O Met Gala 2026 homenageia todas as formas de se produzir arte (Arte: Livia Queiroz)
Jhenifer Oliveira e Livia Queiroz
A primeira segunda de maio é um dos momentos mais aguardados quando se trata de juntar moda, cinema e luxo: o Met Gala. Ela resguarda não só a audiência de quem tem sede pelo conhecimento têxtil, mas também aqueles que são apaixonados pelo corpo como uma forma de se expressar. O dress code escolhido por Anna Wintour este ano explora justamente este conceito, a moda como arte.
Com looks mais contidos, porém cheios de significado, a passarela revela a memória do cinema e destrincha sobre identidade
Apesar da ausência de manifestações, as mulheres do Oscar se destacam na ousadia e diversidade (Foto: Maria Fernanda Cabrera)
Livia Queiroz
Ao tratar de uma cerimônia como o Oscar, é impossível não dissertar sobre o mundo fashion que à envolve. Sem figurino, o cenário não se concretiza. Sem glamour, o tapete vermelho desbota. Este é o lema que encaixa perfeitamente ao momento vivido, com pouco political fashion e maior referência a suas obras indicadas. A cerimônia apresentou emoção e manifestação, mas será que podemos afirmar o mesmo sobre o red carpet? A resposta é sim, porque até onde não há intenção há expressão, formando personalidade, identidade e, consequentemente, a moda.
A capa de Addison se inspira diretamente no visual dos álbuns pop dos anos 2000, com destaque para a estética carregada e o brilho nostálgico (Foto: Columbia Records)
Arthur Caires
Em uma era em que o entretenimento parece girar em torno de reembalar o passado – seja em forma de séries recicladas, live-actions que ninguém pediu ou o saudosismo Y2Knas músicas –, é raro ver alguém navegar por esse mar de referências com autenticidade. A nostalgia virou estratégia de marketing, e o resultado quase sempre escorrega na superfície: muito glitter, pouca substância.