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	<title>Arquivos Ma Ferreira &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Chucky: sátira à sociedade americana e exaltação do terror queer dominam</title>
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		<pubDate>Wed, 04 May 2022 18:33:23 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ma Ferreira Em 1988, surgia um novo ícone do Cinema de Terror, uma figura dócil, mas, ao mesmo tempo, demoníaca: Chucky, o brinquedo assassino. Aterrorizando sonhos de muitas crianças dos anos 1990, o boneco entrou para o rol dos psicopatas da cultura pop e ganhou uma franquia de oito longas, um curta-metragem e, atualmente, uma &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/chucky-1a-temp-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Chucky: sátira à sociedade americana e exaltação do terror queer dominam"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_27482" aria-describedby="caption-attachment-27482" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-27482" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-1.jpg" alt="Cena da série Chucky. Na imagem há um garoto, Jake, vestido com uma moletom em tom de preto manchado com branco, vestindo uma jaqueta de moletom acinzentada por cima. Em suas costas ele carrega uma mochila preta e atrás dele há a imagem de um corredor desfocado com um garoto branco, loiro, vestindo azul ao seu canto direito. Jake tem uma expressão triste. Ele é um adolescente branco, de cabelos encaracolados e médios. Ele carrega consigo um boneco de cabelos ruivos, olhos azuis, que veste uma blusa listrada em tons de vermelho e azul e veste um macacão jeans, o brinquedo Chucky." width="800" height="453" /><figcaption id="caption-attachment-27482" class="wp-caption-text">O boneco que foi o pesadelo de uma geração volta em sua melhor versão na série presente no catálogo do Syfy (Foto: Syfy)</figcaption></figure>
<p><b>Ma Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1988, surgia um novo ícone do Cinema de Terror, uma figura dócil, mas, ao mesmo tempo, demoníaca: Chucky, o brinquedo assassino. Aterrorizando sonhos de muitas crianças dos anos 1990, o boneco entrou para o rol dos psicopatas da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ganhou uma franquia de oito longas, um curta-metragem e, </span><a href="https://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">atualmente, uma série</span></a><span style="font-weight: 400;">, que já está renovada e sua segunda temporada sai este ano. A história original de Don Mancini foi ressuscitada e aprofundada no seriado </span><i><span style="font-weight: 400;">Chucky</span></i><span style="font-weight: 400;">, voltando às origens do assassino </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-161081/"><span style="font-weight: 400;">Charles Lee Ray</span></a><span style="font-weight: 400;">, mostrando sua trajetória até o que se tornou e seus atuais planos.</span></p>
<p><span id="more-27481"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa começa quando Jake Webber (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KKJc-dy5q7U"><span style="font-weight: 400;">Zackary Arthur</span></a><span style="font-weight: 400;">) compra um boneco da linha </span><i><span style="font-weight: 400;">Good Guys</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma venda de garagem. A partir de então, acompanhamos a vida do garoto, que está imerso em problemas, como diferenças com seu pai, </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i><span style="font-weight: 400;">, homofobia e a dificuldade em fazer amigos. </span><a href="https://revistaquem.globo.com/Series-e-filmes/noticia/2021/10/serie-do-brinquedo-assassino-quer-que-gente-torca-para-chucky-pelo-menos-e-o-que-parece.html"><span style="font-weight: 400;">O cenário se torna ótimo para que Chucky</span></a><span style="font-weight: 400;"> se revele a Jake e tente fazer do adolescente um psicopata, convencendo o mesmo a eliminar de sua vida todos aqueles que lhe fazem mal. Apesar da grande tentação, o menino mantém sua essência, e é então que o inferno em sua rotina começa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o uso de vários </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;">, vemos Charles traçando seu caminho de crimes desde à infância, com diversos personagens que passaram por sua vida e foram extremamente importantes para a narrativa da franquia, como Andy Barclay (</span><a href="https://vejasp.abril.com.br/coluna/tudo-cinema/por-onde-anda-o-garoto-que-fez-brinquedo-assassino-em-1988/"><span style="font-weight: 400;">Alex Vicent</span></a><span style="font-weight: 400;">), grande inimigo e seu eterno antagonista, e Tiffany Valentine (</span><a href="https://cinepop.com.br/chucky-jennifer-tilly-revela-que-sua-personagem-tera-grande-importancia-na-serie-319418/"><span style="font-weight: 400;">Jennifer Tilly</span></a><span style="font-weight: 400;">), seu imortal par romântico. Não é necessário </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-novembro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">ver os filmes para conseguir entender </span><i><span style="font-weight: 400;">Chucky</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas, ao ter em mente os acontecimentos anteriores a aparição de alguns componentes e caminhos que escolhem, auxilia a trama a fazer mais sentido. Entretanto, cabe notar que o filme </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/11/chucky-serie-enfim-explica-ausencia-de-personagem-em-filmes#:~:text=Chucky%2C%20o%20Brinquedo%20Assassino%2C%20ganhou,essa%20nova%20s%C3%A9rie%20de%20TV."><i><span style="font-weight: 400;">Brinquedo Assassino</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><span style="font-weight: 400;">de 2019</span></a><span style="font-weight: 400;">, não é considerado canônico neste cenário.</span></p>
<figure id="attachment_27483" aria-describedby="caption-attachment-27483" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-27483" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Chucky-1X02.jpg" alt="Cena da série Chucky. A imagem apresenta à direita o boneco Chucky sentado com um controle de videogame nas mãos e ao seu lado também segurando um controle uma garotinha, a personagem Caroline. Eles estão sentados no chão feito de um carpete estampado. Ao fundo há uma escadaria. Caroline está vestida com uma roupa de urso e tênis escuro e Chucky com um macacão jeans e blusa com listras em tons de azul e vermelho. Ao fundo de ambos se encontram duas poltronas grandes, o ambiente está escuro, sendo iluminado por luzes laterais e uma luz amarela e vermelha que iluminam o fundo onde se inicia a escadaria." width="1170" height="780" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Chucky-1X02.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Chucky-1X02-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Chucky-1X02-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Chucky-1X02-768x512.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27483" class="wp-caption-text">Chucky pretende cativar as novas gerações com seu jeito cômico e reviver o sucesso dos slashers (Foto: Syfy)</figcaption></figure>
<p><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/pai-de-chucky-don-mancini-transforma-sua-cria-em-arma-contra-homofobia/"><span style="font-weight: 400;">Don Mancini</span></a><span style="font-weight: 400;">, criador da saga original, conseguiu realizar nesta série o que não lhe foi permitido seguir nos filmes: a visão cômica e ao mesmo tempo profunda sobre a vida de Chucky. Mesmo não participando de continuações da franquia, o roteirista se apropriou dos escritos anteriores para dar vida e sentido ao universo de Charles Lee Ray. O seriado, que vai e volta no tempo, nos deixando migalhas sobre os acontecimentos, conta desde os </span><a href="https://nerdizmo.uai.com.br/os-psicopatas-mais-reais-do-cinema/"><span style="font-weight: 400;">assassinatos que Charles cometeu</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sua infância e adolescência, os seus conhecimentos sobre ritual vodu que o permitiram passar a alma para o brinquedo, até os personagens que o ajudaram ou tentaram impedir seus planos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acompanhamos também </span><a href="https://epipoca.com.br/andy-garotinho-de-brinquedo-assassino-aparece-adulto-em-novo-episodio-de-chucky/"><span style="font-weight: 400;">Andy Barclay</span></a><span style="font-weight: 400;">, que volta como caçador de Chuckys, e é interpretado por Alex Vincent, mesmo ator que deu vida ao personagem no primeiro filme. Os fãs da franquia se empolgaram com a presença de personagens icônicos da saga representados por seus intérpretes originais, além de verem cenas e discussões atuais levantadas de maneira descontraída, com </span><a href="https://www.omelete.com.br/webstories/mortes-bizarras-chuck/"><span style="font-weight: 400;">mortes no estilo característico do brinquedo assassino</span></a><span style="font-weight: 400;">, e com muitos desfechos que os longas não puderam mostrar sendo revelados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com esse clima nostálgico, a primeira temporada conseguiu cativar novos admiradores e entregar o melhor que podia aos seus antigos seguidores. </span><i><span style="font-weight: 400;">Chucky</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz ótimas discussões, com críticas à hipocrisia da família tradicional americana, presente, por exemplo, na explanação do contexto familiar da personagem Lexy Cross, interpretada por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tPVXRfvbds4"><span style="font-weight: 400;">Alyvia Alyn Lind</span></a><span style="font-weight: 400;">. De modo a não se levar a sério, ela também brinca e satiriza as problemáticas, mas defende suas pautas como a autoaceitação, a amizade e discussões acerca do </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/csi-vegas-marg-helgenberger"><span style="font-weight: 400;">universo </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Não podemos esperar menos da </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/chucky-segunda-temporada-confirmada"><span style="font-weight: 400;">próxima temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que mortes bizarras, falas escrachadas do boneco e muita confusão. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Chucky | Trailer Oficial Legendado | Star+" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gKwpHtUVELw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção apresenta pontos socialmente relevantes, como a divergência de Jake e o pai, que não aceita a sexualidade do mesmo, em que ainda há a descoberta do amor que o garoto sente por um amigo. O </span><i><span style="font-weight: 400;">bullying</span></i><span style="font-weight: 400;">, a homofobia, as desavenças que o menino passa e a revolta com as ações do boneco são superados pelos laços de amizade e pela união de forças no combate ao mal. </span><i><span style="font-weight: 400;">Chucky</span></i><span style="font-weight: 400;"> é de grande relevância </span><a href="https://queer.ig.com.br/2021-10-19/filho-chucky-nao-binario-queer.html"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> e conseguiu amadurecer a discussão dessas questões, deixando o humor escrachado de alguns momentos para falar sério. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Don Mancini sempre tentou envolver a narrativa com personagens de diversas sexualidades e com diferentes expressões de gênero, sendo assim, apesar de muitos espectadores não terem se atentado, </span><i><span style="font-weight: 400;">Chucky </span></i><span style="font-weight: 400;">nunca apresentou um </span><a href="http://jornalismojunior.com.br/alem-do-arco-iris-o-terror-como-fuga-da-heteronormatividade/"><span style="font-weight: 400;">discurso heteronormativo</span></a><span style="font-weight: 400;">, como algumas produções de terror costumam realizar. Ter um protagonista assumidamente gay e que sofre socialmente com isso, além de ser uma crítica à falsa ideia que se tem de que </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-49405469"><span style="font-weight: 400;">os EUA aceitam a diversidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, é também uma forma de mostrar por meio dele, e demais personagens que são do </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/almanaque/sem-mimimi-ou-lacracao-chucky-sempre-teve-personagens-lgbt-voce-que-nao-viu.phtml"><span style="font-weight: 400;">cenário LGBTQIA+ da trama</span></a><span style="font-weight: 400;">, que essa diversidade existe, deve ser respeitada e apresentada cada vez mais em grandes produções como esta.</span></p>
<figure id="attachment_27484" aria-describedby="caption-attachment-27484" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-27484" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-3.jpg" alt="Cena da série Chucky. A imagem apresenta dois garotos, ao fundo deles estão árvores e um céu crepuscular, também há uma torre de ferro azul. A direita está o personagem Devon, um jovem negro, vestindo uma calça e blusa preta e um casaco marrom estilo camuflagem. A esquerda está o personagem Jake, um garoto branco, vestindo uma calça jeans clara, uma blusa cinza e um blusa de manga comprida xadrez branca e azul. Cada um deles está em cima de uma bicicleta, ambas escuras e com a lanterna da frente ligada." width="1170" height="780" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-3.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-3-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/05/Imagem-3-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-27484" class="wp-caption-text">O romance entre o protagonista Jake e o podcaster Devon se desenvolve em meio aos planos de combate ao boneco (Foto: Syfy)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das grandes questões da franquia é a visão de que o </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é sinônimo de mal. Muitas narrativas de horror, terror e fantasia trazem os </span><a href="https://www.instagram.com/p/CVbkqnqNa0s/?utm_medium=copy_link"><span style="font-weight: 400;">personagens sombrios e bizarros</span></a><span style="font-weight: 400;"> como sendo pertencentes a comunidade LGBTQIA+, reforçando, assim, estereótipos. O que </span><i><span style="font-weight: 400;">Chucky</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz é romper com essa visão, mostrando que ambos os lados apresentam e aceitam a diversidade. É fascinante perceber como o terror se renova sempre, trazendo críticas de maneira sutil, cômica, irreverente e dialogando com aqueles que conseguem </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-babadook-critica/"><span style="font-weight: 400;">enxergar além das manchas de sangue</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ponto alto da série é a mistura do velho humor de Chucky com as discussões atuais e o retorno dos </span><a href="https://epipoca.com.br/mais-uma-personagem-de-brinquedo-assassino-aparece-em-serie-chucky/"><span style="font-weight: 400;">personagens ícones da saga</span></a><span style="font-weight: 400;">, porém esse também é seu ponto baixo, pois eles poderiam ser melhores explorados na história e não apresentados apenas como um </span><i><span style="font-weight: 400;">fanservice</span></i><span style="font-weight: 400;">. As figuras aparecem mais envoltas na narrativa nos episódios finais e com soluções rápidas que nos deixam querendo saber mais e como eles estão relacionados aos planos de Chucky. Mas resta-nos esperar que nesta segunda temporada eles retornem mais envolvidos aos acontecimentos e apresentando respostas às nossas dúvidas.</span></p>
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					<description><![CDATA[<p>Não há maneira de iniciar uma lista que compila a nata de 2021 sem antes reconhecer o impacto da pandemia nas produções televisivas. Ainda lidando com os efeitos de atrasos, adiamentos e cancelamentos, a TV mundial se uniu ao redor dos heróis da Marvel no Disney+, das complexas famílias da HBO e, claro, de todo &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As Melhores Séries de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_25946" aria-describedby="caption-attachment-25946" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-25946 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/melhores-wordpress-1.gif" alt="Arte retangular na cor laranja escuro. No canto superior direito está escrito em branco “as melhores séries de 2021”. No lado inferior esquerdo, vemos uma foto em preto e branco da personagem Monica Rambeau, da série WandaVision, com borda de cor laranja seguindo a silhueta da imagem. Há também, no canto inferior esquerdo desta foto, um gif em loop com três círculos surgindo um a um. No lado superior esquerdo, vemos uma foto em preto e branco da personagem Angel, da série Pose, com borda de cor laranja pastel seguindo a silhueta da imagem. Há também, no lado esquerdo desta foto, um gif em loop com três linhas se deslocando. Ao centro da imagem, vemos uma foto em preto e branco da personagem Mabel Mora, da série Only Murders in the Building, com borda de cor laranja claro seguindo a silhueta da imagem. Há também, no lado superior direito desta foto, um gif em loop com três pontos de interrogação surgindo um a um. No canto inferior direito há o logo do Persona, um olho com a íris de cor laranja pastel." width="1024" height="538" /><figcaption id="caption-attachment-25946" class="wp-caption-text">Entre o melhor da TV em 2021, tivemos as estreias de WandaVision e Only Murders in the Building e o fim de Pose (GIF: Reprodução/Arte: Ana Clara Abbate/Texto de Abertura: Vitor Evangelista)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há maneira de iniciar uma lista que compila a nata de 2021 sem antes reconhecer o impacto da pandemia nas produções televisivas. Ainda lidando com os efeitos de atrasos, adiamentos e cancelamentos, a TV mundial se uniu ao redor dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/marvel/"><span style="font-weight: 400;">heróis da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, das </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/hbo/"><span style="font-weight: 400;">complexas famílias da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e, claro, de todo e qualquer </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/netflix/"><span style="font-weight: 400;">original </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, não se assuste ao ler sobre a expansão dos Vingadores para as telinhas, com </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandavision-critica/"><span style="font-weight: 400;">a campeã de citações</span></a><i><span style="font-weight: 400;"> WandaVision</span></i><span style="font-weight: 400;">, nem com </span><a href="https://www.instagram.com/p/CT-4SKwsRTz/"><span style="font-weight: 400;">a astúcia de Kate Winslet</span></a><span style="font-weight: 400;"> no papel de uma policial com bastante a resolver, muito menos com as desventuras da puberdade que continuam excitando os personagens de </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Para esse ano que passou, o Persona aboliu as listas individuais. </span></p>
<p><span id="more-25822"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, com base em </span><i><span style="font-weight: 400;">rankings </span></i><span style="font-weight: 400;">próprios, a Editoria se organizou a fim de entregar ao leitor a experiência mais </span><i><span style="font-weight: 400;">personistíca</span></i><span style="font-weight: 400;"> que existe: ler sobre tudo, com opiniões embasadas, informações apuradas e uma curadoria mais afiada que o </span><a href="https://personaunesp.com.br/falcao-e-o-soldado-invernal-critica/"><span style="font-weight: 400;">escudo do Capitão América</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou as </span><a href="https://personaunesp.com.br/round-6-critica/"><span style="font-weight: 400;">armas letais de </span><i><span style="font-weight: 400;">Round 6</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Rolando para baixo, estão 90 textos, sobre 90 séries, minisséries, especiais, animações, dramas, comédias, dramédias. Não importa o rótulo, o que importa é a qualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Viajando do Brasil à Tailândia, passando pela Coreia do Sul, Reino Unido e Espanha, </span><b>As Melhores Séries de 2021</b><span style="font-weight: 400;"> representam a diversidade do nosso público. Como de praxe, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Tudum </span></i><span style="font-weight: 400;">ficou com o ouro, sendo lembrado por trinta e uma produções diferentes. Seguido do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, que coleciona meia dúzia de mimos, quase todos às custas dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><span style="font-weight: 400;">mascarados</span></a><span style="font-weight: 400;"> e dos Beatles. O </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, em ano de folga de sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-boys-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Liga da Injustiça</span></a><span style="font-weight: 400;"> e da comediante mais </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-marvelous-mrs-maisel-critica/"><span style="font-weight: 400;">falastrona</span></a><span style="font-weight: 400;"> do pedaço, foi lembrado pela audácia de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/the-underground-railroad-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Underground Railroad</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e pela sensibilidade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/manhas-de-setembro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na casa da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, tanto ela quanto seu primo </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> foram ranqueados em quatro ocasiões, com destaque para a </span><a href="https://personaunesp.com.br/mare-of-easttown-critica/"><span style="font-weight: 400;">sisuda</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">Mare of Easttown</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kevqiiYNFrc"><span style="font-weight: 400;">tempestuosa</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><a href="https://personaunesp.com.br/hacks-critica/"><span style="font-weight: 400;">inescrupulosa</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">Hacks </span></i><span style="font-weight: 400;">e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WQb3dgehYXA"><span style="font-weight: 400;">eloquente</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">genera+ion</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com Selena Gomez retornando aos estúdios ao lado dos Titãs da Comédia Steve Martin e Martin Short, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu </span></i><span style="font-weight: 400;">foi felizmente arrebatado pelo bom retorno e ótima qualidade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No </span><i><span style="font-weight: 400;">FX</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/pose-3a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pose </span></i><span style="font-weight: 400;">acabou</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Reservation Dogs</span></i><span style="font-weight: 400;"> começou e </span><a href="https://personaunesp.com.br/what-we-do-in-the-shadows-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">What We Do in the Shadows</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> manteve o alto nível. </span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> continua sua jornada como um dos únicos sobreviventes do catálogo nada popular da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;">, ao lado da marcante </span><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson</span></i><span style="font-weight: 400;">. O resto você descobre lendo e se aprofundando no mundo das telinhas, em cada uma das contribuições que fazem desse o </span><i><span style="font-weight: 400;">post </span></i><span style="font-weight: 400;">mais democrático que o Persona já realizou. Para 2022, ficam os votos de esperança (e os retornos de tantos queridos rostinhos, dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Gq9slWovcCc"><i><span style="font-weight: 400;">rappers</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">aos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SB3xj2BKgHs"><span style="font-weight: 400;">lavadores de dinheiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> aos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dt-cA0u6Png"><span style="font-weight: 400;">adolescentes eufóricos</span></a><span style="font-weight: 400;">). Bom proveito! </span></p>
<p><figure id="attachment_25827" aria-describedby="caption-attachment-25827" style="width: 1818px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25827" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-5-Desencanto.jpg" alt="Cena da série animada (Des)encanto, na imagem Tibeanie e Elfo correm enquanto são perseguidos por um homem em uma carroça com um burro, e Luci está sentado observando a situação. Elfo tem a pele verde, usa um gorro roxo, blusa vermelha, bermuda azul e sapato pontudo marrom; A princesa Tibeanie tem a pele branca, cabelos lisos e brancos, usa uma camisa medieval azul, cinto cinza, calça marrom alaranjada, usa botas marrons e carrega um saco cheio de diamantes e ouro que caem conforme ela corre. O homem tem a pele branca, cabelos ruivos presos em um rabo de cavalo e barba ruiva, veste uma camisa medieval azul escura com mangas bufantes, chapéu azul escuro com uma estrela amarela no centro, botas pretas e carrega um cassetete. O burro é cinza, com uma vela que lembra uma cirene na cabeça. Luci é preto com um rabo pontudo." width="1818" height="1024" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-5-Desencanto.jpg 1818w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-5-Desencanto-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-5-Desencanto-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-5-Desencanto-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-5-Desencanto-1536x865.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-5-Desencanto-1200x676.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25827" class="wp-caption-text">Uma princesa, um elfo, um demônio e um reino cheio de mistérios: o que mais esperar de (Des)encanto? [Foto: Netflix]</figcaption></figure><strong>3ª temporada de (Des)encanto (Disenchantment)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O humor ácido de </span><a href="https://personaunesp.com.br/desencanto-parte-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">(Des)encanto</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já é conhecido pelos brasileiros e mais uma vez entrega tudo com a dublagem mais bem feita e divertida do mundo. O fato de implementarem frases conhecidas e memes nacionais faz a diferença na experiência, transformando momentos simples em engraçados da maneira certa. A terceira temporada conseguiu suprir as dúvidas matadoras que a anterior deixou para trás, mas errou em deixar personagens tão importantes como Luci (Eric André) e Elfo (Nat Faxon) em segundo plano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mantendo a estética das temporadas anteriores, o seriado animado aposta tudo na personalidade de Bean (Abbi Jacobson), que se mostra mais madura e responsável tendo que lidar com a instabilidade do reino, a loucura do rei Zog (John DiMaggio) e se abrindo para possibilidades no amor, chegando a explorar sua </span><a href="https://www.digitalspy.com/tv/ustv/a35277119/disenchantment-season-3-queer-bisexual-mora-mermaid/"><span style="font-weight: 400;">sexualidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. O esperado para a próxima </span><i><span style="font-weight: 400;">season </span></i><span style="font-weight: 400;">é desvendar os mistérios e mostrar ainda mais dos protagonistas, exibindo a complexidade do Reino dos Sonhos e seus habitantes. </span><b>&#8211; Thuani Barbosa</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Subterranean Homesick Blues (03&#215;01), Last Splash (03&#215;06) e Hey, Pig Spender (03&#215;08)</span></p>
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<figure id="attachment_25828" aria-describedby="caption-attachment-25828" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25828" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/A-Vida-Sexual-das-Universitarias-Monique-Marquesini.jpg" alt="Cena da primeira temporada da série A Vida Sexual das Universitárias. A imagem tem formato retangular e mostra as personagens Leighton, Whitney, Kimberly e Bela respectivamente da esquerda para a direita - enquanto elas brindam uma dose de bebida alcoólica dentro do quarto da universidade. " width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/A-Vida-Sexual-das-Universitarias-Monique-Marquesini.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/A-Vida-Sexual-das-Universitarias-Monique-Marquesini-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/A-Vida-Sexual-das-Universitarias-Monique-Marquesini-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/A-Vida-Sexual-das-Universitarias-Monique-Marquesini-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25828" class="wp-caption-text">Em meio a tantas produções adolescentes, a trama das quatro calouras e companheiras de quarto tem tudo que uma comédia jovem precisa &#8211; com um toque genuíno e espontâneo (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><strong>1ª temporada de A Vida Sexual das Universitárias (The Sex Lives of College Girls)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é comum acompanharmos o período universitário de jovens dentro das telas, já que os corredores das escolas são mais representados, mas a nova comédia do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> muda esse cenário e o explora.</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=kkyxFGqnrgA"><i><span style="font-weight: 400;">A Vida Sexual das Universitárias</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(</span><i><span style="font-weight: 400;">The Sex Lives of College Girls</span></i><span style="font-weight: 400;">) </span><span style="font-weight: 400;">é marcada por um diferencial que a torna especial: expor as adversidades dessa etapa da vida sem desviar de questões cotidianas da vida dos jovens. A série acompanha quatro calouras &#8211; Kimberly (Pauline Chalamet), Whitney (</span><span style="font-weight: 400;">Alyah Chanelle Scott</span><span style="font-weight: 400;">), Bela (</span><span style="font-weight: 400;">Amrit Kaur</span><span style="font-weight: 400;">) e Leighton (</span><span style="font-weight: 400;">Reneé Rapp</span><span style="font-weight: 400;">) &#8211;</span> <span style="font-weight: 400;">na importante</span> <span style="font-weight: 400;">Essex College, onde elas buscam mudanças para suas vidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de todas elas serem completamente diferentes, a experiência de viverem primeiras vezes de forma compartilhada faz com que sua conexão seja quase instantânea. A trajetória das protagonistas é bonita pela amizade e pela normalidade, ou seja, elas falam sobre sexo, falam mal dos professores e dão conselhos umas as outras &#8211; retratando esse período como ele realmente é: confuso, engraçado e assustador. Todas as </span><a href="https://tecnoblog.net/responde/8-filmes-e-series-que-se-passam-na-faculdade-para-ver-na-netflix/"><span style="font-weight: 400;">particularidades da fase da vida universitária</span></a><span style="font-weight: 400;"> estão presentes na obra, mas com um toque particular, a descoberta delas e do mundo ao seu redor com um olhar adolescente e autêntico. </span><b>&#8211; Monique Marquesini</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b> <span style="font-weight: 400;">Welcome to Essex (01&#215;01) e The Truth (01&#215;10)</span></p>
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<figure id="attachment_25829" aria-describedby="caption-attachment-25829" style="width: 1131px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25829" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Idolo-Americano-American-Idol-Nathalia-Tetzner.jpeg" alt="Cena do programa televisivo Ídolo Americano. Da esquerda para a direita na imagem, Lionel Richie, Katy Perry e Luke Bryan estão sentados nas suas bancadas de jurados enquanto assistem um candidato se apresentar. Lionel é um homem negro de olhos e cabelo escuros, ele veste um casaco marrom por cima de uma peça preta. Katy é uma mulher branca de olhos e cabelo claros, ela veste um casaco laranja por cima de uma peça floral. Luke é um homem branco de olhos e cabelo escuros, ele veste um casaco marrom. O cenário do programa se divide em tons azuis claros e escuros." width="1131" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Idolo-Americano-American-Idol-Nathalia-Tetzner.jpeg 1131w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Idolo-Americano-American-Idol-Nathalia-Tetzner-800x396.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Idolo-Americano-American-Idol-Nathalia-Tetzner-1024x507.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Idolo-Americano-American-Idol-Nathalia-Tetzner-768x380.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25829" class="wp-caption-text">Juntos pela quarta temporada seguida, Lionel Richie, Katy Perry e Luke Bryan comandaram o programa com química e carisma (Foto: ABC)</figcaption></figure>
<p><strong>19ª temporada de American Idol</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A 19ª temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DYNCrBmbB1w"><i><span style="font-weight: 400;">American Idol</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estreou com algumas mudanças no formato: as novas dinâmicas em grupo filtraram os candidatos de maneira muito mais justa e ainda tivemos a ‘volta dos que não foram’. O público votou no retorno de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kr5Rc83Ym2o"><span style="font-weight: 400;">Arthur Gunn</span></a><span style="font-weight: 400;">, o escolhido entre os participantes da edição passada para concluir os dez finalistas da nova temporada. A decisão fez jus a pelo menos um talento que não pôde se apresentar no palco em 2020, quando as primeiras medidas sanitárias contra a covid-19 foram implantadas nos Estados Unidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as clássicas histórias de vida comoventes que não podem faltar, 2021 foi o ano em que </span><i><span style="font-weight: 400;">American Idol</span></i><span style="font-weight: 400;"> garantiu personalidades fortes na disputa pelo tão sonhado ingresso dourado para Hollywood. A irreverência de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ObMdWR1TgeI"><span style="font-weight: 400;">Erika Perry</span></a><span style="font-weight: 400;"> estremeceu os jurados e a mentoria do músico Finneas se destacou. Em uma das finais mais disputadas da história, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DzxnVM2Pr3w"><span style="font-weight: 400;">Chayce Beckham</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi coroado campeão pelo público, enquanto as vozes potentes de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lD0HU-QW59E"><span style="font-weight: 400;">Willie Spence</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GMHSDIHOTrc"><span style="font-weight: 400;">Grace Kinstler</span></a><span style="font-weight: 400;"> completaram o pódio. O comando do programa pelo apresentador Ryan Seacrest e os jurados Lionel Richie, Katy Perry e Luke Bryan novamente foi feito com maestria. Estendendo a parceria, a 20ª temporada já tem data de estreia: 27 de fevereiro de 2022.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Hollywood Week: Genre Challenge (19&#215;06), Disney Night (19&#215;16) e Coldplay Songbook &amp; Mother&#8217;s Day Dedication (19&#215;17)</span></p>
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<figure id="attachment_25830" aria-describedby="caption-attachment-25830" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25830" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Bonding-cena.jpg" alt="Uma imagem retangular exibindo dois homens conversando em um ambiente de bar. Os dois personagens presentes na foto estão de lado para o observador, ambos são brancos, o da esquerda veste uma roupa azul, possui um cabelo ruivo curto e levemente ondulado. Já o outro está trajando uma jaqueta marrom, possui cabelo escuro e penteado para o lado, uma barba curta e óculos quadrados. Ao fundo da imagem, do lado dos personagens, estão um balcão de bar com três homens em pé sobre ele,dos quais só são visíveis suas pernas e cuecas coloridas, e atrás deles encontram-se as prateleiras do bar repletas de bebidas e luzes coloridas, que formam uma paleta de cores azul, vermelha e roxa." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Bonding-cena.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Bonding-cena-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Bonding-cena-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Bonding-cena-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Bonding-cena-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Bonding-cena-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25830" class="wp-caption-text">Nada melhor do que aceitar sua essência interior em um bar (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>2ª temporada de Amizade Dolorida (Bonding)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do título sugestivo, a estadunidense</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IH8neI6aees"> <i><span style="font-weight: 400;">Amizade Dolorida</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> continua trazendo reflexões aos espectadores, mostrando que nem só de sexo vive a humanidade – ou talvez viva. Nessa segunda temporada, o que chama a atenção é o drama pessoal de Tiff (Zoe Levin), que se mistura com seu trabalho paralelo de dominadora. Surgem momentos de turbulência com seu namorado por negligenciar seus sentimentos e questões internas; toda a postura rígida que mantém com os clientes se desfaz quando o assunto é aceitar sua felicidade e relacionamento. Essa situação acaba entrando em conflito em cenas onde a superação dos medos dos amigos é tão incentivada enquanto seus próprios a impedem de arriscar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série também ajuda a enxergar o </span><i><span style="font-weight: 400;">BDSM</span></i><span style="font-weight: 400;"> como uma comunidade que ultrapassa o senso comum e instiga os curiosos, através de dinâmicas que ajudam na vida pessoal, como se colocar no lugar do subordinado (no contexto de dominação e submissão), fazendo o dominador sentir mais empatia com a situação alheia até mesmo fora das cenas. Também tem destaque o consentimento, ponto chave desse estilo de vida e que permeia todos os 8 episódios, mostrando que definir limites em todos os momentos é parte do processo de evolução e cuidado pessoal. </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/critica-amizade-dolorida-temporada-2-netflix-178214/"><i><span style="font-weight: 400;">Amizade Dolorida</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> surpreende quem procura a produção só pelas saliências, mas não tolera transformar a própria vida em piadas sem limites ou consequências. Beijos Pete. </span><b>&#8211; Maria Vitória Bertotti</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Dog Days (02&#215;02), Threesomes (02&#215;04) e Permission (02&#215;08)</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_25917" aria-describedby="caption-attachment-25917" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25917" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/arcane-gabriel-arruda.jpg" alt="Cena da primeira temporada de Arcane. Jinx (Ella Purnell) segura um lança-foguetes e aponta-o para cima. A arma tem um aspecto futurista, emitindo uma luz azul de sua boca, estilizada como se tivesse dentes, ocupando a maior parte da tela, desfocada. Em foco, na parte direita da tela, Jinx chora lágrimas roxas enquanto dispara a arma, com uma expressão de angústia. Ela é uma mulher caucasiana, magra, de olhos roxos e cabelos azuis, amarrados em duas tranças, com uma mecha caindo por cima de seu olho direito. Além da luz azul do lança-foguetes, a cena é banhada por uma luz vermelha." width="1920" height="814" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/arcane-gabriel-arruda.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/arcane-gabriel-arruda-800x339.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/arcane-gabriel-arruda-1024x434.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/arcane-gabriel-arruda-768x326.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/arcane-gabriel-arruda-1536x651.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/arcane-gabriel-arruda-1200x509.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25917" class="wp-caption-text">“Vamos mostrar pra todos eles” (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>1ª temporada de Arcane (Arcane: League of Legends)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto Hollywood ainda tenta emplacar adaptações de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames</span></i><span style="font-weight: 400;"> para o formato </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-x85mq-Z6Ig"><i><span style="font-weight: 400;">live-action</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> fez uma das apostas derradeiras de 2021 e lançou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3MB3OK3Xnvs"><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">prequel</span></i><span style="font-weight: 400;"> animada do jogo </span><i><span style="font-weight: 400;">League of Legends</span></i><span style="font-weight: 400;">, que rapidamente subiu no </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking</span></i><span style="font-weight: 400;"> da plataforma durante suas três semanas de exibição e é hoje a série mais bem-avaliada dela no</span> <a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/arcane-ja-e-a-serie-original-da-netflix-mais-bem-avaliada-do-imdb/"><i><span style="font-weight: 400;">IMDb</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mostrando a formação de vários personagens icônicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">game</span></i><span style="font-weight: 400;">, a primeira temporada mergulha de cabeça na ação dramática e na tensão política entre opressores e oprimidos, focando na trágica história de Vi (Hailee Steinfeld) e Jinx (Ella Purnell) e criando uma das maratonas mais engajantes do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Indicada a nove estatuetas no </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/annie-awards-2022-lista-indicados/"><span style="font-weight: 400;">49</span><span style="font-weight: 400;">º</span> <i><span style="font-weight: 400;">Annie Awards</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(premiação que celebra a </span><a href="https://annieawards.org/nominations"><span style="font-weight: 400;">excelência em Animação</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Cinema e na Televisão), </span><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é nada menos do que uma experiência sensorial e estética, em todos os sentidos. Combinando técnicas </span><i><span style="font-weight: 400;">2D</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">3D</span></i><span style="font-weight: 400;"> para criar seu mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">steampunk</span></i><span style="font-weight: 400;"> dilapidado pela desigualdade, a obra do estúdio francês </span><a href="https://www.cartoonbrew.com/studios/the-secret-to-arcane-studio-fortiches-success-its-owned-by-artists-211970.html"><i><span style="font-weight: 400;">Fortiche</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> floresce no fio da navalha entre seus visuais psicodélicos e suas trama assustadoramente atual, levando suas personagens ao limite do desconhecido e recheando sua narrativa de escolhas cruéis e definitivas, se consagrando em seu último episódio como uma visão artística sem precedentes.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">The Base Violence Necessary for Change (01&#215;03), Oil and Water (01&#215;08) e The Monster You Created (01&#215;09)</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_25831" aria-describedby="caption-attachment-25831" style="width: 704px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25831" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/as-five-vitoria-lopes-gomez.png" alt=" Cena da série As Five. Na imagem, vemos as cinco protagonistas, mulheres aparentando cerca de 20 anos, do tronco para cima. Do lado esquerdo , vemos Benê e Lica sorrindo. Ao centro, vemos Keyla e Tina, que tem seu braço esquerdo levantando em uma comemoração. Do lado direito, vemos Ellen. As cinco estão em frente a um fundo iluminado de rosa, aparentando ser uma festa." width="704" height="425" /><figcaption id="caption-attachment-25831" class="wp-caption-text">Em um dos episódios mais tocantes e nostálgicos, as protagonistas relembram como se conheceram e viraram amigas, ainda em Malhação (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><strong>1ª temporada de As Five</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma pérola no catálogo do </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay, </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/as-five-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">As Five</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> soube aproveitar o amadurecimento de quem acompanhava </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação</span></i><span style="font-weight: 400;">. A série original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo </span></i><span style="font-weight: 400;">é um </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-161074/"><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">da temporada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Infq5LK89W8"><i><span style="font-weight: 400;">Viva a Diferença</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma das muitas da novelinha (</span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/225899-globo-cancela-malhacao-26-anos-internet-sofre-nostalgia.htm"><span style="font-weight: 400;">antes</span></a><span style="font-weight: 400;">) recorrente nas tardes da programação, e foi lançada no </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">da emissora. Cinco anos depois dos eventos que encerraram a exibição na TV aberta, Benê, Lica, Ellen, Tina e Keyla se distanciaram e cada uma passa por um momento de vida diferente. Quando se reencontram em um evento em comum, logo no piloto, as cinco são novamente confrontadas com suas diferenças, agora maiores do que as da época do Ensino Médio: enquanto uma lida com a maternidade, outra está se formando na faculdade e outra nem sequer descobriu com o que quer trabalhar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se </span><i><span style="font-weight: 400;">Malhação </span></i><span style="font-weight: 400;">era destinada ao público juvenil, </span><i><span style="font-weight: 400;">As Five </span></i><span style="font-weight: 400;">cresceu junto de suas protagonistas e </span><a href="https://globoplay.globo.com/v/8989885/programa/"><span style="font-weight: 400;">mirou</span></a><span style="font-weight: 400;"> na audiência jovem adulta. Assimilando as </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/colunistas/cristina-padiglione/2021/09/autor-de-malhacao-cancelada-cita-representatividade-o-sonho-continua.shtml"><span style="font-weight: 400;">diferenças</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre elas, a série discute temas como mercado de trabalho, questões sociais e os desafios e inseguranças da mudança de faixa etária, um dos pontos mais atrativos e próximos à audiência. Além disso, a produção atualiza os personagens principais e coadjuvantes para o novo recorte temporal, aproveitando disso para explorar, neles, tópicos como sexualidade, relacionamentos românticos, saúde mental e abuso de drogas, tudo de uma forma descontraída. Sem um moralismo nada apelativo, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ntY9yXoY5Bg"><i><span style="font-weight: 400;">As Five</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">promete continuar nos conectando às Cinco e aos seus problemas de jovens-adultas em uma segunda e </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/series/as-five-e-renovada-para-3-temporada,d1c0555fa071080fe0c38d8445c83ce62p4uiawk.html"><span style="font-weight: 400;">terceira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">As Five, Quem Deu Esse Nome Mesmo? (01&#215;01) e Surpresa! (01&#215;05)</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_25832" aria-describedby="caption-attachment-25832" style="width: 903px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25832" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Atypical-Monique-Marquesini.jpg" alt="Cena da quarta temporada da série Atypical. A imagem tem formato retangular e mostra os personagens Sam, Casey, Elsa e Doug juntos observando uma fotografia. Ao fundo, está a escada da casa e alguns quadros. " width="903" height="507" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Atypical-Monique-Marquesini.jpg 903w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Atypical-Monique-Marquesini-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Atypical-Monique-Marquesini-768x431.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25832" class="wp-caption-text">A família Gardner é um elo essencial para mostrar as nossas diferenças como indivíduos, destacando que nossas particularidades são motivo de acolhimento (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>4ª temporada de Atypical</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Buscamos sempre uma vida sem nada de atípico nas nossas decisões, relacionamentos e até em nós mesmos. A série </span><a href="https://personaunesp.com.br/atypical-4a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Atypical</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma produção original da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, mostra que caminhos singulares podem ser transformadores. Com dez episódios, a quarta e última temporada acontece assim como as outras: abordando o dia a dia e as mudanças enfrentadas pela família Gardner. O protagonista Sam (</span><span style="font-weight: 400;">Keir Gilchrist</span><span style="font-weight: 400;">) é autista, e neste ano busca enfrentar o desafio de morar sozinho com Zahid (</span><span style="font-weight: 400;">Nik Dodani</span><span style="font-weight: 400;">) e realizar seu sonho de ir à Antártida. Sua irmã Casey (</span><span style="font-weight: 400;">Brigette Lundy-Paine</span><span style="font-weight: 400;">) tenta se adaptar à nova escola, enquanto lida com questionamentos sobre sua sexualidade. E ainda, seus pais Elsa (Jennifer Jason Leigh) e Doug </span><span style="font-weight: 400;">(</span><span style="font-weight: 400;">Michael Rapaport</span><span style="font-weight: 400;">), tentam resolver o problema de seu casamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com a insatisfação do público com o fim da série, depois de assistir aos </span><a href="https://youtu.be/b9DOcfyezD0"><span style="font-weight: 400;">episódios finais</span></a><span style="font-weight: 400;">, é possível encontrar um acalento nessa despedida.</span> <span style="font-weight: 400;">Lidar com si mesmo e com seus relacionamentos de forma humana é especialidade dos personagens de </span><i><span style="font-weight: 400;">Atypical</span></i><span style="font-weight: 400;">. A última temporada conta com o amadurecimento de todos, e mostra o porquê de ser tão especial por sua beleza e sensibilidade ao mostrar o mundo. A obra faz algo incrível, mostrar como o cotidiano e a jornada de cada um é humana, especial e atípica. </span><b>&#8211; Monique Marquesini</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;">  You Say You Want a Revolution (04&#215;03) e </span><span style="font-weight: 400;">Dessert at Olive Garden (04&#215;10)</span></p>
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<figure id="attachment_25833" aria-describedby="caption-attachment-25833" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25833" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-1.jpg" alt="Cena da série de animação Big Mouth. Imagem retangular e colorida. No centro, vemos Nick, um garoto branco, de cabelos lisos, curtos e castanhos, vestindo uma camisa de manga curta branca e, por baixo dela, uma camiseta azul, sentado em uma mesa de jantar, com um prato de salada na sua frente. Ele tem um semblante raivoso, rangendo os dentes e com os dois punhos batendo na mesa. Seus olhos semicerrados estão esverdeados, simbolizando seu ódio. Atrás dele, vêem-se outras duas figuras em pé. Do lado direito está Walter, um besouro humanóide amarelo e vermelho. Ele usa um par de óculos no rosto e seu semblante é zangado, com seus olhos semicerrados e os dois braços cruzados. Já do lado esquerdo está Rick, um monstro verde e peludo, com um único chifre saindo por sua testa. Ele usa um colar com um apito no pescoço, segura uma bengala pelo cotovelo e é extremamente velho, com a pele enrugada, as costas curvadas e sem um olho. Assim como os outros dois, ele parece bravo, fechando os punhos e gritando." width="1400" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-1.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-1-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-1-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-1-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-1-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25833" class="wp-caption-text">O amor vira do avesso e se traduz em ódio e toxicidade na emblemática 5ª temporada de Big Mouth (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>5ª temporada de Big Mouth</strong></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/big-mouth-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não é original. A série lançou em 2017 junto a uma leva de animações em formato de </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;">, destinadas ao </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/cultura-geek/146663-10-melhores-series-animadas-adultos-segundo-imdb.htm"><span style="font-weight: 400;">público adulto</span></a><span style="font-weight: 400;">, que copiavam produções aclamadas como </span><i><span style="font-weight: 400;">Family Guy</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">South Park</span></i><span style="font-weight: 400;">. Todas seguiam as mesmas convenções de uma típica comédia do </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/cartoon-network-para-adultos-adult-swim-volta-ao-brasil-com-rick-morty-36176"><i><span style="font-weight: 400;">Adult Swim</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – o mesmo estilo de animação colorida e cartunesca, a mesma dublagem de pretensão duvidosa, o mesmo humor besteirol e metalinguístico – e na maior parte as reproduzia de maneira vazia e acrítica. </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i><span style="font-weight: 400;"> utiliza-se dos mesmos elementos, porém, em meio a esse mar de seriados, consegue se destacar. Não só porque </span><a href="https://screenrant.com/big-mouth-nick-kroll-andrew-glouberman-goldberg-voice-themselves-why/"><span style="font-weight: 400;">Nick Roll e Andrew Goldberg</span></a><span style="font-weight: 400;">, os </span><a href="https://www.awardsdaily.com/2020/06/24/nick-kroll-and-andrew-goldberg-talk-netflixs-big-mouth/"><span style="font-weight: 400;">criadores da série</span></a><span style="font-weight: 400;">, se apropriam desses vícios com muita sagacidade, mas também porque inserem, entre a camada superficial de piadas escatológicas, um tratamento de personagem realmente sensível – principalmente </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/tv/story/2020-12-04/big-mouth-ayo-edebiri-missy-voice-season-4"><span style="font-weight: 400;">nas últimas temporadas</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A 5ª temporada da série vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;">, que apresenta um grupo de pré-adolescentes entrando na puberdade a partir do lúdico e do esdrúxulo, pode dar a impressão errada ao introduzir os </span><a href="https://screenrant.com/big-mouth-season-5-lovebug-hate-worm-monsters-explained/"><span style="font-weight: 400;">besouros-do-amor</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas que logo é despontada quando, em sua segunda metade, esse amor se transforma em raiva, ressentimento e rancor. A escolha por atrelar, nos seus últimos episódios, a imagem do besouro com a do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3lDqMx4rmFU"><span style="font-weight: 400;">verme do ódio</span></a><span style="font-weight: 400;"> é bastante autoexplicativa. A animação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> discute o amor e suas possíveis </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-52998256"><span style="font-weight: 400;">faces abusivas</span></a><span style="font-weight: 400;"> com a irreverência e sacanagem comuns das produções que deriva, porém o faz enquanto empatiza e se preocupa com as ansiedades e angústias de seus personagens. </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Mouth</span></i> <span style="font-weight: 400;">mantém o nível de qualidade alto em seu quinto ano e prova, mais uma vez, que não é preciso seriedade para ser maduro. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">The Green-Eyed Monster (5&#215;03), I F**king Hate You (5&#215;07) e Re-New Year’s Eve (5&#215;10) </span></p>
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<figure id="attachment_25834" aria-describedby="caption-attachment-25834" style="width: 1054px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25834" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Salva-Vidas-Bondi-Rescue-Nathalia-Tetzner.jpeg" alt="Cena da série Salva-Vidas. Na imagem, dois salva-vidas estão de costas para a câmera enquanto se posicionam ao lado de uma placa. Eles vestem um uniforme de tons azuis claros e escuros. Ao fundo da cena e na frente dos salva-vidas estão as ondas da praia e os poucos visitantes." width="1054" height="639" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Salva-Vidas-Bondi-Rescue-Nathalia-Tetzner.jpeg 1054w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Salva-Vidas-Bondi-Rescue-Nathalia-Tetzner-800x485.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Salva-Vidas-Bondi-Rescue-Nathalia-Tetzner-1024x621.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Salva-Vidas-Bondi-Rescue-Nathalia-Tetzner-768x466.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25834" class="wp-caption-text">A reabertura da praia australiana causou inveja na audiência estrangeira que ainda não podia sair de casa (Foto: Network 10)</figcaption></figure>
<p><b>16ª temporada de Bondi Rescue</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2020, a pandemia de covid-19 fechou a praia de Bondi pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial. Em 2021, graças às medidas sanitárias eficientes da Austrália, a 16ª temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=a2V5g4rsWiE"><i><span style="font-weight: 400;">Bondi Rescue</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">contou com a reabertura da orla. Os turistas, vítimas mais recorrentes por não serem acostumados com a força das ondas australianas, não preencheram toda a beira da orla como anteriormente, mas isso não impediu que os afogamentos não acontecessem. Os salva-vidas mais famosos do país realizaram incontáveis resgates e também se depararam com as tradicionais cenas inusitadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi também durante a quarentena que o programa televisivo viralizou e tomou proporção mundial na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">. Exibido na Austrália pela emissora </span><i><span style="font-weight: 400;">Network 10</span></i><span style="font-weight: 400;">, o canal oficial no </span><a href="https://www.youtube.com/c/BondiRescue"><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> passou a fazer </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PL0Xa58krD0jUFxtsMRi3zo177jOi6JOfD"><span style="font-weight: 400;">transmissões ao vivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> com os heróis dos mares e a postar grande parte dos seus episódios na íntegra. O futuro de </span><i><span style="font-weight: 400;">Bondi Rescue</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda é incerto, porém, a sua 16ª temporada provou que enquanto houver banhistas que escolhem ignorar as bandeiras vermelhas e amarelas, ainda haverá muito enredo para explorar. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Episode 1 (16&#215;01), Episode 5 (16&#215;05) e Episode 7 (16&#215;07)</span></p>
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<figure id="attachment_25835" aria-describedby="caption-attachment-25835" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25835" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Brooklyn-99-Vinicius-Santos.jpg" alt="Cena da oitava temporada da série Brooklyn Nine-Nine. A foto mostra o Capitão Holt, Jake Peralta e Amy Santiago, olhando para baixo dentro da delegacia, com luzes de natal ao fundo. Holt é um homem idoso, negro e careca. Ele usa camisa branca e gravata preta, com o distintivo no peito e a mão na cintura. Jake é adulto, branco, tem cabelos castanhos e sorri. Ele usa camiseta cinza, com uma camisa de botão aberta xadrez por cima e uma corrente com o distintivo pendurado no peito. Amy é uma mulher adulta, latina e de cabelos escuros e compridos. Ela usa camisa clara e calças jeans, e também sorri." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Brooklyn-99-Vinicius-Santos.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Brooklyn-99-Vinicius-Santos-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Brooklyn-99-Vinicius-Santos-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Brooklyn-99-Vinicius-Santos-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25835" class="wp-caption-text">Ninguém está pronto para se despedir de Brooklyn Nine-Nine (Foto: NBC)</figcaption></figure>
<p><b>8ª temporada de Brooklyn Nine-Nine</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Minha mãe chorou quando eu nasci porque soube que nunca seria melhor do que eu…. </span></i><span style="font-weight: 400;">disse Gina (Chelsea Peretti), e agora, o mundo inteiro chora porque sabe que não existirá uma outra série que se compare à </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-setembro-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Brooklyn Nine-Nine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A trama ganhou sua oitava e </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/brooklyn-nine-nine-8a-temporada"><span style="font-weight: 400;">última temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2021. Ambientada na “fórmula Michael Schur de </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom </span></i><span style="font-weight: 400;">contemporânea” (</span><i><span style="font-weight: 400;">The Office</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Parks and Recreation</span></i><span style="font-weight: 400;">), </span><i><span style="font-weight: 400;">B99 </span></i><span style="font-weight: 400;">se tornou a encarnação mais essencial dessa receita. Desde sua estreia em 2013, ela definiu melhor que nenhuma outra o humor bem-intencionado, superficialmente bobo, com uma construção de personagem bem detalhada e que consegue, mesmo com o tom engraçado, se destacar quando passeia pelas águas do drama e da seriedade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inclusive, esse é um dos vários motivos que consolidam a série nos Melhores do Ano de 2021. Com artifícios como este,  </span><i><span style="font-weight: 400;">Brooklyn Nine-Nine</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue conduzir muito bem alguns assuntos sérios dentro de um espaço eufórico como a comédia.  E isso se mostrou fundamental para </span><i><span style="font-weight: 400;">B99</span></i><span style="font-weight: 400;"> ter uma despedida digna. No intervalo entre a sétima e a oitava temporadas da </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;">, e com a data de estreia já anunciada, o elenco abordou a dificuldade em fazerem uma série sobre a polícia durante os tempos que se vivem na América, como o assassinato de George Floyd e os protestos ao redor do mundo. Os eventos levaram a uma </span><a href="https://espalhafactos.com/2020/08/30/brooklyn-nine-nine-8a-temporada-2021/"><span style="font-weight: 400;">reestruturação do ano final</span></a><span style="font-weight: 400;">, dando destaque à possibilidade da reforma policial e às fundamentais falhas da polícia como autoridade. Assim eles nos deixaram, mas se não fosse dessa maneira, não seriam </span><i><span style="font-weight: 400;">Brooklyn Nine-Nine</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vinícius Santos</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> The Last Day &#8211; Part 1 (08&#215;09) e The Last Day &#8211; Part 2 (08&#215;10)</span></p>
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<figure id="attachment_25836" aria-describedby="caption-attachment-25836" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25836" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Casamento-as-Cegas-Brasil-Nathan-Sampaio-1.jpg" alt="Cena da série Casamento às Cegas: Brasil. A cena mostra um casamento e há três pessoas na imagem. Da esquerda para a direita temos, Luana, uma mulher branca, de cabelos loiros grandes e olhos castanhos, ela está vestindo um vestido de noiva branco. No centro da imagem aparece o oficial de justiça, um homem branco, de cabelo curto e castanho, olhos castanhos e ele veste um terno cinza com uma gravata vermelha. À direita aparece Lisio, um homem branco, de cabelos curto e castanho, barba rala e olhos castanhos, ele está vestindo um terno preto. Luana e Lísio estão se olhando. O fundo da imagem são três janelas cobertas com cortinas brancas, há uma mesa na frente do oficial de justiça e vasos de flores nos cantos inferiores da imagem. " width="700" height="466" /><figcaption id="caption-attachment-25836" class="wp-caption-text">A premissa surreal do reality Casamento às Cegas: Brasil gerou muitos comentários nas redes sociais, se tornando uma das produções mais faladas do ano passado (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Casamentos às Cegas: Brasil </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A premissa insana do </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=FiHAXHF8DN4"><i><span style="font-weight: 400;">Casamento às Cegas: Brasil</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fez com que ele se tornasse uma das produções mais comentadas no </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro em 2021.  A ideia de colocar pessoas desesperadas para casar em interações que não se tem o contato visual cria um experimento social único e curioso. Inicialmente, é comum o espectador se chocar com as atitudes dos participantes e o absurdo da situação, mas logo essas reações iniciais abrem espaço para uma curiosidade e um interesse genuíno no futuro dos casais, e é nesse momento que o seriado prende a audiência e mostra o quão divertido pode ser.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada participante tem uma personalidade diferente, logo, criam-se dinâmicas de casais muito diversas, as quais nem sempre são amigáveis. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=brYepuUXVyI"><span style="font-weight: 400;">Os conflitos e as discussões</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre as pessoas do seriado demonstram tanto o estressante do experimento social quanto como as aparências podem enganar numa relação, seja ela física ou psicológica, já que muitas vezes essa fica mascarada através de uma persona agradável. A mistura de emoções e o desejo de saber o fim dessa história fazem desse </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma das experiências instigantes e singulares dos seriados de 2021. </span><b>&#8211; Nathan Sampaio</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Expectativa vs. Realidade (01&#215;05), Morando juntos (01&#215;06) e A Hora da verdade (01&#215;10)</span></p>
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<figure id="attachment_25837" aria-describedby="caption-attachment-25837" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25837" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/castlevania-gabriel-arruda.jpg" alt="Cena da quarta temporada de Castlevania. Os três heróis da série se reúnem para enfrentar o inimigo. Da esquerda para a direita, Trevor, Sypha e Alucard estão colados um ao outro, com Sypha acima dos outros dois fazendo um sinal com as mãos num gesto protetor. Trevor é um homem caucasiano musculoso de cabelos castanhos, olhos azuis, usando uma veste preta com detalhes dourados nos ombros e segurando uma arma circular com quatro facas nas pontas na mão esquerda. Alucard é um homem caucasiano muito pálido de olhos amarelos e cabelos loiros e longos, usando um casaco preto e uma roupa ocultada por um enorme escudo vermelho com detalhes prateados e pretos. Sypha é uma mulher caucasiana de olhos azuis e cabelos ruivos e curtos, usando um lenço azul-bebê por cima de uma camiseta preta de mangas longas. Atrás deles, a arquitetura gótica de um castelo é iluminada por lâmpadas brancas." width="1200" height="672" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/castlevania-gabriel-arruda.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/castlevania-gabriel-arruda-800x448.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/castlevania-gabriel-arruda-1024x573.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/castlevania-gabriel-arruda-768x430.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25837" class="wp-caption-text">Em seu último capítulo, Castlevania faz as pazes consigo mesma (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>4</b><b>ª</b><b> temporada de Castlevania</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RAKWlGS-0UY"><i><span style="font-weight: 400;">Arcane</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tenha feito seu marco em 2021 como uma excelente adaptação de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogames </span></i><span style="font-weight: 400;">para o formato de animação, neste ano também vimos uma das primeiras chegar ao fim. Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-castlevania-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Castlevania</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Powerhouse Animation </span></i><span style="font-weight: 400;">(responsável por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=A-2q7GLyRyo"><i><span style="font-weight: 400;">O Sangue de Zeus</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I9FjEY-wxt4"><i><span style="font-weight: 400;">Mestres do Universo: Salvando Eternia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, além da futura adaptação de </span><a href="https://cosmonerd.com.br/animes-e-mangas/noticias-animes-e-mangas/tomb-raider-anime-da-netflix-tera-hayley-atwell-como-a-voz-de-lara-croft/"><i><span style="font-weight: 400;">Tomb Raider</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) se consagrou como um dos grandes nomes em ascensão na indústria, com lutas sangrentas e fluídas, tramas emocionais e surpreendentes e momentos de partir o coração. A quarta temporada da animação segue as pontas soltas do ano anterior e, num último esforço para impedir a ressurreição de Drácula (Graham McTavish), entrega algumas de suas mais esperadas conclusões.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a expectativa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bruWrnw2trM"><span style="font-weight: 400;">reunir o trio</span></a><span style="font-weight: 400;"> de protagonistas que havia sido separado ao final da segunda temporada, a série como sempre segura suas melhores cartas para serem usadas no momento de maior impacto, reunindo seus personagens em embates icônicos, visualmente inventivos e quase sempre trágicos. Mas talvez a maior força de </span><i><span style="font-weight: 400;">Castlevania</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre tenha sido a habilidade de seu roteiro para enfrentar as verdadeiras forças por trás dessas tragédias, seja com Isaac (Adetokumboh M’Cormack) encontrando sua perspectiva de futuro na luta contra a cruel Carmilla (Jaime Murray) ou no final inesperado reservado para o grande vampirão que deu início à esse delicioso banho de sangue. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">You Don’t Deserve My Blood (04&#215;06), The Endings (04&#215;09) e It’s Been a Strange Ride (04&#215;10)</span></p>
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<figure id="attachment_25838" aria-describedby="caption-attachment-25838" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25838" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Scenes-from-a-Marriage-Sabrina-G.-Ferreira.jpg" alt="Cena da série Scenes from a Marriage. Na imagem, vemos um casal de um homem e uma mulher. Ela tem cabelos vermelhos, compridos e pele branca. Ele tem pele branca; cabelos escuros, um pouco grisalhos e barba, também grisalha. Está vestindo uma camisa de cor branca. Ambos estão abraçados, sentados em uma cama de madeira bege, com cobertas e travesseiros, também de cor bege. Eles estão em um ambiente interno." width="1440" height="959" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Scenes-from-a-Marriage-Sabrina-G.-Ferreira.jpg 1440w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Scenes-from-a-Marriage-Sabrina-G.-Ferreira-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Scenes-from-a-Marriage-Sabrina-G.-Ferreira-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Scenes-from-a-Marriage-Sabrina-G.-Ferreira-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Scenes-from-a-Marriage-Sabrina-G.-Ferreira-1200x799.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25838" class="wp-caption-text">Scenes from a Marriage busca desviar o olhar do espectador, dada a imensa invasão de privacidade (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Cenas de um Casamento (Scenes from a Marriage)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Devido a admiração pelos filmes de </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/cinco-filmes-para-conhecer-e-admirar-ingmar-bergman/"><span style="font-weight: 400;">Ingmar Bergman</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/o-setimo-selo-bergman/"><i><span style="font-weight: 400;">O Sétimo Selo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/persona-55-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Persona</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) veio a desconfiança, e até receio em assistir a essa releitura do clássico de 1973, pois havia o risco de se tratar de mais uma “americanização” de obras cinematográficas europeias, cheia de clichês, e dificilmente fiel à obra original. No entanto, optar por assistir a </span><span style="font-weight: 400;">minissérie</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=mRuVWHnQlV8"><i><span style="font-weight: 400;">Scenes from a Marriage</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, escrita e dirigida por </span><span style="font-weight: 400;">Hagai Levi (da série </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-treatment-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Em Terapia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), acabou se tornando algo surpreendente, em especial pelos diálogos muito bem elaborados, e os personagens, com suas peculiaridades que nada deixam a desejar para o obra de Bergman.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesta versão atualizada de cinco episódios, a aparente união bem sucedida de Mira (</span><a href="https://personaunesp.com.br/it-capitulo-dois-critica/"><span style="font-weight: 400;">Jessica Chastain</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Jonathan (</span><a href="https://personaunesp.com.br/duna-2021-critica/"><span style="font-weight: 400;">Oscar Isaac</span></a><span style="font-weight: 400;">), veem aos poucos as máscaras caírem por consequência de um estudo do qual eles viram alvo, e que tem como tema um assunto peculiar e vivido já vivido secretamente por ambos, que é a monogamia. As respostas dadas à pesquisadora, apesar de tentar usar da naturalidade, são sentidas pelo espectador, que percebe a profundidade de sentimentos no casal protagonista, e sente como se pudesse ler os pensamentos deles. Algo ali não está certo, e cabe a nós descobrirmos, gradualmente, o que está acontecendo. A minissérie foi indicada ao </span><a href="https://www.goldenglobes.com/winners-nominees"><i><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Atriz para Jessica Chastain, e de Melhor Ator, para Oscar Isaac. </span><b>&#8211; Sabrina G. Ferreira</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Poli (01&#215;02) e The Illiterates (01&#215;04)</span></p>
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<figure id="attachment_25839" aria-describedby="caption-attachment-25839" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25839" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Chucky-Ma-Ferreira.jpg" alt="Cena da série Chucky. A imagem apresenta à direita o boneco Chucky sentado com um controle de videogame nas mãos e ao seu lado também segurando um controle uma garotinha, a personagem Caroline. Eles estão sentados no chão feito de um carpete estampado. Ao fundo há uma escadaria. Caroline está vestida com uma roupa de urso e tênis escuro e Chucky com um macacão jeans e blusa com listras em tons de azul e vermelho." width="1170" height="780" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Chucky-Ma-Ferreira.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Chucky-Ma-Ferreira-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Chucky-Ma-Ferreira-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Chucky-Ma-Ferreira-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25839" class="wp-caption-text">A franquia Brinquedo Assassino busca as origens de Charles Lee Ray, o Chucky (Foto: Syfy)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Chucky</b></p>
<p><a href="https://youtu.be/gKwpHtUVELw"><i><span style="font-weight: 400;">Chucky</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é uma grata surpresa aos fãs da franquia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1N71bhBfDUE"><i><span style="font-weight: 400;">Brinquedo Assassino</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A série retoma as origens de </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-161081/"><span style="font-weight: 400;">Charles Lee Ray</span></a><span style="font-weight: 400;">, mostrando os caminhos pelos quais a vida do assassino passou até se tornar o Chucky. Por meio de cenas de </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks, </span></i><span style="font-weight: 400;">entendemos mais sobre a saga original de </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/pai-de-chucky-don-mancini-transforma-sua-cria-em-arma-contra-homofobia/"><span style="font-weight: 400;">Don Mancini</span></a><span style="font-weight: 400;"> até às narrativas dos filmes atuais quando a direção criativa já não estava sob suas mãos. Conhecemos maravilhosos novos personagens que trazem importantes discussões, como o protagonista Jake (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KKJc-dy5q7U"><span style="font-weight: 400;">Zachary Arthur</span></a><span style="font-weight: 400;">) e seu o processo de aceitação social, conexões familiares e mesmo descoberta do amor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apresenta o terror de uma maneira cômica, revivendo a proposta dos primeiros filmes, e consegue ser nostálgico (incorporando personagens toda a saga na narrativa) e ao mesmo tempo muito atual (com discussões sobre </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/csi-vegas-marg-helgenberger"><span style="font-weight: 400;">o universo</span> <span style="font-weight: 400;">queer</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sobre famílias desestruturadas). O seriado consegue tecer uma boa crítica a sociedade como um todo, as suas grandes hipocrisias. As </span><a href="https://www.omelete.com.br/webstories/mortes-bizarras-chuck/"><span style="font-weight: 400;">mortes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Chucky</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, além de debochadas, servem de sátira a aqueles que socialmente atrapalham a vida de ser leve (os dissimulados, enganadores, julgadores). Agora nos resta esperar a segunda temporada para ver quais os próximos planos do nosso brinquedo assassino favorito e como continuará sua luta contra Andy Barclay (</span><a href="https://vejasp.abril.com.br/coluna/tudo-cinema/por-onde-anda-o-garoto-que-fez-brinquedo-assassino-em-1988/"><span style="font-weight: 400;">Alex Vicent</span></a><span style="font-weight: 400;">).</span><b> &#8211;</b> <b>Ma Ferreira</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Give Me Something Good to Eat (01&#215;02) e An Affair to Dismember (01&#215;08)</span></p>
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<figure id="attachment_25922" aria-describedby="caption-attachment-25922" style="width: 984px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25922" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/cidade-invisivel-manchete.jpg" alt="Cena da série Cidade Invisível que mostra uma mulher parada diante de uma mesa de necropsia. Ela é branca, com cabelos castanhos compridos, está de olhos fechados, e veste um vestido preto de mangas compridas bordadas. À sua volta, muitas borboletas azuis estão voando. O fundo é uma parede branca com vidros." width="984" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/cidade-invisivel-manchete.jpg 984w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/cidade-invisivel-manchete-800x407.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/cidade-invisivel-manchete-768x391.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25922" class="wp-caption-text">A cultura indígena brasileira está às margens da sociedade assim como os personagens folclóricos de Cidade Invisível estão na cidade carioca (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>1ª temporada de Cidade Invisível</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de </span><a href="https://personaunesp.com.br/cidade-invisivel-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cidade Invisível</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ter gerado debates sobre o folclore brasileiro ser uma apropriação das crenças indígenas, e não ter </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/cidade-invisivel-e-possivel-corrigir-falta-de-representatividade-na-2-temporada-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">representatividade</span></a><span style="font-weight: 400;"> nenhuma daquilo que parecem querer mostrar, a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um dos lançamentos de maior importância e sucesso em 2021. Mesmo assim, a composição com o suspense, pautando a destruição de ecossistemas brasileiros e  de populações ribeirinhas, junto à atuação incrível de Marco Pigossi, Alessandra Negrini, Fabio Lago e Wesley Guimarães, criou um espetáculo.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Cidade Invisível</span></i><span style="font-weight: 400;"> transformou a visão que a sociedade possui sobre o folclore: a discussão agora é séria, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GodwQKNXIYk"><span style="font-weight: 400;">dramática</span></a><span style="font-weight: 400;">, mais próxima da realidade do que histórias escolares de criança. A perspectiva precisa urgentemente ser melhorada para a sua </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/sucesso-em-40-paises-cidade-invisivel-e-renovada-para-2-temporada-pela-netflix-52376"><span style="font-weight: 400;">continuação já confirmada</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas a produção tem tudo para conseguir quadruplicar seu desempenho, já que o final de sua 1ª temporada termina com, justamente, os seres folclóricos que estavam nas florestas de Mata Atlântica do Rio de Janeiro, deixando o lugar em direção à sua verdadeira casa. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Você não vai acreditar em mim (01&#215;05), Coisa de criança (01&#215;06) e É muito maior do que a gente (01&#215;07)</span></p>
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<figure id="attachment_25840" aria-describedby="caption-attachment-25840" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25840" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Clickbait-Ma-Ferreira.jpg" alt="Cena da série Clickbait. Na imagem se encontra uma moça loira, de cabelos curtos, com a mão tapando a boca. Ela veste uma blusa escura e jaqueta de couro. Ao seu lado um homem de terno acinzentado, cabelos pretos e barba. Ao fundo uma parede de azulejos brancos e uma divisória de vidro. A sala está mal iluminada" width="1280" height="721" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Clickbait-Ma-Ferreira.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Clickbait-Ma-Ferreira-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Clickbait-Ma-Ferreira-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Clickbait-Ma-Ferreira-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Clickbait-Ma-Ferreira-1200x676.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25840" class="wp-caption-text">Clickbait traz um thriller que faz jus ao nome (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Clickbait</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem um imenso catálogo de </span><i><span style="font-weight: 400;">thrillers</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h9YSRtJ2IwY"><i><span style="font-weight: 400;">Clickbait</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se destacou dentre essas produções por ter um final instigante ao telespectador. A narrativa não se propõe a formar uma crítica profunda, buscando mostrar como as </span><a href="http://cinegnose.blogspot.com/2021/09/a-internet-criminogena-os-pecados.html"><span style="font-weight: 400;">relações humanas com o mundo virtual</span></a><span style="font-weight: 400;"> podem ter graves consequências. A todo momento a história nos leva a falsos caminhos, e o nome da série já diz a que veio, para que o fim se revele não só surpreendente, mas também catastrófico. Ele serve como uma ferramenta de reflexão de como as dependências emocionais somadas a tentativas de viver uma vida perfeita (virtual) podem ser degradantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série se inicia com o desaparecimento de Nick Brewer (</span><a href="https://portalpopline.com.br/clickbait-adrian-grenier-final-serie-netflx/"><span style="font-weight: 400;">Adrian Grenier</span></a><span style="font-weight: 400;">), poucas horas depois um vídeo em que ele admite que abusa de mulheres aparece na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">. As imagens geraram grande comoção por ele apresentar placas que afirmam: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Chegando em 5 milhões de visualizações, eu morro</span></i><span style="font-weight: 400;">”. A partir deste momento, a vida de sua família se modifica; a cada descoberta um novo julgamento interno e em público, fazendo com que contradições, especulações e reviravoltas norteiam a trama. </span><i><span style="font-weight: 400;">Clickbait</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem seu desfecho justo e apesar da crítica rasa às questões sociais consegue levantar discussões interessantes além do ótimo entretenimento. A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda não confirmou a sua renovação, apesar de ser intenção do criador </span><a href="https://portalpopline.com.br/clickbait-serie-netflix-2a-temporada/"><span style="font-weight: 400;">Tony Ayers</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211;</b> <b>Ma Ferreira</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">The Sister (01&#215;01), The Reporter (01&#215;05) e The Answer (01&#215;08)</span></p>
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<figure id="attachment_25841" aria-describedby="caption-attachment-25841" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25841" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Cobra-Kai-Ludmila-Henrique.jpeg" alt="Cena da quarta temporada de Cobra Kai. Ralph Macchio, que interpreta o personagem Daniel Larusso, um homem branco com cabelo preto, vestido com uma jaqueta e uma calça em tons de azul escuro e azul claro, além de utilizar sobre a cabeça, uma bandana branca com detalhes em azul escuro. Ele está ensinando técnicas de karatê para Miguel Diaz, interpretado por Xolo Maridueña. Miguel é um jovem latino americano, com cabelos ondulados e pele bronzeada, usando uma jaqueta moletom cinza e preta e uma calça preta com detalhes em vermelho. Os dois estão na frente de um lago e é possível visualizar outros alunos de karatê atrás deles e está de dia." width="2000" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Cobra-Kai-Ludmila-Henrique.jpeg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Cobra-Kai-Ludmila-Henrique-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Cobra-Kai-Ludmila-Henrique-1024x682.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Cobra-Kai-Ludmila-Henrique-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Cobra-Kai-Ludmila-Henrique-1536x1024.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Cobra-Kai-Ludmila-Henrique-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25841" class="wp-caption-text">Após anos de espera, 4ª temporada de Cobra Kai traz a união entre rivais (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de Cobra Kai</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a felicidade dos admiradores de artes marciais, 2021 foi abençoado não apenas com uma, mas sim duas temporadas da série </span><a href="https://personaunesp.com.br/cobra-kai-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cobra Kai</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Após três anos repletos de reviravoltas e muito karatê, o protagonista Johnny Lawrence (William Zabka) passa por um momento de deixar o passado no passado e se tornar aliado do seu rival, Daniel Larusso (Ralph Macchio), para derrotar um mal em comum, mais conhecido como o seu antigo </span><i><span style="font-weight: 400;">sensei</span></i><span style="font-weight: 400;">, John Kreese (Martin Kove). Diferente das duas primeiras temporadas, originalmente produzidas pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;">, a continuação da série se encontra nas mãos da</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=z4CchejljKs&amp;t=48s"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e está longe de ter um fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora o primeiro filme de</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=xlnm0NtPoVs"><i><span style="font-weight: 400;">Karatê Kid</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tenha tido seu lançamento na década de 80, a série contribuiu para que uma nova geração de pessoas começasse a se interessar pelos longas e também pelas artes marciais. Além do mais, esse encontro de gerações não é resumido apenas entre admiradores de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cobra Kai</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também no próprio elenco. A relação de amizade entre o elenco adulto e o elenco jovem, também é presente em todos os momentos, assim como na sequência de filmes originais. Com um toque de humor e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cqpByyc2BHo"><span style="font-weight: 400;">nostalgia</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série foi renovada para mais duas temporadas e apareceu na lista do </span><i><span style="font-weight: 400;">SAG Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> na categoria de Melhor Elenco de Dublês em TV. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> First Learn Stand (04&#215;02) e Party Time (04&#215;08)</span></p>
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<figure id="attachment_25842" aria-describedby="caption-attachment-25842" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25842" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-2-Colin-scaled.jpg" alt="Foto da minissérie Colin em Preto e Branco, na imagem Colin Kaepernick está sentado em um banco cinza, ele tem o cabelo preto e afro, tem a pele negra clara, barba aparada, veste terno preto com uma camisa de gola alta preta e tem o rosto focado olhando em frente. Ao fundo, em uma parede é refletida fotos de Tupac Shakur, Biggie Smalls e outros artistas negros." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-2-Colin-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-2-Colin-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-2-Colin-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-2-Colin-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-2-Colin-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-2-Colin-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-2-Colin-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25842" class="wp-caption-text">A minissérie de Colin Kaepernick mostra a realidade de forma dura, mas mantém uma narrativa divertida e educativa (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Colin em Preto e Branco (Colin in Black &amp; White)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trazendo referências históricas e artísticas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ckmYg1AiWYg"><i><span style="font-weight: 400;">Colin em Preto e Branco</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dá um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">, criando uma minissérie realista e divertida; A participação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yx60T1guUBY"><span style="font-weight: 400;">Colin Kaepernick</span></a><span style="font-weight: 400;"> narrando a história de maneira pessoal mas ainda assim mantendo certa distância, é um elemento criativo e sentimental necessário para deixar cada episódio ainda mais apaixonante. O jovem ator </span><a href="https://www.instagram.com/jadenmichael/"><span style="font-weight: 400;">Jaden Michael</span></a><span style="font-weight: 400;"> impressiona com a convincente atuação e é uma possível estrela em ascensão, colecionando trabalhos com Jaden Smith e </span><a href="https://offradranch.com/pt/actors/320-justice-smith-biography-parents-is-he-related-to-will-smith.html"><span style="font-weight: 400;">Justice Smith</span></a><span style="font-weight: 400;">, fenômenos </span><i><span style="font-weight: 400;">teen </span></i><span style="font-weight: 400;">da Geração Z.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção é dirigida pela fenomenal </span><a href="https://claudia.abril.com.br/famosos/ava-duvernay-conheca-a-mulher-incrivel-por-tras-de-olhos-que-condenam/"><span style="font-weight: 400;">Ava DuVernay</span></a><span style="font-weight: 400;">, também responsável pela premiada minissérie </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-junho-2019/"><i><span style="font-weight: 400;">Olhos que Condenam</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ava costuma trazer um olhar voltado para as desigualdades raciais, somados à história de Colin, se conseguiu uma fusão perfeita entre a história de uma adolescente e os micro racismos que sofreu no decorrer da vida. Adicionando fatores externos como as </span><a href="https://www.cartacapital.com.br/sociedade/modelo-negra-vence-miss-universo-e-critica-racismo-e-machismo/"><i><span style="font-weight: 400;">misses</span></i><span style="font-weight: 400;"> negras</span></a><span style="font-weight: 400;">, estudos e estrelas do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, construiu-se a narrativa de forma didática e maravilhosamente confortável. </span><b>&#8211;</b> <b>Thuani Barbosa</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Cornrows (01&#215;01) e Road Trip (01&#215;03)</span></p>
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<figure id="attachment_25843" aria-describedby="caption-attachment-25843" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25843" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Love-Victor-Vinicius-Santos.jpg" alt="Cena da segunda temporada da série Love, Victor. A cena mostra um beijo entre dois adolescentes. O primeiro é branco, tem cabelos escuros e as unhas pintadas de preto, e segura o rosto do segundo, que tem pele morena e está de costas para a câmera." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Love-Victor-Vinicius-Santos.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Love-Victor-Vinicius-Santos-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Love-Victor-Vinicius-Santos-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Love-Victor-Vinicius-Santos-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Love-Victor-Vinicius-Santos-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25843" class="wp-caption-text">Parece que nem mesmo Love, Victor conseguiu escapar dos triângulos amorosos (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Com Amor, Victor (Love, Victor) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem estava ansioso em saber o desfecho da tão esperada “saída do armário” de Victor (Michael Cimino), a segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kxbUwMajFWc"><i><span style="font-weight: 400;">Com Amor, Victor</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foi um deleite e tanto. Provando que a decisão da mudança da série do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu </span></i><span style="font-weight: 400;">foi um grande acerto, a nova temporada mostrou que não precisava do inconsistente filtro de </span><i><span style="font-weight: 400;">family friendly</span></i><span style="font-weight: 400;"> da emissora do camundongo e abriu caminho para explorar ainda mais seus personagens. Inclusive, o enredo conseguiu brincar bastante com o </span><i><span style="font-weight: 400;">background </span></i><span style="font-weight: 400;">cultural de cada um deles e em como este poderia afetar em suas relações amorosas e familiares, sem esquecer, claro, que eles são jovens com desafios e problemas cotidianos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É visível, inclusive, que tanto o personagem principal quanto o ator parecem estar mais à vontade com a atuação, resultando em um desenvolvimento afetuoso do conflito com sua mãe preconceituosa. Essa “humanização” leva o enredo a um retrato mais justo da comunidade LGBTQIA+ que deixam a desejar em algumas outras séries, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/elite-4a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Recheada de representatividade e personagens carismáticos, a trama ganhou mais uma vez o carinho do público e conseguiu sua renovação para uma terceira temporada, prevista para chegar nas terras brasileiras em junho de 2022. </span><b>&#8211; Vinícius Santos</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> There&#8217;s No Gay in Team (02&#215;03) e The Morning After (02&#215;08)</span></p>
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<figure id="attachment_25844" aria-describedby="caption-attachment-25844" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25844" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-1.png" alt="Fotografia da série Cruel Summer. A foto retrata dois planos quadrados, lado a lado, no qual estão representados os bustos das duas protagonistas. À esquerda está a personagem Kate, interpretada por Olivia Holt. Olivia é uma mulher jovem, branca, de cabelos loiros escuros, que vão até os ombros.Ela usa um cardigan cor de rosa e um colar de pérolas. À direita está a personagem Jeanette, papel de Chiara Aurelia. Ela é uma mulher jovem, branca, de cabelos castanhos, curtos, acima das orelhas. Ela usa uma camiseta preta e, por cima, um cardigan cinza. Ambas estão com expressões sérias nos rostos. O fundo das duas está escuro e desfocado. " width="1400" height="717" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-1.png 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-1-800x410.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-1-1024x524.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-1-768x393.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-1-1200x615.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25844" class="wp-caption-text">Mais do que um drama adolescente comum, Cruel Summer é uma narrativa criativa e original sobre como, muitas vezes, tudo depende do ponto de vista (Foto: Freeform)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Cruel Summer</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma história, duas perspectivas e a desconstrução da verdade, quando confrontada com distintos ângulos, concepções e valores. Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-agosto-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Cruel Summer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, duas vidas sofrem mudanças drásticas a partir do desaparecimento da jovem Kate (</span><a href="https://febreteen.com.br/2021/07/olivia-holt-fala-sobre-next-e-2o-temporada-de-cruel-summer/"><span style="font-weight: 400;">Olivia Holt</span></a><span style="font-weight: 400;">), enquanto Jeanette (</span><a href="https://cm-ob.pt/chiara-aurelia-plays-jeanette-turner-cruel-summer"><span style="font-weight: 400;">Chiara Aurelia</span></a><span style="font-weight: 400;">) é acusada de ser a responsável pelo acontecido. Além de ser contada alternando episódios entre os pontos de vista das duas protagonistas, a série intercala entre três épocas, revelando antecedentes e consequências das decisões das personagens, que por sua vez, são complexas e interessantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre mentiras, segredos e revelações surpreendentes, a temporada de 10 episódios é cativante em cada segundo de sua duração. A série se destaca com seus notáveis detalhes técnicos, que lhe garantem identidade e personalidade. Ela fornece </span><a href="https://observatoriodeseries.uol.com.br/prime-video/com-atuacoes-de-gala-cruel-summer-e-a-serie-imperdivel-do-momento"><span style="font-weight: 400;">atuações impactantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e uma fotografia impecável, que determina planos e a coloração da imagem, de acordo com a dramatização requerida em determinada linha temporal representada. A inteligente maneira como o suspense em </span><i><span style="font-weight: 400;">Cruel Summer</span></i><span style="font-weight: 400;"> é construído, garante uma experiência única, colocando a série entre os melhores lançamentos de 2021. Não à toa, ela foi logo renovada para uma segunda temporada, cujo lançamento está previsto para o segundo semestre de 2022. </span><b>&#8211; Mariana Nicastro</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Happy Birthday, Kate Wallis (01&#215;07), A Secret of My Own (01&#215;09) e Hostile Witness (01&#215;10)</span></p>
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<figure id="attachment_25845" aria-describedby="caption-attachment-25845" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25845" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Demi-Lovato-Dancando-com-o-Diabo-Demi-Lovato-Dancing-with-the-Devil-Nathalia-Tetzner.jpg" alt="Cena da minissérie Demi Lovato: Dançando com o Diabo. Na imagem, Demi Lovato olha para cima enquanto esboça um leve sorriso. Demi é uma pessoa branca e seus olhos e cabelo são escuros. A sua vestimenta possui uma estampa floral verde e rosa. Ao fundo, há uma estufa de plantas." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Demi-Lovato-Dancando-com-o-Diabo-Demi-Lovato-Dancing-with-the-Devil-Nathalia-Tetzner.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Demi-Lovato-Dancando-com-o-Diabo-Demi-Lovato-Dancing-with-the-Devil-Nathalia-Tetzner-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Demi-Lovato-Dancando-com-o-Diabo-Demi-Lovato-Dancing-with-the-Devil-Nathalia-Tetzner-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Demi-Lovato-Dancando-com-o-Diabo-Demi-Lovato-Dancing-with-the-Devil-Nathalia-Tetzner-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25845" class="wp-caption-text">Demi Lovato abriu sua intimidade e mostrou que domina a arte de recomeçar (Foto: Youtube Originals)</figcaption></figure>
<p><b>Demi Lovato: Dancing with the Devil</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/demi-lovato-dancing-with-the-devil/"><i><span style="font-weight: 400;">Demi Lovato: Dancing with the Devil</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pode se resumir em uma palavra: honestidade. Honestidade para com os seus fãs e para com si mesmo. Em apenas quatro episódios que acumulam quase 40 milhões de visualizações no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;">, a minissérie de Demi Lovato conseguiu explicar com sinceridade as razões por trás dos eventos preocupantes da sua vida pessoal que viraram manchetes em todo o mundo. A vulnerabilidade de Demi e a veracidade dos seus relatos foram viscerais, é muito difícil não se emocionar ou se sensibilizar com cada revelação feita. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dos motivos que levaram Demi Lovato a sofrer uma overdose até o seu quase encontro com a morte, a direção de Michael D. Ratner trouxe a sensação de uma conversa íntima para a tela. Como dizem os versos da trilha sonora de mesmo nome </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EAg69LaLlS0"><i><span style="font-weight: 400;">Dancing With The Devil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">“É difícil dizer não quando você está dançando com o diabo”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Demi sobreviveu e apostou na honestidade para conscientizar sobre as consequências do abuso de substâncias, além de mostrar que recomeçar é uma arte e não uma vergonha.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Losing Control (01&#215;01) e 5 Minutes from Death (01&#215;02)</span></p>
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<figure id="attachment_25846" aria-describedby="caption-attachment-25846" style="width: 1240px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25846" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dickinson-gabriel-arruda.jpg" alt="Cena da segunda temporada de Dickinson. À esquerda, Sue (Ella Hunt) encara Emily (Hailee Steinfeld), à direita, na frente de uma escrivaninha com um espelho e alguns papéis na parede atrás de si. Sue é uma mulher caucasiana magra de cabelos pretos amarrados num coque, usando um vestido azul claro com detalhes florais vermelhos e amarelos. Emily é uma mulher caucasiana magra de cabelos pretos amarrados num coque, usando um vestido azul marinho. Atrás delas, há uma cômoda de madeira com um espelho e alguns papéis espalhados na frente, e atrás dele, uma parede com papel de parede branco com detalhes de flores. Atrás do espelho, grudado na parede, uma ilustração de uma cobra contorcida com a cabeça ocultada pelo espelho. As cortinas amarelas estão abertas, deixando que a luz entre." width="1240" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dickinson-gabriel-arruda.jpg 1240w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dickinson-gabriel-arruda-800x542.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dickinson-gabriel-arruda-1024x694.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dickinson-gabriel-arruda-768x520.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dickinson-gabriel-arruda-1200x813.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25846" class="wp-caption-text">Separando suas melhores personagens, Dickinson às encontra (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>2</b><b>ª</b><b> temporada de Dickinson</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais de um ano após a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7O9jAHUlT8E"><span style="font-weight: 400;">primeira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, as expectativas estavam altas para o segundo ano de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=361Rql5FfCY&amp;pp=ugMICgJwdBABGAE%3D"><i><span style="font-weight: 400;">Dickinson</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a releitura anacrônica dos anos formativos da heroína-poeta titular, mais uma vez interpretada ferozmente por Hailee Steinfeld. Separada de Sue (Ella Hunt) pelo casamento dela com seu irmão Austin (Adrian Enscoe), Emily agora tem de redefinir sua própria relação com seus poemas e a razão pela qual os escreve, uma vez que a oportunidade de fama bate à sua porta na forma do misterioso Sam Bowles (Finn Jones). Em sua segunda vinda, a série criada por Alena Smith mergulha de cabeça nas coisas que definem Emily Dickinson não só como poeta, mas como pessoa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dramas então ficam cada vez mais intensos (e engraçados), com todos os membros da família recebendo seu momento para brilhar ou se atrapalhar, aproximando-os mais do espectador do que praticamente qualquer outro drama de época atual, utilizando uma lente moderna e uma estética surreal para reexaminar o passado com efeitos tão hilários quanto trágicos. Seguindo os passos de sua poeta, a série foi quase que invisível nessa temporada de premiações, mas a jornada de Emily nos faz entender que isso não é o fim, afinal &#8211; a fama é uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gy-Uf--3UOw"><span style="font-weight: 400;">abelha</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Split the Lark (02&#215;06), I’m Nobody! Who Are You? (02&#215;08) e You Cannot Put a Fire Out (02&#215;10)</span></p>
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<figure id="attachment_25847" aria-describedby="caption-attachment-25847" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25847" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dimension-20-the-seven-gabriel-arruda.jpg" alt="Foto do elenco de Dimension 20: The Seven. Reunidos no Domo, estão o GM (Brennan Lee Mulligan), no centro e, ao seu redor, as jogadoras da edição (da esquerda para a direita, Erika Ishii, Persephone Valentine, Aabria Iyengar, Isabella Roland, Becca Scott e Rekha Shankar). Na frente deles, uma mesa com uma maquete de uma escola no meio de um campo verde com um letreiro branco em uma fachada vermelha que lê “Aguefort Adventuring Academy”. Brennan é um homem caucasiano, magro, de cabelos curtos e ruivos, usando uma camisa com as vermelho-clara de mangas dobradas, apoiando seu rosto com o punho direito. Erika é uma pessoa asiática, magra, de cabelos pretos longos penteados para a direita, usando uma camiseta de algodão com padrões vermelhos e azuis no pescoço e jeans curtas, sorrindo para a câmera com a mão direita no quadril. Persephone é uma mulher negra, magra e alta, se inclinando para a frente, usando uma peruca verde longa e uma boina branca, com uma blusa de seda e saia também branca, sorrindo para a câmera com as mãos juntas na frente das pernas. Aabria é uma mulher negra, alta, com dreadlocks puxados para a esquerda, usando óculos e uma blusa branca por cima da roupa ocultada por Brennan e Isabella, sorrindo para a câmera. Isabella, uma mulher caucasiana de óculos e cabelos loiros e curtos, está com o rosto apoiado no ombro direito de Brennan. Becca é uma mulher caucasiana, magra, de cabelos loiros longos penteados para a esquerda, usando uma blusa de renda bege por cima de uma roupa preta, com os braços estendidos abraçando Aabria e Rekha e sorrindo para a câmera. Rekha é uma mulher asiática magra, de pele marrom, cabelos pretos longos, usando uma camiseta listrada preta e branca e uma pulseira amarela no braço esquerdo, se inclinando para a frente e apoiando seu rosto com ambos os punhos e sorrindo para a câmera. Atrás deles, painéis hexagonais formados por triângulos azuis e roxos compõem o padrão do Domo." width="1200" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dimension-20-the-seven-gabriel-arruda.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dimension-20-the-seven-gabriel-arruda-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dimension-20-the-seven-gabriel-arruda-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/dimension-20-the-seven-gabriel-arruda-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25847" class="wp-caption-text">Assim como em todas as temporadas, é o elenco que define a aventura de Dimension 20 (Foto: Dropout)</figcaption></figure>
<p><b>10ª temporada de Dimension 20</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Qualquer um que já jogou um </span><i><span style="font-weight: 400;">RPG</span></i><span style="font-weight: 400;"> de mesa vai poder te confirmar que o sucesso de qualquer jogo depende de duas coisas: a habilidade da pessoa que mestra ao tecer histórias que incorporem interatividade e envolvimento emocional, e a daqueles que a jogam de transformar falhas em risadas e sucessos tênues em motivo de festa. Brennan Lee Mulligan e o elenco de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0bJfIZyEP98"><i><span style="font-weight: 400;">The Seven</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a décima temporada da </span><i><span style="font-weight: 400;">websérie </span></i><span style="font-weight: 400;">de </span><a href="https://www.polygon.com/2018/7/9/17549808/actual-play-critical-role-adventure-zone-kickstarter-graphic-novel"><i><span style="font-weight: 400;">actual play</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><a href="https://www.youtube.com/c/collegehumor"><i><span style="font-weight: 400;">CollegeHumor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tem tudo isso de sobra. Reunindo na mesma mesa um grupo de comediantes de talento titânico, a nova produção do universo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=p-eY2tDgXsY&amp;t=6s"><i><span style="font-weight: 400;">Fantasy High</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> traz o melhor de temporadas anteriores e adiciona o caos único que um grupo de garotas adolescentes é capaz de oferecer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo ano de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aDXDopl3YA0"><i><span style="font-weight: 400;">Dimension 20</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é marcado pela volta ao Domo, o espaço físico que havia ficado em desuso durante 2020. Lá, Erika Ishii, Rekha Shankar, Persephone Valentine, Becca Scott, Isabella Roland e Aabria Iyengar encarnam a </span><i><span style="font-weight: 400;">party</span></i><span style="font-weight: 400;"> das Sete Donzelas, na busca por terminar o ano escolar e talvez salvar o multiverso no caminho (depois de talvez tê-lo colocado em perigo). A química entre as seis jogadores e o Mestre é pulsante do início ao fim da temporada, propiciando alguns dos momentos mais hilários e emocionantes de qualquer temporada e tirando nada mais, nada menos do que um 20 natural. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">In or Out (10&#215;02), Belles of the Baronies (10&#215;06) e I Fucking Love You (10&#215;10)</span></p>
