência durante o </span><a href="https://www.portaldoholanda.com.br/arte-e-cultura/companheiros-de-viagem-mostra-perseguicao-gays-em-meio-caca-comunistas"><span style="font-weight: 400;">macarthismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> com responsabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem diria que misturar amor, companheirismo e política seria uma das receitas para o sucesso? É possível assistir à produção sem perceber o tempo passar, pois os </span><a href="https://www.paramountplus.com/br/shows/fellow-travelers/"><span style="font-weight: 400;">episódios</span></a><span style="font-weight: 400;"> fluem pela tela com as escolhas de direção de Daniel Minahan, Destiny Ekaragha, James Kent e Uta Briesewitz. Muito bem aceita pelo público, a minissérie conta com um final que possibilita o desenvolvimento de mais uma temporada, ainda que seja apenas para colocar </span><a href="https://maxima.uol.com.br/noticias/lgbt/ator-de-bridgerton-jonathan-bailey-sobre-homossexualidade-desde-os-11-anos.phtml"><span style="font-weight: 400;">Bailey</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ator-matt-bomer-ouviu-de-produtor-que-nao-seria-protagonista-por-ser-gay/"><span style="font-weight: 400;">Bomer</span></a><span style="font-weight: 400;"> lado a lado, novamente fisgando a todos com sua química fantástica. </span><b>– Gabriela Bita</b></p>
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<p><figure id="attachment_33014" aria-describedby="caption-attachment-33014" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33014" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19.jpg" alt="A imagem mostra um senhor, de pele negra, cabelos espalhados em todas as direções que causa um ar de bagunçado, com um cavanhaque grande e preenchido sendo grisalhos, olhos num tom amarelo-dourado e que veste uma camisa marrom aberta sob uma regata branca. Ele olha fixamente para algo em sua frente e está sentado sob uma cadeira de rodas, tendo uma pessoa que segura o apoio atrás de sua cadeira. Ele se encontra em um salão." width="1999" height="1081" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-1536x831.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-1200x649.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33014" class="wp-caption-text">A continuação da série nacional de 2021 trás novos personagens, uma expansão no roteiro e novos ‘furos’ para comentar – ou talvez preencher em futuros episódios (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>2ª temporada de Cidade Invisível</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2021, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe um projeto ousado e interessante: uma série nacional sobre o </span><a href="https://www.unifebe.edu.br/site/blog/folclore-brasileiro-historia-do-pais-alem-das-lendas-urbanas/"><span style="font-weight: 400;">Folclore Brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na prática, mesmo apresentando personagens como Cuca, Curupira, Saci e Boto-cor-de-rosa, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cidade-invisivel-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cidade Invisível</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se mostrava muito mais interessada em usar todo o enredo como peças para contar a história de Eric Alves (Marco Pigossi), policial ambiental e personagem principal. </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/fefito/2021/02/18/cidade-invisivel-da-netflix-e-alvo-de-criticas-por-ativistas-indigenas.htm#:~:text=Os%20cr%C3%ADticos%20ao%20seriado%20s%C3%A3o,um%20policial%20e%20a%20Cuca."><span style="font-weight: 400;">Após muitas críticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre a falta de tato ao não escalar profissionais indígenas em número suficiente para a grandiosidade do projeto e o flerte com a apropriação cultural, o seriado retornou para sua segunda temporada focado em criar sua identidade e honrar aquilo que há de mais brasileiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na nova leva de cinco episódios, o telespectador é apresentado a novas entidades de um modo muito mais direto, com enfoque no norte do país, e toque em pontos de exploração ambiental. Em um cenário novo e com uma nova problemática, o produto surpreende ao trazer uma perspectiva diferente. Com atuações extraordinárias de Letícia Spiller e Zahy Guajajara, o elenco acerta ao abraçar a diversidade, mas deixa uma história já curta com algumas falhas. Resta esperar então uma terceira temporada, sabendo que ainda existe muito a explorar no conteúdo e a recepção </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/cidade-invisivel-2-crava-vaga-no-top-mundial-da-netflix-veja-os-numeros"><span style="font-weight: 400;">segue em alta</span></a><b>. &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<p><figure id="attachment_32997" aria-describedby="caption-attachment-32997" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32997" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18.png" alt="Cena da série ambientada em um estúdio de gravação, com vários fios de instrumentos, incluindo um piano, uma bateria e microfones. Da esquerda para a direita temos os integrantes da banda, Eddie, usando uma camisa branca florida e calça jeans, Karen Sirko, com uma jaqueta preta, mais à frente temos Billy Dune segurando uma guitarra e com um microfone em sua frente, olhando para Daisy Jones, usando um casaco de pele marrom e também o olhando. À direita, mais ao fundo, Graham Dunne está vestindo uma camisa branca, calça jeans e segurando uma guitarra." width="1999" height="1331" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-768x511.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-1536x1023.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-1200x799.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32997" class="wp-caption-text">Em Daisy Jones &amp; The Six, descobrimos que nada é mais intenso do que a batalha de ego entre duas estrelas do rock (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de Daisy Jones &amp; the Six</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ser uma estrela do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">no auge da década de 1970 era uma experiência inebriante, mas também caótica e complexa. A série </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> captura essa dualidade em certo nível, retratando a glória efêmera da fama, a adrenalina dos </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> lotados e o lado obscuro do sucesso, permeado por vícios e excessos. Nessa história, Daisy Jones (Riley Keough), uma cantora em ascensão </span><i><span style="font-weight: 400;">a là</span></i> <a href="https://www.tiktok.com/@ritalee_oficial/video/7206413279667817733"><span style="font-weight: 400;">Rita Lee</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Stevie Nicks, e Billy Dunne (Sam Claflin), vocalista da banda </span><i><span style="font-weight: 400;">The Six</span></i><span style="font-weight: 400;">, mergulham em um universo onde a euforia se entrelaça com o drama e a busca pela individualidade se confronta com as expectativas da indústria musical.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada no </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> homônimo de Taylor Jenkins Reid, </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou em 2023, na plataforma de streaming </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançando seus dez episódios semanalmente. Com a inspiração principal sendo a banda Fleetwood Mac e a tumultuada história do álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/40-anos-rumours-fleetwood-mac/"><i><span style="font-weight: 400;">Rumours</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 1977, a série conquistou 69% de aprovação dos críticos no site </span><a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/daisy_jones_and_the_six"><i><span style="font-weight: 400;">Rotten Tomatoes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, a produção também impulsionou o lançamento do álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">folk-rock</span></i> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4ouqACcnzsOvtUlnj5abyo?si=jaUZc80LTsyMhxtejO6Wow"><i><span style="font-weight: 400;">Aurora</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma coleção de algumas das músicas presentes na trama, que já acumula mais de 200 milhões de </span><i><span style="font-weight: 400;">streams </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como adaptação, a série </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta um saldo positivo. A ambientação é muito bem feita, assim como a trama central do triângulo amoroso entre Daisy, Billy e Camila (Camila Morrone), que se destaca pela atuação de Morrone. A série também acerta ao aprofundar a história de Simone Jackson (Nabiyah Be), enriquecendo a narrativa original, apesar de algumas tramas secundárias, como as de Karen Sirko (</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6TT7B4MigCJCc0tqKYEpZC?si=2f9ce72120a54baf"><span style="font-weight: 400;">Suki Waterhouse</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Graham Dunne (Will Harrison), ficarem menos exploradas. No geral, apesar de algumas mudanças em relação à história do livro terem explicações superficiais e a abordagem sobre o cenário do álcool e das drogas ser suavizada, a produção se destaca como um trabalho redondo e coeso em sua própria individualidade. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<p><figure id="attachment_33056" aria-describedby="caption-attachment-33056" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33056" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-800x450.jpeg" alt="Cena da novela Elas por Elas. Na imagem está a personagem Helena com cara de chocada, ela é uma mulher branca de cabelos marrons acobreados ondulados. Está vestindo uma camiseta marrom e uma blusa verde militar." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-1200x675.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33056" class="wp-caption-text">Elas por Elas é o remake da novela homônima de 1982 (Foto: Globoplay)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de Elas Por Elas</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Elas por Elas</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou em Setembro de 2023 como folhetim das 18h na programação da Globo. Sob a direção de Amora Mautner, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> propõe uma narrativa com mudanças substanciais em comparação a versão original, que marca a estreia de </span><a href="https://revistaquem.globo.com/entretenimento/tv-e-novelas/elas-por-elas/noticia/2023/09/cassio-gabus-mendes-volta-a-novela-elas-por-elas-apos-41-anos-nunca-imaginei-que-fosse-acontecer.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Cassiano Gabus Mendes</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas telas. Desta vez, o ator retorna para o elenco, a trama é ambientada no Rio de Janeiro e as problemáticas abordadas são tão atuais como o cotidiano de seus novos espectadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mantendo o humor característico do horário televisivo, personagens como </span><a href="https://globoplay.globo.com/v/11978544/"><span style="font-weight: 400;">Mario Fofoca</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Lázaro Ramos) entregam piadas pertinentes e leveza. Além disso, os elementos e temáticas adicionados, o que vislumbramos com a adoção, protagonismo trans e representatividade em geral, são banhados em suavidade, mas não perdem importância e são levados com consistência. Assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elas por Elas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o tipo de regravação que vale a pena, já que mantém essenciais sem precisar ser igual a sua antecessora. </span><b>– Jamily Rigonatto</b><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
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<p><figure id="attachment_33011" aria-describedby="caption-attachment-33011" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33011" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16.jpg" alt="Cena da série Enxame. Nela, a protagonista Dre olha e coloca a mão, admirada, no pôster de uma cantora fictícia chamada Ni’Jah. O pôster é de uma foto da cantora e contém os dados de sua turnê. Dre é preta, tem cabelos liso preto metade preso em um penteado e usa uma camisa colorida vintage. A foto tem cores mais frias e puxadas para o verde, além do granulado como efeito mais retrô." width="1500" height="1001" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33011" class="wp-caption-text">A filha de Barack Obama, Malia Obama, faz parte da equipe de roteiristas de Enxame (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de Enxame (Swarm)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até onde um fã vai pelo seu ídolo? Guiado por essa frase, os criadores </span><a href="https://www.vulture.com/article/donald-glover-swarm-interview-dre-dominique-fishback.html"><span style="font-weight: 400;">Donald Glover</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Janine Nabers decidem sair do óbvio para entrarem em uma viagem longa dentro dos instintos mais selvagens de Dre (Dominique Fishback), uma protagonista excêntrica e completamente apaixonada por Ni’Jah (Nirine Brown). Nessa sátira, todas as </span><a href="https://elle.com.br/cultura/enxame-do-prime-video-retrata-obsessao-de-fa-por-diva-pop-inspirada-em-beyonce"><span style="font-weight: 400;">semelhanças não são meras coincidências</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a linha entre realidade, fantasia, idolatria e ficção se fundem em uma narrativa cheia de reviravoltas, paixão, sangue e </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/personagem-de-billie-eilish-em-enxame-foi-inspirada-em-lider-de-culto-que-existiu/"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um roteiro genial e usufruindo de referências muito inteligentes que servem um prato cheio para os amantes da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e das fofocas dos famosos, assistir </span><a href="https://personaunesp.com.br/enxame-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Enxame</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma verdadeira experiência. Aqui, independente do tamanho da colméia ou da quantidade de abelhas, Glover e Nabers provaram que não possuem medo das ferroadas. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<p><figure id="attachment_33055" aria-describedby="caption-attachment-33055" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33055" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-800x533.jpg" alt="Cena de Este Mundo Não Vai me Derrubar. Na imagem está o protagonista Zerocalcare. Ele é um homem branco de cabelos pretos curtos e um pouco calvo, veste uma camiseta preta com o desenho de uma caveira branca. A cena representa um interrogatório, por isso, há uma lâmpada apontada em seu rosto, que parece tenso. A animação tem tons sóbrios. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33055" class="wp-caption-text">Este Mundo Não Vai me Derrubar é a dose de melancolia animada que todo mundo precisa ver (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de Este Mundo Não Vai Me Derrubar</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Este Mundo Não Vai me Derrubar</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a segunda série que adapta os quadrinhos do cartunista italiano Zerocalcare. Desta vez, ao contrário do que vemos em </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-entrelinhas-pontilhadas-1a-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">Entrelinhas Pontilhadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o enredo foca em um evento que aconteceu no bairro periférico que Zero, o protagonista, vive desde a infância: uma tensão entre um grupo xenofóbico e nazista contra os novos moradores imigrantes que se mudaram para um dos prédios da região. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Envolvido por um interrogatório policial, o personagem mergulha em </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> que remontam a sua chegada até essa situação, o envolvimento com o caso dos vizinhos e as relações interpessoais e sociais do contexto. Novamente, mantém-se o humor mais que sarcástico e, principalmente, as reflexões profundas que inebriam até mesmo os telespectadores. Em nuvens acinzentadas de escolhas e retratos, </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/81662953"><i><span style="font-weight: 400;">Este Mundo Não Vai me Derrubar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um reflexo bem desenhado da vida. </span><b>– Jamily Rigonatto</b></p>
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<p><figure id="attachment_32999" aria-describedby="caption-attachment-32999" style="width: 888px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32999" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9.png" alt="O grupo de nove amigos (Ciro, Ruth, Ribeiro, Irene, Silvio, Álvaro, Neto, Célia e Norma) posa sorrindo em frente a um mural de flores brancas. Todos vestem trajes sociais e a personagem Célia, ao centro, está vestida de noiva e com uma tiara de coroa." width="888" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9.png 888w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32999" class="wp-caption-text">Fim foi um dos grandes sucessos de audiência do Globoplay em 2023 (Foto: Globoplay)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de</b> <b>Fim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Você já viu algo que vem da Fernanda Torres ser menos do que excelente? Criada e escrita pela própria, baseada em seu </span><a href="https://casavogue.globo.com/shopping/noticia/2023/11/fim-conheca-o-livro-de-fernanda-torres-que-deu-origem-a-serie.ghtml"><span style="font-weight: 400;">livro homônimo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fim</span></i><span style="font-weight: 400;"> não somente não podia ser diferente, como também supera expectativas. Além da trama cativante, acompanhada de uma ótima direção por Andrucha Waddington e Daniela Thomas, o elenco de peso conta com grandes nomes do audiovisual brasileiro, que entregam performances hipnotizantes, por vezes devastadoras. Entre os atores que compõem o grupo principal estão Marjorie Estiano, Fábio Assunção, Débora Falabella e Emílio Dantas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série contempla as </span><a href="https://youtu.be/YpbSQWMyAJo?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">fases da vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> e como as relações interpessoais se moldam e alteram com o passar do tempo. O enredo acompanha um grupo de amigos cariocas durante os grandes marcos da vida adulta – como casamentos, filhos, divórcios e doenças –, até a nossa única certeza: a morte; brincando com o passado e o presente ao contar essas histórias de forma não linear. Assim como a vida real, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fim</span></i><span style="font-weight: 400;"> é repleta de momentos para rir e para chorar. O espectador é levado a experienciar a passagem do tempo junto aos personagens, cada um inserido no caminho que traçou para si. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<p><figure id="attachment_33041" aria-describedby="caption-attachment-33041" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33041" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47.png" alt="Cena da Série Foundation. Ao centro está o ator Lee Pace, que interpreta o irmão Dia. Ele é um homem branco de meia idade. Está vestindo um colete trançado prata com transparência. Ao seu lado está Laura Birn, que interpreta a robô Demerzel. Ela é uma mulher branca, loira de meia idade com seus cabelos presos em um rabo de cavalo. Está usando um vestido com várias dobras simétricas e futuristas. Ao fundo está uma sala escura reflexiva onde passam raios de luz. Ambos estão em pé olhando para frente, sérios." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33041" class="wp-caption-text">Foundation é uma adaptação dos livros de Isaac Asimov (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure></p>
<p><b>2ª temporada de Foundation</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Foundation</span></i><span style="font-weight: 400;"> nasceu como uma obra ambiciosa e deslumbrante. Mas mesmo com </span><a href="https://www.agazeta.com.br/colunas/rafael-braz/fundacao-da-appletv-e-superproducao-com-grandes-ambicoes-0921"><span style="font-weight: 400;">investimentos milionários</span></a><span style="font-weight: 400;">, é preciso um pouco de loucura para aceitar o desafio de adaptar a complexidade espaço-temporal que </span><span style="font-weight: 400;">Isaac</span> <span style="font-weight: 400;">Asimov propôs em seus livros. E, com louvor, a Apple TV+ conseguiu novamente fazer com que a teoria e tecnologia sejam só ferramentas na narrativa, ofuscadas pelos enredos emocionantes e calorosos que os atores interpretam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saltando 100 anos à frente, a nova temporada mantém todo suspense e mistério do império galáctico regido pelos clones Cleon. Dificilmente imaginamos como novos personagens poderiam agregar à narrativa quando sequer puderam desenvolver os antigos. Entretanto, felizmente, tomam todo protagonismo e elevam os níveis nessa segunda etapa, deixando ânsia pelas </span><a href="https://pt.ign.com/foundation-1/133399/news/apple-tv-renova-foundation-para-3a-temporada"><span style="font-weight: 400;">consequências que virão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e preenchendo a falta que fizeram em sua estreia. – </span><b>Henrique Marinhos</b></p>
