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	<title>Arquivos Guilherme Dias Siqueira &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>A nevasca que cobre Buenos Aires em O Eternauta só não é mais densa que a história que ela simboliza</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Sep 2025 13:00:20 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Dias Siqueira Quando se fala em adaptações de quadrinhos logo nos vem à cabeça grandes produções de Hollywood sobre super-heróis vestidos em roupas coloridas e muita ação. Mas isso é uma fração da verdadeira diversidade dos quadrinhos, que não só cobrem uma variedade de temas e estilos, como também de culturas e subtextos regionais. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-o-eternauta/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "A nevasca que cobre Buenos Aires em O Eternauta só não é mais densa que a história que ela simboliza"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35638" aria-describedby="caption-attachment-35638" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-35638 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/Eter1.jpg" alt="Cena da série O Eternauta, da Netflix. A cena mostra a silueta de Juan Bolsa (Ricardo Darín) caminhando por uma rua coberta de neve, a sua esquerda é possível ver um ônibus abandonado e a sua direita dois carros em estado semelhante, às margens da via existem prédios altos também cobertos de neve, toda paisagem está envolta em um espesso nevoeiro." width="650" height="366" /><figcaption id="caption-attachment-35638" class="wp-caption-text">O Eternauta reflete uma história de violência e opressão comum à toda América do Sul (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se fala em adaptações de quadrinhos logo nos vem à cabeça grandes produções de Hollywood sobre </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mcu/"><span style="font-weight: 400;">super-heróis</span></a><span style="font-weight: 400;"> vestidos em roupas coloridas e muita ação. Mas isso é uma fração da verdadeira diversidade dos quadrinhos, que não só cobrem uma variedade de temas e estilos, como também de culturas e subtextos regionais. No contexto latino-americano, uma riqueza de obras permanece vastamente inexplorada pela maior parte do público. Um desses materiais, talvez o mais importante de todos, foi retirado dessa semi-escuridão pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> este ano: </span><i><span style="font-weight: 400;">O Eternauta</span></i><span style="font-weight: 400;">, a obra-prima de Héctor Germán Oesterheld e Francisco Solano Lopes.</span></p>
<p><span id="more-35637"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio ao verão argentino, um grupo de amigos se encontram para jogar baralho em uma casa de Buenos Aires. A tradição que eles cultivam a anos tem sua monotonia quebrada por um evento climático inesperado, uma nevasca chega sorrateiramente e começa a matar instantaneamente qualquer um que a toque. Liderados por Juan Salvo (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=00jvmItGSBI"><span style="font-weight: 400;">Ricardo Darín</span></a><span style="font-weight: 400;">), o grupo precisa se livrar das desconfianças vindas de uma amizade antiga, porém não tão profunda, para sobreviver e descobrir o real contexto desse apocalipse.</span></p>
<figure id="attachment_35639" aria-describedby="caption-attachment-35639" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-35639 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/eter2-800x450.jpg" alt="cena da série O Eternauta. A cena mostra em primeiro plano um jipe das forças armadas argentinas com um soldado posicionado acima do veículo, portando um rifle longo. Ao fundo, a parte inferior de um viaduto está fechado com uma pilha de carros destruídos formando uma barricada. A rua está coberta de neve e a paisagem está envolta em névoa, com um céu acinzentado" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/eter2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/eter2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/eter2.jpg 912w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35639" class="wp-caption-text">O militarismo na América Latina é um tema recorrente em O Eternauta (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A fonte da qual se adapta a série não vem de um subgênero extremamente alternativo e revolucionário. Na verdade, o cenário base para </span><i><span style="font-weight: 400;">O Eternauta</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma invasão alienígena, se insere nos contextos basilares da ficção científica desde o século XIX. Mesmo com obras como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3sjodEDyhXU"><i><span style="font-weight: 400;">A Guerra Dos Mundos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de H.G. Wells existindo no cânone do gênero desde os anos 1890, Oesterheld fundou em seu trabalho conceitos antes inéditos ou não tão presentes nesse tipo de quadrinho. Talvez o mais importante desses conceitos, ‘o herói coletivo’, se mantém como pedra fundamental na versão da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><a href="https://outraspalavras.net/descolonizacoes/oeternauta-propoe-a-volta-do-heroi-coletivo/"><span style="font-weight: 400;">protagonistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> da série não possuem nenhuma habilidade especial de fato. Nenhum deles tem, individualmente, qualquer controle ou poder sobre a situação, como é comum em histórias clássicas de heróis. Somente como grupo eles encontram as soluções das quais precisam. O roteiro é muito ágil em demonstrar diversas situações em que um ou mais personagens se encontram em situações intransponíveis, inclusive de quase morte, que só são superadas com a ajuda de outros.</span></p>
<figure id="attachment_35640" aria-describedby="caption-attachment-35640" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-medium wp-image-35640" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/eter3-800x533.jpg" alt="Página do quadrinho O Eternauta. A arte mostra Juan Salvo, um homem branco de meia idade, de olhos azuis, ele olha fixamente para frente e usa uma máscara de gás com um visor no rosto e um filtro de respiração na altura do pescoço" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/eter3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/eter3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/eter3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/eter3.jpg 1170w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35640" class="wp-caption-text">O estilo artístico da série reflete muito bem os desenhos sombrios de Solano Lopes (Foto: Pipoca e Nanquim)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro aspecto que a série traz a vida com maestria é a atmosfera gráfica. A direção de Bruno Stagnaro consegue adaptar a arte do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3rxzR5bElhc"><span style="font-weight: 400;">desenhista</span></a><span style="font-weight: 400;"> Francisco Solano Lopes de forma fria e seca. O cenário de desolação do mundo exterior contrasta com a sensação de claustrofobia sempre constante nos refúgios em que os personagens se protegem da neve. Isso também impacta em algo fundamental para qualquer obra pós-apocalíptica: a transformação de ambientes cotidianos nas ruínas da civilização que colapsou. Igrejas, escolas, farmácias, vagões de trem, formas comuns do dia-a-dia de qualquer pessoa, são transformados em escombros e vestígios do que um dia foram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro é mais discreto nos comentários políticos. Oesterheld carrega uma das </span><a href="https://blogdaboitempo.com.br/2015/10/23/os-ultimos-passos-de-hector-oesterheld/"><span style="font-weight: 400;">histórias</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais trágicas oriundas da violentíssima ditadura militar argentina, suas dores, medos e indignações permeiam sua obra constantemente. Entre junho de 1976 e dezembro de 1977 suas quatro filhas, Beatriz, Diana, Marina e Estela, foram sequestradas, desaparecidas e assassinadas pelo regime sanguinário, do qual o próprio HGO seria vítima. Oesterheld desapareceu no mesmo período, de sua família só sobreviveram sua esposa e seus dois netos, que se tornaram órfãos antes de completarem 4 anos.</span></p>
<figure id="attachment_35641" aria-describedby="caption-attachment-35641" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35641" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/09/eter4.jpg" alt="Cena da série O Eternauta, a cena mostra Juan Bolsa, um homem branco de meia idade. Ele olha para frente, empunhando um fuzil, ele veste um casaco marrom e uma máscara de gás azul" width="600" height="390" /><figcaption id="caption-attachment-35641" class="wp-caption-text">Os traumas de guerra acompanham os personagens em sua jornada no mundo destruído (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde sua primeira versão, o quadrinho tinha tons explícitos de crítica ao imperialismo, ao capitalismo e ao autoritarismo presentes nas sociedades latino-americanas. A série, por sua vez, é mais sutil, mas usa como artifício algo mais contemporâneo — a guerra das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pZmtP2UdGoI"><span style="font-weight: 400;">Malvinas</span></a><span style="font-weight: 400;"> — não só para reforçar o tom sócio-político, como também um desenvolvimento pessoal fundamental aos personagens já que vários deles são veteranos do conflito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses traumas se tornam ainda mais vividos graças ao elenco estrelado, o Juan Salvo de Ricardo Darín tem todas as notas certas. O ator não decepciona a expectativa criada em torno do seu nível de astro internacional, conquistado após filmes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/argentina-1985-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Argentina, 1985</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2022). Outro destaque é o uruguaio César Troncoso, seu personagem Tano tem um papel fundamental na trama como uma pessoa egoísta que aos poucos precisa se livrar do individualismo para garantir que todos sobrevivam.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Eternauta</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mais uma adaptação literária de grande qualidade da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cem Anos de Solidão </span></i><span style="font-weight: 400;">(2024), baseada no livro homônimo de Gabriel Garcia Márquez e de </span><a href="https://personaunesp.com.br/ripley-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ripley</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2024), baseada na obra de Patricia Highsmith. O seriado revela que, mesmo com toda a disputa pela atenção e concentração dos telespectadores, ainda há espaço para produções densas e deslocadas do eixo América do Norte/Europa nos serviços de streaming. </span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=95V9sqY80K8"><span style="font-weight: 400;">https://www.youtube.com/watch?v=95V9sqY80K8</span></a></p>
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		<title>As Melhores Séries de 2024</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Apr 2025 18:06:46 +0000</pubDate>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_35117" aria-describedby="caption-attachment-35117" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35117 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-640x800.jpg" alt="" width="640" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-640x800.jpg 640w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-819x1024.jpg 819w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa-768x960.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/capa.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35117" class="wp-caption-text">A Netflix foi a produtora que mais recebeu indicações na lista de 2024 do Persona (Texto de abertura: Guilherme Moraes; Arte de capa: Eduarda Anselmo)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2023 foi conturbado em Hollywood, com o atraso de inúmeras produções e o adiamento de algumas cerimônias de premiação. Nesse sentido, 2024 sofreu muito das consequências da greve, porém, foi uma etapa importante na luta pelos direitos dos artistas e, agora, ao que parece, estamos voltando à normalidade. Séries postergadas foram lançadas e o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">voltou a ser transmitido em Setembro, como ocorre anualmente. Contudo, muitos dos seriados que estavam em produção tiveram um atraso, afetando muito a última </span><a href="https://olhardigital.com.br/2024/12/27/cinema-e-streaming/de-volta-as-telas-o-que-2024-revelou-sobre-o-futuro-do-cinema/"><span style="font-weight: 400;">temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">. A lista anual de melhores séries do </span><i><span style="font-weight: 400;">Persona</span></i><span style="font-weight: 400;"> reflete um pouco o panorama geral da Televisão nesse período, com apenas 23 produções sendo selecionadas, menos da metade do ano anterior. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as indicadas, há um equilíbrio muito grande, com as duas mais mencionadas sendo a animação </span><a href="https://personaunesp.com.br/arcane-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e a minissérie britânica </span><a href="https://personaunesp.com.br/bebe-rena-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bebê Rena</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ambas com quatro votos. Logo em seguida vem a adaptação do romance </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=X8vGnkXd9rA"><i><span style="font-weight: 400;">One Day</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(3) e um empate quíntuplo entre </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/agatha-desde-sempre-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Agatha All Along</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-casa-do-dragao-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">House of the Dragon</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/abbott-elementary-3a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Abbot Elementary</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/de-volta-aos-15-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">De volta aos 15</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que receberam duas menções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na disputa entre os </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca com dez aparições. Em segundo lugar vem a </span><i><span style="font-weight: 400;">Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> (3) e empatados em terceiro lugar estão o </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video </span></i><span style="font-weight: 400;">(2). Não é novidade que as produções dos Estados Unidos são a maioria, mas devido à greve em Hollywood, o ano de 2024 teve uma diversidade maior de países. Nesse contexto, o Brasil se sobressai com três menções, dentre elas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AGT5bUsOPLk"><i><span style="font-weight: 400;">Senna</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e a terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">De Volta aos 15</span></i><span style="font-weight: 400;">. Contudo, ainda há espaço para duas obras japonesas e uma inglesa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algo que chama muito a atenção na lista é a ausência de </span><i><span style="font-weight: 400;">Xógum: A Gloriosa Saga do Japão</span></i><span style="font-weight: 400;">, vencedora do </span><a href="https://www.omelete.com.br/emmy/emmy-2024-vencedores-lista"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de melhor série dramática. Além disso, alguns seriados consagrados também ficaram de fora, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/what-we-do-in-the-shadows-4-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">What We Do in the Shadows</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders on the Building</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Dentre as 21 indicadas, 13 são estreantes, sendo apenas oito já conhecidas pelo público. Abaixo você pode ver como ficou a nossa lista de melhores de 2024, selecionadas pelos membros da nossa </span><b>Editoria</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-35024"></span></p>
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<figure id="attachment_35038" aria-describedby="caption-attachment-35038" style="width: 681px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35038" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Abott-Elementary-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Cena da terceira temporada de Abbott Elementary. Na imagem temos a presença de Janine Teagues (Quinta Brunson), uma mulher negra, de cabelos castanhos e cacheado, ela está vestindo um vestido branco com detalhes listrados na cor preta, azul e amarela. Ao seu lado está Gregory Eddie (Tyler James Williams), um homem negro, de olhos castanhos e cabelo preto raspado. Ele está vestindo uma camiseta e um jeans preto. Na imagem também temos a presença do Mr. Johnson (William Stanford Davis), um homem negro de meia idade, olhos castanhos e careca, vestindo uma jaqueta de couro preta. Eles estão dentro de uma cozinha, é possível identificar uma mesa redonda com alguns jogos de tabuleiro em cima, um fogão branco e outros utensílios de cozinha, como temperos e panelas." width="681" height="383" /><figcaption id="caption-attachment-35038" class="wp-caption-text">A quarta temporada do seriado ainda não tem data de estreia no Brasil (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>3° temporada de Abbott Elementary </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Encerrando o período de férias escolares, as aulas em </span><a href="https://personaunesp.com.br/abbott-elementary-3a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Abbott Elementary</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">retornam com novas metas para este ano. Após duas temporadas, a série que reúne humor com temas reais sobre o sistema público de ensino norte americano, precisa superar ela mesma para conseguir se estabelecer nas telas e manter a audiência. Com o mesmo roteiro criativo das fases anteriores, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/abbott-elementary-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> volta para o catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda mais engraçada, trazendo novas abordagens sobre a vida pessoal de seus personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora os corredores da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ww1qEyVG6IA"><span style="font-weight: 400;">Willard R. Abbott</span></a><span style="font-weight: 400;"> seja o palco principal da trama dos professores, ao longo dos anos, o seriado busca mostrar outros aspectos da rotina dos funcionários da escola, aprofundando sua narrativa para outros assuntos, como contextos familiares e vida amorosa. E, falando em amor, o romance </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HowbGM9fDp8"><i><span style="font-weight: 400;">slow burn</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> entre Janine (Quinta Brunson) e Gregory (Tyler James Williams) finalmente tomou forma no decorrer desta temporada, no entanto, ainda não se sabe como esse relacionamento pode implicar na dinâmica profissional do casal, enquanto os dois dividem o mesmo espaço de trabalho. Mesmo sem um rumo aparente para solucionar os próximos problemas, uma coisa é certa: Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ocKB_lkWD9A"><i><span style="font-weight: 400;">Abbott Elementary</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tudo será resolvido com muita originalidade e humor. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_35027" aria-describedby="caption-attachment-35027" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35027" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/HOUSE-OF-DRAGON-010824-default-07_19_HOTD_S02-1-800x450.webp" alt="Cena da série A Casa do Dragão. Rhaenyra Targaryen aparece em primeiro plano, vestindo uma túnica vermelha decorada com bordados prateados, com expressão determinada e o rosto levemente sujo. Ao fundo, dois dragões destacam-se sobre um cenário rochoso e montanhoso." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/HOUSE-OF-DRAGON-010824-default-07_19_HOTD_S02-1-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/HOUSE-OF-DRAGON-010824-default-07_19_HOTD_S02-1-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/HOUSE-OF-DRAGON-010824-default-07_19_HOTD_S02-1-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/HOUSE-OF-DRAGON-010824-default-07_19_HOTD_S02-1-1536x864.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/HOUSE-OF-DRAGON-010824-default-07_19_HOTD_S02-1-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/HOUSE-OF-DRAGON-010824-default-07_19_HOTD_S02-1.webp 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35027" class="wp-caption-text">“Há quem confunda minha cautela com fraqueza, que essa seja a sua ruína” (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de A Casa do Dragão (House of the Dragon)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Casa do Dragão</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe de volta o universo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Westeros</span></i><span style="font-weight: 400;">, carregando a essência das melhores fases de </span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com uma produção muito mais refinada. Apesar de tropeços ocasionais, a série mantém a nostalgia viva, entregando momentos de grande impacto visual e emocional. É uma temporada que aposta na construção detalhada das relações e na exploração de temáticas complexas, mesmo que em um ritmo mais lento do que o esperado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos maiores acertos está na forma como a série desenvolve os paralelos entre Rhaenyra Targaryen (Emma D’Arcy) e Alicent Hightower (Olivia Cooke). Embora os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rVcDJ4Hi5IA&amp;t=1554s&amp;pp=ygUPbWlrYW5ubiBhbGljZW50"><span style="font-weight: 400;">livros</span></a><span style="font-weight: 400;"> não mergulhem tão profundamente nessa amizade transformada em rivalidade, a perspectiva da produção enriquece a narrativa, mostrando duas mulheres ligadas por laços do passado e divididas por interesses conflitantes. Além disso, a batalha épica entre Rhaenys Targaryen (Eve Best) e os irmãos Aemond (Ewan Mitchell) e Aegon (Tom Glynn-Carney) foi, sem dúvida, o clímax da temporada, com uma despedida de Rhaenys ao lado de Meleys que emocionou e deixou sua marca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, o arco de Daemon (Matt Smith) em </span><i><span style="font-weight: 400;">Harrenhal </span></i><span style="font-weight: 400;">tentou fugir do previsível ao brincar com os delírios do personagem, mas se perdeu em repetições, e o ritmo da temporada, mais lento que o da </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-casa-do-dragao-1a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">primeira</span></a><span style="font-weight: 400;">, deixou a desejar em momentos de grande impacto. Mesmo assim, a discussão sobre legitimidade, como nos dilemas de Corlys Velaryon (Steve Toussaint) e Jace Targaryen (Harry Collet) e o ponto de vista do sofrimento da população de </span><i><span style="font-weight: 400;">King’s Landing</span></i><span style="font-weight: 400;"> por meio de novos rostos secundários trouxe profundidade à trama. No fim das contas, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Casa do Dragão</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu manter um saldo positivo, alimentando a expectativa para a terceira temporada. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_35036" aria-describedby="caption-attachment-35036" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35036" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a-diplomata-guilherme-siqueira2-800x800.jpeg" alt="Cena da série A Diplomata, a cena mostra a vice-presidente dos Estados Unidos, Grace Penn, interpretada por Allison Janney, uma mulher branca de meia-idade, com os cabelos loiros. Ela usa um blazer vermelho, com um broche da bandeira de seu país, sobre uma camisa verde. Ela está em frente à residência oficial da embaixadora norte-americana em Londres, uma mansão neoclássica com janelas compridas, colunas gregas, e um frontão triangular com imagens esculpidas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a-diplomata-guilherme-siqueira2-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a-diplomata-guilherme-siqueira2-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a-diplomata-guilherme-siqueira2-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a-diplomata-guilherme-siqueira2-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a-diplomata-guilherme-siqueira2.jpeg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35036" class="wp-caption-text">Allison Janney impõe sua presença na segunda temporada de A Diplomata (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de A Diplomata (The Diplomat)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RHWvvesnpi4"><i><span style="font-weight: 400;">A Diplomata</span></i></a> <span style="font-weight: 400;"> na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, Kate Wyler (Keri Russell), embaixadora americana em Londres, recentemente descobriu uma armação britânica sobre um desastre avassalador. A explosão de um navio militar serviu de gatilho para a temporada passada e faz parte de um iceberg muito profundo de tramas e conspirações. Em meio a disputa voraz de interesses, Wyler deve ter jogo de cintura para trazer tudo à luz, sem colocar em risco a Aliança Britânico- Americana e sua própria reputação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série de Debora Cahn, que esteve na lista de </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2023/"><span style="font-weight: 400;">melhores séries de 2023</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Persona, volta a figurar este ano. Isso se dá graças a sua percepção mordaz da política internacional e do roteiro refinado e bem humorado. As atuações de Keri Russell e Rufus Sewell nos papéis principais não decaem nem um pouco em relação à temporada original e ganham o impulso da interpretação magnética de Allison Janney. No papel de uma ultra-dedicada vice-presidente dos EUA, Janney traz um novo frescor ao Thriller político</span><b> &#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_35041" aria-describedby="caption-attachment-35041" style="width: 780px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35041" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-2.png" alt="" width="780" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-2.png 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-2-768x431.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35041" class="wp-caption-text">Em Agatha Desde Sempre, o amor, o ódio e a raiva andam de mãos dadas (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Agatha Desde Sempre </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem estava bagunçando tudo? Era a Agatha, todo esse tempo! Em referência à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=P8u8md-NiHM"><span style="font-weight: 400;">canção</span></a><span style="font-weight: 400;"> presente em </span><i><span style="font-weight: 400;">WandaVision</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Agatha Desde Sempre </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra a história de Agatha Harkness, antes e depois dos eventos causados por Wanda Maximoff em Westview. Conhecida por ter êxito na magia e fracasso na vida, Harkness perdeu muitas coisas nesse longo trajeto, e – segundo a lenda – é a única bruxa que conseguiu atravessar o Caminho das Bruxas. Por causa disso, Teen (Joe Locke) vai ao encontro de Agatha, para tentar entender seus poderes e achar sua identidade real.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio de momentos irônicos e sarcásticos, e através do passado e do presente, a minissérie conta como uma jovem se transformou na bruxa mais malvada de todos os tempos. Dessa forma, é possível descobrir como a vida de Agatha Harkness se cruzou com as histórias de tantas outras feiticeiras, e como ela se tornou tão odiada pela maior parte do mundo mágico. Além de ser recheada de comédia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/agatha-desde-sempre-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Agatha Desde Sempre</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ainda conta com diversos instantes de drama e leves sustos, sem deixar o mistério e os encantamentos de lado. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35034" aria-describedby="caption-attachment-35034" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35034" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a-promessa-do-golfe-guilherme-siqueira.jpg" alt="Cena da série A Promessa do Golfe, a cena mostra Gawain, um menino de aproximadamente 8 anos, cabelos loiros e curtos, com olhos azuis. Ele veste uma camisa amarela com suspensórios vermelhos e uma calça verde, segura um taco de golfe atrás de suas costas, após fazer uma tacada. Ao lado de Gawain está sua professora Kiria, que olha impressionada. Ela é uma mulher de pele clara, cabelos lisos e pretos que formam uma franja, usa uma blusa laranja e calças xadrez. Os dois estão em um campo com muitas árvores e um céu azul." width="640" height="360" /><figcaption id="caption-attachment-35034" class="wp-caption-text">A Promessa do Golfe proporciona uma alegria diferente a cada tacada (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª Temporada de A Promessa do Golfe (Rising Impact)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma série esportiva fofa e hipnotizante. Assim é </span><i><span style="font-weight: 400;">A promessa do Golfe</span></i><span style="font-weight: 400;">, disponível na Netflix. O anime derivado do mangá de Nakaba Suzuki não é apenas um passatempo, mas uma fonte de motivação do dia-a-dia. A Jornada de Gawain Nanaumi para descobrir o seu enorme potencial em um esporte que ele sequer sabia da existência é a garantidora de uma experiência agradavelmente leve à qualquer um que esteja assistindo. Apesar do enfoque maior ao público mais jovem, com o bom humor não tão sutil e a simplicidade da narrativa, a série merece estar entre as melhores de 2024 graças a elementos como doçura dos personagens, a precisão das descrições de elementos técnicos do </span><a href="https://flixlandia.com.br/a-promessa-do-golfe-critica-da-serie-anime-netflix-2024/"><span style="font-weight: 400;">golfe</span></a><span style="font-weight: 400;"> e uma visão otimista de mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os protagonistas e coadjuvantes da série são igualmente apaixonantes, em muitos momentos eles parecem ser muito mais próximos de nós do que os traços 2D da animação possam levar a crer. Traços esses que, por si só, são um espetáculo à parte. Os objetos têm características como brilho e peso muito bem definidas e a movimentação, essencial na temática esportiva, é fluida, veloz e delicada. Em um momento em que a Netflix expande os </span><a href="https://animesinjapan.com.br/noticia/398/netflix-aumenta-o-seu-investimento-no-ramo-dos-animes-em-2024-com-a-adicao-futura-de-17-animacoes-licenciadas-pela-sony-crunchyroll-n"><span style="font-weight: 400;">negócios</span></a><span style="font-weight: 400;"> em busca do público consumidor da cultura japonesa,</span><i><span style="font-weight: 400;"> A Promessa do Golfe</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sem dúvidas um grande destaque. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_35047" aria-describedby="caption-attachment-35047" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35047" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-800x341.jpg" alt="A imagem retangular mostra cinco personagens da série em um cenário escuro com uma luz central amarelada. Da esquerda para a direita, respectivamente, temos uma personagem branca, de cabelos ruivos, que veste armadura com detalhes dourados. Ao lado, um personagem marculino de barba e cabelos médios presos por uma tiara, que segura um escudo grande em um dos braços e se põe por trás do mesmo. Ao centro, uma personagem com roupa naval e que segura uma espingarda em uma das mãos, além de vestir uma boina branca sob seus cabelos longos lisos e pretos. Ao lado, uma personagem de cabelos pink, que usa grandes luvas de metal no punho. Ao lado dela, um personagem de pele verde, que veste uma boina preta. Todos olham para a frente." width="800" height="341" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-800x341.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-1024x437.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-768x328.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-1536x655.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-1200x512.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1.jpg 1999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35047" class="wp-caption-text">Após três anos de uma espera ansiosa, Arcane não deixa a desejar em sua sequência, o que engrandece ainda mais todo seu enredo (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Arcane 2º Temporada </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Riot Games</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um sucesso entre milhares de pessoas não restam dúvidas. Desde o lançamento do estrondoso </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2019/09/league-of-legends-e-o-jogo-de-computador-mais-popular-do-mundo-entenda-esports.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">League of Legends</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a empresa coleciona admiradores e uma legião de fãs que compra toda nova ideia. Quando o projeto da série </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2024/11/08/jogo-lol-league-of-legends-serie-netflix-arcane-segunda-temporada"><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">surgiu em 2021, a surpresa positiva com toda a potência visual, narrativa e a escolha detalhista para roteiro e vozes brilhou nos olhos do público, caindo nas graças. Em 2024, a empresa repete o feitiço ao entregar uma nova temporada tão brilhante quanto a anterior e mostrar que ideias e um alto nível de execução não estão em falta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um ritmo mais acelerado, o espectador é convidado a embarcar em uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/arcane-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">história igualmente frenética</span></a><span style="font-weight: 400;">. Conseguindo unir algumas pontas soltas da primeira parte, a história se desenrola em um clima que prende e faz qualquer um ficar grudado à tela. Mesmo deixando a desejar em expandir e dar mais atenção para histórias de personagens como Rosa Negra, Jinx e Jayce, a segunda temporada mostra muita maturidade no conteúdo, emoção e deixa um gostinho de que valeu a pena esperar  </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_35040" aria-describedby="caption-attachment-35040" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35040" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/As-Bicampeas-800x450.jpg" alt="Imagem da série As Bicampeãs. Na fotografia, as atletas de vôlei Fabi Alvim, Fabiana Claudino, Jaqueline, Paula Pequeno, Sheilla e Thaísa se reúnem para uma selfie. Todas estão vestidas formalmente para a gravação de declarações para o documentário do Globoplay." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/As-Bicampeas-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/As-Bicampeas-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/As-Bicampeas-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/As-Bicampeas.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35040" class="wp-caption-text">As Bicampeãs trouxe os bastidores por trás da geração mais vitoriosa do vôlei feminino brasileiro (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>As Bicampeãs</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas vezes, documentários sobre grandes ícones do esporte falham em despertar a empatia do público ao colocarem, a todo momento, seus protagonistas no topo do mundo. Alguns, no entanto, conseguem derrubar as visões criadas pela mídia para, então, reerguer o astro ao seu lugar de glória. </span><a href="https://globoplay.globo.com/v/12761200/"><i><span style="font-weight: 400;">As Bicampeãs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> arrasta seis jogadoras de vôlei de volta ao inferno em uma jogada perfeita que mostrou os sacrifícios para alcançar a glória eterna. Nesse caso, o tão sonhado ouro olímpico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série, exibida pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Sportv2</span></i><span style="font-weight: 400;"> e disponibilizada no </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">, é emocionante e vital para se entender o atual cenário do </span><a href="https://www.nsctotal.com.br/noticias/as-bicampeas-serie-mostra-a-conquista-dos-ouros-olimpicos-do-volei-feminino-do-brasil"><span style="font-weight: 400;">vôlei feminino brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Partindo desde a rixa histórica com Cuba nas quadras, passando pela pressão de um jornalismo esportivo historicamente machista e aterrissando no bicampeonato olímpico, </span><i><span style="font-weight: 400;">As Bicampeãs </span></i><span style="font-weight: 400;">escancarou do que Fabi Alvim, Fabiana Claudino, Jaqueline, Paula Pequeno, Sheilla e Thaísa são feitas: muita determinação, sangue nos olhos e, claro, pressão do técnico Zé Roberto Guimarães. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_35033" aria-describedby="caption-attachment-35033" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35033" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/beberena-800x450.webp" alt="Na imagem se encontram um homem e uma mulher em um bar. Ele, de camisa pólo marrom, cabelo curto castanho, barba rala e pele branca, se encontra dentro da área na qual se fazem os drinks e olha para uma mulher branca, de cabelos ruivos, que veste uma roupa rosa rendada. Ela ri livremente e parece se divertir de algo que ele fala. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/beberena-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/beberena-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/beberena-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/beberena-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/beberena.webp 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35033" class="wp-caption-text">Extremamente desconfortável e impossível de não olhar, Bebê Rena é fatal em prender sua atenção por 7 episódios como se fosse só um (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Bebê Rena (Baby Reindeer) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma tentativa de lavar-se de uma história que marcou sua vida pessoal, Richard Gadd interpreta a si mesmo, sob o nome de </span><span style="font-weight: 400;">Donny, e roteiriza uma das minisséries de maior sucesso da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bebê Rena</span></i><span style="font-weight: 400;">, que se tornou a produção mais premiada do </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/xogum-hacks-e-bebe-rena-sao-as-grandes-vencedoras-do-emmy-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy 2024</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, levando 4 prêmios para a casa. </span><span style="font-weight: 400;">Mostrando a complexidade do que é o </span><i><span style="font-weight: 400;">Stalking</span></i><span style="font-weight: 400;"> (perseguição intencional que ameaça a integridade da vítima e/ou invade sua privacidade e direito de ir e vir), o </span><a href="https://personaunesp.com.br/bebe-rena-critica/"><span style="font-weight: 400;">roteiro não se prende</span></a><span style="font-weight: 400;"> a contar a história como a vilã e o mocinho, mas trabalha todas as nuances que permeiam o psicológico de ambos e demonstra a teia que se constrói nessa relação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que não entregue em um formato perfeito e com seus ‘erros’ de roteiro e produção, que podem desagradar parte do público ou tornar a história mais plausível, já que tudo se baseia em uma experiência pessoal de Richard. Com uma história que incomoda, mas prende a atenção, </span><i><span style="font-weight: 400;">Baby Reindeer</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) é um aviso filmado dos malefícios da </span><a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2022/06/28/brasil-registra-mais-de-3-casos-de-stalking-por-hora-mostra-anuario.ghtml"><span style="font-weight: 400;">banalização de obsessões</span></a><span style="font-weight: 400;"> na sociedade atual </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_35029" aria-describedby="caption-attachment-35029" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35029" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/3a-Temporada-de-De-Volta-aos-15-800x450.jpg" alt="Cena da 3ª temporada da série De Volta aos 15. A cena mostra a personagem Anita, a qual é interpretada por Maisa, em uma aula de pintura. Seu cabelo é enrolado, escuro e da altura dos ombros. Ela está virada para um cavalete de pintura e seu rosto observa a amiga ao lado, com uma expressão de preocupação. Atrás, há um cenário de ateliê, com várias pinturas. Ao lado de Anita, está Filipa, personagem interpretada por Larissa Manoela, a qual está olhando para frente e parece estar muito concentrada. Seu cabelo possui um tom de caramelo escuro, o qual cobre parte do seu rosto. Sua blusa possui mangas brancas e ela está usando um colete vermelho por cima. À frente de Filipa, há um cavalete de pintura também." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/3a-Temporada-de-De-Volta-aos-15-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/3a-Temporada-de-De-Volta-aos-15-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/3a-Temporada-de-De-Volta-aos-15-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/3a-Temporada-de-De-Volta-aos-15.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35029" class="wp-caption-text">A última temporada de De Volta aos 15 retoma papel “‘comfort’” com a estreia de Larissa Manoela (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de De Volta aos 15</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A última temporada de </span><a href="https://youtu.be/d6rQv71QNDE?si=brD-BRzF6RpkWyyJ"><i><span style="font-weight: 400;">De Volta aos 15</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi lançada em 21 de agosto de 2024 pela</span><i><span style="font-weight: 400;"> Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção nacional continua com o clichê adolescente sobre amizade ao longo do tempo e revela a importância dos relacionamentos verdadeiros. Vale ressaltar que não só a última temporada, mas toda a série, possui grande poder, principalmente, lançando novos atores mirins, os quais contribuem para o incentivo da carreira no Brasil. Na terceira temporada, diversos atores coadjuvantes estreiam seus primeiros papéis, de modo a buscar portas para projetos futuros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A temporada conta com a estreia de Larissa Manoela, interpretando uma personagem de </span><a href="https://youtu.be/Retu9mfueGY?si=OAnJSiOpCIxqwTKB"><span style="font-weight: 400;">caráter misterioso</span></a><span style="font-weight: 400;">. Maisa</span> <span style="font-weight: 400;">continua sendo a protagonista que cresceu ao longo das últimas temporadas. Além disso, João Guilherme consegue interpretar um papel de um personagem desafiador, comparado com o que está acostumado e vê oportunidades de cantar, inclusive, músicas de seu pai. A última temporada reúne os personagens nostálgicos da turminha dos anos 2000 de </span><i><span style="font-weight: 400;">Carrossel</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Cúmplices de um Resgate</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35053" aria-describedby="caption-attachment-35053" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35053" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-800x450.png" alt="Cena de Disclaimer. Nela vemos Catherine Ravenscroft, interpretada por Cate Blanchett. Catherine é uma mulher branca, de meia idade e cabelos loiros. Ela veste um vestido preto, que não aparece totalmente em tela. Catherine está encarando a câmera, enquanto no desfocado fundo, está acontecendo um jantar de gala." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35053" class="wp-caption-text">Disclaimer tem uma das histórias mais originais e imperdíveis do ano (Foto: AppleTV+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Disclaimer</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que ainda não tenha caído totalmente nas graças do público, a </span><a href="https://exame.com/tecnologia/apple-planeja-gastar-us-1-bi-por-ano-em-producoes-de-cinema/"><i><span style="font-weight: 400;">AppleTV+</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> rapidamente virou queridinha de atores e diretores quando o assunto é série original. Logo, só de ter o peso de Cate Blanchett em uma história de alguém com o cacife de Alfonso Cuarón, já traz para </span><i><span style="font-weight: 400;">Disclaimer</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma curiosidade que vai muito além da novidade da plataforma de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=so6XoqZgbVM&amp;ab_channel=AppleTV"><i><span style="font-weight: 400;">Disclaimer</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">conta a história de uma jornalista renomada que um dia recebe um pacote em sua casa. O conteúdo? Um livro onde ela claramente é a personagem principal e – para azar dela – não é nada ficcional. A produção e roteiro são de outro nível, isso porque Cuarón não está preocupado em fazer TV, mas sim em usar sua estrutura e forma de contar histórias para dar asas ao seu projeto. Combinado com a atuação de Blanchett e de todo o elenco, a série é uma das maiores jóias do ano, que merece ser encontrada. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_35035" aria-describedby="caption-attachment-35035" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35035" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/dungeon-meshi-guilherme-siqueira-800x450.jpg" alt="Cena da série Dungeon Meshi, a cena mostra Marcille (Emily Rudd), uma elfa, uma mulher branca com orelhas pontudas, um cabelo loiro trançado, olhos verdes, vestindo um manto azul. Ela está provando uma fatia de torta de frutas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/dungeon-meshi-guilherme-siqueira-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/dungeon-meshi-guilherme-siqueira-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/dungeon-meshi-guilherme-siqueira.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35035" class="wp-caption-text">Dungeon Meshi é uma aventura deliciosa em muitos sentidos (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Dungeon Meshi</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Dungeon Meshi</span></i><span style="font-weight: 400;">, já seria uma série muito boa se apenas fosse um anime com personagens de RPG ao melhor estilo </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/series/caverna-do-dragao-ganha-episodio-final-apos-41-anos,b74c699f346fb6e1220ec5e6d22c3bbfyolselrb.html"><span style="font-weight: 400;">caverna do dragão</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas a adaptação do mangá de Ryōko Kui vai muito além. A criatividade engenhosa do enredo se aprofunda em paralelo à exploração do calabouço no fundo da terra, habitado por ecossistema equilibrado de monstros como dragões, sereias e grifos. A temática medieval e fantástica serve apenas como artifício em uma comédia sobre relacionamentos interpessoais, o equilíbrio ecológico, como a atividade humana pode o atrapalhar ou ajudar e como culturas muito diferentes podem se unir em torno de um traço em comum. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série segue o aventureiro Laios e sua equipe, que, em busca de sua irmã sequestrada por um dragão, se vê sem recursos para explorar o calabouço. Sem poder retornar à superfície para buscar comida, a única solução encontrada é cozinhar e comer os monstros que encontram pelo caminho. Nesse processo, os roteiristas nos enchem de informações e detalhes que enriquecem esse universo fantástico e tornam toda a série mais cativante. Nessa mistura de personagens amáveis, história envolvente e cenário elaborado, </span><a href="https://jovemnerd.com.br/noticias/animes-e-mangas/dungeon-meshi-anime-1a-temporada-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Dungeon Meshi</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">aprisiona nossa atenção muito mais que qualquer masmorra. </span><b> &#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_35031" aria-describedby="caption-attachment-35031" style="width: 681px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35031" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/InterviewWiththeVampire.Season2.MAIN_.webp" alt="Cena da série Entrevista com o Vampiro. A imagem se passa à noite, tem luminosidade baixa e o fundo é cinza. À esquerda está Lestat, um homem branco, de cabelo loiro até os ombros, vestido uma camisa branca com os dois primeiros botões abertos, ele está ensanguentado da garganta para baixo, sua mão esquerda está levantada encostando no queixo de Louis, que está à sua direita. Louis é um homem negro de cabelo curto e veste um casaco preto." width="681" height="454" /><figcaption id="caption-attachment-35031" class="wp-caption-text">Mais uma temporada do romance tempestuoso de Louis e Lestat (Foto: AMC)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Entrevista com o Vampiro (Interview with the Vampire)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4wT4QihIavo"><span style="font-weight: 400;">&#8220;Entrevista com o Vampiro&#8221;</span></a><span style="font-weight: 400;"> adapta a metade final do livro homônimo escrito por Anne Rice, o primeiro de sua saga </span><i><span style="font-weight: 400;">As Crônicas Vampirescas</span></i><span style="font-weight: 400;">. Situada em uma Paris pós-Segunda Guerra Mundial, Louis (Jacob Anderson) e Claudia (Delainey Hayles) buscam por outros vampiros e pela descoberta da vida sem o amor e abusos de Lestat (Sam Reid). A série lidera a recente renascença dos vampiros na mídia da melhor forma possível, apresentando romances </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">góticos e personagens complexos, para os quais é impossível se aplicar a moralidade humana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro entrosa a narrativa do passado com o presente de Louis, nos engajando em sua jornada atual de contar sua história, enquanto Daniel (Eric Bogosian) o enquadra, fazendo-o questionar a precisão de suas memórias e encarar a realidade de tudo que viveu. Jacob Anderson interpreta os conflitos de Louis diante de sua odisseia de recordação com maestria, entregando uma das melhores performances do ano. Assad Zaman também se destaca, tendo incorporado o papel de Armand com toda a suavidade arrepiante que um vampiro ancestral pode ter. A história de amor (ou terror, dependendo dos olhos de quem vê) entre Louis e Lestat segue uma das mais envolventes da televisão e foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4KcYh0umT8U"><span style="font-weight: 400;">renovada</span></a><span style="font-weight: 400;"> para sua terceira temporada. </span><b>&#8211; Ana Eloisa Leite</b></p>
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<figure id="attachment_35052" aria-describedby="caption-attachment-35052" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35052" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-3-800x450.png" alt="Cena de Fallout. Nela vemos Lucy, personagem de Ella Purnell. Lucy é uma mulher branca de olhos verdes e cabelo preto. Ela veste um macacão azul com detalhes amarelos no zíper. Lucy está saindo de um bunker, que está entreaberto ao fundo. Suas roupas estão sujas de poeira e ela coloca a mão na altura do rosto para tentar encobrir o sol." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-3-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-3-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image1-3.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35052" class="wp-caption-text">Grata surpresa, Fallout consegue traduzir para as telas uma das melhores narrativas dos games (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Fallout</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo que ainda não tenha alcançado o nível de excelência dos consoles, os games e o audiovisual vivem uma lua de mel quando o assunto é adaptação. E, sem sombra de dúvidas, o exemplo mais certeiro da crescente nos gêneros vem, na verdade, de quem mais abdica de um deles. </span><i><span style="font-weight: 400;">Fallout </span></i><span style="font-weight: 400;">vem com cara de grande produção, da outra plataforma ela só pega a narrativa – ponto mais forte da </span><a href="https://bethesda.net/pt/studios"><span style="font-weight: 400;">Bethesda</span></a><span style="font-weight: 400;">, empresa que criou o game – e a estética.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contando a história de um mundo 200 anos depois de uma guerra nuclear, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fallout</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma perfeita síntese de traduzir uma história de uma mídia para outra. Aqui, o tom aventuresco fica de lado e, fazendo jus às produções de </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/antes-de-fallout-jonathan-nolan-passou-dois-anos-sem-escrever-nunca-experimentei-nada-parecido,80fc14146b29ff9acf5b682abfb8a088q5md18vj.html"><span style="font-weight: 400;">Jonathan Nolan</span></a><span style="font-weight: 400;">, assumem uma roupagem mais séria que se equilibra perfeitamente com o caráter fantástico (coisa que ele conseguiu replicar em </span><a href="https://personaunesp.com.br/westworld-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Westworld</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> anteriormente). Soma-se a isso os personagens cativantes de Ella Purnell e do brilhante Walter Goggins, que, sozinhos, já conseguiriam levar a série nas costas, e, por sorte, ainda contam com uma ótima estrutura por trás, que caminha para entregar uma das melhores produções da TV nos próximos anos. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_35032" aria-describedby="caption-attachment-35032" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35032" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Hacks-Season-3-Hannah-Einbinder-Jean-Smart.webp" alt="Cena da série Hacks. A imagem se passa de dia, ao ar livre, há carrinhos de golf e árvores no fundo. Vemos Ava, uma mulher branca de cabelo ruivo na altura do queixo, ela usa uma viseira branca na cabeça e um colete azul escuro escrito “caddy”. Ao seu lado direito, vemos Deborah, uma mulher branca mais velha, loira, também de viseira, vestindo um colete rosa com zíper fechado na frente, por baixo ela veste uma blusa de manga longa azul claro e rosa, e usa uma luva branca na mão esquerda." width="600" height="337" /><figcaption id="caption-attachment-35032" class="wp-caption-text">Com o apoio de Ava, Deborah vai atrás de seu tão desejado programa de auditório. (Foto: MAX)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Hacks</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A relação de Deborah Vance (Jean Smart) e Ava Daniels (Hannah Einbinder) torna-se ainda mais difícil de descrever na terceira temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hacks-3-temp-critica/#more-33960"><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Co-dependência, amor, amizade, obsessão, ódio, todos existem simultaneamente e as atraem uma para a outra ao longo da série. Mais do que nunca, as protagonistas são forçadas a equilibrar suas ambições individuais com o desejo de manter um bom relacionamento, tanto pessoal quanto profissional. Essa tarefa se prova desafiadora e coloca à prova o quanto estão dispostas a arriscar para conseguir o que desejam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os criadores e roteiristas da série, Lucia Aniello, Paul W. Downs e Jen Statsky evidenciaram os conflitos internos de Deborah com suas ambições, sua idade e a necessidade de aceitar o tempo presente como ele é. Ao passo que Ava começa a colocar os ensinamentos de Deborah em prática, após muitas batalhas entre sua razão e emoção ao longo dos nove episódios. A série vem recebendo suas devidas flores nas grandes premiações, tendo conquistado Melhor Série de Comédia e Melhor Atriz em Série de Comédia (Jean Smart) em ambos </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/tv/tv-news/2024-emmy-hacks-best-comedy-series-1236002833/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.rollingstone.com/tv-movies/tv-movie-news/hacks-wins-best-television-series-musical-comedy-2025-golden-globes-1235225694/"><i><span style="font-weight: 400;">Golden Globes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Hacks </span></i><span style="font-weight: 400;">foi renovada para uma quarta temporada com </span><a href="https://www.tvinsider.com/1149559/hacks-season-4-premiere-date-trailer-cast-episodes-filming-details/"><span style="font-weight: 400;">previsão de estreia</span></a><span style="font-weight: 400;"> para Maio de 2025. </span><b>&#8211; Ana Eloisa Leite</b></p>
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<figure id="attachment_35028" aria-describedby="caption-attachment-35028" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35028" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/heartstopper-imagem-1-800x400.jpg" alt="Cena de Heartstopper com dois adolescentes se encarando de forma carinhosa em um ambiente externo à noite. O menino da esquerda, chamado Nick, tem cabelo liso e veste um moletom cinza com capuz. Ele sorri de maneira suave enquanto olha para o menino da direita, chamado Charlie, que tem cabelo cacheado e veste um casaco verde claro. O fundo está escuro, com leves sombras de árvores e uma cerca." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/heartstopper-imagem-1-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/heartstopper-imagem-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/heartstopper-imagem-1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/heartstopper-imagem-1-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/heartstopper-imagem-1-2048x1024.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/heartstopper-imagem-1-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35028" class="wp-caption-text">É possível notar o amadurecimento de Nick e Charlie desde a estreia da série, mas isso fica bem mais nítido na terceira temporada (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Heartstopper</b><b><br />
</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde sua estreia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">estabeleceu uma atmosfera idealizada e otimista como sua principal característica, algo que dividiu opiniões no público. Apesar de alguns momentos poderem parecer exagerados, o propósito da série é claro: oferecer uma alternativa à visão sombria da adolescência presente em obras como </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-part-1-rue-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Euphoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Funcionando quase como um ‘manual’ para os jovens e um conforto nostálgico para os mais velhos, a produção mantém essa essência. Na terceira temporada, lançada em outubro de 2024, o tom doce persiste, mas agora acompanhado de uma abordagem mais autêntica e realista ao explorar temas mais profundos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O foco da nova temporada está na saúde mental, um tema que ganha destaque ao expandir o arco do distúrbio alimentar de Charlie Spring (Joe Locke), introduzido no </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">ano anterior</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nick Nelson (Kit Connor), por sua vez, enfrenta seu próprio estresse ao tentar apoiar Charlie sem saber como lidar com a situação e com a possibilidade de se afastar dele. Esse cuidado em tratar tópicos relevantes da juventude e questões da comunidade LGBTQIAPN+ com respeito e sensibilidade é o maior legado de </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;">. A série não apenas aborda essas questões com profundidade, mas também preserva o quentinho reconfortante que a tornou tão especial para diferentes gerações. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_35037" aria-describedby="caption-attachment-35037" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35037" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ninguem-Quer-Giovanna-800x534.webp" alt="Cena da série Ninguém Quer. A cena mostra a personagem Joanne a esquerda e o personagem Noah a direita, com os corpos virados um de frente para o outro, se olhando. Joanne está com os cabelos loiros soltos e uma blusa de manga comprida vermelha. Noah está vestindo um traje típico de rabino. Os dois estão em uma sinagoga. Atrás deles, algumas pessoas encaram o casal." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ninguem-Quer-Giovanna-800x534.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ninguem-Quer-Giovanna-768x512.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Ninguem-Quer-Giovanna.webp 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35037" class="wp-caption-text">Kristen Bell e Adam Brody dão uma aula de química boa demais para perder em Ninguém Quer (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Ninguém Quer (Nobody Wants This)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">ouviu as nossas preces e, em 2024, entregou uma comédia romântica adulta perfeita. </span><a href="https://youtu.be/i57S8G4283A?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Ninguém Quer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem tudo o gênero pede: romance e comédia (claro), tensão, reflexões e uma cena de primeiro beijo de dar borboletas no estômago como não víamos há tempos. O enredo coloca duas pessoas de mundos totalmente opostos para se encontrarem em um cativante conflito de realidades. De um lado, uma mulher pra frente que divide um podcast com sua irmã, no qual discutem experiências amorosas e sexuais sem papas na língua e, do outro, um jovem rabino dedicado à religião, que até ontem estava de casamento marcado, seguindo todos os passos que a sua família tradicional judaica sonhou para ele. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série é água com açúcar, mas não é boba. </span><i><span style="font-weight: 400;">Ninguém Quer </span></i><span style="font-weight: 400;">aborda questões muito reais sobre identidade, dogmas e sacrifícios em relacionamentos a dois. A história nos instiga a questionar até que ponto podemos nos entregar ao outro sem perder a nós mesmos e quando devemos repensar nossas certezas em nome da felicidade. Com apenas dez episódios de 20 a 30 minutos cada, é uma série leve e boa de maratonar de uma vez só, para depois ficar com aquele gostinho que quero mais. Por sorte, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> já confirmou uma </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ninguem-quer-tera-2a-temporada-mas-com-novos-roteiristas-diz-site/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_35042" aria-describedby="caption-attachment-35042" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35042" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-800x400.png" alt="Cena da 3ª temporada da série The Bear. Na imagem, cinco pessoas estão encostadas em uma bancada de cozinha de restaurante. A primeira pessoa é Sydney Adamu (Ayo Edebiri), uma mulher negra, de cabelos escuros trançados, presos em um coque; ela veste um vestido grafite, colares e anéis prateados, e segura um copo. O segundo a aparecer é Richie Jerimovich (Ebon Moss-Bachrach), um homem branco, de cabelos escuros e curtos, e barba; ele usa camisa, gravata e terno pretos, e segura um copo. Luca (Will Poulter) aparece em seguida: ele é um homem branco, de cabelos loiros penteados em um topete, e tem tatuagens nos braços; ele usa roupas pretas, relógio e segura uma taça. A quarta pessoa a aparecer é Jessica (Sarah Ramos),uma mulher branca de cabelos castanhos, semi presos; ela usa um terno preto, e segura um copo. Rene Gube faz Ever GM; ele é um homem de ascendência filipina, e tem cabelos pretos, arrumados em um topete; ele usa um terno cinza, e segura um copo. Por último, Garrett (Andrew Lopez) é um homem de ascendência filipino-coreana, ele tem bigode e cavanhaque, e possui cabelos pretos, arrumados em um topete; ele usa um terno preto, e está com os braços cruzados. " width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image2.png 1140w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35042" class="wp-caption-text">Tudo tem seu começo, meio e fim – até mesmo um restaurante (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de O Urso (The Bear)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A terceira temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/the-bear/"><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> traz a receita de sempre: uma cozinha caótica, personagens emocionalmente instáveis e muitas discussões. Mesmo assim, a série continua a tentar desenvolver as histórias dos funcionários do The Bear, e também a do próprio restaurante: a temporada começa logo após o primeiro serviço do estabelecimento. Natalie (Abby Elliott) se vê forçada a ligar para a mãe, DeeDee (Jamie Lee Curtis), em um dos dias mais importantes de sua vida. Sidney (Ayo Edebiri) se depara com decisões importantes, que vão de comprar um sofá a dar mais passos na carreira. E Carmy Berzatto (Jeremy Allen White)? Continua praticamente o mesmo: agitado, ansioso e ambicioso, com altos parâmetros – a lista de ‘inegociáveis’ é como um resumo do personagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de mostrar a rotina de cozinhas profissionais – por meio de diálogos corridos e montagens do cotidiano culinário –, a terceira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz Carmy não só encarar, mas como enfrentar seu passado – principalmente com o retorno de Luca (</span><a href="https://variety.com/2023/tv/features/will-poulter-the-bear-luca-hot-chef-1235657992/"><span style="font-weight: 400;">Will Poulter</span></a><span style="font-weight: 400;">), Andrea Terry (Olivia Colman) e David Fields (Joel McHale) – e pensar no seu futuro como chefe de cozinha. Será que ele e Syd vão receber boas avaliações e conseguir atingir a tão sonhada estrela Michelin no The Bear? Essas perguntas – ainda não respondidas – incomodarão os protagonistas nas próximas temporadas. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35050" aria-describedby="caption-attachment-35050" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35050" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-800x450.png" alt="ena de Pinguim. Nela vemos Oswald Cobblepot, mais conhecido como Pinguim. Ele é um homem adulto, gordo e com cicatrizes no rosto. Ele veste uma camisa na cor vinho e um terno branco. Pinguim está olhando para baixo enquanto segura algo que está pegando fogo. Ao fundo, a escuridão da noite." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image3.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35050" class="wp-caption-text">Pinguim abdica do fantástico e aposta no capital humano da DC (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Pinguim (The Penguin)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando se teve ideia do desenvolvimento de uma série sobre o vilão </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/pinguim-serie-hbo-critica"><span style="font-weight: 400;">Pinguim</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma dúvida se instaurou. Muito porque ele já vinha com a premissa de expandir uma tentativa de se separar de um universo compartilhado em ruínas. Mas o resultado foi o melhor que se esperava, porque a produção resolveu abdicar completamente de tudo que podia prendê-lo ao gênero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem estar sobre a sombra da capa do </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-critica/"><span style="font-weight: 400;">morcegão</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pinguim</span></i><span style="font-weight: 400;"> se prende aos aspectos puramente urbanos do longa de Matt Reeves, para contar a tentativa de tomada do império criminoso de Gotham feito pelo vilão interpretado por Colin Farrell, após o vácuo de poder causado pela morte de Carmine Falcone. Com um primor técnico absurdo, a produção parece retroceder ao início dos anos 2000, onde se tinha vergonha de uma história de herói se parecer com uma história de herói e, nesse retorno, ela acertadamente bebe muito de </span><i><span style="font-weight: 400;">Família Soprano</span></i><span style="font-weight: 400;">, revitalizando as histórias de máfia e mostrando que, quando o gênero não é tratado como a fábrica que imprime as páginas dos quadrinhos à exaustão, ele dá carto. </span><b> &#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_35030" aria-describedby="caption-attachment-35030" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35030" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Senna-Maria-Fernanda-800x554.webp" alt="Cena da minissérie Senna. A imagem apresenta o personagem Ayrton Senna, interpretado pelo ator Gabriel Leone, o qual está dentro de um carro de Fórmula 1 da Marlboro. Ele está olhando fixamente para frente e parece estar concentrado. Ao seu lado, há o capacete ícone de Senna: amarelo, com detalhes em verde e vermelho. O carro da Marlboro é vermelho e branco. O ambiente atrás revela a garagem de carros para o preparatório da corrida." width="800" height="554" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Senna-Maria-Fernanda-800x554.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Senna-Maria-Fernanda-1024x709.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Senna-Maria-Fernanda-768x532.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Senna-Maria-Fernanda-1536x1063.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Senna-Maria-Fernanda-1200x831.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Senna-Maria-Fernanda.webp 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35030" class="wp-caption-text">A biografia nacional de Ayrton Senna foi a minissérie de língua não inglesa mais vista durante a primeira semana de Dezembro (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Senna</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minissérie </span><a href="https://youtu.be/AGT5bUsOPLk?si=c48E5wgWznwkYp3c"><i><span style="font-weight: 400;">Senna</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi lançada em 29 de novembro de 2024 pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, de modo a biografar a vida do piloto Ayrton Senna, após 30 anos de sua morte. É preciso lembrar que essa foi uma produção nacional com alto investimento, de forma a ser comparada com produções internacionais. Além disso, a minissérie faz uma excelente alusão aos anos 80 e 90, o que deixa o espectador imerso na época em que Senna estava no auge de suas corridas e, com certeza, traz nostalgia para quem viveu o período.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante ressaltar que a produção fez uma ótima seleção de elenco, pois é perceptível que os atores possuem alta semelhança com as pessoas presentes na história de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Senna</span></i><span style="font-weight: 400;">. O ator Gabriel Leone conta a preparação e o </span><a href="https://youtu.be/1M3AMw-FgTw?si=WL41szFMGknBlQqn"><i><span style="font-weight: 400;">Making Of</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de toda a trajetória. A minissérie retrata os desafios que Ayrton</span> <span style="font-weight: 400;">enfrentou em cada corrida e traz um olhar emocionante e de heroísmo para a figura do piloto. No entanto, é preciso lembrar que, assim como alguns críticos apontam, os poucos minutos de tela de Adriane Galisteu mostraram que partes da história foram omitidas conforme fora conveniente. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35039" aria-describedby="caption-attachment-35039" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35039" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/One-Day-Ludmila-Henrique-800x450.jpg" alt="Cena da minissérie Um Dia. Na imagem temos a presença de Dexter Mayhew (Leo Woodall), um jovem branco, de olhos azuis e cabelo loiro curto. Ele está vestindo um terno preto e uma camiseta branca de gola. Ao seu lado está Emma Morley (Ambika Mod), uma jovem com ascendência indiana, de olhos castanhos escuros e cabelo ondulado castanho escuro. Ela está vestindo um vestido azul bufante. Eles estão olhando um para o outro, ao fundo temos uma parede branca, sendo iluminada por uma luz amarelada. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/One-Day-Ludmila-Henrique-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/One-Day-Ludmila-Henrique-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/One-Day-Ludmila-Henrique-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/One-Day-Ludmila-Henrique-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/One-Day-Ludmila-Henrique-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/One-Day-Ludmila-Henrique.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35039" class="wp-caption-text">A minissérie é uma adaptação do romance homônimo de David Nicholls (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Um Dia (One Day)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amores enredados são reflexo da inquietação de duas almas. Indivíduos em eterna busca de algo para se segurar, mas que não pretendem, de nenhum modo, abrir mão de sua vaidade para se fixar em tal compromisso. Na noite de 15 de julho de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=X8vGnkXd9rA"><span style="font-weight: 400;">1988</span></a><span style="font-weight: 400;">, na universidade de Edimburgo, a história de amor entre Emma Morley (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3eIfL3qhBJY"><span style="font-weight: 400;">Ambika Mod</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Dexter Mayhew (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cb_YIoy1Pgk"><span style="font-weight: 400;">Leo Woodall</span></a><span style="font-weight: 400;">) se inicia e escapa no momento em que amanhece. Aquele dia teve o seu fim, apesar disso, o vínculo entre eles está apenas começando. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Roteirizado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=S1ctKw2ULT8"><span style="font-weight: 400;">Nicole Taylor</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Um Dia</span></i><span style="font-weight: 400;"> narra o romance que atravessa décadas. Em cada episódio acompanhamos um flagrante na vida dos protagonistas, sempre marcado pela mesma data, ao longo dos anos. Ao tomar essa decisão, a minissérie cresce em termos de extensão de tempo, saltos temporais que avançam juntamente com os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KBzU-yvenmM"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;">, desenvolvendo a jornada de Em e Dex com mais riqueza de detalhes. Ao trazer uma visão única ao telespectador, o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sublime em aproximar o público com a história do casal, como se estivesse em cena, presenciando aquele exato momento exibido em tela, criando uma identificação com pelo menos um dos personagens. </span><a href="https://www.netflix.com/tudum/articles/one-day-release-date"><i><span style="font-weight: 400;">Um Dia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, fala sobre a juventude, as consequências de se apaixonar, com todas as mágoas e acertos, ainda assim, continuam carregadas de momentos memoráveis. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique </b></p>