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<figure id="attachment_25848" aria-describedby="caption-attachment-25848" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25848" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Dopesick-Imagem-1.jpg" alt="Cena da minissérie Dopesick. Ela mostra o personagem de Michael Keaton, Dr. Samuel Finnix depondo em um tribunal. Finnix é um homem branco, da terceira idade e careca no topo da cabeça. Ele usa uma camisa branca com listras pretas que formam pequenos quadrados, uma gravata azul marinho com losangos brancos, verde escuro e azul e uma jaqueta bege. Ele está sentado próximo a uma mesa de madeira, onde um copo com água pela metade e um microfone aparecem desfocados." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Dopesick-Imagem-1.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Dopesick-Imagem-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Dopesick-Imagem-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Dopesick-Imagem-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25848" class="wp-caption-text">O misto de ficção e realidade te indigna por infelizmente ser real (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>Dopesick </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Histórias do imaginário americano e mundial tem cada vez mais saído do ramo documental e migrado para o ficcional, como nos casos de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Act</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> American Crime Story</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Chernobyl</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WAxsY8HX9nc"><i><span style="font-weight: 400;">Dopesick</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estabelece de vez o segmento no </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, e, assim como as outras, conquista o espectador. O título é um termo em inglês usado para quando alguém está em uma situação específica da abstinência, e a minissérie, contando sobre a fraude farmacêutica que culminou em uma crise de opióide nos EUA, sabe muito bem provocar esse sentimento em quem a assiste.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minissérie indicada em 3 categorias Globos de Ouro tem um roteiro muito inteligente e organizado que preza pela máxima do </span><a href="https://jerryjenkins.com/show-dont-tell/"><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><span style="font-weight: 400;">mostre, não conte&#8221;</span></a><span style="font-weight: 400;"> e aborda o flagelo do vício em suas diferentes vertentes de forma não convencional. Por isso, ela chamou atenção de um elenco muito estrelado incluindo Will Poulter, Rosario Dawson, Peter Sarsgaard e Michael Keaton conseguindo tirar atuações impecáveis de cada ator. </span><i><span style="font-weight: 400;">Dopesick</span></i><span style="font-weight: 400;"> acerta ao distribuir formatos já vistos em outros produtos dramáticos na TV ao longo dos últimos anos entre seus núcleos e os condensar através de uma trama extremamente coesa, avassaladora e viciante. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">The 5th Vital Sign (01&#215;03), Pseudo-Addiction (01&#215;04) e The People vs. Purdue Pharma (01&#215;08)</span></p>
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<figure id="attachment_25849" aria-describedby="caption-attachment-25849" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25849" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Drag-Race-Espana-Jho-Brunhara.jpg" alt="Cena do reality show Drag Race España. A imagem mostra a competidora Pupi Poisson, uma drag queen branca. Ela está no palco do reality, e veste um maiô dourado metalizado, penas nas costas em formato de asas de anjo, e cabelos castanhos. Há detalhes dourados também em seus punhos e em sua cabeça. Há um texto na imagem que se lê “Pupi Poisson”." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Drag-Race-Espana-Jho-Brunhara.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Drag-Race-Espana-Jho-Brunhara-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Drag-Race-Espana-Jho-Brunhara-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Drag-Race-Espana-Jho-Brunhara-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Drag-Race-Espana-Jho-Brunhara-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25849" class="wp-caption-text">Na bancada, Supremme de Luxe e o casal de Javiers transbordam carisma e leveza; Ana Locking ainda tem que comer arroz e feijão (Foto: ATRESplayer)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Drag Race España</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A franquia </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> já coleciona diversas versões estrangeiras de seu programa original, cada uma diferente da outra pelo fator principal: regionalidade. Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/drag-race-espana-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race España</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, essa história não muda, por motivos bons e ruins. A falta de refinamento técnico é compensada pela narrativa espontânea e diversão bagaceira, cada vez mais rara no </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> estadunidense. Na casa de RuPaul, a coleção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmys </span></i><span style="font-weight: 400;">veio por meio de uma produção extremamente calculada, que já começa toda nova temporada consciente de quem serão as primeiras eliminadas, o miolo e as finalistas, e qualquer passo fora da linha pontilhada será ajustado pela edição. No livro de regras da corrida espanhola, tudo isso ficou de fora, felizmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A competidora Pupi Poisson é o melhor exemplo do que </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race España </span></i><span style="font-weight: 400;">é: ela pode não ser polida em seus visuais e na técnica, mas ela representa o que a arte </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i><span style="font-weight: 400;"> é em sua essência, o potencial de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zue_RE-fHhw&amp;ab_channel=Justamood"><span style="font-weight: 400;">entreter, encantar e divertir</span></a><span style="font-weight: 400;"> quem assiste. Inti, também, por sua veia artística influenciada pela riqueza da cultura quechua; Hugáceo Crujiente por sua estética original; e claro, Carmen Farala, que reinventa o </span><i><span style="font-weight: 400;">pageant</span></i><span style="font-weight: 400;"> e se mostra boa o suficiente para sentar ao lado de outras </span><i><span style="font-weight: 400;">queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> lendárias das primeiras temporadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">. No fim do dia o </span><i><span style="font-weight: 400;">España </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma bagunça e uma zona, mas é também entretenimento puro, acontecimentos espontâneos e diversão. E para isso não existe fórmula técnica garantida. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Mocatriz (01&#215;03) e Snatch Game (01&#215;04) </span></p>
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<figure id="attachment_25850" aria-describedby="caption-attachment-25850" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25850" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Eu-Nunca-Ludmila-Henrique.jpg" alt="Cena da segunda temporada da série Eu Nunca. Maitreyi Ramakrishnan, que interpreta a personagem Devi Vishwakumar, uma jovem indiana, com cabelos pretos ondulados e pele morena, vestindo uma saia jeans azul, uma blusa rosa e uma chemise xadrez em tons de verde musgo. Está apontando para uma tabela dividida entre prós e contras marrom, enfeitada com estrelas coloridas, para se decidir entre suas duas opções amorosas. Ela está dentro de um quarto, com paredes pintadas de azul celeste e a porta e os armários na cor branca." width="768" height="512" /><figcaption id="caption-attachment-25850" class="wp-caption-text">“Está dizendo que eu devo ter dois namorados?” (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>2ª temporada de Eu Nunca… (Never Have I Ever)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não muito diferente do ano inicial, a segunda temporada da série</span><i><span style="font-weight: 400;"> Eu Nunca</span></i><a href="https://personaunesp.com.br/eu-nunca-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">…</span></a><span style="font-weight: 400;">, produzida pela plataforma de streaming </span><a href="https://personaunesp.com.br/?s=netflix"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, segue narrando a vida nada simples da jovem Devi Vishwakumar (Maitreyi Ramakrishnan) e seus altos e baixos entre questões amorosas, diferenças familiares, religião e a perda recente de seu pai. Com uma grande dose de humor e uma abordagem mais séria para assuntos sensíveis, a série superou as expectativas já aguardadas pelo público e conquistou um espaço entre as melhores de 2021. Apesar de não haver grandes diferenças entre as temporadas, a segunda teve um aprofundamento no enredo de todas as figuras principais, se tornando um diferencial frente às outras séries do mesmo gênero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora o foco aqui seja o humor, em vários momentos os personagens tiveram que lidar com situações difíceis como relacionamentos tóxicos, transtornos alimentares e machismo dentro de instituições de ensino. Além disso, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5YaVfwIG9MI"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca…</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se destaca entre outras produções </span><i><span style="font-weight: 400;">teens</span></i><span style="font-weight: 400;"> pela preocupação de realmente trazer uma protagonista adolescente, com problemas recorrentes da adolescência e com atitudes e escolhas muitas vezes consideradas infantis por parte do público. Essa união entre brigas, risadas e amor, contribuíram para que já fosse renovada para a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4uuYIEeFRaQ"><span style="font-weight: 400;">terceira temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Ludmila Henrique</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> … opened a textbook (02&#215;03) e … been a perfect girl (02&#215;10)</span></p>
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<figure id="attachment_25851" aria-describedby="caption-attachment-25851" style="width: 1100px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25851" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Falcao-e-o-Soldado-Invernal-Vitoria-Vulcano.jpg" alt="Cena da série Falcão e o Soldado Invernal. A imagem mostra, da esquerda para direita, um homem negro de cabelos curtos e um homem branco, também de cabelos curtos. O primeiro usa camiseta marrom sobreposta por um moletom cinza, além de calça jeans. Ele também carrega um escudo representante da bandeira dos Estados Unidos na mão direita. O segundo veste camiseta azul e calça jeans. Ele também carrega uma mochila preta no ombro direito. Ao fundo, uma paisagem semelhante a uma floresta." width="1100" height="619" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Falcao-e-o-Soldado-Invernal-Vitoria-Vulcano.jpg 1100w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Falcao-e-o-Soldado-Invernal-Vitoria-Vulcano-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Falcao-e-o-Soldado-Invernal-Vitoria-Vulcano-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Falcao-e-o-Soldado-Invernal-Vitoria-Vulcano-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25851" class="wp-caption-text">Entregando visões e recursos potentes para os horizontes dos heróis, Falcão e o Soldado Invernal é <a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/the_falcon_and_the_winter_soldier">significativa</a> principalmente para o presente (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Falcão e o Soldado Invernal (The Falcon and the Winter Soldier)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/marvel-todos-os-filmes-series-fase-4-calendario#157"><span style="font-weight: 400;">quarta fase</span></a><span style="font-weight: 400;"> do legado </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; apesar dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">pesares</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; tem se projetado do passado e desenvolvido o futuro por arcos </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternos-critica/"><span style="font-weight: 400;">interessantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><span style="font-weight: 400;">astutos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sem abandonar os trejeitos característicos do universo de Kevin Feige, </span><a href="https://personaunesp.com.br/falcao-e-o-soldado-invernal-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Falcão e o Soldado Invernal</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> integra a jornada apresentando a algazarra mundial </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><span style="font-weight: 400;">pós-</span><i><span style="font-weight: 400;">Ultimato</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com lentes quase sempre cuidadosas e veias críticas pioneiramente precisas. Escancarando o lado vil do memorável escudo outrora detido por Steve Rogers, a trama captura a essência odisseica da </span><a href="https://www.inverse.com/entertainment/captain-america-legacy-isnt-the-shield-its-sam-wilson-bucky-barnes"><span style="font-weight: 400;">dupla</span></a><span style="font-weight: 400;"> que participou na construção da herança de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/listas/2019/05/de-primeiro-vingador-a-guerra-civil-relembre-a-trilogia-do-capitao-america"><i><span style="font-weight: 400;">Cap</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Finalmente, os holofotes passam a seguir quem precisa deixar de ser segundo plano nessa história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se Bucky Barnes (Sebastian Stan) desenlaça seus vínculos retroativos em digna humanização, Sam Wilson (Anthony Mackie) percorre uma jornada de identidade à sua altura &#8211; se consagrando </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2021/08/18/capitao-america-4-vai-ser-estrelado-por-anthony-mackie.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Capitão América</span></a><span style="font-weight: 400;"> com maestria. Não há como negar o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ASUjNJeU0Bk"><span style="font-weight: 400;">elo</span></a><span style="font-weight: 400;"> magnético que paira sobre ambos em cena, nem a ambição certeira da narrativa. Entre rostos </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/falcao-e-o-soldado-invernal-barao-zemo-hqs-episodio-3"><span style="font-weight: 400;">conhecidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2021/falcao-soldado-invernal-john-walker-significado-capitao-america.html"><span style="font-weight: 400;">estreantes</span></a><span style="font-weight: 400;">, caminhando na psique dos personagens, toda a ação também anseia pela ultrapassagem da superfície de lutas e simbologias. O retrato, ainda que </span><a href="https://somaisumacoisa.com/2021/04/falcao-e-o-soldado-invernal-e-preciso-mergulhar-mais-fundo/"><span style="font-weight: 400;">débil</span></a><span style="font-weight: 400;">, de racismo e imperialismo estadunidense é muito bem-vindo ao </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;">. E, mesmo esnobada no </span><a href="https://www.emmys.com/shows/falcon-and-winter-soldier"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sem continuação confirmada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Falcão e o Soldado Invernal</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz o amanhã dos estúdios </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> reluzir. </span><b>&#8211; Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos</b><span style="font-weight: 400;">: Power Broker (01&#215;03) e Truth (01&#215;05)</span></p>
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<figure id="attachment_25852" aria-describedby="caption-attachment-25852" style="width: 1567px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25852" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/fargo-bruno-andrade.jpg" alt="Cena do seriado Fargo. Na foto, Chris Rock está sentado ao centro, cercado de homens com chapéus, boinas e ternos. Todos, inclusive Chris Rock, são homens negros. Ele está vestindo um terno azul claro, sapatos pretos e gravata preta." width="1567" height="1175" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/fargo-bruno-andrade.jpg 1567w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/fargo-bruno-andrade-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/fargo-bruno-andrade-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/fargo-bruno-andrade-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/fargo-bruno-andrade-1536x1152.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/fargo-bruno-andrade-1200x900.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25852" class="wp-caption-text">Em uma temporada mais política que as anteriores, Fargo entregou uma história concisa sobre a segregação nos Estados Unidos (Foto: FX)</figcaption></figure>
<p><b>4ª temporada de Fargo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Três anos depois da 3ª temporada, a adaptação do </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-fargo/"><span style="font-weight: 400;">clássico filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 1996 chegou ao público em uma nova abordagem. Embora o 4º ano de </span><a href="https://personaunesp.com.br/fargo-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fargo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não tenha entregue tudo o que se espera do seriado, ainda foi melhor do que a maioria dos lançamentos do gênero. Protagonizada por Chris Rock, a temporada traçou paralelos entre a história da criminalidade e a história da segregação racial nos Estados Unidos, apontando para uma formação cultural que sustentou-se, durante muito tempo, no preconceito. Quando o seriado decidiu dar voz a Loy Cannon (Rock), mostrou que, embora certas coisas sejam apenas coincidências, outras simplesmente não são – como a história do racismo e xenofobia nos EUA. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa temporada também teve um caráter mais político em comparação às demais, mas, ao que parece, não poderia ser diferente. Tanto pela situação em que foi concebida – pós-</span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2020/06/03/dos-eua-a-australia-manifestacoes-antirracistas-seguem-pelo-8-dia-consecutivo"><span style="font-weight: 400;">manifestações antirracistas</span></a><span style="font-weight: 400;">, decorrentes do assassinato de </span><a href="https://revistaforum.com.br/noticias/caso-moise-guardian-george-floyd-23-minutos/"><span style="font-weight: 400;">George Floyd</span></a><span style="font-weight: 400;"> –, quanto pela sua temática de reconstrução de um momento histórico do país. Sem deixar nada estereotipado ou como evidência vazia, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I4ISTHi45_s&amp;ab_channel=RottenTomatoesTV"><span style="font-weight: 400;">4ª temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Fargo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">teve bastante êxito ao fazer com que o telespectador desvendasse pequenas referências e ainda se mantivesse preso à história do roteiro. Uma das melhores séries de todos os tempos, e um dos melhores lançamentos do ano passado. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">The Nadir (04&#215;08) e East/West (04&#215;09)</span></p>
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<figure id="attachment_25901" aria-describedby="caption-attachment-25901" style="width: 1300px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25901" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Feel-Good-Monique-Marquesini.jpg" alt="Cena da segunda temporada da série Feel Good. A imagem tem formato retangular e apresenta as personagens Mae e George, deitadas em uma cama e se abraçando. George está à esquerda e Mae à direita. As duas são pessoas brancas, Mae com cabelos curtos e loiros, e George com cabelo castanho abaixo dos ombros. " width="1300" height="731" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Feel-Good-Monique-Marquesini.jpg 1300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Feel-Good-Monique-Marquesini-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Feel-Good-Monique-Marquesini-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Feel-Good-Monique-Marquesini-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Feel-Good-Monique-Marquesini-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25901" class="wp-caption-text">Mesmo com todos os desafios, Mae e George são um respiro de intimidade e cuidado, estabelecendo o seu melhor quando estão uma ao lado da outra (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>2ª temporada de Feel Good</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente de outras produções da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Mo6IF6qbYPE"><i><span style="font-weight: 400;">Feel Good</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não se trata apenas de um romance fofo. Misturando o humor com assuntos delicados, o roteiro entrega histórias de relacionamentos complexos e vícios. A trama conta a história da comediante lésbica Mae (Mae Martin) &#8211; inspirada em partes de sua própria vida, já que os traumas e as drogas estão presentes em sua jornada. A série desenvolve as angústias de cada personagem de forma honesta e até dolorosa, na qual o humor e a personalidade deles faz a narrativa ser mais leve. Durante uma de suas apresentações, Mae conhece George (</span><span style="font-weight: 400;">Charlotte Ritchie</span><span style="font-weight: 400;">), elas se conectam mesmo no meio de todas suas inseguranças e lutam para manter uma relação saudável junto ao caos de suas vidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As reflexões e questionamentos da série são sempre agridoces, e a segunda e última temporada conta com seis episódios bem distribuídos. As duas &#8211; Mae e George &#8211; começam o ano separadas e tentando se auto conhecer. A história da dupla é retratada de forma muito realista, mostrando que apenas amar não é suficiente. </span><i><span style="font-weight: 400;">Feel Good</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue expor sentimentos e dores sem exceder-se. Todas as nuances e fragilidades das protagonistas atingem em cheio todas as tramas da história &#8211; o vício às drogas, </span><a href="https://jornaldebrasilia.com.br/entretenimento/sexologa-indica-5-series-da-netflix-para-aprender-mais-sobre-a-sexualidade-humana/"><span style="font-weight: 400;">orientação sexual</span></a><span style="font-weight: 400;">, identidade de gênero e problemas psicológicos &#8211; conseguem explorar a doçura e amargor de uma história real e dolorosa, e que nem sempre faz você se sentir bem. </span><b>&#8211;</b> <b>Monique Marquesini</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b> <span style="font-weight: 400;">Episode 3 (02&#215;03) e Episode 6 (02&#215;06)</span></p>
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<figure id="attachment_25853" aria-describedby="caption-attachment-25853" style="width: 1136px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25853" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Formula-1-Dirigir-para-Viver-Formula-1-Drive-to-Survive-Nathalia-Tetzner.jpeg" alt="Cena da série Fórmula 1: Dirigir para Viver. Na imagem, Lewis Hamilton está com os braços para trás enquanto olha para cima. O piloto negro e de olhos e cabelo escuros veste uma camisa preta com a frase “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam) esrita em branco. Ele também usa máscara e óculos escuros" width="1136" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Formula-1-Dirigir-para-Viver-Formula-1-Drive-to-Survive-Nathalia-Tetzner.jpeg 1136w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Formula-1-Dirigir-para-Viver-Formula-1-Drive-to-Survive-Nathalia-Tetzner-800x451.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Formula-1-Dirigir-para-Viver-Formula-1-Drive-to-Survive-Nathalia-Tetzner-1024x577.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Formula-1-Dirigir-para-Viver-Formula-1-Drive-to-Survive-Nathalia-Tetzner-768x433.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25853" class="wp-caption-text">Os movimentos sociais ganharam destaque em um ano incomum para a Fórmula 1 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Fórmula 1: Dirigir para Viver (Formula 1: Drive to Survive)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o avanço da pandemia de covid-19 e o consequente comprometimento do calendário de 2020 da Fórmula 1, a 3ª temporada da sua série documental na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">se aprofundou ainda mais nas emoções dos bastidores. Ao focar nos aspectos que ultrapassam o esporte, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aViLtXEtgqs"><i><span style="font-weight: 400;">Fórmula 1: Dirigir para Viver</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conseguiu construir a sua própria audiência. Para os episódios, o excesso de dramatização se tornou um ponto positivo e as disputas internas entre as equipes colocaram gasolina para fazer a série andar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano em que o automobilismo quase não acelerou, o elenco cheio de personalidades fortes ainda teve história para contar. Se o carisma de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SlMAesCtjNw"><span style="font-weight: 400;">Daniel Ricciardo</span></a><span style="font-weight: 400;"> continuou a arrebatar corações, o acidente de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7YMjw2sjXqU"><span style="font-weight: 400;">Romain Grosjean</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a redenção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EbREoruo_5Y"><span style="font-weight: 400;">Pierre Gasly</span></a><span style="font-weight: 400;"> foram responsáveis pelos momentos mais tocantes. Em um esporte ainda elitizado, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Qepog4PaeI8"><span style="font-weight: 400;">Lewis Hamilton</span></a><span style="font-weight: 400;"> não teve medo de se posicionar e foi protagonista dentro e fora das pistas. A 3ª temporada provou que a série veio para ficar e mudar a relação do torcedor com a Fórmula 1: a sequência já foi </span><a href="https://twitter.com/NetflixBrasil/status/1430877707945095170"><span style="font-weight: 400;">confirmada</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Cash Is King (03&#215;01), The Comeback Kid (03&#215;06) e Down To The Wire (03&#215;10)</span></p>
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<figure id="attachment_25854" aria-describedby="caption-attachment-25854" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25854" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/gaviao-arqueiro-vitoria-lopes-gomez.jpg" alt="Cena da série Gavião Arqueiro. Na imagem, sentados na calçada em frente a uma porta fechada, vemos, à esquerda, Clint Barton, o personagem interpretado por Jeremy Renner, e, à direita, Kate Bishop, interpretada por Hailee Steinfeld. À frente dela, vemos um cachorro Golden Retriever com o pelo amarelado claro. Jeremy Renner é um homem branco, de cabelo castanho curto em um topete, aparentando cerca de 40 anos, vestindo um casaco marrom, calça e sapatos pretos. Hailee Steinfeld é uma mulher branca, de cabelos pretos longos e lisos, aparentando cerca de 25 anos, vestindo um sobretudo cinza, camiseta branca, calça jeans clara e botas pretas." width="768" height="321" /><figcaption id="caption-attachment-25854" class="wp-caption-text">Os episódios de Gavião Arqueiro unem a ação ao aprofundamento dos personagens, e abordam também as consequências físicas e emocionais de ser um herói (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>1</b><b>ª</b><b> temporada de Gavião Arqueiro (Hawkeye)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2021, boa parte da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel </span></i><span style="font-weight: 400;">se ocupou com grandes aventuras. Entre </span><a href="https://personaunesp.com.br/what-if-critica/"><span style="font-weight: 400;">realidades paralelas</span></a><span style="font-weight: 400;">, vizinhanças alternativas, </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><span style="font-weight: 400;">alter egos</span></a><span style="font-weight: 400;"> convivendo (isso em </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><span style="font-weight: 400;">mais de uma produção</span></a><span style="font-weight: 400;">), </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternos-critica/"><span style="font-weight: 400;">equipes de heróis imortais</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">missões internacionais super-secretas</span></a><span style="font-weight: 400;">, o Gavião Arqueiro passou o ano em em casa, descansando. A paz do ex-Vingador é interrompida justo na semana natalina, quando a arqueira juvenil e sua fã número 1, Kate Bishop, veste o uniforme de </span><a href="https://ovicio.com.br/como-clint-barton-se-tornou-o-ronin-nos-quadrinhos/"><span style="font-weight: 400;">Ronin</span></a><span style="font-weight: 400;"> e passa a ser perseguida pelos antigos inimigos da persona vilanesca de Clint Barton. Talvez por ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">uma vez um herói, sempre um herói&#8217;,</span></i><span style="font-weight: 400;"> talvez pela culpa por seus atos, o personagem deixa a decoração da árvore de Natal de lado para livrá-la da encrenca. E é com essa simples premissa (e em uma só linha do tempo!) que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5VYb3B1ETlk"><i><span style="font-weight: 400;">Gavião Arqueiro</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">entretém, e justamente por manter os pés no chão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de iniciar a tão esperada </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2021/gaviao-arqueiro-diferencas-kate-bishop.html#:~:text=Nos%20quadrinhos%20da%20Marvel%20Comics,da%20Terra%2C%20os%20Jovens%20Vingadores"><span style="font-weight: 400;">introdução de Kate</span></a><span style="font-weight: 400;"> Bishop às telas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, a primeira temporada da série aproveita para redimir o Gavião Arqueiro, que, sem destaque desde o seu início nos Cinemas, estava ainda mais </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><span style="font-weight: 400;">desgastado com os recentes eventos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os seis episódios flertam com os quadrinhos, referenciam outras produções da empresa, e apresentam </span><a href="https://universoheroico.com.br/echo-conheca-personagem-de-gaviao-arqueiro/#:~:text=A%20personagem%20Maya%20Lopez%2C%20tamb%C3%A9m,o%20seu%20pai%20de%20sangue."><span style="font-weight: 400;">novos personagens</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas, mesmo com tudo isso, já triunfam logo em sua dupla de protagonistas: um carrancudo Clint servindo como mentor a uma simpática Kate faz da crescente relação e parceria dos dois a parte mais divertida e envolvente de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gavião Arqueiro</span></i><span style="font-weight: 400;">. Na pele da arqueira, a carismática Hailee Steinfeld torna até o herói de Jeremy Renner mais aceitável. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Never Meet Your Heroes (01&#215;01), Partners, Am I Right? (01&#215;04) e Ronin (01&#215;05)</span></p>
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<figure id="attachment_25855" aria-describedby="caption-attachment-25855" style="width: 1566px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25855" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/generaion-Joao-Favaro.jpg" alt="Cena da série genera+ion. A imagem mostra as personagens Nathan, Chester e Riley sentados em uma mesa na praça de um colégio. Chester está ao centro abraçando Nathan e Riley, que estão à sua esquerda e direita, respectivamente. Nathan é um homem branco jovem e veste uma camiseta azul. Chester é um homem negro de pele clara jovem e veste uma regata de listras coloridas, na cor azul, lilás, rosa e branco. Chester veste também uma calça xadrez vermelha e um óculos de sol pequeno e vermelho. Riley é uma mulher jovem de cabelos compridos e usa uma calça preta." width="1566" height="934" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/generaion-Joao-Favaro.jpg 1566w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/generaion-Joao-Favaro-800x477.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/generaion-Joao-Favaro-1024x611.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/generaion-Joao-Favaro-768x458.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/generaion-Joao-Favaro-1536x916.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/generaion-Joao-Favaro-1200x716.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25855" class="wp-caption-text">Lacre atrás de lacre (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de genera+ion</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É incrível pensar que Zelda Barnz tinha 16 anos quando começou a escrever </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fBf1lUXlCag"><i><span style="font-weight: 400;">genera+ion</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo que esse fato impressiona, faz muito sentido ao analisar o resultado final da obra. A série, que retrata a adolescência LGBTQIA+, faz questão de passar por quase todas as representatividades da sigla. O conjunto de personagens carrega com si muitas camadas e traços que os caracterizam como jovens </span><i><span style="font-weight: 400;">queer </span></i><span style="font-weight: 400;">complexos e multifacetados, adolescentes que fazem boas e más escolhas, às vezes inconsequentes mas também muito carismáticos e amorosos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre seus tantos personagens, a comédia dramática tem como destaques a mística Arianna (</span><span style="font-weight: 400;">Nathanya Alexander), Nathan (Uly Schlesinger), o bissexual pateta, e também Ana (Nava Mau), uma tia carinhosa e devota à criação da sua sobrinha Greta (Haley Sanchez). Infelizmente, </span><i><span style="font-weight: 400;">genera+ion </span></i><span style="font-weight: 400;">foi cancelada</span> <span style="font-weight: 400;">de forma criminosa, depois de sua primeira e única temporada, comprovando que narrativas adolescentes que possuem como maior foco as representatividades LGBTQIA+ não caem nas graças do grande público. Para a História, a série ficará como uma obra que contemplou muitos </span><i><span style="font-weight: 400;">queers</span></i><span style="font-weight: 400;"> que se identificaram com as personagens ou desejaram </span><a href="https://personaunesp.com.br/blue-neighbourhood-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">ter tido uma juventude</span></a><span style="font-weight: 400;"> igual a deles. </span><b>&#8211; João Favaro</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Desert Island (01&#215;07) e The High Priestess (01&#215;12)</span></p>
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<figure id="attachment_25856" aria-describedby="caption-attachment-25856" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25856" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Ghosts-Jho-Brunhara.jpg" alt="Cena da série Ghosts. A imagem mostra as personagens da série Ghosts correndo em uma estrada numa área rural, durante o dia. Na parte da frente, da esquerda para a direita, vemos Captain, Kitty, Pat, Thomas e Robin. Atrás, vemos Fanny e Julian. A câmera está na frente deles. Captain é um homem branco e veste roupas militares; Kitty é uma mulher negra e veste roupa de época de 1800; Pat é um homem branco e veste roupa de escoteiro; Thomas é um homem branco e veste roupa de época de 1700; Robin é um homem branco e veste roupa de homem das cavernas. Fanny é uma mulher idosa branca e veste roupa de época de 1900; Julian é um homem branco e veste roupa dos anos 1990." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Ghosts-Jho-Brunhara.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Ghosts-Jho-Brunhara-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Ghosts-Jho-Brunhara-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Ghosts-Jho-Brunhara-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Ghosts-Jho-Brunhara-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Ghosts-Jho-Brunhara-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25856" class="wp-caption-text">O squad perfeito (Foto: BBC One)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Ghosts</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você gostou do humor britânico de </span><a href="https://personaunesp.com.br/fleabag-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fleabag</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ghosts</span></i><span style="font-weight: 400;"> está apenas te esperando para ser descoberta. A série de 2019 da </span><i><span style="font-weight: 400;">BBC One</span></i><span style="font-weight: 400;"> – não confundir com o </span><i><span style="font-weight: 400;">remake </span></i><span style="font-weight: 400;">estadunidense da </span><i><span style="font-weight: 400;">CBS</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2021 – é genial em todas as suas camadas. A partir de uma premissa simples e já vista antes, a produção não reinventa a roda, mas traz uma versão polida, astuta e dinâmica. Alison (Charlotte Ritchie) se muda para o recém-herdado Casarão Button com seu marido Mike (Kiell Smith-Bynoe), e após uma experiência de quase-morte, ela passa a conseguir enxergar fantasmas. E é aí que entram as nove figuras principais de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ghosts</span></i><span style="font-weight: 400;">: Kitty, Thomas, Julian, Fanny, Pat, Robin, Captain, Mary e Humphrey.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por terem morrido em épocas diferentes, a série utiliza dos estereótipos das personagens e seus costumes individuais para dar o tom cômico, mas nunca reduzindo eles a apenas isso. De um homem das cavernas até um político dos anos 90, a obra sabe bem como explorar essa distância de anos e personalidades a seu favor. A terceira temporada introduz uma nova personagem (viva) para a trama, Lucy (Jessica Knappett), que diz ser uma irmã perdida de Alison. Porém, as estrelas ainda são os fantasmas, e claro, Mike. Uma das maiores vantagens de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5e0nB1mSd9Q"><i><span style="font-weight: 400;">Ghosts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> talvez seja o fato de que seus atores são os próprios roteiristas da série – e vieram juntos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Horrible Histories</span></i><span style="font-weight: 400;">, um clássico da TV britânica –, o que possibilita que eles coloquem na telinha apenas o que sabem que funciona e o que é engraçado. E eles sabem mesmo. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">The Woodworm Men (03&#215;03) e Something to Share? (03&#215;05)</span></p>
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<figure id="attachment_25857" aria-describedby="caption-attachment-25857" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25857" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/gossip.jpg" alt="Cena da série Gossip Girl A cena mostra Max e Akeno se olhando de frente. Max é branco, tem cabelos pretos e usa uma camisa florida clara. Akeno tem traços asiáticos, cabelos rosas bem rentes à cabeça e usa camisa branca. Eles tem as mãos próximas em uma mesa, com um celular no centro." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/gossip.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/gossip-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/gossip-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/gossip-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/gossip-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25857" class="wp-caption-text">Arcos de Akeno, Audrey e Max triunfam em temporada com mais desculpas do que qualidades, mas recheada de senso de esperança para o futuro (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><strong>1ª temporada de Gossip Girl</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe certo grau de humor e ironia nas entrelinhas da nova </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9IOByTthItA"><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. É uma pena, todavia, que seus roteiristas e diretores insistam em ignorá-lo, dando voltagem a um drama melodramático e pouco convincente. Fato também de conhecimento geral é que os episódios iniciais, meia dúzia de </span><a href="https://personaunesp.com.br/riverdale-4a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">filhotes de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Riverdale</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com senso de grandeza, apequenaram as expectativas para o futuro. A leva final do ano de estreia engrossa o caldo e sabe focar em um problema central, fazendo com que seu carismático elenco dance conforme a música.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito mais um voto de confiança e um agradecimento por bons momentos isolados ao longo de uma extensa temporada, a mera inserção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl </span></i><span style="font-weight: 400;">nas Melhores de 2021 denota o </span><a href="https://ffw.uol.com.br/noticias/comportamento/o-que-e-camp-entenda-o-tema-desta-edicao-do-met-gala-que-acontece-hoje/"><span style="font-weight: 400;">ar </span><i><span style="font-weight: 400;">camp</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e despojado que está na atmosfera do </span><a href="https://gossipgirl.fandom.com/wiki/Upper_East_Side#:~:text=The%20Upper%20East%20Side%20is,affluent%20neighborhoods%20in%20New%20York."><span style="font-weight: 400;">Upper East Side</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ficam os sinais: queremos </span><a href="https://www.teenvogue.com/story/gossip-girl-approach-to-polyamory-is-a-refreshing-step-forward"><span style="font-weight: 400;">mais do romance</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre Akeno (Evan Mock), Max (Thomas Doherty) e Audrey (Emily Alyn Lind), menos das intrigas de Zoya (Whitney Peak) e Julien (Jordan Alexander), quase nada do núcleo adulto e, mais do que qualquer coisa, necessitamos de uma abundância de Luna (</span><a href="https://hugogloss.uol.com.br/entrevistas/exclusivo-zion-moreno-de-gossip-girl-fala-sobre-o-ship-lunet-retorno-de-personagens-originais-e-quebra-de-estereotipos-como-mulher-trans-assista/"><span style="font-weight: 400;">Zión Moreno</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span><i><span style="font-weight: 400;">XOXO</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Parentsite (01&#215;06), Blackberry Narcissus (01&#215;09) e You Can&#8217;t Take It with Jules (01&#215;11)</span></p>
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<figure id="attachment_25858" aria-describedby="caption-attachment-25858" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25858" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/greys-anatomy-cena.jpg" alt="Cena da série Grey’s Anatomy. Uma imagem retangular contendo quatro personagens da série, todos sentados e alinhados. Da esquerda para a direita encontram-se um homem negro e careca com um pequeno cavanhaque já esbranquiçado, vestindo uma camisa cinza. À sua esquerda uma mulher branca, de cabelos loiros, um leve sorriso no rosto, vestindo uma camisa branca com uma camiseta da mesma cor por baixo. Seguindo a sequência, ao seu lado encontra-se um homem branco, de cabelo escuro e curto, vestindo uma camiseta polo branca e um sorriso no rosto. Por fim, uma mulher negra de cabelos castanhos lisos e vestindo uma camisa de tom rosa bem claro. Todos eles contemplam algum ponto no horizonte sem olhar para a câmera. O fundo é todo composto por pedras arredondadas, trazendo um tom mais acinzentado para a imagem." width="1200" height="630" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/greys-anatomy-cena.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/greys-anatomy-cena-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/greys-anatomy-cena-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/greys-anatomy-cena-768x403.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25858" class="wp-caption-text">Nem nos sonhos mais distantes era esperado um reencontro assim (Foto: ABC)</figcaption></figure>
<p><strong>17ª temporada de Grey’s Anatomy</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como em uma prova de resistência,</span><a href="https://personaunesp.com.br/greys-anatomy-17a-temp-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">Grey’s Anatomy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lança sua 17ª temporada em meio ao caos da pandemia, e nada melhor do que uma série médica para contar isso. Adicionando a covid-19 no contexto do Hospital Grey Sloan, o resultado acaba sendo a</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_BNd6BiDCFw"> <span style="font-weight: 400;">realidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> de hospitais do mundo todo que entraram em colapso por tantas mortes, graças ao negacionismo que também se faz presente na série. A representatividade, como sempre, é um ponto fundamental do desenvolvimento da trama, trazendo problemas como o tráfico de pessoas e o sofrimento da população negra americana (e global) com o vírus. Esses e outros temas continuarão a ser abordados, já que a trama foi</span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/231713-grey-s-anatomy-renovada-19-temporada-ellen-pompeo.htm"> <span style="font-weight: 400;">confirmada</span></a><span style="font-weight: 400;"> até a 19ª temporada.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da situação terrível, os médicos vão levando suas vidas como podem: alguns lidando com o nascimento de seus bebês e formando casais fofíssimos, e outros em sua confusão eterna como Teddy e Owen. Com sua brilhante criatividade, Shonda Rhimes conseguiu entregar para os fãs mais um</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=C9qcmOap7RM"> <span style="font-weight: 400;">episódio</span></a><span style="font-weight: 400;"> produzido na loucura, igual àquele em que Callie faz um musical enquanto está morrendo. O que não pode ficar de fora são os episódios na praia – muito milagrosa e que consegue ressuscitar defunto, onde Meredith (que estava em coma) encontra Derek, Lexie, George e outros que já partiram. Depois dessa temporada, é notável que sempre irão</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iahQamwJxb8&amp;list=PLRitr9799qmT3z2XX9cHafaTcSnq-_Ik-&amp;index=37"> <span style="font-weight: 400;">matar</span></a><span style="font-weight: 400;"> quem não merece morrer. </span><b>&#8211; Maria Vitória Bertotti</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> All Tomorrow&#8217;s Parties (17&#215;01), You’ll Never Walk Alone (17&#215;04) e I’m Still Standing (17&#215;16)</span></p>
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<figure id="attachment_25859" aria-describedby="caption-attachment-25859" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25859" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Hacks-Joao-Favaro.jpg" alt="Cena da série Hacks. A imagem mostra as personagens Ava e Deborah em um corredor cheio de porta-retratos. Elas estão no meio desse corredor, olhando para a parede da esquerda, e a câmera as filma de lado. Ava é um mulher adulta branca de cabelos loiros na altura do ombro, e usa uma camiseta de manga comprida vermelha. Ela está de braços cruzados. Deborah é uma mulher idosa branca de cabelos loiros presos, e usa um casaco bege. Ela segura uma bolsa bege e está com as mãos próximas ao meio do peito." width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Hacks-Joao-Favaro.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Hacks-Joao-Favaro-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Hacks-Joao-Favaro-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Hacks-Joao-Favaro-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Hacks-Joao-Favaro-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Hacks-Joao-Favaro-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25859" class="wp-caption-text">Eu ainda vou te dar muito orgulho velha (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Hacks</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As 15 indicações ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021 e a vitória de Jean Smart, que interpreta a protagonista Deborah Vance, não são suficientes para expressar a potencialidade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hacks-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A série de Lucia Aniello, Paul W. Downs e Jen Statsky conta a história de uma comediante veterana de 70 anos de idade e uma jovem roteirista com um cancelamento na conta que são obrigadas a trabalharem juntas. O conflito de gerações e a indisposição de uma para com a outra levam a trama para uma competição de duas pessoas que deveriam estar se ajudando, elevando a comédia de 10 episódios para uma experiência cômica muito emocionante e recompensadora.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> carrega questões importantes e expõe as dificuldades das </span><a href="https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2020/12/08/humoristas-falam-sobre-machismo-na-comedia.htm"><span style="font-weight: 400;">mulheres na comédia</span></a><span style="font-weight: 400;">, retratando como o machismo afeta Deborah e molda a personalidade dessa mulher arrebatadora, que precisou transpassar todas as condições delimitadoras e se tornou icônica. O cenário de Las Vegas e os contrapontos de Ava (Hannah Einbinder), uma menina soberba de Los Angeles, é instigante, e retifica a atmosfera de competitividade da série. </span><i><span style="font-weight: 400;">Hacks </span></i><span style="font-weight: 400;">foi renovada para uma segunda temporada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ainda não possui data de estreia. </span><b>&#8211; João Favaro</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Falling (01&#215;05) e New Eyes (01&#215;06)</span></p>
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<figure id="attachment_25860" aria-describedby="caption-attachment-25860" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25860" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/hsmtmts-scaled.jpg" alt="Cena da 2ª temporada de High School Musical: A Série: O Musical. Nela, os alunos do grupo de teatro estão no corredor da escola, todos com um olhar de espanto/surpresa. Na ponta esquerda, está Ashlyn, interpretada por Julia Lester; ela é uma jovem branca, de cabelos ruivos e longos, presos em um semi rabo de cavalo; e veste um moletom branco com detalhes rosas, calça legging preta e um par de tênis prateado. Ao seu lado, está Big Red, interpretado por Larry Saperstein; ele é um jovem branco, de cabelos ruivos e lisos; e veste um casaco xadrez, calças marrons e um par de tênis colorido. Ao seu lado, está Ricky, interpretado por Joshua Bassett; ele é um jovem branco, de cabelos castanhos e encaracolados; e veste um moletom com listras coloridas, calça jeans e um par de tênis azul. Ao seu lado, está Carlos, interpretado por Frankie A. Rodriguez; ele é um jovem com traços latinos, cabelos pretos e lisos; e veste um moletom branco, com um casaco com estampa dourada, e calça preta; ele também segura um candelabro na mão direita. Mais ao fundo, ao lado direito de Carlos, está Seb, interpretado por Joe Serafini; ele é um jovem branco com cabelos loiros e lisos; ele veste uma camisa branca estampada, casaco bege, calça jeans e um par de tênis marrom. Ao seu lado, está Kourtney, interpretada por Dara Reneé; ela é uma jovem negra, com cabelo castanho-claro e crespo; ela veste uma camiseta laranja, um casaco e calça estampados, e um par de tênis rosa. Ao seu lado, na ponta direita, está Gina, interpretada por Sofia Wylie; ela é uma jovem negra, com cabelo castanho-escuro preso em um coque alto; ela veste um cropped preto, uma jaqueta preta, calça preta estampada e um par de tênis branco. " width="2560" height="1704" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/hsmtmts-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/hsmtmts-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/hsmtmts-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/hsmtmts-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/hsmtmts-1536x1022.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25860" class="wp-caption-text">As <a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-162110/">gravações da 3ª temporada já começaram</a>, e vão contar com o retorno de Corbin Bleu, que interpretou Chad na trilogia de filmes (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><strong>2ª temporada de High School Musical: A Série: O Musical (High School Musical: The Musical: The Series)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que </span><a href="https://personaunesp.com.br/high-school-musical-the-musical-the-series-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical: A Série: O Musical</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das maiores séries </span><i><span style="font-weight: 400;">teens </span></i><span style="font-weight: 400;">dos últimos tempos todo mundo já sabe. Sua 1ª temporada foi uma sucessão de acertos, além de ser fortalecida pelo poder da nostalgia e trazer uma releitura necessária sobre a trilogia musical de sucesso, a produção também revelou para o mundo o rosto de uma das </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/olivia-rodrigo-e-mulher-do-ano-para-billboard-entenda/"><span style="font-weight: 400;">maiores artistas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> da atualidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> (antes mesmo dela receber esse posto): Olivia Rodrigo. Diante desse cenário, as expectativas para </span><a href="https://personaunesp.com.br/high-school-musical-the-musical-the-series-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">o segundo ano da série</span></a><span style="font-weight: 400;"> não eram pequenas, mas não chegaram muito perto de serem cumpridas. Tentando se desvencilhar cada vez mais da obra original, o grupo de teatro do East High adapta um outro clássico,</span> <a href="https://personaunesp.com.br/a-bela-e-a-fera-30-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">A Bela e a Fera</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas acaba seguindo os mesmo passos, e cometendo novos erros, ao voltar os holofotes para o dramalhão cansativo do casal principal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, a condução geral da narrativa não tira o mérito dos triunfos da 2ª temporada da produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em paralelo aos problemas entre Nini (Olivia Rodrigo) e Ricky (Joshua Bassett), </span><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical: A Série: O Musical</span></i><span style="font-weight: 400;"> trilha seu próprio caminho ao apresentar personagens secundários com narrativas bem mais interessantes e maduras &#8211; pelo menos para o que se espera de um grupo de adolescentes -, mesmo que ainda pouco desenvolvidas. Gina (Sofia Wylie) é a grande estrela desse novo ano, ao ser totalmente desvinculada do papel de vilã (justiça por Sharpay Evans!) e almejar suas próprias conquistas pessoais. O mesmo vale para Carlos (Frankie A. Rodriguez), Seb (Joe Serafini) e Ashlyn (Julia Lester), que protagonizam importantes discussões que poderiam render até episódios individuais sobre suas histórias. Em meio a tantas oportunidades, a </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/224891-high-school-musical-serie-renovada-3-temporada.htm"><span style="font-weight: 400;">renovação da série</span></a><span style="font-weight: 400;"> era mais do que necessária, para se ter uma outra chance de fazer jus à tentativa de não criar um novo Troy e uma nova Gabriela. </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">The Quinceañero (02&#215;05), Spring Break (02&#215;09) e Showtime (02&#215;11)</span></p>
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<figure id="attachment_25862" aria-describedby="caption-attachment-25862" style="width: 1501px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25862" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Adventure-Time-Distant-Lands-Jho-Brunhara.jpg" alt="Cena da minissérie Adventure Time: Distant Lands. A imagem mostra as personagens Finn e Jake. O fundo é dourado e pode-se ver pedras flutuando. Eles estão em cima de um pedaço de chão que também está flutuando. Eles estão de lado. Finn é um menino branco que veste um chapéu branco com orelhinhas, uma camiseta azul, um shorts azul, sapato preto e mochila verde. Jake é um cachorro amarelo. Ele usa um casaco dourado. Finn está com as mãos nos ombros de Jake." width="1501" height="843" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Adventure-Time-Distant-Lands-Jho-Brunhara.jpg 1501w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Adventure-Time-Distant-Lands-Jho-Brunhara-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Adventure-Time-Distant-Lands-Jho-Brunhara-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Adventure-Time-Distant-Lands-Jho-Brunhara-768x431.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Adventure-Time-Distant-Lands-Jho-Brunhara-1200x674.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25862" class="wp-caption-text">Antes de criar Steven Universe, Rebecca Sugar era uma das mentes geniais de Hora de Aventura (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Hora de Aventura: Terras Distantes (Adventure Time: Distant Lands)</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/hora-de-aventura-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> iniciou sua trajetória em 2010 como um dos desenhos que definiram a década ao lado de outros títulos da </span><i><span style="font-weight: 400;">Cartoon Network</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas encerrou sua história em 2018 de forma agridoce, com uma décima temporada reduzida por ordens do canal e as mesmas restrições em relação ao conteúdo já conhecidas de temporadas anteriores. O beijo entre Princesa Jujuba e Marceline no último episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Come Along With Me</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi uma mera migalha da </span><i><span style="font-weight: 400;">CN</span></i><span style="font-weight: 400;"> do que o casal poderia ter sido. Em </span><a href="https://youtu.be/XTuUoeNNrB8"><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura: Terras Distantes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a justiça criativa finalmente chegou, e vimos que o desenho tinha o potencial de ser ainda melhor do que foi. Embaixo das piadas de peido e a narrativa colorida do desenho, a trama que se construía era uma mitologia complexa de sobreviventes em um mundo pós apocalíptico e todas as consequências morais e psicológicas do evento nos habitantes daquele novo planeta.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Terras Distantes</span></i><span style="font-weight: 400;"> revisita o universo original de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hora de Aventura</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o expande, mostrando eventos de antes e depois da cronologia original do desenho. Os maiores destaques estão nos três primeiros episódios: </span><i><span style="font-weight: 400;">BMO</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos relembra quão apaixonante o robôzinho é em uma aventura espacial; </span><i><span style="font-weight: 400;">Obsidian</span></i><span style="font-weight: 400;"> finalmente trata com a devida importância e representatividade LGBTQIA+ o relacionamento entre Jujuba e Marceline, e mostra mais sobre a história de ambas que não pudemos ver antes; e </span><i><span style="font-weight: 400;">Together Again</span></i><span style="font-weight: 400;"> debate sobre morte e eternidade e dá o fim perfeito para Finn e Jake, imortalizando o companheirismo da dupla. Com cada episódio tendo quase uma hora, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0_6fngGWBrE&amp;ab_channel=CartoonNetwork"><i><span style="font-weight: 400;">Terras Distantes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostra que os 10 minutos originais de cada capítulo do desenho nunca foram suficientes para a magnitude do universo de Ooo. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Obsidian (01&#215;02) e Together Again (01&#215;03)</span></p>
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<figure id="attachment_25863" aria-describedby="caption-attachment-25863" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25863" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/horimiya-gabriel-arruda.jpg" alt="Cena do anime Horimiya. Hori e Miyamura estão andando por uma rua no fim da tarde, com a luz amarela do sol iluminando a cena. Hori é uma garota asiática de cabelos castanhos longos presos numa presilha verde-clara e uma camisa rosa. Miyamura é um garoto asiático de cabelos longos e pretos, presos num coque, com diversos piercings e correntes no rosto, usando uma camisa preta. Os dois passam um pelo outro sem se perceber, na frente da porta de vidro de um edifício com a parede branca cheia de avisos." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/horimiya-gabriel-arruda.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/horimiya-gabriel-arruda-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/horimiya-gabriel-arruda-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/horimiya-gabriel-arruda-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/horimiya-gabriel-arruda-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/horimiya-gabriel-arruda-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25863" class="wp-caption-text">Através de um amor cotidiano, Horimiya conquista todos nós (Foto: Clover Works)</figcaption></figure>
<p><strong>1ª temporada de Horimiya (ホリミヤ)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo cortando boa parte do mangá original, a adaptação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ELx4f6Kge3k"><i><span style="font-weight: 400;">Horimiya</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para anime entrega mais clichês de comédias românticas em um único episódio do que Hollywood entregou em uma década. O que mais surpreende é o quanto sua trama doce e simples consegue se diversificar e explorar grande parte do elenco secundário sem perder o charme e a despretensão, com a animação do estúdio </span><i><span style="font-weight: 400;">Clover Works</span></i><span style="font-weight: 400;"> sendo gigantesca em seu minimalismo e enchendo a tela com personagens bem formados e engajantes e um roteiro sem medo de introduzir elementos disruptivos e até mesmo </span><a href="https://www.animefeminist.com/feature-horimiya-and-experimenting-with-kink-through-fiction/"><span style="font-weight: 400;">surpreendentes</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro desse minimalismo, funciona um complexo sistema de relações entre personagens que vão de paixão a amizade, reforçados em todas as suas interações, impedindo que até mesmo as tramas mais afastadas de Hori (Haruka Tomatsu) e Miyamura (Koki Uchiyama) se afastem dos temas e ideias centrais da série, mas que são </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AYz7WBUwMTs"><span style="font-weight: 400;">sintetizados</span></a><span style="font-weight: 400;"> com profundidade avassaladora no relacionamento entre os dois protagonistas: um garoto quieto e sombrio que esconde </span><i><span style="font-weight: 400;">piercings</span></i><span style="font-weight: 400;"> e tatuagens e uma garota popular que vira dona de casa pela tarde. </span><i><span style="font-weight: 400;">Horimiya </span></i><span style="font-weight: 400;">é um exemplo holístico de como a causalidade da vida cotidiana é talvez a melhor trama que existe.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Episódios favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">I Can’t Say It Out Loud (01&#215;05), It’s Hard, but Not Impossible (01&#215;09) e I Would Gift You the Sky (01&#215;13)</span></p>
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<figure id="attachment_25864" aria-describedby="caption-attachment-25864" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25864" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/cena-final-IPYTM.jpg" alt="Cena da série I Told Sunset About You 2. É uma foto retangular contendo uma cena de beijo entre o casal da série, ambos homens tailandeses. No centro da imagem, de lado para o observador, encontram-se os dois membros do casal se beijando, com um deles, à direita, vestindo um terno de cor azul esverdeado e o outro, à esquerda, trajando um terno preto padrão. Entre os dois há um arranjo de rosas brancas, e, ao fundo, apenas o céu repleto de nuvens levemente rosadas que indicam fim de tarde." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/cena-final-IPYTM.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/cena-final-IPYTM-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/cena-final-IPYTM-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/cena-final-IPYTM-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/cena-final-IPYTM-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25864" class="wp-caption-text">Esse casal lindo também sofre como a gente (Foto: Nadao Bangkok)</figcaption></figure>
<p><strong>2ª temporada de I Told Sunset About You</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A segunda temporada da série tailandesa </span><i><span style="font-weight: 400;">I Told Sunset About You</span></i><span style="font-weight: 400;"> veio em 2021 para mostrar o que é uma produção detalhada e sem defeitos. Sob o nome </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=C6JSWiuobgc&amp;list=PLCUIsYHYpxJMGiZB8_hvR6yAWRrfkk_kn"><i><span style="font-weight: 400;">I Promised You the Moon</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a produtora</span><i><span style="font-weight: 400;"> Nadao Bangkok</span></i><span style="font-weight: 400;">, em parceria com a emissora </span><i><span style="font-weight: 400;">LINE TV</span></i><span style="font-weight: 400;">, manteve o nível da primeira parte, pecando apenas em incluir uma traição no roteiro. Como na maioria das séries do gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">BL</span></i><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Boys Love</span></i><span style="font-weight: 400;">), o envolvimento entre os protagonistas Teh (Billkin) e Oh Aew (PP Krit) continuou cercado de dramas, causados, desta vez, pela rotina da universidade e vida adulta e desenvolvimento pessoal de cada um, o que aproximou significativamente o público, já que são fases comuns que surgem na vida real.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dona de uma</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Mmw_Nu8y-o8&amp;list=PLCUIsYHYpxJMvTfuKW1L5bao8xZweRvGZ&amp;index=2"> <span style="font-weight: 400;">fotografia</span></a><span style="font-weight: 400;"> impecável, </span><i><span style="font-weight: 400;">IPYTM</span></i><span style="font-weight: 400;"> (abreviação do nome) encantou novamente todos os fãs ao trazer os cenários noturnos de Bangkok, capital da Tailândia, e mergulhar na intimidade de OhTeh (</span><i><span style="font-weight: 400;">ship</span></i><span style="font-weight: 400;"> do casal), surpreendendo a todos pela cena de sexo, que era aguardada desde a primeira temporada para a praia de Phuket mas só foi exposta durante essa parte mais madura deles. A</span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLXHxXfJpAbkxNUGKd_6sIAE7HFrIaO7ND"> <span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> complementa a crise de choro que acompanha os 5 episódios, e é importante dizer que todas as músicas foram interpretadas por Billkin e PP, mostrando que possuem outros talentos além da atuação. </span><b>&#8211; Maria Vitória Bertotti</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Memory Recall (02&#215;03) e Turning Point (02&#215;05) </span></p>
<hr />
<figure id="attachment_25865" aria-describedby="caption-attachment-25865" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25865" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/iCarly-Vinicius-Santos.jpg" alt="Cena da série iCarly. A cena mostra os irmãos Carly e Spencer, parados em sua sala, olhando para a frente. Carly é uma mulher adulta, branca e de cabelos castanhos com as pontas mais claras. Ela veste um suéter marrom. Spencer é um homem adulto, branco e de cabelos na altura dos ombros, escuros. Ele é mais alto que Carly, veste uma camisa preta de mangas curtas e estampa laranja e segura uma taça de champanhe na mão esquerda." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/iCarly-Vinicius-Santos.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/iCarly-Vinicius-Santos-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/iCarly-Vinicius-Santos-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/iCarly-Vinicius-Santos-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25865" class="wp-caption-text">Em 5, 4, 3, 2 e… Eu sou Carly e sejam bem-vindos ao novo iCarly (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de iCarly </b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Bem vindos ao novo </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=lhYwzhhQZi8"><i><span style="font-weight: 400;">iCarly</span></i></a><span style="font-weight: 400;">… Isso mesmo, com um bordão repaginado, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-agosto-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Miranda Cosgrove voltou às telinhas</span></a><span style="font-weight: 400;"> com sua mais popular personagem. Adulta e mais experiente, Carly Shay retornou como uma grande amiga de infância que não vemos há anos, mais especificamente, há 9 anos. Porém nossa colega não veio sozinha, além de Nathan Kress e Jerry Trainor retornando aos papéis originais, novos atores entraram para o elenco como Lacy Mosley (Harper), a nova melhor amiga de Carly, e Jaidyn Triplett (Milicent), enteada de Freddie.</span> <span style="font-weight: 400;">Aliás, as duas artistas foram ótimas adições à trama. Millicent conseguiu trazer uma </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe </span></i><span style="font-weight: 400;">“chatinha”, além de representar muito bem a Geração Z, reclamando e zombando de tudo, enquanto Harper esbanja simpatia e ironia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As duas parecem ter suprido a ausência de Sam Puckett (Jennette McCurdy). Em outras palavras, os produtores conseguiram muito bem manter a essência de </span><i><span style="font-weight: 400;">iCarly</span></i><span style="font-weight: 400;"> e trazer uma nostalgia para uma </span><i><span style="font-weight: 400;">fanbase </span></i><span style="font-weight: 400;">que ansiava pelo retorno desses personagens queridos. Além, claro, da escolha certa dos cenários inéditos e histórias que combinam com a geração atual. A personalidade e o carisma de Carly continuam lá, mas agora com uma pitada de amadurecimento. E parece que a inserção dessas personagens frescas e a dosagem perfeita de piadas adequadas ao novo enredo conquistou o público e os produtores, que já anunciaram a </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/221166-icarly-serie-revival-renovada-2-temporada.htm"><span style="font-weight: 400;">renovação da trama para uma nova temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vinícius Santos</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">iStart Over (01&#215;01), iGot Your Back (01&#215;04) e i&#8217;M Cursed (01&#215;06)</span></p>
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<figure id="attachment_25866" aria-describedby="caption-attachment-25866" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25866" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Invencivel-Nathan-Sampaio.jpg" alt="Cena da série em animação Invencível. No lado esquerdo da imagem aparece Mark, um adolescente branco e ásio-americano, ele está voando e usa uma roupa colada com as cores: preto, amarelo e azul, uma máscara cobre seus olhos e sua testa, deixando à mostra apenas o nariz, a boca e o cabelo, o qual é preto, curto e penteado para trás. No lado direito, aparece Samantha, ela é uma adolescente branca, de cabelos ruivos e olhos verdes, ela usa um collant rosa e de suas mãos saem dois raios rosados. Ela está voando ao lado de Mark e olhando para ele. O fundo mostra o céu azul. " width="640" height="360" /><figcaption id="caption-attachment-25866" class="wp-caption-text">A adaptação das histórias em quadrinhos de Robert Kirkman, Invencível, ganhou seu espaço na cultura pop em 2021 (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Invencível (Invincible) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mistura de referências ao universo de super-heróis com uma forte violência gráfica e um texto afiado que discute poder e responsabilidade fazem de </span><a href="https://personaunesp.com.br/invincible-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Invencível</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">uma das séries mais cativantes de 2021. A adaptação das </span><i><span style="font-weight: 400;">HQs</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Robert Kirkman mostram um herói em formação ao mesmo tempo que busca discutir os poderes e as consequências dos atos provocados pelos super seres. As altas doses de sangue presente na projeção, além de darem um tom adulto à história, auxiliam a narrativa a construir uma história recheada de perigos e repercussões que irão resvalar no protagonista e naqueles à sua volta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O seriado não é perfeito, tendo problemas em seu roteiro e na longa duração de seus episódios, porém os últimos dois capítulos mostram ao público os temas e a história que os realizadores desejam contar. O trecho final é tão impactante que gerou uma grande repercussão nas redes sociais</span> <span style="font-weight: 400;">e foi o que alçou a série ao posto de </span><a href="https://www.agazeta.com.br/colunas/rafael-braz/o-que-faz-de-invencivel-da-amazon-a-melhor-serie-de-herois-0521"><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">queridinha</span></i><span style="font-weight: 400;">” do público</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Invencível</span></i><span style="font-weight: 400;"> se provou uma produção muito interessante e cativante, e que com certeza merece o posto que recebeu na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Nathan Sampaio</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">That Actually Hurt (01&#215;05), We Need to Talk (01&#215;07) e Where I Really Came From (01&#215;08)   </span></p>
<hr />
<figure id="attachment_25867" aria-describedby="caption-attachment-25867" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25867" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Its-a-sin-Sabrina-G.-Ferreira.jpg" alt="Cena da minissérie It’s a Sin. Na imagem, vemos um homem jovem no centro, trajando uma camisa de mangas compridas arregaçadas até os cotovelos, e uma calça jeans escura, com um cinto marrom. Ele é magro, tem cabelos castanhos, curtos e encaracolados, e sua pele é branca. Ele está em pé, com os braços cruzados, e segurando uma garrafa de vidro, que está apoiada em seu queixo. Do lado direito dele tem uma moça. Ela está usando uma camisa vinho, de mangas curtas, listrada de preto. Tem a pele morena, cabelos encaracolados e amarrados, está sentada, e está com a boquiaberta, com expressão de espanto. Ao lado dela tem mais duas pessoas, mas se tem poucos detalhes sobre elas. Do lado esquerdo do rapaz está um homem. Ele está usando uma camisa xadrez em vinho e branco aberta, e uma camiseta branca por baixo. Ele é careca, tem um bigode castanho, e está olhando para a frente. Em uma das suas mãos tem uma latinha de bebida. Na frente deles há uma mesa de madeira com algumas latinhas de bebidas. Atrás deles tem algumas pessoas conversando entre si. Eles estão em ambiente fechado, e tem uma lamparina com duas luzes acesas atrás." width="2000" height="1270" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Its-a-sin-Sabrina-G.-Ferreira.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Its-a-sin-Sabrina-G.-Ferreira-800x508.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Its-a-sin-Sabrina-G.-Ferreira-1024x650.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Its-a-sin-Sabrina-G.-Ferreira-768x488.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Its-a-sin-Sabrina-G.-Ferreira-1536x975.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Its-a-sin-Sabrina-G.-Ferreira-1200x762.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25867" class="wp-caption-text">It’s a Sin impressiona ao falar com destreza e sensibilidade dos efeitos da AIDS nos anos 80 (Foto: Channel 4)</figcaption></figure>
<p><b>It&#8217;s a Sin </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a tantas produções mais famosas disponíveis no </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">,  a minissérie </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hnR5DxP2e2g"><i><span style="font-weight: 400;">It’s a Sin</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estava escondida, sem muito destaque, e logo no primeiro episódio se mostra apaixonante. São cinco episódios no total, muito bem escritos por </span><a href="https://www.walesonline.co.uk/lifestyle/showbiz/russell-davies-interview-how-wales-21336354"><span style="font-weight: 400;">Russell T. Davies</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://www.washingtonpost.com/archive/lifestyle/style/2005/05/22/showtimes-queer-as-folk-true-to-the-end/74d1a4ca-7ea8-44a3-938e-25e84370fb9b/"><i><span style="font-weight: 400;">Queer as Folk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.nytimes.com/2018/06/28/arts/television/a-very-english-scandal-review-amazon-hugh-grant.html"><i><span style="font-weight: 400;">A Very English Scandal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) . De princípio chegamos até a pensar que se trata de mais uma história comum de um grupo de adolescentes gays, reforçando estereótipos. Na verdade, </span><i><span style="font-weight: 400;">It’s a Sin</span></i><span style="font-weight: 400;"> está muito longe disso! Os personagens são singulares, e fogem totalmente dos padrões. O protagonista Ritchie (interpretado pelo vocalista da banda </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/musica/2019/05/vocalista-do-years-e-years-afirma-ter-ouvido-apenas-coisas-ruins-sobre-bolsonaro.shtml"><span style="font-weight: 400;">Years &amp; Years</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/olly-alexander-do-years-years-reflete-sobre-momento-atual-da-carreira-pandemia-e-mais-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">Olly Alexander</span></a><span style="font-weight: 400;">), por exemplo, é conservador e promíscuo ao mesmo tempo, bem como egoísta, despertando julgamentos e compaixão, simultaneamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É impossível não pensar o quanto a juventude atual sofreu em 2020 com o aumento dos casos de covid-19, e o medo do que ainda estava por vir, do desconhecido, e comparar com a juventude dos anos 80 e 90 em meio ao recém descoberto </span><a href="https://super.abril.com.br/saude/25-anos-de-aids/"><span style="font-weight: 400;">vírus do HIV</span></a><span style="font-weight: 400;">, que na época vitimou pessoas de diversas idades, na maioria jovens. Em suma, se o que você quer é uma série curta, com episódios que te fazem esquecer do tempo, e desperta um turbilhão de emoções, sendo engraçada, chocante e emocionante (se prepare para chorar com ela!) ao mesmo tempo, então </span><i><span style="font-weight: 400;">It’s a Sin</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o que você procura. Dentre inúmeras nomeações, ganhou o prêmio de Programa do Ano no </span><a href="https://rockies.playbackonline.ca/"><i><span style="font-weight: 400;">BANFF World Media Festival / Rockie Awards </span></i><span style="font-weight: 400;">2021</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Sabrina G. Ferreira</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Episode 3 (01&#215;03) e Episode 5 (01&#215;05)</span></p>
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<figure id="attachment_25868" aria-describedby="caption-attachment-25868" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25868" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/kevin.jpg" alt="Cena da série Kevin Can F**k Himself, mostra Alison, uma mulher branca, loira e adulta. Ela usa suéter verde e camiseta cinza, e olha para a frente, segurando um cesto branco de roupas e uma das mãos e uma taça vazia de cerveja na outra. Ela tem expressão apática e de cansaço." width="1400" height="932" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/kevin.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/kevin-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/kevin-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/kevin-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/kevin-1200x799.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25868" class="wp-caption-text">Depois de nos matar de rir em Schitt’s Creek, a vencedora do Emmy Annie Murphy abraça o drama na produção que leva um palavrão no título (Foto: AMC)</figcaption></figure>
<p><strong>1ª temporada de Kevin Can F**k Himself</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando anunciada, a mera premissa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q2qGIsOkA64"><i><span style="font-weight: 400;">Kevin Can F**k Himself</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já despertava curiosidade nos mais aficionados pelos gêneros múltiplos da TV. Criada por Valerie Armstrong, a mistura de comédia e drama está tanto no texto quanto na abordagem, sabiamente dirigida pelas lentes de Anna Dozoka e Oz Rodriguez. Na trama, Allison (Murphy) vive refém de uma relacionamento abusivo com o marido titular, papel de Eric Petersen. O que muda é a atmosfera da série, que na presença de Kevin é capturada no estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;">, e quando se distancia dele, é filmada com câmera única.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A paleta de cores e a trilha sonora passam de ensolaradas para tempestuosas ao passo que os problemas psicológicos da protagonista afloram e são explorados em tela. Arduamente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Kevin Can F**k Himself </span></i><span style="font-weight: 400;">foge das repetições ao mergulhar em terrenos cinzentos e narrativas secundárias atraentes até demais. Com a </span><a href="https://cinepop.com.br/kevin-can-fk-himself-e-renovada-para-a-2a-temporada-309868/"><span style="font-weight: 400;">segunda e última</span></a><span style="font-weight: 400;"> temporada já encomendada, a esperança é que o </span><a href="https://www.autostraddle.com/kevin-can-fk-himself-is-a-modern-bisexual-misandrist-thelma-and-louise/"><span style="font-weight: 400;">subtexto </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">seja trazido à superfície (e que Allison finalmente encha a boca e mande o Kevin se </span><i><span style="font-weight: 400;">foder</span></i><span style="font-weight: 400;">). </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Living the Dream (01&#215;01), The Grand Victorian (01&#215;06) e Broken (01&#215;07)</span></p>
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<figure id="attachment_25869" aria-describedby="caption-attachment-25869" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25869" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/La-casa-de-papel-Gabrielli.jpeg" alt="Cena da série La casa de papel. Estão abraçados os personagens Rio, Estocolmo e Denver (respectivamente, da esquerda para a direita). Estocolmo é uma mulher branca, com cabelos loiros e cacheados - os quais estão presos em um rabo de cavalo - e ela está no centro da imagem. Tanto Denver quanto Rio são homens brancos, com cabelos castanhos e ondulados. Denver está de perfil, com a cabeça apoiada no ombro de Estocolmo, enquanto Rio está de costas para o espectador, também apoiado nela. Denver e Estocolmo têm expressões neutras. " width="1400" height="788" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/La-casa-de-papel-Gabrielli.jpeg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/La-casa-de-papel-Gabrielli-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/La-casa-de-papel-Gabrielli-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/La-casa-de-papel-Gabrielli-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/La-casa-de-papel-Gabrielli-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25869" class="wp-caption-text">Netflix se despede de um de seus maiores sucessos com uma temporada de tirar o fôlego (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>5ª temporada de La Casa de Papel </b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/la-casa-de-papel-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">La Casa de Papel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma das maiores queridinhas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, se despediu em 2021 com sua quinta e última temporada. A série teve sua estreia em 2017 e desde então só adquiriu mais complexidade em sua trama e reconhecimento da crítica e do público, em toda a sua jornada, </span><i><span style="font-weight: 400;">La Casa de Papel </span></i><span style="font-weight: 400;">bateu </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/10/la-casa-de-papel-bate-o-proprio-recorde-na-netflix-com-5a-temporada"><span style="font-weight: 400;">recordes de audiência</span> </a><span style="font-weight: 400;">e conseguiu diversos prêmios &#8211; o maior deles sendo o </span><a href="https://g1.globo.com/mundo/noticia/2018/11/20/la-casa-de-papel-vence-emmy-internacional-de-melhor-serie-dramatica.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Série de Drama, em 2018. Como </span><a href="https://personaunesp.com.br/la-casa-de-papel-critica/"><span style="font-weight: 400;">dito antes</span></a><span style="font-weight: 400;"> nesse mesmo </span><i><span style="font-weight: 400;">site</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série pretendia ser mais do que apenas uma história espanhola que gira em torno de um assalto e, no quinto ano, isso ficou mais claro do que nunca. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A última temporada dá fim ao assalto ao Banco da Espanha e foi </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-158988/"><span style="font-weight: 400;">dividida em duas partes</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma lançada em setembro e a outra em dezembro. O que tornou essa jornada uma das melhores do ano e o fechamento ideal para a série foi o ato de explorar o novo &#8211; especialmente a guerra contra o poder militar, que se iniciou no episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">Bem-vindos ao show da vida</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a revelação da história de </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/la-casa-de-papel-por-que-amamos-a-toquio"><span style="font-weight: 400;">Tóquio</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Úrsula Corberó) em </span><i><span style="font-weight: 400;">Muitas vidas para viver</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; sem deixar para trás a essência inicial que fez com que todos se apaixonassem pelos mascarados de Dalí, trazer de volta a famosa música </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/228134-la-casa-de-papel-bella-ciao-musica-tema-serie.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Bella Ciao</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">no episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">A teoria da elegância</span></i><span style="font-weight: 400;"> com certeza trouxe o tom nostálgico que o encerramento de </span><i><span style="font-weight: 400;">La Casa de Papel</span></i><span style="font-weight: 400;"> precisava. </span><b>&#8211; Gabrielli Natividade da Silva </b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Vivir muchas vidas (05&#215;05) e Una tradición familiar (05&#215;10) </span></p>
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<figure id="attachment_25870" aria-describedby="caption-attachment-25870" style="width: 968px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25870" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/loki-anajulia.jpg" alt="Cena de Loki. Loki e Sylvie conversam em uma locomotiva alienígena. Loki, à esquerda, caucasiano de cabelos que vão até os ombros, usando um uniforme azul futurista de gola alta, sorri para ela. Sylvie, à direita, caucasiana de cabelos loiros até os ombros, usa um uniforme de couro de combate preto com poucos adereços dourados, por baixo de um sobretudo negro. Em sua testa, uma tiara de chifres dourados e curvos (o chifre esquerdo está partido). Olha seriamente para Loki, com o esboço de um sorriso nos lábios. Atrás deles, o outro lado da locomotiva, com janelas em formato de losango dos dois lados e um bar no centro do vagão, com dois outros passageiros conversando de pé, fora de foco. A cena é iluminada por um tom púrpura, com a parede oposta aos personagens iluminada por lâmpadas verdes que revelam padrões geométricos nela." width="968" height="545" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/loki-anajulia.jpg 968w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/loki-anajulia-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/loki-anajulia-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25870" class="wp-caption-text">Interpretando Loki há uma década, Tom Hiddleston também colabora como produtor executivo da produção (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Loki</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tem algo de 2021 que merece ser agraciado e gritado em plenos pulmões aos quatros cantos é que: o multiverso é real. Após os treze anos do Universo Cinematográfico tomar forma e criar sua narrativa ao redor dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><span style="font-weight: 400;">Vingadores</span></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> precisou de apenas uma temporada sobre o Deus da Trapaça para mandar para longe tudo que já havia sido criado. O dinamismo une roteiro e fotografia que prendem a atenção do espectador enquanto ramificam a linha do tempo e os universos da </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema"><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Tudo isso ainda com a preocupação de contextualizar os menos atualizados e trazer uma </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/loki-variantes-mostradas-na-serie.html"><span style="font-weight: 400;">jacaré</span></a><span style="font-weight: 400;"> para as telinhas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Terceira produção do estúdio a ser lançada no</span><i><span style="font-weight: 400;"> Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Loki</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a melhor organizada e, de fato, a primeira série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Enquanto as </span><a href="https://personaunesp.com.br/falcao-e-o-soldado-invernal-critica/"><span style="font-weight: 400;">antecessoras</span></a><span style="font-weight: 400;"> se encaixam no conceito de minisséries, apresentando começo, meio e fim, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Loki</span></i><span style="font-weight: 400;"> houve um final aberto, um gancho para uma próxima temporada. E já está confirmado que as respostas para esses ganchos virão no futuro, afinal seu último episódio trouxe a garantia da segunda temporada. Com as variantes menos temidas de 2021, a produção foi indicada ao </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1374130827525820423"><i><span style="font-weight: 400;">WGA Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sendo assim um bom termômetro das indicações futuras. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Lamentis (01&#215;03), Journey Into Mystery (01&#215;05) e For All Time. Always. (01&#215;06)</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_25871" aria-describedby="caption-attachment-25871" style="width: 1728px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25871" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-1.jpg" alt="Fotografia da série Lupin. A imagem é retangular e retrata o personagem Assane Diop em um plano aproximado de seu busto. Ele é interpretado por Omar Sy, um homem negro, na casa dos 40 anos, alto, de cabeça raspada. Ele usa um terno azul marinho e luvas brancas. Omar está no canto direito da imagem e segura um colar de pérolas com ambas as mãos. Sua expressão é terna e serena. Atrás de si, ao fundo, é possível ver um corredor, ainda que esteja desfocado." width="1728" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-1.jpg 1728w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Imagem-1-1-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25871" class="wp-caption-text">Omar Sy entrega um Lupin cativante, que rouba a cena por onde passa, com seu magnetismo, estilo e carisma (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>1ª temporada de Lupin</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirada pela história de um dos ladrões mais famosos do mundo, </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/webstories/cultura/2021/01/arsene-lupin-o-ladrao-de-casaca/"><span style="font-weight: 400;">Arsène Lupin</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série é contada sob a perspectiva de Assane Diop (</span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/omar-sy-lupin-filmes#9"><span style="font-weight: 400;">Omar Sy</span></a><span style="font-weight: 400;">). Influenciado pelo pai quando criança, ele se torna fã dos contos do criminoso cavalheiresco e é levado a seguir os mesmos passos do seu personagem fictício favorito. A trama é envolvente, repleta de ação, e desenvolve os planos mirabolantes e elaborados de Diop de forma divertida e enigmática. Simultaneamente à narrativa principal, </span><a href="https://personaunesp.com.br/lupin-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Lupin</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ainda discute relevantes </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-06-26/omar-sy-os-anos-passam-mas-o-racismo-permanece.html"><span style="font-weight: 400;">questões sociais</span></a><span style="font-weight: 400;">, como o racismo enfrentado pela família do protagonista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assane tem uma presença marcante e fascinante. Sua personalidade é agradável, seu sarcasmo lhe dá um ar espirituoso e a facilidade com a qual ele coloca seus planos em prática evidencia sua experiência e sagacidade. É extremamente divertido vê-lo em ação, quando ele tem uma estratégia minuciosa, mas também quando não tem, e precisa improvisar com sua mente ágil e brilhante, para solucionar seus problemas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Lupin </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma </span><a href="https://www.oficinadanet.com.br/netflix/31108-series-inspiradas-em-livros-disponiveis-na-netflix"><span style="font-weight: 400;">adaptação atual</span></a><span style="font-weight: 400;"> e agradável de um clássico da literatura. Sua aura inventiva, inteligente e reinventa a figura do </span><a href="https://www.omelete.com.br/quadrinhos/arsene-lupin-quem-e-adaptacoes"><span style="font-weight: 400;">mestre dos disfarces</span></a><span style="font-weight: 400;">, colocando a série entre as melhores de 2021. Composta por uma única temporada, dividida em três partes, as duas primeiras se encontram disponíveis no catálogo da Netflix, enquanto a terceira está sendo produzida pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <b>&#8211; Mariana Nicastro</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Chapter 2 &#8211; L&#8217;Illusion (01&#215;02) e Chapter 10 (01&#215;10)</span></p>
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<figure id="attachment_25872" aria-describedby="caption-attachment-25872" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25872" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-4-maid.jpg" alt="Cena da Minissérie Maid, na imagem Alex olha distraidamente para sua frente. Alex tem a pele branca, seus cabelos estão amarrados e são ondulados e de tons castanho escuro, veste blusa cinza e moleton azul escuro e brinco pequeno azul. Ao fundo, uma estante com vários produtos de limpeza e um aspirador de pó." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-4-maid.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-4-maid-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-4-maid-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-4-maid-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-4-maid-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25872" class="wp-caption-text">Maid faz de Margaret Qualley uma estrela em ascensão (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Maid</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/maid-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Maid</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fez um sucesso estrondoso no Brasil, rendendo vídeos e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_R9Zs4-c_bw&amp;t=4s"><span style="font-weight: 400;">entrevistas com Stephanie Land no canal da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas o ponto alto da minissérie é a atuação de Margaret Qualley. A emoção transmitida acerta o público de maneira sentimental e calorosa, rendendo na identificação de muitas mulheres, algumas que superaram, outras que estão em seus processos. Tornando-se um momento divisor de águas na carreira de Margaret, a modelo que está engatando na carreira de atriz não havia tirado a sorte grande até agora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maneira que os diretores escolheram abordar temas tão complicados é admirável, uma vez que a delicadeza ao tratar dos fatos não modifica a realidade e dureza das situações, mostrando a sociedade uma versão menos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=M4nrGje_pyc&amp;t=5s"><i><span style="font-weight: 400;">hollywoodiana</span></i><span style="font-weight: 400;"> de superação feminina</span></a><span style="font-weight: 400;">. Para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix Channel</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;">, a autora Stephanie Land falou sobre sua inspiração e como a escrita é algo poderoso que não pode ser retirado de você. A produção ganhou o prêmio </span><i><span style="font-weight: 400;">AFI TV Program of the Year</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021 e foi indicada a 17 premiações, como o</span><i><span style="font-weight: 400;"> SAG Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o Globo de Ouro.</span><b> &#8211; Thuani Barbosa</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Dollar Store (01&#215;01), Bear Hunt (01&#215;08) e Snaps (01&#215;10)</span></p>
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<figure id="attachment_25873" aria-describedby="caption-attachment-25873" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25873" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-3.jpg" alt="Cena da série Manhãs de Setembro. Imagem retangular e colorida. Nela, está Cassandra, uma mulher negra, com cabelos ondulados, longos e escuros, usando um par de óculos, brincos e colares pratas. Ela veste uma jaqueta verde e roxa, e olha para frente, com um semblante sério. Ao seu lado, está Gersinho, um garoto negro, de cabelos crespos, curtos e escuros, que veste uma blusa vermelha e uma camiseta branca. Ele encara a mulher com um olhar de dúvida. A cena se passa dentro de um ônibus durante o dia, e os dois estão sentados em bancos do veículo." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-3.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25873" class="wp-caption-text">Tanto Liniker quanto Gustavo Coelho estreiam em Manhãs de Setembro, já renovada para sua 2ª temporada, e carregam a série nas costas com interpretações irretocáveis (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Manhãs de Setembro</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2021 definitivamente foi o ano de Liniker. A cantora, conhecida pelos seus trabalhos com a banda Caramelows, não somente </span><a href="https://exame.com/casual/liniker-lanca-seu-primeiro-disco-solo-indigo-borboleta-anil/"><span style="font-weight: 400;">lançou</span></a><span style="font-weight: 400;"> seu </span><a href="https://open.spotify.com/album/7GCAjZgKwHBucSRz7rQize"><span style="font-weight: 400;">primeiro álbum</span><i><span style="font-weight: 400;"> solo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, como também </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-06-21/liniker-estreia-como-atriz-em-manhas-de-setembro-serie-que-reflete-sobre-transexualidade-e-filhos.html"><span style="font-weight: 400;">estreou como atriz</span></a><span style="font-weight: 400;">, já protagonizando uma produção de grande porte. </span><a href="https://personaunesp.com.br/manhas-de-setembro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta sobre a rotina corriqueira de Cassandra (</span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Noticias/noticia/2019/03/liniker-ser-uma-mulher-com-um-pau-e-revolucionario.html"><span style="font-weight: 400;">Liniker</span></a><span style="font-weight: 400;">) – uma mulher negra e trans – que é interrompida pelo reaparecimento de uma infame ex-namorada, Leide (</span><a href="https://entretetizei.com.br/entrevista-karine-teles-fala-sobre-carreira-personagens-incertezas-e-projetos-futuros/"><span style="font-weight: 400;">Karina Teles</span></a><span style="font-weight: 400;">). Levando o tributo à cantora </span><a href="https://istoe.com.br/o-legado-de-pioneirismo-da-artista-vanusa/"><span style="font-weight: 400;">Vanusa</span></a><span style="font-weight: 400;"> tanto no título quanto na história, a série decide não exibir um recorte abrangente de </span><a href="https://antrabrasil.files.wordpress.com/2021/01/dossie-trans-2021-29jan2021.pdf"><span style="font-weight: 400;">violências</span></a><span style="font-weight: 400;"> contra mulheres transgênero e travestis, e sim um enfoque íntimo na pacata vida de uma delas, e em como ela reage aos dilemas que lhe aparecem. E então, entre pancadas e regalos, o drama do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video </span></i><span style="font-weight: 400;">aborda a questão da disforia de gênero de um jeito inusitado: com Gersinho (</span><a href="https://www.instagram.com/p/CVQYhVwFLIi/"><span style="font-weight: 400;">Gustavo Coelho</span></a><span style="font-weight: 400;">), filho que ela descobriu ter tido com Leide antes de sua transição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença do garoto de 12 anos poderia muito bem ser um tiro no pé, porém se torna o verdadeiro trunfo da narrativa. Desde o início dessa 1ª temporada, a relação de Gersinho e Cassandra é caracterizada por hostilidades. Enquanto por um lado, Gersinho tem dificuldades em desatrelar a imagem feminina da recém-descoberta </span><i><span style="font-weight: 400;">mãe</span></i><span style="font-weight: 400;"> com o fato dela ter o sido apresentada como </span><i><span style="font-weight: 400;">pai</span></i><span style="font-weight: 400;">, por outro a Cassandra, que é ríspida com o menino, vê nele um fantasma do seu árduo passado. Porém, apesar disso, é na sutileza de um sorriso tímido de Gersinho, quando Cassandra finalmente o chama por seu nome, que o vínculo entre os dois começa a se fortalecer. Indo muito além dos </span><a href="https://www.hypeness.com.br/2019/03/a-evolucao-de-mulheres-transexuais-no-cinema-e-um-marco-de-representatividade/"><span style="font-weight: 400;">clichês</span></a><span style="font-weight: 400;"> relacionados aos sofrimentos de sua protagonista, </span><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i><span style="font-weight: 400;"> cria um retrato cheio de nuances e encontra, em meio a angústias e dores, suas </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-felicidade-das-coisas-critica/"><span style="font-weight: 400;">pequenas felicidades</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> É Só Por Hoje (1&#215;01), Gersinho</span><span style="font-weight: 400;"> (1&#215;03), </span><span style="font-weight: 400;">É Isso Mesmo, Baby, Enjoy! (1&#215;05)</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_25874" aria-describedby="caption-attachment-25874" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25874" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/mare.jpg" alt="Cena de Mare of Easttown. A imagem mostra a personagem Mare, interpretada por Kate Winslet, abraçando Siobhan, sua filha, interpretada por Angourie Rice. Ela é uma mulher de meia idade, branca e de cabelos loiros, e aparece levemente de lado, olhando para a frente. Ela usa uma camisa branca e seus olhos estão lacrimejando. Em seus braços, de costas para a câmera, está Siobhan, também uma jovem branca de cabelos loiros que usa uma blusa de frio grossa e preta. Ao fundo, existe uma rua residencial em desfoque, e a luz da imagem é de um fim de dia." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/mare.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/mare-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/mare-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/mare-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/mare-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/mare-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/mare-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25874" class="wp-caption-text">No Emmy 2021, Mare of Easttown entrou com <a href="https://personaunesp.com.br/tudo-sobre-os-indicados-ao-emmy-2021/">7 indicações</a> e saiu como <a href="https://personaunesp.com.br/tudo-sobre-os-vencedores-do-emmy-2021/">a grande vencedora</a> das atuações de seu gênero, premiando o protagonismo imbatível de Kate Winslet, e os coadjuvantes do encantador Evan Peters e da surpreendente Julianne Nicholson (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Mare of Easttown</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há quem diga que estamos diante da </span><a href="https://www.tribernna.com/2021/07/15/critica-mare-of-easttown-e-definitivamente-a-melhor-minisserie-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">série do ano</span></a><span style="font-weight: 400;">. É que </span><a href="https://personaunesp.com.br/mare-of-easttown-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Mare of Easttown</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> sabe usar magistralmente todos os encantos que evoca a partir de sua sinopse, apresentando uma história que usa o gancho irresistível do suspense (1) para aprofundar uma narrativa sobre as mais comuns </span><a href="https://valkirias.com.br/mare-of-easttown/"><span style="font-weight: 400;">experiências humanas</span></a><span style="font-weight: 400;"> (2) protagonizada por alguém que compreende muito bem </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/amarga-e-deprimida-kate-winslet-faz-seu-melhor-papel-na-tv-em-mare-easttown-58329"><span style="font-weight: 400;">a necessidade de entrega</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seu trabalho (3). Para não prolongar a contagem, vamos ao resumo: um dos destaques de 2021 da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos coloca em Easttown, uma cidadezinha no interior da Pensilvânia que está sob os cuidados de Mare Sheehan (exatamente, ela, Kate Winslet), a detetive local e chefe de uma das famílias mais atribuladas do condado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao contrário das investigações que atravessam o cotidiano da cidade nada pacata e o tremor emocional de sua figura mais inabalável, o clamor por </span><i><span style="font-weight: 400;">Mare of Easttown</span></i><span style="font-weight: 400;"> é muito fácil de desvendar. A criação de Brad Ingelsby dirigida por Craig Zobel sabe usar todo </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/impecaveis-as-5-minisseries-indicadas-ao-emmy-atestam-boa-fase-do-formato/"><span style="font-weight: 400;">o apreço</span></a><span style="font-weight: 400;"> que as minisséries tem conquistado nos últimos anos, assim como faz valer o gosto do público pelo gênero do suspense, junto de uma das personagens mais humanas da TV recente. Coloque a genialidade de Kate Winslet para uma história densa com mais </span><a href="https://teleguiado.com/televisao/mare-of-easttown/"><span style="font-weight: 400;">um mar de personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> muito bem colocados e relacionados com a trama &#8211; e por consequência, com o público &#8211; e pronto. Você está </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/crime-e-heroina-real-por-que-mare-easttown-se-tornou-um-fenomeno-58456"><span style="font-weight: 400;">no topo</span></a><span style="font-weight: 400;"> da lista de Melhores Séries de 2021. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Lady Hawk Herself (01&#215;01), Illusions (01&#215;05) e Sacrament (01&#215;07)</span></p>
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<figure id="attachment_25875" aria-describedby="caption-attachment-25875" style="width: 1296px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25875" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/master.jpg" alt="Cena da terceira temporada de Master of None. A cena mostra duas mulheres negras deitadas em uma cama. À esquerda, Denise tem cabelo loiro bem rente à cabeça, usa pijama claro e olha para Alicia, que tem um lenço estampado rosa e preto na cabeça, na mesma cor de seus pijamas. Ao fundo, vemos um vitral azul, amarelo e verde, e o lençol é claro, cor de creme." width="1296" height="730" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/master.jpg 1296w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/master-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/master-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/master-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/master-1200x676.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25875" class="wp-caption-text">O comodismo não é a praia de Aziz Ansari (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>3ª temporada de Master of None</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Anos afastado dos holofotes depois de sofrer com acusações no </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2018/01/15/cultura/1516034198_916720.html"><span style="font-weight: 400;">auge do movimento </span><i><span style="font-weight: 400;">#MeToo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Aziz Ansari fez seu retorno para as luzes de maneira tímida. A volta por cima se dá pela retomada de sua galinha dos ovos de ouro, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BQqh6yZaRNI"><i><span style="font-weight: 400;">Master of None</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quase autobiografia do artista, onde abordava o cotidiano da vida de um imigrante solteirão na badalada Nova Iorque. Apaixonado por inverter as expectativas que a comédia de meia hora, Ansari já havia viajado à Itália no ano 2, encerrando um importante ciclo de seu personagem Dev.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2021, ele afastou a série da figura do homem, focando completamente no relacionamento de Denise (Lena Waithe que participa da produção criativa do </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=42_IRmENb8M"><span style="font-weight: 400;">já venceu o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">pelo texto</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Alicia (Naomi Ackie). Com o subtítulo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Moments in Love</span></i><span style="font-weight: 400;">, os cinco episódios, todos dirigidos por Ansari, são uma sessão de terapia do casal, lidando com a vida em conjunto e suas adversidades, com o refinado olhar já característico da produção. Mesmo diferente e inesperada, a conclusão de </span><i><span style="font-weight: 400;">Master of None</span></i><span style="font-weight: 400;"> triunfa no desconhecido. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Moments in Love, Chapter 1 (03&#215;01), Moments in Love, Chapter 4 (03&#215;04) e Moments in Love, Chapter 5 (03&#215;05)</span></p>
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<figure id="attachment_25876" aria-describedby="caption-attachment-25876" style="width: 1912px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25876" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-1-Maya.jpg" alt="Cena da minissérie animada Maya e os Três Guerreiros, na imagem estão presentes Picchu, a princesa Maya, Rico e Chimi. Picchu tem a pele negra clara, cabelos pretos curtos e uma expressão de concentração no rosto, veste uma armadura de ouro com ombreiras por cima de um vestido branco, usa um ornamento de ouro na cabeça e segura seus machados mágicos. Maya é negra clara, tem uma expressão de determinação no rosto, veste uma armadura com uma capacete de águia, tem seu rosto pintado e segura uma espada mágica dourada. Rico é negro retinto, tem cabelo crespo trançado em dreads, usa uma calça branca, blusa listrada, carrega nas costas seus bastão chamado “estefan” e das suas mãos saem magia. Chimi é albina, tem o rosto pintado como uma caveira, blusa azul, saia azul e dourada e segura seu arco dourado nas mãos. O céu está nublado ao fundo." width="1912" height="809" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-1-Maya.jpg 1912w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-1-Maya-800x338.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-1-Maya-1024x433.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-1-Maya-768x325.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-1-Maya-1536x650.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-1-Maya-1200x508.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25876" class="wp-caption-text">“Se é o meu dever, assim deve ser”: a frase de Maya e os 3 Guerreiros marca com sua bravura e determinação (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>Maya e os 3 Guerreiros (Maya and the Three)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Do mesmo diretor de </span><i><span style="font-weight: 400;">Festa no Céu</span></i><span style="font-weight: 400;"> (Jorge R. Gutierrez), pode-se notar a semelhança entre as produções em seus gráficos e referências à cultura latino-americana. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=O6bYWgiIY5c"><i><span style="font-weight: 400;">Maya e os 3 Guerreiros</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é cercada de mitos e simbologias, a animação traz uma mistura das culturas inca, maia e asteca, com uma variedade de deuses e demônios cheios de personalidade que recheiam a história, deixando cada pedacinho dela complexo e interessante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A determinação e o senso de </span><i><span style="font-weight: 400;">girl power</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Maya (</span><a href="https://www.instagram.com/zoesaldana/"><span style="font-weight: 400;">Zoe Saldana</span></a><span style="font-weight: 400;">) é admiradora, mas a princesa não é uma heroína perfeita, criando pequenas mentiras e quebrando promessas ela deixa um rastro de imperfeições por onde passa, mas tais defeitos se justificam com o amor pela nação e família. As lições que cada personagem carrega são ótimos exemplos para as crianças mas servem como encorajadores para os adultos, uma vez que auto-amor, coragem e misericórdia nunca saem de moda. </span><b>&#8211; Thuani Barbosa</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> The Divine Gate (01&#215;07), The Bat and the Owl (01&#215;08) e The Sun and the Moon (01&#215;09)</span></p>
