Há 20 anos How I Met Your Mother nos ensinava a viver de forma legendária

Frame de cinco amigos, Barney, homem loiro vestindo terno e gravata, Robin, mulher morena de jaqueta bege, Ted, homem branco de cabelo preto usando um blazer marrom, Marshall, homem branco com entradas no couro cabeludo e uma camiseta marrom, e Lily, mulher ruiva usando uma blusa azul, em uma mesa de bar sorrindo e brindando com canecas de cerveja. No fundo, figurantes circulando pelo ambiente.
Com nove anos de duração, a série narra a história de décadas da amizade imperfeita, mas sincera de um grupo de cinco grandes amigos (Fonte: CBS)

Mariana Bezerra

Em Setembro de 2005, foi ao ar, na CBS, o primeiro episódio de How I Met Your Mother (Como eu conheci sua mãe, em tradução livre). Nessa época, milhões de pessoas se sentavam em frente à televisão toda segunda-feira para acompanhar a vida dos cinco amigos sem sequer cogitar a ideia de que, um dia, todos os episódios estariam em um aplicativo para serem assistidos on demand. O mais relevante é que pouco importa a passagem do tempo ou o formato, porque a amizade, o amor, os sonhos e as frustrações – que são o cerne desse enredo – serão sempre parte de todos. Em função disso, How I Met Your Mother segue sendo um sucesso, conquistando cada vez mais espaço nas novas gerações, ganhando, inclusive, um spin-off intitulado How I Met Your Father (2022), o qual contou com participações especiais de alguns atores do elenco original.

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Há 15 anos, começava a caçada de ‘-A’ com a estreia de Pretty Little Liars

Cena da série Pretty Little LiarsNa imagem, estão as quatro protagonistas: Emily está com uma blusa azul e cabelo preso, Spencer e Hanna estão no meio, Spencer usa uma blusa xadrez azul e cinza, enquanto Hanna usa um vestido roxo. Aria está na direita com uma blusa branca. Todas elas olham com curiosidade para algo dentro de uma caixa de madeira aberta na frente delas.
Com o aniversário da primeira temporada da série, a showrunner confirmou a possibilidade de uma reunião com o elenco original (Foto: Freeform)

Isabela Nascimento

Baseada na série de livros de Sara Shepard, Pretty Little Liars (2010-2017) foi comandada pela showrunner Marlene King. Já no primeiro episódio, o seriado foi um sucesso, com mais de 2 milhões de telespectadores. Ao longo dos 22 capítulos iniciais, a produção juntou milhares de fãs, começando um legado que já dura 15 anos como uma das séries teens mais icônicas dos últimos tempos. Continue lendo “Há 15 anos, começava a caçada de ‘-A’ com a estreia de Pretty Little Liars”

A 4ª temporada de The Bear pergunta quem somos quando paramos de cozinhar no automático

Foto de Carmy, da série The Bear, em um ambiente urbano. Ele é um homem branco com cabelo escuro e bagunçado, vestindo uma camiseta branca e um avental azul. Ele está ao ar livre, em uma rua com prédios altos ao fundo, e segura uma pequena xícara ou tigela preta. Carmy olha para o lado com uma expressão pensativa.
The Bear é o resultado de caos e relações familiares que queimam igual as chamas do fogão (Foto: FX Studios)

Arthur Caires

Se nas duas primeiras temporadas The Bear foi apresentada ao público como a série que deixava a gente em apneia, vivendo cada grito de “ATRÁS” como se estivesse dentro da cozinha, agora o prato servido é outro. O que começou como uma dramédia caótica, com planos-sequência sufocantes e diálogos atropelados, virou, ao longo dos anos, um fenômeno crítico que transcende a culinária. A produção deixou de ser só sobre um restaurante em crise para se tornar um retrato íntimo sobre saúde mental, sobre o peso e a cura que vêm da família, e sobre o que significa continuar vivendo quando tudo ao redor parece desmoronar.