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<p><figure id="attachment_33040" aria-describedby="caption-attachment-33040" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33040" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46.jpg" alt="Cena da série Gen V. Nela, na esquerda, há Jordan, jovem não-binárie, amarele, de cabelos curtos, pretos e lisos. Elu usa uma corrente prateada, um moletom preto e calças pretas, além de carregar uma expressão de surpresa no rosto. Sua mão esquerda está posicionada sobre seu peito, segurando a mão de Marie, uma mulher jovem, negra, de cabelos longos e pretos, presos em tranças. Ela veste um cropped preto de mangas curtas e calças brancas com manchas pretas, além de esticar seu braço direito em direção ao peito de Jordan. Ao fundo, o pátio de uma universidade." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33040" class="wp-caption-text">Sucesso instantâneo de público e crítica, a primeira leva da série tem o brasileiro Marco Pigossi no elenco e potencial de sobra para aparecer entre os indicados ao Emmy 2024 (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de Gen V</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No vale dos super-heróis, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> se despediu de 2023 em grande estilo ao realizar o parto dos descendentes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=t8CDmXCKABE"><i><span style="font-weight: 400;">Gen V</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sangue, lágrimas e até ciência entram no roteiro para recepcionar a primeira geração de jovens patenteada pelo Composto V a ganhar voz e espaço nas telas. Ao longo de oito episódios niveladíssimos, o grupo de protagonistas não só lida com as consequências da descoberta da origem de seus poderes, como passa a construir sua posição tanto no jogo de interesses coordenado pela Vought Internacional quanto na selva de emoções, hormônios e mudanças típica da </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/reuters/2023/12/19/serie-spin-off-de-the-boys-investiga-mundo-sombrio-da-juventude-de-super-herois.htm"><span style="font-weight: 400;">adolescência</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desenvolvido pelo mesmo trio de criadores da série original, o </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/como-gen-v-conserta-x-men-de-the-boys/"><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pega emprestado o uso já conhecido de sarcasmo autocrítico e violência gráfica para potencializar seus conflitos – guardando as cartas na manga para certos subtextos. Enquanto faz seus efeitos especiais e trilha sonora coadjuvantes essenciais, a trama introduz ao universo momentos quase inéditos de delicadeza e sensibilidade, projetados por </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunners</span></i><span style="font-weight: 400;"> mulheres muito bem-vindas à equipe. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reunindo os destaques Jaz Sinclair, Emma Meyer e London Thor, o núcleo de atores também brilha em cada reviravolta da história, mas especialmente ao mergulhar em questões de gênero, etnia e sexualidade. Após unir o inesperado ao perverso, dialogando com diversos dramas contemporâneos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gen V</span></i><span style="font-weight: 400;"> não exala nenhuma prepotência juvenil ao deixar a rebeldia guiar sua humanidade e, assim, preparar a nova fase de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao lado de seu </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/-gen-v-roteiristas-prometem-reviravoltas-e-satiras-para-a-2-temporada-do-spin-off-de-the-boys/117467"><span style="font-weight: 400;">próprio futuro</span></a><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
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<p><figure id="attachment_33042" aria-describedby="caption-attachment-33042" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33042" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44.png" alt="Cena da série Gêmeas - Mórbida Semelhança. À esquerda, vemos uma mulher branca, com cabelo pretos lisos e longos, aparentando cerca de 40 anos, vestindo uma jaqueta preta com detalhes brancos. À direita, vemos uma mulher branca idêntica, com cabelo pretos lisos e longos, aparentando cerca de 40 anos, vestindo uma camisa vermelha. As duas estão à frente de um espelho, olhando suas próprias imagens." width="1500" height="746" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44.png 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-800x398.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-1024x509.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-768x382.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-1200x597.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33042" class="wp-caption-text">Uma Rachel Weisz é boa, duas é ainda melhor (Foto: Prime Video)</figcaption></figure></p>
<p><b>Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança (Dead Ringers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem todo filme precisa virar série, mas que bom que </span><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança </span></i><span style="font-weight: 400;">o fez: com </span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rachel Weisz</span></a><span style="font-weight: 400;"> em dobro, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> do longa de David Cronenberg muda o gênero dos protagonistas para tornar o </span><a href="https://personaunesp.com.br/titane-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">body horror</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ainda mais amedrontador. Ao invés de ginecologistas que dividem tudo, as irmãs Mantle (ambas interpretadas por Weisz) são obstetras obcecadas com revolucionar a gestação para mulheres, mesmo que isso signifique quebrar (muitas) regras no caminho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/globo-de-ouro/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e esnobada pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">pela sua performance dupla como Beverly e Elliot Mantle, Rachel Weisz alterna de papel tão facilmente quanto Tatiana Maslany fazia em </span><i><span style="font-weight: 400;">Orphan Black</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mesmo quando as gêmeas idênticas trocam de lugar, é impossível confundi-las tamanha personalidade que Weisz imprime em cada uma. Com um roteiro afiado e um desfecho de deixar qualquer um doido, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Ringers </span></i><span style="font-weight: 400;">(no original) é a exceção à regra dos </span><i><span style="font-weight: 400;">remakes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e engrandece a obra original. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<p><figure id="attachment_33008" aria-describedby="caption-attachment-33008" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33008" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13.jpg" alt="Ginny (Antonia Gentry) sentada no chão, no corredor da Wellsbury High School, ao lado de Marcus (Felix Mallard).]" width="1300" height="865" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-1200x798.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33008" class="wp-caption-text">Na segunda temporada de Ginny &amp; Georgia, vemos personagens mais maduros e reais, aproximando o público e provocando empatia (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>2ª temporada de Ginny&amp;Georgia</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabe uma daquelas séries que chamamos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3pKy7Ajy8O4"><i><span style="font-weight: 400;">guilty pleasure</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? Pois é, a primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ginny &amp; Georgia</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi basicamente isso. Cheia de dramas adolescentes bobos, mas que nos deixam curiosos para continuar assistindo a trama se desenrolar. Porém, a segunda temporada, lançada em 2023, mudou esse cenário e tornou a série mais madura e interessante – e sem serenatas aterrorizantes de sapateado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após as revelações que Ginny (</span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/veja-curiosidades-sobre-a-atriz-antonia-gentry-de-ginny-georgia/"><span style="font-weight: 400;">Antonia Gentry</span></a><span style="font-weight: 400;">) tem sobre o passado da mãe, Georgia (Brianne Howey), no fim da primeira temporada, vemos uma adolescente revoltada e sem amigos após uma briga que a afastou do grupo de sua escola. No entanto, diferente de sua versão infantil e dramática, na segunda temporada, a protagonista decide encarar as crises e até começa terapia com incentivo de seu pai, Zion (Nathan Mitchell).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como um todo, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/category/series/"><span style="font-weight: 400;">série</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece amadurecer: personagens falam abertamente sobre questões sérias, como discriminação racial, sexismo, saúde mental e problemas em estruturas familiares. E claro, as fofocas edificantes continuam, como a relação de Marcus (Felix Mallard) com Ginny; a amizade rachada de Maxine (Sara Waisglass), Norah (Chelsea Clark) e Hunter (Mason Temple) com Abby (Katie Douglas); e Ginny e as mentiras de Georgia se tornando cada vez mais elaboradas. &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<p><figure id="attachment_33037" aria-describedby="caption-attachment-33037" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33037" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43.jpg" alt="Cena da série Loki. Na imagem, Loki, interpretado por Tom Hiddleston, está olhando para frente, com os olhos marejados e o rosto melancólico. Ele é um homem adulto, de pele branca e olhos claros, cabelos no comprimento dos ombros e de cor escura. Está usando uma coroa na cabeça. A imagem está dando um close-up no rosto de Loki. O fundo é na cor verde escura e toda imagem tem um filtro esverdeado." width="1999" height="1100" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-800x440.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-1024x563.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-768x423.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-1536x845.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-1200x660.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33037" class="wp-caption-text">A segunda temporada de Loki é o fim do anti-herói na TVA (Foto: Disney+)</figcaption></figure></p>
<p><b>2ª temporada de Loki</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E quando o seu propósito é falhar ou a conquista não for celebrada? A </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><span style="font-weight: 400;">primeira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Loki </span></i><span style="font-weight: 400;">deu ao anti-herói favorito do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> um arco em que falhar (algo que ele sempre foi bom) era o melhor para o multiverso. Em uma história cheia de contradições; o deus da mentira lutou para trazer a verdade aos funcionários da </span><i><span style="font-weight: 400;">TVA</span></i><span style="font-weight: 400;">. Loki, o tirano, confrontou seres poderosos pela liberdade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o segundo ano da série garantiu que todas essas ideias continuassem a rodear o asgardiano e causasse uma mudança brutal. O final de Loki é o oposto do que o vilão de </span><a href="https://youtu.be/glF0zOoj_LA?si=AQK-vkJGOXcbz1c1"><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2012) um dia sonhou. O seriado também permite partir para uma tangente de ‘e se?’ e humanizar os conceitos do multiverso para além dos </span><i><span style="font-weight: 400;">fanservices</span></i><span style="font-weight: 400;">. As personagens querem testemunhar a vida que teriam se não tivessem escolhido o caminho ‘X’ ao invés de ‘Y’. A história dos dois ‘Lokis’ (o que morreu em </span><i><span style="font-weight: 400;">Guerra Infinita </span></i><span style="font-weight: 400;">e o da série) aponta o público para essa direção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos episódios do meio, o enredo traz a sensação de fazer rodeios; toma algumas decisões incoerentes que parecem acontecer de forma aleatória só para chegar no ponto desejado, porém a frenesia e o senso de urgência conseguem recuperar a atenção e finalizam </span><a href="https://youtu.be/wmlcMkj2H70?si=b2klttl2SEWOUvpG"><span style="font-weight: 400;">a melhor série do</span><i><span style="font-weight: 400;"> MCU</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com personagens queridos, uma direção de Arte de dar inveja e um glorioso propósito satisfatório.  &#8211; </span><b>Davi Marcelgo </b></p>
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<p><figure id="attachment_33027" aria-describedby="caption-attachment-33027" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33027" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32.png" alt="Cena da série ambientada em um quarto de hotel, em que à esquerda Charlie Spring, usando uma camiseta xadrez em tons vermelho/ rosa, segura com uma das mãos o pescoço de Nick Nelson, à direita, que usa uma camiseta amarela nas mangas e branca no meio. Os dois estão se olhando." width="1999" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-1536x768.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-1200x600.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33027" class="wp-caption-text">Nick e Charlie estão mais unidos do que nunca na 2ª temporada de Heartstopper (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>2ª temporada de Heartstopper</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua segunda temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper </span></i><span style="font-weight: 400;">retorna com a mesma dose de doçura e sensibilidade ao retratar a efervescência e as incertezas da adolescência, mas dessa vez, mergulhando em temas mais maduros. Charlie Spring (Joe Locke) e Nick Nelson (Kit Connor), após se conhecerem e se apaixonarem na </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">primeira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, agora se deparam com novos desafios. Baseada na história em quadrinhos homônima de Alice Oseman, que também assina como roteirista, a série estreou em agosto de 2023, se tornando uma das produções </span><a href="https://portalpopline.com.br/heartstopper-2o-lugar-parada-global-netflix/"><span style="font-weight: 400;">mais assistidas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ano da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">novo capítulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da vida dos personagens, Nick deseja fazer a difícil tarefa de assumir sua bissexualidade e seu relacionamento para sua família e amigos, enquanto Charlie, pressionado por si mesmo em ajudar o parceiro nesse processo, se vê confrontado com transtornos alimentares. Além disso, também acompanhamos outros dilemas: Elle Argent (Yasmin Finney) e Tao Xu (William Gao) navegam na tênue linha entre amizade e paixão, Darcy Olsson (Kizzy Edgell) enfrenta o preconceito familiar que impacta seu relacionamento com Tara Jones (Corinna Brown) e Isaac Henderson (Tobie Donovan) embarca em uma jornada de autodescoberta ao lidar com sua assexualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse maior aprofundamento dos personagens secundários na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=grAcIYmFN7Y"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> eleva a complexidade da série, tornando-se um dos seus pontos altos. Assim como, mesmo explorando temas mais maduros e sérios como aceitação, saúde mental e </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;"> não perde sua doçura característica e seu poder de aquecer o coração. A trama continua a ser uma luz para os mais jovens, oferecendo representatividade e esperança, enquanto também acolhe as gerações mais velhas que não tiveram a oportunidade de viver suas identidades livremente. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<p><figure id="attachment_32998" aria-describedby="caption-attachment-32998" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32998" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-12.jpg" alt="Cena de High School Musical: A Série: O Musical. Na imagem temos Ricky Bowen (Joshua Bassett), um jovem branco de cabelo cacheado. Ele está vestindo uma jaqueta jeans e segurando uma guitarra vermelha. Ao seu lado está Gina Porter (Sofia Wylie), uma jovem negra de pele clara, de cabelo liso preto amarrado em rabo de cavalo. Ela está vestindo um vestido tomara que caia na cor roxa. Ambos estão se olhando e o fundo atrás deles é tomado por uma cortina vermelha desfalcada." width="735" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-32998" class="wp-caption-text">Encerrando o espetáculo, os Wildcats dividiram o palco pela última vez (Foto: Disney+)</figcaption></figure></p>
<p><b>4ª temporada de High School Musical: A Série: O Musical (</b><b>High School Musical: The Musical: The Series) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão é, um novo ano, uma nova apresentação nos palcos de </span><i><span style="font-weight: 400;">East High</span></i><span style="font-weight: 400;">. Caracterizando o fim de uma era, a última temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=98aRiv_KLmw"><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical: A Série: O Musical</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, marca um encontro de gerações. Para os adoradores da trilogia de filmes, indica a oportunidade de rever alguns entes queridos nas telas do</span><i><span style="font-weight: 400;"> streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas para os aficionados da trama </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegou o momento de dizer adeus. Os episódios são divididos em dois arcos, sendo um desfecho memorável. Uma segue a nova adaptação da franquia de filmes no Cinema, enquanto a outra avança com a cronologia dos eventos no seriado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora essa conexão seja inovadora, a execução deixa a desejar. O roteiro demanda de muitos acontecimentos, ficando assustadoramente excessivo ao ponto de somente ganhar uma fluidez nos capítulos finais, quando uma narrativa se encerra e abre espaço para dar continuidade a outra. Mas, se alguém se destacou em meio a esse turbilhão, foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4c9kqrKydLA"><span style="font-weight: 400;">Sofia Wylie</span></a><span style="font-weight: 400;">. A intérprete de Gina Porter carregou consigo a graciosidade e a emoção da temporada, uma personagem que saiu de antagonista e despontou como uma das personalidades mais aclamadas de toda a série. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<p><figure id="attachment_33023" aria-describedby="caption-attachment-33023" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33023" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image28.jpg" alt="Cena da série Hora de Aventura: Fionna e Cake. Da direita para a esquerda temos o desenho de Gary Prince, um jovem completamente rosa, vestindo uma camisa de gola alta e um casaco em diferentes tons de rosa. Ao seu lado está Fionna Campbell, uma jovem branca, loira, com uma toca de coelhinho e vestindo uma jaqueta verde musgo. Ela está segurando sua gata Cake no colo. Cake tem pelos brancos e amarelos. Ao lado de Fionna está Marshall Lee, jovem negro, com penteado estilo drealocks, ele está vestindo uma camiseta azul e uma jaqueta de couro na cor preta. Por fim temos uma jovem branca, com cabelo alaranjado amarrado em rabo de cavalo, ela está vestindo uma camisa cinzenta. Eles estão no centro de uma cidade e todos estão olhando aterrorizados para o horizonte." width="736" height="431" /><figcaption id="caption-attachment-33023" class="wp-caption-text">A animação encerra o arco de Simon Petrikov e entrega uma jornada memorável (Foto: Max)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de Hora de Aventura: Fionna e Cake (Adventure Time: Fionna and Cake)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após os eventos finais de uma das maiores animações idealizadas pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Cartoon Network</span></i><span style="font-weight: 400;">, o mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura </span></i><span style="font-weight: 400;">se destaca na plataforma </span><i><span style="font-weight: 400;">Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> com o seu novo </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=94gpIscW0Mc"><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura: Fionna e Cake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, somos apresentados as versões alternativas de Finn e Jake, desenvolvidas na imaginação do antagonista Rei Gelado. Mantendo a identidade visual memorizada pelo público, as ilustrações não revelaram grandes mudanças da obra original, mas adotou tons mais claros que o habitual e abraçou referências clássicas do mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, como</span><i><span style="font-weight: 400;"> Sailor Moon</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1992) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Amigo Totoro </span></i><span style="font-weight: 400;">(1988). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo gira em torno de Fionna Campbell, uma jovem sentindo o tédio de uma vida monótona, enquanto sonha com um universo diferente do seu. Em um momento de desatenção, Campbell atravessa um portal que liga o seu mundo com a famigerada Terra de Ooo, onde conhece seu próprio criador, Simon Petrikov. Involuntariamente, a trama guarda um sentimento nostálgico. Menções claras de episódios de </span><a href="https://www.max.com/br/pt/shows/hora-de-aventura/fff09eaf-17c3-446b-be32-8a0d47e4ccf1"><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> circulam toda a atmosfera do seriado, que transportam o nosso consciente para um local de conforto, assinalado pela imaginação e infância. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<p><figure id="attachment_33035" aria-describedby="caption-attachment-33035" style="width: 1140px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33035" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39.jpg" alt="Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. As atrizes Alex Borstein e Rachel Brosnahan interpretam as personagens Susie Myerson e Midge Maisel. Elas estão sentadas em um camarim. Do lado esquerdo Borstein é uma atriz branca com cabelos pretos presos em um rabo. Ela usa uma boina preta e um terno preto. Do lado direito de Brosnahan uma mulher branca de cabelos curtos e castanhos, ela veste um vestido preto. Ao fundo vê-se uma arara de roupas espalhafatosas, de plumas e brilhos." width="1140" height="641" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39.jpg 1140w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33035" class="wp-caption-text">Nos despedimos de Mrs Maisel com “peitos empinados” e lágrimas nos olhos (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure></p>