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<figure id="attachment_25877" aria-describedby="caption-attachment-25877" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25877" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Missa-da-Meia-Noite-Ayra-Mori.png" alt="Cena da minissérie Missa da Meia-Noite. Na cena está uma criatura careca, com asas grandes sem pelos e olhos brilhantes. Ao fundo está um círculo iluminado, atrás da cabeça da criatura, semelhante a uma auréola. A imagem é escura e é difícil distinguir as variações de cores." width="1920" height="942" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Missa-da-Meia-Noite-Ayra-Mori.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Missa-da-Meia-Noite-Ayra-Mori-800x393.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Missa-da-Meia-Noite-Ayra-Mori-1024x502.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Missa-da-Meia-Noite-Ayra-Mori-768x377.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Missa-da-Meia-Noite-Ayra-Mori-1536x754.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Missa-da-Meia-Noite-Ayra-Mori-1200x589.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25877" class="wp-caption-text">A minissérie criada por Mike Flanagan foi indicada em três categorias do Critics Choice Awards, incluindo Melhor Minissérie, Melhor Ator e Melhor Ator Coadjuvante (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Missa da Meia-Noite (Midnight Mass)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mike Flanagan batiza seu cânone aterrorizante com </span><a href="https://personaunesp.com.br/missa-da-meia-noite-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Missa da Meia-Noite</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> que dá sequência à produção do cineasta e </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><span style="font-weight: 400;">na plataforma – incluindo os títulos de </span><a href="http://personaunesp.com.br/residencia-hill-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Residência Hill</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/mansao-bly-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Maldição da Mansão Bly</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. E nesta missa, a declaração sacramental de que quem come a carne e bebe o sangue do corpo de Cristo adquire alimento para a vida eterna, ganha nova interpretação com a chegada misteriosa de um padre visitante na pequena ilha de Crockett, inaugurando a ocorrência de milagres inexplicáveis: uma garota paraplégica de repente volta a andar, os idosos rejuvenescem e as doenças deixam de existir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a fé restabelecida na cidade, gradativamente a igreja se torna novamente um pilar da comunidade, dando início, em nome de um Bem maior, a uma </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/10/midnight-mass-vampires-monsters-mike-flanagan-what-it-means-1234673807/"><span style="font-weight: 400;">agenda mais diabólica</span></a><span style="font-weight: 400;"> que qualquer outro pecado cometido pelos desajustados do enredo. Flanagan é capaz de desenterrar no âmago da existência humana a bondade mais pura, junto da angústia mais amarga de todas. O ritmo, por vezes, é lento, mas é através desse </span><i><span style="font-weight: 400;">slow burn</span></i><span style="font-weight: 400;"> que a minissérie leva o seu tempo para crescer, recompensando a espera ansiosa com os momentos finais, numa sensação de catarse genuína, de bênção verdadeira. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Book IV: Lamentations (01&#215;04),  Book V: Gospel (01&#215;05) e  Book VI: Acts of the Apostles (01&#215;06)</span></p>
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<figure id="attachment_25878" aria-describedby="caption-attachment-25878" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25878" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/modernlove-anajulia.jpeg" alt="Cena de Modern Love. À esquerda está uma jovem branca, de cabelos loiros e na altura dos ombros. Ela veste uma camisa branca com um colete nas cores vermelho, azul e bege, e uma calça preta. Ela usa óculos. Ela está sentada na poltrona de um trem. A poltrona é branca com o acolchoado preto. À direita há um homem branco. Ele tem cabelos pretos e curtos e barba também preta. Veste uma blusa de manga longa vinho e calça preta. Ele também está sentado numa poltrona branca com o acolchoado preto. Entre eles há uma mesa cinza com livros em cima. Entre eles também é possível ver uma janela com a paisagem em movimento." width="2000" height="1125" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/modernlove-anajulia.jpeg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/modernlove-anajulia-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/modernlove-anajulia-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/modernlove-anajulia-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/modernlove-anajulia-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/modernlove-anajulia-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25878" class="wp-caption-text">Além das histórias presentes no livro homônimo, a segunda temporada de Modern Love também abordou a pandemia (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Modern Love</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inspirada nos contos de uma coluna do </span><i><span style="font-weight: 400;">The New York Times</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Vb3gCwimRpI&amp;ab_channel=PrimeVideo"><i><span style="font-weight: 400;">Modern Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> segue o formato procedural para adaptar as histórias primeiramente escritas no jornal. Fazendo um sucesso em 2019, a série voltou em 2021 para sua segunda temporada, repetindo a próspera fórmula. O que mantém a qualidade também é trazer nomes conhecidos pelo grande público. Se no primeiro ano Anne Hathaway elevou a produção, agora foi vez de </span><a href="https://hugogloss.uol.com.br/famosos/kit-harington-revela-que-sofreu-com-depressao-alcoolismo-e-pensamentos-suicidas-apos-game-of-thrones-vergonha-de-quem-eu-era/"><span style="font-weight: 400;">Kit Harington</span></a><span style="font-weight: 400;"> ser o reconfortante e grandioso rosto da temporada. Além dele, Anna Paquin, Minnie Driver, Lucy Boynton, Dominique Fishback, Gbenga Akinnagbe e Tobias Menzies, agregaram nos acontecimentos únicos da narrativa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O maior destaque para os novos ares de </span><i><span style="font-weight: 400;">Modern Love</span></i><span style="font-weight: 400;"> vai para a diversidade de seu roteiro e atuação, personagens </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/lgbtqia/"><span style="font-weight: 400;">LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> e negros aparecem mais como protagonistas. O frescor do segundo ano também vem da fuga da bolha nova iorquina, cenas em Dublin e em Londres ajudam as histórias se desenvolvem de maneira isolada, sendo esse o grande diferencial da temporada. Com oito episódios tão emocionantes quanto os iniciais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Modern Love</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora as várias óticas do amor e prova que ainda tem conteúdo para mais fases. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> On a Serpentine Road, with the Top Down (02&#215;01), Strangers on a Train (02&#215;03) e Am I…? Maybe This Quiz Will Tell Me (02&#215;05)</span></p>
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<figure id="attachment_25879" aria-describedby="caption-attachment-25879" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25879" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/my-name-gabriel-arruda.jpg" alt="Cena da minissérie My Name. Jiwoo (Han So-hee) está agachada sobre um corpo, erguendo seu punho direito e se preparando para um soco. Ela é asiática, magra, tem cabelos pretos soltos na frente do rosto suado e usa um uniforme verde-escuro com listras brancas nas calças e luvas brancas. Atrás dela, dois outros lutadores se enfrentam. Um deles usa uma regata preta e um calção vermelho com detalhes brancos e possui cabelos pretos curtos. O outro está ocultado por correntes penduradas na frente de Jiwoo, que está na parte direita da tela. No teto, duas lâmpadas quentes iluminam o espaço, que é rodeado por grades onde pessoas se apoiam para torcer pelos lutadores." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/my-name-gabriel-arruda.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/my-name-gabriel-arruda-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/my-name-gabriel-arruda-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/my-name-gabriel-arruda-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/my-name-gabriel-arruda-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25879" class="wp-caption-text">Em My Name, a violência se transforma em diálogo (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>1ª temporada My Name (이 네마임)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mundo está recheado de séries de ação com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=huXDm4IwQfs"><span style="font-weight: 400;">coreografias estonteantes</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas é raro encontrar uma em que a violência dialoga tão bem com seus temas e conflitos do que a sul-coreana </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=miw-wW6ka14"><i><span style="font-weight: 400;">My Name</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Seguindo os passos sangrentos da vingança de Jiwoo (Han So-hee) em busca do assassino de seu pai, a produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> encontra seu ímpeto narrativo junto de cada soco e chute dado e recebido por sua protagonista, numa dança arriscada e precisa de causa e consequência que ajuda seus personagens a se expressarem além de meras palavras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas a minissérie de Kim Jin-min não estaria aqui se não fosse também por seu excelente senso de ternura e ritmo, dando espaço para que o cansaço também se torne um elemento palpável da trama, deixando que seus atores se aprofundem belíssimamente sob a psique instável dos policiais e criminosos que formam a base da dualidade do mundo de Jiwoo. Como toda boa história de retribuição, a conclusão trágica e inevitável de toda essa pancadaria nos atinge como um soco no estômago e um chute na cara, levando-nos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KAtqikPIwkE"><span style="font-weight: 400;">ao chão</span></a><span style="font-weight: 400;"> com a reiteração do adágio daqueles que buscam vingança: </span><i><span style="font-weight: 400;">cave duas covas</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Episode 1 (01&#215;01), Episode 6 (01&#215;06) e Episode 8 (01&#215;08)</span></p>
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<figure id="attachment_25880" aria-describedby="caption-attachment-25880" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25880" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-3-Future-Diary.jpg" alt="Cena do Reality The Future Diary, na imagem o casal Maai e Takuto andam de mãos dadas e sorriem, ao fundo a um arbusto de folhas verdes e um prédio desfocado. Maai tem a pele clara, cabelo castanho alaranjado, brincos pequenos e veste um macacão jeans escuro com uma camisa marrom por cima e um suporte para celular branco e em seu rosto tem um sorriso largo e demonstra felicidade. Takuto tem o cabelo preto liso e curto, barba no queixo, veste uma blusa preta com letras brancas e uma camisa azul aberta por cima, seu rosto está abaixado com uma expressão tranquila e sorriso leve." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-3-Future-Diary.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-3-Future-Diary-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-3-Future-Diary-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-3-Future-Diary-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-3-Future-Diary-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-3-Future-Diary-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/imagem-3-Future-Diary-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25880" class="wp-caption-text">A lentidão do romance coreano surpreende brasileiros, mas a fofura do casal vale a pena! (Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Não Estava no Script (The Future Diary)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado em dezembro de 2021, o </span><i><span style="font-weight: 400;">reality </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QlMeMk_G2gs"><i><span style="font-weight: 400;">Não Estava no Script</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">conquistou o coração do público ao redor do mundo, já garantindo a renovação para segunda temporada. A primeira, porém, conta com dois jovens, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3xnpXzjjK9E"><span style="font-weight: 400;">Maai e Takuto</span></a><span style="font-weight: 400;">, que com seu jeito singelo e tranquilo, conseguem trazer aquela sensação de borboletas no estômago o tempo todo. A química que o casal desenvolve é palpável desde o primeiro episódio, criando uma atmosfera acolhedora e extremamente fofa, mas a lentidão dos acontecimentos deixa os fãs ocidentais inquietos pela necessidade de toque físico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmado no Japão e com excelente fotografia, é possível ver a maestria da direção de </span><span style="font-weight: 400;">Kotaro Itani e Masaya Arai ao contemplar as belezas do país e passar a experiência de maneira tão completa. </span><span style="font-weight: 400;">O roteiro do programa é muito bem estruturado, elaborando situações de crises surpreendentes para um texto de romance, deixando a trama ainda mais envolvente, onde você não pode esperar o que o próximo </span><a href="https://www.jbox.com.br/2022/01/15/nao-estava-no-script-acaba-na-proxima-semana/"><i><span style="font-weight: 400;">Future Diary</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> reserva para os jovens amantes. </span><b>&#8211;</b> <b>Thuani Barbosa</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Page 1: Start of a Secret (01&#215;01) e Page 3: First Snow of Summer (01&#215;03)</span></p>
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<figure id="attachment_25881" aria-describedby="caption-attachment-25881" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25881" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/nevertheless-cena.jpg" alt="Cena da série Nevertheless. Uma imagem retangular retratando um casal no interior de um apartamento. No centro da imagem encontra-se um casal de aparência alegre, ambos vestindo roupas largas e confortáveis para ficar em casa. A menina, à esquerda, veste uma grande camiseta azul clara, tem traços sul-coreanos, cabelo castanho preso em um rabo de cavalo, está sentada em um sofá com ambas as pernas por cima do colo de seu parceiro. O menino, por sua vez, veste uma camiseta preta de manga comprida e uma bermuda da mesma cor, possui cabelo preto e curto, suas pernas estão para fora do sofá, e ele olha no rosto de sua parceira enquanto segura sua mão. O fundo é um ambiente de apartamento, composto majoritariamente por livros, estantes, uma mesa e diversas coisas sobre a bancada decorando-a." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/nevertheless-cena.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/nevertheless-cena-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/nevertheless-cena-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/nevertheless-cena-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25881" class="wp-caption-text">De felizes, eles só tem a aparência (Foto: JTBC Studios)</figcaption></figure>
<p><strong>1ª temporada de Nevertheless (Algoissjiman)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No romance unilateral e aparentemente sem futuro de</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xJCTxUuu3js"> <i><span style="font-weight: 400;">Nevertheless</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma das únicas coisas boas que se aproveita são as lições de como não ser um babaca como Jae-eon (Song Kang) – que é emocionalmente indisponível e tão atraente quanto manipulador, ou de como não ser influenciável como Na-bi (Han So Hee). Apesar do leve desconforto (causado pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">gaslighting</span></i><span style="font-weight: 400;">) durante os 10 episódios da série sul-coreana, os casais secundários salvam o que resta do </span><i><span style="font-weight: 400;">dorama</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo muita fofura e representatividade LGBTQIA+ com</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7NxOsoorJFU"> <span style="font-weight: 400;">Sol e Jiwan</span></a><span style="font-weight: 400;">, e a naturalização de relações casuais como acontece entre Bit Na e KyuHyun, indo contra o conservadorismo da Coreia do Sul.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda nisto, um dos pontos que pode surpreender é a construção da dinâmica dos protagonistas, mostrando cenas românticas</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7xof-QWVL0g&amp;list=PLpqr-se75wgvjCVeETdbLbtBRO2W3l4Xa&amp;index=29"> <span style="font-weight: 400;">ousadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que pouquíssimos dramas de mesmo segmento fizeram. Predominantemente nos episódios, a fotografia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nevertheless</span></i><span style="font-weight: 400;"> foca em uma visão intimista dos fatos, com detalhes apurados e feitos para captar a atenção de quem assistir, bem como um desenvolvimento psicológico voltado principalmente para Na-bi e seus traumas interiores. Traumas esses que a impedem de fazer uma</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HaB962rNbdM&amp;list=PLpqr-se75wgvjCVeETdbLbtBRO2W3l4Xa&amp;index=5"> <span style="font-weight: 400;">escolha decente</span></a><span style="font-weight: 400;"> quando se vê num triângulo amoroso com duas pessoas completamente diferentes no quesito caráter. Um </span><i><span style="font-weight: 400;">dorama </span></i><span style="font-weight: 400;">que conseguiu facilmente cutucar as feridas de quem assistia. </span><b>&#8211; Maria Vitória Bertotti</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> There’s No Such Thing as Fate. Nevertheless (01&#215;01), It&#8217;s Not Only Me. Nevertheless (01&#215;02) e I Know Nothing Will Change. Nevertheless (01&#215;05)</span></p>
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<figure id="attachment_25882" aria-describedby="caption-attachment-25882" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25882" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/novedesconhecidos-anajulia.jpeg" alt="Cena de Nove Desconhecidos. À esquerda está uma mulher branca de cabelos loiros. Ela está sentada no chão meditando e usa roupas brancas. O restante da imagem é uma sala ampla de piso marrom, poltronas verdes e uma grande janela com vista para a paisagem verde." width="1600" height="900" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/novedesconhecidos-anajulia.jpeg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/novedesconhecidos-anajulia-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/novedesconhecidos-anajulia-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/novedesconhecidos-anajulia-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/novedesconhecidos-anajulia-1536x864.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/novedesconhecidos-anajulia-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25882" class="wp-caption-text">A minissérie bateu recorde de audiência no Hulu, sendo a estreia original mais vista da plataforma (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>Nove Desconhecidos (Nine Perfect Strangers)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Original </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu</span></i><span style="font-weight: 400;"> e escondida nos escombros do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/amazon-prime-video/"><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dSBpHjUpuXI&amp;ab_channel=AmazonPrimeVideoUK"><i><span style="font-weight: 400;">Nine Perfect Strangers</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um dos maiores destaques entre as minisséries de 2021. Baseada no livro homônimo de </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-little-lies-s2-critica/"><span style="font-weight: 400;">Liane Moriarty</span></a><span style="font-weight: 400;">, a mesma escritora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Little Lies</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Nove Desconhecidos</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem a simples trama de um acampamento isolado que promete transformar a vida dos escolhidos a dedo pela dona do lugar, Masha (Nicole Kidman). Além de Kidman, nomes como Melissa McCarthy, Bobby Cannavale, Michael Shannon e Regina Hall instigam o espectador a dar </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;"> em mais e mais um episódio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é, sem dúvidas, essa lista de atores que transforma toda psicodelia de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nine Perfect Strangers</span></i><span style="font-weight: 400;"> em algo grandioso. As dimensões de características, tanto de personalidade como de história, transformam os personagens em campos minados. Os arcos se mesclam numa </span><i><span style="font-weight: 400;">trip</span></i><span style="font-weight: 400;"> alucinógena que dá o tom maior para a minissérie. </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/nicole-kidman/"><span style="font-weight: 400;">Nicole Kidman</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a cereja no topo do bolo, a atriz é quase uma entidade e seu figurino combinando à atuação flutuante reforçam o conceito. O deleite de </span><i><span style="font-weight: 400;">Nove Desconhecidos</span></i><span style="font-weight: 400;"> é acompanhar tão de perto o desenvolvimento de tramas afobados porém controlados por uma direção sagaz. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Random Acts of Mayhem (01&#215;01), Earth Day (01&#215;03) e Ever After (01&#215;08)</span></p>
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<figure id="attachment_25883" aria-describedby="caption-attachment-25883" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25883" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/caso-evandro.jpg" alt="Cena da minissérie O Caso Evandro. Nela, está Celina Abagge, à esquerda, sentada em uma cadeira ao lado de sua filha, Beatriz Abagge, à direita. Elas estão na sala de estar de sua casa. Celina é uma senhora branca, de cabelos curtos, lisos e grisalhos; ela veste uma blusa e um terno verde-água, e usa brincos e um colar de pérolas. Beatriz é uma mulher branca, de cabelos loiros, lisos e curtos; ela veste uma blusa de mangas compridas com estampa. " width="1600" height="901" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/caso-evandro.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/caso-evandro-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/caso-evandro-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/caso-evandro-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/caso-evandro-1536x865.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/caso-evandro-1200x676.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25883" class="wp-caption-text">Minissérie foi inspirada no podcast Projeto Humanos, do jornalista Ivan Mizanzuk, que também participa da produção (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>O Caso Evandro</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2021 foi um ano significativo para Aly Muritiba. O </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/10/quem-e-aly-muritiba-o-cineasta-que-disputa-vaga-no-oscar-2022-e-ja-foi-carcereiro.shtml"><span style="font-weight: 400;">improvável diretor de Cinema</span></a><span style="font-weight: 400;">, que ao longo dos últimos anos vem acumulando prêmios em diversos festivais ao redor do mundo, também recebeu a honraria de ter seu longa escolhido pela Academia Brasileira de Cinema para tentar uma vaga para o Brasil no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022 &#8211; que, apesar de </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2021/12/23/interna_cultura,1333204/brasil-fica-fora-da-disputa-de-melhor-filme-internacional-no-oscar-2022.shtml"><span style="font-weight: 400;">não ter sido conquistada</span></a><span style="font-weight: 400;">, já simboliza um grande feito em sua carreira. Ao mesmo tempo que finalizava a produção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/deserto-particular-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Deserto Particular</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o cineasta também dava luz a essa que se tornaria uma das séries originais de maior sucesso do </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-caso-evandro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Caso Evandro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao lado de Michelle Chevrand, e com apoio do </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast </span></i><a href="https://www.projetohumanos.com.br/temporada/o-caso-evandro/"><i><span style="font-weight: 400;">Projeto Humanos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Aly adapta para o </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">uma das investigações mais controversas já ocorridas em território nacional, e muito esquecida no imaginário brasileiro. Além de nos ambientar devidamente nos diversos cenários que compõem o desaparecimento de Evandro Ramos Caetano na cidade de Guaratuba, no Paraná, também apresenta personagens essenciais para tecer o fio condutor da narrativa, evidenciando as diversas perspectivas sobre o caso. Ao longo dos episódios, o suspense instigante para revelar o desfecho da história dá lugar a uma tristeza profunda em função das diversas vítimas originadas ao longo de anos de investigação. </span><i><span style="font-weight: 400;">O Caso Evandro </span></i><span style="font-weight: 400;">é primordial não apenas em seu aspecto cinematográfico, mas também jornalístico, por apresentar a </span><a href="https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/07/08/caso-evandro-serie-ganha-episodio-extra-com-pai-de-santo-acusado-de-participar-do-crime-em-guaratuba.ghtml"><span style="font-weight: 400;">justiça e redenção</span></a><span style="font-weight: 400;"> que nenhum tribunal foi capaz de trazer. </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">As Torturas (01&#215;04), As Fitas (01&#215;07) e Consequências (01&#215;09)</span></p>
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<figure id="attachment_25884" aria-describedby="caption-attachment-25884" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25884" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Onde-esta-meu-coracao-Ma-Ferreira.jpg" alt="Cena de Onde Está Meu Coração. A imagem mostra ao fundo algumas janelas de vidro e ao canto uma mesa com cadeiras de madeira. No foco principal há um homem de meia idade, terno preto e calça clara e cabelos grisalhos. Ao meio está uma jovem com cabelo claro amarrado, ela veste uma blusa amarela e segura um arranjo de rosas, ao lado dela está uma mulher de meia idade, cabelo escuro curto, uma calça jeans e blusa branca com um um casaco cinza." width="768" height="398" /><figcaption id="caption-attachment-25884" class="wp-caption-text">Onde Está Meu Coração mostra que nunca é tarde para recomeçar (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Onde Está Meu Coração</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2021, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> trouxe ótimas produções nacionais, vide </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-caso-evandro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Caso Evandro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, minissérie de grande repercussão do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. Uma das ótimas obras é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sINFhRMgHoE"><i><span style="font-weight: 400;">Onde Está Meu Coração</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que narra a história de Amanda (</span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/veja-gente/leticia-colin-fez-da-cracolandia-de-sao-paulo-seu-laboratorio/"><span style="font-weight: 400;">Letícia Colin</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma médica que se perde após se viciar em opióides. O casamento da jovem, sua profissão, amizades e a estrutura familiar são remexidas pela problemática. A importância da narrativa ao envolver como os vícios devem ser encarados e dialogados abertamente se faz presente em toda a trama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No melhor estilo novelão, a minissérie envolve um intenso trabalho de produção, contando até mesmo com a experiência de </span><a href="https://gshow.globo.com/Famosos/noticia/fabio-assuncao-fala-sobre-drogas-tema-de-onde-esta-meu-coracao-vejo-isso-com-distanciamento-e-compreensao.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Fábio Assunção</span></a><span style="font-weight: 400;">, que atua como o pai de Amanda, representando o seu problema com o vício em falas e atuações intensas. O final da narrativa mostra não só a parte triste e dura de quem não consegue escapar desse mal, mas também de como cada dia é mais uma vitória na vida destas pessoas e como recomeçar pode ser difícil, mas possível. Ainda ao questionar que a </span><a href="https://gshow.globo.com/series/onde-esta-meu-coracao/noticia/autores-de-onde-esta-meu-coracao-falam-por-que-escolheram-o-tema-dependencia-quimica-esta-perto-de-nos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">dependência química</span></a><span style="font-weight: 400;"> não escolhe classe social, mostra como é importante para estas pessoas terem uma rede de apoio e acima de tudo acreditarem em si mesmas. </span><b>&#8211;</b> <b>Ma Ferreira</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Episódio 1 (01&#215;01), Episódio 6 (01&#215;06) e Episódio 8 (01&#215;08)</span></p>
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<figure id="attachment_25885" aria-describedby="caption-attachment-25885" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25885" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Only-Murders-in-the-Building-Vitoria-Vulcano.jpg" alt="Cena da série Only Murders in the Building. A imagem mostra, da esquerda para direita, uma mulher branca e jovem de cabelos castanhos e dois homens brancos e idosos de cabelos grisalhos. A mulher usa blusa preta de gola alta e argolas douradas nas orelhas, além de apresentar expressão atenta. O primeiro homem usa óculos, camisa azul marinho e terno quadriculado marrom; enquanto o segundo veste camisa e terno listrados, em diferentes tons de azul. Ambos apresentam expressões semelhantes à mulher. Ao fundo, uma escadaria e paredes brancas, todas desfocadas." width="2560" height="1440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Only-Murders-in-the-Building-Vitoria-Vulcano.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Only-Murders-in-the-Building-Vitoria-Vulcano-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Only-Murders-in-the-Building-Vitoria-Vulcano-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Only-Murders-in-the-Building-Vitoria-Vulcano-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Only-Murders-in-the-Building-Vitoria-Vulcano-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Only-Murders-in-the-Building-Vitoria-Vulcano-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Only-Murders-in-the-Building-Vitoria-Vulcano-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25885" class="wp-caption-text">O revival de Selena Gomez como atriz foi sucesso absoluto de <a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/only_murders_in_the_building">crítica</a> e <a href="https://tracklist.com.br/only-murders-in-the-building-hulu/116313">público</a> (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Only Murders in the Building</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Participar como espectador de investigações de assassinato, mergulhando no sabor das incógnitas e nos calafrios provocados pelos suspeitos (e pelos nem tão suspeitos assim), nunca vai deixar de soar intrigante. E, acompanhando os passos – e o </span><i><span style="font-weight: 400;">podcast</span></i><span style="font-weight: 400;"> – de três vizinhos em um prédio no Upper West Side, a cartada de mestre de </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não é tentar revolucionar essa obviedade carregada pelos enredos de mistério. Atualizando a química de um </span><a href="https://www.backstage.com/magazine/article/only-murders-in-the-building-hulu-sag-awards-fyc-74571/"><span style="font-weight: 400;">elenco</span></a><span style="font-weight: 400;"> experiente à aderência categórica de humor e drama, a produção se destaca por mesclar o cru </span><i><span style="font-weight: 400;">true crime</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao clássico </span><a href="https://jovemnerd.com.br/direto-do-bunker/o-que-e-whodunit-e-como-e-usado-em-grandes-obras-de-ficcao/"><i><span style="font-weight: 400;">whodunnit</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com personalidade e ritmo. Aqui, mesmo sendo força motriz, o suspense atua entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">yin-yang</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos protagonistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mabel Mora (</span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/selena-gomez/"><span style="font-weight: 400;">Selena Gomez</span></a><span style="font-weight: 400;">) é de geração e postura opostas a Charles-Haden Savage (Steve Martin) e Oliver Putnam (Martin Short), mas o vínculo dos personagens se enriquece quando suas diferenças confortam lacunas e traumas pessoais. Desvendar a realidade por trás da morte de Tim Kono (Julian Chi) é espiralar nas camadas verossímeis que formam o trio e, embaladas por uma lúdica trilha sonora, sustentam a trama. Ademais, a narração plural (e até </span><a href="https://portalpopline.com.br/only-murders-in-the-building-episodio-sem-falas/"><span style="font-weight: 400;">sem falas</span></a><span style="font-weight: 400;">) é só um dos elementos muito bem depositados ao longo dos episódios para postergar a fluidez da história enigmática. Triunfante, </span><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders</span></i><span style="font-weight: 400;"> já despontou nas indicações do </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/231652-globo-ouro-2022-confira-lista-completa-vencedores.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022</span></a><span style="font-weight: 400;"> e se prepara para sua </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/only-murders-renovada"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211;</b> <b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos</b><span style="font-weight: 400;">: True Crime (01&#215;01), The Boy From 6B (01&#215;07) e Open and Shut (01&#215;10)</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_25886" aria-describedby="caption-attachment-25886" style="width: 1440px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25886" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Os-Filhos-de-Sam-manchete.jpg" alt="Cena da minissérie Os Filhos de Sam, que mostra um homem apontando para um símbolo satânico gravado em uma parede, à sua direita. Ele é branco de cabelos castanhos e grisalhos, está de costas encarando a parede e veste uma jaqueta azul marinho." width="1440" height="810" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Os-Filhos-de-Sam-manchete.jpg 1440w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Os-Filhos-de-Sam-manchete-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Os-Filhos-de-Sam-manchete-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Os-Filhos-de-Sam-manchete-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Os-Filhos-de-Sam-manchete-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25886" class="wp-caption-text">A perspectiva do jornalista Maury Terry conseguiu tornar Os Filhos de Sam: Loucura e Conspiração em algo muito mais misterioso do que uma simples minissérie documental de serial killer (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Os Filhos de Sam: Loucura e Conspiração (The Sons of Sam: A Descent into Darkness)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> investiu fortemente em conteúdos documentais sobre assassinos em série americanos no último ano, e, mesmo que as histórias sejam aterrorizantes, nada se compara com a visão única que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ICFZ1wS8Fuc"><i><span style="font-weight: 400;">Os Filhos de Sam: Loucura e Conspiração</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostra. O diferencial é que a narrativa é construída no trabalho do jornalista Maury Terry, e sua teoria de que o caso de David Berkowitz era muito mais do que aparentava ser &#8211; e como a busca por provas de que havia ali uma rede de assassinos de seita satânica o atormentou até a morte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minissérie consegue acompanhar a descida derradeira de Terry em sua investigação. Com </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/critica-os-filhos-de-sam-loucura-e-conspiracao-netflix-184441/#:~:text=A%20produ%C3%A7%C3%A3o%20conta%20a%20hist%C3%B3ria,Maury%20Terry%2C%20um%20jornalista%20investigativo."><span style="font-weight: 400;">linhas temporais e lógicas bem construídas</span></a><span style="font-weight: 400;">, é um dos melhores trabalhos documentais por fugir da abordagem comum, e mostrar os crimes do Filho do Sam sem que ele seja o personagem principal. Cada episódio traz mais inconsistências nas conclusões policiais de Nova York &#8211; e suas motivações para que o caso fosse enterrado. É uma escalada delirante num trabalho jornalístico profundo, misterioso e assustador. Dotado de provas e sentido, as teorias </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/4-motivos-para-assistir-os-filhos-de-sam-nova-serie-de-true-crime-da-netflix-lista/"><span style="font-weight: 400;">prendem qualquer telespectador</span></a><span style="font-weight: 400;">, superando as demais produções de 2021 do gênero na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Catch .44 (01&#215;02) e Rabbit Hole (01&#215;04)</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_25887" aria-describedby="caption-attachment-25887" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25887" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Outer-Banks-Gabrielli.jpg" alt="Cena da série Outer Banks. Os personagens Cleo, Pope, JJ, John B, Kiara e Sarah estão caminhando em uma praia ao pôr do sol (respectivamente da esquerda para a direita). Cleo e Kiara são mulheres negras com cabelos castanhos, os da primeira, cacheados e presos em uma trança, e os da segunda soltos e ondulados. Sarah e JJ são, respectivamente, uma mulher e um homem brancos e loiros, ambos com cabelos lisos (os de Sarah, longos e soltos). Pope é um homem negro de cabelos crespos e John B é um homem branco de cabelos castanhos e lisos. Todas as garotas usam calça de moletom e top, Kiara e Sarah usam colares e Cleo carrega uma adaga na transversal de seu corpo. Pope e John B usam calça jeans, o primeiro sem camisa e com um colar, e o segundo com uma camisa de botões (apenas dois abotoados) com mangas curtas. JJ usa shorts e uma blusa regata. Atrás deles há o mar, alguns relevos e um bote. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Outer-Banks-Gabrielli.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Outer-Banks-Gabrielli-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Outer-Banks-Gabrielli-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Outer-Banks-Gabrielli-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Outer-Banks-Gabrielli-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25887" class="wp-caption-text">Os pogues chegaram ao fundo do poço e sua única opção agora é subir (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Outer Banks</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a primeira temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/outer-banks-2a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Outer Banks</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">encantou a todos com seu estilo praiano e o doce sabor nostálgico de um grupo de amigos que levam a lealdade e a busca por tesouros perdidos bem a sério, a segunda realmente não deixou a desejar e elevou ainda mais o nível. Com um aprofundamento das consequências resultantes do ano anterior, a segunda parte da série garantiu </span><a href="https://febreteen.com.br/2021/08/outer-banks-quase-alcanca-primeiro-lugar-das-series-mais-assistidas-veja-ranking/"><span style="font-weight: 400;">números impressionantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e algumas premiações, como o </span><a href="https://www.cheatsheet.com/entertainment/outer-banks-star-chase-stokes-wins-peoples-choice-award-reacts-pogue-way.html/"><i><span style="font-weight: 400;">People’s Choice Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Estrela de Drama de TV de 2021 para Chase Stokes, o queridinho John B. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa continuação da história, as emoções foram literalmente duplicadas, já que um segundo tesouro foi introduzido oficialmente no episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">A escolha</span></i><span style="font-weight: 400;"> para aumentar a caçada, além da chegada de novos personagens &#8211; como </span><a href="https://cinepop.com.br/outer-banks-atriz-de-greenleaf-entra-para-o-elenco-da-2a-temporada-291804/"><span style="font-weight: 400;">Cleo</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Carlacia Grant), que chegou em </span><i><span style="font-weight: 400;">O ouro</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma garota de personalidade forte que adiciona exatamente o que o quinteto e a série precisavam -, um reencontro </span><i><span style="font-weight: 400;">pogue </span></i><span style="font-weight: 400;">inesquecível, no capítulo </span><i><span style="font-weight: 400;">A volta</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a presença de velhos e novos vilões complexos que tornam a narrativa bem mais interessante. Com uma primeira temporada incrível e uma segunda que marcou 2021, só resta esperar o que a </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/230111-outer-banks-netflix-renova-serie-3-temporada.htm"><span style="font-weight: 400;">terceira</span></a><span style="font-weight: 400;">, irá trazer. </span><b>&#8211; Gabrielli Natividade da Silva </b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">My Druthers (02&#215;06) e The Coastal Venture (02&#215;10)</span></p>
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<figure id="attachment_25888" aria-describedby="caption-attachment-25888" style="width: 1100px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25888" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/pose.jpg" alt="Cena de Pose. A imagem mostra um grupo de pessoas reunidas ao redor de uma mesa em uma sala. O lugar é sutilmente iluminado por uma luz amarelada. Todas as pessoas estão de costas ou de lado para a câmera, exceto a personagem de Mj Rodriguez, uma mulher negra de cabelos cacheados. Ela sorri, olhando para o brinde que realiza com sua família à mesa. " width="1100" height="674" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/pose.jpg 1100w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/pose-800x490.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/pose-1024x627.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/pose-768x471.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25888" class="wp-caption-text">A família tradicional que defendemos (Foto: FX)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Pose</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nada marcou a TV em 2021 como o final de </span><a href="https://personaunesp.com.br/pose-3a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Desde junho de 2018, a série do </span><i><span style="font-weight: 400;">FX</span></i><span style="font-weight: 400;"> assumiu um compromisso com o maior elenco trans da história da Televisão e o colocou para protagonizar uma história sobre amor e família à margem de uma sociedade especialmente hostil. Ao seu fim, exatos três anos depois, a produção honrou a grandiosidade de tudo o que construiu junto de Blanca Evangelista (</span><a href="https://www.instagram.com/p/CT0hfVuLa4r/"><span style="font-weight: 400;">Mj Rodriguez</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Pray Tell (</span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/news/general-news/billy-porter-hiv-positive-diagnosis-1234954742/"><span style="font-weight: 400;">Billy Porter</span></a><span style="font-weight: 400;">), entregando um lindo desfecho para a sua jornada revolucionária, cujo efeito não foi muito além das emoções de seu público fiel e dos milhares de artigos que exaltam a sua importância, representatividade e pioneirismo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro e último ano de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i><span style="font-weight: 400;"> também foi marcado pelo seu reconhecimento e clamor formal. No </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-sobre-os-indicados-ao-emmy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série &#8211; já conhecida pelos votantes da Academia de Televisão desde sua primeira temporada &#8211; foi mencionada em oito indicações. Lá, criou mais um marco ao emplacar a primeira mulher trans nomeada a uma categoria principal de atuação no prêmio mais importante da TV, e garantir a vitória dela no </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2022/01/10/mj-rodriguez-de-pose-e-primeira-mulher-trans-a-vencer-um-globo-de-ouro.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas entre Melhor Série, Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Direção, Melhor Roteiro, nenhuma categoria compreende a grandeza de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i><span style="font-weight: 400;">, que </span><a href="https://personaunesp.com.br/pose-segunda-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">reivindica o seu direito</span></a><span style="font-weight: 400;"> a todas elas desde o início: “</span><a href="https://valkirias.com.br/pose/"><i><span style="font-weight: 400;">The category is:</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Live! Werk! Pose</span></i><span style="font-weight: 400;">!</span></a><span style="font-weight: 400;">” </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Take Me To The Church (03&#215;04), Something Old, Something New (03&#215;06) e Series Finale (03&#215;07)</span></p>
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<figure id="attachment_25889" aria-describedby="caption-attachment-25889" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25889" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/queereye-manchete.webp" alt="Cena da série Queer Eye. Nela, 6 pessoas estão encostadas em uma enorme placa do restaurante El Arroyo no Texas, com o letreiro em inglês. " width="2000" height="1000" /><figcaption id="caption-attachment-25889" class="wp-caption-text">A 6ª temporada de Queer Eye é a dose de auto amor e esperança que todas as pessoas do planeta Terra precisam após a pandemia de coronavírus (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>6ª temporada de Queer Eye</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/queer-eye-5a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Queer Eye</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, por essência, um refresco caloroso ao coração. Em toda a sua trajetória, os 5 Fabulosos Antony, Bobby, Karamo, Tan e Jonathan sempre conquistaram qualquer pessoa, e não relutaram em o fazer no estado conservador do Texas para a 6ª temporada. As gravações foram atravessadas pelo caos da pandemia de coronavírus, por isso, em contrapartida com o seu último, </span><a href="https://www.emmys.com/awards/nominees-winners/2021/outstanding-structured-reality-program"><span style="font-weight: 400;">e premiado</span></a><span style="font-weight: 400;">, volume 5, o desafio do </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> em levar amor próprio para pessoas comuns foi imensamente mais difícil. Mais real do que nunca, a fragilidade do elenco evidenciou como a doença havia engolido a todos &#8211; e só o mais puro afeto poderia aliviar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu gravar um episódio antes que a covid-19 chegasse e levasse milhões de vidas. Mas não rápido o suficiente. Quando retornaram à produção, seus participantes </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sxhiqsKUTWA"><span style="font-weight: 400;">haviam perdido muito</span></a><span style="font-weight: 400;">, alguns na dor e correria de pertencerem à linha de frente, outros na luta contra a xenofobia e culpabilização por um vírus desconhecido. Com uma dor em comum com seus telespectadores, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3Yo2ohiqF4o"><i><span style="font-weight: 400;">Queer Eye</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou no dia 31 de dezembro de 2021 à plataforma, como um lembrete colorido de que as pessoas valem a pena, de que a esperança é necessária para continuar &#8211; e mesmo assim, segue sem ser renovada para a próxima temporada. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Craw-Zaddy (06&#215;05), Community Allied (06&#215;06) e Snow White of Central Texas (06&#215;07)</span></p>
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<figure id="attachment_25890" aria-describedby="caption-attachment-25890" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25890" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/ragnarok-manchete.jpg" alt="Cena da série Ragnarok que mostra um homem como uma versão nova do Deus Thor. Ele é branco de cabelos loiros na altura dos ombros, olhos azuis brilhantes com expressão desafiadora, usa camisa cinza de mangas compridas, e segura o martelo de Thor na mão esquerda. O fundo é uma rua escura com alguns pontos de iluminação." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/ragnarok-manchete.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/ragnarok-manchete-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/ragnarok-manchete-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/ragnarok-manchete-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/ragnarok-manchete-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25890" class="wp-caption-text">O que fascina em Ragnarok é a sua abordagem de colocar a mitologia nórdica à serviço das complexidades humanas (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Ragnarok</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Zyixk_sKnYk"><i><span style="font-weight: 400;">Ragnarok</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não tem nada parecido com a forma que os deuses mitológicos são retratados nas histórias em quadrinhos. Muito pelo contrário, os conflitos familiares, o drama </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i><span style="font-weight: 400;">, e as questões ambientais que norteiam o afloramento da mitologia. Em sua 2ª temporada, o maior acerto foi dar à Laurits (Jonas Strand Gravli), irmão de Magne, e, por consequência, Loki, </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/criticas/ragnarok-2a-temporada-critica"><span style="font-weight: 400;">a protagonização que merece</span></a><span style="font-weight: 400;">. Jonas é um ator muito melhor do que Stakston, e seu personagem é muito mais interessante. O Loki de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ragnarok </span></i><span style="font-weight: 400;">é perspicaz, audacioso e autêntico, em consonância com seu ser humano compreendendo sexualidade, gênero, e família. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O não-heroísmo também ficou mais sério, alcançando o conflito do protagonista Magne (David Stakston) sobre até onde é capaz de ir sendo Thor, e </span><a href="https://otageek.com.br/2021/05/31/critica-final-sem-spoiler-ragnarok-2a-temporada-netflix/"><span style="font-weight: 400;">trazendo a gigante Saxa</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Theresa Frostad) aos holofotes e brigando pelo poder. Efeitos especiais, atuação e trilha sonora, estavam todos bem sincronizados com a continuação, mostrando a ótima evolução desde a temporada de lançamento e deixando um gosto saboroso em 2021. A </span><a href="https://pipocasclub.com.br/2021/11/11/ragnarok-netflix-renova-serie-para-3a-e-ultima-temporada/"><span style="font-weight: 400;">terceira será a última</span></a><span style="font-weight: 400;"> da série norueguesa, e isso significa que não haverá tempo de desenvolver seus personagens até o ponto que merecem. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">What Happened to the Nice, Old Lady? (02&#215;02) e All You Need Is Love (02&#215;06)</span></p>
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<figure id="attachment_25891" aria-describedby="caption-attachment-25891" style="width: 1838px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25891" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/reservation-dogs-carol.jpeg" alt="A imagem retangular é uma foto de Reservation Dogs. Da esquerda para a direita vemos 4 pessoas, começando com uma menina de cara fechada, que usa um boné vermelho para trás, uma jaqueta com mangas azuis e um desenho trial no centro e calças verdes, com sapatos e meias altas. Logo após vemos um menino mais centralizado com um topete, uma camisa branca com detalhes vermelhos por cima de uma camiseta de manga longa cinza, com uma calça preta. Mais atrás e para a direita há outra garota com cabelos lisos e pretos, uma blusa florida, calças e botas pretas. Por fim, no canto direito da foto há um garoto de topete preto, que usa uma camiseta preta com um desenho branco no centro, com uma calça bege. Todos eles andam em uma estrada molhada com um fundo com várias árvores." width="1838" height="1225" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/reservation-dogs-carol.jpeg 1838w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/reservation-dogs-carol-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/reservation-dogs-carol-1024x682.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/reservation-dogs-carol-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/reservation-dogs-carol-1536x1024.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/reservation-dogs-carol-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25891" class="wp-caption-text">Sim, ser adolescente é uma tarefa e tanto (Foto: FX)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Reservation Dogs</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Taika Waititi não lançou apenas uma série fascinante em 2021, mas duas – e não há nada páreo para sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=POkrsNVkGNk"><i><span style="font-weight: 400;">Reservation Dogs</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A dramédia impressiona, encanta e equilibra perfeitamente o riso descontrolado e o choro sem consolo. </span><a href="https://www.sltrib.com/artsliving/2021/08/15/scott-d-pierce/"><span style="font-weight: 400;">Escrita, dirigida e protagonizada por indígenas</span></a><span style="font-weight: 400;">, a produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">FX</span></i><span style="font-weight: 400;"> consegue percorrer as várias e complicadas nuances universais da adolescência, mas focando nos personagens de uma reserva nativa-americana em Oklahoma e nos embates diários com a exclusão social e o racismo anti-indígena. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Criada por Waititi e Sterlin Harjo, o destaque absoluto fica por conta do </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/reservation-dogs-vale-pena-ver-serie-do-star-feita-e-estrelada-por-indigenas-72816"><span style="font-weight: 400;">quarteto de ouro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de jovens atores: Paulina Alexis, D’Pharaoh Woon-A-Tai, Devery Jacobs e Lane Factor entregam performances sólidas, complexas e primordiais para a construção dessa primeira temporada. Já renovada para mais um ano, </span><a href="https://porcoespinho.com.br/cinema-tv/reservation-dogs-traz-protagonismo-raro-de-se-ver/"><i><span style="font-weight: 400;">Reservation Dogs</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se automolda em uma narrativa sensível, hilária e que acerta em todos os temas que se propõe a discutir. Agora, cabe ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> reconhecer a joia rara que praticamente caiu em seu colo. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">F*ckin’ Rez Dogs (01&#215;01), Hunting (01&#215;06) e California Dreamin’ (01&#215;07)</span></p>
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<figure id="attachment_25892" aria-describedby="caption-attachment-25892" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25892" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/rickandmorty1.jpg" alt="Cena da série Rick e Morty. Fundo galáctico com cor predominante marrom. A esquerda do desenho está Morty carregando Rick, um menino branco de cabelo marrom, com um olho roxo, veste blusa amarela rasgada, calça jeans e tênis branco. No colo de Morty está Rick, um senhor de cabelos espetados azuis, veste uma blusa azul, um jaleco branco, calça marrom e tênis preto. Rick está sangrando no peitoral e aponta para uma pedra predominantemente roxa ao lado direito da imagem. A pedra reflete a imagem de Morty e Rick segurando uma espada com óculos escuros e vestindo blusa, jaleco e calça pretos." width="768" height="432" /><figcaption id="caption-attachment-25892" class="wp-caption-text">Com um roteiro recheado de referências externas, a 5ª temporada de Rick e Morty se aprofunda nos sentimentos da família Smith e surpreende quando você menos espera (Foto: Adult Swim)</figcaption></figure>
<p><b>5ª temporada de Rick e Morty (Rick and Morty)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É o início de uma nova era para o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">. A mais recente temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-setembro-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Rick e Morty</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> causa estranhamento aos telespectadores de longa data, afinal, os diretores criativos Justin Roiland e Dan Harmon além de realizarem um acolhimento gigante ao </span><a href="https://www.teclasap.com.br/nonsense/"><i><span style="font-weight: 400;">nonsense</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, – que aparentemente, se torna maior a cada ano – também criaram o foco principal em algo um tanto quanto incomum: a evolução de Rick sem precedentes. Diferentemente, do que abordam a grande maioria das outras temporadas, o cientista não está separado da humanidade por ser um intelectual galáctico. A solidão e o desespero constroem o personagem, que não mais pode ser encoberto pelo seu ego de superioridade e muito menos, por quaisquer armas interdimensionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os episódios correm com a explosão da ficção científica exagerada em conjunto com algumas premissas já encontradas em trabalhos anteriores, como por exemplo, o fracasso pessoal de Jerry em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2VYx81MTBPQ"><i><span style="font-weight: 400;">Amortycan Grickfitti</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mas, os últimos três capítulos da temporada são surpreendentemente intrínsecos, pois mergulham em uma atmosfera mais complexa sobre os sentimentos de Rick e Morty. Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oQycg1wdNrM"><i><span style="font-weight: 400;">Rickternal Friendshine of the Spotless Mort</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">as abordagens não desgrudam da insanidade e como bônus, se unem ao existencialismo,</span> <span style="font-weight: 400;">o cientista se encontra com seu eu do passado, o qual lhe questiona sobre suas memórias </span><i><span style="font-weight: 400;">“Por que você não as revisita?”</span></i><span style="font-weight: 400;">, e o atual Rick responde </span><i><span style="font-weight: 400;">“Eu não sei, talvez por causa do final”. </span></i><span style="font-weight: 400;">Entre dúvidas e separações, a verdade é que o final da 5ª temporada – além de dar um </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/09/estreia-e-trama-da-6a-temporada-de-rick-and-morty"><span style="font-weight: 400;">gancho para a 6ª</span></a><span style="font-weight: 400;"> – traz o início de uma nova forma para entender toda a confusão.</span><b> &#8211; Leticia Stradiotto</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Rickternal Friendshine of the Spotless Mort (05&#215;08) e Forgetting Sarick Mortshall (05&#215;09)</span></p>
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<figure id="attachment_25893" aria-describedby="caption-attachment-25893" style="width: 1501px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25893" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Round-6-Nathan-Sampaio.jpg" alt="Cena da série Round 6. A imagem mostra um labirinto de escadas e passarelas que se entrelaçam e ficam em alturas diferentes, as escadas e as paredes são coloridas, tendo cores como: rosa, verde, azul e amarelo. O chão é azul. Todas as paredes estão manchadas de sangue. Andando nas escadas e passarelas tem diversas pessoas usando a mesma roupa, um macacão vermelho com capuz, seu rosto é coberto por uma máscara preta que tem um símbolo de um círculo branco. " width="1501" height="996" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Round-6-Nathan-Sampaio.jpg 1501w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Round-6-Nathan-Sampaio-800x531.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Round-6-Nathan-Sampaio-1024x679.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Round-6-Nathan-Sampaio-768x510.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Round-6-Nathan-Sampaio-1200x796.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25893" class="wp-caption-text">Round 6 foi a série de maior sucesso de 2021, além de se tornar a produção mais assistida da história da Netflix (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Round 6 (</b><b>Ojing-eo Geim</b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tramas que envolvem jogo mortal não são novidade em produções audiovisuais, porém </span><a href="https://personaunesp.com.br/round-6-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Round 6</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consegue trazer um frescor a esse tipo de história. Os maiores méritos do seriado se encontram na mistura da inocência de brincadeiras infantis com a brutalidade da morte e da vida adulta, isso se reflete tanto nos desafios de cada jogo quanto nas temáticas presentes durante a exibição. A utilização de joguetes ligados à infância também é um acerto, pois logo gera uma identificação do espectador que se imagina naquela situação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para além dos jogos violentos e da estética magnífica apresentadas na série, o texto de Hwang Dong-hyuk se destaca por trazer metáforas e </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-58952413"><span style="font-weight: 400;">reflexões</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre o mundo capitalista e a desigualdade social. Cada personagem carrega consigo uma história que demonstra as dificuldades das sociedades atuais, por isso, cada um deles é carismático e interessante à sua maneira. Dessa forma, </span><i><span style="font-weight: 400;">Round 6</span></i><span style="font-weight: 400;"> torna-se uma experiência instigante, tensa, divertida e reflexiva, sendo uma das melhores produções já feitas pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, e espera-se que seu realizador mantenha essa qualidade na vindoura </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/round-6-renovada"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Nathan Sampaio</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Mugunghwa kkoch-i pideon nal (01&#215;01), Ji-ok (01&#215;02) e Kkanbu (01&#215;06)</span></p>
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<figure id="attachment_25894" aria-describedby="caption-attachment-25894" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25894" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-4.webp" alt="Cena do reality show RuPaul’s Drag Race. Imagem retangular e colorida. Nela, vemos 4 drag queens em cima de um palco com luzes roxas. Primeiro, está Gottmik, uma drag branca, usando uma peruca lisa de mullet vermelha e um grande vestido da mesma cor que se estende até sua cintura. No rosto, ela usa uma maquiagem branca com batom e sombra pretos. Ela sorri timidamente e segura as duas mãos na altura da barriga. Ao seu lado, está Kandy Muse, uma drag negra, usando uma peruca loira e ondulada e um body branco. Seu olhar é de nervosismo, e ela cruza seus dedos na altura de sua barriga. A terceira é Rosé, uma drag branca, que veste uma peruca lisa e loira presa em marias-chiquinha e um blazer rosa e colorido. Seu olhar é sério, e ela segura as duas mãos na altura da barriga. Por fim, ao seu lado, está Symone, uma drag negra, usando uma peruca crespa, longa e escura, que se arma para cima. Ela veste um moletom branco, que estampa seu nome em letras garrafais roxas, e usa o capuz da peça na cabeça. Ela tem um sorriso no rosto, e coloca as duas mãos dentro dos bolsos. " width="2000" height="1000" /><figcaption id="caption-attachment-25894" class="wp-caption-text">Gottmik, Kandy Muse, Rosé e Symone: não poderia haver um elenco de finalistas melhor do que esse (Foto: World of Wonder)</figcaption></figure>
<p><b>13ª temporada de RuPaul’s Drag Race</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/rupauls-drag-race-13a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul’s Drag Race</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> iniciou sua 13ª temporada estremecendo a estrutura convencional do programa. </span><a href="https://www.hypeness.com.br/2020/01/rupaul-ja-foi-vocalista-de-banda-punk-e-se-inspirava-no-blondie/"><span style="font-weight: 400;">Mama Ru</span></a> <span style="font-weight: 400;">ousou ao colocar as </span><i><span style="font-weight: 400;">queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> para </span><a href="https://portalfamosos.com.br/as-11-melhores-batalhas-de-lip-sync-do-rupauls-drag-race/"><span style="font-weight: 400;">dublarem</span></a><span style="font-weight: 400;"> já no primeiro episódio, dividindo-as em dois grupos logo no começo da edição. Claro que, no fim, o efeito prático disso foi nulo, visto que todas continuaram na competição de qualquer forma – a primeira eliminação, da injustiçada </span><a href="https://draglicious.com.br/2021/01/25/entrevista-kahmora-hall-fala-sobre-drag-race-s13/"><span style="font-weight: 400;">Kahmora Hall</span></a><span style="font-weight: 400;">, viria somente quatro episódios depois. Porém, foi essa decisão que estabeleceu um dos conflitos mais interessantes da temporada: as vencedoras, que ganharam um excesso de confiança e desdém às outras participantes, contra as </span><a href="https://www.cheatsheet.com/entertainment/pork-chop-inside-joke-rupauls-drag-race-fans.html/"><span style="font-weight: 400;">perdedoras</span></a><span style="font-weight: 400;">, que sentiam a necessidade de se unirem e provarem seu valor aos jurados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E é aí que está a grande força da série. Depois de 13 anos de exibição, o </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><a href="https://www.oprah.com/inspiration/oprah-talks-to-rupaul"><span style="font-weight: 400;">maior </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do mundo já tem seus rituais e preceitos bem estabelecidos. No entanto, ela torna-se ímpar quando, a cada </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/reality-show/caotica-drag-vira-rupaul-de-cabeca-para-baixo-e-da-no-ate-em-ana-furtado-72969"><span style="font-weight: 400;">nova edição</span></a><span style="font-weight: 400;">, consegue explorá-los de um jeito diferente, inventivo e divertido. </span><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul’s Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> encapsula a </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/drag-queens-a-historia-da-arte-por-tras-de-homens-vestidos-de-mulher.ghtml"><span style="font-weight: 400;">cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">drag</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com muita autenticidade, sempre trazendo novidades para fãs de longa data, porém ainda simples de se assimilar para novos públicos, mesmo no caso de quem começou a acompanhá-la pela temporada de 2021. Essa característica se potencializa no ano 13 do programa, no qual </span><a href="https://ew.com/tv/rupauls-drag-race-symone-black-lives-matter-runway/#:~:text=At%20the%20end%20of%20the,Nina%20Pop%2C%20and%20Monika%20Diamond."><span style="font-weight: 400;">Symone</span></a><span style="font-weight: 400;"> é campeã com </span><i><span style="font-weight: 400;">statements</span></i><span style="font-weight: 400;"> importantíssimos – especialmente seu comovente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VFeZJJ4yIa8"><span style="font-weight: 400;">manifesto</span></a><span style="font-weight: 400;"> contra a </span><a href="https://metro.co.uk/2021/03/06/drag-race-symone-honours-black-lives-matter-with-say-their-names-gown-14199900/"><span style="font-weight: 400;">violência racial</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos EUA – e a queridinha do povo </span><a href="https://esqrever.com/2021/04/09/gottmik-a-drag-queen-que-esta-a-redefinir-a-transgressao-de-genero/"><span style="font-weight: 400;">Gottmik</span></a><span style="font-weight: 400;"> se consagra como o </span><a href="https://draglicious.com.br/2020/12/14/gottmik-e-o-primeiro-homem-trans-a-competir-em-rupauls-drag-race/"><span style="font-weight: 400;">primeiro homem trans</span></a><span style="font-weight: 400;"> a competir no programa, cheia de carisma e elegância. Tomada por representatividade e </span><a href="https://rupaulsdragrace.fandom.com/wiki/RuPaul%27s_Drag_Race_(Season_13)"><span style="font-weight: 400;">cores pastéis</span></a><span style="font-weight: 400;"> na sua 13ª temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul’s Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;"> comprova-se icônica por si só. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b><span style="font-weight: 400;">  </span></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Social Media: The Unverified Rusical (13&#215;08), The Snatch Game (13&#215;09) e Gettin’ Lucky</span> <span style="font-weight: 400;">(13&#215;14)</span></p>
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<figure id="attachment_25895" aria-describedby="caption-attachment-25895" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25895" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/sex-ed.png" alt="Cena da terceira temporada de Sex Education. A cena mostra Ruby e Otis dentro do conversível dela, prestes a descerem na escola. Ela é branca, magra e tem longos cabelos castanhos, usa óculos de sol com armação laranja e uma jaqueta jeans escura e está sentada no banco do motorista, olhando para o garoto. Ele é branco e tem cabelos escuros, em forma de topete, usa jaqueta azul claro e camisa de gola alta vermelha e florida. Ao redor do carro, outros jovens olham para os dois." width="1024" height="527" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/sex-ed.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/sex-ed-800x412.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/sex-ed-768x395.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25895" class="wp-caption-text">Sex Education continua a surpreender, dando dimensão a personagens secundários e evoluindo a trama sem medo de chegar ao ponto de pressão (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>3ª temporada de Sex Education</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é fácil sustentar uma série adolescente com controle criativo e qualidade lá no topo, mas Laurie Nunn faz parecer tão simples. Na terceira temporada de </span><a href="https://personaunesp.com.br/sex-education-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sex Education</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, os alunos de Moordale sofrem na mão da nova diretora, a carrasca Hope (</span><a href="https://followthecolours.com.br/art-attack/conheca-a-arte-de-jemima-kirke-e-seu-universo-feminino-muito-alem-da-serie-girls/#:~:text=Jemima%20Kirke%20ficou%20popularmente%20conhecida,o%20rumo%20de%20sua%20vida.&amp;text=H%C3%A1%20profundidade%20nas%20mulheres%20de%20Jemima."><span style="font-weight: 400;">Jemima Kirke</span></a><span style="font-weight: 400;">), que tem como missão limpar a imagem suja que o colégio sustentou nos anos anteriores. Para isso, ela coloca todo mundo na linha, não importa o custo. Entre os dramas de Eric (Ncuti Gatwa) e Adam (Connor Swindells), as descobertas de Cal (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Sxdn3fvFUYk"><span style="font-weight: 400;">Dua Saleh</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Jackson (Kedar Williams-Stirling) e a união de Maeve (Emma Mackey) e Aimee (Aimee Lou Wood), </span><i><span style="font-weight: 400;">Sex Ed</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda tem muito a dizer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem mais brilha sob pressão é o núcleo de Otis (Asa Butterfield) e Ruby (Mimi Keene), </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=V-XROb4LtIk"><span style="font-weight: 400;">casal que nasce da imprevisibilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e escala para o momento dramático mais catártico do ano 3. Dentro do discurso narrativo, a série desconstrói a figura da patricinha e do </span><i><span style="font-weight: 400;">nerd</span></i><span style="font-weight: 400;">, injetando doses de originalidade, humanidade e muita emoção engarrafada neles. Quando o jovem marreta o coração dela, só nos resta apertar o peito, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EYMikdesoNQ"><span style="font-weight: 400;">engolir o choro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e continuar aproveitando ao máximo o que essa </span><i><span style="font-weight: 400;">educação sexual</span></i><span style="font-weight: 400;"> (e emocional, e sentimental, e pessoal) tem a oferecer. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Episode 2 (03&#215;02), Episode 3 (03&#215;03) e Episode 7 (03&#215;07)</span></p>
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<figure id="attachment_25896" aria-describedby="caption-attachment-25896" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25896" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Solos-Henrique-Marinhos.png" alt="Cena da série Solos com a atriz Anne Hathaway ao centro, uma mulher branca de cabelos castanhos longos na altura do peito, vestindo uma camiseta branca larga e uma blusa verde por baixo. Na imagem a personagem está olhando assustada para o lado enquanto ao seu redor estão vários aparelhos e fios eletrônicos, com um computador de tela fina quadrada prata a sua frente." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Solos-Henrique-Marinhos.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Solos-Henrique-Marinhos-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Solos-Henrique-Marinhos-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Solos-Henrique-Marinhos-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Solos-Henrique-Marinhos-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25896" class="wp-caption-text">Em Solos, Anne Hathaway e outros artistas mostram a tensão que um monólogo pode proporcionar (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Solos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Multifacetada, a primeira temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yKcw1VlRIy0"><i><span style="font-weight: 400;">Solos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> apresenta uma premissa diferente da que o público está acostumado a ver, porém, apesar de trazer diversas histórias isoladas em seus episódios, não deixa de manter uma coerência como um todo. Lançada pelo <em>Amazon Prime Video</em>, e com um elenco de renome, tais como Anne Hathaway (01&#215;01 &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Leah</span></i><span style="font-weight: 400;">), Helen Mirren (01&#215;03 &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Peg</span></i><span style="font-weight: 400;">) e muitos outros, a série traz questões relacionadas a tecnologia, relações humanas e o futuro. Mais do que isso, também mostra a exímia habilidade de cativar o telespectador com uma bela fotografia, histórias emocionantes e diálogos precisos, onde foram necessários apenas capítulos de 20 a 30 minutos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como destaque, o episódio 01&#215;04 &#8211; </span><i><span style="font-weight: 400;">Sasha</span></i><span style="font-weight: 400;">, unicamente protagonizado pela atriz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Orange is the New Black</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ganhadora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/in-treatment-critica/"><span style="font-weight: 400;">Uzo Aduba</span></a><span style="font-weight: 400;">, encaixa como uma das tramas que mais transmite a essência da série onde, apesar de avulso à nossa realidade com um futuro e aparatos tecnológicos que não veremos por um tempo, lida com o isolamento e a tomada de difíceis decisões em casos extremos, além de toda relação consigo mesma que o personagem demonstra, trazendo à tona o motivo do título da série se apresentar como </span><i><span style="font-weight: 400;">Solos</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211;</b> <b>Henrique Marinhos</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Leah (01&#215;01) e Sasha (01&#215;04)</span></p>
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<figure id="attachment_25897" aria-describedby="caption-attachment-25897" style="width: 1486px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25897" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/succession.jpg" alt="Cena da terceira temporada de Succession. Nela, Kendall está com a cabeça e braços apoiados em seus joelhos, enquanto Roman está atrás dele, com o corpo inclinado e as mãos apoiadas em seus ombros, e Shiv está ao seu lado esquerdo, com a mão esquerda em sua cabeça. Roman. Os três estão em uma rua de terra, em meio a casas antigas. Kendall, interpretado por Jeremy Strong, é um homem branco, com cabelos raspados; ele veste uma camisa branca de mangas compridas e não é possível ver seu rosto. Roman, interpretado por Kieran Culkin, é um homem branco, de cabelo castanho-escuro e liso; ele veste uma camisa rosa de mangas compridas, calça social cinza e usa óculos escuros. Shiv, interpretada por Sarah Snook, é uma mulher branca de cabelo ruivo, liso e acima dos ombros; ela usa um chapéu branco, e veste um vestido branco com estampa floral, que vai até seu joelho." width="1486" height="836" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/succession.jpg 1486w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/succession-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/succession-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/succession-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/succession-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25897" class="wp-caption-text">Mais do que esperado, a produção da HBO já obteve a <a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/apos-atingir-marca-historica-succession-e-renovada-para-4-temporada-68256">renovação para uma 4ª temporada</a> (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Succession </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma tarefa difícil passar por 2021 sem ter ouvido ou lido a palavra </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=x5qDbcgUdFg"><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pelo menos uma vez. Ao longo dos últimos anos, a criação de Jesse Armstrong vem ganhando cada vez mais espaço no patamar das maiores séries da década, sucesso evidenciado pela </span><a href="https://www.emmys.com/shows/succession"><span style="font-weight: 400;">coleção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que já acumula com apenas 3 temporadas lançadas. O enredo da narrativa já é interessante por si só, ao se centrar na disputa e busca incansável por poder dos integrantes da família Roy &#8211; quase uma releitura decente da novela </span><i><span style="font-weight: 400;">Império</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas a série não se contenta apenas com isso, ganhando também um roteiro instigante que envolve esferas políticas e midiáticas, além de uma direção que já passou pela mão de nomes como Adam McKay (</span><i><span style="font-weight: 400;">Não Olhe para Cima</span></i><span style="font-weight: 400;">) e Mark Mylod (</span><a href="https://personaunesp.com.br/game-of-thrones-setima-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Game of Thrones</span></i></a><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A reviravolta dos minutos finais da 2ª temporada foi motivo suficiente para provocar a ansiedade para o retorno da produção. Agora, centrando-se quase que por completo no combate direto entre Kendall (Jeremy Strong) e Logan (Brian Cox), </span><i><span style="font-weight: 400;">Succession</span></i><span style="font-weight: 400;"> comprova a </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/succession-4-motivos-para-assistir-serie-da-hbo-vencedora-do-globo-de-ouro-lista/"><span style="font-weight: 400;">evolução de sua narrativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> a cada novo ano, ao internalizar de vez a vontade de provocar a queda do poderoso magnata. Entre as controvérsias e puxões de tapete dos quatro irmãos, a união entre eles é o que fala mais alto para vencer uma paternidade abusiva de uma vida inteira, rendendo uma </span><i><span style="font-weight: 400;">season finale </span></i><span style="font-weight: 400;">digna de coração acelerado e suspiros emocionantes. Assim, permanece honrando </span><a href="https://overinside.com.br/noticias/succession-da-hbo-e-considerada-a-melhor-serie-de-2021-veja-top-10/"><span style="font-weight: 400;">o título que sempre lhe foi destinada</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Retired Janitors of Idaho (03&#215;05), Too Much Birthday (03&#215;07) e</span> <span style="font-weight: 400;">All The Bells Say (03&#215;09)</span></p>
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<figure id="attachment_25898" aria-describedby="caption-attachment-25898" style="width: 750px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25898" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Superstore-Henrique-Marinhos.jpg" alt="Cena da série Superstore onde ao centro há um sofá azul com uma tigela verde com pipoca ao meio, no sofá há dois funcionários sentados, atrás do sofá estão mais vários funcionários e todos estão usando os uniformes da loja enquanto assistem algo à sua frente. Ao redor, estão diversos produtos separados em prateleiras, pois o ambiente é o de um supermercado." width="750" height="422" /><figcaption id="caption-attachment-25898" class="wp-caption-text">Em clima nostálgico para todos, acontece o adeus a muitas das risadas que Superstore proporcionou (Foto: NBC)</figcaption></figure>
<p><b>6ª temporada de Superstore </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Finalizada em 2021, a sexta e última temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NgZXnTZbF3g"><i><span style="font-weight: 400;">Superstore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> inova ao mesmo tempo que consegue ser nostálgica para os fãs. Sem surpresa, a estreia do ano final abordou assuntos como a pandemia, encerramento de ciclos inesperados e tantos outros temas que vem de encontro com a realidade. Porém, com tamanha leveza que utilizaram, a série de comédia acaba passando várias lições sobre a vida. Considerando situações atípicas como o isolamento, o roteiro consegue interpretar a essência do que o  fez em seus outros 5 anos, desde o episódio piloto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É notável que nessa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7OB10Yezumo"><span style="font-weight: 400;">última temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, mais do que encerrar uma história, os produtores procuraram ao máximo aproveitar todas as oportunidades que tinham para realizar com louvor esse fechamento, tais como a possibilidade de trazer todos que já fizeram parte relevante de </span><i><span style="font-weight: 400;">Superstore</span></i><span style="font-weight: 400;">, agraciar os fãs com aquilo que precisavam mesmo que não soubessem disso, ao mesmo tempo sempre quebrando essa expectativa. Por fim, inegavelmente, os telespectadores podem confirmar a tranquilidade com que as pendências dos outros cinco anos foram fechadas e um agradecimento aos participantes dessa aventura, ainda que tenham sido encerrados aos 45 do segundo tempo em </span><i><span style="font-weight: 400;">All Sales Final</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211;</b> <b>Henrique Marinhos</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos</b><span style="font-weight: 400;"><strong>:</strong> California Part 2 (06&#215;02) e All Sales Final (06&#215;15)</span></p>
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<figure id="attachment_25899" aria-describedby="caption-attachment-25899" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25899" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Ted-Lasso-Season-2-Imagem-1.jpg" alt="Cena da série Ted Lasso. Nela, Ted está centralizado se apoiando com os braços esticados em uma janela branca. Ted é um homem branco cabelos castanhos e bigode volumoso. Ele veste um moletom azul, calça bege e um gorro de papai noel. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Ted-Lasso-Season-2-Imagem-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Ted-Lasso-Season-2-Imagem-1-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-25899" class="wp-caption-text">Ao invés de maior e melhor, a produção escolheu somente a segunda opção (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>2ª temporada de Ted Lasso </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de uma primeira temporada impecável que a consagrou com 7 </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i><span style="font-weight: 400;"> e 1 Globo de Ouro, </span><a href="https://personaunesp.com.br/ted-lasso-2a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tinha a difícil tarefa de ser melhor que ela mesma. E como superar seu próprio ápice? Assim como as grandes estrelas do futebol, a comédia da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+ </span></i><span style="font-weight: 400;">viu uma oportunidade na mudança de ares. O tom que beirava o pastelão agora é dominado por uma dramédia que pende muito mais para o drama em seu segundo ano. Subvertendo tudo e todos, para aprofundar seus personagens, escancarando quem eles realmente são e o porquê daquilo, que hora ou outra vão se comunicar e atingir o eu interior do espectador que baixou sua guarda para a doçura do primeiro ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma temporada mais pés (e bola) no chão, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i><span style="font-weight: 400;"> joga o futebol para escanteio, mesmo tendo um notável avanço na hora de imprimir o esporte no audiovisual, para dar um foco em seus personagens e desmistificá-los. A decisão de colocar </span><a href="https://www.usmagazine.com/entertainment/news/jason-sudeikis-on-taking-the-stigma-off-mental-health-in-ted-lasso/"><span style="font-weight: 400;">saúde mental</span></a><span style="font-weight: 400;"> e relações familiares como condutores do segundo ano mostra que a série, ao invés de seguir o caminho natural e apostar em uma segunda temporada maior, resolveu olhar para si própria e fazer do intimismo e das relações humanas e como elas impactam o mundo a sua volta seu triunfo. Assim como uma sessão de terapia, a segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ted Lasso</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz à tona um turbilhão de emoções necessário. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Carol of the Bells (02&#215;04), Beard After Hours (02&#215;09) e No Weddings and a Funeral (02&#215;10)</span></p>
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<figure id="attachment_25900" aria-describedby="caption-attachment-25900" style="width: 980px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25900" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/beatles-bruno-andrade.jpg" alt="Cena do seriado The Beatles Get Back. Na foto retangular colorida, vemos, da esquerda para a direita, Paul McCartney, George Harrison, Ringo Starr e John Lennon. Os quatro estão sentados, e são homens brancos de cabelos lisos, à altura dos ombros. Paul veste um suéter de cor preta, e possui barba e cabelos de cor preta. Ele esta tocando um baixo de cor marrom. George veste uma camisa de cor azul. Ele possui bigode e cabelos de cor castanha. Ringo está sentado em sua bateria de cor amarela, vestindo uma camisa de cor preta e um colete de cor vermelha por cima. Ele possui cabelos e bigode loiros. John Lennon está sentado em um piano de cor marrom, com a cabeça virada para a sua direita, em direção a Paul McCartney. Ele possui cabelos loiros e utiliza um óculos transparente com lentes redondas" width="980" height="735" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/beatles-bruno-andrade.jpg 980w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/beatles-bruno-andrade-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/beatles-bruno-andrade-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25900" class="wp-caption-text">Com quase 8 horas de duração, a minissérie The Beatles: Get Back traz uma experiência imersiva, e aponta que o fim do grupo era inevitável (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>The Beatles: Get Back</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2021, o mundo finalmente teve acesso às mais de 50 horas de filmagens e mais de 150 de gravação em áudio que os Beatles produziram em </span><a href="https://personaunesp.com.br/abbey-road-critica/"><span style="font-weight: 400;">1969</span></a><span style="font-weight: 400;">, compilados em quase 8 de filme. Na ocasião, um especial de TV estava sendo produzido, mas nunca chegou a ser lançado, e o material manteve-se oculto até então. Sob direção de </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/tv-e-series/noticia/2021/11/25/em-get-back-peter-jackson-descobre-segredos-que-beatles-tentaram-esconder-ha-50-anos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Peter Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;">, a minissérie </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-novembro-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">The Beatles: Get Back</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe novamente o quarteto ao debate, deixando claro as competências musicais do grupo. Não foi à toa que a </span><i><span style="font-weight: 400;">beatlemania</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi retomada de forma efervescente após seu lançamento na plataforma </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma das grandes virtudes da minissérie</span> <span style="font-weight: 400;">é a nova visão que ela dá sobre os quatro integrantes. Em uma abordagem revitalizadora, os </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-11-25/get-back-o-documentario-de-peter-jackson-sobre-os-beatles-e-um-acontecimento.html"><span style="font-weight: 400;">Beatles</span></a><span style="font-weight: 400;"> são apresentados – antes de sujeitos geniais e quatro indivíduos distantes da humanidade – como uma banda de </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. Eles discutem sobre as notas, erram os acordes, fazem piadas sem graça, treinam à exaustão pequenos trechos de novas canções, saem da banda em pequenos atos de revolta – </span><a href="https://personaunesp.com.br/george-harrison-45-anos/"><span style="font-weight: 400;">George Harrison</span></a><span style="font-weight: 400;"> deixa os Beatles no final da primeira parte, e depois retorna –, mas ainda são quatro amigos fazendo música. Por essa razão, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Beatles: Get Back</span></i><span style="font-weight: 400;"> não poderia ficar de fora de uma lista de melhores. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Part 1: Days 1-7 (01&#215;01), Part 2: Days 8-16 (01&#215;02) e Part 3: Days 17-22 (01&#215;03)</span></p>
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<figure id="attachment_25902" aria-describedby="caption-attachment-25902" style="width: 1999px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25902" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-Chair-Henrique-Marinhos.png" alt="Cena da série The Chair, em que a atriz Sandra Oh, uma mulher asiática de pele clara e cabelos pretos e presos, está vestindo uma camiseta cinza, ao lado de uma criança com cabelos presos e camiseta rosa onde ambas estão sorrindo para o espelho do banheiro." width="1999" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-Chair-Henrique-Marinhos.png 1999w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-Chair-Henrique-Marinhos-800x533.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-Chair-Henrique-Marinhos-1024x683.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-Chair-Henrique-Marinhos-768x512.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-Chair-Henrique-Marinhos-1536x1024.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-Chair-Henrique-Marinhos-1200x800.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25902" class="wp-caption-text">Com intimidade, The Chair não se limita à sua sinopse, apresentando núcleos de acontecimentos cotidianos (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de The Chair</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Íntima, agradável e dosada, a série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=znx5aib9gjQ"><i><span style="font-weight: 400;">The Chair</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz em poucos episódios uma história bem construída e atenta às nuances que apresenta, além da comédia inteligente que propõe em pautas atuais. Estrelando </span><a href="https://personaunesp.com.br/killing-eve-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Sandra Oh</span></a><span style="font-weight: 400;"> como a primeira mulher não-branca diretora do departamento de Inglês de uma faculdade estadunidense, a produção vai na contramão ao que as outras em alta mostram com a realidade jovial de universidades, mais aparente no episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">Brilliant Mistake</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo também profundidade aos personagens com amostras de suas idas a psicólogos como explicita o breve </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IZl0wpK0WN4"><i><span style="font-weight: 400;">teaser</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lançado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, também não se limitam a assuntos acadêmicos, as relações e acontecimentos em torno da vida de diversos personagens nos aproximam de toda narrativa trazendo essa intimidade. Um desafio superado foi trazer uma série de acontecimentos sem atropelamentos, tendo todos seu devido tempo e encerramento, o que é destacado no último episódio, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Chair</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que qualquer coisa pode acontecer. Mesmo sendo o final até então, os produtores foram bem sucedidos em criar um paradoxo mostrando um encerramento do enredo e a noção de que a vida continua a partir dali, sempre em mutação, trazendo por fim a confortabilidade em aceitar essas mudanças. </span><b>&#8211; Henrique Marinhos</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Don&#8217;t Kill Bill (01&#215;04) e The Chair (01&#215;06)</span></p>
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<figure id="attachment_25903" aria-describedby="caption-attachment-25903" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25903" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-Real-Housewives-Of-Beverly-Hills-Ayra-Mori.png" alt="Cena do reality show The Real Housewives Of Beverly Hills. Na cena está Erika Girardi, de 50 anos, uma mulher branca caucasiana, de olhos azuis e cabelos loiros. Seus cabelos estão amarrados em um rabo de cavalo, com a franja virada para a lateral. É possível ver a gola da camisa branca vestida por ela e seu brinco de diamantes em losango. Ela olha para o lado direito, enquanto chora uma lágrima, que deixa um rastro em sua maquiagem. Seu rosto se mantém imóvel e o restante da maquiagem irretocável. O fundo da imagem é uma cortina na cor palha e a vista desfocada de uma janela durante à noite." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-Real-Housewives-Of-Beverly-Hills-Ayra-Mori.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-Real-Housewives-Of-Beverly-Hills-Ayra-Mori-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-Real-Housewives-Of-Beverly-Hills-Ayra-Mori-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-Real-Housewives-Of-Beverly-Hills-Ayra-Mori-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-Real-Housewives-Of-Beverly-Hills-Ayra-Mori-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25903" class="wp-caption-text">Erika é a grande estrela da 11ª temporada de The Real Housewives of Beverly Hills (Foto: Bravo TV)</figcaption></figure>
<p><b>11ª temporada de The Real Housewives of Beverly Hills</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem acompanha o cotidiano das sete donas de casa mais extravagantes de Beverly Hills, a 11ª temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Real Housewives of Beverly Hills</span></i><span style="font-weight: 400;"> se tornou um verdadeiro tribunal quando uma das estrelas do </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi acusada de estar envolvida com o ex-marido </span><a href="https://www.latimes.com/california/story/2020-12-17/tom-girardi-erika-jayne-rhobh-divorce"><span style="font-weight: 400;">Tom Girardi</span></a><span style="font-weight: 400;">, advogado prestigiado pela reputação de “defensor dos oprimidos”, num esquema milionário de desvio de dinheiro de vulneráveis. Na temporada, o telespectador transforma-se em júri da jornada oblíqua de emancipação de Erika – dividida entre Erika Girardi, esposa-troféu obediente do gigante do Direito da Califórnia, até Erika Jayne, alter ego sensual que </span><a href="https://youtu.be/FXCLDj9tBBM"><span style="font-weight: 400;">não deve satisfações à nada nem ninguém</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rainha de gelo do </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;">, Erika é a grande estrela da temporada: seu casamento acabou, oportunidades profissionais se fecham e todos questionam sua índole. Ela é inocente? Ela é culpada? São questões que surgem entre as co-protagonistas, cabendo a cada uma, incluindo o telespectador, decidir o que é real. Felizmente, para a nossa diversão, ninguém diz o que todos falam por trás dos </span><a href="https://screenrant.com/real-housewives-beverly-hills-why-dinner-party-hell-most-iconic-episode-all-time-camille-grammer-allison-dubois/"><span style="font-weight: 400;">jantares </span><i><span style="font-weight: 400;">glamourosos </span></i><span style="font-weight: 400;">verdadeiramente infernais</span></a><span style="font-weight: 400;">. E armada de alta-costura, bolsas de US$95,000, carros luxuosos e jatinhos particulares, Erika constrói uma narrativa deturpada que a põe como mártir de uma tragédia na qual ela não é vítima. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> The Good, the Bad and the Ugly Leather Pants (11&#215;08),  Season&#8217;s Grillings (11&#215;13) e The Dinner Party from Hell: Part Two (11&#215;15)</span></p>
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<figure id="attachment_25904" aria-describedby="caption-attachment-25904" style="width: 1222px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25904" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/underground.jpg" alt="Cena de The Underground Railroad. A imagem mostra a personagem Cora, interpretada por Thuso Mbedu, apontando uma arma para a câmera, no meio de um campo. Ela é uma jovem negra, de cabelos crespos presos em um coque baixo, usa uma faixa ao redor da cabeça e um vestido xadrez acinzentado e sujo. Ela tem uma expressão assustada mas decidida." width="1222" height="687" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/underground.jpg 1222w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/underground-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/underground-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/underground-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/underground-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25904" class="wp-caption-text">A maior joia de 2021 é ela: <a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/awards/story/2021-06-22/thuso-mbedu-underground-railroad-barry-jenkins">Thuso Mbedu</a>, um talento absoluto encontrado por Barry Jenkins, estrelou algumas produções na África do Sul, seu país natal, mas em The Underground Railroad: Os Caminhos para a Liberdade, mostrou ser uma atriz à altura de muitas estrelas veteranas (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><strong>The Underground Railroad: Os Caminhos para a Liberdade (The Underground Railroad)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que tarefa difícil é reportar a grandiosidade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-underground-railroad-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Underground Railroad</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Aqui, existe apenas </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-maio-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">(mais) uma tentativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> de realizar isso. Um dos maiores destaques do ano no </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série marca a estreia &#8211; nada leviana &#8211; do precioso trabalho audiovisual de Barry Jenkins na TV. A história é adaptada do </span><a href="https://www.nytimes.com/2016/08/14/books/review/colson-whitehead-underground-railroad.html"><span style="font-weight: 400;">romance homônimo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Colson Whitehead, vencedor do </span><i><span style="font-weight: 400;">Pulitzer</span></i><span style="font-weight: 400;"> em 2017, e acompanha a jornada </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2021/05/17/A-rede-subterr%C3%A2nea-que-inspirou-%E2%80%98Underground-Railroad%E2%80%99"><span style="font-weight: 400;">realisticamente mágica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cora (Thuso Mbedu) em busca de sua liberdade e autonomia, tanto no sentido de sua condição de escrava em um </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-05-16/barry-jenkins-a-historia-dos-eua-foi-contada-de-um-unico-ponto-de-vista-durante-demasiado-tempo.html"><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos pré-Guerra Civil</span></a><span style="font-weight: 400;">, quanto em sua experiência como parte de um povo que teve seu direito à humanidade violentamente negado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para compreender uma história como essa, só um trabalho </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7G4nVlTaCZM"><span style="font-weight: 400;">rico de linguagem</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas o potencial da Arte relevante que existe em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Underground Railroad</span></i><span style="font-weight: 400;">, infelizmente, não foi devidamente apreciado por quem existe apenas em função de reconhecer tais méritos. Pela crítica especializada, a recepção foi boa, mas da entrega magistral de seu elenco, da expressão única nas palavras sábias de seu roteiro, e da identidade e um efeito expressivo vindo de sua direção, apenas o último foi notado em premiações como o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tudo-sobre-os-indicados-ao-emmy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O mesmo erro não será cometido aqui, e o objetivo é fazer com que você não deixe de notar a produção que sustenta como poucas </span><a href="https://www.vulture.com/2021/05/the-underground-railroad-is-the-cinematic-event-of-the-year.html"><span style="font-weight: 400;">seu lugar</span></a><span style="font-weight: 400;"> dentre as Melhores de 2021. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Georgia (01&#215;01), North Carolina (01&#215;03) e Indiana Autumn (01&#215;08)</span></p>
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<figure id="attachment_25905" aria-describedby="caption-attachment-25905" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25905" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-White-Lotus-Sabrina-G.-Ferreira.jpg" alt="Cena da série The White Lotus. Na imagem, vemos duas hóspedes do resort. Ambas são jovens. A moça da esquerda veste um maiô preto, é loira, de pele clara, tem os cabelos soltos na altura dos ombros, usa óculos de grau e está segurando um livro de cor branca nas mãos. A jovem da direita veste um conjunto de verão na cor verde limão, tem pele negra clara, cabelos cacheados soltos, pouco abaixo dos ombros, e está segurando um livro de cor preta nas mãos. Elas estão sentadas em cadeiras de praia de cor marrom, estão ao ar livre e está de dia." width="2000" height="1500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-White-Lotus-Sabrina-G.-Ferreira.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-White-Lotus-Sabrina-G.-Ferreira-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-White-Lotus-Sabrina-G.-Ferreira-1024x768.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-White-Lotus-Sabrina-G.-Ferreira-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-White-Lotus-Sabrina-G.-Ferreira-1536x1152.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/The-White-Lotus-Sabrina-G.-Ferreira-1200x900.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25905" class="wp-caption-text">The White Lotus expõe ações muito comuns de serem cometidas no cotidiano (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de The White Lotus </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama de </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-white-lotus-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, desperta a curiosidade de qualquer um, com um enredo inusitado e incomum de ser abordado: o privilégio e a exploração de pessoas ricas sobre a classe trabalhadora, que no caso, tem como cenário um </span><a href="https://checkhotels.com.br/2021/07/12/o-hotel-onde-foi-gravado-the-white-lotus-nova-serie-da-hbo/"><i><span style="font-weight: 400;">resort</span></i><span style="font-weight: 400;"> de luxo</span></a><span style="font-weight: 400;"> em uma ilha paradisíaca. A série criada por </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/the-new-yorker-interview/mike-white-on-money-status-and-appearing-on-survivor"><span style="font-weight: 400;">Mike White</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2013/mar/28/enlightened-box-set-laura-dern"><i><span style="font-weight: 400;">Enlightened</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/tv/tv-reviews/school-rock-tv-review-874256/"><i><span style="font-weight: 400;">Escola de Rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), diverte, principalmente, por incomodar o espectador, que pode se ver, sem nem ao menos notarem, cometendo os mesmos erros daquelas pessoas; no entanto, trata os assuntos desconfortáveis de uma forma leve, com humor ácido, fazendo uso de deboche e ironia.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i><span style="font-weight: 400;"> está presente para ensinar sobre as injustiças e diferenças entre as classes, e nos conscientizar a não vivermos na inércia do conformismo. Sem dúvida, se souber captar a mensagem que a série quer transmitir ao longo dos seis episódios, a vontade que nos impulsiona por mudanças virá. E tamanho foi o sucesso, que o que era para inicialmente ser uma minissérie, </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/the-white-lotus-renovada"><span style="font-weight: 400;">foi renovada para uma segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, com história e personagens diferentes, em formato de antologia. Também foi indicada a vários prêmios, dentre as quais venceu como Série de Comédia, e Ator, para  </span><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2021/dec/05/murray-bartlett-armond-white-lotus-interview-faces-of-year"><span style="font-weight: 400;">Murray Bartlett</span></a><span style="font-weight: 400;">, no festival </span><a href="https://www.aacta.org/aacta-awards/aacta-international-awards/"><i><span style="font-weight: 400;">AACTA International Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Sabrina G. Ferreira</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">The Lotus-Eaters (01&#215;05) e Departures (01&#215;06)</span></p>
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<figure id="attachment_25906" aria-describedby="caption-attachment-25906" style="width: 2028px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25906" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-2-1.jpg" alt="Cena da série This Is Us. Imagem retangular e colorida. Nela, vemos Randall, um homem negro, de cabelos escuros raspados e com um cavanhaque. Ele usa um par de óculos no rosto e veste uma blusa vinho e uma camiseta azul por baixo. Com sua mão esquerda sobre o ombro de Kevin, um homem branco, de barba feita, cabelos curtos e loiros, que veste uma jaqueta de couro, os dois se encaram reflexivamente. O cenário é a cozinha de uma casa, iluminada pela luz do dia." width="2028" height="1141" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-2-1.jpg 2028w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-2-1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-2-1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-2-1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-2-1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/IMAGEM-2-1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25906" class="wp-caption-text">A 5ª temporada de This Is Us toma partido e se aprofunda nas mais diversas camadas do relacionamento de Randall com Kate e Kevin (Foto: NBC)</figcaption></figure>
<p><b>5ª temporada de This Is Us</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após sua estreia em 2016, conforme os anos se passavam, </span><a href="https://personaunesp.com.br/this-is-us-5a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">This Is Us</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se revelava uma série formulaica. Uma fórmula eficaz, é verdade, entretanto que, após 4 temporadas, parecia começar a ficar obsoleta. Os </span><i><span style="font-weight: 400;">plot-twists</span></i><span style="font-weight: 400;"> de cada temporada progressivamente mais absurdos, e os monólogos motivacionais de algum dos Pearson que sempre finalizam os episódios, são exemplos de atalhos usados à exaustão para gerar atritos entre os personagens. A 5ª temporada chegou cheia de dúvidas, ainda mais pelo momento em que era produzida, em meio a </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/drama-sem-fim-como-familia-pearson-lida-com-pandemia-em-us-54724"><span style="font-weight: 400;">pandemia de covid-19</span></a><span style="font-weight: 400;">. A solução encontrada pelo drama da </span><i><span style="font-weight: 400;">NBC</span></i><span style="font-weight: 400;">, contudo, não poderia ter sido mais excelente. E o seu maior mérito é, não se livrar das ditas fórmulas, mas explorá-las em novas circunstâncias. Dito isso, ao invés de optar pelo caminho do escape, a série escolhe trazer a realidade pandêmica para </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/de-this-is-us-a-greys-anatomy-series-poem-em-cena-drama-da-covid-19/"><span style="font-weight: 400;">dentro das telas</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dois primeiros episódios introduzem com precisão qual será a abordagem da temporada. Não apenas a pandemia é presente, mas também outras tensões que marcaram 2020, como o terrível assassinato de </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-57236428"><span style="font-weight: 400;">George Floyd</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os decorrentes </span><a href="https://pt.euronews.com/2020/09/06/os-100-dias-de-protesto-do-movimento-black-lives-matter-"><span style="font-weight: 400;">protestos antirracistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos EUA e no mundo. Junto a isso, é tomada a melhor das decisões e o protagonismo é totalmente entregue a </span><a href="https://epipoca.com.br/saiba-quais-sao-os-4-personagens-de-this-is-us-que-o-publico-mais-ama/"><span style="font-weight: 400;">Randall Pearson</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://www.eonline.com/news/1314970/will-randall-get-a-happy-ending-on-this-is-us-sterling-k-brown-says"><span style="font-weight: 400;">Sterling K. Brown</span></a><span style="font-weight: 400;">) e em como esse ciclone de eventos resvala nele. A série se aprofunda em definitivo nos seus conflitos de identidade enquanto um homem negro criado dentro de uma família branca e, sobretudo, em sua relação com os outros </span><a href="https://kogut.oglobo.globo.com/noticias-da-tv/critica/noticia/2021/04/caem-mascara-em-us.html"><span style="font-weight: 400;">dois trigêmeos</span></a><span style="font-weight: 400;">. São feitos que jamais poderiam ser alcançados em uma narrativa mais confortável e, caminhando para seu </span><a href="https://people.com/tv/this-is-us-season-6-everything-to-know/"><span style="font-weight: 400;">último ato</span></a><span style="font-weight: 400;">, visceralidade é o que pauta </span><i><span style="font-weight: 400;">This Is Us</span></i><span style="font-weight: 400;"> em seu quinto ano: sem medo do incômodo e se consagrando como a melhor temporada da série desde o seu início. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Forty: Part Two (5&#215;02), I’ve Got This (5&#215;10) e Brotherly Love</span> <span style="font-weight: 400;">(5&#215;13)</span></p>
