A utopia da realidade horrenda: Ainda nos restam 50 anos de solidão

Edição especial de 50 anos de Cem Anos de Solidão, da editora Record.
Edição especial de 50 anos de Cem Anos de Solidão, da editora Record.

César Cabral

Cem Anos de Solidão, ganhador do 79º Nobel de Literatura, em 1982, do escritor colombiano Gabriel García Márquez, reúne acontecimentos reais e ficcionais – incestos, frieza, tapetes voadores, guerras civis, fantasmas e crianças com rabo de porco – que nos causam estranhamento. É um romance do gênero  realismo fantástico, ou seja, uma história em que elementos mágicos, irreais acontecem e são aceitos de forma natural.

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Em Homecoming, o Homem-Aranha volta a empolgar

O novo traje do Homem Aranha traz a tecnologia a serviço do herói/ Marvel Studios/Sony Pictures
O novo traje do Homem Aranha traz a tecnologia a serviço do herói/ Marvel Studios/Sony Pictures

Guilherme Sette

Uma dos super heróis mais populares que existem, o Homem-Aranha retorna aos cinemas pela sexta vez com um título próprio. É o segundo reboot do aranha desde a trilogia de Sam Raimi, os primeiros blockbusters de super-heróis modernos a levarem milhões aos cinemas, e novamente, os produtores encaram uma árdua tarefa de substituir – ou ao menos conquistar algum espaço – no imaginário dos fãs que assistiram ao Peter Parker interpretado como Tobey Maguire. Continue lendo “Em Homecoming, o Homem-Aranha volta a empolgar”

A primeira viagem do Pink Floyd completa 50 anos

O primeiro dos prismas do Pink Floyd
O primeiro dos prismas do Pink Floyd

Guilherme Sette

A estreia do Pink Floyd, lançada há 50 anos, tem o mesmo título de um dos capítulos de um livro infantil, The Wind in The Willows (1908) de Keneth Grahame. O episódio em questão conta a história de uma topeira e de um rato, que saem a noite pela floresta em busca de um bebê lontra, que estava desaparecido.

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Arcade Fire: tudo e nada ao mesmo tempo

everything now

Egberto Santana

De uma forma inusitada, o sexteto canadense Arcade Fire anunciava em sua conta do Twitter o comercial de uma caixa de marshmallows com o nome da quarta faixa do novo álbum, “Creature Comfort”. Colorido e infantilizado, o vídeo é rápido e acompanha a voz de Régine Chassagne cantando o refrão da música. Voltando no tempo e acompanhando essa jogada de marketing, era possível perceber a forte oposição entre o eletrônico e letras carregadas de críticas sociais e reflexivas que a banda entregou no seu quinto álbum de estúdio, Everything Now. Continue lendo “Arcade Fire: tudo e nada ao mesmo tempo”

Melhores discos de Julho/2017

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In the end, it doesn’t even matter.

Adriano Arrigo, Matheus Fernandes, Nilo Vieira

Infelizmente, mas um mês sem boas notícias por estas bandas. Enquanto alguns aproveitaram o período de férias, nós continuamos no batente. Nesse tempo, a fatídica morte de Chester Bennington (ícone da infância e pré-adolescência de todos aqui) caiu como uma bomba e é quase sintomático que a seleção tenha sido menor. Enfim, segue abaixo a nossa trilha mensal.

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Em Ritmo de Fuga é música para os olhos

GTA: Atlanta City?
GTA: Atlanta City?

Nilo Vieira

Após a estreia em cinemas brasileiros ontem (27), as comparações mais constantes em críticas sobre Baby Driver (ou Em Ritmo de Fuga) serão com o clássico Cães de Aluguel (1992) e/ou a obra-prima de Nicolas Winding Refn, Drive (2011). Justo, dado a proposta comum de uma violência classuda em todos. No entanto, estes paralelos parecem tirar o foco do real diferencial do novo filme de Edgar Wright: a abordagem da música. Continue lendo “Em Ritmo de Fuga é música para os olhos”

20 anos depois, Dominatrix mostra que o riot grrrl não morreu

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old is cool

Bárbara Alcântara

“Depois eles falam que as mulheres não são unidas”, ironizou a vocalista da banda paulistana Dominatrix, Elisa Gargiulo, no último sábado (22). Ela disse isso no camarim da Associação Cultural Cecília, logo após se apresentar na 3ª edição do Distúrbio Feminino Fest – em comemoração aos 20 anos de lançamento do álbum de estreia da banda, Girl Gathering (1997). Continue lendo “20 anos depois, Dominatrix mostra que o riot grrrl não morreu”