Há cinco anos, Taylor Swift achava que tinha encontrado seu amor dourado em Lover

Imagem da capa do álbum Lover de Taylor Swift. Taylor está vestindo uma camiseta branca, com mechas azuis em seu cabelo loiro. Ela tem um desenho de coração em glitter rosa ao redor de um dos olhos. O fundo é um céu com nuvens em tons de rosa, roxo e azul. A palavra Lover está escrita em glitter rosa no topo da imagem.
Taylor Swift dá adeus à escuridão de reputation e ressurge nas cores pasteis de um dia ensolarado (Foto: Valheria Rocha)

Arthur Caires

Ao contrário do que a era reputation (2017) proclamava, a “antiga Taylor” não estava morta, e ela ressurgiria mais forte do que nunca em Lover, de 2019. Deixando para trás a escuridão, as cobras e os dramas públicos, o sétimo álbum de estúdio de Taylor Swift abraça a luz do dia, borboletas coloridas e o amor em suas várias formas. É um retorno à forma da artista, que focou em lembrar ao público geral que a cantora de All Too Well ainda tinha as características que todos amavam: compositora, sonhadora e verdadeira consigo mesma.

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The College Dropout: há 20 anos, uma revolução na indústria musical se iniciava

Capa do CD The College Dropout. Fotografia retangular com fundo branco. Na parte central está um mascote de urso marrom, em tamanho humano, sentado em madeiras marrom. Está vestindo um blazer marrom, moletom laranja e calças jeans. Suas mãos estão apoiadas no joelho. Enquadrando a foto, há uma moldura dourada com dois anjos em cada lado, encontrados na parte central dos lados. No canto inferior direito, há um retângulo e dentro dele, em fundo preto, está escrita a palavra Parental. Logo abaixo, outro rótulo, dessa vez maior, escrito em fundo branco a palavra Advisory. Logo abaixo, em um retângulo proporcional ao da palavra Parental, em fundo preto, está escrito Explicit Content, que significa conteúdo explícito.
The College Dropout, álbum de estreia de Kanye West, soma mais de quatro milhões de cópias vendidas mundialmente (Foto: Roc-A-Fella)

Sinara Martins

Há 20 anos, Kanye West lançou seu primeiro álbum: The College Dropout. Visto, até então, apenas como um produtor, o cantor teve seu projeto negado por vários caça talentos, como foi mostrado em seu documentário Jeen-Yuhs (2022), até ser aprovado pela produtora Roc-A-Fella, em um ato de egoísmo de Damon Dash, para que o rapper não procurasse outras gravadoras.

Quando finalmente lançado, em 2004, o disco foi responsável por consolidar a carreira musical de Ye e debutou em segundo lugar nos charts da parada musical estadunidense Billboard Hot 200. Além disso, venceu as categorias de Melhor Álbum de Rap e Melhor Canção de Rap com Jesus Walks no Grammy do ano seguinte. Somado a suas vitórias, o álbum ainda coleciona outras dez indicações na premiação.

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Há 5 anos, Djonga roubava a cena com Ladrão e provava que um raio pode cair mais que duas vezes no mesmo lugar

A capa e o título do álbum Ladrão fazem referência ao personagem Robin Hood, colocando o rapper mineiro roubando dos ricos para dar aos pobres (Foto: Gravadora Ceia)

Tharek Alves

Em 2017, no lançamento de seu primeiro álbum, Heresia, Djonga havia carimbado seu nome no meio do rap nacional, com uma estreia abaladora o suficiente para alavancar as expectativas em cima de suas próximas obras. Porém, o rapper dobrou a aposta em 2018 e superou todas as expectativas com O MENINO QUE QUERIA SER DEUS, tão abalador e marcante quanto seu antecessor. Visto na época como novo nome do rap mainstream, o mineiro tinha uma árdua missão de manter a qualidade em seus próximos lançamentos.

Assim como os antecessores e os que viriam posteriormente, Djonga também lançou seu terceiro álbum em 13 de Março e provou, mais uma vez, que raios podem sim cair no mesmo lugar. Intitulado Ladrão, os discursos presentes nas músicas ficaram ainda mais objetivos, com críticas incisivas ao racismo e desigualdade social, além de assumir, de fato, o papel de protagonista não só na luta antirracista, como também, no rap nacional.