<p><b>5ª temporada de Maravilhosa Sra. Maisel (The Marvelous Mrs Maisel)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">T</span><i><span style="font-weight: 400;">he Marvelous Mrs Maisel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganhou um final triunfante, nos revelando que os acontecimentos narrados pela série foram apenas o prelúdio da carreira de sucesso reservada a Miriam Maisel (</span><span style="font-weight: 400;">Rachel Brosnahan)</span><span style="font-weight: 400;">. A quinta temporada buscou arrematar bem todos os enredos, desde o retorno de Maisel com os shows de </span><i><span style="font-weight: 400;">stand-up</span></i><span style="font-weight: 400;"> até o seu relacionamento </span><i><span style="font-weight: 400;">slow-burn</span></i><span style="font-weight: 400;"> com Lenny Bruce (</span><span style="font-weight: 400;">Luke Kirby)</span><span style="font-weight: 400;">. O roteiro brilhante de </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-mulheres-de-amy-sherman-palladino-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Amy Sherman-Palladino</span></a><span style="font-weight: 400;"> abriu espaço para novos recursos que foram adicionados à trama, como saltos temporais e musicais, tudo acompanhado dos diálogos rápidos e afiados já bem conhecidos, só que dessa vez no ‘climinha’ de despedida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No seu último ano, a produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> se aprofundou ainda mais nos conflitos da mulher da década de 1960 e acompanha o drama geracional, passado de mãe para filha, ao longo do que podemos vislumbrar da protagonista e sua família durante as décadas. Dos relacionamentos de Maisel, aquele que sempre mais importou foi entre ela e a sua Comédia que, dessa vez, abriu espaço para o maior desenvolvimento de sua amizade com a agente </span><a href="https://youtu.be/1aRwGsCwi0A?si=jlxyXpGGpuF_4V0f"><span style="font-weight: 400;">Susie Meirson</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;">Alex Borstein</span><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;">. Vencedora de 20 </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a série foi mais uma vez destaque em indicações da premiação de 2023, nos deixando um enorme legado de qualidade e versatilidade para as futuras produções televisivas. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
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<p><figure id="attachment_33045" aria-describedby="caption-attachment-33045" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33045" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50.jpg" alt="Cena da série Minhas Aventuras com o Superman. Na imagem do desenho animado, estão dois personagens, sendo um deles o Superman, um homem branco de olhos claros e cabelos escuros que veste um uniforme azul com detalhes em vermelho." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33045" class="wp-caption-text">Com The Boys e, agora, Minhas Aventuras com o Superman no currículo, Jack Quaid já pode ser considerado um ‘queridinho’ das adaptações de quadrinhos para as ‘telinhas’ (Foto: Adult Swim)</figcaption></figure></p>
<p><b>Minhas Aventuras com o Superman</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as combinações mais inesperadas do audiovisual em 2023, poucas, talvez, tenham sido tão interessantes quanto a de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minhas Aventuras com o Superman</span></i><span style="font-weight: 400;">, que une a mitologia do filho de Krypton com a linguagem dos animes. A narrativa básica está lá: Clark Kent (Jack Quaid, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) é um jovem alienígena com poderes sobre-humanos que está descobrindo seu lugar nesse mundo, tentando a sorte de viver uma vida dupla como super-herói e jornalista do Planeta Diário de Metrópolis. Seus companheiros também são conhecidos: o melhor amigo Jimmy Olsen (Ishmel Sahid, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Na Mira do Júri</span></i><span style="font-weight: 400;">) e o interesse amoroso em potencial Lois Lane (Alice Lee, de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Maratona de Brittany</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que diferencia a série do </span><i><span style="font-weight: 400;">Adult Swim</span></i><span style="font-weight: 400;"> é justamente o estilo visual e as sensibilidades dramáticas do anime. No primeiro sentido, destaca-se a ênfase da periculosidade nas </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/super-herois/"><span style="font-weight: 400;">sequências de ação</span></a><span style="font-weight: 400;">, como Clark se colocando na frente de Lois para protegê-la de uma rajada de balas. Já no segundo, é notável o quanto a expressividade dos personagens auxilia seus arcos de desenvolvimento emocional, como o olhar ultra apaixonado da jornalista pelo colega de trabalho. São escolhas que mostram como uma roupagem completamente nova, diferente e criativa pode reacender o charme de um personagem com décadas de história na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Nathan Nunes</b></p>
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<p><figure id="attachment_33033" aria-describedby="caption-attachment-33033" style="width: 1486px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33033" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37.jpg" alt="Cena da série Jury Duty. Em uma sala cuja parede é cinza, vemos treze pessoas sentadas em cadeiras, distribuídas em três fileiras horizontais. A primeira e a terceira fileira possuem quatro pessoas, enquanto a segunda possui cinco. Alguns personagens olham para frente em um ponto fora da câmera; outros olham para os lados, distraídos. Ao fundo da sala, no canto esquerdo, é possível ver uma bandeira dos Estados Unidos. Na parede, vemos a metade inferior de três quadros e, atrás da última fileira, um móvel com algumas decorações em cima, como livros empilhados e uma planta." width="1486" height="836" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37.jpg 1486w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33033" class="wp-caption-text">Jury Duty é o programa de pegadinhas mais sincero da Televisão (Foto: Amazon Freevee)</figcaption></figure></p>
<p><b>Na Mira do Júri (Jury Duty)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se algum dia você já se perguntou sobre o que realmente aconteceria caso alguém passasse pela experiência de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Show de Truman</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ei6YoSid5fo"><i><span style="font-weight: 400;">Jury Duty</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (no original) é a resposta. Na melhor surpresa do</span><i><span style="font-weight: 400;"> Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos últimos anos, Ronald Gladden, um cidadão comum, acredita que está participando de um documentário sobre o processo de trabalhar como um júri. O que ele não sabe é que nada daquilo é real – todos os outros presentes no tribunal, desde os agentes federais até o próprio réu, são atores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta da dupla Lee Eisenberg e Gene Stupnitsky, os criadores de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-office-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, poderia ser insensível e, até mesmo, cruel, não fosse o fato do </span><i><span style="font-weight: 400;">mockumentary</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca perder de vista a humanidade de seu protagonista. A todo momento, Ron reage às circunstâncias bizarras que o cercam com empatia e paciência genuínas; isso, juntamente com um roteiro pré-definido hilário, é o responsável pelo sucesso da série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com quatro indicações ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2023, incluindo na categoria de Melhor Série de Comédia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/jury-duty-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Na Mira do Júri</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> veio para mostrar que fugir do comum e apostar no inusitado é um risco e tanto, mas um que vale a pena. Seu sucesso estrondoso faz com que não seja difícil imaginar uma enxurrada de </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> com câmeras escondidas nos próximos anos, porém parece improvável que qualquer uma delas seja capaz de capturar a mesma magia deste tribunal de faz de conta. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<p><figure id="attachment_33001" aria-describedby="caption-attachment-33001" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33001" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2.jpg" alt="Cena da série Next In Fashion da Netflix. Na imagem, estão quatro jurados do programa, a dupla fixa Tan France e Gigi Hadid, e os convidados especiais Bella Hadid e Jason Bolden. A câmera os captura a partir dos joelhos, sentados observando um modelo na passarela que está de costas. Da esquerda para a direita na imagem: France, um homem de ascendência paquistanesa que veste um turbante, Bella, uma mulher de ascendência palestina que veste vermelho, Gigi, uma mulher branca de ascendência palestina que veste brilhantes e Bolden, um homem negro que veste um chapéu e uma jaqueta jeans. Ao fundo, é possível enxergar a plateia do reality show de moda." width="720" height="405" /><figcaption id="caption-attachment-33001" class="wp-caption-text">A segunda temporada do reality show de moda recebeu convidados especiais ao longo dos episódios (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>2ª temporada de Next In Fashion</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Junte a sabedoria e irreverência de </span><a href="https://www.lilianpacce.com.br/webstories/o-estilo-principe-de-tan-france/"><span style="font-weight: 400;">Tan France</span></a><span style="font-weight: 400;">, estilista conhecido por participar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Queer Eye</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a experiência na indústria da moda de </span><a href="https://glamour.globo.com/moda/noticia/2023/03/11-looks-que-mostram-a-evolucao-fashion-de-gigi-hadid.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Gigi Hadid</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das figuras mais importantes das passarelas nos últimos anos, e pronto: você tem uma dupla de apresentadores perfeita para um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> repleto de desafios e emoções. Na segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Next In Fashion</span></i><span style="font-weight: 400;">, Hadid investe em </span><a href="https://stealthelook.com.br/os-looks-da-gigi-hadid-na-nova-temporada-de-next-in-fashion/"><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> esplêndidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> para assumir o antigo posto da editora da Vogue britânica, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3ubsU7LdIK4"><span style="font-weight: 400;">Alexa Chung</span></a><span style="font-weight: 400;">, em um ano mais colorido e repleto de referências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque, dessa vez, os tecidos mais tradicionais deram lugar aos </span><i><span style="font-weight: 400;">patches jeans</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://elle.com.br/moda/next-in-fashion-um-bate-papo-com-nigel-xavier-e-tan-france"><span style="font-weight: 400;">Nigel Xavier</span></a><span style="font-weight: 400;">, o vencedor da temporada que ganhou também o título de ‘Mago dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Jeans</span></i><span style="font-weight: 400;">’. Com uma perda de ritmo lá pelo meio da temporada, o seriado da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue recuperar o folêgo, não ironicamente, através da respiração acelerada dos competidores, cada vez mais engajados com os as propostas, entregando trabalhos artísticos incríveis. </span><i><span style="font-weight: 400;">Next In Fashion</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda contou com a participação de convidados para além de especiais, como a lendária </span><a href="https://vogue.globo.com/moda/noticia/2019/05/abril-15-vezes-que-donatella-versace-foi-o-grande-icone-de-estilo-dos-anos-90.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Donatella Versace</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/moda-e-beleza/noticia/2022/12/05/bella-hadid-ganha-premio-de-modelo-do-ano-no-british-fasion-awards.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Bella Hadid</span></a><span style="font-weight: 400;">, irmã de Gigi que conquistou o seu próprio espaço no universo da moda.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<p><figure id="attachment_33016" aria-describedby="caption-attachment-33016" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33016" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21.jpg" alt="Cena de O Jogo do Diabo. De cima, seis pessoas asiáticas são vistas debruçadas sobre uma grande mesa verde; todos vestem roupas casuais. Estão mexendo em blocos de madeira com diferentes letras." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33016" class="wp-caption-text">O diabo testa os usos da mente humana (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de O Jogo do Diabo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até onde você iria para vencer um jogo e levar para casa um grande prêmio em dinheiro? Essa é a premissa de </span><a href="https://www.otempo.com.br/entretenimento/filmes-e-series/o-jogo-do-diabo-explicamos-as-regras-do-tenso-reality-coreano-da-netflix-1.3242187"><i><span style="font-weight: 400;">O Jogo do Diabo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> que reúne doze pessoas com altos níveis de inteligência para competir entre si. A série explora os instintos humanos frente a necessidade de completar desafios, e as reações variam de trabalho em equipe até traição. Tudo, exceto roubo e violência, é permitido no jogo e isso, combinado às mentes brilhantes dos participantes, deixa toda a experiência mais interessante. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca por apresentar provas de estratégias e ética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série é um dos grandes investimentos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> em programas asiáticos. Desde o sucesso estrondoso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/round-6-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Round 6</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a plataforma criou diversos produtos vindos do oriente e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Jogo do Diabo</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma ótima adição a esse grupo. O maior destaque dos episódios foi o antagonismo formado entre dois grupos da casa – um liderado por Ha Seok-jin e o outro por ORBIT –, que batalharam até a grande final, demonstrando o ‘nós versus eles’ que é presente nas sociedades do mundo real. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um bom projeto que já foi renovado para a </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/o-jogo-do-diabo-renovada"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, apenas dois meses após seu lançamento. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade </b></p>
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<p><figure id="attachment_33018" aria-describedby="caption-attachment-33018" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33018" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23.png" alt="Cena da série Only Murders in the Building. Na cena, vemos dois personagens encenando um ato musical. Em destaque, Meryl Streep, uma mulher branca de olhos e cabelos claros, que veste uma roupagem de inverno em uma escada enquanto segura o corrimão." width="1800" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23.png 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33018" class="wp-caption-text">Os números musicais foram escritos pela dupla Benj Pasek e Justin Paul, responsável pelos sucessos de Querido Evan Hansen, O Rei do Show e La La Land (Foto: Hulu)</figcaption></figure></p>
<p><b>3ª temporada de Only Murders in the Building</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após passar duas temporadas presas ao formato de paródia das obras </span><i><span style="font-weight: 400;">true crime</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retornou para sua nova leva de episódios com um cenário completamente diferente. Saímos um pouco do edifício Arconia e vamos para o mundo dos musicais da Broadway ou, mais especificamente, a criação e os bastidores por trás deles. O ponto de partida é o </span><i><span style="font-weight: 400;">cliffhanger</span></i><span style="font-weight: 400;"> plantado ao final da temporada anterior, em que vimos a morte suspeita de Ben Glenroy (Paul Rudd, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Formiga</span></i><span style="font-weight: 400;">) no palco, logo na noite de estreia da peça de Oliver (Martin Short, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Três Amigos!). </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer das investigações, somos agraciados com ótimas novidades. Uma delas é a própria comicidade do texto, que se deixa levar pelo espírito teatral em piadas específicas e hilárias, como o bloqueio criativo de Charles (Steve Martin, de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Pai da Noiva</span></i><span style="font-weight: 400;">). Outro ponto interessante são os números musicais cheios de personalidade própria, desde o carisma de </span><i><span style="font-weight: 400;">Which of the Pickwick Triples Did It?</span></i><span style="font-weight: 400;"> até a melancolia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Look for the Light</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esse segundo, no caso, é cantado por aquela que é provavelmente a maior estrela da temporada: </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/meryl-streep/"><span style="font-weight: 400;">Meryl Streep</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo além da piada pronta de uma profissional tão consagrada interpretar uma atriz aspirante, Streep adiciona um componente humano e singelo a sua Loretta, de tal forma que reflete o próprio estado atual da série. Ao invés de se manter na </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">zona de conforto</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i><span style="font-weight: 400;"> preferiu abraçar a vivacidade e a energia de um grande espetáculo e, assim, realçar sua trama de mistérios e revelações surpreendentes. O saldo final é, talvez, o melhor da série até agora. &#8211; </span><b>Nathan Nunes</b></p>