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A nevasca que cobre Buenos Aires em O Eternauta só não é mais densa que a história que ela simboliza

Cena da série O Eternauta, da Netflix. A cena mostra a silueta de Juan Bolsa (Ricardo Darín) caminhando por uma rua coberta de neve, a sua esquerda é possível ver um ônibus abandonado e a sua direita dois carros em estado semelhante, às margens da via existem prédios altos também cobertos de neve, toda paisagem está envolta em um espesso nevoeiro.
O Eternauta reflete uma história de violência e opressão comum à toda América do Sul (Foto: Netflix)

Guilherme Dias Siqueira

Quando se fala em adaptações de quadrinhos logo nos vem à cabeça grandes produções de Hollywood sobre super-heróis vestidos em roupas coloridas e muita ação. Mas isso é uma fração da verdadeira diversidade dos quadrinhos, que não só cobrem uma variedade de temas e estilos, como também de culturas e subtextos regionais. No contexto latino-americano, uma riqueza de obras permanece vastamente inexplorada pela maior parte do público. Um desses materiais, talvez o mais importante de todos, foi retirado dessa semi-escuridão pela Netflix este ano: O Eternauta, a obra-prima de Héctor Germán Oesterheld e Francisco Solano Lopes.

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Pegue o desfibrilador, pois a primeira temporada de The Pitt irá reviver o gênero

Cena da série The Pitt. Nela, há um homem branco de cabelos castanhos escuros com barba e bigode. Ele veste um moletom azul e segura uma garrafa de inox. O homem está na área de trauma de um hospital.
O rosto de Noah Wyle não é novo aos amantes de séries médicas (Foto: Max/Warrick Page)

Guilherme Machado Leal

O dia a dia turbulento de profissionais da área de saúde se popularizou nos anos 90, com Plantão Médico. Drama procedural, o sucesso era considerado a maior série médica até 2019, quando Grey’s Anatomy ultrapassou o número de temporadas ao bater a marca de 332 episódios, antes conquistada pela trama protagonizada por George Clooney. A partir da consolidação da produção de Shonda Rhimes, inúmeros produtos televisivos focados em médicos lançaram e conquistaram o público. No entanto, o gênero se tornou obsoleto, previsível e não mais impactante como ocorria em seus anos de ouro. Dito isso, o que faz The Pitt, produção da HBO Max, ser um frescor?

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A 4ª temporada de Abbott Elementary nos ensina para além das salas de aula

Na imagem, da esquerda para a direita, há uma mulher negra de cabelo longo e liso, vestindo uma blusa marrom, uma calça de tom escuro e um crachá no pescoço. Ao seu lado, há uma mulher negra de cabelo curto e liso, vestindo uma camisa amarela, um colar de pérolas e calças azul-escura. Em seguida, há um homem negro de cabelo curto vestindo um suéter e casaco marrom, com um crachá no pescoço, uma calça social azul e um cinto de couro. Próximo a ele, há uma mulher negra sorrindo com cabelos longos e cacheados, vestindo um vestido colorido, brincos dourados e um crachá no pescoço. Ao fim da imagem, há um homem branco de cabelo cacheado, suéter listrado colorido e crachá no pescoço, e, ao seu lado, uma mulher branca de cabelo ruivo e longo, usando um casaco preto, uma blusa verde e calça preta.
A série da ABC já recebeu mais de 30 indicações ao Emmy Awards desde seu lançamento oficial em 2021. (Foto: ABC)

Victor Hugo Aguila

Não é novidade que Abbott Elementary é excelência em fazer comédia. Ao longo de quatro temporadas, os excêntricos funcionários da escola pública na Filadélfia – com menção honrosa aos icônicos alunos – nos mostram como o humor é uma arma poderosa contra a precarização e a desigualdade. Seja através do roteiro original ou das atuações marcantes, a obra nos reafirma seu impacto e influência na televisão norte-americana. 

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A terceira temporada de The White Lotus revela qual é o seu maior desejo

Cena da série The White Lotus. Nela, observa-se cinco funcionários do resort luxuoso tailandês. Da esquerda para a direita, há uma mulher branca, que usa uma roupa branca e um short bege, um homem branco sem camiseta e com uma espécie de saia marrom, um homem branco com um roupão vermelho e uma calça laranja, um homem asiático que utiliza um conjunto azul e uma mulher asiática que veste uma blusa branca e uma bermuda bege. Eles estão na beira da praia e acenam para um local.
Personagens fundamentais em anos anteriores, os funcionários do White Lotus da Tailândia não se destacaram (Foto: Fabio Lovino/HBO)