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A vitória e a derrota, a vida e a guerra, Akira Kurosawa e os 70 anos de Os Sete Samurais

Mais próximo da câmera está Kikuchiyo segurando uma espada sobre o ombro e olhando para algo fora do plano. Ao fundo estão os outros seis samurais olhando na mesma direção.
“Aquele que se empenha a resolver as dificuldades resolve-as antes que elas surjam. Aquele que se ultrapassa a vencer os inimigos triunfa antes que as suas ameaças se concretizem” (Foto: Toho films)

Guilherme Moraes

Existem diretores que não precisam de muito para extrair algo interessante, fazem do simples algo profundo, seja por um movimento de câmera, pela maneira como enquadra uma cena ou até como posiciona seus atores. Esse é o caso de Akira Kurosawa, diretor japonês que, há 70 anos, lançava Os Sete Samurais, um dos seus melhores e mais influentes filmes. Na trama, lavradores descobrem que bandidos vão saquear a sua vila e decidem contratar samurais para protegê-la. No entanto, apesar da sua aparente simplicidade, Kurosawa traz profundidade ao analisar os conflitos históricos entre camponeses e guerreiros japoneses, além de meditar sobre a vida e a guerra.

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O Mal Não Existe coloca a natureza como uma presença que pode ser destrutiva para aqueles que a profanam

Aviso: o texto contém spoilers.

Texto alternativo: Ao fundo há um rio congelado. No centro da foto há uma parte descongelada desse rio que reflete a imagem de algumas árvores. Mais próximo da câmera está o personagem Takumi, agachado, de costas para a câmera e olhando o rio.
Em 2022, Ryusuke Hamaguchi levou o Oscar de Melhor Filme Internacional por Drive My Car (Foto: NEOPA)

Guilherme Moraes

Depois de lançar duas obras-primas, Roda do Destino (2021) e Drive My Car (2021), Ryusuke Hamaguchi retorna com O Mal Não Existe, ou melhor, Aku Wa Sonzai Shina, no original. O filme conta a história de um vilarejo que vive em harmonia com a natureza até a chegada de uma empresa, que pretende fazer um camping em meio a floresta, o que ocasionaria em alguns problemas ambientais e afetaria a vida de todas as pessoas locais.

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Há 5 anos, Era Uma Vez em… Hollywood nos envolvia em um sonho californiano

Cena de Era Uma Vez em… Hollywood. Brad Pitt segue Leonardo DiCaprio por sua garagem com dois carros ao fundo enquanto o personagem de DiCaprio gesticula com os braços abertos.
Segundo Brad Pitt, Tarantino é “tão purista que não há imagens computadorizadas em suas obras” (Foto: Sony Pictures)

Bianca Costa

Era Uma Vez em… Hollywood, a nona e mais recente obra de Quentin Tarantino, está completando cinco anos de estreia. Com dez indicações ao Oscar 2020, o longa ganhou as estatuetas douradas de Melhor Direção de Arte, assinada por Barbara Ling, e de Melhor Ator Coadjuvante para Brad Pitt. O filme é uma envolvente viagem no tempo para uma idealizada e ensolarada Califórnia na década de 1960, onde o diretor utiliza calmamente o cotidiano para expressar seu amor pela Sétima Arte, retratando um cenário que respira Cinema.

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A 3ª temporada de Abbott Elementary garante uma excursão para a escola toda no Emmy 2024

Cena de Abbott Elementary. Janine Teagues, uma mulher negra de cabelos escuros e cacheados repartidos ao meio que vão até seus ombros, veste uma calça social cinza com um laço de cetim rosa claro como cinto, camiseta azul e um blazer social da mesma cor da calça enquanto junta as mãos em sinal de aplauso. No blazer há um broche dourado de tartaruga, ela usa brincos dourados e um colar dourado escrito ‘Kindness’ (‘Gentileza’). Ela está parada ao lado de um cavalete de madeira que segura uma placa de bronze com o nome da escola, ambos em frente de uma parede de tijolos pintados.
A minha, a sua e, principalmente, a Willard R. Abbott de Janine Teagues (Foto: ABC)

Agata Bueno

Quem diria que um roteiro bem feito e um elenco de peso teria, mais uma vez, nota máxima no boletim? Após duas temporadas de funcionários que entregam o melhor de si com o pouco que recebem do falho sistema educacional norte-americano, o terceiro ano de filmagens dentro da Abbott Elementary rendeu mais uma excursão para a escola toda no Emmy. Dessa vez, além de terem o apoio do Distrito Escolar, a equipe do instituto chega na premiação com personagens muito mais maduros, humanizados e, claro, com nove chances de levar a estatueta para o colégio… ou melhor, para a casa do time de futebol norte-americano Eagles.

