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	<title>Arquivos Henrique Gomes &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Os Melhores Discos de 2021</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Mar 2022 00:47:17 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>É um clichê introduzir uma lista de melhores do ano dizendo que o tal período foi “muito rico” ou “memorável” ou “maravilhoso” para a determinada área que a seleção em questão se propõe a registrar. Mas ao fim de 2021, não resta outra conclusão: o ano foi realmente muito especial. É uma série de motivos &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Discos de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_26573" aria-describedby="caption-attachment-26573" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-26573 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/melhores-discos-wordpress-1.gif" alt="Arte retangular na cor azul escuro. No canto superior direito está escrito em branco “OS MELHORES DISCOS DE 2021”. Ao centro na parte inferior da imagem está uma foto da cantora Linn da Quebrada em preto e branco com silhueta azul clara ao redor de seu corpo, enquanto ela olha para frente e tampa o busto com sua mão. Ao lado direito está a figura do cantor Tyler the Creator, também em preto e branco com silhueta azul ao redor de seu corpo, ele está vestindo uma calça, camiseta e um bucket hat. À direita está a imagem da cantora Olivia Rodrigo, segurando um buquê de flores enquanto veste um vestido de festa. Sua maquiagem está borrada aos olhos e seu cabelo está solto na altura do busto. A imagem está em preto e branco e ao redor está também uma silhueta de cor azul escuro. Entre eles estão figuras animadas de estrelas aparecendo e desaparecendo. Um coração sendo partido e refeito e riscas indicando movimento. No canto inferior esquerdo há o logo do Persona, um olho com a íris de cor azul claro." width="1024" height="538" /><figcaption id="caption-attachment-26573" class="wp-caption-text">Entre o melhor da Música em 2021, tivemos os discos de Linn da Quebrada; Tyler, The Creator; e Olivia Rodrigo (GIF: Reprodução/Arte: Ana Clara Abbate/Texto de Abertura: Raquel Dutra)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">É um clichê introduzir uma lista de melhores do ano dizendo que o tal período foi “muito rico” ou “memorável” ou “maravilhoso” para a determinada área que a seleção em questão se propõe a registrar. Mas ao fim de 2021, não resta outra conclusão: o ano foi realmente muito especial. É uma série de motivos que sustentam a afirmação para além de uma expressão comum, e o Persona, que acompanhou cada </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/nota-musical/"><span style="font-weight: 400;">Nota Musical</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos referidos 12 meses, não só pode como deve te explicar o porquê o ano que passou ficará marcado na História da Música. Então, para fazer valer o clichê é que estamos aqui com </span><b>Os Melhores Discos de 2021</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span id="more-26446"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Deixa eu me apresentar, que eu acabei de chegar</span></i><span style="font-weight: 400;">” foi o verso que a Música brasileira cantou para se introduzir ao novo ano, quando ANAVITÓRIA inaugurou 2021 logo em seu primeiro dia com </span><a href="https://personaunesp.com.br/cor-anavitoria-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">COR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já no mês seguinte, a cura rejuvenescedora da Arte se encontrou com Gal Gosta para que </span><a href="https://personaunesp.com.br/nenhuma-dor-gal-costa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nenhuma Dor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> estivesse em nosso meio no primeiro ano pós-apocalipse-pandêmico de 2020, anseio que se estendeu ao maravilhoso retorno de Rico Dalasam, assumindo a identidade do nosso </span><a href="https://personaunesp.com.br/dolores-dala-guardiao-do-alivio-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Guardião do Alívio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O prenúncio otimista se confirmou, e DUDA BEAT pode declarar o seu </span><a href="https://personaunesp.com.br/te-amo-la-fora-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Te Amo</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Lá Fora</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto Febem encarou o mundo real sob a perspectiva de </span><a href="https://personaunesp.com.br/jovem-og-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">JOVEM OG</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Aproveitando a liberdade temporária de um país desgovernado, Pabllo Vittar explodiu seu </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-pabllo-vittar-batidao-tropical/"><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Luísa Sonza celebrou seu </span><a href="https://open.spotify.com/album/1bR2SlwIKwvCZBFhDfYr6x?si=8u3qzicfRo2EfvYdMLzQUA&amp;dl_branch=1"><i><span style="font-weight: 400;">DOCE 22</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://personaunesp.com.br/jao-pirata-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">PIRATA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> Jão se lançou em alto mar. No embalo de uma Música que ansiava por novos ares, Juçara Marçal criou uma lenda chamada </span><a href="https://personaunesp.com.br/delta-estacio-blues-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enquanto FBC e VHOOR deram um </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/resenhas/albuns/fbc-vhoor-outro-role/"><i><span style="font-weight: 400;">OUTRO ROLÊ</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que acabou em </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/11/20/fbc-vhoor-baile-disco-ouvir/"><i><span style="font-weight: 400;">BAILE</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Já nas estreias, Liniker deu seu primeiro voo </span><i><span style="font-weight: 400;">solo</span></i><span style="font-weight: 400;"> nas asas de </span><a href="https://br.nacaodamusica.com/posts/resenha-indigo-borboleta-anil-liniker-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Indigo Borboleta Anil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ao lado das consagradas melhores revelações de 2021: </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-agosto-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">Marina Sena</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tasha-e-tracie-diretoria-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tasha &amp; Tracie</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da nova geração, os nomes precursores da Música brasileira também fizeram o ano valer. A abelha-rainha da MPB entregou um dos melhores discos de sua carreira sob o seu som </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-maria-bethania-noturno/"><i><span style="font-weight: 400;">Noturno</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto Caetano Veloso revirava seu </span><a href="https://culturadoria.com.br/caetano-veloso-meu-coco/"><i><span style="font-weight: 400;">Coco</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O movimento de reinvenção foi seguido por Marisa Monte, que nos abriu suas </span><a href="https://personaunesp.com.br/marisa-monte-portas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Portas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> depois de um distanciamento &#8211; também distorcido por idas e vindas temporais assim como é desde março de 2020 &#8211; de 10 anos. Assim, de </span><i><span style="font-weight: 400;">encontros e despedidas</span></i><span style="font-weight: 400;"> se fez 2021: pouco tempo antes de descansar, a Deusa </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2022/01/20/elza-soares-morre-aos-91-anos.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Elza Soares</span></a><span style="font-weight: 400;"> compartilhou a companhia serena de João de Aquino, e a Rainha </span><a href="https://personaunesp.com.br/marilia-mendonca-patroas/"><span style="font-weight: 400;">Marília Mendonça</span></a><span style="font-weight: 400;"> cantou pela última vez com suas fiéis escudeiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas lá fora, tudo começou com o ano arrancando junto da recém-habilitada mais famosa do mundo. No posto de estrela </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2021, está Olivia Rodrigo, perfeitamente acompanhada do lilás ácido de </span><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ao lado da novata no </span><i><span style="font-weight: 400;">hall</span></i><span style="font-weight: 400;"> de maiores sucessos de 2021, o nome só pode ser o dele: Lil Nas X para os mortais, </span><a href="https://personaunesp.com.br/montero-lil-nas-x-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">MONTERO</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para os íntimos. O retrato dos maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">hits</span></i><span style="font-weight: 400;"> do ano ainda é composto pelo planeta de </span><a href="https://personaunesp.com.br/planet-her-critica/"><span style="font-weight: 400;">Doja Cat</span></a><span style="font-weight: 400;">, a trigésima volta de </span><a href="https://personaunesp.com.br/30-adele-critica/"><span style="font-weight: 400;">Adele</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao redor do Sol, a felicidade incomparável de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5GJWxDKyk3A"><span style="font-weight: 400;">Billie Eilish</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o brilho da noite de </span><a href="https://open.spotify.com/album/0S0r2RFucaW9kVjBtcBOV1"><span style="font-weight: 400;">Silk Sonic</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já nos cenários independentes, </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-lingua-ignota-sinner-get-ready/#:~:text=Os%20versos%20lan%C3%A7ados%20logo%20nos,compositora%20e%20multi%2Dinstrumentista%20Kristin"><span style="font-weight: 400;">Lingua Ignota</span></a><span style="font-weight: 400;"> chegou preparada para estar dentre as melhores de 2021, assim como </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/indigo-de-souza-any-shape-you-take/"><span style="font-weight: 400;">Indigo de Souza</span></a><span style="font-weight: 400;"> em qualquer uma de suas formas ou </span><a href="https://personaunesp.com.br/kick-ii-critica/"><span style="font-weight: 400;">Arca</span></a><span style="font-weight: 400;"> em qualquer um de seus quatro (!) discos lançados no ano passado. Na mesma direção, o álbum de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-touch-of-the-beat-gets-you-up-on-your-feet-gets-you-out-and-then-into-the-sun-critica/"><span style="font-weight: 400;">Aly &amp; AJ</span></a><span style="font-weight: 400;"> fez jus à grandiosidade de seu título, enquanto, por outro lado, </span><a href="https://open.spotify.com/album/0DBoWQ52XUHtrZQdfAqOVj"><span style="font-weight: 400;">Little Simz</span></a><span style="font-weight: 400;"> contrariou as sugestões de seu trabalho com uma Música nada introvertida e Black Country, New Road soou aos nossos ouvidos pela primeira vez com uma maestria de anos. A sensação também surge quando estamos admirando o amanhecer de </span><a href="https://www.stereogum.com/2159993/yebba-dawn-review/columns/the-week-in-pop/"><span style="font-weight: 400;">Yebba</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou os prismas poéticos de </span><a href="https://open.spotify.com/album/5pjMTS389jtVjMVyx5881I"><span style="font-weight: 400;">Arlo Parks</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ali, </span><a href="https://www.npr.org/2017/09/12/549142219/bleachers-tiny-desk-concert"><span style="font-weight: 400;">Bleachers</span></a><span style="font-weight: 400;"> tirou a tristeza do sábado a noite e </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/jazmine-sullivan-heaux-tales/"><span style="font-weight: 400;">Jazmine Sullivan</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos contou as melhores histórias de 2021. Juntos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/japanese-breakfast-jubilee-critica/"><span style="font-weight: 400;">Japanese Breakfast</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/arooj-aftab-vulture-prince-critica/"><span style="font-weight: 400;">Arooj Aftab</span></a><span style="font-weight: 400;"> passaram pelos estágios mais profundos da dor, enquanto SPELLLING entrava numa espiral fantasiosa e </span><a href="https://open.spotify.com/album/1dg0gmrCaEbENVXpPIvi1m"><span style="font-weight: 400;">WILLOW</span></a><span style="font-weight: 400;"> sentia todas as emoções possíveis. Ao mesmo tempo, </span><a href="https://personaunesp.com.br/call-me-if-you-get-lost-critica/"><span style="font-weight: 400;">Tyler, The Creator</span></a><span style="font-weight: 400;"> embarcava em uma nova viagem, </span><a href="https://personaunesp.com.br/dancing-with-the-devil-the-art-of-starting-over-critica/"><span style="font-weight: 400;">Demi Lovato</span></a><span style="font-weight: 400;"> recomeçava sua história e Lucy Dacus via sua vida passar diante de seus olhos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano também foi para conhecer os desfortúnios de </span><a href="https://www.grammy.com/artists/kacey-musgraves/18025"><span style="font-weight: 400;">Kacey Musgraves</span></a><span style="font-weight: 400;">, o poder solar de </span><a href="https://personaunesp.com.br/solar-power-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lorde</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o vermelho inédito de </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/taylor-swift-red-taylors-version/#:~:text=If%20you%20haven't%20listened,that%20makes%20Taylor%20Swift%20great."><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://personaunesp.com.br/love-for-sale-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga e Tony Bennett</span></a><span style="font-weight: 400;"> colocaram o amor à venda, </span><a href="https://personaunesp.com.br/revelacion-critica/"><span style="font-weight: 400;">Selena Gomez</span></a><span style="font-weight: 400;"> encontrou uma revelação e EXO recomendou não lutar contra sentimentos. Junto deles e todos os outros que compõem a nossa seleção dos 89 Melhores Discos de 2021, a comunidade do </span><b>Persona</b><span style="font-weight: 400;"> te espera logo abaixo, a fim de mostrar que o ano especialmente difícil trouxe muita beleza para aqueles que estavam dispostos a parar e ouvi-lo.</span></p>
<figure id="attachment_26489" aria-describedby="caption-attachment-26489" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-26489 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/30-Vinicius-Santos-800x800.jpg" alt="Capa do álbum 30, de Adele. Essa é uma foto quadrada. À esquerda da foto é apresentado um close-up do perfil da cantora britânica Adele que toma toda a superfície da imagem. Ela é uma mulher de idade mediana, branca, de cabelos longos e loiros e seus olhos são verde claro. Ao fundo, temos uma visão embaçada com as cores azul escuro e preto. A cantora possui um semblante neutro, sem expressões faciais. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/30-Vinicius-Santos-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/30-Vinicius-Santos-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/30-Vinicius-Santos-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/30-Vinicius-Santos.jpg 875w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26489" class="wp-caption-text">Se pudéssemos escutar a voz dos anjos, certeza que soariam como Adele (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Adele &#8211; 30</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o lançamento do novo álbum da cantora, em novembro de 2021, Adele já abalou as estruturas das </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/adele-30/"><span style="font-weight: 400;">críticas e da indústria musical</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sob o título de</span><i><span style="font-weight: 400;"> 30</span></i><span style="font-weight: 400;">, em menos de quatro meses o CD também trouxe algumas gratificações para a britânica</span><span style="font-weight: 400;">.  </span><span style="font-weight: 400;">Na última edição do </span><i><span style="font-weight: 400;">Brit</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Awards,</span></i> <span style="font-weight: 400;">a compositora londrina recebeu os prêmios de Música do Ano por seu </span><i><span style="font-weight: 400;">single Easy On Me</span></i><span style="font-weight: 400;">, Álbum do Ano e, talvez o mais especial, o de Artista do Ano. Parece que </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2022/02/09/brit-awards-2022-adele-ganha-tres-premios-principais-veja-lista-de-vencedores.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Mo Gilligan estava realmente certo</span></a><span style="font-weight: 400;">, Adele é a grande </span><i><span style="font-weight: 400;">“Rainha dos BRITs”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não muito diferente dos álbuns anteriores, a cantora transformou as dores e desgostos do seu coração partido em um álbum de busca, gracioso e incrivelmente comovente. De acordo com a própria, este seria a forma de se </span><a href="https://www.metropoles.com/celebridades/adele-diz-que-novo-album-responde-perguntas-do-filho-sobre-divorcio"><span style="font-weight: 400;">comunicar com seu filho</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobre o divórcio, então não é uma surpresa que tenhamos nos sentido acolhidos com algumas faixas, como </span><i><span style="font-weight: 400;">My Little Love</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Hold On</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. A questão é que, mesmo depois de 6 anos, ela revelou ser ousada e esperamos que não pare por aqui. O futuro ainda tem muito o que escutar pela voz de Adele.</span> <b>&#8211; Vinícius Santos</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> My Little Love, Easy On Me e Oh My God</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26461" aria-describedby="caption-attachment-26461" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="wp-image-26461 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/AGROPOC-Vitor-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco AGROPOC, do cantor Gabeu. A foto mostra Gabeu de lado, segurando um gravador de voz perto do rosto. Ele é branco, usa chapéu de caubói marrom, tem um fone sem fio na orelha, e usa camisa laranja, com calça jeans azul e um cinto escuro. O fundo é na mesma paleta quente, com tons de marrom liso." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/AGROPOC-Vitor-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/AGROPOC-Vitor-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/AGROPOC-Vitor-1-768x768.jpg 768w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26461" class="wp-caption-text">Em AGROPOC, Gabeu não leva desaforo para a roça (Foto: Gabeu)</figcaption></figure>
<p><b>Gabeu &#8211; AGROPOC</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Bem antes de The Weeknd sintonizar a </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn FM</span></i><span style="font-weight: 400;">, Gabriel Felizardo nos convidava a ouvir a Rádio </span><a href="https://open.spotify.com/album/4WRJS8GKvCdoPpKgZUltBU"><i><span style="font-weight: 400;">AGROPOC</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, para curtirmos o som que vem do interior. Filho do cantor Solimões, Gabeu estreia suas composições que misturam o melhor da Música caipira com o mais refrescante que o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual oferece, sem tirar nem pôr. Através de trocadilhos astutos, duplo sentido e tiradas cômicas, o disco vai sobrepondo influências e </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-gabeu-agropoc/"><span style="font-weight: 400;">muita personalidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, além de diversificar o ambiente sertanejo nacional, comumente infestado de um discurso machista e homofóbico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem medo ou receio de narrar suas aventuras, o cantor brilha quando incorpora </span><a href="https://emais.estadao.com.br/noticias/comportamento,gabriel-felizardo-filho-de-solimoes-estreia-como-sertanejo-gay,70002846635"><span style="font-weight: 400;">entonações quase teatrais</span></a><span style="font-weight: 400;">, como em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sugar Daddy</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/track/49inMEsgZbgA7OKJteFBmf?si=910525f856f64f76"><i><span style="font-weight: 400;">Bailão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o grande destaque do registro. Melodias juninas, sons de rodeios e uma vibração que energizou 2021 se transformam consecutivamente, tornando </span><i><span style="font-weight: 400;">AGROPOC</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma porta de entradas irresistível para o ilimitado </span><a href="https://tab.uol.com.br/noticias/redacao/2020/07/28/queernejo-artistas-lgbtq-querem-conquistar-seu-espaco-na-musica-sertaneja.htm"><i><span style="font-weight: 400;">queernejo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Em 2021, ninguém chegou de perto de oferecer uma linha tão marcante como</span><i><span style="font-weight: 400;"> “&#8217;Vamo&#8217; assumir o nosso amor rural/Sai desse armário e vem pro meu curral/Como &#8216;nóis&#8217; nunca se viu/Duas potrancas no cio/Num cruzamento adoidado”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas</b><span style="font-weight: 400;">: Amor Rural, Bailão e Sugar Daddy</span></p>
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<figure id="attachment_26581" aria-describedby="caption-attachment-26581" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26581 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Ain’t It Tragic, da banda de rock Dead Sara. O nome da banda está escrito na parte superior em letras azuis maiúsculas. Na parte de baixo, uma colagem dos rostos dos membros da banda. No resto da imagem, preenchendo toda a capa de forma aleatória, existem outras colagens de  diversas figuras sobrepostas num fundo amarelo. