O Bosque Selvagem reflete as facetas de um mundo que quer acreditar, mas que esqueceu como

Cena do filme O Bosque SelvagemNa imagem, em animação, Prue está montada em uma coruja gigante, que sobrevoa um amanhecer ensolarado com nuvens rosas ao redor. O animal tem pelos marrons, bico amarelo com a ponta preta e expressão séria. Prue é uma garota na faixa dos 12 anos, de pele clara, cabelo amarrado e na cor castanha. Ela veste um casaco azul marinho.
Angela Bassett é a intérprete da coruja General (Foto: Laika)

Davi Marcelgo e Isabela Pitta 

Segunda-feira, 26 de outubro de 2026, um dia após as eleições presidenciais do Brasil. Um tucano visita a janela da casa de alguém, que publica no X (antigo Twitter). Um outro usuário responde ao tweet, dizendo “[…] Vocês acham que a sabedoria ancestral dos pássaros, os cães com bandeira do Lula, o cérebro descentralizado dos fungos, a comunicação intraterrena das árvores, não sabiam o que estava em jogo? Muitos mundos foram salvos no domingo”. O texto incita uma crença no invisível, num conhecimento que pode ser considerado místico, oposição do racionalismo e ceticismo que engoliu as dinâmicas de relações intrapessoais e não deixou que nem o Cinema pudesse escapar do movimento. O Bosque Selvagem (2026), produzido pela Laika, materializa a fé por meio da favorita técnica stop motion.

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