DAMN: a era de Kendrick Lamar continua

 

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Nilo Vieira

Em uma análise acerca de diferentes carreiras musicais elogiadas por crítica e público, algumas características em comum são encontradas. Reinvenção, consistência, alcance fora de seu nicho de origem, capacidade de extrapolar seu trabalho além do som. Poder de performances ao vivo, o modo como personas públicas se traduzem (ou se fragmentam) na arte, importância social e, claro, qualidade – um aspecto que é tão subjetivo como não é. Continue lendo “DAMN: a era de Kendrick Lamar continua”

Moonlight: gay kid, m.A.A.d city

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Nilo Vieira

Artistas negros sempre estiveram entre os mais importantes e inovadores em todos os segmentos, ainda que o reconhecimento fosse tardio ou quase inexistente. Na década atual, porém, este cenário vem mudando, dado que as lutas sociais da população negra são cada vez mais constantes e visualizadas: mais do que nunca, exigem ser vistos, ouvidos e representados dignamente, especialmente na arte. Continue lendo “Moonlight: gay kid, m.A.A.d city”

Kendrick Lamar venceu

Kendrick Lamar se apresenta no Grammy
Kendrick Lamar se apresenta no Grammy

Nilo Vieira

O Grammy, assim como o seu primo cinematográfico, é uma premiação criada e controlada pelos mais ricos executivos da indústria cultural. Um evento que depende de, vende e reforça anualmente os mesmos padrões sonoros e estéticos que lhe são convenientes – e tome cantoras despejando vocalizações pomposas, cantores requentando músicas manjadas para homenagear artistas consagrados, dentre outros pedantismos -, impondo escolhas comercialmente viáveis como o crème de la crème artístico. Com o mínimo de apuro crítico, tamanho elitismo cultural é perceptível a olho nu, até porque não se trata de um fenômeno recente. Continue lendo “Kendrick Lamar venceu”