O retrato sensível e entusiasmado da terceira idade em Clube do Crime das Quintas-Feiras

Cena do filme O Clube do Crime das Quintas-Feiras.Na imagem, estão Elizabeth (Helen Mirren), uma mulher branca de cabelos curtos e brancos e cardigan azul, Ron (Pierce Brosnan), um homem branco de cabelos brancos e com camisa xadrez azul e branca, Ibrahim (Ben Kingsley), homem de ascendência indiana e careca vestindo terno e camisa marrons e uma gravata borboleta e Joyce (Celia Imrie), que está de costas, é uma mulher branca de cabelos brancos presos em um coque alto e vestindo um cardigan rosa. Eles estão reunidos em uma sala de estar bem iluminada e decorada com móveis e plantas, sentados ao redor de uma mesa e com expressões de seriedade e atenção.
O filme conta com um elenco imperdível, que parece, acima de tudo, se divertir enquanto atua (Foto: Netflix)

Mariana Bezerra

O Clube do Crime das Quintas-Feiras chegou à Netflix diante de uma onda de altíssimas expectativas dos fãs da série de literatura homônima de Richard Osman. A obra de mistério e suspense dirigida por Chris Columbus (Harry Potter, Esqueceram de Mim) se difere de outras tantas do gênero por apresentar como protagonistas quatro amigos septuagenários, que vivem em Coopers Chase, um lar de luxo para aposentados em Londres. Elizabeth (Helen Mirren), Ibrahim (Ben Kingsley) e Ron (Pierce Brosnan) se reúnem todas as quintas-feiras – como sugere o título – para investigarem casos policiais não solucionados. Logo no início da trama, o grupo recebe um novo membro: Joyce (Celia Imrie), uma simpática senhora recém chegada nessa charmosa vila da terceira idade.

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Entre o moderno e o tradicional, não foi dessa vez que Persuasão ganhou uma adaptação à altura

Imagem do filme Persuasão no formato retangular. A paisagem é formada por um céu azul e um campo coberto de uma vegetação rasa. Ao centro da imagem está um casal sentado na grama se abraçando. Do lado esquerdo está a personagem Anne Elliot, uma mulher branca, de cabelos pretos e lisos, amarrados em um coque. Ela veste um vestido branco, comprido e de mangas longas. Do lado direito está o personagem Frederick Wentworth, um homem branco, de cabelos pretos e cacheados em um penteado estilo topete. Ele usa um grande casaco azul com botões dourados.
Muito distante de Anastasia Steele, de 50 Tons de Cinza, Dakota Johnson vive agora a heroína Anne Elliot de Jane Austen (Foto: Netflix)

Isabella Lima 

“Austen nos dá a fantasia histórica e ainda fornece uma dura ridicularização daqueles que são muito esnobes em suas distinções de classe” é o que escreve Linda Troost e Sayre Greenfield no livro Jane Austen in Hollywood. Publicado entre os anos 1990 e 2000, as autoras acompanharam o auge das adaptações audiovisuais das obras literárias de Jane Austen. De fato, todos esses elementos, juntos da narrativa romântica, encantam os entusiastas da escritora inglesa e foram bem incorporados em  Orgulho e Preconceito (2005), Emma (2020), ou até mesmo em As Patricinhas de Beverly Hills (1995), uma adaptação mais reconstruída e modernizada. Ao contrário desses títulos, Persuasão, a nova aposta da Netflix  inspirada no livro homônimo de Jane Austen, não conseguiu proporcionar uma experiência capaz de estabelecer conexão com a tradição, nem com a reinvenção da direção inaugural de Carrie Cracknell, nome já conhecido no teatro britânico. 

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O glorioso propósito de Loki é não ser aquilo que você espera

Cena da primeira temporada de Loki. Sylvie (Sophia Di Martino) e Loki (Tom Hiddleston) se encaram preocupados em Lamentis-1, um planeta prestes a ser destruído. Sylvie, caucasiana e cabelo loiro e que vai até os ombros, usa um uniforme de couro de combate preto com poucos adereços dourados, por baixo de um sobretudo negro. Loki, caucasiano e cabelo negro que vai até os ombros, usa uma camisa social futurista com as golas coladas no peito, com uma gravata no pescoço e as mangas dobradas até os cotovelos. Atrás deles, uma cadeia de montanhas se ergue desfocada. A cena toda está iluminada por uma cor lavanda profunda.
Os tons púrpuras de um planeta em extinção enquadram uma história de amor capaz de desafiar o destino (Foto: Disney/Marvel)

Gabriel Oliveira F. Arruda

A mais recente da primeira leva de séries do Disney+ produzidas pela Marvel Studios, Loki chega com a proposta de resgatar a personagem titular dos eventos trágicos de Vingadores: Guerra Infinita, utilizando a viagem no tempo de Ultimato como ponto de partida para sua trama de ficção científica old school. Contudo, se tem uma coisa que o Deus da Mentira de Tom Hiddleston nos ensinou ao longo de sua década no Universo Cinematográfico Marvel, foi nunca confiar nas aparências.

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