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<p><figure id="attachment_33031" aria-describedby="caption-attachment-33031" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33031" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36.png" alt="Cena da série O Ultimato - Queer Love. A cena é interna, na cama de um quarto iluminado. À esquerda, podemos ver um cachorro com pele alaranjado, em cima da cama, sentado aos pés de uma mulher negra, aparentando cerca de 30 anos, com cabelos castanhos longos presos em um coque e vestindo uma camiseta larga. Ela está com as pernas embaixo de uma cobertura. Ao lado dela, à direita, vemos uma mulher branca, aparentando cerca de 30 anos, com cabelos pretos curtos, vestindo uma camiseta preta, shorts cinza e meias pretas sentada à cama." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33031" class="wp-caption-text">Terapia! (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>O Ultimato &#8211; Queer Love</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você está pronto para dizer “sim”, mas seu parceiro não, o que há de melhor do que expor seus problemas conjugais para o mundo inteiro e entrar em um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;">? A premissa renderia o filme de terror mais assustador já feito &#8211; ou simplesmente </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ultimato: Ou Casa ou Vaza</span></i><span style="font-weight: 400;">. Substitua os casais heterossexuais por casais sáficos, adicione uma generosa pitada de sentimentos à flor da pele e uma boa dose de conversas honestas e terá a versão melhorada do programa da </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ultimato &#8211; Queer Love</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é difícil entender que tudo LGBTQIA+ fica melhor. Na primeira edição da versão </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-essencial-de-perigosas-sapatas-critica/"><span style="font-weight: 400;">sáfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> (afinal, há mulheres bissexuais e pessoas não binárias), a experiência é igual: se sua parceira não está pronta para casar, case com outra e depois volte com ela. A proposta é suficiente para causar um rebuliço emocional nas participantes e propor reflexões se a pessoa com quem entraram no </span><i><span style="font-weight: 400;">reality </span></i><span style="font-weight: 400;">é a mesma com quem devem sair após a experiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além do “sim” ou “não” final, as seis semanas do experimento são suficientes para fazer qualquer um torcer pelo pé na bunda, por uma devida reconciliação ou por um </span><a href="https://lesbocine.com/the-ultimatum-queer-love-como-esta-o-elenco-hoje/"><span style="font-weight: 400;">casal completamente novo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quem nunca falou sobre ter filhos juntos no primeiro encontro que atire a primeira pedra. A angústia pura dos nove episódios tem seu encerramento em uma dinâmica final de reencontro e escancara que o entretenimento só seria maior se a apresentadora também fosse sáfica. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<p><figure id="attachment_33029" aria-describedby="caption-attachment-33029" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33029" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34.jpg" alt="Imagem da série The Summer I Turned Pretty. Na imagens estão os atores Lola Tung e Gavin Casalegno, apoiados em um jeep vermelho. Tung é uma jovem branca de cabelos castanhos, longos e lisos. Ela veste um top lilás com bordados. Casalegno é um ator branco com cabelos curtos, loiros e ondulados. Ele veste uma camiseta polo branca." width="1999" height="1125" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33029" class="wp-caption-text">Team Jeremiah, esse é seu momento de brilhar (foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure></p>
<p><b>2ª temporada de O Verão Que Mudou Minha Vida (The Summer I Turned Pretty)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que acontece com aquele romance de verão que tenta se manter vivo durante as outras estações? Na segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AOPE3mvYjRk"><i><span style="font-weight: 400;">The Summer I Turned Pretty</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos o novo momento vivido por Belly (</span><span style="font-weight: 400;">Lola Tung)</span><span style="font-weight: 400;">, Conrad (</span><span style="font-weight: 400;">Christopher Briney)</span><span style="font-weight: 400;"> e Jeremiah (Gavin Casalegno) após a morte da mãe dos meninos. O triângulo amoroso do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> retorna do ano letivo para tentar impedir a venda da casa de praia, que é palco para muitos dramas adolescentes e responsabilidades da vida adulta que vem chegando. A delicadeza e sutileza da história de </span><a href="https://youtu.be/YWPKFmb3a8c?si=UVgD97mfEMo9Tq7x"><span style="font-weight: 400;">Jenny Han</span></a><span style="font-weight: 400;"> também são mantidas na adaptação nesse segundo ano, com novos personagens sendo introduzidos e outros já conhecidos ganhando mais destaque. A química entre Taylor (Rains Spencer) e Steve (Sean Kaufman), a melhor amiga e o irmão da protagonista, rouba a cena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com certeza, um dos pontos altos da temporada é a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LrUNzq3qr2c"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> com Taylor Swift e Olivia Rodrigo embalando as lágrimas. Também escutamos Tyler, the Creator, Tame Impala, Bleachers e muitos outros, que nos transportam para a fictícia Praia dos Cousins. Ou seja, para aqueles que gostam de um bom clichê adolescente é a pedida certa. Com muito romance, cenas no parque de diversões, encontros para ver a neve na praia e enredos que vão se tornando mais complexos, ao passo em que os jovens vão percebendo as responsabilidades que os adultos carregam para que eles sempre tenham o verão dos sonhos. A </span><a href="https://people.com/the-summer-i-turned-pretty-season-3-everything-to-know-7569678"><span style="font-weight: 400;">terceira</span></a><span style="font-weight: 400;"> temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Verão que Mudou a Minha Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> já está confirmada. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
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<p><figure id="attachment_33013" aria-describedby="caption-attachment-33013" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33013" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18.png" alt="A imagem mostra Percy Jackson, um garoto branco, jovem, de pele branca, cabelos loiros cacheados, olhos azuis e que veste uma camisa laranja com a estampa “CAMP HALF-BLOOD” (Acampamento Meio Sangue), um colar marrom e carrega uma mochila meio azul e meio marrom clara, apoiada sob seu ombro direito. Ele está em um lugar arborizado e olha para a frente." width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18.png 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-1200x676.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33013" class="wp-caption-text">A nova adaptação da série ‘queridinha’ dos anos 2000 se inspira totalmente nos livros, mas erra ao não utilizar das possibilidades do audiovisual (Foto: Disney+)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de Percy Jackson</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aguardada pelos fãs da série desde a icônica, porém nada fiel, </span><a href="https://br.ign.com/percy-jackson/117700/news/percy-jackson-e-os-olimpianos-tudo-o-que-ficou-diferente-do-livro-passou-pelo-filtro-deles-diz-produ"><span style="font-weight: 400;">live-action do primeiro livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> da franquia que estreou em 2010, a adaptação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson e o Ladrão de Raios</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou sob grande animação dos leitores mais fiéis da franquia. Cobrindo todo o conteúdo do primeiro livro, a primeira temporada entregou de maneira fiel um jovem de 12 anos que descobre ser filho de um Deus e vê sua vida mudar de cabeça pra baixo. Percy Jackson, interpretado por Walker Scobell, ao lado de Groover (Aryan Simhadri) e Annabeth (Leah Jeffries), embarca em uma jornada de grandes aventuras enquanto tenta provar que não roubou o raio mestre do Rei dos Deuses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez a grande fraqueza esteja em ser extremamente </span><a href="https://exame.com/pop/percy-jackson-rick-riordan-diz-que-nova-serie-vai-ser-bem-diferente-dos-filmes-veja-a-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">fiel ao material original</span></a><span style="font-weight: 400;">, mantendo convenções clássicas de livros e se esquecendo, em partes, de como a produção audiovisual possui outros jeitos de criar. Sendo todos os episódios resumidos a um capítulo do livro, o telespectador passeia por momentos rasos e alguns com muitas informações para pouco tempo de tela, o que pode gerar um desconforto, além de contar com as tradicionais convenções de corte brusco, que funcionam muito bem no papel mas, em excesso, causam um desconforto na ‘telinha’. Contudo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode agradar o público em um ritmo não muito acelerado e com uma nostalgia gostosa. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier </b></p>
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<p><figure id="attachment_33020" aria-describedby="caption-attachment-33020" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33020" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25.png" alt="Cena da série Poker Face. Nela temos a personagem Charlie Cale, interpretada por Natasha Lyonne, uma mulher branca de cabelos loiros bagunçados. Ela veste um boné de caminhoneiros marrom, um óculos de sol amarelo, um sobretudo de tricô na cor bege com figuras em verde escuro e uma bota de pelos com figuras em azul e vermelho. Ela está sentada em uma cadeira de praia em um terreno árido, sua perna direita está sobre a esquerda e ela abre uma lata de Coca Diet na cor cinza. Ao lado, um cooler na cor verde com o fundo branco e ao fundo, um Opala azul." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33020" class="wp-caption-text">Tendo como norte os tempos descompromissados da TV da década de 1970, Poker Face percorre um divertido caminho, o qual é delicioso ser carona (Foto: Peacock)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de Poker Face</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bESGLojNYSo&amp;ab_channel=LadyGagaVEVO"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga em 2008</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Poker Face </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou como quem não quer nada, mas diferente de sua xará do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, não foi tão estrondosa quanto, principalmente por estar escondida no nichado serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> unicamente estadunidense </span><i><span style="font-weight: 400;">Peacock</span></i><span style="font-weight: 400;"> (ou em águas misteriosas na Internet). Mas isso não chega a ser demérito, pelo contrário, a série se transforma em uma pepita de ouro que recompensa quem a acha ao longo de seus oito episódios perfeitos para se maratonar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra conta a história de Charlie Cale, uma norte-americana que tem a habilidade de saber quando alguém está blefando só de olhar no olho, o que faz com que ela conquiste inimigos e tenha que fugir pelas estradas dos EUA. Criada por </span><a href="https://www.instagram.com/riancjohnson/"><span style="font-weight: 400;">Rian Johnson</span></a><span style="font-weight: 400;">, a produção abusa da nostalgia de quem cresceu embalado pelas séries de casos da semana do início do século, fazendo com que </span><a href="https://personaunesp.com.br/poker-face-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Poker Face</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> crie um envolvente mistério muito bem arquitetado, que se sustenta aqui graças a um texto afiado e ao carisma surreal da personagem de Natasha Lyonne. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<p><figure id="attachment_33017" aria-describedby="caption-attachment-33017" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33017" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22.jpg" alt="Na imagem, a Rainha Charlotte, interpretada por India Armatifeio está sentada em uma das salas do palácio com seu cachorro, um Lulu da Pomerânia caramelo, em seus braços. Charlotte usa um vestido cinza claro, com mangas de renda e um bordado centralizado. Seu cabelo crespo está em um penteado meio preso com uma coroa. Na esquerda da sala há uma harpa, com um pequeno banco e uma partitura apoiada em um suporte. Atrás de Charlotte há um piano e na direita um grande vaso ornamentado branco e azul. O ambiente possui várias janelas, iluminando a cena com luz natural." width="1300" height="868" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33017" class="wp-caption-text">Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton se consagra como uma derivação de sucesso (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton (Queen Charlotte: A Bridgerton Story)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzir um </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> de uma série que conquistou a audiência pode, muitas vezes, ser um tiro no próprio pé. Felizmente, para </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/81476183"><i><span style="font-weight: 400;">Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a narrativa encontrou seu final dos sonhos com o desenvolvimento da história de vida da monarca e personagem secundária de </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Bridgertons</span></i><span style="font-weight: 400;">, Charlotte (Golda Rosheuvel e India Armateifio). Carisma, intensidade, sentimentalismo e romance são apenas alguns dos aspectos apresentados na trama e que resultaram em uma estatueta do</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">2023</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para a produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com trajes extravagantes, uma Fotografia impecável e um elenco muito bem escalado, a série aumenta ainda mais a qualidade das produções do universo da extensa família, especialmente por abordar, com êxito, questões sociais e delicadas. </span><a href="https://www.oprahdaily.com/entertainment/tv-movies/g28943837/shonda-rhimes-tv-shows-list/"><span style="font-weight: 400;">Shonda Rhimes</span></a><span style="font-weight: 400;"> é certeira e mostra que é possível que obras audiovisuais com temática de época sejam mais do que atuais. Mesmo com apenas </span><a href="https://sobresagas.com.br/quantos-e-qual-a-duracao-dos-episodios-de-rainha-charlotte/"><span style="font-weight: 400;">oito episódios</span></a><span style="font-weight: 400;">, a trama se desenvolve sem deixar pontas soltas e se mantém íntegra do início ao fim, mas não sem deixar um espacinho para que mais personagens secundários se tornem protagonistas de suas próprias histórias. </span><b>– Gabriela Bita</b></p>
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<p><figure id="attachment_33030" aria-describedby="caption-attachment-33030" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33030" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35.png" alt="Cena de RuPaul's Drag Race. Ao centro e em foco está Sasha Colby, uma drag queen branca, de cabelos pretos; veste um sutiã de pedras rosas e segura um cetro prateado; tem uma expressão feliz em seu rosto. Atrás dela está RuPaul, uma drag queen negra, de cabelos platinados; usa um vestido amarelo; está sorrindo e batendo Palmas. Atrás há luzes em tons de roxo." width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33030" class="wp-caption-text">A 15° coroa é branca, rosa e azul (Foto: VH1)</figcaption></figure></p>
<p><b>15ª temporada de RuPaul’s Drag Race</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/rupauls-drag-race-13a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul&#8217;s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um dos principais programas do cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;"> e completou 15 anos de história em 2023. Depois de tanto tempo, o </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda tenta se reinventar sem perder a sua essência. Por exemplo, os novos desafios especiais de </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> de talentos e festival de </span><i><span style="font-weight: 400;">lipsync</span></i><span style="font-weight: 400;">, que foram introduzidos na 14° temporada, foram feitos novamente. Mas, as provas tradicionais, como o baile e o </span><i><span style="font-weight: 400;">snatch game</span></i><span style="font-weight: 400;">, ‘queridinhos&#8217; do público, se mantiveram. Outra coisa que também foi novidade na nova leva de episódios é o prêmio da vencedora, que aumentou pelo segundo ano consecutivo, passando de 150 mil dólares, para 200 mil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco do 15° ciclo também deu o que falar. Alguns destaques são: a ‘fashionista’ da temporada, Luxx Noir London, a </span><i><span style="font-weight: 400;">lipsync assassin</span></i><span style="font-weight: 400;"> do ano, Anetra, e as primeiras gêmeas do programa, Sugar e Spice. Claro que a grande estrela foi a vencedora Sasha Colby, </span><i><span style="font-weight: 400;">drag mother</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Kerri Colby, que participou do elenco anterior. Sasha já era uma veterana de concursos quando entrou no programa e, desde o primeiro episódio, todas as participantes sabiam que seria difícil ganhar dela. Talentosa e versátil, ela foi a segunda </span><a href="https://www.thewrap.com/rupauls-drag-race-transgender-contestants-kylie-sonique-love-jiggly-caliente/"><span style="font-weight: 400;">mulher trans</span></a><span style="font-weight: 400;"> a vencer o </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/RuPaul%27s_Drag_Race_(Season_15)"><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul&#8217;s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seguindo Willow Pill, vencedora do ano anterior. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade </b></p>
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<p><figure id="attachment_33009" aria-describedby="caption-attachment-33009" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33009" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14.jpg" alt="Cena da série Sex Education. Na imagem, Otis, interpretado por Asa Butterfield, está sentado de frente, de braços cruzados e olhando para cima com expressão de incômodo. Ele é um homem branco, com menos de 30 anos de idade, de olhos claros e cabelo escuro curto. Ele veste uma camiseta listrada nas cores laranja, amarelo, azul claro e marrom. A calça é na cor laranja. Usa um relógio quadrado na cor preta no pulso. O ambiente é um quarto, atrás de Otis tem uma mesa com gavetas. Na mesa há papéis, cadernos e uma luminária. Do lado esquerdo tem uma caixa com discos de música. Na parede tem cartazes colados. Acima há uma janela com brinquedos de enfeite." width="1999" height="1299" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-800x520.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-1024x665.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-768x499.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-1536x998.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-1200x780.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33009" class="wp-caption-text">Otis lida com problemas de amizade e na vida amorosa (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>4ª temporada de Sex Education</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série britânica que </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">conquistou fãs</span></a><span style="font-weight: 400;"> por abordar sexo e sexualidade com sensibilidade e bom humor chegou ao fim. O último ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education </span></i><span style="font-weight: 400;">não se contenta em apenas finalizar as histórias dos personagens, apresenta novas personalidades e uma nova escola, Cavendish. De começo, é fácil sentir estranheza com a liberdade e positividade do ambiente, que não se assimila com o colégio de Moordale, mas aos poucos revela ser problemático.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quarta temporada usa o novo espaço como palco para falar sobre novos temas: acessibilidade e formas de sentir prazer. Mas nem tudo se resume a ‘educar’, o relacionamento de Otis com seus amigos excêntricos em suas personalidades, que fizeram da série um sucesso, continuam como epicentro. Alguns personagens não têm seus desfechos previsíveis – a despedida de Otis, Eric e Maeve teve </span><a href="http://personaunesp.com.br/sex-education-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">muita maturidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, muitos casais e amigos se separam, mas tudo é feito com sensibilidade e leveza, mesmo quando aborda o luto, a série não perde seu astral.   &#8211; </span><b>Davi Marcelgo</b></p>