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<figure id="attachment_25907" aria-describedby="caption-attachment-25907" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25907" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Vincenzo-cena.jpg" alt="Cena da série Vincenzo. Uma imagem retangular retratando o protagonista da série, um homem sul-coreano, de cabelos escuros penteados para trás, trajando um terno preto, com uma gravata da mesma cor, por cima de uma camisa azulada, olhando para frente. Todo o restante do ambiente que não o personagem está desfocado, mas mesmo assim é perceptível que se trata de um ambiente interno e bem iluminado, repleto de detalhes em madeira." width="1200" height="790" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Vincenzo-cena.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Vincenzo-cena-800x527.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Vincenzo-cena-1024x674.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Vincenzo-cena-768x506.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25907" class="wp-caption-text">O irmão que todos gostariam de ter (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><strong>1ª temporada de Vincenzo (Binsenjo)</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série sul-coreana</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=88n8SKhIAsE"> <i><span style="font-weight: 400;">Vincenzo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançada em fevereiro de 2021, foi capaz de unir o clássico romance dos </span><i><span style="font-weight: 400;">doramas</span></i><span style="font-weight: 400;"> com uma dose extra de ação e</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Yx6UomEwPtw"> <span style="font-weight: 400;">vingança</span></a><span style="font-weight: 400;">. A emissora </span><i><span style="font-weight: 400;">tvN</span></i><span style="font-weight: 400;">, em parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, entregou além do esperado no quesito enredo, misturando culturas e quebrando valores tradicionais ao trazer um protagonista anti-herói. Vincenzo Cassano (Song Joong-ki), advogado coreano e membro da máfia italiana, transforma o que poderia ser um clichê em palco para muito sangue e tiros, mas sempre seguindo seus</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zDegB9SSM1I"> <span style="font-weight: 400;">princípios</span></a><span style="font-weight: 400;">. Para os fãs do ator e também àqueles que estão cansados da monotonia, a produção é um prato cheio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação impecável de todos os atores fortalece o sucesso, passando desde veteranos como Kim Yeo-jin até o cantor Taecyeon (que teve participações menores em dramas), estes interpretando vilões de causar ódio profundo. Em todos os 20 episódios, há sempre muita tensão e ansiedade, e parte disso se dá pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i><span style="font-weight: 400;"> no meio do drama. A relação entre o mafioso e a advogada Hong Cha Young chega na medida certa, com muita</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ltFUP6yAnxY&amp;list=PLpqr-se75wgu_ch4pKRUpXaosqA2yU1Vq&amp;index=26"> <span style="font-weight: 400;">química</span></a><span style="font-weight: 400;"> e um beijo daqueles guardado para o final. O humor atinge níveis geniais, com toda a confusão de nomes italianos e disputa entre os personagens. Joong-ki merece, inclusive, uma salva de palmas por seu</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Rbj8aO7Sc4o&amp;list=PLpqr-se75wgu_ch4pKRUpXaosqA2yU1Vq&amp;index=36"> <span style="font-weight: 400;">sotaque italiano</span></a><span style="font-weight: 400;"> de dar inveja em qualquer um. </span><b>&#8211; Maria Vitória Bertotti </b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Episódio 1 (01&#215;01), Episódio 8 (01&#215;08) e Episódio 20 (01&#215;20)</span></p>
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<figure id="attachment_25908" aria-describedby="caption-attachment-25908" style="width: 681px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25908" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Vinganca-Sabor-Cereja-Vitoria-Vulcano.jpg" alt="Cena da minissérie Vingança Sabor Cereja. A imagem centraliza uma mulher jovem, branca, de cabelos curtos e pretos. Ela está de pé, no meio de uma sala, sendo parcialmente iluminada e usando um vestido curto de alcinhas com listras amarelas, laranjas e vermelhas. Ao redor e fundo da personagem, luzes rosas e amarelas contrastam com a escuridão e as plantas do apartamento." width="681" height="383" /><figcaption id="caption-attachment-25908" class="wp-caption-text">Baseada no livro homônimo de Todd Grimson, Brand New Cherry Flavor não precisou de mais que uma temporada para <a href="https://www.rottentomatoes.com/tv/brand_new_cherry_flavor">atingir</a> seus objetivos (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Vingança Sabor Cereja (Brand New Cherry Flavor)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podendo simbolizar da inocência à sensualidade, as cerejas transportam seu frescor para além da ambivalência na trama surrealista e instigante de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8rn14asTdUk"><i><span style="font-weight: 400;">Vingança Sabor Cereja</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Protagonizada pela combustão emocional da cineasta iniciante Lisa Nova (Rosa Salazar), a minissérie é gerida pela busca da jovem </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/vinganca-sabor-cereja-referencias-brasil#15"><span style="font-weight: 400;">brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;"> em recuperar seu curta-metragem </span><i><span style="font-weight: 400;">–</span></i><span style="font-weight: 400;"> roubado pelo afamado produtor Lou Burke (Eric Lange) </span><i><span style="font-weight: 400;">–</span></i><span style="font-weight: 400;"> e aniquilar o ego do infame representante da </span><a href="https://veja.abril.com.br/ciencia/industria-do-cinema-e-campo-historicamente-desigual-para-as-mulheres/"><span style="font-weight: 400;">indústria </span><i><span style="font-weight: 400;">hollywoodiana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A guardiã das faces sombrias, irônicas e vulneráveis da história é a despudorada Los Angeles dos anos 90. Contextualizando luzes </span><i><span style="font-weight: 400;">neon</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2021/07/body-horror-quando-o-corpo-humano-vira-materia-prima-do-medo.html"><i><span style="font-weight: 400;">body horror</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, paranormalidade e bruxaria à realidade brutal e aliciante da cidade, fotografia e roteiro vivificam o mais potente do universo do terror e o mais obtuso da mente humana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de tanger assiduamente sexo, poder e alucinações em geral, a narrativa subverte todo o reducionismo esperado para essa atmosfera –</span> <span style="font-weight: 400;">justamente por não se encaixar no apelo </span><i><span style="font-weight: 400;">mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;">. O suspense sabe injetar humor nos vínculos cênicos e induzir à eterna provocação de valores e intenções, como se um espelho suspenso moldasse a magia e o frenesi, como se o balanço entre sátiro e visceral fosse atingido. </span><i><span style="font-weight: 400;">Vingança Sabor Cereja</span></i><span style="font-weight: 400;"> regurgita </span><a href="https://www.rogerebert.com/streaming/netflixs-ambitious-brand-new-cherry-flavor-wants-to-mess-you-up"><span style="font-weight: 400;">referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> e clichês poderosos para eletrizar sua originalidade de ritmo e forma, digna de poucas criações da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Participando da </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/o-massacre-da-serra-eletrica-larroquette-motosserra"><span style="font-weight: 400;">saga</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> em tentar emplacar </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1666-parte-3-critica/"><span style="font-weight: 400;">sucessos macabros</span></a><span style="font-weight: 400;">, a complexidade construída pela minissérie finalmente coroa esse propósito. </span><b>&#8211; Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos</b><span style="font-weight: 400;">: I Exist (01&#215;01), Tadpole Smoothie (01&#215;04) e Jennifer (01&#215;05)</span></p>
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<figure id="attachment_25909" aria-describedby="caption-attachment-25909" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25909" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/you-manchete.jpg" alt="Cena da série Você que mostra uma mulher sentada à mesa, frente a uma taça de vinho e um frango assado. Ela é uma mulher branca de cabelos castanhos claros compridos, possui uma expressão de desafio, delírio e fixação. O fundo é a sala de estar de uma casa." width="1200" height="676" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/you-manchete.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/you-manchete-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/you-manchete-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/you-manchete-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25909" class="wp-caption-text">Victoria Pedretti em sua atuação gloriosa sob a pele de Love Quinn foi a responsável por fazer a 3ª temporada de Você surpreender (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de Você (You)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após uma 2ª temporada repetitiva e meia boca, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_fgsR2i97hs"><i><span style="font-weight: 400;">Você</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> entendeu que só conseguiria continuar se o jogo psicológico e doentio fosse protagonizado por outra pessoa. Foi assim que Love (Victoria Pedretti) ganhou espaço, </span><a href="https://www.latimes.com/entertainment-arts/tv/story/2021-10-15/you-netflix-season-3-love-victoria-pedretti-penn-badgley"><span style="font-weight: 400;">deu sentido</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a sua violência impulsiva, e construiu uma das melhores sequências de 2021. A terceira temporada foi inteiramente sustentada por ela e por sua atuação, conseguindo prender o interesse nos questionamentos existenciais de alguém que é tão complexa e contraditória quanto um ser humano pode ser.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/series/critica/assassinos-sim-antivacina-nunca-you-volta-mais-doentia-que-nunca.htm"><span style="font-weight: 400;">construção nova</span></a><span style="font-weight: 400;"> da narrativa, </span><i><span style="font-weight: 400;">Você</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu colocar Love e Joe (</span><span style="font-weight: 400;">Penn Badgley</span><span style="font-weight: 400;">) mais próximos da realidade, ou melhor, das situações que preenchem o telespectador de raiva. Não por um acaso, o casal deu conta de bater em pessoas anti-vacina, discutir ações ditas “pelo bem da família”, e pintar como cidades de bilionários da tecnologia e </span><i><span style="font-weight: 400;">influencers </span></i><span style="font-weight: 400;">de bem-estar vivem num redemoinho de pressão psicológica. O pior &#8211; ou melhor &#8211; de sua 3ª temporada, é o gostinho amargo de entender dois malucos, e que, provavelmente, não perdurará na 4ª, </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/you-e-renovada-para-a-4a-temporada-pela-netflix"><span style="font-weight: 400;">já renovada</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Missing White Woman Syndrome (03&#215;03), Red Flag (03&#215;09) e What Is Love (03&#215;10)</span></p>
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<figure id="attachment_25910" aria-describedby="caption-attachment-25910" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25910" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/wandavision-carol.jpg" alt="A imagem retangular é uma cena da série WandaVision. Ao centro e abaixo há uma família sentada em um sofá esverdeado com travesseiros xadrez. Sentada à esquerda está Wanda, uma mulher ruiva, branca, jovem, de cabelos lisos e longos, com um rosto magro e maquiado. Ela usa um vestido listrado com as cores vermelho, verde e amarelo. À direita está Visão, um robô com feições e corpo humano, que possui a cor vermelha viva e o topo da cabeça metalizado com um cristal amarelo em sua testa. Ele usa um blazer marrom, por cima de um colete azul escuro e calça jeans. Ambos seguram bebês idênticos em seus colos e vemos atrás uma casa com mobílias dos anos 90." width="2048" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/wandavision-carol.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/wandavision-carol-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/wandavision-carol-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/wandavision-carol-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/wandavision-carol-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/wandavision-carol-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25910" class="wp-caption-text">Wanda merece mais (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>WandaVision</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de pegar uma cambada de super-heróis e supervilões de revistas em quadrinhos e enfiar em um bando de filme de duas horas, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> parece ter percebido que alguns deles tiveram o desenvolvimento de uma uva passa. E bem, às vezes tudo que um personagem mal trabalhado em uma grande franquia precisa é de uma série de nove episódios para se redimir. Maltratada pelo roteiro desde sua primeira participação lá em </span><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores: Era de Ultron</span></i><span style="font-weight: 400;">, Wanda Maximoff inaugurou as produções televisivas do </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;">, trazendo em </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandavision-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">WandaVision</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> a experiência mais desafiadora e fora da caixinha que o estúdio já havia se arriscado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Suas sucessoras podem ter movimentado a audiência, mas foi a sagacidade da minissérie da </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/marvel-7-piores-atitudes-de-feiticeira-escarlate-nas-hqs-matou-gaviao-arqueiro-criou-zumbis-mutantes-e-mais-lista/"><span style="font-weight: 400;">Feiticeira Escarlate</span></a><span style="font-weight: 400;"> em se divertir às custas de </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcoms </span></i><span style="font-weight: 400;">e remodelar a realidade da personagem que a firmou como uma das mais interessantes e inventivas de 2021. Ao ganhar esse espaço, Elizabeth Olsen abraça sua criatura ferida com carinho e sensibilidade, transparecendo o luto e a confusão que Wanda tanto luta para afastar. Ao seu lado, Paul Bettany tira um pouco a maquiagem vermelha e Kathryn Hahn é introduzida brilhantemente no frutífero Universo Cinematográfico. Que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mOuTbZhHCnY"><span style="font-weight: 400;">Doutor Estranho</span></a><span style="font-weight: 400;"> fique avisado: Wanda Maximoff não está para brincadeira. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">All-New Halloween Spooktacular! (01&#215;06) e Previously On (01&#215;08)</span></p>
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<figure id="attachment_25911" aria-describedby="caption-attachment-25911" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25911" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/We-are-Lady-Parts-Sabrina-G.-Ferreira.jpg" alt="Cena da série We Are Lady Parts. Na imagem, vemos cinco mulheres jovens. A primeira da direita, veste uma burca de cor preta, toda coberta, só com os olhos expostos. Ao lado dela está uma moça com um véu envolvendo a cabeça, de cor vinho. Ela veste uma blusa de mangas longas amarela e cinza, um colete verde escuro por cima, e está segurando uma guitarra nas mãos. Tem pele morena, e está sorrindo. Ao lado dela tem uma moça mais alta, de pele clara, e olhos pintados com delineador. Ela sorri, e veste um véu de cor vinho em volta da cabeça, uma roupa de cor preta, com detalhes em dourado, e brincos dourados de argola. Ao lado dela há outra moça de pele morena e cabelos escuros, amarrados para cima, também sorrindo. Ela veste uma jaqueta xadrez de cores preto e branco, e segura uma guitarra nas mãos. Ao seu lado está uma moça mais alta, negra e também está sorrindo. Ela tem um véu envolvendo a cabeça, também de cor vinho, e se veste com uma jaqueta xadrez de cor rosa e preto. Por baixo, ela usa uma camiseta branca, e segura o que parece ser um contrabaixo nas mãos. Todas elas estão em pé, em um palco, com algumas pessoas na frente as aplaudindo com braços levantados. Estão em ambiente fechado, com paredes pintadas de preto e escrito “The Lady Parts” atrás, na cor branca." width="1024" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/We-are-Lady-Parts-Sabrina-G.-Ferreira.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/We-are-Lady-Parts-Sabrina-G.-Ferreira-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/We-are-Lady-Parts-Sabrina-G.-Ferreira-768x576.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25911" class="wp-caption-text">A banda de punk rock feminina The Lady Parts conquistou os palcos de Londres (Foto: Channel 4)</figcaption></figure>
<p><strong>1ª temporada de We Are Lady Parts</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A originalidade da temática, muitas vezes incomum de ser abordada em séries, com culturas e religiões totalmente distintas das nossas, foi importante nessa escolha. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MPqzoAjxvl4"><i><span style="font-weight: 400;">We Are Lady Parts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> conta a história da formação de uma banda fictícia de </span><i><span style="font-weight: 400;">punk rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> muçulmana feminina, a </span><span style="font-weight: 400;">Lady Parts</span><span style="font-weight: 400;">, de Londres, em sua busca por uma guitarrista. Como resultado, elas se deparam com Amina (</span><a href="https://www.screendaily.com/features/stars-of-tomorrow-2021-anjana-vasan-actor/5163776.article"><span style="font-weight: 400;">Anjana Vasan</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma garota excessivamente tímida e introvertida, que por trás da aparência comportada, é uma rebelde no estilo </span><a href="https://www.nme.com/features/music-interviews/joan-jett-interview-band-asks-thats-close-can-maybe-get-kurt-giving-thumbs-2393506"><span style="font-weight: 400;">Joan Jett</span></a><span style="font-weight: 400;">, e necessita dessa influência </span><i><span style="font-weight: 400;">punk </span></i><span style="font-weight: 400;">em sua vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série tem uma trilha sonora incrível. Dirigida e produzida pela britânica </span><a href="https://variety.com/2021/tv/global/we-are-lady-parts-linda-lindas-nida-manzoor-1234989061/"><span style="font-weight: 400;">Nida Manzoor</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Doctor Who</span></i><span style="font-weight: 400;">), </span><i><span style="font-weight: 400;">We Are Lady Parts</span></i><span style="font-weight: 400;"> se divide em seis episódios, e foi super aclamada pela imprensa do Reino Unido. No entanto, ainda é pouco conhecida fora do território britânico, e infelizmente, difícil de encontrar, até mesmo por causa da distribuição limitada pela emissora de origem, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Channel 4</span></i><span style="font-weight: 400;">. Também foi indicada a várias premiações, vencendo nas categorias de Montagem de Comédia, do </span><a href="https://rts.org.uk/"><i><span style="font-weight: 400;">Royal Television Society, UK</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Foi renovada para uma segunda temporada, ainda sem data prevista para lançamento. </span><b>&#8211; Sabrina G. Ferreira</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Play Something (01&#215;01) e Sparta (01&#215;06)</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_25912" aria-describedby="caption-attachment-25912" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25912" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/what-we-do-in-the-shadows-carol.jpg" alt="A imagem retangular é uma cena da série What We Do In The Shadows. Na imagem vemos 5 pessoas formando um semicírculo. Da esquerda para a direita vemos Lazlo, um homem pálido, com cabelos e barba preta e longa, enquanto usa um sobretudo preto com detalhes vermelhos. A sua direita e um pouco atrás está Nadja, uma mulher pálida com cabelos pretos e muito longos, que usa também um sobretudo preto. A direita e ainda mais atrás está Colin Robinson, um homem branco, careca, de óculos e boina, que usa um sobretudo bege sobre um colete marrom. À direita está Nandor, também um homem pálido de cabelos lisos, longos e presos ao centro, com uma barba cheia, enquanto usa uma roupa antiga com botões de cor vermelha e uma calça preta com botas altas. Fechando o semicírculo está Guilhermo, um homem com traços mexicanos, cabelo penteado, óculos e um pouco mais gordo, enquanto usa um sobretudo marrom-avermelhado." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/what-we-do-in-the-shadows-carol.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/what-we-do-in-the-shadows-carol-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/what-we-do-in-the-shadows-carol-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/what-we-do-in-the-shadows-carol-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/what-we-do-in-the-shadows-carol-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/what-we-do-in-the-shadows-carol-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25912" class="wp-caption-text">A mitologia dos vampiros ganha mais nuances nessa nova temporada (Foto: FX)</figcaption></figure>
<p><b>3ª temporada de What We Do in the Shadows</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Irreverentes e incomparáveis, os vampiros de Taika Waititi e Jemaine Clement ganharam uma terceira temporada para chamar de sua, e desgrudar os olhos da tela ao longo dos dez episódios se torna uma tarefa tão difícil como beber água benta. </span><a href="https://personaunesp.com.br/what-we-do-in-the-shadows-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">What We Do in the Shadows</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um fenômeno da comédia televisiva e, ao aterrissar estapafurdiamente em mais um ano, consegue expandir as próprias pretensões e envolver o telespectador em pequenas narrativas de 25 minutos repletas de reflexões sobre a eternidade e sereias-avestruz apaixonadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dando cada vez mais espaço ao seu melhor personagem e único vampiro de energia do quarteto, Colin Robinson (Mark Proksch), a temporada estreita os laços dos protagonistas e não se cansa de satirizar a si mesma. Enquanto Nadja (‎Natasia Demetriou) e Nandor (‎Kayvan Novak) assumem um </span><i><span style="font-weight: 400;">plot</span></i><span style="font-weight: 400;"> próprio e linear, Lazlo (Matt Berry) e Guillermo (‎Harvey Guillén) vão alternando as suas histórias com o passar dos episódios. Com cada um no seu ritmo e todos perfeitamente perdidos na música, </span><a href="https://www.cbr.com/what-we-do-in-the-shadows-funniest-show-tv/"><i><span style="font-weight: 400;">What We Do in the Shadows</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não se acanha em brincar com novos e velhos personagens a fim de construir uma das melhores </span><a href="https://www.star-brasil.com/novidades/onze-curiosidades-sobre-what-we-do-it-the-shadows"><span style="font-weight: 400;">comédias</span></a><span style="font-weight: 400;"> da TV atual. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">The Escape (03&#215;06) e The Wellness Center (03&#215;08)</span></p>
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<figure id="attachment_25913" aria-describedby="caption-attachment-25913" style="width: 1136px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25913" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Will-Smith-A-Melhor-Forma-da-Minha-Vida-Will-Smith-The-Best-Shape-Of-My-Life-Nathalia-Tetzner.jpeg" alt="Cena da série documental Will Smith: A Melhor Forma da Minha Vida. Na imagem, Will está sentado de frente para a câmera e de costas para uma academia. O ator negro de olhos e cabelo escuros veste uma camisa preta, uma calça de estampa militar no tom verde e um tênis preto com listras e meias brancas. Ao fundo, os equipamentos da academia estão iluminados por luzes azuis e vermelhas." width="1136" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Will-Smith-A-Melhor-Forma-da-Minha-Vida-Will-Smith-The-Best-Shape-Of-My-Life-Nathalia-Tetzner.jpeg 1136w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Will-Smith-A-Melhor-Forma-da-Minha-Vida-Will-Smith-The-Best-Shape-Of-My-Life-Nathalia-Tetzner-800x451.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Will-Smith-A-Melhor-Forma-da-Minha-Vida-Will-Smith-The-Best-Shape-Of-My-Life-Nathalia-Tetzner-1024x577.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Will-Smith-A-Melhor-Forma-da-Minha-Vida-Will-Smith-The-Best-Shape-Of-My-Life-Nathalia-Tetzner-768x433.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25913" class="wp-caption-text">Will Smith até desistiu, mas a sua série documental conseguiu ganhar vida em meio ao seu caos interno (Foto: YouTube Originals)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Will Smith: The Best Shape Of My Life</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Disposto em terminar de escrever a sua autobiografia </span><a href="https://brasil.elpais.com/gente/2021-12-04/as-revelacoes-de-will-smith-em-sua-biografia-traumas-sexuais-e-pensamentos-destrutivos.html"><i><span style="font-weight: 400;">Will</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e perder o peso que ganhou para interpretar o pai das tenistas Venus e Serena Williams em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9MRLMEMhNb0"><i><span style="font-weight: 400;">King Richard: Criando Campeãs</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Will Smith embarcou em uma série documental com a expectativa de emagrecer 9 quilos em 20 semanas. Na realidade, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=S8p63B_xe2M"><i><span style="font-weight: 400;">Will Smith: The Best Shape Of My Life</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe à tona para o público e para o próprio ator, a instabilidade da sua saúde mental e o fato de que ele teria que trabalhar para além da sua aparência física.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLtb5OOwnB8RoCzJz57R0jrCUzYF6Yunw9"><span style="font-weight: 400;">6 episódios</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série destruiu o que Will Smith construiu em três décadas de carreira. Derrubando a aura de ídolo para se mostrar vulnerável, Smith finalmente expôs a sua coragem para desistir. Dono de um dos sorrisos mais conhecidos de Hollywood, ele descobriu que a sua necessidade de entreter as pessoas a todo momento somente o fazia enganar a si mesmo. Nas trincheiras entre a escrita e a academia, batalhou para curar as feridas do passado e se despiu de corpo e alma para o público que passou a o enxergar com outros olhos. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Best Shape Of My Life</span></i><span style="font-weight: 400;"> ultrapassou as expectativas e, por isso, acumula mais de 20 milhões de visualizações no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">My Secret Shame (01&#215;02),</span> <span style="font-weight: 400;">I Quit (01&#215;04) e I’m Sorry Mama (01&#215;05)</span></p>
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<figure id="attachment_25914" aria-describedby="caption-attachment-25914" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25914" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Yellowjackets-Ayra-Mori.png" alt="Cena da série Yellowjackets. A cena se passa em uma floresta. A paisagem possui muitas árvores verdes. Nela está um grupo de garotas espalhadas pela área. Elas andam, sentam, retocam curativos e choram de bruços, em ordem da esquerda para a direita. O chão é de terra e irregular. No fundo da paisagem está o avião branco caído, com fumaça sobrevoando sobre ele." width="1920" height="799" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Yellowjackets-Ayra-Mori.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Yellowjackets-Ayra-Mori-800x333.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Yellowjackets-Ayra-Mori-1024x426.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Yellowjackets-Ayra-Mori-768x320.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Yellowjackets-Ayra-Mori-1536x639.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Yellowjackets-Ayra-Mori-1200x499.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25914" class="wp-caption-text">Criação de Ashley Lyle e Bart Nickerson, a série, que chegou ao Brasil pelo Paramount+, já foi renovada para uma 2ª temporada (Foto: Showtime)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Yellowjackets</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O inferno é uma garota adolescente</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o time de </span><a href="https://youtu.be/mX22D65TqAs"><i><span style="font-weight: 400;">Yellowjackets</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vai te provar. Transmitida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Showtime</span></i><span style="font-weight: 400;"> entre novembro de 2021 até o início de janeiro de 2022, a primeira temporada da série conta com um piloto comandado por ninguém menos que </span><a href="https://variety.com/2019/tv/news/yellowjackets-pilot-showtime-karyn-kusama-1203339358/"><span style="font-weight: 400;">Karyn Kusama</span></a><span style="font-weight: 400;">, diretora do horror </span><i><span style="font-weight: 400;">cult </span></i><span style="font-weight: 400;">feminista </span><a href="https://personaunesp.com.br/garota-infernal-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Garota Infernal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que definiu o tom nostálgico visceral dos 10 episódios desse </span><i><span style="font-weight: 400;">coming-of-age</span></i><span style="font-weight: 400;"> mórbido regado de comicidade espontânea, ocultismo e canibalismo. Entrando na lista de favoritos do ano com motivo, a trama acompanha um time de futebol feminino, vítima de um acidente de avião, obrigado a encarar os extremos da sobrevivência no vazio de uma floresta desconhecida, pouco a pouco, esvaindo-se completamente da civilidade, mesmo após 25 anos do resgate das sobreviventes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Privadas de uma experiência saudável da juventude, elas lidam com os traumas da morte, solidão, hormônios, intrigas juvenis e forças paranormais, que ganham dimensão pelo </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/yellowjackets"><span style="font-weight: 400;">ritmo paciente</span></a><span style="font-weight: 400;"> do suspense, conduzido pela decisão de não entregar uma virada narrativa precipitada. Através do intercalamento de duas linhas temporais, passado e presente se complementam no desenvolvimento das personagens ordinariamente humanas. Mas é o quarteto central do </span><a href="https://www.esqueletosnoarmario.com/post/cr%C3%ADtica-yellowjackets-o-inferno-%C3%A9-uma-garota-adolescente"><span style="font-weight: 400;">elenco adulto</span></a><span style="font-weight: 400;">, formado pela escalação acertada de queridinhas dos anos 90 –  Melanie Lynskey, como entediada dona de casa; Juliette Lewis como uma destemida desajustada; Tawny Cypress, como política ambiciosa; e Christina Ricci, com a interpretação primorosa da lunática Misty –, que faz </span><i><span style="font-weight: 400;">Yellowjackets </span></i><span style="font-weight: 400;">brilhar, junto com o elenco adolescente que acompanha as veteranas à altura. A série é imperdível. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"> Pilot (01&#215;01), Flight of the Bumblebee (01&#215;08) e Sic Transit Gloria Mundi (01&#215;10)</span></p>
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<figure id="attachment_25915" aria-describedby="caption-attachment-25915" style="width: 1680px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-25915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Young-Royals-Gabrielli.jpg" alt="Cena da série Young Royals. Os personagens Wilhelm e Simon estão em foco no centro da imagem, estão sentados com os braços entrelaçados e as cabeças encostadas, só é possível vê-los da cintura para cima. Wilhelm é um garoto branco, com cabelos loiros e olhos castanhos, veste um moletom azul. Simon é um garoto negro de cabelos castanhos e ondulados, seus olhos também são castanhos, veste uma camiseta laranja e uma jaqueta mostarda. Atrás deles é possível ver em desfoque paredes azuis, uma porta de madeira, um extintor de incêndio e uma jaqueta preta pendurada em um tipo de gancho. " width="1680" height="1120" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Young-Royals-Gabrielli.jpg 1680w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Young-Royals-Gabrielli-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Young-Royals-Gabrielli-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Young-Royals-Gabrielli-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Young-Royals-Gabrielli-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/02/Young-Royals-Gabrielli-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-25915" class="wp-caption-text">Entre problemas da realeza e da adolescência, Wilhelm e Simon vivem um romance extraordinário (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>1ª temporada de Young Royals </b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/young-royals-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Young Royals</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo </span></a><span style="font-weight: 400;">sem conseguir um lugar entre as séries mais assistidas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, conquistou o coração de muitos fãs e trouxe algo que estava em falta no catálogo da plataforma: além do foco em um casal LGBTQIA+ vivendo um romance digno de Shakespeare, é mostrada na série a representação de adolescentes com a cara do mundo real, sem o estereótipo de vidas e corpos perfeitos. Com</span><a href="https://folheandoentretenimento.com.br/5-motivos-para-assistir-young-royals/"> <span style="font-weight: 400;">temas relevantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> como uso de drogas, luto, pressão da mídia, preconceitos da sociedade e, claro, problemas da monarquia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Young Royals</span></i><span style="font-weight: 400;"> se mostra ser uma série dramática na medida certa que tem muito a dizer. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Wilhelm (Edvin Ryding), príncipe da monarquia sueca, e Simon (Omar Rudberg), um aluno de vida bastante simples, se conhecem, e desenvolvem seu belo romance de “príncipe e plebeu”. A história deles é linda e o amor mostrado é puro, e suas reações às complicações externas, que se multiplicam após Wilhelm se tornar o príncipe herdeiro, deixa claro que são, acima de tudo, jovens vulneráveis a tantas emoções e tanta pressão. </span><i><span style="font-weight: 400;">Young Royals</span></i><span style="font-weight: 400;"> aborda lindamente a importância da força e da lealdade em diversos aspectos, como família, amigos e, principalmente, amores. A </span><a href="https://youtu.be/ARfbvVHLThM"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;">, já confirmada, promete trazer mais dessa história tão especial. </span><b>&#8211; Gabrielli Natividade da Silva</b></p>
<p><b>Episódios Favoritos: </b><span style="font-weight: 400;">Episode 4 (01&#215;04) e Episode 5 (01&#215;05)</span></p>
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		<title>Halloween de 2018 é uma celebração ao clássico que originou a franquia</title>
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		<pubDate>Sun, 24 Oct 2021 07:10:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ma Ferreira Assistir ao Halloween lançado em 2018 é como revisitar o clássico de 1978, Halloween &#8211; A Noite do Terror. Apesar das dez continuações existentes , podemos considerar a narrativa mais recente como uma continuação direta ao icônico filme de John Carpenter. Nesta trama, sob direção de David Gordon Green, após quarenta anos dos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/halloween-2018-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Halloween de 2018 é uma celebração ao clássico que originou a franquia"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_24000" aria-describedby="caption-attachment-24000" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24000" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-8.jpg" alt="" width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-8.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-1-8-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-24000" class="wp-caption-text">O confronto atemporal de Michael Myers e Laurie Strode ainda encanta os fãs da franquia (Foto: Blumhouse)</figcaption></figure>
<p><b>Ma Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assistir ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ek1ePFp-nBI"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lançado em 2018 é como revisitar o clássico de 1978, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=T5ke9IPTIJQ"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween &#8211; A Noite do Terror</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar das dez continuações existentes , podemos considerar a narrativa mais recente como uma continuação direta ao icônico filme de </span><a href="https://blitz.pt/principal/update/2021-03-07-John-Carpenter-aos-73-anos-em-entrevista.-A-musica-e-o-medo-no-mestre-do-cinema-de-terror"><span style="font-weight: 400;">John Carpenter</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nesta trama, sob direção de </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/o-exorcista-tera-trilogia-dirigida-por-david-gordon-green-responsavel-pelo-novo-halloween/"><span style="font-weight: 400;">David Gordon Green</span></a><span style="font-weight: 400;">, após quarenta anos dos assassinatos, Myers escapa de uma transferência entre unidades psiquiátricas e vai atrás de sua principal obsessão: Laurie Strode. Com cenas que remetem a gênese desse confronto, vemos como foi o desenrolar da vida desses dois personagens nesse período e da preparação deles para este reencontro.</span></p>
<p><span id="more-23999"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A importância da franquia é retomada neste filme que não pretende ser somente mais uma continuação, mas sim reviver o espírito e a importância que </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/halloween-ator-que-faz-michael-myers-fala-sobre-suas-mortes-favoritas-192904/"><span style="font-weight: 400;">Myers</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem como um grande vilão da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Pretende, ainda, homenagear Jamie Lee Curtis que deu a vida a Laurie, sendo uma das primeiras </span><a href="https://macabra.tv/final-girls-as-sobreviventes-do-horror/"><i><span style="font-weight: 400;">final girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> a cativar o público, se mostrando sagaz, inteligente e não se expondo em cenas de nudez desnecessárias como eram corriqueiras nos </span><i><span style="font-weight: 400;">slashers </span></i><span style="font-weight: 400;">dos anos 1970 e 1980. Nesta produção, </span><a href="https://macabra.tv/o-legado-de-debra-hill-produtora-terror/"><span style="font-weight: 400;">o papel de mulheres fortes</span></a><span style="font-weight: 400;"> se intensifica pela união de Laurie, sua filha e sua neta em torno de um objetivo comum: acabar com o “bicho-papão”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama do </span><a href="https://macabra.tv/linhas-cronologicas-da-franquia-halloween/"><span style="font-weight: 400;">retorno do mal</span></a><span style="font-weight: 400;"> se inicia quando dois repórteres investigativos vão tentar entender o caso e, para isso, decidem falar com o próprio Myers. De modo irresponsável, seu atual psiquiatra, o Dr. Sartain (</span><span style="font-weight: 400;">Haluk Bilginer</span><span style="font-weight: 400;">), deixa que o casal de jornalistas instigue o assassino, repetindo falas sobre Laurie e exibindo a </span><a href="https://steemit.com/fazendohistoria/@wiseagent/fazendohistoria-halloween-a-importancia-do-vilao-michael-myers-para-o-cinema"><span style="font-weight: 400;">máscara que representa sua real personalidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esses momentos servem de gatilho para que Myers vá à busca do que o completa, a caçada por Laurie Strode, mas o que ele não espera é que todos estes anos serviram para que ela estivesse pronta para esse reencontro.</span></p>
<figure id="attachment_24001" aria-describedby="caption-attachment-24001" style="width: 798px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-24001" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-9.jpg" alt="" width="798" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-9.jpg 798w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/10/Imagem-2-9-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-24001" class="wp-caption-text">Michael Myers continua sendo um dos vilões mais icônicos do Terror (Foto: Blumhouse)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos esses anos só serviram para piorar as paranoias de Laurie a respeito de Myers. Sempre alerta a possibilidade de uma nova ameaça, ela acabou sendo rechaçada por sua família. Passou por dois divórcios, perdeu a guarda e o diálogo com sua filha, Karen (Judy Greer). Apesar de todos os </span><a href="https://g1.globo.com/ms/mato-grosso-do-sul/noticia/2019/03/10/mulheres-vitimas-de-stalking-relatam-consequencias-de-perseguicao-que-nao-e-considerada-crime-no-brasil.ghtml"><span style="font-weight: 400;">efeitos traumáticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que Laurie enfrentou, sua neta, Allyson (Andi Matichak), foi a única que durante toda a jornada de recuperação da avó a deu credibilidade e tentou aproximar as familiares. Entretanto, o que une novamente essas personagens de modo efetivo é o que as separou inicialmente, ou seja, a perseguição de Michael Myers.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Halloween </span></i><span style="font-weight: 400;">(2018) traz várias cenas de referência ao original, algumas considerações do próprio John Carpenter no roteiro e, obviamente, a querida heroína Laurie, vivida por </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/halloween-filme-de-terror-foi-ponto-alto-da-carreira-diz-jamie-lee-curtis/"><span style="font-weight: 400;">Jamie Lee Curtis</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esses elementos provavelmente contribuíram para que o filme seja considerado um sucesso entre os fãs da franquia, uma grande homenagem a Curtis e principalmente um retorno digno a Myers, que já conta com duas sequências, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ljhe6DHyPVA"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween Kills</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado neste mês de outubro e </span><a href="https://cinepop.com.br/opiniao-halloween-ends-pode-trazer-o-fim-de-michael-myers-e-a-volta-da-antologia-na-franquia-302643/"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween Ends</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com previsão para 2022, sendo o último filme da trilogia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">David Gordon Green garantiu, assim, que Myers continue saindo às vésperas do Dia das Bruxas, com sua máscara assustadora, para apavorar os jovens. Pelo menos podemos ficar tranquilos, tendo a certeza que sempre existirá o bem através de protagonistas femininas fortes que estão dispostas a tudo para enfrentá-lo. Não só contribuiu para que uma </span><a href="https://macabra.tv/7-motivos-que-fazem-de-halloween-um-dos-maiores-classicos-do-terror/"><span style="font-weight: 400;">franquia que revolucionou o Terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> continuasse a existir, como o assassino que sempre renasce das cinzas, mas serviu aos fãs do gênero a digna homenagem que esta obra cinematográfica merecia. Nos resta agora revisitar esses </span><i><span style="font-weight: 400;">slashers</span></i><span style="font-weight: 400;"> e aguardar o </span><a href="https://cinepop.com.br/david-gordon-green-e-john-carpenter-lamentam-adiamento-de-halloween-kills-o-terror-continua-confira-257830/"><span style="font-weight: 400;">retorno do assassino de babás</span></a><span style="font-weight: 400;"> neste mês.</span></p>
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		<title>Cineclube Persona – Agosto de 2021</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2021 18:04:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Agosto passou voando, mas ainda assim trouxe grandes marcos para esse ano. As Paraolimpíadas, que se iniciaram no final do mês, levaram um holofote para atletas incríveis que trouxeram várias medalhas para o Brasil. Além disso, os preparativos para o Emmy 2021 continuam a todo o vapor, com a cobertura do Persona rolando aqui no &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-agosto-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona – Agosto de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22980" aria-describedby="caption-attachment-22980" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22980" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/CAPA_WP_preta.png" alt="" width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/CAPA_WP_preta.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/CAPA_WP_preta-800x420.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/CAPA_WP_preta-768x404.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22980" class="wp-caption-text">Destaques de Agosto de 2021: Falecimento de Tarcísio Meira, Gossip Girl, O Esquadrão Suicida e The Green Knight (Foto: Reprodução/Arte: Larissa Vieira/Texto de Abertura: Gabriel Gatti)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Agosto passou voando, mas ainda assim trouxe grandes marcos para esse ano. As Paraolimpíadas, que se iniciaram no final do mês, levaram um holofote para atletas incríveis que trouxeram várias medalhas para o Brasil. Além disso, os preparativos para o </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/emmy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span></a><span style="font-weight: 400;"> continuam a todo o vapor, com a cobertura do Persona rolando aqui no site e nas </span><a href="http://tr.ee/personaunesp"><span style="font-weight: 400;">redes sociais</span></a><span style="font-weight: 400;">. Também neste mês, sentimos a morte do ator Tarcísio Meira e de Paulo José, duas perdas enormes para a teledramaturgia. Entre esses acontecimentos, diversos filmes e séries foram lançados e o </span><b>Cineclube Persona</b><span style="font-weight: 400;"> se reúne para comentar o que saiu de melhor e pior no mês de </span><b>Agosto de 2021</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O oitavo mês do ano se destacou com o lançamento de cinebiografias. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rtoNYclqcOE"><i><span style="font-weight: 400;">Respect</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um longa que retrata a história da cantora Aretha Franklin e já aponta  uma possibilidade, mesmo que remota, de indicar Jennifer Hudson ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022 . Quem também ganhou um filme sobre sua vida foi o ator Val Kilmer, representado no longa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YqNnhgEyQCU"><i><span style="font-weight: 400;">Val</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda em agosto, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> revisitou a história do Brasil com a biografia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fpQbv2W_ECQ"><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Gama</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, narrando a história de Luiz Gama, um advogado negro que libertou mais de 500 escravos. Além disso, não faltou representatividade LGBT com os documentários </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tk_CqGVfxEs"><i><span style="font-weight: 400;">Pray Away</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produzido por Ryan Murphy, e</span><a href="https://personaunesp.com.br/luana-muniz-filha-da-lua-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sobre a travesti Rainha da Lapa, que o Persona assistiu com exclusividade antes do lançamento e ainda entrevistou os diretores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agosto proporcionou dramas para a Sétima Arte, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0pmfrE1YL4I"><i><span style="font-weight: 400;">CODA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, comédia dramática sobre uma adolescente ouvinte filha de adultos surdos, que ganhou o Festival de Sundance 2020 e agora está disponível na </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos EUA. Outra novidade deste mês é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9cq1lPPeMUY"><i><span style="font-weight: 400;">Stillwater</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que teve sua estreia em </span><i><span style="font-weight: 400;">Cannes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e tem como diretor Tom McCarthy, vencedor do Oscar de Melhor Roteiro Original em 2016 por </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotlight</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além dos dramas, as animações também se destacaram. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=nJvfp2njodk"><i><span style="font-weight: 400;">A Jornada de Vivo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, disponível na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, nos apresenta ao jupará apaixonado que viaja para entregar uma canção, contando com a participação do Lin-Manuel Miranda. Nesse mês, foram lançados alguns animes, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4ozmknhP7j4"><i><span style="font-weight: 400;">The Witcher: Lenda do Lobo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sobre um bruxo convencido a caçar criaturas por dinheiro, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GZfuWMDEJpw"><i><span style="font-weight: 400;">Evangelion: 3.0+1.0 Thrice Upon a Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quarto e último filme da série </span><i><span style="font-weight: 400;">Rebuild of Evangelion</span></i><span style="font-weight: 400;">, baseado no anime </span><i><span style="font-weight: 400;">Neon Genesis Evangelion</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas nem só de dramas e biografias foi feito o mês. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ch6DQDFbovI"><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, “continuação” do filme fracassado de 2016, agora conta com James Gunn na direção, dessa vez do lado da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC</span></i><span style="font-weight: 400;">, depois de sua demissão pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> por </span><i><span style="font-weight: 400;">tweets </span></i><span style="font-weight: 400;">antigos com pedofilia. Lisa Joy, uma das criadoras de </span><i><span style="font-weight: 400;">Westworld, </span></i><span style="font-weight: 400;">foi responsável pela direção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_BggT--yxf0"><i><span style="font-weight: 400;">Reminiscence</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> que retrata um investigador particular da mente que ajuda seus clientes, até uma delas mudar sua vida. Esse mês ainda teve outros lançamentos, como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eo_pVvpPmzg"><i><span style="font-weight: 400;">A Nuvem</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sS6ksY8xWCY"><i><span style="font-weight: 400;">The Green Knight</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, baseado no romance </span><i><span style="font-weight: 400;">Sir Gawain e o Cavaleiro Verde</span></i><span style="font-weight: 400;"> do século 14. O longa, produzido pela </span><i><span style="font-weight: 400;">A24</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi protagonizado pelo ator Dev Patel e foi dirigido por David Lowery, responsável por </span><i><span style="font-weight: 400;">A Ghost Story</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agosto também teve espaço para as produções água com açúcar. O longa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XqTPaRz8Nx8"><i><span style="font-weight: 400;">Ele é Demais </span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">(He’s All That),</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre a transformação de um menino desengonçado no rei do baile, é uma nova versão do filme </span><i><span style="font-weight: 400;">Ela é Demais,</span></i><span style="font-weight: 400;"> mas que traz os gêneros dos personagens invertidos. Os últimos trinta dias  ainda foram o palco do fim da trilogia de Joey King e Jacob Elordi, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fEVH_pkmLE0"><i><span style="font-weight: 400;">A Barraca do Beijo 3</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que encerrou sua trama com Elle se preparando para fazer tudo que ainda deseja antes de ir para a faculdade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=z6oAeOci4p8"><i><span style="font-weight: 400;">Você Nunca Esteve Sozinha</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, série original do</span><i><span style="font-weight: 400;"> Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">, conta a vida da Juliette antes e após vencer o </span><i><span style="font-weight: 400;">BBB</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ainda aqui na América Latina, foi lançada também</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TCgyettYkjQ"><i><span style="font-weight: 400;">Todo va a estar bien</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> (</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Everything Will Be Fine)</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma comédia com o Diego Luna. Na falta de </span><i><span style="font-weight: 400;">Killing Eve</span></i><span style="font-weight: 400;">, Sandra Oh assume o comando de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=znx5aib9gjQ"><i><span style="font-weight: 400;">The Chair</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produzida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seguindo pelas comédias dramáticas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OtQ2_NjV6-8"><i><span style="font-weight: 400;">Kevin Can F**k Himself</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, original da </span><i><span style="font-weight: 400;">AMC</span></i><span style="font-weight: 400;"> e distribuído pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, é o primeiro trabalho da Annie Murphy depois de vencer o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> por </span><i><span style="font-weight: 400;">Schitt’s Creek</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2020. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom </span></i><span style="font-weight: 400;">de agosto foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CDv6PRi1SgQ"><i><span style="font-weight: 400;">Grace &amp; Frankie</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">com a</span><i><span style="font-weight: 400;"> Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançando como degustação quatro episódios da sétima e última temporada, que só chegará na íntegra em 2022. A </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;">, por sua vez, se destacou esse mês no humor com</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yKG0RodrzVo"><i><span style="font-weight: 400;">Schmigadoon!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma sátira musical, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PQTFdslwJYo"><i><span style="font-weight: 400;">Physical</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com Rose Byrne. Numa dobradinha entre </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-agosto-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Nota Musical</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Cineclube, Selena Gomez aparece por aqui protagonizando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-V1rQdXXXyI"><i><span style="font-weight: 400;">Only Murders in the Building</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;">  ao lado de Steve Martin e Martin Short. A série do Hulu lançou seus primeiros episódios em Agosto, mas só aparecerá na íntegra aqui no Persona quando acabar sua exibição, nos próximos meses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já mais voltado para o público adolescente, acompanhamos  o lançamento de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8kpAPwfpihQ"><i><span style="font-weight: 400;">Cruel Summer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o fim da primeira parte da nova </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dBrmHpGnrDw"><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com protagonistas da Geração Z no </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">. Como uma campanha para o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021, o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Hulu</span></i><span style="font-weight: 400;"> lançou o episódio </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CZLGhzs91dU"><i><span style="font-weight: 400;">Pen15 Animated Special</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que faz parte da segunda temporada da série. Outra série animada deste mês é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Mc6w0ygrPi0"><i><span style="font-weight: 400;">Divirta-se em Casa com o Pateta</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, formada por curtas com o personagem da Turma do Mickey disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em agosto, a nostalgia do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7x7lWMca-7w"><i><span style="font-weight: 400;">revival</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">iCarly</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sem a Sam, chegou ao fim da sua primeira temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terror também teve espaço nesse mês, com a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wOzM3c33TVg"><i><span style="font-weight: 400;">Brand New Cherry Flavor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que mistura Cinema, sexo e horror, com o pragonismo da Rosa Salazar, e com o fim de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=41SQNYU6bTo"><i><span style="font-weight: 400;">American Horror Stories</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um</span><i><span style="font-weight: 400;"> spin-off</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">AHS</span></i><span style="font-weight: 400;"> com uma história diferente a cada episódio. Outra antologia de agosto é a segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dGcM9-5xfuA"><i><span style="font-weight: 400;">Modern Love</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conta com Kit Harington, de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Game of Thrones</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Anna Paquin, vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Atriz Coadjuvante, em 1994. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos maiores destaques do mês é a primeira temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TGLq7_MonZ4"><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nova produção da </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;"> que mostra a rotina de um </span><i><span style="font-weight: 400;">resort </span></i><span style="font-weight: 400;">no Havaí, com o abuso dos funcionários por parte dos hóspedes ricos e com uma morte suspeita. E falando em riqueza, a</span><i><span style="font-weight: 400;"> Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">estreou a série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UGM3eyAnRbc"><i><span style="font-weight: 400;">Cozinhando com Paris</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, em que a </span><i><span style="font-weight: 400;">socialite </span></i><span style="font-weight: 400;">traz seus convidados para jantar, como a Kim Kardashian.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caminhando por diversos gêneros e </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.instagram.com/p/CTN1kgirOuH/"><span style="font-weight: 400;">o </span><b>Persona </b><span style="font-weight: 400;">segue isolado</span></a><span style="font-weight: 400;"> em casa e apresenta as novidades audiovisuais do mês de agosto. Entre  algumas produções muito bem feitas e outras nem tanto, a </span><b>Editoria </b><span style="font-weight: 400;">e os </span><b>Colaboradores </b><span style="font-weight: 400;">comentam de tudo um pouco do que acabou de sair do forno do Cinema e da TV no oitavo mês de 2021.</span></p>
<p><span id="more-22455"></span></p>
<figure id="attachment_22973" aria-describedby="caption-attachment-22973" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22973" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/cats-3-1024x768-1-800x600.jpg" alt="" width="800" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/cats-3-1024x768-1-800x600.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/cats-3-1024x768-1-768x576.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/cats-3-1024x768-1.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22973" class="wp-caption-text">Em entrevista, Tarcísio Filho foi direto: “Meu pai tinha problemas renais, pulmonares, minha mãe está bem por causa da vacina” (Foto: TV Globo)</figcaption></figure>
<p><b>Falecimento de Tarcísio Meira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marco Antônio, Alexandre, Betinho, Juan Galhardo, </span><a href="https://memoriaglobo.globo.com/entretenimento/novelas/irmaos-coragem-1a-versao/"><span style="font-weight: 400;">João Coragem</span></a><span style="font-weight: 400;">, Dom Pedro I, </span> <span style="font-weight: 400;">Juca Pitanga, Seu Ptolomeu, César Toledo, </span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=qnEKp00790Y&amp;ab_channel=LuOliver"><span style="font-weight: 400;">Zé Carlos Tedesco</span></a><span style="font-weight: 400;">, Frederico Copola, Lorde Williamson, Tarcísio Meira. Essa lista não cita nem ¼ das personagens de um dos maiores gênios da teledramaturgia brasileira, que faleceu no dia 12 de agosto, sendo mais uma vítima das complicações da covid-19.</span></p>
<p><a href="https://memoriaglobo.globo.com/perfil/tarcisio-meira/"><span style="font-weight: 400;">Tarcísio</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi gigante. Um dos maiores galãs do Brasil, o ator começou seu trabalho na TV Tupi em 1961 e um ano depois firmou o matrimônio com Glória Menezes, com quem esteve ao lado, por 59 anos, até o fim. Juntos, eles contracenaram em teleteatros e em dezenas novelas, como</span><i><span style="font-weight: 400;"> Um Pires Moderno </span></i><span style="font-weight: 400;">(1961), </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/tv,ha-55-anos-estreava-a-primeira-novela-diaria-da-tv-brasileira,70002407761"><i><span style="font-weight: 400;">2-5499 Ocupado</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1963), </span><i><span style="font-weight: 400;">Irmãos Coragem</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1970), </span><i><span style="font-weight: 400;">Guerra dos Sexos</span></i><span style="font-weight: 400;"> (1983) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Beijo do Vampiro</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2002).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ator multifacetado deixa um legado brilhante e uma saudade imensa. São mais de 60 projetos, apenas na </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">, que constroem a história de um dos maiores decoradores de textos. Tarcísio transmitia verdade em cada um de seus papéis, se entregando ao caráter da personagem e deixando sua assinatura, que sempre foi de uma postura firme. Toda a </span><a href="https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2021/08/12/um-dos-mais-importantes-atores-do-pais-tarcisio-marcou-historia-na-tv.htm"><span style="font-weight: 400;">história da televisão brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;"> em algum momento passa pelo ator, que esteve presente na primeira telenovela diária. A última novela do ator foi a global </span><i><span style="font-weight: 400;">Orgulho e Preconceito</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018), onde interpretou o inglês Lorde Williamson. Aos 85 anos, Tarcísio Meira tinha problemas renais e fazia diaĺise, a morte dele não abre brecha para questionar a eficácia da vacina. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_22915" aria-describedby="caption-attachment-22915" style="width: 2362px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22915" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/paulojose.jpg" alt=" A imagem é uma fotografia do ator Paulo José tocando piano. Paulo é um senhor branco, de barba e cabelos grisalhos, ele veste uma camisa branca, um terno e calça social em tom marrom claro, e também usa um óculos de grau e um chapéu branco." width="2362" height="1573" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/paulojose.jpg 2362w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/paulojose-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/paulojose-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/paulojose-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/paulojose-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/paulojose-2048x1364.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/paulojose-1200x799.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22915" class="wp-caption-text">Ao longo de mais de 60 anos de carreira, Paulo José fez história nos palcos e nas telas (Foto: TV Globo)</figcaption></figure>
<p><b>Falecimento de Paulo José</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antecedendo à </span><a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2021/08/12/tarcisio-meira-morre-aos-85-anos-em-sp.ghtml"><span style="font-weight: 400;">morte de seu colega de profissão Tarcísio Meira</span></a><span style="font-weight: 400;">, o ator e diretor Paulo José faleceu no dia 11 de agosto, aos 84 anos de idade. Há mais de 20 anos, ele sofria de <a href="https://saude.abril.com.br/medicina/doenca-de-parkinson-o-que-e-e-quais-seus-tratamentos-e-sintomas/">Mal de Parkinson</a>, e veio a óbito em decorrência de uma pneumonia. Nascido em Lavras do Sul (RS), Paulo José Gómez de Sousa se consolidou em todas as dimensões que abrangem a arte da atuação. </span></p>
<p><a href="https://g1.globo.com/rj/rio-de-janeiro/noticia/2021/08/11/paulo-jose-morre-no-rio.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Sua carreira</span></a><span style="font-weight: 400;"> amadora iniciou-se na década de 60, entrando para a história do </span><a href="http://memoriasdaditadura.org.br/grupos/teatro-de-arena/"><span style="font-weight: 400;">Teatro de Arena</span></a><span style="font-weight: 400;">. Saindo dos palcos, começou sua trajetória no Cinema, em 1965, com o clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">O Padre e a Moça</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Joaquim Pedro de Andrade. Grande defensor pela valorização de sua profissão, Paulo enfrentou os anos de chumbo e marcou presença no </span><a href="https://www.aicinema.com.br/cinema-novo/"><span style="font-weight: 400;">Cinema Novo</span></a><span style="font-weight: 400;">, estrelando filmes como </span><i><span style="font-weight: 400;">Todas as Mulheres do Mundo</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Domingos Oliveira, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Macunaíma</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que repetiu a parceria com Joaquim Pedro de Andrade. Sua estreia nas telinhas veio com a novela </span><i><span style="font-weight: 400;">Véu de Noiva</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Janete Clair, em 1969, mas teve como grande marco de sua carreira o personagem mecânico-inventor Shazan, dupla de Xerife, interpretado pelo </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/05/ator-flavio-migliaccio-e-encontrado-morto-aos-85-anos.shtml"><span style="font-weight: 400;">também já falecido Flávio Migliaccio</span></a><span style="font-weight: 400;">, em </span><i><span style="font-weight: 400;">O Primeiro Amor</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Walther Negrão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais recentemente, desfrutou de outras importantes participações no Cinema, nas obras </span><i><span style="font-weight: 400;">Saneamento Básico, O Filme</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">O Palhaço</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; que aqui eu considero como duas grandes preciosidades da nossa cinematografia. Paulo José foi muitos, foi vários, foi até mesmo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5L0MijzWm9E"><span style="font-weight: 400;">Todos os Paulos do Mundo</span></a><span style="font-weight: 400;">, documentário que homenageia seus 60 anos de carreira. Fez história em frente e por trás das câmeras, que felizmente puderam eternizar a leveza com que exercia a arte. Hoje, se junta a outros grandes nomes da sua geração, que também nos deixaram há pouco: Nicette Bruno, Eva Wilma e Tarcísio Meira. Nas palavras de seu </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2021/08/11/selton-melo-dedicou-a-paulo-jose-estreia-de-nos-tempos-do-imperador-meu-maior-mestre.ghtml"><span style="font-weight: 400;">fã e admirador</span></a><span style="font-weight: 400;"> Selton Mello,</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Sua passagem por aqui foi brincante”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
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<h3>Cinema</h3>
<figure id="attachment_22946" aria-describedby="caption-attachment-22946" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22946" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/resp.jpg" alt="Cena do filme Respect, que mostra Aretha, personagem de Jennifer Hudson, cantando em um palco iluminado. Ela é negra, alta, tem cabelo preto e usa um vestido claro, segurando o microfone com a mão esquerda." width="2000" height="1270" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/resp.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/resp-800x508.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/resp-1024x650.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/resp-768x488.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/resp-1536x975.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/resp-1200x762.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22946" class="wp-caption-text">Jennifer Hudson com fome de Oscar (Foto: MGM)</figcaption></figure>
<p><b>Respect: A História de Aretha Franklin (Respect, Liesl Tommy)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O advento das cinebiografias musicais parece ter pegado Hollywood de jeito, visto que, nos últimos anos, uma avalanche delas foi produzida e premiada. Depois de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bohemian-rhapsody-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bohemian Rhapsody</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jz8ne2HhtIw"><i><span style="font-weight: 400;">Judy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/estados-unidos-vs-billie-holiday-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Estados Unidos VS Billie Holiday</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> esgotarem o “gênero” em narrativas enfadonhas e engessadas, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8l4jbbYsE7c"><i><span style="font-weight: 400;">Respect: A História de Aretha Franklin</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não surpreende em nada, somando ao </span><i><span style="font-weight: 400;">hall </span></i><span style="font-weight: 400;">dos filmes ruins brindado por ótimas atuações (salvo a dentadura que rendeu um </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> à Malek, que de atuação boa não tinha nada).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido pela novata no Cinema </span><a href="https://www.imdb.com/name/nm8217935/?ref_=tt_ov_dr"><span style="font-weight: 400;">Liesl Tommy</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Respect </span></i><span style="font-weight: 400;">coloca o protagonismo nos ombros da já </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IvclyTi6UcA"><span style="font-weight: 400;">vencedora do prêmio da Academia</span></a><span style="font-weight: 400;">, Jennifer Hudson, </span><a href="https://edition.cnn.com/2021/08/11/entertainment/jennifer-hudson-respect/index.html"><span style="font-weight: 400;">escolhida pela própria Aretha</span></a><span style="font-weight: 400;">, antes de sua morte. Com gogó para dar e vender, Hudson imprime sua verdade incontestável nas cenas que lhe requerem o canto, mas o problema está em todo o resto. Se tratando da biografia de uma das maiores vozes e artistas que já passou por esse planeta, o filme é desinteressante, formulaico e, o pior, imemorável. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6FOUqQt3Kg0"><span style="font-weight: 400;">Aretha merecia mais respeito</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_22622" aria-describedby="caption-attachment-22622" style="width: 1952px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22622" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/original-16284218942651075568494.jpg" alt="" width="1952" height="1098" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/original-16284218942651075568494.jpg 1952w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/original-16284218942651075568494-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/original-16284218942651075568494-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/original-16284218942651075568494-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/original-16284218942651075568494-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/original-16284218942651075568494-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22622" class="wp-caption-text">Te amo, Caça-Ratos 2 (Foto: Warner Bros Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>O Esquadrão Suicida (The Suicide Squad, James Gunn)</b></p>
<p><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2021/esquadrao-suicida-sequencia-reboot.html"><span style="font-weight: 400;">Depois do fiasco</span></a><span style="font-weight: 400;"> horrendo de 2016, que gerou aquela trama bizarra de </span><i><span style="font-weight: 400;">somos-uma-família-mesmo-que-acabemos-de-nos-conhecer</span></i><span style="font-weight: 400;"> dirigida por David Ayer, finalmente os vilões e anti-heróis mais tapados do Cinema foram repaginados em uma segunda chance. Responsável pela migração das lutas coloridas de </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/james-gunn-filmes-ranqueados.html"><span style="font-weight: 400;">James Gunn</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a </span><i><span style="font-weight: 400;">DC</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2021/08/o-esquadrao-suicida-se-torna-a-maior-estreia-da-dc-em-plataforma-de-streaming-cksw8lccc00250193pmdl80lp.html"><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um daqueles filmes que te deixam tão extasiados quanto um garrafão de energético.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Irreverente e divertido, o longa traz de volta o charme absoluto de Margot Robbie como </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-160106/"><span style="font-weight: 400;">Arlequina</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a assustadora Amanda Waller de Viola Davis, mas não sem apresentar novos personagens capazes de integrar o </span><i><span style="font-weight: 400;">hall</span></i><span style="font-weight: 400;"> de melhores adaptações de qualquer fã de quadrinhos. Tem </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-160054/"><span style="font-weight: 400;">John Cena de cueca</span></a><span style="font-weight: 400;">, tem rato dando tchau, tem tubarão gigante fingindo que sabe ler, tem assassinato em massa de passarinhos, tem cachorro-lobisomem e tem ele: Starron, o Conquistador – o vilão mais injustiçado dos últimos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo assim, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ch6DQDFbovI"><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Gunn não consegue deixar a papagaiada intervencionista dos EUA de lado, o que transforma sua trama política em cinzas e serve apenas para fazer o espectador revirar os olhos. Não que esperássemos um aprofundamento político-social muito grande de um filme com um personagem que chama </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/esquadrao-suicida-conheca-o-homem-de-bolinhas-vilao-mais-estranho-do-batman-que-estara-no-novo-filme/"><span style="font-weight: 400;">Homem-Bolinha</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas não custa tentar. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_22793" aria-describedby="caption-attachment-22793" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22793" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-4-800x420.jpg" alt="Cena do filme Doutor Gama. Na imagem encontra-se o personagem Luiz Gama, um homem negro, barbudo, trajado com um terno acizentado, calça no mesmo tom e uma gravata mais escura. Ele está com as mãos levantadas, como sinal de rendição, e em uma delas segura uma arma. Ele está em pé. Abaixo dele, sentado na charrete preta, está o escravo Santos. Ele veste uma blusa surrada em tom escuro, é um homem negro de mais idade, possuindo cabelo e barba brancas." width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-4-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-4-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-4-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-4.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22793" class="wp-caption-text">Doutor Gama resgata a importante história de um ícone abolicionista negro brasileiro (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Doutor Gama (Jeferson De)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Doutor Gama</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma obra de resgate a um importante personagem da abolição brasileira. Narrado durante </span><a href="https://youtu.be/7koVmirZ3bA"><span style="font-weight: 400;">três períodos da vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Luiz Gama, o filme retrata desde sua vida através dos caminhos que fizeram com que ele se tornasse um famoso advogado e defensor dos direitos das pessoas negras no país. Inicialmente, acompanhamos a sua infância, sendo vendido pelo próprio pai aos 10 anos como escravo. Durante sua adolescência, ele aprende a ler e consegue se libertar da escravidão, descobrindo que, por lei, já havia nascido livre. Já adulto, apresentando grande prazer em estudar, passa a advogar e defender sua principal causa. Acredita-se que por meio de seu trabalho como advogado, Luiz Gama tenha conseguido libertar mais de 500 escravos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme, disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">, é uma aula sobre esse personagem importante do cenário nacional e que por muito tempo foi silenciado dos livros de História, bem como outras </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2021-04-20/herois-negros-esquecidos-pela-historia-do-brasil.html"><span style="font-weight: 400;">grandes figuras negras</span></a><span style="font-weight: 400;">. As escolhas narrativas do diretor </span><a href="https://melhoresfilmes.sescsp.org.br/jeferson-de-um-batalhador-incansavel-da-negritude-no-cinema-brasileiro/"><span style="font-weight: 400;">Jeferson De</span></a><span style="font-weight: 400;"> demonstram o cuidado na escolha de como retratar as fases da vida do personagem e como valorizá-lo por sua real contribuição. As cenas finais do longa narram a difícil defesa de um escravo que matou seu patrão. Em todo o julgamento, nas posturas e falas do personagem, conseguimos encontrar a personificação da luta deste ícone abolicionista. O filme é uma excelente obra de resgate e valorização do grande abolicionista </span><a href="https://youtu.be/fpQbv2W_ECQ"><span style="font-weight: 400;">Doutor Gama</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Ma Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_22965" aria-describedby="caption-attachment-22965" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22965" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/green-knight-800x450.jpg" alt="Cena do filme A Lenda do Cavaleiro Verde. Vemos um cavaleiro medieval andando a cavalo por uma floresta. O homem tem pele morena, barba cheia e cabelo preto grande. Veste uma malha cinza e tem um cachecol amarelo ao redor do pescoço. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/green-knight-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/green-knight-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/green-knight-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/green-knight.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22965" class="wp-caption-text">Dev Patel dá vida a um clássico personagem dos contos arturianos em A Lenda do Cavaleiro Verde (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>A Lenda do Cavaleiro Verde (The Green Knight, David Lowery) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O novo filme de David Lowery (</span><a href="https://personaunesp.com.br/a-ghost-story-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Sombras da Vida</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) é baseado nas lendas arturianas e conta a história de </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Gauvainv"><span style="font-weight: 400;">Sir Gawain</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Dev Patel). Sobrinho do Rei Arthur, ele embarca numa aventura desafiadora para confrontar o Cavaleiro Verde, uma criatura gigante conhecida por testar a coragem dos homens. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra consegue construir uma atmosfera de </span><a href="https://personaunesp.com.br/liga-da-justica-de-zack-snyder-critica/"><span style="font-weight: 400;">épico</span></a><span style="font-weight: 400;"> fantasioso bastante imersiva e prende a atenção do espectador graças à beleza da fotografia de Andrew Droz Palermo. É um excelente filme que oferece uma experiência densa não pela história &#8211; que é bem simples &#8211; mas pela força de suas imagens e gestos. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_22792" aria-describedby="caption-attachment-22792" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22792" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cineclube-a-nuvem-800x334.png" alt="Cena do filme A Nuvem. Na imagem, em um primeiro plano ao lado esquerdo, vemos a silhueta embaçada da cabeça da protagonista Virginie de costas. Ao fundo, vemos uma janela de vidro com gafanhotos por trás" width="800" height="334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cineclube-a-nuvem-800x334.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cineclube-a-nuvem-1024x427.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cineclube-a-nuvem-768x320.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cineclube-a-nuvem-1200x501.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/cineclube-a-nuvem.png 1342w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22792" class="wp-caption-text">Antes da aquisição pela Netflix, A Nuvem foi selecionado para a Critics Week de Cannes 2020 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Nuvem (La Nuée, Just Philippot)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar da sinopse sugestiva, o terror de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=si5irFBLe5s"><i><span style="font-weight: 400;">A Nuvem</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vai além do ‘</span><i><span style="font-weight: 400;">criaturas e monstros</span></i><span style="font-weight: 400;">’ da classificação na </span><a href="https://falauniversidades.com.br/a-nuvem-tudo-sobre-o-novo-terror-frances-da-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Na trama, Virginie (Suliane Brahim) obtém o sustento da família com a criação de gafanhotos, que vai de mal a pior. Isso até que ela descobre que os insetos desenvolveram um gosto por sangue e que, quando saciados, melhoram a produção. Daí pra frente, a situação escala e o suspense se mescla ao drama.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mãe solo, o trabalho na fazenda ausenta Virginie da vida dos </span><a href="https://temalguemassistindo.com.br/conheca-o-elenco-de-a-nuvem-filme-de-terror-frances-da-netflix/"><span style="font-weight: 400;">filhos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e cria uma atmosfera ainda mais tensa e urgente no decorrer do filme. Em seu longa de </span><a href="https://www.whats-on-netflix.com/news/french-horror-the-swarm-is-coming-to-netflix-in-august-2021/"><span style="font-weight: 400;">estreia</span></a><span style="font-weight: 400;">, o diretor francês Just Philippot avança aos poucos, mas na medida certa. Em um ritmo crescente que explora mais do que só a sede por sangue dos gafanhotos e a necessidade da protagonista de saciá-los, a abordagem impulsiona o </span><a href="https://artrianon.com/2018/06/13/entenda-a-diferenca-entre-horror-e-terror/comment-page-1/"><span style="font-weight: 400;">horror</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao combiná-lo com os conflitos familiares e a urgência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, por mais incontrolável que a situação esteja, quando cai a ficha dos minutos finais ainda tinha o que piorar e a conclusão parece precoce e apressada. O ápice do filme é interrompido, a escalada para em seu ponto mais alto, mesmo tendo no que avançar. </span><a href="https://temalguemassistindo.com.br/a-nuvem-final-explicado-karim-e-virginie-morrem-entenda-o-fim-do-filme-da-netflix/"><span style="font-weight: 400;">Ao final</span></a><span style="font-weight: 400;">, a sensação que fica é que </span><i><span style="font-weight: 400;">A Nuvem </span></i><span style="font-weight: 400;">poderia ter feito mais. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_22968" aria-describedby="caption-attachment-22968" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22968" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/barraca-do-beijo-800x450.jpg" alt="Cena do filme A Barraca do Beijo 3. Na imagem estão Elle, Noah, Lee e Rachel na varanda da casa de praia da família Flynn, nessa ordem, os 3 primeiros estão felizes e Rachel está com expressão de confusão. Elle é uma mulher branca de baixa estatura, cabelos castanhos e está vestindo uma blusa regata de crochê listrada de azul e vermelho, e shorts jeans. À sua direita e em pé está Noah, um homem branco alto, de cabelos castanhos claros, ele usa uma camiseta verde. À direita de Noah está sentado Lee, um homem branco de cabelos castanhos claros na altura dos ombros que usa uma camiseta listrada de verde. À direita de Lee está Rachel, uma mulher branca de cabelos castanhos escuros, ela usa uma blusa azul de mangas e uma saia rosa bebê. Bem ao fundo deles há o mar, e em volta deles há mesas, cadeiras, palmeiras e um pequeno rancho à esquerda, com balcão, copos e frutas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/barraca-do-beijo-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/barraca-do-beijo-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/barraca-do-beijo-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/barraca-do-beijo-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/barraca-do-beijo.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22968" class="wp-caption-text">A Barraca do Beijo 3 finaliza com chave de ouro mais uma trilogia boba que deveria ter parado no primeiro filme (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Barraca do Beijo 3 (The Kissing Booth 3, Vince Marcello)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A amada trilogia da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> chega ao fim desesperada em ser um pouco mais do que um fútil romance adolescente, </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/longe-de-evoluir-a-barraca-do-beijo-3-insiste-em-dramas-exagerados-discursos-machistas-e-cliches-ultrapassados-review/"><span style="font-weight: 400;">mas não é</span></a><span style="font-weight: 400;">. Depois do </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/machismo-sexualizacao-e-assedio-6-problemas-de-barraca-do-beijo-2-que-precisam-ser-discutidos/"><span style="font-weight: 400;">chorume</span></a><span style="font-weight: 400;"> do segundo volume &#8211; com seu mundaréu de machismo e o problemão que é estar dividida entre dois caras -, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Barraca do Beijo 3</span></i><span style="font-weight: 400;"> mira na despedida dos melhores amigos Elle (Joey King) e Lee (Joel Courtney) e uma visão madura para o futuro, e acerta em outro filme vazio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vince Marcello percebeu aos 45 do segundo tempo que depois de 2 filmes, a trama nunca falou de Elle individualmente, sem estar circundada pelos irmãos Flynn. Então o diretor criou um </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/08/o-motivo-que-faz-fas-odiarem-o-final-de-a-barraca-do-beijo-3"><span style="font-weight: 400;">final impopular</span></a><span style="font-weight: 400;">, curto e mal feito, na tentativa de deixar a protagonista se descobrir sozinha e terminando seu chatíssimo amor com Noah (Jacob Elordi). Nada além de mais do mesmo foi feito para fechar a trilogia, mas triste foi assistir Elle se despedir da infância e das memórias da mãe que moravam na casa de praia da família Flynn, mesmo que isso tenha durado menos de 5 minutos. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_22795" aria-describedby="caption-attachment-22795" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22795" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-1-2-800x450.jpeg" alt="Imagem retangular, em desenho, do filme Evangelion: 3.0+1.01 Thrice Upon a Time, consistindo em cinco adolescentes reunidos em uma praia de areia branca. Primeiro, à esquerda, vemos Asuka: uma garota asiática, de cabelo ruivo preso em presilhas vermelhas, que veste um vestido azul e branco. Sua mão direita toca a sua bochecha e ela olha para a câmera com um sorriso singelo. Ao lado dela, mais à direita, vemos Mari: uma garota asiática, de cabelo roxo preso em maria-chiquinha. Ela usa um óculos de armação retangular no rosto, veste uma camisa branca, uma gravata azul e um vestido xadrez verde e vermelho. Ela está descalça, com os braços levantados e seus sapatos nas mãos, esboçando um sorriso contagiante. Ao lado dela, à direita, está Shinji: um garoto asiático, de cabelo preto e corte curto. Ele veste uma camisa branca que fica por dentro de sua calça preta. Por baixo da camisa, ele usa uma camiseta azul. Ele olha para a câmera com um sorriso tímido. Um pouco afastado dele, à direita, está Rei: uma garota asiática, de cabelo curto da cor azul. Ela veste um vestido azul e branco e olha séria para a câmera com um semblante vazio. Por último, ao lado dela, à direita, está Kaworu: um garoto asiático, de cabelos brancos em um corte curto e desarrumado. Ele usa uma camisa branca que fica por dentro de sua calça preta. Por baixo, ele usa uma camiseta cinza. Ele está virado para o lado, com as mãos nos bolsos da calça, e olha para a câmera com um semblante convencido." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-1-2-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-1-2-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-1-2-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-1-2-1200x675.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/IMAGEM-1-2.jpeg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22795" class="wp-caption-text">Hideaki Anno se despede de Evangelion nove anos depois do filme anterior da série Rebuild of Evangelion (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Evangelion: 3.0+1.01 A Esperança (Shin Evangelion Gekijôban, Hideaki Anno, Kazuya Tsurumaki, Katsuichi Nakayama e Mahiro Maeda)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Evangelion</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre esteve fortemente atrelado à </span><a href="https://www.sopacultural.com/noticias/a-depressao-em-neon-genesis-evangelion/"><span style="font-weight: 400;">saúde mental de Hideaki Anno</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.omelete.com.br/anime-manga/evangelion-entrevista-hideaki-anno-adeus-a-evangelion"><span style="font-weight: 400;">criador da série</span></a><span style="font-weight: 400;"> e dos filmes. E, desse modo, é interessante observar como todas as obras que envolvem os Evas se relacionam de forma reativa. Nunca é uma reconstrução alienada do que veio antes, sempre é uma reação. À exemplo de </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-neon-genesis-evangelion-the-end-of-evangelion/"><i><span style="font-weight: 400;">The End of Evangelion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como uma resposta direta à reação violenta e acalorada dos fãs na época, e não como um substituto do final do anime. E, agora, a série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RFhf5hJpQfA"><i><span style="font-weight: 400;">Rebuild of Evangelion</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não como uma sequência de obras isoladas que descartam as produções de 1995 e 1997, mas como um exercício de revisitar o passado e o enxergar através de outras lentes. Desde </span><a href="http://minasnerds.com.br/2019/07/15/neon-genesis-evangelion-na-netflix-entenda-porque-os-fas-ficaram-revoltado/"><i><span style="font-weight: 400;">Neo Genesis Evangelion</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Anno tem procurado paz através da arte e, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Evangelion: 3.0+1.01</span></i><span style="font-weight: 400;">, o último filme do </span><i><span style="font-weight: 400;">remake</span></i><span style="font-weight: 400;">, essa paz finalmente chega.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre a sua </span><a href="https://atitudereflexiva.wordpress.com/2020/01/01/neon-genesis-evangelion-um-anime-dificil-de-entender/"><span style="font-weight: 400;">mitologia complexa</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.gamerfocus.co/anime/neon-genesis-evangelion-el-cristianismo-visto-desde-lejos/"><span style="font-weight: 400;">subtexto religioso</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as batalhas pitorescas entre </span><i><span style="font-weight: 400;">mechas</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que realmente sustenta a saga e sua alcunha de ‘obra prima’ são as relações entre personagens, seus dramas e conflitos. </span><i><span style="font-weight: 400;">Evangelion 3.0+1.01</span></i><span style="font-weight: 400;"> entende isso e separa grande parte do tempo de tela para o desenvolvimento de seus protagonistas e coadjuvantes. A noção de ritmo do longa, por consequência, é espetacular, manipulando a energia da trama com esplendor e transformando a experiência na mais dinâmica de todos os filmes </span><i><span style="font-weight: 400;">Rebuild</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, no caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Thrice Upon a Time</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançado este mês no ocidente pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, lapidar esse elemento era crucial. Isso porque ele se propõe não apenas a fechar o ciclo da saga de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rebuilds</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas também a encerrar todo o arco de </span><i><span style="font-weight: 400;">Evangelion</span></i><span style="font-weight: 400;">; fechar de uma vez por todas o </span><a href="https://br.ign.com/neon-genesis-evangelion-1/91695/feature/evangelion-30-10-o-que-assistir-antes-do-filme"><span style="font-weight: 400;">grande ciclo</span></a><span style="font-weight: 400;"> que se iniciou em 95. Esse filme é um abraço e um aconchego, tanto para nós espectadores, quanto para os personagens que, depois de tantos traumas, são contemplados com a possibilidade de redenção. É uma despedida doce que, assim como o título brasileiro expõe, é um atestado de esperança e de que, sobretudo, nenhuma dor dura para sempre. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
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<figure id="attachment_22978" aria-describedby="caption-attachment-22978" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22978" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/val-800x450.jpg" alt="Cena do filme Val exibe uma gravação antiga na qual um homem branco, com cabelo curto penteado para a esquerda, segura uma câmera grande e filma um espelho. Vemos que ele está num camarim de um teatro. Ao fundo, há um espelho iluminado por lâmpadas na moldura e uma penteadeira cheia de vários objetos em cima." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/val-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/val-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/val.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22978" class="wp-caption-text">Val Kilmer foi a primeira pessoa de seu círculo social a comprar uma câmera (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Val (Idem, Ting Poo e Leo Scott) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Val Kilmer, conhecido por seus papéis em </span><i><span style="font-weight: 400;">Top Gun </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/batman-o-cavaleiro-das-trevas-iii-mais-retrato-paranoia-frank-miller/"><i><span style="font-weight: 400;">Batman</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> Eternamente</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">saiu dos holofotes de Hollywood após ter perdido a voz em decorrência de um câncer na garganta. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Val</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">somos convidados a examinar a vida do artista desde a infância, a partir de um extenso arquivo de filmagens pessoais gravadas pelo ator ao longo dos anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o auxílio de uma narração escrita pelo próprio Val Kilmer e feita por seu filho, Jack, Leo Scott e Ting Poo elaboram um </span><a href="https://personaunesp.com.br/meu-pai-critica/"><span style="font-weight: 400;">retrato</span></a><span style="font-weight: 400;"> poético e emocionante da carreira de uma celebridade que já não é tão popular quanto era décadas atrás. As filmagens que </span><i><span style="font-weight: 400;">Val</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguem resgatar exibem momentos preciosos, nos quais conseguimos ter um vislumbre dos sentimentos e questionamentos que se passavam na cabeça do ator quando ele não estava em frente às câmeras.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que outra biografia de um famoso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Val </span></i><span style="font-weight: 400;">utiliza o Cinema como ferramenta para transformar uma vida intensa e </span><a href="https://personaunesp.com.br/framing-britney-spears-a-vida-de-uma-estrela-critica/v"><span style="font-weight: 400;">turbulenta</span></a><span style="font-weight: 400;"> numa linda contemplação sobre como estar vivo é um processo de transformação constante. Por mais que existam dificuldades, há sempre espaço para a felicidade. </span><b>&#8211; Caio Machado.</b></p>
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<figure id="attachment_22896" aria-describedby="caption-attachment-22896" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22896 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/maxresdefault-7.jpg" alt="Foto em paisagem de Luana Muniz. Luana é uma mulher branca, de 56 anos, que usa um acessório como uma coroa dourada na cabeça. Ela está de frente ao espelho, mas só podemos ver seu reflexo, já que sua forma está borrada. Ela se encara com as mãos apoiadas no queixo. Luana usa esmalte vermelho, batom vermelho e sombra dourada, que combina com os anéis em seus dedos." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/maxresdefault-7.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/maxresdefault-7-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/maxresdefault-7-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/maxresdefault-7-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/maxresdefault-7-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22896" class="wp-caption-text">O Casarão Rosa da Av. Mém de Sá, nº 100, perdeu sua matriarca em 2017 (Foto: Guaraná Conteúdo)</figcaption></figure>
<p><b>Luana Muniz &#8211; Filha da Lua (Rian Córdova e Leonardo Menezes)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Transgressora e revolucionária. Encantadora e subversiva. </span><a href="https://www.em.com.br/app/noticia/cultura/2021/08/12/interna_cultura,1294984/conheca-luana-muniz-a-travesti-que-fez-historia-na-lapa-carioca.shtml"><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz foi muitas coisas</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas a alcunha que Rian Córdova e Leonardo Menezes escolheram para representá-la em seu documentário foi única: Filha da Lua. Antes de ficar famosa pela mídia por gritar </span><i><span style="font-weight: 400;">“travesti não é bagunça”</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou por tirar uma foto ao lado do Padre Fábio de Melo, a artista já era uma guardiã para a comunidade LGBTQIA+ da região da Lapa, no Rio de Janeiro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://personaunesp.com.br/luana-muniz-filha-da-lua-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Luana Muniz &#8211; Filha da Lua</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a dupla de diretores utiliza dos próprios relatos da protagonista para construir uma história potente e decidida, mas sem a melancolia emotiva das biografias </span><i><span style="font-weight: 400;">post-mortem</span></i><span style="font-weight: 400;">. Muito pelo contrário, já que o choro vem naturalmente nos créditos finais, depois do peso de, em 78 minutos, retratar um pouco do que foi a Rainha da Lapa. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_22901" aria-describedby="caption-attachment-22901" style="width: 739px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22901" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/pray-away.jpg" alt="" width="739" height="415" /><figcaption id="caption-attachment-22901" class="wp-caption-text">Pray Away mostra a fundo um lado sombrio da religião (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Pray Away (Idem, Kristine Stolakis)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A falácia da terapia de reversão ou cura gay é a realidade de muitos LGBTs. Essa realidade traumática já foi retratada diversas vezes longas, como </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-boy-erased-uma-verdade-anulada/"><i><span style="font-weight: 400;">Boy Erased: Uma Verdade Anulada</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, porém sempre adotando como foco aqueles que se opuseram às violências da cura. Em contraposição a essas produções, o documentário da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pray Away</span></i><span style="font-weight: 400;">, surge com o propósito de mostrar a história desses grupos sob a ótica de quem se denomina como “ex-gay”. O conceito parece risível, no entanto, a condução dos depoimentos pela diretora Kristine Stolakis, revelam uma experiência devastadora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O principal objetivo retratado no documentário é mostrar como esses processos de reversão, comumente atrelados a grupos religiosos, destroem a saúde mental das vítimas. Como ponto focal de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pray Away</span></i><span style="font-weight: 400;"> está a organização </span><a href="http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/06/grupo-dedicado-cura-gay-pede-desculpas-e-fecha-nos-eua.html"><span style="font-weight: 400;">Exodus</span></a><span style="font-weight: 400;">, um grupo cristão responsável pela realização das terapias. A adoção desse objeto de estudo permitiu com que o longa desenvolvesse uma narrativa didática quanto aos prejuízos desse processo retrógrado. No entanto, o documentário adota o problema sob um ponto de vista regional, perdendo a oportunidade de demonstrar a realidade de outros pontos do mundo, o que deixou o desenrolar monótono.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre mais altos do que baixos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pray Away </span></i><span style="font-weight: 400;">entrega uma narrativa coesa sobre uma realidade negligenciada por muitos. Desse modo, o documentário, que teve Ryan Murphy como produtor em colaboração com o estúdio </span><i><span style="font-weight: 400;">Blumhouse</span></i><span style="font-weight: 400;">, se mostra necessário para a conscientização dos danos que a terapia de reversão provoca em suas vítimas. O longa atingiu uma aprovação de 93% do público no </span><a href="https://www.rottentomatoes.com/m/pray_away"><i><span style="font-weight: 400;">Rotten Tomatoes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e, ainda, foi indicado ao Festival de Cinema de Tribeca, perpetuando a narrativa da diretora Kristine Stolakis.</span><b> &#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_22943" aria-describedby="caption-attachment-22943" style="width: 1901px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22943 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/stillwater-e1630978782270.png" alt="Cena do filme Stillwater. A imagem mostra uma família de quatro pessoas sentada à mesa, dando as mãos em oração. A fotografia os captura de lado, com foco para a personagem do ator Matt Damon, à esquerda, e para a personagem de Camille Cottin, à direita. Matt Damon, um homem branco, de cabelos curtos loiros e de olhos verdes, é Bill Baker, e veste uma camisa xadrez verde de mangas curtas. Ele está de cabeça baixa, orando, e segura a mão da personagem de Virginie, personagem de Camille Cottin. Ela está à direita da imagem e é uma mulher branca, de cabelos curtos lisos castanhos claros e olhos verdes, e veste uma camisa em tom de rosa queimado. Ela está olhando para Bill com um sorriso leve. As outras duas pessoas da família aparecem sem foco, no canto esquerdo e direito da imagem. Eles estão numa sala de jantar durante o dia, e no meio de Bill e Virginie existe uma janela de vidro aberta, por onde entra a luz do dia." width="1901" height="993" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/stillwater-e1630978782270.png 1901w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/stillwater-e1630978782270-800x418.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/stillwater-e1630978782270-1024x535.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/stillwater-e1630978782270-768x401.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/stillwater-e1630978782270-1536x802.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/stillwater-e1630978782270-1200x627.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22943" class="wp-caption-text">Além de Abigail Breslin, os destaques de atuação de Stillwater vão para Camille Cottin e Lilou Siauvaud (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>Stillwater (Idem, Tom McCarthy)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aclamado e polêmico, como de costume. Assim foi a estreia do novo filme de Tom McCarthy, que se deu com uma salva de palmas de cinco minutos no Festival de Cinema de Cannes 2021 enquanto cercado por controvérsias quanto a sua concepção e divulgação. Depois de vencer o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Roteiro Original em 2016 com </span><a href="https://personaunesp.com.br/spotlight-segredos-revelados-empolgante-historia-sobre-jornalismo/"><i><span style="font-weight: 400;">Spotlight: Segredos Revelados</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o cineasta volta a criar seu momento mundo afora com </span><i><span style="font-weight: 400;">Stillwater.</span></i><span style="font-weight: 400;"> A história parte de Bill Baker (</span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/por-que-matt-damon-chorou-na-estreia-de-stillwater/"><span style="font-weight: 400;">Matt Damon</span></a><span style="font-weight: 400;">), um trabalhador petrolífero desempregado de Oklahoma que viaja sazonalmente para visitar sua filha Allison (uma brilhante </span><a href="https://personaunesp.com.br/pequena-miss-sunshine-hora-de-trocar-pneu/"><span style="font-weight: 400;">Abigail Breslin</span></a><span style="font-weight: 400;">) em Marselha, na França, onde ela cumpre uma pena controversa pelo morte de sua namorada quando ambas frequentavam a universidade na cidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acontece que essa é também a história de vida de </span><a href="https://variety.com/2021/film/news/stillwater-amanda-knox-matt-damon-1235031362/"><span style="font-weight: 400;">Amanda Knox</span></a><span style="font-weight: 400;">, a estadunidense que protagonizou um dos casos criminais mais famosos do mundo, passando quatro anos numa prisão italiana antes de ser absolvida do caso de assassinato de uma colega de quarto. Agora conhecida mundialmente pela repercussão da investigação, ela não gostou de ver um drama muito parecido com a sua vida pessoal sendo aplaudido sem a sua devida consideração. Mas mesmo com essa discussão envolta, o caso da jovem Allison não é o ponto principal do filme, que distancia-se de um suspense criminal como pode ser vendido por aí.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9cq1lPPeMUY"><i><span style="font-weight: 400;">Stillwater</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é muito mais um drama que versa sobre o reencontro do personagem quebrada de Damon numa nova vida, conforme ele segue o elemento que traz o ritmo viciante do filme, existente na possibilidade de reabertura do caso da filha e, por consequência, sua absolvição e declaração de inocência. Assim, diante das polêmicas, McCarthy insiste que  seu filme</span> <span style="font-weight: 400;">é algo ficcional, assumindo </span><a href="https://variety.com/2021/film/news/amanda-knox-stillwater-interview-filmmakers-responsibility-1235034872/"><span style="font-weight: 400;">a influência de elementos da realidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, e que se concentra na verossimilhança de Bill Baker. O protagonista é um herói errante, que subverte a narrativa esperada de uma jornada para um ciclo de antecipações e ações impensadas diante de um cenário implacável. Uma espécie de </span><a href="https://variety.com/2021/film/news/matt-damon-stillwater-cannes-oklahoma-1235031083/"><span style="font-weight: 400;">experiência espiritual</span></a><span style="font-weight: 400;"> para Matt Damon, que trouxe </span><a href="https://variety.com/2021/film/news/matt-damon-f-slur-daughter-1235032326/"><span style="font-weight: 400;">transformações de comportamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao ator, completando o circuito de polêmicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Stillwater </span></i><span style="font-weight: 400;">abafando os pontos positivos do filme </span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_22964" aria-describedby="caption-attachment-22964" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22964" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Caminhos-800x450.jpg" alt="Cena do filme Caminhos da Memória. Vemos um homem branco observando a imagem de um projetor. Ele tem cabelo curto, barba por fazer e veste uma camisa branca com gravata. Ao fundo, vemos duas pessoas ofuscadas pela luz do projetor. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Caminhos-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Caminhos-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Caminhos-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Caminhos-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Caminhos.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22964" class="wp-caption-text">Nem Hugh Jackman consegue salvar o esquecível Caminhos da Memória (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Caminhos da Memória (Reminiscence, Lisa Joy)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lisa Joy é co-criadora da série </span><a href="https://personaunesp.com.br/westworld-3-critica/v"><i><span style="font-weight: 400;">Westworld</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">junto com Jonathan Nolan. </span><i><span style="font-weight: 400;">Caminhos da Memória </span></i><span style="font-weight: 400;">é seu primeiro trabalho na direção e acompanha Nick Bannister (Hugh Jackman), um investigador particular que ajuda seus clientes a acessarem memórias perdidas. Sua vida muda quando ele atende uma nova cliente, Mae (Rebecca Ferguson), e descobre uma conspiração violenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme decepciona bastante, pois desperdiça suas ótimas ideias iniciais numa execução desengonçada, cansativa e que tem vergonha de expressar emoções. Parece mais interessado em vomitar </span><a href="https://personaunesp.com.br/tenet-critica/v"><span style="font-weight: 400;">diálogos expositivos</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que mostrar o funcionamento daquele mundo na prática. Por mais que o elenco se esforce para tirar leite de pedra, falha em ser um bom filme de ficção-científica, romance ou mesmo ação. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_22967" aria-describedby="caption-attachment-22967" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22967" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/unnamed.jpg" alt="Imagem do filme Ele é Demais. Na imagem, à direita, uma mulher branca, de cabelos castanhos, usa um vestido regata de paetês pratas, com uma pluma bege sobre os ombros. Seu cabelo está preso em um coque baixo e ela ainda usa uma faixa de prata brilhante na testa. Com as mãos cruzadas à frente ela segura um celular. Ao seu lado direito, um homem branco, de cabelos pretos penteados para trás, usa um paletó preto, listrado em branco, gravata borboleta e está com as mãos apoiadas em uma câmera que está pendurada em seu ombro por uma faixa preta. Ao fundo, podemos ver pessoas vestidas com roupas de época, em tons de bege. " width="650" height="366" /><figcaption id="caption-attachment-22967" class="wp-caption-text">He’s All That é um reboot que conseguiu errar mais do que a história original (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Ele é Demais (He’s All That, Mark Waters)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na premissa de que um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iFN3pS4j8p0"><i><span style="font-weight: 400;">reboot</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seria a melhor opção para a grande estreia do mundo </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Cinema, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> errou e errou muito com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OV0OMqpkVNc"><i><span style="font-weight: 400;">Ele é Demais</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A trama? Nada inovadora; a popular da história, Padgett (</span><a href="https://www.tiktok.com/@addisonre"><span style="font-weight: 400;">Addison Rae</span></a><span style="font-weight: 400;">) leva um grande pé na bunda de seu ex-namorado famosinho e aposta com sua amiga que tem capacidade de transformar um garoto feio, Cameron (Tanner Buchanan, de </span><a href="https://personaunesp.com.br/cobra-kai-3a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cobra Kai</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), no grande rei do baile. Claro que então, no meio do caminho a gente vê as “camadas” (rasas, claro), e o casal inimaginável se apaixonando. Além disso, ainda tem os clichês do ex-namorado se mostrar cada vez mais lixo e a amiga popular se rebelar contra ela e se tornar sua maior inimiga, mas isso com certeza você já viu em outros filmes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Podemos listar, além da história ultrapassada, os diversos erros da produção. Tudo bem que o filme é um </span><i><span style="font-weight: 400;">reboot</span></i><span style="font-weight: 400;"> (que merece um prêmio pela fidelidade ao anterior) mas será que não tinha como tornar a história mais inclusiva e bem menos problemática? A ideia de transformar homem feio em homem bonito já torna a trama ridícula por si só. Além disso, o filme ainda continua pecando quando falamos em diferentes </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/os-estereotipos-nos-filmes-de-hollywood-e-por-que-eles-distorcem-visao-real-do-mundo-analise/"><span style="font-weight: 400;">preconceitos implícitos</span></a><span style="font-weight: 400;">, afinal o que são aqueles implantes de bochecha muito mal colocados que somem magicamente quando ele se torna o rei do baile? O roteiro bem mal escrito segue, por toda sua extensão, desenvolvendo algo raso e nada interessante. O que é frustrante, já que em pleno 2021 o filme é a grande atração entre o público infanto-juvenil, que acaba não percebendo as nuances equivocadas da produção.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, por fim, elencamos a falta de talento do elenco. A estreia da terceira </span><i><span style="font-weight: 400;">tiktoker</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais seguida do mundo é rasa, fraca e não agrada nem ao menos os seguidores da plataforma. Mas pior que ela, ainda há até mesmo Madison Pettis, que diferente do brilhantismo que vimos em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jJtlmleqD60"><i><span style="font-weight: 400;">Treinando Papai</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> logo quando criança, entrega algo totalmente superficial e falido. Se quisermos destacar algo que deixa ao menos o filme um pouco interessante é ver as referências ao filme anterior, como as músicas, ou até mesmo a antiga protagonista, </span><a href="https://www.instagram.com/reel/CI3zlIZhHGD/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">Rachel Leigh</span></a><span style="font-weight: 400;">, atuando como mãe da nova estrela. </span><b>&#8211; Larissa Vieira</b></p>
