O retrato de uma Nova Iorque suja e sem glamour feito no clássico Taxi Driver completa, em 2016, 40 anos. O diretor Martin Scorsese mostra toda a violência e promiscuidade da cidade, em um filme que se tornou referencia na cultura pop ocidental.
Entre efeitos saturados, riffs de guitarra e som propositalmente barulhento, Lê Almeida vem movimentando o cenário independente do Rio de Janeiro.
Lê Almeida (segundo da direita pra esquerda) e banda do projeto solo (Foto: Isabela de Souza)
Angelo Cherubini e Daniel Sakimoto
Carioca da baixada fluminense, Lê Almeida começou sua carreira musical tocando bateria em diversas bandas. Atualmente, ainda participa de vários projetos musicais, seja como guitarrista e vocalista, como baterista ou mesmo produtor. Em sua carreira solo, o músico possui dois álbuns e alguns EPs, todos gravados e produzidos pelo próprio Lê, em seu Escritório, onde o multi-instrumentista grava e produz não apenas suas obras, mas também de diversas outras bandas.
Tempos turbulentos originam manifestações culturais turbulentas. Em 1984, a palavra de ordem no Brasil era “crise”. A Ditadura Militar chegava aos vinte anos desestabilizada pela inflação e o povo, já com certa liberdade se comparado aos primórdios do regime, sentia-se ainda mais impelido a combater as autoridades. Daí o movimento das “Diretas Já”, que reivindicava o voto direto para presidente e serviu de prenúncio da redemocratização posterior.
Quando me ofereceram este espaço para comentar um pouco sobre a comparação entre arquitetura e arte, confesso que vi na minha frente uma grande dificuldade em dissertar. Esse não é um assunto simples. Durante todo esse tempo que estive na faculdade vejo meus professores debatendo e discordando sobre a questão. Não só no âmbito acadêmico como no profissional: há um tempo o Archdaily (um dos maiores portais de arquitetura) postou uma matéria a respeito do assunto. Entendendo todos esses pontos, afirmo que este presente texto não passa de um artigo de opinião de um estudante de arquitetura, e assim deve ser lido e levado em consideração.
Livro reúne os dois perfis que Joseph Mitchell escreveu para a New Yorker sobre o mendigo culto Joe Gould
Joe Gould chamava a atenção por suas duas personas extremas: a de escritor culto e emprenhado e a de bêbado exibicionista. Créditos: Culver Pictures.
Lucas Marques
As páginas de O Segredo de Joe Gould (Companhia das Letras) revelam um ilustre conto real sobre a passagem do tempo e a memória. O livro reúne dois perfis jornalísticos escritos por Joseph Mitchell, para a revista New Yorker, sobre o mendigo boêmio Joe Gould – um de 1942 e outro em 1964, após a morte do perfilado. Gould perambulava as ruas de Nova York escrevendo “A História Oral de Nosso Tempo”, o livro que contaria a história contemporânea através de conversas mundanas escutadas pelo autor. Tal empenho chamou a atenção de diversos intelectuais e na escrita de Mitchell se tornou um trabalho jornalístico irretocável. Continue lendo “O Segredo de Joe Gould: Sobre a força de um texto”
“A vida é uma história, contada por um idiota, cheia de som e fúria, sem sentido algum.” Macbeth, Cena V do Ato V.
A “peça amaldiçoada” de Shakespeare, lançada nos cinemas em 2015, chega ao Netflix como uma opção para quem deseja revisitar a tragédia mais sangrenta do bardo de Stratford-upon-Avon.
Decisiva para dizer qual será o encaminhamento da história no Mundo Conhecido a partir de agora, a quinta temporada foi marcada pela imprevisibilidade
Créditos: HBO
Matteus Corti
Esta crítica contém spoilers!
A última temporada de Game of Thrones exibida na televisão pode ser considerada uma das mais polêmicas, apesar de uma das mais fracas nos quesitos de roteiro e direção. Os dez capítulos se arrastaram até haver alguma dinâmica de enredo lá por volta dos episódios 8, 9 e 10. Carregando cerca de 6 mortes extremamente relevantes para o Mundo Conhecido, a temporada de mostrou que, a partir de agora, os enredos da série e do livro passam a ser incomparáveis e os arcos de alguns personagens já se mostraram distantes do que foi escrito por George R.R. Martin. Continue lendo “Game of Thrones – Quinta Temporada: A briga pelo trono é um pormenor a ser superado”
O fim da terceira temporada da série de maior sucesso do canal HBO, Game of Thrones, trouxe muitas surpresas para quem a acompanhava – os leitores da obra de George R. R. Martin, por mais que já soubessem o desenrolar da trama, ainda assim se fascinaram pela qualidade do que foi apresentado. Todo esse contexto fez com que a curiosidade pelo que vinha adiante crescesse cada vez mais entre os espectadores e colocasse um senso de responsabilidade na temporada seguinte para que ela estivesse no mesmo nível da qual a precedeu.
Este texto contém spoilers da terceira temporada de Game of Thrones.
A terceira temporada da aclamada série televisiva “Game of Thrones” dirigida por David Benioff e D. B. Weiss teve seu primeiro episódio exibido no dia 31 de março de 2013, com o compromisso de adaptar a primeira metade do enorme terceiro livro da saga, “A Tormenta de Espadas”, escrita por George R. R. Martin. Uma missão de extrema dificuldade, uma vez que a “Tormenta de Espadas” foi considerada quase que por unanimidade pela crítica especializada como a melhor obra da épica saga de fantasia “As Crônicas de Gelo e Fogo” até o momento.Continue lendo “Game of Thrones – Terceira Temporada: Os reinos do Caos”
Game of Thrones, série de TV da HBO baseada nos livros de George R. R. Martin, foi lançada em 2011. Com uma primeira temporada que apresenta todo o universo da história e seus personagens, a série conquistou tanto os leitores dos livros quanto os apaixonados por seriados de TV. Hoje, a produção já é considerada uma das melhores feitas em anos pela HBO, além de ser incluída na lista de melhores produções de todos os tempos por alguns críticos. A segunda temporada, lançada em 1º de abril de 2012, teve tanto sucesso quanto a primeira e seus episódios foram transmitidos simultaneamente em todos os canais HBO do mundo. Essa parte da história dos reinos de Westeros é baseada no livro “A fúria dos reis”, o segundo da série “Crônicas de Gelo e Fogo”.
O cometa vermelho surge no céu logo no primeiro episódio, após os acontecimentos da primeira temporada. Ele é interpretado de forma diferente por cada personagem da história, criando a ideia de que a história e o passado de cada canto do reino são contadas a partir de seus próprios interesses