<hr />
<figure id="attachment_35051" aria-describedby="caption-attachment-35051" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35051" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-800x450.png" alt="Cena da animação X-Men 97’. Nela vemos Gambit montado nas costas de Wolverine. Gambit é um homem branco, magro e alto, com cabelo castanho. Ele veste um sobretudo marrom e um traje preto e rosa. Wolverine é um homem branco, baixo e musculoso. Ele veste um traje clássico nas cores amarelo, azul e preto. Wolverine está com os braços abertos enquanto suas garras estão rosa, por conta do poder de Gambit. E Gambit segura seu tradicional bastão de metal. Ao fundo, um cenário de pedras." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/image4.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35051" class="wp-caption-text">A Marvel ainda tem jeito (Foto: Marvel)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada da X-Men 97’</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde que a Fox foi adquirida pela Disney, muito se esperava da forma como os mutantes seriam incorporados ao Universo Cinematográfico da Marvel. De fato, isso ainda não aconteceu, mas sua introdução ao público veio da maneira mais inesperada possível: </span><a href="https://personaunesp.com.br/x-men-97-1a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">X-Men 97’</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retoma uma clássica animação e assume que a história de Ciclope, Wolverine e companhia na verdade é uma baita novela.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história, com produção e criação de</span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/288332-beau-demayo-entenda-polemica-envolvendo-marvel-criador-x-men-97.htm"><span style="font-weight: 400;"> Beau DeMayo</span></a><span style="font-weight: 400;">, se passa um ano após os eventos da X-Men: The Animated Series, com o professor Xavier em coma e com o vilão Magneto que assume a liderança do grupo para usá-lo em uma batalha entre humanos e mutantes. O acerto de </span><i><span style="font-weight: 400;">X-Men 97</span></i><span style="font-weight: 400;">’ na verdade está no fato de toda expectativa estar sendo jogada para os cinemas, sem necessidade de participações especiais ou referências de outras obras. A produção se concentra em si mesma e entrega a melhor história da Marvel no ano. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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		<title>Os Melhores Filmes de 2024</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Apr 2025 22:49:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Qual imagem te lembra o Cinema em 2024? A Zendaya com os seus twinks do tênis ou da ficção científica? O discurso poderoso da Demi Moore no body horror de Coralie Fargeat? Ou você se lembra da marcante cena de Eunice Paiva e seus cinco filhos na sorveteria? O fato é que as mulheres dominaram &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Filmes de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35103 size-full" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602.jpg" width="2000" height="1051" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1536x807.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/word-press_wordpress904147820930494602-1200x631.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-caption-text"><cite></cite><cite></cite>Sexualidade, Terror e protagonismo feminino foram os destaques do ano (Texto de Abertura: Davi Marcelgo e Guilherme Leal/Arte de capa: Nicole Tiemi Kussunoki)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Qual imagem te lembra o Cinema em 2024? A Zendaya com os seus </span><span style="font-weight: 400;"><i>twinks</i></span><span style="font-weight: 400;"> do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/">tênis</a></span><span style="font-weight: 400;"> ou </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/duna-parte-2-critica/">da ficção científica</a></span><span style="font-weight: 400;">? O discurso poderoso da Demi Moore no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>body horror</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> de Coralie Fargeat? Ou você se lembra da marcante cena de Eunice Paiva e seus cinco filhos na sorveteria? O fato é que as mulheres dominaram as telonas e foram reconhecidas pelo público e crítica com histórias memoráveis. Ao todo, 33 obras foram mencionadas na lista de Melhores Filmes do Ano do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/anora-critica/">De profissionais do sexo</a></span><span style="font-weight: 400;"> a vampiros sugadores de casadas, os longas-metragens citados possuem uma caractéristica que os une: o êxito em provocar sentimentos que ultrapassam a pupila e acessam outras partes do corpo para te fazer sentir.</span></p>
<p><span id="more-35059"></span><span style="font-weight: 400;">Nessa lista, seis obras se destacam pela sua relação com sexo ou corpo. Nas narrativas, há uma linha tênue entre querer ser e ter aqueles personagens, se reconhecer ou não fazer parte daquela realidade, mas compreender as ações das pessoas, que nem sempre estarão de acordo com as nossas convicções. Diferente de uma<a href="https://www.bazardotempo.com.br/blogs/bazar-do-tempo/uma-reflexao-critica-sobre-a-putofobia-na-vitoria-de-mikey-madison-no-oscar"> parcela do público</a>, essas produções </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/baby-critica/">não julgam</a></span><span style="font-weight: 400;"> seus protagonistas, não possuem um desenvolvimento simplista e se afastam das condenações morais dos espectadores. Desse modo, cineastas escolheram analisar vivências consideradas lascivas e virar do avesso o pensamento preconceituoso sobre a diversidade de viver.</span></p>
<blockquote><p><span style="font-weight: 400;">“Só porque os meus sonhos são diferentes dos seus, não significa que eles não são importantes” &#8211; </span><span style="font-weight: 400;"><i>Adoráveis Mulheres </i></span><span style="font-weight: 400;">(2019)</span></p></blockquote>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><span style="font-weight: 400;"><i>ranking</i></span><span style="font-weight: 400;"> da nossa </span><b>Editoria</b><span style="font-weight: 400;"><i>, </i></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">aparece dez vezes; sete das menções colocam a obra de Walter Salles na primeira colocação. Além da história sobre a família Paiva, outras três produções nacionais tiveram destaque: </span><span style="font-weight: 400;"><i>Baby</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/oeste-outra-vez-critica/"><i>Oeste Outra Vez</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/motel-destino-critica/"><i>Motel Destino</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Fora do país, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna: Parte 2</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Rivais</i></span><span style="font-weight: 400;"> empataram no coração dos redatores: com sete menções, os enredos dirigidos por Denis Villeneuve e Luca Guadagnino se alinharam à </span><span style="font-weight: 400;"><i>Substância</i></span><span style="font-weight: 400;">, que foi relembrado seis vezes por sua crítica à indústria </span><span style="font-weight: 400;"><i>hollywoodiana</i></span><span style="font-weight: 400;"> e ao etarismo com as mulheres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Simplificar a Arte e procurar respostas para tudo não é o caminho: o Cinema precisa da subjetividade e do senso crítico na medida em que as transformações socioculturais ocorrem. Mais do que uma representação, a Sétima Arte também se comporta como um acervo da memória de um gênero narrativo, grupo minoritário ou história de um país. Pode abarcar dores diversas, sem definir qual é mais ou menos importante; quais devem ser </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/lobby-oscar-artigo/">premiadas</a></span><span style="font-weight: 400;"> ou dignas de serem contadas. Nos filmes, tudo deve ter espaço, inclusive as tramas que causam desconforto, ira e nos tiram do lugar comum &#8211; afinal, existe maneira melhor de alcançar respeito e pensar em mudanças que não seja adentrar em facetas distantes de nós? No texto a seguir, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> convida você a recordar os </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Melhores+Filmes">Melhores Filmes</a></span><span style="font-weight: 400;"> de 2024.</span></p>
<figure id="attachment_35065" aria-describedby="caption-attachment-35065" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35065" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-800x336.jpg" alt="Cena de Conclave. Nela vemos um salão do Vaticano, de pé direito alto e pinturas nas paredes. Mesas vermelhas dividem simetricamente esse salão, duas de cada lado. Elas estão preenchidas por cardeais, todos de idade um pouco avançada que vestem túnicas vermelhas também, com exceção de um cardeal ortodoxo, que está no canto direito e veste túnica preta. No centro da imagem e de costas, o personagem principal Cardeal Lawrence, que veste túnicas na cor vinho." width="800" height="336" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-800x336.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1024x430.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-768x323.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1536x645.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707-1200x504.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e529c72c-bf30-41b2-a089-1336dbb1d707.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35065" class="wp-caption-text">Para os órfãos de Succession, Conclave é a versão católica e ainda mais fashion (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Conclave (Conclave)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Edward Berger aterrissou no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;"> de 2023, muitas dúvidas pairavam sobre seu nome. Nas tentativas de desqualificar seu filme </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/nada-de-novo-no-front-critica/"><i>Nada de Novo no Front</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(2022), que estava longe de ser um queridinho, um dos argumentos era que a Primeira Guerra é um tema relativamente fácil de se dramatizar e de enorme apelo para público e crítica. Sua próxima incursão, então, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Conclave</i></span><span style="font-weight: 400;">, para sacramentar de vez seu talento, vai no caminho contrário para um dos temas mais difíceis de se extrair conteúdo cinematográfico com esse teor: a Igreja Católica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa, o Papa está morto e se acompanha justamente esse vácuo de poder que se instaura no alto clero até a escolha de um novo representante. Diferente de outras obras que abordam essa temática, como </span><span style="font-weight: 400;"><i>Game of Thrones </i></span><span style="font-weight: 400;">ou </span><span style="font-weight: 400;"><i>Succession</i></span><span style="font-weight: 400;">, aqui todo o perigo do jogo de poder é quase silencioso. A direção de Berger é bastante consciente ao isolar cada cardeal e mostrar seus embates individuais com a fé católica, enquanto o roteiro é sagaz ao constatar que, no momento em que todos estão no mesmo patamar de poder, sobra apenas o humano por baixo da túnica. Instigante, cheio de ritmo e primoroso, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/conclave-critica/"><i>Conclave</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">é, sem dúvidas, um dos filmes mais completos da temporada, seja em forma ou em conteúdo. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_35066" aria-describedby="caption-attachment-35066" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35066" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-800x400.jpeg" alt="Cena de Nosferatu. Uma moça de pele branca (Ellen, personagem principal do longa) está em uma janela. Ela aparenta assustada, com lágrimas em seus olhos e boquiaberta. A jovem usa um vestido florido e brincos médios, seu cabelo escuro está dividido ao meio e preso em um coque. Sobre a face e o busto da personagem, aparece a sombra de uma mão com grandes dedos e unhas. É noite, atrás de Ellen está completamente escuro e, em ambos os lados de sua silhueta, aparecem cortinas brancas." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther-1200x600.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Nosferatu-Esther.jpeg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35066" class="wp-caption-text">Em Nosferatu, as imagens do exterior do Castelo de Orlok foram gravadas no Castelo de Corvin, onde Vlad III foi prisioneiro por dez anos (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Nosferatu (Nosferatu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A releitura do clássico de F. W. Murnau estreou nas telonas dos Estados Unidos às vésperas de 2025, mas a tempo de conquistar sua posição entre os expoentes da Sétima Arte lançados em 2024. Na nova versão de </span><span style="font-weight: 400;"><em><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgpy81ql1zo">Nosferatu</a></em></span><span style="font-weight: 400;">, Robert Eggers convida o público a uma viagem no tempo com destino à Europa efervescente do século XIX e a extrema atenção do diretor aos detalhes convence o espectador de que, realmente, está naquele mundo. Para além do </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://casavogue.globo.com/lazer-e-cultura/filmes/noticia/2025/01/cenarios-nosferatu.ghtml">detalhismo</a></span><span style="font-weight: 400;"> evidente, a atuação de Lily Rose-Depp contribui para o destaque da obra: a agonia e sofrimento constantes de Ellen estariam claros, ainda que na ausência de palavras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazendo jus às suas quatro indicações ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2025/">Oscar 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa não conquista seu espectador por meio de personagens carismáticos, trama comovente ou roteiro inovador. A riqueza do filme reside na fidelidade do cineasta ao seu compromisso em eternizar o Conde Orlok através das gerações. O espectador que desconhece as versões de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cinepop.com.br/nosferatu-entenda-por-que-o-filme-original-quase-foi-extinto-625180/">1922</a></span><span style="font-weight: 400;"> e 1979 compreende plenamente o universo que circunda os protagonistas da trama. Aqui, o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/por-que-robert-eggers-nao-se-interessa-em-fazer-filmes-contemporaneos-diretor-responde/">diretor</a></span><span style="font-weight: 400;"> se vê exitoso com sua proposta e responsável por um dos melhores lançamentos do Cinema no ano. </span><b>&#8211; Esther Chahin</b></p>
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<figure id="attachment_35068" aria-describedby="caption-attachment-35068" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35068 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-800x420.jpg" alt="O cenário é de um bar com a parte interna azul. Ao fundo está um portão verde e do lado externo estão dois carros, um azul e outro vermelho. Mais próximo estão dois personagens se olhando. À esquerda está o personagem do Babu, com um copo de bebida na mão. À direita está o personagem do Ângelo Antônio também com um copo de bebida. Ambos estão sentados em mesas distintas e se encarando." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1536x806.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9-1200x630.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/62b4a1ad4f014e34d5bde64a614c55c9.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35068" class="wp-caption-text">O filme estreou nos cinemas brasileiros no dia 27 de Março (Foto: O2 Play)</figcaption></figure>
<p><b>Oeste Outra Vez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra de Erico Rassi se notabilizou ao conquistar o prêmio de Melhor Filme do Festival de Gramado em 2024. Ainda no ano passado o longa passou por outros festivais, incluindo a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">48º Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</a></span><span style="font-weight: 400;">, no entanto é só em 2025 que ele vai chegar ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/oeste-outra-vez-faroeste-brasileiro-ganha-data-nos-cinemas">público geral</a></span><span style="font-weight: 400;">. No enredo, Totó (Ângelo Antônio) é abandonado por sua mulher, que decide ficar com Durval (Babu). Em retaliação, ele manda matar o personagem. Ao sobreviver, Durval contrata assassinos para irem atrás de Totó, perpetuando a violência cotidiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama consegue debater questões como o machismo e a objetificação sem ser apelativo e expositivo, se utilizando muito do subtexto. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/oeste-outra-vez-critica/"><i>Oeste Outra Vez</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> se trata, afinal, de homens que não conseguem lidar com suas fragilidades. A escolha por uma pegada faroeste não é à toa, pois, o gênero vem explorando a masculinidade a partir de sua própria história. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ns0I6jSpQAE">Erico Rassi</a></span><span style="font-weight: 400;"> se destaca ao colocar a falta de comunicabilidade como uma maneira de gerar outras formas de expressão, nesse caso, a barbárie. &#8211; </span><b>Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_35069" aria-describedby="caption-attachment-35069" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35069" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-800x533.jpg" alt="Em uma imagem retangular, se encontram Elpabha, uma bruxa de pele verde que veste um chapéu pontiagudo e um vestido na cor preta, próxima a Glinda, uma bruxa de cabelos loiros, pele rosada e que usa um vestido na cor rosa. Ambas olham para cima e tem cara de leve surpresa." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/wicked.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35069" class="wp-caption-text">Encantador e mágico, Wicked trás o brilho que faltava nas produções Hollywoodianas com classe e carisma (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Wicked (Wicked)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A adaptação do musical da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Broadway </i></span><span style="font-weight: 400;">mais aguardada desde que foi anunciada, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/wicked-critica/"><i>Wicked</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>,</i></span><span style="font-weight: 400;"> chegou aos cinemas em Novembro de 2024, levando fãs de diva </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;">, desavisados e admiradores de musical às salas, tendo o sucesso de surpreender positivamente todos eles. A prequela (história anterior) do famoso </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Mágico de Oz</i></span><span style="font-weight: 400;"> já foi adaptada muitas vezes no palco de maior sucesso de musicais do mundo e movimenta milhões todos os anos. Com um duo grandioso, a primeira parte da adaptação tem o trunfo de trazer a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/cynthia-erivo-diz-que-trouxe-sua-identidade-negra-e-queer-para-wicked-e-uma-carta-de-amor-a-quem-se-sente-diferente/">primeira Elphaba negra e </a></span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://rollingstone.com.br/cinema/cynthia-erivo-diz-que-trouxe-sua-identidade-negra-e-queer-para-wicked-e-uma-carta-de-amor-a-quem-se-sente-diferente/"><i>queer</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, interpretada por Cynthia Erivo, e Ariana Grande, cantora que retoma as suas origens na atuação e realiza o seu </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/por-que-ariana-grande-decidiu-usar-o-nome-completo-em-creditos-de-wicked">sonho de interpretar Glinda</a></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tamanha entrega, a atuação de ambas tira o fôlego e merece todas as indicações e aplausos que vem recebendo. Somando </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/wicked-alem-de-levar-2-trofeus-este-foi-o-feito-inedito-do-filme-no-oscar-2025,a5d77a3bf857f775edab462b74fc6815it7l9kuj.html#:~:text=Apesar%20de%20n%C3%A3o%20ser%20a,e%20Melhor%20Figurino%20para%20Paul">duas estatuetas no Oscar 2025</a></span> <span style="font-weight: 400;"><i>e</i></span><span style="font-weight: 400;"> reiterando a caminhada de sucesso do musical que já coleciona </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_awards_and_nominations_received_by_Wicked_(musical)">64 indicações</a></span><span style="font-weight: 400;"> ao longo de sua existência, em quase 3h, o filme nos leva a viajar para outro universo, com canções agradáveis e contagiantes, nos levando a reflexões, emoções e uma paixão sem fim, que anseia pela parte dois. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier.</b></p>
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<figure id="attachment_35070" aria-describedby="caption-attachment-35070" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35070" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-800x461.jpg" alt="Cena do filme Mufasa. A cena mostra dois leões, conhecidos como os personagens Taka e Mufasa, além de uma leoa, a personagem Nala. O leão Taka está mais ao fundo da imagem. Os leões possuem pelo na cor caramelo. Um macaco está com um cajado, o qual é o personagem Rafiki do Rei Leão, com um pelo mais escuro. Atrás, existem montanhas e uma névoa que deixa a paisagem ao fundo quase imperceptível. Os leões e o macaco parecem prestar atenção em algo mais a frente." width="800" height="461" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-800x461.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1024x590.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-768x442.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1536x884.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda-1200x691.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Mufasa-O-Rei-Leao-Maria-Fernanda.jpg 1777w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35070" class="wp-caption-text">Mufasa retoma a franquia Rei Leão com cenas fotorrealistas geradas por computador (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Mufasa: O Rei Leão (Mufasa: The Lion King)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mufasa</span><span style="font-weight: 400;"> possui uma personalidade muito admirável no primeiro filme da franquia, iniciada em 1994 com <em>O Rei Leão</em>. Acompanhar a história do seu crescimento, em <em>Mufasa: O Rei Leão</em><b>,</b> traz à tona muitas nostalgias dos longas anteriores. A tecnologia das cenas produzidas em computador continua a surpreender, ainda que existam opiniões contrárias à realidade do filme 3D, a mesma da produção live-action </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/J57HnR6FPW0?si=ZHmAsrpm-ucC4iAS"><i>O Rei Leão</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, de 2019.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4m0Tu3A4sITB4KKlB6EZlK?si=nDLfu93TTPu2ejdj6pIi3A">trilha sonora</a></span><span style="font-weight: 400;"> da obra não se compara à da trilogia original, entretanto, não deixa de ser cativante. O longa continua com o tradicional musical das produções da </span><span style="font-weight: 400;"><i>Disney</i></span><span style="font-weight: 400;">, o que retoma a magia de filmes voltados ao público infantil. A obra possui uma espetacular ênfase no desenvolvimento de </span><span style="font-weight: 400;">Mufasa (Aaron Pierre)</span><span style="font-weight: 400;">, o qual desperta curiosidade no público, principalmente, devido à passagem de um relacionamento de honestidade e humildade com</span><span style="font-weight: 400;"> Scar (Kelvin Harrison Jr.) </span><span style="font-weight: 400;">para um relacionamento de inimizade. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35071" aria-describedby="caption-attachment-35071" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-800x346.png" alt="Cena do filme Meu Malvado Favorito 4. Na esquerda, Gru, personagem branco careca de casaco preto e cachecol ciza listrado, olha de canto para suas filhas (da esquerda para a direita) - Edith, Margo e Agnes - sentadas na cozinha atrás de uma bancada em que há muitas garrafas de leite." width="800" height="346" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-800x346.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury-768x332.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Meu-Malvado-Favorito-4-Luisa-Machado-Tabchoury.png 987w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35071" class="wp-caption-text">A quarta produção da franquia marca o maior período entre os filmes, com 7 anos desde a última sequência. (Foto: Illumination Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Meu Malvado Favorito 4 (Despicable Me 4)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em mais uma aventura como agente da Liga Antivilões, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Meu Malvado Favorito 4</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um dos melhores filmes de 2024. A animação continua com Gru (Steve Carell) e sua família, Lucy (Kristen Wiig), Margo (Miranda Cosgrove), Edith (Dana Gaier) e Agnes (Madison Polan), que agora contam com um novo membro: Gru Jr. O enredo traz mais uma missão a ser concluída, derrotar o inimigo Maxime Le Mal (Will Farrell) e sua namorada Valentina (Sofía Vergara), mas, diferente dos outros filmes em que o personagem principal morava em sua casa onde vivia com suas filhas adotadas, o protagonista precisa lidar com a paternidade de ter um bebê e uma vizinha adolescente intrometida e irritante. Com muita maestria, o longa foi </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/">o maior da </a><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/"><em>Universal Pictures</em></a><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/meu-malvado-favorito-4-e-o-maior-filme-da-universal-pictures-no-brasil/"> no Brasil</a></span><span style="font-weight: 400;">, com uma bilheteria de mais de 140 milhões de reais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme recebeu indicações no <em>Academy of Science Fiction</em>, <em>Fantasy &amp; Horror</em> <em>Films</em> (Melhor Filme Animado), <em>Hollywood Music In Media Awards</em> (Melhor Música Original) e <em>Chinese American Film Festival</em>, no qual venceu a categoria como o Filme Norte-Americano Mais Popular na China. Para quem está procurando uma produção mais leve, com muitas risadas e um herói divertido, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=seSIJf5mhPE">Gru e sua equipe fiel de incontáveis Minions</a></span><span style="font-weight: 400;">, devem ser a escolha para aproveitar uma sessão de cinema em casa com a família e um balde de pipoca. </span><b>&#8211; Luísa Tabchoury</b></p>
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<figure id="attachment_35072" aria-describedby="caption-attachment-35072" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-800x432.jpg" alt="Cena do filme Eu Vi o Brilho da TV. Na cena, os dois personagens principais aparecem de costas, lado a lado, no canto direito da imagem. À esquerda, Owen está usando um vestido em tons de rosa. À direita, Maddy está toda de preto, com mangas longas e calça comprida. Eles estão em um campo de futebol vazio, à noite, olhando para as árvores mais para frente. No céu estrelado tem uma lua cheia sobre eles, com a imagem de um rosto no centro." width="800" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-800x432.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1024x553.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1536x829.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0-1200x648.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/e56024e7-e406-4d5a-a5fc-d8ace0b3e4a0.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35072" class="wp-caption-text">Eu Vi o Brilho da TV usa de inspiração e faz referências a Buffy, a Caça-Vampiros (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Eu Vi o Brilho da TV (I Saw the TV Glow)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/eu-vi-o-brilho-da-tv-critica/"><i>Eu Vi o Brilho da TV</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">não furou a bolha o suficiente para ser lembrado pelas grandes premiações do ano como merecia, mas com certeza deixou uma marca duradoura em quem assistiu. Dirigido e escrito por Jane Schoenbrun, o filme mistura terror, drama e fantasia. A verdadeira ameaça da trama é uma tragédia muito real para muitos: passar pela vida sem viver a sua verdade. A alegoria mais óbvia proposta pelo roteiro, e reforçada por símbolos imagéticos, relaciona-se com a experiência trans e de não conformidade de gênero, mas a abordagem dessas lutas é tão sensível que ecoa para as experiências de toda a comunidade </span><span style="font-weight: 400;"><i>quee</i></span><span style="font-weight: 400;">r e até qualquer outra pessoa que se identifique com uma jornada de autoconhecimento isoladora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme tem um </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AHKFHYBdqEc">visual</a></span><span style="font-weight: 400;"> único e particular. As imagens e os sons surreais evocam sentimentos no espectador que chegam antes da compreensão dos porquês. </span><span style="font-weight: 400;"><i>Eu Vi o Brilho da TV </i></span><span style="font-weight: 400;">cria uma atmosfera sufocante sobre uma sensação de nostalgia amarga. A obra utiliza as memórias dos personagens para borrar os limites entre o real e a imaginação. A posição da plateia é desconfortável e agonizante do começo ao fim dos 100 minutos de duração do longa, mas ao rolarem os créditos e a digestão do que se acabou de ver assentar, fica a mensagem de esperança em dias melhores: “</span><span style="font-weight: 400;"><i>Ainda há tempo</i></span><span style="font-weight: 400;">”. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_35074" aria-describedby="caption-attachment-35074" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35074" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/a.semente.do_.fruto_.sagrado.jpg" alt="Cena do filme A Semente do Fruto Sagrado. A imagem mostra três mulheres da mesma família. Da esquerda para a direita, há uma mulher mais velha de cabelos curtos com a boca aberta, uma mulher jovem de cabelos curtos com uma expressão séria e uma mulher mais nova de cabelos cacheados com uma expressão de medo." width="739" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-35074" class="wp-caption-text">A Semente do Fruto Sagrado concorreu ao Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025, mas perdeu para Ainda Estou Aqui (Foto: Mares Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>A Semente do Fruto Sagrado (The Seed of the Sacred Fig)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/noticia/2025/01/13/mohammad-rasoulof-iraniano-diretor-de-a-semente-do-fruto-sagrado-gostaria-de-nao-precisar-fugir-do-meu-pais.ghtml">Mohammad Rasoulof</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Semente do Fruto Sagrado</i></span><span style="font-weight: 400;"> é, inicialmente, um drama sobre a política em Teerã, capital do Irã. Com a promoção de Iman (Missagh Zareh) dentro dos cargos da ditadura que comanda o país, Rezvan (Mahsa Rostami) e Sana (Setareh Maleki), filhas do homem, se veem em um conflito dentro de casa: seguir as próprias convicções ou aceitar viver sob o regime autoritário, dentro e fora de casa. Mais do que uma discussão sobre a vida em sociedade, o filme examina a lente do lado que opera os atos de perseguição e silenciamento de um povo marcado pelo medo e o desejo pela sua liberdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os 167 minutos do longa-metragem são acompanhados por um tom agonizante e reflexivo em relação aos limites da perversidade que um ser humano pode cometer. Na virada do primeiro para o segundo ato, a produção segue por um caminho mais introspectivo: ao invés de analisar as consequências externas, a obra se concentra em abordar o imaginário de personas antagônicas: aqueles que lutam pela sua independência &#8211; cultural, religiosa e social &#8211; e os que tentam acabar com ela. Reconhecida pela crítica especializada, a trama da Alemanha apareceu na categoria de Melhor Filme Internacional em premiações, como o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice Awards</i></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Globo de Ouro</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
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<figure id="attachment_35075" aria-describedby="caption-attachment-35075" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/A-Noite-Que-Mudou-o-Pop-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Cena do documentário A Noite que Mudou o Pop. Na imagem temos a presença do cantor Lionel Richie, um homem negro, de olhos castanhos, com o cabelo comprido cacheado e bigode nas cores pretas. Ele está vestindo uma camiseta verde escuro com detalhes ondulados e um terno prateado reluzente. Ao seu lado está o produtor Quincy Jones, um homem negro, de olhos castanhos, com o cabelo curto e de barba nas cores pretas. Ele está usando um óculos de armação preta e uma camiseta branca com uma faixa preta no meio. Eles estão dentro de um estúdio de gravação, rodeados de pessoas da equipe em volta." width="735" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-35075" class="wp-caption-text">O documentário foi indicado na categoria de Melhor Filme Musical na 67ª edição do Grammy Awards (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Noite Que Mudou o Pop (The Greatest Night In Pop)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/3Z2tPWiNiIpg8UMMoowHIk?si=6dd85c466c104b6f"><i>“We are the world, We are the children”</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Dispensando apresentações, a música que marcou uma geração de pessoas e colocou como foco o combate à fome no continente africano, ganhou pela </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MD3oU1gowu4"><i>Netflix</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>,</i></span><span style="font-weight: 400;"> um documentário detalhado sobre o processo de criação do </span><span style="font-weight: 400;"><i>single</i></span><span style="font-weight: 400;">, além de registros inéditos dos 45 artistas que participaram do projeto </span><span style="font-weight: 400;"><i>USA for Africa</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-noite-que-mudou-o-pop-critica/"><i>A Noite que Mudou o Pop</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, dirigido pelo cineasta Bao Nguyen, tem uma narrativa que conquista aos poucos. A grande verdade é que o público tem conhecimento sobre a canção, sua motivação e os cantores que participaram deste marco musical, no entanto, não se sabe exatamente o que aconteceu naquela noite de janeiro de 1985.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com essa premissa, ao explorar os bastidores da composição de</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nqAvFx3NxUM"> Lionel Richie</a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oRdxUFDoQe0">Michael Jackson</a></span><span style="font-weight: 400;">, produzida pelo compositor </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/3rxIQc9kWT6Ueg4BhnOwRK?si=Okvuyw0wQsqkG4cqJMWT0g">Quincy Jones</a></span><span style="font-weight: 400;">, também responsável pelo direcionamento do grupo vocal, o filme documental se desenvolve pela curiosidade do telespectador. O relato atual dos músicos que participaram daquela noite, como </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LPn0KFlbqX8">Cyndi Lauper</a></span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=129kuDCQtHs">Bruce Springsteen</a></span><span style="font-weight: 400;">, e claro, de Richie, que conduziu grande parte da história do documentário, também deixou tudo mais íntegro, pois transfere a visão e a experiência dos próprios artistas em tela. </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Noite que Mudou o Pop</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um registro sublime para os apaixonados por </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s3wNuru4U0I"><i>We Are The World</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, além de ser uma prova viva de que a música é capaz de salvar vidas. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_35076" aria-describedby="caption-attachment-35076" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-800x334.jpg" alt="Cena do filme Robô Selvagem. A imagem, que se passa num campo verdejante, retrata um robô de aparência desgastada e um raposo de pelagem avermelhada compartilham um momento de curiosidade e conexão. O robô, de forma arredondada e metálica, tem um design futurista, com um corpo esférico, braços articulados e olhos brilhantes em tons de azul neon. Seu casco exibe marcas de arranhões e sujeira, sugerindo uma longa jornada ou anos de exposição aos elementos. Ele está sentado na relva alta e seca, com uma postura relaxada, como se estivesse interagindo de forma pacífica com seu companheiro animal. No topo de sua cabeça, uma pequena antena luminosa emite um brilho sutil.O raposo, por sua vez, observa atentamente o robô com os olhos curiosos e as orelhas erguidas. Seu focinho quase toca o rosto metálico da máquina, criando um contraste entre a suavidade de sua pelagem e a frieza do metal. A paisagem ao redor, com gramíneas ondulando ao vento e nuvens suaves tingidas de tons alaranjados e lilases, adiciona uma atmosfera serena e melancólica. A cena transmite um misto de inocência e mistério, sugerindo um encontro improvável entre natureza e tecnologia, onde a sensibilidade transcende as barreiras entre o orgânico e o artificial." width="800" height="334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-800x334.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-1024x428.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4-768x321.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/93ee82a6-c7bb-44c7-adf2-87c813f1ebc4.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35076" class="wp-caption-text">A dublagem original do longa conta com grandes nomes como Lupita Nyong’o, Pedro Pascal e Kit Connor (DreamWorks Animation)</figcaption></figure>
<p><b>Robô Selvagem (</b><b><i>The Wild Robot</i></b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>Robô Selvagem</i></span> <span style="font-weight: 400;">surpreendeu ao se consolidar como uma das animações mais intrigantes de 2024, unindo uma trama emocionalmente profunda com temas filosóficos e sociais. Baseado no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.peterbrownstudio.com/books/the-wild-robot/">livro de Peter Brown</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa aborda a jornada de uma robô que busca entender seu lugar em um mundo selvagem, explorando a coexistência entre tecnologia e natureza. A narrativa, carregada de momentos introspectivos e dilemas éticos, ressoou de maneira poderosa em um público amplo, incluindo adultos e crianças. Com animação detalhada e direção sensível, a produção foi reconhecida por críticos como uma obra que transcende seu gênero de “filme sobre robôs”, sendo indicado a prêmios como o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Annie Awards</i></span><span style="font-weight: 400;"> e o Globo de Ouro, reafirmando o potencial de histórias que equilibram reflexão e entretenimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O <a href="https://www.primevideo.com/-/pt/detail/Rob%C3%B4-Selvagem/0H5X9VAJP3WU9CMN0CPCM63K2S">longa</a> de Chris Sanders tem a habilidade de dialogar com questões contemporâneas, como o impacto da automação na sociedade e a necessidade de harmonia entre progresso e preservação ambiental. Desde sua estreia, o filme acumulou elogios por sua abordagem original e ganhou prêmios em festivais de cinema animado pela profundidade de seu roteiro e pelo design visual inovador. Mais do que uma aventura animada, o longa tornou-se um estudo sobre humanidade, identidade e conexão, posicionando-se como uma produção que define o papel da animação como um veículo poderoso de transformação social. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
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<figure id="attachment_35077" aria-describedby="caption-attachment-35077" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35077" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-800x400.jpg" alt="Imagem de Paul Atreides, personagem de Duna: Parte 2, interpretado por Timothée Chalamet. Paul está no deserto, com o rosto parcialmente coberto por um capuz bege que faz parte de um traje fremen, e usa um respirador no nariz, característico dos habitantes de Arrakis. Seus olhos azuis brilhantes, resultado da exposição à especiaria, destacam-se na expressão séria e determinada. Ao fundo, outros fremen, também usando trajes típicos do deserto, aparecem em desfoque." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-2048x1024.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Dune-Part-Two-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35077" class="wp-caption-text">Paul Atreides, interpretado meticulosamente por Timothée Chalamet, enfrenta a decisão de se tornar ou não o messias prometido (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Duna: Parte 2 (Dune: Part Two)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Denis Villeneuve, fã de carteirinha do gênero </span><span style="font-weight: 400;"><i>Sci-Fi</i></span> <span style="font-weight: 400;"><a href="https://br.ign.com/star-wars/132828/news/tudo-descarrilou-em-1983-apesar-de-ser-grande-fa-de-star-wars-denis-villeneuve-nao-tem-interesse-em">desde criança</a></span><span style="font-weight: 400;">, prova novamente que é a pessoa ideal para adaptar a grandiosa obra de Frank Herbert. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/duna-parte-2-critica/"><i>Duna: Parte 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, indicado a seis categorias no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/">Oscar 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, incluindo Melhor Filme, o diretor leva o público a uma imersão total no deserto de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Arrakis</i></span><span style="font-weight: 400;">, onde a narrativa épica ganha um novo fôlego. Se a primeira parte foi </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/duna-critica-dune">alvo de críticas</a></span><span style="font-weight: 400;"> pelo ritmo mais pausado, esta sequência se destaca por um senso de precipitação do início ao fim. O cineasta equilibra perfeitamente as nuances de poder, sacrifício e destino em um roteiro que ressoa tanto na grandiosidade das batalhas quanto na profundidade das relações humanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os destaques técnicos são os personagens principais de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QqmbrvluQRA&amp;pp=ygUUZHVuYSBwYXJ0ZSAyIHRyYWlsZXI%3D"><i>Duna: Parte 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. A fotografia e o som, especialmente se apreciados nas telas <em>IMAX</em> para as quais o longa foi concebido, transportam o espectador diretamente para as imensidões de areia. Paisagens deslumbrantes, gravadas em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/viagemegastronomia/viagem/cenarios-de-duna-parte-2-vao-de-cemiterio-na-italia-a-desertos-no-oriente-medio/">desertos reais</a></span><span style="font-weight: 400;">, e uma trilha sonora hipnotizante se unem para criar uma experiência cinematográfica pouco vista ultimamente. Nesta obra, Villeneuve reafirma sua maestria, entregando não apenas uma sequência à altura de seu antecessor, mas um capítulo definitivo no universo de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna</i></span><span style="font-weight: 400;">. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_35078" aria-describedby="caption-attachment-35078" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35078" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-800x450.png" alt="Cena do filme Rivais, de Luca Guadagnino. À esquerda, vemos Mike Faist, um homem branco e loiro, que veste camiseta e boné vermelhos. À direita, vemos Josh O’Connor, um homem branco de cabelos pretos, que usa uma camiseta branca e um relógio em seu pulso esquerdo. Eles estão sentados, olhando um para o outro. Ao fundo, por detrás de um vidro, é possível ver algumas árvores desfocadas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/challengers.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35078" class="wp-caption-text">Ainda que seja um dos maiores lançamentos de 2024, o longa não recebeu nenhuma indicação ao Oscar 2025 (Foto: Amazon MGM Studios)</figcaption></figure>
<p><strong>Rivais (Challengers)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tem algo que Luca Guadagnino sabe fazer com maestria é explorar o desejo por meio da sutileza – e, sendo dirigido por ele, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/rivais-critica/"><i>Challengers</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) não poderia seguir um caminho diferente. Cada cena do filme é carregada de um erotismo que não precisa de cenas explícitas para se fazer presente, ao mesmo tempo em que oferece uma análise profunda sobre questões como o ego e a ambição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O triângulo amoroso composto por </span><span style="font-weight: 400;">Zendaya</span><span style="font-weight: 400;">, Josh O’Connor e Mike Faist emite uma energia imparável constante, ao passo que eles se comportam como verdadeiras estrelas de Cinema do começo ao fim. A mistura do caos hipnótico causado por eles e a superfície plácida do luxuoso mundo do tênis resulta em uma experiência fascinante, cujo único objetivo é fazer com que o público se deleite com a diversão pura e decadente desses </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MDnVk5jIJr0"><i>Rivais</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Afinal, amor e ódio são os lados de uma mesma moeda, certo? </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_35079" aria-describedby="caption-attachment-35079" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35079" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-800x527.jpg" alt="Cena do filme Alien: Romulus. A cena mostra a personagem Rain, interpretada por Cailee Spaeny, uma mulher de pele clara e cabelos lisos, em um ambiente muito escuro, ela usa um traje espacial, com um capacete de vidro iluminado internamente com luzes amareladas. Ela olha para sua esquerda com uma expressão de assombro." width="800" height="527" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-800x527.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-1024x675.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-768x506.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira-1200x791.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Alien-Romulus-Guilherme-Siqueira.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35079" class="wp-caption-text">Alien: Romulus é o híbrido genético perfeito do terror com a ficção científica (Foto: 20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Alien: Romulus (Alien: Romulus)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/alien-romulus-critica/"><i>Alien: Romulus</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> foi anunciado em um momento delicado para a franquia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/alien-isolation-10-anos/#google_vignette"><i>Alien</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, já que </span><span style="font-weight: 400;"><i>Prometheus </i></span><span style="font-weight: 400;">(2012) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Alien: Covenant </i></span><span style="font-weight: 400;">(2017), últimos filmes relacionados à série, dirigidos pelo primeiro idealizador das criaturas, Ridley Scott, não tiveram os resultados esperados em crítica e bilheteria. Mas esse filme inverteu qualquer expectativa negativa, não por sorte, mas por talento e jogo de cintura do diretor Fede Álvarez que soube resgatar o terror visceral que fez do primeiro filme da série um dos mais impactantes na cultura </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ambientado novamente em lugares fechados e claustrofóbicos, acompanhando a história de jovens que tentam escapar da colônia espacial insalubre em que vivem e trabalham, o longa dialoga com seu precursor de 1979 de diversas formas. Como, por exemplo, a temática do poder cada vez mais ilimitado das grandes corporações, o avanço brutal e impossível de se conter da inteligência artificial e da tecnologia em geral, bem como a tentativa vã da humanidade de controlar os elementos naturais do universo, seja por ganância ou mesmo por sobrevivência. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2EmyntY2myo"><i>Alien: Romulus</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> teve o seu lugar de destaque e injetou uma dose generosa de ficção científica da melhor qualidade nos cinemas em 2024. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_35080" aria-describedby="caption-attachment-35080" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35080" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-800x448.jpg" alt="Cena do filme Ainda Estou Aqui. A imagem mostra uma família, composta por uma mãe, um filho e três filhas, sentados em um quarto de jovens garotas, decorado com papel de parede e posters. A mãe é Eunice Paiva, interpretada por Fernanda Torres, que está sentada na cama de pernas cruzadas. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos de tamanho médio, escovados para trás. Ela usa uma camiseta estampada com formas geométricas em tons de verde e uma saia esverdeada. Uma das filhas está sentada na cama, ao lado Eunice; ela é Mabiu Paiva, interpretada por Cora Mora. Ela é uma menina branca, de cabelos castanhos, lisos e longos. Ela usa uma camiseta florida. Embaixo, sentado no chão, está Marcelo Rubens Paiva, interpretado por Guilherme Silveira. Ele é um menino branco, de cabelos castanhos e lisos, em corte tigelinha. Ele usa uma camiseta amarela pastel. De costas para a câmera, aparecem as filhas Nalu Paiva, interpretada por Bárbara Luz, e Eliana Paiva, interpretada por Luiza Kosovski. Nalu é uma menina branca, e tem cabelos castanhos, curtos e cacheados. Eliana é uma menina branca, e tem cabelos castanhos, lisos e longos. " width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-800x448.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1024x573.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-768x430.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1536x860.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596-1200x672.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/976947f0-3b52-43c7-8a1a-baa8b0155596.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35080" class="wp-caption-text">Ainda Estou Aqui relembra, de forma extremamente necessária, os horrores da Ditadura Militar Brasileira (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Ainda Estou Aqui</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Maria Lucrécia Eunice Facciolla Paiva. Como começar a explicar Eunice Paiva? Advogada. Defensora dos direitos humanos. Especialista em direito indígena. Mãe. Viúva. Vítima da Ditadura Militar Brasileira. Essas palavras são poucas para definir quem é Eunice. Marcelo Rubens Paiva recorda suas próprias </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/livros/em-ainda-estou-aqui-marcelo-rubens-paiva-expoe-delicado-acerto-de-contas-com-mae-17098466">memórias</a></span><span style="font-weight: 400;"> no livro </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/ainda-estou-aqui-critica/"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> – que foi adaptado para o Cinema pelas mãos de Walter Salles. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/P3TZjP_vVso?si=wSvHipbmfuj3rfg1">Fernanda Torres</a></span><span style="font-weight: 400;"> encarna Eunice; Selton Mello interpreta o ex-deputado </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://memorialdaresistenciasp.org.br/pessoas/rubens-beyrodt-paiva/">Rubens Paiva</a></span><span style="font-weight: 400;">. As atuações são emocionantes e únicas não só pelo talento dos atores, mas também pela caracterização e ambientação da produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fernanda Torres fez um trabalho excepcional ao viver Eunice Paiva. A dor, a indignação com a situação e o sofrimento pela perda de Rubens se demonstram em um olhar, um pequeno gesto, um abraço, um sorriso. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/gDunV808Yf4?si=KD8mRkPPlgmLeYRN"><i>Ainda Estou Aqui</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> é importantíssimo para lembrar dos horrores vividos no Brasil após o Golpe de 1964. A tortura, os sumiços, os assassinatos nunca podem ser esquecidos. A violência vivenciada no país teve vários formatos: indo da física à psicológica; até a crueldade dos desaparecimentos e de não se ter respostas – a cena em que Torres esbraveja “</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/na27WFDA08c?si=xPNFVFFrWCT4pGGg"><i>cadê meu marido?!</i></a></span><span style="font-weight: 400;">” é um dos momentos mais marcantes do longa. O sucesso de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Ainda Estou Aqui </i></span><span style="font-weight: 400;">não é à toa – as </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd7dgzlevx4o.amp">três indicações</a></span><span style="font-weight: 400;"> e uma vitória no </span><span style="font-weight: 400;"><a href="http://personaunesp.com.br/tag/oscar"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> 2025 não mentem –, e, com os acontecimentos recentes do mundo, não custa lembrar: ditadura nunca mais. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35081" aria-describedby="caption-attachment-35081" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35081" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-800x400.jpeg" alt="Cena de Longlegs. Um homem branco, de olhos claros, rosto esbranquiçado e cabelos grisalhos, na altura do ombro, olha fixamente para a câmera. Ele veste uma camisa verde clara, com um lenço de listras verdes no pescoço. Ambas as peças estão cobertas por uma jaqueta cinza, com um broche de flor dourado, e uma mochila azul nas costas. Atrás do personagem, aparece um gramado, coberto por uma fina camada de neve, e uma placa indicando um ponto de ônibus. O céu está repleto de nuvens." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-800x400.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1536x768.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther-1200x600.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Longlegs-Esther.jpeg 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35081" class="wp-caption-text">Para interpretar Longlegs, Nicolas Cage se inspirou nos comportamentos de sua mãe, diagnosticada com depressão e esquizofrenia (Foto: NEON Rated, LLC)</figcaption></figure>
<p><b>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal (Longlegs)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O emblemático longa de Oz Perkins, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Longlegs &#8211; Vínculo Mortal</i></span><span style="font-weight: 400;">, destaca-se em meio às recentes estreias do Horror. Diferentemente do que ocorre nos gritos desesperados de Cecília em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Imaculada</i></span><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;"><i>Immaculate</i></span><span style="font-weight: 400;">, originalmente) ou nas cenas violentas de </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Mal Que Nos Habita</i></span><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;"><i>When Evil Lurks</i></span><span style="font-weight: 400;">), mecanismos </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2024/09/03/por-que-longlegs-e-tao-assustador-conheca-filme-que-esta-aterrorizando-publico-nos-cinemas.ghtml">pouco óbvios</a></span><span style="font-weight: 400;"> são o que constroem a atmosfera macabra nessa trama. A característica hipnotiza os fãs pouco sedentos por sangue, mas muito saudosos da adrenalina própria do gênero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><span style="font-weight: 400;"><i>Longlegs</i></span><span style="font-weight: 400;">, o arrepio na espinha e o frio na barriga tomam o público nos momentos menos prováveis: o preto e vermelho gritantes ao som de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000099104/">T. Rex</a></span><span style="font-weight: 400;">, as aproximações repentinas e silenciosas em pontos do enquadramento e – claro – a ousada primeira aparição de Dale Kobble (Nicolas Cage); o diretor escolhe exibir na tela apenas parte do rosto do personagem. Incrivelmente assustadora, a obra e a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://ffw.uol.com.br/materias/longlegs-por-tras-do-visual-do-aguardado-filme/">figura</a></span><span style="font-weight: 400;"> que a nomeia conquistaram seu posto no imaginário do público – e, por consequência, nos melhores lançamentos do Cinema em 2024. </span><b>&#8211; Esther Chahin </b></p>
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<figure id="attachment_35082" aria-describedby="caption-attachment-35082" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35082" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-800x450.jpg" alt="Cena de Um Homem Diferente. Nela, vemos três pessoas em um sofá verde escuro com algumas almofadas brancas e pretas. No centro, está Edward, um homem branco e de cabelos pretos. Ele veste uma camisa marrom de manga comprida e gola alta e uma calça preta. Edward está sério olhando para frente e segura uma máscara no colo. Do lado direito, temos Ingrid, uma mulher branca de cabelos castanhos. Ela veste um vestido preto com detalhes em branco na parte de cima. Ela está de pernas cruzadas e olhando para cima. Do lado esquerdo, temos Oswald, um homem branco de cabelos pretos. Oswald tem o rosto desfigurado devido a uma doença chamada neurofibromatose. Ele veste um terno marrom e gravata marrom claro. Oswald está em pé atrás do sofá e apoiado nele com as mãos, enquanto olha para Ingrid. Ao fundo, a cozinha de um apartamento." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/9362f185-bbfa-47a3-997f-d06c12493833.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35082" class="wp-caption-text">No ano em que o terror corporal junto com a crítica social dominou as telas, Um Homem Diferente o replica da forma mais inventiva e não óbvia possível (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Um Homem Diferente (A Different Man)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim, não podemos negar que 2024 foi o ano de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>A Substância</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, mas ao se olhar um pouco mais para fora dos holofotes, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Um Homem Diferente </i></span><span style="font-weight: 400;">emula os mesmos méritos do longa de Coralie Fargeat, mas de forma mais sútil e sem escancarar tanto que se trata de uma obra crítica. Para isso, o diretor e roteirista Aaron Scheinberg conta com um humor desconfortavelmente ácido para traduzir outra história de obsessão e padrões da sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No longa, acompanhamos Edward (Sebastian Stan), um homem que sofre com neurofibromatose, uma doença que acaba desfigurando seu rosto. Ele passa então por uma cirurgia inédita que o coloca nos padrões da sociedade, mas, mesmo com a confiança restaurada, vê a vida que sonhava ruir a partir do momento em que, secretamente, aceita participar de uma peça sobre ele mesmo. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/um-homem-diferente-critica/"><i>Um Homem Diferente</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra sua força e originalidade através de um roteiro intencionado em conduzir a percepção do espectador para diferentes caminhos, que chega nesse resultado através da atuação de seu trio principal – destaque para Adam Pearson, que realmente sofre da doença – mas, principalmente para Sebastian Stan, se provando uma força da atuação que teve nesse ano seus melhores trabalhos. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_35083" aria-describedby="caption-attachment-35083" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35083" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Todo-Tempo-Que-Temos-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Cena do filme Todo o Tempo que Temos. Na imagem temos a presença de Almut (Florence Pugh), uma mulher branca, de olhos verdes e cabelo loiro liso preso em um coque. Ela está vestindo uma camisa branca de mangas compridas. Ao seu lado está Tobias (Andrew Garfield), um homem branco, de olhos castanhos e cabelo curto ondulado. Ele está vestindo uma camisa cinza de mangas compridas. Eles estão se abraçando enquanto olham um para o outro. Eles estão em um local fechado, com uma luz baixa e meio amarelada." width="735" height="449" /><figcaption id="caption-attachment-35083" class="wp-caption-text">A trajetória de um casal correndo atrás do tempo (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Todo Tempo Que Temos (We Live In Time)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de amor entre Almut (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-5-anos/">Florence Pugh</a></span><span style="font-weight: 400;">) e Tobias (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tick-tick-boom-critica/">Andrew Garfield</a></span><span style="font-weight: 400;">, se constrói em ínfimos espaços de tempo. Um encontro sem data e nem hora, de supetão mesmo. Mas que alcança a maturidade após uma notícia abrupta atingir o casal. Em </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MH02yagHaNw"><i>Todo Tempo Que Temos</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos, por meio de linhas temporais, o romance de uma década, embarcada através de movimentos de sua trajetória, desafiando toda a existência presente em uma ou mais vidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo olhar poético de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OwYLVi8AvP8">John Crowley</a></span><span style="font-weight: 400;">, o longa-metragem toma forma através do simples. É a simplicidade de uma vida, assim como ela deveria ser, obviamente com alguns altos e baixos, mas que deixa a história do casal tão real. O enredo do filme explora perfeitamente esse ‘acaso’ presente na rotina deles, endossando em certos momentos para criar um </span><span style="font-weight: 400;"><i>clímax</i></span><span style="font-weight: 400;"> em algumas cenas, mas que de nenhum modo relata algo impossível de acontecer. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/todo-tempo-que-temos-critica/"><i>We Live In Time</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) carrega alguns clichês presentes no gênero, no entanto, continua sendo uma linda história de superação de medos e um lembrete para aproveitar cada detalhe que a nossa jornada oferecer. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_35084" aria-describedby="caption-attachment-35084" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35084" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-800x450.jpg" alt="Ao fundo estão os personagens de Cedric Yarbrough e Rebecca Koon. O primeiro está à direita com uma camiseta preta e o olhar vago e a segunda está à esquerda com uma camiseta rosa e uma blusa branca, ela está olhando para algo fora do plano. Mais a frente, em foco e no centro da imagem está o personagem de Nicholas Hoult, ele está com uma expressão preocupada, olhando para algo fora da câmera." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Jurado-no2.jpg 960w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35084" class="wp-caption-text">O filme chegou direto no streaming na maioria dos países (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Jurado Nº2 (Juror #2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a temporada de premiações, como o Globo de Ouro, o <em>BAFTA</em> e o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i>Oscar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/jurado-no2-critica/"><i>Jurado Nº2</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">ficou deixado de lado pela <em>Warner Bros</em>, que preferiu focar a sua campanha para </span><span style="font-weight: 400;"><i>Duna 2</i></span><span style="font-weight: 400;">. A fita não chegou nem a ser lançada nos cinemas na maioria dos países, com exceção aos Estados Unidos, no resto do mundo o longa foi direto para o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000116296/"><i>streaming</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">da Max. No entanto, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/cry-macho-o-caminho-para-redencao-critica/">Clint Eastwood</a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra que quem perde é a empresa e as premiações, pois ele acaba de lançar a sua mais nova obra-prima.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, Justin (</span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-1000121196/">Nicholas Hoult</a></span><span style="font-weight: 400;">) e Allison (Zoey Deutch) são casados e esperam seu primeiro filho, em uma gravidez de risco. Em meio a isso, o protagonista é convocado para ser um dos jurados em um julgamento. Contudo, o que não esperava é que ele estava envolvido com o caso, podendo levá-lo direto para a cadeia. O cineasta desconstrói os conceitos de justiça e a narrativa vendida sobre imparcialidade do sistema americano. A obra</span> <span style="font-weight: 400;">não é um drama de tribunal que busca descobrir o que aconteceu. O seu maior apelo está no questionamento: o que é verdade e o que é justiça? &#8211; </span><b>Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_35085" aria-describedby="caption-attachment-35085" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35085" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-800x400.png" alt="A cena mostra as personagens Kyomoto com seu cabelo desgrenhado e franja cobrindo o rosto e Fujino com seu cabelo curto coberto por um gorro, elas olham apreensivas e nervosas para uma revista enquanto estão em uma loja de conveniência." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha-1200x600.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Look-Back-Leonardo-Quinalha.png 1437w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35085" class="wp-caption-text">Look Back é uma história emocionante e trágica sobre crescimento (Foto: Cinecolor)</figcaption></figure>
<p><b>Look Back</b><strong> (Look Back)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fujino (Yuumi Kawaii), uma estudante do ensino médio que adora desenhar e é amada por todos da classe, descobre, um dia, que outra colega, Kyomoto (Mizuki Yoshida), desenha melhor que ela, causando-lhe inveja. Após dividirem as publicações de tirinhas no jornal da escola, as duas se encontram ao final do ensino médio e iniciam uma jornada que envolve carinho, autoconhecimento, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.jbox.com.br/2024/09/24/critica-look-back-e-uma-reflexao-sobre-a-humanidade-da-arte/">descobrimento do mundo</a></span><span style="font-weight: 400;"> e uma pitada de dor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no mangá </span><span style="font-weight: 400;"><i>one-shot </i></span><span style="font-weight: 400;">(2021</span><span style="font-weight: 400;"><i>) </i></span><span style="font-weight: 400;">de mesmo nome, escrita pelo mangaká </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://ovicio.com.br/conheca-a-historia-de-tatsuki-fujimoto-o-criador-de-chainsaw-man/">Tatsuki Fujimoto</a></span><span style="font-weight: 400;">, criador de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Chainsaw man</i></span><span style="font-weight: 400;">, o longa de apenas 58 minutos dirigido por Kiyotaka Oshiyama e que ganhou prêmio de melhor animação no</span><span style="font-weight: 400;"><i> Japan Academy Awards, é </i></span><span style="font-weight: 400;">encantador para qualquer um que ame animações. A beleza nos movimentos envoltos com a trilha sonora tornam a obra uma jornada emocionante, ao mesmo tempo, doce e amarga para todos que já lutaram por um sonho, trazendo assim uma linda mensagem sobre crescimento. &#8211; </span><b>Leonardo Quinalha</b></p>
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<figure id="attachment_35086" aria-describedby="caption-attachment-35086" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35086" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-800x450.jpg" alt="Cena do filme Feios. A imagem mostra a personagem Tally, interpretada pela atriz Joey King, que está se olhando em um espelho eletrônico, no qual é capaz de mudar sua aparência. No espelho, a moça possui cabelos com luzes, entretanto seu cabelo real é castanho. No espelho, seus olhos são dourados, sua boca é maior e ela está vestindo uma blusa preta de gola alta. É possível ver o cabelo e uma pequena parte do rosto da personagem enquanto ela se olha no espelho." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Feios-Maria-Fernanda.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35086" class="wp-caption-text">Feios retrata uma nova ideia de distopia que dita a beleza social (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Feios (Uglies)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/EUL6v8rFrzE?si=Efr0Ehw4uLaCZt02"><i>Feios</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> possui extrema relevância social, uma vez que retrata uma sociedade futurística com muito apego aos padrões de beleza em detrimento das características humanas. A produção possui efeitos especiais muito bons e que expressam uma ambientação científica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa traz uma trama parecida com a franquia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/ALIaNcHNcUs?si=D6kgb7nlMAEWKgTj"><i>Divergente</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. No início da obra, é possível prever as ideias da história e como ela vai terminar. No entanto, dá para se surpreender, pois o desenvolvimento e o desfecho da história não possuem o mesmo roteiro visto em filmes de distopia jovem. Pode-se afirmar que o final é um daqueles em que se perde a cabeça. A produção é um divisor de águas: você ama ou odeia. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35087" aria-describedby="caption-attachment-35087" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-800x600.png" alt="Cena do filme Guerra Civil, de Alex Garland. Na imagem, vemos Kirsten Dunst, uma mulher branca com cabelos loiros presos. Ela usa uma camisa branca de manga comprida, um colete preto por cima, uma bolsa na transversal de seu corpo e duas câmeras penduradas em seu pescoço, na qual uma delas se encontra em suas mãos. Ela olha para a câmera com uma expressão apreensiva. Toda a imagem possui tons alaranjados e é possível ver pontos de luz atrás dela." width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-768x576.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1536x1152.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war-1200x900.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/civil-war.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35087" class="wp-caption-text">Com um orçamento de 50 milhões de dólares, Guerra Civil está entre os filmes mais caros da produtora A24 (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><strong>Guerra Civil (Civil War)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os bons filmes de guerra são feitos para deixarem os espectadores desconfortáveis diante do que estão assistindo. É o que faz sentido: o confronto é desumano e qualquer representação dele deve ser tingida com a dura realidade. No entanto, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aDyQxtg0V2w"><i>Civil War</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(no original) possui um propósito diferente. A distopia de Alex Garland é um apelo à reflexão sobre como nos recusamos a deixar que esse tipo de imagem nos afete. O diretor não quer nos fazer sentir, mas quer que nos questionemos por que não sentimos nada, e essa foi uma escolha extraordinária.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia do longa é retratar que só consegue passar por esses horrores quem se &#8216;desliga’ deles, e essa interpretação está longe de servir apenas para o universo fictício onde </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-2-20-anos/">Kirsten Dunst</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/marighella-critica/">Wagner Moura</a></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/priscilla-critica/">Cailee Spaeny</a></span><span style="font-weight: 400;"> e Stephen Henderson são fotojornalistas. Apesar de ter sido lançado em um ano carregado por medo e tensão, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Guerra Civil</i></span><span style="font-weight: 400;"> evita qualquer correlação direta com o cenário político atual, e tal fato só deixa suas entrelinhas ainda mais claras. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_35088" aria-describedby="caption-attachment-35088" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35088" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-800x450.webp" alt="Cena do filme Megalópolis Na imagem, o personagem Cesar Catilina está no topo de um prédio, se equilibrando para não cair da beirada. O prédio, no canto esquerdo, possui muitas janelas de vidro. À direita há o céu, o horizonte da cidade e o sol amarelo. Cesar é um homem branco na faixa dos 40 anos, de cabelos escuros e curto. Ele veste um terno preto." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1536x864.webp 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1-1200x675.webp 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/megalopolis-1.webp 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35088" class="wp-caption-text">O diretor Coppola levou 40 anos para lançar sua obra mais ambiciosa (Foto: American Zoetrope)</figcaption></figure>
<p><b>Megalópolis (Megalopolis)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicado ao </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/coringa-2-e-megalopolis-lideram-indicacoes-ao-framboesa-de-ouro-2025">Framboesa de Ouro 2025</a></span><span style="font-weight: 400;">, fracasso de bilheteria e esculhambado por crítica e público, afinal, por que </span><span style="font-weight: 400;"><i>Megalópolis</i></span><span style="font-weight: 400;"> faz parte desta lista? O filme, financiado por Francis Ford Coppola, é mais um caso do panteão de obras não compreendidas pelo seu tempo, tal como </span><span style="font-weight: 400;"><i>Homem-Aranha 3 </i></span><span style="font-weight: 400;">(2007) e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/garota-infernal-critica/"><i>Garota Infernal</i></a></span> <span style="font-weight: 400;">(2009) &#8211; e deve ser alvo do revisionismo daqui a alguns anos. Assim como o protagonista Cesar Catilina (Adam Driver), um arquiteto visionário que deseja construir uma cidade utópica, o longa é uma quimera.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A castração dos olhos do público acostumado com o cinza da</span><span style="font-weight: 400;"><i> Marvel Studios</i></span><span style="font-weight: 400;"> ou pela ausência de contato com a filmografia do cineasta, que já havia concebido imagens artificiais e oníricas em </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Fundo do Coração</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1982) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Drácula de Bram Stoker</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1992), pode justificar a má recepção de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/megalopolis-critica/"><i>Megalópolis</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. A obra caminha em oposição ao realismo e o cinismo de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Hollywood</i></span><span style="font-weight: 400;">, compondo cenas abstratas e com o texto bastante inocente e um final meloso, crédulo em um futuro melhor. O sonho do diretor merece um lugar nesta lista, porque em 2024 ele ousou desafiar o </span><span style="font-weight: 400;"><i>status quo</i></span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Davi Marcelgo</b></p>