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<figure id="attachment_22971" aria-describedby="caption-attachment-22971" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22971" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the-witcher-800x450.jpg" alt="Cena do filme The Witcher: Lenda do Lobo. Vesemir (Theo James) está caindo enquanto desfere um golpe com sua espada. Ele é causasiano, possui cabelo preto raspado nos lados e uma barba preta. Ele usa uma armadura preta por baixo de um manto felpudo preto. Por cima da armadura, vemos seu medalhão de bruxo: um colar prateado circular com a efígie de um lobo. Sua mão esquerda se aproxima da câmera e sua direita está levantada, segurando a espada. Só vemos o cabo da lâmina, oculta pelo resto do corpo de Vesemir. Atrás dele, um céu azul com restos de nuvens brancas." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the-witcher-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the-witcher-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the-witcher-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the-witcher-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the-witcher-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the-witcher.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22971" class="wp-caption-text">A fluidez do movimento de suas animações é o grande trunfo da prequela da série The Witcher (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>The Witcher: Lenda do Lobo (The Witcher: Nightmare of the Wolf, Kwang Il Han)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes que a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UGzBVuf5_uE"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> da adaptação dos </span><a href="https://www.omelete.com.br/the-witcher/the-witcher-livros-edicao-especial"><span style="font-weight: 400;">livros de Andrzej Sapkowski</span></a><span style="font-weight: 400;"> chegue às telas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, fomos presenteados com o filme animado </span><i><span style="font-weight: 400;">The Witcher: Lenda do Lobo</span></i><span style="font-weight: 400;">. Estilizado e vendido como um </span><i><span style="font-weight: 400;">anime</span></i><span style="font-weight: 400;">, o longa explora o passado de Vesemir (Theo James), o bruxo que treinou Geralt (interpretado na série por Henry Cavill) e um dos personagens que será apresentado nos próximos episódios (onde será interpretado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/killing-eve-2a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">Kim Bodnia</span></a><span style="font-weight: 400;">) da série criada por Lauren Schmidt Hissrich, que produz ambas as obras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como sempre, o cenário de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Witcher</span></i><span style="font-weight: 400;"> é descrito como um mundo em guerra consigo mesmo. Quando os elfos não apresentam mais ameaça, os reinos humanos viram seus olhos para os bruxos e começam a se perguntar se os mutantes são realmente necessários. Em meio à toda essa tensão, um jovem e galante caçador de monstros recebe uma oferta para caçar uma besta que ninguém viu antes, e que o levará à uma verdade que ameaça colocar todos em perigo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do roteiro de Beau DeMayo se movimentar num ritmo agradável e a história de Vesemir ser engajante, as grandes estrelas do </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">são claramente às sequências de ação, que fazem uso completo do formato de </span><i><span style="font-weight: 400;">anime</span></i><span style="font-weight: 400;">, e entregam lutas acrobáticas que não seriam possíveis na série e aproveitam da classificação +18. Graças aos talentosos animadores do </span><a href="http://www.studiomir.co.kr/en/sub/portfolio_list.php"><i><span style="font-weight: 400;">Studio Mir</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Witcher: Lenda do Lobo </span></i><span style="font-weight: 400;">é um espetáculo sangrento e fluído (</span><i><span style="font-weight: 400;">à la </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/critica-castlevania-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Castlevania</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), além de um aperitivo delicioso do que está por vir, e prova de que o universo fictício do Continente ainda tem muitas </span><a href="https://www.polygon.com/animation-cartoons/22637851/witcher-nightmare-of-the-wolf-cast-sequels"><span style="font-weight: 400;">surpresas reservadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> para o futuro.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_22975" aria-describedby="caption-attachment-22975" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22975" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/coda-critica-filme-capa-800x434.jpg" alt="" width="800" height="434" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/coda-critica-filme-capa-800x434.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/coda-critica-filme-capa-1024x556.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/coda-critica-filme-capa-768x417.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/coda-critica-filme-capa-1536x834.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/coda-critica-filme-capa-1200x651.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/coda-critica-filme-capa.jpg 1710w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22975" class="wp-caption-text">Graças aos esforços da atriz Marlee Matlin, os personagens surdos são todos interpretados por artistas surdos (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>No Ritmo do Coração (CODA, Siân Heder)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ser a única não surda numa família de quatro pessoas e ainda nascer com um dom que não pode ser apreciado por eles: o canto. Essa é a premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">CODA (Children of Deaf Adults</span></i><span style="font-weight: 400;">, em tradução: filhos de pais surdos), um dos filmes mais emocionantes do ano e vencedor dos prêmios de Melhor Filme por público e júri do </span><a href="https://www.omelete.com.br/festival-de-sundance"><span style="font-weight: 400;">Festival de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundance</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2021.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">CODA</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de Ruby Rossi, a filha mais nova de um casal de surdos. Porém, a garota não nasceu com a mesma condição, se tornando a intérprete de seus pais e seu irmão mais velho. Os entraves se iniciam na adolescência, na ânsia de estar convivendo em sociedade e o contraponto de sua família que é excluída por ela. Ruby se junta ao grupo de coral da escola, se destacando em meio aos seus colegas e vendo a oportunidade de tentar uma bolsa de estudos na </span><a href="https://souzalima.com.br/blog/como-estudar-na-berklee/"><span style="font-weight: 400;">Universidade de Música Berklee</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">CODA</span></i><span style="font-weight: 400;"> é sobre Música e sobre silêncio. Os momentos de canto são substituídos pelos momentos de linguagem de sinais com a família de pescadores e nada cativa mais do que quando os dois universos colidem. Assistam, fiquem apreensivos e se emocionem. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_22976" aria-describedby="caption-attachment-22976" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22976" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-1-800x531.jpg" alt="Cena da animação A Jornada de Vivo. No centro da imagem estão Gabriela e Vivo em uma jangada de madeira com uma vela azul com enfeites de raios. Gabriela é uma menina de cabelos roxos mais compridos na esquerda, olhos castanhos e pele morena. Ela usa óculos quadrados azuis, uma camisa rosa vibrante, com uma gravata quadriculada branca e preta, um colete jeans com botões dourados por cima, uma saia colorida rosa, verde, amarela e laranja e botas pretas com cadarços amarelos. Vivo é um jupará amarelo, com rosto, mãos, pés e ponta da cauda acinzentados. Ele está usando um chapéu bege com uma faixa verde e um lenço verde no pescoço. Junto a eles na jangada também temos a mochila de Gabriela, que é azul clara com adesivos coloridos. Ao fundo temos uma mata bastante verde e fechada." width="800" height="531" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-1-800x531.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-1-1024x680.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-1-768x510.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-1-1200x797.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/imagem-1-1.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22976" class="wp-caption-text">A animação traz cores e detalhes que exaltam as peculiaridades de seus personagens e conversam com os números musicais que eles performam (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Jornada de Vivo (Vivo, Kirk DeMicco)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vivo é um </span><a href="https://portalamazonia.com/amazonia/conheca-o-curioso-e-amigavel-macaco-da-noite-ou-jupara-especie-potus-flavus"><span style="font-weight: 400;">jupará</span></a><span style="font-weight: 400;">, mamífero da floresta tropical que foi perdido em Cuba quando filhote e resgatado por Andrés, um homem que ganha a vida cantando pelas ruas de Havana. Quando seu grande amigo morre, Vivo deve honrar seu último desejo e entregar sua composição para o grande amor da juventude de Andrés, a famosa cantora Marta Sandoval. O grande problema é: Marta agora mora em Miami e para chegar até lá, Vivo conta com a ajuda de Gabriela, sobrinha-neta de Andrés, com uma personalidade um tanto quanto peculiar para o gosto de Vivo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das diferenças e dificuldades, Gabriela e Vivo vivem uma aventura emocionante na jornada para a capital da Flórida, regada de </span><a href="https://cinepop.com.br/a-jornada-de-vivo-confira-as-cancoes-originais-da-nova-animacao-da-netflix-307132/"><span style="font-weight: 400;">muita música</span></a><span style="font-weight: 400;"> e reviravoltas. O filme conta com dublagens de grandes vozes da música latina, como Gloria Estefan, Juan de Marcos González e, é claro, Lin-Manuel Miranda que além de estrelar no papel de Vivo, também </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-160016/"><span style="font-weight: 400;">assina a trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;">, com notas que já são marca registrada do astro, a mistura da música latina e diversos ritmos diferentes. </span><b>&#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<h2>TV</h2>
<figure id="attachment_22910" aria-describedby="caption-attachment-22910" style="width: 1666px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22910" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gg.jpg" alt="Cena da série Gossip Girl. A cena mostra o interior de um teatro, com 3 personagens sentados um ao lado do outro. À esquerda, está Audrey, branca e loira, ao meio está Max, branco e de cabelos pretos e terno amarelo, e à direita está Aki, asiático e de cabelo raspado rosa. Max está com as mãos nas coxas dos dois." width="1666" height="937" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gg.jpg 1666w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gg-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gg-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gg-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gg-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/gg-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22910" class="wp-caption-text">Gossip Girl está de volta, XOXO (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Gossip Girl (Parte 1 da 1ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira qualidade da </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/220808-gossip-girl-quem-e-quem-elenco-reboot-serie-hbo-max.htm#:~:text=O%20reboot%20de%20Gossip%20Girl,revelada%20logo%20no%20primeiro%20epis%C3%B3dio."><span style="font-weight: 400;">nova </span><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a série não se tratar de um </span><i><span style="font-weight: 400;">reboot </span></i><span style="font-weight: 400;">gratuito ou um </span><i><span style="font-weight: 400;">remake </span></i><span style="font-weight: 400;">qualquer. Em uma Nova York moderna, pós-pandemia e impregnada pelas demandas da Geração Z, a produção original do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> passa seus seis episódios iniciais testando o terreno e brincando com o vai-e-vem dos estudantes do colégio. Aqui, o </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/ch-entrevista-elenco-de-gossip-girl-fala-sobre-triangulo-amoroso-da-serie/"><i><span style="font-weight: 400;">Instagram </span></i><span style="font-weight: 400;">fala mais alto</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o mundo do </span><i><span style="font-weight: 400;">blog </span></i><span style="font-weight: 400;">ficou no passado. Todos sabem a identidade da antiga Garota do </span><i><span style="font-weight: 400;">Blog</span></i><span style="font-weight: 400;">, todos superaram o dramalhão da era de Serena e Blair, menos, é claro, os professores do Ensino Médio, que criam um novo perfil da </span><i><span style="font-weight: 400;">GG</span></i><span style="font-weight: 400;">, metendo o louco para cima de adolescentes de 16 anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Criminoso? Não resta dúvida. Mas a </span><i><span style="font-weight: 400;">Gossip Girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2021 sabe usar sua </span><a href="https://febreteen.com.br/2021/07/tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-reboot-de-gossip-girl/"><span style="font-weight: 400;">premissa imbecil</span></a><span style="font-weight: 400;"> para instigar o espectador a sintonizar no Max toda quinta, sedento para ver qual será a próxima pataquada, escrita e dirigida com a seriedade de quem almeja o Cinema moderno, mas acerta, no máximo, na </span><a href="http://personaunesp.com.br/riverdale-4a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">versão </span><i><span style="font-weight: 400;">gourmet </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">CW</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Julien (</span><a href="https://gossipgirl.fandom.com/wiki/Jordan_Alexander"><span style="font-weight: 400;">Jordan Alexander</span></a><span style="font-weight: 400;">) é a Rainha da Colmeia, mas governa com o poder da benevolência. Com a chegada de sua irmã perdida Zoya (</span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2021/07/gossip-girl-conheca-whitney-peak-estrela-da-nova-versao-da-serie.shtml"><span style="font-weight: 400;">Whitney Peak</span></a><span style="font-weight: 400;">), J coça a cabeça frente à possibilidade de perder seu império. É uma pena que </span><i><span style="font-weight: 400;">GG </span></i><span style="font-weight: 400;">não consiga fazer ninguém se preocupar com o plot principal que, além de datado, não é bem roteirizado ou desenvolvido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O charme, como de costume em séries adolescentes, está no elenco. Obie (</span><a href="https://www.instagram.com/elibrown.jpeg/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Eli Brown</span></a><span style="font-weight: 400;">) é o único panaca completo, ao passo que Max (</span><a href="https://www.instagram.com/thomasadoherty/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Thomas Doherty</span></a><span style="font-weight: 400;">) sacaneia todo mundo, Audrey (</span><a href="https://www.revistalofficiel.com.br/cultura/conheca-emily-alyn-lind-a-nova-blair-waldorf-de-gossip-girl"><span style="font-weight: 400;">Emily Alyn Lind</span></a><span style="font-weight: 400;">) não se decide qual papel quer prestar e Luna (</span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/08/04/zion-moreno-de-gossip-girl-quer-ser-mais-do-que-a-atriz-trans.htm#:~:text=XOXO,projeto%20no%20qual%20j%C3%A1%20embarquei."><span style="font-weight: 400;">Zión Moreno</span></a><span style="font-weight: 400;">) sofre para se sobressair para além de sua trama enfadonha. O destaque dos &#8220;adolescentes&#8221; é o interessante mas subaproveitado Aki (</span><a href="https://www.revistalofficiel.com.br/hommes/quem-e-evan-mock-o-mais-novo-queridinho-do-mundo-da-moda"><span style="font-weight: 400;">Evan Mock</span></a><span style="font-weight: 400;">). A segunda parte está marcada para voltar em novembro, e a promessa é: mais absurdos, mais professoras sem noção e um tantinho mais da </span><a href="https://observatoriodeseries.uol.com.br/hbo-max/reboot-de-gossip-girl-nao-teria-acontecido-sem-kristen-bell"><span style="font-weight: 400;">narração irresistível de Kristen Bell</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_22970" aria-describedby="caption-attachment-22970" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22970" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Juliette-Freire-800x480.jpg" alt="Cena do documentário Você nunca esteve sozinha. Na imagem, a ganhadora do BBB21, Juliette Freire, está ao centro, encostada na janela de um ônibus e olhando para a paisagem do lado de fora. Juliette é uma mulher branca de cabelos castanhos compridos, usa um vestido de alças finas laranja, e sua expressão é de felicidade e admiração ao observar a paisagem. Ela está sentada e sua mão direita está apoiada na janela que mostra uma rodovia e muitas árvores. Acima de sua mão há um pequeno colante em formato de pássaro. Abaixo de sua mão há um vaso com cactos. O fundo mostra parte do ônibus com paredes de madeira." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Juliette-Freire-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Juliette-Freire-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Juliette-Freire-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Juliette-Freire.jpg 1086w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22970" class="wp-caption-text">O fenômeno Juliette não perdeu tempo em se estender para um documentário na Globoplay (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Você nunca esteve sozinha &#8211; O doc de Juliette (Minissérie, Globoplay)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Juliette Freire é um </span><a href="https://cultura.uol.com.br/entretenimento/noticias/2021/06/11/1179_especialistas-explicam-os-porques-do-fenomeno-juliette.html"><span style="font-weight: 400;">fenômeno</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde que apareceu na tela da </span><i><span style="font-weight: 400;">Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">. A ganhadora do </span><i><span style="font-weight: 400;">BBB </span></i><span style="font-weight: 400;">21 já havia quebrado </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2021/08/4941554-juliette-entra-para-o-guinness-com-postagem-que-alcancou-mais-rapido-1-milhao-de-curtidas.html#:~:text=Juliette%20Freire%20entrou%20para%20o,programa%20Big%20Brother%20Brasil%202021."><span style="font-weight: 400;">recordes mundiais</span></a><span style="font-weight: 400;"> de interação nas redes sociais e agora lançou sua carreira de cantora, </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/gente,juliette-quebra-recorde-e-e-projeto-com-mais-streams-no-spotify-brasil-nas-primeiras-24h,70003831699"><span style="font-weight: 400;">já arrebatando</span></a><span style="font-weight: 400;"> o maior número de </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;"> Brasil nas primeiras 24 horas de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">no ar. A empreitada na Indústria Musical contou com </span><a href="https://imprensa.globo.com/programas/globoplayinstitucional/textos/episodio-extra-de-voce-nunca-esteve-sozinha-o-doc-de-juliette-estreia-no-globoplay/"><span style="font-weight: 400;">mais um episódio</span></a><span style="font-weight: 400;"> para integrar o documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">Você nunca esteve sozinha &#8211; O doc de Juliette</span></i><span style="font-weight: 400;">, e compartilhar a maneira particular e divertida que a paraibana enxerga o mundo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cheio de cor, música e presença nordestina, o documentário de Juliette é emocionante e mostra partes da história real por trás da febre que o </span><i><span style="font-weight: 400;">Big Brother Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;"> criou. Contar a história da irmã </span><a href="https://tvefamosos.uol.com.br/noticias/redacao/2021/07/06/juliette-revela-momentos-com-a-irma-na-uti-e-noticia-da-morte-perdi-a-fe.htm#:~:text=Juliette%20Freire%20contou%20em%20detalhes,tinha%2019%20anos%20na%20%C3%A9poca."><span style="font-weight: 400;">Julienne</span></a><span style="font-weight: 400;"> e trazer Gil do Vigor e Lucas Penteado foram cruciais para desenhar a veracidade no trabalho da diretora Patricia Carvalho &#8211; bem diferente de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/04/karol-conka-sacia-sede-dos-haters-em-filme-que-busca-a-sua-redencao.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">A Vida Depois do Tombo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar de apelar com participações musicais demais e </span><i><span style="font-weight: 400;">zoom</span></i><span style="font-weight: 400;"> em lágrimas &#8211; que se secar, borra &#8211; os episódios são uma delícia de assistir, e lembram a todos, com prazer, de que o Nordeste é a melhor parte do país. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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<figure id="attachment_22789" aria-describedby="caption-attachment-22789" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22789" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-white-lotus-800x480.jpg" alt="Cena da série The White Lotus. Na imagem, vemos dois funcionários do resort. O senhor da direita é grisalho, veste um terno de cor cereja e uma camisa azul clara, e está segurando uma pasta preta nas mãos; a moça ao lado dele é uma haitiana, de cabelos compridos escuros e amarrados em um rabo de cavalo, ela veste uma camisa rosa e segura uma bandeja com algumas toalhas brancas enroladas, com um estojo preto em cima. Eles estão ao ar livre, em frente a algumas árvores, e está de dia." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-white-lotus-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-white-lotus-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-white-lotus.jpg 890w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22789" class="wp-caption-text">Os funcionários, interpretados por Jolene Purdy e Murray Bartlett, recepcionam os hóspedes do resort (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>The White Lotus (1ª temporada, HBO)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sátira criada e dirigida por </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/the-new-yorker-interview/mike-white-on-money-status-and-appearing-on-survivor"><span style="font-weight: 400;">Mike White</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2013/mar/28/enlightened-box-set-laura-dern"><i><span style="font-weight: 400;">Enlightened</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://www.hollywoodreporter.com/tv/tv-reviews/school-rock-tv-review-874256/"><i><span style="font-weight: 400;">Escola de Rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), se tornou um completo </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/the-white-lotus-conheca-seu-criador-mike-white"><span style="font-weight: 400;">sucesso em audiência</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde seu lançamento pela rede americana </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, tanto que já tem sua segunda temporada encomendada para o próximo ano, em um </span><a href="https://variety.com/2021/tv/news/white-lotus-renewed-hbo-season-2-1235038559/"><span style="font-weight: 400;">formato de antologia</span></a><span style="font-weight: 400;">, com personagens e histórias diferentes. Toda trama de </span><i><span style="font-weight: 400;">The White Lotus</span></i><span style="font-weight: 400;"> se passa num </span><i><span style="font-weight: 400;">resort </span></i><span style="font-weight: 400;">de luxo no Havaí, de mesmo nome da série, e tem como protagonistas três grupos de pessoas, com algo predominante entre elas: são todas ricas e brancas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inicialmente, tudo parece ir às “mil maravilhas”. Os funcionários do </span><i><span style="font-weight: 400;">resort </span></i><span style="font-weight: 400;">dão as boas-vindas ao grupo, sempre sorridentes. Porém, o que vemos inicialmente não é a realidade. Os funcionários, de classe social inferior, entre eles se destaca o gerente Armond (</span><a href="https://www.eonline.com/br/news/1299230/murray-bartlett-fala-sobre-sua-cena-escatologica-em-white-lotus-fiquei-chocado"><span style="font-weight: 400;">Murray Bartlett</span></a><span style="font-weight: 400;">), são obrigados a deixarem seus problemas de lado, e satisfazer os caprichos dos hóspedes de classe alta, como Shane Patton (</span><a href="https://www.harpersbazaar.com/culture/film-tv/a37246748/jake-lacy-the-white-lotus-interview/"><span style="font-weight: 400;">Jake Lacy</span></a><span style="font-weight: 400;">), recém-casado com Rachel (</span><a href="https://podcasts.apple.com/us/podcast/alexandra-daddario-interview-the-white-lotus/id1366421088?i=1000529177542&amp;l=pt"><span style="font-weight: 400;">Alexandra Daddario</span></a><span style="font-weight: 400;">), em suas condições de total servidão. Um exemplo disso é quando Belinda (</span><a href="https://www.thecut.com/2020/05/more-natasha-rothwell-please.html"><span style="font-weight: 400;">Natasha Rothwel</span></a><span style="font-weight: 400;">l), gerente do </span><i><span style="font-weight: 400;">spa</span></i><span style="font-weight: 400;">, tem dor nas costas após um dia de trabalho, mas precisa massagear Tanya McQuoid (</span><a href="https://www.newyorker.com/culture/on-television/the-raw-triumph-of-jennifer-coolidge-in-the-white-lotus"><span style="font-weight: 400;">Jennifer Coolidge</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma senhora rica, que vive no ócio o dia todo. A série não só trabalha em torno dos personagens, mas também é notável uma crítica em torno da elite e dos explorados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os personagens são muito bem elaborados e entram em conflito simultaneamente, de modo que há uma sincronia entre suas ações e comportamentos, e tudo é acompanhado com excelência pela constante </span><a href="https://www.npr.org/2021/08/21/1029957360/music-moment-white-lotus-composer"><span style="font-weight: 400;">trilha sonora</span></a><span style="font-weight: 400;">, que muda com o ritmo dos acontecimentos. Também vale salientar que muitas das ações dos personagens principais causam certo desconforto no espectador, que pode se visualizar cometendo os mesmos erros deles. Porém, ao fim do sexto episódio, chegamos a conclusão de que o mundo é desta forma, cheio de injustiças e diferenças, e para mudá-lo precisamos bem mais do que </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2015/05/31/internacional/1433106323_876086.html"><span style="font-weight: 400;">discursos em redes sociais</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211;</b> <b>Sabrina G. Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_22817" aria-describedby="caption-attachment-22817" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22817" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-1-3-800x480.jpg" alt="Duas mulheres idosas estão sentadas em cadeiras dando risada. A mulher da esquerda tem cabelos grisalhos na altura do ombro, ela é branca, está usando um colar de pedras verdes, um vestido-túnica azul e amarelo claro, pulseiras de pedras azuis e anéis também de pedras. No seu colo segura uma pequena bolsa marrom e sua cadeira é feita de palha. A sua direita está uma mulher branca e loira de cabelos curtos, ela está usando um tricô bege com uma blusa bege escura por baixo e uma calça jeans preta, na sua mão direita está segurando uma caixa branca de comprimidos e na esquerda está usando um relógio prateado. Ao fundo temos uma mesa redonda com cadeira, um corrimão de madeira e uma janela branca." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-1-3-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-1-3-1024x614.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-1-3-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem-1-3.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22817" class="wp-caption-text">Depois de conquistar o mundo dos vibradores geriátricos, a dupla persiste no novo empreendimento: a privada Rise Up (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Grace e Frankie (Grace and Frankie, Parte 1 da 7ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> resolveu surpreender os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OUi8Yg9Z85Q"><span style="font-weight: 400;">fãs</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Grace e Frankie</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao lançar, sem avisos, a primeira parte da sétima e última temporada da série. O </span><i><span style="font-weight: 400;">show, </span></i><span style="font-weight: 400;">que acompanha a vida de duas idosas que descobrem um caso entre seus maridos e passam de inimigas mortais a amigas eternas, teve suas </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/com-estrelas-oitentonas-grace-and-frankie-volta-gravar-apos-15-meses-54819"><span style="font-weight: 400;">gravações bastante adiadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> por conta da pandemia de covid-19, principalmente porque grande parte do elenco faz parte do grupo de risco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa </span><a href="https://twitter.com/netflix/status/1426076302017183745?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1426076302017183745%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&amp;ref_url=https%3A%2F%2Fwww.omelete.com.br%2Fnetflix%2Fgrace-and-frankie-4-episodios"><span style="font-weight: 400;">primeira parte da temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> conseguimos realmente ver o impacto que uma teve na outra, temos uma Grace mais segura de si, que abraça a chegada da idade e as mudanças que vêm com ela. E Frankie está cada vez mais independente, conseguindo buscar mudanças na sua vida que não envolvem agradar a todos à sua volta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O restante do seriado terá 12 episódios e só será lançado em janeiro de 2022. E apesar de ter sido uma boa surpresa, a liberação de apenas quatro episódios pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixou esse recorte em um limbo de espera pelo que vem no final do que se tornará a </span><a href="https://br.bolavip.com/entretenimento/Lancamento-surpresa-Netflix-solta-os-primeiros-episodios-da-7-temporada-de-Grace-and-Frankie-20210813-0068.html#:~:text=A%20com%C3%A9dia%20mostra%20as%20duas,Black%2C%20que%20teve%2091%20epis%C3%B3dios."><span style="font-weight: 400;">série mais longa já produzida pela plataforma</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Marcela Zoghei</b></p>
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<figure id="attachment_22791" aria-describedby="caption-attachment-22791" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22791" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/pateta-em-casa-800x504.jpg" alt="Imagem de divulgação da série Divirta-se em Casa com o Pateta. Ela mostra três frames dos três episódios dispostos como fotografias. Na primeira delas, o Pateta, cão antropomorfizado com traços cartunescos, olhos grandes, focinho alongado, luvas brancas e orelhas compridas, abre um plástico transparente contendo uma máscara sanitária azul. Ele veste uma jaqueta laranja claro sobre uma blusa laranja-escuro. Na segunda foto, ele está em uma cozinha, com um chapéu de cozinheiro e colocando uma assadeira no forno. Ele veste uma blusa verde e calça azul, e tem a boca aberta em um grande sorriso. A terceira foto mostra de frente o pateta sentado em uma poltrona em uma sala, com os pés de meia com remendos estendidos sobre um puff. Ele veste roupas roxas, com uma faixa verde na barriga, e olha atentamente, com a boca aberta, em direção a uma televisão implícita. As fotos se encontram dispostas sobre uma textura de tecido, na qual se encontra bordada no canto inferior direito a imagem de uma casa em uma paisagem natural e próxima a uma plantação." width="800" height="504" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/pateta-em-casa-800x504.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/pateta-em-casa-1024x646.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/pateta-em-casa-768x484.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/pateta-em-casa-1536x968.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/pateta-em-casa-2048x1291.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/pateta-em-casa-1200x757.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22791" class="wp-caption-text">Se depois de mais de um ano de pandemia, você ainda não aprendeu a se virar na cozinha ou usar uma máscara, agora não tem mais desculpas (Foto: Disney +)</figcaption></figure>
<p><b>Divirta-se em Casa com o Pateta (Goofy in How to Stay at Home, 1ª temporada, Disney+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existe professor melhor do que o Pateta? Desde sua primeira aparição em 1932, o cão desengonçado já nos mostrou como praticar todas as </span><a href="https://www.disneyplus.com/pt-br/movies/como-nadar/6EOZeTdpIN88"><span style="font-weight: 400;">modalidades esportivas</span></a><span style="font-weight: 400;"> imagináveis, e deixou as aulas teóricas da autoescola bem menos entediantes ao nos ensinar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UUrD0MEUMFk"><span style="font-weight: 400;">como dirigir</span></a><span style="font-weight: 400;">. Pois no meio do 2021 pandêmico, ele está de volta em uma </span><a href="https://insidethemagic.net/2021/08/goofy-how-to-stay-at-home-ba1/?__cf_chl_jschl_tk__=pmd_fdf1554d6099e732d5e7fa7c1de5e0a0729274f3-1629770626-0-gqNtZGzNArijcnBszQh6"><span style="font-weight: 400;">série</span></a><span style="font-weight: 400;"> de três curta-metragens que trazem de volta toda a glória de seus traços clássicos para um mini-guia de sobrevivência para aqueles que estão ficando em casa. O projeto encabeçado por Eric Goldberg, animador veterano da renascença da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, ressuscita o espírito e o humor dos curtas clássicos da década de 40, adaptando-os à contemporaneidade sem abrir mão de sua essência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Como Usar Máscara</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">Pateta evoca o tiozão que não consegue cobrir com a mesma máscara o queixo e o nariz, mas em defesa do cachorro, o focinho complica bastante a situação. Já em </span><i><span style="font-weight: 400;">Aprendendo a Cozinhar</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">ele encarna o clássico universitário tentando bancar o </span><i><span style="font-weight: 400;">chef </span></i><span style="font-weight: 400;">de cozinha sem saber ao menos fritar um ovo. Ambos são engraçadinhos apenas, mas a verdadeira pérola da série é </span><i><span style="font-weight: 400;">Maratonas na TV</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">onde ele prova que é capaz de realizar todas as suas tarefas domésticas sem parar sua maratona de série, com um humor físico surreal que só a animação é capaz de proporcionar. </span><b>&#8211; João Batista Signorelli</b></p>
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<figure id="attachment_22911" aria-describedby="caption-attachment-22911" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22911" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/kevin.jpg" alt="Cena da série Kevin Can F**k Himself. A cena mostra Kevin, branco, de moletom azul, abraçando sua esposa Allison, por trás, ela é loira, branca, usa roupa verde e segura um cesto de roupas que é de cor branca. " width="800" height="542" /><figcaption id="caption-attachment-22911" class="wp-caption-text">O Kevin que se foda (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Kevin Can F**k Himself (1ª temporada, AMC/Amazon Prime Video)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Annie Murphy </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4jJYI5FVKcE"><span style="font-weight: 400;">venceu o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> por </span><i><span style="font-weight: 400;">Schitt’s Creek</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e, para se desligar da imagem da personagem que viveu por seis anos na série canandense, ela mergulhou de cabeça na visceral </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom </span></i><span style="font-weight: 400;">dramática </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q2qGIsOkA64"><i><span style="font-weight: 400;">Kevin Can F**k Himself</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Original da </span><i><span style="font-weight: 400;">AMC </span></i><span style="font-weight: 400;">e disponibilizada no Brasil pelo catálogo do </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, a produção conta a história de Allison (Murphy), uma esposa frustrada, que vive à mercê de seu marido Kevin (Eric Petersen).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diferencial está na abordagem temática da série, que é filmada de maneiras </span><a href="https://kogut.oglobo.globo.com/noticias-da-tv/critica/noticia/2021/07/kevin-can-fk-himself-serie-com-annie-murphy-e-otima.html"><span style="font-weight: 400;">gritantemente opostas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quando Kevin está em cena, a criação de Valerie Armstrong vira um formato de </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;">, com múltiplas câmeras, iluminação carregada e a trilha de gargalhadas da audiência. Quando Allison se afasta dele, a paleta fica cinza, a trilha sonora sobe e a </span><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2021/aug/27/kevin-can-fk-himself-review-amazon-annie-murphy"><i><span style="font-weight: 400;">vibe </span></i><span style="font-weight: 400;">dramática</span></a><span style="font-weight: 400;"> inunda as temáticas, que vão de depressão, à morte e ao assassinato.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Allison então, planeja se livrar do estúpido marido, ao mesmo tempo em que lida com a vizinha Patty (Mary Hollis Inboden), o novo chefe Sam (Raymond Lee) e o próprio Kevin, que fica cada vez mais repugnante, graças ao trabalho louvável de Petersen. As </span><a href="https://www.magazine-hd.com/apps/wp/kevin-can-fk-himself-generos-amc/"><span style="font-weight: 400;">modulações de </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;"> e drama</span></a><span style="font-weight: 400;"> começam promissoras, com viradas e transgressões espertas, mas com o decorrer dos oito episódios de 45 minutos, o formato se ajoelha perante à temática, virando nota de rodapé. Com a promessa de uma nova temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Kevin Can F**k Himself</span></i> <a href="https://www.cnet.com/news/kevin-can-fk-himself-is-the-weirdest-show-on-tv-does-it-make-sense/"><span style="font-weight: 400;">sacrifica o que seria um final perfeito</span></a><span style="font-weight: 400;"> para aventuras inéditas a partir de 2022. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_22794" aria-describedby="caption-attachment-22794" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22794 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-2-3.jpg" alt="Duas mulheres em uma cozinha. Na esquerda temos Paris Hilton, ela é uma mulher branca, de cabelos compridos e loiros, com as raízes um pouco mais escuras. Ela está usando um vestido branco de cetim, com as mangas compridas e um decote profundo. Ao seu lado direito está Kim Kardashian, uma mulher armênia de pele morena, com os cabelos também morenos, mas com luzes um pouco mais claras. Seu cabelo está em um rabo de cavalo bem alto. Ela está usando uma blusa estampada marrom e bege, com uma gola “v” e botões na direita, nas suas mãos está com luvas azuis descartáveis. As duas mulheres estão rindo olhando para as mãos de Kim. Atrás das mulheres, na cozinha, há uma bancada de mármore com enfeites e armários de nox e pretos com puxadores dourados. Uma janela grande com uma cortina branca, seguindo para a direita armários iguais aos da bancada. Na frente das duas encontramos outra bancada com apetrechos de cozinha, espátulos, cumbuca transparente com morangos, a parte de baixo de um liquidificador preto e algumas embalagens." width="600" height="400" /><figcaption id="caption-attachment-22794" class="wp-caption-text">Em conversa com Kim, Paris fala sobre sua <a href="https://www.youtube.com/watch?v=wOg0TY1jG3w">vida de festas e fama</a> e o que espera da nova fase que está vivendo (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Cozinhando com Paris (Cooking with Paris, 1ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os anos 2000 estão de volta e com isso não poderia faltar o retorno da rainha da década, princesa do entretenimento do início do século, ditadora das maiores </span><a href="https://revistaglamour.globo.com/Moda/Fashion-news/noticia/2018/02/15-looks-de-paris-hilton-nos-anos-2000-que-gente-quer-usar-agora.html"><span style="font-weight: 400;">tendências da cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: Paris Hilton. A </span><i><span style="font-weight: 400;">socialite </span></i><span style="font-weight: 400;">volta aos holofotes com seu novo programa da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UGM3eyAnRbc"><i><span style="font-weight: 400;">Cozinhando com Paris</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde ela recebe diversos convidados e dá o seu melhor em um ambiente que não costumamos vê-la, a cozinha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do nome e da premissa de ser um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> de culinária, se você for com o caderninho de receitas esperando aprender segredos da cozinha de Paris, irá se decepcionar. A ideia aqui lembra um outro programa de grande sucesso da </span><i><span style="font-weight: 400;">socialite</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4kmv6jwkyNw"><i><span style="font-weight: 400;">The Simple Life</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; As patricinhas na fazenda</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que ela e sua velha amiga Nicole Richie passavam por situações muito diferentes das que estavam acostumadas, convivendo com pessoas com uma vida mais simples.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O atrativo aqui é acompanhar a extravagância absurda de Paris, com suas idas ao supermercado vestida inteira de brilhos, seus acessórios de cozinha cravejados com cristais</span> <span style="font-weight: 400;">e as conversas sobre sua vida com seus convidados. A série é, acima de tudo, divertida, mas se apoia bastante no peso dos participantes, incluindo </span><a href="https://www.revistalofficiel.com.br/pop-culture/paris-hilton-e-kim-kardashian-recriam-cena-iconica-juntas-dos-anos-2000"><span style="font-weight: 400;">Kim Kardashian</span></a><span style="font-weight: 400;">, e da eterna obsessão que todos temos por Paris.</span><b> &#8211; Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_22897" aria-describedby="caption-attachment-22897" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22897 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1016400123_999812702.jpg" alt="Foto da série Schmigadoon!. À direita, vemos quatro homens em fileira, todos brancos e usando terno coloridos. O da frente está com um chapéu cor de palha em suas mãos. Ao lado deles, uma mulher está de pé, olhando para a câmera. Ela usa um vestido comprido roxo escuro e segura uma Bíblia com as duas mãos. Seus cabelos sãoo castanhos e ajeitados em um penteado, e ela usa um chapéu roxo. Ao fundo, vemos uma cidade com o céu azul e grama bem verde." width="1400" height="788" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1016400123_999812702.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1016400123_999812702-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1016400123_999812702-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1016400123_999812702-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/1016400123_999812702-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22897" class="wp-caption-text">A Glinda tá diferente&#8230; (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Schmigadoon! (1ª temporada, Apple TV+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem-vindos a Schmigadoon! Onde o Sol brilha de julho a junho e a vida é como um musical dos anos 50. Bem, na verdade, a vida </span><i><span style="font-weight: 400;">é</span></i><span style="font-weight: 400;"> um musical dos anos 50 – e o casal em crise Josh Skinner e Melissa Gimble tropeçaram de cara nele. Com seis curtíssimos episódios e milhares de referências à musicais clássicos, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yKG0RodrzVo"><i><span style="font-weight: 400;">Schmigadoon!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Cinco Paul e Ken Daurio, é </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/07/schmigadoon-agrada-aos-fas-de-musical-mas-deve-irritar-quem-odeia.shtml"><span style="font-weight: 400;">8 ou 80</span></a><span style="font-weight: 400;">: fãs do gênero, encarem sem receio; </span><i><span style="font-weight: 400;">haters</span></i><span style="font-weight: 400;">, passem bem longe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cidadezinha mágica depois da ponte abriga todos os clichês que o Cinema e a Broadway já usaram e abusaram, mas é o absurdo da situação em pleno 2021 que deixa a trama irresistível. Pegando título e conceito emprestado de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Qpk9JNUDr9k"><i><span style="font-weight: 400;">Brigadoon</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de 1954, a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+</span></i><span style="font-weight: 400;"> não poupa esforços com sua direção de arte impecável e coreografias que poderiam ser facilmente encenadas em cima de um palco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O elenco é encabeçado pela dupla Cecily Strong e Keegan-Michael Key, mas são as vozes conhecidas dos coadjuvantes que rendem as melhores performances. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_PmS5JIfSkk"><i><span style="font-weight: 400;">Tribulation</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, interpretado pela incomparável Kristin Chenoweth, grita </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TZ0pXUb5jVU"><i><span style="font-weight: 400;">Wicked</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com pitadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Newsies</span></i><span style="font-weight: 400;">; </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ih7wCT8pacE"><i><span style="font-weight: 400;">Enjoy the Ride</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">dá o gostinho de vagabundo-da-cidade para o veterano </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=43gvHOOrFSo"><span style="font-weight: 400;">Aaron Tveit</span></a><span style="font-weight: 400;">; até Dove Cameron encanta como Betsy e seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Dj5mJGyoYIM"><span style="font-weight: 400;">pudim de milho</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mas uma coisa é certa: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=drnBMAEA3AM"><span style="font-weight: 400;">Maria von Trapp</span></a><span style="font-weight: 400;"> deve estar orgulhosa da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PONx0J5tAXg"><span style="font-weight: 400;">aula ginecológica</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Melissa. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_22974" aria-describedby="caption-attachment-22974" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22974 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/modern-love-2-temporada-lucy-boyton-kit-harington-prime-video-800x500.jpg" alt="" width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/modern-love-2-temporada-lucy-boyton-kit-harington-prime-video-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/modern-love-2-temporada-lucy-boyton-kit-harington-prime-video-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/modern-love-2-temporada-lucy-boyton-kit-harington-prime-video-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/modern-love-2-temporada-lucy-boyton-kit-harington-prime-video-1200x750.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/modern-love-2-temporada-lucy-boyton-kit-harington-prime-video.jpg 1360w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22974" class="wp-caption-text">Modern Love, o incrível caso da série que é melhor que o livro (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Modern Love (2ª temporada, Amazon Prime Video)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Modern Love</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou em 2019 encantando os assinantes do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/amazon-prime-video/"><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com suas histórias reais de amores e desamores. Inspirada na coluna de mesmo nome, que também gerou um livro, a série se destaca por sua narrativa que fica na linha tênue entre o simples e o elaborado. O livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Modern Love</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz apenas relatos pontuais das pessoas que escrevem. A série consegue ir além, cria cenários e sensações, introduz o espectador na vida das personagens, faz torcer e chorar na mesma intensidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com oito episódios e novos atores, a segunda temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Modern Love</span></i><span style="font-weight: 400;"> segue o ritmo de sua estreia. Tão emocionante quanto a primeira, a série não traz finais fechados para seus capítulos, deixando a gente sonhar com o melhor para aqueles personagens. O maior exemplo é o episódio três, única história não presente no </span><a href="https://www.minhavidaliteraria.com.br/2020/08/18/resenha-modern-love-daniel-jones/"><span style="font-weight: 400;">livro</span></a><span style="font-weight: 400;">, situado no contexto pandêmico, encerrado bem em seu ponto alto apenas resta torcer para que o casal tenha se reencontrado. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_22900" aria-describedby="caption-attachment-22900" style="width: 764px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22900" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/ahs.jpg" alt="" width="764" height="401" /><figcaption id="caption-attachment-22900" class="wp-caption-text">Na falta de criatividade, American Horror Stories recicla a trama de Murder House até a exaustão (Foto: FX)</figcaption></figure>
<p><b>American Horror Stories (1ª temporada, FX on Hulu)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">American Horror Story</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma das séries mais famosas de terror, conduzida pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><span style="font-weight: 400;">Ryan Murphy. O </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">ganhou notoriedade por adotar o formato de antologia, além de ser palco de um elenco formidável, que nos apresentava um modelo único de horror. Depois de uma longa trajetória, as narrativas não tinham tanto fôlego quanto as temporadas iniciais. Para simplificar a trama, foi anunciado um </span><a href="https://www.significados.com.br/spin-off/"><i><span style="font-weight: 400;">spin-off</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que contaria uma história diferente a cada episódio. Com esse propósito em mente nasceu </span><i><span style="font-weight: 400;">American Horror Stories</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do nome parecido, o </span><i><span style="font-weight: 400;">spin-off </span></i><span style="font-weight: 400;">herdou pouco da originalidade e da personalidade da série original. Os dois primeiros episódios apelam para a nostalgia de </span><a href="https://www.planocritico.com/serie-american-horror-story-1a-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">Murder House</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> mas nem de longe atingem o impacto da primeira temporada. As tramas seguintes, que se desprenderam um pouco de </span><i><span style="font-weight: 400;">American Horror Story</span></i><span style="font-weight: 400;">, seguiram ladeira abaixo com um roteiro fraco e mal desenvolvido e atuações medianas. A antologia mostrou sua primeira narrativa interessante com </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-american-horror-stories-1x06-feral/"><i><span style="font-weight: 400;">Feral</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que conta a história de um menino pequeno desaparecido durante uma viagem de acampamento com seus pais. Mesmo com algumas falhas, o episódio se desenrola bem dentro da curta duração e, ainda, foge do padrão de protagonistas adolescentes assim como seus antecessores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com mais pontos baixos do que altos, as lendas de terror de </span><i><span style="font-weight: 400;">American Horror Stories </span></i><span style="font-weight: 400;">não foram o suficiente para agradar tanto os especialistas quanto a audiência, que avaliaram negativamente o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">. O fator mais crítico da produção é que essa não se desprende da sua série-mãe, chegando até a escalar o elenco original de </span><i><span style="font-weight: 400;">Murder House</span></i><span style="font-weight: 400;"> para fechar a temporada. Mas apesar disso, o espetáculo dos horrores se </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/series/american-horror-stories-e-renovada-para-2-temporada,060db8e94d2197cd1aca7a34b95f5a0ciaicsvxu.html"><span style="font-weight: 400;">renovou</span></a><span style="font-weight: 400;"> por mais um ano. Até lá, como não dá para imaginar o que o Ryan Murphy está planejando, só nos resta esperar que o </span><i><span style="font-weight: 400;">showrunner </span></i><span style="font-weight: 400;">seja agraciado com um pouco de criatividade. </span><b>&#8211; Gabriel Gatti</b></p>
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<figure id="attachment_22902" aria-describedby="caption-attachment-22902" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22902" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/icarly-2021-800x450.jpg" alt="Poster da primeira temporada do reboot de iCarly. Em um estúdio, o elenco está de pé olhando para a frente. Na esquerda, Jaidyn Triplett aparece olhando para a direita. Ela veste uma blusa verde e seus cabelos cacheados estão presos para cima. Jaidyn é uma criança negra. A seu lado, Nathan Kress segura uma ring light com as duas mãos e veste uma blusa azul. Nathan é um homem branco e tem cabelos castanhos e curtos. No centro, Jerry Trainor aparece com uma blusa amarela. Jerry é um homem branco de cabelos médios da altura de suas orelhas. No centro, Miranda Cosgrove aparece com uma blusa preta com bolinhas e moletom branco. Miranda é uma mulher branca de cabelos pretos e longos. No canto direito, Laci Mosley aparece com um macacão jeans e ela segura duas roupas em seus cabides. Laci é uma mulher negra e seus cabelos estão sobre tranças box braids. Um cabideiro cheio de roupas aparece atrás de Laci. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/icarly-2021-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/icarly-2021-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/icarly-2021-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/icarly-2021-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/icarly-2021.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22902" class="wp-caption-text">A primeira influencer da Geração Z está de volta (Foto: Paramount+)</figcaption></figure>
<p><b>iCarly (1ª temporada, Paramount+)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Em cinco, quatro, três, dois, e…</span></i><span style="font-weight: 400;"> ela está de volta. Depois de quase dez anos do final da série original,</span><i><span style="font-weight: 400;"> iCarly</span></i><span style="font-weight: 400;"> voltou para mais uma divertida temporada pela</span><i><span style="font-weight: 400;"> Paramount+</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sem o </span><a href="https://hugogloss.uol.com.br/tv/series/atriz-de-icarly-jennette-mccurdy-revela-que-parou-de-atuar-e-explica-motivo-triste-por-tras-da-decisao/"><span style="font-weight: 400;">retorno de Jennette McCurdy</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a icônica Sam Puckett, a série nos leva novamente para a vida de Carly, Freddie e Spencer e o retorno de</span><i><span style="font-weight: 400;"> iCarly</span></i><span style="font-weight: 400;">, que estava desativado desde a ida da protagonista até a Itália. Se a premissa inicial do programa era mergulhar na cultura dos </span><i><span style="font-weight: 400;">influencers</span></i><span style="font-weight: 400;"> dentro do </span><i><span style="font-weight: 400;">webshow</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que acabou chamando mais atenção foram as adversidades do grupo ao se adaptarem à vida adulta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seja na desastrosa vida amorosa de Carly ou no fracasso profissional de Freddie, </span><i><span style="font-weight: 400;">iCarly </span></i><span style="font-weight: 400;">tenta se desvencilhar dos limites do humor adolescente e, com dificuldade, </span><a href="https://variety.com/2021/tv/tv-reviews/icarly-review-revival-miranda-cosgrove-1234999057/"><span style="font-weight: 400;">sucede</span></a><span style="font-weight: 400;">. O verdadeiro destaque da temporada é a nova melhor amiga de Carly, Harper (Laci Mosley). Longe de ser uma réplica desinteressante de Sam, a estilista conquista facilmente o telespectador com sua personalidade indiscreta e seu guarda-roupa impecável. Quem não agrada é a péssima filha adotiva de Freddie, Millicent (Jaidyn Triplett), que não soa (nem um pouco) como uma adolescente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">revival </span></i><span style="font-weight: 400;">pode até não agradar o consumidor ávido de séries de comédia, mas é um doce presente para os fãs que valorizam uma bela nostalgia. Com um início moderado, a série consegue se consolidar na metade da temporada: em uma disputa entre um humor adolescente e o uso ocasional de piadas adultas,</span><i><span style="font-weight: 400;"> iCarly </span></i><span style="font-weight: 400;">parece ter encontrado sua fórmula final. Agora, basta saber se a </span><a href="https://screenrant.com/icarly-season-2-release-date-story-cast/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada</span></a><span style="font-weight: 400;"> vai conseguir seguir o mesmo ritmo. </span><b>&#8211; Laís David</b></p>
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<figure id="attachment_22912" aria-describedby="caption-attachment-22912" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22912" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/pen15.jpg" alt="Cena do episódio animado de Pen15, Jacuzzi. A foto é um desenho no cais de uma praia e mostra Anna e Maya sentadas no cais. Está de dia, Anna é branca e loira e usa blusa laranja, enquanto Maya é asiática, tem cabelos pretos e curtos e usa roupa azul. " width="2000" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/pen15.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/pen15-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/pen15-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/pen15-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/pen15-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/pen15-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22912" class="wp-caption-text">Como parte da campanha de Pen15 para o Emmy 2021, o Hulu finalmente continua a segunda temporada do show (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>Jacuzzi (Episódio Animado de Pen15, Hulu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pen15</span></i><span style="font-weight: 400;">, as criadoras, roteiristas e diretoras Anna Konkle e Maya Erskine vivem </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/tv/tv-news/hulu-pen15-maya-erskine-animation-jacuzzi-episode-1235003743/"><span style="font-weight: 400;">versões delas mesmas na puberdade</span></a><span style="font-weight: 400;">. A primeira parte da segunda temporada, que foi indicada a 3 prêmios no </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">2021, foi lançada no ano passado e, desde então, a história de Anna e Maya ficou em suspense. Com as </span><a href="https://variety.com/2021/tv/features/pen-15-jacuzzi-animation-anna-konkle-1235049440/"><span style="font-weight: 400;">duas atrizes grávidas</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao mesmo tempo, era inviável que nossos capítulos fossem gravados, ainda mais no meio da pandemia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A saída foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D4TXUx2d9iQ"><i><span style="font-weight: 400;">Jacuzzi</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que serve como oitavo episódio da segunda temporada, e é a primeira investida animada da série de comédia. Com pouco menos de 40 minutos, Anna Konkle escreve e dirige esse </span><i><span style="font-weight: 400;">standalone </span></i><span style="font-weight: 400;">das amigas, que viajam e aprontam uma atrás da outra na Flórida. O humor depreciativo e “</span><i><span style="font-weight: 400;">cringe</span></i><span style="font-weight: 400;">” é elevado à enésima potência, com as protagonistas sendo </span><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2021/aug/27/excruciatingly-relatable-pen15-animated-special-maya-erskine-anna-konkle"><span style="font-weight: 400;">desenhadas como caricaturas grotescas</span></a><span style="font-weight: 400;">, exibindo do lado de fora a maneira exata que as adolescentes enxergam a si mesmas. Com sorte, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pen15 </span></i><span style="font-weight: 400;">deve voltar lá para o fim do ano, e continuar a saga, em</span><i><span style="font-weight: 400;"> live action</span></i><span style="font-weight: 400;">, das amigas destrambelhadas. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_22944" aria-describedby="caption-attachment-22944" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22944" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Todo-va-a-estar-bien-serie-netflix-3.jpg" alt="Cena da série Todo va a estar bien. A imagem mostra Julia e Ruy, personagens de Lucía Bracho e Flavio Medina deitados numa cama, olhando para Andrea, personagem de Isabella Morales, que está sentada, de costas para a câmera e de frente para os dois. Ruy, do lado esquerdo,é um homem branco, de cabelos e barbas castanhos meio grisalhos, veste uma camiseta com estampa surrada e está de braços cruzados, olhando para a menina enquanto fala. Ao lado dele, na direita, está Julia, uma mulher branca de cabelos castanhos curtos bagunçados, que veste um pijama estampado amarelo e também olha para a menina à sua frente com desconfiança. Todos eles estão numa cama, em lençois e travesseiros cinzas, na frente de uma pintura abstrata colorida. A fotografia é iluminada por abajures." width="1024" height="709" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Todo-va-a-estar-bien-serie-netflix-3.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Todo-va-a-estar-bien-serie-netflix-3-800x554.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Todo-va-a-estar-bien-serie-netflix-3-768x532.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22944" class="wp-caption-text">De Star Wars, a Narcos e Carrossel, Diego Luna agora dirige a nova dramédia familiar da Netflix (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Todo va a estar bien (1ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><a href="https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/o-ator-mexicano-diego-luna-receber%C3%A1-o-pr%C3%AAmio-de-honra-da-viii-edi%C3%A7%C3%A3o-dos-pr%C3%AAmios-platino-do-cinema-1.685923"><span style="font-weight: 400;">Diego Luna</span></a><span style="font-weight: 400;"> está fazendo TV! Através de </span><i><span style="font-weight: 400;">Todo va a estar bien</span></i><span style="font-weight: 400;">, o ator mexicano estreia na direção do mundo das séries da melhor maneira possível, assinando a nova dramédia da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Depois de estrelar </span><i><span style="font-weight: 400;">Narcos: Mexico</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o programa de entrevistas </span><a href="https://www.primevideo.com/detail/amzn1.dv.gti.a4b9cc45-2a4a-c496-962c-8e855d63610c/ref=av_auth_return_redir?_encoding=UTF8&amp;autoplay=1&amp;ie=UTF8"><i><span style="font-weight: 400;">Pan y Circo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, no </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;">, Luna parece se sentir em casa na televisão e vive o momento de conhecer sua assinatura enquanto diretor numa história que tem aquele gosto especial e familiar das casas latinoamericanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção nos coloca para acompanhar o dia a dia de Julia (Lucía Uribe Bracho) e Ruy (Flavio Medina), um casal divorciado que decide continuar morando junto para cuidar da filha Andrea (Isabella Vazquez Morales). Em oito episódios, </span><a href="https://www.netflix.com/title/81170234"><i><span style="font-weight: 400;">Todo va a estar bien</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vivencia os altos e baixos do trio conforme explora a individualidade de seus personagens, que procuram se reconhecer na nova configuração da casa. Compondo um retrato realista, simpático, delicado e divertido, a primeira série de Diego Luna é um delicioso compilado de crônicas de uma família moderna. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_22963" aria-describedby="caption-attachment-22963" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22963" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem1-800x480.jpg" alt="Cena da série Cruel Summer. Duas mulheres loiras com roupas de banho. A esquerda uma mulher branca, de cabelos loiros presos de lado um pouco abaixo dos ombros formando um cacho. Ela está com o corpo virado para a direita, usando um maiô rosa e uma bolsa nude no braço direito. Seus olhos são azul claro e ela está usando um brinco de brilhante na orelha. Ao seu lado está uma mulher mais jovem, branca de olhos castanhos. Ela também tem o cabelo loiro e está usando ele com a parte de cima presa para trás com uma scrunchie. Seu maiô é listrado verticalmente, deixando uma listra azul e uma roxa nas alças. Ela está carregando uma bolsa grande azul com detalhes azul escuro e uma alça de couro preto. Ao fundo temos árvores e vegetação com tons escuros e claros de verde, e entre as duas mulheres está um caro vermelho com teto solar preto." width="800" height="480" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem1-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem1-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem1-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Imagem1.jpg 1086w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22963" class="wp-caption-text">O show tem produção de Jessica Biel, protagonista da primeira temporada da série The Sinner (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Cruel Summer (1ª temporada, Amazon Prime Video)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Cruel Summer</span></i><span style="font-weight: 400;"> acompanha </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/223126-cruel-summer-voce-precisa-assistir-serie-teen-momento.htm"><span style="font-weight: 400;">paralelamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> o caso do desaparecimento de Kate, uma adolescente popular em uma cidade pequena no Texas em 1993, e a acusação de Jeanette, uma colega de escola excluída de Kate, de estar envolvida no caso. A história é contada alternando entre os anos de 1993, 1994 e 1995, em diferentes pontos dos acontecimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as mudanças entre os anos, a </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/criticas/cruel-summer-critica-1-temporada"><span style="font-weight: 400;">ambientação</span></a><span style="font-weight: 400;"> da série muda drasticamente, trazendo para a tela o sentimento vivido pelos personagens e apesar de não parecer um enredo tão original de início, a trama surpreende e se desenvolve rapidamente ao longo dos episódios. Além disso, são abordados temas bastante pesados que causam um certo desconforto, mas ainda sim trata-se de uma série </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i><span style="font-weight: 400;">, criando um contraste que </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/critica-cruel-summer-e-a-serie-adolescente-para-quem-ama-um-bom-misterio/"><span style="font-weight: 400;">prende</span></a><span style="font-weight: 400;"> o espectador em cada cena. &#8211; </span><b>Marcela Zogheib</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_22966" aria-describedby="caption-attachment-22966" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22966" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/physical-800x451.jpg" alt="Cena da série Physical. Vemos uma mulher branca parada num escritório. Ela tem cabelo castanho cacheado, na altura dos ombros. usa brincos de argolas grandes e usa um colar. Veste uma roupa de ginástica e carrega uma bolsa pequena no ombro esquerdo. A boca dela está levemente aberta, mostrando os dentes, como se estivesse se preparando para fingir um sorriso." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/physical-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/physical-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/physical.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22966" class="wp-caption-text">Rose Byrne mostra a excelente atriz que é ao interpretar Sheila em Physical (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>Physical (1ª temporada, Apple TV+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os anos 80 continuam sendo usados em várias produções estadunidenses, seja para </span><a href="https://personaunesp.com.br/stranger-things-5-anos/v"><span style="font-weight: 400;">homenagear a década</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou utilizá-la como ambientação para a história. No caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Physical</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple TV+ </span></i><span style="font-weight: 400;">aproveita o período, tão cheio de mudanças e exageros, para fazer uma ótima sátira do mundo dos vídeos de aeróbica e da cultura da magreza. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, acompanhamos Sheila Rubin (Rose Byrne), uma dona de casa atormentada que vive na San Diego dos anos oitenta. Apesar de aparentar estar calma, ela luta contra um vício e uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-apanhador-no-campo-de-centeio-70-anos/v"><span style="font-weight: 400;">voz</span></a><span style="font-weight: 400;"> interior que a torturam constantemente. Tudo muda quando ela descobre a aeróbica e mergulha numa jornada de empoderamento e sucesso. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que destaca </span><i><span style="font-weight: 400;">Physical </span></i><span style="font-weight: 400;">diante de outras séries ambientadas nesse período, como </span><a href="https://personaunesp.com.br/glow-netflix-critica/https://personaunesp.com.br/glow-netflix-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Glow</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">é a excelente atuação de Rose Byrne. Os outros atores se esforçam, mas não chegam nem perto da aura poderosa que a atriz emana. É ela quem joga luz na crítica que a série faz ao culto nocivo do “corpo perfeito” e nos faz devorar a temporada inteira, ansiosos por mais. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_22972" aria-describedby="caption-attachment-22972" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22972" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/vinganca-sabor-cereja-800x450.jpg" alt="Cena da minissérie Vingança Sabor Cereja. Lisa Nova (Rosa Salazar) a câmera com um sorriso maníaco, filmando-a com uma outra câmera antiga, segurando-a com as duas mãos e pressionando ela contra o lado esquerdo de seu rosto. Lisa é branca, tem cabelos pretos puxados para trás com alguns fios escapando, usa uma jaqueta preta que está fora de foco. A câmera em seu rosto está distorcida e fora de foco, e o cenário atrás dela está obscurecido. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/vinganca-sabor-cereja-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/vinganca-sabor-cereja-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/vinganca-sabor-cereja-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/vinganca-sabor-cereja-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/vinganca-sabor-cereja-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/vinganca-sabor-cereja.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22972" class="wp-caption-text">A câmera por trás das câmeras de Vingança Sabor Cereja é talvez seu elemento mais horripilante (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Vingança Sabor Cereja (Brand New Cherry Flavor, Minissérie, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseada no livro de Todd Grimson, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vingança Sabor Cereja</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma narrativa surreal no coração podre da Los Angeles dos anos 90,</span> <span style="font-weight: 400;">estrelada por Rosa Salazar (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LF4YKGmOY6A"><i><span style="font-weight: 400;">Alita: Anjo de Combate</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-wxOt69eU5o"><i><span style="font-weight: 400;">Undone</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e criada por Nick Antosca (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=owMdw6GFOn4"><i><span style="font-weight: 400;">Channel Zero</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Lenore Zion. Na trama, a cineasta Lisa Nova (Salazar) tem seu curta-metragem roubado pelo produtor ganancioso Lou Burke (Eric Lange), e agora está disposta a fazer qualquer coisa para destruir sua vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É fácil ver como a estética </span><a href="http://lounge.obviousmag.org/incoerencia_objetiva/2012/12/David%20Lynch.html"><i><span style="font-weight: 400;">lynchiana</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vingança Sabor Cereja</span></i><span style="font-weight: 400;"> se inspira em trabalhos como </span><a href="https://personaunesp.com.br/loveless-mulholland-drive/"><i><span style="font-weight: 400;">Cidade dos Sonhos</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para dar vida e textura às partes mais feias da Cidade dos Anjos; através de sua protagonista desiludida, acompanhamos essa metamorfose de olhos abertos, absorvendo cada detalhe do mundo, esperando ansiosamente que todas as peças se encaixem e que, por fim, justiça seja obtida. Mas não é assim que a banda toca e, até o último momento, a série mantém o suspense brilhante entre o que a audiência sabe e o que ela </span><i><span style="font-weight: 400;">acha</span></i><span style="font-weight: 400;"> que sabe.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_22969" aria-describedby="caption-attachment-22969" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22969 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the_chair-800x489.png" alt="Cena da série The Chair. Na imagem, Joan, Yaz e Ji-Yoon estão reunidas em uma sala tomando vinho, enquanto as três observam algo do outro lado da cena. Joan é uma mulher idosa branca, com cabelos loiros em corte chanel, usa óculos de aro redondo, uma blusa preta e colar de pérolas. À sua direita está Yaz, uma mulher negra de cabelos cacheados semi presos que usa um vestido estampado de azul floral e verde. À direita de Yaz está Ji-Yoon uma mulher asiática com cabelos presos em um coque acima da cabeça, e blusa pink de gola alta e mangas compridas. A expressão das mulheres é de curiosidade. Ao fundo há duas grandes janelas de vidro e cortinas brancas." width="800" height="489" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the_chair-800x489.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the_chair-1024x626.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the_chair-768x469.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/the_chair.png 1077w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22969" class="wp-caption-text">A parte complexa e interessante da trama de The Chair tem um ar leve demais (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>The Chair (1ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sandra Oh estreou na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> prometendo comédia, romance e uma crítica cirúrgica ao meio acadêmico. No entanto, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=znx5aib9gjQ"><i><span style="font-weight: 400;">The Chair</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> só serviu para mostrar que, mesmo criado e produzido por mulheres, o romance gosta da ladainha de arruinar </span><a href="https://www.theguardian.com/tv-and-radio/2021/aug/20/the-chair-review-sandra-oh-netflix-university-satire-comedy"><span style="font-weight: 400;">protagonistas incríveis</span></a><span style="font-weight: 400;"> por causa de homens fracassados. Nem todo o carisma e talento da atriz que </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/sandra-oh-desabafa-sobre-sucesso-de-greys-anatomy-traumatico/"><span style="font-weight: 400;">deixou saudades</span></a><span style="font-weight: 400;"> aos amantes de </span><i><span style="font-weight: 400;">Grey’s Anatomy</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode escapar da </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/colunas/lucianacoelho/2021/09/the-chair-com-sandra-oh-apresenta-ambicao-que-nao-faz-critica-nem-graca.shtml"><span style="font-weight: 400;">armadilha</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma personagem que escolhe seu amado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A premissa de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Chair</span></i><span style="font-weight: 400;"> veio impecável: Kim Ji-yoon é a nova chefe do Departamento de Inglês em uma universidade de prestígio. Mulher e não-branca, a protagonista tem uma pluralidade de </span><a href="https://edition.cnn.com/2021/08/19/entertainment/the-chair-review/index.html"><span style="font-weight: 400;">pautas possíveis</span></a><span style="font-weight: 400;">, inclusive na abordagem da trama sobre a “substituição” de professores conforme o tempo e o medo do </span><a href="https://newrepublic.com/article/163499/chair-elegy-life-mind-netflix-tv-review"><span style="font-weight: 400;">apagamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> de cursos e faculdades. Mas a produção escorregou e passou seus 6 episódios com uma crítica tímida demais, até perder o espaço para (mais um) incrível, só que não, homem. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
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		<title>As Mulheres da 6ª Mostra de Cinema Feminista</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Sep 2021 19:15:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Se não a Arte, quem é que vai ter coragem de refletir sobre o que é ser mulher em 2021? Essa foi a conclusão da nova experiência do Persona, que se dedicou a acompanhar a 6ª Mostra de Cinema Feminista. Do dia 14 de agosto ao dia 3 de setembro, a internet nos permitiu fazer &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cobertura-6a-mostra-de-cinema-feminista/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As Mulheres da 6ª Mostra de Cinema Feminista"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_22888" aria-describedby="caption-attachment-22888" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22888" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/mostrafeministadecinemawordpress-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/mostrafeministadecinemawordpress-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/mostrafeministadecinemawordpress-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/mostrafeministadecinemawordpress.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22888" class="wp-caption-text">De 14 de agosto a 3 de setembro, as colaboradoras, redatoras e editoras do Persona estudaram as múltiplas óticas que compreendem o que é ser mulher através das obras da 6ª Mostra de Cinema Feminista (Arte: Ana Júlia Trevisan/Texto de Abertura: Raquel Dutra)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se não a Arte, quem é que vai ter coragem de refletir sobre o que é ser mulher em 2021? Essa foi a conclusão da nova experiência do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;">, que se dedicou a acompanhar a </span><b>6ª Mostra de Cinema Feminista</b><span style="font-weight: 400;">. Do dia 14 de agosto ao dia 3 de setembro, a </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos permitiu fazer parte de mais um encontro para pensar e apreciar o Cinema de forma totalmente </span><i><span style="font-weight: 400;">online</span></i><span style="font-weight: 400;"> e gratuita. Depois de flutuar pelo que existe de mais </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">diverso</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cobertura-fantaspoa-xvii/"><span style="font-weight: 400;">fantástico</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cobertura-5o-festival-ecra/"><span style="font-weight: 400;">inventivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/festival-do-rio-2021/"><span style="font-weight: 400;">maravilhoso</span></a><span style="font-weight: 400;"> na Sétima Arte, encaramos uma perspectiva específica e nada leviana: a da mulher.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como sempre, o Persona se manifesta como uma iniciativa jornalística expressamente contrária a toda e qualquer forma de </span><a href="https://www.geledes.org.br/preconceito-e-o-feminismo/"><span style="font-weight: 400;">preconceito</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.metropoles.com/vida-e-estilo/comportamento/transexuais-lutam-para-serem-reconhecidas-como-mulheres?amp"><span style="font-weight: 400;">discriminação</span></a><span style="font-weight: 400;">. A premissa de falar sobre feminismo em 2021 é apenas uma: que este termo compreenda </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLPZ4y7b7MwOs-yXREj3IPrPRGyc-iCj7q"><span style="font-weight: 400;">a mulher em sua totalidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. Assim, as colaboradoras, redatoras e editoras do Persona mergulharam na seleção vasta da 6ª Mostra de Cinema Feminista, composta por </span><a href="https://cinecipo.files.wordpress.com/2021/08/programacao-6a-mostra-de-cinema-feminista-virtual_compressed.pdf?tpclid=facebook.IwAR1_7u6xN7bQlmDEq2jSYZCNyZnOOINjE_v7af99TB-jtsanf32RVdNZLA0"><span style="font-weight: 400;">126 filmes</span></a><span style="font-weight: 400;"> nacionais e internacionais, e acompanhada por 5 debates que refletiram sobre a produção cinematográfica contemporânea.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Mostra de Cinema Feminista é realizada pela </span><a href="https://www.instagram.com/coletivamalva/"><span style="font-weight: 400;">Coletiva Malva</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde 2015, sob o objetivo de construir um espaço de fruição e fomento ao audiovisual realizado por mulheres cis e trans, pautando debates raciais, de gênero, histórias sobre amores e paixões, relações familiares, sociais, econômicas, históricas e culturais. E no ano de 2021, em sua sexta edição, a realização não fugiu à premissa central de sua concepção: explorar os muitos temas que nascem da combinação do Cinema com os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=08A7PD-frxo&amp;list=PLPZ4y7b7MwOs-yXREj3IPrPRGyc-iCj7q&amp;index=3"><span style="font-weight: 400;">Feminismos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De </span><a href="https://www.geledes.org.br/o-que-e-ser-menina-no-brasil-desigualdade-de-genero-desde-infancia/"><span style="font-weight: 400;">crianças</span></a><span style="font-weight: 400;"> à jovens, de adultas à </span><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/o-feminismo-e-a-mulher-idosa/"><span style="font-weight: 400;">idosas</span></a><span style="font-weight: 400;">; entre </span><a href="https://personaunesp.com.br/alvorada-critica/"><span style="font-weight: 400;">personalidades históricas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e existências ordinárias; diante de mulheres reais ou inventadas; doces ou salgadas, azedas ou amargas; seja para rir ou para chorar, para sonhar ou para realizar, vivendo suas liberdades ou estudando suas prisões, </span><b>Ana Júlia Trevisan, Ayra Mori, Gabriela Reimberg, Gabrielli Natividade, Júlia Paes de Arruda, Ma Ferreira, Mariana Chagas, Raquel Dutra </b><span style="font-weight: 400;">e</span><b> Vitória Lopes Gomez</b><span style="font-weight: 400;"> assistiram 34 filmes da seleção da 6ª Mostra de Cinema Feminista, para agora estudar muitos aspectos da imensidão do ser mulher.</span></p>
<p><span id="more-22745"></span></p>
<h3><strong>Curtas-metragens</strong></h3>
<figure id="attachment_22839" aria-describedby="caption-attachment-22839" style="width: 816px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22839" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/rebu.png" alt="Fotografia mostrada em uma cena do documentário Rebu. Na foto desbotada, ao centro, vemos a diretora e protagonista Mayara Santana quando criança, vestindo uma fantasia branca de princesa e uma coroa dourada, com as mãos na cintura e olhando para a câmera." width="816" height="512" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/rebu.png 816w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/rebu-800x502.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/rebu-768x482.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22839" class="wp-caption-text">Rebu foi pensado e lançado como uma websérie no formato IGTV no Instagram antes de chegar a mostras e festivais (Foto: Mayara Santana)</figcaption></figure>
<p><b>Rebu (Idem, Mayara Santana, Brasil, 2020)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“A minha intenção é ser um belo de um caminhãozão, com um belo de um retrovisor olhando pra frente e pra trás”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ao longo dos 22 minutos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rebu &#8211; A Egolombra de uma Sapatão Quase Arrependida</span></i><span style="font-weight: 400;">, a diretora Mayara Santana busca a si mesma ao se apresentar e documenta seus sentimentos e </span><a href="https://www.folhape.com.br/cultura/dia-do-orgulho-lgbtqia-o-amor-livre-nas-telas/188465/"><span style="font-weight: 400;">vivências</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto mulher preta e lésbica. Em </span><a href="https://www.folhape.com.br/cultura/orgulho-lgbtqia-filmes-e-series-pernambucanas-que-abordam-sexualidade/144247/"><span style="font-weight: 400;">primeira pessoa</span></a><span style="font-weight: 400;">, o curta é uma tela em branco e a cineasta vira a musa, a protagonista e a narradora da própria história. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De um jeito descontraído e intimista, Mayara não hesita em olhar para trás antes de olhar para frente. Reconhecer as semelhanças com o pai, por exemplo, é o ponto de partida para que ela entenda seus próprios comportamentos e como a relação a influenciou em outros relacionamentos, os quais ela recorda. Tudo isso fora o machismo, a homofobia e o racismo que não se desassociam de suas vivências. Entre erros e acertos, ela admite a culpa e se perdoa ao se entender em sua totalidade. </span><a href="https://vimeo.com/395061476"><i><span style="font-weight: 400;">Rebu</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">que diga, e que difícil se entender. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<p><figure id="attachment_22840" aria-describedby="caption-attachment-22840" style="width: 1931px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22840" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/como-ficamos-da-mesma-altura.png" alt="Cena de Como ficamos da mesma altura. Fotografia em paisagem, com bordas laterais pretas. Ao centro estão Laura e seu pai, sentados um ao lado do outro de pernas cruzadas. Entre eles, há uma porta, um espaço. A fachada da porta é cinza e a rua é inclinada. Laura veste uma blusa vermelha, shorts e tênis preto. O pai veste uma camisa cinza, calça bege e sapatos pretos. Ele também segura uma coroa de flores. Ambos olham para a frente." width="1931" height="1087" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/como-ficamos-da-mesma-altura.png 1931w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/como-ficamos-da-mesma-altura-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/como-ficamos-da-mesma-altura-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/como-ficamos-da-mesma-altura-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/como-ficamos-da-mesma-altura-1536x865.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/como-ficamos-da-mesma-altura-1200x676.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22840" class="wp-caption-text">Dirigido por Laís Santos Araújo, o curta integrou a Seleção Oficial do Festival Internacional de Cinema de Roterdão (IFFR, International Film Festival Rotterdam) [Foto: Aguda Cinema]</figcaption></figure><b>Como ficamos da mesma altura (Idem, Laís Santos Araújo, Brasil, 2019)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No interior de Alagoas, Laura (desgostosamente) perde uma festa com os amigos para acompanhar o pai numa viagem à cidade natal, na qual ocorrerá a missa de um ano de falecimento do tio. Chegando lá, ela é deixada sozinha pelo pai na maior parte do tempo, e quando juntos, a desavença é certa. A adolescente se mostra inquieta, questionando a relevância de sua presença na viagem, que parece ser completamente dispensável. Através dos vazios gritantes das cenas, a diretora Laís Santos Araújo acentua ainda mais a distância presente entre ambos. E sem saber se comunicar um com o outro, enfim, em silêncio, os espaços são reduzidos a partir do momento que pai e filha se compreendem, </span><a href="https://youtu.be/55eEA5-bkfs"><span style="font-weight: 400;">atingindo a mesma altura</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Ayra Mori</b></p>
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<figure id="attachment_22841" aria-describedby="caption-attachment-22841" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22841" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Ailin-no-mundo-da-lua.png" alt="Cena do curta-metragem animação Ailin no mundo da lua. Ailin é uma menina branca, que está vestindo uma blusa vermelha e uma bermuda azul, seu cabelo é castanho, com uma franja e amarrado nas laterais. A garota está com os braços cruzados e brava. Está sentada em uma bola confeccionada com sucatas, a lua da narrativa, ao fundo se encontra um ambiente que remete ao universo, um mesclado de tons azuis e pretos com traços luminosos." width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Ailin-no-mundo-da-lua.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Ailin-no-mundo-da-lua-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Ailin-no-mundo-da-lua-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Ailin-no-mundo-da-lua-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Ailin-no-mundo-da-lua-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22841" class="wp-caption-text">Ailin no mundo da lua é prova de que as relações entre mãe e filha podem ser complicadas e sensivelmente mágicas (Foto: El Molinete Animation)</figcaption></figure>
<p><b>Ailin no mundo da lua (Ailin en la luna, Claudia Ruiz, Argentina, 2019)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ailin é uma garota feliz que brinca com seu balão vermelho e se preocupa em comer deliciosos biscoitos. Sua mãe, no entanto, é uma mulher sobrecarregada: seu trabalho, o trabalho doméstico, cuidar da filha e o trabalho que leva para casa. As duas discutem e Ailin é mandada ao mundo da lua, ou melhor dizendo, seu quarto. Em 5 minutos, acompanhamos algumas horas da vida das personagens que entram em conflito, mas o que sabemos vai além do que nos é mostrado. A escolha narrativa de apresentar a história ao final do dia, demonstra a sensibilidade do curta ao discutir a </span><a href="https://www.geledes.org.br/o-que-eles-chamam-de-amor-nos-chamamos-de-trabalho-nao-pago-diz-silvia-federici/"><span style="font-weight: 400;">pesada jornada de mulheres</span></a><span style="font-weight: 400;"> que criam suas filhas sozinhas e que mesmo com as adversidades familiares não deixam de dar carinho, atenção e amor aos filhos. &#8211; </span><b>Ma Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_22842" aria-describedby="caption-attachment-22842" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22842" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Le-com-Cre.png" alt="Cena do curta animado Lé com Cré. Uma garota de massinha, está próxima da câmera, sentada numa poltrona rosa com duas almofadas em cada lado, uma azul escuro com detalhes em preto e outra verde, com manchas de onça rosa. A garotinha é negra, de cabelos cacheados e sobrancelhas ruivos, com os dois dentes superiores aparentes. Ela está sorrindo e veste um vestido verde, com detalhes beges nos cotovelos e nas mangas. Suas mãos estão abertas, apoiadas no colo. O fundo é desfocado. É possível enxergar, no canto inferior esquerdo, um balde amarelo com flores amarelas. Ao lado, uma escrivaninha marrom com três gavetas com um monitor branco ligado, uma luminária pequena e um globo. A escrivaninha está abaixo de uma janela, aberta. No canto superior direito, há um abajur quadriculado aceso, com cores alaranjadas. " width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Le-com-Cre.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Le-com-Cre-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Le-com-Cre-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Le-com-Cre-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Le-com-Cre-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22842" class="wp-caption-text">Em Lé com Cré, cada criança entrevistada virou um personagem em stop motion, escolhidos por elas mesmas: Dora, a aventureira, Cinderela, Princesa Ruiva, Cachorro, Elefante, Artista e Adulto (Foto: Play It Again Som &amp; Imagem)</figcaption></figure>
<p><b>Lé com Cré (Idem, Cassandra Reis, Brasil, 2018)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Leve, puro e simpático. Essas três palavras poderiam ser a tradução do curta-metragem </span><a href="http://www3.eca.usp.br/noticias/aluna-do-ctr-ganha-pr-mio-em-duas-categorias-do-anima-mundi"><i><span style="font-weight: 400;">Lé com Cré</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">vencedor do prêmio de Melhor Curta Infantil no Anima Mundi de 2018, o maior evento internacional de Animação da América Latina. Segundo o </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2012/12/veja-como-algumas-girias-do-passado-sao-usadas-nos-dias-de-hoje-3972688.html#:~:text=Estouro%20%C3%A9%20um%20sin%C3%B4nimo%20fora,n%C3%A3o%20dizer%20Coisa%20com%20coisa."><span style="font-weight: 400;">ditado popular</span></a><span style="font-weight: 400;">, a expressão lé com cré significa não dizer “coisa com coisa”. Durante seus apenas 5 minutos, a espontaneidade e a gentileza são os marcos principais dos depoimentos das crianças que expressam suas opiniões </span><a href="https://herdeirosdoamanhadoc.wixsite.com/herdeirosdoamanha"><span style="font-weight: 400;">extremamente sinceras</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre dinheiro, medo e “coisas de menino e menina”. Só pelo fato das personagens terem sido transformadas em “massinha”, a animação consegue manter o clima de inocência mesmo falando sobre tópicos complexos. </span><b>&#8211; Júlia Paes de Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_22843" aria-describedby="caption-attachment-22843" style="width: 1911px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22843 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/brasil-holanda.png" alt="Cena do curta Brasil x Holanda. A cena mostra o foco no rosto de uma garota jovem e branca, de cabelos pretos, olhando diretamente para o rosto de um homem mais velho." width="1911" height="1033" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/brasil-holanda.png 1911w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/brasil-holanda-800x432.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/brasil-holanda-1024x554.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/brasil-holanda-768x415.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/brasil-holanda-1536x830.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/brasil-holanda-1200x649.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22843" class="wp-caption-text">A diretora Caroline Biagi ri de quem ainda duvida que futebol é coisa de menina, mas não do jeito que você está pensando (Foto: Grafo Audiovisual)</figcaption></figure>
<p><b>Brasil x Holanda (Idem, Caroline Biagi, Brasil, 2018)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É a Copa do Mundo de 1994. O Brasil avança no campeonato e uma das famílias que acompanham a seleção é a de Marina, que vai dar uma festa de casamento no dia do confronto Brasil x Holanda pelas quartas de final. Então, a menina de 13 anos viaja com o pai e a mãe para celebrar o dia mais importante da vida de sua irmã, por quem ela conserva uma admiração religiosa. É quando </span><a href="http://primeirainfancia.org.br/wp-content/uploads/2015/03/1-por_ser_menina_resumoexecutivo2014.pdf"><span style="font-weight: 400;">Marina</span></a><span style="font-weight: 400;"> entende que as coisas no mundo dos adultos são muito mais estranhas e frustrantes do que ela imaginava.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa de </span><a href="https://mulheresaudiovisual.com.br/caroline-biagi"><span style="font-weight: 400;">Caroline Biagi</span></a><span style="font-weight: 400;"> se inicia de forma simples, tomando fôlego à medida em que a pequena protagonista se reconhece no ambiente. E a sensação que Marina tem durante esse processo é de uma contida inquietação, que brota da sua inteligência e sensibilidade de jovem mulher. Nesse ritmo, todas as instâncias do filme a seguem, desenvolvendo-se de forma imersiva, e amadurecendo uma narrativa de forma inversamente proporcional ao sentido da história. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Futebol é coisa de menina?</span></i><span style="font-weight: 400;">” podem perguntar eles. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você não imagina o quanto”</span></i><span style="font-weight: 400;">, responde </span><i><span style="font-weight: 400;">Brasil x Holanda</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_22889" aria-describedby="caption-attachment-22889" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22889 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/curtageni1-800x422.jpg" alt="" width="800" height="422" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/curtageni1-800x422.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/curtageni1-1024x540.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/curtageni1-768x405.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/curtageni1-1536x810.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/curtageni1-1200x633.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/curtageni1.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22889" class="wp-caption-text">Mostrando uma mulher de 60 anos em busca de seus direitos, Geni foi produzido com uma equipe 100% feminina (Foto: Thais Taverna)</figcaption></figure>
<p><b>Geni (Idem, Cecilia Engels, Brasil, 2020)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Ele é um dos maiores ídolos da Música brasileira</span></i><span style="font-weight: 400;">”, “</span><i><span style="font-weight: 400;">Suas composições são amadas dentro e fora do Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Era isso que Geni ouvia diariamente nas rádios quando algum clássico de Fran Lopes estava prestes a tocar. A realidade? Ela é a verdadeira artista por trás daquelas canções, Lopes é apenas o</span><i><span style="font-weight: 400;"> showman</span></i><span style="font-weight: 400;">. Após anos de prisão numa parceria onde apenas um tinha o reconhecimento, Geni começa sua luta, não por dinheiro, mas por direito. Geni entende que não deve mais se deixar calar, que deve falar por si própria. Geni amadureceu, compreendeu que a sociedade mudou e que agora ela tem voz, que não precisa mais de um homem para falar. </span><a href="https://www.facebook.com/curta.geni/videos/m%C3%BAsicas-do-filme/2260114040972757/"><span style="font-weight: 400;">Bendita seja Geni!</span></a> <b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<p><figure id="attachment_22844" aria-describedby="caption-attachment-22844" style="width: 1365px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22844" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/rua-augusta-1029.png" alt="Cena do documentário Rua Augusta, 1029. A imagem é capturada à noite, da janela do prédio ocupado pela Frente de Luta por Moradia (FLM), por onde vemos carros de polícia enfileirados lado a lado, com as sirenes ligadas. No primeiro carro, localizado do lado de um poste com uma placa de “proibido estacionar”, um policial procura algo dentro da viatura. " width="1365" height="767" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/rua-augusta-1029.png 1365w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/rua-augusta-1029-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/rua-augusta-1029-1024x575.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/rua-augusta-1029-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/rua-augusta-1029-1200x674.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22844" class="wp-caption-text">A iniciativa da Frente de Luta por Moradia (FLM) em ocupar prédios abandonados no centro de São Paulo, em 2016, se deu depois da proposta da PEC 241, que restringia gastos públicos em educação e saúde [Foto: Mirrah da Silva]</figcaption></figure><b>Rua Augusta, 1029 (Idem, </b><b>Mirrah Iañez</b><b>, Brasil, 2019)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cru e hiper-realista, </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua Augusta, 1029</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma experiência imersiva que nos leva para dentro de uma ocupação por moradia em São Paulo, em especial, na noite em que os militantes da Frente de Luta por Moradia (FLM) resistem à violência policial do despejo. O uso do </span><i><span style="font-weight: 400;">found footage</span></i><span style="font-weight: 400;"> (câmera em primeira pessoa) consegue criar a mesma atmosfera dos </span><a href="https://gq.globo.com/Cultura/noticia/2020/06/cinema-entenda-o-genero-found-footage-os-filmes-perdidos-atraves-de-5-classicos.html"><span style="font-weight: 400;">clássicos filmes de horror</span></a><span style="font-weight: 400;"> que conhecemos, despertando, no telespectador, o sentimento de angústia de parecer estar na pele dos personagens. A diferença é que, aqui, tudo é verídico e não há um final feliz quando a polícia existe para proteger o patrimônio privado, e não os protagonistas vulneráveis. Afinal, como o próprio comandante da expedição diz aos sem-teto: &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Não interessa quantas famílias moram aí.</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; </span><b>&#8211; Gabriela Reimberg</b></p>
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<figure id="attachment_22845" aria-describedby="caption-attachment-22845" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22845" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/lesbicaenrustida.jpg" alt="Capa do filme lésbica enrustida. Nela está a imagem espelhada de uma vagina sendo masturbada. Por cima está o texto “lésbica ENRUSTIDA” em preto com borda azul e o texto “closed LESBIAN” de preto com borda Roxa. Em baixo, está “Bia Lee” escrito em preto." width="650" height="489" /><figcaption id="caption-attachment-22845" class="wp-caption-text">Para uma garota que viveu um tempo curto demais fora do armário (Foto: Bia Lee)</figcaption></figure>
<p><b>Lésbica Enrustida (Closed Lesbian, Bia Lee, Brasil, 2020)</b></p>
<p><a href="https://ne-np.facebook.com/digofestival/videos/recado-da-diretora-de-l%C3%A9sbica-enrustida-bia-lee-2020-6-fic%C3%A7%C3%A3o-sp-isso-%C3%A9-uma-cart/2015036478632945/"><span style="font-weight: 400;">Bia Lee</span></a><span style="font-weight: 400;"> explora sexualidade na obra de pequenos 6 minutos. Em cima de um fundo com duas mulheres transando, uma imagem espelhada e muitas vezes difícil de enxergar, a produtora do curta escreve suas experiências crescendo lésbica e descobrindo o prazer fantasiando sobre mulheres. Dedicado a uma antiga amiga que cometeu suicídio, </span><a href="https://ne-np.facebook.com/digofestival/posts/1995333053936621/"><i><span style="font-weight: 400;">Lésbica Enrustida</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> “</span><i><span style="font-weight: 400;">é uma carta de amor tardia, são desculpas tardias, é um adeus tardio</span></i><span style="font-weight: 400;">”, como diz Lee nos últimos segundos do filme. </span><b>&#8211; Mariana Chagas </b></p>
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<figure id="attachment_22846" aria-describedby="caption-attachment-22846" style="width: 701px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22846" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/mare.png" alt="Cena do curta Maré. No centro da imagem está a mãe de Patrícia e Diguinha, é uma mulher preta de meia idade, sua cabeça está virada para o lado direito da imagem e sua expressão é séria. Ela usa um vestido simples, preto e com estampa de flores e folhas, em sua cabeça está um turbante verde piscina. Atrás de si há uma parede descascada da mesma cor de seu turbante e em seu ombro esquerdo estão dois periquitos." width="701" height="392" /><figcaption id="caption-attachment-22846" class="wp-caption-text">Maré nasce da dor de uma mãe que aguarda o retorno incerto de suas filhas (Foto: Eparrêi Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Maré (Idem, Amaranta César, Brasil, 2018</b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta-metragem </span><a href="https://www.papodecinema.com.br/especiais/top-2018-os-melhores-curtas-brasileiros-do-ano/mare-de-amaranta-cesar/"><i><span style="font-weight: 400;">Maré</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">mostra sua força em diversos aspectos. Com uma narrativa calma, com poucas personagens (todas femininas), sem muitas falas e com uma fotografia impressionante, a diretora </span><a href="https://www.coloquio.poeticasdaexperiencia.org/amaranta-cesar-2/"><span style="font-weight: 400;">Amaranta César</span></a><span style="font-weight: 400;"> trabalha lindamente a história melancólica de uma mãe que tem suas duas filhas perdidas no manguezal de sua comunidade. Amaranta faz também uma bela relação entre a visão de três gerações de mulheres da região: uma senhora, uma mulher de meia idade e duas crianças. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Maré </span></i><span style="font-weight: 400;">retrata toda a ancestralidade presente na comunidade quilombola do interior da Bahia, no modo de vida das moradoras, no seu modo de vestir e na sua religião &#8211; a cena em que as mulheres fazem sua vigília clamando por </span><a href="https://www.significados.com.br/oxala/"><span style="font-weight: 400;">Oxalá</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das responsáveis pelo tom quase mágico que o curta toma. O filme apresenta também uma denúncia forte à herança da escravidão: </span><i><span style="font-weight: 400;">“dizem que a escravidão já acabou, quem disse que acabou? Continua aí, só não vê quem não quer”</span></i><span style="font-weight: 400;">, sendo um curta intenso que tem muito a dizer. </span><b>&#8211; Gabrielli Natividade da Silva</b></p>
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<figure id="attachment_22875" aria-describedby="caption-attachment-22875" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22875" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/cabeca-de-rua.jpg" alt="Cena do curta-metragem Cabeça de Rua. Da esquerda para a direita na imagem, na rua, vemos a prima de Célia, uma mulher branca, aparentando seus 30 anos, usando um boné branco virado para trás e uma camisa de futebol amarela e preta, e Célia, uma mulher branca, aparentando seus 40 anos, vestindo um colete verde com as palavras “lavador de carro” e um número embaixo." width="650" height="508" /><figcaption id="caption-attachment-22875" class="wp-caption-text">Os créditos de Cabeça de Rua sobem ao som da canção <a href="https://www.youtube.com/watch?v=-Wns7LMUa5I">Lésbica Futurista</a> (Foto: Luís Oliveira)</figcaption></figure>
<p><b>Cabeça de Rua (Idem, Angélica Lourenço, 2019, Brasil)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Célia é lavadora de carros, entende das manhas do trabalho e é conhecida na região. Logo no começo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I-gbs-wRJlc"><i><span style="font-weight: 400;">Cabeça de Rua</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela se prepara para passar o ponto do negócio para a prima ao receber uma proposta de emprego formal, mas deixar seu posto de anos para um novo desafio a enche de dúvidas e inseguranças. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atriz Cora Rufino, que interpreta a lavadora, não precisa verbalizar muito para transmitir a incerteza da personagem, a linguagem corporal da atriz basta para torná-la a força motriz do curta. Em um cenário dinâmico, com uma filmagem naturalista e só com duas personagens, a diretora </span><a href="https://www.youtube.com/channel/UCwINPV0Cc_bJ_MMXdNFOqWw"><span style="font-weight: 400;">Angélica Lourenço</span></a><span style="font-weight: 400;"> faz de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cabeça de Rua </span></i><span style="font-weight: 400;">uma crônica, com um pouco que vira muito. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_22847" aria-describedby="caption-attachment-22847" style="width: 1930px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22847" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/a-beira-do-planeta-mainha-soprou-a-gente.png" alt="Cena de À beira do planeta mainha soprou a gente, dirigido por Bruna de Barros e Bruna Castro. Fotografia em paisagem. Imagem aproximada das mãos de Bruna acariciando as costas da outra Bruna, sem ser possível distinguir quem é quem. O fundo da imagem é roxo escuro." width="1930" height="1085" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/a-beira-do-planeta-mainha-soprou-a-gente.png 1930w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/a-beira-do-planeta-mainha-soprou-a-gente-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/a-beira-do-planeta-mainha-soprou-a-gente-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/a-beira-do-planeta-mainha-soprou-a-gente-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/a-beira-do-planeta-mainha-soprou-a-gente-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/a-beira-do-planeta-mainha-soprou-a-gente-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22847" class="wp-caption-text">O amor sapatão de À beira do planeta mainha soprou a gente atravessou o mundo, integrando <a href="https://www.instagram.com/p/CJedVQUFgTR/?utm_medium=copy_link">seleções de Cinema do Brasil à França</a> (Foto: Bruna Barros e Bruna Castro)</figcaption></figure>
