Turnstile abriu o leque de possibilidades sonoras e NEVER ENOUGH é a mistura perfeita entre o Hardocre e a psicodelia.

Capa do álbum Never Enough. A capa consiste em um céu azul claro, com dois arco-íris levemente apagados, que cruzam a imagem de forma diagonal.
A capa do álbum mantém a temática de céu e horizonte que esteve presente no álbum anterior, o Glow On de 2021 (Foto:Roadrunner Records)

Lucas Barbosa

Turnstile já tinha uma consolidação como uma das maiores bandas do Hardcore, o som pesado com riffs e baterias imponentes, sempre foi uma comprovação do valor da banda formada em Baltimore. Os dois últimos álbuns, Time and Space (2018) e Glow On (2021) serviram como uma ligação entre o punk e as paradas de sucesso, com uma mistura psicodélica de Metal, R&B e Funk mantendo sua originalidade. Então, lançam Never Enough, um disco natural, maduro e promovendo uma experiência nova e surpreendente aos ouvidos.

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15 anos de K.I.D.S.: uma carta de amor à juventude de Mac Miller

Capa da mixtape K.I.D.S. (Kickin' Incredibly Dope Shit) do rapper Mac Miller, lançada em 2010. A imagem mostra quatro jovens sentados em arquibancadas de madeira ao ar livr. Mac Miller está ao centro, em primeiro plano, com expressão relaxada e olhar direto para a câmera. Ele veste camiseta branca, boné azul para trás, bermuda bege e tênis branco com meias altas. À esquerda, um dos rapazes, sem camisa e com uma bandana vermelha, segura um microfone e está ao lado de um grande boombox. À direita, outros dois jovens conversam, um deles com uma camiseta cinza e o outro usando uma regata com a frase "Loose Lips". No topo da imagem, há uma faixa de papel rasgado escrito “ROSTRUM RECORDS & MOST DOPE PRESENT:” em letras pequenas, seguido pelo título "K.I.D.S" em letras grandes e coloridas. Cada letra com uma textura ou imagem diferente, incluindo fotos e arte gráfica. Abaixo, em letras azuis, amarelas e verdes, lê-se "KICKIN INCREDIBLY DOPE SHIT". À direita da palavra “SHIT”, há uma ilustração do personagem Baby Mario (da Nintendo). No canto inferior esquerdo está escrito “MAC MILLER” em letras vermelhas com sombra amarela, em uma tipografia estilizada.
K.I.D.S. foi a responsável por lançar Mac Miller ao sucesso (Foto: Rostrum Records)

Ana Beatriz Zamai

O que você estava fazendo aos 18 anos? Independente da resposta, nada será tão interessante quanto o que Mac Miller fez. Quinze anos atrás, o rapper estava em Point Breeze, Pittsburgh, iniciando a vida adulta, quando lançou K.I.D.S., sua quarta mixtape. Foi o primeiro trabalho de Mac após assinar contrato com a Rostrum Records, gravadora americana com quem trabalhou até 2014, quando firmou parceria com a Warner Records

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Em Fancy Some More?, PinkPantheress convida uma constelação de nomes para brincar com suas faixas

 

 A imagem é a capa do álbum Fancy Some More, de PinkPantheress. Nela, a cantora aparece em frente a um fundo azul vibrante, vestindo meia-calça vermelha, sapatos pretos e um body preto com detalhes vermelhos. Ela segura um quadro pintado com traços expressivos em preto e vermelho, com um recorte central que revela seu rosto, criando a ilusão de que a pintura se prolonga em seu corpo. No chão, uma pequena mancha de tinta preta reflete parte da cena. A composição mistura arte e moda de maneira ousada, traduzindo o estilo visual experimental e criativo da artista.
A artista britânica transforma o conceito de álbum em celebração coletiva (Foto: Warner Records)

Nathalia Helen

Em um momento em que sua música deixa de ser apenas um fenômeno digital para ocupar um lugar mais sólido na indústria, PinkPantheress chega ao Grammy 2026 com indicações que ajudam a enquadrar sua fase atual. Fancy That concorre a Best Dance/Electronic Album, enquanto Illegal aparece entre as indicadas a Best Dance Pop Recording, colocando oficialmente o som etéreo e acelerado da artista britânica no centro das discussões do pop e da eletrônica contemporâneos. É a partir desse reconhecimento — que valida um projeto originalmente curto, fragmentado e quase experimental — que Fancy Some More? surge como uma resposta direta: maior, mais aberta e consciente de seu próprio impacto.