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<figure id="attachment_35089" aria-describedby="caption-attachment-35089" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35089" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-800x333.jpg" alt="Imagem do filme A Substância. Na cena, as personagens Sue e Elizabeth Sparkle estão sentadas se encarando em horror durante uma briga sangrenta. À esquerda, Sue é uma jovem branca de cabelos escuros e olhos claros. Já à direita, Sparkle é uma senhora deteriorada, a aparência é produzida por maquiagem. O fundo se trata do apartamento super rosa que as duas dividem." width="800" height="333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-768x320.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1536x640.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance-1200x500.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/The-Substance.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35089" class="wp-caption-text">A Substância recebeu cinco indicações ao Oscar 2025; algo não comum para uma premiação que tem horror ao gênero (Foto: Mubi)</figcaption></figure>
<p><b>A Substância (The Substance)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sintetizadores eletrizantes ajudam a ambientar </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/a-substancia-critica/"><i>A Substância</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, um dos filmes mais comentados nas redes sociais em 2024. Dirigido pela francesa Coralie Fargeat, o longa se trata de um </span><span style="font-weight: 400;"><i>body horror</i></span><span style="font-weight: 400;">, surpreendentemente fácil de digerir. Mesmo com referências a grandes clássicos do gênero, como </span><span style="font-weight: 400;"><i>O Iluminado</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1980) e </span><span style="font-weight: 400;"><i>Carrie, A Estranha</i></span><span style="font-weight: 400;"> (1976), o público abocanhou todo pedaço de </span><span style="font-weight: 400;"><i>gore</i></span><span style="font-weight: 400;"> que Fargeat atirou em nossas faces a cada cena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as atuações esplêndidas de Demi Moore e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/maid-critica/">Margaret Qualley,</a></span><span style="font-weight: 400;"> o universo de Elizabeth Sparkle e sua versão mais nova, Sue, é trágico, ao mesmo tempo que intoxicante. Além das entregas extraordinárias das atrizes, os detalhes da concepção visual de </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Substância</i></span><span style="font-weight: 400;"> explicam as cinco nomeações e uma vitória no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">, incluindo as categorias de Melhor Filme, Atriz, Roteiro Original, Direção e Maquiagem (vencedor). </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_35090" aria-describedby="caption-attachment-35090" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-800x398.jpg" alt="Em uma imagem retangular colorida, aparecem três personagens do filme na sala de comando, que representa o cérebro da personagem Riley. À esquerda, está Alegria, personagem de pele amarelada, vestido verde e cabelo curto na cor azul, assim como seus olhos. Ela olha preocupada para algo à sua frente e tenta apertar um botão enquanto, ao seu lado, se encontra Ansiedade, uma personagem de pele laranja vibrante, com cabelo todo arrepiado para cima. Sua boca é larga, seus olhos esbugalhados e seus dentes são tortinhos, e ela veste um suéter branco e laranja. Ao lado, olhando tudo, está Timidez, uma emoção de estatura pequena, com olhos grandes e pupilas grandes, cabelo verde-água escuro um pouco ondulado preso por presilhas roxas, que usa um suéter cinza de bolinhas. " width="800" height="398" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-800x398.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1024x509.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-768x382.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1536x764.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament-1200x597.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/divertidament.jpg 1822w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35090" class="wp-caption-text">Assistir Divertida Mente 2 é como voltar a infância e relembrar todas as emoções do filme anterior, entendendo o motivo de se emocionar tanto (Foto: Pixar)</figcaption></figure>
<p><b>Divertida Mente 2 (Inside Out 2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em 2015, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/divertida-mente-5-anos-critica/"><i>Divertida Mente</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> foi um sucesso estrondoso. Narrado por suas emoções Alegria (Amy Poehler), Tristeza (Phyllis Smith), Medo (Tony Hale), Nojinho (Liza Lapira) e Raiva (Lewis Black), a vida da pré-adolescente Riley (Kensington Tallman) cativou crianças e adultos e encantou o mundo com a magia da </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/historia-pixar-como-revolucionou-mundo-cinema/"><i>Pixar</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Quase dez anos depois, a sequência surpreende positivamente ao trazer novas emoções e acompanhar uma fase igualmente complicada no amadurecimento de Riley: a entrada na adolescência e a chegada da puberdade. Mais madura e com conflitos maiores, o espectador é levado a acompanhar a descoberta d</span><span style="font-weight: 400;">a Ansiedade (Maya Hawke), da Inveja (Ayo Edebiri), do Tédio (Adèle Exarchopoulos) e da Vergonha (Paul Walter Hauser).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não tão original como o primeiro filme por se ater à mesma fórmula e jornada, mas igualmente valioso, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Divertida Mente 2</i></span><span style="font-weight: 400;"> emociona e diverte do mesmo jeito, ajudando a entender e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2xx3lpmj6do">visualizar de forma lúdica as emoções</a></span><span style="font-weight: 400;">. Para se agradar, talvez seja necessário se desvencilhar um pouco do brilhantismo original da obra e entender a mudança do contexto atual, não se prendendo à nostalgia e se permitindo celebrar a visualização da psique de maneira fofa e bem humorada. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_35091" aria-describedby="caption-attachment-35091" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35091" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-800x400.jpg" alt="Cena do filme Uma Ideia de Você. No centro da imagem, os atores Nicholas Galitzine e Anne Hathaway aparecem de mãos dadas, andando em uma calçada na beira de um rio. Nicholas Galitzine, que faz o Hayes Campbell, é um homem branco, alto, de cabelos louros escuros. Ele veste uma calça de alfaiataria cinza-escuro, uma camiseta branca, uma jaqueta preta e coturnos pretos. Anne Hathaway, que faz a personagem Solène Marchand, é uma mulher branca, alta, de cabelos castanhos, longos e ondulados. Ela veste uma regata branca, uma saia acetinada cinza-escuro e saltos altos dourados. " width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/16ce05ff-a998-4294-92a6-565da9f6bf72.jpg 1140w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35091" class="wp-caption-text">Com queridinhos dos anos 2000 e 2020, Uma Ideia de Você foi uma das maiores rom-coms de 2024 (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Uma Ideia de Você (The Idea of You)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><i>Uma Ideia de Você</i></span><span style="font-weight: 400;"> é a mistura interessante de diversos itens da cultura </span><span style="font-weight: 400;"><i>pop</i></span><span style="font-weight: 400;"> – comédia romântica, </span><span style="font-weight: 400;"><i>boybands</i></span><span style="font-weight: 400;">, um elenco bonito –, com questões atuais – como o etarismo dentro de relacionamentos e a perseguição da mídia. Anne Hathaway (de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-diabo-veste-prada-15-anos/"><i>O Diabo Veste Prada</i></a></span><span style="font-weight: 400;">) é Solène Marchand, uma mulher divorciada e mãe de uma adolescente não-tão-ex-fã da banda fictícia </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/e95tNU7C9dg?si=A-LOvUTRgKzCVvhl">August Moon</a></span><span style="font-weight: 400;">. Nicholas Galitzine (de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/vermelho-branco-e-sangue-azul-critica/"><i>Vermelho, Branco e Sangue Azul</i></a></span><span style="font-weight: 400;">) é Hayes Campbell, um dos membros do grupo. O par, por consequência do destino (ou o dar para trás do ex-marido de Marchand), acaba se conhecendo no </span><span style="font-weight: 400;"><i>backstage</i></span><span style="font-weight: 400;"> da área </span><span style="font-weight: 400;"><i>VIP</i></span><span style="font-weight: 400;"> do Coachella – um dos maiores festivais de música do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme, baseado no livro homônimo escrito por Robinne Lee, mostra as dificuldades de um relacionamento entre um jovem famoso e uma mulher adulta anônima. A diferença de idade dos dois deixa Solène insegura, e – mesmo que mantido em segredo para conservar sua privacidade – o romance acaba flagrado por </span><span style="font-weight: 400;"><i>paparazzi</i></span><span style="font-weight: 400;">. A partir desse momento, a vida da curadora de arte tem uma reviravolta – ela e sua filha começam a ser importunadas pela imprensa e pelos fãs. Como se tivesse saído de uma </span><span style="font-weight: 400;"><i>fanfic</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/ZeIGZdfmBhg?si=FL1sOHn4M6ZkR8Ma"><i>Uma Ideia de Você</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mostra que mulheres mais velhas podem, sim, ter uma nova chance no amor. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_35093" aria-describedby="caption-attachment-35093" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35093 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/TheBeekeeper-LuisaMachadoTabchoury-1.jpg" alt="Fotografia de uma cena do filme Beekeeper: A Rede de Vingança. A cena mostra o personagem James Clay (Jason Statham), um homem bracno careca e com barba, no centro da imagem vestindo seu uniforme de apicultor, um casaco cinza, e atrás dele há duas prateleiras com potes de vidro de mel. " width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-35093" class="wp-caption-text">David Ayer, diretor do pôlemico Esquadrão Suicida (2016), dirige a ação (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Beekeeper: Rede de Vingança (The Beekeeper)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao entregar uma história inusitada e um elenco de peso, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Beekeeper: Rede de Vingança</i></span><span style="font-weight: 400;"> é um dos melhores filmes de 2024. O longa conta a história de James Clay, um apicultor e ex-agente de um programa secreto que, ao ver sua vizinha querida cair em um golpe financeiro na internet, se revolta com o roubo e </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://vm.tiktok.com/ZMkV62tc9/">passa a caçar (literalmente)</a></span><span style="font-weight: 400;"> todos os envolvidos nessa organização criminosa. A inovação e diferença desta obra para outras que possuem protagonistas justiceiros é a verossimilidade do enredo com os tempos atuais. Quem nunca caiu em uma farsa virtual ou conhece um amigo que já passou por isso? Essas trapaças trazem uma revolta em todos os enganados e, por isso, a produção traz uma sensação de que “a justiça foi feita”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa é protagonizado por Jason Statham que, além de ator, foi uma perfeita escolha para o papel ao ser um </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ySFh1dRlU50">lutador de artes marciais</a></span><span style="font-weight: 400;">. Além dele, Josh Hutcherson, da distopia de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/jogos-vorazes-em-chamas-10-anos/"><i>Jogos Vorazes</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, Minnie Driver, do drama </span><span style="font-weight: 400;"><i>Gênio Indomável</i></span><span style="font-weight: 400;">, e Emmy Raver-Lampman, da série </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/the-umbrella-academy-3a-temp-critica/"><i>The Umbrella Academy</i></a></span><span style="font-weight: 400;">, fazem parte do filme. A obra recebeu indicações no <em>Golden Trailer Awards</em>, <em>Indiana Film Journalists Association</em>, <em>US</em> e <em>Philadelphia Film Critics Circle Awards</em>, mas não ganhou nenhum dos prêmios. Para os amantes de ação que torcem para que o lado mau da história perca todo seu império corrupto, </span><span style="font-weight: 400;"><i>The Beekeeper</i></span><span style="font-weight: 400;"> (no original) é a escolha perfeita para assistir com os amigos ou com sua família. </span><b>&#8211; Luísa Tabchoury</b></p>
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<figure id="attachment_35098" aria-describedby="caption-attachment-35098" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-35098 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-800x419.jpg" alt="Cena de Moana 2. A cena retrata Moana navegando com determinação em uma pequena embarcação de madeira sobre águas azul-turquesa. Ela segura firme um remo esculpido, que apresenta o símbolo do anzol de Maui gravado em sua lâmina, e tem uma expressão confiante no rosto. Seus cabelos cacheados e escuros estão levemente desalinhados pelo vento, e ela usa um colar com um pingente brilhante sobre seu traje de inspiração polinésia, composto por um top vermelho e uma saia adornada com detalhes tradicionais. Ao fundo, a paisagem revela um cenário exuberante e misterioso: imensas formações rochosas cobertas de vegetação emergem do mar, enquanto uma criatura colossal espreita atrás delas. Seu corpo escamoso e brilhante reflete tons azulados e arroxeados, e seus múltiplos olhos circulares observam atentamente a jovem navegadora. " width="800" height="419" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-800x419.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-1024x536.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-768x402.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5-1200x628.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/5dce1e83-4712-4e94-8b95-b8b5c3acb3c5.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35098" class="wp-caption-text">Moana 2 bate mais de 1 bilhão de dólares na bilheteria global e está no top 3 filmes mais vistos de 2024 (Walt Disney Animation Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Moana 2 (Moana 2)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aguardada sequência de </span><span style="font-weight: 400;"><i>Moana: Um Mar de Aventuras</i></span><span style="font-weight: 400;"> trouxe à tona um enredo que equilibra nostalgia e inovação, consolidando o universo criado pela <em>Disney</em> como um dos mais ricos de sua era. </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.disney.com.br/filmes/moana-2"><i>Moana 2</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> mergulha ainda mais fundo na relação entre humanos e natureza, além de resolver o dilema se existem ou não outros povos espalhados pelo oceano. A trilha sonora conta com canções vibrantes e letras que ressoam os temas de superação e da conexão com as raízes. Lançado em um momento de reflexão ambiental global, o filme foi aclamado por críticos e público, além de solidificar seu lugar no imaginário popular com visuais deslumbrantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde os materiais promocionais até o lançamento, <a href="https://www.ingresso.com/noticias/filme-moana-2-recordes-estreia-cinemas"><em>Moana 2</em></a> provou ser mais que uma sequência previsível, na verdade é um marco em representatividade e inovação de narrativa. A produção não se limita à beleza estética, mas também reflete seu papel em fomentar diálogos sobre responsabilidade ambiental e cultural. Comparado ao impacto de seu antecessor, a segunda parte trouxe um tom mais maduro e corajoso, reafirmando a importância de histórias que transcendem gerações. O </span><span style="font-weight: 400;">impacto social gerado por debates sobre a preservação dos oceanos elevam o longa como um marco necessário no Cinema de animação atual. </span><b>&#8211; Marcela Jardim</b></p>
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<figure id="attachment_35099" aria-describedby="caption-attachment-35099" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35099" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-800x532.jpg" alt="Cena do filme O Senhor dos MortosNa imagem, o personagem de Vincent Cassel está à esquerda, com uma camisa cinza e um sobretudo preto. Um pouco à direita está a personagem de Soo-Min, com um vestido preto. Ela está com o rosto virado para para o personagem de Cassel, mas seu olhar é vago, pois sua personagem é cega. Ela segura o rosto de Vincent Cassel, e ele a observa." width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds-1200x799.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/shrouds.jpg 1360w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35099" class="wp-caption-text">“Você nunca substituirá Becca” (Foto: SBS)</figcaption></figure>
<p><b>O Senhor dos Mortos (The Shrouds)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/48a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/">48º Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</a></span><span style="font-weight: 400;">, pouco se falou sobre </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/o-senhor-dos-mortos-critica/"><i>O Senhor dos Mortos</i></a></span><span style="font-weight: 400;"><i>, </i></span><span style="font-weight: 400;">um dos filmes mais divisivos do evento. O mais novo longa de David Cronenberg foi lançado em diversos festivais em 2024, mas ainda não chegou ao público geral de vários países, incluindo o Brasil. Na trama, Karsh (Vincent Cassel) é um homem que perdeu sua esposa, Becca (Diane Kruger) e a enterrou em seu cemitério de alta tecnologia em que é possível ver o cadáver dentro do caixão. Certo dia, ele é avisado que os túmulos foram depredados e vai em busca do culpado e do motivo, ao mesmo tempo em que tenta superar a sua falecida mulher.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de polêmico, a obra se ganha pela auto análise que o canadense se propõe a fazer. Ele explora sua filmografia, por meio do personagem principal, olhando de um jeito até cômico para a naturalidade com que ele explora o mórbido. Ademais, é por meio da Arte que artistas como ele conseguem se expressar. Nesse sentido, o diretor escreveu o longa-metragem</span> <span style="font-weight: 400;">como forma de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://cinepop.com.br/the-shrouds-david-cronenberg-revela-que-inspiracao-veio-apos-morte-da-esposa-489315/">revelar a dor</a></span><span style="font-weight: 400;"> que sentiu pela perda da sua esposa que faleceu em 2017, além de uma maneira de homenageá-la. &#8211;</span><b> Guilherme Moraes</b></p>
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<figure id="attachment_35100" aria-describedby="caption-attachment-35100" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-35100" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-800x450.webp" alt="Cena do filme Donzela. A cena mostra a personagem Elodie, a qual é interpretada por Millie Bobby Brown, deitada em uma superfície de pedra com algumas rachaduras. A imagem mostra apenas seu rosto, coberto de medo e sangue, com a parte direita de sua face iluminada pela luz. Sobre seu peito, há uma pata de um dragão a segurando contra o chão. Sua pata é preta com detalhes em amarelo e suas unhas são afiadas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-1024x576.webp 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/Donzela-Maria-Fernanda.webp 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35100" class="wp-caption-text">Millie Bobby Brown cresce sua atuação em filme sobre força feminina (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b> Donzela (Damsel)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://youtu.be/WvFHERDoBVg?si=99EiPnY3PUmkwcsq"><i>Donzela</i></a></span><span style="font-weight: 400;"> possui efeitos visuais muito bem trabalhados, que retratam o contexto de ação do filme. Os cenários são bem ambientados e apresentam uma sociedade campista e medieval, com figurinos muito bem escolhidos. É perceptível a tentativa de criação de um conto de fadas em uma terra mais distante que a visão do público, o que funciona muito bem para a produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um aspecto bem interessante é a mensagem de um heroísmo para a figura feminina, de modo que Elodie (</span><span style="font-weight: 400;"><i><a href="https://www.instagram.com/milliebobbybrown?igsh=NWhva2VmYW11bmgx">Millie Bobby Brown</a></i><i>) </i></span><span style="font-weight: 400;">precisa tomar coragem e decisões para sobreviver de um dragão que a persegue na caverna. Entretanto, apesar da evolução da protagonista de <em>Stranger Things</em>, é perceptível que as ações de sua personagem ao final da obra tornam-se muito previsíveis, deixando o espectador já ciente do desfecho antes mesmo de seu fim. </span><b>&#8211; Maria Fernanda Beneton</b></p>
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<figure id="attachment_35101" aria-describedby="caption-attachment-35101" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-35101" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2.jpg" alt="Cena do filme A Verdadeira Dor. À esquerda, o personagem Benji usa uma blusa de frio com capuz vermelha escura. À direita, o personagem David usa uma camisa azul escura com uma blusa de frio em um tom um pouco mais claro de azul. Os dois estão olhando para frente, para a mesma direção. É de dia e atrás deles tem uma construção acinzentada. " width="770" height="416" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2025/04/78997a2d-aa84-445c-91e9-4d15e0e08fd2-768x415.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-35101" class="wp-caption-text">A Verdadeira Dor foi produzido pela empresa que Emma Stone fundou junto ao marido, chamada Fruit Tree (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>A Verdadeira Dor (A Real Pain)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jesse Eisenberg se colocou à frente e atrás da câmera para contar a história de </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iH4DDsO17dY"><i>A Verdadeira Dor</i></a></span><span style="font-weight: 400;">. Além de assumir o papel do protagonista, Eisenberg escreveu, dirigiu e produziu a comédia dramática que acompanha dois primos que não poderiam ser mais diferentes um do outro em uma viagem de grande valor emocional, após a morte da sua avó. O enredo explora com muito tato e um humor sensível os temas de perda, luto e traumas, mas o que realmente o destaca como algo especial é o capricho voltado para o desenvolvimento dos personagens. A obra cede um olhar atento para as contradições e conflitos internos da individualidade de cada um, distanciando-se dos estereótipos rasos que estavam a fácil alcance.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kieran Culkin conquistou seu lugar entre os queridinhos da indústria por sua </span><span style="font-weight: 400;"><i>performance</i></span><span style="font-weight: 400;"> na aclamada série </span><span style="font-weight: 400;"><i>Succession</i></span><span style="font-weight: 400;">. Com </span><span style="font-weight: 400;"><i>A Verdadeira Dor</i></span><span style="font-weight: 400;">, o ator provou que seu talento se adapta e, mesmo com o fim da série, ele continua no jogo. A interpretação de Culkin fez dele o </span><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.goldderby.com/article/2025/2025-oscars-best-supporting-actor-breakdown-kieran-culkin/">queridinho das premiações</a></span><span style="font-weight: 400;">, lhe rendendo os prêmios de Melhor Ator Coadjuvante no </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice </i></span><span style="font-weight: 400;">e </span><span style="font-weight: 400;"><i>BAFTA</i></span><span style="font-weight: 400;">. O trabalho de Eisenberg também foi bem reconhecido e ele venceu o </span><span style="font-weight: 400;"><i>BAFTA</i></span><span style="font-weight: 400;"> por Melhor Roteiro Original e foi indicado na mesma categoria ao </span><span style="font-weight: 400;"><i>Oscar</i></span><span style="font-weight: 400;">. O filme ganhou o </span><span style="font-weight: 400;"><i>Critics Choice</i></span><span style="font-weight: 400;"> como Melhor Filme de Comédia. </span><b>&#8211; Giovanna Freisinger </b></p>
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		<title>Estante do Persona &#8211; Agosto de 2024</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Sep 2024 16:34:10 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Conhecido como o mês infinito, Agosto não está entre os favoritos da população geral. Entretanto, quando se trata do meio literário, o período entrega boas pérolas brilhantes que se escondem nas conchas da confusa maré que domina os extremos da estação. No meio dessas, o Estante do Persona de Agosto de 2024 vai atrás do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-agosto-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona &#8211; Agosto de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33920" aria-describedby="caption-attachment-33920" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33920" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Estante_CAPA_WORDPRESS-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Estante_CAPA_WORDPRESS-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Estante_CAPA_WORDPRESS-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/Estante_CAPA_WORDPRESS.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33920" class="wp-caption-text">Seja entre Mel e Girassóis ou espécies de Jabuti, o Estante do Persona de Agosto brada a natureza encantadora da Literatura (Arte: Aryadne Xavier/ Texto de Abertura: Jamily Rigonatto)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecido como o mês infinito, Agosto não está entre os favoritos da população geral. Entretanto, quando se trata do meio literário, o período entrega boas pérolas brilhantes que se escondem nas conchas da confusa maré que domina os extremos da estação. No meio dessas, o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/"><b>Estante</b> <b>do Persona </b></a><span style="font-weight: 400;">de Agosto de 2024 vai atrás do tesouro e o traz aos holofotes na edição de hoje. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">No dia 06, uma novidade chegou ao universo de uma das premiações literárias mais famosas e respeitadas do Brasil: <a href="https://www.premiojabuti.com.br/academico/">o Prêmio Jabuti</a>. De forma inédita, aconteceu a primeira edição Prêmio Jabuti Acadêmico, voltada a contemplar obras científicas, técnicas e profissionais. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A noite do evento foi sediada no Teatro Sérgio Cardoso, em São Paulo, e trouxe diversos pesquisadores de múltiplas áreas do conhecimento para fazer parte. Como destaque, foi escolhido pela CBL (Câmara Brasileira do Livro) o nome de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ccSjcgGhEOk">Silvia Pimentel</a>, professora e especialista em direito das mulheres, como Personalidade Acadêmica. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">No total, foram contemplados vencedores em 29 categorias, incluindo o eixo Ciência e Cultura e os Prêmios Especiais. Além disso, 24 editoras tiveram seus títulos reconhecidos – com a <a href="https://personaunesp.com.br/tag/companhia-das-letras/">Cia das Letras</a> recebendo quatro estatuetas. Entre a lista de vencedores nomes conhecidos como o de Marilena Chauí marcaram presença.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Foi uma estreia para lá de especial e o futuro do Jabuti Acadêmico parece tão promissor quanto à caminhada que o prêmio tradicional percorre ao longo dos últimos <a href="https://www.premiojabuti.com.br/jabuti/historia/">66 anos</a>. Para embalar essa novidade ao bom e velho hábito da leitura, fique agora com a tradicional lista de indicações da editoria.<br />
</span><span id="more-33911"></span></p>
<hr />
<h3>Dicas do Mês</h3>
<figure id="attachment_33912" aria-describedby="caption-attachment-33912" style="width: 513px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33912" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-513x800.jpg" alt=" Capa do livro A Casa dos Budas Ditosos. A imagem da capa é uma ilustração de várias bocas, abertas e semiabertas, desenhadas encostadas uma na outra, em diversos ângulos. Os lábios e dentes são azul bem claro e a parte interna das bocas vermelha. Sobre a ilustração, um retângulo com o mesmo tom de vermelho serve de fundo para o título, o nome do autor e da editora, escritos com o mesmo azul do desenho." width="513" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-513x800.jpg 513w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-656x1024.jpg 656w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-768x1199.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas-984x1536.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/A-Casa-dos-Budas.jpg 1004w" sizes="auto, (max-width: 513px) 85vw, 513px" /><figcaption id="caption-attachment-33912" class="wp-caption-text">Em tempos de conservadorismo, uma obra como A Casa dos Budas Ditosos não se esconde do que há de mais humano em nós (Foto: Editora Alfaguara)</figcaption></figure>
<p><b>João Ubaldo Ribeiro &#8211; A Casa dos Budas Ditosos (128 páginas, Editora Alfaguara)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">A Casa dos Budas Ditosos</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi publicado inicialmente em 1999, como parte da coleção </span><i><span style="font-weight: 400;">Plenos Pecados</span></i><span style="font-weight: 400;">. É o quarto volume de sete livros, por sete autores, que retratam cada um dos pecados capitais. João Ubaldo Ribeiro escreve sobre a luxúria através dos relatos de uma narradora de 68 anos, que reconta em detalhes as experiências sexuais de sua juventude e vida adulta &#8211; da Bahia, onde nasceu, ao Rio de Janeiro, onde reside. A personagem é descarada e desbocada, descreve como sempre viveu a favor de suas vontades e desejos sem nenhum traço de culpa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O livro foi adaptado para o teatro por Domingos de Oliveira em 2004, em um monólogo encenado por Fernanda Torres. Vinte anos depois, a atriz rodou o país novamente com apresentações da peça no primeiro semestre deste ano e também levou a montagem à Portugal. A recepção das audiências provou que a história é atemporal e, por isso, merece o status que recebe: clássico. O texto pode ser reimaginado e redistribuído por anos e gerações futuras e continuar fresco, provocante e hilário. </span><b>&#8211; </b><b>Giovanna Freisinger</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33913" aria-describedby="caption-attachment-33913" style="width: 517px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33913" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/OEstrangeiro.JPG-517x800.jpg" alt="Capa do Livro O Estrangeiro de Albert Camus. A capa é verde água, como três linhas pretas verticais compostas por pequenos círculos pretos. O nome do autor aparece centralizado na vertical, enquanto o nome do livro aparece em um retângulo negro na margem direita da capa." width="517" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/OEstrangeiro.JPG-517x800.jpg 517w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/OEstrangeiro.JPG.jpg 646w" sizes="auto, (max-width: 517px) 85vw, 517px" /><figcaption id="caption-attachment-33913" class="wp-caption-text">Publicado há 82 anos, O Estrangeiro é um marco importante na história dos romances do século XX (Foto: Record)</figcaption></figure>
<p><b>Albert Camus &#8211; O Estrangeiro (126 páginas, Editora Record)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um clássico da L</span><span style="font-weight: 400;">iteratura,</span> <a href="https://www.record.com.br/produto/o-estrangeiro/"><i><span style="font-weight: 400;">O Estrangeiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Albert Camus, marcou o debate filosófico de uma geração, ao questionar a vida cotidiana e a liberdade como conceitos que flertam e se intercalam com o absurdo. A genialidade do autor proporciona ao mesmo tempo uma trama envolvente que seduz o leitor ao observar banalidades da rotina que são atemporais e independentes de qualquer contexto geográfico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Obra acompanha os dias estranhamente comuns de Mersault, um europeu radicado na Argélia, então </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ak9aBZue9pw"><span style="font-weight: 400;">colônia francesa</span></a><span style="font-weight: 400;"> no norte da África. O advérbio &#8216;estranhamente&#8217; se encaixa neste contexto porque logo na primeira página o protagonista recebe a notícia da morte de sua mãe com uma enorme indiferença. O personagem não se prende ao luto, ao amor, religião ou qualquer elemento abstrato que sirva de guia ou razão para a vida. Mersault é livre e se asfixia na própria liberdade.  </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33914" aria-describedby="caption-attachment-33914" style="width: 536px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas-536x800.jpg" alt="Capa do livro “Mulherzinhas”. O design apresenta uma ilustração com quatro mulheres brancas onde o fundo é rosa. As personagens, da esquerda para a direita, utilizam os vestidos da cor roxo, azul, verde e amarelo. O tom de cabelo das protagonistas, da esquerda para a direita, é preto, castanho claro, ruivo e castanho escuro. No centro da capa, há o título “Mulherzinhas” no tom preto. Na parte superior central, há a frase “Posfácio de María Dueñas” e logo abaixo o nome da autora Louisa May Alcott. No centro inferior da página, há uma frase “Edição completa do livro que inspirou o filme Adoráveis Mulheres”. Logo abaixo, há o logo da Editora Planeta." width="536" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas-536x800.jpg 536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas-686x1024.jpg 686w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas-768x1147.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/mulherzinhas.jpg 911w" sizes="auto, (max-width: 536px) 85vw, 536px" /><figcaption id="caption-attachment-33914" class="wp-caption-text">Em Mulherzinhas, a autora disseca todos os medos que surgem com a chegada da vida adulta (Foto: Editora Planeta)</figcaption></figure>
<p><b>Louisa May Alcott &#8211; Mulherzinhas (480 página, Editora Planeta)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Escrito por Louisa May Alcott, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulherzinhas</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de quatro irmãs que lidam com a juventude e a ausência do pai por conta da Guerra Civil Americana. Jo, Meg, Amy e Beth precisam, juntas, lidar com a maturidade que a vida carrega. </span><a href="https://personaunesp.com.br/adoraveis-mulheres-critica/"><span style="font-weight: 400;">Adaptado inúmeras vezes no cinema</span></a><span style="font-weight: 400;"> e também em séries de televisão, a narrativa de Little Women (título original) é atemporal e dialoga com qualquer um que está deixando de ser criança e tem de se tornar maduro. Aqui, o início dos 20 anos é o pontapé para uma discussão acerca da vida adulta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama se concentra entre passado e presente e, ao longo das mais de 400 páginas, vemos quatro mulheres que possuem, individualmente, narrativas de superação de seus próprios demônios. Embora seja centrada em personagens femininas, </span><a href="https://amenteemaravilhosa.com.br/biografia-de-louisa-may-alcott/"><span style="font-weight: 400;">os escritos de May Alcott</span></a><span style="font-weight: 400;"> se tornam universais ao discutirem sobre questões de gênero, trabalho e o principal: o contraponto entre os sonhos idealizados e a realidade. </span><b>&#8211; Guilherme Leal</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33915" aria-describedby="caption-attachment-33915" style="width: 449px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/ChamadeFerro.jpg" alt="Capa do livro “Chama de Ferro”. O design apresenta uma ilustração onde o fundo é predominantemente amarelo, com tons de vermelho e preto, criando uma atmosfera misteriosa e intensa. O fogo parece se misturar com o ambiente ao redor, dando um efeito dramático e dinâmico. O título &quot;Chama de Ferro&quot; está destacado em letras grandes e estilizadas, em uma cor que contrasta com o fundo, em volta existem nuvens e dragões voando. " width="449" height="683" /><figcaption id="caption-attachment-33915" class="wp-caption-text">Sequência mais que esperada, Chama de Ferro foi lançado em agosto de 2024 (Foto: Editora Planeta)</figcaption></figure>
<p><b>Rebecca Yarros &#8211; Chama de Ferro (720 páginas, Editora Planeta)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo livro da saga mais famosa de </span><a href="https://www.rebeccayarros.com"><span style="font-weight: 400;">Rebecca Yarros</span></a><span style="font-weight: 400;"> instiga os fãs de fantasia literária a adentrarem um mundo já conhecido nas telinhas com </span><a href="https://m.imdb.com/title/tt0944947/"><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></a><span style="font-weight: 400;">: os dos dragões. Ele acompanha Violet Sorrengayl no seu segundo ano no Colégio Basgiath, e apesar de ser extenso tem uma linguagem fácil e jovial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.planetadelivros.com.br/livro-chama-de-ferro/405912"><span style="font-weight: 400;">Chama de Ferro</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos aventuramos por novos lugares, conhecemos novos personagens, e também choramos com o fim de batalhas épicas. Os <em>plots twists</em>, romance e mistérios deixam tudo mais interessante, mas os dragões continuam sendo a melhor parte! </span><b>-Léa Secchi</b></p>
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<figure id="attachment_33916" aria-describedby="caption-attachment-33916" style="width: 539px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33916" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/tudo-e-rio-539x800.jpg" alt=" capa do livro “Tudo é Rio”. O design imita as águas de um rio, mesclando tons de azul, vermelho e laranja. No canto direito, na parte superior, há o logo da Editora Record. Já na parte inferior, há o título da obra em letras vermelhas, prosseguido pelo nome da autora, Carla Madeira, em letras brancas." width="539" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/tudo-e-rio-539x800.jpg 539w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/tudo-e-rio.jpg 674w" sizes="auto, (max-width: 539px) 85vw, 539px" /><figcaption id="caption-attachment-33916" class="wp-caption-text">Complexo com as águas, Tudo É Rio é turbulento (Foto: Editora Record)</figcaption></figure>
<p><b>Carla Madeira &#8211; Tudo É Rio (210 páginas, Editora Record)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se banhar nas águas dos rios de sentimentos que inundam nosso coração enquanto mergulhamos em uma história visceral e crua. É este o convite que Carla Madeira nos faz em </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudo é Rio</span></i><span style="font-weight: 400;">, best-seller </span><a href="https://personaunesp.com.br/trinta-segundos-sem-pensar-no-medo-critica/"><span style="font-weight: 400;">nacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> que marca a estreia da autora na literatura ficcional. A trama aposta em laços familiares e mostra até onde o perdão consegue chegar em nome do amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de 210 páginas, acompanhamos o casal apaixonado Dalva e Venâncio se destruir e reconstruir após uma perda trágica, brutal e inimaginável. Além da dupla, a </span><a href="http://personaunesp.com.br/como-se-estivessemos-em-palimpsesto-de-putas-critica/"><span style="font-weight: 400;">prostituta</span></a><span style="font-weight: 400;"> Lucy rouba a cena quando se divide entre personagem e leitora. Assim como nós, ela quer entender o que aconteceu para que as então alma gêmeas se tornassem desafetos declarados um do outro</span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Felipe Nunes</b></p>
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<figure id="attachment_33917" aria-describedby="caption-attachment-33917" style="width: 296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33917" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/51jPie-5KaL._SY445_SX342_.jpg" alt="" width="296" height="445" /><figcaption id="caption-attachment-33917" class="wp-caption-text">Romance sáfico, Em Todas as Gotas de Chuva é clichê e apaixonante (Foto: Qualis)</figcaption></figure>
<p><b>L.S Englantine &#8211; Em Todas as Gotas de Chuva (246 páginas, Editora Qualis)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em<em> Em Todas as Gotas de Chuva</em>, você é transportado para a Vila das Íris, uma cidadezinha do interior marcada por uma rivalidade antiga entre duas famílias. Embora os conflitos passados entre os Lisboa e os Salgueiros tenham criado uma barreira entre os moradores, Atena Lisboa e Cordélia Salgueiro sempre acharam essa animosidade uma invenção para dar emoção à vida de seus parentes. Elas consideravam a rivalidade uma bobagem, mas ainda assim mantinham uma distância respeitosa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo muda quando um acaso do destino força Atena e Cordélia a compartilharem um assento em uma longa e cansativa viagem de trem. Esse trajeto, que remete à infância de ambas, promete uma viagem nostálgica e cheia de surpresas. Lado a lado, em um espaço tão pequeno, será que a rivalidade poderá persistir, ou o passado está destinado a se repetir? A leitura de &#8220;Em Todas as Gotas de Chuva&#8221; promete um mergulho envolvente nas complexidades das relações familiares e na mágica capacidade de transformar rivalidades em novas conexões.<strong> &#8211; Eloah Kawai</strong></span></p>
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<figure id="attachment_33919" aria-describedby="caption-attachment-33919" style="width: 540px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33919" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/09/d3985b_f0a16300a1ba482ba40aaa516df94394_mv2-_1_.png" alt="" width="540" height="528" /><figcaption id="caption-attachment-33919" class="wp-caption-text">Coletânea literária, Palavras de Concreto Armado tem o maior peso já medido: o social (Foto: Editora Mireveja)</figcaption></figure>
<p><strong>Vários autores &#8211; Palavras de Concreto Armado (148 páginas, Editora Mireveja)</strong></p>
<p>Viabilizado por meio da PEC (Programa de Estímulo a Cultura) o livro <em>Palavras de Concreto Armado </em>foi lançado em 2023 pela <a href="https://www.editoramireveja.com/product-page/palavras">editora Mireveja.</a> Constituído por vozes diversas da cidade de Bauru, o som descrito em sua narrativa vem de um só espaço, mesmo que não alocado na mesma porção territorial: a periferia. Trazendo 26 autores e artistas para explorarem os encantos de sua subjetividade, a obra emociona e impacta.</p>
<p>Entre sonhos, vivências, desejos, traumas e saudades, os personagens passeiam pelos labirintos de existir e resistir nas comunidades à margem dos grandes centros urbanos. Com uma proposta de leitura rápida e fluída, o texto não deixa de causar baque em suas 148 páginas. Além disso, sua composição gráfica é extremamente bem construída e chegou a receber o terceiro lugar no 13º Prêmio Brasileiro de Design. Sem condições de abaixar a guarda, armado é adjetivo para a periferia. <strong>&#8211; Jamily Rigonatto </strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Mais talentosos que Tom Ripley, só mesmo a direção, produção e o elenco da série</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Aug 2024 17:00:12 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Dias Siqueira Alguns tipos de pessoas nos chocam pela insensibilidade, por não apresentarem remorso e por causarem mal a qualquer um que não lhes sirva um propósito. Em Ripley, série de suspense neo-noir da Netflix, acabamos hipnotizados por um estranho sujeito que se encaixa nessas categorias. Porém, isso não significa que Thomas Ripley, um &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/ripley-1a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Mais talentosos que Tom Ripley, só mesmo a direção, produção e o elenco da série"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33739" aria-describedby="caption-attachment-33739" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33739" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley1-800x450.jpg" alt="Cena da Série Ripley (2024).Tom Ripley (Andrew Scott) se olha no espelho. A imagem está em preto e branco, Tom é um homem branco de meia idade, veste um paletó e uma camisa branca, ao redor dele há uma mesinha com objetos, acima dela o espelho, e na parede ao lado alguns quadros." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley1-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33739" class="wp-caption-text">Tom Ripley é um sujeito malandro, porém, não muito sociável (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns tipos de pessoas nos chocam pela insensibilidade, por não apresentarem remorso e por causarem mal a qualquer um que não lhes sirva um propósito. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4PrLuTxp6z8"><i><span style="font-weight: 400;">Ripley</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, série de suspense </span><i><span style="font-weight: 400;">neo-noir</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acabamos hipnotizados por um estranho sujeito que se encaixa nessas categorias. Porém, isso não significa que Thomas Ripley, um contador “</span><i><span style="font-weight: 400;">difícil de se achar</span></i><span style="font-weight: 400;">”, que se esgueira pelas ruas sujas de uma Nova York da década de 1960, seja um vilão carismático – para falar a verdade, ele é antipático e amargo de uma forma irremediável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que nos captura em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ripley</span></i><span style="font-weight: 400;"> são as situações que se enrolam nas pernas do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MyXh2Fikgj4"><span style="font-weight: 400;">protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;">, interpretado por </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/andrew-scott-fala-de-golpista-em-ripley-todos-conhecem-alguem-assim"><span style="font-weight: 400;">Andrew Scott</span></a><span style="font-weight: 400;">, como teias de aranha. Ele tem que dominar  a situação e o faz com absoluta maestria. Desde quando é abordado por um detetive particular em um bar, Tom consegue dar todas as respostas certas. O problema é que pessoas comuns não dão apenas respostas certas. A falsidade das poucas emoções que o norte-americano consegue simular não convence a todos.</span></p>
<p><span id="more-33734"></span></p>
<figure id="attachment_33738" aria-describedby="caption-attachment-33738" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33738" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley2-800x450.jpg" alt="Cena da Série Ripley (2024). Dickie (Johnny Flynn) e Marge (Dakota Fanning) estão deitados em uma praia, ambos vestem roupas brancas e leves. O mar está na parte inferior da cena." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley2-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley2-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley2.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33738" class="wp-caption-text">Dickie e Marge são bon-vivants que não têm grandes preocupações; a ingenuidade de Dickie é perigosa perto de Tom (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro a desconfiar do fingimento é o Sr. Hebert Greenleaf (Kenneth Lonergan), um industrial riquíssimo, porém, desesperado para reencontrar o próprio filho, Richard, o Dickie, que vive como um artista amador na Europa. O empresário não pensa duas vezes em enviar Tom para Atrani, um vilarejo no sul da Itália. Embora ele saiba que não é prudente confiar em uma pessoa com esse tipo de índole, ele espera que a lábia do </span><a href="https://musicaecinema.com.br/tom-ripley-existiu-quem-foi-ele-na-vida-real/"><span style="font-weight: 400;">vigarista</span></a><span style="font-weight: 400;"> convença Dickie a voltar para casa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dickie (</span><a href="https://www.anothermag.com/design-living/15551/johnny-flynn-ripley-interview-andrew-scott"><span style="font-weight: 400;">Johnny Flynn</span></a><span style="font-weight: 400;">) é um playboy completamente ludibriado com a vida fácil que leva, transitando entre tardes tomando sol na praia e viagens para esquiar com os amigos. O que um sociopata como Tom enxerga é uma presa fácil, uma oportunidade de lucro que, para ele, desperdiçar seria uma falta de inteligência severa. A partir do primeiro encontro, o golpista elabora um plano básico. Ele não tem todos os detalhes em mente e, talvez, seja isso que deixe essa empreitada realizável, mas o amigo de Dickie, Freddie Miles (</span><a href="https://www.netflix.com/tudum/articles/eliot-sumner-ripley-interview"><span style="font-weight: 400;">Eliot Sumner</span></a><span style="font-weight: 400;">),  e a namorada Marge (Dakota Fanning), são duas pedras firmes e intransigentes no caminho de Tom. Eles ditam cada passo que o estelionatário deve tomar caso deseje escapar ileso e muito rico.</span></p>
<figure id="attachment_33737" aria-describedby="caption-attachment-33737" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33737" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley3-800x533.jpg" alt="Cena da Série Ripley (2024).Tom sobe uma escada que se bifurca, ele está no centro da imagem, formando uma foto simétrica, acima de sua cabeça há um vitral, em uma parede bem desgastada." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley3-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley3-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley3-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley3-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33737" class="wp-caption-text">As escadarias de Atrani são como os planos de Tom, cheias de desvios (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A série é guiada, em boa parte, pela toada das desconfianças não declaradas. É como se Tom e os outros personagens, especialmente o inspetor de polícia de Roma, interpretado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1QZnyaNHUy0"><span style="font-weight: 400;">Maurizio Lombardi</span></a><span style="font-weight: 400;">, dançassem alguma espécie de tango: um dá um passo à frente e o outro recua, sucessivamente. Essa movimentação começa a ficar cada vez mais tensa à medida em que descobrimos do que Thomas é capaz; muitas vezes, ele parece um pouco surpreso com o que fez.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as atuações, destacam-se </span><a href="https://stealthelook.com.br/conversamos-com-dakota-fanning-sobre-a-nova-serie-da-netflix-ripley/"><span style="font-weight: 400;">Dakota Fanning</span></a><span style="font-weight: 400;">, Maurizio Lombardi e Andrew Scott. Marge, personagem de Fanning, sabe flutuar perfeitamente entre a desconfiança e um certo encantamento. Já Lombardi, mantém a postura impassível de quem sente um desprezo profundo, mas que, em momento algum, o demonstra verbalmente. Por fim,  o Tom de </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Andrew+Scott"><span style="font-weight: 400;">Scott</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um ápice de cinismo e de variedade, uma vez que ele simula mais de uma personalidade dentro de um único personagem, como uma atuação em dobro.</span></p>
<figure id="attachment_33736" aria-describedby="caption-attachment-33736" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33736" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley4-800x450.jpg" alt="Cena da Série Ripley (2024).Tom está em uma enorme igreja, a foto é um plano aberto onde é possível ver o altar ao fundo e vários detalhes barrocos nas paredes ao lado, com abóbadas e pilares." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley4-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley4-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley4-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley4.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33736" class="wp-caption-text">As catedrais e as imagens religiosas são parte não só do cenário, como também da narrativa (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A fotografia da série é especialmente charmosa. Todos os planos nos corredores estreitos de Atrani sabem ser confusos e instigantes como um </span><a href="https://www.nga.gov/collection/art-object-page.54256.html"><span style="font-weight: 400;">quadro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://mcescher.com/"><span style="font-weight: 400;">MC Escher</span></a><span style="font-weight: 400;">, com escadarias que ora parecem subir, ora parecem descer. A beleza das paisagens se destaca no preto e branco que ajuda a dar profundidade no mar, nas catedrais – que são muito importantes para a trama –, e na própria noção de tempo. </span><a href="https://mubi.com/pt/cast/robert-elswit"><span style="font-weight: 400;">Robert Elswit</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma visão genial sobre a combinação entre a arte renascentista italiana e a odisseia de Tom Ripley. Temas recorrentes como a culpa suprema do maior pecado bíblico são retratados de modo a imitar diversos quadros e esculturas.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Talentoso Ripley</span></i><span style="font-weight: 400;">, livro escrito por </span><a href="https://www.estadao.com.br/cultura/series/quem-foi-patricia-highsmith-autora-de-livro-que-inspirou-a-serie-ripley-da-netflix-nprec/"><span style="font-weight: 400;">Patricia Highsmith</span></a><span style="font-weight: 400;"> na década de 1950, é um marco cultural. Suas diversas adaptações – que vão desde o filme clássico franco-italiano de 1960, </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-o-sol-por-testemunha/"><i><span style="font-weight: 400;">O Sol Por Testemunha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dirigido por René Clément, até o longa de 1999 onde temos Matt Damon no papel de Tom –, são todas de bom gosto e cada uma interpreta o personagem a seu estilo. Por isso, a minissérie de Steven Zaillian não parece ter poupado despesas ou esforços para se destacar entre as demais obras.</span></p>
<figure id="attachment_33735" aria-describedby="caption-attachment-33735" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33735" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley5-800x533.jpg" alt="Cena da Série Ripley (2024) Thomas Ripley aparece em destaque na cena com um olhar preocupado. Atrás dele estão policiais uniformizados e uma viatura antiga, ele veste um casaco e uma camisa social branca." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley5-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley5-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Ripley5.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33735" class="wp-caption-text">Tom dá um enorme trabalho para quem tenta investigar suas ‘falcatruas’, mas ele sofre bastante para conseguir isso (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se o romance literário, por sua vez, é tão abrangente em sua influência na cultura popular, que chegou a ser uma das inspirações do filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2023), a série se reconhece como filha e herdeira de antepassados que flertaram entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e erudito. Talvez para os que tenham assistido aos anteriores, o roteiro de Steven Zaillian não se distingue tanto; o </span><a href="https://oglobo.globo.com/kogut/2024/04/ripley-serie-estrelada-por-andrew-scott-na-netflix-e-um-programao.ghtml"><span style="font-weight: 400;">vigor</span></a><span style="font-weight: 400;"> da série se dá fundamentalmente pelo seu modo de produção. Neste caso, a forma se destaca tanto quanto o conteúdo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra foi pensada desde o início como uma minissérie, algo agradável para aqueles que não gostam de conteúdo diluído e preferem todo o potencial de algo concentrado como numa xícara de café expresso. Mas </span><i><span style="font-weight: 400;">Ripley</span></i><span style="font-weight: 400;"> merece uma continuação, uma vez que não deve ser surpresa, a esta altura, de que Tom é escorregadio como sabão e consegue se livrar de alguns impasses enquanto outros parecem jurar persegui-lo pelo resto de sua existência. A única coisa que poderia superar a primeira temporada do seriado, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_Ti_vY3KZdE"><span style="font-weight: 400;">beleza estética</span></a><span style="font-weight: 400;"> e engenhosidade de roteiro, seria uma </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/ripley-nova-serie-da-netflix-com-andrew-scott-pode-ganhar-2-temporada/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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		<title>Estante do Persona – Junho de 2024</title>
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		<pubDate>Wed, 26 Jun 2024 22:32:49 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Com oito histórias que abordam a vivência de pessoas queers, o Estante do Persona deste mês está mais orgulhoso do que nunca! As histórias que serão recomendadas abordam as diferentes camadas do árduo caminho traçado por aqueles que pertencem à comunidade. Para isso, a Redação do Persona separou uma lista especial, com obras que marcaram &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/estante-do-persona-junho-de-2024/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Estante do Persona – Junho de 2024"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417.jpg" class="wp-image-33614 size-full" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/estante_wp-junho-20245032859821571816417-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption class="wp-caption-text">Celebrando o mês do orgulho LGBTQIAPN+, a Editoria indica obras queers (Texto de Abertura: Guilherme Machado Leal / Artes: Rafael Gomes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight:400;">Com oito histórias que abordam a vivência de pessoas <em>queers</em>, o </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://personaunesp.com.br/tag/estante-do-persona/">Estante do Persona</a></span><span style="font-weight:400;"> deste mês está mais orgulhoso do que nunca! As histórias que serão recomendadas abordam as diferentes camadas do árduo caminho traçado por aqueles que pertencem à comunidade. Para isso, a <strong>Redação do Persona</strong> separou uma lista especial, com obras que marcaram a vida dos membros após a primeira leitura.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Narrativas ficcionais se tornam confidentes de todo e qualquer leitor, ainda mais se há a possibilidade de se reconhecer nos escritos de um autor. Para as pessoas LGBTQIAPN+, essa identificação possui um objetivo ainda maior: ela auxilia no processo de auto descoberta da sexualidade e mostra como personagens </span><span style="font-weight:400;"><em><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/diversidade/noticia/2022/06/29/o-que-e-ser-queer.ghtml">queers</a></em></span><span style="font-weight:400;"> podem ser plurais. Entre dramas e romances, as indicações deste mês reforçam a diversidade necessária dentro das páginas de um livro.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Em Junho, o foco é o aprofundamento dos integrantes da comunidade LGBTIQAPN+. As tramas sugeridas não apenas falam sobre representatividade, mas também mostram que que a vida<em> queer</em> não se resume a preconceito e algozes. Antes de toda a dor passada por essas pessoas, há o desejo de viver uma jornada linda. É direito de qualquer pessoa, independente de sua orientação sexual, de se reconhecer em narrativas lúdicas, pois é na </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://matracacultural.com.br/2019/06/19/a-cultura-como-instrumento-de-luta-contra-a-lgbtfobia/">Arte</a></span><span style="font-weight:400;"> que muitos encontram refúgio.</span></p>
<p><span id="more-33601"></span></p>
<hr>
<figure id="attachment_33609" aria-describedby="caption-attachment-33609" style="width: 679px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33609" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Adam.Silvera-Lembra-Aquela-Vez-1.jpg" alt="Capa do livro Lembra Aquela Vez. Na parte superior central, há a frase “Edição especial com conteúdo extra” e, abaixo, o título do livro está escrito com fonte azul na parte central superior da capa. A capa apresenta um menino branco de cabelos castanhos e olhos azuis. Ele veste uma camiseta branca com um bolso nela presente no lado direito de seu corpo. O bolso possui quatro cores: verde, rosa, amarelo e azul. Ao lado do rosto do personagem, no lado direito, há um símbolo da editora Rocco na cor preta e no formato redondo. Na parte inferior central, há o nome do autor Adam Silvera na cor preta." width="679" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Adam.Silvera-Lembra-Aquela-Vez-1.jpg 679w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Adam.Silvera-Lembra-Aquela-Vez-1-543x800.jpg 543w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33609" class="wp-caption-text">O autor Adam Silvera possui outras dois livros igualmente aclamados: História É Tudo Que Me Deixou e Os Dois Morrem no Final (Foto: Editora Rocco)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Adam Silvera &#8211; Lembra Aquela Vez (368 páginas, Editora Rocco)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Conhecido pelo aclamado <em>Os Dois Morrem No Final</em>, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.publishnews.com.br/materias/2022/07/08/adam-silvera-e-mais-um-nome-do-young-adult-a-subir-na-lista">Adam Silvera</a></span><span style="font-weight:400;"> também é autor de <em>Lembra Aquela Vez</em>, livro com uma sinopse inusitada. Nesse universo criado pelo escritor, as pessoas podem apagar as outras de suas memórias a partir de um procedimento médico no Instituto Leteo. No entanto, diferente de obras como <em>Brilho de Uma Mente Eterna Sem Lembranças</em>, ações e momentos também podem ser excluídos do subconsciente de alguém. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Com a premissa, Silvera centraliza a história em Aaron Soto, um garoto de 16 anos que mora no Bronx, em Nova York. O adolescente conhece um vizinho chamado Thomas e, a partir do desenvolvimento de sua relação com ele, o protagonista passa a ter sentimentos pelo menino. No entanto, ser gay no lugar em que eles moram é um problema, por isso Soto pensa em se submeter ao procedimento. Com isso, o escritor conversa sobre </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.fundobrasil.org.br/blog/as-dificuldades-enfrentadas-pelas-pessoas-lgbtqia/">vida LGBTQIAPN+</a></span><span style="font-weight:400;">, diferenças sociais e homofobia internalizada em uma história marcada por primeiras paixões e tragédias da vida. </span><b>&#8211; Guilherme Machado Leal</b></p>
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<figure id="attachment_33607" aria-describedby="caption-attachment-33607" style="width: 423px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33607" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo-1.jpg" alt="É assim que se perde a guerra do tempo. A cor da capa é azul bebê e, ao centro, existem dois pássaros: um vermelho e um azul. O pássaro vermelho está mais à esquerda e olha para a direita, enquanto o pássaro azul está em posição contrária e de cabeça para baixo. Entre eles, há o título da obra, na cor branca. Na parte superior, à esquerda, está o nome da autora em letras azuis e, à direita, o selo da Editora Suma, na cor branca. Na parte inferior, encontra-se o nome do autor em letras vermelhas. Um pouco mais acima, à direita, está escrito “Vencedor dos prêmios Hugo, Nebula e Locus” em letras azuis." width="423" height="650"><figcaption id="caption-attachment-33607" class="wp-caption-text">“Para parafrasear um profeta: cartas são estruturas, não eventos. As suas me dão um lugar onde viver” (Foto: Editora Suma)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Amal El-Mohtar e Max Gladstone &#8211; É assim que se perde a guerra do tempo (192 páginas, Editora Suma)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788556511089/e-assim-que-se-perde-a-guerra-do-tempo"><i>É assim que se perde a guerra do tempo</i></a></span><span style="font-weight:400;"> acompanha a história de Blue e Red, duas agentes rivais em uma guerra infinita. No período em que elas vivem, as facções nas quais atuam lutam para interferir nos variados fios do espaço-tempo, a fim de favorecer seus lados no futuro. Após terem seus caminhos esbarrados diversas vezes, nos quais elas sempre observavam e tentavam desfazer o trabalho da outra, uma correspondência se dá entre as personagens. Totalmente baseada em provocações, em um primeiro momento, os assuntos abordados e o tom dessas cartas passaram a se modificar gradativamente conforme elas se familiarizavam uma com a outra.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Vencedor dos prêmios </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.thehugoawards.org/hugo-history/2020-hugo-awards/">Hugo</a></span><span style="font-weight:400;"> e </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://nebulas.sfwa.org/award-year/2019/">Nebula</a></span><span style="font-weight:400;">, dois dos mais importantes da Literatura, a obra é uma combinação perfeita de ficção científica, poesia e romance epistolar. Mais do que se preocupar com a construção do universo no qual Blue e Red estão inseridas, Amal Et-Mohtar e Max Gladstone direcionam o foco para os sentimentos dessas mulheres e como ele é capaz de motivar novas maneiras de enxergar o mundo. Sensível e sem igual, </span><span style="font-weight:400;"><i>É assim que se perde a guerra do tempo</i></span><span style="font-weight:400;"> é um romance sáfico sobre o nascimento do amor onde só poderia existir o ódio. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_33602" aria-describedby="caption-attachment-33602" style="width: 656px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33602" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/um.traco_.ate_.voce_.1.jpg" alt="Capa do livro Um traço até você, da escritora Olívia Pilar. A capa mostra o nome da autora e o título em letra cursiva no topo da página. Ele está acima de um céu roxo escuro com nuvens alaranjadas. Em tons de laranja mais abaixo da ilustração é possível ver uma paisagem urbana, com prédios ao fundo, duas árvores à esquerda, uma rua de paralelepípedos que segue na direção do leitor. Nelas estão as duas protagonistas, à esquerda se encontra Lina, uma mulher jovem de pele negra clara, de cabelos volumosos castanho-avermelhados. ela usa uma camisa rosa. Seus shorts e tênis e lábios são roxos na mesma tonalidade do céu. Ao lado de Lina está Elza, uma mulher jovem, de pele negra mais escura, e de cabelo Black Power preto. Ela veste um top laranja escuro, uma saia longa laranja clara e tênis brancos. Ambas são envoltas em uma linha que sai das letras do título e as segue pela página. " width="656" height="1005" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/um.traco_.ate_.voce_.1.jpg 656w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/um.traco_.ate_.voce_.1-522x800.jpg 522w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33602" class="wp-caption-text">Lina e Elza vencem seus medos em busca de descobrir o lugar de ambas no mundo (Foto: Editora Intrínseca)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Olívia Pilar &#8211; Um traço até você (288 páginas, Editora intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Ser uma pessoa negra e LGBT no Brasil é uma existência desafiadora, até mesmo para quem consegue a oportunidade de ser bem sucedido, é o caso de Lina, protagonista de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://intrinseca.com.br/livro/um-traco-ate-voce/"><i>Um traço até você</i></a></span><span style="font-weight:400;">. Uma estudante universitária, ela tem uma vida relativamente tranquila morando em um bairro de classe média de Belo Horizonte e sonha alto para seu futuro. Mas o preconceito contra a cor de sua pele surge como uma barreira para seus objetivos.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Lina encontra apoio e inspiração em Elza, outra apaixonada pelas artes. Juntas elas vão descobrir ainda mais afinidades em uma jornada de amor e autoconhecimento. Toda a emoção das personagens se mistura a reflexões sobre o racismo, a LGBTfobia e outras dificuldades tão comuns a jovens adultos. O Livro foi o romance de estreia de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://intrinseca.com.br/blog/2023/07/escritora-negra-com-muito-orgulho-prazer/">Olívia Pilar</a></span><span style="font-weight:400;">, escritora que busca transferir toda a diversidade cultural, étnica, social e de gênero do Brasil para as páginas. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33605" aria-describedby="caption-attachment-33605" style="width: 665px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33605" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Morangos-Mofados-1.jpg" alt="Capa do livro Morangos Mofados. Ao centro da imagem, um abajur sobre uma mesa de cabeceira redonda cobre o rosto do homem sentado no sofá atrás. A meia luz do abajur ilumina a sala. O homem sentado no sofá está usando um suéter branco." width="665" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Morangos-Mofados-1.jpg 665w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Morangos-Mofados-1-532x800.jpg 532w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33605" class="wp-caption-text">Morangos Mofados faz parte da lista de leituras obrigatórias da Unicamp 2025 (Foto: Editora Agir)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Caio Fernando Abreu &#8211; Morangos Mofados (158 páginas, Editora Agir)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Dos representantes da cultura da década de 1980 no país, <a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/peca-a-comunidade-do-arco-iris-de-caio-fernando-abreu-chega-ao-rio">Caio Fernando Abreu</a> é um dos nossos nomes mais importantes. Angústia existencial, solidão urbana e homoerotismo são temas que permeiam a sua obra, sempre intimista. O autor gaúcho ganhou o título de ícone cultural após o seu quarto livro de contos: </span><span style="font-weight:400;"><i>Morangos Mofados</i></span><span style="font-weight:400;">, escrito em 1982 e considerado a sua obra-prima. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Os contos de </span><span style="font-weight:400;"><i>Morangos Mofados </i></span><span style="font-weight:400;">são um reflexo da época em que foram escritos, em meio à repressão do Brasil ditatorial. Nesse <a href="https://www.estadao.com.br/cultura/caio-fernando-abreu-escreveu-sobre-a-primeira-passagem-de-madonna-pelo-brasil-no-estadao-leia-nprec/">mês do orgulho</a>, podemos destacar a representação sensível do desejo homossexual e da luta interna, dor, solidão e complexidade dos personagens dos contos, elevada pelo estilo confessional dos textos do autor assumidamente gay. </span><b>&#8211; </b><b>Giovanna Freisinger </b></p>
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<figure id="attachment_33606" aria-describedby="caption-attachment-33606" style="width: 641px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33606" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/minha-querida-sputnik-1.jpg" alt="Capa de Minha querida Sputnik. Na imagem, temos intercalados as cores rosa e azul, na parte direita, há um fundo azul claro e está escrito em rosa o nome “Haruki Murakami” e abaixo, em preto, está escrito “Minha querida Sputnik”. Logo abaixo, há o desenho de uma flor em primeiro plano, com alguns rabiscos nas cores rosa e azul e mais ao fundo, algumas flores também, com alguns detalhes em rosa." width="641" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/minha-querida-sputnik-1.jpg 641w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/minha-querida-sputnik-1-513x800.jpg 513w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33606" class="wp-caption-text">O aclamado autor japonês está em sua melhor forma escrevendo sobre um triângulo amoroso não convencional com um toques de realismo mágico (Foto: Editora Alfaguara)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Haruki Murakami &#8211; Minha querida Sputnik (232 páginas, Editora Alfaguara)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Os </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/neste-pais-os-jovens-acham-tao-dificil-namorar-que-os-pais-fazem-isso-por-eles/">relacionamentos</a></span><span style="font-weight:400;"> sempre são tratados de forma bem comedida no Japão, sendo visto muitas vezes com certo tabu. Dessa forma, Haruki Murakami, conhecido por analisar a sociedade japonesa em suas obras, encontra um prato cheio para se deliciar: um triângulo amoroso. </span><span style="font-weight:400;"><i>Minha querida Sputnik</i></span><span style="font-weight:400;"> conta a história de K, um jovem professor de Tóquio, que é apaixonado pela sua amiga Sumire, que, assim como os jovens do país, não liga para relacionamentos, até se apaixonar por Miu, uma executiva 17 anos mais velha e casada.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">A obra tem uma cadência própria, se esgueirando pelas ruas e restaurantes da capital japonesa. Murakami usa da banalidade de uma metrópole para abordar temas como o choque geracional de uma sociedade que cada vez mais </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqlwlzey2dgo#:~:text=O%20pa%C3%ADs%20com%20a%20popula%C3%A7%C3%A3o,o%20mais%20alto%20do%20mundo.">envelhece</a></span><span style="font-weight:400;"> e a solidão. O autor acerta ao escrever personagens arredios entre si, forçando o leitor a aturar aquelas personas, ao mesmo tempo em que é ousado ao colocar seu narrador no papel de coadjuvante, não fetichizado o triângulo amoroso e dando o devido protagonismo para o relacionamento das duas mulheres. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_33608" aria-describedby="caption-attachment-33608" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33608" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material.jpg" alt="A capa do livro " boyfriend="boyfriend" material="material" de="de" alexis="alexis" hall="hall" possui="possui" um="um" fundo="fundo" dividido="dividido" em="em" seções="seções" vermelhas="vermelhas" e="e" azuis="azuis" com="com" ilustrações="ilustrações" representando="representando" ícones="ícones" britânicos="britânicos" como="como" o="o" big="big" ben="ben" a="a" london="london" eye="eye" ônibus="ônibus" dois="dois" andares="andares" tower="tower" bridge="bridge" uma="uma" xícara="xícara" chá="chá" guarda-chuva.="guarda-chuva." no="no" centro="centro" da="da" capa="capa" letras="letras" grandes="grandes" brancas="brancas" está="está" título="título" material.="material." abaixo="abaixo" do="do" nome="nome" autor="autor" sobre="sobre" vermelho.="vermelho." lado="lado" esquerdo="esquerdo" há="há" ilustração="ilustração" homem="homem" loiro="loiro" vestindo="vestindo" terno="terno" cinza="cinza" gravata="gravata" vermelha="vermelha" posando="posando" expressão="expressão" séria.="séria." direito="direito" cabelo="cabelo" preto="preto" usando="usando" camiseta="camiseta" preta="preta" jeans="jeans" rasgados="rasgados" descontraída="descontraída" braços="braços" cruzados="cruzados" pernas="pernas" ligeiramente="ligeiramente" cruzadas.="cruzadas." width="1000" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material-533x800.jpg 533w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material-683x1024.jpg 683w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Alexis-Hall-Boyfriend-Material-768x1152.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33608" class="wp-caption-text">Boyfriend Material foi lançado em 2020 (Foto: Sourcebooks Casablanca)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Alexis Hall &#8211; Procura-se Um Marido (432 páginas, Sourcebooks Casablanca)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;"><em>Procura-se Um Marido</em> de Alexis Hall é uma comédia romântica que segue a vida de Luc O&#8217;Donnell, um jovem gay que se vê pressionado a contratar um namorado de mentira para melhorar sua imagem pública após uma série de decepções amorosas. Nesse contexto, a clássica narrativa </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://podeditora.com.br/2023/01/27/o-que-sao-tropes-literarias/#:~:text=Fake%20dating,se%20apaixonando%20um%20pelo%20outro."><i>fake dating</i></a></span><span style="font-weight:400;"> ganha força quando Luc conhece Oliver Blackwood, um advogado aparentemente perfeito e, ao mesmo tempo, bem rigoroso. A partir dessa relação contratual, o livro explora temas como auto aceitação, vulnerabilidade e a complexidade das relações modernas. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Além disso, Alexis aborda questões como a pressão social e as expectativas familiares sem perder o </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/">tom leve e romântico</a></span><span style="font-weight:400;"> que caracteriza o gênero, cativando o leitor conforme as páginas se passam. A química entre os protagonistas é palpável, e o desenvolvimento gradual do relacionamento deles mantém o leitor engajado até o desfecho &#8211; daqueles que deixam o coração quentinho. &#8211; </span><b>Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33604" aria-describedby="caption-attachment-33604" style="width: 666px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33604" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/quarto.de_.giovanni.1.jpg" alt="Capa de O quarto de Giovanni. Na parte Superior do livro, temos o primeiro nome do autor “James” em letras grandes e o nome do livro/editora em letras pretas. O fundo do livro está em um rosa chamativo. Na parte inferior do livro, temos o sobrenome do autor “Baldwin” em letras grandes e pretas. O fundo do livro está colorido em um laranja chamativo." width="666" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/quarto.de_.giovanni.1.jpg 666w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/quarto.de_.giovanni.1-533x800.jpg 533w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33604" class="wp-caption-text">“Você quer dizer que eu tenho uma casa para ir, desde que eu não vá lá?” (Foto: Companhia das Letras)<br /></figcaption></figure>