<p><b>À beira do planeta mainha soprou a gente (Idem, Bruna Barros e Bruna Castro, Brasil, 2020)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como um poema, </span><a href="https://www.instagram.com/abeiradoplanetafilme/"><span style="font-weight: 400;">Bruna e Bruna</span></a><span style="font-weight: 400;"> exploram o amor através de recortes de uma montagem encantadora. Dirigido por duas mulheres que amam e se amam, </span><a href="https://youtu.be/6GVKszns3Do"><i><span style="font-weight: 400;">À beira do planeta mainha soprou a gente</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um autorretrato cheio de lirismo, seja pela narrativa proferida em versos, seja pelas sutilezas presentes nos detalhes do cotidiano, registrado entre descobertas de novas pintinhas uma pela outra. Como sapatonas, ambas se debruçam sobre o reconhecimento da própria identidade, sendo </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">sem receio, para as mães e para si mesmas. &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu não sei ser resignada. Eu quero o mundo inteiro. Eu quero o orgulho. Eu quero doçura pintando meu nome. Me quero inteira nas suas palavras.</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8221; </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
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<figure id="attachment_22848" aria-describedby="caption-attachment-22848" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22848" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/E.png" alt="Cena do curta-metragem E. Na imagem está a personagem Mariana, uma pessoa branca de cabelos raspados, com uma expressão séria, ela tem os lábios pintados com batom vermelho e a parte inferior do rosto pintada de preto como se fosse uma barba. Ao fundo dela está uma paisagem urbana desfocada. A câmera está focada na lateral do rosto." width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/E.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/E-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/E-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/E-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/E-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22848" class="wp-caption-text">E é um grande manifesto pelo combate à construção social de gênero (Foto: Bianca de Sá)</figcaption></figure>
<p><b>E (Idem, Bianca de Sá e Mariana Zande, Brasil, 2020)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste poema performado, acompanhamos Mariana, que não quer ser mais A e também não quer ser O. De maneira sensível e crítica, as frases narradas contam a história e pensamentos de Mariana, uma “</span><i><span style="font-weight: 400;">pessoa, que não quer ser homem, nem mulher, mas se quiser pode&#8221;. </span></i><span style="font-weight: 400;">Todas as questões de gênero que a personagem enfrenta diariamente são a pauta da reflexão aqui proposta. Os banheiros, os pelos presentes ou não no corpo, a que margem do rio, ou mesmo qual rio quer se banhar e navegar, são parte das divagações apresentadas </span><a href="https://outraspalavras.net/sem-categoria/judith-butler-queer-para-um-mundo-nao-binario/"><span style="font-weight: 400;">acerca da não-binariedade</span></a><span style="font-weight: 400;">. De maneira comovente, </span><i><span style="font-weight: 400;">E</span></i><span style="font-weight: 400;">, em menos de 2 minutos, consegue quebrar os padrões de gênero socialmente estabelecidos e ser um grande manifesto à vida. </span><b>&#8211; Ma Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_22849" aria-describedby="caption-attachment-22849" style="width: 1353px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22849" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Vivi-Lobo-e-o-quarto-magico.png" alt="Cena do curta animado Vivi Lobo e o quarto mágico. Sob um fundo azul marinho estampado estilo papel de parede, estão ao centro Vivi e sua mãe, abraçadas. Vivi é uma garota branca, de cabelos cacheados pretos compridos. Ela usa uma blusa e uma tiara azul piscina. Sua mãe é negra, de cabelos cacheados curtos. Ela usa um suéter amarelo mostarda e uma faixa de nó salmão. Atrás das duas, ao centro, está uma lua bem próxima da câmera e ramos de folhagens verdes. " width="1353" height="704" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Vivi-Lobo-e-o-quarto-magico.png 1353w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Vivi-Lobo-e-o-quarto-magico-800x416.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Vivi-Lobo-e-o-quarto-magico-1024x533.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Vivi-Lobo-e-o-quarto-magico-768x400.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Vivi-Lobo-e-o-quarto-magico-1200x624.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22849" class="wp-caption-text">O curta Vivi Lobo e o quarto mágico foi baseado num livro de mesmo nome, resultado do Trabalho de Conclusão de Curso de Isabelle Santos para bacharel em Comunicação Social &#8211; Publicidade e Propaganda (Foto: Julieta Audiovisual)</figcaption></figure>
<p><b>Vivi Lobo e o quarto mágico (Idem, Isabelle Santos e Edu MZ Camargo, Brasil, 2019)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“[&#8230;] a absorção dos papéis de gênero pelas crianças e como elas, à sua maneira, representam a si e ao outro” </span></i><span style="font-weight: 400;">foi o que Isabelle escreveu no </span><a href="https://acervodigital.ufpr.br/handle/1884/48562"><span style="font-weight: 400;">resumo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seu Trabalho de Conclusão de Curso, que teve como projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">Vivi Lobo e o quarto mágico</span></i><span style="font-weight: 400;">. De forma simples, mas bem trabalhada, o curta fala sobre autoaceitação e sobre os estereótipos de gênero. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vivi é alvo de chacota na escola por seus colegas de classe por seu sobrenome, Lobo, tão ligado à figura masculina. Tendo por base o </span><a href="https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/09/16/mulheres-que-correm-com-os-lobos-long-seller-ganha-folego-na-pandemia.htm"><span style="font-weight: 400;">livro de Clarissa Pinkola Estés</span></a><span style="font-weight: 400;"> e inspirações de poderosas mulheres como </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-40471454"><span style="font-weight: 400;">Frida Kahlo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a jogadora </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/geral-57950650"><span style="font-weight: 400;">Marta Silva</span></a><span style="font-weight: 400;">, a produção não falha em trazer encanto, sutileza e empoderamento para as meninas sobre um tema sensível. Ainda que seus minutos sejam reduzidos, são extremamente preciosos e carismáticos. </span><b>&#8211; Júlia Paes de Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_22850" aria-describedby="caption-attachment-22850" style="width: 1080px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22850 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/quando-elas-cantam.jpg" alt="Cena do curta Quando elas cantam. A cena mostra 3 mulheres negras, sentados em carteiras escolares, cantando sorrindo, olhando umas para as outras." width="1080" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/quando-elas-cantam.jpg 1080w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/quando-elas-cantam-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/quando-elas-cantam-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/quando-elas-cantam-768x480.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22850" class="wp-caption-text">O documentário Quando elas cantam teve um circuito notável em festivais nacionais e internacionais, como o 26ª Festival de Cinema de Vitória, e o X Festival Internacional de Cinema Etnográfico (Foto: Maria Fanchin)</figcaption></figure>
<p><b>Quando elas cantam (Idem, Maria Fanchin, Brasil, 2018)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como pensar sobre liberdade quando se está presa? Essa é a pergunta que a diretora </span><a href="https://www.instagram.com/mariafanchin/"><span style="font-weight: 400;">Maria Fanchin</span></a><span style="font-weight: 400;"> responde em </span><i><span style="font-weight: 400;">Quando elas cantam</span></i><span style="font-weight: 400;">, ao colocar seu curta dentro de um projeto musical realizado na penitenciária feminina da capital de São Paulo. O questionamento do documentário parte de um aspecto específico: segundo o Infopen Mulheres 2017, a população carcerária feminina do Brasil </span><a href="https://www.gov.br/depen/pt-br/sisdepen/mais-informacoes/relatorios-infopen/relatorios-sinteticos/infopenmulheres-junho2017.pdf/view"><span style="font-weight: 400;">cresceu 698%</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre 2000 e 2016; destas, quase 48% estão presas sem passar por um julgamento. Então, quando o filme se propõe a acompanhar parte da rotina daquelas mulheres entre maio de 2016 e agosto de 2017, só pode existir algo a ser abordado: a condição de privação de um direito fundamental ao ser humano de alguém que de já passou por uma vida de </span><a href="https://personaunesp.com.br/never-rarely-sometimes-always-critica/"><span style="font-weight: 400;">violências sistemáticas</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme não faz juízo de valor algum e em nenhum momento importa saber o porquê elas estão ali. A ótica de análise é outra, muito mais profunda, e se estabelece junto da realização do projeto </span><a href="http://www3.eca.usp.br/eventos/voz-pr-pria-concerto-de-detentas-na-ead"><span style="font-weight: 400;">Voz Própria</span></a><span style="font-weight: 400;">, que direciona a energia daquelas mulheres encarceradas numa expressão possível de liberdade pela orientação de </span><a href="https://www.mpbnet.com.br/musicos/carmina.juarez/index.html#:~:text=Gra%C3%A7as%20%C3%A0%20sua%20voz%20afinada,a%20transformaram%20numa%20cantora%20diferenciada."><span style="font-weight: 400;">Carmina Juarez</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sem interferir no curso das coisas preciosas que acontecem naquela sala de aula 2h por semana, o documentário diz muito nas observações que faz daquelas pessoas que compreendem o momento como algo transcendental à sua situação. A Arte pode ser uma ferramenta poderosa de regeneração social. E a liberdade vem </span><i><span style="font-weight: 400;">Quando elas cantam</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_22890" aria-describedby="caption-attachment-22890" style="width: 601px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22890" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/esmaltecurta.png" alt="" width="601" height="346" /><figcaption id="caption-attachment-22890" class="wp-caption-text">Com entrevistas feitas pela diretora, o curta traz histórias pedagógicas de amor próprio (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Esmalte Vermelho Sangue (Idem, Gabriela Altaf, Brasil, 2020)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta chama a atenção por suas cenas de filmes dos anos oitenta, com mulheres em salões de beleza. Mas, basta poucos segundos para a produção mostrar que de boba não tem nada. As cenas são trocadas por tutoriais de beleza disponíveis no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube </span></i><span style="font-weight: 400;">e acompanhado pela voz de mulheres vítimas de violência doméstica, </span><a href="https://mobile.twitter.com/gabrielaaltaf/status/1310323680606552069?lang=bg"><span style="font-weight: 400;">dando seus depoimentos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Infância muito difícil, passou fome, anos depois encontrou um cara bacana mas que batia nela e a ameaçava com faca. 8 anos de um casamento abusivo, abuso suxual e a primeira vez que foi no mercado após o divórcio, não sabia o que gostava de comer. Apanhou na lua de mel, o pai disse que o marido iria amadurecer, mas ele não amadureceu; continuou batendo e insinuando que ninguém acreditaria nas denúncias. Os mistos de sentimentos expressos no curta mostram a importância da </span><a href="http://uspmulheres.usp.br/rede-de-atendimento/"><span style="font-weight: 400;">rede de apoio</span></a><span style="font-weight: 400;"> para mulheres presas em relações abusivas. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_22851" aria-describedby="caption-attachment-22851" style="width: 768px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22851" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/minhahistoria.png" alt="Cena de Minha história é outra.Uma mulher negra de cabelo raspado loiro vestindo shorts jeans e blusa estampada está tirando uma selfie com outra mulher negra de cabelo descolorido shorts jeans e camisa amarela amarrada na frente. Ambas estão de pé em uma cozinha azul clara." width="768" height="320" /><figcaption id="caption-attachment-22851" class="wp-caption-text">Quando além de lésbica se é negra e periférica, sua história é outra (Foto: Agoya Produções)</figcaption></figure>
<p><b>Minha história é outra (Mariana Campos, Brasil, 2019)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amor entre mulheres negras é mais que uma história de amor? Essa é a pergunta que ronda o documentário dirigido por </span><a href="https://www.instagram.com/mhofilme/?hl=pt]"><span style="font-weight: 400;">Mariana Campos</span></a><span style="font-weight: 400;">. O curta carioca discute o movimento LGBTQIA+ e como este exclui a </span><a href="https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2020/07/15/negros-sao-alvo-de-metade-dos-registros-de-violencia-contra-populacao-lgbt-no-brasil-diz-pesquisa.ghtml"><span style="font-weight: 400;">negritude</span></a><span style="font-weight: 400;"> de suas pautas, transformando mulheres pretas e lésbicas em marginalizadas em seu próprio movimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Niázia abre as portas de sua casa para nos deixar assistir uma conversa sincera que tem com outra amiga sáfica sobre precisarem forçar uma feminilidade para terem um maior espaço no </span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Work/noticia/2020/08/mesmo-velado-preconceito-contra-lesbicas-no-mercado-de-trabalho-ainda-e-entrave.html"><span style="font-weight: 400;">mercado de trabalho</span></a><span style="font-weight: 400;">. Leiane, namorada de Camila, reclama sobre o medo de demonstrar afeto na rua. As garotas conseguem, com simplicidade, trazer a tona assuntos tão delicados e importantes. </span><b>&#8211; Mariana Chagas</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
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<figure id="attachment_22852" aria-describedby="caption-attachment-22852" style="width: 1944px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22852" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/as-flores-que-guardei-pra-voce.jpg" alt="Cena do filme As flores que guardei pra você. No lado direito da imagem é possível ver a silhueta de Ju, uma mulher ainda jovem. Ela está de perfil, sua cabeça está inclinada para cima, seus cabelos são lisos e ela usa um coque frouxo. Atrás de si há uma grande janela com vista para parte de alguns prédios da cidade e o céu de um início de anoitecer. " width="1944" height="1092" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/as-flores-que-guardei-pra-voce.jpg 1944w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/as-flores-que-guardei-pra-voce-800x449.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/as-flores-que-guardei-pra-voce-1024x575.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/as-flores-que-guardei-pra-voce-768x431.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/as-flores-que-guardei-pra-voce-1536x863.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/as-flores-que-guardei-pra-voce-1200x674.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22852" class="wp-caption-text">Uma dançarina em busca de uma nova vida (Foto: Aogue Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>As flores que guardei pra você (Idem, Gabi Saegesser, Brasil, 2019)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta-metragem </span><a href="https://www.facebook.com/asfloresqueguardeipravocefilme/"><i><span style="font-weight: 400;">As flores que guardei pra você</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">traz um mistério que com certeza prende o espectador. Ju, uma garota simples, que mora em um pequeno apartamento tradicional com dois gatinhos e que tem o sonho de ser bailarina, precisa se mudar e começar sua vida em outro lugar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diretora Gabi Saegesser traz uma estética muito bonita, a baixa iluminação da grande maioria das cenas e o fato de ser quase impossível ver o rosto da protagonista causa um ar intrigante no curta. Além, claro, dos trechos de poesia lidos ao longo dos 18 minutos e da cena final que encerra a história de forma muito agradável. </span><b>&#8211; Gabrielli Natividade da Silva</b></p>
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<figure id="attachment_22853" aria-describedby="caption-attachment-22853" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22853" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Angela.jpg" alt="Cena do curta-metragem ngela. O cenário da é uma cozinha mal-iluminada em que, da esquerda para a direita, vemos um porta retrato pendurado na parede, uma geladeira com ímãs e potes em cima, uma janela com cortinas fechadas e uma pia com utensílios para fazer café. Ao centro no primeiro plano da foto, vemos a protagonista ngela, uma mulher que aparenta estar na casa dos sessenta anos, de cabelos brancos, usando um vestido marrom e óculos de grau, sentada à mesa lendo livros." width="650" height="447" /><figcaption id="caption-attachment-22853" class="wp-caption-text">Desde seu lançamento em 2019, Ângela já passou por vários festivais e mostras, inclusive em plataformas de streaming, como a MUBI (Foto: Ipê Rosa Produções)</figcaption></figure>
<p><b>Ângela (Idem, Marília Nogueira, Brasil, 2019)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Ângela</span></i><span style="font-weight: 400;"> esbanja simplicidade e afeto ao refletir sobre o envelhecimento. A protagonista homônima, brilhantemente interpretada pela igualmente </span><a href="https://www.otempo.com.br/diversao/teuda-bara-completa-80-anos-e-se-declara-ao-teatro-e-tudo-na-minha-vida-1.2431479"><span style="font-weight: 400;">brilhante Teuda Bara</span></a><span style="font-weight: 400;">, é uma sexagenária que vive na sua rotina de consultas e receitas médicas. Em uma casa que poderia muito bem ser a de nossas avós se não fosse a solidão que toma os dias da personagem, a diretora Marília Nogueira captura o sentimento de enclausuramento: Ângela existe entre as portas fechadas e os diagnósticos pendurados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a vizinha Sueli (Glaucia Vandeveld) começa uma aproximação, as cortinas abertas dão um respiro à sala, o afeto de uma amizade passa a iluminar não só os cômodos da casa, mas Ângela, personagem e curta-metragem. Em contato com outras mulheres da sua idade, a tímida e sensível protagonista derruba suas paredes e irradia o prazer de estar em companhia. </span><a href="https://vimeo.com/355846366"><i><span style="font-weight: 400;">Ângela</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostra que se cuidar ao envelhecer vai além do horário marcado no médico. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_22854" aria-describedby="caption-attachment-22854" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22854" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/obreiras.png" alt=" Cena do curta Obreiras. Fotografia em paisagem. Imagem de um canteiro de obras escuro. A única fonte de luz é uma porta, que abre para um espaço claro, e uma lâmpada acesa no escuro. Uma das protagonistas anda pela porta, segurando um balde." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/obreiras.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/obreiras-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/obreiras-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/obreiras-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/obreiras-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/obreiras-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22854" class="wp-caption-text">Lugar de mulher é na obra! (Foto: Beiras D’Água)</figcaption></figure>
<p><b>Obreiras (Idem, Ana França, Isadora Fachardo e Gabriela Albuquerque, Brasil, 2019)</b></p>
<p><a href="https://youtu.be/WD6K--M2VEg"><i><span style="font-weight: 400;">Obreiras</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">acompanha a rotina diária de quatro pedreiras residentes da região metropolitana de Belo Horizonte: Poliana, Cenir, Adriana e Rosângela. As quatro, ao mesmo tempo que lidam com os estigmas do canteiro de obras – ambiente de trabalho ainda extremamente machista –, relatam a relação delas com a família, a maternidade, estudos e sonhos. Integrando um conjunto de </span><a href="https://www.archdaily.com.br/br/910653/projeto-arquitetura-na-periferia-ensina-mulheres-a-construir-suas-casas"><span style="font-weight: 400;">grupos femininos pioneiros da capacitação civil</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a construção independente de residências por mulheres, elas “</span><i><span style="font-weight: 400;">constroem, além de prédios e casas, novas formas de serem mulheres</span></i><span style="font-weight: 400;">.” </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
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<figure id="attachment_22855" aria-describedby="caption-attachment-22855" style="width: 1013px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22855" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Enraizadas.png" alt="Cena do documentário Enraizadas. A imagem apresenta uma rua lateral, focando nas casas, uma laranja, outra branca e uma terceira, verde. Em frente à casa laranja, sentada no degrau à porta da residência está uma mulher negra trançando o cabelo de outra mulher negra portadora de vitiligo. A trancista está vestindo uma blusa, de manga média, com estampas claras em ocre, branco e dourado e uma bermuda branca. A moça que está com o cabelo sendo trançado está com uma blusa regata estampada em ocre e branco com tons mais escuros e uma calça em tom marrom com aspecto jeans." width="1013" height="713" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Enraizadas.png 1013w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Enraizadas-800x563.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Enraizadas-768x541.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22855" class="wp-caption-text">Enraizadas demonstra toda a importância histórica, social e cultural da trança nagô (Foto: Tarrafa Produtora)</figcaption></figure>
<p><b>Enraizadas (Idem, Juliana Nascimento e Gabriela Roza, Brasil, 2019)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta documental </span><i><span style="font-weight: 400;">Enraizadas </span></i><span style="font-weight: 400;">discute a importância da trança nagô e seus aspectos afetivos, sociais e culturais. Através de relatos de quatro mulheres negras, investiga-se a essência dos seus usos, passando por aspectos pessoais, de empoderamento, de suas origens, do </span><a href="https://www.geledes.org.br/legado-vivo-trancar-o-cabelo-e-mais-do-que-um-codigo-estetico/"><span style="font-weight: 400;">sentimento de pertencimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do entendimento histórico da mesma ligado à </span><a href="http://www.palmares.gov.br/?p=53464#:~:text=Compreende%2Dse%20que%20a%20di%C3%A1spora,entre%20outros%2C%20apesar%20do%20contexto"><span style="font-weight: 400;">afrodiáspora</span></a><span style="font-weight: 400;">. A arte de trançar é abordada em todos os seus aspectos, aprofundando seu significado, apresentando a mesma como uma forma de subsistência às mulheres, permitindo que assim possam ter meios financeiros de criarem seus filhos. Também é utilizada como instrumento de reflexão e de aproximação familiar, e até mesmo de explicação </span><a href="https://educacaointegral.org.br/glossario/etnomatematica/#:~:text=Neste%20entendimento%2C%20a%20Etnomatem%C3%A1tica%20consiste,mundo%20por%20meio%20dessa%20ci%C3%AAncia."><span style="font-weight: 400;">etnomatemática</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Ma Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_22856" aria-describedby="caption-attachment-22856" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22856" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/O-veu-de-Amani.png" alt="Cena do curta O véu de Amani. Duas crianças estão na beirada de um rio, com mata nativa e uma estrada de terra atrás. A mais distante da câmera está sentada com as penas dobradas e os braços sob os joelhos, olhando para frente. Ela usa uma calça branca rosada e um véu azul claro comprido. A outra garota está sentada ao seu lado, mais próxima da câmera, com as pernas esticadas e os braços do lado do corpo. Sua perna esquerda está levemente levantada. Ela usa um biquíni tie-dye em tons de branco, azul e rosa. Ela tem cabelos curtos castanhos e está olhando para a primeira garota. " width="1360" height="565" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/O-veu-de-Amani.png 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/O-veu-de-Amani-800x332.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/O-veu-de-Amani-1024x425.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/O-veu-de-Amani-768x319.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/O-veu-de-Amani-1200x499.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22856" class="wp-caption-text">O curta-metragem recebeu um Kikito, o troféu solar, de Melhor Roteiro de curta-metragem no Festival de Gramado em 2019 (Foto: Inspira Conteúdo Audiovisual)</figcaption></figure>
<p><b>O véu de Amani (Idem, Renata Diniz, Brasil, 2019)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Amani é uma garota do Paquistão que mora no Brasil e que um dia recebe um biquíni de presente da sua amiga. Apesar de uma sinopse extremamente convidativa, </span><i><span style="font-weight: 400;">O véu da Amani</span></i><span style="font-weight: 400;"> falha na questão de desenvolvimento da narrativa. As expectativas eram altas para o desenrolar da história, ainda mais depois do tópico </span><a href="https://www.acnur.org/portugues/2018/11/14/7-mitos-sobre-refugiados/"><span style="font-weight: 400;">refugiado </span><i><span style="font-weight: 400;">versus</span></i><span style="font-weight: 400;"> fugitivo</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A princípio, tudo caminha lentamente, sem grandes saltos e sem grandes curvas. Porém, a perspectiva de uma lição de moral não acontece, ou pelo menos, não explicitamente. Quem possui o conhecimento sobre o assunto consegue captar a mensagem a passos de tartaruga. Dessa forma, faltou ao curta, também </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kFhYVOwdMWE&amp;t=43s"><span style="font-weight: 400;">disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ter um pouco de toque e de um olhar mais apurado, ainda que as intenções de Diniz tenham sido as melhores possíveis. </span><b>&#8211; Júlia Paes de Arruda </b></p>
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<figure id="attachment_22892" aria-describedby="caption-attachment-22892" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22892" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/curtacarne-800x450.jpg" alt="" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/curtacarne-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/curtacarne-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/curtacarne-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/curtacarne-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/curtacarne.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22892" class="wp-caption-text">Carne está qualificado para concorrer ao Oscar 2021 na categoria de curta-metragem documental (Foto: Freak)</figcaption></figure>
<p><b>Carne (Idem, Camila Kater, Brasil, 2019)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Crua, mal passada, ao ponto, passada e bem passada são pontos de consumo da carne, mas, </span><a href="https://vidasimples.co/colunistas/filme-carne-de-camila-kater-brasil-2020/"><span style="font-weight: 400;">Camila Kater</span></a><span style="font-weight: 400;"> vai além, traçando paralelos com corpos femininos que vão desde a infância até a velhice. Guiadas por animações, quase sempre com muitos tons de vermelho presente, cinco mulheres relatam as fases da vida. A escola, a puberdade, o corpo negro hipersexualizado &#8211; com o agravante de que na pirâmide da tolerância, a negra transexual é a última &#8211; menopausa, ter 79 anos anos e se sentir bem após uma longa luta contra o tempo para se sentir dona do próprio corpo. Independente de questões externas, a mulher cresce sofrendo abuso. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_22857" aria-describedby="caption-attachment-22857" style="width: 710px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22857" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/meia-lua-falciforme.png" alt="Imagem do documentário Meia lua Falciforme. No centro da imagem está apenas uma meia lua crescente colorida em vermelho e todo o fundo é preto." width="710" height="394" /><figcaption id="caption-attachment-22857" class="wp-caption-text">A meia lua e toda a dor constante que ela carrega (Foto: Haver Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Meia lua Falciforme (Idem, Débora Evelyn Olimpio e Denise Kelm, Brasil, 2019)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O documentário</span><a href="https://agencia.fiocruz.br/videosaude-da-fiocruz-disponibiliza-documentario-sobre-anemia-falciforme"> <i><span style="font-weight: 400;">Meia lua Falciforme</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> aborda perfeitamente um pouco sobre a doença falciforme, uma das doenças hereditárias mais comuns no Brasil. Em pouco mais de 20 minutos, a doença é retratada não só pela visão médica e científica, mas também pelo ponto de vista de quem passa pelas dificuldades na pele, pessoas simples e comuns que vivem com a dor diária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A forma como os pacientes lidam com a dor e seus desafios e o modo como a doença foi ignorada por tanto tempo apenas por ser conhecida como uma</span><a href="https://radios.ebc.com.br/viva-maria/edicao/2016-11/anemia-falciforme-prevalece-na-populacao-afrodescendente"> <span style="font-weight: 400;">“doença de negros”</span></a><span style="font-weight: 400;"> são alguns dos pontos importantes do documentário. Outro ponto alto é o poema</span><i><span style="font-weight: 400;"> Exercício dos dias</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Alessandra Reis, o qual abre o projeto falando sobre a dor e o fecha com chave de ouro trabalhando a ideia de resistência à doença falciforme.</span><b> &#8211; Gabrielli Natividade da Silva</b></p>
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<figure id="attachment_22858" aria-describedby="caption-attachment-22858" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22858" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/a-felicidade-delas.jpg" alt="Cena do curta-metragem A Felicidade Delas. Na imagem, ao fundo, vemos uma parede com grafites, mal-iluminada, e a sombra da protagonista projetada nela. À direita, no primeiro plano da imagem, vemos uma das protagonistas, um mulher negra, com cabelos pretos e cacheados, vestindo uma blusa azul, sendo iluminada por uma fonte de luz que vem da sua direita. " width="1024" height="424" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/a-felicidade-delas.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/a-felicidade-delas-800x331.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/a-felicidade-delas-768x318.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22858" class="wp-caption-text">A Felicidade Delas é dirigido e roteirizado por Carol Rodrigues, protagonizado por Ivy de Souza e Tamirys Ohanna, e a direção de fotografia é de Julia Zakia (Foto: Manjericão Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>A Felicidade Delas (Idem, Carol Rodrigues, Brasil, 2019)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quebra de expectativas faz </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pokkD3NY7LI"><i><span style="font-weight: 400;">A Felicidade Delas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Sem nomes e sem palavras, as duas protagonistas se encontram após uma perseguição policial em uma manifestação na Marcha da Mulher. No caos do momento, potencializado pela fotografia sensorial e imersiva, a proximidade no espaço, os toques, a tensão, a adrenalina, o barulho&#8230; Tudo leva as duas a se permitirem amadurecer o desejo uma pela outra. E quando o desejo transborda, a enchente vem. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_22859" aria-describedby="caption-attachment-22859" style="width: 1926px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22859" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/ela-viu-aranhas.png" alt="Cena do curta Ela viu aranhas, dirigido por Larissa Muniz. Fotografia em paisagem. A imagem é escura com tom arroxeado e sombras contrastantes. Nela vemos cerca de oito mulheres próximas uma das outras, deitadas, sentadas ou agachadas. Elas vestem roupas de cores primárias e olham para direções diversas." width="1926" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/ela-viu-aranhas.png 1926w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/ela-viu-aranhas-800x449.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/ela-viu-aranhas-1024x574.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/ela-viu-aranhas-768x431.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/ela-viu-aranhas-1536x861.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/ela-viu-aranhas-1200x673.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22859" class="wp-caption-text">O curta experimental-feminista foi a estreia instigante da filmografia de Larissa Muniz, exibido na 24ª Edição da Mostra de Cinema de Tiradentes (Foto: Larissa Muniz)</figcaption></figure>
<p><b>Ela viu aranhas (Idem, Larissa Muniz, Brasil, 2020</b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a chuva, em um pequeno apartamento, várias mulheres se cruzam, falam ao telefone, fumam e cantam. </span><a href="https://vimeo.com/459357958"><i><span style="font-weight: 400;">Ela viu aranhas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um curta experimental que brinca criativamente com a maneira de contar histórias. Conduzindo a narrativa quase como um labirinto, a diretora </span><a href="https://portaldasmanas.wordpress.com/2021/01/29/mana-audiovisual-entrevista-com-a-diretora-larissa-muniz-do-filme-ela-viu-aranhas-que-integra-a-mostra-formacao-na-24-mostra-de-cinema-de-tiradentes/"><span style="font-weight: 400;">Larissa Muniz</span></a><span style="font-weight: 400;"> põe em cena mulheres de existências diversas, que interagem casualmente entre si. Assim, imersos em um sonho lúcido, somos expostos paradoxalmente ao surreal e simultaneamente ao ordinário. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
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<figure id="attachment_22860" aria-describedby="caption-attachment-22860" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22860" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Minha-Raiz.png" alt="Cena do curta Minha Raiz. Nela há uma mulher negra ao centro, ela está sentada se maquiando em frente a um espelho redondo. O espelho está sob uma mesa azul, nela se encontram alguns itens de maquiagem também. A moça está em uma avenida movimentada,ao fundo se encontram pessoas esperando para atravessar a rua e carros, motos e ônibus passando. " width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Minha-Raiz.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Minha-Raiz-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Minha-Raiz-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Minha-Raiz-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Minha-Raiz-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22860" class="wp-caption-text">Minha Raiz demonstra que o preconceito racial se expressa primeiro sobre o cabelo (Foto: Labibe Araújo)</figcaption></figure>
<p><b>Minha Raiz (Idem, Labibe Araújo, Brasil, 2017)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O curta documental e performático </span><i><span style="font-weight: 400;">Minha Raiz</span></i><span style="font-weight: 400;"> aponta um dos primeiros sinais do racismo: o olhar sobre os cabelos. Mesclando relatos com uma performance em uma movimentada avenida, discute como o preconceito age sobre a </span><a href="https://www.geledes.org.br/nao-nasci-pra-ser-bonita-autoestima-da-mulher-negra/"><span style="font-weight: 400;">autoestima da mulher preta</span></a><span style="font-weight: 400;">. O resgate social da questão é muito bem explorado, mostrando como as cenas cotidianas podem ser reveladoras das violências. Qual mulher negra não sofreu comentários sobre o tamanho, formato de seu cabelo? Ou mesmo reconhece o cheiro de uma prancha quente de alisamento? É por meio desta exploração das opressões vividas que as falas ressignificam a importância de assumir seu crespo, a sua herança africana e se amar. </span><b>&#8211; Ma Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_22862" aria-describedby="caption-attachment-22862" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22862" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Corpos-Estrangeiros.png" alt="Cena do curta-metragem Corpos Estrangeiros. A câmera foca no abdômen de uma mulher branca, próxima a virilha. Suas mãos possuem unhas curtas e seus dedos passam sobre a cicatriz da cesárea. Ela usa um anel de ouro no dedo anelar esquerdo e veste uma camiseta branca e uma calcinha bege. " width="1360" height="536" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Corpos-Estrangeiros.png 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Corpos-Estrangeiros-800x315.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Corpos-Estrangeiros-1024x404.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Corpos-Estrangeiros-768x303.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Corpos-Estrangeiros-1200x473.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22862" class="wp-caption-text">Los cuerpos ajenos venceu a 11ª edição do Festival Latino-Americano de Artes Audiovisuais de Universidades Públicas na categoria Melhor Curta-Metragem de competência nacional (Foto: Escuela Nacional de Experimentación y Realización Cinematográfica/Cine Argentino/Jungla Cine)</figcaption></figure>
<p><b>Corpos estrangeiros (Los cuerpos ajenos, Samanta Bianucci, Argentina, 2019)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2021, o curta-metragem </span><i><span style="font-weight: 400;">Los cuerpos ajenos</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um sinal de vitória. Na trama, a ginecologista Valeria precisa lidar com o fato de uma paciente não querer se adaptar, como a própria personagem diz, a uma gravidez. Sendo a Argentina, na época, </span><a href="https://azmina.com.br/reportagens/que-seja-lei-aqui-tambem-as-licoes-que-podemos-aprender-com-a-legalizacao-do-aborto-na-argentina/"><span style="font-weight: 400;">um dos países adeptos a proibição do aborto</span></a><span style="font-weight: 400;">, Valeria vive um dilema de ir em frente ou não com a ilegalidade ao mesmo tempo que também enfrenta problemas morais em relação ao seu próprio corpo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É irônico ver como o título brinca dentro da narrativa quanto fora dela. Na obra, a diretora Samanta Bianucci liga o termo </span><i><span style="font-weight: 400;">estrangeiro</span></i><span style="font-weight: 400;"> a algo fora do próprio corpo, criando um questionamento: até que ponto o que é válido para mim, é válido para o outro? Três anos depois de lançamento do curta, </span><i><span style="font-weight: 400;">estrangeiro</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem referência geográfica, relacionando-se com os países da América do Sul, já que nosso vizinho de disputas de futebol foi o </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/quais-paises-da-america-do-sul-legalizaram-o-aborto-argentina-vota-questao-hoje/"><span style="font-weight: 400;">segundo país</span></a><span style="font-weight: 400;"> a legalizar o aborto. Nesse caso, a situação vivida pelas personagens na trama é o que os corpos de mulheres estrangeiras passam em seus respectivos países. Ao longo de seus 12 minutos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Los cuerpos ajenos</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz essas indagações de forma implícita. </span><a href="https://ponte.org/pais-do-papa-francisco-argentina-se-torna-maior-pais-da-america-latina-a-aprovar-aborto-legal-seguro-e-gratuito/"><i><span style="font-weight: 400;">#QueSeaLey.</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> É assim que se finaliza a obra de Samanta Bianucci, de maneira forte e poderosa. </span><b>&#8211; Júlia Paes de Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_22863" aria-describedby="caption-attachment-22863" style="width: 1350px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22863" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Acende-a-Luz.png" alt="Cena do curta Acende a luz. Nela estão uma mulher e um homem de mais de 60 anos abraçado e nus. A mulher sorri. A imagem está em branco e preto." width="1350" height="569" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Acende-a-Luz.png 1350w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Acende-a-Luz-800x337.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Acende-a-Luz-1024x432.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Acende-a-Luz-768x324.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Acende-a-Luz-1200x506.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22863" class="wp-caption-text">Acende a luz mostra como a sexualidade depois dos 60 anos não deve ser mais um tabu (Foto: André Luiz de Luiz)</figcaption></figure>
<p><b>Acende a luz (Idem, Paula Sacchetta, Brasil, 2020)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste curta, a cineasta </span><a href="http://mirafilmes.net/photographers/paula-sacchetta"><span style="font-weight: 400;">Paula Sacchetta</span></a><span style="font-weight: 400;"> acompanha a escritora </span><a href="https://www.plural.jor.br/noticias/cultura/isabel-dias-investiga-sua-sexualidade-aos-64-anos-no-documentario-acende-a-luz/"><span style="font-weight: 400;">Isabel Dias</span></a><span style="font-weight: 400;"> em sua redescoberta do corpo e da sexualidade. A trilha sonora remete aos clássicos filmes da década de 1950 e imagens que confrontam e debatem o que se espera socialmente e sexualmente de mulheres de mais de 60 anos. A escolha da personagem para narrar e discutir essa questão é extremamente assertiva, uma vez que a mesma carrega em sua trajetória a redescoberta sobre si, o prazer na terceira idade e a desconstrução da imagem da vovó. </span><b>&#8211; Ma Ferreira</b></p>
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<h3>Médias e longas-metragens</h3>
<figure id="attachment_22864" aria-describedby="caption-attachment-22864" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22864" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Filhos-da-Puta.png" alt="Cena do documentário Filhos da Puta. Na imagem há um jovem vestindo uma blusa verde clara e uma calça jeans clara e rasgada. Ele está sentado no chão, atrás dele uma parede azul escura e ao seu lado uma porta branca, de ferro e vidro, está aberta. " width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Filhos-da-Puta.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Filhos-da-Puta-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Filhos-da-Puta-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Filhos-da-Puta-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Filhos-da-Puta-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22864" class="wp-caption-text">Discutir preconceitos e as relações maternas é o que propõe Filhos da Puta (Foto: Coletivo REBU)</figcaption></figure>
<p><b>Filhos da Puta (Idem, Santuzza Alves de Souza, Brasil, 2019)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa deste curta documental, produzido pelo Coletivo REBU, parte da premissa do que é ser um </span><i><span style="font-weight: 400;">filho da puta</span></i><span style="font-weight: 400;">. Brincando com o xingamento popular, o filme fala com os filhos de mulheres que foram </span><a href="https://ponte.org/o-prostibulo-e-a-ultima-fronteira-do-feminismo/"><span style="font-weight: 400;">trabalhadoras sexuais</span></a><span style="font-weight: 400;">, emergindo discussões profundas das falas dessas personagens reais. O entendimento do trabalho de suas mães, o tabu acerca destas trabalhadoras, as visões sociais e familiares que permeiam essa discussão, as relações maternais e o que estas mulheres fizeram com suas vidas é o alvo de reflexão aqui. A direção de </span><a href="https://www.instagram.com/santuzzaas/channel/"><span style="font-weight: 400;">Santuzza Alves de Souza</span></a><span style="font-weight: 400;"> levanta ainda importantes debates sobre preconceito, ativismo e sobre o real significado de família.</span><b> &#8211;</b> <b>Ma Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_22865" aria-describedby="caption-attachment-22865" style="width: 650px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22865" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/torre-das-donzelas.jpg" alt="Cena do filme Terra das donzelas. A cena mostra duas escadas pretas e, entre elas, estão alguns objetos, como mesas e vasos, protegidos por vidro." width="650" height="364" /><figcaption id="caption-attachment-22865" class="wp-caption-text">Contando com a participação de peso de Dilma Rousseff, Torre das donzelas venceu o prêmio de Melhor Documentário no Festival do Rio, o prêmio do júri no Festival de Brasília, e o Prêmio Petrobras na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, todos em 2018 (Foto: Modo Operante Produções)</figcaption></figure>
<p><b>Torre das donzelas (Idem, Susanna Lira, Brasil, 2018)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a repressão da </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/04/01/cultura/1554136024_994794.html"><span style="font-weight: 400;">Ditadura Militar Brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;"> já era terrível, imagine-a associada à misoginia. É neste cenário insuportável que </span><a href="https://canaisglobo.globo.com/assistir/gnt/gntdoc/v/8195285/"><i><span style="font-weight: 400;">Torre das donzelas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> constrói a sua história. Sem abrir as feridas em cicatrização de suas depoentes e sem criar dores em seus espectadores, o documentário é muito bem definido em sua proposta: demonstrar o que homens empoderados podem fazer com as mulheres que não aceitam submeter-se a eles.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme de Susanna Lira nasce do relato de algumas das mulheres perseguidas, torturadas e presas pelo regime que desgovernou o Brasil entre 1964 e 1985. Centenas delas passaram pelo </span><a href="http://memorialdaresistenciasp.org.br/lugares/presidio-tiradentes/"><span style="font-weight: 400;">Presídio Tiradentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, em São Paulo, centro de tortura que ficou conhecido como Torre das donzelas. O lugar foi demolido em 1972, mas as memórias das que ali viveram os piores dias de suas vidas resistem a toda tentativa de destruição. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Então, numa tentativa de criar uma fisicalidade para que essas mulheres enfrentam esses traumas, o filme cria o seu principal artifício reconstruindo aquele lugar. Dentre os depoimentos das que rejeitavam o regime na época &#8211; inclusive o da ex-presidenta </span><a href="https://personaunesp.com.br/alvorada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Dilma Rousseff</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e os testemunhos violentos, o que se destaca é a capacidade que aquelas mulheres tinham de resistir. Quebrando qualquer expectativa idealista, elas relatam que a força vinha do ódio. E assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Torre das donzelas</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz suas mensagens de 40 anos atrás para </span><a href="https://expresso.pt/brasil/2018-10-29-Tanta-gente-parece-ter-se-esquecido-da-Torre-das-Donzelas-1"><span style="font-weight: 400;">os dias de hoje</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_22866" aria-describedby="caption-attachment-22866" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22866" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/diadefolga.png" alt="Cena do documentário dia de folga. Nela está uma mulher branca de cabelos loiros e blusa florida. Ela está de pé na frente de uma tábua, passando uma camisa branca. No fundo há um varal de chão com roupas brancas estendidas, um muro onde algumas plantas estão apoiadas e um prédio de parede clara. " width="800" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/diadefolga.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/diadefolga-768x480.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22866" class="wp-caption-text">“Calma que não dá pra cansar ainda não” (Foto: Paula Huven)</figcaption></figure>
<p><b>Dia de Folga (Idem, Patrícia Antunes, Brasil, 2017)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ser dona de casa já é, por si só, um trabalho dos mais difíceis. Unido a atividades extras e um emprego, se torna um conjunto quase impossível de se tolerar, mas que segue sendo a realidade de muitas mulheres. Em </span><a href="https://metropolionline.com.br/2017/10/17/documentario-retrata-vida-da-mulher-brasileira-e-sua-jornada-exaustiva/"><i><span style="font-weight: 400;">Dia de Folga</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a diretora </span><a href="https://culturalizabh.com.br/index.php/2017/10/19/pre-lancamento-documentario-dia-de-folga/"><span style="font-weight: 400;">Patrícia Antunes</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos leva para acompanhar a rotina cansativa de mães mineiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a fotografia simples de </span><a href="https://www.ateliedaimagem.com.br/galeria/devastacao-paula-huven/"><span style="font-weight: 400;">Paula Huven</span></a><span style="font-weight: 400;">, assistir o documentário é como ter uma conversa sincera com essas mulheres. Sem precisar de muito, ele leva o telespectador a refletir sobre a </span><a href="https://www.telavita.com.br/blog/dupla-jornada-estresse-feminino/"><span style="font-weight: 400;">jornada dupla</span></a><span style="font-weight: 400;"> que elas encaram todo dia e a divisão injusta de atividades domésticas &#8211; isso é, quando sequer há uma divisão. Lançado em </span><span style="font-weight: 400;">outubro de 2017, as questões abordadas na obra continuam dolorosamente atuais.</span> <b>&#8211; Mariana Chagas</b></p>
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<figure id="attachment_22867" aria-describedby="caption-attachment-22867" style="width: 1365px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22867" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Mujeres-por-la-vida.png" alt="Fotografia em paisagem, e em preto e branco, de mulheres marchando nas ruas de Santiago, capital do Chile, segurando uma faixa branca com os dizeres “Mujeres por la vida, junto a lucha de los trabajadores” (Mulheres pela vida, juntas com a luta dos trabalhadores). Atrás, percebe-se edifícios e um poste de luz de arquitetura europeia, e as mulheres vestem longos casacos - o que pressupõe que naquele dia fazia frio." width="1365" height="767" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Mujeres-por-la-vida.png 1365w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Mujeres-por-la-vida-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Mujeres-por-la-vida-1024x575.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Mujeres-por-la-vida-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Mujeres-por-la-vida-1200x674.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22867" class="wp-caption-text">As mulheres foram protagonistas na derrocada da ditadura chilena (Foto: CCDocumental)</figcaption></figure>
<p><b>Hoje e não amanhã (Hoy y no mañana, Josefina Morandé, Chile, 2018)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra documental acompanha a emocionante história das ex-integrantes do movimento de resistência chileno </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulheres pela vida</span></i><span style="font-weight: 400;">, criado em 1983 em meio à </span><a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2019/09/10/internacional/1568135550_217522.html"><span style="font-weight: 400;">sanguinária ditadura de Augusto Pinochet</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sob o lema &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">A liberdade tem nome de mulher</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;, somos convidados a revisitar as formas de protesto curiosas que driblaram a repressão e a censura com, diríamos, um quê de criatividade: desde torcidas organizadas anti-Pinochet em estádios de futebol, até bolas de brinquedo grifadas com o nome do ditador, espalhadas pelas ruas de Santiago para que as pessoas pudessem chutá-las. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A importância do movimento se deu pela capacidade de </span><a href="https://catarinas.info/a-escritura-das-mulheres-chilenas-na-ditadura-de-pinochet/"><span style="font-weight: 400;">mobilização de mulheres</span></a><span style="font-weight: 400;"> das mais diferentes ideologias, em um momento no qual a oposição, de maioria masculina, estava completamente fragmentada. Foi um ponto de inflexão que permitiu que elas ocupassem espaços de poder que, historicamente, eram destinados aos homens &#8211; seja por meio da ocupação das ruas e das universidades, seja por meio da criação artística e intelectual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob uma fotografia crua e intimista, o longa usa de recursos jornalísticos &#8211; como a entrevista e a narração em </span><a href="https://multimedia.journalism.berkeley.edu/tutorials/standups/"><i><span style="font-weight: 400;">voice over</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; e da linguagem visual &#8211; através de registros históricos e animações &#8211; para reconstruir o passado de um país que por muito tempo colocou panos quentes sob as suas feridas. Se hoje o Chile dispõe da primeira </span><a href="https://www.dw.com/pt-br/constituinte-no-chile-ser%C3%A1-a-1%C2%AA-do-mundo-com-paridade-entre-homens-e-mulheres/a-57549110"><span style="font-weight: 400;">Constituição</span></a><span style="font-weight: 400;"> do mundo que garante paridade de gênero, há de agradecer às corajosas militantes do </span><i><span style="font-weight: 400;">Mulheres pela vida</span></i><span style="font-weight: 400;">, que plantaram para sempre o espírito de luta e revolução que tanto nos falta no Brasil. </span><b>&#8211; Gabriela Reimberg</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_22868" aria-describedby="caption-attachment-22868" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22868" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Eu-Um-Outro.jpg" alt="Cena do filme Eu, um outro. Com um enquadramento lateral, Raul Capistrano está deitado numa cadeira de barbeiro. Ele é um homem de cabelos curtos pretos acinzentados, barba e bigode compridos e olhos castanhos escuros. Ao seu lado, um pouco desfocado, está a parte superior até os ombros de um homem de camisa preta. Ele é branco e sua mão direita ajeita o bigode de Raul." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Eu-Um-Outro.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Eu-Um-Outro-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22868" class="wp-caption-text">O longa-metragem foi um dos selecionados na 27ª edição do Festival Mix Brasil, em 2019, na categoria Competitiva Brasil &#8211; Longas (Foto: Oficina de Criação)</figcaption></figure>
<p><b>Eu, um outro (Idem, Silvia Godinho, Brasil, 2019)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A princípio, </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu, um outro</span></i><span style="font-weight: 400;"> começa de modo usual, mostrando a realidade cotidiana de três pessoas: </span><a href="https://www.youtube.com/channel/UCDZD4KvGmjkq-GTb5AXD0nQ"><span style="font-weight: 400;">Luca Scarpelli</span></a><span style="font-weight: 400;">, Raul Capistrano e Thalles Rocha. Demora um certo tempo para o longa-metragem citar seu principal objetivo, mas isso não é uma crítica. De forma totalmente diferente das tramas de identidade de gênero, o filme de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Wkdb3CUOC64"><span style="font-weight: 400;">Sílvia Godinho</span></a><span style="font-weight: 400;"> foca na questão de afeto, construindo uma atmosfera familiar genuína &#8211; sons ambiente, legendas em certos diálogos, algumas imagens desfocalizadas, como se tratasse de uma filmagem caseira de um observador inerente ao cenário.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É dessa forma que a diretora brinca com o título, em que podemos enxergar nós mesmos nos personagens e criar empatia. A denúncia de gigantescas burocracias em cartórios e a militância por relações mais naturais e espontâneas acabam sendo figurantes, mostradas de acordo com a vontade dos protagonistas e sem referi-las de maneira forçada. A própria sinopse já dá esse indicativo ao falar que os três têm </span><i><span style="font-weight: 400;">a urgência de viver uma vida que acaba de começar</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com um final inconclusivo, a produção de Godinho termina de maneira genérica, deixando o espectador aguçado para uma continuação &#8211; ainda que isso não seja possível. </span><b>&#8211; Júlia Paes de Arruda </b></p>
<hr />
<figure id="attachment_22869" aria-describedby="caption-attachment-22869" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22869" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Meu-Corpo-e-Mais.png" alt=" Cena do documentário Meu Corpo é Mais. Na imagem temos uma mulher branca, de cabelos longos e claros, despindo um roupão de seda. Ela está de costas. À sua frente está uma janela, uma cômoda e uma estante, em ambas estão algumas esculturas de bustos e outros objetos de cerâmica." width="1366" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Meu-Corpo-e-Mais.png 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Meu-Corpo-e-Mais-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Meu-Corpo-e-Mais-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Meu-Corpo-e-Mais-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/09/Meu-Corpo-e-Mais-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22869" class="wp-caption-text">Em Meu Copo é Mais, mulheres poderosas relatam suas experiências de ódio, reconhecimento e amor ao próprio corpo (Foto: Jorge Bernardo)</figcaption></figure>
<p><b>Meu Corpo é Mais (Idem, Susanna Lira, Brasil, 2018)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O documentário, roteirizado e dirigido por </span><a href="https://istoe.com.br/cineasta-susanna-lira-diz-que-contar-boas-historias-no-brasil-e-um-desafio/"><span style="font-weight: 400;">Susanna Lira</span></a><span style="font-weight: 400;">, discute o impacto e a ressignificação da gordofobia, por meio do retrato da vida e de falas de mulheres que utilizam seu corpo como luta. A escolha das entrevistas conversa diretamente com as questões político-filosóficas apontadas a respeito da questão. Problematizando o quanto o corpo serve de instrumento de controle e opressão femininas na sociedade, sendo frutos do machismo e alimentados pelos padrões mercadológicos capitalistas. É na visão do outro que se encontram as permissões para ser o que é, e é esse olhar que a cineasta propõe que seja quebrado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O belo é apenas uma construção coletiva. O corpo magro era feio somente quando a maior parte da população não tinha fácil acesso a comida. Com os produtos industrializados mais acessíveis, o contrário passou a ser odiado. Esse </span><a href="https://azmina.com.br/colunas/quando-eu-sentia-apatia-por-meu-proprio-corpo-2/"><span style="font-weight: 400;">ódio</span></a><span style="font-weight: 400;"> alimenta indústrias de cirurgias, produtos de emagrecimento, farmacêuticas, academias e profissionais de saúde que ainda olham a pessoa gorda como alguém doente. É ele que permite com que pessoas sejam intolerantes a corpos gordos e que homens não assumam amar esses corpos. Mas os exemplos de vivência com estas violências, com sua superação e ressignificação é o que faz das entrevistas serem inspiração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de acesso à locais, sendo eles lugares físicos ou de ocupação de trabalho (indústria da moda e cultural) é uma pauta também apresentada aqui. A cineasta narra de maneira excepcional como é viver em um corpo gordo, como o caminho de posicionamento sobre si mesma e auto aceitação é difícil, porém possível. Exemplos como o da </span><a href="https://mundonegro.inf.br/mc-carol-lanca-musica-sobre-a-luta-da-mulher-gorda-e-preta-contra-os-padroes-esteticos/"><span style="font-weight: 400;">MC Carol</span></a><span style="font-weight: 400;">, que durante a infância sofreu com vários traumas por preconceitos acerca de seu peso, e atualmente expressa seu olhar sobre seu corpo por meio de sua Arte. Essa problemática foi apresentada em suas várias perspectivas neste documentário sensível, emocionante e combativo. </span><b>&#8211; Ma Ferreira</b></p>
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		<title>Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime e a tentativa de justificar um homicídio</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Aug 2021 04:03:47 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: o texto a seguir apresenta conteúdo violento que pode servir de gatilho a alguns leitores. Ma Ferreira Em 2012, o empresário Marcos Matsunaga foi morto e esquartejado por sua esposa, Elize Matsunaga. O crime recebeu muito apelo midiático na época e ficou conhecido como Caso Yoki, por conta da empresa alimentícia coordenada por Marcos, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/elize-matsunaga-era-uma-vez-um-crime-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime e a tentativa de justificar um homicídio"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">Aviso: o texto a seguir apresenta conteúdo violento que pode servir de gatilho a alguns leitores.</span></i></p>
<figure id="attachment_22019" aria-describedby="caption-attachment-22019" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22019" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-3.jpg" alt="Cena da série documental Elize Matsunaga: Era uma vez um crime. Na imagem encontra-se Elize, uma mulher branca de cabelos lisos e loiros, ela está com o olhar de lado e com uma expressão ríspida. Usa um vestido preto decotado e de mangas curtas. Ao fundo está uma floresta desfocada." width="1360" height="850" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-3.jpg 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-3-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-3-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-3-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-3-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22019" class="wp-caption-text">O caso da morte de Marcos Matsunaga é revisitado na nova série documental do Netflix (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Ma Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2012, o empresário Marcos Matsunaga foi morto e esquartejado por sua esposa, Elize Matsunaga. O crime recebeu muito apelo midiático na época e ficou conhecido como </span><a href="https://www.modusoperandipodcast.com/episodios/ep-80"><i><span style="font-weight: 400;">Caso Yoki</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, por conta da empresa alimentícia coordenada por Marcos, que também era herdeiro. Na série investigativa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g-E-ZSEFk_s"><i><span style="font-weight: 400;">Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, Elize fala pela primeira vez à uma reportagem a sua versão dos fatos. A produção entrevista amigos do casal, jornalistas que acompanharam o desenrolar das investigações e do julgamento, os advogados, o promotor e o delegado do caso. </span></p>
<p><span id="more-22018"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série documental narra, ao longo de quatro capítulos, todas as nuances que envolvem o crime, deixando alguns questionamentos ao telespectador. Não há na série a pretensão de refazer o julgamento de Elize, mas sim revisitar os acontecimentos, mostrando como era o relacionamento do casal, quais as hipóteses relacionadas ao assassinato, as contradições apresentadas à época do julgamento e como a narrativa foi abordada pela mídia. A </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/07/familia-nao-quer-contato-de-elize-matsunaga-com-filha"><span style="font-weight: 400;">família de Marcos</span></a><span style="font-weight: 400;"> aparece por meio de gravações dos relatos feitos no julgamento, não contribuindo com a produção de </span><a href="https://plantaoenfoco.com.br/entretenimento/o-lado-nunca-ouvido-documentario-de-elize-matsunaga-ja-esta-no-ar/"><span style="font-weight: 400;">Gustavo Mello</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_22020" aria-describedby="caption-attachment-22020" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22020" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-2-2.jpg" alt="Cena da série documental Elize Matsunaga: Era uma vez um crime. Na imagem encontra-se Elize Matsunaga à esquerda, uma mulher branca de cabelos lisos e loiros, ao seu lado encontra-se Marcos Matsunaga, um homem branco, com traços orientais, usando um óculos quadrado e com expressão sorridente. Ele aparenta ser mais velho que Elize." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-2-2.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-2-2-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22020" class="wp-caption-text">A vida do casal Matsunaga foi alvo de especulação da mídia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Ela vivia uma vida de princesa”</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Promotoria, advogados de acusação e amigos contaram a narrativa da Cinderela. Elize teria uma vida maravilhosa após o casamento, sendo muito amada e tendo tudo o que queria. O casal compartilhava de viagens, caças de animais como cervídeos, </span><a href="http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/08/colecao-dos-matsunaga-tem-armas-de-gangster-nazistas-e-james-bond.html"><span style="font-weight: 400;">porte de diversos tipos de armas</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma coleção luxuosa de vinhos e por aí caminhavam seus gostos excêntricos. Nesta visão dos fatos, ela teria agido por ganância e medo de perder uma vida de “princesa”, e por isso teria cometido tal absurdo.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Eu tirei você do lixo</span></i><span style="font-weight: 400;">”</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na versão apresentada por Elize, o marido era controlador e agressivo, fazendo com que vivesse sob constantes ameaças à sua </span><a href="https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/denuncie-violencia-contra-a-mulher/violencia-contra-a-mulher"><span style="font-weight: 400;">integridade física</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ela havia descoberto uma traição por meio de um detetive contratado, estava magoada e temia pelo futuro de sua filha. Em uma discussão acalorada, ela haveria efetuado o disparo com um dos revólveres que tinham em casa. Depois, como um meio de se livrar do corpo, esquartejou-o e separou o mesmo em sacos que posteriormente distribuiu em uma estrada que levava a cidade de Cotia, São Paulo.</span></p>
<figure id="attachment_22021" aria-describedby="caption-attachment-22021" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22021" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-3.jpg" alt="Cena da série documental Elize Matsunaga: Era uma vez um crime. Na imagem encontra-se Elize Matsunaga à esquerda, uma mulher branca de cabelos lisos e loiros, usando um chapéu branco e um óculos de sol, no lado direito está Marcos Matsunaga, um homem branco, com traços orientais, usando um óculos quadrado, ele veste uma blusa polo branca com listras pretas. Eles estão em um ambiente turístico, com uma construção em ruínas ao fundo. O local é aberto e bem ensolarado." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-3.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-3-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-3-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-3-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-3-3-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22021" class="wp-caption-text">A família e os amigos de Marcos alegam que Elize levava uma vida de princesa (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio dessas narrativas principais, se desenvolvem relatos e falas dos entrevistados que alimentam alguns preconceitos, visões extremamente machistas e grandes julgamentos morais. Salienta-se que as interpretações dos entrevistados buscam fazer com que quem assiste procure fazer a sua reflexão sobre o que é narrado e principalmente repensar o caso com sua própria perspectiva. Apesar da narrativa aqui realizar entrevistas com os relacionados ao evento, como faz </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-caso-evandro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Caso Evandro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não espere dessa produção a mesma responsabilidade ao contar esse enredo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns temas importantes são levantados aqui, como os </span><a href="https://esaoabsp.edu.br/Noticia?Nid=184"><span style="font-weight: 400;">ataques machistas que Elize sofre da imprensa</span></a><span style="font-weight: 400;">, da família Matsunaga e mesmo da Promotoria por ser uma ex-garota de programa. Dentro dessa visão, seu caráter é julgado e ela é primeiramente condenada pela </span><a href="https://medium.com/qg-feminista/an%C3%A1lise-document%C3%A1rio-quem-matou-elo%C3%A1-a-imprensa-protagoniza-o-seu-black-mirror-mis%C3%B3gino-a10cbc1e6bc8"><span style="font-weight: 400;">mídia</span></a><span style="font-weight: 400;">. O caso envolve um grande empresário, e nesse sentido, julgava-se que Marcos fosse muito melhor como pessoa do que a esposa, devido a toda a educação e criação familiar que recebeu durante sua vida.</span></p>
<figure id="attachment_22022" aria-describedby="caption-attachment-22022" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22022" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-4-2.jpg" alt="Cena da série documental Elize Matsunaga: Era uma vez um crime. Na imagem encontra-se Elize Matsunaga à esquerda, uma mulher branca de cabelos lisos, loiros e presos em um rabo de cavalo baixo, veste uma roupa clara e um blazer preto e se encontra sentada ao lado de sua advogada. Elize está com uma expressão triste e de cabeça abaixada. A advogada é loira, de cabelos lisos, está vestida de toga, com uma expressão séria e à sua frente está um microfone e as várias laudas dos autos dos processos em sua mesa." width="1200" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-4-2.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-4-2-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-4-2-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-4-2-768x384.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22022" class="wp-caption-text">Cenas do julgamento de Elize são misturadas com relatos gravados dos envolvidos na série documental (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A série, com direção de </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/diretora-da-serie-documental-elize-matsunaga-era-uma-vez-um-crime-fala-sobre-bastidores-da-producao.phtml"><span style="font-weight: 400;">Eliza Capai</span></a><span style="font-weight: 400;">, acerta em mostrar algumas questões como a </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/revista-da-tv/promotora-do-julgamento-de-oj-simpson-encontrou-redencao-apos-serie-de-ryan-murphy-22308596"><span style="font-weight: 400;">misoginia judicial</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o tratamento diferenciado que a investigação têm por se tratar de um assassinato de uma pessoa de grandes posses. Entretanto, talvez para a infelicidade desta produção, recentemente tivemos o lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Caso Evandro</span></i><span style="font-weight: 400;">, que aborda de maneira mais aprofundada e respeitosa um caso criminal brasileiro famoso. Os graves erros de </span><i><span style="font-weight: 400;">Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime </span></i><span style="font-weight: 400;">são as escolhas de falas, o que faz com que alguns dos envolvidos fiquem com ar de personagens caricatos e até mesmo com um tom cômico, o que não deveria ocorrer neste tipo de narrativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas perguntas, respondidas tanto por Elize como pelos amigos de Marcos, com meias respostas, demonstraram a </span><a href="https://www.cartacapital.com.br/sociedade/o-consumo-de-pornografia-favorece-a-violencia-contra-a-mulher/"><span style="font-weight: 400;">compulsão do empresário por pornografia</span></a><span style="font-weight: 400;">, podendo até levar o espectador a pensar que ele teria se envolvido com crimes sexuais, o que não foi investigado e julgado neste caso, não sendo uma pauta necessária à série. O tom de mistério a alguns discursos poderia ter sido apenas retirado na edição final, focando em aspectos de discussão relevantes, como os preconceitos e a violência contra a mulher.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inicialmente, a abordagem da narrativa tenta justificar o ato cometido por Elize, como sendo ou matar ou esperar ser morta, quando alguns outros relatos da narrativa levam a outros caminhos. É certo que a produção tem a intenção de fazer quem assiste repensar sobre todos os eventos, mas tentar explicar </span><a href="https://www.scielo.br/j/prc/a/wj5TxCtBZcmGFMZjFfZgnPB/?lang=pt"><span style="font-weight: 400;">as motivações que levam uma pessoa ao assassinato</span></a><span style="font-weight: 400;"> não deveria ser um dos caminhos, afinal, elas não diminuem a gravidado do ato. A série é interessante para os que </span><a href="https://jovemnerd.com.br/direto-do-bunker/o-que-e-o-true-crime-e-como-ele-tem-aparecido-cada-vez-mais-na-cultura-pop/"><span style="font-weight: 400;">gostam do gênero</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas deve-se ir com poucas expectativas e ter um olhar crítico acerca das escolhas narrativas e de debate aqui apresentadas.</span></p>
<figure id="attachment_22023" aria-describedby="caption-attachment-22023" style="width: 740px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22023" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-5-2.jpg" alt="Cena da série documental Elize Matsunaga: Era uma vez um crime. Na imagem encontra-se Elize Matsunaga, uma mulher branca de cabelos lisos, loiros e presos em um rabo de cavalo, ela veste uma jaqueta verde musgo e está de costas, junto a ela estão três malas de tamanhos médios e pretas.Ela está em um elevador com as portas fechadas. A imagem não está bem focada e apresenta uma vista de cima, interna do elevador. " width="740" height="429" /><figcaption id="caption-attachment-22023" class="wp-caption-text">As cenas da câmera interna do prédio, do elevador, auxiliaram na investigação e foram amplamente divulgadas pela mídia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime</span></i><span style="font-weight: 400;"> narra a história da Cinderela que teve seu castelo incendiado pela violência </span><a href="https://www.institutomariadapenha.org.br/lei-11340/tipos-de-violencia.html"><span style="font-weight: 400;">psicológica e física</span></a><span style="font-weight: 400;"> de seu casamento. A todo momento a série brinca com essa perspectiva, apresentando elementos dos </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/vert-cul-47956959"><span style="font-weight: 400;">contos de fadas</span></a><span style="font-weight: 400;">, como por exemplo, cenas com Elize em uma floresta, trilha sonora como se fosse de uma caixinha de música antiga. É irresponsável na forma como traz as pautas feministas na problematização e na justificativa de algumas ações. E ao se focar nisso, esquece de trazer a problemática principal, a ocorrência de um homicídio de forma responsável, tentando assim justificar o injustificável.</span></p>
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		<title>Cineclube Persona – Julho de 2021</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Aug 2021 19:25:48 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O mês de Julho aterrissou nas Olimpíadas de Tóquio. E entre a emoção ver Rebeca Andrade subindo ao pódio em 1º lugar após performar ao som de Baile de Favela e o orgulho de contemplar nossa Fadinha, Rayssa Leal, se tornar prata no skate, sobrou espaço para assistirmos os lançamentos audiovisuais do mês. Pega a &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-julho-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona – Julho de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><figure id="attachment_22232" aria-describedby="caption-attachment-22232" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-22232 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/capa.jpg" alt="Arte quadrada de fundo na cor roxa. No canto supeior esquerdo, foi adicionado o texto &quot;Julho de 2021”. No centro da imagem, foi adicionado o logo do Persona, e a íris do olho foi pintada na cor lilás. No canto inferior direito, foi adicionado o texto &quot;cineclube persona&quot;. Espalhados pela arte, foram adicionadas quatro fotos com molduras na cor azul claro. As fotos são de produções audiovisuais, sendo: a série Loki da Marvel, com uma foto do rosto do ator Tom Hiddleston que o interpreta. Ele é um homem branco de cabelos pretos, olhos azuis e encara com expressão séria e debochada; O fundo é dourado e brilha como uma auréola atrás da cabeça dele. O filme AmarElo - Ao vivo, com uma foto do rapper Emicida, responsável pelo show do filme. Ele é um homem negro, de cabelo black power e barba rente ao roso, e óculos de grau. Ele usa uma camiseta bege com um círculo amarelo no peito, sua expressão é séria e ele tem um braço estendido para cima, serrando o punho como símbolo de luta. Viúva Negra, filme da Marvel, com uma foto de rosto da atriz Scarlett Johanssen que a interpreta. Ela é uma mulher branca de cabelos ruivos ligeiramente presos atrás da cabeça. Sua expressão é meio sorridente e ela esta de lado, curvando o rosto. E Os Ausentes, primeira série brasileira da HBO Max, com a foto do rosto do casal protagonista Raul e Maria Júlia, interpretados por Erom Cordeiro e Maria Flor. Na imagem, ambos estão um do lado do outro, encostados em uma parede de tijolo cinza. Raul é um homem branco de cabelos pretos e barba comprida, ele veste uma jaqueta preta e sua expressão é séria. Maria Júlia é uma mulher branca de cabelos pretos cacheados na altura dos ombros, sua expressão é séria." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/capa.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/capa-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/capa-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22232" class="wp-caption-text">Destaques de Julho de 2021: Emicida: AmarElo (Ao Vivo), Viúva Negra, Os Ausentes e Loki [Foto: Reprodução/Arte: Nathália Mendes/Texto de Abertura: Ana Júlia Trevisan e Vitor Evangelista]</figcaption></figure><span style="font-weight: 400;">O mês de Julho aterrissou nas Olimpíadas de Tóquio. E entre a emoção ver </span><a href="https://dibradoras.com.br/2021/08/03/rebeca-andrade-uma-campea-inspirada-por-mulheres-mostra-nossa-forca/#:~:text=Medalhista%20em%20uma%20Olimp%C3%ADada%20que,Mostra%20o%20poder%20da%20mulher."><span style="font-weight: 400;">Rebeca Andrade</span></a><span style="font-weight: 400;"> subindo ao pódio em 1º lugar após performar ao som de </span><i><span style="font-weight: 400;">Baile de Favela</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o orgulho de contemplar nossa </span><a href="https://dibradoras.com.br/2021/07/26/skate-e-sim-pra-todo-mundo-nao-e-so-pra-meninos-diz-medalhista-fadinha/"><span style="font-weight: 400;">Fadinha</span></a><span style="font-weight: 400;">, Rayssa Leal, se tornar prata no </span><i><span style="font-weight: 400;">skate</span></i><span style="font-weight: 400;">, sobrou espaço para assistirmos os lançamentos audiovisuais do mês. Pega a pipoca, que o hoje o </span><b>Persona </b><span style="font-weight: 400;">comenta tudo que teve de melhor e de pior na Televisão e na Sétima Arte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">acertou em cheio ao testar um novo formato de disponibilização de filmes. Apostando no bom </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">produziu uma trilogia que foi lançada durante três sextas-feiras. </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/rua-do-medo/"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> teve tudo que os clássicos filmes de terror podem oferecer: reviravoltas, clichês, sexo, casal </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;">, acampamentos e muito sangue.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A queridinha ainda nos presenteou com o </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><a href="https://personaunesp.com.br/amarelo-emicida-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">AmarElo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do Emicida, eternizando toda energia positiva daquela noite de 2019. Quem também registrou todo seu amor pela Música brasileira foi a cantora Gloria Estefan, que trouxe, para os assinantes do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=OPj-0vXtQiw"><i><span style="font-weight: 400;">Sangue Iorubá</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> um documentário explicando todo seu encanto e inspiração pelos nossos ritmos. Além deles, música e documentário também se mesclaram no mais novo &#8211; e delirante &#8211; trabalho de St. Vicent, que tenta captar a essência de Annie Clark.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imagina postar uma </span><i><span style="font-weight: 400;">thread </span></i><span style="font-weight: 400;">em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter </span></i><span style="font-weight: 400;">e ela se transformar num filme? Pois, o que parece absurdo funcionou muito bem com as atuações Riley Keough e Taylour Paige. Incrivelmente, as viagens de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=24KbaKlCDDI"><i><span style="font-weight: 400;">Zola</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> agradaram mais que as de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vXw69MG3ZiQ"><i><span style="font-weight: 400;">Jolt</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O filme de baixo orçamento do </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video </span></i><span style="font-weight: 400;">até traz uma premissa interessante, mas faz com que seu roteiro seja uma sucessão de erros. O aviso que fica é: Nunca Confie em Homens!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">foi liberal na economia e conservadora nos costumes. Com o preço da assinatura do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">mais 70 reais (Não, Mickey, jamais te perdoarei por isso) pudemos abraçar a tradição e assistir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=giiVNWmtUDI"><i><span style="font-weight: 400;">Jungle Cruise</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma típica aventura nos parques do mundo encantado. Ainda na exploração capitalista, nos despedimos de Natasha Romanoff da maneira mais frustrante possível. Não que </span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Viúva Negra</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seja ruim, mas ele deveria ter aparecido no Cineclube de 2013. E não, </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, jamais te perdoaremos por isso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse mês,</span><i><span style="font-weight: 400;"> remakes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e continuações ganham espaço especial entre os lançamentos. O aguardado </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4ake9I0-6vA"><i><span style="font-weight: 400;">Space Jam: Um Novo Legado</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou sem muitas inovações mas carregado de nostalgia para os amantes dos Looney Tunes. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=X-V1jcj2Zt8"><i><span style="font-weight: 400;">Velozes &amp; Furiosos </span></i><span style="font-weight: 400;">9</span></a><span style="font-weight: 400;"> manteve a qualidade da franquia no patamar elevado e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZX60xMo3QB0"><i><span style="font-weight: 400;">Um Lugar Silencioso &#8211; Parte II</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ajuda a amarrar as pontas que ficaram soltas no filme anterior. Já </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=67Z51ceAZ_A"><i><span style="font-weight: 400;">Caçadores de Trolls: A ascensão dos Titãs</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mais cansa o cinéfilo do que cumpre com sua promessa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na TV, o resultado foi mais positivo. A salada de frutas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">atirou para todos os lados: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eXyeTKqNg2s"><i><span style="font-weight: 400;">Outer Banks</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> voltou tão apetitosa quanto antes, enquanto </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JQMeOOallZA"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil: No Escuro Absoluto</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não esquentou o suficiente. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b9DOcfyezD0"><i><span style="font-weight: 400;">Atypical</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">deu tchau deixando saudade, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_-UR-ZjKIjg"><i><span style="font-weight: 400;">Mestres do Universo: Salvando Eternia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou com pé na porta e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=IXsURQxoGe8"><i><span style="font-weight: 400;">Beastars</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">retornou com potencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A querida e estimada </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5YaVfwIG9MI"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca…</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">continua sua jornada como uma das comédias mais importantes da atualidade, esbanjando o frisson juvenil que muito nos conforta em tempos de pandemia. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wZQnE8PfQSc"><i><span style="font-weight: 400;">Young Royals</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos serviu o suco da aclamação: Suécia, uma família real cheia de problemas e um romance LGBTQIA+ proibido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegou a primeira produção nacional, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3YhLFVYFnDU"><i><span style="font-weight: 400;">Os Ausentes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além disso, a joia rara </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HX0qXjHqNp0"><i><span style="font-weight: 400;">genera+ion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente foi disponibilizada aqui, dando vasta visibilidade para essa turminha do barulho, que navega em problemas adolescentes do jeito mais identificável possível: quebrando a cara.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na casa do rato, </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Loki</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">adiou suas conclusões a fim de nos apresentar o Multiverso, em adição ao maior personagem da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel </span></i><span style="font-weight: 400;">de 2021, o Loki Jacaré. A segunda temporada de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=RnEWqPc5EhI"><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical: A Série: O Musical</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (ufa) acabou meio sem pé nem cabeça, totalmente incerta da história que queria contar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na</span><i><span style="font-weight: 400;"> Rede Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">, acabou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h4KyrnC4OTM"><i><span style="font-weight: 400;">No Limite</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e nem a merecida vitória de Paula ganhou as manchetes. Na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, o xodó </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WhJZDmsGsvM"><i><span style="font-weight: 400;">The Bold Type</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> encerrou sua jornada na TV de maneira tímida, e a versão espanhola da competição de </span><i><span style="font-weight: 400;">drags </span></i><span style="font-weight: 400;">de RuPaul, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DMpUhA8W6ME"><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race España</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, divertiu mais que qualquer outra coisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pulando de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><b>Editoria do Persona</b><span style="font-weight: 400;"> passeia pelos grandes lançamentos de </span><b>Julho de 2021</b><span style="font-weight: 400;"> e dá as dicas imperdíveis do que de melhor está borbulhando no meio audiovisual. Se prepara para mergulhar em animações instigantes, filmes de terror imperdíveis e até mesmo em uma das melhores produções do ano passado (</span><i><span style="font-weight: 400;">spoiler:</span></i><span style="font-weight: 400;"> envolve uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8i6yzElUQxQ"><span style="font-weight: 400;">vaquinha</span></a><span style="font-weight: 400;"> chegando nos Estados Unidos).</span></p>
<p><span id="more-21795"></span></p>
<h3>Cinema</h3>
<figure id="attachment_22183" aria-describedby="caption-attachment-22183" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22183" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/rua-do-medo-1994.jpg" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1994 - Parte 1. É noite e uma figura encapuzada usando uma máscara de caveira olha para a câmera. Ela está dentro de uma casa, segurando um tecido ensanguentado com as mãos. Atrás dela, à esquerda, uma janela aberta com algumas árvores de fora. Do lado direito, uma cortina bege aberta, um abajur branco, uma parede amarela e um quadro pendurado nela." width="1400" height="700" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/rua-do-medo-1994.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/rua-do-medo-1994-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/rua-do-medo-1994-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/rua-do-medo-1994-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/rua-do-medo-1994-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22183" class="wp-caption-text">Não é difícil captar as inspirações de Rua do Medo, mas ainda é divertido identificá-las (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Rua do Medo: 1994 &#8211; Parte 1 (Fear Street: 1994, Leigh Janiak)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira parte da trilogia de filmes de terror da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> inspirados na série de </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/07/criador-de-rua-do-medo-se-diz-chocado-com-adaptacao-da-netflix"><span style="font-weight: 400;">livros de R.L. Stine</span></a><span style="font-weight: 400;"> chegou no início do mês e nos apresentou à realidade sombria de Shadyside, uma pequena cidade do interior americano assombrada por assassinos seriais aparentemente inexplicáveis e que deram à ela a sombria alcunha de </span><i><span style="font-weight: 400;">Killer Capital, USA</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seus adultos vivem em estado de alerta enquanto juventude ou quer fugir ou já aceitou seu destino sombrio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É em 1994 que a história começa &#8211; e quase termina &#8211; no início da trilogia da diretora Leigh Janiak: quando a rixa entre Shadyside e Sunnyvale, a cidade vizinha incrivelmente bem sucedida, leva a um acidente que perturba o espírito de uma infame bruxa e coloca um grupo de adolescentes na luta contra forças sobrenaturais (e seus próprios traumas).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que a ambientação seja clichê e os sustos não fujam do esperado, </span><i><span style="font-weight: 400;">1994</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma ótima homenagem a clássicos do gênero como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=T5ke9IPTIJQ"><i><span style="font-weight: 400;">Halloween: A Hora do Terror</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dCVh4lBfW-c"><i><span style="font-weight: 400;">A Hora do Pesadelo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com uma </span><a href="https://olhardigital.com.br/2021/07/02/cinema-e-streaming/diretora-comenta-abordagem-da-trilogia-de-terror-rua-do-medo/"><span style="font-weight: 400;">reviravolta maravilhosamente </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no seu elenco desafortunado de jovens, propelindo a trama (e consequentemente a trilogia) com uma história de romance frágil e doce. </span><b>&#8211;</b> <b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_22180" aria-describedby="caption-attachment-22180" style="width: 640px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22180" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/1166793.jpg-c_640_360_x-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg" alt=" Cena do filme Rua do Medo: 1978 - Parte 2. Na imagem, observamos a personagem Ziggy Berman caída ao chão, com uma expressão de medo no rosto. Ela é uma menina branca de cabelos ruivos e veste uma regata branca listrada. Há traços de sangue por sua face e seu corpo." width="640" height="360" /><figcaption id="caption-attachment-22180" class="wp-caption-text">Sadie Sink atua brilhantemente na tensa carnificina dos anos 70 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Rua do Medo: 1978 &#8211; Parte 2 (Fear Street: 1978, Leigh Janiak)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apostando ainda mais alto em reavivar o subgênero </span><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos oferece </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1978-parte-2-critica/"><span style="font-weight: 400;">a</span> <span style="font-weight: 400;">segunda parte de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sua nova franquia de terror. A sequência pode até permanecer com direção e roteirização guiadas por Leigh Janiak, mas a construção e execução dos crimes do </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killer</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Jason Voorhees, a reconfiguração no </span><i><span style="font-weight: 400;">timing</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos sustos, bem como a renovação do apelo dado a mitos sobrenaturais, superam as frustrações atribuídas ao</span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1994-parte-1-critica/"> <span style="font-weight: 400;">primeiro filme da trilogia</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela falta de sangue e profundidade enigmática. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O retorno à Shadyside? Mais brutal que</span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"> <span style="font-weight: 400;">Olivia Rodrigo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apimentada, em sua maior parte, pelo choque de personalidades e pela inegável conexão entre as irmãs Ziggy (Sadie Sink) e Cindy (Emily Rudd), a narrativa cria vida (ou morte) em um típico acampamento juvenil. No entanto, surpreende ao jogar a comicidade para escanteio e se entregar a uma versão mais aterrorizante, visceral e violenta do cenário desesperador instalado no decorrer da trama. A ambientação, comum em dezenas de </span><i><span style="font-weight: 400;">slashers</span></i><span style="font-weight: 400;"> de sucesso, obtém êxito em </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/rua-do-medo-netflix-easter-eggs-terror.html#list-item-1"><span style="font-weight: 400;">honrar clássicos do terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> bem mais que o início da tríade &#8211; tudo sem perder de vista a originalidade </span><i><span style="font-weight: 400;">gore</span></i><span style="font-weight: 400;"> que o horror espera, atualmente, de seus filmes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, o aprofundamento dos massacres e o magnetismo de uma </span><i><span style="font-weight: 400;">final girl</span></i><span style="font-weight: 400;"> de respeito se unem às metas mal definidas dos impactos sombrios que a bruxa Sarah Fier (Elizabeth Scopel) insiste em causar. Esse é o tripé responsável por manter o fôlego que a trilogia precisava encontrar antes de seu término. Assim, a história instiga horripilantemente seus espectadores a concluírem o cerne de tantas maldições em </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1666-parte-3-critica/"><i>Rua do Medo: 1666 &#8211; Parte 3</i></a><em><span style="font-weight: 400;">.</span></em> <b>&#8211; Vitória Vulcano</b></p>
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<figure id="attachment_21798" aria-describedby="caption-attachment-21798" style="width: 1210px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21798" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/cineclube-rua-do-medo-3.jpg" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1666. Ao centro em uma caverna escura, vemos Sarah Fier, uma mulher branca, de cabelos castanhos enrolados, aparentando ter cerca de 20 anos, vestindo roupas e um xale de campo amarronzados e segurando uma tocha acesa." width="1210" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/cineclube-rua-do-medo-3.jpg 1210w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/cineclube-rua-do-medo-3-800x360.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/cineclube-rua-do-medo-3-1024x460.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/cineclube-rua-do-medo-3-768x345.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/cineclube-rua-do-medo-3-1200x540.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21798" class="wp-caption-text">Fã de terror, a diretora <a href="https://www.youtube.com/watch?v=nzorMysyFjk">Leigh Janiak</a> fez questão de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=4jwW0sk5_x8">encher</a> a trilogia Rua do Medo com <a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/7-easter-eggs-apavorantes-de-rua-do-medo-parte-2-1978-da-netflix-stephen-king-david-bowie-e-mais-lista/">referências</a>, de Stephen King aos filmes clássicos do gênero (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Rua do Medo: 1666 &#8211; Parte 3 (Fear Street: 1666, Leigh Janiak)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Maldição de Shadyside chega ao fim (por enquanto) junto da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=u6jfv-D-QjA"><span style="font-weight: 400;">trilogia </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que garantiu a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pj9lGrRIR-w"><span style="font-weight: 400;">diversão</span></a><span style="font-weight: 400;"> em três sextas-feiras seguidas na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Depois de sermos apresentados às assombrações esporádicas que assolam a cidade no promissor </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1994-parte-1-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1994</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e revisitarmos o Massacre de Nightwing no nostálgico e excitante </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1978-parte-2-critica/#more-21689"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1978</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na parte final da sequência, </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1666-parte-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1666</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://screenrant.com/fear-street-movies-timeline-killers-events-explained/"><span style="font-weight: 400;">voltamos</span></a><span style="font-weight: 400;"> à origem da lenda da bruxa Sarah Fier.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através dos olhos de Deena (Kiana Madeira), os eventos que levaram à </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=B8BjVmKJnPY"><span style="font-weight: 400;">maldição</span></a><span style="font-weight: 400;"> da marginalizada cidadezinha se revelam diferentes do que as más línguas contam. Em uma primeira parte menos </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/07/fear-street-trilogy-gore-1234647235/"><span style="font-weight: 400;">sangrenta</span></a><span style="font-weight: 400;"> mas igualmente surpreendente, o </span><a href="https://cinepop.com.br/as-10-sequencias-de-terror-slasher-mais-famosas-do-cinema-203241/"><i><span style="font-weight: 400;">slasher</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">dos anos 70 e o </span><a href="https://www.thewrap.com/fear-street-part-one-1994-stranger-things-connections-duffer/"><span style="font-weight: 400;">colorido</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos anos 90 dão lugar à uma </span><a href="https://bloody-disgusting.com/editorials/3674787/fear-street-shines-light-horrors-history-patriarchal-society/"><span style="font-weight: 400;">amedrontadora</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tensa paisagem bucólica, impossível de não ser comparada ao da icônica </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-bruxa-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">A Bruxa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e o sangue </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OLRGhw63D0E"><i><span style="font-weight: 400;">ketchup</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é substituído pelo suspense. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o passado desvendado e um </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist </span></i><span style="font-weight: 400;">que reengata onde a narrativa parou, </span><i><span style="font-weight: 400;">1666 </span></i><span style="font-weight: 400;">corrige a </span><a href="https://www.atrevida.com.br/noticias/tv-e-series/diretora-de-rua-do-medo-fala-sobre-regras-mitologicas-envolvendo-a-bruxa-sarah-fier.phtml"><span style="font-weight: 400;">história de Sarah Fier</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, em um desfecho rápido e cheio de cenas eufóricas e divertidas, encerra a trilogia idealizada pela diretora </span><a href="https://bloody-disgusting.com/movie/3674482/future-fear-street-leigh-janiak-hopes-make-teen-horror-netflix/"><span style="font-weight: 400;">Leigh Janiak</span></a><span style="font-weight: 400;">. Agora, </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/07/diretora-de-rua-do-medo-quer-tornar-franquia-o-mcu-do-terror"><span style="font-weight: 400;">cabe à </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> decidir se o </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/07/explicamos-o-final-de-rua-do-medo-parte-3"><span style="font-weight: 400;">final feliz</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Shadyside vai durar ou não… e esperamos que não. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_22192" aria-describedby="caption-attachment-22192" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22192" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Ar-condicionado-800x344.jpg" alt="Cena do filme Ar Condicionado. Mostra de perto um homem negro de olhos fechados, cabelo curto e barba grisalha com os dois braços apoiados através da janela aberta de um carro. Ele é banhado por uma luz azul. O teto do carro é iluminado por uma luz amarela." width="800" height="344" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Ar-condicionado-800x344.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Ar-condicionado-1024x440.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Ar-condicionado-768x330.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Ar-condicionado.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22192" class="wp-caption-text">Ar Condicionado tem sua estreia no Brasil exclusivamente pela MUBI (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><b>Ar Condicionado (Idem, Fradique)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ar: o fluido que respiramos. Condicionar: tornar dependente de condição, acondicionar. É a partir da contradição entre o natural e o artificial, da condicionalização daquilo que é essencial que </span><a href="https://mubi.com/pt/films/air-conditioner"><i><span style="font-weight: 400;">Ar Condicionado</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">tem seu ponto de partida. O filme do diretor angolano </span><a href="https://www.google.com/amp/s/www.papodecinema.com.br/entrevistas/ar-condicionado-prefiro-ver-o-filme-numa-sala-de-cinema-mas-nao-podemos-impor-dogmas-diz-o-cineasta-angolano-fradique/"><span style="font-weight: 400;">Fradique</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem uma premissa inusitada: os ar-condicionados (apelidados de ACs) dos prédios de Luanda começam a cair sem razão aparente. Em meio ao mistério, Matacedo tem a missão de trazer o AC de seu chefe consertado, o que o leva a uma estranha jornada pela capital angolana. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama ganha camadas de </span><a href="https://medium.com/pipoca-projetor/cinco-bons-filmes-de-realismo-fant%C3%A1stico-que-estimulam-a-imagina%C3%A7%C3%A3o-do-espectador-3292a80b6802"><span style="font-weight: 400;">realismo fantástico</span></a><span style="font-weight: 400;"> quando percebermos que saber a razão dos incidentes frequentes talvez não seja a pergunta mais importante a ser feita. Os ar-condicionados passam de meros resfriadores a causadores de fatalidades, armazenadores da memória humana, tornando-se até razão para o luto. Mesmo com o frescor de descobrir o Cinema de outras partes do mundo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Ar Condicionado </span></i><span style="font-weight: 400;">por vezes pode cansar com seu protagonista vagando no labirinto urbano, sem levar a história para uma direção evidente. Ainda assim, a multiplicidade de interpretações gerada pela imagem dos ar-condicionados torna o filme emblemático, levando-nos a aceitar que na selva de pedra, ninguém consegue respirar.</span><b> &#8211; João Batista Signorelli</b></p>
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<figure id="attachment_22184" aria-describedby="caption-attachment-22184" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22184" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/trollhunters.jpg" alt="Cena do filme Trollhunters: A ascensão dos titãs. É noite e os heróis, finalmente reunidos, se preparam para enfrentar sua maior ameaça. Da direita para a esquerda, os alienígenas: Krel (Diego Luna), Vex (Nick Offerman), e Aja (Tatiana Maslany). Todos eles tem pele azul e usam armaduras azul-escuras. Krel e Aja possuem dois pares de braços e Vex é maior que eles. Krel segura uma espada futurista azul brilhante e Aja segura um dispositivo semicircular. No centro da imagem, Jim (Emile Hirsch), um humano, caucasiano, de jeans e blusa azul, segura Excalibur, uma espada dourada. À direita de Jim, os trolls: Blinky (Kelsey Grammer) e Aaarrrgghh!!! (Fred Tatasciore). Ambos tem a pele de pedra, mas Blinky é azul e Aaarrrgghh!!! é cinza. Blinky é um pouco maior que Jim e tem três pares de olhos, mas Aaarrrgghh!!! é um pouco maior que Vex e possui pelo verde nas costas. Em cima de Aaarrrgghh!!!, Toby (Charlie Saxton), um humano caucasiano pequeno usando uma armadura de bronze com uma lanterna no capacete e segurando um martelo flamejante. Na frente deles, Claire (Lexi Medrano), uma humana latina com uma armadura púrpura com luz mágica nas duas mãos. Do lado direito dela, Douxie (Colin O’Donoghue), um mago caucasiano de cabelo preto usando um moletom preto e com mágica azul saindo das mãos. Atrás deles há uma van estacionada, e atrás dela, uma floresta em chamas. Eles são iluminados pela luz de um holofote atrás deles." width="1000" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/trollhunters.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/trollhunters-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/trollhunters-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22184" class="wp-caption-text">A união entre as narrativas de trolls, alienígenas e magos foi a grande promessa de A ascensão dos Titãs (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Caçadores de Trolls: A ascensão dos Titãs (Trollhunters: Rise of the Titans, Johanne Matte, Francisco Ruiz-Velasco e Andrew L. Schmidt)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A conclusão da série de </span><a href="https://feededigno.com.br/serie/cacadores-de-trolls-conheca-os-herois-da-franquia/"><span style="font-weight: 400;">histórias criada por Guillermo del Toro</span></a><span style="font-weight: 400;"> chega na forma de um longa com a cruel tarefa de unir todas as tramas apresentadas nos </span><i><span style="font-weight: 400;">Contos de Arcadia</span></i><span style="font-weight: 400;"> e levá-las a um fim com o esperado embate contra a Ordem Arcana. Infelizmente, </span><i><span style="font-weight: 400;">A ascensão dos Titãs</span></i><span style="font-weight: 400;"> não suporta o peso de seu enredo estufado e se arruína na hora de entregar um final satisfatório para aqueles que vinham acompanhando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VK81RXn2Bm8"><span style="font-weight: 400;">seus personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde 2016.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A qualidade da animação é um dos poucos pontos fortes do filme que, junto com a fotografia, elevam a batalha dos defensores de Arcadia contra os gigantescos Titãs em lutas espetaculares que ecoam </span><a href="https://screenrant.com/trollhunters-rise-titans-trailer-netflix-guillermo-del-toro/"><i><span style="font-weight: 400;">Pacific Rim</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. No entanto, há tantos personagens e subtramas inconsequentes que fica até difícil prestar atenção quando algo genuinamente divertido acontece.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São os personagens de </span><i><span style="font-weight: 400;">Caçadores de Trolls</span></i><span style="font-weight: 400;"> que mais sofrem na transição de formato, sendo relegados ou à piadas recorrentes ou apenas aparecendo para cumprir tabela, sem relação direta com os eventos que se desenrolam. A única parte épica do longa está na escala da decepção que seu final causa: não só desperdiça todo restante do filme como também todas as séries que o precederam em uma decisão final verdadeiramente deplorável. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<p><figure id="attachment_22171" aria-describedby="caption-attachment-22171" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22171" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/img1.jpg" alt="Cena do filme The Nowhere Inn. Fotografia em modo paisagem, com bordas laterais pretas. Em plano médio está Annie Clark com uma pistola apontada para frente. Annie é uma mulher branca, de aproximadamente 35 anos, olhos verdes e cabelo liso, curto e preto. Ela veste um chapéu de cowboy marrom, uma camisa preta, jaqueta de couro branca com franjas e usa batom vermelho. Ao lado está uma mulher idosa de aproximadamente 60 anos. No fundo está uma varanda branca com árvores." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/img1.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/img1-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/img1-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/img1-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/img1-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/img1-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22171" class="wp-caption-text">Escrito e protagonizado por Annie Clark (a.k.a. St. Vincent) como ela mesma, o mocumentário teve estreia no Festival de Sundance 2020 [Foto: Topic Studios]</figcaption></figure><b>The Nowhere Inn (Idem, Bill Benz)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando </span><a href="https://musicnonstop.uol.com.br/do-experimentalismo-ao-fenomeno-pop-por-que-st-vincent-e-uma-das-maiores-artistas-da-nossa-epoca/"><span style="font-weight: 400;">St. Vincent</span></a><span style="font-weight: 400;"> decide fazer um documentário, é certo que sua abordagem não será convencional. Em </span><a href="https://youtu.be/WWaWaedQoow"><i><span style="font-weight: 400;">The Nowhere Inn</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a artista nos carrega junto nos bastidores da turnê de </span><a href="https://open.spotify.com/album/4RoOGpdrgfiIUyv0kLaC4e?si=fLuUicshTMOp_J9NUMmaBQ&amp;dl_branch=1"><i><span style="font-weight: 400;">MASSEDUCTION</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde conhecemos a verdadeira cara por trás do pseudônimo enigmático dos palcos, Annie Clark – ou pelo menos achamos que sim. Ficção e autobiografia se entrelaçam num pseudo-documentário à la David Lynch, nos levando conscientemente a não entender nada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A premissa inicial do longa é de documentar a essência da real Annie Clark ao lado da amiga e cineasta </span><a href="https://twitter.com/st_vincent/status/1394702077872406530?s=20"><span style="font-weight: 400;">Carrie Brownstein</span></a><span style="font-weight: 400;">. Juntas, as amigas iriam criar um relato metaficcional sobre a essência artística de Clark, mas que rapidamente revela divergências criativas. O que começa de maneira clara, logo se transforma num delírio delicioso. A realidade é fragmentada e não é mais possível distinguir o que é autêntico e o que é espetáculo em meio à cores vibrantes, figurinos deslumbrantes, uma trilha sonora com versões inéditas das canções de St. Vincent e </span><i><span style="font-weight: 400;">cowboys</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem é fã, a diversão é garantida. Contudo, aos não familiarizados, a experiência pode se tornar desapegada quando o foco narrativo do longa não é a história em si. Entre bizarrices divertidíssimas, nos deleitamos ao ver uma St. Vincent totalmente diferente de suas personas performáticas, como </span><i><span style="font-weight: 400;">nerd </span></i><span style="font-weight: 400;">jogando </span><a href="https://www.nintendoenthusiast.com/st-vincent-admits-to-playing-300-hours-of-breath-of-the-wild/"><i><span style="font-weight: 400;">Nintendo Switch</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou até mesmo contracenando como namorada da atriz </span><a href="https://uproxx.com/indie/st-vicent-carrie-brownstein-nowhere-inn-trailer/"><span style="font-weight: 400;">Dakota Johnson</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com proposta óbvia de não ser levada a sério, Annie Clark nos convida a adentrar numa fantasia surrealista e embarca quem quer. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