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<p><figure id="attachment_33036" aria-describedby="caption-attachment-33036" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33036" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42.png" alt="Cena do anime Scott Pilgrim: A Série. Na imagem, vemos a personagem Ramona Flowers ao centro, jovem branca de cabelos azuis e uma jaqueta de couro, com uma bolsa na qual é possível ver a cabeça do personagem Scott Pilgrim, jovem branco de cabelos castanho-claros e uma sobrancelha espessa. Ao redor e atrás de Ramona, podemos ver cinco outros personagens da mesma faixa etária adolescente/adulta, sendo três homens e duas mulheres. À esquerda de Ramona vemos Stephen Stills, um homem branco com uma barba rala, cabelos castanho-claros e sobrancelhas escuras, vestindo um casaco; além dele há Wallace Wells, homem branco de cabelos pretos, vestindo um suéter azul-marinho; também há Knives Chau, mulher branca de olhos completamente escuros, cabelo preto com uma mecha vermelha, vestindo um cachecol listrado; à direita de Ramona vemos Young Neil, homem branco de cabelos castanhos, vestindo um smoking e tomando um sorvete; além dele há Kim Pine, mulher branca de cabelos ruivos curtos, vestindo um casaco esportivo. Todos possuem uma expressão confiante." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33036" class="wp-caption-text">Em nova série, Ramona Flowers é a verdadeira protagonista da história (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de Scott Pilgrim: A Série</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das maiores dúvidas que rodeavam o lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=doKntgTt1So"><i><span style="font-weight: 400;">Scott Pilgrim: A Série</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> era se a produção faria jus à obra original e a sua adaptação cinematográfica, lançada em 2010; depois de qualquer incerteza que se passou, é inegável que a nova série animada entregou mais do que prometeu. O anime foi produzido por BenDavid Grabinski em colaboração com Bryan Lee O&#8217;Malley, o criador das HQs originais que serviram de base para essa nova adaptação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação ao filme dirigido por </span><a href="https://personaunesp.com.br/em-ritmo-de-fuga-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Edgar Wright</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NPfaM_moVnA"><i><span style="font-weight: 400;">Scott Pilgrim Contra o Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vale destacar que teve o desafio de resumir seis volumes de quadrinhos em menos de duas horas, sendo bem-sucedido em muitos aspectos – embora seja apressado demais em alguns momentos. Porém, neste novo lançamento, a história teve mais tempo para respirar e se desvendar, já que se estende por oito episódios que variam de vinte a trinta minutos de duração. É por isso que podemos acompanhar um maior desenvolvimento de cada personagem da narrativa, se aprofundando em traços antes desconhecidos de cada um, o que não foi possível em apenas um longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo no primeiro episódio, já é apresentado um evento que foge completamente da história original, mostrando que a nova produção se empenha em trazer algo novo e não se rende à preguiça de seguir uma narrativa previsível. </span><i><span style="font-weight: 400;">Scott Pilgrim: A Série</span></i><span style="font-weight: 400;"> se aproxima mais das HQs que da adaptação do Cinema em vários sentidos – com destaque ao estilo de animação, que se assemelha quase que identicamente aos traços dos quadrinhos –, mas propõe uma releitura refrescante da história. Assim, mesmo tendo um foco maior em agradar fãs que já conhecem o filme e os livros, o anime </span><a href="https://br.ign.com/scott-pilgrim-anime-series/116208/review/scott-pilgrim-a-serie-e-a-melhor-versao-da-obra-de-bryan-lee-omalley-review"><span style="font-weight: 400;">entrega algo para todo público</span></a><span style="font-weight: 400;">, independente de sua familiaridade com a obra. – </span><b>Leandro Santhiago</b></p>
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<p><figure id="attachment_33015" aria-describedby="caption-attachment-33015" style="width: 474px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33015" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image20.jpg" alt="Cena da série Silo. Na imagem, vemos a personagem principal, uma mulher branca de olhos e cabelos claros. Ao fundo o cenário é de um lugar pouco iluminado." width="474" height="316" /><figcaption id="caption-attachment-33015" class="wp-caption-text">Em silo, estamos ansiosos para descobrir se a curiosidade realmente matou o gato (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de Silo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada na </span><a href="https://entrecultura.com.br/ordem-trilogia-silo/"><span style="font-weight: 400;">trilogia de livros homônima de Hugh Howey</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série produzida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV</span></i><span style="font-weight: 400;"> garante um misto de ficção científica e drama. A história acontece em um cenário pós-apocalíptico distópico, onde a sociedade é forçada a habitar o subsolo por conta de um evento climático misterioso que atingiu a atmosfera terrestre, tornando o ar extremamente tóxico.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre mistérios e rigidez, aqueles que quebram as regras ou fazem perguntas são enviados para a atmosfera, e acabam morrendo em frente às câmeras após alguns minutos de exposição, enquanto a população dentro do Silo assiste. Ninguém sabe como a construção subterrânea surgiu, e nem se o que veem nas câmeras é real. Graças a isso, a série tem muito o que contar. Através da inquietação e curiosidade da personagem de</span> <span style="font-weight: 400;">Rebecca Ferguson (</span><a href="https://olhardigital.com.br/2024/03/21/cinema-e-streaming/duna-parte-2-quebra-recorde-de-bilheteria-em-2024-veja-os-numeros/"><span style="font-weight: 400;">Duna</span></a><span style="font-weight: 400;">), é possível ver o desenrolar da série que garantiu sucesso em 2023 e já tem sua segunda temporada em produção. </span><b>&#8211; Pâmela Palma </b></p>
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<p><figure id="attachment_33048" aria-describedby="caption-attachment-33048" style="width: 809px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33048" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528.png" alt="Cena da 4 temporada da série Succession. Um homem branco com sobretudo marrom está sentado enquanto o pôr do sol bate em seu rosto, seu semblante é de extrema tristeza e seus olhos parecem lacrimejar. Ao fundo, borrado, está um homem de casaco preto alto observando o homem sentado. Ambos estão em um parque, mas com o fundo fora de foco." width="809" height="456" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528.png 809w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528-768x433.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33048" class="wp-caption-text">Temporada final de Succession não se desgasta, mas entrega o declínio final de seus personagens (Foto: Max)</figcaption></figure></p>
<p><b>4ª temporada de Succession</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No encerramento de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/05/succession-repete-tragedia-de-rei-lear-no-frio-mundo-dos-negocios.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as disputas da família Roy se acirram em um momento de tensão e na batalha egocêntrica dos primogênitos. Nesta reta final, a primorosa jornada dos irmãos alcança oscilações de rivalidades não vistas dessa forma antes e, com uma metade de temporada surpreendente, as relações se alteram, ameaçando definitivamente a hegemonia da Waystar. Porém, o mais evidente nesse </span><i><span style="font-weight: 400;">season finale </span></i><span style="font-weight: 400;">está na ousadia de integrar o drama familiar e a desilusão incessante na busca por poder.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marca registrada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;">, a guerra de interesses políticos e também pessoais levou os irmãos Roy ao declínio inevitável de seus desejos. A sobriedade do </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><a href="https://www.vulture.com/article/jesse-armstrong-succession-season-four-interview.html"><span style="font-weight: 400;">Jesse Armstrong</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sistematicamente fazer escorrer o veneno de Logan Roy nessa temporada e, assim, martirizar cada um de seus personagens é a confirmação da ruína lógica da Waystar, pelo menos no que tange a participação de seus fundadores. Desta forma, as conclusões de Kendall, Shiv e Roman marcam as dolorosas obsessões não alcançadas e consolidam </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;"> como uma das mais completas e complexas obras para a TV dos últimos anos. </span><b>&#8211; João Pedro Bronzoli</b></p>
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<p><figure id="attachment_33000" aria-describedby="caption-attachment-33000" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33000" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4.jpg" alt="A esquerda está Ted lasso de pé, um homem branco, de bigode, está utilizando um agasalho, uma calça jeans de cor marrom e um tenis de cor branco e vermelho. Ao seu lado esquerdo está o tecnico beard, um homem branco, barbudo, está utilizando boné, jaqueta de frio, moletom e tenis esportivo de cor azul. a direita, está Nathan Shelley, um homem pardo, está utilizando mesma jaqueta de beard, está vestido com uma camisa social de cor vinho, utilizando uma gravata. Com calças sociais cinza e um sapato social de cor preta. A direita de Nathan, está roy Kent, um homem branco, de barba, de terno preto, gravata preta e tenis de esportivo de cor preta." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33000" class="wp-caption-text">Ted Lasso mostra como seria um mundo ideal no futebol, com homens enfrentando a masculinidade frágil, questionando homofobia, racismo e xenofobia (Foto: AppleTV+)</figcaption></figure></p>
<p><b>3ª temporada de Ted Lasso</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> teve na sua terceira temporada, a última da série. A produção, que estreou em 2020, se tornou um sucesso na </span><i><span style="font-weight: 400;">AppleTV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> e nos seus dois primeiros anos conquistou dez </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i><span style="font-weight: 400;">, incluindo Melhor Série de Comédia. </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra como seria um mundo ideal no futebol, com homens enfrentando a masculinidade frágil, questionando homofobia, racismo e xenofobia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto no mundo real essas mudanças ocorrem de forma lenta, a série mostra que não é impossível esse mundo perfeito, basta ter as pessoas certas ao lado. Com um roteiro certeiro e excelentes atuações, a série tem a combinação perfeita de elementos que garantem uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">experiência incrível</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde um humor de bom coração até uma história atraente de zebras. Gerando momentos engraçados e emocionantes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted lasso</span></i><span style="font-weight: 400;"> terminou na hora certa. &#8211; </span><b>Rafael Gomes </b></p>
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<p><figure id="attachment_33006" aria-describedby="caption-attachment-33006" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33006" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image11.png" alt="Cena da série The Bear. Na fotografia, vemos o protagonista de Jeremy Allen White sentado dentro de um freezer, olhando para as faíscas formadas pelo uso de equipamentos do lado de fora para retirá-lo de lá. A visão da foto é como se estivéssemos vendo a cena das prateleiras. A foto tem tons azulados. Jeremy usa um uniforme de cozinheiro profissional na cor branca, possui algumas tatuagens no braço, é branco e possui cabelo loiro escuro." width="768" height="411" /><figcaption id="caption-attachment-33006" class="wp-caption-text">Nessa segunda temporada, encontramos um Carmy ainda mais abalado emocionalmente &#8211; se é que isso é possível (Foto: Star+)</figcaption></figure></p>
<p><b>2ª temporada de The Bear</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando a maré incrível das produções seriadas de 2023, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chega à mesa dos espectadores como um prato que balanceia perfeitamente o cítrico,  doce, amargo e, principalmente, o humano. Seguindo com o familiar caos </span><i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Carmy (Jeremy Allen White), apreciamos os novos sabores que surgem no restaurante mais amado de Chicago de uma maneira diferente do que em sua estreia &#8211; ainda mais íntimo que quando participamos dos gritos, choros e decepções da cozinha de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Beef</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Explorando o passado, presente e futuro da equipe, a direção brilha ao nos permitir entrar na vida de Sydney (nossa querida e aclamada </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/persons-of-interest/how-ayo-edebiri-went-from-being-an-uncomfortable-child-to-a-star-of-the-bear"><span style="font-weight: 400;">Ayo Edebiri</span></a><span style="font-weight: 400;">), Tina (Liza Colón-Zayas), Ebra (Edwin Lee Gibson) e Marcus (L-Boy). Conforme acompanhamos a construção do novo restaurante, vemos também o nascimento de novos profissionais, com novas versões daquelas figuras que víamos tão despreparadas no início da série. No fim, percebemos que o único que não consegue acompanhar esse ciclo de renovação é Carmy, que permanece preso nas antigas versões de si mesmo.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i><span style="font-weight: 400;"> não só conquistou ainda mais o coração do público como também muitas estatuetas nas </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><span style="font-weight: 400;">principais premiações</span></a><span style="font-weight: 400;"> da TV e do Cinema. Consolidando seu título de uma das melhores séries de 2023 e esquentando o clima e as panelas para uma terceira temporada na cozinha da chef Sydney. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<p><figure id="attachment_33003" aria-describedby="caption-attachment-33003" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33003" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8.png" alt="Em primeiro plano, uma senhora, que aparece do pescoço para cima, está sentada em um sofá encostado em uma parede com uma janela logo acima dele. Através da janela, do lado de fora da casa, estão, da esquerda para a direita, os personagens Asher, Dougie e Whitney conversando entre si." width="1999" height="1334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-768x513.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-1536x1025.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-1200x801.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33003" class="wp-caption-text">Com 94% de aprovação da crítica e apenas 41% de aprovação da audiência no site Rotten Tomatoes, a abordagem desconfortável de The Curse dividiu opiniões (Foto: Paramount+)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de The Curse</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem conhece os trabalhos anteriores do Nathan Fielder já espera que, se ele está envolvido, não vai ser fácil de assistir. Foi com </span><a href="https://youtu.be/ZjwLFZNCjDA?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Nathan for You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, série com que se lançou no </span><i><span style="font-weight: 400;">Comedy Central</span></i><span style="font-weight: 400;">, em estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">mockumentary</span></i><span style="font-weight: 400;">, que o comediante revelou sua habilidade em dominar a mescla entre o real e o absurdo como ninguém. Em 2023, se uniu ao co-criador da série, </span><a href="https://personaunesp.com.br/joias-brutas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Benny Safdie</span></a><span style="font-weight: 400;"> – parte de um dos duos de cineastas mais notáveis dessa geração junto ao seu irmão –, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/pobres-criaturas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emma Stone</span></a><span style="font-weight: 400;">, para mais uma vez testar os limites até os quais consegue induzir a vergonha alheia na audiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Curse</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Fielder e Stone interpretam um casal recém-casado estrelando um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> dirigido pelo personagem de Safdie, no qual querem documentar a visão deles para a transformação de um pequeno bairro majoritariamente latino e indígena no Novo México, chamado Española, em uma utopia moderna ecossustentável. Cria-se uma sátira hilária e inteligente ao </span><a href="https://mundonegro.inf.br/o-complexo-do-branco-salvador-no-cinema-norte-americano/"><span style="font-weight: 400;">complexo do salvador branco</span></a><span style="font-weight: 400;"> norte-americano e ao assistencialismo performático que o acompanha. A produção força ao máximo para descobrir o quanto conseguimos assistir sem desviar o olhar em constrangimento diante desses personagens completamente desligados da realidade que estão tão investidos em socorrer.  &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<p><figure id="attachment_33004" aria-describedby="caption-attachment-33004" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33004" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9.png" alt="Cena da série The Last Of Us. A fotografia mostra os protagonistas Ellie e Joel de costas, olhando para o horizonte de um campo aberto. Nele, temos destroços de uma tragédia de avião. Ellie é branca, usa um rabo de cavalo e seu cabelo é castanho. Ela veste uma jaqueta na cor vinho e usa uma mochila em tons verdes. Joel, em seu lado direito, é um homem branco, cabelo preto já com fios grisalhos, é bem mais alto que Ellie e usa uma camisa jeans escura e uma mochila. As roupas parecem surradas e sujas." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33004" class="wp-caption-text">A série foi inspirada no jogo de mesmo nome lançado em 2013 (Foto: Max)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de The Last Of Us</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando as notícias da adaptação do título de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;"> de maior sucesso da </span><i><span style="font-weight: 400;">Naughty Dog</span></i><span style="font-weight: 400;"> passaram a percorrer pelas mídias, uma linha tênue desenhou-se em meio às expectativas, desejos e medos: </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seria um sucesso total ou uma desgraça completa. Para nossa sorte, nunca antes tínhamos presenciado uma construção de roteiro, personagens e expansão tão rica como a que foi produzida dentro do universo pós-apocalíptico da produção da HBO.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, a devastação total causada pelo </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx795x3v7q0o"><span style="font-weight: 400;">fungo </span><i><span style="font-weight: 400;">Cordyceps</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não é o foco da trama. Apesar da luta pela sobrevivência ser um fantasma que acompanha constantemente os protagonistas, a narrativa nos leva pelas angústias, traumas, violências e o amor envolvido nas relações que ainda restaram. Com sensibilidade e fidelidade, é lindo acompanhar a luz que nasce através da relação entre Ellie (</span><a href="https://www.gq-magazine.co.uk/culture/article/bella-ramsey-interview-2023"><span style="font-weight: 400;">Bella Ramsey</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Joel (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-3a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Pedro Pascal</span></a><span style="font-weight: 400;">) que, timidamente, ilumina um futuro um pouco menos sombrio para ambos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com críticas pelo lado dos fãs dos </span><i><span style="font-weight: 400;">games</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série furou a bolha e conquistou até mesmo aqueles que não possuem um console em casa. Com uma </span><a href="https://olhardigital.com.br/2023/12/07/cinema-e-streaming/the-last-of-us-hbo-revela-quando-a-2a-temporada-vai-estrear/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada confirmada</span></a><span style="font-weight: 400;"> e alguns prêmios ganhos pelo caminho, teremos o privilégio de ver um jogo de sucesso virar, também, uma série de renome absoluto. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<p><figure id="attachment_33043" aria-describedby="caption-attachment-33043" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33043" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45.jpg" alt="Foto da série The Other Two. Na imagem, vemos um homem branco de cabelos castanhos e uma mulher branca de cabelos loiros sentados em um avião. Eles estão chocados com algo que viram no celular que a mulher está segurando." width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33043" class="wp-caption-text">The Other Two termina a terceira temporada no auge do texto e do timing cômico (Foto: Max)</figcaption></figure></p>
<p><b>3ª temporada de The Other Two</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de três irmãos: um adolescente que se tornou um </span><i><span style="font-weight: 400;">superstar</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os ‘outro dois’, por isso o nome da série. A comédia é um triunfo graças ao texto afiado de Chris Kelly e Sarah Schneider. Os dois não poupam críticas aos acontecimentos do entretenimento dos últimos anos, como a relação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><a href="https://queer.ig.com.br/2022-03-10/disney-proibe-personagens-lgbt.html"><span style="font-weight: 400;">personagens LGBTs</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a dinâmica entre assessores de imprensa e superestrelas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da ascensão de um jovem e a decadência de seus irmãos mais velhos, </span><a href="https://www.boletimnerd.com.br/the-other-two-serie-hilaria-hbo/"><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> coloca em foco aqueles que se sentem perdidos na vida adulta. O terceiro e último ano da série encerra as jornadas de Brooke e Carey Dubek brilhantemente, mostrando que eles são muito mais do que apenas ‘os outros dois’. Terminando no auge, a comédia vale o seu tempo. &#8211;</span><b> Guilherme Machado Leal</b></p>