<p><b>James Baldwin &#8211; O quarto de Giovanni (232, Companhia das Letras)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Quando publicado, em 1959, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/james-baldwin-o-grande-critico-do-sonho-americano/">James Baldwin</a></span><span style="font-weight:400;"> foi questionado sobre o livro debater a respeito de relações homoafetivas e não questões raciais, principal tópico abordado em suas obras. Baldwin, com muita honestidade, respondeu que a homoafetividade e o racismo são temas tão intrincados (naquela época), que trazer os dois na mesma composição seria um grande desafio. </span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Em</span> <span style="font-weight:400;"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788535931327/o-quarto-de-giovanni"><i>O quarto de Giovanni</i></a></span><span style="font-weight:400;">, acompanhamos a história de David, jovem norte-americano em Paris, que espera pela resposta de sua namorada, Hella, em relação ao noivado. Enquanto ela reflete se deve ou não casar com o David, ele conhece Giovanni, garçom italiano por quem se apaixona e vive um romance. A </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.doispontos.com.br/o-quarto-de-giovanni-9788535931327/p">trama</a></span><span style="font-weight:400;"> é tão envolvente quanto desesperançada. O despertar de David é marcado pelo medo de amar livremente e pelo desejo de conhecer a si mesmo. Nas poucas páginas na qual o livro se estende, a relação delicada entre os personagens é sentida do início ao fim, trazendo consigo a sensação de querer mais daquela história. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33610" aria-describedby="caption-attachment-33610" style="width: 646px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33610" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Tommm.jpg" alt="Capa do livro Tom Lake. A imagem é composta por pinceladas em tons de azul claro e escuro na parte superior e tons de verde e verde escuro da metade em diante, como se fosse um muro com trepadeiras junto a um gramado em uma pintura impressionista. Espalhadas pela capa estão várias margaridas e flores brancas também desenhadas com pincel. Na parte superior, em cima da pintura, está um bloco branco também pincelado, onde se encontram o título e a autora da obra, em verde e azul respectivamente." width="646" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Tommm.jpg 646w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/06/Tommm-517x800.jpg 517w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33610" class="wp-caption-text">Uma história sobre o amor, a juventude e as escolhas no caminho com um toque da sensibilidade de um verão inesquecível (Foto: Editora Intrínseca)<br /></figcaption></figure>
<p><b>Ann Patchett &#8211; Tom Lake (368 páginas, Editora Intrínseca)</b></p>
<p><span style="font-weight:400;">Com uma escrita fácil e atraente, o romance de </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://www.nytimes.com/2023/08/04/books/review/ann-patchett-on-summer-love-and-her-new-novel.html">Ann Patchett</a></span><span style="font-weight:400;"> nos leva a lugares desconhecidos que soam como memórias. Quando Laura narra as vivências de seus 20 e poucos anos para as três filhas curiosas sobre o passado apaixonado em frente aos holofotes da mãe, os amores, os segredos e as complexidades da vida surgem entre as lembranças. Tanto da narradora, quanto das ouvintes. Afinal, se relembrar é viver, </span><span style="font-weight:400;"><a href="https://intrinseca.com.br/livro/tom-lake/"><i>Tom Lake</i></a></span> <span style="font-weight:400;">sabe bem como as recordações fazem parte de amadurecer.</span></p>
<p><span style="font-weight:400;">Tem algo sobre livro que exala verão. Apesar da narrativa ser ambientada entre as memórias de Laura Nelson e a realidade na primavera de 2020, as histórias e o presente se fundem em cenários intensos e ensolarados. Entre os antigos mergulhos no lago e as novas vivências da família Nelson durante o </span><span style="font-weight:400;"><i>lockdown</i></span><span style="font-weight:400;"> em sua fazenda, o aroma da grama verde e a sensação do sol tocando nossas peles se misturam em algo muito maior. Aqui, a nostalgia de passados nem tão distantes acaricia o coração enquanto os dilemas da juventude acenam de longe. </span><b>&#8211; Agata Bueno</b></p>
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		<title>Os Melhores Filmes de 2023</title>
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		<pubDate>Wed, 27 Mar 2024 20:25:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Quando o assunto é Cinema, é difícil encontrar alguém que não tenha alguma memória relacionada a ele. Seja por uma trilha sonora que ganhou um lugar especial em nossos corações ou por um enredo que mudou completamente nossa visão de mundo, a Sétima Arte, assim como todas as outras, tem a incrível habilidade de movimentar &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Filmes de 2023"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33163" aria-describedby="caption-attachment-33163" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33163" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes-800x420.jpg" alt="Imagem de fundo laranja com colagens de personagens em preto e branco. Na parte superior, centralizado, está escrito &quot;os melhores filmes de 2023&quot; em caixa alta e em letras brancas. No canto superior esquerdo está o símbolo do site do Persona, que é um olho com o símbolo de 'play' no lugar da pupila. Na parte inferior esquerda, há a imagem de uma mulher branca com cabelos loiros ondulados. Ela está de lado e piscando um de seus olhos. Ao centro, há um casal se abraçando; vemos apenas o rosto da mulher, que é descendente de coreanos e veste uma camisa branca de manga longa. No canto inferior, vemos o personagem Homem Aranha, todo de preto." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/melhores-filmes.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33163" class="wp-caption-text">O Cinema em 2023 despertou emoções que há muito estavam enfraquecidas (Arte: Aryadne Xavier / Texto de abertura: Raquel Freire)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o assunto é Cinema, é difícil encontrar alguém que não tenha alguma memória relacionada a ele. Seja por uma trilha sonora que ganhou um lugar especial em nossos corações ou por um enredo que </span><a href="https://www.nytimes.com/2017/02/18/opinion/sunday/the-power-of-movies-to-change-our-hearts.html"><span style="font-weight: 400;">mudou</span></a><span style="font-weight: 400;"> completamente nossa visão de mundo, a Sétima Arte, assim como todas as outras, tem a incrível habilidade de movimentar as emoções do público. É por esse motivo que não deixamos de apreciar obras cinematográficas e, consequentemente, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> não deixa de trazer sua clássica lista dos </span><b>Melhores Filmes</b><span style="font-weight: 400;"> do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa conexão entre a Arte e a população é, também, um dos motivos pelo qual Hollywood parou em 2023 com a </span><a href="https://personaunesp.com.br/greve-dos-roteiristas-artigo/"><span style="font-weight: 400;">greve dos roteiristas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Más condições trabalhistas prejudicam qualquer criação, inclusive as do audiovisual, e não é preciso se alongar muito sobre como o aperfeiçoamento da inteligência artificial coloca em risco a integridade das obras. Ver o adiamento de produções tão aguardadas foi dolorido, mas os quatro meses de discussão foram essenciais para que o trabalho daqueles que dão vida a essas histórias fosse mais valorizado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As obras que não foram afetadas pela greve e chegaram ao público, por outro lado, proporcionaram experiências que há muito o Cinema não vislumbrava. Não há dúvidas de que o contraste entre o mundo cor-de-rosa de </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a mente perturbada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ficará marcado como um dos principais – e mais divertidos – momentos do ano. O border collie </span><a href="https://personaunesp.com.br/anatomia-de-uma-queda-critica/"><span style="font-weight: 400;">Messi</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi, de longe, o dono do espetáculo, e fomos presenteados com a melhor atuação da carreira de </span><a href="https://personaunesp.com.br/pobres-criaturas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emma Stone</span></a><span style="font-weight: 400;"> até então.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo cinematográfico abre diversas portas, e tanto os membros da nossa Editoria quanto nossos colaboradores não pensam duas vezes antes de adentrá-las. As 55</span><span style="font-weight: 400;"> obras que compõem essa lista falam de tudo um pouco: da </span><a href="https://personaunesp.com.br/assassinos-da-lua-das-flores-critica/"><span style="font-weight: 400;">denúncia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de um genocídio aos </span><a href="https://personaunesp.com.br/past-lives-critica/"><span style="font-weight: 400;">encontros e desencontros</span></a><span style="font-weight: 400;"> do amor; das ruas de Recife às geleiras dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-sociedade-da-neve-critica/"><span style="font-weight: 400;">Andes</span></a><span style="font-weight: 400;">; da </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-rejeitados-critica/"><span style="font-weight: 400;">esperança</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/fale-comigo-critica/"><span style="font-weight: 400;">horror</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao reservar algumas horas para contemplar uma produção audiovisual, não importa se o fazemos com a intenção de nos educarmos sobre um determinado assunto ou se é apenas com o intuito de nos entreter. Criar essa conexão com o Cinema é, citando Scorsese, “</span><i><span style="font-weight: 400;">algo que, por alguma razão, permanece</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Assim, no </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=Melhores+Filmes"><span style="font-weight: 400;">Melhores Filmes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2023 do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">, você confere todos os lançamentos que permaneceram em nós.</span><br />
<span id="more-33069"></span></p>
<figure id="attachment_33070" aria-describedby="caption-attachment-33070" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33070" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2-800x450.webp" alt="Cena do filme A Freira 2. Irmã Irene, mulher branca em torno de 20 anos (Taissa Farmiga), está no canto esquerdo da tela utilizando um hábito religioso - roupa preta de manga longa com uma gola branca e com véu longo preto e faixa branca, ao redor do início do véu. Utiliza um colar e, em suas mãos, há um terço marrom e uma lanterna com um feixe evidenciando um vitral em segundo plano. Nesse local, revestido com pedras ornamentadas, o vitral tem um formato de abóbada cilíndrica, com imagens coloridas que evidencia um bode, com um olho vermelho reluzente, em um círculo no centro do vitral." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2-800x450.webp 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2-768x432.webp 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-freira-2.webp 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33070" class="wp-caption-text">A Freira 2 traz mais potência para a continuação (Foto: Warner Bros. Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>A Freira 2 (The Nun II)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dando continuação em </span><i><span style="font-weight: 400;">A Freira</span></i><span style="font-weight: 400;">, o volume dois volta para assustar ainda mais seus fãs. Adentrando na história do universo de </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/272579-freira-2-3-motivos-assistir-filme-terror-sensacao-2023.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Freira 2</span></i><span style="font-weight: 400;"> volta com as assombrações de Valak e a sua ligação com a Irmã Irene. Dado o contexto, é evidente a comparação que recai sobre o primeiro longa, que pecou em não ter cenas mais assombrosas e de </span><i><span style="font-weight: 400;">gore</span></i><span style="font-weight: 400;"> – questão bastante comentada em relação aos demais filmes da franquia. Com isso, o diretor Michael Chaves, que dirigiu </span><i><span style="font-weight: 400;">A</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Maldição da Chorona</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2021) e não teve boas repercussões, concentra o sagrado e profano no mesmo nível, trazendo o ápice desse encontro nas atuações do elenco (ou naquilo que não podemos ver). Mesmo sendo um filme mais gráfico, o medo se insere no que não se vê e o diretor acerta em cheio nesses requisitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com Taissa Farmiga como a Irmã Irene e Storm Reid como a noviça Debra, as atuações dos atores são ótimas e em muitas das vezes sentimos o que estão passando. </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/a-freira-2-critica"><i><span style="font-weight: 400;">A Freira 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> passa antes por todo um descobrimento do que está acontecendo na região francesa para que o enredo, de fato, tenha corpo e se desenvolva. É um filme em que não se </span><a href="https://www.techtudo.com.br/guia/2023/10/a-freira-2-veja-elenco-e-enredo-do-spin-off-de-invocacao-do-mal-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">aventura em inovações</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas que não falha no propósito de se assustar com o Valak. Afinal, é evidente que você não vai querer assistir a ele de noite. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33071" aria-describedby="caption-attachment-33071" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33071" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-800x432.png" alt="Cena do filme A Memória Infinita. Na parte esquerda da imagem, temos Paulina, uma mulher branca de cabelos curtos e castanhos. Ela está vestindo uma camisola branca e está sorrindo. Sua mão está acariciando o rosto de Augusto, um homem branco de cabelos brancos e ralos, que está vestindo uma camiseta com listras nas cores branco, azul escuro e azul marinho. Ao fundo, temos uma parede de azulejo cinza e uma porta de madeira marrom. O cenário é o de um banheiro. A cena se passa durante o dia." width="800" height="432" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-1024x554.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-1536x830.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita-1200x649.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/a-memoria-infinita.png 1924w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33071" class="wp-caption-text">A relação entre Augusto e Paulina é um dos pontos fortes do documentário (Foto: MTV Documentary Films)</figcaption></figure>
<p><strong>A Memória Infinita (La Memoria Infinita)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o famoso jornalista chileno Augusto Gongora, a memória é um elemento fundamental na construção da identidade, tanto de uma pessoa, como também de um país. A diretora Maite Alberdi (</span><a href="https://personaunesp.com.br/agente-duplo-critica/#google_vignette"><i><span style="font-weight: 400;">Agente Duplo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) acredita nesse pensamento de tal forma que faz de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-memoria-infinita-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Memória Infinita</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">um exercício de reflexão sobre o tema. Seu objeto de estudo é justamente Augusto, cujos últimos anos de vida serviram de base para esse belíssimo documentário, que foi indicado ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar 2024</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um olhar empático e melancólico, a diretora registra a rotina de cuidado domiciliar administrada por Paulina, esposa de Augusto e, assim como o marido, uma personalidade notória no Chile. Aliado a isso, Alberdi explora uma série de imagens de arquivo para compor um paralelo entre a vida pessoal do casal e a história política do país, ambas marcadas pela ditadura de </span><a href="https://personaunesp.com.br/el-conde-critica/"><span style="font-weight: 400;">Pinochet</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sua composição final é uma defesa da memória que, ao nos fazer lembrar de quem somos, justifica a sua importância. Em outras palavras, a memória que mostra porquê é infinita. &#8211;</span><b> Nathan Nunes</b></p>
<hr />
<div class="mceTemp"></div>
<figure id="attachment_33072" aria-describedby="caption-attachment-33072" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33072" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-800x450.jpg" alt="Cena do filme A Sociedade da Neve. À direita da imagem, está um homem adulto branco de cabelo curto preto. Ele está usando um casaco e uma calça marrons e está ajoelhado no chão coberto de neve. Ao fundo, nota-se muita neve e algumas pedras." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sociedade-da-neve.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33072" class="wp-caption-text">A Sociedade da Neve mostra o lado triste de finais felizes (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>A Sociedade da Neve (La Sociedad de la Nieve)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado em uma história real de acidente aéreo, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-sociedade-da-neve-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Sociedade da Neve </span></i></a><span style="font-weight: 400;">nos transporta a dias angustiantes que tornam nossa cama mais confortável e nossa comida mais saborosa. Nunca se sabe quando toda nossa vida será perdida em uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tR-9Peh8J0U"><span style="font-weight: 400;">tragédia</span></a><span style="font-weight: 400;"> cujas consequências vão além da morte na concepção física. Em outros termos, o filme reflete sobre o tempo, assim como a falta dele. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante grande parte do longa, sentimos uma vontade quase incontrolável de pular para o final e sanar a dúvida que qualquer espectador já teve: ficará tudo bem? Afinal, são sequências aparentemente infinitas de sofrimento cuja </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Lz_yNOwz0Ms"><span style="font-weight: 400;">explicitação</span></a><span style="font-weight: 400;"> torna a produção espanhola angustiante. Em meio ao caos, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Sociedade da Neve </span></i><span style="font-weight: 400;">também deposita sua força na relação entre os personagens que, diante do horizonte solitário e cheio de neve, não têm outra escolha senão fazer amigos no caminho. &#8211;</span><b> Ana Cegatti</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33073" aria-describedby="caption-attachment-33073" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33073" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-800x533.png" alt="Cena do filme AIR: A História por Trás do Logo. Na imagem, vemos três homens brancos, de meia idade, observando um tênis sobre uma mesa de luz. O homem da esquerda é o ator Matthew Maher, interpretando Peter. Ele possui pouco cabelo e barba. Veste uma camisa xadrez de manga longa. O homem do centro é o ator Matt Damon interpretando Sonny, possui cabelos curtos e veste uma camisa pólo xadrez. O homem da direita é o ator Jason Bateman, interpretando o personagem Rob. Ele possui cabelos curtos e castanhos e veste uma camisa de botões com estampa de palmeiras. A imagem possui pouca luz, portanto possui um tom azulado." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-1536x1023.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/air.png 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33073" class="wp-caption-text">“Um tênis é só um tênis até que alguém pise nele” (Foto: Skydance Productions)</figcaption></figure>
<p><strong>AIR: A História por Trás do Logo (Air)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos conhecem o nome Michael Jordan e todos já pelo menos ouviram falar dos tênis da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nike, Inc. </span></i><span style="font-weight: 400;">Mas será que todos sabem como o maior jogador de basquete de todos os tempos consolidou a marca de moda esportista como é hoje? Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/air-a-historia-por-tras-do-logo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">AIR: A História por Trás do Logo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vemos como nasceram os tênis </span><a href="https://www.farfetch.com/br/style-guide/icones-de-estilo-e-influenciadores/historia-tenis-nike-air-jordan/"><i><span style="font-weight: 400;">Air Jordans</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e uma estratégia brilhante de <em>marketing</em> desenvolvida entre a </span><i><span style="font-weight: 400;">Nike</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o atleta. O filme é a mistura perfeita para quem gosta de esporte, moda e publicidade. As cenas vão dos escritórios da </span><i><span style="font-weight: 400;">Nike</span></i><span style="font-weight: 400;">, passam pelas quadras da </span><i><span style="font-weight: 400;">NBA</span></i><span style="font-weight: 400;"> e retornam para os ateliês de </span><em><span style="font-weight: 400;">design</span></em><span style="font-weight: 400;"> de calçados esportivos. Todos esses cenários são palco para atuações convincentes, roteiro fluído e certo humor cômico que nos remete aos filmes dos anos 80, década na qual o longa se ambienta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Studios</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi dirigida e estrelada por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BevUmBqJcQc"><span style="font-weight: 400;">Ben Affleck</span></a><span style="font-weight: 400;">, em um dos seus melhores momentos, e conta com Matt Damon interpretando Sonny, o protagonista da trama, que foi responsável por contratar Jordan como garoto propaganda da marca. Outros nomes conhecidos também fazem parte do elenco, como Viola Davis, Chris Messina e Jason Bateman. O grande motim da história é como o talento de um jogador pode inspirar uma marca a apostar tudo o que tem, e no final acertar em cheio a cesta. O mesmo acontece com o telespectador que se permite abraçar esse filme. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
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<figure id="attachment_33075" aria-describedby="caption-attachment-33075" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33075" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda-800x450.png" alt="Cena do filme Anatomia de uma Queda. Vista de cima, o chão está coberto de neve, um homem está deitado sobre uma poça de sangue embaixo de sua cabeça. De pé, olhando para ele, uma mulher usa o telefone enquanto abraça um garoto em direção ao seu peito." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/anatomia-de-uma-queda.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33075" class="wp-caption-text">Anatomia de uma Queda foi indicado em cinco categorias na última cerimônia do <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/">Oscar</a>, levando o troféu de Melhor Roteiro Original (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><b>Anatomia de uma Queda (Anatomie d&#8217;une chute)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É consenso entre críticas e audiências: </span><a href="https://personaunesp.com.br/anatomia-de-uma-queda-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Anatomia de uma Queda</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está entre os melhores filmes de 2023. A direção e o roteiro de Justine Triet transformam o </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;"> de tribunal em um comentário afiado sobre relacionamentos, família e dinâmicas de gênero. A cineasta francesa já é conhecida por filmes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Sibyl</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2019) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Na Cama com Victoria</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2016), mas esse é, até então, o grande destaque de sua carreira. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.bbc.com/culture/article/20240220-sandra-hller-anatomy-of-a-fall-oscars-viral-argument-scene"><span style="font-weight: 400;">protagonista</span></a><span style="font-weight: 400;"> do filme vê uma lupa sendo colocada não só sobre o incidente que a leva a julgamento, mas também sobre a sua vida, em seus detalhes mais íntimos e dolorosos. As sequências do tribunal são provocantes e te envolvem até o último minuto; entretanto, a investigação é o ponto menos interessante que </span><i><span style="font-weight: 400;">Anatomia de Uma Queda</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem a oferecer. A dissecação das relações dentro da família são invasivas e desconfortavelmente reais, acompanhando a queda de cada personagem individualmente e enquanto casal, ao ponto de que fica em segundo plano saber o que de fato aconteceu no dia do caso. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33076" aria-describedby="caption-attachment-33076" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33076" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-800x450.jpg" alt="Cena do filme Assassinos da Lua das Flores. Nela, há, da esquerda para a direita, Mollie Burkhart, William Hale e Ernest Burkhart. Mollie veste uma roupa típica que se assemelha a um uniforme de festa, que tem as cores vinho e dourado e as mangas pretas. A roupa também tem franjas nos ombros e nas partes em dourado. William veste um terno bege, um colete da mesma cor, uma camisa branca, uma gravata marrom e óculos redondos na cor preta. Ernest veste um terno preto, um colete da mesma cor, camisa branca e gravata borboleta de listras bege e vinho. Mollie olha para Ernest com um leve sorriso, enquanto William e Ernest olham para frente. Ao fundo, ramos de folhas de uma árvore." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/assassinos-da-lua-das-flores.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33076" class="wp-caption-text">Além de ter competido por dez carecas douradas, a obra-prima de Scorsese rendeu troféus de Melhor Atriz em Filme de Drama para Lily Gladstone no Globo de Ouro e no SAG Awards (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Assassinos da Lua das Flores (Killers</b> <b>of the Flower Moon)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Máxima de David Grann em </span><i><span style="font-weight: 400;">Assassinos da Lua das Flores</span></i><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">a tarefa do diabo é não demorar muito em seu trabalho</span></i><span style="font-weight: 400;">” se apequena diante da atmosfera trazida por </span><a href="https://personaunesp.com.br/assassinos-da-lua-das-flores-critica/"><span style="font-weight: 400;">Martin Scorsese</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao adaptar o livro-reportagem para o cinema. Através da precisão participativa de uma carreira sexagenária em direção e roteiro, 206 minutos contam a história da </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3g3zqye347o"><span style="font-weight: 400;">nação Osage</span></a><span style="font-weight: 400;"> com a sustentação de um tripé narrativo, que se fixa no histórico de dor, impunidade e apagamento étnico envolto no genocídio de um dos principais povos originários dos Estados Unidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em primeiro plano, a esplêndida </span><a href="https://www.cbr.com/killers-of-the-flower-moon-cameo-martin-scorsese-explained/"><span style="font-weight: 400;">montagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Thelma Schoonmaker dá ritmo a três atos calculados para mostrar a frieza do homem branco, investido em derramar quanto sangue nativo for preciso para tomar escrituras e ver o petróleo jorrar em seus pés. Os cortes de cena espantam ao emendar momentos rotineiros a assassinatos à plena luz do dia, além de aprofundarem os impactos mentais e as consequências sociais da barbárie sob a força da trindade formada pelos papéis de Robert De Niro (William Hale, magnata desprovido de alma), Leonardo DiCaprio (Ernest Burkhart, peão ingênuo e abominável) e </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2024/01/quem-e-lily-gladstone-a-primeira-indigena-nativo-americana-a-ser-indicada-ao-oscar-de-melhor-atriz-clrr412eo0002013mh7ilepi5.html"><span style="font-weight: 400;">Lily Gladstone</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Mollie Burkhart, matriarca de nuances tão poderosas quanto a indicação da atriz ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2024</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa segunda base também vem acompanhada da imersão fotográfica de </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rodrigo Pietro</span></a><span style="font-weight: 400;">, visualmente sóbria e contemplativa, e da trilha sonora suspendida na trama por Robbie Robertson. Contudo, o último e maior pilar de sustentação da obra está no triunfo de reunir profissionais familiares ao comando de Scorsese e gêneros fílmicos caros ao cineasta para ser uma </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/martin-scorsese-defende-que-o-cinema-nao-esta-morrendo-mas-em-transformacao/"><span style="font-weight: 400;">visão intensa e responsável</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre crimes que poderiam facilmente cair em espetacularização em outro lado da indústria. Se o diabólico mora nos detalhes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Killers of the Flower Moon</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) não tem medo nem falta de compostura ao expurgar cada um deles. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
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<figure id="attachment_33140" aria-describedby="caption-attachment-33140" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33140" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-800x451.png" alt="Cena do filme Asteroid City. Na esquerda da imagem em preto e branco, está o personagem Jones Hall, interpretado por Jason Schwartzman, um homem branco de cabelos e olhos escuros. Já na direita, está Atriz, a personagem de Margot Robbie, uma mulher branca de cabelos e olhos claros. Cada um deles está na sacada de seus respectivos teatros onde atuam. Ao fundo, centralizados, estão mais dois prédios exibindo diferentes peças de teatro." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/asteroid-city.png 1136w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33140" class="wp-caption-text">Asteroid City conta com um elenco de peso em que muitos aparecem brevemente em cena (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Asteroid City</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Condenado pelo tribunal das redes sociais, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9FXCSXuGTF4"><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das empreitadas mais desafiadoras da carreira do cineasta </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/wes-anderson/"><span style="font-weight: 400;">Wes Anderson</span></a><span style="font-weight: 400;">. O roteiro escrito em parceria com Roman Coppola tem grandes estrelas de Hollywood interpretando atores que, por sua vez, dão vida a personagens de uma peça teatral. Por isso, os primeiros minutos do longa são um pouco confusos, se não exóticos. Ainda assim, é difícil querer tirar os olhos dessa pacata cidade no deserto afetada por as maiores esquisitices que testes nucleares podem atrair para um lugar: crianças assustadoramente inteligentes e alienígenas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre o preto e branco dos bastidores de uma peça teatral, a ambientação retrofuturista da década de 1950 explode em cores. O apreço visual de Anderson já é característica intrínseca de suas obras e, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Asteroid City</span></i><span style="font-weight: 400;">, tal dicotomia de cenários também dialoga com o equilíbrio do trágico e do cômico na narrativa. Repleto de núcleos paralelos, algumas tramas se perdem ao longo do caminho, o que justifica o longa dividir opiniões. Na atuação, os papéis dos veteranos Jason Schwartzman e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/scarlett-johansson/"><span style="font-weight: 400;">Scarlett Johansson</span></a><span style="font-weight: 400;">, e dos jovens Jake Ryan e Grace Edwards são unanimidade por acertarem o tom exato das poucas expressões. &#8211;</span><b> Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_33141" aria-describedby="caption-attachment-33141" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33141" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-800x313.jpeg" alt="Cena do filme Barbie. Na imagem, a protagonista aparece deitada na grama verde de um quintal com desânimo nos olhos. Barbie é interpretada pela atriz Margot Robbie, uma mulher branca de cabelos e olhos claros. A personagem veste um vestido azul claro com estampas em rosa bebê. A câmera a captura por inteiro a partir da visão de outra personagem; apenas as suas costas aparecem enquanto ela observa Barbie." width="800" height="313" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-800x313.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-1024x400.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie-768x300.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/barbie.jpeg 1133w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33141" class="wp-caption-text">No <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/">Oscar</a> de 2024, a falta de Margot Robbie para além dos créditos de produtora não passou despercebida (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Barbie</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ujs1Ud7k49M"><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pintou o Cinema de </span><a href="https://www.metropoles.com/sao-paulo/fenomeno-barbie-por-que-filme-influenciou-onda-rosa-no-pais"><span style="font-weight: 400;">rosa</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com a direção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/greta-gerwig/"><span style="font-weight: 400;">Greta Gerwig</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a ajuda de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/noah-baumbach/"><span style="font-weight: 400;">Noah Baumbach</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um roteiro que sabe não se levar a sério ao mesmo tempo que traz profundidade para a trajetória da protagonista, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/margot-robbie/"><span style="font-weight: 400;">Margot Robbie</span></a><span style="font-weight: 400;"> deu vida a uma boneca que sempre tudo pôde ser, exceto transcender a sua natureza de plástico. Até o lançamento do filme, a criação de </span><a href="https://exame.com/pop/barbie-quem-e-ruth-handler-criadora-da-boneca-e-que-aparece-no-filme/"><span style="font-weight: 400;">Ruth Handler</span></a><span style="font-weight: 400;"> – desenvolvida para adotar múltiplas personalidades e atuar com excelência em todas as profissões possíveis –, ainda não havia convencido poder ser uma humana por inteiro, com suas alegrias e angústias.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso mudou com o longa que transformou um modelo de padrão inalcançável em algo que todos podem se identificar. Barbie, uma boneca da </span><i><span style="font-weight: 400;">Mattel</span></i><span style="font-weight: 400;"> definitivamente não projetada para ter o coração quebrado ou lidar com decepções, ganha dimensão, enfrentando aquilo que todos passam ou passarão em algum momento: a fatídica sequência de acontecimentos em que o universo dos sonhos se prova uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><span style="font-weight: 400;">fantasia irreal</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas, mesmo diante de toda a amargura do nosso mundo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixou espaço para o imaginário infantil nos detalhes do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=uKgaVlMN7IY"><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> e na emocionante </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ML0zd8UAuq8"><span style="font-weight: 400;">cena sobre mães e filhas</span></a><span style="font-weight: 400;">.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A magia desse ícone das brincadeiras de infância também não é perdida devido à dose de comédia cavalar que somente </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/ryan-gosling/"><span style="font-weight: 400;">Ryan Gosling</span></a><span style="font-weight: 400;"> sabe entregar sem parecer uma esquete sem graça de quase duas horas. Nos atos musicais, o seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ru1LC9lW20Q"><span style="font-weight: 400;">Ken</span></a><span style="font-weight: 400;"> brilha e consagra aquilo que todo estúdio almeja: a combinação explosiva entre um filme de sucesso e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OiC1rgCPmUQ"><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nas paradas musicais. Assim como descrito pelos primeiros </span><i><span style="font-weight: 400;">trailers</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Barbie</span></i><span style="font-weight: 400;"> é construída tanto para os amantes quanto para os </span><i><span style="font-weight: 400;">haters</span></i><span style="font-weight: 400;"> da boneca, o que explica ter sido a maior bilheteria do ano, ultrapassando um bilhão de dólares. &#8211;</span><b> Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_33087" aria-describedby="caption-attachment-33087" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33087" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/bares-bolos-e-amizades.jpg" alt="Cena do filme Bares, Bolos e Amizades. Na imagem temos Jane (Yara Shahidi), uma jovem negra com tranças escuras, vestindo uma regata de tricô na cor rosa e um avental azul claro com alças rosas. Ao seu lado está Corinne (Odessa A’zion), uma jovem branca, loira de cabelo ondulado, vestindo uma regata preta. Elas estão dentro de uma cozinha, Jane está montando um bolo enquanto Corinne observa seu movimento." width="735" height="392" /><figcaption id="caption-attachment-33087" class="wp-caption-text">Bolos e amizade: uma receita perfeita para chorar (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Bares, Bolos e Amizades (Sitting in Bars With Cake) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Trish Sie, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DBzFS40KD0Y"><i><span style="font-weight: 400;">Sitting in Bars With Cake</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (no original) é uma comédia dramática inspirada no livro homônimo de Audrey Shulman. O filme conta a emocionante história das amigas Corinne (Odessa A’Zion) e Jane (Yara Shahidi) ao se aventurarem entregando bolos em diferentes bares de Los Angeles para conhecer pretendentes amorosos, antes que esse plano desmorone em virtude de uma fatalidade. O longa-metragem fala sobre a vida, como os vinte anos parecem ser eternos e como tudo isso pode acabar em instantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para aqueles que gostam de chorar por uma amizade em tela, aqui está o filme perfeito. Embora a temática </span><a href="https://personaunesp.com.br/barbie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">girlhood</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não seja nenhuma novidade dentro do Cinema, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bares, Bolos e Amizades </span></i><span style="font-weight: 400;">se diferencia de outras obras pelo seu elenco cativante – as atuações de A’Zion e Shahidi carregam quase toda a trama, que não é tão interessante como deveria ser. Além do talento das atrizes, a fotografia de Mateus Clark é essencial para embarcarmos na narrativa desejada. Com todas as cores, sabores e formatos, é quase impossível não desejar um pedaço de bolo após se debulhar em lágrimas pela jornada dessas amigas. &#8211;</span><b> Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33088" aria-describedby="caption-attachment-33088" style="width: 728px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33088" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/batem-a-porta.jpg" alt="Cena do filme Batem à Porta. Um homem branco de grande porte, careca, com barba por fazer e usando óculos finos e uma camisa branca está do lado esquerdo com um olhar apreensivo. Ao seu lado direito estão duas mulheres, uma delas sendo branca de cabelos pretos longos e usando uma camisa azul com um olhar extremamente espantado, com a boca entreaberta. A outra mulher é negra, suas mãos estão se segurando de maneira ansiosa e seu olhar é de medo; ela está usando uma camisa amarela com gola e um pequeno relógio dourado no pulso. Ao fundo é possível ver um ambiente de madeira, sendo a sala dentro da cabana com pouca iluminação." width="728" height="385" /><figcaption id="caption-attachment-33088" class="wp-caption-text">A ameaça apocalíptica reproduz um horror que invade a vida privada dos personagens (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Batem à Porta (Knock at the Cabin)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adaptação do livro </span><a href="https://www.comboinfinito.com.br/principal/knock-at-the-cabin-novo-filme-e-uma-adaptacao-de-um-livro-pos-apocaliptico-o-chale-no-fim-do-mundo/"><i><span style="font-weight: 400;">O Chalé no Fim do Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a obra </span><i><span style="font-weight: 400;">Batem à Porta</span></i><span style="font-weight: 400;"> evoca as reflexões contemporâneas do fanatismo religioso sem perder a mão de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;"> voraz e sobrenatural. Situado quase na totalidade em uma única locação, ficamos isolados em uma cabana remota quando um grupo de quatro estranhos toma como reféns uma criança e seus dois pais. Sem outra escolha, eles devem decidir quem irá se sacrificar para salvar o mundo do apocalipse. Neste frenesi caótico e claustrofóbico, o diretor M. Night Shyamalan utiliza de um drama ambíguo e politizado a favor de trabalhar suas imagens potentes sobre o caos presente na violência perpetuada em nossa sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com nomes proeminentes no elenco, as excelentes atuações de Dave Bautista, Rupert Grint, Nikki Amuka-Bird e Abby Quinn como os quatro cavaleiros do apocalipse, atingem um nível de horror que invade cada cômodo em que se passa. Entretanto, </span><i><span style="font-weight: 400;">Batem à Porta</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca muito mais na maneira em que funciona como a união das diversas pautas do diretor, que representa naquele surto coletivo as </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/batem-a-porta-e-alegoria-de-shyamalan-sobre-homofobia"><span style="font-weight: 400;">alegorias</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sempre focou: violência social, sobrenatural e a fé – por mais questionável que seja. Sua divisiva resposta aos males sociais surpreende na ambiguidade, mas ainda assim é suficientemente concisa em sua abordagem. &#8211;</span><b> João Pedro Bronzoli</b></p>
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<figure id="attachment_33090" aria-describedby="caption-attachment-33090" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33090" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas-800x450.jpg" alt="Cena do filme Clube da Luta Para Meninas. Na imagem, vemos PJ (Rachel Sonnett) e Josie (Ayo Edebiri) na quadra de esportes. PJ é uma mulher branca, em torno dos 20 anos, com um suéter vermelho com listras verdes e gola branca aberta. Seu cabelo - ondulado, marrom e em comprimento médio - está preso em uma rabo de cavalo alto e seu rosto está com olheira roxa no seu olho direito e com um curativo branco no nariz - devido a uma pancada. Josie é uma mulher negra, tem em torno dos 20 anos e está ao lado direito de PJ, com um suéter azul e listras grossas brancas com gola branca aberta e está com sua mão esquerda indo ao seu rosto. Seu cabelo - crespo, preto e um pouco acima do ombro - está dividido com uma franjinha na testa e solto atrás. Ao fundo, é possível ver a quadra de esportes e uma pessoa atrás delas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/clube-da-luta-para-meninas.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33090" class="wp-caption-text">Clube da Luta para Meninas é um ótimo filme para um cineclube de sexta (Foto: Rotten Tomatoes)</figcaption></figure>
<p><strong>Clube da Luta para Meninas (Bottoms)</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Clube da Luta Para Meninas</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora em 90 minutos os temas propostos sem clichês e com bastante liberdade. Com a volta de Emma Seligman como diretora e Rachel Sennott como atriz e agora corroteirista</span><span style="font-weight: 400;">, o trabalho das duas reflete o que já foi feito em conjunto em </span><a href="https://personaunesp.com.br/shiva-baby-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Shiva Baby</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2020). Desenvolver enredos que saem fora da caixinha normativa hollywoodiana conhecida é um acontecimento cativante que podemos perceber em comum nos longas. Como destaque além da narrativa original, o filme conta com um elenco incrível que passa por nomes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/ayo-edebiri/"><span style="font-weight: 400;">Ayo Edebiri</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/nicholas-galitzine/"><span style="font-weight: 400;">Nicholas Galitzine</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Havana Rose Liu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://valkirias.com.br/bottoms-passivonas-um-filme-que-sabe-rir-de-si-mesmo/"><span style="font-weight: 400;">história</span></a><span style="font-weight: 400;"> gira em torno da criação de um clube falso por PJ (Rachel Sennott) e Josie (Ayo Edebiri), que são virgens, em uma tentativa de conquistar os líderes de torcida que gostam antes de ir para a faculdade. Com o cenário clássico de um filme estadunidense em um ambiente escolar, temos também um time de futebol americano que irá perturbar ainda mais a vida de Josie e PJ depois da criação do clube.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pQp_6mNjkMo&amp;t=72s"><span style="font-weight: 400;">impossível dar errado</span></a><span style="font-weight: 400;"> quando é misturado todos os elementos de um clichê estadunidense com boas doses de ironia, </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e mulheres bonitas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Bottoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) é um filme em que a amizade da dupla é muito bem trabalhada e gera um calorzinho no coração ao ver o amor que as duas têm entre si. Além de ter risadas garantidas, é certo que você terá inveja por não ter tido a ideia do clube antes. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<figure id="attachment_33092" aria-describedby="caption-attachment-33092" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33092" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-800x533.png" alt="Cena do filme Crescendo Juntas. Nela vemos, Margaret, uma menina branca de cabelos castanhos longos. Ela veste um vestido amarelo claro e tem uma flor vermelha no cabelo. Ela está abraçada com Barbara, uma mulher branca, de cabelos pretos com mechas loiras que usa uma camiseta branca, interpretada por Rachel McAdams. As duas estão abraçadas também em Herb, um homem branco de cabelos pretos cacheados, que usa uma camisa bege. Todos estão olhando uma personagem desfocada no canto da tela. Ao fundo uma janela com plantas e uma parede." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/crescendo-juntas.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33092" class="wp-caption-text">Esnobado das premiações, restou ao longa conquistar nossos corações (Foto: Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><b>Crescendo Juntas (Are You There God? It&#8217;s Me, Margaret.)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Religião é um dos temas mais traiçoeiros de se tratar nas telas. Por essa razão, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crescendo Juntas</span></i><span style="font-weight: 400;"> (que tem como título original </span><i><span style="font-weight: 400;">Are You There God? It’s Me, Margaret</span></i><span style="font-weight: 400;">) pode torcer o nariz daqueles que julgam um filme pelo poster. Porém, o longa, que veio após a diretora e roteirista Kelly Fremon Craig ganhar os holofotes de Hollywood com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BabwExsIGVU&amp;ab_channel=SonyPicturesBrasil"><i><span style="font-weight: 400;">Quase 18</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é o que trata do tema de forma mais singela e consegue conquistar do ateu ao crente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no livro homônimo de </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/awards/story/2023-12-05/judy-blume-had-notes-for-her-screen-adaptation-luckily-so-did-the-director"><span style="font-weight: 400;">Judy Blume</span></a><span style="font-weight: 400;"> – que negava uma adaptação de sua obra desde os anos 70 –, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crescendo Juntas </span></i><span style="font-weight: 400;">conta a história de Margaret Simon, uma menina de onze anos, filha de uma mãe cristã e um pai judeu, que decidem não força-la a seguir nenhuma das duas religiões. Margaret sai da metrópole e se muda para uma cidade suburbana de Nova Jersey e, por conta de um trabalho escolar, decide estudar as crenças, a fim de se encontrar, não só na religião, mas no período mais transitório de sua vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O principal acerto do longa é entender que </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/coming-of-age-o-que-e-e-filmes-que-abordam-o-assunto,bc827af93c5666d975496286d6929ac93xr8wg6c.html"><i><span style="font-weight: 400;">coming of ages</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não se limitam ao período da adolescência em direção a vida adulta. Envoltos pela personagem central de Abby Ryder Foston, a obra consegue trabalhar a importância da mãe de Margaret, em uma atuação sincera e cativante de Rachel McAdams, ao mesmo tempo que também discorre os desafios da mãe em se tornar um porto seguro para a filha. Do mesmo modo, ele constrói a relação com a avó, interpretada por Kathy Bates, em cima da adaptação que a matriarca precisa ter, agora distante da neta. Ao conceber que amadurecimento não tem data de validade, </span><i><span style="font-weight: 400;">Crescendo Juntas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o melhor do gênero no ano, e um dos melhores em anos. &#8211;</span><b> Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_33093" aria-describedby="caption-attachment-33093" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33093" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-800x533.jpeg" alt="Cena do filme Dentro. Willem Dafoe, que interpreta Nemo, está parado, de perfil, enrolado em uma manta marrom e preta enquanto olha para um quadro pendurado na parede do apartamento em que se encontra. Desfocados, atrás do personagem, há outro quadro em uma parede cinza escuro e, na mesma parede do quadro que ele observa, há uma cadeira branca encostada e uma luminária, também desfocadas." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-1024x682.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-1536x1023.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro-1200x800.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dentro.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33093" class="wp-caption-text">Willem Dafoe dá tudo de si em seu novo suspense (Foto: Steve Annis)</figcaption></figure>
<p><strong>Dentro (Inside)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Angustiante, perturbador e metafórico: assim podemos definir</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=DjODCllZj4w"><i><span style="font-weight: 400;">Dentro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Estrelado por Willem Dafoe, a trama gira em torno de Nemo, um ladrão de artes que fica preso dentro de uma cobertura em Nova York. A direção de Vasilis Katsoupis foca em uma fotografia imersiva e provocativa, o que permite que o ambiente criado transpasse a tela e chegue ao telespectador, enquanto o roteiro de <a href="https://www.benhopkins.eu/">Ben Hopkins</a> deixa margens para que o público faça suas próprias interpretações da produção.</span><span style="font-weight: 400;"> É o tipo de filme que te instiga a participar da narrativa e criar teorias sobre tudo o que acontece.</span></p>
<p><a href="https://www.cartacapital.com.br/cultura/o-cultivo-de-multiplos-papeis/"><span style="font-weight: 400;">Dafoe</span></a><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, apresenta-se impecável no papel. O nível de insanidade que o autor consegue alcançar é, ao mesmo tempo, exemplar e assustador, e boa parte da qualidade do filme é devida à sua atuação. O </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/filmes/willem-dafoe-fala-sobre-inside-filme-no-qual-interpreta-um-ladrao-de-arte,5f204f39347efd43dd9948f4a1d075d5mdyr2aht.html"><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> do suspense quase todo em único espaço e com foco em um único personagem torna possível compreender a complexidade de Nemo – e apreciar a genialidade do ator por 1h45 – até seu ponto mais crítico, no ápice da produção cinematográfica. Com tempo de duração ideal, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dentro </span></i><span style="font-weight: 400;">não se prolonga mais do que o devido e consegue estimular a curiosidade do telespectador, deixando um gostinho de quero mais. &#8211; </span><b>Gabriela Bita</b></p>
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<figure id="attachment_33094" aria-describedby="caption-attachment-33094" style="width: 686px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33094" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/dungeons-dragons.jpeg" alt="Cena do filme Dungens &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes. Na imagem, o personagem Edgin, interpretado por Chris Pine, está agachado na frente de um morto-vivo. Eles estão num cemitério, o local é escuro e sujo. Edgin é um homem adulto de pele branca, olhos claros, de cabelos lisos e com barba. Ele veste uma jaqueta de couro. O morto vivo está num estado de decomposição avançado, ele possui alguns cabelos e poucos dentes. Sua cor é escura." width="686" height="386" /><figcaption id="caption-attachment-33094" class="wp-caption-text">Maquiagens, próteses, animatrônicos e até vermes reais foram utilizados para dar vida aos esqueletos em Dungeons &amp; Dragons (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Dungeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes (Dungeons &amp; Dragons: Honor Among Thieves)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Dugeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes</span></i><span style="font-weight: 400;">, dá para sentir que a equipe criativa esbanja carinho pelo universo e seus personagens. A adaptação do famoso jogo de </span><a href="https://youtu.be/kzW99NW-mzM?si=vZopB80IFgQUpGs1"><i><span style="font-weight: 400;">RPG</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">D&amp;D</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">marca o retorno do bom Cinema medieval em Hollywood. A dupla de diretores, John Francis Daley e Jonathan Goldstein, que já tinham trabalhado juntos na comédia </span><a href="https://youtu.be/HJEnPPQMy1s?si=HjG2zZNB20zXNA2q"><i><span style="font-weight: 400;">A Noite do Jogo</span></i></a><i> </i><span style="font-weight: 400;">(2018), carregam um humor inspiradíssimo. Alguns momentos de comédia, como a cena do cemitério e a do derretimento facial, são </span><i><span style="font-weight: 400;">trash</span></i><span style="font-weight: 400;"> e lembram </span><a href="https://youtu.be/RIqC88DUqIw?si=A_RYoB55qC2sHMV1"><i><span style="font-weight: 400;">Army of Darkness </span></i></a><span style="font-weight: 400;">(1922) de Sam Raimi. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mistura de </span><a href="https://youtu.be/kqz1s5tibiw?si=ZeJ-iDwPm-kYcJw6"><span style="font-weight: 400;">CGI e efeitos práticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> dão vida à fantasia e ajudam a ficção a se aproximar do momento em que o </span><i><span style="font-weight: 400;">D&amp;D </span></i><span style="font-weight: 400;">foi criado e se popularizou, nas décadas de 70 e 80, além de tornar palpável e expressivo o remoto mundo medieval. Para se assemelhar ainda mais com o século XXI, os roteiristas acrescentam problemas verossimilhantes aos personagens e ao público, seja o sentimento de estar à margem da sociedade ou de ausência paterna.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lembrando um jogo de tabuleiro, a aventura conta com o resultado improvável dos planos criados pelo personagem Edgin (Chris Pine), tal como o resultado da rolagem de dados. Um dos objetivos do </span><i><span style="font-weight: 400;">RPG</span></i><span style="font-weight: 400;"> é progredir e conquistar melhorias – dinheiro, equipamentos, subir de níveis – e, no longa, isto não é diferente. Conforme o enredo avança, os personagens ganham coragem, aprendem a usar suas habilidades e até abdicam de sonhos por um bem maior. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dungeons &amp; Dragons: Honra Entre Rebeldes</span></i><span style="font-weight: 400;"> te deixa com </span><a href="https://br.ign.com/dungeons-dragons-2023/111797/news/filme-de-dungeons-dragons-pode-ter-continuacao-mas-com-triste-condicao-da-paramount"><span style="font-weight: 400;">gostinho de quero mais</span></a><span style="font-weight: 400;"> sem precisar de pontas soltas ou cena pós-créditos para isso, se garantindo unicamente em uma história muito bem contada. &#8211; <strong>Davi Marcelgo</strong></span></p>
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<figure id="attachment_33095" aria-describedby="caption-attachment-33095" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33095" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos-800x451.png" alt="Cena do filme Elementos. A imagem mostra os personagens Faísca e Gota conversando em uma das ruas da cidade. Nesta paisagem há uma estrada que liga o local onde os personagens conversam com os prédios da cidade, possuindo cores frias de verde e azul. Os elementos que conversam na cena representam o fogo e a água, respectivamente. Faísca usa um vestido preto que contrasta com a sua cor laranja flamejante; a cor se propaga pelo seu corpo, da qual o formato se assemelha ao corpo humano. Entretanto, sua cabeça e cabelo possuem um formato parecido com o de uma labareda. Gota, por sua vez, usa uma camiseta lilás. O formato do seu corpo é arredondado como o de uma gota d’água, sua cor é azul, quase transparente, e seus tons, ao invés de contraste, criam um visual suave." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elementos.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33095" class="wp-caption-text">Apesar do contraste visual e social, o amor em Elementos é unânime (Foto: Disney Pixar)</figcaption></figure>
<p><strong>Elementos (Elemental)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No universo</span><i><span style="font-weight: 400;"> Disney Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">, aqueles que amam romances batidos com personagens de personalidades totalmente opostas foram presenteados com </span><a href="https://personaunesp.com.br/elementos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Elementos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em 2023. No longa, Faísca se muda com sua família em busca de melhores condições de vida para a Cidade dos Elementos, onde se apaixona e vive um romance imprevisível com Gota.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/pixar/"><i><span style="font-weight: 400;">P</span></i><i><span style="font-weight: 400;">ixa</span></i><i><span style="font-weight: 400;">r</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foca em construir um amor pautado em um contexto real. O filme traz à tona a questão da desigualdade social, onde os elementos do fogo sofrem uma considerável discriminação em meio aos demais. Por serem quem são, eles não podem acessar boa parte da cidade, e acabam se abrigando em grande maioria nas zonas periféricas. Ao longo de sua duração, a obra cria um contraste nítido com a beleza e a ostentação do centro da cidade, lugar em que os elementos do ar, água, e terra vivem confortavelmente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de todas as dificuldades, o objetivo do longa é representar o amor, tanto em contexto familiar, quanto na paixão dos personagens. Mesmo com a </span><a href="https://www.chippu.com.br/noticias/elementos-pixar-bilheteria-volta-por-cima-lucro-prejuizo-400-milhoes"><span style="font-weight: 400;">baixa adesão</span></a><span style="font-weight: 400;"> do público na estreia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elementos</span></i><span style="font-weight: 400;"> deu a volta por cima e entregou bons resultados de bilheteria. Afinal, quem não gosta de assistir um clichêzinho emocionante no cinema? &#8211;</span><b> Pâmela Palma</b></p>
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<figure id="attachment_33096" aria-describedby="caption-attachment-33096" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33096" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-800x450.png" alt="Cena do filme Fale Comigo. A foto mostra a protagonista, Mia, uma menina de pele negra, cabelos curtos e que veste um casaco amarelo. Ela se encontra jogada de lado em uma poltrona e sua feição é de um sorriso escancarado e olhos totalmente pretos. Ao fundo, uma sala de estar desfocada." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fale-comigo.png 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33096" class="wp-caption-text">Em um terror moderno, Fale Comigo reinventa e mostra que ainda há muito chão para se explorar (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><strong>Fale Comigo (Talk to Me)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que a </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui um catálogo de filmes invejáveis no currículo não é novidade alguma. Oferecendo liberdade criativa para seus diretores e impulsionando ao sucesso obras de alto nível, a produtora se mostrou um exemplo e ganhou cada vez mais a crítica e os telespectadores. Em 2023 não foi diferente: assim que adquiriram os direitos de distribuição de </span><a href="https://personaunesp.com.br/fale-comigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fale Comigo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;"> sabia que estava levando da Austrália para o mundo algo com potencial de se tornar um clássico. Dirigido pelos irmãos gêmeos Michael e Danny Philippou, o longa ganhou a alcunha de melhor terror de 2023 e tem muito a oferecer para quem decidir embarcar nessa jornada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história conta a vida de Mia, uma personagem que perde a mãe e desde então vive desolada pelo luto. Sozinha, a garota é a isca perfeita para o ritual de possessão que acontece em festas de adolescentes com uma espécie de objeto místico macabro: uma mão embalsamada cheia de escritos. O momento de 90 segundos é como uma droga, que vicia aquele que pratica e torna factível para quem assiste. Ao fugir do óbvio no que se segue, o longa demonstra maturidade recriando aquilo que já se observou anteriormente no gênero e oferecendo algo novo, nos fazendo ouvir tudo aquilo que ele pode falar por 95 minutos e permitindo sempre uma </span><a href="https://variety.com/2023/film/news/peter-jackson-praises-talk-to-me-best-horror-movie-1235696154/"><span style="font-weight: 400;">reprise</span></a>.<b> &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_33097" aria-describedby="caption-attachment-33097" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33097" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-800x480.png" alt="Cena do filme Fechar os Olhos. A imagem se passa em uma praia. No centro da imagem, temos a silhueta do ator José Coronado de costas. Ele está vestindo uma camisa branca com mangas puxadas para cima e uma calça preta. Ele está com os dois braços abertos e, à sua frente, está a estrutura de um gol de campo de futebol sem rede. Ou seja, ele está simulando a posição de um goleiro. No pé da trave direita, temos um terno jogado e amarrotado. Ao fundo, temos um carro, uma poça d’água, o chão de areia e o horizonte, tudo em cores azuladas. A cena se passa durante o nascer do sol." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-800x480.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-1024x614.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-768x461.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-1536x922.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos-1200x720.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/fechar-os-olhos.png 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33097" class="wp-caption-text">Problemas de comunicação entre o cineasta Victor Erice e o diretor do Festival de Cannes Thierry Fremaux quase impediram o longa de estrear no evento (Foto: Film Factory)</figcaption></figure>
<p><strong>Fechar os Olhos (Cerrar los ojos)</strong></p>
<p><a href="https://youtu.be/fefTLkN6Qo4?si=Pf8dMdg3AqcJbUtp"><i><span style="font-weight: 400;">Fechar os Olhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> começa como um filme antigo, intitulado </span><i><span style="font-weight: 400;">The Farewell Gaze</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nele, vemos o detetive Gardel (José Coronado, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Um Contratempo</span></i><span style="font-weight: 400;">) ser contratado pelo misterioso milionário Sr. Levy (Josep Maria Pou, de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Candidato</span></i><span style="font-weight: 400;">) para encontrar sua filha desaparecida Qiao Shu (Venecia Franco). O último registro da jovem é uma foto antiga, com as marcas do tempo impressas em seu aspecto sujo e gasto. Consequentemente, a cena é também o último registro de Júlio Arenas, ator que dá vida ao investigador e que desapareceu logo após as gravações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As marcas, nesse caso, são outras, como o grão estourado da </span><a href="https://youtu.be/oIsaIU1jwAA?si=Hda7T2tCRiybK2nl"><span style="font-weight: 400;">película</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. No entanto, a situação não poderia ser menos parecida, pois, anos mais tarde, vemos um outro homem receber a missão de encontrar alguém. No caso, é o ex-cineasta Miguel (Manolo Solo, de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Bom Patrão</span></i><span style="font-weight: 400;">), diretor do longa original, antes amigo pessoal de sua estrela desaparecida e agora incumbido por um programa de TV da tarefa de encontrá-lo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o diretor </span><a href="https://youtu.be/Je9Ho_p4i-I?si=xaWhdq_GTIqAuiuu"><span style="font-weight: 400;">Victor Erice</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">O Espírito da Colmeia</span></i><span style="font-weight: 400;">), essa relação de espelhamento metalinguístico dentro de seu filme entre a realidade e a ficção é apenas o começo. Seu objetivo, de fato, é explorar a memória como um meio de busca e reencontro da nossa identidade. Nesse sentido, um gesto simbólico, como um nó de marinheiro, tem o mesmo valor que o deslumbramento de um homem ao olhar para o seu rosto sendo projetado na tela de Cinema. O resultado se traduz em algumas das cenas mais bonitas e melancólicas do audiovisual em 2023, como essas e outras. </span><b>&#8211; Nathan Nunes</b></p>
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<figure id="attachment_33098" aria-describedby="caption-attachment-33098" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33098" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-800x450.png" alt="Cena do filme Ferro’s Bar. Na cena, vemos a fachada do Ferro’s Bar. Na parte superior, vemos um letreiro com as palavras “Ferro’s Bar”, “churrascaria, pizzaria, self service” à esquerda e “entrega a domicílio” e o número para contato à direita. Vemos também o logo da cerveja Brahma. Abaixo do letreiro, vemos porta e janelas espelhadas, que refletem a paisagem da rua, com um prédio e um poste à frente." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ferros-bar.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33098" class="wp-caption-text">O Dia da Visibilidade Lésbica é comemorado no mesmo dia do levanto do Ferro’s Bar: 19 de Agosto (Foto: Aline A. Assis, Fernando Elias, Nayla Guerra, Rita Quadros)</figcaption></figure>
<p><b>Ferro’s Bar</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tamanho não é documento e disso </span><i><span style="font-weight: 400;">Ferro’s Bar </span></i><span style="font-weight: 400;">bem sabe. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/curta-metragens-oscar-2024/"><span style="font-weight: 400;">curta-metragem</span></a><span style="font-weight: 400;">, dirigido a oito mãos por Nayla Guerra, Aline A. Assis, Rita Quadros e Fernanda Elias, reconta em poucos minutos o levante do Ferro’s Bar, em 1983, pela visão de mulheres lésbicas que frequentavam o local antes da invasão policial. Na época, o espaço era ponto de encontro para discutir sexualidade e gênero, mas também para apenas encontrar amigas, se vestir como bem entendesse e flertar com outras mulheres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O bar, no centro de São Paulo, jamais foi transformado em local de memória, como recomenda o relatório da Comissão da Verdade. Nisso, o documentário faz o papel de relembrar o que não pode ser esquecido, não só pela resistência organizada à opressão e ao preconceito, mas pelo que se tornou um marco do </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2023/08/levante-do-ferros-bar-o-stonewall-brasileiro-completa-40-anos.shtml"><span style="font-weight: 400;">movimento lésbico</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil. Na voz das pioneiras que estiveram presentes nos momentos de paquera, de luta (inclusive, no nascimento do lendário </span><i><span style="font-weight: 400;">ChanacomChana</span></i><span style="font-weight: 400;">) e de violência policial, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ferro’s Bar </span></i><span style="font-weight: 400;">cria seu próprio espaço de lembrança, resistência e ode às mulheres lésbicas que estruturaram as bases para as que vieram depois. &#8211;</span><b> Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33099" aria-describedby="caption-attachment-33099" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33099" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-800x450.jpg" alt="Cena do filme Folhas de Outono. À esquerda da imagem, tem-se um abajur branco. Do lado direito do objeto, está um homem adulto branco de cabelo curto castanho. Ele está usando uma camisa de botão amarela e uma calça jeans azul escuro, e está sentado em um sofá vermelho. À direita da imagem, tem-se uma mulher adulta branca de cabelo curto loiro. Ela está usando um vestido rosa. Ao fundo, tem-se um quadro abstrato pendurado em uma parede cinza." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/folhas-de-outono.jpg 1847w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33099" class="wp-caption-text">Folhas de Outono é um resquício de calor que precede um inverno rigoroso (Foto: Sputnik Oy)</figcaption></figure>
<p><b>Folhas de Outono (Kuolleet Lehdet)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada como assistir a um casal de coitados que deveriam focar mais em engolir suplemento de vitamina D do que em cuspir seus trejeitos solitários um no outro. </span><i><span style="font-weight: 400;">Folhas de Outono </span></i><span style="font-weight: 400;">é o nada em nenhum lugar e em nenhum momento, ou seja, o diretor </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0CW6z3r4Xr4"><span style="font-weight: 400;">Aki Kaurismaki</span></a><span style="font-weight: 400;"> constrói a cinematografia a partir de uma lógica observadora responsável por ver tudo e, ao mesmo tempo, perceber pouco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando não há coragem de chamar alguém de esquisito, opta-se por chamá-lo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oVXvNyCJUWg"><span style="font-weight: 400;">peculiar</span></a><span style="font-weight: 400;">. É o que faz as análises do filme finlandês cuja beleza disfuncional reside, sobretudo, na ressignificação da frieza. Europeus podem ser, sim, românticos, mesmo com tanta falta de molejo e empatia. Esta, aliás, parece ser um terceiro protagonista o qual não aparece fisicamente, mas sempre paira no ar gelado de uma narrativa que, no fim, vai muito além de um mero relacionamento, aventurando-se em declarações, na verdade, políticas, mais do que românticas. &#8211;</span><b> Ana Cegatti</b></p>
