Tron: Ares brilha em vermelho neon com sua estética futurista (Foto: Disney)
Vitória Borges
Tron: Ares é o terceiro filme da franquia de ficção científica iniciada nos anos oitenta pelo cineasta Steven Lisberger, que revolucionou e introduziu a tecnologia e o universo digital para as telas do cinema. Agora em 2025, a nova produção do diretor norueguês Joachim Rønning marca uma nova fase da trama, abordando a interação entre o ser humano e a Inteligência Artificial nos dias de hoje.
A produção francesa apresenta um diferencial ao utilizar poucos cenários, se comparada a outros filmes do gênero (Foto: Paris Filmes)
Guilherme Machado Leal
Histórias com animais que são agentes secretos ou vigaristas não são novas no formato. No entanto, em um cenário marcado pelo excesso de CGI em obras animadas ou grandiosidades técnicas sem, de fato, uma narrativa para contar, o arroz com feijão pode servir como um respiro. É o caso de Missão Pet, filme francês comandado por Benoît Daffis e Jean-Christian Tassy. Na obra, Falcão (Damien Ferrette) é um guaxinim que ajuda a vizinhança, embora não seja o ser vivo com a moral mais correta.
O Eternauta reflete uma história de violência e opressão comum à toda América do Sul (Foto: Netflix)
Guilherme Dias Siqueira
Quando se fala em adaptações de quadrinhos logo nos vem à cabeça grandes produções de Hollywood sobre super-heróis vestidos em roupas coloridas e muita ação. Mas isso é uma fração da verdadeira diversidade dos quadrinhos, que não só cobrem uma variedade de temas e estilos, como também de culturas e subtextos regionais. No contexto latino-americano, uma riqueza de obras permanece vastamente inexplorada pela maior parte do público. Um desses materiais, talvez o mais importante de todos, foi retirado dessa semi-escuridão pela Netflix este ano: O Eternauta, a obra-prima de Héctor Germán Oesterheld e Francisco Solano Lopes.
Após o final da aclamada série Succession, Jesse Armstrong se aprofunda na sátira verossímil do longa Mountainhead (Foto: HBO)
Gabriel Diaz
Tal qual uma festividade caseira entre amigos num final de semana comum, quatro bilionários se reúnem em uma mansão isolada nas montanhas para jogar pôquer, beber uísque caro e compartilhar trivialidades. Só que, neste caso, as trivialidades envolvem desestabilizar economias nacionais, incitar guerras civis com deepfakese debater a aquisição de países inteiros como se fossem startups promissoras.
A série da ABC já recebeu mais de 30 indicações ao Emmy Awards desde seu lançamento oficial em 2021. (Foto: ABC)
Victor Hugo Aguila
Não é novidade que Abbott Elementary é excelência em fazer comédia. Ao longo de quatro temporadas, os excêntricos funcionários da escola pública na Filadélfia – com menção honrosa aos icônicos alunos – nos mostram como o humor é uma arma poderosa contra a precarização e a desigualdade. Seja através do roteiro original ou das atuações marcantes, a obra nos reafirma seu impacto e influência na televisão norte-americana.
Adolescência é uma minissérie britânica criada por Jack Thorne e dirigida por Philip Barantini (Foto: Netflix)
Lara Fagundes
Um garoto de 13 anos é acusado de assassinato. A pergunta que fica é:como alguém tão novo poderia cometer algo tão cruel? É com essa premissa que Adolescência, da Netflix, traz à tona temas como masculinidade tóxica, rejeição e sentimentos reprimidos. A série prende a atenção, não apenas pelo mistério, mas pela forma como o desenvolve. Intensa e desconfortável, a trama lembra o drama Defending Jacob (2020), da AppleTv, porém com um diferencial: em vez de manter um final aberto, possui um desfecho com a confissão, que tira qualquer um da zona de conforto.
Sendo originário de uma das animações mais amadas e de maior sucesso já feitas, o live-action estreia com a difícil missão de agradar os fãs da produção (Foto: Universal Studios)
Stephanie Cardoso
O tão aguardado live-action de Como Treinar o Seu Dragão, escrito e dirigido por Dean DeBlois (que também comandou a trilogia animada), finalmente chegou aos cinemas em 2025. A adaptação tenta replicar o sucesso da animação de 2010, que cativou o público com uma história comovente de amizade, crescimento e aceitação. Embora o novo filme mantenha a essência emocional da narrativa original, ele tropeça em decisões criativas conservadoras e uma execução que, por vezes, parece excessivamente preocupada em agradar aos fãs antigos sem se reinventar.
Darkman possui duas sequências, mas com Raimi fora da direção (Foto: Universal Pictures)
Davi Marcelgo
Entre as discussões sobre as produções da Marvel Studios, há aquelas que apontam o cinismo como principal característica dos longas. Um desprezo em abraçar o estilo cafona e ingênuo dos gibis, material base dessas adaptações. Ao contrário de Kevin Feige, chefe por trás do maquinário, o diretor Sam Raimi é alguém que jamais renegou a natureza barata das histórias de super-heróis, presente, principalmente, na sua obra mais popular: a trilogia Homem-Aranha. Porém, 12 anos antes do lançamento da primeira teia, o americano criou seu próprio (anti) herói e assumiu o espírito cartunesco como ninguém em Darkman – Vingança sem Rosto (1990).Continue lendo “Quando o camp é vitalício: os 35 anos de Darkman – Vingança sem Rosto”
Os três protagonistas do filme já participaram da Marvel (Foto: Killer Films)
Marcela Jardim
Vendido como uma comédia romântica charmosa e leve, Amores Materialistas chega aos cinemas embalado por cartazes luminosos, diálogos espirituosos e a promessa de um romance improvável. No entanto, sob a direção de Celine Song, a obra se revela muito mais próxima de um estudo sociológico do que de um escapismo açucarado. Ao centro da trama está Lucy (Dakota Johnson), cuja construção é deliberadamente marcada por uma frieza controlada e uma beleza comum. Ela é a síntese da protagonista superficial: elegante, discreta, previsível e incapaz de se despir da persona que criou para si. A personagem atua como casamenteira em uma agência que trata encontros como transações de mercado — uma espécie de ‘Tinder humano’ em que o amor é reduzido a compatibilidades de status, aparência e renda.
O filme marca o retorno do Quarteto Fantástico ao MCU, após a aquisição da Fox pela Disney em 2019 (Foto: Marvel Studios)
Marcela Jardim
Quase vinte anos depois da versão morna de 2005 e do desastre completo de 2015, Quarteto Fantástico: Primeiros Passos (2025) chega como a reinvenção mais ambiciosa da equipe que, por tanto tempo, parecia amaldiçoada no cinema. Sob uma Marvel Studios mais madura, o filme surpreende ao deslocar o foco da ação pela ação e propor uma narrativa centrada na ideia de família como núcleo emocional e político, sem abandonar o tom aventureiro típico do gênero. A aposta é clara: em vez de heróis distantes e inatingíveis, o longa apresenta figuras profundamente humanas, cujos poderes servem mais como extensão de seus vínculos do que como ferramentas de ego. Em conjunto com Superman (2025), o longa veio para aquecer os corações – nerds ou não –, trazendo uma boa adaptação e com mensagens sensíveis.