GUTS World Tour: um encontro entre jovens mulheres

Foto da artista cantando uma de suas composições, pretty isn’t pretty, do álbum guts. Suas dançarinas, em figurinos rosa para mostrar a feminilidade da mulher, se encontram formando um círculo em volta da intérprete, em um figurino preto para se distinguir e mostrar diferenças físicas em comparação a outras mulheres, com espelhos ilustrativos, escondidos por uma estampa como uma metáfora a impossibilidade de enxergar a mulher que são, virados para si enquanto luzes rosas iluminam o palco
pretty isn’t pretty, escrita e produzida junto de Daniel Nigro e Amy Allen, define a essência de suas músicas desde o início de sua carreira (Foto: Olivia Rodrigo Store)

Livia Queiroz 

Quem nunca teve uma paixão forte por alguém que terminou em uma decepção ainda maior? Ou uma queda de autoestima por se comparar com outras pessoas que enxergamos como mais bonitas? Uma obsessão por uma ex do seu atual, por inveja, talvez? E a vontade de entrar em uma aventura de um amor errado? São esses tipos de situações, recorrentes na vida de uma jovem, que Olivia Rodrigo trata em seu último álbum, GUTS (2023), e em sua versão extendida, GUTS (spilled) (2024): a controversa ‘girlhood’. Percebendo o tremendo sucesso da morena, a Netflix fez um filme-documentário de uma de suas performances da sua primeira turnê mundial, a GUTS World Tour, para os fãs sentirem a vibe sem sair de casa. Continue lendo “GUTS World Tour: um encontro entre jovens mulheres”

Na Short n’ Sweet Tour!, Sabrina Carpenter choca a crítica e fãs com performances intensas

A fotografia mostra a cantora Sabrina Carpenter, em que aparece deitada de lado sobre um fundo rosa. Ela tem cabelos loiros longos e ondulados, maquiagem com destaque para olhos levemente delineados e batom rosa claro. Ela está vestindo uma roupa de tecido delicado com alças finas, transmitindo uma aparência suave e glamourosa.A Short n’ Sweet Tour! é a primeira turnê de arena da cantora (Foto: Sabrina Carpenter)

Marcela Jardim

Com os hits Espresso, Please Please Please e Taste, o sexto álbum da cantora Sabrina Carpenter ganhou uma turnê mundial com prováveis datas na América Latina. Short n’ Sweet foi lançado em Agosto de 2024 e conta com 12 faixas cuidadosamente produzidas, revelando uma maturidade artística impressionante. O single Taste teve um videoclipe muito bem executado, protagonizado pela artista junto a atriz Jenna Ortega, e conta com mais de 100 milhões de visualizações no Youtube em menos de três meses de lançamento. Continue lendo “Na Short n’ Sweet Tour!, Sabrina Carpenter choca a crítica e fãs com performances intensas”

Duas décadas depois, De Repente 30 é apenas para os nostálgicos

Cena do filme De Repente 30. Uma menina e uma mulher estão lado a lado dentro de um elevador de paredes de madeira. Do lado esquerdo, está a atriz Renee Olstead interpretando Becky, uma menina branca, de lábios e bochechas coradas, de cabelos longos castanhos. Ela veste um vestido polo preto e uma bolsa marrom do lado esquerdo do corpo. Ela olha para a mulher que está do seu lado direto. A mulher é a atriz Jennifer Garner interpretando a personagem Jenna Rink. Ela é uma mulher branca que usa batom cor de rosa e está com os cabelos castanhos presos em dois birotes. Ele usa um vestido regata Versace, nas cores verde, verde água e com uma faixa em marrom. no seu colo tem um colar em formato de borboleta verde. ela carrega do seu lado esquerdo uma bolsa pequena roxa.
“Eu não quero ser original, eu quero ser descolada” (Foto: Columbia Pictures)

Costanza Guerriero

30 é a idade do sucesso! Essa era a ideia que as páginas da revista Poise apresentavam para a jovem Jenna Rink (Christa B. Allen), em meio às cores, hits e looks da década de 1990. A imagem de mulheres magérrimas, elegantes, sensuais, e ainda, donas de suas próprias carreiras: a mulher de 30 anos faz tudo e de tudo, enquanto uma jovem de 13 anos pode apenas tirar péssimas fotos para o livro do ano e encher os sutiãs com papel higiênico. Vinte anos depois, as paredes da casa dos sonhos já estão um pouco desbotadas, mas será que ainda restam o glitter e pó do desejo nos quais De Repente 30 estava envolto em 2004? 