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<figure id="attachment_22203" aria-describedby="caption-attachment-22203" style="width: 1120px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22203" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Jungle-Cruise.jpg" alt="Cena do filme Jungle Cruise exibe uma mulher branca e um homem samoano em cima de um barco num rio. A mulher tem cabelo loiro longo e veste uma camisa verde. O homem usa uma boina e veste uma camisa cinza com suspensórios. " width="1120" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Jungle-Cruise.jpg 1120w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Jungle-Cruise-800x300.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Jungle-Cruise-1024x384.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Jungle-Cruise-768x288.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22203" class="wp-caption-text">Jungle Cruise sabe aproveitar o caminho que leva até o objetivo (Foto: Walt Disney Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Jungle Cruise (Idem, Jaume Collet-Serra)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://personaunesp.com.br/me-sinto-bem-com-voce-critica/"><span style="font-weight: 400;">pandemia</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez com que todos os estúdios precisassem se adaptar. No caso da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, a empresa optou por vender seus lançamentos no formato de </span><i><span style="font-weight: 400;">Premier Access </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">além da tradicional exibição nos cinemas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Jungle Cruise</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">nova aventura lançada nesse formato híbrido, diverte e cativa de tal forma que nos faz relembrar da força das histórias que viajam pelo desconhecido. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no parque temático da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, o filme conta a história da Dra. Lily Houghton (</span><a href="https://personaunesp.com.br/um-lugar-silencioso-critica/"><span style="font-weight: 400;">Emily Blunt</span></a><span style="font-weight: 400;">), que pede ajuda ao capitão Frank Wolff (Dwayne Johnson) para levá-la à Amazônia em seu barco caindo aos pedaços. Juntos, procuram por uma árvore ancestral que pode curar qualquer doença.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Jungle Cruise </span></i><span style="font-weight: 400;">não tem medo de abraçar a fantasia. O diretor Jaume Collet-Serra aproveita as possibilidades dos efeitos especiais para construir uma jornada colorida e vibrante como a natureza. Em tempos que parecem valorizar demais o </span><a href="https://personaunesp.com.br/bravura-indomita-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">realismo</span></a><span style="font-weight: 400;">, é bom ver o retorno de aventuras mais tradicionais e escapistas como essa. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_22210" aria-describedby="caption-attachment-22210" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22210" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/umaclassicahistoriadeterror-filmenetflixterror.jpg" alt="A imagem retangular é uma cena do filme. Centralizada e ligeiramente à esquerda há uma mulher jovem adulta e branca de cabelo liso e castanho escuro até a altura do peito. Ela possui um rosto magro e sobrancelhas finas. Ela usa uma camiseta verde de manga longa e empunha uma escopeta. Vemos ela da cintura para cima e ela está com o rosto cheio de sangue e as mãos ensanguentadas com faixas ao redor. Ao fundo vemos uma floresta verde cheia de árvores." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/umaclassicahistoriadeterror-filmenetflixterror.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/umaclassicahistoriadeterror-filmenetflixterror-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/umaclassicahistoriadeterror-filmenetflixterror-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/umaclassicahistoriadeterror-filmenetflixterror-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22210" class="wp-caption-text">A atriz italiana Matilda Lutz interpreta a personagem principal em Um Clássico Filme de Terror (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Um Clássico Filme de Terror (A Classic Horror Story, Roberto De Feo e Paolo Strippoli)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando uma obra-prima cinematográfica vem à vida, logo nos vem à mente a seguinte pergunta:</span><i><span style="font-weight: 400;"> o que o diretor não faria para alcançar tamanha perfeição? </span></i><span style="font-weight: 400;">Talvez </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/um-classico-filme-de-terror-10-easter-eggs/"><i><span style="font-weight: 400;">Um Clássico Filme de Terror</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não seja uma obra-prima, mas dizer que seu “diretor” deu o sangue para alcançar esse mesmo objetivo é inegável. O longa italiano lançado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> mescla um pouco do terror clichê (como já propõe o próprio nome) com um toque moderno e, infelizmente, batido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Começando pela fórmula reciclada, o </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist </span></i><span style="font-weight: 400;">e sua intenção inovadora já não é mais um plano de ação fresco no mundo do Cinema, mesclar elementos demoníacos com o controle humano já não causa mais a mesma surpresa. Porém, é o cenário da não tão Santíssima Trindade mafiosa que cria o melhor elemento do filme: a </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2021/critica-classico-filme-de-terror-netflix.html"><span style="font-weight: 400;">metalinguagem</span></a><span style="font-weight: 400;">. Dentro do ambiente cinematográfico onde há outro ambiente cinematográfico, perdemos a noção de quem está no comando e o que é real ou não. Ao final, no melhor estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">Casamento Sangrento</span></i><span style="font-weight: 400;">, nossa bambina se despede da maneira mais satisfatória possível. </span><b>&#8211; Vitor Tenca</b></p>
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<figure id="attachment_22208" aria-describedby="caption-attachment-22208" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22208" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/imagem1-space-jam-a-new-legacy.jpg" alt="Cena do filme Space Jam 2, que mostra Lebron James e Pernalonga. Lebron é alto, negro e usa uniforme azul e laranja. Pernalonga é um coelho, animado, cinza e usa o mesmo uniforme. Ao fundo, vemos a torcida." width="696" height="394" /><figcaption id="caption-attachment-22208" class="wp-caption-text">LeBron James e Pernalonga com o uniforme atualizado do time Tune Squad (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Space Jam: Um Novo Legado (Space Jam: A New Legacy, Malcolm D. Lee)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A onda de </span><i><span style="font-weight: 400;">remakes </span></i><span style="font-weight: 400;">de filmes dos anos 1990 continua com a atualização do clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">Space Jam</span></i><span style="font-weight: 400;">, e mais do que nunca é de se questionar se isso é uma boa ideia. </span><i><span style="font-weight: 400;">Space Jam: Um Novo Legado</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história da maior estrela do basquete atual: </span><a href="http://www.espn.com.br/blogs/nbanaespn/691548_lebron-james-esta-no-caminho-para-superar-jordan-a-pergunta-e-vamos-permitir-que-ele-o-faca"><span style="font-weight: 400;">LeBron James</span></a><span style="font-weight: 400;">, em uma aventura no mundo cibernético em que precisa derrotar uma Inteligência Artificial em um jogo de basquete, ao lado dos Looney Tunes, para salvar seu filho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de uma trama não muito inovadora, o filme traz algumas diferenças em comparação a sua versão anterior, especialmente em relação às motivações por trás dos acontecimentos. O vilão, o jogo, os problemas, todos são consequências apresentadas pelo mundo de James, diferente da versão de 1996, em que Michael Jordan é apenas mais um personagem no mundo dos Looney Tunes. E isso em partes tira um pouco da alma do filme, tornando-o um tanto corrido em alguns momentos e arrastado em outros, parecendo não saber muito no que focar. Se é na história de um pai e filho com interesses diferentes que tentam se conectar, ou só em um jogo de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/zendaya-ficou-surpresa-com-reacao-mudanca-de-lola-bunny-em-space-jam-nao-sabia-que-isso-aconteceria/"><span style="font-weight: 400;">criaturas lunáticas</span></a><span style="font-weight: 400;"> com motivações lunáticas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É difícil assistir </span><i><span style="font-weight: 400;">Space Jam: Um Novo Legado</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem comparar pelas lentes da nostalgia, mas quando removidas temos um filme bem feito, um pouco repetitivo, mas que agrada em sua proposta de divertir o público e que vale a pena assistir. Nem que só pelas </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/space-jam-novo-legado-referencias-easter-eggs.html"><span style="font-weight: 400;">referências</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao universo da televisão que é trazido ao longo do filme. </span><b>&#8211;</b> <b>Marcela Zogheib</b></p>
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<figure id="attachment_22206" aria-describedby="caption-attachment-22206" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22206" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/quiet-place-2.jpg" alt="Cena do filme Um Lugar Silencioso - Parte II. A imagem é um túnel cavernoso com a personagem Regan Abbott, Millicent Simmonds, caminhando pelo centro. Regan é uma adolescente branca e está olhando para cima de onde uma luz a ilumina; ela está de jaqueta e calça jeans escuras, segura uma espingarda em uma mão e na outra um amplificador. Ao fundo há uma luz azul no final do túnel, e parte do chão à frente de Regan está coberto de folhas. A imagem tem pouquíssima iluminação" width="1280" height="544" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/quiet-place-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/quiet-place-2-800x340.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/quiet-place-2-1024x435.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/quiet-place-2-768x326.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/quiet-place-2-1200x510.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22206" class="wp-caption-text">Um Lugar Silencioso &#8211; Parte II dá sequência à saga pós apocalíptica onde os humanos dependem do silêncio para sobreviver (Foto: Paramount)</figcaption></figure>
<p><b>Um Lugar Silencioso &#8211; Parte II (A Quiet Place Part II, John Krasinski)</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tJt2MS53cdM"><i><span style="font-weight: 400;">Um Lugar Silencioso &#8211; Parte II</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se encarregou de explicar como o apocalipse alienígena &#8211; e que os </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/07/um-lugar-silencioso-2-explicamos-os-monstros-e-suas-origens"><i><span style="font-weight: 400;">Demogorgons</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com super audição vieram de meteoro &#8211; do primeiro filme aconteceu, e dar continuidade na história ao mesmo tempo. Agora com um bebê e a descoberta de como matar os alienígenas, o que sobrou da família Abbott explora o mundo fora de sua fazenda. Com uma fotografia mais clara e a mesma boa dose de sustos, </span><i><span style="font-weight: 400;">o thriller </span></i><span style="font-weight: 400;">mantém a ótima performance. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É na </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1Im-NcSayjU"><span style="font-weight: 400;">sonoplastia</span></a><span style="font-weight: 400;"> que mora o segredo, ainda que não seja </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/oscar-2021-5-curiosidades-sobre-som-do-silencio-indicado-melhor-roteiro-original-lista/"><i><span style="font-weight: 400;">O Som do Silêncio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nas mãos de Krasinski, o som norteia o filme, na mesma proporção em que a não-audição de Regan (Millicent Simmonds) o faz. Há um jogo de cenas espetacular entre sons nítidos de todas as movimentações, literalmente até troca de sinal no semáforo, e a quietude do mundo da menina. Após a morte de seu pai, interpretado pelo ator e diretor Krasinski, só ela é necessária para o andamento da história. Mas Cillian Murphy co-protagoniza o filme, mantendo o clichê de uma figura masculina heróica. </span><strong>&#8211; Nathália Mendes</strong></p>
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<figure id="attachment_22186" aria-describedby="caption-attachment-22186" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22186" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/jolt.jpg" alt="Cena do filme Jolt: Fúria Fatal. Lindy (Kate Beckinsale) está prestes em cima de um homem, prestes a dar um soco nele, cercada por pessoas apontando lanternas para ela. Lindy, caucasiana, cabelos loiros com raiz preta usando um paletó preto por cima de uma camisa branca com estampa, calças jean azuis e botas pretas, com a mão direita levantada prestes a dar um soco no capanga abaixo dela. Atrás deles, uma multidão grita e aponta lanternas para eles. Do lado direito, um homem caucasiano velho usando um terno branco e camisa azul com uma bengala na mão direita. " width="1024" height="556" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/jolt.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/jolt-800x434.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/jolt-768x417.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22186" class="wp-caption-text">Kate Beckinsale está com pouca paciência em Jolt: Fúria Fatal (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Jolt: Fúria Fatal (Jolt, Tanya Wexler)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Parte filme de ação de baixo orçamento, parte comédia romântica de roteiro duvidoso, há poucas cenas em </span><i><span style="font-weight: 400;">Jolt: Fúria Fatal</span></i><span style="font-weight: 400;"> que fazem jus ao potencial farofeiro do longa de Tanya Wexler.</span><a href="https://cinepop.com.br/jolt-acao-do-amazon-prime-com-kate-beckinsale-amarga-31-de-aprovacao-dos-criticos-304892/"><span style="font-weight: 400;"> Lançado pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em julho e estrelado por Kate Beckinsale, a trama segue Lindy, uma mulher que usa um sistema de eletrochoque para evitar impulsos de violência súbitos. Quando seu namorado de dois dias é misteriosamente assassinado, ela vai contra os desejos de seu terapeuta (Stanley Tucci) e decide punir os culpados com as próprias mãos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora o carisma de Kate Beckinsale seja capaz de suportar bastante coisa, ele não basta para que a uma hora e meia de filme se passe num ritmo minimamente agradável. Com cenas de ação e cenários genéricos, fica difícil se conectar com os traumas de sua protagonista irritável, mesmo que em alguns momentos a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WI5DF-T5jGE"><span style="font-weight: 400;">sua falta de paciência</span></a><span style="font-weight: 400;"> seja genuinamente engajante e divertida de se ver (talvez porque seja o mesmo sentimento do espectador).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No aspecto de comédia romântica, o filme obtém melhores resultados, graças à boas interpretações de um elenco que claramente merecia mais com o que trabalhar. No entanto, o final destrói qualquer chance de uma boa lembrança, entregando conflitos clichês e um </span><a href="http://salacritica.com.br/2020/04/18/especial-12-plot-twists-do-cinema-que-sao-irritantemente-ruins/"><i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que sacrifica a construção de personagem pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">shock value</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, incrivelmente, acha de bom tom dar pistas para uma sequência. </span><b>&#8211;</b> <b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_22181" aria-describedby="caption-attachment-22181" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22181" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Zola.jpg" alt="Cena do filme Zola mostra uma mulher negra e uma mulher branca se encarando em um ambiente com paredes espelhadas e várias lâmpadas azuis e amarelas no teto. A mulher branca tem cabelo loiro, longo e preso num rabo de cavalo. A mulher negra tem cabelo castanho volumoso." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Zola.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Zola-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Zola-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Zola-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Zola-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Zola-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22181" class="wp-caption-text">Zola distorce a fronteira entre realidade e ficção (Foto: Killer Films, Gigi Films &amp; Ramona Films)</figcaption></figure>
<p><b>Zola (Idem, Janicza Bravo)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É comum ver filmes baseados em livros, peças, jogos, acontecimentos marcantes… mas nunca em algo feito nas redes sociais. </span><i><span style="font-weight: 400;">Zola </span></i><span style="font-weight: 400;">chama a atenção nesse aspecto: é o primeiro filme baseado numa </span><i><span style="font-weight: 400;">thread </span></i><span style="font-weight: 400;">que viralizou no </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter</span></i><span style="font-weight: 400;">, escrita pela norte-americana </span><a href="https://twitter.com/_zolarmoon"><span style="font-weight: 400;">Aziah Wells</span></a><span style="font-weight: 400;"> em 2015.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, a garçonete Zola (Taylour Page) concorda em acompanhar a amiga, Stefani (</span><a href="https://personaunesp.com.br/daisy-jones-and-the-six-critica/"><span style="font-weight: 400;">Riley Keough</span></a><span style="font-weight: 400;">), numa viagem à Flórida. O que deveria ser um final de semana com festas e curtição rapidamente se transforma numa jornada absurda de 48 horas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um visual limpo e agradável digno de filtro dos </span><i><span style="font-weight: 400;">stories </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Zola </span></i><span style="font-weight: 400;">prende a atenção por causa de sua sequência de acontecimentos tão malucos que suscitam o questionamento de “será que isso aconteceu mesmo?” em várias cenas. É uma aventura igualmente tensa e cômica que consegue incorporar, de maneira criativa, elementos característicos das redes sociais, como o som de notificações do </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitter </span></i><span style="font-weight: 400;">e o recurso da </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/redes-sociais/144743-projeto-lei-eua-quer-proibir-autoplay-rolagem-infinita-sites.htm"><span style="font-weight: 400;">rolagem infinita</span></a><span style="font-weight: 400;"> presente na </span><i><span style="font-weight: 400;">timeline </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_22199" aria-describedby="caption-attachment-22199" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22199" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/20210713-viuva-negra-critica-2.jpg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/20210713-viuva-negra-critica-2.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/20210713-viuva-negra-critica-2-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/20210713-viuva-negra-critica-2-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/20210713-viuva-negra-critica-2-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/20210713-viuva-negra-critica-2-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22199" class="wp-caption-text">Viúva Negra rendeu tanto que Scarlett Johansson está processando a Disney (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Viúva Negra (Black Widow, Cate Shortland)</b></p>
<p><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/viuva-negra-problema-mcu"><i><span style="font-weight: 400;">Viúva Negra </span></i><span style="font-weight: 400;">é frustrante</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não ruim, nem fraco, muito menos entediante. Mas, depois de 11 anos desde sua aparição inicial no </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/viuva-negra-saiba-quando-filme-estara-de-graca-na-disney,62f9423cc6baea655abae21ac203f5b7ruchj10n.html"><span style="font-weight: 400;">assistir o primeiro filme</span></a><span style="font-weight: 400;"> protagonizado por Natasha Romanoff sabendo o futuro injusto que a aguarda </span><i><span style="font-weight: 400;">é frustrante</span></i><span style="font-weight: 400;">. A primeira Vingadora a aparecer nas telas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> precisou sofrer com a sexualização extrema, a falta de um arco relevante, um relacionamento meia-bomba com Bruce Banner e uma morte horrenda em </span><i><span style="font-weight: 400;">Ultimato</span></i><span style="font-weight: 400;"> para finalmente ganhar um longa solo que se preze, minimamente, a dar os contornos vivos e lúcidos que a personagem de Scarlett Johansson merecia – verbo conjugado no passado, infelizmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enriquecendo a folha de pagamento do estúdio com Florence Pugh, David Harbour e Rachel Weisz, </span><i><span style="font-weight: 400;">Viúva Negra </span></i><span style="font-weight: 400;">volta no tempo e se norteia logo após os acontecimentos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Guerra Civil</span></i><span style="font-weight: 400;">, pondo em foco o período em que Natasha estava foragida e precisou se reencontrar com a família falsa que a botou entre os dentes asquerosos de </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159666/"><span style="font-weight: 400;">Dreykov e sua iniciativa de Viúvas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Se você esperava um desenvolvimento sólido sobre o período de treinamento da agente ou do que ela precisou fazer como Viúva, o filme de Cate Shortland apenas pincela esse passado, deixando a impressão de que, na verdade, estamos assistindo </span><i><span style="font-weight: 400;">Viúva Negra 2: A Volta da Sala Vermelha</span></i><span style="font-weight: 400;">, sucessor de um hipotético filme de origem da heroína.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A trama se sustenta, claro. A relação de Natasha com </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159888/"><span style="font-weight: 400;">Yelena</span></a><span style="font-weight: 400;"> é caótica e divertida, e seu acerto de contas com a jovem Antonia suga o que há de mais dramático na bagagem de Johansson. Apesar de pouco explorados, os traumas causados pelo terror da Sala Vermelha deixam a atmosfera densa, complementando a </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/viuva-negra-abertura-kevin-feige"><span style="font-weight: 400;">atuação de Ray Winstone</span></a><span style="font-weight: 400;"> como um dos vilões mais repulsivos – e relâmpagos – da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. No fim das contas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Viúva Negra </span></i><span style="font-weight: 400;">é um tapa-buracos para os anos de descaso cinematográfico que a personagem teve que aturar. E isso, com certeza, afeta a despedida da Vingadora. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_22193" aria-describedby="caption-attachment-22193" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22193" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/First-Cow-800x406.jpg" alt="Cena do filme First Cow - A Primeira Vaca da América. Mostra um cais à beira de um rio, sobre o qual estão uma vaca marrom-clara, quatro homens vestidos com roupas do século XIX, e alguns objetos como barris e caixas. Ao lado direito do cais, em terra, estão outros dois homens em pé, ao lado de caixas. É um dia bem iluminado, com árvores verdes e amarelas, e acima em destaque, o céu azul preenchido por nuvens brancas." width="800" height="406" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/First-Cow-800x406.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/First-Cow-1024x520.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/First-Cow-768x390.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/First-Cow-1536x780.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/First-Cow-1200x609.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/First-Cow.jpg 1580w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22193" class="wp-caption-text">Quase dois anos depois de sua estreia no Telluride Film Festival, First Cow finalmente está disponível para aluguel e compra no Brasil, além de se destacar no catálogo da MUBI junto a outros filmes da diretora (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><b>First Cow &#8211; A Primeira Vaca da América (First Cow, Kelly Reichardt)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://mubi.com/pt/films/first-cow"><i><span style="font-weight: 400;">First Cow</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">somos transportados para um oeste norte-americano bem diferente daquele que Hollywood está acostumada a mostrar. Não é o lugar de heróis corajosos, de grandes jornadas, ou de conquistas históricas. Muito menos o cenário para a corrupção e a violência do </span><a href="https://m.youtube.com/watch?v=ftTX4FoBWlE"><span style="font-weight: 400;">faroeste revisionista</span></a><span style="font-weight: 400;">. O estado de Oregon é um lugar de simplicidade, onde a chegada de uma vaca ao território é um evento, onde botões são usados como moedas de troca, e o prato para o jantar é colhido diretamente dos arbustos ou pescado no rio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O mais aclamado e premiado longa da diretora e roteirista </span><a href="https://mulhernocinema.com/tag/kelly-reichardt/"><span style="font-weight: 400;">Kelly Reichardt</span></a><span style="font-weight: 400;"> acompanha o encontro entre o cozinheiro Cookie (John Magaro) e o imigrante chinês King-Lu (Orion Lee), e a sincera amizade que se desenvolve entre os dois. Motivados pela possibilidade de fazer dinheiro com as habilidades culinárias de Cookie, a dupla passa a ordenhar clandestinamente a vaca do homem mais rico da região. O retrato de dois homens buscando se realizar e estabilizar através de seu pequeno negócio torna-se também um retrato naturalista e sem idealizações da construção do sonho americano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ritmo lento e contemplativo pode parecer um obstáculo, mas aos moldes de </span><a href="https://www.soliteratura.com.br/modernismo/modernismo20.php"><span style="font-weight: 400;">Guimarães Rosa</span></a><span style="font-weight: 400;">, superados os desafiadores minutos (ou páginas) iniciais, a experiência se torna enormemente recompensadora. A simplicidade de seus personagens é traduzida para a luz natural, os cenários rústicos e o jogo de câmera sutil. Aos moldes dos bolinhos feitos por Cookie, é um filme construído de forma artesanal, quase do mesmo modo que 200 anos atrás, aqueles homens haviam construído com suas próprias mãos, suas vidas e as das gerações futuras, em um lugar onde sequer a História havia chegado. </span><b>&#8211; João Batista Signorelli</b></p>
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<figure id="attachment_22194" aria-describedby="caption-attachment-22194" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-22194" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sangueioruba-800x427.jpg" alt="Cena de Sangue Iorubá. Ao centro temos Gloria Estefan. Uma mulher latina, de cabelos lisos, longos e avermelhados. Ela usa vestido branco e chapéu panamá com lenço azul e branco. Atrás dela vemos cincos mulheres negras com vestes brancas. Ao fundo vemos um lago de água cristalina, areia e árvores atrás." width="800" height="427" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sangueioruba-800x427.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sangueioruba-1024x546.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sangueioruba-768x410.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sangueioruba-1536x819.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sangueioruba-1200x640.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/sangueioruba.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-22194" class="wp-caption-text">Os iorubás representam um dos maiores grupos étnico-linguísticos da África Ocidental (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Sangue Iorubá: Uma Jornada Musical Através de África, Brasil e Cuba (Idem, Lourival Rodriguez)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gloria Estefan é uma cantora cubana naturalizada estadunidense. </span><i><span style="font-weight: 400;">Multigrammyada</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela é uma das maiores representantes da Música latina, e o Brasil é um dos itens da inúmera lista de inúmeras influências que compõem a artista. Para homenagear a Música brasileira, mais precisamente o </span><i><span style="font-weight: 400;">samba</span></i><span style="font-weight: 400;">, Gloria gravou um álbum de inéditas intitulado </span><a href="https://open.spotify.com/album/7ry64F6nK5zz7nED4mKWbh?si=TfmzBGTlQfGjSpnZ2LmhtA&amp;dl_branch=1"><i><span style="font-weight: 400;">Brazil305</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A imersão audiovisual da cantora foi complementada com o documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">Sangue Iorubá</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde ela fala das semelhanças da sonoridade trazida pelos africanos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O documentário acompanha a viagem de Gloria por São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, e também traz cenas da cantora no Estados Unidos. Para contar a história do </span><i><span style="font-weight: 400;">samba,</span></i><span style="font-weight: 400;"> há participações especiais de produtores e grandes nomes da música como </span><a href="https://personaunesp.com.br/segundo-maria-rita-15-anos/"><span style="font-weight: 400;">Maria Rita</span></a><span style="font-weight: 400;">, e os maiores sambistas da velha guarda como Alcione, Jorge Aragão, </span><a href="https://personaunesp.com.br/mais-feliz-critica/"><span style="font-weight: 400;">Zeca Pagodinho</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Ubirany do Grupo Fundo de Quintal. Todos esses encontros mostram a admiração de Gloria por nossa música e seu encantamento por nossos instrumentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De todos os encontros, os mais marcantes aconteceram na quadra da Portela e em Salvador ao lado de Carlinhos Brown. Na Portela, a conversa acontece com o baluarte Monarco acompanhado da velha guarda da escola. Gloria usou do santuário carnavalesco para gravar o brilhante </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LLKrvF6A4FU"><span style="font-weight: 400;">clipe de </span><i><span style="font-weight: 400;">Samba</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já em Salvador, a cantora visitou o Candeal, local onde Carlinhos foi criado. O ex-Tribalista, que exala ancestralidade, foi ponto chave no documentário </span><i><span style="font-weight: 400;">Iorubá</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele apresenta toda história e magia da musicalidade brasileira. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_22204" aria-describedby="caption-attachment-22204" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22204" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/velozes.jpg" alt=" Imagem promocional do filme Velozes e Furiosos 9 exibe um homem musculoso e careca apoiado no capô de um carro cinza. Ele está com os braços cruzados e usa uma regata preta e uma calça jeans. Fumaça ocupa todo o fundo da imagem. " width="1200" height="667" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/velozes.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/velozes-800x445.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/velozes-1024x569.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/velozes-768x427.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22204" class="wp-caption-text">Velozes &amp; Furiosos 9 é o mais absurdo da saga e um dos melhores lançamentos do ano até agora (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Velozes &amp; Furiosos 9 (F9: The Fast Saga, Justin Lin) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O oitavo filme da </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1666-parte-3-critica/"><span style="font-weight: 400;">franquia</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">Velozes e Furiosos </span></i><span style="font-weight: 400;">impressionava por seu nível de loucura, com cenas envolvendo um submarino no gelo e até uma chuva de carros. Depois dele, ficou difícil imaginar como poderiam se superar na continuação. Felizmente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Velozes &amp; Furiosos 9 </span></i><span style="font-weight: 400;">consegue esse feito com facilidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na trama, o passado de Dominic Toretto (Vin Diesel) volta a assombrá-lo quando seu irmão, Jakob (John Cena), retorna e passa a trabalhar com a </span><i><span style="font-weight: 400;">hacker </span></i><span style="font-weight: 400;">Cipher (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-old-guard-critica/"><span style="font-weight: 400;">Charlize Theron</span></a><span style="font-weight: 400;">). Então, cabe a Dom reunir sua equipe novamente para derrotá-los. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tentar descrever a experiência de ver </span><i><span style="font-weight: 400;">Velozes &amp; Furiosos 9 </span></i><span style="font-weight: 400;">é um esforço complexo diante de tantas cenas malucas, que vão desde carros com foguetes até uma ida ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tempo-espaco-david-bowie/"><span style="font-weight: 400;">espaço</span></a><span style="font-weight: 400;"> para destruir um satélite. O que importa é que isso tudo é unido por um senso de amizade e respeito que aproveita tão bem o espetáculo que o Cinema é capaz de oferecer que você nem se importa com as leis da física quebradas por eles durante as mais de duas horas de duração. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
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<figure id="attachment_22198" aria-describedby="caption-attachment-22198" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22198" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/emicida-amarelo-ao-vivo-vigilia-nerd.jpg" alt="" width="2048" height="1365" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/emicida-amarelo-ao-vivo-vigilia-nerd.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/emicida-amarelo-ao-vivo-vigilia-nerd-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/emicida-amarelo-ao-vivo-vigilia-nerd-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/emicida-amarelo-ao-vivo-vigilia-nerd-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/emicida-amarelo-ao-vivo-vigilia-nerd-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/emicida-amarelo-ao-vivo-vigilia-nerd-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22198" class="wp-caption-text">Impossível segurar o choro com AmarElo (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Emicida: AmarElo &#8211; Ao Vivo (Fred Ouro Preto)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de um </span><a href="https://personaunesp.com.br/amarelo-emicida-critica/"><span style="font-weight: 400;">documentário</span></a><span style="font-weight: 400;"> sensível e autoral sobre a construção do Brasil, </span><a href="https://www.hypeness.com.br/2021/07/emicida-sera-professor-em-uma-das-principais-universidades-de-portugal/"><span style="font-weight: 400;">Emicida</span></a><span style="font-weight: 400;"> pintou novamente o vermelho da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> com seu </span><i><span style="font-weight: 400;">AmarElo &#8211; Ao Vivo</span></i><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> histórico no Theatro Municipal, retratado pela criatividade de Fred Ouro Preto, entrou na íntegra no catálogo do serviço e espalhou pelos quatro cantos a genialidade de um dos maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers</span></i><span style="font-weight: 400;"> do país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesclando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fiq9Bv_xB8g"><span style="font-weight: 400;">canções</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sua discografia, a apresentação harmoniza uma sinfonia perfeita entre artistas e plateia, todos pulsando no </span><a href="https://jc.ne10.uol.com.br/cultura/musica/2021/07/13018410-amarelo-ao-vivo-na-netflix-e-espetaculo-sob-batuta-do-maestro-emicida.html"><span style="font-weight: 400;">ritmo inigualável</span></a><span style="font-weight: 400;"> daquela noite de 2019 em São Paulo. Ao lado de Majur, Pabllo Vittar, MC Tha, Drik Barbosa e Jé Santiago, </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/07/27/emicida-fala-de-amarelo-e-conta-que-ainda-tem-material-que-nao-foi-ao-ar.htm"><span style="font-weight: 400;">Leandro Roque de Oliveira</span></a><span style="font-weight: 400;"> balança a fundação do Municipal e entrega um concerto que dialoga com a ancestralidade e com o poder da cultura negra. Emicida, você fez o Sol levantar. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<p><figure id="attachment_22243" aria-describedby="caption-attachment-22243" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22243" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Lorelei.png" alt="Cena do filme Lorelei. A imagem mostra os personagens de Jena Malone e Pablo Schreiber na frente de uma casa de madeira, ao entardecer. O casal está ao centro e se olha, um de frente para o outro, ficando de perfil para a imagem, fotografados da cintura para cima. No lado esquerdo, está Lola, personagem de Jena Malone, uma mulher branca de cabelos curto loiros molhados. Ela veste uma blusa de oncinha com bolsos, onde ela coloca as mãos, e uma bolsa azul no ombro com um lenço de bolinhas coloridas enrolado nela. Ela encara Wayland, personagem de Pablo Schreiber, um homem branco de cabelos curtos e barba loiros escuros. Ele veste uma blusa xadrez azul e suas mãos estão dentro dos bolsos da blusa. Wayland encara Lola de volta, ambos com expressão séria. Atrás deles, existe uma casa antiga com uma parede de madeira azul e uma janela grande de vidro. Atrás da Wayland, pode-se observar um pedaço de uma varanda, iluminado por uma lu alaranjada. A imagem tem tons azulados." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Lorelei.png 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Lorelei-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Lorelei-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Lorelei-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Lorelei-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22243" class="wp-caption-text">Com produção de Jennifer Radzikowski e Arnold Zimmerman (também responsáveis por Projeto Flórida), Lorelei te coloca pra pensar sobre segundas chances [Foto: Vertical Entertainment]</figcaption></figure><b>Lorelei (Idem, Sabrina Doyle)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira cobertura do Persona ainda influencia o que fazemos hoje. Quando </span><i><span style="font-weight: 400;">Lorelei</span></i><span style="font-weight: 400;"> surgiu dentre os lançamentos audiovisuais do mês, não poderíamos deixar passar uma das obras que ficou de fora da nossa cobertura da </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">44ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em outubro do ano passado, o filme de Sabrina Doyle chamou a atenção dentre a vasta curadoria do festival pela sua promessa de um drama sincero sobre sonhos, amor e família à margem da sociedade. E em julho de 2021, ele tem sua chance de cumprir o que prometeu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O longa parte de Wayland (</span><a href="https://www.instagram.com/officialpabloschreiber/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Pablo Schreiber</span></a><span style="font-weight: 400;">), que acaba de cumprir 15 anos na prisão por um assalto à mão armada. Quando preso, ele interrompeu o relacionamento juvenil movido pela paixão e sonhos que cultivava junto de Lola (</span><a href="https://ktla.com/morning-news/jena-malone-talks-about-her-new-role-in-lorelei/"><span style="font-weight: 400;">Jena Malone</span></a><span style="font-weight: 400;">), que depois de todos aqueles anos, também seguiu a vida como podia sendo mãe solo de 3 filhos. O pretexto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lorelei</span></i><span style="font-weight: 400;"> é simples e até clichê, mas a delicadeza de sua diretora estreante, que também assina o roteiro, transforma a narrativa em algo </span><a href="https://www.bostonherald.com/2021/07/30/lorelei-is-a-bit-of-a-miracle/"><span style="font-weight: 400;">quase mágico</span></a><span style="font-weight: 400;"> de tão singelo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de trabalhar bem com a raiz do filme, </span><a href="http://www.sabrinadoylefilm.com/about"><span style="font-weight: 400;">Doyle</span></a><span style="font-weight: 400;"> também desenvolve perfeitamente seus personagens principais, seguindo o trabalho fantástico de seus atores. Malone trabalha na pele de uma mulher que viu sua vida mudar completamente de uma forma muito rápida, e que embora cheia de amor, é marcada pela dor de engavetar seus sonhos. Já em Wayland, Schreiber é melancolicamente hesitante nas tentativas de se colocar de volta no mundo depois de uma década e meia longe de tudo. O encontro dos dois é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aXR1gDNPhT4"><span style="font-weight: 400;">uma colisão de dois corações em pedaços</span></a><span style="font-weight: 400;">, um pelo outro e também pela vida, e assim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lorelei</span></i><span style="font-weight: 400;"> cria sua própria maneira de tratar o que já sabemos sobre segundas, terceiras, quartas e muitas outras novas chances. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<h3>TV</h3>
<figure id="attachment_22226" aria-describedby="caption-attachment-22226" style="width: 1584px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22226" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gen.jpg" alt="Cena da série Generation. A cena mostra Ana, uma mulher latina, usando macacão dourado, em cima de um palco, falando no microfone e com um fundo de papéis rosas atrás dela. " width="1584" height="1056" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gen.jpg 1584w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gen-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gen-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gen-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gen-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/gen-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22226" class="wp-caption-text">A parte final de genera+ion é um suco de frutas de tudo que há de melhor na TV: amores, barracos, trisais e uma porrada de comédia dramática (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>genera+tion (Parte 2 da 1ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O charme de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3cu_SI1p_7k"><i><span style="font-weight: 400;">genera+ion</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a comédia dramática mais subestimada de 2021, é a habilidade dúbia de construir tramas igualmente patéticas e sérias. Seja nas peripécias amorosas de Chester (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DXuvVyBZqcA"><span style="font-weight: 400;">Justice Smith</span></a><span style="font-weight: 400;">, em um papel definidor de sua carreira), ou nas bruxarias feministas de Arianna (uma hipnotizante </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xmO8z4IcH8s"><span style="font-weight: 400;">Nathanya Alexander</span></a><span style="font-weight: 400;">) e até mesmo nas caras e bocas que Megan (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JzJNkTBwHKE"><span style="font-weight: 400;">Martha Plimpton</span></a><span style="font-weight: 400;">) projeta frente à modernidade da vida dessa garotada: a série sabe que não precisa se levar a sério.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A leva final de capítulos da primeira e, por enquanto, única temporada, transporta o roteiro de maneira menos incisiva que o começo, mas a criação da jovem Zelda Barnz e seu pai Daniel engrena a partir do momento que entende o coração de </span><i><span style="font-weight: 400;">genera+ion</span></i><span style="font-weight: 400;">: o complicado enlace de Greta (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UKG22mNUB8g"><span style="font-weight: 400;">Haley Sanchez</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Riley (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=SAfYRcw0iA4"><span style="font-weight: 400;">Chase Sui Wonders</span></a><span style="font-weight: 400;">). O casal passa por todo perrengue imaginável e, dentre todo o elenco, é quem melhor encerra esse ciclo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma pena que o </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max </span></i><span style="font-weight: 400;">não tenha confirmado o retorno dos </span><i><span style="font-weight: 400;">queers</span></i><span style="font-weight: 400;">, e o andar da carruagem sugere que a festa escorregadia da </span><i><span style="font-weight: 400;">finale</span></i><span style="font-weight: 400;"> seja realmente o adeus dos amigos mais diversos da TV atual. A jornada foi muito proveitosa, nada </span><i><span style="font-weight: 400;">cringe</span></i><span style="font-weight: 400;">, esbanjou o carisma de Naomi (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eXS_2wlX3n8"><span style="font-weight: 400;">Chloe Eas</span></a><span style="font-weight: 400;">t, um destaque da série) e a apaixonante Delilah (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=j3qJn5i0Ytw"><span style="font-weight: 400;">Lukita Maxwell</span></a><span style="font-weight: 400;">) e ainda dedicou um momento especial para que a super estrela </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-O04i6RPyLY&amp;t=927s"><span style="font-weight: 400;">Gigi Goode</span></a><span style="font-weight: 400;"> fizesse uma pontinha. Quer mais o que? </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_22182" aria-describedby="caption-attachment-22182" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22182" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/os-ausentes-1.jpeg" alt="Cena da série Os Ausentes. Na foto estão Maria Flor, que interpreta Maria Julia, e Erom Cordeiro, que interpreta Raul. Maria é uma mulher branca, possui cabelos cacheados de cor preta, veste uma blusa vinho, uma calça jeans e uma bolsa de cor marrom. Erom é um homem branco, um pouco maior que Maria, possui barba grisalha, veste uma camiseta verde com manchas de sujeira e veste uma blusa preta. Eles estão parados no meio de uma rua, de dia; ao fundo está um carro preto, algumas árvores e plantas" width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/os-ausentes-1.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/os-ausentes-1-800x450.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/os-ausentes-1-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/os-ausentes-1-768x432.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22182" class="wp-caption-text">Os Ausentes é a primeira série brasileira produzida para o HBO Max (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Os Ausentes (1ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cerca de 80 mil pessoas </span><a href="https://cultura.uol.com.br/noticias/29118_cerca-de-80-mil-pessoas-desaparecem-a-cada-ano-no-brasil-aponta-levantamento.html"><span style="font-weight: 400;">desaparecem no Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;"> a cada ano, em uma média de oito pessoas por hora. Essa é uma das premissas que leva </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Ausentes </span></i><span style="font-weight: 400;">adiante, cuja trama gira em torno de Raul (Erom Cordeiro) e Maria Julia (Maria Flor). Na história — distribuída em 10 episódios de 45 minutos —, Raul é um investigador particular e ex-delegado, que é motivado a procurar pessoas desaparecidas após o sumiço, sem solução, de sua filha. Sua agência em São Paulo, chamada Ausentes, lida com casos em que as pessoas não podem ou não querem recorrer à polícia.</span></p>
<p><a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2021/07/serie-brasileira-os-ausentes-da-hbo-max-mostra-busca-por-desaparecidos.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Os Ausentes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a primeira série brasileira original no catálogo do </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a produção teve como consultor Barry Schkolnick, roteirista da série</span> <a href="https://entreterse.com.br/resenha-the-good-wife-1a-temporada-11859/"><i><span style="font-weight: 400;">The Good Wife</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.planocritico.com/critica-law-order-criminal-intent-1x01-one/"><i><span style="font-weight: 400;">Law &amp; Order</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Essa informação fica em evidência no desenvolvimento dos capítulos, que parecem remeter diretamente aos seriados norte-americanos do </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-caso-evandro-critica/"><span style="font-weight: 400;">gênero policial</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os episódios ocorrem de forma independente — com uma história de investigação em cada um deles —, e a ligação entre eles está na trama pessoal de Raul e Maria Julia, personagem misteriosa que também procura por um desaparecido. Esse tipo de produção não restringe o número de episódios, pois, de forma livre, eles são desenvolvidos isoladamente e trazem </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks </span></i><span style="font-weight: 400;">para contextualizar possíveis questões. A série traz um importante recorte socioeconômico e coloca em evidência regiões que ainda são deixadas de lado em questões de segurança pública. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
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<figure id="attachment_22185" aria-describedby="caption-attachment-22185" style="width: 1970px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22185" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/atypical.jpg" alt="Cena da quarta temporada de Atypical. Sam (Keir Gilchrist) e Casey (Brigette Lundy-Paine) estão sentados no chão de um depósito, sentados de costas para uma estante com caixas de papelão. À esquerda, Sam, caucasiano, cabelos pretos e curtos, usando uma calça esverdeada e uma blusa clara, abraçando os joelhos e olhando nervoso para sua irmã. Casey, caucasiana e cabelos castanhos quase até os ombros, está sentada de pernas cruzadas, usando uma calça jeans e uma camiseta de mangas longas vermelha e branca com a palavra “Hudson” escrita verticalmente e o número 14 no ombro direito, olhando preocupada para Sam. O local está iluminado por uma luz azul fria." width="1970" height="1334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/atypical.jpg 1970w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/atypical-800x542.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/atypical-1024x693.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/atypical-768x520.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/atypical-1536x1040.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/atypical-1200x813.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22185" class="wp-caption-text">Apesar de expandir seu escopo, Atypical nunca deixa de seguir os erros e acertos da família Gardner (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Atypical (</b><b>4ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora nunca tenha sido um imã de premiações, </span><i><span style="font-weight: 400;">Atypical</span></i><span style="font-weight: 400;"> sempre foi uma das queridinhas dos assinantes da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">desde sua estreia em 2017. Mesmo com sua perda pesando nos corações daqueles que se apaixonaram pelas pequenas aventuras da família Gardner ao longo dos anos, sua temporada final chega não como um adeus, mas um trabalho caloroso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série </span><a href="https://olhardigital.com.br/2021/07/09/cinema-e-streaming/criadora-de-atypical-analisa-desfecho-da-serie/"><span style="font-weight: 400;">criada por Robia Rashid</span></a><span style="font-weight: 400;"> sempre se beneficiou de um tato sensível para lidar com seus personagens e suas falhas e aqui não é diferente: seja acompanhando os planos para o futuro de Sam (Keir Gilchrist) ou tropeçando junto com Casey (Brigette Lundy-Paine) na sua vida esportiva, cada episódio se supera ao humanizar os conflitos externos e internos das personagens e nunca dá-los por certos. Jennifer Jason Leigh continua dando uma das melhores performances de sua carreira no papel de Elsa, e é genuinamente prazeroso ver até onde a personagem chegou desde a primeira temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ritmo meio da temporada é prejudicado por algumas tramas que parecem estagnar, e é triste ver antigos personagens recorrentes sendo jogados de lado para abrir espaço para novas narrativas. O final, no entanto, engata de volta e fecha a série com a conclusão de uma trama aberta desde o seu início e que com certeza irá emocionar aqueles que a acompanharam até aqui. </span><b>&#8211;</b> <b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_21797" aria-describedby="caption-attachment-21797" style="width: 620px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21797" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/cineclube-the-bold-type-1.jpg" alt="Cena da série The Bold Type. Na imagem, da esquerda para direita, vemos Kat, uma mulher negra, de cabelos pretos, longos e encaracolados, aparentando ter cerca de 25 anos, vestindo um vestido branco e preto com estampas coloridas; Sutton, uma mulher branca, de cabelos loiros, aparentando ter cerca de 25 anos, vestindo um vestido bege; e Jane, uma mulher branca, de cabelos castanhos, longos e lisos, aparentando ter cerca de 25 anos, vestindo um vestido vinho, se abraçando e sorrindo." width="620" height="420" /><figcaption id="caption-attachment-21797" class="wp-caption-text">O último episódio de The Bold Type foi ao ar na noite de 30 de junho e as <a href="https://www.instagram.com/p/CQ3nqgfBYPL/?utm_source=ig_web_copy_link">atrizes se despediram</a> da série em suas redes sociais (Foto: Freeform)</figcaption></figure>
<p><b>The Bold Type (5° temporada, Freeform)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto as quatro primeiras temporadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bold Type</span></i> <a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/the-bold-type-netflix.html"><span style="font-weight: 400;">fazem sucesso</span></a><span style="font-weight: 400;"> na </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, a série encerra sua exibição e se despede no quinto ano. O anúncio do </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/05/sucesso-na-netflix-the-bold-type-esta-cancelada-veja-o-real-motivo"><span style="font-weight: 400;">cancelamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi uma surpresa, já que o seriado tinha um bom desempenho de público e crítica, mas foi prejudicado pela pandemia, que inclusive forçou a conclusão precoce da quarta temporada, e pela redução recente na audiência. Com um último ano bem menor do que os anteriores, Jane (Katie Stevens), Kat (</span><a href="https://www.hellomagazine.com/film/20210324109557/the-bold-type-aisha-dee-criticises-kat-story-arc/"><span style="font-weight: 400;">Aisha Dee</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Sutton (Meghann Fahy) dão adeus aos </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/the-bold-type-o-que-fez-a-serie-virar-queridinha"><span style="font-weight: 400;">fãs que conquistaram</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os 6 episódios finais têm um clima de despedida: depois de acompanharmos as meninas em seus perrengues, sucessos, </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/218183-the-bold-type-showrunner-comenta-relacao-complicada-kat-eva.htm"><span style="font-weight: 400;">falhas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.tvguide.com/news/the-bold-type-aisha-dee-interview-kat-bisexuality-strap-on/"><span style="font-weight: 400;">descobertas</span></a><span style="font-weight: 400;">, de conhecermos seus sonhos, medos, ambições e questionamentos, dizer tchau para </span><a href="https://ew.com/tv/the-bold-type-three-rounds/"><span style="font-weight: 400;">as três</span></a><span style="font-weight: 400;"> e para a revista que as acolheu é emotivo. Agora, ainda e sempre unidas mesmo em diferentes momentos de vida, as meninas refletem sobre o </span><a href="https://www.instagram.com/tv/CQUBGEJH2gv/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">quão longe chegaram</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde suas entradas na Scarlett e o que querem para o </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/07/the-bold-type-quase-teve-final-diferente"><span style="font-weight: 400;">futuro</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Bold Type </span></i><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/220315-the-bold-type-tudo-final-5-temporada-serie-recap.htm#:~:text=Entretanto%2C%20os%20f%C3%A3s%20podem%20ficar,suas%20aventuras%20no%20primeiro%20epis%C3%B3dio."><span style="font-weight: 400;">encerra sua trajetória</span></a><span style="font-weight: 400;"> por aqui, mas Jane, Kat e Sutton ainda têm muito pela frente. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
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<figure id="attachment_22221" aria-describedby="caption-attachment-22221" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22221" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/paula.jpg" alt="Cena do reality No Limite. Paula Amorim, vencedora da 5ª edição, está sentada no estúdio do programa no último episódio. Ela é uma mulher branca bronzeada e usa tranças no cabelo. Ela usa um vestido que mostra os ombros e possui um decote. Ela está sorrindo." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/paula.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/paula-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/paula-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/paula-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/paula-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22221" class="wp-caption-text">Paula Amorim foi a grande vencedora da 5ª edição (Foto: TV Globo)</figcaption></figure>
<p><b>No Limite (5ª temporada, TV Globo) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://personaunesp.com.br/big-brother-brasil-21-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">BBB20</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> reviveu o amor do brasileiro por </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show</span></i><span style="font-weight: 400;">, e na carona desse sucesso, o diretor de televisão Boninho decidiu ressuscitar, também, o primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> da <em>Globo</em>: </span><i><span style="font-weight: 400;">No Limite</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DiFU2k0r5VU&amp;ab_channel=NoLimite"><span style="font-weight: 400;">Desde 2009</span></a><span style="font-weight: 400;"> sem novas temporadas, a edição de 2021 contou com um diferencial, um elenco formado inteiramente por ex-<em>BBBs</em>. A decisão foi acertada para chamar o público, mas não suficiente para segurá-lo, e semana após semana o programa agonizou em audiência. Nem Rafael Infante fazendo </span><i><span style="font-weight: 400;">cosplay</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Rafael Portugal num </span><i><span style="font-weight: 400;">CAT</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">BBB </span></i><span style="font-weight: 400;">improvisado foi capaz de salvar, e, aliás, essa ‘adição’ só terminou de destruir o </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tudo que podia dar errado, deu: a começar por André Marques, que é um apresentador horroroso, e não foi capaz de </span><a href="https://twitter.com/mauriciostycer/status/1394847825335406594?lang=en"><span style="font-weight: 400;">dar tom</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao jeito que queria conduzir seu programeco. As provas eram entediantes e davam canseira nos participantes e no telespectador, que esperava desafios de sobrevivência ao ar livre de assistir na ponta da cadeira e recebeu um </span><i><span style="font-weight: 400;">playground</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">crossfit</span></i><span style="font-weight: 400;"> extremo. O programa ir ao ar apenas na terça-feira também foi um erro gigantesco, já que no resto da semana se falava sobre qualquer outra coisa, menos </span><i><span style="font-weight: 400;">No Limite</span></i><span style="font-weight: 400;">, e era fácil esquecer que o </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> existia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os ex-<em>BBBs</em>, que foram vendidos como um atrativo, no fim se mostraram um problema: tirando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=o5y16uxS61U&amp;ab_channel=BrenoAlmeida"><span style="font-weight: 400;">um ou outro</span></a><span style="font-weight: 400;"> ali, o resto não servia carisma nenhum e o fato de já terem uma vida confortável de subcelebridade atrapalhava a conexão do público com os participantes. Na reta final, ficou mais interessante acompanhar o </span><i><span style="font-weight: 400;">MasterChef</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Brasil </span></i><span style="font-weight: 400;">no ao vivo e assistir o terrível </span><i><span style="font-weight: 400;">No Limite</span></i><span style="font-weight: 400;"> depois, já que nem </span><i><span style="font-weight: 400;">spoiler</span></i><span style="font-weight: 400;"> na <em>internet</em> dava para pegar, afinal, ninguém estava comentando o acampamento </span><i><span style="font-weight: 400;">fitness</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Boninho. A 6ª temporada ainda é incerta, mas, seguindo a tradição, é bem provável que ela só venha em 2029. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
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<figure id="attachment_22241" aria-describedby="caption-attachment-22241" style="width: 990px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22241" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/outerbanks.jpg" alt="Cena de Outer Banks. Nela estão os personagens principais que são JJ e Jhon B, dois garotos brancos de cabelo loiro, Pope, garoto negro de cabelo crespo curto, Kiara, negra de cabelos cacheados longos e Sarah, menina branca de cabelos loiros. Todos estão escondidos atrás de um arbusto com expressões assustadas. A foto tem uma coloração quente com sol batendo nas arvores do fundo." width="990" height="619" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/outerbanks.jpg 990w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/outerbanks-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/outerbanks-768x480.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22241" class="wp-caption-text">Sejam todos bem-vindos de volta a Outer Banks (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Outer Banks (2° temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada no meio de 2020, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=mDL0J_Csv8g"><i><span style="font-weight: 400;">Outer Banks</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi um escape do caótico mundo real para uma ilha paradisíaca cheia de adolescentes desocupados e engraçados. A série começou simples, foi crescendo e terminou sua primeira temporada de forma estrondosa, conquistando um </span><a href="https://temalguemassistindo.com.br/2a-temporada-de-outer-banks-e-a-serie-mais-vista-da-netflix-atualmente/"><span style="font-weight: 400;">público</span></a><span style="font-weight: 400;"> que aguardou bastante pela sua volta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E em apenas um ano, no meio das dificuldades causadas pela pandemia, a </span><a href="https://www.instagram.com/p/CSH-TztJyiz/"><span style="font-weight: 400;">segunda temporada foi produzida</span></a><span style="font-weight: 400;">. Parecia impossível que, em tais situações, algo realmente bom pudesse vir. Mas, para surpresa de muitos, a retomada de </span><i><span style="font-weight: 400;">OBX</span></i><span style="font-weight: 400;"> não foi apenas boa, e sim sensacional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os novos episódios não deixaram faltar nada, trazendo drama, comédia e suspense nas doses certas. O único defeito dessa temporada é que acaba. Por favor, </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, agilize logo, pois já estamos morrendo de saudade do nosso </span><a href="https://www.instagram.com/p/CSPVarVr70B/"><span style="font-weight: 400;">quinteto favorito</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Mariana Chagas</b></p>
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<figure id="attachment_22187" aria-describedby="caption-attachment-22187" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22187" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/no-escuro-absoluto.jpg" alt="Imagem promocional da primeira temporada da animação Resident Evil: No Escuro Absoluto. Da esquerda para a direita: Shen May (Jona Xiao), Leon Kennedy (Nick Apostolides) e Claire Redfield (Stephanie Panisello) no centro e Jason (Ray Chase). Shen May é chinesa, tem cabelos pretos presos num rabo de cavalo, usa uma jaqueta escura fechada e segura uma pistola na mão direita. Leon é caucasiano, tem cabelos loiros e curtos, usa uma jaqueta preta aberta com uma camisa roxa por baixo e luvas pretas, segurando uma arma na mão direita. Claire é caucasiana, cabelos ruivos presos num rabo de cavalo, usa uma jaqueta vermelha com uma camisa branca por baixo. Jason é caucasiano, careca, usando um paletó preto por cima de uma camisa escura. Atrás deles uma paisagem destruída e em chamas, com uma mão de pedra erguida com a palma para cima." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/no-escuro-absoluto.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/no-escuro-absoluto-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/no-escuro-absoluto-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/no-escuro-absoluto-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/no-escuro-absoluto-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22187" class="wp-caption-text">A animação fotorrealista de Resident Evil: No Escuro absoluto é um dos pontos altos da série (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Resident Evil: No Escuro Absoluto (Resident Evil: Infinite Darkness, 1ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando o </span><a href="https://www.techtudo.com.br/listas/2021/03/resident-evil-faz-25-anos-veja-10-curiosidades-sobre-a-serie-de-terror.ghtml"><span style="font-weight: 400;">aniversário de 25 anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> da franquia após o bem recebido </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JYKex3QJ_C8"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil Village</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a nova tentativa da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">de adaptar videogames para um formato seriado chega na forma de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JQMeOOallZA"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil: No Escuro Absoluto</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nos moldes de </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-castlevania-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Castlevania</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira temporada tem apenas quatro episódios, focando principalmente em apresentar seus personagens e formar a base para possíveis histórias futuras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um dos grandes chamativos da série sendo a reunião do icônico </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XTgyHIJj8fo"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é decepcionante ver quão poucas cenas Leon Kennedy (Nick Apostolides) e Claire Redfield (Stephanie Panisello) dividem. Situado após o final de </span><a href="https://www.theenemy.com.br/resident-evil/remake-resident-evil-4-reboot-m-two-capcom"><i><span style="font-weight: 400;">Resident Evil 4</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a série começa com Leon entrando para o serviço secreto e tendo que lidar com uma invasão de zumbis à Casa Branca, enquanto Claire persegue os detalhes de uma conspiração para ocultar um novo surto de mortos-vivos. Apesar dos cenários centrados e animações realistas, a nova série não esquece de fazer piada consigo mesma e trazer aquela farofa que os fãs dos games já esperam da franquia.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">No Escuro Absoluto</span></i><span style="font-weight: 400;"> age como uma perfeita tradução visual do jogo para série, capturando o sentimento de fases, ambientação e o terror grotesco da franquia (com direito até a </span><i><span style="font-weight: 400;">boss </span></i><span style="font-weight: 400;">final), mas falha em contar uma história engajante para sustentar essa adaptação. A trama política ao redor das armas biológicas já foi contada e recontada vezes suficientes para saber como termina, e o final em aberto para mais temporadas frustra mais do que empolga. </span><b>&#8211;</b> <b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_22172" aria-describedby="caption-attachment-22172" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22172" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-1.jpg" alt="Cena da série documental Elize Matsunaga: Era uma vez um crime. Na imagem encontra-se Elize Matsunaga, mulher branca de cabelos lisos e loiros, ela usa um vestido preto decotado com mangas curtas. Ela olha de lado e está com uma expressão séria. Atrás dela nota-se um ambiente florestado que está desfocado na imagem." width="1360" height="850" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-1.jpg 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-1-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-1-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-1-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Imagem-1-1-1-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22172" class="wp-caption-text">O midiático Caso Yoki é discutido na nova série documental de true crime brasileira da Netflix (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime (Minissérie Documental, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g-E-ZSEFk_s"><span style="font-weight: 400;">minissérie documental</span></a><span style="font-weight: 400;"> que revisita os fatos envolvendo o assassinato do empresário Marcos Matsunaga, produzida por </span><a href="https://plantaoenfoco.com.br/entretenimento/o-lado-nunca-ouvido-documentario-de-elize-matsunaga-ja-esta-no-ar/"><span style="font-weight: 400;">Gustavo Mello</span></a><span style="font-weight: 400;">, é a primeira aposta da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">para produções envolvendo </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-caso-evandro-critica/"><span style="font-weight: 400;">crimes reais nacionais</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apresentada em quatro episódios, narra e discute desde o relacionamento de Marcos e Elize, passando pelo  julgamento e pelas visões da condenada pelo caso neste período em que a mesma se encontra cumprindo a pena. Entrevistas com amigos, jornalistas que acompanharam o desenrolar da investigação, advogados, o promotor e o delegado envolvidos no fato também foram utilizadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Ela vivia uma </span></i><a href="https://www.bbc.com/portuguese/vert-cul-47956959"><i><span style="font-weight: 400;">vida de princesa</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">. A escolha da produção foi brincar e problematizar com essa fala que era corriqueira da acusação, do delegado, de amigos e familiares de Marcos. O que faria uma mulher que </span><a href="https://www.scielo.br/j/prc/a/wj5TxCtBZcmGFMZjFfZgnPB/?lang=pt"><span style="font-weight: 400;">aparentemente tem uma vida perfeita</span></a><span style="font-weight: 400;"> matar e esquartejar o marido? Por meio deste questionamento, a minissérie vai trazendo as falas dos personagens envolvidos com o caso para discutir temas como: </span><a href="https://medium.com/qg-feminista/an%C3%A1lise-document%C3%A1rio-quem-matou-elo%C3%A1-a-imprensa-protagoniza-o-seu-black-mirror-mis%C3%B3gino-a10cbc1e6bc8"><span style="font-weight: 400;">midiatização de casos criminais</span></a><span style="font-weight: 400;">, julgamento moral e criminal por parte da imprensa, machismo, misoginia judicial e </span><a href="https://www.gov.br/mdh/pt-br/assuntos/denuncie-violencia-contra-a-mulher/violencia-contra-a-mulher"><span style="font-weight: 400;">violência contra a mulher</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minissérie documental não pretende refazer o julgamento de Elize, mas trazer certas </span><a href="https://www.institutomariadapenha.org.br/lei-11340/tipos-de-violencia.html"><span style="font-weight: 400;">nuances sobre o crime</span></a><span style="font-weight: 400;"> de modo que o telespectador possa se questionar acerca de algumas questões sociais e morais. Entretanto, </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/diretora-da-serie-documental-elize-matsunaga-era-uma-vez-um-crime-fala-sobre-bastidores-da-producao.phtml"><span style="font-weight: 400;">a produção</span></a><span style="font-weight: 400;"> peca na escolha de alguns caminhos narrativos, como a caricatura de alguns envolvidos, a tentativa de justificação dos atos de Elize e mesmo o tom cômico com que algumas questões são abordadas, não havendo a seriedade necessária ao tratamento deste caso como exigem tais produções.</span><b> &#8211; Ma Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_22200" aria-describedby="caption-attachment-22200" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22200" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/loki_season_1_review_1626411388177.webp" alt="" width="1200" height="800" /><figcaption id="caption-attachment-22200" class="wp-caption-text">Não há nada, absolutamente nada, melhor do que o Jacaré Loki (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Loki (1ª temporada, Disney+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É claro que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> não ia perder a oportunidade de dar uma série para o vilão mais amado e charmoso do Universo Cinematográfico. Mesmo assim, </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159683/"><span style="font-weight: 400;">trazer de volta</span></a><span style="font-weight: 400;"> o Loki assassino e conquistador de </span><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores</span></i><span style="font-weight: 400;"> depois de uma evolução visível ao longo de 13 anos de estúdio foi uma jogada que poderia ter dado muito certo ou muito errado. Felizmente, os que apostaram na última opção ainda não perceberam que, quando se trata de </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/loki-sylvie-responsavel-morte-kang"><span style="font-weight: 400;">Tom Hiddleston</span></a><span style="font-weight: 400;">, consegue-se abrir uma indústria de leite de pedra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo no primeiro episódio, </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Loki</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pega toda a Saga do Infinito, corta em mil pedacinhos e manda diretamente para os lixões de Sakaar. Depois de assistirmos a morte de personagens queridos por conta daquelas malditas Joias do Infinito, é impossível conter o choque de ver montes delas sendo utilizados como peso de papel pela </span><a href="https://www.omelete.com.br/marvel-cinema/loki-entenda-o-que-e-a-tva-disney"><span style="font-weight: 400;">Autoridade de Variação Temporal</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Finalmente</span></i><span style="font-weight: 400;">, o Deus da Trapaça fica cara a cara com o maior poder do universo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acima de tudo isso, o glorioso propósito de </span><i><span style="font-weight: 400;">Loki</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi nos apresentar a </span><i><span style="font-weight: 400;">ela</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/o-que-sophia-di-martino-acha-do-romance-entre-loki-e-sylvie-no-mcu/"><span style="font-weight: 400;">Sophia Di Martino</span></a><span style="font-weight: 400;">. A química que atravessa o espaço-tempo entre Sylvie e Loki manteve unidos os alicerces da série da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+ </span></i><span style="font-weight: 400;">e abriu um mundo (</span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159658/"><span style="font-weight: 400;">ou muitos</span></a><span style="font-weight: 400;">) de possibilidades para o futuro pós-pandemia dos cinemas. </span><a href="https://revistaquem.globo.com/Series-e-filmes/noticia/2021/07/serie-loki-e-renovada-para-segunda-temporada-no-disney.html"><span style="font-weight: 400;">Seja bem-vindo, multiverso</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_22188" aria-describedby="caption-attachment-22188" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22188" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/mestres-do-universo.jpg" alt="Cena da primeira parte da animação Mestres do Universo: Salvando Eternia. Os heróis e os vilões se juntam para derrotar um inimigo em comum. Da esquerda para a direita: Homem Fera (Kevin Michael Richardson), Andra (Tiffany Smith), Adam (Chris Wood), Teela (Sarah Michelle Gellar) e Maligna (Lena Headey). Homem Fera é careca, grande e laranja, usa uma tanga azul, tem cicatrizes no peito e riscos brancos na face. Andra é negra e usa uma armadura preta por cima de vestes verdes. Adam é caucasiano, loiro, cabelos até os ombros, usa uma blusa roxa por cima de uma camiseta de mangas longas branca, calças lavanda e botas roxas. Teela é caucasiana, tem cabelos ruivos, penteados para o lado direito, com uma armadura marrom por cima de vestes brancas e calças claras, segurando uma espada com as mãos. Maligna, caucasiana, de cabelos brancos longos, segurando um cetro partido com um orbe roxo na ponta. Atrás deles, um castelo de cristal com detalhes dourados, à noite, com estrelas no céu." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/mestres-do-universo.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/mestres-do-universo-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/mestres-do-universo-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/mestres-do-universo-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22188" class="wp-caption-text">Colocando tanto seus heróis como seus vilões para lutar lado a lado, Mestres do Universo: Salvando Eternia consegue inovar uma história clássica (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Mestres do Universo: Salvando Eternia (Masters of the Universe: Revelation, 1ª Parte, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele tem a força! A primeira parte da </span><a href="https://ovicio.com.br/10-curiosidades-sobre-he-man-e-os-mestres-do-universo/"><span style="font-weight: 400;">nova iteração de </span><i><span style="font-weight: 400;">Mestres do Universo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou na Netflix em julho e, apesar de modernizar a narrativa e dar o </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/mestres-do-universo-quem-e-teela"><span style="font-weight: 400;">foco para as personagens femininas</span></a><span style="font-weight: 400;"> da franquia, ainda mantém toda a estranheza clássica dos anos 80 e os </span><i><span style="font-weight: 400;">designs </span></i><span style="font-weight: 400;">gloriosamente cafonas de seus personagens. Comandada por </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/mestres-do-universo-kevin-smith-rebate-criticas-contra-a-serie-cresca"><span style="font-weight: 400;">Kevin Smith</span></a><span style="font-weight: 400;">, essa nova narrativa busca reinventar o que esperamos da franquia ao mesmo tempo que a homenageia e, graças às animações excepcionais do estúdio </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-castlevania-netflix/"><i><span style="font-weight: 400;">Powerhouse</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela consegue.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora tenha apenas cinco capítulos, a primeira parte da nova série estabelece maravilhosamente bem o seu universo e é extremamente convidativa para novos espectadores, apesar de não poupar referências aos seus antecessores. Escolhendo focar não na luta imortal de He-Man (Chris Wood) contra o maléfico Esqueleto (Mark Hamill), mas em sua parceira, Teela (Sarah Michelle Gellar) e sua relação com os outros personagens, </span><i><span style="font-weight: 400;">Salvando Eternia </span></i><span style="font-weight: 400;">evita as tentações comuns à </span><i><span style="font-weight: 400;">reboots </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">remakes </span></i><span style="font-weight: 400;">de repetir histórias que já foram contadas e, ao invés disso, traz novas e ousadas interpretações para seus personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um capítulo final que se move talvez um pouco rápido demais para o seu próprio bem e atropela algumas das relações mais interessantes entre seus personagens, </span><i><span style="font-weight: 400;">Mestres do Universo: Salvando Eternia</span></i><span style="font-weight: 400;"> termina com um gancho poderoso para sua segunda parte, ainda sem data marcada. Com um elenco estelar e uma direção moderna, os poderes de Grayskull nunca foram tão fortes.</span> <span style="font-weight: 400;">&#8211; </span><b>Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_22242" aria-describedby="caption-attachment-22242" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22242" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Young-Royals-2.jpg" alt="Cena da série Young Royals. A imagem mostra um grupo de adolescentes assistindo filme numa sala grande. A imagem é capturada meio de lado, num panorama do lado direito, e o foco está num casal do jovens ao centro do grupo. Eles estão sentados no chão, ao redor de outros adolescentes, e são interpretados por Edvin Ryding e Omar Rudberg. Primeiro, do lado esquerdo, está Wilhelm, a personagem de Edvin, um adolescente branco de cabelos médios lisos e loiros. Ele veste um moletom azul escuro e está entrelaçando os dedos com as mãos de Simon, personagem de Omar. Simon é um adolescente negro de pele clara, de cabelos ondulados castanhos. Ele veste uma camisa jeans em cima de uma blusa amarela mostarda e suas mãos estão em cima do joelho de Wilhelm. Os dois olham para a frente, e atrás deles existe um aparelho que projeta uma luz na frente deles. Ao redor, existem outros adolescentes sentados nos sofás e no chão, ao centro, assim como os dois, e também vasilhas com pipocas e doces." width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Young-Royals-2.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Young-Royals-2-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Young-Royals-2-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Young-Royals-2-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Young-Royals-2-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/Young-Royals-2-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22242" class="wp-caption-text">O novo drama adolescente da Netflix é sucesso certeiro e não deixa a juventude real reduzida ao seu título (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Young Royals (1ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> não tem limites. Agora, ela inventou de juntar elementos de sua maior produção e seu maior sucesso de crítica com a sensação </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais quente do momento. Imagina uma mistura de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/the-crown/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com </span><a href="https://personaunesp.com.br/elite-4a-temporada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? Ela existe e atende por </span><i><span style="font-weight: 400;">Young Royals</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção sueca chegou na plataforma de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> junto do jovem príncipe Wilhelm (</span><a href="https://www.instagram.com/edvinrydings/"><span style="font-weight: 400;">Edvin Ryding</span></a><span style="font-weight: 400;">), que é enviado para um colégio interno depois de deixar sua família real de cabelo em pé com episódios típicos de um adolescente em crise. Lá, ele conhece o apaixonante Simon (</span><a href="https://www.instagram.com/officialomar/"><span style="font-weight: 400;">Omar Rudberg</span></a><span style="font-weight: 400;">), e o resto é história.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A série de Rojda Sekersöz e Erika Calmeyer aborda os mais variados aspectos das vidas de seus personagens com muito ritmo e muito estilo. O acerto maior das diretoras, no entanto, é colocar </span><a href="https://twitter.com/philtctos/status/1411013647179124739"><span style="font-weight: 400;">adolescentes para viver seus adolescentes</span></a><span style="font-weight: 400;">, pressuposto básico que parece ser demais para as produções juvenis tradicionais, que se preocupam mais em criar um ideal em torno de suas histórias do que de fato contemplar os que se propõem a retratar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, os </span><i><span style="font-weight: 400;">jovens reais</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.netflix.com/title/81210762"><i><span style="font-weight: 400;">Young Royals</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> fazem com que seus arcos básicos sejam extremamente atraentes. As personagens vivem suas descobertas sexuais, encaram seus dilemas pessoais, lidam com suas questões emocionais e psicológicas e sentem os conflitos de classe em cada um dos seis episódios, com destaque para a atuação dos coadjuvantes Sara (Frida Argento) e August (Malte Gårdinger). A energia da juventude que falta no palácio da Rainha Elizabeth com o refino que falta nos causos de </span><span style="font-weight: 400;">Las Encinas</span><span style="font-weight: 400;">. Tem como dar errado? </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_22240" aria-describedby="caption-attachment-22240" style="width: 1400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22240" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/goodgirls.jpg" alt="Imagem de uma cena de Good Girls. Nela está Beth, mulher branca e ruiva, vestindo um sobretudo preto. Ela está inclinada sobre uma mesa de boliche, segurando o bastão em direção a uma bola. Atrás da protagonista está Rio. O personagem tem pele clara e cabelo raspado. Suas roupas são escuras. Ele está encostado na mulher, a ajudando no jogo. A mesa na frente deles é roxa, e o fundo é uma parede de marrom dividida por uma porta preta." width="1400" height="933" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/goodgirls.jpg 1400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/goodgirls-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/goodgirls-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/goodgirls-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/goodgirls-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22240" class="wp-caption-text">As boas garotas mostram seu pior na última temporada da série (Foto: NBC)</figcaption></figure>
<p><b>Good Girls (4° temporada, NBC)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua quarta temporada, </span><a href="https://www.adorocinema.com/series/serie-21703/"><i><span style="font-weight: 400;">Good Girls</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> entra na longa lista de séries descartadas pela </span><i><span style="font-weight: 400;">NBC</span></i><span style="font-weight: 400;">. A história de três mulheres que entram no mundo do crime começou divertida e viciante, mas decepcionou em seus </span><a href="https://youtu.be/LsNWydZ2wdQ"><span style="font-weight: 400;">episódios finais</span></a><span style="font-weight: 400;">. Apesar de deixarem saudades, já estava na hora de dizermos adeus para as mamães mais delinquentes da televisão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É uma pena, então, que a despedida tenha sido tão fraca. Com 16 episódios que não pareciam sair do lugar, a temporada final do seriado mal parecia ter uma narrativa definida. O que seria aceitável se, pelo menos, os atores dessem conta de anular esse problema. Mas com uma Beth (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fu5eJ9s-tgY"><span style="font-weight: 400;">Christina Hendricks</span></a><span style="font-weight: 400;">)</span><span style="font-weight: 400;"> mais egoísta do que nunca, ficou difícil de engolir. A protagonista conseguiu irritar não um ou dois, mas praticamente todos os outros personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E Rio (</span><a href="https://www.instagram.com/lbmannymontana/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Manny Montana</span></a><span style="font-weight: 400;">), o </span><i><span style="font-weight: 400;">badboy</span></i><span style="font-weight: 400;"> tão amado, perdeu um pouco de seu charme e poder. Em uma tentativa de humanizar mais o traficante, ele acabou se tornando um pouco sem graça. No meio dessa bagunça, o trio principal acaba por caminhar em diferentes sentidos, com uma finalização um tanto aberta para novas possibilidades, mas que vão existir apenas na imaginação dos telespectadores.</span><b> &#8211; Mariana Chagas</b></p>
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<figure id="attachment_22189" aria-describedby="caption-attachment-22189" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22189" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/beastars.jpg" alt="Cena da segunda temporada de Beastars. À noite, Louis (Yuuki Ono), um veado antropomorfizado, usa um terno vinho com camisa verde e gravata preta, dançando com Juno (Atsumi Tanekazi), uma loba antropomorfizada, usa um suéter lavanda claro. Louis, à direita, tem pelagem laranja e grandes olhos marrons. Juno, à esquerda, possui pelagem marrom clara no rosto e branca ao redor do focinho. Louis segura a mão direita de Juno na sua esquerda, enquanto sua mão esquerda segura sua cintura. Atrás deles, à direita, alguns prédios suburbanos com as luzes apagadas, com alguns postes acesos iluminando a rua. À direita e próximo deles, uma árvore ao lado de um poste iluminando a cena." width="960" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/beastars.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/beastars-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/beastars-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22189" class="wp-caption-text">Louis é um dos personagens mais surpreendentes e interessantes da nova temporada de Beastars (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Beastars (2ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os animais antropomorfizados de </span><i><span style="font-weight: 400;">Beastars</span></i><span style="font-weight: 400;"> estão de volta para fazer você se perguntar se não é realmente um </span><a href="https://estudio.r7.com/furries-quem-sao-os-adultos-que-se-vestem-de-bicho-19062020"><i><span style="font-weight: 400;">furry</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A segunda temporada da adaptação do </span><a href="https://ovicio.com.br/criadora-de-beastars-vai-lancar-novo-manga/"><span style="font-weight: 400;">mangá de Paru Itagaki</span></a><span style="font-weight: 400;"> volta com ainda mais dramas adolescentes e mistérios </span><i><span style="font-weight: 400;">noir</span></i><span style="font-weight: 400;">, junto com a animação em CGI </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g9ef-44vOqc&amp;pp=ugMICgJwdBABGAE%3D"><span style="font-weight: 400;">característica do estúdio </span><i><span style="font-weight: 400;">Orange</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O aspecto </span><i><span style="font-weight: 400;">3D</span></i><span style="font-weight: 400;"> ajuda a capturar o escopo e os movimentos de seus personagens em lutas eletrizantes, assim como em cenas mais íntimas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o lobo Legoshi (Chikahiro Kobayashi) continua sua jornada para superar seus próprios instintos e tornar-se protetor dos herbívoros (e também poder passar tempo com sua namorada coelha), o veado Louis (Yuuki Ono) toma uma direção inesperada, tomando o controle de sua vida através de uma integração surpreendente com o mundo dos carnívoros. O </span><i><span style="font-weight: 400;">anime </span></i><span style="font-weight: 400;">continua adicionando diversos temas à sua narrativa, interpretando problemas humanos em uma sociedade animalesca em oposição inerente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns personagens secundários sofrem com o novo foco da série, especialmente os estudantes da escola Cherryton. Haru (Sayaka Senbongi) recebe poucos momentos para brilhar, e deixa saudades de sua narrativa na primeira temporada. É triste não ver tanto desses personagens, já que trabalho realizado com outros continua excepcional e, com </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/beastars-temporada-3-tudo-sobre.html#list-item-1"><span style="font-weight: 400;">a confirmação recente</span></a><span style="font-weight: 400;"> da produção de sua terceira temporada, </span><i><span style="font-weight: 400;">Beastars</span></i><span style="font-weight: 400;"> termina seu segundo ano nos dando esperanças de que, apesar de difícil, um futuro melhor é possível.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_22201" aria-describedby="caption-attachment-22201" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22201" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/NeverHaveIEver_Season2_Episode9_00_27_47_15R_Crop-1-e1626269741922-scaled.jpg" alt="" width="2560" height="1382" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/NeverHaveIEver_Season2_Episode9_00_27_47_15R_Crop-1-e1626269741922-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/NeverHaveIEver_Season2_Episode9_00_27_47_15R_Crop-1-e1626269741922-800x432.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/NeverHaveIEver_Season2_Episode9_00_27_47_15R_Crop-1-e1626269741922-1024x553.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/NeverHaveIEver_Season2_Episode9_00_27_47_15R_Crop-1-e1626269741922-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/NeverHaveIEver_Season2_Episode9_00_27_47_15R_Crop-1-e1626269741922-1536x829.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/NeverHaveIEver_Season2_Episode9_00_27_47_15R_Crop-1-e1626269741922-2048x1106.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/NeverHaveIEver_Season2_Episode9_00_27_47_15R_Crop-1-e1626269741922-1200x648.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22201" class="wp-caption-text">O homem da vida de Devi será, sempre, seu pai (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Eu Nunca… (Never Have I Ever, 2ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi quase criminoso o tempo que tivemos que esperar para descobrir se Devi Vishwakumar iria escolher o fofo-porém-egocêntrico Ben Gross ou o lindo-porém-esnobe Paxton Hall-Yoshida. De cara, o primeiro episódio da segunda temporada de </span><a href="https://www.metropoles.com/webstories/5-motivos-para-ver-eu-nunca-a-serie-mais-assistida-na-netflix-hoje"><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca…</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> já acabou com as dúvidas e carimbou a decisão </span><i><span style="font-weight: 400;">mais Devi </span></i><span style="font-weight: 400;">possível: por que não namorar&#8230; os dois? E foi aí que os problemas começaram.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para quem </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/eu-nunca-o-que-esperar-terceira-temporada"><span style="font-weight: 400;">amou e odiou</span></a><span style="font-weight: 400;"> a protagonista interpretada por Maitreyi Ramakrishnan no ano anterior, a boa notícia é que ela continua nos oferecendo as mesmas doses cavalares de vergonha alheia enquanto despeja um carisma tão grande que é impossível não simpatizar com as loucuras de sua vida. Devi ainda não sabe lidar com seu temperamento e seu luto segue ditando cada decisão que toma, mas a personagem vai se tornando mais consciente e aberta à mudanças conforme os episódios seguem seu ritmo.</span></p>
<p><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/listas/2021/07/o-que-a-netflix-nao-te-contou-sobre-a-serie-eu-nunca"><span style="font-weight: 400;">Pérola adolescente da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu Nunca…</span></i><span style="font-weight: 400;"> explora perfeitamente seu </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159680/"><span style="font-weight: 400;">elenco</span></a><span style="font-weight: 400;"> repleto de diversidade e talento. Paxton finalmente deixa de ser apenas um </span><i><span style="font-weight: 400;">sex-appeal </span></i><span style="font-weight: 400;">e ganha um </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159688/"><span style="font-weight: 400;">episódio sensível</span></a><span style="font-weight: 400;"> para chamar de seu, enquanto Eleanor e Fabíola embarcam em suas jornadas amorosas opostas, cada uma articulada para levantar uma nova discussão dentro do panorama da série criada por Mindy Kaling. Depois de mais dez episódios, a conclusão é clara – sem espaço para </span><i><span style="font-weight: 400;">#TeamBen</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou </span><i><span style="font-weight: 400;">#TeamPaxton</span></i><span style="font-weight: 400;">; por aqui, somos </span><i><span style="font-weight: 400;">#TeamDevi</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_22215" aria-describedby="caption-attachment-22215" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22215" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/North-High-Costumes-Room.jpeg" alt="A imagem é uma foto da segunda temporada de High School Musical: O Musical: A Série. Nela, estão, da esquerda para a direita, os personagens Nini, Big Red, Seb e Ashlyn em um camarim do teatro, com várias araras com figurinos pendurados. Nini é interpretada pela atriz Olivia Rodrigo, uma jovem de traços filipinos, cabelo castanho longo, ela veste uma blusa de manga comprida com listras e uma saia bege. Big Red é interpretado pelo ator Larry Saperstein, ele é um menino branco de cabelos ruivos, e veste uma camiseta xadrez azul, um casaco xadrez vermelho e calças verde-musgo. Seb é interpretado pelo ator Joe Serafini, ele é um menino branco de cabelos loiros, e vesteuma camiseta vermelha e uma camisa xadrez azul. Ashlyn é interpretada pela atriz Julia Lester, ela é uma menina branca de cabelos ruivos e compridos, ela veste um moletom amarelo com o desenho de uma vespa e calça moletom cinza. " width="1170" height="779" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/North-High-Costumes-Room.jpeg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/North-High-Costumes-Room-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/North-High-Costumes-Room-1024x682.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/North-High-Costumes-Room-768x511.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22215" class="wp-caption-text">A produção do Disney+ ainda aguarda a renovação para uma terceira temporada (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>High School Musical: A Série: O Musical (High School Musical: The Musical: The Series, 2ª temporada, Disney+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o sucesso estrondoso de Olivia Rodrigo ao redor do globo, e o </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/tv,serie-de-high-school-musical-estreia-2-temporada-apos-protagonistas-ganharem-status-de-estrelas,70003711388"><span style="font-weight: 400;">burburinho de indiretas musicais</span></a><span style="font-weight: 400;"> com seu ex-namorado Joshua Bassett, a segunda temporada de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/high-school-musical-the-musical-the-series-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical: A Série: O Musical</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> era mais do que aguardada. Além da ansiedade em continuar acompanhando a produção que trouxe o gostinho da nostalgia para toda uma geração de </span><i><span style="font-weight: 400;">Wildcats,</span></i><span style="font-weight: 400;"> a trama também teve como gancho final o destino incerto do relacionamento entre Nini e Ricky, interpretados respectivamente pelo casal já mencionado. Mas <a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/">o clima tenso</a> foi capaz de casar perfeitamente com a narrativa prevista, resultando em uma relação desgastante e num exagero de drama adolescente que supera até mesmo o dueto de Troy (Zac Efron) e Gabriela (Vanessa Hudgens) em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cG-dCOM33nQ"><i><span style="font-weight: 400;">Gotta Go My Own Way</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em paralelo ao romance em ruínas, o segundo ano da série segue o mesmo objetivo da realização de um musical, que se desvencilha completamente da proposta até então dependente da trilogia de filmes ambientada no colégio </span><i><span style="font-weight: 400;">East High</span></i><span style="font-weight: 400;">. Agora, o clube de teatro prepara uma adaptação de</span> <a href="https://personaunesp.com.br/a-bela-e-a-fera-2017/"><i><span style="font-weight: 400;">A Bela e a Fera</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto fornece um terreno propício para o desenvolvimento de narrativas de personagens secundários &#8211; e um milhão de vezes mais interessantes que o casal protagonista. Nisso, outros relacionamentos tomam os holofotes, como Carlos (Frankie A. Rodriguez) e Seb (Joe Serafini), que, mesmo na razoabilidade, manifestam uma importante discussão sobre suas identidades e a questão de serem o único casal gay da escola. Ashlyn (Julia Lester) forma uma dupla e tanto com Big Red (Larry Saperstein), recebendo a atenção que o seu talento merece e protagonizando uma importante narrativa sobre aceitação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas quem rouba o devido destaque na temporada é Gina (Sofia Wylie). A trama faz mais do que obrigação ao não deixar a dançarina presa ao papel de vilã levantado no ano anterior, erro imperdoável cometido com a brilhante Sharpay Evans (Ashley Tisdale) na obra original. Assim, em meio à superação de um romance frustrado, ela desenvolve uma grande amizade com E. J. (Matt Cornett) e até com Nini, abandonando narrativas fáceis de disputa feminina. Mesmo com o ambiente bem preparado para essas outras histórias,  </span><i><span style="font-weight: 400;">High School Musical: A Série: O Musical </span></i><span style="font-weight: 400;">deixa de explorar a trama principal da rivalidade com o colégio </span><i><span style="font-weight: 400;">North High</span></i><span style="font-weight: 400;">, ganhando um desfecho preguiçoso e que desmoraliza todo o trabalho realizado ao longo dos seus 12 episódios. Com poucas pontas soltas em seu encerramento, </span><a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/olivia-rodrigo-high-school-musical-prepara-adeus"><span style="font-weight: 400;">a despedida de Olivia Rodrigo é quase certa</span></a><span style="font-weight: 400;">, em que sua personagem parece seguir seus passos da vida real e estar cada vez mais preparada para ganhar o mundo a fora com seu talento único. </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
<hr />
<figure id="attachment_22219" aria-describedby="caption-attachment-22219" style="width: 1365px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-22219" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/inti.png" alt="Cena do reality Drag Race España. A participante Inti desfila na passarela com uma roupa inspirada em suas origens como pessoa de descendência quechua. Ela veste um vestido branco com um sol vermelho no centro, botas brancas, uma capa colorida com as cores azul, vermelho e amarelo que quando se abre forma os raios de um sol. Na cabeça, ela utiliza um adereço da cultura quechua. Sua maquiagem é colorida como as cores da sua capa." width="1365" height="768" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/inti.png 1365w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/inti-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/inti-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/inti-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/08/inti-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-22219" class="wp-caption-text">Ela é fodona e sabe disso (Foto: ATRESplayer)</figcaption></figure>
<p><b>Drag Race España (1ª temporada, ATRESplayer)  </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ninguém aguenta mais </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas a gente continua assistindo mesmo assim. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality </span></i><span style="font-weight: 400;">atual com a maior capacidade de se reinventar andou explorando </span><a href="http://personaunesp.com.br/drag-race-uk-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">novos países</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="http://personaunesp.com.br/drag-race-holland-critica/"><span style="font-weight: 400;">novas línguas</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos últimos anos, e chegou a vez da Espanha mostrar o que há de melhor (e pior) por lá. No lugar de RuPaul, conhecemos Supremme de Luxe, uma mistura de Silvetty Montilla e Adriane Galisteu, que se mostrou a melhor apresentadora substituta da franquia até agora. A exausta Michelle Visage virou Ana Locking, que ainda tem muito a aprender; e a dupla robótica purpurinada Ross e Carson deu lugar para o casal de Javiers, Calvo e Ambrossi, criadores da imperdível minissérie </span><i><span style="font-weight: 400;">Veneno</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não tem outra definição, </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race España </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma bagunça. Com uma energia direto dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kNHD4rGpJg4&amp;ab_channel=CanalTempestadeNoturna"><span style="font-weight: 400;">programas brasileiros dos anos 90</span></a><span style="font-weight: 400;">, a corrida das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rMhL5OuFKUM&amp;ab_channel=chrysalxsm"><i><span style="font-weight: 400;">locas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> parecia produzida e editada no susto. A montagem era levemente caótica, e a edição final dos episódios não tentava esconder a equipe de primeira viagem no assunto </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race</span></i><span style="font-weight: 400;">, seja na escolha da trilha sonora incomum ou nos cortes secos. Porém, para o espectador que conseguiu enxergar além dessas questões, vimos uma temporada estreante extremamente divertida e uma leva de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DZG00JtM48w&amp;ab_channel=WOWPresents"><i><span style="font-weight: 400;">queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> memoráveis e talentosas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Aliás, diversão, essa, que parece cada vez mais podada na versão americana em prol da qualidade técnica, o que também se torna um problema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi nessa bagunça que assistimos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GShuxhWqffs&amp;t=96s&amp;ab_channel=AlecFlores"><span style="font-weight: 400;">Pupi Poisson</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma palhaça de peruca, brilhar. Em primeiro momento, seus vestidos questionáveis fazem franzir a testa, mas sua personalidade compensa e nos lembra do lema original da arte</span><i><span style="font-weight: 400;"> drag</span></i><span style="font-weight: 400;">: divertir quem assiste. E isso, Pupi faz com êxito. Inti serviu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3qyRktQq-GQ&amp;ab_channel=AlecFlores"><span style="font-weight: 400;">visuais impecáveis</span></a><span style="font-weight: 400;"> e <a href="https://www.paudal.com/2021/06/18/trans-indigenista-and-referent-intis-indelible-mark-on-spanish-television/">discussões importantíssimas</a>, que o programa deixou escapar de suas mãos quando não foi capaz de respeitar as referências culturais da </span><i><span style="font-weight: 400;">queen quechua</span></i><span style="font-weight: 400;">; </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=E7lqDY7aJ80&amp;ab_channel=AlecFlores"><span style="font-weight: 400;">Hugáceo Crujiente</span></a><span style="font-weight: 400;"> também foi incompreendida. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=V9hpzhOjbEM&amp;ab_channel=AlecFlores"><span style="font-weight: 400;">Killer Queen</span></a><span style="font-weight: 400;"> lutou até o último segundo e conquistou sua posição no </span><i><span style="font-weight: 400;">top 3</span></i><span style="font-weight: 400;">, enquanto </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=irB-8dMB2y8&amp;ab_channel=LucasChachki"><span style="font-weight: 400;">Sagittaria</span></a><span style="font-weight: 400;"> deslizou até o pódio repetindo sua estética <a href="https://www.youtube.com/watch?v=7-fsvt_-uMo&amp;ab_channel=LegoCruz">copiada</a> toda semana. Quem levou a melhor foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JqDAeX5ZAWw&amp;ab_channel=LucasChachki"><span style="font-weight: 400;">Carmen Farala</span></a><span style="font-weight: 400;">, que agora senta no Olimpo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race </span></i><span style="font-weight: 400;">como uma das melhores participantes (e vencedoras) da história do programa. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
