Pinguim mostra que Gotham é mais cruel quando o Batman não está por perto

Cena da série Pinguim. A imagem mostra Oswald Cobblepot de frente, vestindo um casaco de couro preto, camisa branca e gravata escura, em um ambiente de arquitetura gótica com arcos de pedra e janelas altas. Ele encara algo fora de cena com uma expressão rígida e desconfiada, transmitindo tensão e autoridade. A luz suave que entra pelas janelas destaca o contraste entre a frieza do cenário e o tom sombrio do personagem, reforçando o clima dramático da narrativa.
Em Pinguim conhecemos um vilão que dá pena — curiosamente, o que ele mais odeia que sintam dele (Foto: Macall Polay/HBO Max)

Stephanie Cardoso

Se The Batman (2022) já tinha mostrado uma Gotham encharcada de corrupção e sombras, Pinguim – seu spin-off na HBO Max – vai além do que era esperado: mergulhando no fundo do submundo, onde não existem ‘mocinhos’, somente aqueles que lutam para sobreviver ou dominar. A série mergulha no caos e mostra que o verdadeiro medo não está na máscara, mas na ausência dela, entre as conversas frias onde o poder é vendido em pedaços e a lealdade vale menos que um dólar sujo.

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Live-action de Como Treinar o Seu Dragão encanta visualmente, mas carece de ousadia narrativa

 Cena do filme Como Treinar o Seu Dragão. Na imagem, vemos Soluço montado em Banguela. Soluço é um jovem branco com cabelos castanhos. Ele veste uma roupa de couro escura. Banguela é um dragão preto com olhos grandes e verdes brilhantes. Eles voam acima das nuvens ao entardecer, com o céu em tons dourados e alaranjados ao fundo
Sendo originário de uma das animações mais amadas e de maior sucesso já feitas, o live-action estreia com a difícil missão de agradar os fãs da produção (Foto: Universal Studios)

Stephanie Cardoso

O tão aguardado live-action de Como Treinar o Seu Dragão, escrito e dirigido por Dean DeBlois (que também comandou a trilogia animada), finalmente chegou aos cinemas em 2025. A adaptação tenta replicar o sucesso da animação de 2010, que cativou o público com uma história comovente de amizade, crescimento e aceitação. Embora o novo filme mantenha a essência emocional da narrativa original, ele tropeça em decisões criativas conservadoras e uma execução que, por vezes, parece excessivamente preocupada em agradar aos fãs antigos sem se reinventar.

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