The Boys, a contraditória paródia que se tornou aquilo que debochava

Cena de The Boys. Plano médio de cinco personagens reunidos em um laboratório ou instalação industrial de tom azulado. À esquerda, Frenchie aponta para frente com o braço estendido; ao seu lado, Kimiko observa com expressão de raiva. No centro, está Leitinho com uma blusa preta e outra de cor vinho por baixo. Também ao centro está Luz-Estrela, vestindo uma jaqueta de couro cinza. Os dois olham na mesma direção com semblantes preocupados. À direita, Hughie Campbell aparece com o braço estendido para o lado oposto, parecendo alertar o grupo. Ao fundo, há grandes maquinários brancos com portas e escotilhas.
The Boys começou como uma paródia aos filmes de super-heróis (Foto: Prime Video)

Guilherme Moraes

O movimento natural de um gênero cinematográfico é o revisionismo e a paródia após o ápice para matar a maneira antiga de se fazer certo tipo de filmes e criar algo novo. O exemplo mais claro disso são os faroestes, que atingiram o seu ponto mais alto nas décadas de 1940 e 1950; passaram a ser refletidos no final dos anos 1950 e 1960 e parodiados a partir do decênio de 1970. A série The Boys apareceu em 2019 junto com Watchmen como parte desse processo de parodiar o gênero de super-herói que havia encontrado seu ponto mais alto, mercadologicamente e narrativamente, naquele mesmo ano com Vingadores: Ultimato.

Continue lendo “The Boys, a contraditória paródia que se tornou aquilo que debochava”