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<p><figure id="attachment_33028" aria-describedby="caption-attachment-33028" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33028" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33.jpg" alt="Cena da série Treta. À esquerda, está a personagem Amy Lau. Ela é uma mulher amarela, de cabelo curto descolorido e está usando óculos de armação prata, um casaco em tons de cinza, uma camisa branca e um colar colorido. Ela está dentro de um carro branco com a cabeça de fora da janela. Sua expressão é de raiva: sobrancelhas franzidas e boca semiaberta, mostrando os dentes. Ela está apoiando a mão direita na parte superior da janela do carro. À direita, está o personagem Danny Cho. Ele é um homem amarelo, de cabelo curto preto e está usando uma jaqueta preta e uma regata branca. Ele está dentro de um carro vermelho desbotado. Sua cabeça e seus braços estão para fora da janela e ele apresenta uma expressão de raiva, com os olhos arregalados e a boca semiaberta, mostrando os dentes." width="1280" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-1200x633.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33028" class="wp-caption-text">Treta é uma comprovação de que ninguém tem moral para jogar a primeira pedra (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><b>Treta (Beef)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produtora </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2023/03/14/interna_cultura,1468581/conheca-a-a24-produtora-que-dominou-o-oscar-de-2023.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">nunca falha em garantir a representatividade da minoria mais amada do audiovisual: os coitados. Estrelada por Ali Wong e Steven Yeun, a minissérie </span><a href="https://personaunesp.com.br/treta-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Treta</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é uma jornada envolvente de altos e baixos permeada pelo ditado “</span><i><span style="font-weight: 400;">quando você aponta um dedo para alguém, três estão apontados para você</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Afinal de contas, o vazio de uma vida pode ser preenchido pelo vazio de outra? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistir à </span><i><span style="font-weight: 400;">Treta </span></i><span style="font-weight: 400;">pode levar uma única tarde, mas digeri-la pode levar dias. Tal fato se deve tanto ao seu caráter tosco quanto à sua beleza </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qUtwKiNxCFE"><span style="font-weight: 400;">disfuncional</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esta, aliás, está registrada nos dois protagonistas cuja inimizade não passa de uma florescência de auto-ódio, regado desde sempre na vida de ambos. Embora o começo dê uma impressão de simplicidade da trama, a obra logo prova ser um método eficaz contra o acúmulo de pontos na carteira, uma vez que uma mera briga no trânsito pode nos levar a lidar com algo pior do que multas: nós mesmos. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
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<p><figure id="attachment_33046" aria-describedby="caption-attachment-33046" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33046" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48.jpg" alt="Cena da novela Vai na Fé (2023). Sol (Sheron Menezzes), Jenifer (Bella Campos) e Ben (Samuel Assis) estão sorrindo para uma foto. Sol é uma mulher negra de cabelos cacheados com mechas loiras,a sua esquerda está sua filha Jenifer, uma mulher negra jovem, de cabelos compridos e ondulados e camisa azul, e Ben, um homem negro, de barba, cabelo curto, camisa e gravata." width="900" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48.jpg 900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33046" class="wp-caption-text">Sol (Sheron Menezzes) luta para conquistar seus sonhos, sem nunca deixar de cativar o público [Foto: Globoplay]</figcaption></figure><b>Vai Na Fé</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de superação de uma mulher que sonha em ser cantora, mas trabalha vendendo marmitas para pagar a faculdade da filha parece um enredo banal ou clichê visto de longe, mas a riqueza de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vai Na Fé</span></i><span style="font-weight: 400;"> está em seu bom humor e leveza de cada personagem, uma boa percepção dos roteiristas diante da </span><a href="https://gshow.globo.com/novelas/vai-na-fe/noticia/jose-loreto-renata-sorrah-e-elenco-de-vai-na-fe-aquecem-expectativa-para-estreia.ghtml"><span style="font-weight: 400;">versatilidade dos brasileiros</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esses que aceitam uma história que inclui casais LGBTQIA + e pessoas negras com imensa importância na trama, ao mesmo tempo em que é protagonizada por uma família de fervorosos religiosos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações são absurdamente cativantes e  fazem se fundir as personalidades reais e fictícias. Os maiores destaques são Sheron Menezzes como Sol e </span><a href="https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2023/07/30/sucesso-em-vai-na-fe-conheca-a-trajetoria-de-clara-moneke-muito-orgulho-de-ter-comecado-em-um-curso-de-teatro-gratuito.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Clara Moneke</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Kate Cristina, uma se destacando pela imensa capacidade de seduzir e prender a torcida leal do público e a outra por conseguir arrancar as risadas mais genuínas possíveis.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/vai-na-fe-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vai na Fé</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, sem dúvidas, a novela que mais captou a essência brasileira sem precisar do tradicional rebusco das novelas das nove. Uma obra simples direta e absolutamente cativante, com uma trama baseada em problemas cotidianos e sem grandes ambições, o roteiro de Rosana Svartman mostra como equilibrar perfeitamente os interesses de uma nova geração hiperconectada que tinha se afastado da TV aberta na última década, e os interesses de quem sempre amou as </span><a href="https://personaunesp.com.br/pantanal-critica/"><span style="font-weight: 400;">novelas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que talvez tema as mudanças que o tempo traz ao gênero. </span><i><span style="font-weight: 400;">Vai na Fé</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcou não só o ano como a própria história da teledramaturgia. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<p><figure id="attachment_33005" aria-describedby="caption-attachment-33005" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33005" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10.png" alt="Recorte de jornal exibido durante a série da Globoplay Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho. O recorte de jornal traz uma aparência envelhecida com elementos clássicos como manchete em negrito e caixa alta, texto corrido em colunas e uma imagem em destaque. No caso, a manchete traz escrito “Fim de um clã do jogo do bicho” e uma imagem em preto e branco de um senhor que veste uma camiseta branca com óculos escuros. Os demais elementos estão borrados para dar enfoque à manchete." width="984" height="554" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10.png 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33005" class="wp-caption-text">Sucesso no streaming, o seriado documental também gerou um podcast com trechos inéditos (Foto: Globoplay)</figcaption></figure></p>
<p><b>1ª temporada de Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com grande repercussão no universo cronicamente </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aL4KpOGjiw0"><i><span style="font-weight: 400;">Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ecoa um fenômeno tão intriseco na realidade brasileira que poderia muito bem se encaixar às referências culturais de Silvio Santos e futebol, presentes naquele </span><i><span style="font-weight: 400;">meme</span></i><span style="font-weight: 400;"> que usamos quando um ‘gringo’ descobre algo sobre nós nas redes sociais: “</span><a href="https://knowyourmeme.com/photos/1297911-is-this-a-jojo-reference"><i><span style="font-weight: 400;">Is that a Brasil reference?</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com a pesquisa aprofundada de Fellipe Awi, a série documental da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> é estilosa graças a direção artística de Monica Almeida e surpreende, ainda, com uma sequência de acertos de Pedro Bial na narração dos sete episódios dirigidos por Awi, Ricardo Calil e Gian Carlo Bellotti.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prática </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/series/serie-da-globoplay-mergulha-na-guerra-do-jogo-do-bicho,89e6da2cf3d0fe4be99b48c1b7b8f007b38yf4uc.html"><span style="font-weight: 400;">atualmente ilegal</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é incomum a nós, na verdade, estamos acostumados a escutar histórias sobre algum parente que, em uma determinada época, se envolveu de vez com as apostas, ou conhece aqueles que mantém seus negócios às escondidas. Passando de forma tão natural como o assunto é, de bar em bar, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho</span></i><span style="font-weight: 400;"> acerta ao escolher os grandes ‘</span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/tv/noticia/2023/11/veja-quem-sao-os-bicheiros-retratados-em-vale-o-escrito-a-guerra-do-jogo-do-bicho-clpcvt9lr0037015e2ke2hiex.html"><span style="font-weight: 400;">bicheiros</span></a><span style="font-weight: 400;">’ do Rio de Janeiro como recorte, assim, representando, todo o caos e violência gerados pela prática entre os grandes chefões das escolas de samba. O tópico é sensível, os </span><a href="https://www.techtudo.com.br/listas/2023/12/vale-o-escrito-veja-personagens-do-documentario-de-jogo-do-bicho-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> existem na vida real e continuam entre nós, nisso, o documentário parece finalmente elucidar questões enraizadas pelo país</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<p><figure id="attachment_33021" aria-describedby="caption-attachment-33021" style="width: 1248px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33021" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26.jpg" alt="Foto da série Yellowjackets. Na imagem, aparecem quatro garotas em uma floresta. Elas estão no inverno. Da esquerda para a direita, há uma mulher branca com cabelos ruivos, uma mulher branca com cabelos loiros, uma mulher preta com cabelos cacheados e uma mulher branca com cabelos castanhos." width="1248" height="702" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26.jpg 1248w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33021" class="wp-caption-text">Yellowjackets é, provavelmente, a série em que o flashback importa mais do que o presente vivido pelos personagens (Foto: Showtime)</figcaption></figure></p>
<p><b>2ª temporada de Yellowjackets</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série </span><a href="https://personaunesp.com.br/yellowjackets-1a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Yellowjackets</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma premissa um tanto curiosa: na década de 1990, adolescentes do time de futebol da escola x embarcam para jogar nas competições nacionais e sofrem um acidente de avião. Durante 15 meses, as garotas, mais conhecidas como as Yellowjackets, vivem à mercê dos perigosos das florestas em busca de ajuda. Na segunda temporada, a abordagem se torna mais intensa e acompanhamos o definhamento das meninas e a animalização a que são submetidas devido à vida que levaram nesse período. Com o drama mesclado a tiradas sutis, o programa televisivo do </span><i><span style="font-weight: 400;">Showtime</span></i><span style="font-weight: 400;"> amplia o amor que os fãs possuem pelas Jaquetas Amarelas ao mostrar todas as facetas das personagens principais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama é dividida em dois momentos temporais: no passado, época em que as Yellowjackets tinham a floresta como o seu lar, e no presente, 25 anos após o choque que marcou a vida de cada uma daquelas garotas, seja individual ou coletivamente. Além da narrativa, as atuações são de tirar o fôlego. Com um elenco adolescente </span><i><span style="font-weight: 400;">à la HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, as atrizes principais entregam o texto do </span><a href="https://personaunesp.com.br/yellowjackets-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">segundo ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> da forma que ele merece; nem tão dramático tampouco raso, na medida certa. Aliás, as veteranas que interpretam as mesmas personagens após a passagem de tempo cumprem o papel e fazem jus à versão imatura delas Aqui, os traumas e as personalidades são indissociáveis, se entrelaçando e constituindo as características principais do sexteto imortal. &#8211; </span><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
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		<title>Os Curta-metragens do Oscar 2024</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Mar 2024 19:36:52 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Muitos dos que se propõem a maratonar a lista dos indicados ao Oscar se esquecem dos curtas-metragens. O desinteresse pela categoria as impede de experienciar histórias valiosas e marcantes em diferentes temáticas e formatos &#8211; animação, live-action ou documentário. Os curtas são capazes de explorar qualquer assunto em um tempo limitado sem parecer superficial, te &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/curta-metragens-oscar-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Curta-metragens do Oscar 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_32710" aria-describedby="caption-attachment-32710" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32710" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/curtas_oscar.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/curtas_oscar.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/curtas_oscar-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/curtas_oscar-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32710" class="wp-caption-text">Assim como os longas, os curtas do Oscar 2024 esbarram nos debates sobre os conflitos mundiais (Arte: Aryadne Xavier)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos dos que se propõem a maratonar a lista dos indicados ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se esquecem dos curtas-metragens. O desinteresse pela categoria as impede de experienciar histórias valiosas e marcantes em diferentes temáticas e formatos &#8211; animação, </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou documentário. Os curtas são capazes de explorar qualquer assunto em um tempo limitado sem parecer superficial, te fazem rir, chorar, se inspirar, apaixonar e, às vezes, tudo isso ao mesmo tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na ficção, as produções selecionadas pela </span><a href="https://personaunesp.com.br/oscar-2022-present-all-23-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Academia</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a 96ª edição da premiação abordam desde temas coletivos como aborto, abuso infantil e o holocausto, até questões subjetivas e individuais como o luto e memórias da infância. Na categoria documental, as obras retratam, além da vida pacata de duas senhoras e do impacto da música no desenvolvimento de estudantes, denúncias sociais sobre a proibição de livros em escolas, a disparidade econômica-racial e questões diplomáticas. Mesmo que de forma breve, não falham em se aprofundar em temáticas complexas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os curtas não ficam para trás dos longas-metragens, nem em qualidade da história, relevância ou impacto emocional. Apesar de serem desvalorizados em relação aos principais prêmios da noite, você só tem a ganhar dando uma chance para essas narrativas. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-curtas-do-oscar-2023/"><span style="font-weight: 400;">Cineclube de curtas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><b>Persona </b><span style="font-weight: 400;">vem com essa finalidade: valorizar as produções indicadas e, quem sabe, te incentivar a conhecer um pouco mais sobre essas histórias. </span><b>&#8211; Amabile Zioli e Giovanna Freisinger</b></p>
<p><span id="more-32656"></span></p>
<hr />
<h2>Melhor Curta-metragem Live-action</h2>
<p><figure id="attachment_32668" aria-describedby="caption-attachment-32668" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32668" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4.jpg" alt="Cena do filme A Incrível História de Henry Sugar. Em primeiro plano está o personagem Henry Sugar, interpretado por Benedict Cumberbatch, com uma vela acesa em sua frente, olhando para a câmera com uma feição séria. Ele é branco, com cabelo e bigode marrom e olhos azuis. Em segundo plano, há a bancada de uma cozinha. O chão é quadriculado em branco e azul. A bancada é branca e possui utensílios de cozinha em cima: torneiras, bacias, potes, bule, entre outras coisas. Um pouco à frente, há um aparador com taças, gelo e garrafas de bebidas alcóolicas. Nas paredes brancas, há dois quadros" width="1170" height="780" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32668" class="wp-caption-text">O Fantástico Sr. Raposo (2009), dirigido por Anderson, também é uma adaptação da literatura de Dahl (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><strong>A Incrível História de Henry Sugar </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, Wes Anderson lançou uma série de quatro curtas na plataforma &#8211; </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-incrivel-historia-de-henry-sugar-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Incrível História de Henry Sugar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Cisne</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Caçador de Ratos</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Veneno</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;">O primeiro, indicado ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Melhor Curta-Metragem Live-Action, é a representação fiel do livro homônimo de Roald Dahl que conta a história do mágico paquistanês Kuda Bux, vivo durante os Anos 1990. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As características marcantes da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IvFxK3kz9Aw"><span style="font-weight: 400;">direção de Anderson</span></a><span style="font-weight: 400;"> estão presentes mais uma vez no curta. A centralização perfeccionista e a atuação teatral tornam o </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i><span style="font-weight: 400;">  contagiante e fazem 40 minutos parecerem 10. Para fãs do diretor, essa é sua volta triunfante para o mundo das adaptações. O </span><a href="https://www.techtudo.com.br/guia/2023/09/incrivel-historia-de-henry-sugar-veja-sinopse-elenco-e-trailer-do-curta-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">elenco</span></a><span style="font-weight: 400;"> e roteiro são peças-chave para esse sucesso: com a quebra da quarta parede em diversos momentos, o espectador se sente mais próximo da cativante história de Henry Sugar. </span><b>&#8211; Amabile Zioli</b></p>
<p><figure id="attachment_32700" aria-describedby="caption-attachment-32700" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32700" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-7.png" alt="Cena do curta The After, Homem de pele negra, com barba, olhando para cima, com os olhos cheios de lágrimas, está com sua mão no pescoço, onde há um close em sua mão com a aliança. O homem está com um sentimento de saudade. O cenário da imagem é um estacionamento no meio da cidade. " width="1024" height="576" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-7.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-7-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-7-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32700" class="wp-caption-text">O filme consegue retratar o sentimento proposto, tratando de algo complexo e que não tem como ser solucionado ou contornado (Foto: Netflix)</figcaption></figure></p>
<p><strong>The After </strong></p>
<p><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/The_After"><i><span style="font-weight: 400;">The After</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">aborda um tema sensível ao qual estamos expostos em nosso dia a dia. Sempre  acostumados com a rotina, qual seria nossa reação diante de uma tragédia inesperada? O que poderia ser só mais um dramalhão vira um curta com um grande exemplo de reflexão e resiliência, uma obra sobre a empatia e o desconhecimento da jornada individual de cada um. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em decorrência do trauma, a vida de Dayo, interpretado por </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/David_Oyelowo"><span style="font-weight: 400;">David Oyelowo</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Selma: Uma Luta Pela Igualdade</span></i><span style="font-weight: 400;">, 2014) muda completamente após uma morte na família. Sua carreira bem-sucedida foi para o espaço: o protagonista vai de um executivo de sucesso a um motorista de aplicativo. Tentando se reconstruir, mas com o peso do passado ao seu lado, durante uma viagem, o encontro com uma passageira o obriga a encarar sua jornada de dor. </span><i><span style="font-weight: 400;">The After</span></i><span style="font-weight: 400;"> vai além da dor do personagem principal e entrega um curta-metragem sobre o próximo, sua história e seu legado. A abordagem, o roteiro e personagens, todos são levados a encarar o luto, em uma aula de amor que toma poucos minutos do seu tempo e irá te emocionar e refletir. <strong>&#8211; Rafael Gomes</strong></span></p>