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<figure id="attachment_33123" aria-describedby="caption-attachment-33123" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-33123 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-800x363.jpg" alt="Cena do Filme Guardiões da Galáxia: Volume 3. Na imagem, vemos quatro dos principais personagens do filme. Ao lado esquerdo temos o Senhor das estrelas, um homem branco, com cabelo castanho claro. Ao seu lado, temos Gamora, uma mulher de pele verde, com cabelo preto e com pontas de roxo; ela está segurando Drax, homem de pele cinza, careca, que está baleado na região do peitoral e está apoiado em Gamora e em Mantis, personagem com Antenas, de pele branca e com olhos grandes. Todos na foto estão utilizando um macacão laranja. " width="800" height="363" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-800x363.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-1024x465.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia-768x349.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/guardioes-da-galaxia.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33123" class="wp-caption-text">Guardiões da Galáxia Vol. 3 encerra a trilogia de forma magistral e dá um fim digno a todos os seus personagens, sem se amarrar ao futuro (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><strong>Guardiões da Galáxia Vol. 3 (Guardians of the Galaxy Vol. 3)</strong></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/guardioes-da-galaxia-vol-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia Vol. 3</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> encerrou a trilogia de forma perfeita. O grupo de heróis teve a rara oportunidade no </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> de contar uma história isolada, sem a preocupação de sequências ou de apresentar conexões para a próxima grande saga do estúdio. Assim, James Gunn pôde desenvolver e aprofundar os seus personagens, dando um fim ideal ao arco do grupo que começou em 2014. O roteiro, escrito pelo próprio diretor, gira completamente em torno de seus protagonistas  no momento presente: o que importa é o agora. Todos eles têm um momento no filme, o que permite concluir suas jornadas com maior proximidade. O grande destaque do longa vai para Rocket (Bradley Cooper), o único personagem da trilogia que não teve sua história desenvolvida até então. </span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/tag/james-gunn/"><span style="font-weight: 400;">James Gunn</span></a><span style="font-weight: 400;"> usou com maestria essa evolução, fazendo com que ela servisse de base para o argumento geral da trama. A jornada de Rocket é o fio condutor que permeia os arcos narrativos da equipe. Gunn consegue extrair sentimentos do público que há tempos não apareciam, graças às diversas histórias rasas e genéricas que pavimentaram os filmes de heróis nos últimos tempos. No entanto, os personagens de Adam Warlock (Will Poulter</span><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e Gamora (Zoë Saldaña) compõem o ponto fraco da obra. Ambas as narrativas  são forçadas na trama apenas com o intuito de não deixar pontas soltas, fazendo com que eles não se encaixam muito bem com o restante. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Guardiões da Galáxia Vol. 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mostra, enfim, como um dos grandes acertos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com o último filme, James Gunn fez uma carta de amor a esses personagens, que não eram conhecidos pelo público geral, e os transformou, dando novas personalidades e fazendo com que fossem amados como nunca foram. Tendo total liberdade para criar, Gunn fez um fechamento de ciclo que é todo coração, e é com um final lindo e emocionante que o diretor </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/cinema/entenda-por-que-james-gunn-trocou-a-marvel-pela-dc-nos-cinemas"><span style="font-weight: 400;">se despede</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> com um adeus digno aos heróis imperfeitos que tanto amamos. &#8211;</span><b> Rafael Gomes</b></p>
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<figure id="attachment_33101" aria-describedby="caption-attachment-33101" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33101" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-800x443.jpg" alt="Cena do filme Godzilla Minus One. Na imagem, o monstro Godzilla persegue um barco no mar. A criatura está nadando, com a cabeça fora d’água e de boca aberta, mostrando os dentes. Godzilla é uma criatura grande, parecida com um dinossauro, de coloração amarronzada com tons cinza e sua pele se assemelha com as de répteis, ele tem placas afiadas nas costas. O barco que está na frente é pequeno e azul. Um homem usando um colete salva vidas branco pilota ele. O mar tem as águas claras e o céu está nublado." width="800" height="443" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-800x443.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-1024x567.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-768x425.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-1536x850.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-2048x1134.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/godzilla-minus-one-1200x664.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33101" class="wp-caption-text">O filme foi indicado ao <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/">Oscar 2024</a> na categoria de Melhores Efeitos Visuais (Foto: Toho Co.)</figcaption></figure>
<p><strong>Godzilla Minus One</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois do excelente </span><a href="https://youtu.be/3qX1ZU3jcfU?si=ohhpbL_aq2ZIYEWP"><i><span style="font-weight: 400;">Shin Godzilla</span></i></a><i> </i><span style="font-weight: 400;">(2016)</span><span style="font-weight: 400;">, as expectativas para o novo filme do Gojira feito pela produtora japonesa </span><i><span style="font-weight: 400;">Toho</span></i><span style="font-weight: 400;"> eram altas. Os núcleos humanos em </span><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2014) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/godzilla-vs-kong-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla vs Kong</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2021)</span><span style="font-weight: 400;">, ambas produções estadunidenses, são desinteressantes e formam uma barriga colossal nas obras. Se o objetivo era fazer o espectador temer por alguma vida, o tiro saiu pela culatra e só serviu para causar tédio. Agora, dentre os ótimos elementos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/godzilla-minus-one-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla Minus One</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a veia humana é, sem dúvidas, uma das melhores. Felizmente, os sete anos de espera valeram a pena e a obra se mostra como uma aula de como fazer filmes de monstros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kōichi Shikishima (Ryunosuke Kamiki) é um ex-kamikaze que pretende reconstruir a sua vida após ter tudo alterado pela Segunda Guerra Mundial. No entanto, tudo muda quando o Godzilla ressurge. </span><a href="https://youtu.be/VvSrHIX5a-0?si=vDXSzSyQSvnFBYSY"><i><span style="font-weight: 400;">Minus One</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acerta em fazer do </span><i><span style="font-weight: 400;">kaiju</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma alegoria para bomba atômica e todas as dificuldades que a sociedade japonesa enfrentou. Ele não é só um mero monstro, ele é a personificação de traumas e mazelas; então, enfrentar e vencer o Godzilla significa sair da escuridão. Por isso, é importante estabelecer vínculos entre os personagens e o espectador, porque Godzilla e o núcleo humano estão numa relação comensal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As cenas de destruição da cidade e perseguição são relativamente curtas, mas abrigam uma posição amedrontadora no peito de quem assiste. O som da rajada radioativa, das explosões e dos rugidos são produzidos com alto profissionalismo. A morte é temida não só pelos laços humanos, mas também pela magnitude do poder a ser enfrentado. </span><i><span style="font-weight: 400;">Godzilla Minus One </span></i><span style="font-weight: 400;">foi indicado em </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/godzilla-minus-one-oscar-2024"><span style="font-weight: 400;">apenas uma </span></a><span style="font-weight: 400;">categoria</span><span style="font-weight: 400;"> no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas, chutando baixo, deveria estar em pelo menos cinco – o que é pedir muito da premiação americana. &#8211; <strong>Davi Marcelgo</strong></span></p>
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<figure id="attachment_33102" aria-describedby="caption-attachment-33102" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33102" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-800x473.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha: Através do Aranhaverso. Na imagem, que é uma animação, vemos o personagem Homem-Aranha. Feita de baixo para cima, o personagem pulou de um prédio e está indo em direção ao chão. Com uma das mãos estendidas, temos a impressão de que ele está tentando capturar algo. A roupa do personagem é preta e vermelha, e os olhos são brancos. Os prédios ao seu redor possuem um efeito holográfico e têm tons de roxo, azul e verde. O céu possui um tom bem claro de bege." width="800" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-800x473.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-1024x606.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-768x454.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha-1200x710.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/homem-aranha.jpg 1239w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33102" class="wp-caption-text">Homem-Aranha: Através do Aranhaverso superou a qualidade do primeiro filme e conseguiu ser ainda mais cool (Foto: Sony Pictures Animation)</figcaption></figure>
<p><strong>Homem-Aranha: Através do Aranhaverso (Spider-Man: Across the Spider-Verse)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: No Aranhaverso</span></i><span style="font-weight: 400;">, muitos se perguntaram se seria possível se igualar a um filme tão ilimitadamente criativo e estilisticamente ousado. O maior receio do público era a possibilidade de que uma sequência não fizesse jus ao frescor, à energia e à vivacidade visual do filme. Por sorte, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YWX_a45okQk"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Através do Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> aceitou o desafio e triunfou – não há um único momento dessa animação rica e caleidoscopicamente detalhada que não seja deslumbrante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sequência utiliza os temas básicos do primeiro filme e constrói mundos inteiros com eles. Muitos longas que abordam o multiverso usam o conceito simplesmente como um meio para atingir um fim, um dispositivo de contar histórias que pode burlar as regras narrativas para trazer personagens de volta à vida ou para transportá-los para novos mundos. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-em-todo-o-lugar-ao-mesmo-tempo-critica/"><span style="font-weight: 400;">outras obras</span></a><span style="font-weight: 400;">, no entanto, o dispositivo narrativo tem o grande objetivo de explorar a raiz do que torna uma pessoa única quando há infinitas versões dela em universos paralelos. </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-atraves-do-aranhaverso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Através do Aranhaverso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> faz parte desse grupo, e não é exagero dizer que Joaquim dos Santos, Kemp Powers e Justin K. Thompson fizeram um trabalho excepcional. &#8211;</span><b> Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_33103" aria-describedby="caption-attachment-33103" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33103" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-800x458.jpg" alt="Cena do filme How to Have Sex. Nele, há Tara, uma mulher jovem, branca, de cabelos loiros, médios e lisos. Ela usa brincos de argola e um colar com a inscrição “ANGEL” prateados, além de vestir um biquíni verde neon. Ela encara o canto direito da imagem com expressão de incômodo. Ao fundo, luzes roxas e azuis estão desfocadas em uma rua." width="800" height="458" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-800x458.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-1024x586.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-768x439.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-1536x878.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex-1200x686.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/how-to-have-sex.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33103" class="wp-caption-text">Enquanto HTHS venceu o principal prêmio da mostra Um Certo Olhar, no último Festival de Cannes, Mia McKenna-Bruce desbancou queridinhos de Hollywood e garantiu o troféu de Astro em Ascensão no BAFTA Film Awards 2024 (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><strong>How </strong><b>to Have Sex</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe de soar didática ou performática ao retratar um dos considerados ritos de passagem da adolescência, a estreia de Molly Manning Walker na direção de longa-metragens até se aproveita de sensos comuns, como as noitadas regadas a álcool e libertinagem dos </span><i><span style="font-weight: 400;">spring breaks</span></i><span style="font-weight: 400;"> americanos, mas não se blinda da crueza – diversas vezes revestida de crueldade – da experiência. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EWmF8KpxxmA"><i><span style="font-weight: 400;">How to Have Sex</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, três amigas embarcam em uma viagem à Malai, no litoral grego, para celebrar o fim do ensino médio. A expectativa é ainda maior em Tara, protagonista lapidada por </span><a href="https://www.bbc.com/news/uk-england-kent-68307444"><span style="font-weight: 400;">Mia McKenna-Bruce</span></a><span style="font-weight: 400;"> que sente a tão sonhada perda de sua virgindade se transformar em um lento emaranhado de microagressões.</span></p>
<p><strong><span style="font-weight: 400;">Nas entrelinhas do texto, também elaborado por Walker, contrasta-se o caráter que o sexo assume para meninas e garotos; enquanto a visão feminina fantasia com uma primeira vez prazerosa e terna, o ângulo masculino é atravessado pela violência da pornografia e do patriarcado desde sempre. Mas, conforme os </span><a href="https://letterboxd.com/journal/molly-manning-walker-how-to-have-sex-interview/"><span style="font-weight: 400;">abusos implícitos e verbalizados</span></a><span style="font-weight: 400;"> avançam através dos maneirismos de Mc-Kenna Bruce, o clima festivo da cidade segue inabalável. A luz solar não esconde seus antagonistas da dimensão emocional dada pela edição de Fin Oates, nem as cores vibrantes da fotografia de Nicolas Canniccioni obscurecem para deixar o trauma criar raízes. Isso porque, fora da ficção, histórias similares acontecem todos os dias, debaixo de nossos narizes e dentro de nossos círculos pessoais, e o mundo não paralisa para abraçar o vazio inexorável dessas vítimas. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></strong></p>
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<figure id="attachment_33104" aria-describedby="caption-attachment-33104" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33104" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-800x533.jpg" alt="Cena de Jogos Vorazes - A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes. Ao centro e em foco está Coriolanus Snow, um homem branco, loiro e de olhos azuis; veste uma camisa social azul clara e um blazer vermelho; segura uma rosa branca. Ao fundo dá para ver partes de uma estação de trem." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/jogos-vorazes.jpg 1224w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33104" class="wp-caption-text">&#8220;Snow cai como a neve, sempre acima de tudo&#8221; (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes (The Hunger Games: The Ballad of Songbirds &amp; Snakes)</strong></p>
<p><a href="https://youtu.be/Zw3QtH64Fxc?si=rwOX8dfGv4u_EP5S"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Vorazes &#8211; A Cantiga dos Pássaros e das Serpentes</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">narra a história da juventude de Coriolanus Snow. O contexto se passa 64 anos antes dos primeiros jogos de Katniss (</span><a href="https://personaunesp.com.br/que-horas-eu-te-pego-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jennifer Lawrence</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Peeta (Josh Hutcherson), apenas algum tempo após a grande guerra entre a Capital e os distritos. O filme conta com um elenco de peso, como Viola Davis e Peter Dinklage e alguns nomes emergentes como Rachel Zegler e Hunter Schafer. Mas o grande destaque do filme foi Tom Blyth, que deu vida ao futuro presidente Snow. Suas expressões, sua postura e seu desenvolvimento foram ótimos e deixaram os fãs impressionados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção tinha um grande desafio: ser uma adaptação tão boa quanto as outras que vieram antes dela. Como a obra de Suzanne Collins é bem extensa, com quase quinhentas páginas, houve o debate sobre dividir ou não o longa em </span><a href="https://www.otempo.com.br/entretenimento/filmes-e-series/jogos-vorazes-diretor-se-arrepende-de-ter-dividido-a-esperanca-em-duas-partes-1.3254250"><span style="font-weight: 400;">duas partes</span></a><span style="font-weight: 400;">, já que a separação de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-esperanca-o-final-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">A Esperança</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não agradou a todos. No final, o filme foi uma ótima adaptação; um pouco acelerado, mas bastante satisfatório. A mudança que se sobressai são os próprios Jogos, que se tornaram muito mais dinâmicos do que eram no livro, entrando no modelo do Cinema e agradando os espectadores. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade</b></p>
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<figure id="attachment_33105" aria-describedby="caption-attachment-33105" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33105" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4-800x533.jpg" alt="Cena do Filme John Wick 4 Baba Yaga (2023). Na imagem, vemos John Wick, com um olhar compenetrado. Ele é um homem branco, com cabelos compridos, usa um terno preto. Sobre ele incide uma luz azul que contrasta com um fundo com painéis neons vermelhos." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/john-wick-4.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33105" class="wp-caption-text">A saga John Wick sempre explorou muito as cores neon, e sempre soube usá-las de um jeito charmoso (Foto: Lionsgate)</figcaption></figure>
<p><strong>John Wick 4: Baba Yaga</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neon, tiros, coreografias de luta e música eletrônica vibrante se tornaram marcas registradas da saga </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick</span></i><span style="font-weight: 400;">, fruto da criatividade estilosa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ClyAES8ziPg&amp;pp=ygUZZW50cmV2aXN0YSBDaGFkIHN0YWhlbHNraQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">Chad Stahelski</span></a><span style="font-weight: 400;">. O primeiro filme da série já veio como um marco para o Cinema de ação; depois dele, os filmes do gênero abandonaram de vez o excesso de câmeras tremidas, as </span><i><span style="font-weight: 400;">shaky cams</span></i><span style="font-weight: 400;">, e voltaram a apreciar ao máximo os contrastes das luzes noturnas. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/john-wick-4-baba-yaga-critica/"><span style="font-weight: 400;">quarto filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> poderia apenas reproduzir o que foi bem sucedido nos anteriores, mas os roteiristas colocaram quatro vezes mais zelo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama do filme escrita por Shay Hatten e Michael Finch introduziu diversos personagens instigantes, quase alheios ao protagonista de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IOx0l57jM9c"><span style="font-weight: 400;">Keanu Reeves</span></a><span style="font-weight: 400;"> e focados nas próprias histórias, que tem uma profundidade incomum a muitos filmes de ação. A cinematografia de Dan Laustsen é extremamente sagaz ao explorar a luz do sol e reflexos de espelhos, além do vários tons de neon da noite. </span><i><span style="font-weight: 400;">John Wick 4: Baba Yaga</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcou o ano com muita elegância e criatividade. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33106" aria-describedby="caption-attachment-33106" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33106" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-800x487.jpg" alt="Cena do filme La Chimera. Ao centro da imagem está um homem branco alto, cabelos pretos e barbas por fazer, com um terno branco puído e batido. Em as mãos sujas e grandes está um busto de uma mulher com estética clássica e bela, o olhar do homem é direcionado ao artefato com um olhar delicado e de interesse. Ao fundo vemos uma montanha e o mar, o homem está em um barco onde vemos as pequenas janelas e uma cadeira no segundo plano." width="800" height="487" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-800x487.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-1024x623.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera-768x467.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/la-chimera.jpg 1183w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33106" class="wp-caption-text">Arthur encara o ideal de beleza da Chimera e, de certa forma, da memória de sua amada (Foto: Amka Films Production)</figcaption></figure>
<p><strong>La Chimera</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Cinema quase rural e fantasioso da diretora italiana Alice Rohrwacher sempre busca uma perspectiva profundamente sentimental sobre a leitura da alma humana, seja da bondade do homem ou de suas contradições. Assim, como já havia feito maravilhosamente em </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-lazzaro-felice/"><i><span style="font-weight: 400;">Lazzaro Felice</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2018), ela reitera ao denotar o caráter político do não pertencimento em </span><i><span style="font-weight: 400;">La Chimera. </span></i><span style="font-weight: 400;">Além disso, ela aprofunda essa sensação ao teor romântico com o personagem de Arthur, que se vê sem rumo após perder sua amada. Nessa perspectiva, o trabalho artístico da obra recai na delicadeza de encontrar o caminho dos andarilhos ou expressar os percalços da jornada deles, algo que Rohrwacher alcança duplamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a participação de Carol Duarte como a personagem Itália e Isabella Rossellini como Flora, os diversos vínculos de Arthur fazem o protagonista repensar as suas relações com a vida e as memórias. Ademais, o trabalho do personagem como </span><a href="https://www.indiewire.com/criticism/movies/la-chimera-review-josh-oconnor-alice-rohrwacher-1234867982/"><span style="font-weight: 400;">caçador de tesouros</span></a><span style="font-weight: 400;"> perdidos demonstra a ambiguidade de quem deve escolher entre renegar o passado ou persegui-lo. Para mais do que essa busca, de quem precisa aprender a viver novamente. O acerto da diretora em se aprofundar na psique dos sem-rumo nos alcança com uma estética avassaladora. &#8211;</span><b> João Pedro Bronzoli</b></p>
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<figure id="attachment_33107" aria-describedby="caption-attachment-33107" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33107" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos-800x450.png" alt="Cena do filme Los Colonos. A cena se passa em uma região desértica, durante o dia, com o céu azul ao fundo. À esquerda, vemos um homem branco, aparentando cerca de 35 anos, com cabelos castanhos e bigode montado em cima de um cavalo marrom. Ele veste um chapéu e jaqueta de couro marrom, e luvas. Ao centro vemos, ao fundo e desfocado, um homem indígena em pé, observando o que acontece no primeiro plano da imagem. À direita, vemos um homem branco, com cerca de 35 anos, de cabelos e barbas ruivos, vestindo um traje vermelho militar e luvas montado em um cavalo e com o braço em riste, apontando uma arma para a cabeça do homem da esquerda." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/los-colonos.png 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33107" class="wp-caption-text">Uma produção de cinco países, sendo o Chile a principal, Los Colonos chegou no Brasil pela Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><b>Los Colonos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa de estreia de Felipe Gálvez Haberle pode não ter feito barulho nos cinemas brasileiros, mas encantou o júri da seção </span><a href="https://midianinja.org/news/filme-chileno-recebe-pela-primeira-vez-o-premio-da-critica-internacional-na-mostra-um-certo-olhar-do-festival-de-cannes/"><span style="font-weight: 400;">Um Certo Olhar</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Festival de Cannes, onde saiu vencedor do Prêmio da Crítica, e da 47ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, que o recebeu com uma sessão lotada. As 200 e poucas pessoas que, naquela noite, experienciaram </span><i><span style="font-weight: 400;">Los Colonos </span></i><span style="font-weight: 400;">ficaram imóveis nas poltronas enquanto a herança chilena era coberta de sangue em nome da colonização.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZwasQgLpVo8"><span style="font-weight: 400;">filme</span></a><span style="font-weight: 400;">, três homens são contratados por um cruel senhor de terras para abrir caminho da Patagônia chilena ao Atlântico, aniquilando o que houver pelo caminho. A travessia vira um show de horrores já que, ainda em 1901, com a independência do Chile recém-conquistada, partes mais remotas do país ainda eram habitadas por povos nativos, ocupando seus locais de origem antes de serem aniquilados por mãos estrangeiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além de acompanhar a matança pelo caminho, a própria dinâmica do trio deixa qualquer um angustiado, esperando pela próxima tragédia: um imprudente cowboy americano e um tenente britânico sanguinário trocam farpas, enquanto vigiam um indígena &#8216;mestiço&#8217; contratado para ajudá-los a desbravar as terras de seus descendentes. O conflito de interesses do protagonista, vivido por Camilo Arancibia, personifica a construção do Chile, da matança em nome da civilização, e aprofunda a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/47a-mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">reflexão</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre uma colonização tão presente na América Latina. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33108" aria-describedby="caption-attachment-33108" style="width: 770px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33108" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/monster.jpg" alt="Cena do filme Monster. À esquerda, há um menino asiático de cabelo curto preto. Ele está usando uma camisa marrom e seu rosto está sujo e machucado. À direita, há um menino asiático de cabelo curto preto. Ele está usando uma camisa azul e seu rosto está sujo e machucado." width="770" height="578" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/monster.jpg 770w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/monster-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33108" class="wp-caption-text">Em Monster, não adianta procurar por vilões quando não se tem nem heróis (Foto: Toho Co.)</figcaption></figure>
<p><b>Monster (Kaibutsu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há muitas discussões a respeito do posto de maior vilão do Cinema. No meio de criaturas fantasmagóricas, psicopatas e homens amorosamente frustrados, o verdadeiro ser maligno é, na verdade, o sistema. Este, por sua vez, é a cola que gruda os pedaços do fragmentado </span><i><span style="font-weight: 400;">Monster</span></i><span style="font-weight: 400;">, um filho muito bem criado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=C56B6OTSj9k"><span style="font-weight: 400;">Hirokazu Koreeda</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistir ao filme é uma experiência na qual dualidades – bem e mal, certo e errado – são colocadas em xeque. A tradição hollywoodiana difunde uma passividade entre os espectadores que os torna carentes de neurônios funcionais. Por conseguinte, treina-se um olhar o qual irá sempre buscar pelas mesmas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RQ4AYfH90Jw"><span style="font-weight: 400;">fórmulas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar disso, há ainda filmes cujo objetivo não é estar nos telões da </span><i><span style="font-weight: 400;">Time Square</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas honrar os que, em vez de preferirem o quebra-cabeça pronto, almejam acompanhar sua montagem, peça por peça. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A vida pode ser resumida a uma gigantesca coleção de recortes. Muitas vezes olhamos pela janela e vemos apenas momentos cabíveis dentro de uma forma retangular. No entanto, quando abrimos a porta, descobrimos toda uma realidade invisível a olhos carentes de consciência de classe. O longa japonês nos convida a nadar em um rio mais fundo do que parece. No fim, ficamos imersos em uma narrativa a qual questiona: com quantas verdades se faz uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3ZkSgRFiYGo"><span style="font-weight: 400;">memória</span></a><span style="font-weight: 400;">? </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
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<figure id="attachment_33109" aria-describedby="caption-attachment-33109" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33109" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-800x535.jpg" alt="Cena do filme Missão Impossível: Acerto de Contas Parte 1. Ao centro da imagem está um homem branco de cabelos castanhos e olhar sério usando um terno preto de camisa branca. Ao fundo podemos ver diversos pilares de uma construção clássica em plena luz do dia." width="800" height="535" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-800x535.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-1024x685.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel-768x514.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/missao-impossivel.jpg 1196w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33109" class="wp-caption-text">Ethan Hunt em mais uma jornada impossível precisa enfrentar ameaças tecnológicas nesta nova missão (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Missão: Impossível &#8211; Acerto de Contas Parte 1 (Mission Impossible: Dead Reckoning Part One)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se há uma certeza na franquia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/missao-impossivel-acerto-de-contas-parte-1-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Missão Impossível</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é que, desde a sua origem </span><a href="https://youtu.be/WEK4XT2znLc?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">De Palmiana</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos anos 90, os percalços da série passaram por altos e baixos, mas a variedade de abordagens autorais está presente em todos os filmes. Nesse sentido, com o envolvimento de Christopher McQuarrie na produção dos longas desde 2017, a jornada de Hunt encontra uma direção ao espetáculo cinematográfico que tem seu elo inevitável na visão de De Palma com a presença de uma das abordagens mais potentes na ação. Em uma obra movida por um </span><i><span style="font-weight: 400;">Macguffin</span></i><span style="font-weight: 400;">, Ethan precisa encontrar a chave que vai destruir Gabriel na primeira parte dessa nova missão, junto com um profundo confronto com seu passado e suas vivências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe de vícios a um puro saudosismo, McQuarrie reafirma as estruturas da franquia alinhado com um senso de espetáculo que retoma boa parte do que consolidou </span><a href="https://arthurtuoto.com/2018/09/18/missao-impossivel/"><i><span style="font-weight: 400;">Missão Impossível</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com as proporções da obra aumentando, a dinâmica de Ethan com seus parceiros se consolida nessa disputa interna que coloca em risco sua carreira e sua vida. </span><b>&#8211; João Pedro Bronzoli</b></p>
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<figure id="attachment_33110" aria-describedby="caption-attachment-33110" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33110" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-800x420.jpg" alt="Cena do filme Nimona. A imagem mostra, ao lado esquerdo, Ballister Boldhear, um homem de pele morena, olhos grandes e negros, com uma barba a ralinha e cavanhaque e bigode cheios e um cabelo arrumado em topete para trás. Em seu rosto há uma cicatriz nos olhos e ele veste uma armadura em tom cinza escuro. Ao lado, apoiada em seu ombro, está Nimona, uma figura metaforma que agora habita no corpo de uma menina, com cabelos vermelhos, uma sombra vermelha, sardas pelo rosto, dentes afiados e que veste uma espécie de armadura e tem nos braços/mão uma faixa enrolada." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nimona.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33110" class="wp-caption-text">Questionando convenções de heróis e vilões, Nimona entrega carisma em uma animação gostosa de assistir (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Nimona</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sofrendo mais que muitos para poder </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/animaca-de-nimona-vai-sair-do-papel-com-netflix/"><span style="font-weight: 400;">sair do papel</span></a><span style="font-weight: 400;">, o projeto de animação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nimona</span></i><span style="font-weight: 400;">, originalmente uma </span><i><span style="font-weight: 400;">graphic novel</span></i><span style="font-weight: 400;"> de ND Stevenson, chegou aos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2023 após longos oito anos de </span><a href="https://queer.ig.com.br/2021-03-06/disney-desiste-de-sua-primeira-animacao-lgbtqia-que-ja-estava-quase-concluida.html"><span style="font-weight: 400;">espera</span></a><span style="font-weight: 400;">. Se distanciando em vários aspectos da original, a obra aproveita muito do meio audiovisual e se garante no básico bem feito. A história narra a vida de uma figura metamorfa, Nimona, que tem seus caminhos cruzados com Ballister Boldheart, um soldado do reino procurado por um crime que não cometeu. Em uma aventura que causa risadas e prende a atenção, o longa se desenrola em um tom amigável e em um ritmo agradável. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao tratar da pergunta “</span><i><span style="font-weight: 400;">O que é você?</span></i><span style="font-weight: 400;">” no decorrer de toda a obra, a animação cria uma segunda camada de interpretação muito mais profunda, que dialoga com aquilo que há de mais íntimo em se descobrir alguém fora dos padrões socialmente aceitos. Ao final, </span><a href="https://personaunesp.com.br/nimona-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nimona </span></i></a><span style="font-weight: 400;">pode ter diferentes interpretações de cada um, mas acerta em cheio ao se tornar identificável e uma afirmação de grande carisma que está tudo bem em </span><a href="https://pt.jugomobile.com/a-metafora-trans-de-nimona-parece-uma-revolucao-queer-radical/"><span style="font-weight: 400;">ser diferente</span></a><span style="font-weight: 400;"> e está tudo bem não se limitar apenas em uma caixinha; o universo é gigante e a gente pode ser tudo aquilo que a gente quiser. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_33111" aria-describedby="caption-attachment-33111" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33111" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-800x532.jpeg" alt="Cena do filme Nuovo Olimpo. Enea e Pietro estão sentados lado a lado, Enea a esquerda e Pietro a direita, em uma sala de cinema. A iluminação do ambiente é baixa e é possível ver mais dois homens ao fundo, desfocados. À esquerda de Enea há uma luz vermelha acesa. Pietro tem cabelo cacheado curto e veste um suéter verde escuro com uma camiseta de botão cinza clara por baixo, apenas a gola e um botão aparecem pelo colarinho do suéter. Enea tem cabelo liso e curto e veste uma jaqueta de couro marrom, um suéter azul escuro e uma camiseta de botão azul por baixo da qual é possível ver apenas a gola. Ambos olham para frente." width="800" height="532" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-800x532.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-1024x681.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-768x511.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-1536x1021.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo-1200x798.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/nuovo-olimpo.jpeg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33111" class="wp-caption-text">Um romance na Itália nem sempre sai como se espera (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Nuovo Olimpo</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma fotografia de brilhar os olhos, desenvolvida por Gian Filippo Corticelli, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NatMTfOZsl8"><i><span style="font-weight: 400;">Nuovo Olimpo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retrata um romance, inspirado em eventos verídicos, entre dois jovens na década de 70 em Roma. Envoltos por manifestações e contradições, Enea Monte (Damiano Gavino) e Pietro Gherardi (Andrea Di Luigi) se encontram em um </span><i><span style="font-weight: 400;">set</span></i><span style="font-weight: 400;"> de filmagens nas ruas da cidade italiana. A metalinguagem é um aspecto muito explorado pelo filme – afinal, Enea é estudante de cinema, o que torna a narrativa ainda mais interessante para os amantes de filmes e para aqueles que sonham em encontrar seu par perfeito em uma sala de projeção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O drama romântico de Ferzan Özpetek teve sua estreia no </span><a href="https://www.romacinemafest.it/en/rome-film-fest/"><span style="font-weight: 400;">Festival Internacional de Cinema de Roma</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tem sua narrativa formada por passagens entre o passado e o futuro. O desenrolar da trama emociona o telespectador e o roteiro de Özpetek e Gianni Romoli encontra o melhor final para a história, apesar de não ser o mais esperado. Abordando questões sensíveis que vão além do relacionamento do protagonistas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nuovo Olimpo</span></i><span style="font-weight: 400;"> se configura como um filme de encontros, desencontros e destinos, além de ser uma adição de sucesso para o catálogo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Gabriela Bita</b></p>
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<figure id="attachment_33112" aria-describedby="caption-attachment-33112" style="width: 774px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33112" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-assassino.jpg" alt="Cena do filme O Assassino. Na imagem, Michael Fassbender está sentado em um banco de praça verde, ao lado de um poste da mesma cor e à frente de um canteiro. Ele é um homem branco, usa calças, casaco e chapéu brancos e óculos escuros. Ele segura um sanduíche." width="774" height="516" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-assassino.jpg 774w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-assassino-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33112" class="wp-caption-text">Precisão e elegância são atributos comuns a David Fincher e ao protagonista de seu filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>O Assassino (The Killer)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A notória meticulosidade de </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/filmes/noticia/2023/10/27/david-fincher-nao-consigo-imaginar-que-as-pessoas-nao-vejam-o-tyler-durden-como-uma-influencia-negativa.ghtml"><span style="font-weight: 400;">David Fincher</span></a><span style="font-weight: 400;"> é quase satirizada pelo próprio diretor em um filme que esbanja perfeccionismo e detalhismo, ao mesmo tempo que o observa como algo que não é necessariamente alcançável. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Assassino</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem uma estética marcante, quase como se fosse feita por um autômato. Esse estilo robótico orna perfeitamente com o personagem de Michael Fassbender, um assassino frio e calculista mas que não pode escapar de uma realidade baseada no acaso e na falta de controle sobre os acontecimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de uma participação modesta, a atriz brasileira </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/quem-e-sophie-charlotte-em-o-assassino-conheca-a-personagem-da-atriz-brasileira-no-novo-filme-de-david-fincher,49ea3dceffdd891810ae50a43a84d8200hloxi17.html"><span style="font-weight: 400;">Sophie Charlotte</span></a><span style="font-weight: 400;"> interpreta um importante papel na trama, que apesar de não ter muitos detalhes, conta com discussões e dilemas profundos. Ainda que o protagonista não queira de modo algum se desviar do seu propósito, seus próprios pensamentos o dominam, acabando por ser levado da posição de controlador à de controlado. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Assassino</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">neo noir</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcante que deveria ser visto como símbolo de seu subgênero. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33153" aria-describedby="caption-attachment-33153" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33153" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-800x450.jpg" alt="Cena de O Livro dos Sonhos. Na imagem estão as personagens Thelma e Paula. Thelma está sentada, ela é uma mulher loira de cabelos cacheados e veste uma calça jeans azul com casaco preto. Paula está com as mãos na cabeça da amiga a ajudando a meditar, ela é uma mulher branca de cabelos pretos cacheados e veste calça branca com casaco xadrez em vermelho e preto. As duas estão em cima de pedras. Ao fundo, vemos um rio e árvores. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/livro-dos-sonhos.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33153" class="wp-caption-text">Esperançoso e dramático, O Livro dos Sonhos entrega mais do que promete (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>O Livro dos Sonhos (La Chambre des Merveilles) </strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa francesa de</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ggsv6pPmu4s"><i><span style="font-weight: 400;">O Livro dos Sonhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dirigido por Lisa Azuelos, é o tipo de clichê que aquece os corações. O filme conta a história de Thelma (Alexandra Lamy), uma mãe que faz o possível e o impossível para realizar os sonhos de seu filho Louis, enquanto ele está em coma devido a um acidente. Apesar de parecer sem propósito, o roteiro, de Fabien Suarez e Juliette Sales, tem como objetivo maior falar sobre perda, descobertas, libertação e muito mais dos temas sensíveis que rodeiam a vida e a morte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos acontecimentos muito bem construídos, vale destacar a presença de Maria Fernanda Cândido como Paula, uma personagem com pouco tempo de tela, mas muita coisa a dizer. A atuação magnífica da atriz brasileira é responsável por grande parte das reflexões da trama e é um dos pontos mais emocionantes do longa-metragem. Entre busca, esperança, renascimento e outros efeitos causados por acontecimentos drásticos, assistir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SsbvjdsUrLw"><i><span style="font-weight: 400;">O Livro dos Sonhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma experiência apreensiva e linda.</span> &#8211;<b> Jamily Rigonatto </b></p>
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<figure id="attachment_33113" aria-describedby="caption-attachment-33113" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33113" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-menino-e-a-garca.jpg" alt="Cena do filme O Menino e a Garça. A cena mostra uma mulher usando um kimono laranja de cabelo marrom e preso. Ela está em primeiro plano e andando. Atrás, seis senhoras estão a seguindo com vassouras na mão e feições irritadas. O ambiente é ao ar livre, um gramado verde, e ao fundo algumas casas atrás da cerca." width="800" height="433" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-menino-e-a-garca.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/o-menino-e-a-garca-768x416.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33113" class="wp-caption-text">O longa ganhou o prêmio de Melhor Animação no <a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/">Oscar</a> e Globo de Ouro (Foto: Studio Ghibli)</figcaption></figure>
<p><strong>O Menino e a Garça (Kimitachi wa Dou Ikiru ka)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a trágica morte de sua mãe no cenário de guerras, </span><a href="https://studioghibli.com.br/studioghibli/"><span style="font-weight: 400;">Mahito Maki</span></a><span style="font-weight: 400;"> precisa se mudar para o campo, onde seu pai trabalha para uma família fabricante de aviões para o exército japonês. Nem tão sozinho assim, o menino lida com a perda em contato com a natureza e uma garça, que posteriormente revela o fato de que sua mãe ainda está viva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a notícia, os personagens partem em busca da mãe em uma aventura ilustrada e imersa na animação 2D tradicional do Estúdio Ghibli. Sob a direção de </span><a href="https://studioghibli.com.br/diretores-studioghibli/hayao-miyazaki/"><span style="font-weight: 400;">Hayao Miyazaki</span></a><span style="font-weight: 400;">, famoso por </span><i><span style="font-weight: 400;">A Viagem de Chihiro</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Amigo Totoro</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-menino-e-a-garca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Menino e a Garça</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> relembra metáforas clássicas de suas obras: o vôo significando a liberdade e a guerra trazendo o panorama histórico e pessoal de Miyazaki. O filme é embriagante para qualquer um que ame animações, e a tradicionalidade e beleza nos movimentos tornam a obra hipnotizante. &#8211;</span><b> Amábile Zioli</b></p>
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<figure id="attachment_33114" aria-describedby="caption-attachment-33114" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33114" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-800x533.png" alt="Cena do filme Os Rejeitados. Na imagem, da esquerda para a direita, vemos uma mulher negra com um vestido roxo, um homem branco com um casal cinza e uma garrafa de vinho e um homem branco com um suéter marrom e uma calça bege." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados-1200x800.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/os-rejeitados.png 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33114" class="wp-caption-text">Quentinho como um filme de natal e necessário para qualquer um que se sinta deslocado, Os Rejeitados é o filme mais aconchegante dessa temporada de premiações (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Os Rejeitados (The Holdovers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmes </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/coming-of-age-o-que-e-e-filmes-que-abordam-o-assunto,bc827af93c5666d975496286d6929ac93xr8wg6c.html"><i><span style="font-weight: 400;">coming of age</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, aqueles que se concentram em desenvolver um personagem que está nos primeiros estágios da vida adulta, são um dos subgêneros do Cinema mais legais de acompanhar. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-rejeitados-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Os Rejeitados</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o incompreendido Angus Tully passa o recesso do final do ano com o professor Paul Hunham e a cozinheira Mary Lamb em um internato. Como diz o próprio título do longa, a narrativa é contada por meio da rejeição que cada um dos três personagens principais passa em suas respectivas vidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No futuro, espera-se que o filme dirigido por Alexander Payne se torne um clássico do Natal, já que se passa nessa época e subverte um feriado marcado por amor em dias infinitos de solidão por meio de três gerações. Sendo o primeiro trabalho do novato Dominic Sessa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Rejeitados</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz jus à carreira do veterano Paul Giamatti e, com o roteiro de David Hemingson (um dos maiores destaques), entrega à Da’Vine Joy Randolph (</span><em><a href="https://personaunesp.com.br/the-idol-critica/"><span style="font-weight: 400;">The Idol</span></a></em><span style="font-weight: 400;">) cenas de tirar o fôlego. O longa-metragem é o encontro perfeito entre histórias de amadurecimento e tramas natalinas, se tornando um deleite para qualquer um que ame essas narrativas. &#8211; </span><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
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<figure id="attachment_33152" aria-describedby="caption-attachment-33152" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33152" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/ari-e-dante.jpg" alt="Cena do filme Aristóteles e Dante Descobrem os Segredos do Universo. Na imagem estão Ari e Dante um ao lado do outro conversando. Eles são jovens latinos com cabelos escuros. Ari está do lado esquerdo, é mais alto, tem pele mais escura e usa camiseta cinza, mochila preta e uma toalha branca no ombro.. Dante está do lado esquerdo, tem pele mais clara, olhos verdes e veste camiseta amarela com camisa branca por cima. Ambos estão com cabelos molhados. Ao fundo há uma estrada de terra," width="600" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-33152" class="wp-caption-text">&#8220;Como pude algum dia sentir vergonha de amar Dante Quintana?&#8221; (Foto: Blue Fox Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Os Segredos do Universo por Aristóteles e Dante (Aristotle and Dante Discover the Secrets of the Universe)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirado no <a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9788565765350/aristoteles-e-dante-descobrem-os-segredos-do-universo?idtag=a30bee7b-e1f3-4d62-9e6f-c05df620f247&amp;gad_source=1&amp;gclid=CjwKCAjwh4-wBhB3EiwAeJsppFcY_K72xfq0RGObZ0qgWzYhh_KDRzZVrRX5fOtNIsz-sN3aDfRdIxoCdYAQAvD_BwE"><em>best seller</em></a> de Benjamin Alire Sáenz, a produção audiovisual <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FBuIr-azx04">Os Segredos do Universo por Aristóteles e Dante</a></em></span> <span style="font-weight: 400;">é um retrato sensível de um dos romances LGBTQIA+ mais aclamados dos últimos tempos. O longa-metragem, dirigido por Aitch Alberto, adapta com bastante verossimilhança a história dos dois jovens de ascendência latina e nome peculiar que se apaixonam, mas com algumas alterações necessárias ao tempo de tela que tinha disponível. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme traz Ari (Max Pelayo) e Dante (Reese Gonzales) bem caracterizados a apropriados para a idade que representam ter. Ainda assim, existem mudanças consistentes e importantes no roteiro, com o corte de cenas mais íntimas que não teriam como fazer sentido com o amadurecimento mais veloz dos protagonistas nas telas. Além disso, o </span><a href="https://nerdrecomenda.com.br/aristoteles-e-dante-o-amor-e-a-polemica/"><span style="font-weight: 400;">polêmico</span></a><span style="font-weight: 400;"> discurso transfóbico presente em uma das páginas do livro não ganha espaço, o que é essencial para a integridade ética da obra. Em suma, o enredo continua emocionante como o esperado e, se não descobrimos os segredos do universo, com certeza desvendamos os da doçura da autodescoberta.</span> &#8211;<b> Jamily Rigonatto</b></p>
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<figure id="attachment_33115" aria-describedby="caption-attachment-33115" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33115" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-800x533.png" alt="Cena do filme Oppenheimer. Robert Oppenheimer, interpretado por Cillian Murphy, é um homem branco, magro e possui uma expressão observadora e apreensiva, enquanto olha para a esquerda. Ele veste um paletó cinza, uma camisa azul, uma gravata preta, um cinto com uma placa dourada no meio e um chapéu fedora cinza. No lado direito de seu paletó, na perspectiva do observador, Oppenheimer possui uma espécie de placa redonda, pequena, pendurada com a indicação K-6." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/oppenheimer-1536x1024.png 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33115" class="wp-caption-text">“Prometeu roubou o fogo dos deuses e o deu ao homem. Por isso ele foi acorrentado a uma rocha e torturado por toda a eternidade” (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Oppenheimer</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmes biográficos caminham por diversas linhas tênues, necessitando cuidados relacionados com a precisão dos fatos narrados, formas de trabalhar a história para torná-la interessante, escolha de elenco, entre outros pontos. Especialmente um filme de guerra, pois o gênero sofre, por vezes, com o problema de &#8216;ser mais do mesmo&#8217;. No entanto, quando bem feitos, os dois gêneros podem brilhar e contar histórias fascinantes, e esse é o caso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fez7X_oevNs"><span style="font-weight: 400;">Christopher Nolan</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme conta a história do físico teórico Robert Oppenheimer (interpretado por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_OcFh4KyRnY"><span style="font-weight: 400;">Cillian Murphy</span></a><span style="font-weight: 400;">), conhecido como o &#8216;pai da bomba atômica&#8217;. A obra de Nolan se inicia com a trajetória acadêmica do cientista, quando estudou na Europa e achou sua paixão: a física quântica. O filme, então, vai até ao ponto alto (e terrível) da carreira de Oppenheimer, quando lidera o Projeto Manhattan, responsável pelas bombas que destroem as cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações brilhantes de Emily Blunt como Katherine &#8216;Kitty&#8217; Oppenheimer, Matt Damon como Leslie Groves, Robert Downey Jr. como Lewis Strauss e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/florence-pugh/"><span style="font-weight: 400;">Florence Pugh</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Jean Tatlock deixam tudo ainda melhor. Sem contar com a belíssima e inquietante </span><a href="https://open.spotify.com/album/0rwbMKjNkp4ehQTwf9V2Jk?si=urjh-bQYT3SEeoSgE8WNoA"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> composta por Ludwig Göransson. &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<figure id="attachment_33117" aria-describedby="caption-attachment-33117" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33117" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-800x360.png" alt="Cena de Pânico 6. Ao centro e em foco está Ghostface; veste uma túnica preta com capuz e a famosa máscara branca de fantasma, que está bastante desgastada. Ao fundo dá para ver um cômodo com luzes amarelas acesas." width="800" height="360" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-800x360.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-1024x460.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-768x345.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6-1200x540.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/panico-6.png 1210w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33117" class="wp-caption-text">Mais um ano, mais um Ghostface (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Pânico 6 (Scream VI)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saga </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-25-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> marcou o cinema de terror quando foi lançado nos anos 1990 e, desde então, novos capítulos são adicionados a essa história envolvente. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/panico-6-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pânico 6</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Sam (</span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/panico-com-melissa-barrera-era-para-ser-uma-trilogia-entenda/"><span style="font-weight: 400;">Melissa Barrera</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Tara (Jenna Ortega) – que, novamente, se destacaram por suas atuações – lidam com as consequências do último massacre e tentam uma nova vida em Nova York. O filme segue a mesma fórmula dos anteriores, mas tem os novos avanços tecnológicos e uma ousadia que agrada quem assiste. O mais novo lançamento eleva a violência típica, sendo um ótimo representante do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguindo o quinto filme da franquia, fantasmas do passado são trazidos de volta. Todos já esperavam o retorno de Gale Weathers (Courteney Cox), mas o que deixou os fãs chocados foi a volta de </span><a href="https://youtu.be/2BJInxwNeK8?si=89kPn3odMkywpPoL"><span style="font-weight: 400;">Kirby</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Hayden Panettiere), que teve um final aberto em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pânico 4</span></i><span style="font-weight: 400;">. A personagem é bastante carismática e foi uma ótima adição ao roteiro. Outro retorno interessante foi o do personagem que iniciou toda essa trajetória, Billy Loomis (Skeet Ulrich), que está presente no longa como uma visão de Sam, sendo essencial para o seu desenvolvimento e sua batalha interna com a sua própria ética. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade</b></p>
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<figure id="attachment_33118" aria-describedby="caption-attachment-33118" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33118" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-800x450.png" alt="Cena do filme Passagens. Da esquerda para a direita: uma mulher com uma roupa rosa e um homem com uma blusa vazada preta dançam lado a lado, sem olhar um para o outro. Atrás deles, outras pessoas dançam em um lugar escuro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/passagens.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33118" class="wp-caption-text">Passagens é sobre amor, desejo, sexo e todas as complicações que seguem (Foto: O2 Play)</figcaption></figure>
<p><strong>Passagens (Passages)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor </span><a href="https://youtu.be/FzukGkU0m2c?si=h032g7iNrW3F29df"><span style="font-weight: 400;">Ira Sachs</span></a><span style="font-weight: 400;"> construiu uma carreira sobre o tema comum de relacionamentos amorosos, em suas inúmeras formas. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Passagens</span></i><span style="font-weight: 400;">, o americano se uniu ao roteirista brasileiro Maurício Zacharias para a quinta colaboração da dupla. O filme acompanha o triângulo amoroso confuso que se conecta pelo protagonista, Tomas, um homem impulsivo e indeciso sobre o que quer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme compreende que o processo de autodescoberta não é sempre agradável, muito menos linear. É um respiro assistir um protagonista que não é restrito a ser compreendido ou sequer perdoável. Como na vida real, sua trajetória pode te colocar como o vilão na história de outros. </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/amp/ilustrada/2023/08/em-passagens-ira-sachs-usa-sexo-para-desvendar-dor-de-relacionamento.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Passagens</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">explora isso: como as nossas relações impactam as vidas de outras pessoas, aqueles que passam pelas nossas vidas e por cujas vidas nós passamos. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33119" aria-describedby="caption-attachment-33119" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33119" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-800x451.jpg" alt="Cena do filme Perdida. Na fotografia, temos a personagem Sofia, interpretada por Giovanna Grigio, olhando para seu par romântico Ian, vivido pelo ator Bruno Montaleone. Ela é uma mulher branca, olhos castanhos e cabelo longo de mesma cor, ondulado e com franjinha. O vento balança o cabelo da personagem e é possível perceber que eles estão em um campo aberto. Não é possível ver o rosto de Bruno, apenas parte de seu sorriso e seus peitoral coberto pela camisa da época." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida-1200x676.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/perdida.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33119" class="wp-caption-text">Perdida é a adaptação de uma série de livros da autora Carina Rissi (Foto: Star Distribution Brasil)</figcaption></figure>
<p><strong>Perdida</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fãs de </span><a href="https://personaunesp.com.br/orgulho-e-preconceito-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Orgulho e Preconceito</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Jane Austen</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/bridgerton-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bridgerton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e afins, uni-vos: </span><i><span style="font-weight: 400;">Perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou às telas brasileiras em 2023 para surfar no nosso </span><i><span style="font-weight: 400;">hype</span></i><span style="font-weight: 400;"> e saudade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bridgerton-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Anthony e Edwina</span></a><span style="font-weight: 400;">. Aqui, misturamos a correria de São Paulo, os amores efêmeros, a época das redes sociais e da pressa de viver da cidade com os campos, o passado, vestidos de época e cortejos do século 19. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apossando-se do discurso ‘eu nasci na época errada’, Sofia (</span><a href="https://personaunesp.com.br/as-five-critica/"><span style="font-weight: 400;">Giovanna Grigio</span></a><span style="font-weight: 400;">) se vê em dúvida dessa afirmação quando, de fato, é transportada para bem longe de tudo aquilo que ela conhece para ficar perto dos charmes do </span><i><span style="font-weight: 400;">gentleman</span></i><span style="font-weight: 400;"> Ian (Bruno Montaleone).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É inegável que temos muitos clichês e poucas surpresas, mas não podemos deixar que eles ofusquem todos os detalhes e beleza do longa. Em uma produção que não fica para trás das internacionais, </span><a href="https://www.chippu.com.br/noticias/perdida-giovanna-grigio-bruno-montaleone-critica-e-bom-vale-a-pena"><i><span style="font-weight: 400;">Perdida</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um ótimo presságio para um futuro de adaptações brasileiras ainda mais brilhantes. &#8211;</span><b> Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33120" aria-describedby="caption-attachment-33120" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33120" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-800x451.png" alt="Cena do filme Pobres Criaturas. A personagem Bella Baxter interpretada por Emma Stone, mulher branca de cabelos pretos longos e sobrancelhas espessas, está sentada lendo um livro e fazendo anotações com uma expressão impaciente, já que o personagem Duncan Wedderburn, interpretado por Mark Ruffalo, homem branco de bigode e cabelos levemente grisalhos, está próximo de seu rosto e com seus braços em volta dela, com uma expressão sedutora. Bella veste um vestido amarelo luxuoso, enquanto que Duncan está vestindo um terno verde-musgo. A iluminação é quente e suave." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas-1200x676.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/pobres-criaturas.png 1296w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33120" class="wp-caption-text">Passando pelo visceral e o grotesco, a obra não é nada menos que humana (Foto: Searchlight)</figcaption></figure>
<p><strong>Pobres Criaturas (Poor Things)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Banhado em uma estética surrealista (e colorida em sua maioria), </span><a href="https://personaunesp.com.br/pobres-criaturas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pobres Criaturas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta a história de Bella Baxter (Emma Stone) e sua jornada de autodescoberta, em busca do que realmente significa ser humano. O nono filme do diretor grego </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-sacrificio-do-cervo-sagrado-critica/"><span style="font-weight: 400;">Yorgos Lanthimos</span></a><span style="font-weight: 400;"> – conhecido por suas </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/pobres-criaturas-6-filmes-do-diretor-yorgos-lanthimos-para-ver-em-casa"><span style="font-weight: 400;">obras excêntricas</span></a><span style="font-weight: 400;">, como </span><i><span style="font-weight: 400;">Dente Canino</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2009) –, baseado no </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-pobres-criaturas-de-alasdair-gray/"><span style="font-weight: 400;">romance homônimo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Alasdair Gray, apresenta um retrato cru e explícito da natureza humana desde seu estado mais primitivo até o amadurecimento e independência. Contornando essa narrativa, o filme também propõe reflexões relevantes que exploram os inúmeros lados da moeda humana, sempre de forma atemporal e intransigente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os momentos e diálogos provocativos são regados por performances impecáveis em personagens como a própria protagonista Bella, o charlatão Duncan Wedderburn (Mark Ruffalo) e o cientista Dr. Godwin Baxter (Willem Dafoe), sendo que cada figura possui uma personalidade única – e imperfeita, como o filme faz questão de nos mostrar. A trilha sonora abstrata e dissonante de </span><a href="https://soundworkscollection.com/post/the-music-of-poor-things"><span style="font-weight: 400;">Jerskin Fendrix</span></a><span style="font-weight: 400;"> casa perfeitamente com o visual absurdo da obra. Além disso, os cenários e figurinos cativam os olhos de qualquer espectador ao longo do filme, muitas vezes contrastando com os temas ásperos tratados acerca do desprendimento de quaisquer normas e padrões que a sociedade impõe a si própria. &#8211; </span><b>Leandro Santhiago</b></p>
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<figure id="attachment_33124" aria-describedby="caption-attachment-33124" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33124" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-800x534.jpg" alt="Cena do filme Priscilla. À esquerda da imagem, é possível ver o ator Jacob Elordi, que interpreta Elvis Presley. Ele é um homem branco, com cabelos escuros e usa uma camisa preta. À direita, é possível ver a atriz Cailee Spaeny, que interpreta Priscilla Presley. Ela é uma mulher branca, de cabelos escuros, olhos claros. Ela usa uma regata verde-água, e usa um delineado gatinho preto. Ao centro, podemos ver as mãos dos atores juntas." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/priscilla.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33124" class="wp-caption-text">A libertação e a prisão de Priscilla são escancaradas durante o longa (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><strong>Priscilla</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas cores pastéis de </span><a href="https://personaunesp.com.br/priscilla-critica"><i><span style="font-weight: 400;">Priscilla</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conhecemos a história da ingênua jovem que se apaixonou por Elvis Presley. Indo de uma inocência pueril para uma maturidade adulta, Cailee Spaeny faz uma Priscilla Presley com muito louvor: a evolução marcada por mudanças no cabelo, nas roupas e na maquiagem quase nos fazem esquecer que a personagem era uma criança quando conheceu o astro do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock and roll</span></i><span style="font-weight: 400;">. O filme ainda contou com a atuação divertida e levemente assustadora de Jacob Elordi como Elvis Presley. Cheio de energia e </span><i><span style="font-weight: 400;">sex appeal</span></i><span style="font-weight: 400;">, Elordi arrasou corações dentro e fora do longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">On The Rocks</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2020), </span><a href="https://mubi.com/pt/notebook/posts/fairy-tale-starts-to-melt-sofia-coppola-discusses-priscilla"><span style="font-weight: 400;">Sofia Coppola</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez seu retorno às telonas com </span><i><span style="font-weight: 400;">Priscilla</span></i><span style="font-weight: 400;">. Após sua estreia no 80º Festival Internacional de Cinema de Veneza e no <a href="https://personaunesp.com.br/tag/festival-do-rio/">Festival do Rio</a>, o filme foi lançado no final de 2023 nos cinemas brasileiros. A diretora – que tem como marca registrada contar histórias sobre mulheres – traz novamente visuais graciosos, uma trilha sonora bem-pensada e uma fotografia que nos transporta para os anos 60. &#8211;</span><b> Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_33125" aria-describedby="caption-attachment-33125" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33125" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-800x450.png" alt="Cena do filme Propriedade. A cena se passa dentro de uma casa, com a câmera posicionada atrás das costas de um homem (ao centro) e uma janela ao fundo, criando um contraste no contra luz que dificulta ver as feições dos personagens. À esquerda, vemos duas mulheres e um homem adultos, apoiados na parede e encarando o homem ao centro. No centro, vemos um homem branco de cabelos curtos de costas. Ele está atrás de uma mesa, na direção da câmera, e as outras pessoas estão do outro lado. À direita, vemos dois homens pretos e uma mulher preta adultos olhando para o homem do centro." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade-1200x675.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/propriedade.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33125" class="wp-caption-text">Além do Brasil, Propriedade foi exibido no Festival de Berlim e no Museu de Arte Moderna de Nova York (Foto: Símio Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Propriedade</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Exibido no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/festival-do-rio/"><span style="font-weight: 400;">Festival do Rio</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Propriedade </span></i><span style="font-weight: 400;">traz os ecos do passado colonial brasileiro para os dias atuais. Na trama, a estilista Tereza (Malu Galli) e o marido vão para a fazenda da família e se deparam com um motim em curso. Os funcionários da propriedade ilustram uma situação de escravidão moderna: trabalham para pagar a moradia e alimentação na própria terra dos patrões, sem nenhum tipo de segurança e com os documentos confiscados até quitarem suas dívidas impossíveis. A centelha da rebelião é o anúncio de que serão despejados porque o local será vendido – mas não sem antes pagar o que devem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como lembra Dona Antônia, personagem vivida intensamente por Zuleika Ferreira, os trabalhadores estão naquelas terras há mais tempo que o dono atual. A </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-sobrevivencia-da-bondade-critica/"><span style="font-weight: 400;">tomada do controle</span></a><span style="font-weight: 400;"> da propriedade vem seguida de mortes e brigas internas, já que a própria abordagem dos funcionários não é um consenso entre eles. O ápice da tensão é a presença de Tereza no meio: ela conseguiu escapar da casa e ficou trancada dentro do próprio carro blindado, mas sem conseguir tirá-lo de lá.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor Daniel Bandeira (de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vinil Verde</span></i><span style="font-weight: 400;">) não propõe soluções fáceis. O diálogo é na base da paulada, mostrando que cada lado quer, acima de tudo, sua própria sobrevivência e liberdade. É tão fácil torcer para Tereza sair ilesa de lá quanto para as famílias que vivem na fazenda finalmente se livrarem das garras </span><a href="https://personaunesp.com.br/medida-provisoria-critica/"><span style="font-weight: 400;">escravocratas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seus patrões. A oposição vira uma caçada e a conclusão é longe de unânime, deixando a moral da história a cargo de quem quiser pensar. &#8211;</span><b> Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33126" aria-describedby="caption-attachment-33126" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33126" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-800x533.png" alt="Cena do filme Que Horas Eu Te Pego?. Na imagem, Jennifer Lawrence, uma mulher branca que interpreta Maddie, veste uma camiseta branca. Andrew Barth, um homem branco que interpreta Percy, também veste uma camiseta branca. Eles estão em uma sala, sentados em um sofá com almofadas vermelhas. Ele está no colo dela." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/que-horas-eu-te-pego.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33126" class="wp-caption-text">Não existe nada como uma comédia romântica que nos lembra os tempos de ouro dos anos 2000 (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Que Horas Eu Te Pego? (No Hard Feelings)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há tempos que a nostalgia tem tido protagonismo quando falamos de comédias românticas, seja pelos atuais roteiros rasos, atuações fracas ou pela falta de capas icônicas com fundos brancos que ditaram sucessos atemporais. Felizmente, </span><a href="https://personaunesp.com.br/que-horas-eu-te-pego-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Que Horas Eu Te Pego?</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">prova que ainda temos sinais de vida no gênero –</span><b> </b><span style="font-weight: 400;">e mais que isso, fazem doer a barriga!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma progressão fantástica e um clímax muito bem construídos, a leveza do longa amplia todas as emoções de uma atriz veterana (</span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2016/08/jennifer-lawrence-e-atriz-mais-bem-paga-do-mundo-pelo-2-ano-seguido.html"><span style="font-weight: 400;">Jennifer Lawrence</span></a><span style="font-weight: 400;">) quando contracena com o novato Andrew Barth, além de criar uma química surpreendentemente tensa e engraçada. Em um domingo à tarde, não há escolha melhor. &#8211;</span><b> Henrique Marinhos</b></p>