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50 anos de Wish You Were Here e a presença remanescente de Syd Barrett no lirismo do Pink Floyd

 

Capa do álbum Wish You Were Here do Pink Floyd. Na capa, ambientada no estacionamento dos estúdios da Warner Bros, um pátio de cimento com galpões bege nas laterais, dois homens de terno apertam as mãos enquanto um deles está em chamas.
A capa, criada pela Hipgnosis, simboliza a sensação de ‘ser queimado’ nos negócios, refletindo a visão da banda sobre a indústria musical da época (Foto: Hipgnosis)

Eduardo Dragoneti

Lançado em 12 de setembro de 1975, o álbum Wish You Were Here do Pink Floyd se tornou um marco, não só em sua discografia, mas na história do post-rock e da música conceitual. Surgido em um contexto de esgotamento criativo e crescente desilusão com a indústria fonográfica, o disco é, antes de tudo, uma homenagem profunda dos integrantes da banda (David Gilmour, Roger Waters, Richard Wright e Nick Mason) ao ex-membro Syd Barrett (1946-2006), cuja a ausência pairava sobre eles de forma incômoda após o artista sair do grupo.

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Há 25 anos, Radiohead desconstruía um século inteiro para o nascimento de um novo paradigma musical com Kid A

Capa do álbum musical da banda Radiohead. A arte apresenta uma paisagem montanhosa digitalizada em tons de branco e azul, com céu nebuloso nos tons quentes de vermelho e preto, e um ambiente que remete a uma atmosfera futurista e enigmática. O título “Kid A” aparece em letras brancas na parte superior, enquanto o nome da banda está destacado acima em letras maiores.
De forma revolucionária, Kid A foi o processo de recuperação da Radiohead (Foto: Stanley Donwood)

Gabriel Diaz

Em 2 de outubro de 2000, o Radiohead lançou um álbum que declarou guerra às certezas da música convencional. Kid A emergiu no alvorecer do século XXI como um manifesto involuntário contra a estagnação do rock, no qual a tecnologia e alienação se colidiam. Thom Yorke, à beira do colapso criativo após a turnê de OK Computer, transformou sua crise em ambientes dissonantes e letras fragmentadas – um afastamento radical das guitarras e estruturas previsíveis. Se o término do século XX foi marcado pela nostalgia, o disco foi o primeiro grito do novo milênio: caótico, digital e profundamente humano.

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As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo: um mergulho íntimo na nova obra da Lagum

A capa do álbum é uma fotografia aérea de um prédio com design moderno e curvas suaves, vista de cima. Quatro homens estão sobre a borda do edifício, em poses descontraídas: um está deitado com o peito nu, outro está sentado no chão com as pernas esticadas, e dois caminham pelo espaço. Abaixo, é possível ver a rua com carros brancos e árvores margeando a calçada. A cena sugere um ensaio fotográfico ousado, com forte contraste entre o ambiente urbano e a sensação de liberdade dos modelos.
A banda se formou em 2014, em Belo Horizonte, quando o vocalista Pedro Calais postou um vídeo com uma composição no Facebook (Foto: A Ilha Records)

Marcela Jardim

Com As Cores, as Curvas e as Dores do Mundo, a banda mineira Lagum entrega sua obra mais madura até aqui — um disco breve em duração, mas profundo em afetos, estética e intenção. Lançado em maio de 2025, o álbum representa um respiro dentro da cena pop nacional: sem pressa, sem espetáculo e sem a ansiedade de um hit. Em vez disso, o grupo opta por criar um espaço de contemplação e escuta, no qual cada música funciona como uma pincelada em um quadro maior. 

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Lagum: tem gente que só começa Depois do Fim

Capa do álbum Depois do Fim, da banda Lagum. Quatro homens estão centralizados na imagem, distantes, sentados em uma janela em cima de um telhado. A casa na qual o telhado está, queima em chamas, com fumaça e fogo aparecendo nos cantos. Os homens aparentam estar tranquilos, conversando no local, que está anoitecendo e sendo iluminado apenas pelas chamas.)
A estética de casa em chamas aparece no quarto álbum de estúdio da banda Lagum e aponta para um recomeço pós destruição (Foto: Sony Music)

Luiza Lopes Gomez

Angústias, perdas, negação e reencontro. Estas são algumas das palavras que caracterizam e são usadas como base para a criação do quarto álbum da banda mineira Lagum. Depois do Fim é lançado como um olhar diferenciado sobre o mundo e traz à tona questões filosóficas talvez nunca aprofundadas nos últimos discos – pelo menos, não na mesma intensidade. A chegada do projeto recorre a jornadas internas em meio ao entendimento do despertar depois do fim, abordando temáticas como o destino e o acaso, a saudade, o reconhecimento pessoal e esclarecimentos internos na mente de um jovem reflexivo. 

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El mal querer: em novas roupagens, Rosalía apresentou o flamenco para novas gerações há 5 anos

Capa do álbum El Mal Querer da cantora Rosalía. Nele, a cantora está acima de uma nuvem aos céus, envolta por um círculo de correntes de ouro brilhantes. Seus braços estão pendurando aréolas que seguram longos panos brancos que vão até seus pés. Ela está despida e ao centro está uma luz branca. Logo acima de sua cabeça estão estrelas em formato de um círculo e uma pomba branca voando. No centro inferior da imagem está escrito Rosalía em negrito e ao lado El Mal Querer.
El mal querer é baseado em um livro do século XIII de um autor desconhecido (Foto: Columbia Records)

Henrique Marinhos

A cantora, compositora e produtora Rosalía nasceu em Sant Esteve Sesrovires, na Catalunha, em 1992 e se tornou um fenômeno da música pop com o lançamento de seu segundo álbum, El mal querer, há 5 anos. A obra conceitual mistura elementos do flamenco, pop e urban com vocais e visuais esplendorosos e surpreendentes para um projeto de conclusão de curso na Escola Superior de Música da Catalunha. 

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Falem bem ou falem mal, mas falem de Escândalo Íntimo

Capa do álbum Escândalo Íntimo. Na imagem a cantora Luisa Souza está com aparência robótica vestindo um macacão que imita a sua pele. Sonza é uma mulher branca, loira, com lábios grandes e vermelhos. A imagem possui um fundo de tinta borrada e blusa, a imagem dos olhos da cantora estão borrados, bem como suas mãos. Ao fundo vislumbra-se parte de um pôr do sol, mas a maior parte do fundo da imagem é escura.
O Escândalo Íntimo de Luísa Sonza é obra intimista e reveladora sobre o que se é, e o que não é (Foto: Olga Fedorova)

Costanza Guerriero

No dia 15 de Agosto, o Twitter ficou polvoroso com o lançamento de Campo de Morango, o lead single do terceiro álbum de Luísa Souza, Escândalo Íntimo. Tanto o videoclipe quanto a música em si pareciam ser uma confirmação de que a cantora só sabe compor letras vulgares e superficiais. Contudo, aqueles que estavam bem atentos sabiam que essa pequena prévia serviria para provar um ponto, que é uma das premissas do novo projeto: Luísa Sonza, como antes se conhecia, é uma fraude. Nesse lançamento, a artista potencializa sua voz e traz sua trajetória de amadurecimento como o centro da narrativa. Ela elabora conceitos visuais e sonoros acurados, apresentando referências explícitas e cristalinas, para que até mesmo aqueles que não querem possam enxergar. 

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RR é uma celebração do amor?

A capa do álbum une as iniciais dos cantores Rosalia e Rauw Alejandro (Foto: Sony Music)

Isabela Domingos 

Juras de um amor eterno e um pedido de casamento marcaram o lançamento de um dos casais mais queridos do mundo pop. Enquanto os fãs se decidiam entre Versace e Louis Vuitton para o matrimônio do ano, a notícia que ninguém esperava veio à tona: Rosalia e Rauw Alejandro se separaram. Para os filhos do divórcio, felizmente, restou um álbum impecável marcado pela mistura de estilos e vocais que definem o fim da era RR

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