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5 anos de Aladdin, o live-action que transborda magia

Cena do live-action Aladdin. O personagem Aladdin chega a Agrabah como o príncipe Ali. Estão parados, na frente da caravana, o Gênio, em sua roupa azul, três dançarinos à sua esquerda e três à sua direita, enfileirados. Atrás de cada trio há três dançarinas, vestindo roupas amarelas típicas da cultura árabe. Seguindo o padrão, há fileiras de diversos outros dançarinos e dançarinas, todos com roupas em cores vibrantes, como rosa e roxo. No centro da caravana, atrás do gênio, há um elefante e, logo atrás, um enorme camelo feito de outro no qual Aladdin (príncipe Ali) está sentado. Ao redor da caravana o povo de Agrabah comemora e caem confetes do céu.
O live-action de Aladdin esbanja riqueza de detalhes e cativa o público pelo visual belíssimo (Foto: Disney+)

Gabriela Bita

De cachorros que falam a leões hiperrealistas, a Disney tem protagonizado erros e acertos em seus remakes das clássicas histórias animadas. Já tem mais de uma década que a empresa vem expandindo seu catálogo com live-actions de seus sucessos, para a alegria de uns e infelicidade de outros. Em 2019, o estúdio brilhou nas telas com a adaptação de Aladdin, uma das mais fiéis – se não a mais – à animação homônima de 1992.

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Em Megalópolis, Coppola nos permite sonhar com outro Cinema

A imagem está toda em um tom amarelado. Ao fundo é possível ver uma megalópole, com alguns arranha-céu. Mais próximo a câmera, estão várias vigas de metal. À direita estão Cesar e Julia se beijando. Cesar usa uma roupa preta e Julia um vestido verde. Cesar está sentado em uma das vigas e segura a cintura de Julia enquanto a beija. Julia está com apenas um pé na viga.
O filme custou cerca de 140 milhões de dólares (Foto: American Zoetrope)

Em um Cinema que simula um realismo, repleto de imagens sem cor e pasteurizadas, com escassez de histórias originais, recheado de remakes e continuações, pouco há espaço para grandes projetos autorais e arriscados. Sobre esse contexto, grandes diretores da história da indústria começaram a se manifestar, em especial, aqueles que ajudaram a consolidar Hollywood na década de 1970, como Martin Scorsese e Steven Spielberg. Nesse sentido, Francis Ford Coppola se juntou a eles e manifestou seus sonhos com relação à sociedade e a Arte em Megalópolis. Continue lendo “Em Megalópolis, Coppola nos permite sonhar com outro Cinema”

Há 20 anos, Meninas Malvadas determinava que às quartas-feiras usamos rosa

Em um cenário composto por árvores de Natal, neve e luzes de LED, da esquerda para a direita, Gretchen, Regina, Cady e Karen estão posicionadas para começar sua dança de Jingle Bell Rock, usando toucas de Papai Noel e vestidos vermelhos com elementos brancos e luvas pretas.
A cena de Jingle Bell Rock em Meninas Malvadas é um marco da cultura pop (Foto: Paramount Pictures)

Arthur Caires

São muitas as frases icônicas que poderiam começar esse texto, então: ‘entre no carro, caro leitor, vamos entrar em uma viagem de volta ao começo da década de 2000’. Meninas Malvadas foi lançado em 2004 e dirigido por Mark Waters, um dominador das comédias românticas e adolescentes. Também foi roteirizado pela comediante do Saturday Night Live, Tina Fey, com base no livro Queen Bees and Wannabes (Abelhas-Rainhas e Aspirantes, em tradução literal) de Rosalind Wiseman.  Continue lendo “Há 20 anos, Meninas Malvadas determinava que às quartas-feiras usamos rosa”

Em Caju, Liniker alçou o voo mais bonito da sua vida

Capa do álbum Caju. Na imagem, Liniker aparece dentro de um carro antigo, vermelho com a estampa alaranjada de uma flor de cajueiro desenhada na porta. A cantora negra com cabelo raspado tem feição séria. O destaque da foto fica para sua mão, que coleciona diversos anéis e longas unhas amendoadas na cor roxa. Ela segura o ferro que sustenta a janela do carro com suavidade. Ao fundo, é possível ver o céu azul de uma paisagem aberta de dia.
Nos primeiros dez dias de lançamento, Caju recebeu 30 milhões de streams (Foto: BREU ENTERTAINMENT)

Jamily Rigonatto

Caju, um alimento popular da cultura brasileira que se desmancha em possibilidades: pode ser suco, pode ter a castanha extraída, pode ser polpa, só não pode ser por inteiro fruto, apesar de se parecer com um. É o tal pseudofruto, em parte fruta, em parte pedúnculo floral. Na miscelânea de ser e não ser, Liniker escolhe sentir o gosto do indefinido e tirar a pele de Caju, álbum lançado em Agosto de 2024.