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<figure id="attachment_33127" aria-describedby="caption-attachment-33127" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33127" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas-800x548.png" alt="Cena do filme Retratos Fantasmas. Na imagem em preto e branco, vemos diversas pessoas no centro de Recife. No fundo da imagem, é possível ver um banner escrito “Cinema é a maior diversão”." width="800" height="548" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas-800x548.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas-768x526.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/retratos-fantasmas.png 1008w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33127" class="wp-caption-text">Em Retratos Fantasmas, Kleber Mendonça Filho homenageia o Cinema conforme mostra a história de vida do diretor (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Retratos Fantasmas</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bacurau</span></i><span style="font-weight: 400;">, especulou-se muito sobre o que seria o próximo projeto de </span><a href="https://www.sescsp.org.br/mais-real-que-a-ficcao-entrevista-com-o-cineasta-kleber-mendonca-filho/"><span style="font-weight: 400;">Kleber Mendonça Filho</span></a><span style="font-weight: 400;">. No filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Vi19G7_HfxQ"><i><span style="font-weight: 400;">Retratos Fantasmas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor volta à cidade natal e conta, pelas lentes de alguém que vive da Sétima Arte, a história dos cinemas de rua no centro de Recife. Ao mesmo tempo em que é considerado um longa-metragem, o pernambucano utiliza algumas técnicas usadas em</span> <span style="font-weight: 400;">documentários, e é aqui que ocorre o triunfo da trama. Servindo como uma forma de acervo para o próprio diretor, é através do conhecimento amplo de Mendonça Filho que o espectador avalia o desmantelamento do cinema como espaço cultural.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">História, Geografia, suspense e comédia definem o sentimento após o encerramento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Retratos Fantasmas</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma vez que o diretor situa o público acerca dos pontos principais de Recife, bem como a história que ali ocorre. Fora isso, KMF também brinca com o suspense por meio da comédia e a escolha de sons que remetem ao </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">, subgênero do terror. Infelizmente, o longa </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2023/12/21/retratos-fantasmas-fica-de-fora-de-disputa-do-oscar-2024.ghtml"><span style="font-weight: 400;">não conseguiu</span></a><span style="font-weight: 400;"> uma vaga na disputa de Melhor Filme Internacional no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2024</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas a conversa em torno dele será imortalizada, assim como o amor pelo Cinema, que preenche e dá sustentação às obras do nordestino. &#8211; </span><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
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<figure id="attachment_33128" aria-describedby="caption-attachment-33128" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33128" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-800x500.jpg" alt="Cena do filme Rye Lane. Dom, um homem retinto de cabelos raspados e uma jaqueta verde, ri enquanto conversa com Yas, uma mulher negra de cabelos médios, que também se diverte. A protagonista usa um casaco e vários acessórios amarelos. A câmera está centralizada no casal e ao fundo pode-se ver algumas plantas e uma longa porta esverdeada. " width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane-1200x750.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/rye-lane.jpg 1360w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33128" class="wp-caption-text">O acaso conta a história de Dom e Yas (Foto: BBC Films)</figcaption></figure>
<p><strong>Rye Lane – Um Amor Inesperado (Rye Lane)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rye Lane é o primeiro longa-metragem da diretora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3dX0OKUS1-0&amp;t=1s"><span style="font-weight: 400;">Raine Allen-Miller</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conta a história de Dom e Yas, um jovem casal que passa um dia juntos aprendendo a lidar com as suas emoções após seus respectivos términos com outras pessoas. Discutindo relações e amores passados, os personagens quebram estereótipos de gênero de forma sensível e envolvente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Remetendo também a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MRWg-pWMCsU&amp;t=4s"><i><span style="font-weight: 400;">Antes do Pôr do Sol</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o filme é prazeroso e verdadeiramente apaixonante. A complexidade do relacionamento dos personagens é cativante, uma vez que pode-se observar como os dois estão dispostos a adentrar o mundo um do outro, ainda que de maneira efêmera, não tendo ao menos a certeza de que ficarão juntos no final. &#8211; <strong>Rebecca Ramos</strong></span></p>
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<figure id="attachment_33129" aria-describedby="caption-attachment-33129" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33129" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/saltburn.jpg" alt="ena do filme Saltburn. Na imagem temos Felix Catton (Jacob Elordi), um jovem branco, alto, de olhos e cabelos castanhos. Ele está vestindo um terno preto, uma camiseta branca e uma gravata borboleta preta. Ele está em volta de uma mesa, dentro de uma sala de jantar meio escura, ao seu redor tem algumas velas e outros convidados. " width="735" height="490" /><figcaption id="caption-attachment-33129" class="wp-caption-text">“Eu sei o que vocês fizeram em Saltburn no verão passado” (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><strong>Saltburn</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nada é notório ou exato. A obsessão de uma vida fantasiada desfruta da aparência inocente e não tem nada além de um desatino exuberante e uma cobiça em conquistar ainda mais. O glamour da aristocracia inglesa passada de pais para filhos, futuros sucessores de uma riqueza geracional, adentram o íntimo de Oliver Quick (</span><a href="https://personaunesp.com.br/os-banshees-de-inisherin-critica/"><span style="font-weight: 400;">Barry Keoghan</span></a><span style="font-weight: 400;">). Oliver, calouro na Universidade de Oxford e sem relevância na esfera milionária dos outros estudantes, encontra em Felix Cotton (</span><a href="https://personaunesp.com.br/priscilla-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jacob Elordi</span></a><span style="font-weight: 400;">) uma rachadura permeável na qual ele se molda, sem dó e nem piedade, para tomar tudo que deseja. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LFVhaMMjTDg"><i><span style="font-weight: 400;">Saltburn</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos a insanidade da mente em ação, um conflito pessoal sobre se apaixonar por pessoas que detestamos. Sendo o segundo longa-metragem de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emerald Fennell</span></a><span style="font-weight: 400;">, o</span><i><span style="font-weight: 400;"> thriller </span></i><span style="font-weight: 400;">psicológico se desenrola durante o verão onde todos da elite abraçaram o delírio. Cada personagem garante uma personalidade única, camadas de luxo e uma fascinação pelo excêntrico. Acentuando com mais profundidade essa admiração pelo bizarro, a fotografia de Linus SandGren é, sem dúvidas, um dos pontos mais altos do filme. Um espetáculo entre o gótico e a estética barroca, que sustenta inteiramente a sátira macabra das diferenças de classes roteirizados por Fennell. &#8211;</span><b> Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33130" aria-describedby="caption-attachment-33130" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33130" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-800x441.png" alt="Cena de Segredos de Um Escândalo. Nela vemos, em primeiro plano, Gracie, uma mulher branca de meia idade de cabelos loiros, que veste uma camiseta branca e é interpretada por Julianne Moore. Em segundo plano e à esquerda, está Elizabeth Barry, interpretada por Natalie Portman, uma mulher branca de cabelos castanhos com franja e que veste uma camiseta cinza. As duas estão em frente a um espelho de banheiro e Elizabeth observa Gracie passando maquiagem." width="800" height="441" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-800x441.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-1024x565.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-768x424.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo-1200x662.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/segredos-de-um-escandalo.png 1450w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33130" class="wp-caption-text">Segredos de Um Escândalo passaria tranquilamente no horário nobre da Rede Globo (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><b>Segredos de Um Escândalo (May December)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando você vê a assinatura de Todd Haynes em uma produção, pode saber que é coisa boa. Se reformulando em sua filmografia, o diretor dessa vez aborda a </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/275658-may-december-conheca-bizarra-historia-real-tras-filme-cotado-oscar.htm"><span style="font-weight: 400;">história real</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Mary Kay Letourneau e Vili Fualaau, que engataram um relacionamento quando tinham 36 e 13 anos, respectivamente. Aqui eles viram Gracie e Joe, e após as polêmicas submersas numa vida de subúrbio, tem seu passado desenterrado por Elizabeth Barry, uma atriz que passa um tempo na família para estudar Gracie, papel que ela desempenhará em um filme independente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma atmosfera de novela, muito familiar a nós brasileiros, Haynes constrói, assim como na tortura chinesa, um suspense latente que goteja em nossa cabeça até se tornar insuportável, culminando num desmoronamento daquele castelo de farsas construído por Gracie. Isso se dá, em grande parte, nas atuações do trio. Julianne Moore dá vida a uma esposa meticulosamente calculista que controla a todos em um misto de ingenuidade e poder. Natalie Portman imprime uma atriz que se deixa levar até demais pelo método e rompe barreiras éticas, enquanto Charles Melton saiu dos esgotos de </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/-riverdale-ate-o-elenco-odeia-a-propria-serie-e-este-video-e-a-prova/94669"><i><span style="font-weight: 400;">Riverdale</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para ressurgir como um Joe atado a um escândalo, carregado de traumas que nem ele mesmo reconhece.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/segredos-de-um-escandalo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Segredos de Um Escândalo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> definitivamente merecia mais reconhecimento, seja nas premiações ou até mesmo em sua distribuição (lá fora ele é da </span><a href="https://www.chippu.com.br/noticias/netflix-may-december-natalie-portman-juliane-moore-todd-haynes"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas aqui chegou de maneira tímida aos cinemas para cumprir tabela na temporada). Mas isso é entendível por ser uma produção feita naturalmente para incomodar, traçando uma crítica 360º da indústria acerca de casos reais, seja pelo consumo dos telespectadores ou pelo sensacionalismo dos idealizadores, capaz de girar a faca ainda mais nos estômagos das vítimas. &#8211; </span><b>Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_33131" aria-describedby="caption-attachment-33131" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33131" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-800x335.png" alt="Cena do filme Sem Coração. A imagem mostra um barco pesqueiro pequeno, à distância no mar. A cena se passa durante o dia, com um céu azul ao fundo. No barco, vemos três crianças ao longe, duas delas prestes a pular em direção à água. Ao redor do barco, no mar, vemos outras duas crianças nadando." width="800" height="335" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-800x335.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-1024x429.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-768x322.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao-1200x503.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/sem-coracao.png 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33131" class="wp-caption-text">Depois de passar pelo Festival de Veneza, Festival do Rio e Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, Sem Coração chega aos cinemas brasileiros em Abril (Foto: Vitrine Filmes)</figcaption></figure>
<p><strong>Sem Coração</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Das </span><a href="https://personaunesp.com.br/nosso-sonho-critica/"><span style="font-weight: 400;">cinebiografias</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/medusa-critica/"><span style="font-weight: 400;">terror</span></a><span style="font-weight: 400;">, o Brasil não deve nada ao Cinema estrangeiro. Com </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Coração</span></i><span style="font-weight: 400;">, o audiovisual nacional ganha um </span><i><span style="font-weight: 400;">coming of age </span></i><span style="font-weight: 400;">delicioso para chamar de seu. A trama acompanha Tamara (Maya de Vicq) em suas últimas semanas na vila pesqueira onde mora antes de se mudar para estudar em Brasília. Por lá, ela ouve falar de uma menina apelidada de Sem Coração (Eduarda Samara), que, envolta em mistério, mexe com a cabeça dela e dos amigos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os acontecimentos enigmáticos que envolvem a interação das duas são curiosos de se </span><a href="https://www.exibidor.com.br/noticias/industria/11341-premiado-longa-34sem-corac807a771o34-ganha-data-de-lancamento-no-brasil-e-trailer-inedito#:~:text=2024%20%7C%20Yuri%20Codogno-,Premiado%20longa%20%22Sem%20Cora%C3%A7%C3%A3o%22%20ganha%20data%20de%20lan%C3%A7amento%20no%20Brasil,no%20Brasil%3A%2018%20de%20abril."><span style="font-weight: 400;">assistir</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas escondem algo ainda mais profundo por trás: o nascimento de uma conexão inexplicável, algo tão incompreensível quanto descobrir a própria sexualidade ao se apaixonar pela primeira vez. Com os cenários paradisíacos da praia alagoana ao fundo, o grupo de adolescentes aproveita o mar, invade casas alheias ao som de risadas e provocações, discutem seus futuros, medos e esperanças, e defendem uns aos outros com a própria vida, se for necessário – um companheirismo que dá saudade dos dias intensos de infância. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33132" aria-describedby="caption-attachment-33132" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33132" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-800x450.jpg" alt="Cena do filme Todos Menos Você. Na fotografia, temos um close no casal composto pela atriz Sidney Sweeney e pelo ator Glen Powell. Ela é branca, loira e magra. Está usando um biquíni, seu cabelo está molhado e preso em um rabo de cavalo. Ele é branco, loiro, está sem camisa e é musculoso. O fundo da foto é uma floresta desfocada, e o casal está próximo de dar um beijo. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-menos-voce.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33132" class="wp-caption-text">“Ninguém mais pode falar as palavras nos seus lábios” (Foto: Sony Pictures)</figcaption></figure>
<p><strong>Todos Menos Você (Anyone But You)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem </span><i><span style="font-weight: 400;">Tinder</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem um </span><i><span style="font-weight: 400;">blind date</span></i><span style="font-weight: 400;"> arranjado pela melhor amiga e sem flertes por mensagem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Menos Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue resgatar o clichê do acaso como o brilho especial para o romance de Bea (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sidney Sweeney</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Ben (</span><a href="https://www.vogue.com/article/how-glen-powell-charmed-hollywood-interview"><span style="font-weight: 400;">Glen Powell</span></a><span style="font-weight: 400;">). Aproveitando-se também da famosa e adorada fórmula </span><i><span style="font-weight: 400;">enemies to lovers</span></i><span style="font-weight: 400;"> (ou seria</span><i><span style="font-weight: 400;"> lovers to enemies to lovers</span></i><span style="font-weight: 400;">?), a direção de Will Gluck  fez sucesso não só por preencher a falta de <em>romcoms</em> de qualidade do catálogo, mas pela química e tensão sexual entre os protagonistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para viralizar dentro e fora das redes e resgatar a magia de um bom romance em tela, bastou adicionar ao roteiro uma viagem internacional, um casamento na praia, um </span>quarteto<span style="font-weight: 400;"> amoroso, algumas cenas vergonhosas (que só quem assistiu </span><a href="https://personaunesp.com.br/euphoria-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Cassie Howard</span></a><span style="font-weight: 400;"> conseguiu sobreviver sem tantos arranhões) e uma trilha sonora chiclete para que o assunto do momento fosse, ao som de </span><i><span style="font-weight: 400;">Unwritten</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Menos Você</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211;</span><b> Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33133" aria-describedby="caption-attachment-33133" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33133" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-800x450.png" alt="Cena do filme Todos Nós Desconhecidos. À esquerda, no banheiro de uma balada iluminado por uma luz azul está Andrew Scott, que interpreta Adam. Um homem branco, de meia idade, com cabelos lisos escuros e finos. Ele está sorrindo para Paul Mescal, que estende seu braço em seu ombro até a parede. Paul Mescal interpreta Harry, seu par romântico. Um homem branco ao fim dos vinte anos com cabelos espessos, escuros e lisos. Ele veste uma regata branca e olha intensamente para os olhos de Adam." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/todos-nos-desconhecidos.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33133" class="wp-caption-text">As estrelas de Fleabag e Aftersun contracenam intimamente em um dos longas mais esperados do ano (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Todos Nós Desconhecidos (All Of Us Strangers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de Andrew High, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Nós Desconhecidos</span></i><span style="font-weight: 400;">, ganhou notoriedade principalmente pelos outros trabalhos </span><a href="https://personaunesp.com.br/fleabag-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">dilacerantes</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas indiscutivelmente encantadores, dos protagonistas. Lançado em Dezembro de 2023, o longa criou um imaginário coletivo sem muitos precedentes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A princípio, acompanharíamos o nascer do relacionamento de um escritor de meia idade solitário, Adam (Andrew Scott), e seu novo vizinho Harry (</span><a href="https://personaunesp.com.br/aftersun-critica/"><span style="font-weight: 400;">Paul Mescal</span></a><span style="font-weight: 400;">). Mas, sem qualquer aviso prévio, tudo começa a fazer sentido enquanto nossas expectativas se quebram em mil pedaços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde a fotografia (Jamie D. Ramsay) à montagem (Jonathan Alberts), a veia artística  e representativa é muito forte. Nos imaginamos em seus lugares e vivemos um amor recente em seu </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/cenas-intimas-entre-paul-mescal-e-andrew-scott-mostram-natureza-subjetiva-de-fazer-sexo/"><span style="font-weight: 400;">impulso mais primitivo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em ambientações noturnas e dramáticas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Todos Nós Desconhecidos</span></i><span style="font-weight: 400;"> vale cada segundo de emoção, dúvida e lástima. &#8211;</span><b> Henrique Marinhos</b></p>
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<figure id="attachment_33134" aria-describedby="caption-attachment-33134" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade-800x450.jpg" alt="Cena do filme Um Pacto de Amizade. A imagem mostra uma sala de cinema. À esquerda, é possível ver o ator Milo Manheim, que interpreta o personagem Ben Plunkett. Ele é um homem branco, de cabelos pretos e olhos castanhos. Ele usa um paletó roxo escuro com detalhes em dourado, uma camisa branca, calça preta e mocassim branco. À direita, é possível ver a atriz Peyton Elizabeth Lee, que interpreta a personagem Mandy Yang. Ela é uma mulher de ascendência chinesa, de cabelos castanhos escuros e olhos castanhos. Ela usa um vestido rosa com aplicações em lantejoulas, sem mangas, com decote coração, com tule colorido na saia e luvas rosa com aplicações em lantejoulas. Os dois personagens estão segurando pipocas de cinema." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/um-pacto-de-amizade.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33134" class="wp-caption-text">Como bons BFF’s, Mandy Yang e Ben Plunkett estão unidos para toda e qualquer peripécia! (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Um Pacto de Amizade (Prom Pact)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mandy Yang (</span><a href="https://ew.com/movies/prom-pact-milo-manheim-peyton-elizabeth-lee-interview/"><span style="font-weight: 400;">Peyton Elizabeth Lee</span></a><span style="font-weight: 400;">) tem um sonho: ir para Harvard. Porém… ela foi para a lista de espera. E agora? Seguindo a recomendação de Ms. Chen (Margaret Cho), sua conselheira escolar, a estudante vai atrás de uma carta de recomendação. Usando um método ambicioso e – no mínimo – curioso, a menina resolve se aproximar do garoto mais popular da escola, o jogador de basquete Graham Lansing (Blake Draper), cujo pai é senador e ex-aluno da faculdade mais desejada pela protagonista. Enquanto isso, Yang firma um pacto com seu melhor amigo, Ben Plunkett (Milo Manheim): ir ao baile de formatura juntos.</span></p>
<p><a href="https://youtu.be/brX-L41RJdA?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Um Pacto de Amizade</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, de várias formas, uma ode à nostalgia. Com muitas referências aos famosos filmes sobre o Ensino Médio americano, como a querida trilogia </span><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical</span></i><span style="font-weight: 400;">, podemos retornar à infância recheada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Sessão da Tarde</span></i><span style="font-weight: 400;"> e pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney Channel</span></i><span style="font-weight: 400;"> por meio do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/disney/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, o longa ainda homenageia os anos 80: a década foi o tema escolhido pelos alunos para o <em>p</em></span><em><span style="font-weight: 400;">rom</span></em><span style="font-weight: 400;">, o famoso baile de formatura estadunidense. </span><b>– Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_33135" aria-describedby="caption-attachment-33135" style="width: 695px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33135" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vermelho-branco-e-sangue-azul.jpg" alt="Cena do filme Vermelho, Branco e Sangue Azul. Da esquerda para a direita, Alex está sentado em um sofá vestindo um roupão branco, segurando um copo e olhando para Henry, que também está sentado no sofá, com um copo na mão e olhando para Alex. A cena mostra um momento de intimidade entre os dois." width="695" height="436" /><figcaption id="caption-attachment-33135" class="wp-caption-text">A química entre os protagonistas é um dos principais pilares de Vermelho, Branco e Sangue Azul (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><strong>Vermelho, Branco e Sangue Azul (Red, White &amp; Royal Blue)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no livro homônimo de Casey McQuiston, o filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/vermelho-branco-e-sangue-azul-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vermelho, Branco e Sangue Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mergulha em um romance LGBTQIA+ entre o filho da presidente dos Estados Unidos, Alex Claremont-Diaz (Taylor Zakhar Perez), e o príncipe da Inglaterra, Henry (Nicholas Galitzine). A adaptação, dirigida por Matthew López, acerta em cheio ao satisfazer o novo desejo de Hollywood à volta das comédias românticas, ainda mais com a inclusão </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> que tanto ansiamos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa captura com detalhe as delicadezas e intensidades do início de uma relação, explorando o desenvolvimento do relacionamento entre Alex e Henry, desde a inimizade até o amor. As cenas sensuais, bastante intensas até para o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=64e2oJteP7A"><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e bem dirigidas, contribuem para a química inegável entre os protagonistas. Outro ponto positivo é a fotografia de Stephen Goldblatt, que, apesar de sofrer com algumas telas verdes, captura muito bem as emoções dos personagens e o contraste de seus sentimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a adaptação consegue superar o livro original em alguns aspectos, principalmente na construção dos diálogos, na dinâmica do relacionamento entre Alex e Henry e a pitada de humor e energia feminina evocadas por Uma Thurman no papel de presidenta dos EUA e por Sarah Shahi como chefe de gabinete. Considerando a produção como um todo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h4YfvGiupMI"><i><span style="font-weight: 400;">Vermelho, Branco e Sangue Azul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um filme divertido que acalenta o coração, com algumas falhas apressadas, mas que não impedem que seja uma experiência agradável e memorável. &#8211;</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_33136" aria-describedby="caption-attachment-33136" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33136" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-800x448.jpg" alt="Cena do filme Vidas Passadas. Na imagem, os personagens estão sentados em uma escadaria cinza e, ao fundo, vemos um carrossel, desfocado. Do lado esquerdo da foto, vemos um homem sul-coreano com cabelos pretos, e que veste uma camisa social azul. Do lado direito, vemos uma mulher coreana-americana com cabelos pretos lisos, na altura dos ombros. Ela veste uma camisa social branca com listras horizontais cinzas, uma calça cinza e um colar dourado. Uma de suas pernas está apoiada no degrau em que ela está sentada, assim como seus braços. Enquanto ele olha para a esquerda, ela olha para ele." width="800" height="448" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-800x448.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-1024x574.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas-768x430.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/vidas-passadas.jpg 1119w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33136" class="wp-caption-text">“Se você deixa algo para trás, você ganha algo também” (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><strong>Vidas Passadas (Past Lives)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Felizmente, ao menos uma vez por ano, o Cinema passa pelo momento em que uma nova estrela entra em cena. Isso aconteceu em 2022 com o célebre </span><a href="https://personaunesp.com.br/aftersun-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Aftersun</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Charlotte Wells, e em 2023 com o terno </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kA244xewjcI"><i><span style="font-weight: 400;">Vidas Passadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Celine Song. O longa acompanha a trajetória de dois amigos de infância ao longo dos anos através de reencontros e separações. É uma história melancólica e significativa sobre duas pessoas, as crianças que foram e os adultos que se tornaram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estreia de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hsIU5nEKr3U"><span style="font-weight: 400;">Celine Song</span></a><span style="font-weight: 400;"> na direção vai além de qualquer expectativa ao passo que ela tece, com muita habilidade, uma vasta combinação de emoções que é, ao mesmo tempo, sutil e profundamente sincera. </span><a href="https://personaunesp.com.br/past-lives-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Past Lives</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (no original) é, em sua essência, uma ode ao amor que se esvai. Uma narrativa assombrada pelas milhares de possibilidades daquilo que nunca aconteceu, mas que, ainda assim, consegue enxergar a beleza e o valor do tempo e das lembranças. &#8211;</span><b> Raquel Freire</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33137" aria-describedby="caption-attachment-33137" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33137" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wonka.jpg" alt="Cena do filme Wonka. Na imagem temos Willy Wonka (Timothée Chalamet), um jovem branco, de cabelo castanho ondulado. Ele veste uma camiseta listrada (branca e azul) de mangas longas e um lenço preto ao redor do pescoço. Ele está sentado enquanto conversa com um Oompa-Loompa (Hugh Grant), um ser místico laranja de porte pequeno. Ele está vestindo um conjunto roxo xadrez e um sapato de elfo na mesma tonalidade das roupas. Ambos estão em um quarto escuro, iluminado por algumas lâmpadas. No fundo é possível observar os ingredientes que o Willy Wonka utiliza para fazer os seus chocolates." width="736" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-33137" class="wp-caption-text">Sendo um sucesso de bilheteria, o musical alcançou 82% de aprovação da crítica especializada no Rotten Tomatoes (Foto: Warner Bros. Entertainment)</figcaption></figure>
<p><strong>Wonka</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Revisitar o passado de uma personalidade tão marcante no universo cinematográfico pode ter seus desafios. Sendo um prequel de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Fantástica Fábrica de Chocolate </span></i><span style="font-weight: 400;">(1971), </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=otNh9bTjXWg"><i><span style="font-weight: 400;">Wonka</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta as primeiras aventuras de Willy</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">antes de se tornar o incrível chocolateiro metade mágico que conhecemos. Dos mesmos diretores de </span><i><span style="font-weight: 400;">Paddington</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2014), Paul King se dedicou em contar uma boa e açucarada história, mantendo a essência das outras adaptações, mas construindo uma narrativa nova e criativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição da obra não poupou em parecer exagerada – do enredo até os efeitos visuais permeia-se o fantástico, brincando com o imaginário e resgatando nosso lado sonhador. A cereja do bolo foi Timothée Chalamet como protagonista. O ator, além de </span><a href="https://open.spotify.com/album/2JVBfHtsTmDQin2kyV8FKO?si=BKeBATBVSJetZkl-dEXnSg"><span style="font-weight: 400;">cantar</span></a><span style="font-weight: 400;">, entregou um lado mais inocente e amigável do personagem, distanciando-se totalmente da imagem enigmática promovida por Tim Burton e executada por Johnny Depp em 2005. &#8211;</span><b> Ludmila Henrique </b></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>As Melhores Séries de 2023</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Mar 2024 20:37:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>2023 foi um ano e tanto para a Televisão. Com grandes estreias e adaptações que eclodiram, títulos importantes também nos deixaram com seus últimos episódios. No que diz respeito às premiações, o ano atípico ganhou mais uma reviravolta: o adiamento das cerimônias e produções em prol da justa greve que parou Hollywood. Tradicionalmente, o Persona &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2023/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As Melhores Séries de 2023"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_33058" aria-describedby="caption-attachment-33058" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33058" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2.jpg" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/wordpress-1-2-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33058" class="wp-caption-text">Com os mais diversos gêneros e formatos, as séries iluminaram o ano de 2023 (Arte: Aryadne Xavier/ Texto de abertura: Nathalia Tetzner)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">2023 foi um ano e tanto para a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/televisao/"><span style="font-weight: 400;">Televisão</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com grandes estreias e adaptações que eclodiram, títulos importantes também nos deixaram com seus últimos episódios. No que diz respeito às premiações, o ano atípico ganhou mais uma reviravolta: o adiamento das cerimônias e produções em prol da </span><a href="https://personaunesp.com.br/greve-dos-roteiristas-artigo/"><span style="font-weight: 400;">justa greve</span></a><span style="font-weight: 400;"> que parou Hollywood. Tradicionalmente, o </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> preparou um compilado com as melhores séries.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as 51 séries selecionadas, </span><a href="https://personaunesp.com.br/succession-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lidera o número de menções (8) em primeiro lugar.  Logo depois, o apocalipse de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last Of Us</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(4) e a cozinha caótica de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (3) aparecem como destaque em meio às favoritas. Na batalha entre </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> assume a liderança absoluta com 16 aparições. Em sequência: </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/hbo-max/"><i><span style="font-weight: 400;">Max</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (7),  </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/amazon-prime-video/"><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(6), </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/apple-tv/"><i><span style="font-weight: 400;">AppleTV+</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/globoplay/"><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/disney/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(3), e</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/paramount/"><i><span style="font-weight: 400;">Paramount+</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A grande parte das produções são dos Estados Unidos, porém, alguns seriados brasileiros deram a cara por aqui com novelas e minisséries. Dentre elas, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cangaco-novo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cangaço Novo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elas Por Elas</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/vai-na-fe-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vai Na Fé</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nós sempre acompanhamos as principais premiações da Televisão, o que explica 19 dos títulos escolhidos terem sido indicados ao Emmy de 2023 como </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/jury-duty-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Jury Duty</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Ringers</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><i><span style="font-weight: 400;">realities</span></i><span style="font-weight: 400;"> roubaram a cena em 2023, seja tratando de moda, esporte, namoro ou sobrevivência. </span><i><span style="font-weight: 400;">Next In Fashion</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Casamento às Cegas: Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Batalha dos 100</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul’s Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> são alguns dos nomes bastante citados. </span><i><span style="font-weight: 400;">Spin-Offs</span></i><span style="font-weight: 400;"> também marcaram presença forte, como os derivados de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bridgerton-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bridgerton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/hora-de-aventura-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://personaunesp.com.br/rainha-charlotte-bridgerton-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rainha Charlotte</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Fionna &amp; Cake</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A nossa seleção conta com os mais diversos gêneros, com séries para a família toda como o heroísmo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minhas Aventuras com o Superman</span></i><span style="font-weight: 400;"> e outras um tanto quanto explícitas </span><i><span style="font-weight: 400;">à la </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Para além do adeus à família Roy, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Maravilhosa Sra. Maisel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/4a-temp-barry-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barry</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">vão deixar saudade. Abaixo você confere a lista mais que especial das melhores séries de 2023, escolhidas a dedo pela nossa Editoria e colaboradores.</span></p>
<p><span id="more-32993"></span></p>
<figure id="attachment_33007" aria-describedby="caption-attachment-33007" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33007" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image12.jpg" alt="Cena de A Batalha dos 100. Ao centro e em foco está Jan Eun Sil, uma mulher asiática de cabelos pretos; veste shorts e regata cinzas e há uma faixa roxa em seu pulso. Atrás dela estão alguns homens e uma mulher; todos com a mesma roupa que ela. A sua frente está uma escultura de gesso de seu torso." width="700" height="466" /><figcaption id="caption-attachment-33007" class="wp-caption-text">Jan Eun Sil levou sua equipe para os limites e além na Batalha dos 100 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de A Batalha dos 100</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">100 pessoas em seu auge de preparo físico são colocadas em provas extremas de resistência para que se descubra qual tipo de corpo é o mais forte. </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/a-batalha-dos-100-2a-temporada-do-reality-show-coreano-estreia-em-marco/"><i><span style="font-weight: 400;">A Batalha dos 100</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/suga-road-to-d-day-critica/"><span style="font-weight: 400;">sul-coreano</span></a><span style="font-weight: 400;"> que foi lançado no início de 2023 e fez bastante sucesso. Os participantes têm variadas idades e portes físicos, e praticam diferentes esportes, sendo obrigados a trabalharem as suas vantagens a seu favor para chegarem à final e levarem o grande prêmio em dinheiro. Além das provas individuais, a batalha também tem provas em equipe, sendo necessário o desenvolvimento de estratégias para combinação de forças. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das principais coisas que fica clara na série é que nenhum perfil pode ser superestimado ou subestimado. Em alguns momentos do programa, mulheres e participantes menores foram julgados como mais fracos, mas tiveram diversas oportunidades de mostrar o bom uso de sua força física em conjunto com outras habilidades como agilidade e condicionamento. Dois destaques são Euddeum, a atleta que sobreviveu a uma prova intensa de eliminação, e </span><a href="https://www.instagram.com/sillllling/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Jan Eun Sil</span></a><span style="font-weight: 400;">, que liderou uma equipe inteira de azarões dando tudo de si. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade </b></p>
<hr />
<figure id="attachment_33034" aria-describedby="caption-attachment-33034" style="width: 1461px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33034" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38.jpg" alt="Cena da série A Diplomata. Kate Wyler (Keri Russell) e Hal Wyler (Rufus Sewell) estão em cima de uma carruagem. Ela é uma mulher branca e jovem, usando um vestido bege, está acenando para a câmera e sorrindo. Ele é um homem branco de meia idade, está usando um paletó preto, uma camisa branca e uma gravata prateada e tem um sorriso discreto." width="1461" height="834" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38.jpg 1461w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-800x457.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-1024x585.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-768x438.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image38-1200x685.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33034" class="wp-caption-text">Keri Russell é tão versátil na atuação quanto a sua personagem na diplomacia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de A Diplomata (The Diplomat)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em tempos de guerra, aliás, guerras, no plural, séries sobre política internacional como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Yk2rR1EnIeY"><i><span style="font-weight: 400;">A Diplomata</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">devem ganhar destaque. Em meio a uma crise severa entre Reino Unido e Irã,  Kate Wyler, magistralmente interpretada por Keri Russell, é uma diplomata de carreira que acaba de ser nomeada embaixadora norte-americana em Londres. Em meio a conturbada relação com o nada modesto marido, Hal Wyler (Rufus Sewell), ela deve sintonizar as conexões assimétricas entre os EUA e o país europeu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O seriado de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Cq7bLbwTqzk"><span style="font-weight: 400;">Debora Cahn</span></a><span style="font-weight: 400;"> trabalha com um enorme aprofundamento e desenvolvimento de personagens, a protagonista que sequer está acostumada a ser o centro das atenções tem que adaptar o seu estilo improvisado e versátil, a uma realidade formal e pomposa. Enquanto seu marido, um diplomata famoso, tem que se conformar a ficar em segundo plano. Além deles, personagens como o Premier Britânico (Rory Kinnear) enchem a série de diversos tons de personalidade, enriquecendo cada minuto de tela.  &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33002" aria-describedby="caption-attachment-33002" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33002" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1.jpg" alt="Cena da série Ahsoka, Ahsoka Tano (Rosario Dawson) é uma mulher de pele laranja, e estruturas similares a cabelos brancos com listras azuis, seu rosto tem detalhes brancos e seus olhos são azuis, ela está em uma nave espacial." width="1210" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1.jpg 1210w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-800x360.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-1024x460.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-768x345.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image7-1-1200x540.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33002" class="wp-caption-text">Ahsoka Tano tem histórias a serem contadas sobre seu futuro e passado (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Ahsoka</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saga </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-despertar-da-forca-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> está em boas mãos na direção do talentoso e apaixonado Dave </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-critica/"><span style="font-weight: 400;">Filoni</span></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ahsoka</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a prova de que criatividade e amor à obra fazem toda a diferença. A trama se passa após os eventos do último filme da trilogia original, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Retorno de Jedi</span></i><span style="font-weight: 400;">. O império galáctico foi derrotado, mas o temido Almirante Thrawn, personagem resgatado da animação dirigida por Filoni, </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars Rebels</span></i><span style="font-weight: 400;">, quer retornar para assumir o trono.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série tem como protagonista Ahsoka Tano (Rosario Dawson), a aprendiz de Anakin Skywalker que abandona a ordem dos cavaleiros Jedi para seguir seu próprio caminho. Junto dela, está outra personagem vinda das </span><a href="https://personaunesp.com.br/star-wars-visions-critica/"><span style="font-weight: 400;">animações</span></a><span style="font-weight: 400;">, Sabine Wren (Natasha Liu Bordizzo), uma jovem mandaloriana que busca reencontrar um grande amigo do passado. A primeira temporada da série traz um novo fôlego para a franquia se manter no futuro distante e a oportunidade do surgimento de novos fãs. &#8211; </span><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33026" aria-describedby="caption-attachment-33026" style="width: 1325px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-33026 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303.png" alt="Candy Montgomery (Elizabeth Olsen) fala ao telefone, com uma expressão de preocupação e tristeza." width="1325" height="869" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303.png 1325w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-800x525.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-1024x672.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-768x504.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image31-e1711337479303-1200x787.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33026" class="wp-caption-text">Amor e Morte entrega uma história complexa, envolvendo um assassinato brutal e a pergunta ‘O que motivou, de fato, tudo isso?’ (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Amor e Morte</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">&#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Nem todo sonho tem um final perfeito</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. Essa é a frase que aparece no pôster de </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Morte</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, de fato, ela resume aspectos intrínsecos da minissérie estrelada por Elizabeth Olsen como Candy Montgomery. Lançada em abril de 2023, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9Xe0P_ti6vg"><span style="font-weight: 400;">produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta a história do assassinato brutal de Betty Gore, em 1980, na tranquila cidade de Wylie, Texas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Betty, interpretada por Lily Rabe, é morta com 41 golpes de machado por sua amiga da igreja, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/elizabeth-olsen/"><span style="font-weight: 400;">Candy</span></a><span style="font-weight: 400;">, que também é amante de seu marido, Allan Gore (Jesse Plemons). A minissérie oferece ao espectador uma ótica crítica de todo o contexto dos personagens. Participantes dos assuntos da comunidade local, frequentadores da igreja e pessoas tão preocupadas com a imagem de suas famílias se encontram em um triângulo amoroso extraconjugal, que perdura por dois anos até acabar em um assassinato.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Amor e Morte</span></i><span style="font-weight: 400;"> possui aspectos visuais interessantes e de acordo com a época como carros, roupas e referências, a exemplo da cena em que Candy e seu marido, Pat Montgomery (Patrick Fugit), assistem ao filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=THd96gHV7Tg"><i><span style="font-weight: 400;">Grease</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1978) no cinema com seus filhos.&#8221;</span><i><span style="font-weight: 400;">Nem todo sonho tem um final perfeito</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;; assim como o ‘caso’ de Candy e Allan, e  as tentativas de Betty de conceber um segundo filho. &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<figure id="attachment_33022" aria-describedby="caption-attachment-33022" style="width: 854px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33022" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27.jpg" alt="Cena da série And Just Like That…. Na imagem temos Aidan Shaw (John Corbett), um homem adulto, branco, de cabelo castanho claro comprido, vestindo uma jaqueta de couro preta. Ao seu lado está Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker), uma mulher adulta, branca, de cabelo loiro comprido. Ela está vestindo um sobretudo branco e segurando uma bolsa verde pequena. Eles estão se abraçando e ao fundo temos a paisagem do centro de Nova York." width="854" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27.jpg 854w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image27-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33022" class="wp-caption-text">Seguindo a rotina de Carrie em Nova York, a terceira temporada de And Just Like That foi confirmada pela Max (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de And Just Like That…</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um ano se passou desde o incidente na vida de Carrie Bradshaw (Sarah Jessica Parker). A melancolia marcada pelo luto, fixada em quase toda a primeira temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cNt8xw3aO5s"><i><span style="font-weight: 400;">And Just Like That…</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não é mais avassaladora. A dor não foi deixada totalmente, mas novos ares surgiram, assim como novas roupas, amores e histórias para contar. Tal como o velho ditado, depois da tempestade, sempre vem a calmaria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta fase do seriado, acompanhamos uma protagonista determinada em retornar aos eixos. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nFLFvbtt3sA"><span style="font-weight: 400;">Bradshaw</span></a><span style="font-weight: 400;"> emprega seu sentimento no papel e regressa novamente à Literatura, escrevendo seu novo livro sobre perda, algo que ela precisava fazer por ela mesma e também para outras mulheres passando pela mesma condição. Ensinamentos abordados pelo destino e que devem ser enfrentados para seguir uma perspectiva diferente. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33044" aria-describedby="caption-attachment-33044" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33044" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49.jpg" alt="Cena da série A Queda da Casa de Usher. Do canto direito à metade da imagem, há um corvo preto em pleno voo. Abaixo dele, há uma menina negra de cabelos pretos, longos e cacheados morta, deitada sobre um tapete de mosaicos beges. Ao seu lado, há um homem idoso e branco, de cabelos brancos, curtos e lisos, ajoelhado. Ele veste pijama azul claro sobreposto por um roupão cinza, além de olhar para o corvo com tristeza." width="1920" height="790" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-800x329.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-1024x421.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-768x316.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-1536x632.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image49-1200x494.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33044" class="wp-caption-text">Um enigmático corvo ronda recortes simbólicos da trama, que é largamente inspirada na literatura de Poe (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Queda da Casa de Usher </b><b> </b><b>(The Fall of the House of Usher)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dos </span><i><span style="font-weight: 400;">slashers</span></i><span style="font-weight: 400;"> aos </span><i><span style="font-weight: 400;">thrillers</span></i><span style="font-weight: 400;">, construir qualquer peça bem executada de Terror requer material, estratégia e trabalhadores experientes. ‘Pau para toda obra’ por excelência, Mike Flanagan gerou seu último projeto em parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> revisitando a arquitetura do gênero assim, como quem edifica uma casa, mas deixando o suprassumo criativo nos escombros que encontramos durante a derrocada de uma dinastia farmacêutica cruel e fascinante. Na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8F56weVOYVg"><span style="font-weight: 400;">série limitada</span></a><span style="font-weight: 400;"> (apenas no formato), cada membro da bilionária família Usher ganha um fim trágico – e conectado ao lado mais nefasto de si mesmos – diretamente da personificação da Morte, papel inesquecível de Carla Gugino. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Recheado de rostos veteranos nas mãos de Flanagan, o desfile de túmulos arranha de leve a </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/em-cartaz/epidemia-dos-opioides-ganha-retratos-contundentes-em-series-e-filmes"><span style="font-weight: 400;">crise dos opioides</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o pretexto de ‘ódio aos ricos’, empilhando firmemente os tijolos da roteirização na catástrofe humana como um todo. No telhado da produção, criações de </span><a href="https://macabra.tv/as-referencias-do-universo-de-poe-na-serie-a-queda-da-casa-de-usher-de-mike-flanagan/"><span style="font-weight: 400;">Edgar Allan Poe</span></a><span style="font-weight: 400;"> servem de referência e ainda adquirem releituras. Pelas paredes, a beleza da cinematografia de Michael Fimognari e a magnitude da edição de Brett Bachman fazem de fantasmas, vidros estilhaçados e garras de gatos assassinos inevitáveis para vícios que consomem a alma aos poucos. Ao fim, o chão rompido pela brutalidade – e pelo público, boquiaberto –, é a prova de que estamos diante de uma das melhores confabulações sangrentas do </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudum</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
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<figure id="attachment_32996" aria-describedby="caption-attachment-32996" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32996" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-13.jpg" alt="Cena da minissérie As Pequenas Coisas da Vida. À esquerda, é possível ver a atriz Kathryn Hahn, que faz a personagem Clare Pierce. Ela é uma mulher branca, de cabelos castanhos, e está deitada, coberta por uma colcha verde. À direita, é possível ver a atriz Tanzyn Crawford, que faz a personagem Rae Kincade. Ela é uma mulher negra, de cabelos pretos e olhos castanhos, e está deitada, coberta por uma colcha xadrez laranja, verde e marrom. As duas personagens estão deitadas em um gramado, sobre um cobertor bege." width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-13.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-13-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-32996" class="wp-caption-text">As relações entre mães e filhas são exploradas durante As Pequenas Coisas da Vida (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><b>As Pequenas Coisas da Vida (Tiny Beautiful Things)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-pequenas-coisas-da-vida-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">As Pequenas Coisas da Vida</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, conhecemos a história de Clare Pierce (Kathryn Hahn), uma escritora que não conseguiu fazer sua carreira decolar. Repleta de emoção e sentimentos, a minissérie mostra os vários conflitos de uma família norte-americana. </span><i><span style="font-weight: 400;">Tiny Beautiful Things</span></i><span style="font-weight: 400;"> (no original) foi feita pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Hello Sunshine</span></i><span style="font-weight: 400;"> – a produtora cinematográfica e televisiva criada por Reese Witherspoon, que tem como marca contar histórias sobre personagens femininas –, e trouxe, mais uma vez, uma narrativa focada em uma mulher que, ao mesmo tempo, é mãe, esposa, filha e autora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada no livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Pequenas delicadezas: Conselhos sobre o amor e a vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Cheryl Strayed, a coletânea de oito episódios foi indicada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2023/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2023</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela atuação da protagonista e de Merrit Wever, que interpreta a mãe de Clare. Cheia de momentos singelos e significativos, </span><i><span style="font-weight: 400;">As Pequenas Coisas da Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra do que a vida é composta: afinal, o passado afeta o presente que, por sua vez, abala o futuro. &#8211; </span><b>Laura Hirata-Vale</b></p>
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<figure id="attachment_33038" aria-describedby="caption-attachment-33038" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33038" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image40.png" alt="À esquerda, Sally Reed e a direita, Barry. O casal está sentado à mesa de jantar, olhando para frente com expressões vazias. Sally está usando uma peruca de cor castanha e Barry um óculos junto a sua barba rala e grisalha." width="620" height="420" /><figcaption id="caption-attachment-33038" class="wp-caption-text">Em sua última temporada, Barry confronta sua própria imoralidade (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de Barry</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após cinco anos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/4a-temp-barry-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Barry</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chega ao fim em uma nota fria, dura e irônica. A última temporada encaminha a história ao seu desfecho confrontando as questões morais que foram levantadas pela série até então. A narrativa consegue manter o ritmo acelerado que conversa com a urgência dos acontecimentos e tomar decisões ousadas a fim de firmar as mensagens que a obra quer passar. Os personagens são enfim colocados diante das consequências das suas ações, com muito poucos exemplos de redenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seus momentos finais a consolidam como uma das melhores produções de Televisão dos anos recentes. </span><a href="https://www.vogue.com/article/barry-season-four-bill-hader-interview"><span style="font-weight: 400;">Bill Hader</span></a><span style="font-weight: 400;"> provou vez após vez ter o domínio da narrativa ao transitar da Comédia à tragédia com tanta naturalidade. O ator e diretor se arrisca mais e aproxima sua direção ao surrealismo, de modo imersivo para a experiência da audiência. A quarta temporada é mais introspectiva e leva um tom mais sério do que as demais, ainda assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Barry </span></i><span style="font-weight: 400;">nunca perde o humor, em grande parte graças ao elenco infinitamente talentoso, capaz de balancear o dramático e o cômico, às vezes, com sutis mudanças de expressão ou intonação e também às articulações visuais conquistadas por trás da câmera. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33019" aria-describedby="caption-attachment-33019" style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33019" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image24.jpg" alt="Cena de Caleidoscópio. Em um quadro branco, há planejamentos do roubo com escritas em caneta de diversas cores. Leo Pap (Giancarlo Esposito) se encontra à frente do quadro. Ele é um homem negro, em torno de 50 anos, com cabelo curto, cacheado e grisalho e também com um cavanhaque. Utiliza uma blusa preta de gola alta e manga e tem um relógio em seu punho esquerdo." width="764" height="401" /><figcaption id="caption-attachment-33019" class="wp-caption-text">A série é uma ótima opção pra quem gosta de de poder escolher como quer assistir (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Caleidoscópio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> no início do ano de 2023, </span><i><span style="font-weight: 400;">Caleidoscópio</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma minissérie com oito episódios inspirada na história de um roubo de sete bilhões de dólares durante o furacão Sandy em 2012. Assim como funciona um caleidoscópio – a medida em que gira, as formas são diferentes, mas a essência não –, a série permite que seus primeiros capítulos sejam assistidos de forma aleatória. Cada episódio parte de um período antes ou depois do assalto, o que pode </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2023/01/caleidoscopio-qual-a-melhor-ordem-para-assistir-veja-5-opcoes-diferentes-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">influenciar diretamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> na experiência do telespectador.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tendo como um dos diretores José Padilha, o protagonista Leo Pap, interpretado por Giancarlo Esposito, é quem inicia toda essa jornada, porém, da maneira como cada usuário assiste, a história pode ser interpretada de formas diferentes até o </span><i><span style="font-weight: 400;">grand finale</span></i><span style="font-weight: 400;"> do último episódio, Título do Episódio. Com um ótimo elenco – Tati Gabrielle, Paz Vega, entre outros –, as relações das personagens entre si, em geral, são os maiores destaques de </span><a href="https://www.techtudo.com.br/noticias/2023/01/conheca-caleidoscopio-serie-da-netflix-que-brinca-com-a-ordem-dos-episodios-streaming.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Caleidoscópio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Marcela Lavorato</b></p>
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<figure id="attachment_33010" aria-describedby="caption-attachment-33010" style="width: 679px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33010" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image15.jpg" alt="Cena da série Cangaço Novo. Três personagens aparecem centralizados e se abraçando. Todos sorriem. À esquerda, está Dilvânia, uma mulher negra de cabelo curto preto. Ela está usando uma blusa amarela de manga comprida e está segurando, com a mão direita, o braço da personagem Dinorah que envolve Dilvânia. Dinorah aparece no meio dos dois personagens. Ela é uma mulher negra de cabelo longo preto e está usando uma regata rosa. À direita, está Ubaldo. Ele é um homem branco de cabelo raspado e está usando uma camiseta bege." width="679" height="366" /><figcaption id="caption-attachment-33010" class="wp-caption-text">Cangaço Novo é a decolonialidade em forma de perseguições de carro e brigas sangrentas (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Cangaço Novo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma boa história está, na maioria das vezes, atrelada à chegada de um interiorano na metrópole. Ubaldo Vaqueiro (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1QUkwxUR4Uw"><span style="font-weight: 400;">Allan Souza</span></a><span style="font-weight: 400;">) deixou o interior do Ceará quando menino e partiu em direção à São Paulo, cuja monotonicidade cotidiana capitalista paira sobre o ar mais do que dióxido de carbono. Seu trabalho fracassado em um banco, somado à hospitalização de seu pai, criam o terreno perfeito para uma mudança drástica de vida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ubaldo troca o asfalto da capital paulista pelas estradas de terra do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ke1DzNSa6qA"><span style="font-weight: 400;">Sertão</span></a><span style="font-weight: 400;"> que levantam não só poeira, como também o astral dos acostumados a seguir uma vida regrada e típica da massificação. Ademais, o ex-bancário se torna uma espécie de Robin Hood cangaceiro, já que, ao ser envolvido em uma quadrilha, introduz uma abordagem mais segura e limpa nos assaltos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">O2 Filmes</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cangaco-novo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cangaço Novo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">questiona se a transformação do oprimido em opressor seria, de fato, um problema. Em outros termos, a série brasileira desafia a divisão caduca entre bem e mal, além de explorar com valentia as </span><a href="https://www.folhape.com.br/colunistas/uma-serie-de-coisas/a-complexa-narrativa-de-cangaco-novo-em-uma-das-melhores-series-nacionais-do-ano/39538/"><span style="font-weight: 400;">tortuosidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos comportamentos de seus personagens. A partir de uma violência brutal e de sequências frenéticas de ação, a obra representa a Hollywood</span> <span style="font-weight: 400;">que deu certo. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
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<figure id="attachment_33012" aria-describedby="caption-attachment-33012" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33012" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17.jpg" alt="Cena de Carol e o Fim do Mundo. Na imagem, vemos a protagonista Carol, uma mulher branca de cabelos castanhos, numa moto usando um casaco roxo, um vestido azul com flores roxas e amarelas e um tênis branco. No centro da imagem, é possível ver a personagem novamente, mas num tom translúcido, olhando para a direção contrária. No fundo, existem montanhas e árvores esverdeadas." width="1280" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image17-1200x633.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33012" class="wp-caption-text">O equilíbrio entre o hedonismo e existencialismo é presente no cotidiano de Carol Kohl (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Carol e o Fim do Mundo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo está prestes a acabar e, em meio a esta crise pré-apocalíptica, boa parte da população decide aproveitar os seus últimos meses vivenciando tudo aquilo que ainda não foi feito, diferente de Carol Kohl, uma mulher de meia-idade que deseja apenas voltar a uma rotina banal e previsível. A premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Carol e o Fim do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">, criada por </span><a href="https://movieweb.com/dan-guterman-carol-end-of-the-world-interview/"><span style="font-weight: 400;">Dan Guterman</span></a><span style="font-weight: 400;">, questiona de forma irônica noções como a vida, a morte e as conexões humanas.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar dos poucos episódios, a construção dos personagens é </span><a href="https://www.cbr.com/carol-the-end-of-the-world-dan-guterman-interview/"><span style="font-weight: 400;">complexa</span></a><span style="font-weight: 400;">, na qual até mesmo aqueles que são secundários são bem desenvolvidos, proporcionando uma visão diversificada de como diferentes pessoas reagiriam a um mesmo cenário. O humor sutil e a narrativa envolvente oferecem ao espectador uma comovente forma de entretenimento indo além do convencional. &#8211; </span><b>Rebecca Ramos</b></p>
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<figure id="attachment_33032" aria-describedby="caption-attachment-33032" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33032" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29.png" alt="Da esquerda para direita: Karen Bacic, Valmir Reis, Renan Justino, Ágata Moura, Klebber Toledo, Camila Queiroz, Maria Carolina Caporusso, Menandro Rosa, Daniela Silva, Daniel Manzoni, Bianca Sessa e Jarbas Andrade. 3ª temporada de Casamento às Cegas: Brasil." width="1200" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29-800x600.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29-1024x768.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image29-768x576.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33032" class="wp-caption-text">A terceira temporada do reality foi dividida em três fases de lançamento, mexendo com a ansiedade do público, e contou ainda com um episódio de reencontro transmitido ao vivo que deu o que falar (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Casamento às Cegas: Brasil</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa talvez foi uma das temporadas com mais fofocas e polêmicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Casamento às Cegas Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">. Lançada em junho de 2023, a terceira temporada do </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;">, apresentado pelo </span><a href="https://www.theguardian.com/culture/2020/sep/27/two-is-the-magic-number-why-are-we-fascinated-with-power-couples"><i><span style="font-weight: 400;">power couple</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> Camila Queiroz e Klebber Toledo, deu ao espectador desde o início o melhor em babados, com participantes de personalidade forte e disputas por pretendentes. Para quem gosta de misturar um pouco de futilidade com discussões sobre relacionamentos e amor, vale a pena assistir e se deliciar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na fase das cabines, um dos destaques foi o participante Valmir Reis, que deixou uma marca negativa, de ‘mulherengo’, ‘jogador’ e se envolveu em duas ‘tretas’ diferentes com </span><a href="https://www.metropoles.com/entretenimento/televisao/apos-pedir-karen-em-casamento-italo-tem-podres-expostos-na-web"><span style="font-weight: 400;">Italo Antonelli</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Menandro Rosa – tudo por disputa de participantes, armando verdadeiros triângulos amorosos. Ah, e não foi só nessa fase que Valmir se destacou (negativamente), mas ao longo do reality a sua relação com seu par (Karen Bacic) também foi questionável, com o público e a participante sentindo que foi escolhida como segunda opção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas outras fases do </span><a href="https://personaunesp.com.br/casamento-as-cegas-3a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">programa</span></a><span style="font-weight: 400;">, é possível notar o desenvolvimento dos casais, enfrentando problemas do dia a dia, aproximando o público dos dramas e fofocas que acontecem até mesmo entre o grupo formado pelos seis casais. Como no caso das crises entre Ágata Moura e Renan Justino por conta de inseguranças e ciúmes, ou pelo mau-estar constante entre Maria Carolina Caporusso e Valmir Reis – que teve interesse na participante na fase das cabines. </span><b>&#8211; Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<figure id="attachment_33039" aria-describedby="caption-attachment-33039" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33039" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41.jpg" alt="Cena de Fellow Travelers. Tim e Hawkins, interpretados, respectivamente, por Jonathan Bailey e Matt Bomer, estão sentados na areia de uma praia. Ambos vestem calças sociais cinzas e camisetas sociais brancas, com as barras e mangas dobradas até as panturrilhas e cotovelos. Tim, à direita, está descalço e senta com as mãos apoiadas na areia atrás de si. Hawkins, à esquerda, está calçado, mantendo as mão próximas uma da outra e para frente de seu corpo. Ele olha para Tim, que encara o ambiente à sua frente por trás dos óculos de sol. Atrás dos dois há um grande tronco de árvore e algumas moitas." width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41.jpg 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image41-1200x676.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33039" class="wp-caption-text">Um amor proibido em um tempo de caos, esse é o retrato de Fellow Travelers (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Companheiros Viajantes</b><b> (</b><b>Fellow Travelers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos, 1950. No ápice do </span><a href="https://oglobo.globo.com/opiniao/artigo-terror-colorido-24433466"><span style="font-weight: 400;">Terror Lilás</span></a><span style="font-weight: 400;"> dois jovens se apaixonam. Assim se constrói a trama de Tim Laughlin (Jonathan Bailey) e Hawkins Fuller (Matt Bomer) roteirizada por Ron Nyswaner. Em um misto de drama, romance, história e muita emoção, a narrativa cresce cautelosa, pouco a pouco no decorrer dos oito episódios, mesclando o passado e o presente de uma vida de desejos, desafios e inseguranças. O retrato da paixão </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.uol.com.br/play/colunas/uol-play/2024/01/04/fellow-travelers-e-um-romance-dos-eua-na-decada-de-50.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Fellow Travelers</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, apesar de intenso e realista, cuidadoso e delicado e aponta as dificuldades de vivência durante o </span><a href="https://www.portaldoholanda.com.br/arte-e-cultura/companheiros-de-viagem-mostra-perseguicao-gays-em-meio-caca-comunistas"><span style="font-weight: 400;">macarthismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> com responsabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem diria que misturar amor, companheirismo e política seria uma das receitas para o sucesso? É possível assistir à produção sem perceber o tempo passar, pois os </span><a href="https://www.paramountplus.com/br/shows/fellow-travelers/"><span style="font-weight: 400;">episódios</span></a><span style="font-weight: 400;"> fluem pela tela com as escolhas de direção de Daniel Minahan, Destiny Ekaragha, James Kent e Uta Briesewitz. Muito bem aceita pelo público, a minissérie conta com um final que possibilita o desenvolvimento de mais uma temporada, ainda que seja apenas para colocar </span><a href="https://maxima.uol.com.br/noticias/lgbt/ator-de-bridgerton-jonathan-bailey-sobre-homossexualidade-desde-os-11-anos.phtml"><span style="font-weight: 400;">Bailey</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/ator-matt-bomer-ouviu-de-produtor-que-nao-seria-protagonista-por-ser-gay/"><span style="font-weight: 400;">Bomer</span></a><span style="font-weight: 400;"> lado a lado, novamente fisgando a todos com sua química fantástica. </span><b>– Gabriela Bita</b></p>
