Quem não compra o peixe de Aladdin nos vinte primeiros minutos muito provavelmente sairá amargurado da sala de cinema (Foto: Reprodução)
Jho Brunhara e Vitor Evangelista
Produzir um live action não é uma tarefa simples, como muitos casos que não terminaram tão bem. Embora aconchegante, Cinderela (2015) é imemorável, Dumbo (2019) é um fracasso e Christopher Robin (2018) não atinge seu verdadeiro potencial. Mesmo que imperfeito, Aladdin (2019) reinventa a animação original e mostra um mundo ideal a ser seguido.
Abril foi um mês marcante para a cultura pop. A chegada do quarto capítulo dos heróis da Marvel, a estreia modesta de Shazam e o fim de Game of Thrones foram destaques aqui. O Persona cavou mais fundo e fez uma seleção do melhor que chegou no mês da Páscoa, passando pela Netflix, Amazon Prime Video e o cinema nacional. Confira.
Vai existir um mundo pré e pós-Ultimato (Foto: Reprodução)
Vitor Evangelista
Ultimato é o apogeu do cinema de heróis. Saúda o americanismo e reverencia tudo que a Marvel lançou as telonas nos últimos onze anos. O quarto capítulo dos Vingadores, aliás, pode (e deve) ser avaliado em duas correntezas: em primeiro lugar, o arco final dos mascarados, a finalização da Saga do Infinito; e, num segundo olhar, o filme é um grande manicômio criativo vomitado dos gibis. E nada poderia ser melhor.
Muitos filmes abordam a figura do herói como corajoso por enfrentar seu inimigo. Harry Potter superou sete livros para enfim derrotar Voldemort. Daniel San mostrou sua força vencendo Johnny no torneio. Mas em Jump In!, o protagonista Izzy é corajoso porque ele prefere pular corda ao invés de lutar boxe.
Tendo como plano de fundo o cenário underground da Londres dos anos 1970, somos apresentados a um universo onde a ficção científica e o Punk Rock se conectam. Temos Como Falar Com Garotas Em Festas, obra inspirada no homônimo conto de Neil Gaiman. O longa narra uma viagem intergaláctica e poética sobre como o autor entende as mulheres. E, assim como em Deuses Americanos – série que chegou a sua segunda temporada em março -, Gaiman constrói um novo e maravilhoso mundo.
A madrinha da nouvelle vague lançou seu último longa no Festival de Berlim, Varda par Agnès, onde ela dá uma aula sobre seu processo cinematográfico de contar histórias. (Foto: Reprodução)
Natália Santos, Vitor Evangelista
A sétima arte entrou de luto no fim de março. A cineasta Agnès Varda morreu na noite do dia 28, em consequência de um câncer, aos 90 anos. Fotógrafa, cineasta, documentarista, e formada em psicologia e literatura, ela é hoje o principal nome a lembrar quando se fala em cinema autoral francês de qualidade, a novelle vague – precursora do movimento e uma das raras figuras femininas a compô-lo.
A diretora de clássicos como Cléo das 5 às 7 (1962) e Os Catadores e eu (1999, um dos seus muitos filmes-ensaios documentários) foi assunto da última edição da nossa newsletter (se não assinou, assine já) e não poderíamos deixar de fora na retomada do cineclube, com os destaques do cinemas brasileiros no último mês.
A sabedoria de Salomão, a força de Hércules, a resistência de Atlas, os poderes mágicos de Zeus, a coragem de Aquiles e velocidade de Mercúrio: Shazam! (Foto: Reprodução)
Vitor Evangelista
A família está no centro de tudo. Shazam! é um filme sobre o coração dos bons e destemidos. Aqueles que, mesmo falhos, se tornam heróis. Billy Batson (Asher Angel) é um jovem que recebe poderes do Mago Shazam e, ao dizer seu nome em voz alta, assume a forma do homem perfeito. Na nova safra da DC Comics no cinema, o diretor David F. Sandberg adiciona sua visão elegante do terror a uma clássica história de origem.
Após o sucesso de Get Out, Jordan Peele e a audiência permaneceram em silêncio durante 2 anos na espera de um lampejo em sua mente criativa. Meses atrás, chegaram os pôsteres, trailers e a trilha sonora e junto deles, a expectativa aumentando. E então, a estréia mundial de Us finalmente aconteceu, quebrando recordes de audiência e novamente reacendeu os debates sobre o gênero do horror no cinema.
Imagine que você acordou e em um piscar de olhos sua vida se tornou uma verdadeira comédia romântica. Insano, né? É exatamente sobre isso que Megarrrômantico, a nova produção original da Netflix, se trata.
Natalie (Rebel Wilson) é uma arquiteta completamente frustrada com sua vida profissional e amorosa. Realista, ela prefere manter os pés no chão e fugir de tudo aquilo que a tire de sua zona de conforto. Principalmente, se essas situações forem cheias de clichês dignos de comédias românticas – as quais ela detesta. No entanto, após uma pancada na cabeça, a protagonista percebe que está em uma realidade alternativa de seu mundo. Tudo tomou um ar mais romântico e, o que antes se mostrava insatisfatório, agora se eleva a uma perfeição quase cômica.
No último longa lançado pela Marvel Studios antes da chegada do esperado Vingadores: Ultimato, somos apresentados à combate Vers, da raça alienígena Kree. No enredo, acompanhamos sua transformação em Capitã Marvel, carregando o título do filme e o elo no Universo Cinematográfico do estúdio. A história começa quando a protagonista já adquiriu os super-poderes e durante o desenvolvimento do filme seu passado vai sendo revelado através de flashbacks sobre sua vida humana, como a pilota de avião Carol Danvers. Duas raças da Casa das Ideias estão em guerra, os Kree e os Skrull, e é em uma das missões para o povo Kree que Carol tem o primeiro contato com o planeta Terra e com agentes já conhecidos da S.H.I.E.L.D.