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A terceira temporada de Hacks é inconsistente, mas ainda consegue nos fazer rir

Cena da terceira temporada de Hacks. Na imagem estão Deborah e Eva dentro de um elevador. No centro esquerda está Deborah olhando para o terno de Eva. Ao centro direita está Eva olhando diretamente para o rosto de Deborah.
Jean Smart e Hannah Einbinder estão indicadas ao Emmy de Melhor Atriz e Melhor Atriz Coadjuvante em Comédia, respectivamente, na edição de 2024 (Foto: Max)

Guilherme Moraes

A terceira temporada de Hacks mantém o script das anteriores, com uma comédia metalinguística ancorada na amizade de Deborah Vance (Jean Smart) e Ava Daniels (Hannah Einbinder) que encontra, no drama pessoal da protagonista, a própria forma de fazer humor profissionalmente. Apesar das dinâmicas entre a dupla e das questões internas dos personagens funcionarem, a temporada demora para engrenar. Na dúvida se mantinham a fórmula vazia para gerar comicidade ou exploravam um caminho mais arriscado e profundo, os roteiristas deixaram boa parte da season inconstante. Por sorte, Lucia Aniello, Paul W. Downs e Jen Statsky reencontram o caminho do sucesso nos últimos episódios, o que garantiu várias indicações ao Emmy 2024, incluindo ao prêmio de Melhor Série de Comédia.

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X-Men ’97 é a mutação do gene da Marvel Studios

Cena da série animada X-Men '97Na imagem, o personagem Ciclope está centralizado, fazendo pose de poderio. Ele está com as mãos fechadas e os cabelos esvoaçados. Ele é um homem branco de cabelos ruivos. Ele usa um óculos especial que cobre toda a região dos olhos, numa linha amarela com outra linha vermelha na horizontal cortando o meio. Ele veste um uniforme de herói, nas cores azul e amarela. As luvas, cueca por cima da calça e cinto são na cor amarela, o restante em azul. No meio do cinto, assim como em um quadrado no lado direito do peito, está o símbolo dos X-Men, um X em preto com fundo vermelho. O fundo é o céu laranja.
X-Men ’97 foi indicado ao Emmy Awards 2024 (Foto: Disney+/Marvel Animation)

Davi Marcelgo

Ciclope, Jean Grey, Tempestade, Wolverine… a principal equipe da Marvel Comics, os X-Men, estreou seu primeiro projeto dentro da Marvel Studios no começo de 2024, quebrando recordes e conquistando a indicação ao Emmy de 2024 na categoria Melhor Programa de Animação. Escrita pelo showrunner Beau De Mayo, a série X-Men ’97 é a mutação do gene do estúdio que, por muito tempo, esqueceu a singularidade de seus personagens. A animação é recheada de cenas de ação incríveis, mas não deixa de fora os dramas, romances e ‘picuinhas’ do dia a dia dos mutantes. 

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Quantum Baby é para nós, sobreviventes de um coração partido

Imagem da Cantora Tinashe, uma mulher negra de cabelos loiros que veste brincos e pulseiras pratas. Ela está sentada em um chão de barro encostada em um pneu coberto de areia. Sua pele está manchada de graxa. Ela está apoiada com seu cotovelo no chão e sua mão acima de seu joelho. Suas roupas são um vestido preto curto com um o número 10 bordado na barriga. Sua saia é curta e vermelha.
Nasty foi nomeado a categoria Melhor Vídeo Viral no MTV Video Music Awards (Foto: Nice Life Recording Company)

Henrique Marinhos

Quantas vezes nos pegamos pensando em como nossas vidas poderiam ser diferentes se tivéssemos feito outras escolhas? A teoria quântica sugere que todos esses possíveis caminhos coexistem até o momento em que tomamos uma decisão, colapsando todas as outras possibilidades em uma única realidade. Em entrevista à revista ELLE, Tinashe associa Quantum Baby ao seu terreno pessoal, onde todas essas expectativas se concentram em uma única obsessão: o amor.

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