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<figure id="attachment_33014" aria-describedby="caption-attachment-33014" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33014" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19.jpg" alt="A imagem mostra um senhor, de pele negra, cabelos espalhados em todas as direções que causa um ar de bagunçado, com um cavanhaque grande e preenchido sendo grisalhos, olhos num tom amarelo-dourado e que veste uma camisa marrom aberta sob uma regata branca. Ele olha fixamente para algo em sua frente e está sentado sob uma cadeira de rodas, tendo uma pessoa que segura o apoio atrás de sua cadeira. Ele se encontra em um salão." width="1999" height="1081" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-1536x831.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image19-1200x649.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33014" class="wp-caption-text">A continuação da série nacional de 2021 trás novos personagens, uma expansão no roteiro e novos ‘furos’ para comentar – ou talvez preencher em futuros episódios (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Cidade Invisível</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2021, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe um projeto ousado e interessante: uma série nacional sobre o </span><a href="https://www.unifebe.edu.br/site/blog/folclore-brasileiro-historia-do-pais-alem-das-lendas-urbanas/"><span style="font-weight: 400;">Folclore Brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na prática, mesmo apresentando personagens como Cuca, Curupira, Saci e Boto-cor-de-rosa, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cidade-invisivel-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cidade Invisível</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se mostrava muito mais interessada em usar todo o enredo como peças para contar a história de Eric Alves (Marco Pigossi), policial ambiental e personagem principal. </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/fefito/2021/02/18/cidade-invisivel-da-netflix-e-alvo-de-criticas-por-ativistas-indigenas.htm#:~:text=Os%20cr%C3%ADticos%20ao%20seriado%20s%C3%A3o,um%20policial%20e%20a%20Cuca."><span style="font-weight: 400;">Após muitas críticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre a falta de tato ao não escalar profissionais indígenas em número suficiente para a grandiosidade do projeto e o flerte com a apropriação cultural, o seriado retornou para sua segunda temporada focado em criar sua identidade e honrar aquilo que há de mais brasileiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na nova leva de cinco episódios, o telespectador é apresentado a novas entidades de um modo muito mais direto, com enfoque no norte do país, e toque em pontos de exploração ambiental. Em um cenário novo e com uma nova problemática, o produto surpreende ao trazer uma perspectiva diferente. Com atuações extraordinárias de Letícia Spiller e Zahy Guajajara, o elenco acerta ao abraçar a diversidade, mas deixa uma história já curta com algumas falhas. Resta esperar então uma terceira temporada, sabendo que ainda existe muito a explorar no conteúdo e a recepção </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/cidade-invisivel-2-crava-vaga-no-top-mundial-da-netflix-veja-os-numeros"><span style="font-weight: 400;">segue em alta</span></a><b>. &#8211; Aryadne Xavier</b></p>
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<figure id="attachment_32997" aria-describedby="caption-attachment-32997" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32997" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18.png" alt="Cena da série ambientada em um estúdio de gravação, com vários fios de instrumentos, incluindo um piano, uma bateria e microfones. Da esquerda para a direita temos os integrantes da banda, Eddie, usando uma camisa branca florida e calça jeans, Karen Sirko, com uma jaqueta preta, mais à frente temos Billy Dune segurando uma guitarra e com um microfone em sua frente, olhando para Daisy Jones, usando um casaco de pele marrom e também o olhando. À direita, mais ao fundo, Graham Dunne está vestindo uma camisa branca, calça jeans e segurando uma guitarra." width="1999" height="1331" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-1024x682.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-768x511.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-1536x1023.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2-18-1200x799.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32997" class="wp-caption-text">Em Daisy Jones &amp; The Six, descobrimos que nada é mais intenso do que a batalha de ego entre duas estrelas do rock (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Daisy Jones &amp; the Six</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ser uma estrela do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">no auge da década de 1970 era uma experiência inebriante, mas também caótica e complexa. A série </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> captura essa dualidade em certo nível, retratando a glória efêmera da fama, a adrenalina dos </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> lotados e o lado obscuro do sucesso, permeado por vícios e excessos. Nessa história, Daisy Jones (Riley Keough), uma cantora em ascensão </span><i><span style="font-weight: 400;">a là</span></i> <a href="https://www.tiktok.com/@ritalee_oficial/video/7206413279667817733"><span style="font-weight: 400;">Rita Lee</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Stevie Nicks, e Billy Dunne (Sam Claflin), vocalista da banda </span><i><span style="font-weight: 400;">The Six</span></i><span style="font-weight: 400;">, mergulham em um universo onde a euforia se entrelaça com o drama e a busca pela individualidade se confronta com as expectativas da indústria musical.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada no </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> homônimo de Taylor Jenkins Reid, </span><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou em 2023, na plataforma de streaming </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançando seus dez episódios semanalmente. Com a inspiração principal sendo a banda Fleetwood Mac e a tumultuada história do álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/40-anos-rumours-fleetwood-mac/"><i><span style="font-weight: 400;">Rumours</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 1977, a série conquistou 69% de aprovação dos críticos no site </span><a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/daisy_jones_and_the_six"><i><span style="font-weight: 400;">Rotten Tomatoes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, a produção também impulsionou o lançamento do álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">folk-rock</span></i> <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/album/4ouqACcnzsOvtUlnj5abyo?si=jaUZc80LTsyMhxtejO6Wow"><i><span style="font-weight: 400;">Aurora</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma coleção de algumas das músicas presentes na trama, que já acumula mais de 200 milhões de </span><i><span style="font-weight: 400;">streams </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como adaptação, a série </span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-serie-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Daisy Jones &amp; The Six</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta um saldo positivo. A ambientação é muito bem feita, assim como a trama central do triângulo amoroso entre Daisy, Billy e Camila (Camila Morrone), que se destaca pela atuação de Morrone. A série também acerta ao aprofundar a história de Simone Jackson (Nabiyah Be), enriquecendo a narrativa original, apesar de algumas tramas secundárias, como as de Karen Sirko (</span><a href="https://open.spotify.com/intl-pt/track/6TT7B4MigCJCc0tqKYEpZC?si=2f9ce72120a54baf"><span style="font-weight: 400;">Suki Waterhouse</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Graham Dunne (Will Harrison), ficarem menos exploradas. No geral, apesar de algumas mudanças em relação à história do livro terem explicações superficiais e a abordagem sobre o cenário do álcool e das drogas ser suavizada, a produção se destaca como um trabalho redondo e coeso em sua própria individualidade. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_33056" aria-describedby="caption-attachment-33056" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33056" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-800x450.jpeg" alt="Cena da novela Elas por Elas. Na imagem está a personagem Helena com cara de chocada, ela é uma mulher branca de cabelos marrons acobreados ondulados. Está vestindo uma camiseta marrom e uma blusa verde militar." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas-1200x675.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/elas-por-elas.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33056" class="wp-caption-text">Elas por Elas é o remake da novela homônima de 1982 (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Elas Por Elas</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Elas por Elas</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou em Setembro de 2023 como folhetim das 18h na programação da Globo. Sob a direção de Amora Mautner, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> propõe uma narrativa com mudanças substanciais em comparação a versão original, que marca a estreia de </span><a href="https://revistaquem.globo.com/entretenimento/tv-e-novelas/elas-por-elas/noticia/2023/09/cassio-gabus-mendes-volta-a-novela-elas-por-elas-apos-41-anos-nunca-imaginei-que-fosse-acontecer.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Cassiano Gabus Mendes</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas telas. Desta vez, o ator retorna para o elenco, a trama é ambientada no Rio de Janeiro e as problemáticas abordadas são tão atuais como o cotidiano de seus novos espectadores. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mantendo o humor característico do horário televisivo, personagens como </span><a href="https://globoplay.globo.com/v/11978544/"><span style="font-weight: 400;">Mario Fofoca</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Lázaro Ramos) entregam piadas pertinentes e leveza. Além disso, os elementos e temáticas adicionados, o que vislumbramos com a adoção, protagonismo trans e representatividade em geral, são banhados em suavidade, mas não perdem importância e são levados com consistência. Assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elas por Elas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o tipo de regravação que vale a pena, já que mantém essenciais sem precisar ser igual a sua antecessora. </span><b>– Jamily Rigonatto</b><i><span style="font-weight: 400;"> </span></i></p>
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<figure id="attachment_33011" aria-describedby="caption-attachment-33011" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33011" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16.jpg" alt="Cena da série Enxame. Nela, a protagonista Dre olha e coloca a mão, admirada, no pôster de uma cantora fictícia chamada Ni’Jah. O pôster é de uma foto da cantora e contém os dados de sua turnê. Dre é preta, tem cabelos liso preto metade preso em um penteado e usa uma camisa colorida vintage. A foto tem cores mais frias e puxadas para o verde, além do granulado como efeito mais retrô." width="1500" height="1001" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image16-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33011" class="wp-caption-text">A filha de Barack Obama, Malia Obama, faz parte da equipe de roteiristas de Enxame (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Enxame (Swarm)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até onde um fã vai pelo seu ídolo? Guiado por essa frase, os criadores </span><a href="https://www.vulture.com/article/donald-glover-swarm-interview-dre-dominique-fishback.html"><span style="font-weight: 400;">Donald Glover</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Janine Nabers decidem sair do óbvio para entrarem em uma viagem longa dentro dos instintos mais selvagens de Dre (Dominique Fishback), uma protagonista excêntrica e completamente apaixonada por Ni’Jah (Nirine Brown). Nessa sátira, todas as </span><a href="https://elle.com.br/cultura/enxame-do-prime-video-retrata-obsessao-de-fa-por-diva-pop-inspirada-em-beyonce"><span style="font-weight: 400;">semelhanças não são meras coincidências</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a linha entre realidade, fantasia, idolatria e ficção se fundem em uma narrativa cheia de reviravoltas, paixão, sangue e </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/personagem-de-billie-eilish-em-enxame-foi-inspirada-em-lider-de-culto-que-existiu/"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um roteiro genial e usufruindo de referências muito inteligentes que servem um prato cheio para os amantes da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e das fofocas dos famosos, assistir </span><a href="https://personaunesp.com.br/enxame-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Enxame</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma verdadeira experiência. Aqui, independente do tamanho da colméia ou da quantidade de abelhas, Glover e Nabers provaram que não possuem medo das ferroadas. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33055" aria-describedby="caption-attachment-33055" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-33055" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-800x533.jpg" alt="Cena de Este Mundo Não Vai me Derrubar. Na imagem está o protagonista Zerocalcare. Ele é um homem branco de cabelos pretos curtos e um pouco calvo, veste uma camiseta preta com o desenho de uma caveira branca. A cena representa um interrogatório, por isso, há uma lâmpada apontada em seu rosto, que parece tenso. A animação tem tons sóbrios. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/este-mundo.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33055" class="wp-caption-text">Este Mundo Não Vai me Derrubar é a dose de melancolia animada que todo mundo precisa ver (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Este Mundo Não Vai Me Derrubar</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Este Mundo Não Vai me Derrubar</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a segunda série que adapta os quadrinhos do cartunista italiano Zerocalcare. Desta vez, ao contrário do que vemos em </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-entrelinhas-pontilhadas-1a-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">Entrelinhas Pontilhadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o enredo foca em um evento que aconteceu no bairro periférico que Zero, o protagonista, vive desde a infância: uma tensão entre um grupo xenofóbico e nazista contra os novos moradores imigrantes que se mudaram para um dos prédios da região. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Envolvido por um interrogatório policial, o personagem mergulha em </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> que remontam a sua chegada até essa situação, o envolvimento com o caso dos vizinhos e as relações interpessoais e sociais do contexto. Novamente, mantém-se o humor mais que sarcástico e, principalmente, as reflexões profundas que inebriam até mesmo os telespectadores. Em nuvens acinzentadas de escolhas e retratos, </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/81662953"><i><span style="font-weight: 400;">Este Mundo Não Vai me Derrubar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um reflexo bem desenhado da vida. </span><b>– Jamily Rigonatto</b></p>
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<figure id="attachment_32999" aria-describedby="caption-attachment-32999" style="width: 888px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32999" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9.png" alt="O grupo de nove amigos (Ciro, Ruth, Ribeiro, Irene, Silvio, Álvaro, Neto, Célia e Norma) posa sorrindo em frente a um mural de flores brancas. Todos vestem trajes sociais e a personagem Célia, ao centro, está vestida de noiva e com uma tiara de coroa." width="888" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9.png 888w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-9-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32999" class="wp-caption-text">Fim foi um dos grandes sucessos de audiência do Globoplay em 2023 (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de</b> <b>Fim</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Você já viu algo que vem da Fernanda Torres ser menos do que excelente? Criada e escrita pela própria, baseada em seu </span><a href="https://casavogue.globo.com/shopping/noticia/2023/11/fim-conheca-o-livro-de-fernanda-torres-que-deu-origem-a-serie.ghtml"><span style="font-weight: 400;">livro homônimo</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fim</span></i><span style="font-weight: 400;"> não somente não podia ser diferente, como também supera expectativas. Além da trama cativante, acompanhada de uma ótima direção por Andrucha Waddington e Daniela Thomas, o elenco de peso conta com grandes nomes do audiovisual brasileiro, que entregam performances hipnotizantes, por vezes devastadoras. Entre os atores que compõem o grupo principal estão Marjorie Estiano, Fábio Assunção, Débora Falabella e Emílio Dantas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série contempla as </span><a href="https://youtu.be/YpbSQWMyAJo?feature=shared"><span style="font-weight: 400;">fases da vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> e como as relações interpessoais se moldam e alteram com o passar do tempo. O enredo acompanha um grupo de amigos cariocas durante os grandes marcos da vida adulta – como casamentos, filhos, divórcios e doenças –, até a nossa única certeza: a morte; brincando com o passado e o presente ao contar essas histórias de forma não linear. Assim como a vida real, </span><i><span style="font-weight: 400;">Fim</span></i><span style="font-weight: 400;"> é repleta de momentos para rir e para chorar. O espectador é levado a experienciar a passagem do tempo junto aos personagens, cada um inserido no caminho que traçou para si. &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33041" aria-describedby="caption-attachment-33041" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33041" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47.png" alt="Cena da Série Foundation. Ao centro está o ator Lee Pace, que interpreta o irmão Dia. Ele é um homem branco de meia idade. Está vestindo um colete trançado prata com transparência. Ao seu lado está Laura Birn, que interpreta a robô Demerzel. Ela é uma mulher branca, loira de meia idade com seus cabelos presos em um rabo de cavalo. Está usando um vestido com várias dobras simétricas e futuristas. Ao fundo está uma sala escura reflexiva onde passam raios de luz. Ambos estão em pé olhando para frente, sérios." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image47-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33041" class="wp-caption-text">Foundation é uma adaptação dos livros de Isaac Asimov (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Foundation</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Foundation</span></i><span style="font-weight: 400;"> nasceu como uma obra ambiciosa e deslumbrante. Mas mesmo com </span><a href="https://www.agazeta.com.br/colunas/rafael-braz/fundacao-da-appletv-e-superproducao-com-grandes-ambicoes-0921"><span style="font-weight: 400;">investimentos milionários</span></a><span style="font-weight: 400;">, é preciso um pouco de loucura para aceitar o desafio de adaptar a complexidade espaço-temporal que </span><span style="font-weight: 400;">Isaac</span> <span style="font-weight: 400;">Asimov propôs em seus livros. E, com louvor, a Apple TV+ conseguiu novamente fazer com que a teoria e tecnologia sejam só ferramentas na narrativa, ofuscadas pelos enredos emocionantes e calorosos que os atores interpretam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saltando 100 anos à frente, a nova temporada mantém todo suspense e mistério do império galáctico regido pelos clones Cleon. Dificilmente imaginamos como novos personagens poderiam agregar à narrativa quando sequer puderam desenvolver os antigos. Entretanto, felizmente, tomam todo protagonismo e elevam os níveis nessa segunda etapa, deixando ânsia pelas </span><a href="https://pt.ign.com/foundation-1/133399/news/apple-tv-renova-foundation-para-3a-temporada"><span style="font-weight: 400;">consequências que virão</span></a><span style="font-weight: 400;"> e preenchendo a falta que fizeram em sua estreia. – </span><b>Henrique Marinhos</b></p>
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<figure id="attachment_33040" aria-describedby="caption-attachment-33040" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33040" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46.jpg" alt="Cena da série Gen V. Nela, na esquerda, há Jordan, jovem não-binárie, amarele, de cabelos curtos, pretos e lisos. Elu usa uma corrente prateada, um moletom preto e calças pretas, além de carregar uma expressão de surpresa no rosto. Sua mão esquerda está posicionada sobre seu peito, segurando a mão de Marie, uma mulher jovem, negra, de cabelos longos e pretos, presos em tranças. Ela veste um cropped preto de mangas curtas e calças brancas com manchas pretas, além de esticar seu braço direito em direção ao peito de Jordan. Ao fundo, o pátio de uma universidade." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image46-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33040" class="wp-caption-text">Sucesso instantâneo de público e crítica, a primeira leva da série tem o brasileiro Marco Pigossi no elenco e potencial de sobra para aparecer entre os indicados ao Emmy 2024 (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Gen V</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No vale dos super-heróis, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> se despediu de 2023 em grande estilo ao realizar o parto dos descendentes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=t8CDmXCKABE"><i><span style="font-weight: 400;">Gen V</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sangue, lágrimas e até ciência entram no roteiro para recepcionar a primeira geração de jovens patenteada pelo Composto V a ganhar voz e espaço nas telas. Ao longo de oito episódios niveladíssimos, o grupo de protagonistas não só lida com as consequências da descoberta da origem de seus poderes, como passa a construir sua posição tanto no jogo de interesses coordenado pela Vought Internacional quanto na selva de emoções, hormônios e mudanças típica da </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/reuters/2023/12/19/serie-spin-off-de-the-boys-investiga-mundo-sombrio-da-juventude-de-super-herois.htm"><span style="font-weight: 400;">adolescência</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desenvolvido pelo mesmo trio de criadores da série original, o </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/como-gen-v-conserta-x-men-de-the-boys/"><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pega emprestado o uso já conhecido de sarcasmo autocrítico e violência gráfica para potencializar seus conflitos – guardando as cartas na manga para certos subtextos. Enquanto faz seus efeitos especiais e trilha sonora coadjuvantes essenciais, a trama introduz ao universo momentos quase inéditos de delicadeza e sensibilidade, projetados por </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunners</span></i><span style="font-weight: 400;"> mulheres muito bem-vindas à equipe. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Reunindo os destaques Jaz Sinclair, Emma Meyer e London Thor, o núcleo de atores também brilha em cada reviravolta da história, mas especialmente ao mergulhar em questões de gênero, etnia e sexualidade. Após unir o inesperado ao perverso, dialogando com diversos dramas contemporâneos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gen V</span></i><span style="font-weight: 400;"> não exala nenhuma prepotência juvenil ao deixar a rebeldia guiar sua humanidade e, assim, preparar a nova fase de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Boys</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao lado de seu </span><a href="https://www.purebreak.com.br/noticias/-gen-v-roteiristas-prometem-reviravoltas-e-satiras-para-a-2-temporada-do-spin-off-de-the-boys/117467"><span style="font-weight: 400;">próprio futuro</span></a><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Vitória Vulcano</b></p>
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<figure id="attachment_33042" aria-describedby="caption-attachment-33042" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33042" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44.png" alt="Cena da série Gêmeas - Mórbida Semelhança. À esquerda, vemos uma mulher branca, com cabelo pretos lisos e longos, aparentando cerca de 40 anos, vestindo uma jaqueta preta com detalhes brancos. À direita, vemos uma mulher branca idêntica, com cabelo pretos lisos e longos, aparentando cerca de 40 anos, vestindo uma camisa vermelha. As duas estão à frente de um espelho, olhando suas próprias imagens." width="1500" height="746" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44.png 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-800x398.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-1024x509.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-768x382.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image44-1200x597.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33042" class="wp-caption-text">Uma Rachel Weisz é boa, duas é ainda melhor (Foto: Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança (Dead Ringers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem todo filme precisa virar série, mas que bom que </span><i><span style="font-weight: 400;">Gêmeas &#8211; Mórbida Semelhança </span></i><span style="font-weight: 400;">o fez: com </span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">Rachel Weisz</span></a><span style="font-weight: 400;"> em dobro, o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;"> do longa de David Cronenberg muda o gênero dos protagonistas para tornar o </span><a href="https://personaunesp.com.br/titane-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">body horror</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">ainda mais amedrontador. Ao invés de ginecologistas que dividem tudo, as irmãs Mantle (ambas interpretadas por Weisz) são obstetras obcecadas com revolucionar a gestação para mulheres, mesmo que isso signifique quebrar (muitas) regras no caminho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicada ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/globo-de-ouro/"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e esnobada pelo </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">pela sua performance dupla como Beverly e Elliot Mantle, Rachel Weisz alterna de papel tão facilmente quanto Tatiana Maslany fazia em </span><i><span style="font-weight: 400;">Orphan Black</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mesmo quando as gêmeas idênticas trocam de lugar, é impossível confundi-las tamanha personalidade que Weisz imprime em cada uma. Com um roteiro afiado e um desfecho de deixar qualquer um doido, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dead Ringers </span></i><span style="font-weight: 400;">(no original) é a exceção à regra dos </span><i><span style="font-weight: 400;">remakes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e engrandece a obra original. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33008" aria-describedby="caption-attachment-33008" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33008" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13.jpg" alt="Ginny (Antonia Gentry) sentada no chão, no corredor da Wellsbury High School, ao lado de Marcus (Felix Mallard).]" width="1300" height="865" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image13-1200x798.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33008" class="wp-caption-text">Na segunda temporada de Ginny &amp; Georgia, vemos personagens mais maduros e reais, aproximando o público e provocando empatia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Ginny&amp;Georgia</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sabe uma daquelas séries que chamamos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3pKy7Ajy8O4"><i><span style="font-weight: 400;">guilty pleasure</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? Pois é, a primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ginny &amp; Georgia</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi basicamente isso. Cheia de dramas adolescentes bobos, mas que nos deixam curiosos para continuar assistindo a trama se desenrolar. Porém, a segunda temporada, lançada em 2023, mudou esse cenário e tornou a série mais madura e interessante – e sem serenatas aterrorizantes de sapateado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após as revelações que Ginny (</span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/veja-curiosidades-sobre-a-atriz-antonia-gentry-de-ginny-georgia/"><span style="font-weight: 400;">Antonia Gentry</span></a><span style="font-weight: 400;">) tem sobre o passado da mãe, Georgia (Brianne Howey), no fim da primeira temporada, vemos uma adolescente revoltada e sem amigos após uma briga que a afastou do grupo de sua escola. No entanto, diferente de sua versão infantil e dramática, na segunda temporada, a protagonista decide encarar as crises e até começa terapia com incentivo de seu pai, Zion (Nathan Mitchell).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como um todo, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/category/series/"><span style="font-weight: 400;">série</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece amadurecer: personagens falam abertamente sobre questões sérias, como discriminação racial, sexismo, saúde mental e problemas em estruturas familiares. E claro, as fofocas edificantes continuam, como a relação de Marcus (Felix Mallard) com Ginny; a amizade rachada de Maxine (Sara Waisglass), Norah (Chelsea Clark) e Hunter (Mason Temple) com Abby (Katie Douglas); e Ginny e as mentiras de Georgia se tornando cada vez mais elaboradas. &#8211; </span><b>Marina Barrelli de Carvalho</b></p>
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<figure id="attachment_33037" aria-describedby="caption-attachment-33037" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33037" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43.jpg" alt="Cena da série Loki. Na imagem, Loki, interpretado por Tom Hiddleston, está olhando para frente, com os olhos marejados e o rosto melancólico. Ele é um homem adulto, de pele branca e olhos claros, cabelos no comprimento dos ombros e de cor escura. Está usando uma coroa na cabeça. A imagem está dando um close-up no rosto de Loki. O fundo é na cor verde escura e toda imagem tem um filtro esverdeado." width="1999" height="1100" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-800x440.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-1024x563.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-768x423.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-1536x845.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image43-1200x660.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33037" class="wp-caption-text">A segunda temporada de Loki é o fim do anti-herói na TVA (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Loki</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E quando o seu propósito é falhar ou a conquista não for celebrada? A </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><span style="font-weight: 400;">primeira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Loki </span></i><span style="font-weight: 400;">deu ao anti-herói favorito do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> um arco em que falhar (algo que ele sempre foi bom) era o melhor para o multiverso. Em uma história cheia de contradições; o deus da mentira lutou para trazer a verdade aos funcionários da </span><i><span style="font-weight: 400;">TVA</span></i><span style="font-weight: 400;">. Loki, o tirano, confrontou seres poderosos pela liberdade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o segundo ano da série garantiu que todas essas ideias continuassem a rodear o asgardiano e causasse uma mudança brutal. O final de Loki é o oposto do que o vilão de </span><a href="https://youtu.be/glF0zOoj_LA?si=AQK-vkJGOXcbz1c1"><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2012) um dia sonhou. O seriado também permite partir para uma tangente de ‘e se?’ e humanizar os conceitos do multiverso para além dos </span><i><span style="font-weight: 400;">fanservices</span></i><span style="font-weight: 400;">. As personagens querem testemunhar a vida que teriam se não tivessem escolhido o caminho ‘X’ ao invés de ‘Y’. A história dos dois ‘Lokis’ (o que morreu em </span><i><span style="font-weight: 400;">Guerra Infinita </span></i><span style="font-weight: 400;">e o da série) aponta o público para essa direção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos episódios do meio, o enredo traz a sensação de fazer rodeios; toma algumas decisões incoerentes que parecem acontecer de forma aleatória só para chegar no ponto desejado, porém a frenesia e o senso de urgência conseguem recuperar a atenção e finalizam </span><a href="https://youtu.be/wmlcMkj2H70?si=b2klttl2SEWOUvpG"><span style="font-weight: 400;">a melhor série do</span><i><span style="font-weight: 400;"> MCU</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com personagens queridos, uma direção de Arte de dar inveja e um glorioso propósito satisfatório.  &#8211; </span><b>Davi Marcelgo </b></p>
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<figure id="attachment_33027" aria-describedby="caption-attachment-33027" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33027" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32.png" alt="Cena da série ambientada em um quarto de hotel, em que à esquerda Charlie Spring, usando uma camiseta xadrez em tons vermelho/ rosa, segura com uma das mãos o pescoço de Nick Nelson, à direita, que usa uma camiseta amarela nas mangas e branca no meio. Os dois estão se olhando." width="1999" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-800x400.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-1024x512.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-768x384.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-1536x768.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image32-1200x600.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33027" class="wp-caption-text">Nick e Charlie estão mais unidos do que nunca na 2ª temporada de Heartstopper (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Heartstopper</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua segunda temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper </span></i><span style="font-weight: 400;">retorna com a mesma dose de doçura e sensibilidade ao retratar a efervescência e as incertezas da adolescência, mas dessa vez, mergulhando em temas mais maduros. Charlie Spring (Joe Locke) e Nick Nelson (Kit Connor), após se conhecerem e se apaixonarem na </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-1a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">primeira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, agora se deparam com novos desafios. Baseada na história em quadrinhos homônima de Alice Oseman, que também assina como roteirista, a série estreou em agosto de 2023, se tornando uma das produções </span><a href="https://portalpopline.com.br/heartstopper-2o-lugar-parada-global-netflix/"><span style="font-weight: 400;">mais assistidas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ano da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">novo capítulo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da vida dos personagens, Nick deseja fazer a difícil tarefa de assumir sua bissexualidade e seu relacionamento para sua família e amigos, enquanto Charlie, pressionado por si mesmo em ajudar o parceiro nesse processo, se vê confrontado com transtornos alimentares. Além disso, também acompanhamos outros dilemas: Elle Argent (Yasmin Finney) e Tao Xu (William Gao) navegam na tênue linha entre amizade e paixão, Darcy Olsson (Kizzy Edgell) enfrenta o preconceito familiar que impacta seu relacionamento com Tara Jones (Corinna Brown) e Isaac Henderson (Tobie Donovan) embarca em uma jornada de autodescoberta ao lidar com sua assexualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse maior aprofundamento dos personagens secundários na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=grAcIYmFN7Y"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> eleva a complexidade da série, tornando-se um dos seus pontos altos. Assim como, mesmo explorando temas mais maduros e sérios como aceitação, saúde mental e </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Heartstopper</span></i><span style="font-weight: 400;"> não perde sua doçura característica e seu poder de aquecer o coração. A trama continua a ser uma luz para os mais jovens, oferecendo representatividade e esperança, enquanto também acolhe as gerações mais velhas que não tiveram a oportunidade de viver suas identidades livremente. –</span><b> Arthur Caires</b></p>
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<figure id="attachment_32998" aria-describedby="caption-attachment-32998" style="width: 735px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32998" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3-12.jpg" alt="Cena de High School Musical: A Série: O Musical. Na imagem temos Ricky Bowen (Joshua Bassett), um jovem branco de cabelo cacheado. Ele está vestindo uma jaqueta jeans e segurando uma guitarra vermelha. Ao seu lado está Gina Porter (Sofia Wylie), uma jovem negra de pele clara, de cabelo liso preto amarrado em rabo de cavalo. Ela está vestindo um vestido tomara que caia na cor roxa. Ambos estão se olhando e o fundo atrás deles é tomado por uma cortina vermelha desfalcada." width="735" height="414" /><figcaption id="caption-attachment-32998" class="wp-caption-text">Encerrando o espetáculo, os Wildcats dividiram o palco pela última vez (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de High School Musical: A Série: O Musical (</b><b>High School Musical: The Musical: The Series) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A questão é, um novo ano, uma nova apresentação nos palcos de </span><i><span style="font-weight: 400;">East High</span></i><span style="font-weight: 400;">. Caracterizando o fim de uma era, a última temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=98aRiv_KLmw"><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical: A Série: O Musical</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, marca um encontro de gerações. Para os adoradores da trilogia de filmes, indica a oportunidade de rever alguns entes queridos nas telas do</span><i><span style="font-weight: 400;"> streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas para os aficionados da trama </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegou o momento de dizer adeus. Os episódios são divididos em dois arcos, sendo um desfecho memorável. Uma segue a nova adaptação da franquia de filmes no Cinema, enquanto a outra avança com a cronologia dos eventos no seriado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora essa conexão seja inovadora, a execução deixa a desejar. O roteiro demanda de muitos acontecimentos, ficando assustadoramente excessivo ao ponto de somente ganhar uma fluidez nos capítulos finais, quando uma narrativa se encerra e abre espaço para dar continuidade a outra. Mas, se alguém se destacou em meio a esse turbilhão, foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4c9kqrKydLA"><span style="font-weight: 400;">Sofia Wylie</span></a><span style="font-weight: 400;">. A intérprete de Gina Porter carregou consigo a graciosidade e a emoção da temporada, uma personagem que saiu de antagonista e despontou como uma das personalidades mais aclamadas de toda a série. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33023" aria-describedby="caption-attachment-33023" style="width: 736px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33023" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image28.jpg" alt="Cena da série Hora de Aventura: Fionna e Cake. Da direita para a esquerda temos o desenho de Gary Prince, um jovem completamente rosa, vestindo uma camisa de gola alta e um casaco em diferentes tons de rosa. Ao seu lado está Fionna Campbell, uma jovem branca, loira, com uma toca de coelhinho e vestindo uma jaqueta verde musgo. Ela está segurando sua gata Cake no colo. Cake tem pelos brancos e amarelos. Ao lado de Fionna está Marshall Lee, jovem negro, com penteado estilo drealocks, ele está vestindo uma camiseta azul e uma jaqueta de couro na cor preta. Por fim temos uma jovem branca, com cabelo alaranjado amarrado em rabo de cavalo, ela está vestindo uma camisa cinzenta. Eles estão no centro de uma cidade e todos estão olhando aterrorizados para o horizonte." width="736" height="431" /><figcaption id="caption-attachment-33023" class="wp-caption-text">A animação encerra o arco de Simon Petrikov e entrega uma jornada memorável (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Hora de Aventura: Fionna e Cake (Adventure Time: Fionna and Cake)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após os eventos finais de uma das maiores animações idealizadas pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Cartoon Network</span></i><span style="font-weight: 400;">, o mundo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura </span></i><span style="font-weight: 400;">se destaca na plataforma </span><i><span style="font-weight: 400;">Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> com o seu novo </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=94gpIscW0Mc"><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura: Fionna e Cake</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, somos apresentados as versões alternativas de Finn e Jake, desenvolvidas na imaginação do antagonista Rei Gelado. Mantendo a identidade visual memorizada pelo público, as ilustrações não revelaram grandes mudanças da obra original, mas adotou tons mais claros que o habitual e abraçou referências clássicas do mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, como</span><i><span style="font-weight: 400;"> Sailor Moon</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1992) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Amigo Totoro </span></i><span style="font-weight: 400;">(1988). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O enredo gira em torno de Fionna Campbell, uma jovem sentindo o tédio de uma vida monótona, enquanto sonha com um universo diferente do seu. Em um momento de desatenção, Campbell atravessa um portal que liga o seu mundo com a famigerada Terra de Ooo, onde conhece seu próprio criador, Simon Petrikov. Involuntariamente, a trama guarda um sentimento nostálgico. Menções claras de episódios de </span><a href="https://www.max.com/br/pt/shows/hora-de-aventura/fff09eaf-17c3-446b-be32-8a0d47e4ccf1"><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> circulam toda a atmosfera do seriado, que transportam o nosso consciente para um local de conforto, assinalado pela imaginação e infância. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
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<figure id="attachment_33035" aria-describedby="caption-attachment-33035" style="width: 1140px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33035" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39.jpg" alt="Cena da série The Marvelous Mrs. Maisel. As atrizes Alex Borstein e Rachel Brosnahan interpretam as personagens Susie Myerson e Midge Maisel. Elas estão sentadas em um camarim. Do lado esquerdo Borstein é uma atriz branca com cabelos pretos presos em um rabo. Ela usa uma boina preta e um terno preto. Do lado direito de Brosnahan uma mulher branca de cabelos curtos e castanhos, ela veste um vestido preto. Ao fundo vê-se uma arara de roupas espalhafatosas, de plumas e brilhos." width="1140" height="641" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39.jpg 1140w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image39-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33035" class="wp-caption-text">Nos despedimos de Mrs Maisel com “peitos empinados” e lágrimas nos olhos (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>5ª temporada de Maravilhosa Sra. Maisel (The Marvelous Mrs Maisel)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2023, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-5a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">T</span><i><span style="font-weight: 400;">he Marvelous Mrs Maisel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganhou um final triunfante, nos revelando que os acontecimentos narrados pela série foram apenas o prelúdio da carreira de sucesso reservada a Miriam Maisel (</span><span style="font-weight: 400;">Rachel Brosnahan)</span><span style="font-weight: 400;">. A quinta temporada buscou arrematar bem todos os enredos, desde o retorno de Maisel com os shows de </span><i><span style="font-weight: 400;">stand-up</span></i><span style="font-weight: 400;"> até o seu relacionamento </span><i><span style="font-weight: 400;">slow-burn</span></i><span style="font-weight: 400;"> com Lenny Bruce (</span><span style="font-weight: 400;">Luke Kirby)</span><span style="font-weight: 400;">. O roteiro brilhante de </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-mulheres-de-amy-sherman-palladino-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Amy Sherman-Palladino</span></a><span style="font-weight: 400;"> abriu espaço para novos recursos que foram adicionados à trama, como saltos temporais e musicais, tudo acompanhado dos diálogos rápidos e afiados já bem conhecidos, só que dessa vez no ‘climinha’ de despedida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No seu último ano, a produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> se aprofundou ainda mais nos conflitos da mulher da década de 1960 e acompanha o drama geracional, passado de mãe para filha, ao longo do que podemos vislumbrar da protagonista e sua família durante as décadas. Dos relacionamentos de Maisel, aquele que sempre mais importou foi entre ela e a sua Comédia que, dessa vez, abriu espaço para o maior desenvolvimento de sua amizade com a agente </span><a href="https://youtu.be/1aRwGsCwi0A?si=jlxyXpGGpuF_4V0f"><span style="font-weight: 400;">Susie Meirson</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><span style="font-weight: 400;">Alex Borstein</span><i><span style="font-weight: 400;">)</span></i><span style="font-weight: 400;">. Vencedora de 20 </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a série foi mais uma vez destaque em indicações da premiação de 2023, nos deixando um enorme legado de qualidade e versatilidade para as futuras produções televisivas. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
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<figure id="attachment_33045" aria-describedby="caption-attachment-33045" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33045" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50.jpg" alt="Cena da série Minhas Aventuras com o Superman. Na imagem do desenho animado, estão dois personagens, sendo um deles o Superman, um homem branco de olhos claros e cabelos escuros que veste um uniforme azul com detalhes em vermelho." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image50-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33045" class="wp-caption-text">Com The Boys e, agora, Minhas Aventuras com o Superman no currículo, Jack Quaid já pode ser considerado um ‘queridinho’ das adaptações de quadrinhos para as ‘telinhas’ (Foto: Adult Swim)</figcaption></figure>
<p><b>Minhas Aventuras com o Superman</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre as combinações mais inesperadas do audiovisual em 2023, poucas, talvez, tenham sido tão interessantes quanto a de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minhas Aventuras com o Superman</span></i><span style="font-weight: 400;">, que une a mitologia do filho de Krypton com a linguagem dos animes. A narrativa básica está lá: Clark Kent (Jack Quaid, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/oppenheimer-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Oppenheimer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) é um jovem alienígena com poderes sobre-humanos que está descobrindo seu lugar nesse mundo, tentando a sorte de viver uma vida dupla como super-herói e jornalista do Planeta Diário de Metrópolis. Seus companheiros também são conhecidos: o melhor amigo Jimmy Olsen (Ishmel Sahid, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Na Mira do Júri</span></i><span style="font-weight: 400;">) e o interesse amoroso em potencial Lois Lane (Alice Lee, de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Maratona de Brittany</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que diferencia a série do </span><i><span style="font-weight: 400;">Adult Swim</span></i><span style="font-weight: 400;"> é justamente o estilo visual e as sensibilidades dramáticas do anime. No primeiro sentido, destaca-se a ênfase da periculosidade nas </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/super-herois/"><span style="font-weight: 400;">sequências de ação</span></a><span style="font-weight: 400;">, como Clark se colocando na frente de Lois para protegê-la de uma rajada de balas. Já no segundo, é notável o quanto a expressividade dos personagens auxilia seus arcos de desenvolvimento emocional, como o olhar ultra apaixonado da jornalista pelo colega de trabalho. São escolhas que mostram como uma roupagem completamente nova, diferente e criativa pode reacender o charme de um personagem com décadas de história na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. &#8211; </span><b>Nathan Nunes</b></p>
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<figure id="attachment_33033" aria-describedby="caption-attachment-33033" style="width: 1486px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33033" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37.jpg" alt="Cena da série Jury Duty. Em uma sala cuja parede é cinza, vemos treze pessoas sentadas em cadeiras, distribuídas em três fileiras horizontais. A primeira e a terceira fileira possuem quatro pessoas, enquanto a segunda possui cinco. Alguns personagens olham para frente em um ponto fora da câmera; outros olham para os lados, distraídos. Ao fundo da sala, no canto esquerdo, é possível ver uma bandeira dos Estados Unidos. Na parede, vemos a metade inferior de três quadros e, atrás da última fileira, um móvel com algumas decorações em cima, como livros empilhados e uma planta." width="1486" height="836" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37.jpg 1486w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image37-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33033" class="wp-caption-text">Jury Duty é o programa de pegadinhas mais sincero da Televisão (Foto: Amazon Freevee)</figcaption></figure>
<p><b>Na Mira do Júri (Jury Duty)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se algum dia você já se perguntou sobre o que realmente aconteceria caso alguém passasse pela experiência de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Show de Truman</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ei6YoSid5fo"><i><span style="font-weight: 400;">Jury Duty</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (no original) é a resposta. Na melhor surpresa do</span><i><span style="font-weight: 400;"> Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos últimos anos, Ronald Gladden, um cidadão comum, acredita que está participando de um documentário sobre o processo de trabalhar como um júri. O que ele não sabe é que nada daquilo é real – todos os outros presentes no tribunal, desde os agentes federais até o próprio réu, são atores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta da dupla Lee Eisenberg e Gene Stupnitsky, os criadores de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-office-10-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, poderia ser insensível e, até mesmo, cruel, não fosse o fato do </span><i><span style="font-weight: 400;">mockumentary</span></i><span style="font-weight: 400;"> nunca perder de vista a humanidade de seu protagonista. A todo momento, Ron reage às circunstâncias bizarras que o cercam com empatia e paciência genuínas; isso, juntamente com um roteiro pré-definido hilário, é o responsável pelo sucesso da série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com quatro indicações ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2023, incluindo na categoria de Melhor Série de Comédia, </span><a href="https://personaunesp.com.br/jury-duty-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Na Mira do Júri</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> veio para mostrar que fugir do comum e apostar no inusitado é um risco e tanto, mas um que vale a pena. Seu sucesso estrondoso faz com que não seja difícil imaginar uma enxurrada de </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcoms</span></i><span style="font-weight: 400;"> com câmeras escondidas nos próximos anos, porém parece improvável que qualquer uma delas seja capaz de capturar a mesma magia deste tribunal de faz de conta. </span><b>&#8211; Raquel Freire</b></p>
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<figure id="attachment_33001" aria-describedby="caption-attachment-33001" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33001" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image6-2.jpg" alt="Cena da série Next In Fashion da Netflix. Na imagem, estão quatro jurados do programa, a dupla fixa Tan France e Gigi Hadid, e os convidados especiais Bella Hadid e Jason Bolden. A câmera os captura a partir dos joelhos, sentados observando um modelo na passarela que está de costas. Da esquerda para a direita na imagem: France, um homem de ascendência paquistanesa que veste um turbante, Bella, uma mulher de ascendência palestina que veste vermelho, Gigi, uma mulher branca de ascendência palestina que veste brilhantes e Bolden, um homem negro que veste um chapéu e uma jaqueta jeans. Ao fundo, é possível enxergar a plateia do reality show de moda." width="720" height="405" /><figcaption id="caption-attachment-33001" class="wp-caption-text">A segunda temporada do reality show de moda recebeu convidados especiais ao longo dos episódios (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Next In Fashion</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Junte a sabedoria e irreverência de </span><a href="https://www.lilianpacce.com.br/webstories/o-estilo-principe-de-tan-france/"><span style="font-weight: 400;">Tan France</span></a><span style="font-weight: 400;">, estilista conhecido por participar de </span><i><span style="font-weight: 400;">Queer Eye</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a experiência na indústria da moda de </span><a href="https://glamour.globo.com/moda/noticia/2023/03/11-looks-que-mostram-a-evolucao-fashion-de-gigi-hadid.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Gigi Hadid</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma das figuras mais importantes das passarelas nos últimos anos, e pronto: você tem uma dupla de apresentadores perfeita para um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> repleto de desafios e emoções. Na segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Next In Fashion</span></i><span style="font-weight: 400;">, Hadid investe em </span><a href="https://stealthelook.com.br/os-looks-da-gigi-hadid-na-nova-temporada-de-next-in-fashion/"><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> esplêndidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> para assumir o antigo posto da editora da Vogue britânica, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3ubsU7LdIK4"><span style="font-weight: 400;">Alexa Chung</span></a><span style="font-weight: 400;">, em um ano mais colorido e repleto de referências.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque, dessa vez, os tecidos mais tradicionais deram lugar aos </span><i><span style="font-weight: 400;">patches jeans</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://elle.com.br/moda/next-in-fashion-um-bate-papo-com-nigel-xavier-e-tan-france"><span style="font-weight: 400;">Nigel Xavier</span></a><span style="font-weight: 400;">, o vencedor da temporada que ganhou também o título de ‘Mago dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Jeans</span></i><span style="font-weight: 400;">’. Com uma perda de ritmo lá pelo meio da temporada, o seriado da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue recuperar o folêgo, não ironicamente, através da respiração acelerada dos competidores, cada vez mais engajados com os as propostas, entregando trabalhos artísticos incríveis. </span><i><span style="font-weight: 400;">Next In Fashion</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda contou com a participação de convidados para além de especiais, como a lendária </span><a href="https://vogue.globo.com/moda/noticia/2019/05/abril-15-vezes-que-donatella-versace-foi-o-grande-icone-de-estilo-dos-anos-90.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Donatella Versace</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/moda-e-beleza/noticia/2022/12/05/bella-hadid-ganha-premio-de-modelo-do-ano-no-british-fasion-awards.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Bella Hadid</span></a><span style="font-weight: 400;">, irmã de Gigi que conquistou o seu próprio espaço no universo da moda.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_33016" aria-describedby="caption-attachment-33016" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33016" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21.jpg" alt="Cena de O Jogo do Diabo. De cima, seis pessoas asiáticas são vistas debruçadas sobre uma grande mesa verde; todos vestem roupas casuais. Estão mexendo em blocos de madeira com diferentes letras." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image21-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33016" class="wp-caption-text">O diabo testa os usos da mente humana (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de O Jogo do Diabo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até onde você iria para vencer um jogo e levar para casa um grande prêmio em dinheiro? Essa é a premissa de </span><a href="https://www.otempo.com.br/entretenimento/filmes-e-series/o-jogo-do-diabo-explicamos-as-regras-do-tenso-reality-coreano-da-netflix-1.3242187"><i><span style="font-weight: 400;">O Jogo do Diabo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> que reúne doze pessoas com altos níveis de inteligência para competir entre si. A série explora os instintos humanos frente a necessidade de completar desafios, e as reações variam de trabalho em equipe até traição. Tudo, exceto roubo e violência, é permitido no jogo e isso, combinado às mentes brilhantes dos participantes, deixa toda a experiência mais interessante. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> se destaca por apresentar provas de estratégias e ética. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série é um dos grandes investimentos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> em programas asiáticos. Desde o sucesso estrondoso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/round-6-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Round 6</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a plataforma criou diversos produtos vindos do oriente e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Jogo do Diabo</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma ótima adição a esse grupo. O maior destaque dos episódios foi o antagonismo formado entre dois grupos da casa – um liderado por Ha Seok-jin e o outro por ORBIT –, que batalharam até a grande final, demonstrando o ‘nós versus eles’ que é presente nas sociedades do mundo real. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um bom projeto que já foi renovado para a </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/o-jogo-do-diabo-renovada"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, apenas dois meses após seu lançamento. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade </b></p>
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<figure id="attachment_33018" aria-describedby="caption-attachment-33018" style="width: 1800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33018" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23.png" alt="Cena da série Only Murders in the Building. Na cena, vemos dois personagens encenando um ato musical. Em destaque, Meryl Streep, uma mulher branca de olhos e cabelos claros, que veste uma roupagem de inverno em uma escada enquanto segura o corrimão." width="1800" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23.png 1800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image23-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33018" class="wp-caption-text">Os números musicais foram escritos pela dupla Benj Pasek e Justin Paul, responsável pelos sucessos de Querido Evan Hansen, O Rei do Show e La La Land (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Only Murders in the Building</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após passar duas temporadas presas ao formato de paródia das obras </span><i><span style="font-weight: 400;">true crime</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> retornou para sua nova leva de episódios com um cenário completamente diferente. Saímos um pouco do edifício Arconia e vamos para o mundo dos musicais da Broadway ou, mais especificamente, a criação e os bastidores por trás deles. O ponto de partida é o </span><i><span style="font-weight: 400;">cliffhanger</span></i><span style="font-weight: 400;"> plantado ao final da temporada anterior, em que vimos a morte suspeita de Ben Glenroy (Paul Rudd, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Formiga</span></i><span style="font-weight: 400;">) no palco, logo na noite de estreia da peça de Oliver (Martin Short, de </span><i><span style="font-weight: 400;">Três Amigos!). </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No decorrer das investigações, somos agraciados com ótimas novidades. Uma delas é a própria comicidade do texto, que se deixa levar pelo espírito teatral em piadas específicas e hilárias, como o bloqueio criativo de Charles (Steve Martin, de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Pai da Noiva</span></i><span style="font-weight: 400;">). Outro ponto interessante são os números musicais cheios de personalidade própria, desde o carisma de </span><i><span style="font-weight: 400;">Which of the Pickwick Triples Did It?</span></i><span style="font-weight: 400;"> até a melancolia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Look for the Light</span></i><span style="font-weight: 400;">. Esse segundo, no caso, é cantado por aquela que é provavelmente a maior estrela da temporada: </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/meryl-streep/"><span style="font-weight: 400;">Meryl Streep</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indo além da piada pronta de uma profissional tão consagrada interpretar uma atriz aspirante, Streep adiciona um componente humano e singelo a sua Loretta, de tal forma que reflete o próprio estado atual da série. Ao invés de se manter na </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">zona de conforto</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i><span style="font-weight: 400;"> preferiu abraçar a vivacidade e a energia de um grande espetáculo e, assim, realçar sua trama de mistérios e revelações surpreendentes. O saldo final é, talvez, o melhor da série até agora. &#8211; </span><b>Nathan Nunes</b></p>
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<figure id="attachment_33031" aria-describedby="caption-attachment-33031" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33031" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36.png" alt="Cena da série O Ultimato - Queer Love. A cena é interna, na cama de um quarto iluminado. À esquerda, podemos ver um cachorro com pele alaranjado, em cima da cama, sentado aos pés de uma mulher negra, aparentando cerca de 30 anos, com cabelos castanhos longos presos em um coque e vestindo uma camiseta larga. Ela está com as pernas embaixo de uma cobertura. Ao lado dela, à direita, vemos uma mulher branca, aparentando cerca de 30 anos, com cabelos pretos curtos, vestindo uma camiseta preta, shorts cinza e meias pretas sentada à cama." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image36-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33031" class="wp-caption-text">Terapia! (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>O Ultimato &#8211; Queer Love</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você está pronto para dizer “sim”, mas seu parceiro não, o que há de melhor do que expor seus problemas conjugais para o mundo inteiro e entrar em um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;">? A premissa renderia o filme de terror mais assustador já feito &#8211; ou simplesmente </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ultimato: Ou Casa ou Vaza</span></i><span style="font-weight: 400;">. Substitua os casais heterossexuais por casais sáficos, adicione uma generosa pitada de sentimentos à flor da pele e uma boa dose de conversas honestas e terá a versão melhorada do programa da </span><a href="https://personaunesp.com.br/heartstopper-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">O Ultimato &#8211; Queer Love</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é difícil entender que tudo LGBTQIA+ fica melhor. Na primeira edição da versão </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-essencial-de-perigosas-sapatas-critica/"><span style="font-weight: 400;">sáfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> (afinal, há mulheres bissexuais e pessoas não binárias), a experiência é igual: se sua parceira não está pronta para casar, case com outra e depois volte com ela. A proposta é suficiente para causar um rebuliço emocional nas participantes e propor reflexões se a pessoa com quem entraram no </span><i><span style="font-weight: 400;">reality </span></i><span style="font-weight: 400;">é a mesma com quem devem sair após a experiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além do “sim” ou “não” final, as seis semanas do experimento são suficientes para fazer qualquer um torcer pelo pé na bunda, por uma devida reconciliação ou por um </span><a href="https://lesbocine.com/the-ultimatum-queer-love-como-esta-o-elenco-hoje/"><span style="font-weight: 400;">casal completamente novo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quem nunca falou sobre ter filhos juntos no primeiro encontro que atire a primeira pedra. A angústia pura dos nove episódios tem seu encerramento em uma dinâmica final de reencontro e escancara que o entretenimento só seria maior se a apresentadora também fosse sáfica. </span><b>&#8211; Vitória Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_33029" aria-describedby="caption-attachment-33029" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33029" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34.jpg" alt="Imagem da série The Summer I Turned Pretty. Na imagens estão os atores Lola Tung e Gavin Casalegno, apoiados em um jeep vermelho. Tung é uma jovem branca de cabelos castanhos, longos e lisos. Ela veste um top lilás com bordados. Casalegno é um ator branco com cabelos curtos, loiros e ondulados. Ele veste uma camiseta polo branca." width="1999" height="1125" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image34-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33029" class="wp-caption-text">Team Jeremiah, esse é seu momento de brilhar (foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de O Verão Que Mudou Minha Vida (The Summer I Turned Pretty)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que acontece com aquele romance de verão que tenta se manter vivo durante as outras estações? Na segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AOPE3mvYjRk"><i><span style="font-weight: 400;">The Summer I Turned Pretty</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhamos o novo momento vivido por Belly (</span><span style="font-weight: 400;">Lola Tung)</span><span style="font-weight: 400;">, Conrad (</span><span style="font-weight: 400;">Christopher Briney)</span><span style="font-weight: 400;"> e Jeremiah (Gavin Casalegno) após a morte da mãe dos meninos. O triângulo amoroso do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> retorna do ano letivo para tentar impedir a venda da casa de praia, que é palco para muitos dramas adolescentes e responsabilidades da vida adulta que vem chegando. A delicadeza e sutileza da história de </span><a href="https://youtu.be/YWPKFmb3a8c?si=UVgD97mfEMo9Tq7x"><span style="font-weight: 400;">Jenny Han</span></a><span style="font-weight: 400;"> também são mantidas na adaptação nesse segundo ano, com novos personagens sendo introduzidos e outros já conhecidos ganhando mais destaque. A química entre Taylor (Rains Spencer) e Steve (Sean Kaufman), a melhor amiga e o irmão da protagonista, rouba a cena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com certeza, um dos pontos altos da temporada é a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LrUNzq3qr2c"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> com Taylor Swift e Olivia Rodrigo embalando as lágrimas. Também escutamos Tyler, the Creator, Tame Impala, Bleachers e muitos outros, que nos transportam para a fictícia Praia dos Cousins. Ou seja, para aqueles que gostam de um bom clichê adolescente é a pedida certa. Com muito romance, cenas no parque de diversões, encontros para ver a neve na praia e enredos que vão se tornando mais complexos, ao passo em que os jovens vão percebendo as responsabilidades que os adultos carregam para que eles sempre tenham o verão dos sonhos. A </span><a href="https://people.com/the-summer-i-turned-pretty-season-3-everything-to-know-7569678"><span style="font-weight: 400;">terceira</span></a><span style="font-weight: 400;"> temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Verão que Mudou a Minha Vida</span></i><span style="font-weight: 400;"> já está confirmada. &#8211; </span><b>Costanza Guerriero</b></p>
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<figure id="attachment_33013" aria-describedby="caption-attachment-33013" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33013" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18.png" alt="A imagem mostra Percy Jackson, um garoto branco, jovem, de pele branca, cabelos loiros cacheados, olhos azuis e que veste uma camisa laranja com a estampa “CAMP HALF-BLOOD” (Acampamento Meio Sangue), um colar marrom e carrega uma mochila meio azul e meio marrom clara, apoiada sob seu ombro direito. Ele está em um lugar arborizado e olha para a frente." width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18.png 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-1024x577.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-768x433.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image18-1200x676.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33013" class="wp-caption-text">A nova adaptação da série ‘queridinha’ dos anos 2000 se inspira totalmente nos livros, mas erra ao não utilizar das possibilidades do audiovisual (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Percy Jackson</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aguardada pelos fãs da série desde a icônica, porém nada fiel, </span><a href="https://br.ign.com/percy-jackson/117700/news/percy-jackson-e-os-olimpianos-tudo-o-que-ficou-diferente-do-livro-passou-pelo-filtro-deles-diz-produ"><span style="font-weight: 400;">live-action do primeiro livro</span></a><span style="font-weight: 400;"> da franquia que estreou em 2010, a adaptação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson e o Ladrão de Raios</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou sob grande animação dos leitores mais fiéis da franquia. Cobrindo todo o conteúdo do primeiro livro, a primeira temporada entregou de maneira fiel um jovem de 12 anos que descobre ser filho de um Deus e vê sua vida mudar de cabeça pra baixo. Percy Jackson, interpretado por Walker Scobell, ao lado de Groover (Aryan Simhadri) e Annabeth (Leah Jeffries), embarca em uma jornada de grandes aventuras enquanto tenta provar que não roubou o raio mestre do Rei dos Deuses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Talvez a grande fraqueza esteja em ser extremamente </span><a href="https://exame.com/pop/percy-jackson-rick-riordan-diz-que-nova-serie-vai-ser-bem-diferente-dos-filmes-veja-a-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">fiel ao material original</span></a><span style="font-weight: 400;">, mantendo convenções clássicas de livros e se esquecendo, em partes, de como a produção audiovisual possui outros jeitos de criar. Sendo todos os episódios resumidos a um capítulo do livro, o telespectador passeia por momentos rasos e alguns com muitas informações para pouco tempo de tela, o que pode gerar um desconforto, além de contar com as tradicionais convenções de corte brusco, que funcionam muito bem no papel mas, em excesso, causam um desconforto na ‘telinha’. Contudo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Percy Jackson</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode agradar o público em um ritmo não muito acelerado e com uma nostalgia gostosa. </span><b>&#8211; Aryadne Xavier </b></p>
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<figure id="attachment_33020" aria-describedby="caption-attachment-33020" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33020" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25.png" alt="Cena da série Poker Face. Nela temos a personagem Charlie Cale, interpretada por Natasha Lyonne, uma mulher branca de cabelos loiros bagunçados. Ela veste um boné de caminhoneiros marrom, um óculos de sol amarelo, um sobretudo de tricô na cor bege com figuras em verde escuro e uma bota de pelos com figuras em azul e vermelho. Ela está sentada em uma cadeira de praia em um terreno árido, sua perna direita está sobre a esquerda e ela abre uma lata de Coca Diet na cor cinza. Ao lado, um cooler na cor verde com o fundo branco e ao fundo, um Opala azul." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image25-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33020" class="wp-caption-text">Tendo como norte os tempos descompromissados da TV da década de 1970, Poker Face percorre um divertido caminho, o qual é delicioso ser carona (Foto: Peacock)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Poker Face</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bESGLojNYSo&amp;ab_channel=LadyGagaVEVO"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga em 2008</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Poker Face </span></i><span style="font-weight: 400;">chegou como quem não quer nada, mas diferente de sua xará do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, não foi tão estrondosa quanto, principalmente por estar escondida no nichado serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> unicamente estadunidense </span><i><span style="font-weight: 400;">Peacock</span></i><span style="font-weight: 400;"> (ou em águas misteriosas na Internet). Mas isso não chega a ser demérito, pelo contrário, a série se transforma em uma pepita de ouro que recompensa quem a acha ao longo de seus oito episódios perfeitos para se maratonar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra conta a história de Charlie Cale, uma norte-americana que tem a habilidade de saber quando alguém está blefando só de olhar no olho, o que faz com que ela conquiste inimigos e tenha que fugir pelas estradas dos EUA. Criada por </span><a href="https://www.instagram.com/riancjohnson/"><span style="font-weight: 400;">Rian Johnson</span></a><span style="font-weight: 400;">, a produção abusa da nostalgia de quem cresceu embalado pelas séries de casos da semana do início do século, fazendo com que </span><a href="https://personaunesp.com.br/poker-face-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Poker Face</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> crie um envolvente mistério muito bem arquitetado, que se sustenta aqui graças a um texto afiado e ao carisma surreal da personagem de Natasha Lyonne. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