<p><figure id="attachment_32701" aria-describedby="caption-attachment-32701" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32701" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8.png" alt="Cena do curta-metragem Invincible. O protagonista Marc, dos ombros para cima, segura um cigarro entre os dentes enquanto olha para a sua frente. O personagem tem o cabelo curto, um corte raspado, e está com um fone de ouvido em volta do pescoço. Ao fundo, o céu azul ocupa a tela inteira." width="1999" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-1536x1153.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-8-1200x900.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32701" class="wp-caption-text">“Um garoto em uma busca desesperada por liberdade.” Essa é a definição usada na sinopse do curta (Foto: Telescope Films)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Invincible </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado na trágica história real do amigo de infância do diretor </span><a href="https://filmshortage.com/an-interview-with-acclaimed-director-vincent-rene-lortie-on-his-oscar-qualifying-short-film-invincible/"><span style="font-weight: 400;">Vincent René-Lortie</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Invincible</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um conto devastador sobre a juventude. Em sua primeira cena, o curta define o tom da história que caminha para um final inevitável, acompanhando como o protagonista, Marc, um garoto de 14 anos, chega até esse ponto. A direção conquista uma conexão emocional com o personagem e a história, tornando impossível para o espectador não se envolver.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O menino está sob a tutela de um centro de detenção juvenil, mas a história escolhe focar no indivíduo e seus sentimentos, ao invés das ações que o levaram por esse caminho. A performance do jovem </span><a href="https://vimeo.com/901531974"><span style="font-weight: 400;">Léokim Beaumier-Lépine</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o destaque da obra: o ator consegue comunicar emoções complexas e conflitantes apenas com suas expressões, como uma janela para o que ocupa a mente do personagem durante as 48 horas em que se passa o filme. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<p><figure id="attachment_32703" aria-describedby="caption-attachment-32703" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32703" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-3.png" alt="Cena do curta-metragem Knight of Fortune. À esquerda, o personagem Torben, ao lado de Karl. Os homens estão lado a lado e em frente ao topo de um caixão branco. Atrás deles, a parede de azulejos branca é iluminada por uma lâmpada de led." width="600" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-32703" class="wp-caption-text">Às vezes é mais fácil encontrar distrações, como consertar uma lâmpada, do que encarar a realidade (Foto: Jalabert Productions)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Knight of Fortune </strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Knight of Fortune </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma representação comovente e realista de pessoas passando por dores inimagináveis e, mesmo assim, encontrando do que rir. O curta-metragem de </span><a href="https://directorsnotes.com/2024/02/08/lasse-lyskjaer-noer-knight-of-fortune/#video-interview"><span style="font-weight: 400;">Lasse Lyskjær Noer</span></a><span style="font-weight: 400;"> ilumina as inexplicáveis nuances e ironias do luto. Karl, recém viúvo, visita uma capela para se despedir de sua falecida esposa, mas não consegue reunir a coragem para vê-la daquele jeito e pela última vez. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor encontra o humor no absurdo das coisas trágicas que não tem razão. Durante seus 25 minutos de duração, o curta é igualmente </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/screening-room/grief-and-comedy-come-together-in-knight-of-fortune"><span style="font-weight: 400;">engraçado e arrebatador</span></a><span style="font-weight: 400;">, conquistando ambos por sua honestidade brutal. As atuações são de uma sensibilidade ímpar e o que faz a história funcionar. Leif Andrée como Karl e Jens Jørn Spottag como Torben, outro viúvo que cruza o caminho do protagonista no momento em que ele mais precisa, compreendem como a dor compartilhada conecta as pessoas. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<p><figure id="attachment_32658" aria-describedby="caption-attachment-32658" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32658" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3.png" alt="" width="1500" height="843" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3.png 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3-1024x575.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-3-1200x674.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32658" class="wp-caption-text">Red, White and Blue é a grandiosa estreia de Nazrin Choudhury na direção, inspirada pela sua própria experiência com um aborto legal (Foto: Samantha Bee)</figcaption></figure></p>
<p><b>Red, White and Blue</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora nenhum curta-metragem deva desbancar o favoritismo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-incrivel-historia-de-henry-sugar-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Incrível História de Henry Sugar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Red, White and Blue </span></i><span style="font-weight: 400;">chega o mais próximo possível. Na história, uma mãe solo de duas crianças (Brittany Snow), passando por dificuldades financeiras e para criar os filhos, viaja pelo país para realizar um aborto. Ao chegar no destino, a descoberta da </span><a href="https://www.eninarothe.com/movies/2024/1/28/nazrin-choudhurys-short-red-white-and-blue-is-an-oscar-nominated-must-watch"><span style="font-weight: 400;">real motivação</span></a><span style="font-weight: 400;"> da protagonista é desestabiliza qualquer espectador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com performances tocante de Snow e da jovem Juliet Donenfeld, que interpreta a filha mais velha, o curta envolve ao apresentar uma relação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-acontecimento-livro-critica/"><span style="font-weight: 400;">parceria</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre mãe e filha que, diante de uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/blonde-critica/"><span style="font-weight: 400;">adversidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, se aprofunda ao som das músicas no rádio e das paradas no caminho da viagem. Apesar da conclusão dilacerar o coração, a direção e roteiro de Nazrin Choudhury arriscam a subjetividade e sensibilidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">Red, White and Blue </span></i><span style="font-weight: 400;">em nome de um </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist </span></i><span style="font-weight: 400;">didático demais. &#8211; </span><b>Vitória Gomez</b></p>
<hr />
<h2>Melhor Curta-metragem Documental</h2>
<p><figure id="attachment_32660" aria-describedby="caption-attachment-32660" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32660" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4.png" alt="Cena do curta-metragem The ABCs of Book Banning. Na imagem, a câmera captura as mãos de uma criança negra folheando um livro aberto em uma mesa escura. O livro é repleto de escritos em letras garrafais a apresenta um desenho colorido de uma pensadora negra que diz: “You tell them who you are” (“Você diz a eles quem você é”, em tradução livre)." width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32660" class="wp-caption-text">O curta-metragem estreou no Festival de Cinema de Woodstock (Foto: Paramount+)</figcaption></figure></p>
<p><strong>The ABCs of Book Banning</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Partindo de uma premissa interessante – combater a restrição de livros nas escolas dos Estados Unidos através das opiniões dos leitores, as crianças —, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=97H-2d2VAcc"><i><span style="font-weight: 400;">The ABCs of Book Banning</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consegue falhar tanto na execução que o grande destaque acaba sendo o depoimento de Grace Linn, uma senhora de 100 anos, e não uma fala de algum ser pequeno apaixonado pelo universo das palavras. Indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2024 de Melhor curta-metragem documental, o filme usa algumas cartas extremamente estadunidenses, como a constante menção à suposta liberdade incondicional do país e a construção de uma atmosfera que parece querer dizer, a todo o momento, o quanto as suas novas gerações serão as responsáveis por transformar o futuro em um mundo melhor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de cair nessas ilusões que ignoram completamente contextos político-sociais adversos – afinal, nem todas as crianças são criadas em lares liberais –, a direção do trio</span> <span style="font-weight: 400;">Trish Adlesic</span><span style="font-weight: 400;">, Nazenet Habezghi e Sheila Nevins é confusa e mal-sabe aproveitar as entrevistas com os escritores dos livros banidos, incluindo Maia Kobabe de </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/diversidade/2023/06/02/noticia-diversidade,1502174/genero-queer-livro-mais-banido-dos-eua-chega-ao-brasil.shtml#:~:text=%22G%C3%AAnero%20Queer%22%2C%20o%20quadrinho,contesta%C3%A7%C3%B5es%20%C3%A0%20obra%20n%C3%A3o%20arrefeceram."><i><span style="font-weight: 400;">Gênero Queer: Memórias</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o título mais ameaçado nos EUA dos últimos anos. Já a Montagem de Gladys Mae Murphy chega a ser grotesca por alternar tenebrosamente entre frases rápidas, narrações de trechos sem contexto das obras e animações que explodem em cores, além de unir pensamentos que excluem um ao outro; como a jovem que acredita ser o que é hoje pelos livros que leu e Nikki Giovanni refutando o poder das palavras sobre as pessoas. No fim, a sensação que fica é a de que o conteúdo, naturalmente profundo e complexo, realmente não cabe em um curta-metragem. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><figure id="attachment_32659" aria-describedby="caption-attachment-32659" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32659" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-3.png" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-3.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-3-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32659" class="wp-caption-text">“Justiça econômica é sobre ter uma oportunidade &#8211; uma oportunidade real” (Foto: The New Yorker)</figcaption></figure></p>
<p><strong>The Barber of Little Rock </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na categoria de Melhor Curta-Metragem Documental, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">já não esconde que volta seus olhares para histórias pessoais, movidas pela paixão de um protagonista. </span><i><span style="font-weight: 400;">Como Cuidar de um Bebê Elefante</span></i><span style="font-weight: 400;">, vencedor de 2023, por exemplo, mostra um casal indiano dedicado a cuidar e proteger elefantes bebês órfãos. Um dos </span><a href="https://www.termometrooscar.com/melhor-documentaacuterio-em-curta-metragem.html"><span style="font-weight: 400;">favoritos na categoria este ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> não foge da proposta: </span><i><span style="font-weight: 400;">The Barber of Little Rock </span></i><span style="font-weight: 400;">se inicia com quadros fechados em Arlo Washington dirigindo por sua cidade natal, Little Rock, enquanto reflete sobre a desigualdade entre os bairros negros e brancos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi pensando nisso que ele decidiu abrir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1amOPUn49aM"><span style="font-weight: 400;">sua própria barbearia</span></a><span style="font-weight: 400;">, onde, aos finais de semana, ensina jovens a seguir na profissão e empreender para conquistar a segurança financeira. Washington também é conselheiro em uma instituição que ajuda pessoas que precisam de dinheiro a se organizar financeiramente e recuperar o poder de cuidar das próprias vidas, para que não dependam de políticas públicas americanas, muitas vezes carentes ou que não alcançam uma determinada parcela da população.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do nome, o documentário </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/the-new-yorker-documentary/barber-of-little-rock-arlo-washington-wealth-gap"><span style="font-weight: 400;">não é sobre a barbearia</span></a><span style="font-weight: 400;"> em Little Rock e sim sobre as desigualdades sociais americanas que levaram a população negra do país a morar em regiões desassistidas, onde os empregos e o acesso a instituições bancárias e de ensino financeiro são escassas, e as oportunidades de crescer na vida são desiguais aos bairros brancos. As cenas mais emocionantes não são os monólogos inspirados do protagonista, mas são os momentos em que se presencia o quanto pequenas ações têm um significado enorme em uma comunidade tão unida. &#8211; </span><b>Vitória Gomez</b></p>
<p><figure id="attachment_32706" aria-describedby="caption-attachment-32706" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32706" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Island-in-Between.jpeg" alt="" width="640" height="333" /><figcaption id="caption-attachment-32706" class="wp-caption-text">Em um mix de identidades, a ilha do meio não tem lados além do seu (Foto: The New York Times)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Island in Between</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Island in Between</span></i><span style="font-weight: 400;"> concorre na categoria Melhor Curta-Metragem Documental no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2024. A produção busca retratar as tensões entre China e Taiwan a partir de Kinmen, uma ilha que faz parte do território taiwanês, mas fica localizada ao lado do território chinês. Ao longo da passagem da obra, cada vez mais, fica claro que Kinmen sofre, sim, com os impasses ideológicos das duas nações, porém, se expressa em uma cultura singular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As gravações foram feitas durante a pandemia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/sob-pressao-plantao-covid-critica/"><span style="font-weight: 400;">Covid-19</span></a> <span style="font-weight: 400;">e são dirigidas por S. Leo Chiang, que escolheu a ilha justamente por ter sido o lugar onde seu pai serviu no exército muitos anos antes. No entanto, conforme passa pela experiência no lugar, alguns dos ideais que cultivou a vida toda vão se dissolvendo. Afinal, a ilha do meio cria sua própria história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta não se dispõe a responder qual lado é certo ou errado, apenas contrapõe os efeitos da </span><a href="https://exame.com/mundo/conflito-taiwan-china-biden/"><span style="font-weight: 400;">dualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre os países e seus efeitos na população, como o capitalismo e o comunismo das políticas econômicas ou os próprios resquícios da independência de Taiwan. Em imagens amadoras, o meio é o resultado do imprevisível; um mix no qual os filhos não concordam com os pais. <strong>&#8211; Jamily Rigonatto</strong></span></p>
<p><figure id="attachment_32664" aria-describedby="caption-attachment-32664" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32664" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5.png" alt="Cena de A última Loja de Reparos. Nela, vemos uma criança negra. Ela está tocando violino, mas a câmera dá um close em seu rosto, onde só é possível vê-la olhando para cima enquanto sorri e um fone preto em seu ouvido. Ao fundo, uma sala de concertos aparece desfocada." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-5-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32664" class="wp-caption-text">Em A Última Loja de Consertos, não há diferença entre conserto e concerto (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure></p>
<p><b>A Última Loja de Consertos (The Last Repair Shop)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos instrumentos de cordas eruditas, há uma pequena peça feita em madeira de, no máximo, 35 centímetros chamada </span><a href="https://hpgmusical.com/diversos/acessorios/almas#:~:text=O%20Que%20%C3%A9%20e%20Qual,vibrem%20juntas%2C%20de%20forma%20harmoniosa."><span style="font-weight: 400;">alma</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ela é cuidadosamente e matematicamente colocada em um local dentro dos violinos, violas, violoncelos e contrabaixos e garante toda a sustentação do corpo desses instrumentos. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Última Loja de Consertos</span></i><span style="font-weight: 400;">, disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+ </span></i><span style="font-weight: 400;">e que concorre a Melhor Curta-metragem Documental no </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=oscar"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a alma também é abordada, mas dessa vez, a humana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta conta a história de quatro </span><a href="https://www.encorda.com.br/blog/o-que-faz-um-luthier/"><span style="font-weight: 400;">luthiers</span></a><span style="font-weight: 400;"> responsáveis pelos reparos dos instrumentos de um distrito educacional de Los Angeles. A produção acerta ao, mesmo envolta no cenário musical, optar por colocá-lo em segundo plano para subir o som quando necessário, provando entender a máxima de Mozart, que dizia que a Música não está nas notas, mas no silêncio entre elas. Aqui, são as histórias de Dana e sua sexualidade, Paty e a imigração, Duane e sua trajetória louca seguindo Elvis Presley, e Steve e sua situação de refugiado após o conflito </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/09/entenda-o-conflito-entre-azerbaijao-e-armenia-no-caucaso.shtml"><span style="font-weight: 400;">Armênia-Azerbaijão</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos anos 1990 que ecoam e mostram o quanto Música e vida se complementam e são imprescindíveis entre si. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><figure id="attachment_32667" aria-describedby="caption-attachment-32667" style="width: 1433px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32667 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6.png" alt="Cena do curta-metragem Nai Nai &amp; Wài Pó. A foto mostra as duas mulheres e protagonistas, Nai Nai e Wài Pó, próximas da câmera e olhando-a com feições felizes, com pequenos sorrisos. No plano de fundo, há folhagens de árvores" width="1433" height="1029" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6.png 1433w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6-800x574.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6-1024x735.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6-768x551.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-6-1200x862.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32667" class="wp-caption-text">Nai Nai possui 86 anos e Wài Pó, 96, e a idade não impede nenhuma das duas de viver (Foto: Disney+)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Nai Nai &amp; Wai Pó </strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Nai Nai &amp; Wài Pó</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um dos apaixonantes indicados ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Curta-metragem Documental, e acompanha o dia a dia de duas avós que dividem, além da vida, uma casa e um neto, Sean Wang, o diretor do curta. Com um tom extremamente pessoal e íntimo, Wang coloca em foco a rotina simples, mas adorável, de duas taiwanesas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre danças descontraídas, afetos emocionantes e nada de tão interessante acontecendo, </span><a href="https://youtu.be/5IuISSzpgsE?si=AiLw9c9uQOptZaIl"><i><span style="font-weight: 400;">Nai Nai &amp; Wài Pó</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vem para mostrar que a monotonia da vida não é um problema. Repleto de diálogos improvisados e genuínos, o diretor &#8211; e neto &#8211; não precisa elaborar perguntas específicas para torná-los interessantes. O curta-metragem é a aposta da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> para levar a estatueta de ouro. </span><b>&#8211; Amabile Zioli</b></p>
<hr />
<h2>Melhor Curta-metragem de Animação</h2>
