Napoli–New York tenta ser uma homenagem italiana ao pós-guerra, mas é vista pelo olhar de um cartão-postal americano

Uma cena dramática em um corredor com piso de madeira e janelas altas. Em primeiro plano, o menino (Carmine), com uma jaqueta cinza-amarronzada, abraça a menina (Celestina), que está com um vestido. Os dois estão abraçados com expressões de afeto e talvez angústia, cercados por diversos fotógrafos que seguram câmeras de época grandes com flash, tirando fotos do momento. Dois homens mais velhos, um com óculos e outro espiando por um canto, observam a cena ao fundo. O ambiente sugere um evento de grande cobertura jornalística ou uma situação pública intensa.
O brilho americano visto pelos olhos de quem nunca saiu da guerra (Foto: Rai Cinema)

Arthur Caires

Sob o velho outdoor do “There’s no way like the American way”, Napoli–New York, escolhido para abertura da 20ª edição do Festival De Cinema Italiano, encontra o seu ponto de partida: entre a promessa estampada e a fome que a moldura insiste em esconder. Inspirado em uma história original dos cineastas italianos Federico Fellini e Tullio Pinelli, e dirigido por Gabriele Salvatores, o longa revisita o pós-guerra com um olhar colorido e melancólico, de quem acredita que a esperança ainda pode nascer entre escombros.

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