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<figure id="attachment_33017" aria-describedby="caption-attachment-33017" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33017" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22.jpg" alt="Na imagem, a Rainha Charlotte, interpretada por India Armatifeio está sentada em uma das salas do palácio com seu cachorro, um Lulu da Pomerânia caramelo, em seus braços. Charlotte usa um vestido cinza claro, com mangas de renda e um bordado centralizado. Seu cabelo crespo está em um penteado meio preso com uma coroa. Na esquerda da sala há uma harpa, com um pequeno banco e uma partitura apoiada em um suporte. Atrás de Charlotte há um piano e na direita um grande vaso ornamentado branco e azul. O ambiente possui várias janelas, iluminando a cena com luz natural." width="1300" height="868" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image22-1200x801.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33017" class="wp-caption-text">Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton se consagra como uma derivação de sucesso (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton (Queen Charlotte: A Bridgerton Story)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzir um </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> de uma série que conquistou a audiência pode, muitas vezes, ser um tiro no próprio pé. Felizmente, para </span><a href="https://www.netflix.com/br/title/81476183"><i><span style="font-weight: 400;">Rainha Charlotte: Uma História Bridgerton</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a narrativa encontrou seu final dos sonhos com o desenvolvimento da história de vida da monarca e personagem secundária de </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Bridgertons</span></i><span style="font-weight: 400;">, Charlotte (Golda Rosheuvel e India Armateifio). Carisma, intensidade, sentimentalismo e romance são apenas alguns dos aspectos apresentados na trama e que resultaram em uma estatueta do</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">2023</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para a produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com trajes extravagantes, uma Fotografia impecável e um elenco muito bem escalado, a série aumenta ainda mais a qualidade das produções do universo da extensa família, especialmente por abordar, com êxito, questões sociais e delicadas. </span><a href="https://www.oprahdaily.com/entertainment/tv-movies/g28943837/shonda-rhimes-tv-shows-list/"><span style="font-weight: 400;">Shonda Rhimes</span></a><span style="font-weight: 400;"> é certeira e mostra que é possível que obras audiovisuais com temática de época sejam mais do que atuais. Mesmo com apenas </span><a href="https://sobresagas.com.br/quantos-e-qual-a-duracao-dos-episodios-de-rainha-charlotte/"><span style="font-weight: 400;">oito episódios</span></a><span style="font-weight: 400;">, a trama se desenvolve sem deixar pontas soltas e se mantém íntegra do início ao fim, mas não sem deixar um espacinho para que mais personagens secundários se tornem protagonistas de suas próprias histórias. </span><b>– Gabriela Bita</b></p>
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<figure id="attachment_33030" aria-describedby="caption-attachment-33030" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33030" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35.png" alt="Cena de RuPaul's Drag Race. Ao centro e em foco está Sasha Colby, uma drag queen branca, de cabelos pretos; veste um sutiã de pedras rosas e segura um cetro prateado; tem uma expressão feliz em seu rosto. Atrás dela está RuPaul, uma drag queen negra, de cabelos platinados; usa um vestido amarelo; está sorrindo e batendo Palmas. Atrás há luzes em tons de roxo." width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image35-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33030" class="wp-caption-text">A 15° coroa é branca, rosa e azul (Foto: VH1)</figcaption></figure>
<p><b>15ª temporada de RuPaul’s Drag Race</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/rupauls-drag-race-13a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul&#8217;s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um dos principais programas do cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;"> e completou 15 anos de história em 2023. Depois de tanto tempo, o </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda tenta se reinventar sem perder a sua essência. Por exemplo, os novos desafios especiais de </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> de talentos e festival de </span><i><span style="font-weight: 400;">lipsync</span></i><span style="font-weight: 400;">, que foram introduzidos na 14° temporada, foram feitos novamente. Mas, as provas tradicionais, como o baile e o </span><i><span style="font-weight: 400;">snatch game</span></i><span style="font-weight: 400;">, ‘queridinhos&#8217; do público, se mantiveram. Outra coisa que também foi novidade na nova leva de episódios é o prêmio da vencedora, que aumentou pelo segundo ano consecutivo, passando de 150 mil dólares, para 200 mil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco do 15° ciclo também deu o que falar. Alguns destaques são: a ‘fashionista’ da temporada, Luxx Noir London, a </span><i><span style="font-weight: 400;">lipsync assassin</span></i><span style="font-weight: 400;"> do ano, Anetra, e as primeiras gêmeas do programa, Sugar e Spice. Claro que a grande estrela foi a vencedora Sasha Colby, </span><i><span style="font-weight: 400;">drag mother</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Kerri Colby, que participou do elenco anterior. Sasha já era uma veterana de concursos quando entrou no programa e, desde o primeiro episódio, todas as participantes sabiam que seria difícil ganhar dela. Talentosa e versátil, ela foi a segunda </span><a href="https://www.thewrap.com/rupauls-drag-race-transgender-contestants-kylie-sonique-love-jiggly-caliente/"><span style="font-weight: 400;">mulher trans</span></a><span style="font-weight: 400;"> a vencer o </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/RuPaul%27s_Drag_Race_(Season_15)"><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul&#8217;s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, seguindo Willow Pill, vencedora do ano anterior. &#8211; </span><b>Gabrielli Natividade </b></p>
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<figure id="attachment_33009" aria-describedby="caption-attachment-33009" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33009" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14.jpg" alt="Cena da série Sex Education. Na imagem, Otis, interpretado por Asa Butterfield, está sentado de frente, de braços cruzados e olhando para cima com expressão de incômodo. Ele é um homem branco, com menos de 30 anos de idade, de olhos claros e cabelo escuro curto. Ele veste uma camiseta listrada nas cores laranja, amarelo, azul claro e marrom. A calça é na cor laranja. Usa um relógio quadrado na cor preta no pulso. O ambiente é um quarto, atrás de Otis tem uma mesa com gavetas. Na mesa há papéis, cadernos e uma luminária. Do lado esquerdo tem uma caixa com discos de música. Na parede tem cartazes colados. Acima há uma janela com brinquedos de enfeite." width="1999" height="1299" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-800x520.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-1024x665.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-768x499.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-1536x998.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image14-1200x780.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33009" class="wp-caption-text">Otis lida com problemas de amizade e na vida amorosa (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de Sex Education</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série britânica que </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">conquistou fãs</span></a><span style="font-weight: 400;"> por abordar sexo e sexualidade com sensibilidade e bom humor chegou ao fim. O último ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education </span></i><span style="font-weight: 400;">não se contenta em apenas finalizar as histórias dos personagens, apresenta novas personalidades e uma nova escola, Cavendish. De começo, é fácil sentir estranheza com a liberdade e positividade do ambiente, que não se assimila com o colégio de Moordale, mas aos poucos revela ser problemático.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quarta temporada usa o novo espaço como palco para falar sobre novos temas: acessibilidade e formas de sentir prazer. Mas nem tudo se resume a ‘educar’, o relacionamento de Otis com seus amigos excêntricos em suas personalidades, que fizeram da série um sucesso, continuam como epicentro. Alguns personagens não têm seus desfechos previsíveis – a despedida de Otis, Eric e Maeve teve </span><a href="http://personaunesp.com.br/sex-education-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">muita maturidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, muitos casais e amigos se separam, mas tudo é feito com sensibilidade e leveza, mesmo quando aborda o luto, a série não perde seu astral.   &#8211; </span><b>Davi Marcelgo</b></p>
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<figure id="attachment_33036" aria-describedby="caption-attachment-33036" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33036" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42.png" alt="Cena do anime Scott Pilgrim: A Série. Na imagem, vemos a personagem Ramona Flowers ao centro, jovem branca de cabelos azuis e uma jaqueta de couro, com uma bolsa na qual é possível ver a cabeça do personagem Scott Pilgrim, jovem branco de cabelos castanho-claros e uma sobrancelha espessa. Ao redor e atrás de Ramona, podemos ver cinco outros personagens da mesma faixa etária adolescente/adulta, sendo três homens e duas mulheres. À esquerda de Ramona vemos Stephen Stills, um homem branco com uma barba rala, cabelos castanho-claros e sobrancelhas escuras, vestindo um casaco; além dele há Wallace Wells, homem branco de cabelos pretos, vestindo um suéter azul-marinho; também há Knives Chau, mulher branca de olhos completamente escuros, cabelo preto com uma mecha vermelha, vestindo um cachecol listrado; à direita de Ramona vemos Young Neil, homem branco de cabelos castanhos, vestindo um smoking e tomando um sorvete; além dele há Kim Pine, mulher branca de cabelos ruivos curtos, vestindo um casaco esportivo. Todos possuem uma expressão confiante." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image42-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33036" class="wp-caption-text">Em nova série, Ramona Flowers é a verdadeira protagonista da história (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Scott Pilgrim: A Série</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das maiores dúvidas que rodeavam o lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=doKntgTt1So"><i><span style="font-weight: 400;">Scott Pilgrim: A Série</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> era se a produção faria jus à obra original e a sua adaptação cinematográfica, lançada em 2010; depois de qualquer incerteza que se passou, é inegável que a nova série animada entregou mais do que prometeu. O anime foi produzido por BenDavid Grabinski em colaboração com Bryan Lee O&#8217;Malley, o criador das HQs originais que serviram de base para essa nova adaptação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação ao filme dirigido por </span><a href="https://personaunesp.com.br/em-ritmo-de-fuga-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Edgar Wright</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NPfaM_moVnA"><i><span style="font-weight: 400;">Scott Pilgrim Contra o Mundo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vale destacar que teve o desafio de resumir seis volumes de quadrinhos em menos de duas horas, sendo bem-sucedido em muitos aspectos – embora seja apressado demais em alguns momentos. Porém, neste novo lançamento, a história teve mais tempo para respirar e se desvendar, já que se estende por oito episódios que variam de vinte a trinta minutos de duração. É por isso que podemos acompanhar um maior desenvolvimento de cada personagem da narrativa, se aprofundando em traços antes desconhecidos de cada um, o que não foi possível em apenas um longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo no primeiro episódio, já é apresentado um evento que foge completamente da história original, mostrando que a nova produção se empenha em trazer algo novo e não se rende à preguiça de seguir uma narrativa previsível. </span><i><span style="font-weight: 400;">Scott Pilgrim: A Série</span></i><span style="font-weight: 400;"> se aproxima mais das HQs que da adaptação do Cinema em vários sentidos – com destaque ao estilo de animação, que se assemelha quase que identicamente aos traços dos quadrinhos –, mas propõe uma releitura refrescante da história. Assim, mesmo tendo um foco maior em agradar fãs que já conhecem o filme e os livros, o anime </span><a href="https://br.ign.com/scott-pilgrim-anime-series/116208/review/scott-pilgrim-a-serie-e-a-melhor-versao-da-obra-de-bryan-lee-omalley-review"><span style="font-weight: 400;">entrega algo para todo público</span></a><span style="font-weight: 400;">, independente de sua familiaridade com a obra. – </span><b>Leandro Santhiago</b></p>
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<figure id="attachment_33015" aria-describedby="caption-attachment-33015" style="width: 474px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33015" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image20.jpg" alt="Cena da série Silo. Na imagem, vemos a personagem principal, uma mulher branca de olhos e cabelos claros. Ao fundo o cenário é de um lugar pouco iluminado." width="474" height="316" /><figcaption id="caption-attachment-33015" class="wp-caption-text">Em silo, estamos ansiosos para descobrir se a curiosidade realmente matou o gato (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Silo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada na </span><a href="https://entrecultura.com.br/ordem-trilogia-silo/"><span style="font-weight: 400;">trilogia de livros homônima de Hugh Howey</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série produzida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV</span></i><span style="font-weight: 400;"> garante um misto de ficção científica e drama. A história acontece em um cenário pós-apocalíptico distópico, onde a sociedade é forçada a habitar o subsolo por conta de um evento climático misterioso que atingiu a atmosfera terrestre, tornando o ar extremamente tóxico.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre mistérios e rigidez, aqueles que quebram as regras ou fazem perguntas são enviados para a atmosfera, e acabam morrendo em frente às câmeras após alguns minutos de exposição, enquanto a população dentro do Silo assiste. Ninguém sabe como a construção subterrânea surgiu, e nem se o que veem nas câmeras é real. Graças a isso, a série tem muito o que contar. Através da inquietação e curiosidade da personagem de</span> <span style="font-weight: 400;">Rebecca Ferguson (</span><a href="https://olhardigital.com.br/2024/03/21/cinema-e-streaming/duna-parte-2-quebra-recorde-de-bilheteria-em-2024-veja-os-numeros/"><span style="font-weight: 400;">Duna</span></a><span style="font-weight: 400;">), é possível ver o desenrolar da série que garantiu sucesso em 2023 e já tem sua segunda temporada em produção. </span><b>&#8211; Pâmela Palma </b></p>
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<figure id="attachment_33048" aria-describedby="caption-attachment-33048" style="width: 809px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33048" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528.png" alt="Cena da 4 temporada da série Succession. Um homem branco com sobretudo marrom está sentado enquanto o pôr do sol bate em seu rosto, seu semblante é de extrema tristeza e seus olhos parecem lacrimejar. Ao fundo, borrado, está um homem de casaco preto alto observando o homem sentado. Ambos estão em um parque, mas com o fundo fora de foco." width="809" height="456" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528.png 809w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528-800x451.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Captura-de-tela-2024-03-25-002528-768x433.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-33048" class="wp-caption-text">Temporada final de Succession não se desgasta, mas entrega o declínio final de seus personagens (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de Succession</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No encerramento de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/05/succession-repete-tragedia-de-rei-lear-no-frio-mundo-dos-negocios.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as disputas da família Roy se acirram em um momento de tensão e na batalha egocêntrica dos primogênitos. Nesta reta final, a primorosa jornada dos irmãos alcança oscilações de rivalidades não vistas dessa forma antes e, com uma metade de temporada surpreendente, as relações se alteram, ameaçando definitivamente a hegemonia da Waystar. Porém, o mais evidente nesse </span><i><span style="font-weight: 400;">season finale </span></i><span style="font-weight: 400;">está na ousadia de integrar o drama familiar e a desilusão incessante na busca por poder.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marca registrada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;">, a guerra de interesses políticos e também pessoais levou os irmãos Roy ao declínio inevitável de seus desejos. A sobriedade do </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><a href="https://www.vulture.com/article/jesse-armstrong-succession-season-four-interview.html"><span style="font-weight: 400;">Jesse Armstrong</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sistematicamente fazer escorrer o veneno de Logan Roy nessa temporada e, assim, martirizar cada um de seus personagens é a confirmação da ruína lógica da Waystar, pelo menos no que tange a participação de seus fundadores. Desta forma, as conclusões de Kendall, Shiv e Roman marcam as dolorosas obsessões não alcançadas e consolidam </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;"> como uma das mais completas e complexas obras para a TV dos últimos anos. </span><b>&#8211; João Pedro Bronzoli</b></p>
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<figure id="attachment_33000" aria-describedby="caption-attachment-33000" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33000" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4.jpg" alt="A esquerda está Ted lasso de pé, um homem branco, de bigode, está utilizando um agasalho, uma calça jeans de cor marrom e um tenis de cor branco e vermelho. Ao seu lado esquerdo está o tecnico beard, um homem branco, barbudo, está utilizando boné, jaqueta de frio, moletom e tenis esportivo de cor azul. a direita, está Nathan Shelley, um homem pardo, está utilizando mesma jaqueta de beard, está vestido com uma camisa social de cor vinho, utilizando uma gravata. Com calças sociais cinza e um sapato social de cor preta. A direita de Nathan, está roy Kent, um homem branco, de barba, de terno preto, gravata preta e tenis de esportivo de cor preta." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image5-4-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33000" class="wp-caption-text">Ted Lasso mostra como seria um mundo ideal no futebol, com homens enfrentando a masculinidade frágil, questionando homofobia, racismo e xenofobia (Foto: AppleTV+)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Ted Lasso</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> teve na sua terceira temporada, a última da série. A produção, que estreou em 2020, se tornou um sucesso na </span><i><span style="font-weight: 400;">AppleTV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> e nos seus dois primeiros anos conquistou dez </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i><span style="font-weight: 400;">, incluindo Melhor Série de Comédia. </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra como seria um mundo ideal no futebol, com homens enfrentando a masculinidade frágil, questionando homofobia, racismo e xenofobia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto no mundo real essas mudanças ocorrem de forma lenta, a série mostra que não é impossível esse mundo perfeito, basta ter as pessoas certas ao lado. Com um roteiro certeiro e excelentes atuações, a série tem a combinação perfeita de elementos que garantem uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">experiência incrível</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde um humor de bom coração até uma história atraente de zebras. Gerando momentos engraçados e emocionantes, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted lasso</span></i><span style="font-weight: 400;"> terminou na hora certa. &#8211; </span><b>Rafael Gomes </b></p>
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<figure id="attachment_33006" aria-describedby="caption-attachment-33006" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33006" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image11.png" alt="Cena da série The Bear. Na fotografia, vemos o protagonista de Jeremy Allen White sentado dentro de um freezer, olhando para as faíscas formadas pelo uso de equipamentos do lado de fora para retirá-lo de lá. A visão da foto é como se estivéssemos vendo a cena das prateleiras. A foto tem tons azulados. Jeremy usa um uniforme de cozinheiro profissional na cor branca, possui algumas tatuagens no braço, é branco e possui cabelo loiro escuro." width="768" height="411" /><figcaption id="caption-attachment-33006" class="wp-caption-text">Nessa segunda temporada, encontramos um Carmy ainda mais abalado emocionalmente &#8211; se é que isso é possível (Foto: Star+)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de The Bear</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando a maré incrível das produções seriadas de 2023, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chega à mesa dos espectadores como um prato que balanceia perfeitamente o cítrico,  doce, amargo e, principalmente, o humano. Seguindo com o familiar caos </span><i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Carmy (Jeremy Allen White), apreciamos os novos sabores que surgem no restaurante mais amado de Chicago de uma maneira diferente do que em sua estreia &#8211; ainda mais íntimo que quando participamos dos gritos, choros e decepções da cozinha de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/the-bear-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Beef</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Explorando o passado, presente e futuro da equipe, a direção brilha ao nos permitir entrar na vida de Sydney (nossa querida e aclamada </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/persons-of-interest/how-ayo-edebiri-went-from-being-an-uncomfortable-child-to-a-star-of-the-bear"><span style="font-weight: 400;">Ayo Edebiri</span></a><span style="font-weight: 400;">), Tina (Liza Colón-Zayas), Ebra (Edwin Lee Gibson) e Marcus (L-Boy). Conforme acompanhamos a construção do novo restaurante, vemos também o nascimento de novos profissionais, com novas versões daquelas figuras que víamos tão despreparadas no início da série. No fim, percebemos que o único que não consegue acompanhar esse ciclo de renovação é Carmy, que permanece preso nas antigas versões de si mesmo.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Bear</span></i><span style="font-weight: 400;"> não só conquistou ainda mais o coração do público como também muitas estatuetas nas </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy/"><span style="font-weight: 400;">principais premiações</span></a><span style="font-weight: 400;"> da TV e do Cinema. Consolidando seu título de uma das melhores séries de 2023 e esquentando o clima e as panelas para uma terceira temporada na cozinha da chef Sydney. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33003" aria-describedby="caption-attachment-33003" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33003" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8.png" alt="Em primeiro plano, uma senhora, que aparece do pescoço para cima, está sentada em um sofá encostado em uma parede com uma janela logo acima dele. Através da janela, do lado de fora da casa, estão, da esquerda para a direita, os personagens Asher, Dougie e Whitney conversando entre si." width="1999" height="1334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-800x534.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-768x513.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-1536x1025.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image8-1200x801.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33003" class="wp-caption-text">Com 94% de aprovação da crítica e apenas 41% de aprovação da audiência no site Rotten Tomatoes, a abordagem desconfortável de The Curse dividiu opiniões (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de The Curse</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem conhece os trabalhos anteriores do Nathan Fielder já espera que, se ele está envolvido, não vai ser fácil de assistir. Foi com </span><a href="https://youtu.be/ZjwLFZNCjDA?feature=shared"><i><span style="font-weight: 400;">Nathan for You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, série com que se lançou no </span><i><span style="font-weight: 400;">Comedy Central</span></i><span style="font-weight: 400;">, em estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">mockumentary</span></i><span style="font-weight: 400;">, que o comediante revelou sua habilidade em dominar a mescla entre o real e o absurdo como ninguém. Em 2023, se uniu ao co-criador da série, </span><a href="https://personaunesp.com.br/joias-brutas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Benny Safdie</span></a><span style="font-weight: 400;"> – parte de um dos duos de cineastas mais notáveis dessa geração junto ao seu irmão –, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/pobres-criaturas-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emma Stone</span></a><span style="font-weight: 400;">, para mais uma vez testar os limites até os quais consegue induzir a vergonha alheia na audiência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Curse</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Fielder e Stone interpretam um casal recém-casado estrelando um </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> dirigido pelo personagem de Safdie, no qual querem documentar a visão deles para a transformação de um pequeno bairro majoritariamente latino e indígena no Novo México, chamado Española, em uma utopia moderna ecossustentável. Cria-se uma sátira hilária e inteligente ao </span><a href="https://mundonegro.inf.br/o-complexo-do-branco-salvador-no-cinema-norte-americano/"><span style="font-weight: 400;">complexo do salvador branco</span></a><span style="font-weight: 400;"> norte-americano e ao assistencialismo performático que o acompanha. A produção força ao máximo para descobrir o quanto conseguimos assistir sem desviar o olhar em constrangimento diante desses personagens completamente desligados da realidade que estão tão investidos em socorrer.  &#8211; </span><b>Giovanna Freisinger</b></p>
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<figure id="attachment_33004" aria-describedby="caption-attachment-33004" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33004" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9.png" alt="Cena da série The Last Of Us. A fotografia mostra os protagonistas Ellie e Joel de costas, olhando para o horizonte de um campo aberto. Nele, temos destroços de uma tragédia de avião. Ellie é branca, usa um rabo de cavalo e seu cabelo é castanho. Ela veste uma jaqueta na cor vinho e usa uma mochila em tons verdes. Joel, em seu lado direito, é um homem branco, cabelo preto já com fios grisalhos, é bem mais alto que Ellie e usa uma camisa jeans escura e uma mochila. As roupas parecem surradas e sujas." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image9-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33004" class="wp-caption-text">A série foi inspirada no jogo de mesmo nome lançado em 2013 (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de The Last Of Us</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando as notícias da adaptação do título de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i><span style="font-weight: 400;"> de maior sucesso da </span><i><span style="font-weight: 400;">Naughty Dog</span></i><span style="font-weight: 400;"> passaram a percorrer pelas mídias, uma linha tênue desenhou-se em meio às expectativas, desejos e medos: </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seria um sucesso total ou uma desgraça completa. Para nossa sorte, nunca antes tínhamos presenciado uma construção de roteiro, personagens e expansão tão rica como a que foi produzida dentro do universo pós-apocalíptico da produção da HBO.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, a devastação total causada pelo </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx795x3v7q0o"><span style="font-weight: 400;">fungo </span><i><span style="font-weight: 400;">Cordyceps</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não é o foco da trama. Apesar da luta pela sobrevivência ser um fantasma que acompanha constantemente os protagonistas, a narrativa nos leva pelas angústias, traumas, violências e o amor envolvido nas relações que ainda restaram. Com sensibilidade e fidelidade, é lindo acompanhar a luz que nasce através da relação entre Ellie (</span><a href="https://www.gq-magazine.co.uk/culture/article/bella-ramsey-interview-2023"><span style="font-weight: 400;">Bella Ramsey</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Joel (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-3a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Pedro Pascal</span></a><span style="font-weight: 400;">) que, timidamente, ilumina um futuro um pouco menos sombrio para ambos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com críticas pelo lado dos fãs dos </span><i><span style="font-weight: 400;">games</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série furou a bolha e conquistou até mesmo aqueles que não possuem um console em casa. Com uma </span><a href="https://olhardigital.com.br/2023/12/07/cinema-e-streaming/the-last-of-us-hbo-revela-quando-a-2a-temporada-vai-estrear/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada confirmada</span></a><span style="font-weight: 400;"> e alguns prêmios ganhos pelo caminho, teremos o privilégio de ver um jogo de sucesso virar, também, uma série de renome absoluto. </span><b>&#8211; Clara Sganzerla</b></p>
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<figure id="attachment_33043" aria-describedby="caption-attachment-33043" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33043" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45.jpg" alt="Foto da série The Other Two. Na imagem, vemos um homem branco de cabelos castanhos e uma mulher branca de cabelos loiros sentados em um avião. Eles estão chocados com algo que viram no celular que a mulher está segurando." width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image45-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33043" class="wp-caption-text">The Other Two termina a terceira temporada no auge do texto e do timing cômico (Foto: Max)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de The Other Two</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de três irmãos: um adolescente que se tornou um </span><i><span style="font-weight: 400;">superstar</span></i><span style="font-weight: 400;"> e os ‘outro dois’, por isso o nome da série. A comédia é um triunfo graças ao texto afiado de Chris Kelly e Sarah Schneider. Os dois não poupam críticas aos acontecimentos do entretenimento dos últimos anos, como a relação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><a href="https://queer.ig.com.br/2022-03-10/disney-proibe-personagens-lgbt.html"><span style="font-weight: 400;">personagens LGBTs</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a dinâmica entre assessores de imprensa e superestrelas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir da ascensão de um jovem e a decadência de seus irmãos mais velhos, </span><a href="https://www.boletimnerd.com.br/the-other-two-serie-hilaria-hbo/"><i><span style="font-weight: 400;">The Other Two</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> coloca em foco aqueles que se sentem perdidos na vida adulta. O terceiro e último ano da série encerra as jornadas de Brooke e Carey Dubek brilhantemente, mostrando que eles são muito mais do que apenas ‘os outros dois’. Terminando no auge, a comédia vale o seu tempo. &#8211;</span><b> Guilherme Machado Leal</b></p>
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<figure id="attachment_33028" aria-describedby="caption-attachment-33028" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33028" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33.jpg" alt="Cena da série Treta. À esquerda, está a personagem Amy Lau. Ela é uma mulher amarela, de cabelo curto descolorido e está usando óculos de armação prata, um casaco em tons de cinza, uma camisa branca e um colar colorido. Ela está dentro de um carro branco com a cabeça de fora da janela. Sua expressão é de raiva: sobrancelhas franzidas e boca semiaberta, mostrando os dentes. Ela está apoiando a mão direita na parte superior da janela do carro. À direita, está o personagem Danny Cho. Ele é um homem amarelo, de cabelo curto preto e está usando uma jaqueta preta e uma regata branca. Ele está dentro de um carro vermelho desbotado. Sua cabeça e seus braços estão para fora da janela e ele apresenta uma expressão de raiva, com os olhos arregalados e a boca semiaberta, mostrando os dentes." width="1280" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image33-1200x633.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33028" class="wp-caption-text">Treta é uma comprovação de que ninguém tem moral para jogar a primeira pedra (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Treta (Beef)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produtora </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2023/03/14/interna_cultura,1468581/conheca-a-a24-produtora-que-dominou-o-oscar-de-2023.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">nunca falha em garantir a representatividade da minoria mais amada do audiovisual: os coitados. Estrelada por Ali Wong e Steven Yeun, a minissérie </span><a href="https://personaunesp.com.br/treta-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Treta</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é uma jornada envolvente de altos e baixos permeada pelo ditado “</span><i><span style="font-weight: 400;">quando você aponta um dedo para alguém, três estão apontados para você</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Afinal de contas, o vazio de uma vida pode ser preenchido pelo vazio de outra? </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistir à </span><i><span style="font-weight: 400;">Treta </span></i><span style="font-weight: 400;">pode levar uma única tarde, mas digeri-la pode levar dias. Tal fato se deve tanto ao seu caráter tosco quanto à sua beleza </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qUtwKiNxCFE"><span style="font-weight: 400;">disfuncional</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esta, aliás, está registrada nos dois protagonistas cuja inimizade não passa de uma florescência de auto-ódio, regado desde sempre na vida de ambos. Embora o começo dê uma impressão de simplicidade da trama, a obra logo prova ser um método eficaz contra o acúmulo de pontos na carteira, uma vez que uma mera briga no trânsito pode nos levar a lidar com algo pior do que multas: nós mesmos. </span><b>&#8211; Ana Cegatti</b></p>
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<p><figure id="attachment_33046" aria-describedby="caption-attachment-33046" style="width: 900px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33046" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48.jpg" alt="Cena da novela Vai na Fé (2023). Sol (Sheron Menezzes), Jenifer (Bella Campos) e Ben (Samuel Assis) estão sorrindo para uma foto. Sol é uma mulher negra de cabelos cacheados com mechas loiras,a sua esquerda está sua filha Jenifer, uma mulher negra jovem, de cabelos compridos e ondulados e camisa azul, e Ben, um homem negro, de barba, cabelo curto, camisa e gravata." width="900" height="506" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48.jpg 900w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image48-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33046" class="wp-caption-text">Sol (Sheron Menezzes) luta para conquistar seus sonhos, sem nunca deixar de cativar o público [Foto: Globoplay]</figcaption></figure><b>Vai Na Fé</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de superação de uma mulher que sonha em ser cantora, mas trabalha vendendo marmitas para pagar a faculdade da filha parece um enredo banal ou clichê visto de longe, mas a riqueza de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vai Na Fé</span></i><span style="font-weight: 400;"> está em seu bom humor e leveza de cada personagem, uma boa percepção dos roteiristas diante da </span><a href="https://gshow.globo.com/novelas/vai-na-fe/noticia/jose-loreto-renata-sorrah-e-elenco-de-vai-na-fe-aquecem-expectativa-para-estreia.ghtml"><span style="font-weight: 400;">versatilidade dos brasileiros</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esses que aceitam uma história que inclui casais LGBTQIA + e pessoas negras com imensa importância na trama, ao mesmo tempo em que é protagonizada por uma família de fervorosos religiosos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações são absurdamente cativantes e  fazem se fundir as personalidades reais e fictícias. Os maiores destaques são Sheron Menezzes como Sol e </span><a href="https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2023/07/30/sucesso-em-vai-na-fe-conheca-a-trajetoria-de-clara-moneke-muito-orgulho-de-ter-comecado-em-um-curso-de-teatro-gratuito.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Clara Moneke</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Kate Cristina, uma se destacando pela imensa capacidade de seduzir e prender a torcida leal do público e a outra por conseguir arrancar as risadas mais genuínas possíveis.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/vai-na-fe-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vai na Fé</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, sem dúvidas, a novela que mais captou a essência brasileira sem precisar do tradicional rebusco das novelas das nove. Uma obra simples direta e absolutamente cativante, com uma trama baseada em problemas cotidianos e sem grandes ambições, o roteiro de Rosana Svartman mostra como equilibrar perfeitamente os interesses de uma nova geração hiperconectada que tinha se afastado da TV aberta na última década, e os interesses de quem sempre amou as </span><a href="https://personaunesp.com.br/pantanal-critica/"><span style="font-weight: 400;">novelas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que talvez tema as mudanças que o tempo traz ao gênero. </span><i><span style="font-weight: 400;">Vai na Fé</span></i><span style="font-weight: 400;"> marcou não só o ano como a própria história da teledramaturgia. </span><b>&#8211; Guilherme Dias Siqueira</b></p>
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<figure id="attachment_33005" aria-describedby="caption-attachment-33005" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33005" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10.png" alt="Recorte de jornal exibido durante a série da Globoplay Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho. O recorte de jornal traz uma aparência envelhecida com elementos clássicos como manchete em negrito e caixa alta, texto corrido em colunas e uma imagem em destaque. No caso, a manchete traz escrito “Fim de um clã do jogo do bicho” e uma imagem em preto e branco de um senhor que veste uma camiseta branca com óculos escuros. Os demais elementos estão borrados para dar enfoque à manchete." width="984" height="554" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10.png 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image10-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33005" class="wp-caption-text">Sucesso no streaming, o seriado documental também gerou um podcast com trechos inéditos (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com grande repercussão no universo cronicamente </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aL4KpOGjiw0"><i><span style="font-weight: 400;">Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ecoa um fenômeno tão intriseco na realidade brasileira que poderia muito bem se encaixar às referências culturais de Silvio Santos e futebol, presentes naquele </span><i><span style="font-weight: 400;">meme</span></i><span style="font-weight: 400;"> que usamos quando um ‘gringo’ descobre algo sobre nós nas redes sociais: “</span><a href="https://knowyourmeme.com/photos/1297911-is-this-a-jojo-reference"><i><span style="font-weight: 400;">Is that a Brasil reference?</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com a pesquisa aprofundada de Fellipe Awi, a série documental da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> é estilosa graças a direção artística de Monica Almeida e surpreende, ainda, com uma sequência de acertos de Pedro Bial na narração dos sete episódios dirigidos por Awi, Ricardo Calil e Gian Carlo Bellotti.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A prática </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/entre-telas/series/serie-da-globoplay-mergulha-na-guerra-do-jogo-do-bicho,89e6da2cf3d0fe4be99b48c1b7b8f007b38yf4uc.html"><span style="font-weight: 400;">atualmente ilegal</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é incomum a nós, na verdade, estamos acostumados a escutar histórias sobre algum parente que, em uma determinada época, se envolveu de vez com as apostas, ou conhece aqueles que mantém seus negócios às escondidas. Passando de forma tão natural como o assunto é, de bar em bar, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vale O Escrito: A Guerra do Jogo do Bicho</span></i><span style="font-weight: 400;"> acerta ao escolher os grandes ‘</span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/tv/noticia/2023/11/veja-quem-sao-os-bicheiros-retratados-em-vale-o-escrito-a-guerra-do-jogo-do-bicho-clpcvt9lr0037015e2ke2hiex.html"><span style="font-weight: 400;">bicheiros</span></a><span style="font-weight: 400;">’ do Rio de Janeiro como recorte, assim, representando, todo o caos e violência gerados pela prática entre os grandes chefões das escolas de samba. O tópico é sensível, os </span><a href="https://www.techtudo.com.br/listas/2023/12/vale-o-escrito-veja-personagens-do-documentario-de-jogo-do-bicho-streaming.ghtml"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> existem na vida real e continuam entre nós, nisso, o documentário parece finalmente elucidar questões enraizadas pelo país</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
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<figure id="attachment_33021" aria-describedby="caption-attachment-33021" style="width: 1248px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-33021" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26.jpg" alt="Foto da série Yellowjackets. Na imagem, aparecem quatro garotas em uma floresta. Elas estão no inverno. Da esquerda para a direita, há uma mulher branca com cabelos ruivos, uma mulher branca com cabelos loiros, uma mulher preta com cabelos cacheados e uma mulher branca com cabelos castanhos." width="1248" height="702" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26.jpg 1248w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image26-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-33021" class="wp-caption-text">Yellowjackets é, provavelmente, a série em que o flashback importa mais do que o presente vivido pelos personagens (Foto: Showtime)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Yellowjackets</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série </span><a href="https://personaunesp.com.br/yellowjackets-1a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Yellowjackets</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma premissa um tanto curiosa: na década de 1990, adolescentes do time de futebol da escola x embarcam para jogar nas competições nacionais e sofrem um acidente de avião. Durante 15 meses, as garotas, mais conhecidas como as Yellowjackets, vivem à mercê dos perigosos das florestas em busca de ajuda. Na segunda temporada, a abordagem se torna mais intensa e acompanhamos o definhamento das meninas e a animalização a que são submetidas devido à vida que levaram nesse período. Com o drama mesclado a tiradas sutis, o programa televisivo do </span><i><span style="font-weight: 400;">Showtime</span></i><span style="font-weight: 400;"> amplia o amor que os fãs possuem pelas Jaquetas Amarelas ao mostrar todas as facetas das personagens principais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama é dividida em dois momentos temporais: no passado, época em que as Yellowjackets tinham a floresta como o seu lar, e no presente, 25 anos após o choque que marcou a vida de cada uma daquelas garotas, seja individual ou coletivamente. Além da narrativa, as atuações são de tirar o fôlego. Com um elenco adolescente </span><i><span style="font-weight: 400;">à la HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, as atrizes principais entregam o texto do </span><a href="https://personaunesp.com.br/yellowjackets-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">segundo ano</span></a><span style="font-weight: 400;"> da forma que ele merece; nem tão dramático tampouco raso, na medida certa. Aliás, as veteranas que interpretam as mesmas personagens após a passagem de tempo cumprem o papel e fazem jus à versão imatura delas Aqui, os traumas e as personalidades são indissociáveis, se entrelaçando e constituindo as características principais do sexteto imortal. &#8211; </span><b>Guilherme Machado Leal</b></p>
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		<title>Em El Conde, A Opressão é escura como o sangue</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Mar 2024 20:27:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Dias Siqueira 11 de Setembro marca o aniversário de uma das grandes tragédias ocorridas nas Américas, algo tão terrível e tão brutal que seria lembrado não só nas aulas de história, mas no profundo subconsciente de um povo inteiro. Há 50 anos, no Chile, um presidente era assassinado, o palácio presidencial bombardeado, uma ditadura &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/el-conde-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Em El Conde, A Opressão é escura como o sangue"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_32571" aria-describedby="caption-attachment-32571" style="width: 720px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32571" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image2.jpg" alt="Cena do filme El Conde(2023), O General Augusto Pinochet (Jaime Vadell), Um homem idoso, de estatura mediana está no centro de um enorme salão, ele usa uma capa longa e um quepe, a cena é em preto e branco, há uma névoa em todo o salão, que é iluminado por dois lustres, dispostos de maneira simétrica, e tem móveis muito antigos como um piano e cadeiras]" width="720" height="440" /><figcaption id="caption-attachment-32571" class="wp-caption-text">El Conde satiriza o horror da vida real usando um horror de fantasia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Dias Siqueira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">11 de Setembro marca o aniversário de uma das grandes tragédias ocorridas nas Américas, algo tão terrível e tão brutal que seria lembrado não só nas aulas de história, mas no profundo subconsciente de um povo inteiro. Há </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=33XzDdI51-o"><span style="font-weight: 400;">50 anos</span></a><span style="font-weight: 400;">, no Chile, um presidente era assassinado, o palácio presidencial bombardeado, uma ditadura se iniciava e por trás dela, um homem se tornava ditador. Embora todos eles sejam, sem exceção, meros mortais feitos de carne, osso e vísceras, como todos nós, quando tomamos conhecimento das barbaridades as quais esses mesmos humanos tiveram a capacidade de perpetrar, passamos a enxergá-los como monstros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada mais adequado que comparar alguém que suga vidas de seus oponentes a um vampiro, na visão dos roteiristas de </span><i><span style="font-weight: 400;">El Conde</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=viOPiMBJgd0"><span style="font-weight: 400;">Pablo Larraín</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Guillermo Calderón, Augusto Pinochet é um monstro dos clássicos filmes de terror dos anos 1930. Com mais de 200 anos de vida, o general viveu assombrando revoluções por décadas ao redor do mundo até parar no Chile e lá, após acusações de crime contra a humanidade e corrupção (aparentemente ele não se incomoda tanto com a primeira) ele decide se isolar com sua família em uma fazenda.</span></p>
<p><span id="more-32569"></span></p>
<figure id="attachment_32570" aria-describedby="caption-attachment-32570" style="width: 1023px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32570" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1.jpg" alt="Cena do filme El Conde(2023), Pinochet (Jaime Vadell) aparece no centro da imagem, de terno e óculos escuros, a sua esquerda estão sentados oficiais de alta patente, e a sua esquerda soldados uniformizados empunhando fuzis" width="1023" height="511" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1.jpg 1023w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image1-768x384.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32570" class="wp-caption-text">Pinochet foi o líder da junta militar que governou o Chile entre 1973 e 1990 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos dois </span><a href="https://variety.com/2023/film/reviews/the-eternal-memory-review-1235522194/"><span style="font-weight: 400;">representantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> chilenos no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2024/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">El Conde</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma obra satírica e humorística, e, apesar do enredo bastante criativo, poderia passar despercebida pela Academia, não fosse o seu imenso valor estético. A indicação a Melhor Fotografia pelo trabalho de Edward Lachman é uma recompensa justa a uma filmagem que assombra, é soturna e sabe explorar com precisão um recurso antigo &#8211; o preto e branco. No filme, o efeito é reimaginado para possuir uma certa liquidez. A ideia é que a Santiago moderna com seus arranha-céus de vidro possa parecer tão assustadora quanto um castelo medieval assombrado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa-metragem desfruta ainda do uso da simetria como uma forma de causar um certo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FjZXh-GB3jM"><span style="font-weight: 400;">deslumbre aterrorizante</span></a><span style="font-weight: 400;">, de dar inveja a tantos filmes de terror que pecam pela falta de sutileza. </span><i><span style="font-weight: 400;">El Conde</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora o medo do escuro, o medo de um ser que não grita para assustar, apenas sua aparição já é o suficiente para saber que o mal encarnado está presente. A mistura de terror e comédia não é nova na Sétima Arte, porém a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rAtq79SI_Es&amp;pp=ygUTZWwgY29uZGUgZW50cmV2aXN0YQ%3D%3D"><span style="font-weight: 400;">produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> eleva a mistura a um novo patamar, se de um lado a comédia é ácida, cítrica, o terror tem um gosto de metal enferrujado próprio do sangue.</span></p>
<figure id="attachment_32573" aria-describedby="caption-attachment-32573" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32573" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4.jpg" alt="Cena do filme El Conde(2023). A freira Carmen (Paula Luchsinger), está pairando no ar, de braços abertos, ela usa um vestido branco, é uma mulher branca de cabelos curtos, e tem uma expressão de alívio, atrás dela há instalações da fazenda, como um celeiro e galpões" width="1999" height="988" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4.jpg 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-800x395.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-1024x506.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-768x380.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-1536x759.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image4-1200x593.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-32573" class="wp-caption-text">A freira Carmen tem um papel importante na trama e com ela certos efeitos visuais têm outro tom (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Parece estranho dizer que quase em meados da década de 2020 fazer alguém voar em um filme seja algo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bUBbN_xWnCE&amp;pp=ygUSRWwgQ29uZGUgRW50ZXJ2aWV3"><span style="font-weight: 400;">impressionante e grandioso</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas aqui os movimentos no ar podem representar um poder absoluto e apavorante ou até mesmo uma certa leveza. A mistura de capas compridas e sombrias de um vampiro, os véus ultra brancos de uma freira ou quepe de general fazem o figurino parecer pesado e inadequado, como se prendesse os personagens deslocados de seu tempo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tom decrépito da película também influencia a trilha sonora, planos e perspectivas das câmeras do diretor Pablo Larraín e é como um lembrete de que os horrores de uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lHqQJS9bvIo"><span style="font-weight: 400;">ditadura</span></a><span style="font-weight: 400;"> não podem ser esquecidos. É um recado de que seus algozes estão sempre à espreita, à espera da noite, da oportunidade de se levantar de um caixão. De que se na ficção eles devoram corações, na vida real, políticos populistas devoram os cérebros da população em busca de poder e dinheiro.</span></p>
<figure id="attachment_32572" aria-describedby="caption-attachment-32572" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-32572" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2024/03/image3.jpg" alt=" Cena do filme El Conde(2023). Pinochet (Jaime Vadell) voa com sua capa ao vento, e um quepe na cabeça, a imagem é vista da perspectiva de uma porta e no plano há parte da fazenda e um céu acinzentado" width="600" height="337" /><figcaption id="caption-attachment-32572" class="wp-caption-text">Após 200 anos de vida, Pinochet deseja morrer (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações são excelentes: Jaime Vadell faz um moribundo Pinochet cheio de vícios e que acaba se apaixonando pela freira Carmen, interpretada com bastante destreza por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KLJD5lV7olA&amp;pp=ygUSRWwgQ29uZGUgRW50ZXJ2aWV3"><span style="font-weight: 400;">Paula Luchsinger</span></a><span style="font-weight: 400;">. Um destaque curioso é a aparição de uma antiga aliada de Pinochet, a “dama de ferro” Margaret Thatcher, ex premier britânica que também tem sua versão monstruosa, interpretada por Stella Gonet.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">El Conde</span></i><span style="font-weight: 400;"> é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=txjU7CdOV4s&amp;pp=ygUhRmlsbWVzIHNvYnJlIGEgZGl0YXR1cmEgYXJnZW50aW5h"><span style="font-weight: 400;">mais uma vez</span></a><span style="font-weight: 400;"> um sucesso latino-americano ganhando destaque ao expor as veias abertas do continente. Os cineastas latinos não perdoam os vampiros autoritários que se deleitam dessas veias, diferentemente de uma certa conivência daqueles que em busca de moderação optaram por eximir de culpas os piores criminosos, que roubaram mataram e torturaram e acabaram por ser anistiados e gozaram de privilégios durante a transição para a democracia. O filme pode até estar próximo do prêmio em Hollywood, mas tem conexões profundas com o nosso Brasil. </span></p>
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		<title>Andor traz uma seriedade revolucionária para Star Wars</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Oct 2023 01:32:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Dias Siqueira  A julgar pelo desempenho de seus contemporâneos, a chegada de Andor (2023) era esperada com um certo receio, já que Star Wars não estava em seu melhor momento em termos de crítica. Desde os malabarismos de roteiro de A Ascensão Skywalker, não havia grande expectativa com a franquia. A série Obi-Wan Kenobi &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/andor-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Andor traz uma seriedade revolucionária para Star Wars"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_31538" aria-describedby="caption-attachment-31538" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-31538 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image6.jpg" alt="Cena da série Andor. A cena se passa em um vão entre alas de uma prisão que forma um abismo, entre elas há três passarelas cobertas, uma mais próxima e outras duas mais distantes, nas laterais existem janelas de vidro e detalhes em neon, no interior das passarelas há iluminação. É possível ver pessoas caminhando dentro delas, são todos homens, eles andam em fila na mesma direção e usam uniformes da cadeia, um macacão branco com detalhes laranja, todos estão descalços" width="1200" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image6.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image6-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image6-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image6-768x320.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31538" class="wp-caption-text">Andor é uma obra que explora a revolução e a anti-opressão, e foi indicada a oito categorias no Emmy (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Guilherme Dias Siqueira </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A julgar pelo desempenho de seus contemporâneos, a chegada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Andor</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2023) era esperada com um certo receio, já que </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;"> não estava em seu melhor momento em termos de crítica. Desde os malabarismos de roteiro de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Ascensão Skywalker</span></i><span style="font-weight: 400;">, não havia grande expectativa com a franquia. A série </span><i><span style="font-weight: 400;">Obi-Wan Kenobi</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2022), sua precedente imediata, também não sustentou boas opiniões. Porém, não se pode negar a existência de verdadeiras joias no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-mandalorian-3a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Mandaloriano</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e</span> <a href="https://personaunesp.com.br/star-wars-visions-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars: Visions</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produtos que parecem ter experimentado mais carinho de seus diretores e roteiristas do que apenas um apetite comercial.</span></p>
<p><span id="more-31532"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Andor</span></i><span style="font-weight: 400;">, a história aborda as origens de Cassian Andor (Diego Luna), deuteragonista do filme </span><a href="https://personaunesp.com.br/rogue-one-uma-historia-star-wars-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Rogue One: Uma História Star Wars</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2016), quando o conhecemos como um agente secreto da aliança rebelde. No longa, ele tem o objetivo de desvendar os segredos da terrível arma de destruição em massa do Império Galático, a Estrela da Morte. Cassian é uma pessoa marginalizada pela galáxia muito antes de se envolver em qualquer batalha: como um refugiado do planeta Kenari, ele leva uma vida problemática em Ferrix, um planeta industrial completamente dominado por uma gigantesca corporação, ao lado de sua tutora e mentora Maarva (Fiona Shaw).</span></p>
<figure id="attachment_31534" aria-describedby="caption-attachment-31534" style="width: 1536px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31534" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2-1.jpg" alt="Cena da série Andor. Cassian, ainda criança (Antônio Viña) está de costas no centro inferior da imagem, ele tem a pele clara e o cabelo preto, está vestindo um casaco amarelo e calças curtas brancas. Ele está observando uma enorme escavação de mineração que forma um vale de montanhas com degraus de rocha formados pela escavação e um céu cinzento" width="1536" height="641" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2-1.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2-1-800x334.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2-1-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2-1-768x321.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image2-1-1200x501.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31534" class="wp-caption-text">Cassian foi uma criança órfã em um planeta de mineração antes de ser adotado por Maarva (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde sempre, </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars</span></i><span style="font-weight: 400;"> pretendeu ser uma obra divertida e de certa forma não ambiciosa demais. George Lucas, criador da saga, já </span><a href="https://www.polygon.com/2017/4/13/15288998/george-lucas-star-wars-celebration"><span style="font-weight: 400;">declarou</span></a><span style="font-weight: 400;"> que esse universo nunca abandonaria o público infantojuvenil. No entanto, também é verdade que a política foi fundamental para o desenvolvimento</span> <span style="font-weight: 400;">da franquia: em meados dos anos 1970, a Guerra Fria pairava sob </span><i><span style="font-weight: 400;">Hollywood</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, por mais que se tentasse escapar por meio de ficções científicas e filmes de fantasia e aventura, o campo gravitacional das tensões geopolíticas atraia para si qualquer produção. Cabia aos autores apenas a decisão de propagandear em prol da hegemonia americana ou expressar um ponto de vista crítico ao intervencionismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo em </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars: Episódio IV – Uma Nova Esperança </span></i><span style="font-weight: 400;">(1977),</span> <span style="font-weight: 400;">o filme inicial da saga, Lucas já deixava claro que a ideia de um pequeno grupo de rebeldes </span><a href="https://www.amc.com/blogs/george-lucas-reveals-how-star-wars-was-influenced-by-the-vietnam-war--1005548"><span style="font-weight: 400;">derrotando</span></a><span style="font-weight: 400;"> um império de força militar descomunal ressoava os resultados da guerra do Vietnã. A franquia ainda foi mais longe durante as </span><i><span style="font-weight: 400;">prequels</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 1990 que, por muitas vezes, serviram de alegoria para a derrota da democracia em países como a Alemanha dos anos 1930.</span></p>
<figure id="attachment_31537" aria-describedby="caption-attachment-31537" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31537" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5.jpg" alt=" Cena da série Andor. A imagem soldados imperiais, homens brancos em uniformes pretos, eles tem óculos de proteção sobre seus capacetes também pretos. Estão formando uma barreira de escudos transparentes, atrás deles há mais soldados e um oficial, um homem branco de casaco preto e quepe da mesma cor." width="1280" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-1024x429.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image5-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31537" class="wp-caption-text">Opressão é tema principal da série, que representa de forma séria e precisa (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Andor</span></i><span style="font-weight: 400;"> é extremamente madura. Sua relação com conceitos políticos extravasa a mera metáfora e a transforma em reflexão filosófica. Nisso, a frase de Karis Nemik (Alex Lawther) &#8211; “</span><i><span style="font-weight: 400;">O ritmo da repressão supera nossa capacidade de entendê-la</span></i><span style="font-weight: 400;">” &#8211; faz jus ao modo de representar a opressão do regime imperial, como um sistema vivo que busca destruir a oposição para sobreviver e, ao mesmo tempo, se reproduzir em corações e mentes &#8211; “</span><i><span style="font-weight: 400;">sistemas mudam ou morrem</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Além disso, os antagonistas da série não são um simples exército genérico. O </span><a href="https://www.starwars.com/databank/imperial-security-bureau"><span style="font-weight: 400;">ISB</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a organização de inteligência e espionagem do Império, representada pela astuta Dedra Meero (Denise Gough), que não utiliza só força bruta como também estratégias traiçoeiras em um jogo de ‘gato e rato’ com os rebeldes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A rebelião, por sua vez, é profundamente analisada pelos motivos que levaram os personagens a abandonar suas vidas comuns, que variam da filosofia política, ou os que lutam por um familiar ou um amigo. A humanização de todos os personagens é um ponto-chave na minissérie, com suas </span><a href="https://www.disney.com.br/novidades/as-5-curiosidades-sobre-maarva-a-mae-de-cassian-andor-interpretada-por-fiona-shaw#:~:text=Maarva%20%C3%A9%20membro%20das%20Filhas,poder%20nas%20m%C3%A3os%20do%20Imp%C3%A9rio."><span style="font-weight: 400;">relações familiares</span></a><span style="font-weight: 400;"> e comunidades servindo de ponte para o desenvolvimento da trama.</span></p>
<figure id="attachment_31533" aria-describedby="caption-attachment-31533" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31533" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image1-1.jpg" alt="Cena da série Andor. Dedra Meero (Denise Gough), uma mulher branca, de cabelo loiro, olhos verdes e uma expressão séria, usa um casaco branco e um quepe preto, está no centro da imagem, à sua esquerda e a sua direita se encontram Stormtroopers de elite, em uniforme totalmente preto, ombreiras e capacetes que cobrem os rostos." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image1-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image1-1-768x384.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31533" class="wp-caption-text">Dedra Meero não segue nenhum dogma enquanto caça os rebeldes (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">As atuações de </span><i><span style="font-weight: 400;">Andor</span></i><span style="font-weight: 400;"> são extremamente precisas, com </span><a href="https://www.disney.com.br/novidades/andy-serkis-retorna-a-star-wars-em-andor"><span style="font-weight: 400;">Andy Serkis</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/andor-star-wars-entrevista-genevieve-oreilly-mon-mothma/"><span style="font-weight: 400;">Genevieve O’ Reilly</span></a><span style="font-weight: 400;"> se destacando em seus papéis. Ele é o prisioneiro relutante Kino Loy, um homem que a pressão e o trauma fizeram se tornar em um quase colaborador do Império. Já ela é Mon Mothma, a principal financiadora e líder da aliança rebelde, que precisa sacrificar muito de sua vida política e pessoal. A personagem é apresentada como uma senadora desde à República e que, agora, nos tempos sombrios, já cansada de ser ignorada ao protestar pelos meios oficiais, está disposta a muita coisa para se livrar da opressão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outras atuações fundamentais são as de Stellan Skarsgård, que interpreta Luthen Rael, um rebelde que leva uma vida dupla como um vendedor de antiguidades. O ator entrega para o público </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-3RCme2zZRY"><span style="font-weight: 400;">discursos</span></a><span style="font-weight: 400;"> fortes e grande ambiguidade moral à medida que muitas de suas ações abrem mão de valores éticos pelo bem da causa maior.</span></p>
<figure id="attachment_31535" aria-describedby="caption-attachment-31535" style="width: 950px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31535" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-1.jpg" alt="Cena da série Andor. Kino Loy, (Andy Serkis), ele é um homem branco de idade avançada, rugas no rosto e cabelos grisalhos. Ele discursa em um microfone, ele está emocionado e usa um uniforme da prisão, branco com faixas laranjas nos ombros" width="950" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-1.jpg 950w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image3-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-31535" class="wp-caption-text">Kino Loy é um dos personagens mais complexos da série; suas decisões afetam os rumos dos protagonistas bem como de toda a galáxia (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Andor</span></i><span style="font-weight: 400;"> busca um </span><a href="https://www.omelete.com.br/star-wars/andor-sem-jedi"><span style="font-weight: 400;">realismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> extraordinário e, para isso, o foco da produção desvia dos grandes </span><a href="https://margofilmes.com.br/set-piece/"><i><span style="font-weight: 400;">set pieces</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e foca em detalhes que não são muito explorados no Cinema. O que as pessoas desta galáxia comem? Como se relacionam com seu emprego? Sua família? Essas são perguntas que se respondem não só com o roteiro de Tony Gilroy e </span><span style="font-weight: 400;">Stephen Schiff</span><span style="font-weight: 400;">, mas também com a direção de nomes como Benjamin Caron, </span><span style="font-weight: 400;">Toby Haynes e Susanna White,</span><span style="font-weight: 400;"> que preenche essas lacunas, usando o próprio cenário em que circulam os personagens. Frequentemente os vemos comendo, bebendo e trabalhando, pormenores que ajudam na imersão em um universo cheio de seres e conceitos alheios à nossa realidade.   </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda neste aspecto, a equipe de direção de arte e a </span><a href="http://youtube.com/watch?v=6VNL2NdYvFQ"><span style="font-weight: 400;">cinematografia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><span style="font-weight: 400;">Damián García</span><span style="font-weight: 400;"> também se aproveitam muito da perspectiva, uma vez que até as menores naves espaciais são grandes </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=d1ZScaSW2Ww"><span style="font-weight: 400;">ameaças </span></a><span style="font-weight: 400;">quando se está ‘à pé’. Na série, os planetas e a própria galáxia se mostram incomensuráveis perto das pessoas que os habitam, algo demonstrado em um roteiro que &#8211; fora alguns mundos muito importantes para o contexto político como Coruscant &#8211; cria novos lugares, se distanciando dos </span><i><span style="font-weight: 400;">fanservices </span></i><span style="font-weight: 400;">de outras séries recentes.</span></p>
<figure id="attachment_31536" aria-describedby="caption-attachment-31536" style="width: 780px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-31536" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image4-1.jpg" alt="Cena da série Andor. Aparecem os personagens Syril Karn (Kyle Soller), um homem branco de cabelos castanhos, vestido de uma camisa azul e um colete cinza e sua mãe Eedy Karn (Kathryn Hunter), uma mulher branca e idosa de colete laranja e uma camisa amarela. Eles estão de frente um para o outro, tendo uma refeição em um apartamento, na mesa entre eles há uma fruteira com frutas e pães e uma jarra de leite azul" width="780" height="438" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image4-1.jpg 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2023/10/image4-1-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-31536" class="wp-caption-text">As cenas de Andor sabem ser intimistas e realistas (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não por menos, a primeira temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Andor</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi indicada ao prêmio de Melhor Série de Drama no </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2023. A força dos </span><a href="https://oglobo.globo.com/tudo-sobre/streaming/noticia/2023/07/12/emmy-2023-veja-a-lista-completa-de-indicados.ghtml"><span style="font-weight: 400;">concorrentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> é enorme: entre eles estão a multi-indicada </span><a href="https://personaunesp.com.br/succession-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">além das também gigantes da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-last-of-us-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Last of Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-casa-do-dragao-1a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Casa do Dragão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> assim como </span><a href="https://personaunesp.com.br/better-call-saul-6a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Better Call Saul</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/yellowjackets-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Yellowjackets</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar do seriado não ser o favorito e talvez nem estar entre as mais plausíveis campeãs, ela conquistou esse lugar com um bom nível de qualidade e esmero que torna sua indicação muito mais que merecida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série garantiu ainda outras sete </span><a href="https://www.emmys.com/shows/andor"><span style="font-weight: 400;">indicações</span></a><span style="font-weight: 400;">, como as técnicas Música de Abertura, para o compositor Nicholas Britell, Melhor Edição de Som para o episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">O olho</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Efeitos Visuais em Temporada ou Filme. Benjamin Caron concorre na categoria Melhor Direção em Série de Drama pelo 12º e último episódio da temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Rix Road</span></i><span style="font-weight: 400;">, que também levou Damián García a disputar Melhor Cinematografia e Nicholas Britell a ser indicado por Melhor Composição Musical. O roteiro do capítulo </span><i><span style="font-weight: 400;">Só uma saída</span></i><span style="font-weight: 400;">, de responsabilidade de Beau Willimon, concorre como Melhor Roteiro em Série de Drama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As indicações de </span><i><span style="font-weight: 400;">Andor</span></i><span style="font-weight: 400;">, quando combinadas à </span><i><span style="font-weight: 400;">Obi-Wan Kenobi</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Mandaloriano</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">somam mais de 20 menções para o universo </span><i><span style="font-weight: 400;">Star Wars </span></i><span style="font-weight: 400;">só este ano. Isto mostra que a franquia, mesmo veterana tanto no Cinema, quanto na TV e agora no </span><a href="https://www.instagram.com/p/CxOrBy1u864/?img_index=1"><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ainda é capaz de produzir histórias interessantes que podem ir da clássica aventura ao drama. Não importa por quantos gêneros passe, dos mais diversos possíveis, a saga continua sem perder sua essência e seu espírito de desbravamento do novo.</span></p>
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