Memórias Póstumas, de Jão, mostra que o luto é uma nova lente para enxergar o mundo

Texto alternativo: Capa do álbum Memórias Póstumas, do artista Jão, com a participação da atriz Marisa Sabino dos Santos. Uma mulher idosa de cabelos longos e grisalhos conduz uma motocicleta branca enquanto inclina o corpo para a frente e sorri discretamente, olhando para o horizonte. Atrás dela, um homem jovem de cabelos escuros e bigode a abraça pela cintura para se equilibrar. Ele veste terno preto com camisa azul e gravata, segura um buquê de pequenas flores brancas e tem uma flor presa ao cabelo acima da orelha esquerda. O céu ao fundo está completamente nublado, em tons de cinza, destacando a dupla e transmitindo sensação de liberdade e cumplicidade durante o passeio.
A capa é assinada pelo fotógrafo Hugo Comte, conhecido por trabalhos com Dua Lipa e Caroline Polachek (Foto: U.F.O. Produções Artísticas)

Gabriel Diaz

Antes do lançamento, Jão disse que fez 14 músicas sobre a vida, nem sempre como ela é. A frase soa quase despretensiosa até se perceber que ela carrega, sem alarde, a chave de leitura de todo o álbum. Memórias Póstumas, quinto disco de estúdio e o primeiro após a quadrilogia de elementos do cantor, é sobre os acontecimentos como, de fato, foram e também sobre a forma como escolhemos lembrá-los depois que já não podem mais ser mudados.

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