50 anos de Wish You Were Here e a presença remanescente de Syd Barrett no lirismo do Pink Floyd

 

Capa do álbum Wish You Were Here do Pink Floyd. Na capa, ambientada no estacionamento dos estúdios da Warner Bros, um pátio de cimento com galpões bege nas laterais, dois homens de terno apertam as mãos enquanto um deles está em chamas.
A capa, criada pela Hipgnosis, simboliza a sensação de ‘ser queimado’ nos negócios, refletindo a visão da banda sobre a indústria musical da época (Foto: Hipgnosis)

Eduardo Dragoneti

Lançado em 12 de setembro de 1975, o álbum Wish You Were Here do Pink Floyd se tornou um marco, não só em sua discografia, mas na história do post-rock e da música conceitual. Surgido em um contexto de esgotamento criativo e crescente desilusão com a indústria fonográfica, o disco é, antes de tudo, uma homenagem profunda dos integrantes da banda (David Gilmour, Roger Waters, Richard Wright e Nick Mason) ao ex-membro Syd Barrett (1946-2006), cuja a ausência pairava sobre eles de forma incômoda após o artista sair do grupo.

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50 anos depois de seu lançamento, The Rocky Horror Picture Show ainda tem energia para fazer o Time Warp

Cena do filme The Rocky Horror Picture Show. Na imagem, da esquerda para a direita: em um palco teatral com cortinas vermelhas ao fundo, Columbia aparece ajoelhada, vestindo um figurino brilhante com lantejoulas coloridas e um chamativo chapéu dourado. Ao centro, a Dra. Frank-N-Furter está sentada de forma provocativa em um trono prateado, usando corset vermelho, meia-calça preta, luvas escuras, colar de pérolas e maquiagem marcante. Seu pé esquerdo repousa sobre a mão de Columbia. Atrás do trono, Magenta observa com um leve sorriso, visível do busto para cima, com os cabelos volumosos e ruivos. À direita, Riff Raff aparece pálido e de expressão neutra, vestindo um terno preto aberto que revela o peito e calça escura, com luvas desgastadas.
Grande parte do elenco do filme, incluindo o brilhante Tim Curry, já participava de The Rocky Horror quando a produção ainda era uma peça independente nos teatros de Londres (Foto: 20th Century Fox)

Eduardo Dragoneti

Em 14 de agosto de 1975, The Rocky Horror Picture Show chegava aos cinemas do Reino Unido e do mundo, provocando críticos que ainda não sabiam avaliar  adequadamente um filme que viria a se tornar um dos mais cultuados da história. Singular e inclassificável em qualquer gênero, o roteiro mirabolante, as atuações propositalmente caricatas e a estética camp se uniram a músicas viciantes e temas considerados tabus, deixando o público da época perdidamente encantado entre o espanto e o fascínio. Continue lendo “50 anos depois de seu lançamento, The Rocky Horror Picture Show ainda tem energia para fazer o Time Warp”