A artista britânica transforma o conceito de álbum em celebração coletiva (Foto: Warner Records)
Nathalia Helen
Em um momento em que sua música deixa de ser apenas um fenômeno digital para ocupar um lugar mais sólido na indústria, PinkPantheress chega ao Grammy 2026 com indicações que ajudam a enquadrar sua fase atual. Fancy That concorre a Best Dance/Electronic Album, enquanto Illegal aparece entre as indicadas a Best Dance Pop Recording, colocando oficialmente o som etéreo e acelerado da artista britânica no centro das discussões do pop e da eletrônica contemporâneos. É a partir desse reconhecimento — que valida um projeto originalmente curto, fragmentado e quase experimental — que Fancy Some More? surge como uma resposta direta: maior, mais aberta e consciente de seu próprio impacto.
A atriz Zoë Kravitz é produtora executiva da série ao lado das roteiristas Veronica West e Sarah Kucserka (Foto: Hulu/Disney+)
Ludmila Henrique
Adaptando o livro homônimo de Nick Hornby, a série acompanha a vida amorosa de Robyn Brooks (Zoë Kravitz), dona de uma pequena loja de discos de vinil no Brooklyn, Nova York. Um ano após o fim de seu último relacionamento, Rob não consegue seguir em frente com os seus sentimentos e se encontra no caos pós-término, contando apenas com a companhia de seus bons e velhos amigos, Simon (David H. Holmes) e Cherise (Da’Vine Joy Randolph), além de, obviamente, a música.
A trama começa pelo o seu encerramento. O último suspiro do laço afetivo entre Rob e Mac McCormack (Kingsley Ben-Adir), antecedendo o ato final de um relacionamento à beira do fim. Saltando um ano após do acontecimento, o seriado instiga o espectador a querer entender o que ocorreu com o casal, que anteriormente estavam noivos, para que chegassem àquele ponto de desentendimento. No exato dia em que Robyn decreta seguir em frente com a vida, ela esbarra novamente em seu antigo amor, recém-chegado de Londres para o antigo distrito. Ao recordar sentimentos passados, a cena do reencontro foi à lá Coração Valente (1995), com as entranhas sendo expostas no final, mas sem a sensação de liberdade do protagonista.
No conjunto de dez faixas, a sueca faz o melhor trabalho de sua carreira até o momento (Foto: Sommer House/Epic Records)
Guilherme Machado Leal
Os últimos anos da música pop mostraram que quem espera, sempre alcança. Se em 2024, Sabrina Carpenter se tornou um dos principais nomes atuais do gênero e Charli XCX finalmente conquistou as devidas flores com o Brat, o mesmo pode ocorrer com outras cantoras. Sem investimentos da gravadora, uma fanbase não tão expressiva e uma identidade sonora inconsistente são alguns dos fatores que servem como empecilhos àqueles com desejo pelo sucesso. Era o caso de Zara Larsson: a artista sueca viu muitos de seus hits serem cantados, mas também leu declarações como: “quem está cantando essa música?”. A partir do lançamento do Midnight Sun, quinto álbum de estúdio da loira, as coisas mudaram.
Assim como nos quadrinhos, o filme se passa em Toronto, no Canadá (Foto: Universal Pictures)
Lara Fagundes
Em um mundo em que adaptações costumam significar apenas copiar e colar o enredo na tela, Scott Pilgrim Contra o Mundo fez muito mais do que isso. O longa-metragem não apenas levou o enredo de Bryan Lee O’Malley para o cinema, como também trouxe consigo a linguagem visual da história em quadrinhos. Por isso, 15 anos após sua estreia, o filme ainda é um marco cinematográfico na indústria de mixed media. Embora subestimada, sua proposta estética traduz com precisão o universo das HQs em uma obra cheia de originalidade.
DON’T TAP THE GLASS está indicado a Melhor Álbum de Música Alternativa no Grammy 2026 (Foto: Columbia Records)
André Aguiar
“Bem-vindo / Número um: movimento corporal, não fique parado / Número dois: fale apenas em glória, deixe sua bagagem em casa / Número três: não toque no vidro”. Logo em suas primeiras linhas, Tyler, The Creator esclarece o passo a passo para um ouvinte que deseja ter a experiência completa de DON’T TAP THE GLASS, seu nono álbum de estúdio. Lançado apenas oito meses após o indicado ao Grammy de Álbum do Ano CHROMAKOPIA (2024), o disco de 2025 mostra o lado mais escrachado e extrovertido do rapper. Tyler Okonma, que já é referenciado como um nerd da música e que costuma operar de forma mais solitária, entrega um produto descolado de sua obsessão pela Arte e seu vasto repertório.
Com cores vibrantes, animação fluida e pôneis com forte personalidade, a série inicialmente infantil conquistou públicos de diferentes idades com temáticas e lições emocionantes (Foto: Discovery Kids)
Letícia Hara
Em 10 de outubro de 2010, a quarta geração de My Little Pony: friendship is magic (no original) estreou nos Estados Unidos, sendo dublada e divulgada no Brasil somente em 2011 pela Discovery Kids. Escrita por Lauren Faust, a série conta com 9 temporadas, sendo encerrada somente em 2019, após o lançamento de filmes, mini-séries e mais de 220 episódios. Há 15 anos, a série demonstrava que falar sobre amizade, emoções e vínculos de modo maduro é possível, mesmo em uma animação meiga e colorida.
A capa do nono álbum de estúdio de Miley Cyrus revela sua ambição estética em Something Beautiful (Foto: ⓒ GLEN LUCHFORD)
Flávia Ferracini
Depois do sucesso estrondoso de Flowers, faixa central de Endless Summer Vacation (2023), Miley Cyrus entrega Something Beautiful, um de seus projetos mais introspectivos até aqui. Trata-se de uma tentativa consciente de se afastar de uma performance puramente pop e se aproximar de uma experiência mais pessoal e autoral. É um trabalho que nasce menos da necessidade de reafirmação comercial e mais do desejo de realização artística – algo que a própria Miley já afirmou ser um objetivo antigo em sua carreira.
Hayley Williams está indicada na categoria ‘Melhor Álbum de Música Alternativa’ no Grammy 2026 com Ego Death At A Bachelorette Party (Foto: Post Atlantic Records)
André Aguiar
Em dezembro de 2024, Hayley Williams questionava suas motivações artísticas e as direções que sua carreira tomaria. Ao encerrar um contrato abusivo de 20 anos com a Atlantic Records e fundar o próprio selo independente, Post Atlantic, a artista encara uma estante repleta de possibilidades longe da banda em hiato Paramore, na qual atua como vocalista, compositora e instrumentista. Mesmo tendo o grupo de The Only Exception e Still Into You desde a adolescência como plataforma para vocalizar suas crises e triunfos enquanto mulher na indústria da música, Williams ainda carecia de liberar um brado ensurdecedor sem que ninguém a podasse.
From Zero é o disco mais vendido do Linkin Park no Brasil, obtendo a marca de 120 mil cópias vendidas (Foto: Warner Records)
Gabriel Diaz
Havia sinais de exaustão emocional em torno de Chester Bennington, ex-vocalista e figura astral em volta do Linkin Park, muito antes de 20 de julho de 2017. Entrevistas carregadas de vulnerabilidade, letras cada vez mais confessionais, performances que pareciam atravessadas por um cansaço existencial. E tudo isso foi relido, retrospectivamente, como prenúncio de uma perda que abalaria não apenas o Linkin Park, mas uma geração inteira do rock. One More Light(2017), lançado pouco antes de sua morte, já soava como uma carta de despedida não intencional: era um álbum frágil, exposto, muitas vezes incompreendido, contudo emocionalmente direto.
A saga é uma adaptação do livro infantil Shrek, publicado pelo autor norte-americano William Steig (Foto: DreamWorks Animation)
Alice Burégio
Toda criança já assistiu Shrek para Sempre. Dirigido por Mike Mitchell e escrito por Josh Klausner e Darren Lemke, é perceptível o impacto cultural e social que esse filme tem, mesmo depois de 15 anos de seu lançamento. De certa forma, a obra traz algumas lições de moral ao longo de sua extensão, sobre como as aparências não descrevem aquilo que arde no interior da pessoa, por exemplo, ideia muito explorada na saga da DreamWorks.