Pequena Miss Sunshine e a hora de trocar o pneu

Uma década depois de seu lançamento, a viagem continua.

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Luis Felipe Silva

Depois de viajar cerca de 1.300 km, chegava ao Brasil, há dez anos, uma Kombi amarela caindo aos pedaços. Dentro dela, uma família pouco convencional que, mesmo somadas as diferenças, se uniu em torno do sonho de ganhar um concurso de beleza da pequena Olive interpretada por Abigail Breslin.

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Joanne: Lady Gaga faz as pazes com o público

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Leonardo Teixeira

Quase uma década se passou desde que Lady Gaga surgiu no cenário musical. Com visual desafiador e produções contagiantes para as pistas, a nova-iorquina foi um sopro de ar fresco na cena pop, que à época encontrava-se saturada pela mistura prolífica de dance e hip hop, encabeçada por produtores como Timbaland e Jermaine Dupri — atualmente considerados datados, apesar de sua grande contribuição à cultura popular — e lugar comum da criação radiofônica da primeira década do século XXI.

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Persona: o silêncio fala

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Nenhum pôster é grande o suficiente pra esse filme

Nilo Vieira

De modo bastante rudimentar e generalizante, pode-se apresentar a obra do cineasta sueco Ingmar Bergman a um leigo como um “surrealismo cáustico do cotidiano”. Seus filmes propõem reflexões existencialistas através de metáforas incômodas e por vezes demoníacas, e a capacidade de extrair e expandir as mais diversas hipóteses sobre determinado tema em diálogos ásperos ou mesmo aparentemente banais (sempre retradados com fluência assustadora) é a espinha dorsal de seu trabalho.

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As Marias do hip hop

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As mulheres sempre presentes nos eventos, mostrando que o protagonismo é delas também (Foto: Bruno Figueiredo)

Bárbara Alcântara (com colaborações de Giovana Moraes, Daiane Tadeu e Ingrid Watanabe)

É pedrada atrás de pedrada: desde as duas séries da Netflix, “The Get Down” e “Luke Cage”, até a recente notícia do disco póstumo do Sabotage, que já está disponível no Spotify. O ano de 2016 está marcado por uma porção de lançamentos, referências e homenagens ao hip hop. Se, por um lado, toda essa repercussão colabora para a difusão dessa cultura de resistência e contestação social, os projetos de grande impacto também retratam o evidente protagonismo masculino na cena. Por essa perspectiva, infelizmente ainda não há nada novo sob o sol.

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Vislumbrando um futuro além das águas claras de Aquarius

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Adriano Arrigo

Há de se frutarem as pessoas que forem ao cinema assistir Aquarius e não verem o nascer da nova Esquerda Brasileira a partir do cruzamento entre Lula e Sônia Braga. Ora, o borbulho foi tanto em torno do filme (“o dever das pessoas de bem é boicotar Aquarius”, disse o amargurado jornalista Reinaldo Azevedo) que se criou expectativas que ultrapassam o senso lógico de interpretação de um filme. Continue lendo “Vislumbrando um futuro além das águas claras de Aquarius”

Mayhem em São Paulo: uma celebração macabra

Nilo Vieira

Poucos artistas conseguem ter uma relação tão estreita com um gênero musical a ponto de serem capazes sozinhos de representá-lo, não somente no som, em sua integridade. As transformações de Madonna ao longo de sua carreira condensam boa parte da história da indústria pop, os Stones são a mais certeira representação do estereótipo “sexo, drogas & rock ‘n’ roll”. Todavia, é em um nicho bem mais obscuro que podemos observar o quão influente culturalmente uma banda pode ser: trata-se do black metal, cuja força mais representativa são os noruegueses do Mayhem.

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Regina Spektor – Remember Us to Life: um novo gosto à memória

Embora previsível, o sétimo álbum da cantora emerge sentimentos e faz convite ao cultivo de lembranças

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Luis Felipe Silva, estudante de jornalismo da UNESP-Bauru

Como quem musicou um velho diário, Regina Spektor lançou, no último dia 30 de setembro, seu mais recente álbum. Sem muitas surpresas, Remember us to life – o sétimo de estúdio da cantora – vem a público depois de um pseudo-hiato de mais de quatro anos. Nesse meio tempo, Regina foi mãe e emplacou “You’ve Got Time” como tema de Orange is the new Black (série original da Netflix), que lhe rendeu a indicação de Melhor Canção Composta para Mídia Visual no Grammy Awards em 2014. Continue lendo “Regina Spektor – Remember Us to Life: um novo gosto à memória”

As disruptivas associações de Boi Neon e o Brasil que não conhecemos

Gabriel Mascaro junta os cacos de um Nordeste que já passou e o transforma em um novo mosaico brasileiro

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Adriano Arrigo

O quase continente chamado Brasil é objeto fílmico de toda a sorte. Sorte, nesse sentido, cai lhe bem, já que a quantidade de produções nacionais que tenta recriá-lo através dos vários estilhaços que lhe compõem às vezes consegue retratá-lo fielmente; porém, é grande a frequência de projetos que distorcem a realidade e, quando não, mentem para o espectador, seja por interesses econômicos ou por padronização estética do mercado. Continue lendo “As disruptivas associações de Boi Neon e o Brasil que não conhecemos”

Os melhores discos de Setembro/2016

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Após quatro meses de seca, enfim habemus discos de real destaque em 2016 novamente! Vários lançamentos aguardados estavam agendados para este mês, e felizmente não fizeram feio – alguns já se mostram concorrentes fortes para as derradeiras listas do final do ano. Confira abaixo a nossa seleção, com os mais variados gêneros.

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Legião Urbana XXX anos: Ainda é cedo para dizer adeus

Criticidade, emoção e nostalgia marcaram a passagem da banda por Bauru

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Tão correto e tão bonito: Legião Urbana em ação na cidade de Bauru (Foto: Rogério Avelino/JCNET)

Heloísa Manduca

Um show clássico e atual, foi assim que a banda Legião Urbana marcou presença pela primeira vez na noite bauruense do último  17 de setembro, no Sagae Eventos. O espetáculo faz parte do projeto especial que a banda começou em 2015, com previsão de término para este ano, sendo uma comemoração dos 30 anos do lançamento do seu primeiro disco. Com capa branca e uma foto enegrecida dos integrantes, o álbum homônimo foi lançado em 1985 contendo 11 faixas, tais como: ‘Será’, ‘A Dança’, ‘Geração Coca-Cola’, ‘Soldados’ e ‘Por enquanto’.

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