<p><figure id="attachment_32705" aria-describedby="caption-attachment-32705" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32705" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Letter-to-a-pig-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32705" class="wp-caption-text">Letter to a Pig é uma coprodução entre Israel e França (Foto: Miyu Distribution)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Letter to a Pig </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob traços que misturam realismo e esboços em preto e branco, </span><i><span style="font-weight: 400;">Letter to a Pig</span></i><span style="font-weight: 400;">, concorrente a Melhor Curta- Metragem de Animação no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2024, é conflitante. Dirigida por Tal Kantor, a produção se debruça sobre a herança dolorosa e o abismo entre as gerações pós Segunda Guerra Mundial. No filme, um homem idoso lê para uma turma de alunos uma carta de agradecimento a um porco que o salvou durante o holocausto. As reações são inesperadamente debochadas e é aqui que os papéis se invertem e a identidade se líquida em contradições. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Levados pela alucinação de uma das garotas, os estudantes encontram a antiga casa que abriga a história do homem. Dentro dela, está o porco, tachado como nojento. Ali o grupo hostiliza o animal e a cena enoja, nos fazendo automaticamente pensar em como é possível um nicho social que carrega as marcas de tanta </span><a href="https://personaunesp.com.br/anne-frank-vidas-paralelas-critica/"><span style="font-weight: 400;">opressão</span></a><span style="font-weight: 400;"> tratar alguém com tamanho desprezo. Em um ciclo vicioso no qual a violência é protagonista, fica a reflexão de que o ódio é herdado e perpassa o ritmo racional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta-metragem é sinceramente desconfortável e, ao mesmo tempo, extremamente reflexivo. As linhas do macabro se inflam diante da trilha sonora voltada ao suspense, uma responsabilidade de </span><span style="font-weight: 400;">Pierre Oberkampf. Em uma reviravolta sensível, é na mesma garota que protagoniza o sonho que conseguimos encontrar o elemento faltante: empatia. Ao fim, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sZlsaDp7AEA"><i><span style="font-weight: 400;">CLetter to a Pig</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> culmina em uma espécie de epifania sobre a linha tênue que separa a humanidade do grotesco. </span><b>&#8211; Jamily Rigonatto</b></p>
<p><figure id="attachment_32666" aria-describedby="caption-attachment-32666" style="width: 1019px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32666" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-5.png" alt="Cena da animação Ninety-Five Senses. Na imagem temos a arte de Coy, um homem velho, de cabelo médio e com barba. Ele está usando óculos de grau e uma regata branca. Ele está observando uma casa pegando fogo, as chamas estão saindo pela janela do prédio. Ao redor deles está um fundo preto, toda a composição da arte é em sombreados, com tonalidades de cinza, preto e branco. " width="1019" height="535" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-5.png 1019w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-5-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-5-768x403.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32666" class="wp-caption-text">O curta-metragem é vencedor do Prêmio do Júri no Festival de Cinema da Flórida (Foto: Documentary+)</figcaption></figure></p>
<p><strong>Ninety-five Senses </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Confinado em uma penitenciária, o prisioneiro Coy (Tim Blake Nelson) reflete sobre o seu passado de boas e más escolhas. Ao revisitar essas lembranças, ele relaciona os cinco sentidos, responsáveis pela percepção do meio interno e externo do corpo humano, para narrar os principais acontecimentos de sua vida desordenada. Em </span><a href="https://www.docplus.com/details/ninetyfive-senses/FwnPa7Bz/"><i><span style="font-weight: 400;">Ninety-five Senses</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, somos apresentados para uma linda e obscura história sobre decisões compulsivas, que, embora estejam presentes em todos nós, também são determinantes para a nossa destruição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A animação norte-americana foi a primeira dirigida pela dupla Jerusha e Jared Hess, notáveis no universo cinematográfico pela produção de comédias como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5Atg2aASyY4"><i><span style="font-weight: 400;">Nacho Libre</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2006), protagonizada pelo ator Jack Black. Composta por uma explosão de tonalidades, a arte foi idealizada por seis equipes diferentes de artistas estadunidenses e latino-americanos. Cada sentido manifestado por Coy é representado por paletas de cores diferentes, que começam por tons alegres e regressam para sombreados mais escuros enquanto descobrimos o destino do protagonista. O curta-metragem é um soco emocional do início ao fim, como o lamento de um indivíduo explorando pela última vez a sensação de estar vivo. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<p><figure id="attachment_32665" aria-describedby="caption-attachment-32665" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32665 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4.jpg" alt="Cena do curta-metragem Our Uniform. Na imagem temos a gravura de um sala de aula desenhada em um tecido de uniforme. As alunas estão sentadas em frente as carteiras e todas estão usando o uniforme azul e hijab branco na cabeça." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-4-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32665" class="wp-caption-text">O curto saiu vencedor do prêmio de Melhor Curta-metragem de Animação no Festival de Annecy (Foto: Yegane Moghaddam)</figcaption></figure></p>
<p><b>Our Uniform </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Ser mulher em Teerã é uma ocupação de tempo integral</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span><span style="font-weight: 400;">. Roteirizado e dirigido pela cineasta Yegane Moghaddam, </span><a href="https://www.termometrooscar.com/store/p518/Our_Uniform.html"><i><span style="font-weight: 400;">Our Uniform</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> combina tinta e tecido para narrar uma história de força política e denunciar a imposição do governo iraniano às meninas durante o período escolar. Rascunhando pelo seu antigo uniforme, visitamos as memórias de uma jovem estudante, que sonhava com um futuro melhor e sem amarras para todas as mulheres. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acompanhada de uma equipe pequena e um orçamento baixo, </span><a href="https://www.animationmagazine.net/2024/02/our-uniform-director-yegane-moghaddam-discusses-the-inventive-fabric-of-her-oscar-nominated-short/"><span style="font-weight: 400;">Moghaddam</span></a><span style="font-weight: 400;"> dispensa as telas digitais e abraça as texturas dos uniformes para integrar a animação, proporcionando uma conexão direta com a mensagem desenvolvida durante os sete minutos de exibição. </span><i><span style="font-weight: 400;">Our Uniform</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz uma técnica que permite explorar a imaginação, uma viagem entre as costuras, bolsos e dobras, que renova o campo artístico. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<p><figure id="attachment_32702" aria-describedby="caption-attachment-32702" style="width: 1980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32702" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6.png" alt="Cena do curta-metragem Pachyderme. Animação de uma garota criança deitada na água, com o corpo submerso e a cabeça para fora. Ela está de olhos fechados e veste só uma calcinha branca. Braços e mãos submersos na água tentam alcançá-la e dois tocam em suas pernas" width="1980" height="1320" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6.png 1980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-6-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32702" class="wp-caption-text">Pachyderme dá a entender tudo o que precisa, sem usar todas as letras (Foto: TNZPV Productions)</figcaption></figure></p>
<p><b>Pachyderme</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta-metragem francês, aparentemente sereno à primeira vista, chama a atenção por seu visual, com uma </span><a href="https://youtu.be/LHoJ7HfT5XA?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">animação</span></a><span style="font-weight: 400;"> delicada de pinceladas que parecem feitas à mão. A história é contada principalmente através da imagem, com fortes simbologias e montagens marcantes em cena. O curta provoca sensações antes de expor o que está sob a superfície. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo acompanha uma garota de nove anos passando o período de 10 dias na casa rural dos avós, sem os seus pais. A diretora </span><a href="https://www.animationscoop.com/interview-the-challenges-of-challenging-pachyderme/"><span style="font-weight: 400;">Stéphanie Clément</span></a><span style="font-weight: 400;"> constrói uma atmosfera nostálgica tátil através do olhar da protagonista. A história aborda temas maiores que si com uma sutilidade devastadora que, ao rolar dos créditos, te faz rever tudo o que pode ter passado batido na narrativa. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger </b></p>
<p><figure id="attachment_32661" aria-describedby="caption-attachment-32661" style="width: 1335px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32661 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819.png" alt="Cena do curta-metragem animado War is Over! Inspired by the Music of John &amp; Yoko. Na imagem, as mãos de um homem branco podem ser vistas segurando uma pomba machucada. A ave tem penas nas cores azul, roxo, rosa, verde e cinza. O animal olha para o homem pela última vez antes de dar o seu respiro final.]" width="1335" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819.png 1335w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819-800x321.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819-1024x411.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819-768x308.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-4-e1709949391819-1200x482.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32661" class="wp-caption-text">O roteiro do curta é escrito por Sean Lennon, filho do fundador dos Beatles e Yoko Ono (Foto: MTV)</figcaption></figure></p>
<p><strong>War is Over! Inspired by the Music of John &amp; Yoko</strong></p>
<p><a href="http://warisover.com/"><i><span style="font-weight: 400;">War is Over! Inspired by the Music of John &amp; Yoko</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem pouco mais de dez minutos e pode te deixar pensativo por uns cinco a mais. Disputando a categoria de Melhor Curta-metragem animado do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2024, o roteiro de Dave Mullins e </span><span style="font-weight: 400;">Sean Lennon funciona muito bem se admitirmos que tudo não se passa de uma realidade alternativa completamente irreal, que ganha contornos belíssimos da empresa de computação gráfica </span><i><span style="font-weight: 400;">Wētā FX</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Peter Jackson.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo do filme gira em torno dos versos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=flA5ndOyZbI&amp;pp=ygULd2FyIGlzIG92ZXI%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Happy Xmas (War Is Over)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, canção de protesto produzida por John Lennon e Yoko Ono que narra um jogo de xadrez entre soldados de países em guerra. Ao longo do desenrolar da trama, fica nítido que a pomba mensageira é o verdadeiro guerreiro da história que, para os saudosistas, arrepia com os acordes do casal. </span><i><span style="font-weight: 400;">War is Over!</span></i><span style="font-weight: 400;"> não faz milagre, é o que pode ser, tão simplista quanto os discursos embalados por alucinógenos da dupla na década de 1970 e que pouco faz por eles para além de um videoclipe da canção natalina icônica. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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		<title>Ficção Americana traz drama familiar com uma comédia crítica e ácida</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Mar 2024 19:43:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[2023]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Rafael Gomes Ficção Americana é a história de Thelonious Ellison – também conhecido como Monk –, um escritor que não lança um livro há anos e que está cansado de como histórias de pessoas negras são tratadas na cultura americana. O filme se divide em dois: a primeira metade é sobre sua família excêntrica e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ficcao-americana-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Ficção Americana traz drama familiar com uma comédia crítica e ácida"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_32689" aria-describedby="caption-attachment-32689" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32689 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jeffrey-wright-as-thelonious-monk-ellison-from-american-fiction.jpg" alt="Cena do filme Ficção Americana. Na imagem, o personagem Monk aparece no centro, segurando livros coloridos de sua autoria. Ele usa uma camiseta polo preta, e óculos de grau marrons. Ele está em uma livraria, cercado por prateleiras cheias de livros." width="750" height="375" /><figcaption id="caption-attachment-32689" class="wp-caption-text">Uma das surpresas do Oscar 2024, Ficção Americana marca o primeiro trabalho de Cord Jefferson na grande tela (Foto: Amazon MGM Studios)</figcaption></figure></p>
<p><b>Rafael Gomes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ficção</span><i><span style="font-weight: 400;"> Americana</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a história de Thelonious Ellison – também conhecido como Monk –, um escritor que não lança um livro há anos e que está cansado de como histórias de pessoas negras são tratadas na cultura americana. O filme se divide em dois: a primeira metade é sobre sua família excêntrica e disfuncional, que conta com uma irmã afetuosa (</span><span style="font-weight: 400;">Tracee Ellis Ross</span><span style="font-weight: 400;">), um irmão rebelde (</span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/sterling-k-brown/"><span style="font-weight: 400;">Sterling K.Brown</span></a><span style="font-weight: 400;">, que rouba a cena) e sua mãe adoecida (Leslie Uggams), que ele visita em Boston. A segunda parte é sobre o livro fictício <em>My Pafology</em>, uma história sobre traficantes armados, tráfico de drogas e pais ausentes, escrito sob a alcunha de Stagg R Leigh e enviado ao seu agente. Monk esperava que a Indústria entendesse a sátira e os estereótipos colocados sobre autores negros, ao forçá-los cada vez mais a escreverem esse tipo de história. Porém, o efeito foi o contrário: o livro se tornou um </span><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i><span style="font-weight: 400;"> e vira o maior sucesso do protagonista.</span></p>
<p><span id="more-32670"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa traz a estreia de </span><span style="font-weight: 400;">Cord Jefferson</span><span style="font-weight: 400;"> no Cinema, após grandes sucessos na TV como </span><a href="https://www.adorocinema.com/series/serie-19583/"><i><span style="font-weight: 400;">Master of None</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-good-place-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">The Good Place</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Watchmen</span></i><span style="font-weight: 400;">. Outro destaque é a atuação de </span><span style="font-weight: 400;">Jeffrey Wright</span><span style="font-weight: 400;">, conhecido por papéis em </span><a href="https://personaunesp.com.br/westworld-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Westworld</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Wright traz um Monk carrancudo e irritado com tudo por meio de uma representação sutil, mas espetacular. Com desempenhos fantásticos, o maior destaque vai para Sterling K. Brown – famoso pela série </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/this-is-us-5a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">This is Us</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> – que interpreta Cliff e rouba o destaque das poucas cenas em que aparece, com uma pitada cômica e ao mesmo tempo trágica, ao trazer um personagem que apenas quer ser reconhecido e ao adicionar drama à trama.</span></p>
<p><figure id="attachment_32690" aria-describedby="caption-attachment-32690" style="width: 630px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32690" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sterling-k-brown-as-clifford-ellison-from-american-fiction.jpg" alt="Cena do filme Ficção Americana. Ao fundo da cena, é possível ver uma casa de cor branca, com uma iluminação noturna. Ao centro da imagem está Clifford, homem de pele negra, com cabelo e um cavanhaque, está utilizando uma corrente e está usando uma camisa de botão de cor amarela. Sua expressão é de reflexão." width="630" height="315" /><figcaption id="caption-attachment-32690" class="wp-caption-text">Indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, Sterling K. Brown pode ser uma surpresa para faturar o prêmio (Foto: Amazon MGM Studios)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O núcleo familiar de Monk é único e bem diferente dos retratados nos </span><i><span style="font-weight: 400;">best-sellers</span></i><span style="font-weight: 400;"> que o protagonista é contra. Ainda com cicatrizes abertas por conta do suicídio do pai, tendo que lidar com uma outra morte próxima à família e com as crises de </span><a href="https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/saude-de-a-a-z/a/alzheimer#:~:text=A%20Doen%C3%A7a%20de%20Alzheimer%20(DA,neuropsiqui%C3%A1tricos%20e%20de%20altera%C3%A7%C3%B5es%20comportamentais."><span style="font-weight: 400;">Alzheimer</span></a><span style="font-weight: 400;"> da mãe, além de seu irmão “rebelde”, o protagonista tem sua própria tragédia familiar. Esse drama doméstico é uma construção importante para entendermos as motivações do personagem, ao enxergamos neles a pluralidade de gostos, as histórias e as experiências que o autor busca em personagens negros da literatura. Essa jornada familiar é o coração do filme, enquanto a crítica do livro seria a cabeça. </span></p>
<p><a href="https://www.adorocinema.com/filmes/filme-316372/"><i><span style="font-weight: 400;">Ficção Americana</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> brilha como uma sátira incisiva, sendo ao mesmo tempo provocativa e extremamente acessível. Seu grande trunfo está em criticar quem clama pela diversidade, mas a quer apenas para ganhar mais dinheiro ou para reforçar estereótipos étnico-raciais. Em sua maioria, os criticados são todos brancos, mas também há espaço para quem se aproveita do sistema, em que mesmo atacando um mercado que só pensa no monetário, ajuda a difundir obras que amplificam o pensamento de que as minorias devem ter histórias determinadas pelo sofrimento. O filme defende uma gama maior de narrativas negras, mas não somos levados a acreditar que Monk está 100% correto no descarte da comunidade, das ruas e da violência, pois essa é a realidade da vida de muitos.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa recebeu cinco indicações ao </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></a></em> 2024<span style="font-weight: 400;"> nas categorias de Melhor Filme, Melhor Ator, Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Ator Coadjuvante e Melhor Trilha Sonora. O roteiro, escrito por Cord, foi premiado no </span><i><span style="font-weight: 400;">BAFTA</span></i><span style="font-weight: 400;"> e representa a melhor chance de premiação. Porém, isso não é garantia de vitória, por causa das concorrências de peso como </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/pobres-criaturas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pobres Criaturas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/zona-de-interesse-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Zona de Interesse</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><figure id="attachment_32680" aria-describedby="caption-attachment-32680" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-32680 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/27123715802103-800x451.png" alt="Cena do filme Ficção Americana. No fundo da imagem está uma casa grande, próxima à praia, cheia de escadas com a bandeira americana hasteada à esquerda do personagem principal Munk, que está no centro da imagem, com uma expressão preocupada. Monk é uma pessoa de pele negra, careca e barbuda. Está utilizando uma camisa social de cor branca. " width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/27123715802103-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/27123715802103-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/27123715802103-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/27123715802103-1200x676.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/27123715802103.png 1296w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32680" class="wp-caption-text">Ficção Americana não teve lançamento nos cinemas do Brasil e chegou diretamente no Prime Video (Foto: Amazon MGM Studios)</figcaption></figure></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto mais fraco do filme está em seu final. Com uma conclusão metalinguística, que admite a dificuldade de finalizá-lo, mesmo sendo curiosa e diferente, ela decepciona, por falhar na hora de oferecer resolução ou de se apoiar na falta dela. Com atuações espetaculares e direção e roteiro precisos, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_vR1BPaVvLo"><i><span style="font-weight: 400;">Ficção Americana</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um duro golpe para quem acredita que a diversidade é apenas uma discussão rasa para preencher cotas. Ao negar a problemática de uma indústria que tem pouco interesse em aprofundar pautas importantes, o longa as leva para o grande público de maneira instigadora, cutucando na ferida através do humor.</span></p>
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