Guilherme Machado Leal

Iniciada no Havaí durante sua primeira temporada, em 2021, The White Lotus possuía uma trama bem simples: um ambiente que mostrasse um curto período de tempo daqueles que trabalham em um hotel luxuoso e dos que possuem o poder aquisitivo para sustentar tais regalias. Após a estreia bem sucedida, as ilhas emprestaram sua trama para o solo europeu, mais precisamente em Sicília, na Itália. Se a entrada desse mundo discutia a respeito da diferença de classes e a continuação abordava a disparidade entre gêneros, o que priorizar para a terceira vez?  Continue lendo “A terceira temporada de The White Lotus revela qual é o seu maior desejo”

Pinguim mostra que Gotham é mais cruel quando o Batman não está por perto

Cena da série Pinguim. A imagem mostra Oswald Cobblepot de frente, vestindo um casaco de couro preto, camisa branca e gravata escura, em um ambiente de arquitetura gótica com arcos de pedra e janelas altas. Ele encara algo fora de cena com uma expressão rígida e desconfiada, transmitindo tensão e autoridade. A luz suave que entra pelas janelas destaca o contraste entre a frieza do cenário e o tom sombrio do personagem, reforçando o clima dramático da narrativa.
Em Pinguim conhecemos um vilão que dá pena — curiosamente, o que ele mais odeia que sintam dele (Foto: Macall Polay/HBO Max)

Stephanie Cardoso

Se The Batman (2022) já tinha mostrado uma Gotham encharcada de corrupção e sombras, Pinguim – seu spin-off na HBO Max – vai além do que era esperado: mergulhando no fundo do submundo, onde não existem ‘mocinhos’, somente aqueles que lutam para sobreviver ou dominar. A série mergulha no caos e mostra que o verdadeiro medo não está na máscara, mas na ausência dela, entre as conversas frias onde o poder é vendido em pedaços e a lealdade vale menos que um dólar sujo.

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Podcasts no Emmy: o rumo das narrativas sonoras no universo do audiovisual

Cena da série Morrendo por Sexo. Molly, loira e de cabelos curtos veste um cachecol roxo e um gorro verde escuro e segura uma pasta azul enquanto olha para sua amiga. Na direita, Nikki, vestindo um casaco verde sorri para Molly. As duas estão sentadas em uma sala de espera de um hospital.
Adaptação de Morrendo por Sexo garante a presença dos podcasts na 77.ª edição do Emmy Awards (Fonte: Disney+) 

Mariana Bezerra 

Desde o início da história do cinema, as adaptações se tornaram um ponto marcante das produções audiovisuais. Os livros nunca pararam de virar filmes – ou séries, como vem acontecendo nas últimas décadas. No entanto, o surgimento de outros suportes midiáticos também passaram a chamar atenção dos criadores de produções seriadas. Grandes serviços de streaming como Apple TV e Amazon Studios, começaram a transformar os podcasts em seriados. Em 2025, quem ganhou destaque e garantiu presença no Emmy foi Morrendo por Sexo (Disney +), com nove indicações, incluindo as categorias de Melhor Atriz, Melhor Ator em Série Limitada e Melhor Série Limitada

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Há 5 anos, Ted Lasso era aplaudido pela torcida com sua maturidade e otimismo

Frame de Ted Lasso, homem branco de cabelo liso castanho tapado pela viseira branca e bigode alinhado, em meio a seus companheiros Beard, homem branco de cabelo e barba ruivos, e Nate, homem baixo e moreno, todos vestindo um uniforme azul marinho e celeste com listras vermelhas. Ao fundo, uma arquibancada cinza com cadeiras vermelhas em um centro de treinamento com grama.
Ted Lasso recebeu 20 indicações ao Emmy em sua primeira temporada, quebrando o recorde quantitativo de indicações anterior de 19, com Glee em 2011 (Foto: Apple TV+)

Livia Queiroz

Ted Lasso (Jason Sudeikis) apareceu pela primeira vez na tela do esporte muito antes de ter sua própria série, lançada em agosto de 2020. Tudo começou em 2012, com uma propaganda de TV para promover a Premier League na NBC Sports, na qual o técnico representava uma comédia americana estereotipada para atrair público dos EUA. Até então, esse era o único plano para o personagem: uma promoção da liga inglesa. Em vez disso, ele encantou fãs de futebol do mundo todo com a premissa esquisita, porém inovadora – e especialmente engraçada –, ganhando um novo comercial um ano depois. Posteriormente, começou-se a planejar algo maior e com mais protagonismo para Ted Lasso. 

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