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		<title>Cineclube Persona – Junho de 2021</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2021 19:00:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Já estamos cansados de reclamar da situação do país em meio a esse turbilhão de confusões, esquemas e agressões vindas da politicagem brasileira. Será que a Arte ainda é capaz de nos fazer esquecer de toda essa bagunça no mundo exterior? Ou é ela que nos mantém sãos? Bem, não há resposta certa para isso. &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-junho-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona – Junho de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_21622" aria-describedby="caption-attachment-21622" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-21622" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/CINECLUBE_WORDPRESS_JUNHO-800x420.jpg" alt="" width="800" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/CINECLUBE_WORDPRESS_JUNHO-800x420.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/CINECLUBE_WORDPRESS_JUNHO-768x404.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/CINECLUBE_WORDPRESS_JUNHO.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-21622" class="wp-caption-text">Destaques de Junho de 2021: 2ª temporada de Legendary, o fim de Pose, Luca e Manhãs de Setembro (Foto: Reprodução/Arte: Ana Júlia Trevisan/Texto de Abertura: Caroline Campos e Vitor Evangelista)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Já estamos cansados de reclamar da situação do país em meio a esse turbilhão de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/poder/2021/06/exclusivo-governo-bolsonaro-pediu-propina-de-us-1-por-dose-diz-vendedor-de-vacina.shtml"><span style="font-weight: 400;">confusões, esquemas e agressões</span></a><span style="font-weight: 400;"> vindas da politicagem brasileira. Será que a Arte ainda é capaz de nos fazer esquecer de toda essa bagunça no mundo exterior? Ou é ela que nos mantém sãos? Bem, não há resposta certa para isso. Junho chegou, Junho foi embora e a leva de filmes e séries que marcaram a metade do ano não poderia ter sido mais diferente uma da outra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No mundo cinematográfico, onde alguns poucos irresponsáveis arriscam ir aos cinemas, as produções foram escassas e não muito chamativas. Os apaixonados pelo medo e pelo horror ganharam de presente duas bombas: </span><a href="https://personaunesp.com.br/invocacao-do-mal-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não é um fracasso completo, mas abala o ânimo dos fãs da franquia com uma trama fraca e pouco impressionante. Por outro lado, para quem pensava que não poderia ser pior, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=411aCkoMEmU"><i><span style="font-weight: 400;">Espiral: O Legado de Jogos Mortais</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se esforçou para entregar um dos piores filmes da saga de Jigsaw. Não foi dessa vez que o deus da carga dramática te abençoou, Chris Rock.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i><span style="font-weight: 400;">, pelo menos, nos garantiram um pouco mais de diversão. A nova animação do </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;"> pode ter uma narrativa marcada pela simplicidade, mas não falha em emocionar o espectador com a sua fofura. Estamos falando de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=E7_4ZUpyoWM"><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que conta com os dois monstros marinhos mais carismáticos desde o </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-137537/"><span style="font-weight: 400;">peixão apaixonado de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Forma da Água</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lá em 2017. Pelas mãos da dona </span><i><span style="font-weight: 400;">Netlfix</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/carnaval-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Carnaval</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi lançado e conseguiu o feito de nos fazer fechar a cara só de ouvir o nome da melhor festa do ano. Mesmo assim, nessa altura do campeonato, dá vontade de pular um bloquinho, não é?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lin-Manuel Miranda emplacou mais um </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> e trouxe os musicais de volta ao cinemas com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=k91B9sEhe7w"><i><span style="font-weight: 400;">Em um Bairro de Nova York</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que encantou a crítica com suas coreografias e o protagonismo de Anthony Ramos – não, não é o ator da</span><i><span style="font-weight: 400;"> Globo</span></i><span style="font-weight: 400;">. No entanto, faltou tato por parte da produção do filme, que foi </span><a href="https://www.cabanadoleitor.com.br/em-um-bairro-de-nova-york-e-criticado-por-falta-de-afro-latinos-no-elenco/"><span style="font-weight: 400;">duramente criticada</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela falta de representação entre o elenco principal de afro-latinos no bairro de Washington Heights. Apesar de Miranda se pronunciar</span><i><span style="font-weight: 400;"> “verdadeiramente arrependido”</span></i><span style="font-weight: 400;">, o resto dos envolvidos protagonizou um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> de horrores ao </span><a href="https://www.kabc.com/2021/06/19/rita-moreno-apologizes-for-comments-woke-critics-called-dismissive-of-black-latino-lives/"><span style="font-weight: 400;">comentar a polêmica</span></a><span style="font-weight: 400;">. Complicado, Rita Moreno.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na parte da TV, o cenário foi mais positivo. No Brasil, </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-caso-evandro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Caso Evandro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chocou tanto que até ganhou episódios extras, com informações importantíssimas que só foram descobertas pela repercussão do documentário. </span><a href="https://vejasp.abril.com.br/blog/filmes-e-series/inspirada-em-fatos-serie-colonia-estreia-no-canal-brasil/"><i><span style="font-weight: 400;">Colônia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, original do </span><i><span style="font-weight: 400;">Canal Brasil</span></i><span style="font-weight: 400;">, ganhou casa no </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">, dando voz e rostos aos temas do livro </span><a href="https://www.amazon.com.br/Holocausto-Brasileiro-Genoc%C3%ADdio-mortos-hosp%C3%ADcio/dp/8551004638"><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Daniela Arbex.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> finalmente investiu nas produções nacionais, entregando </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5PP9bZYGA0o"><i><span style="font-weight: 400;">DOM</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NoXyFvRjem0"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A primeira leva a periferia e o tráfico em discussões que perpassam temas sociais, enquanto a segunda finalmente dá a Liniker um papel de atuação. A artista </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bNs_7r1PsfQ"><span style="font-weight: 400;">canta e encanta</span></a><span style="font-weight: 400;">, se firmando como um símbolo de poder e resistência nesse Mês do Orgulho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora do radar nacional, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=baGuGkdaIAA"><i><span style="font-weight: 400;">We Are Lady Parts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> inovou as típicas narrativas musicais que estamos acostumados, </span><a href="http://personaunesp.com.br/greys-anatomy-17a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Grey’s Anatomy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> finalizou seu 17º ano na união da ficção de Meredith com a pandemia do mundo real e </span><a href="http://personaunesp.com.br/rupauls-drag-race-down-under-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">RuPaul’s Drag Race Down Under</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se provou a pior temporada do </span><i><span style="font-weight: 400;">reality </span></i><span style="font-weight: 400;">de competição de </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queens</span></i><span style="font-weight: 400;">. Original do </span><i><span style="font-weight: 400;">Hulu</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas com exibição do </span><i><span style="font-weight: 400;">Paramount+</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Brasil, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rg_160Be71g"><i><span style="font-weight: 400;">The Handmaid’s Tale</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente entregou um ótimo capítulo neste livro de sofrimentos que é a vida de June.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">continuou </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oT7RNAQVbG4"><i><span style="font-weight: 400;">Lupin</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e nos deu uma </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=t04JpO7GbYc"><span style="font-weight: 400;">overdose de </span><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Além da estreia do quarto ano da sacanagem espanhola do Ensino Médio, fomos agraciados com curtas especiais, que não agregaram muito, mas foram agradáveis de acompanhar. O </span><a href="https://www.instagram.com/p/CQt1T_vhM9B/"><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> aterrissou por aqui e duas de suas melhores produções acabaram em Junho: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xlsPFKIE2ag"><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">coroa o talento inestimável de Jean Smart na comédia e </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary </span></i><span style="font-weight: 400;">continua na construção de seu maravilhoso império. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=whnMJZENarU"><span style="font-weight: 400;">É sério, vejam </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.instagram.com/p/CQrcU3hBzDx/"><span style="font-weight: 400;">Mês do Orgulho</span></a><span style="font-weight: 400;"> coloriu a arte desse Cineclube de Junho, com o azul-claro da bandeira trans se prostrando como resistência. Uma das melhores séries da história, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aUmUQeucVgI"><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, deu um tristonho tchau, através de uma terceira temporada cautelosa, calorosa e cheia de paixão. Para além de ser ‘apenas’ a produção com o </span><a href="https://draglicious.com.br/2018/11/01/pose-conheca-o-incrivel-elenco-inclusivo-da-serie/"><span style="font-weight: 400;">maior elenco trans da história da TV</span></a><span style="font-weight: 400;">, a obra-prima do </span><i><span style="font-weight: 400;">FX </span></i><span style="font-weight: 400;">se livrou das amarras narrativas que uma história LGBT pode se colocar, dando suficiente material para que </span><a href="https://cinepop.com.br/mj-rodriguez-de-pose-lanca-seu-primeiro-single-oficial-ouca-something-to-say-298668/"><span style="font-weight: 400;">MJ Rodriguez</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.revistalofficiel.com.br/pop-culture/entrevista-com-a-estrela-de-pose-dominique-jackson"><span style="font-weight: 400;">Dominique Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://thesource.com/2021/06/02/trailer-alert-escape-room-2-shows-indya-moore-and-taylor-russell-fighting-for-their-lives/"><span style="font-weight: 400;">Indya Moore</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3NA7BpvnRMA"><span style="font-weight: 400;">Billy Porter</span></a><span style="font-weight: 400;"> e cia cravem seus nomes para a eternidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>Persona </b><span style="font-weight: 400;">fecha o primeiro semestre com um </span><b>Cineclube </b><span style="font-weight: 400;">mais modesto que o habitual (é que o frio de Junho congelou até a gente). A conclusão do Mês do Orgulho não deixa dúvidas: o nosso papel, como espectadores e divulgadores de conteúdo, é o de prestigiar, aclamar, indicar e celebrar essas joias raras. Agora, é só chegar junto da </span><b>Editoria </b><span style="font-weight: 400;">e dos </span><b>Colaboradores </b><span style="font-weight: 400;">para conferir tudo o que falamos sobre o Cinema e a TV no sexto mês de 2021.</span></p>
<p><span id="more-21172"></span></p>
<h3>Cinema</h3>
<figure id="attachment_21497" aria-describedby="caption-attachment-21497" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21497" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat.jpg" alt="" width="1280" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/conjuring-devil-made-me-do-it-waterbed-feat-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21497" class="wp-caption-text">Julian Hilliard já viveu o jovem Luke em Maldição da Residência Hill e Billy em WandaVision (Foto: Warner Bros)</figcaption></figure>
<p><b>Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio (The Conjuring: The Devil Made Me Do It, Michael Chaves)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Que bagunça que fizeram com o pobre </span><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quando James Wan deu a luz ao primeiro filme da franquia lá em 2013, os fãs de terror convulsionaram tamanha a qualidade e o carisma do longa. 8 anos e sete filmes depois, </span><a href="https://personaunesp.com.br/invocacao-do-mal-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Invocação do Mal 3: A Ordem do Demônio</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou aos cinemas e ao </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> para provar que, infelizmente, tudo que é bom dura pouco.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O problema já começa na trama. Apesar do caso interessantíssimo que tinha em mãos – o julgamento de </span><a href="https://darkside.blog.br/invocacao-do-mal-3-conheca-o-caso-arne-cheyenne-johnson/"><span style="font-weight: 400;">Arne Cheyenne Johnson</span></a><span style="font-weight: 400;"> que, acusado de assassinato, alegou ter estado sob possessão demoníaca –, Michael Chaves não se decide quanto ao rumo que pretende dar ao seu filme. As </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/invocacao-do-mal-3-critica-187383/"><span style="font-weight: 400;">cenas nos tribunais</span></a><span style="font-weight: 400;">, que poderiam ter aberto outras portas para a franquia, são esquecidas e retomadas apenas nos minutos finais. Ao invés disso, Chaves prefere inserir um </span><i><span style="font-weight: 400;">plot</span></i><span style="font-weight: 400;"> horrendo envolvendo os talentos sensitivos de Lorraine Warren, que se torna quase uma </span><i><span style="font-weight: 400;">X-Men</span></i><span style="font-weight: 400;"> perdida no mundo de Annabelle. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Extremamente convenientes para a narrativa e utilizados com um excesso pavoroso, os poderes da demonologista e sua relação psíquica com a Ocultista bagunçam a história de forma quase incorrigível. No entanto, uma coisa é fato: Vera Farmiga e Patrick Wilson continuam impecáveis como </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159266/"><span style="font-weight: 400;">Ed e Lorraine Warren</span></a><span style="font-weight: 400;">. Um dos melhores casais do Cinema contemporâneo, Wilson e Farmiga entregam qualidade demais em comparação com o resto da trama. </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159128/"><span style="font-weight: 400;">Filmes ruins</span></a><span style="font-weight: 400;"> de franquias boas assustam mais que os demônios de Michael Chaves. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_21298" aria-describedby="caption-attachment-21298" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21298" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-800x533.jpg" alt="" width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/carnaval-netflix.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21298" class="wp-caption-text">Pelo menos a Gkay não faz dancinha (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Carnaval (Leandro Neri)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem não está com saudades do calor do Carnaval bom sujeito não é. Com  suas gravações iniciadas antes da pandemia, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> tenta engajar um filme nacional com os camarotes da festa de </span><a href="https://www.viajali.com.br/pontos-turisticos-salvador/"><span style="font-weight: 400;">Salvador</span></a><span style="font-weight: 400;">. A primeira metade do longa é pavorosa, depois, descemos descontroladamente a ladeira da vergonha alheia com o enredo e personagens vazios e sem nenhum atrativo externo ou de contexto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um elenco temível &#8211; Giovana Cordeiro e </span><a href="https://www.purepeople.com.br/noticia/luan-santana-da-beijo-na-boca-de-gkay-para-divulgar-clipe-morena-da-minha-vida-veja_a319914/1"><span style="font-weight: 400;">Gkay</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; não podemos contar nem com boas atuações. O filme não traz o melhor do Carnaval de Salvador, que são os blocos de rua. Os camarotes, que são forçados a todo momento, se encaixam com sentido na premissa que a história segue, mas, exclui toda parte contagiante da festa, que renderia uma boa produção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tenho que ser justa. Nem só de calamidade se constrói o longa da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. A representatividade dos orixás dentro do filme arrepia, há respeito em demonstrar figuras sagradas e pais de muitos. </span><a href="https://personaunesp.com.br/carnaval-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Carnaval</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acerta em trazer o candomblé, com misticismo, para o grande público. Não recomendo Gkay nem para minha pior inimiga, entretanto, se você estiver &#8211; assim como eu &#8211; com saudades do Carnaval,  assista essa produção que o sentimento passa. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_21494" aria-describedby="caption-attachment-21494" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21494" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/xlarge.jpeg" alt="" width="1200" height="628" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/xlarge.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/xlarge-800x419.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/xlarge-1024x536.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/xlarge-768x402.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21494" class="wp-caption-text">Luca foi inspirado na experiência real do diretor Enrico com seu melhor amigo de infância, Alberto (Foto: Disney+)</figcaption></figure>
<p><b>Luca (Idem, Enrico Casarosa)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trazer até as crianças o </span><a href="https://guiadoestudante.abril.com.br/dica-cultural/luca-filme-da-pixar-da-aula-de-inclusao/"><span style="font-weight: 400;">debate sobre a inclusão</span></a><span style="font-weight: 400;"> através de metáforas é uma ferramenta que os estúdios de animação adoram. Em um mundo tão excludente, filmes que abordam essa universalidade conseguem sempre um lugar especial no nosso coração. A bola da vez está em </span><a href="https://brasil.elpais.com/cultura/2021-06-17/pixar-viaja-ao-verao-mais-feliz-da-infancia.html"><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a nova animação da </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> dirigida por Enrico Casarosa, que conseguiu mesclar </span><i><span style="font-weight: 400;">A Pequena Sereia </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Me Chame Pelo Seu Nome</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma narrativa simples e eficiente sobre amizade e criaturas marinhas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abraçados pela </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/06/luca-e-um-filme-lgbtq-apesar-do-que-a-pixar-diz-veja-por-que"><span style="font-weight: 400;">comunidade LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;"> por conta de suas alegorias, os dois peixinhos Luca e Alberto conseguem assumir a forma humana fora da água. Enquanto o primeiro possui uma família protetora e um medo absurdo do mundo terrestre, o outro parece viver sozinho e se aventurar por qualquer coisa que o mundo tem a oferecer. Sem tramas complexas nem reviravoltas absurdas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i><span style="font-weight: 400;">, disponível no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">encanta pela simplicidade e delicadeza com que relaciona seus </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/luca-disney-plus-critica-187158/"><span style="font-weight: 400;">personagens</span></a><span style="font-weight: 400;">, todos procurando e explorando o seu lugar no mundo e as possibilidades desse vasto universo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Opostos, </span><a href="https://saopauloparacriancas.com.br/aprendemos-luca-animacao-pixar/"><span style="font-weight: 400;">Luca e Alberto</span></a><span style="font-weight: 400;">, dublados no original por Jacob Tremblay e Jack Dylan Grazer, se enveredam pelo mundo humano com o medo constante da rejeição e da exclusão. Assim, de forma sutil, </span><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i><span style="font-weight: 400;"> constrói seu carisma e apelo ao tratar das diferenças sociais com tamanha sensibilidade, sem deixar de lado a aventura juvenil e divertida de seus protagonistas. Mesmo com a conclusão morna, não há nada que apague o encanto dos monstrinhos em meio aos terrestres. </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-159359/"><i><span style="font-weight: 400;">Silenzio, Bruno!</span></i></a> <b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_21627" aria-describedby="caption-attachment-21627" style="width: 950px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21627" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/In-the-Heights-Critica-de-Cinema-3.jpg" alt="Cena do Filme Em Um Bairro de Nova York. A imagem mostra, de lado, um grupo de pessoas latinas dançando na rua, na frente de um prédio de tijolos cinzas. Eles olham para a frente, no lado direito da imagem. Á frente do grupo está o personagem Usnavi, de Anthony Ramos, um homem jovem latino, de cabelos curtos castanhos. Ele está de pé, cantando, e usa uma camisa cinza escrito 'Nueva York' e calça jeans. É de dia e a imagem é iluminada." width="950" height="633" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/In-the-Heights-Critica-de-Cinema-3.jpg 950w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/In-the-Heights-Critica-de-Cinema-3-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/In-the-Heights-Critica-de-Cinema-3-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21627" class="wp-caption-text">É maravilhoso, mas poderia ser mais (Foto: Warner Bros.)</figcaption></figure>
<p><b>Em um Bairro de Nova York (In The Heights, Jon M. Chu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sucesso absoluto de </span><a href="https://personaunesp.com.br/hamilton-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hamilton</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe outra obra de </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/musica/noticia/2021/06/cinco-cancoes-para-conhecer-a-premiada-trajetoria-de-lin-manuel-miranda-ckpxugzmc00000180xdgi6niu.html"><span style="font-weight: 400;">Lin-Manuel Miranda</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Broadway</span></i><span style="font-weight: 400;"> para as telas do mundo todo. Agora, é hora de conhecer </span><i><span style="font-weight: 400;">In The Heights</span></i><span style="font-weight: 400;">, a adaptação de um musical criado pelo dramaturgo, ator, produtor, cantor e compositor, que apresenta uma história de sonhos e raízes num bairro predominantemente latino de Nova York. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse cenário é </span><a href="http://g1.globo.com/jornal-hoje/noticia/2013/05/bairro-de-washington-heights-e-tesouro-escondido-em-nova-york.html"><span style="font-weight: 400;">Washington Heights</span></a><span style="font-weight: 400;">, que abriga uma comunidade imigrante em busca de oportunidades na terra da liberdade, e que é onde Miranda, de descendência porto-riquenha, nasceu e cresceu. A proximidade do dramaturgo com a história, no entanto, não garantiu que sua transposição para o Cinema (na direção de Jon M. Chu) fosse representativa como o planejado quando a história ganhou seus contornos através da peça.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O musical protagonizado pelo carisma brilhante de Anthony Ramos decepciona com </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/06/17/lin-manuel-miranda-comenta-criticas-por-falta-de-diversidade-em-novo-filme.htm"><span style="font-weight: 400;">a falta de representação fiel da comunidade latinoamericana</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">In The Heights</span></i><span style="font-weight: 400;"> é tudo o que se esperaria de algo com a assinatura artística de Lin-Manuel Miranda (que respondeu às críticas e se desculpou pela falha na produção do filme), exceto pelo descuido em algo tão fundamental para a narrativa da obra e para o significado de seu trabalho. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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<figure id="attachment_21496" aria-describedby="caption-attachment-21496" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21496" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/spiral-od_d11_02783_r_rgb-h_2020.jpg" alt="" width="1024" height="577" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/spiral-od_d11_02783_r_rgb-h_2020.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/spiral-od_d11_02783_r_rgb-h_2020-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/spiral-od_d11_02783_r_rgb-h_2020-768x433.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21496" class="wp-caption-text">Espiral é o nono filme da franquia Jogos Mortais (Foto: Twisted Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Espiral: O Legado de Jogos Mortais (Spiral: From the Book of Saw, Darren Lynn Bousman)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como se não bastasse uma decepção no mês, os obcecados pelo Cinema de horror ganharam outra. </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/roberto-sadovski/2021/06/18/espiral-o-maior-terror-do-legado-de-jogos-mortais-e-que-o-filme-existe.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Espiral: O Legado de Jogos Mortais</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> causa, na melhor das hipóteses, gargalhadas. Falta de tudo na obra de Darren Lynn Bousman: criatividade, originalidade, roteiro, atuações decentes, e, se tratando de </span><a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/jogos-mortais-qual-o-melhor-187201/"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Mortais</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, muito sangue. A franquia de sucesso dos anos 2000, que com certeza transita entre altos e baixos, ficou conhecida pelo seu horror corporal e tortura explícita em cenas de causar enjoo no espectador. O filme de 2021, no entanto, não consegue transmitir nem um mal-estar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tentando recriar a estética do primeiro longa, dirigido por James Wan (olha ele de novo!) em 2004, Bousman deixa seu filme caricato e repetitivo, com momentos que, segundo a </span><i><span style="font-weight: 400;">Geração Z</span></i><span style="font-weight: 400;">, se enquadram em </span><i><span style="font-weight: 400;">cringe </span></i><span style="font-weight: 400;">total. </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2021/06/armadilhas-do-novo-jogos-mortais-realmente-machucavam-diz-chris-rock-ckprlup2w00cy018016z11asz.html"><span style="font-weight: 400;">Chris Rock</span></a><span style="font-weight: 400;">, o detetive protagonista, parece ter colocado em si mesmo uma trava de segurança que o impede de expressar emoções minimamente convincentes, e sua relação com o assassino, principalmente durante os momentos finais, é talvez o </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i> <a href="https://www.arrobanerd.com.br/espiral-o-legado-de-jogos-mortais-critica/"><span style="font-weight: 400;">mais sem graça</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2021.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Só para não descer a lenha em absolutamente todos os pontos de </span><a href="https://www.agazeta.com.br/colunas/rafael-braz/espiral---o-legado-de-jogos-mortais-e-um-pessimo-recomeco-0621"><i><span style="font-weight: 400;">Espiral</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Samuel L. Jackson convence. Apenas isso. Não é dono de uma atuação primorosa, mas também não se junta a sinfonia de fracasso do cineasta, que dirigiu outros filmes da saga ao longo da carreira. Isso talvez porque o personagem do veterano tem duas cenas na obra – a última delas, inclusive, o mais próximo da </span><i><span style="font-weight: 400;">vibe</span></i><span style="font-weight: 400;"> contagiante de </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/jogos-mortais-melhores-filmes.html"><i><span style="font-weight: 400;">Jogos Mortais</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que esse filme tem a oferecer. </span><a href="https://ovicio.com.br/espiral-tobin-bell-comenta-sobre-quase-ter-aparecido-como-jigsaw/"><span style="font-weight: 400;">Jigsaw</span></a><span style="font-weight: 400;"> estaria envergonhado. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
<h3></h3>
<p>&nbsp;</p>
<h3>TV</h3>
<figure id="attachment_21619" aria-describedby="caption-attachment-21619" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21619" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-scaled.jpeg" alt="Cena de The Handmaid’s Tale. A cena mostra June segurando o rosto de Serena, que está ajoelhada. As duas são brancas e tem cabelos loiros, June está curvada em direção a Serena, ela usa blusa escura e tem o cabelo preso. Serena usa creme e tem os cabelos soltos. " width="2560" height="1703" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-scaled.jpeg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-800x532.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-1024x681.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-768x511.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-1536x1022.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-2048x1363.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/handmaids-1200x798.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21619" class="wp-caption-text">Além de ser produtora e protagonista, Elisabeth Moss assumiu a direção na quarta temporada de The Handmaid’s Tale (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>O Conto da Aia (The Handmaid’s Tale, 4ª temporada, Hulu/Paramount+)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de um </span><a href="https://liberal.com.br/colunas-e-blogs/estudio-52-the-handmaids-tale-comeca-a-correr-atras-do-proprio-rabo/"><span style="font-weight: 400;">chove, não molha desgraçado</span></a><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Handmaid’s Tale</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu entregar uma temporada intensa, corajosa e, o mais importante, que tomou decisões drásticas em direção à conclusão da trama. O ano 4 tirou June (Elisabeth Moss) de Gilead, guiando a jornada da personagem para o encerramento de ciclos. Com 3 episódios a menos que o habitual, a série de Bruce Miller demonstrou </span><a href="https://hugogloss.uol.com.br/tv/series/the-handmaids-tale-yvonne-strahovski-promete-final-surpreendente-em-quarta-temporada-o-mais-satisfatorio-ate-hoje/"><span style="font-weight: 400;">assertividade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e culhões, dando a Moira, Emily, Serena, Janine, Waterford e até à Tia Lydia, muito o que fazer.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a sombra de um quinto ano pela frente, </span><i><span style="font-weight: 400;">O Conto da Aia</span></i><span style="font-weight: 400;"> fez de 2021 um </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/216081-the-handmaids-tale-4-temporada-tera-mudancas-elisabeth-moss.htm"><span style="font-weight: 400;">chamariz de boas ideias</span></a><span style="font-weight: 400;">, com destaque para a </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/216081-the-handmaids-tale-4-temporada-tera-mudancas-elisabeth-moss.htm"><span style="font-weight: 400;">sempre formidável Mckenna Grace</span></a><span style="font-weight: 400;">, jovem prodígio de Hollywood e que agora interpreta uma Esposa, ainda adolescente. O </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/4-cenas-completamente-perturbadoras-de-handmaids-tale-lista/"><span style="font-weight: 400;">choque pelo choque</span></a><span style="font-weight: 400;"> continua sendo o lema da produção, não recomendada para quem tem problemas em ver gente se ferrando muito antes de começar a se dar bem. O presente floresceu </span><i><span style="font-weight: 400;">The Handmaid’s Tale</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a dúvida que fica é se </span><a href="https://www.indiewire.com/2017/05/the-handmaids-tale-terminology-guide-1201809023/#:~:text=%E2%80%9CBlessed%20Be%20the%20Fruit%E2%80%9D%3A,%E2%80%9CMay%20the%20Lord%20open.%E2%80%9D&amp;text=They%20feature%20no%20text%20(much,women%20are%20forbidden%20from%20reading."><span style="font-weight: 400;">o fruto abençoado por Ele</span></a><span style="font-weight: 400;"> vai vingar quando as Aias darem seu </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/219738-the-handmaids-tale-showrunner-atriz-falam-5-temporada.htm"><span style="font-weight: 400;">adeus no ano que vem</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_21428" aria-describedby="caption-attachment-21428" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21428" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/we-are-lady-parts.jpg" alt="Foto promocional da primeira temporada de We Are Lady Parts. Cinco mulheres de frente para a câmera, em um cenário caseiro. No centro, Amina (Anjana Vasan), sendo observada pelas outras quatro, sentada de pernas dobradas, olhando para a câmera e usando uma saia cinzenta e uma camisa branca de estampa floral rosa, com a mão esquerda segurando o queixo e um hijab verde claro cobrindo a cabeça. Também sentada, à sua direita está Momtaz (Lucie Shorthouse), usando um niqab azul escuro que cobre inteiramente seu corpo, deixando apenas os olhos à vista. Ela também usa luvas pretas e pulseiras punks, segurando um cigarro eletrônico. Atrás delas e de pé, Ayesha (Juliette Motamed), usando uma túnica leve azul com detalhes dourados e uma camiseta com estampa por baixo e um hijab de cor pêssego, com a mão esquerda apoiada no ombro de Saira (Sarah Kameela Impey). Ela está sentada atrás de Amina, com uma palheta entre os dentes, segurando uma guitarra no colo. Ela usa uma camisa sem mangas xadrez vermelha e preta com uma camiseta cinza por baixo, os cabelos pretos e curtos soltos atrás. Na frente dela, Bisma (Faith Omole), também segurando uma guitarra no colo e usando calças jeans largas, uma camiseta amarela com padrões pretos por baixo de uma jaqueta de couro azul escura e colares de contas, com um turbante azul claro com listras escuras." width="800" height="450" /><figcaption id="caption-attachment-21428" class="wp-caption-text">Após recrutarem uma nova guitarrista, as mulheres de Lady Parts precisam achar uma nova forma de tocar (Foto: NBCUniversal)</figcaption></figure>
<p><b>We Are Lady Parts (</b><b>1ª temporada, Channel 4/Peacock)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançada originalmente no Reino Unido através do </span><i><span style="font-weight: 400;">Channel 4</span></i><span style="font-weight: 400;"> em maio, a </span><span style="font-weight: 400;">1ª temporada de</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=MPqzoAjxvl4"><i><span style="font-weight: 400;">We Are Lady Parts</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou aos Estados Unidos através do serviço de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">NBC</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Peacock</span></i><span style="font-weight: 400;">. Baseada no curta </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cOEXtrPFEzc"><i><span style="font-weight: 400;">Lady Parts</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela narra a vida de cinco jovens muçulmanas que formam a banda de </span><i><span style="font-weight: 400;">punk rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> Lady Parts, acompanhando-as através dos olhos de sua mais nova integrante, Amina (Anjana Vasan), uma doutoranda introvertida que tem medo de tocar guitarra em público.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro e a direção de Nida Manzoor capturam sagazmente a essência e as nuances de cada uma das personagens, </span><a href="https://variety.com/2021/tv/global/we-are-lady-parts-linda-lindas-nida-manzoor-1234989061/"><span style="font-weight: 400;">rejeitando estereótipos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e criando uma trama de crescimento pessoal poderosa ancorada em excelentes atuações e uma estética feroz. Ao longo de seus seis curtos episódios, somos transportados até a realidade de suas personagens e partilhamos de cada risada e cada lágrima derramada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de uma série de </span><a href="https://open.spotify.com/album/28dwAy8V1FaZFC0tryUPSI?si=_CmPuL38STmith_LUAROrQ&amp;dl_branch=1"><span style="font-weight: 400;">músicas originais e alguns </span><i><span style="font-weight: 400;">covers </span></i><span style="font-weight: 400;">excelentes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Queen e Dolly Parton, vemos o crescimento do grupo enquanto banda, mas também como pessoas. Ao final do último episódio, a sensação que fica é de que as </span><i><span style="font-weight: 400;">Lady Parts</span></i><span style="font-weight: 400;"> só começaram e, mesmo que não haja uma segunda temporada confirmada, o público clama por um bis. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_21499" aria-describedby="caption-attachment-21499" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21499" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/elite-curtas.jpg" alt="Foto promocional de Histórias Breves. Os personagens Rebeca, Cayetana e Gusmán estão juntos. No centro está Cayetana, mulher branca e loira vestida de moletom verde com detalhes pretos. Ela olha para a esquerda com a boca aberta em uma expressão animada. A sua direita está Guzmán. Branco e de cabelo loiro, o homem veste um roupão azul. Ele olha para frente sorrindo e tem uma mão apontando para cima. No canto esquerdo da foto está Rebeca, vestindo uma roupa preta com flores coloridas. A mulher branca de cabelo preto está olhando para frente, com uma mão apontando para a câmera. O fundo da imagem é branco. " width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/elite-curtas.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/elite-curtas-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/elite-curtas-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/elite-curtas-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21499" class="wp-caption-text">Histórias Breves nos dá um último gostinho do que foram as primeiras temporadas de Elite (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Elite Histórias Breves (Elite Short Stories, Especial de Elite, Netflix</b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de muita espera, </span><a href="https://youtu.be/DiA4Vy9uV_0"><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> finalmente retorna com novos episódios. A série espanhola trouxe personagens e tramas diferentes, mas não sem antes se despedir das figuras que conquistaram o público, para início de conversa. Se, no final da terceira temporada, vemos o encerramento do ano escolar em Las Encinas, as </span><a href="https://youtu.be/J8nYfd-mocs"><i><span style="font-weight: 400;">Histórias Breves</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos mostram um pouco das férias de seus alunos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com narrativas que se conectam, os curtas são divididos em quatro partes. E, como não poderia faltar, duas delas focam em um dos aspectos mais marcantes da série: </span><a href="https://youtu.be/_cRgYMrxuAE"><span style="font-weight: 400;">os romances</span></a><span style="font-weight: 400;">. Samuel com Carla, assim como Guzmán e Nadia, sofrem turbulências ao serem separados pela Universidade. Namoros de Ensino Médio são, de fato, ótimos. Mas quando os anos mágicos acabam, a magia dos amores pode sumir junto. Sabendo que Carla (</span><a href="https://www.instagram.com/ester_exposito/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Ester Expósito</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Nadia (</span><a href="https://www.instagram.com/minaelhammani/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Mina El Hammani</span></a><span style="font-weight: 400;">) precisavam sair da série, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;"> deu um final quase digno para cada uma. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns personagens, por outro lado, continuaram suas jornadas. Omar, Ander, Cayetana, Rebeka e Guzmán protagonizam seus curtas com muita comédia e drama. É difícil não rir com a festa bagunçada de um </span><a href="https://youtu.be/-R2r2Ej-9BY"><span style="font-weight: 400;">trio inesperado</span></a><span style="font-weight: 400;">, assim como não é fácil segurar as lágrimas quando o percurso de Ander com o câncer resulta na perda de um grande amigo. Resumindo </span><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i><span style="font-weight: 400;"> em poucos minutos,</span><i><span style="font-weight: 400;"> Histórias Breves </span></i><span style="font-weight: 400;"> é um compilado perfeito para matar a saudade do seriado. </span><b>&#8211; Mariana Chagas</b></p>
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<figure id="attachment_21430" aria-describedby="caption-attachment-21430" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21430" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-1-4.jpg" alt="Cena da série Colônia. A imagem em preto e branco, na qual se encontra uma escadaria grande, suja e rachada. Sentados nela estão uma mulher, um homem e um garoto. A mulher tem os cabelos escuros e longos e está vestida com uma camisola do hospital e tênis. O homem está com uma mão no ombro da moça, sentado atrás dela, degrau acima, ele veste uma blusa e uma calça de tecido e de um tom mais escuro e tem cabelos curtos. Atrás dele, um degrau acima, há um jovem sentado, ele também está vestido com a camisola da instituição e tem cabelos curtos. Os três estão com o semblante cansado e entristecidos." width="800" height="532" /><figcaption id="caption-attachment-21430" class="wp-caption-text">Colônia narra um período desumano e pouco conhecido da história nacional (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Colônia (1ª temporada, Canal Brasil/Globoplay)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Baseado no livro </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FHUTKRpU0bg"><i><span style="font-weight: 400;">Holocausto Brasileiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/todo-dia-a-mesma-noite-critica/"><span style="font-weight: 400;">Daniela Arbex</span></a><span style="font-weight: 400;">, a série </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Rzjhbj1vato"><i><span style="font-weight: 400;">Colônia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> narra, algumas das situações reais que foram vivenciadas no hospício Colônia de Barbacena, em Minas Gerais. Por meio de personagens ficcionais são contados alguns dos absurdos ocorridos neste período terrível da história nacional e que foi estrategicamente apagado dos livros de História. Acompanhamos em 10 episódios a história de Elisa, interpretada pela atriz </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/entrevistas/600505/colonia-andre-ristum-e-elenco-falam-sobre-o-horror-de-retratar-um-manicomio-nos-anos-1970/"><span style="font-weight: 400;">Fernanda Marques</span></a><span style="font-weight: 400;">, e pelo ponto de vista da personagem começamos a entender o que acontece e como funciona a instituição.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Ninguém entra naquele vagão por acaso”</span></i><span style="font-weight: 400;">. As pessoas mandadas para o Colônia não eram somente as que possuíam patologias mentais, muitas pessoas eram apenas </span><a href="https://tribunademinas.com.br/noticias/cidade/20-11-2011/holocausto-brasileiro-50-anos-sem-punicao.html"><span style="font-weight: 400;">descartadas naquele lugar</span></a><span style="font-weight: 400;">. Negros, LGBTQIA+, mulheres grávidas, prostitutas, pessoas consideradas inimigas da ditadura militar ou mesmo as que sabiam de segredos de indivíduos ricos e influentes eram mandadas para a unidade para nunca mais voltaram às suas casas. Todos os internos eram tratados de maneira desumana, sendo violentados, torturados e consequentemente enlouquecendo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A direção da série, de André Ristum, fez a escolha de apresentar os episódios em preto-e-branco, dando à narrativa um tom melancólico. </span><i><span style="font-weight: 400;">Colônia </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma obra que em cada personagem acompanhado questiona temáticas que atualmente continuam pertinentes, como por exemplo, a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=b4xjpYzK7Vw"><span style="font-weight: 400;">luta antimanicomial</span></a><span style="font-weight: 400;">, as visões extremamente conservadoras afetando vidas, a desumanização consequente do sistema capitalista e o respeito aos direitos humanos. </span><b>&#8211; Ma Ferreira</b></p>
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<figure id="attachment_21431" aria-describedby="caption-attachment-21431" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21431" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube.jpg" alt="Foto retangular de uma cena de Elite. Os atores Omar Ayuso e Arón Piper, respectivamente, estão no centro, de perfil e de frente um com o outro. Omar é espanhol, possui cabelos curtos bem pretos e sobrancelhas largas. Ele possui traços árabes. Ele veste o uniforme de Las Encinas, um blazer azul marinho com uma faixa fina vermelha do colarinho e na gola e uma camisa branca. O blazer está semiaberto. Ele está com os olhos fechados, triste e com a boca aberta. Suas mãos estão apontadas para sua barriga. Arón é alemão, possui cabelos curtos ondulados pretos. Ele veste o uniforme de Las Encinas, um blazer cinza com uma faixa fina vermelha do colarinho até a gola e uma camisa branca manga longa. Seu blazer está aberto. Ele usa um brinco de argola pequeno prata na orelha esquerda. Ele está com os olhos fechados, chateado. Suas mãos estão segurando a cabeça de Omar. As testas dos dois se encostam. Ao fundo, tem um lago enorme e uma paisagem mais distante, com árvores secas e quiosques. " width="2000" height="1334" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube-1536x1025.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Elite-Cineclube-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21431" class="wp-caption-text">O final da quarta temporada deixou muitas pontas soltas, inclusive envolvendo o casal mais querido da série, Ander e Omar (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Elite (Élite, 4ª temporada, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A preparação do novo ano em Las Encinas começou com </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/elite-netflix/elite-historias-breves-netflix#10"><span style="font-weight: 400;">quatro histórias breves</span></a><span style="font-weight: 400;">, amarrando os nós deixados pela terceira temporada. Depois de metade do elenco ter se </span><a href="https://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2020/05/20/por-que-carla-valerio-polo-nadia-e-lu-estao-se-despedindo-de-elite.htm"><span style="font-weight: 400;">despedido</span></a><span style="font-weight: 400;"> das gravações, sobrou para Cayetana (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kAps5sMZkic&amp;t=54s"><span style="font-weight: 400;">Georgina Amorós</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Rebeka (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=L6RVOebl05M"><span style="font-weight: 400;">Claudia Salas</span></a><span style="font-weight: 400;">) carregarem a nova fase nas costas, já que Samu (Itzan Escamilla) e Guzmán (Miguel Bernadeau) ficaram disputando o cargo de macho alfa da alcateia. Além disso, o relacionamento de Ander (</span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-marco-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Arón Piper</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Omar (Omar Ayuso) tentava voltar nos trilhos, com tudo o que aconteceu anteriormente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A chegada do trio de irmãos Ari (Carla Díaz), Patrick (</span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/cinema-e-series/2021/06/manu-rios-fala-sobre-trisal-sexo-e-nudez-em-elite-personagem-pedia.shtml"><span style="font-weight: 400;">Manu Rios</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Mencía (</span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159400/"><span style="font-weight: 400;">Martina Cariddi)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do príncipe Phillippe (</span><a href="https://atitudeevisao.com.br/personagem-de-pol-granch-em-elite-e-inspirado-em-um-principe-da-vida-real/"><span style="font-weight: 400;">Pol Granch</span></a><span style="font-weight: 400;">) desequilibra o ambiente em diversas formas. Contudo, o ponto mais importante para desprender de toda série é a abordagem dos relacionamentos abusivos. Caye se reinventa de diversas maneiras e se mostra muito mais amadurecida e longe do fantasma de Polo. Mesmo que no começo isso pode ter acontecido, até mesmo o repugnante príncipe não dispersa os olhos da nova faxineira de Las Encinas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no seu quarto ano de exibição, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elite</span></i><span style="font-weight: 400;"> não se inovou, continuando na mesma fórmula de: 1) um corpo foi encontrado e 2) todos os alunos são suspeitos. Com </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/series-e-tv/2021/06/veja-quem-deixa-elite-apos-quarta-temporada-na-netflix"><span style="font-weight: 400;">novas saídas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do elenco principal e a adição de </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-157707/"><span style="font-weight: 400;">outros personagens</span></a><span style="font-weight: 400;">, resta a dúvida se uma quinta temporada seria realmente necessária ou não, mesmo com numerosas pontas soltas. Mantendo ainda as (muitas) cenas de sexo e aquele ar de mistério, já podemos dizer que a série espanhola já se banalizou, mas que não precisamos ter </span><a href="https://personaunesp.com.br/riverdale-4a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">vergonha de mostrar que a gente gosta</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Júlia Paes de Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_21465" aria-describedby="caption-attachment-21465" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21465" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/images-10.jpeg" alt="A imagem tem como plano de fundo o canto de um dos bares onde acontecem os “bailes” no Rio de Janeiro, na foto há as 5 pessoas que interpretam os assaltantes do bonde na série DOM. Da esquerda para a direita: Ramon Francisco, que interpreta Lico, é um homem negro, estatura média para baixa, na casa dos 20 anos, olhos castanhos, cabelo black power preto curto e usa uma camiseta cinza de gola polo preta e vermelha. Raquel Villar, que interpreta Jazmin, é uma mulher negra, baixa, na casa dos 20 anos, olhos castanhos, cabelo longo cacheado pintado de loiro com a raiz mais escura e veste um vestido azul decotado. Mais ao fundo o ator Digão Ribeiro, que interpreta Armário, é um homem negro, alto e forte, olhos castanhos, usa o cabelo black power preto curto, bigode e cavanhaque, ele veste uma camiseta de botões branca estampada. Á sua frente está Gabriel Leone, que interpreta Pedro Dom, ele é um ator branco, na casa dos 20 anos, tem cabelo ondulado curto pintado de loiro e olhos azuis devido a lente de contato que usa para o personagem, veste uma camiseta preta e uma jaqueta branca e vermelha por cima. E por fim Isabella Santoni, que interpreta Viviane, é uma mulher branca, baixa, com olhos verdes e cabelo longo liso e loiro, veste um vestido branco. Todos estão com a expressão mais séria na foto." width="800" height="449" /><figcaption id="caption-attachment-21465" class="wp-caption-text">Um sucesso de público e nas críticas, DOM mostrou para o que veio e já foi renovada para uma segunda temporada (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>DOM (1ª temporada, Amazon Prime Video)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A história de </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159017/"><span style="font-weight: 400;">Pedro Machado Lomba Neto</span></a><span style="font-weight: 400;">, mais conhecido como Pedro Dom, chega ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> como uma forte produção brasileira. O “bandido gato” fez fama ao assaltar prédios e casas da alta sociedade fluminense no começo dos anos 2000, usando o racismo estrutural a seu favor e se popularizando entre as manchetes dos jornais. Mas a produção do cineasta Breno Silveira (</span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/critica-2-filhos-de-francisco-a-historia-de-zeze-di-camargo-e-luciano"><i><span style="font-weight: 400;">2 Filhos de Francisco</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) conta não só a história de um criminoso, também mostra como isso afetou sua família e principalmente seu pai, Victor Dantas, um policial civil aposentado que foi pioneiro no combate às drogas no Rio de Janeiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção tem dado o que falar e já </span><a href="https://www.omelete.com.br/amazon-prime-video/dom-renovada-segunda-temporada"><span style="font-weight: 400;">se tornou a produção internacional mais assistida do </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e ela é recheada de boas atuações. O protagonismo é de Gabriel Leone (</span><i><span style="font-weight: 400;">Eduardo e Mônica</span></i><span style="font-weight: 400;">), que entrega uma bela parceria de cena com Flávio Tolezani, que retrata Dantas. </span><i><span style="font-weight: 400;">DOM</span></i><span style="font-weight: 400;"> ainda conta com outros grandes nomes: Raquel Villar, Ramon Francisco, Isabella Santoni e Digão Ribeiro como integrantes do “bonde”. Já Filipe Bragança interpreta o personagem do pai quando jovem em uma das fases da narrativa, passada nos anos 1970, enquanto Laila Garin vive a mãe de Pedro, e Mariana Cerrone é, na série, irmã do personagem principal. Fábio Lago, Julia Konrad e André Mattos complementam o elenco principal.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">DOM</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um ótimo drama policial, com uma bela fotografia que retrata o Rio de Janeiro dos morros e praias aos condomínios de luxo. Baseado em fatos reais, a sua premissa aborda um problema social: o tráfico de drogas e os 8 episódios tem um bom ritmo e prendem a atenção do espectador apesar da temática pesada. É uma produção ousada e envolvente, para quem gosta de uma boa série dramática com boas cenas de ação, essa é com certeza uma das melhores produções lançadas recentemente. </span><b>&#8211; Nicole Saraiva </b></p>
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<figure id="attachment_21488" aria-describedby="caption-attachment-21488" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21488" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/Cine-Greys.jpg" alt="Imagem da série Grey’s Anatomy. Na imagem, uma mulher negra, usando um capacete branco com um visor transparente à frente e um jaleco azul claro, olha para uma mulher branca, loira, dormindo deitada em uma maca azul clara, coberta por um cobertor da mesma cor. Essa ainda usa um respirador branco e azul escuro. Ao fundo, podemos ver uma espécie de quarto de hospital, com uma cortina marrom, aparelhos médicos e uma janela." width="800" height="450" /><figcaption id="caption-attachment-21488" class="wp-caption-text">Além dos dramas da pandemia, Grey’s Anatomy viajou ao mundo dos mortos em busca de uma última temporada (Foto: ABC)</figcaption></figure>
<p><b>Grey’s Anatomy (17ª temporada, ABC)</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/greys-anatomy-17a-temp-critica/"><span style="font-weight: 400;">É 2021 e precisamos falar da 17ª temporada de </span><i><span style="font-weight: 400;">Grey’s Anatomy</span></i><span style="font-weight: 400;"> mesmo depois de tanto tempo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não porque, nesse ano conturbado por si só, a produção teve que introduzir os dramas médicos da vida real para a frente das câmeras, mas também porque, aos trancos e barrancos, a série conseguiu fazer isso de maneira interessante, mesmo com os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=C9qcmOap7RM"><span style="font-weight: 400;">elos dramáticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que percorrem todos os anos da série. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma premissa de então abordar a pandemia da covid-19, a série da </span><i><span style="font-weight: 400;">ABC</span></i><span style="font-weight: 400;"> deu mais uma vez à protagonista, Meredith Grey (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pJFXchIWyJY"><span style="font-weight: 400;">Ellen Pompeo</span></a><span style="font-weight: 400;">) o posto de carregar o peso da produção nas costas. Mas dessa vez de uma maneira diferente, já que ela pode estar ao lado, mais uma vez, de grandes nomes como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ffjf08sJXF4"><span style="font-weight: 400;">Patrick Dempsey</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F7KbDd82qLM"><span style="font-weight: 400;">Chyler Leigh</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=BcdntSiPA90"><span style="font-weight: 400;">Eric Dane</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TrwmgLYivkI"><span style="font-weight: 400;">T.R. Knight</span></a><span style="font-weight: 400;"> que voltaram do mundo dos mortos, literalmente, como um modo de levar a série para a sua última temporada, se não fossem os </span><a href="https://www.instagram.com/p/COs3Nb9Ne-T/?utm_source=ig_web_copy_link"><span style="font-weight: 400;">altos índices de audiência</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a vida dentro dos hospitais foi retratada como uma forma de humanizar os verdadeiros médicos por trás das máscaras. No entanto, por mais um ano, </span><i><span style="font-weight: 400;">Grey’s Anatomy</span></i><span style="font-weight: 400;"> pecou no sentido medicina, e se carregou nos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4EQx0_M0558"><span style="font-weight: 400;">dramas pessoais dos protagonistas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ainda assim, a temporada teve um brilhantismo único e imbatível que, com certeza, vai dar trabalho para </span><a href="https://twitter.com/kristavernoff"><span style="font-weight: 400;">Krista Vernoff</span></a><span style="font-weight: 400;">, responsável pela série, manter o patamar no ano seguinte. </span><b>&#8211; Larissa Vieira </b></p>
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<figure id="attachment_21495" aria-describedby="caption-attachment-21495" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21495" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz.jpg" alt="" width="1360" height="850" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz.jpg 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/serie-manhas-de-setembro-amazon-prime-video-credito-divulgacao-prime-video-grande_zNeTAtz-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21495" class="wp-caption-text">A cantora Vanusa acompanhou parte da produção da série até seu falecimento, em 2020 (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Manhãs de Setembro (1ª temporada, Amazon Prime Video)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De quem foi a ideia de manter Liniker tanto tempo longe dos papéis de drama? Não há como apontar o responsável por tal barbaridade, mas, finalmente, deram a essa mulher uma série para ela estrelar. O serviço de <em>streaming</em> felizardo foi o </span><i><span style="font-weight: 400;">Amazon Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, nesse mês de junho, os cinco episódios da primeira temporada de </span><a href="https://f5.folha.uol.com.br/colunistas/tonygoes/2021/06/manhas-de-setembro-consegue-ser-previsivel-e-original-ao-mesmo-tempo.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">aterrissaram entre nós. A cantora vive Cassandra, uma </span><i><span style="font-weight: 400;">motogirl</span></i><span style="font-weight: 400;"> trans que descobre do dia para a noite que teve um filho 10 anos atrás com Leide, interpretada pela também magnífica Karine Teles. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Gersinho, o fruto desse relacionamento, passa perrengue atrás de perrengue com a mãe, já que os dois vivem num carro embaixo de um viaduto e vendem o que conseguem nos faróis de São Paulo. O que não falta em </span><a href="https://www.gqportugal.pt/manhas-de-setembro-o-retrato-da-transexualidade-no-brasil"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é talento: além de Liniker e Teles, Gustavo Coelho, que interpreta o garoto, é uma revelação e tanto. O título da série vem através da música da cantora Vanusa, que, pela voz de Elisa Lucinda, dá conselhos dentro da cabeça de Cassandra durante toda a temporada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Construindo o afeto entre a protagonista e seu filho de forma gradual e detalhista, </span><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i><span style="font-weight: 400;"> entende que a realidade da </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/estrelada-por-liniker-manhas-de-setembro-reflete-sobre-construcao-do-afeto-com-visibilidade-lgbtq-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">comunidade trans</span></a><span style="font-weight: 400;"> não se resume apenas a violência e transfobia – isso também porque a série conta com a ícone do </span><a href="https://midianinja.org/news/voz-do-queernejo-conheca-alice-marcone/"><i><span style="font-weight: 400;">queernejo </span></i><span style="font-weight: 400;">Alice Marcone</span></a><span style="font-weight: 400;"> em seu time de roteiristas. Cassandra é dona de uma narrativa complexa, de altos e baixos, cheia de amores e desamores. Vivendo no </span><a href="https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2021/01/29/brasil-e-o-pais-que-mais-mata-pessoas-trans-175-foram-assassinadas-em-2020.htm"><span style="font-weight: 400;">país que mais mata pessoas trans</span></a><span style="font-weight: 400;"> em todo o mundo, a nova produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">Prime Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um conforto, um ato de resistência e um manifesto. </span><b>&#8211; Caroline Campos</b></p>
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<figure id="attachment_21588" aria-describedby="caption-attachment-21588" style="width: 1086px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21588" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lupin-parte-2.jpg" alt="Cena da série Lupin. Assane (Omar Sy) vestido com um smoking preto e gravata borboleta, olha para os lados enquanto coloca um celular na frente de um dispositivo que tranca a porta na sua frente. Na tela desfocada do celular, vemos um cadeado fechado. Uma luz verde preenche a cena. Atrás de Assane, vemos um corredor que dá até uma porta com um sinal verde luminoso acima." width="1086" height="652" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lupin-parte-2.jpg 1086w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lupin-parte-2-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lupin-parte-2-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/lupin-parte-2-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21588" class="wp-caption-text">Omar Sy retorna no papel do ladrão inspirado nas histórias de Arsène Lupin (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Lupin (Parte 2, Netflix)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em Junho também houve a volta de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oT7RNAQVbG4"><i><span style="font-weight: 400;">Lupin</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a queridinha francesa da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">estrelada por </span><a href="https://istoe.com.br/omar-sy-ser-a-cara-da-franca-e-orgulho/"><span style="font-weight: 400;">Omar Sy</span></a><span style="font-weight: 400;"> e criada por George Kay, que retorna após um hiato de cinco meses. A nova leva de cinco episódios traz de volta o carisma sobrenatural de Sy na pele de Assane, o lendário ladrão de casaca, mas carece do foco narrativo e da estrutura que tornaram </span><a href="https://personaunesp.com.br/lupin-netflix-critica/"><span style="font-weight: 400;">os primeiros capítulos da série tão saborosos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela começa com um episódio que teria se encaixado muito melhor no final chocante da parte anterior, resolvendo o seu clímax e oferecendo um gancho tragicamente forte para sua sequência. Do jeito que está, a narrativa perde fôlego após os dois primeiros capítulos, por mais que a atuação impecável de Sy segure as viradas mais abruptas que o roteiro dá. Os episódios ainda são bem construídos e oferecem pontos de virada engajantes, com grande parte deles vendo o protagonista na defensiva, tendo que improvisar ao longo do caminho, nos oferecendo outra perspectiva para o personagem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com um clímax elaborado e surpreendente, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lupin </span></i><span style="font-weight: 400;"> nos oferece um final que amarra satisfatoriamente as pontas da história da vingança de Assane contra a família Pellegrini, o que deixa difícil ficar de mal com a série por conta de seus poucos erros. </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/series/noticia-159185/"><span style="font-weight: 400;">A promessa de uma terceira parte em desenvolvimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> chega como um suspiro de alívio: essa não é a última que vemos do astuto ladrão de casaca e seus roubos elegantes. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
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<figure id="attachment_21610" aria-describedby="caption-attachment-21610" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21610 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-1024x683.jpg" alt="Cena de Hacks. À esquerda vemos uma mulher jovem, branca, de cabelos lisos, curtos e ruivos. Ela usa coturno, calça amarela com linhas pretas e blusa preta. Ela está sentada numa poltrona verde com almofadas marrom claro. À direita está outra mulher sentada numa poltrona idêntica. Ela é mais velha, branca e de cabelo loiro. Ela veste blusa azul com manchas brancas e calça branca. O sapato é dourado e de salto baixo. Ao centro tem uma mesa baixa com duas pilhas de revista e um arranjo de flores rosa. Ao fundo vemos a parede branca da sala e a cortina verde aberta com os raios de sol iluminando o ambiente." width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/imagemhacks.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21610" class="wp-caption-text">Se você começar uma frase com é “engraçado porque …”, provavelmente não é (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Hacks (1ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i><span style="font-weight: 400;">. Guardem bem o nome dessa série, vocês vão ouvir falar dela em setembro. Não é novidade para ninguém a alta presença das originais</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/hbo/"><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">na premiação do </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy </span></i><span style="font-weight: 400;">que, aliás, foi a </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/emmy-2020-hbo-e-plataforma-mais-premiada/"><span style="font-weight: 400;">emissora que mais levou estatuetas</span></a><span style="font-weight: 400;"> no ano de 2020. Agora, </span><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> está entre as cotadas para representar o mais novo </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> que chegou ao Brasil. Isso por causa do bom desempenho da série que facilmente agrada os assinantes e mesmo não popularizada no país conquista o </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/tv/series/com-100-de-aprovacao-hacks-e-renovada-para-2-temporada,5f9ae9029a6e00b90da73a22db226353c2rrnqpg.html"><i><span style="font-weight: 400;">Top</span></i><span style="font-weight: 400;"> 10</span></a><span style="font-weight: 400;"> assistidos da semana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é à toa. O</span><i><span style="font-weight: 400;"> HBO Max </span></i><span style="font-weight: 400;">traz sua veterana de guerra, Jean Smart &#8211; que também está presente em grandes produções como </span><i><span style="font-weight: 400;">Mare of Easttown</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/watchmen-hbo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Watchmen</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> -, para um papel de estrelato pleno. A atriz brilha e reluz numa personagem complexa que tem um certo toque inovador para as telas. Jean Smart domina a arte de fazer comédia sobre comédia interpretando Deborah Vance, que é famosa em Las Vegas por sua longa trajetória, mas passa a perder os melhores horários de apresentação por suas piadas ultrapassadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A solução para o problema é contratar uma estagiária, Ava (Hannah Einbinder). É assim que </span><i><span style="font-weight: 400;">Hacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> ganha sua proporção. A dualidade entre as mulheres e a diferença de idade combinadas a dificuldade de ser do sexo feminino e fazer parte da </span><a href="https://www.cineset.com.br/especial-metoo-o-que-mudou-no-mundo-do-cinema-apos-o-movimento-feminista/"><span style="font-weight: 400;">industria </span><i><span style="font-weight: 400;">hollywoodiana</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">são os pontos altos da produção que acerta a mão em representá-los. A série consegue construir tramas paralelas dentro de sua própria história, o que a torna mais cativante. Jean Smart ganhará o </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmy</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Atriz em Série de Comédia. Anotem. Me cobrem. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
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<figure id="attachment_21613" aria-describedby="caption-attachment-21613" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21613" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x.png" alt="Cena do reality Drag Race Down Under. Na imagem vemos duas fotos da competidora Elektra Shock enquanto ela desfila na passarela. Ela veste uma roupa preta de tecidos de tule caídos e tem o peito a mostra. Sua cabeça careca foi pintada de forma a parecer uma peruca preta. Ela usa salto agulha." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x-800x450.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x-1024x576.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x-768x432.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x-1536x864.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/ewMXp1x-1200x675.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21613" class="wp-caption-text">Elektra Shock, top 3 moral da temporada ao lado de Anita Wigl&#8217;it e de Kita Mean (Foto: World of Wonder)</figcaption></figure>
<p><b>RuPaul&#8217;s Drag Race Down Under (1ª temporada, Stan)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A exportação do programa de RuPaul Charles nos rendeu frutos de diversas qualidades, desde divertidas e empolgantes temporadas (</span><a href="https://personaunesp.com.br/drag-race-uk-2a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">2ª do Reino Unido</span></a><span style="font-weight: 400;">) até jurados decepcionantes mas competidoras exemplares (</span><a href="https://personaunesp.com.br/canadas-drag-race-critica/"><span style="font-weight: 400;">1ª do Canadá</span></a><span style="font-weight: 400;">). Na versão da Oceania, </span><i><span style="font-weight: 400;">Drag Race Down Under</span></i><span style="font-weight: 400;">, encontramos um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> realmente de cabeça para baixo. A começar pela produção, que claramente sofreu com um orçamento menor, já que assistimos as </span><i><span style="font-weight: 400;">queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> performarem em um palco pequeno, quase como alguns caixotes de madeira colocados lado a lado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As competidoras também não impressionaram: nada do que foi apresentado ali era inédito, e a chance de vermos a diversidade étnica do continente representada no programa foi limitada pela própria produção, que convidou um elenco majoritariamente branco. Jojo Zaho, a </span><a href="http://www.newnownext.com/jojo-zaho-drag-race-down-under/05/2021/"><span style="font-weight: 400;">primeira competidora aborígene australiana</span></a><span style="font-weight: 400;">, acabou sendo também a primeira a ir para a casa; Coco Jumbo, de descendência fijiana, deu adeus ao </span><i><span style="font-weight: 400;">reality</span></i><span style="font-weight: 400;"> no terceiro episódio. A partir daí, passamos a assistir um elenco formado apenas por </span><i><span style="font-weight: 400;">queens</span></i><span style="font-weight: 400;"> brancas, duas delas com </span><a href="https://draglicious.com.br/2021/04/09/rainhas-de-drag-race-down-under-pedem-desculpas-por-passado-racista/"><span style="font-weight: 400;">passado racista</span></a><span style="font-weight: 400;">: Scarlet Adams, que fez </span><i><span style="font-weight: 400;">blackface</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">brownface </span></i><span style="font-weight: 400;">em apresentações anteriores ao programa, e Karen From Finance, que colecionava bonecos racistas e até mesmo chegou a tatuar um deles em sua pele.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">RuPaul e Michelle Visage pareciam cansados, e Rhys Nicholson caiu na maldição da chatice aguda quando se faz parte da bancada internacional de <em>Drag Race</em>. A eliminação precoce de Anita Wigl’it, mesmo tendo vencido o </span><i><span style="font-weight: 400;">Snatch Game</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos episódios anteriores, nos doeu na alma, mas, pelo menos, Kita Mean pôde vingar a amiga e levar a Coroa para a casa, justamente. A maior (e melhor) zebra da temporada foi <a href="https://draglicious.com.br/2021/06/17/entrevista-elektra-shock-fala-sobre-drag-race-down-under/">Elektra Shock</a>, perseguida nos primeiros episódios e subestimada, a neozelandesa ganhou o coração dos fãs e, mesmo fora do </span><i><span style="font-weight: 400;">top 4</span></i><span style="font-weight: 400;">, saiu por cima e encontrou paz em sua narrativa. Não é claro ainda se teremos uma nova chance para as vizinhas da Lorde, mas, caso uma segunda temporada venha aí, que os erros da produção não sejam cometidos novamente. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
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<figure id="attachment_21615" aria-describedby="caption-attachment-21615" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21615" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro.jpg" alt=" A imagem é uma foto de divulgação da minissérie O Caso Evandro. Na imagem, há vários papéis e folhas de jornais espalhados no chão, de maneira que deixam como espaço uma silhueta que remete ao corpo de uma criança. " width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/casoevandro-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21615" class="wp-caption-text">A quantidade de desdobramentos do caso possibilitou o lançamento de mais um episódio extra, que foi ao ar nesta quinta-feira, dia 8 de julho (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>O Caso Evandro (Minissérie Documental, Globoplay)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A minissérie documental que </span><a href="https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/07/08/caso-evandro-serie-ganha-episodio-extra-com-pai-de-santo-acusado-de-participar-do-crime-em-guaratuba.ghtml"><span style="font-weight: 400;">narra os acontecimentos do Caso Evandro</span></a><span style="font-weight: 400;">, dirigida por Michelle Chevrand e Aly Muritiba, é um dos lançamentos recentes do </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">. A produção, dividida em 9 episódios, apresenta a história a partir do seu princípio, com o desaparecimento de Evandro Ramos Caetano, de apenas 6 anos, na cidade de Guaratuba, no Paraná. Em uma época em que já havia uma forte comoção em torno do </span><a href="https://tribunapr.uol.com.br/blogs/nao-e-spoiler/o-caso-evandro-tera-episodio-especial-sobre-leandro-bossi-saiba-quem-foi-o-garoto/"><span style="font-weight: 400;">sumiço de diversas crianças na região</span></a><span style="font-weight: 400;">, o fato chocou pelos aspectos macabros e pelas diversas reviravoltas em seu julgamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O corpo de Evandro foi encontrado em um matagal sem os órgãos e com as mãos e dedos dos pés cortados. Com o passar da investigação, o ocorrido passou a ser direcionado como um caso de </span><a href="https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2021/06/18/o-que-e-panico-satanico-e-como-ele-tem-atrapalhado-investigacoes-desde-1970.htm"><span style="font-weight: 400;">magia negra</span></a><span style="font-weight: 400;">, a partir de fortes intervenções de um dos parentes do menino. Os principais acusados &#8211; e, por fim, condenados &#8211; foram o pai de santo Osvaldo Marcineiro, a então primeira dama Celina Abagge e sua filha, Beatriz Abagge; Vicente de Paula Ferreira, ajudante de Marcineiro; Davi dos Santos Soares, artesão de Guaratuba; Francisco Sergio Cristofolini, vizinho e dono do imóvel onde Marcineiro morava; e Airton Bardelli, funcionário da serraria da família Abagge.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/o-caso-evandro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Caso Evandro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> aposta em cenas que simulam os acontecimentos que são narrados como forma de ilustração, dando um verdadeiro toque de suspense para esse crime tão brutal por si só. São apresentadas diversas facetas da história, contando com mais de 30 personagens, entre eles, jornalistas, policiais, testemunhas, advogados, promotores e acusados. O jornalista Ivan Mizanzuk, criador do </span><a href="https://www.projetohumanos.com.br/temporada/o-caso-evandro/"><i><span style="font-weight: 400;">podcast</span></i><span style="font-weight: 400;"> que inspirou a série</span></a><span style="font-weight: 400;">, surge como um grande norteador de interpretações que podem ser feitas acerca das evidências mostradas. Ao longo dos episódios, é difícil saber em que lado acreditar, ao passo que a produção se encerra sem trazer as devidas respostas, pelo próprio julgamento não poder ser considerado, de fato, encerrado.  </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
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<figure id="attachment_21618" aria-describedby="caption-attachment-21618" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21618" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/leg.jpg" alt="Cena de Legendary. A cena mostra Leiomy, uma mulher negra e magra, de peruca branca, com cara de surpresa e segurando uma placa com o número 10. " width="960" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/leg.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/leg-800x417.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/leg-768x400.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21618" class="wp-caption-text">Legendary é Arte viva (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Legendary (2ª temporada, HBO Max)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Legendary </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma das </span><a href="https://seriemaniacos.tv/legendary-primeiras-impressoes/"><span style="font-weight: 400;">séries mais importantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> no ar. O </span><i><span style="font-weight: 400;">reality show </span></i><span style="font-weight: 400;">de competição, com foco na </span><a href="https://polis.org.br/noticias/voce-conhece-a-cultura-ballroom/"><span style="font-weight: 400;">cultura de </span><i><span style="font-weight: 400;">ballroom</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e no </span><i><span style="font-weight: 400;">Vogue</span></i><span style="font-weight: 400;">, chegou ao segundo ano muito mais maduro e despojado. A bancada de jurados permaneceu igual, mas recebeu o adicional de placares numéricos e mais argumentação na hora de deliberar. </span><a href="https://elle.com.br/moda/quem-sao-os-stylists-por-tras-dos-looks-de-nossas-celebridades-favoritas"><span style="font-weight: 400;">Law Roach</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o Pray Tell da vida real, </span><a href="https://revistamonet.globo.com/Celebridades/noticia/2020/12/jameela-jamil-diz-que-nao-queria-ser-famosa-e-pretende-deixar-de-ser-atriz-para-virar-terapeuta.html"><span style="font-weight: 400;">Jameela Jamil</span></a><span style="font-weight: 400;"> é agradavelmente entediante e </span><a href="https://www.papelpop.com/2020/07/estou-realmente-trabalhando-na-minha-dinastia-diz-megan-thee-stallion-em-entrevista/"><span style="font-weight: 400;">Megan Thee Stallion</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece ter encontrado seu tom e aura naquele painel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As estrelas do </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">são </span><a href="https://www.semir.com.br/dashaun-wesley-do-lendario-sobre-voguing-e-why-sisqo-sera-para-sempre-seu-artista-favorito/"><span style="font-weight: 400;">Dashaun Wesley</span></a><span style="font-weight: 400;">, que apresenta, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CJg4ES51Yts"><span style="font-weight: 400;">Leiomy Maldonado</span></a><span style="font-weight: 400;">, jurada especialista em </span><i><span style="font-weight: 400;">Vogue</span></i><span style="font-weight: 400;">, ícone do </span><i><span style="font-weight: 400;">ballroom </span></i><span style="font-weight: 400;">e uma personalidade da mídia que faz por merecer seu holofote. As Casas aumentaram o nível de estrelato e valor de produção, com destaque para a </span><a href="https://www.instagram.com/thehausoftisci/"><span style="font-weight: 400;">Haus of Tisci</span></a><span style="font-weight: 400;"> (injustamente eliminados e os vencedores morais) e a </span><a href="https://www.instagram.com/houseofbalenciaga/?hl=pt"><span style="font-weight: 400;">Haus of Balenciaga</span></a><span style="font-weight: 400;">, que começou com a bola toda e foi murchando ao passo que os consecutivos salva-vidas foram acionados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem saiu com o título foi a </span><a href="https://www.instagram.com/miyakemugler.official/"><span style="font-weight: 400;">Haus of Miyake-Mugler</span></a><span style="font-weight: 400;">, um grupo envolvente mas sem a faísca familiar que nos faz apaixonar pelos competidores. O time de jurados convidados entreteu com maestria, valendo a menção para Taraji P. Henson, Adam Lambert, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EVGWc55cYE8"><span style="font-weight: 400;">Tiffany Haddish</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Demi Lovato. No mesmo mês em que </span><a href="https://www.papelpop.com/2021/04/cocriador-de-pose-explica-o-motivo-de-concluir-a-serie-na-3a-temporada/"><i><span style="font-weight: 400;">Pose </span></i><span style="font-weight: 400;">se despediu</span></a><span style="font-weight: 400;">, é de importância imprescindível que séries como </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary</span></i><span style="font-weight: 400;">, que honram a </span><a href="https://somaisumacoisa.com/2020/06/legendary-senhoras-senhores-e-genderqueers-vamos-ao-baile/"><span style="font-weight: 400;">cultura negra, os </span><i><span style="font-weight: 400;">ballrooms </span></i><span style="font-weight: 400;">e as pessoas trans</span></a><span style="font-weight: 400;">, sejam prestigiadas e cresçam mais e mais. Está sem nada para fazer no feriado? Abra seu </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;"> e dê </span><i><span style="font-weight: 400;">play </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">Legendary</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
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<figure id="attachment_21629" aria-describedby="caption-attachment-21629" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-21629" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/07/POSE_307_4028r.jpg" alt="Cena de Pose. A imagem mostra a personagem de Blanca Evangelista e Pray tell sentados num sofá, conversando e sorrindo. Blanca é interpretada por MJ Rodriguez, uma mulher negra, de cabelos cacheados, e Pray Tell é interpretado por Billy Porter, um homem negro, de cabelos curtos. Eles se olham e sorriem, conversando e apoiando os braços nas costas do sofá. O sofá é colorido e estampado. Atrás deles, existe uma janela por onde entra a luz do dia." width="800" height="450" /><figcaption id="caption-attachment-21629" class="wp-caption-text">Obrigada por estes três lindo anos, Blanca, Pray, Elektra, Angel e família (Foto: FX)</figcaption></figure>
<p><b>Pose (3ª temporada, FX)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E chega ao fim uma das maiores e mais importantes séries da história. Do momento mais triste ao mais feliz, da representação mais pura de amor à mais crua de violência, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i> <a href="https://valkirias.com.br/pose/"><span style="font-weight: 400;">segurou as mãos de seus personagens</span></a><span style="font-weight: 400;"> e soube compreender tudo o que eles representavam. Sempre com delicadeza quando necessário e força quando oportuno, o drama encerra uma história de glória, que se transforma em algo </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2021/05/19/billy-porter-revela-ser-hiv-positivo-ha-14-anos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">muito maior</span></a><span style="font-weight: 400;"> do que a já grandiosa experiência de seus três anos, protagonizados pelo trabalho do </span><a href="https://otageek.com.br/2021/06/08/pose-a-importancia-da-serie-com-o-maior-elenco-trans-da-historia-da-televisao/"><span style="font-weight: 400;">maior elenco trans da história da televisão</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que se vê no encerramento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma narrativa que cresceu cada vez mais, desdobrando-se em algo cada vez mais significativo, ao mesmo tempo em que manteve sua proposta desde o início. Essa </span><a href="https://personaunesp.com.br/pose-segunda-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">nunca foi uma história reduzida ao sobreviver</span></a><span style="font-weight: 400;"> às margens. </span><i><span style="font-weight: 400;">Pose</span></i><span style="font-weight: 400;"> abraça a completude do viver e encerra sua jornada em pleno </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2021/06/4934707-de-conquistas-a-tragedias-por-que-o-mes-do-orgulho-lgbt-e-necessario-no-brasil.html"><span style="font-weight: 400;">mês do Orgulho LGBTQIA+</span></a><span style="font-weight: 400;">, quando o debate é, sobretudo, o direito à vida. Nisso, o </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;"> dá seu recado na existência maravilhosa do lendário, amado e venerado Pray Tell de Billy Porter: </span><i><span style="font-weight: 400;">Live. Werk. Pose</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
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		<title>O Caso Evandro é um marco na narrativa de crimes reais brasileiros</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Jun 2021 18:18:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Aviso: o texto a seguir apresenta conteúdo descritivo de violência, podendo servir de gatilho para alguns leitores. Ma Ferreira Em abril de 1992, na cidade de Guaratuba, no Paraná, desapareceu o menino Evandro Ramos Caetano de apenas 6 anos. Na última vez que ele foi visto, disse que buscaria seu mini game em casa e &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/o-caso-evandro-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "O Caso Evandro é um marco na narrativa de crimes reais brasileiros"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">Aviso: o texto a seguir apresenta conteúdo descritivo de violência, podendo servir de gatilho para alguns leitores.</span></i></p>
<figure id="attachment_21356" aria-describedby="caption-attachment-21356" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21356" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-1-3-1.jpg" alt="Cena da série documental O Caso Evandro. A imagem mostra um portão verde de madeira aberto, ao lado de uma parede pintada metade branca e metade verde, com uma faixa azul. Saindo pela porta está um menino branco, loiro, de costas, com um short estampado e uma camisa azul clara, segurando um molho de chaves. À sua frente está uma rua, com uma casa alaranjada e um muro baixo branco, notam-se algumas árvores ao fundo desta casa." width="700" height="466" /><figcaption id="caption-attachment-21356" class="wp-caption-text">O caso do desaparecimento do menino Evandro Ramos Caetano é objeto de investigação na nova série original Globoplay (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><b>Ma Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em abril de 1992, na cidade de Guaratuba, no Paraná, desapareceu o menino </span><a href="http://www.projetohumanos.com.br/wiki/evandro-ramos-caetano/"><span style="font-weight: 400;">Evandro Ramos Caetano</span></a><span style="font-weight: 400;"> de apenas 6 anos. Na última vez que ele foi visto, disse que buscaria seu </span><i><span style="font-weight: 400;">mini game</span></i><span style="font-weight: 400;"> em casa e voltaria para a escola onde a mãe trabalhava, mas nunca mais voltou. Dias depois, alguns lenhadores encontram seu corpo em um matagal. O cadáver estava sem o couro cabeludo, sem as mãos e os dedos dos pés, com o ventre aberto, sem as vísceras e em avançado processo de decomposição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após esse bárbaro crime é que se desenvolve a trama apresentada na nova série original do </span><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Bn95eukWYpo"><i><span style="font-weight: 400;">O Caso Evandro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A narrativa é cheia de reviravoltas, infortúnios e grandes erros que foram cometidos na investigação do que foi o mais longo julgamento nacional. Com um clima de conspiração e mistério, somos convidados a participar de uma viagem no tempo para entender o pensamento da época de ocorrência do assassinato e como as informações eram apresentadas na investigação e na mídia.</span></p>
<p><span id="more-21355"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na década de 1990, houve um grande desaparecimento de crianças no Paraná. Meses antes do desaparecimento de Evandro, outra criança de semelhantes características físicas, cabelo loiro e olhos claros, </span><a href="https://tribunapr.uol.com.br/blogs/nao-e-spoiler/o-caso-evandro-tera-episodio-especial-sobre-leandro-bossi-saiba-quem-foi-o-garoto/"><span style="font-weight: 400;">Leandro Bossi</span></a><span style="font-weight: 400;">, de 8 anos, também havia sido raptado. Até hoje não se sabe o paradeiro do garoto e muito se especula sobre as reais ligações entre esse incidente com o que houve com Evandro. As famílias tinham condições sociais diferentes e isso influenciou nas buscas e investigações de ambas as crianças.</span></p>
<figure id="attachment_21357" aria-describedby="caption-attachment-21357" style="width: 700px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21357" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-2-3-1.jpg" alt="Cena da série documental O Caso Evandro. A imagem mostra uma tiragem de jornal com vários rostos de crianças. O jornal está impresso em branco e preto e em destaque está escrito “Crianças Desaparecidas” com o escrito abaixo “Estas crianças sumiram sem deixar pistas. Seus pais aguardam notícias. Você pode ajudá-los”." width="700" height="466" /><figcaption id="caption-attachment-21357" class="wp-caption-text">Casos de crianças desaparecidas no Paraná (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Meses após, sete pessoas confessaram o crime dizendo que o menino Evandro havia sido morto para ser usado como oferenda em um </span><a href="https://www.fg2021.eventos.dype.com.br/trabalho/view?ID_TRABALHO=1521&amp;impressao&amp;printOnLoad"><span style="font-weight: 400;">ritual satânico</span></a><span style="font-weight: 400;">. Entre os acusados estavam a esposa e a filha do prefeito da cidade, </span><a href="https://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2021/04/29/acusadas-no-caso-evandro-lancam-livro-relatando-torturas-sofridas-antes-da-prisao-ele-esta-vivo-e-vai-aparecer-assim-como-a-verdade.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Celina e Beatriz Abagge</span></a><span style="font-weight: 400;">, que foram apontadas como as principais mandantes do trabalho. O pai de santo </span><a href="https://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/series/acusado-de-assassinato-pai-de-santo-rompe-o-silencio-apos-o-caso-evandro-59492"><span style="font-weight: 400;">Osvaldo Marcineiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> teria realizado a morte da criança para trazer prosperidade aos negócios da família Abagge.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa da acusação era a de um ritual de </span><a href="https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2021/06/18/o-que-e-panico-satanico-e-como-ele-tem-atrapalhado-investigacoes-desde-1970.htm"><span style="font-weight: 400;">magia negra</span></a><span style="font-weight: 400;">. A alegação era de que crianças estavam sendo raptadas para serem sacrificadas em prol de riqueza e poder a políticos da época. A maneira como eram citadas e apresentadas </span><a href="https://super.abril.com.br/sociedade/os-sacrificios-de-animais-nas-religioes-afrobrasileiras/"><span style="font-weight: 400;">as questões ligadas às religiões de matriz africana</span></a><span style="font-weight: 400;"> só causou maiores ações violentas da população da região. Até hoje, existem muitos </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2019/09/relatos-apontam-proliferacao-de-ataques-as-religioes-afro-brasileiras.shtml"><span style="font-weight: 400;">ataques a terreiros</span></a><span style="font-weight: 400;"> com esta mesma visão deturpada de ser algo ligado ao satânico, ponto que a série discute exemplarmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://portalamazonia.com/seguranca-publica-e-cidadania/lazaro-barbosa-a-midia-e-os-riscos-do-efeito-copycat"><span style="font-weight: 400;">mídia viu a possibilidade de explorar</span></a><span style="font-weight: 400;"> o caso, auxiliando na acusação dos sete, apresentando grande desconhecimento e mesmo </span><a href="https://theintercept.com/2021/06/29/ritual-racista-imprensa-cobertura-caso-lazaro-barbosa/"><span style="font-weight: 400;">preconceitos</span></a><span style="font-weight: 400;"> para com as religiões de matriz africana, julgando as principais suspeitas de envolvimento como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iO4rNi4WIIw"><span style="font-weight: 400;">bruxas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Por outro lado, havia uma grande pressão em relação ao trabalho da polícia e a uma resposta breve sobre o que havia ocorrido com as crianças. Neste processo de busca de respostas imediatas, </span><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/o-maior-erro-da-justica-e-imprensa-diz-filho-donos-escola-base.phtml"><span style="font-weight: 400;">muito se errou e muito se inventou.</span></a></p>
<figure id="attachment_21358" aria-describedby="caption-attachment-21358" style="width: 1360px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21358" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-3-3.jpg" alt="Cena da série documental O Caso Evandro. Na imagem há uma mulher, Celina Abagge, que está vestida com uma blusa mostarda, ela usa um colar com miçangas rosas, amarelos e brancas, tem o cabelo curto e loiro. Ao fundo, percebe-se um sofá onde ela se encontra e um vaso preto com flores vermelhas, a imagem atrás dela está desfocada." width="1360" height="850" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-3-3.jpg 1360w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-3-3-800x500.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-3-3-1024x640.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-3-3-768x480.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-3-3-1200x750.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-21358" class="wp-caption-text">Beatriz Abagge, suspeita de ter sequestrado e pedido a morte de Evandro; ela e a mãe Celina eram consideradas as Bruxas de Guaratuba (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o processo, várias falhas foram levantadas e reviravoltas no processo ocorrem. Foram vários </span><a href="https://www.gazetadopovo.com.br/parana/caso-evandro-defesa-pedira-anulacao-de-condenacao-e-indenizacao-apos-revelacao-de-fitas/"><span style="font-weight: 400;">julgamentos</span></a><span style="font-weight: 400;">, páginas e páginas dos autos dos processos, provas perdidas e novos exames solicitados. Essa trama diabólica envolve uma investigação particular do tio de Evandro, </span><a href="http://www.projetohumanos.com.br/wiki/diogenes-caetano-dos-santos-filho/"><span style="font-weight: 400;">Diógenes Caetano</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ele se tornou a principal referência para as equipes que investigaram o caso (Polícia Civil, </span><a href="http://www.projetohumanos.com.br/wiki/grupo-tigre/"><span style="font-weight: 400;">Grupo Tigre</span></a><span style="font-weight: 400;">, Polícia Militar, </span><a href="http://www.projetohumanos.com.br/wiki/grupo-aguia/"><span style="font-weight: 400;">Grupo Águia</span></a><span style="font-weight: 400;">) e fomentou várias conspirações com relação a família Abagge, que era sua rival política e pessoal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final da série, um novo material é apresentado: </span><a href="https://www.gazetadopovo.com.br/parana/caso-evandro-defesa-pedira-anulacao-de-condenacao-e-indenizacao-apos-revelacao-de-fitas/"><span style="font-weight: 400;">as fitas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Convidados a ouvir as gravações, os acusados, a Promotoria e a Defensoria, reagiram ao conteúdo dos áudios. Neste momento de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Caso Evandro</span></i><span style="font-weight: 400;">, têm-se a problemática clara da tortura sob a qual passaram os suspeitos para confessarem o crime e a história absurda. O que fica nítido é que o caso ainda pode ter mais novidades e que nada do que se sabe sobre ele realmente auxiliou a solucioná-lo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção é muito bem dirigida por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hNtfF_4WEtc"><span style="font-weight: 400;">Michelle Chevrand e Aly Muritiba</span></a><span style="font-weight: 400;">. O trabalho com a temática é cuidadoso, com a pesquisa base que veio do </span><a href="https://www.projetohumanos.com.br/temporada/o-caso-evandro/"><i><span style="font-weight: 400;">Podcast Projeto Humanos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sob a coordenação de </span><a href="http://mizanzuk.com/"><span style="font-weight: 400;">Ivan Mizanzuk.</span></a><span style="font-weight: 400;"> O cuidado narrativo aos detalhes, a cronologia de informações que eram divulgadas à época, bem como a maneira que eram exploradas na mídia foram problematizadas. Outras questões que atravessavam a narrativa principal, como a tortura e a intolerância religiosa com relação à </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2019/06/17/umbanda-e-candomble-conhecer-e-o-caminho-para-a-quebra-do-preconceito"><span style="font-weight: 400;">Umbanda</span></a><span style="font-weight: 400;">, foram analisadas e debatidas com especialistas para um melhor entendimento do público sobre a questão.</span></p>
<figure id="attachment_21359" aria-describedby="caption-attachment-21359" style="width: 701px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-21359" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/06/Imagem-4.jpeg" alt="Cena da série documental O Caso Evandro. Na imagem há um homem, o podcaster e escritor Ivan Mizanzuk. Ele é um homem branco, de barba e cabelos médios e escuros. Está vestido com uma blusa preta, sentado em uma cadeira gamer. Ele gesticula enquanto fala. Ao fundo tem-se uma parede preta toda cheia de post-it coloridos, riscado com giz como se estivesse dividindo como uma lousa, uma escrivaninha preta com uma luminária azul ligada, um computador e ao lado uma estante escura com livros. Ao lado de Ivan está um microfone ao alto." width="701" height="438" /><figcaption id="caption-attachment-21359" class="wp-caption-text">Ivan Mizanzuk aparece ao longo da narrativa como um norteador dos caminhos que a investigação e o processo do caso tomaram (Foto: Globoplay)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A problemática das investigações brasileiras no sentido de recursos e falta de alguns conhecimentos à época também é discutida, bem como a punição e a definição de culpados que é dada pela mídia antes mesmo de um julgamento judicial. Há um cuidado especial em dialogar com os envolvidos, que aparecem e contam a sua maneira as informações que não constam dos autos dos processos, por serem seus relatos de vida. A </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vhGiiM9CG3w&amp;list=WL&amp;index=3&amp;t=366s"><span style="font-weight: 400;">série documental </span><i><span style="font-weight: 400;">O Caso Evandro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um marco no fazer narrativo policial de produções nacionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final da série, tem-se a promessa de uma próxima série documental focada no </span><a href="https://www.google.com.br/amp/s/canaltech.com.br/amp/entretenimento/meninos-de-altamira-caso-macabro-documentario-globoplay-186644/"><span style="font-weight: 400;">Caso dos Emasculados de Altamira</span></a><span style="font-weight: 400;">, que ainda se encontra em pesquisa por Ivan Mizanzuk. Caso semelhante ao de Evandro quanto a maneira com que a polícia e a mídia o abordaram, bem como na ideia de uma seita satânica que usava crianças. </span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">O Caso Evandro</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma importante reflexão para pensarmos em como atualmente o sistema judicial tem sido falho e a mídia muitas vezes faz o papel de juiz. Um exemplo recente é o </span><a href="https://www.google.com.br/amp/s/oglobo.globo.com/brasil/caso-lazaro-entenda-como-foi-cacada-de-20-dias-as-estrategias-de-fuga-do-criminoso-25073424%3fversao=amp"><span style="font-weight: 400;">Caso Lázaro</span></a><span style="font-weight: 400;">, que teve um final execrável, não dando ao acusado sua chance de ser julgado e condenado. O erro é grave por privar as famílias das vítimas da verdade. Evandro e outras pessoas ainda esperam por justiça.</span></p>
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		<title>Them: uma impactante e polêmica série de horror</title>
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		<pubDate>Fri, 14 May 2021 19:43:45 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Ma Ferreira Em 1953, os Emory se mudam da Carolina do Norte para um bairro em Los Angeles. A mudança que prometia ser uma renovação na vida da família, logo se torna um grande e aterrorizante pesadelo. Cercados por uma vizinhança extremamente violenta e racista, eles não conseguem paz nem dentro de seu próprio lar, &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/them-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Them: uma impactante e polêmica série de horror"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_20669" aria-describedby="caption-attachment-20669" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-20669" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-1-1024x514.png" alt="Cena da série Them. A imagem mostra a personagem Lucky Emory, interpretada por Deborah Ayorinde. Ela é uma mulher negra de cabelos castanhos e alisados na altura do ombro. Lucky está vestindo um roupão mostarda, com uma expressão de espanto. Atrás dela, há uma porta branca, uma parede com um papel de parede florido, com flores alaranjadas e um fundo azul. Também atrás dela há um móvel de madeira como um armário encostado na parede e acima dele um rádio, alguns livros e um abajur desligado. O ambiente é escurecido, como se fosse iluminado lateralmente pela luz do sol." width="840" height="422" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-1-1024x514.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-1-300x151.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-1-768x386.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-1.png 1105w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20669" class="wp-caption-text">Debora Ayorinde é Lucky Emory, uma mãe aterrorizada por seus vizinhos e uma entidade demoníaca em Them (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Ma Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1953, os Emory se mudam da Carolina do Norte para um bairro em Los Angeles. A mudança que prometia ser uma renovação na vida da família, logo se torna um grande e aterrorizante pesadelo. Cercados por uma vizinhança extremamente </span><a href="https://www.geledes.org.br/serie-de-fotos-historica-escancara-o-racismo-nos-eua-da-decada-de-1950/?gclid=CjwKCAjwj6SEBhAOEiwAvFRuKJVI1Qk76kvGQwPScuxH5qb01IPQzqFW6ozU81r5JsX2WSYbfaE4qxoCemQQAvD_BwE"><span style="font-weight: 400;">violenta e racista</span></a><span style="font-weight: 400;">, eles não conseguem paz nem dentro de seu próprio </span><a href="https://cineclick.uol.com.br/listas/galerias/terror-em-familia-top-20-filmes-em-que-o-mal-esta-dentro-de-casa"><span style="font-weight: 400;">lar</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma vez que este é amaldiçoado por um demônio que pretende enlouquecer seus moradores.</span></p>
<p><span id="more-20668"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde a estreia, </span><i><span style="font-weight: 400;">Them</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem sido alvo de críticas controversas e bem polêmicas. A atmosfera inicial da série é bem semelhante às produções do diretor </span><a href="https://www.omelete.com.br/terror/jordan-peele-filmes-onde-assistir-entenda#13"><span style="font-weight: 400;">Jordan Peele</span></a><span style="font-weight: 400;">, particularmente o suspense e </span><a href="https://darkside.blog.br/entenda-diferenca-filmes-negros-terror-filmes-terror-com-negros/"><span style="font-weight: 400;">terror racial</span></a><span style="font-weight: 400;">, muito parecido com <a href="https://www.omelete.com.br/terror/nos-entenda-os-significados-por-tras-do-terror-de-jordan-peele">a construção</a> de </span><a href="https://personaunesp.com.br/us-jordan-peele-critica-2019/"><i><span style="font-weight: 400;">Nós</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Entretanto, no segundo capítulo, já podemos perceber que as agressões psicológicas e físicas sofridas pelas personagens são bem menos sutis e horrorosamente intensas.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WL3Jz8fDgFI"><i><span style="font-weight: 400;">Eles</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, como ficou a tradução do nome da série, não deve ser assistida por qualquer pessoa. Há avisos nos episódios mais gráficos e de maior atrocidade, pois as cenas são grandes facilitadores de </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/externo/2019/12/27/Por-que-avisos-de-gatilho-n%C3%A3o-protegem-de-conte%C3%BAdos-sens%C3%ADveis"><span style="font-weight: 400;">gatilhos nos espectadores</span></a><span style="font-weight: 400;">. Cada um dos capítulos conta com material extra no </span><i><span style="font-weight: 400;">site </span></i><span style="font-weight: 400;">da série com comentários dos diretores e roteiristas, mas que na maior parte das vezes não justifica as hostilidades apresentadas.</span></p>
<figure id="attachment_20670" aria-describedby="caption-attachment-20670" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-20670" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-2-2-1024x532.png" alt="Cena da série Them. A imagem mostra a personagem Betty Wendell, interpretada por Allison Pill. Ela é uma mulher branca de cabelos loiros lisos na altura do ombro, está com um vestido azul e acena com a mão. Sua expressão facial é de um sorriso forçado, na mão levantada encontra-se um anel de casamento. Atrás dela estão duas mulheres, uma vestida de amarelo com uma expressão brava e outra vestida de branco, mas sua face está tapada pela mão de Betty. Atrás de todas está uma parede de tom claro e uma janela de vidro." width="840" height="436" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-2-2-1024x532.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-2-2-300x156.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-2-2-768x399.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-2-2.png 1116w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-20670" class="wp-caption-text">Alison Pill é Betty Wendell, a desprezível e manipuladora vizinha da frente dos Emory (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A série, escrita e produzida por </span><a href="https://www.essence.com/awards-events/red-carpet/black-women-hollywood/essence-black-women-in-hollywood-2021-announcement/"><span style="font-weight: 400;">Little Marvin</span></a><span style="font-weight: 400;">, pretende ser uma antologia de terror semelhante a </span><a href="https://personaunesp.com.br/ahs-1984-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">American Horror Story</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em sua primeira temporada, ela conta a história da família Emory, que após um terrível acontecimento, sai da Carolina do Norte e é </span><a href="https://www.cbsnews.com/news/redlining-what-is-history-mike-bloomberg-comments/"><span style="font-weight: 400;">seduzida</span></a><span style="font-weight: 400;"> a morar em </span><a href="https://tracklist.com.br/trajetoria-de-kendrick-lamar-das-ruas-de-compton-ao-topo-da-industria/56560"><span style="font-weight: 400;">Compton</span></a><span style="font-weight: 400;">. O período ainda é assolado pelas </span><a href="https://www.natgeo.pt/historia/2020/02/leis-jim-crow-criaram-escravatura-com-outro-nome"><span style="font-weight: 400;">Leis Jim Crow</span></a><span style="font-weight: 400;"> que estão em seu fim, mas estão constantes nas vivências dos protagonistas. Racismo, violência física, abuso psicológico e sexual estão presentes em todos os episódios da série.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Henry Emory (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=l-tdGtYH2QY"><span style="font-weight: 400;">Ashley Thomas</span></a><span style="font-weight: 400;">) é um engenheiro atormentado por lembranças da guerra, a culpa pela morte de seu filho, os assédios que sofre na empresa e pela materialização da figura do </span><a href="https://medium.com/@suzanejardim/alguns-estere%C3%B3tipos-racistas-internacionais-c7c7bfe3dbf6"><span style="font-weight: 400;">Jim Crow</span></a><span style="font-weight: 400;">. Lucky, sua esposa, carrega consigo os traumas de um abuso e o assassinato de seu caçula e é torturada por seus </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rQVs7Dxt6L4"><span style="font-weight: 400;">vizinhos preconceituosos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Os demônios tentam de todas as formas fazer com que eles se configurem na imagem que os racistas possuem deles (</span><a href="https://medium.com/@suzanejardim/alguns-estere%C3%B3tipos-racistas-internacionais-c7c7bfe3dbf6"><span style="font-weight: 400;">’a mulher louca’ e ‘o homem violento’</span></a><span style="font-weight: 400;">).  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ruby, </span><a href="https://capricho.abril.com.br/entretenimento/atriz-de-o-rei-leao-fala-sobre-empoderamento-e-encontro-com-beyonce/"><span style="font-weight: 400;">Shahadi Wright Joseph</span></a><span style="font-weight: 400;">, é a filha mais velha do casal. Ela é uma jovem inteligente  que sofre com a falta de diálogo materno, pressões com os </span><a href="https://ceert.org.br/noticias/genero-mulher/26544/como-os-padroes-de-beleza-influenciam-na-autoestima-das-mulheres-negras"><span style="font-weight: 400;">padrões de beleza</span></a><span style="font-weight: 400;">, a paixão por sua colega e a </span><a href="https://www.politize.com.br/colorismo/"><span style="font-weight: 400;">não aceitação de sua cor</span></a><span style="font-weight: 400;">. Gracy, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=P-dFwfAcri8"><span style="font-weight: 400;">Melody Hurd</span></a><span style="font-weight: 400;">, é a filha mais nova. Ela é atormentada, machucada física e psicologicamente pela figura da Srta. Vera, uma professora de um livro de ficção que a garota gosta e que é materializada pelo demônio que os persegue. A família não entende, mas é assombrada por uma entidade, o Homem do Chapéu Preto, que os aterroriza por meio de seus maiores medos e desejos.</span></p>
<figure id="attachment_20671" aria-describedby="caption-attachment-20671" style="width: 704px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-20671" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-3-2.jpg" alt="Cena da série Them. A imagem mostra a personagem de Ruby Emory, interpretada por Shahadi Wright Joseph. Ela é uma jovem negra de cabelos presos e olha espantada e fixamente para sua mão que está repleta de tinta branca. Ao fundo, o ambiente onde ela se encontra aparece desfocado. Ela veste uma roupa de gola alta com tons laranjas e amarelos." width="704" height="264" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-3-2.jpg 704w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/05/Imagem-3-2-300x113.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-20671" class="wp-caption-text">O racismo torturante de Them faz com que as personagens sofram violências que não se justificam na trama (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa acompanha e conta dez dias vivenciados pela família desde a sua chegada no Compton até o enfrentamento da força sobrenatural. Destaca-se o episódio 5, </span><i><span style="font-weight: 400;">Exigência 1</span></i><span style="font-weight: 400;">, no qual descobrimos qual a tragédia sofrida pelos Emory. As cenas apresentadas são de extrema crueldade e não se justificam ao longo da narrativa, bem como outras atrocidades sofridas pelas personagens ao longo da trama. É necessário pensar sobre essas cenas e como elas </span><a href="https://www.geledes.org.br/o-racismo-recreativo-nao-e-piada/?gclid=CjwKCAjwj6SEBhAOEiwAvFRuKJVNpdLYlP10t0xG7x2fwAj-6_RkdrPLHUBJW8NMKVp2jaupdnKJfxoCuqsQAvD_BwE"><span style="font-weight: 400;">colaboram ou não</span></a><span style="font-weight: 400;"> para que haja empatia e conscientização dos telespectadores acerca do racismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É um </span><a href="https://enfilme.com/notas-del-dia/15-caracteristicas-esenciales-del-thriller-psicologico"><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i><span style="font-weight: 400;"> psicológico</span></a><span style="font-weight: 400;"> que vale a pena, mas que pesa em cenas de pessoas negras sendo torturadas e violentadas. Fala de um tema necessário, trazendo várias nuances que o abarcam como o mercado imobiliário, a influência da religiosidade, sexualidade e outras questões sociais que se fazem presentes na personagem da vizinha Betty (como o relacionamento paterno e seu sequestro).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sobrenatural é apresentado em segundo plano e nas partes finais da produção e está ligado a um acontecimento de intolerância racial, tendo um episódio só para o seu entendimento. </span><i><span style="font-weight: 400;">Them</span></i><span style="font-weight: 400;"> seria uma ótima série, analisando-se somente o quesito das atuações e sua apresentação estética, mas deve ser vista de maneira crítica quanto ao seu roteiro, como as selvagerias que são apresentadas.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/WL3Jz8fDgFI?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;start=3&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A violência da série é o grande ponto polêmico e que deve se ter cuidado ao assistir. Primeiro, essas cenas não são sutis como as apresentadas em obras como</span> <a href="https://personaunesp.com.br/corra-filme-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Corra! </span></i></a><span style="font-weight: 400;">de </span><a href="https://melhoresfilmes.sescsp.org.br/corra-faz-historia-ao-subverter-o-terror-para-falar-de-racismo/"><span style="font-weight: 400;">Jordan Peele</span></a><span style="font-weight: 400;">. A agressão às pessoas negras não deve ser vista como entretenimento. Elas são extremamente gráficas e na maior parte de forma gratuitas, ficando o questionamento sobre qual mensagem real estas cenas querem passar? A quem querem chocar? E se conseguem seu objetivo ao usar o ódio desta forma?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo, a produção tem uma maioria de pessoas brancas em seu trabalho de roteiro e direção, o que faz repensar se houve realmente um cuidado com a abordagem das cenas. Mesmo a equipe de atores principais sendo assistida psicologicamente, algumas escolhas de situações que as personagens passaram poderiam ter sido amenizadas ou apenas sugeridas e outras nem eram realmente necessárias ao desenvolvimento narrativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem várias formas de chocar, causar empatia, reflexão e conscientização e  </span><a href="https://republicadomedo.com.br/critica-o-que-ficou-para-tras/"><span style="font-weight: 400;">diversas obras</span></a><span style="font-weight: 400;"> audiovisuais conseguem fazer com maestria. O grande questionamento de qualquer obra deste tipo é pensar no que ela entrega, o que os idealizadores querem que o público pense. </span><i><span style="font-weight: 400;">Them</span></i><span style="font-weight: 400;"> seria uma excelente série se soubesse usar o extremo de forma contida, sugestiva e focar naquilo que ela não quer que se propague, o racismo. </span></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/them-critica/">Them: uma impactante e polêmica série de horror</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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