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Matéria Escura, de Blake Crouch, tenta matar a saudade de Dark

Da esquerda para a direita: Jason Dessen (Joel Edgerton), um homem branco, com olhos claros, cabelo loiro escuro, barba rala e vestido com um casaco preto olha para sua frente com a boca aberta e expressão facial de alguém impressionado. Ao seu lado, está Amanda (Alice Braga), uma mulher branca, com cabelo castanho escuro, olhos escuros e vestida com um casaco cinza. Ela carrega a mesma expressão facial impressionada de Jason. No fundo, há uma parede de concreto e uma paisagem arborizada, que dividem a cena com um céu azul acinzentado.
Lançada em Maio de 2024, a série Matéria Escura presenteia o público com uma mistura de ciência e filosofia, com esplêndida atuação da atriz brasileira Alice Braga (Foto: Apple TV+)

Laura Lopes

Escrita e produzida por Blake Crouch, a produção de Matéria Escura foi baseada no livro homônimo escrito pelo mesmo autor norte-americano. A trama de ficção científica, lançada pela Apple TV+ em Maio de 2024, traz consigo elementos primordiais da filosofia ocidental, como a discussão proposta pelo existencialista francês Jean Paul-Sartre (1905 – 1980) e, principalmente, pela teoria do pessimista alemão Arthur Schopenhauer (1788 – 1860). Enquanto o primeiro se debruça sobre o fato de a liberdade humana ser angustiante; o segundo, em sua ilustre obra literária O Mundo como Vontade e Representação (1818), estuda, a grosso modo, como o ser humano sempre deseja aquilo que não tem. Dark Matter (no original) é uma mistura de tudo isso.

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Após 15 anos de Arraste-Me para o Inferno, ser levado para os confins da Terra talvez não seja má ideia

Cena do filme Arraste-Me para o Inferno Na imagem, a personagem Christine Brown está sendo atacada pelos braços de uma pessoa. Ela está com lama cobrindo todo o cabelo e sujando o rosto, em sua volta tem mais lama. Christine está com expressão de dor. Ela é uma mulher na faixa dos 30 anos, de pele clara e cabelos loiros.
Em 2022, o filme entrou no top 10 dos mais assistidos na Netflix no Brasil (Foto: Ghost House Pictures)

Davi Marcelgo

Desde Sally (Marilyn Burns) de O Massacre da Serra Elétrica (1974) até Grace (Samara Weaving) de Casamento Sangrento (2019), a final girl é praxe no Terror, principalmente no slasher. É ela quem vence o assassino, sobrevive e, de quebra, aparece nas continuações. Mas para Christine Brown (Alison Lohman), do grotesco Arraste-Me para o Inferno (2009), já faz 15 anos que ela está perpetuada nos confins da Terra. O aniversariante que não é um filme de mascarados empunhando facas, sem dúvidas garante uma curiosa discussão sobre mulheres no gênero. 

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Em Bauru após 24 anos, o Circo Stankowich nos faz querer fugir com ele

A imagem mostra um grupo de dançarinas vestidas com trajes luxuosos, adornados com penas e brilhos, evocando a estética de carnaval ou festas glamourosas. Elas se apresentam sob a iluminação colorida do palco, com o nome “Stankowich” destacado ao fundo. As poses das dançarinas sugerem um momento dinâmico da coreografia, transmitindo leveza e sincronia
A proibição do uso de animais em circos no Brasil começou na década de 2000, mudando a dinâmica dos espetáculos (Foto: Henrique Marinhos)

Henrique Marinhos

Após 24 anos longe de Bauru, o Circo Stankowich fez seu tão esperado retorno, trazendo ao público um espetáculo, no mínimo, deslumbrante. Fundado em 1856, o Stankowich é o circo mais antigo em atividade no Brasil com Arte, risco, beleza e emoção. Mais do que um simples entretenimento, a apresentação em Bauru celebrou a história da companhia, que atravessou mudanças sociais, políticas e culturais ao longo de quase dois séculos de existência. Continue lendo “Em Bauru após 24 anos, o Circo Stankowich nos faz querer fugir com ele”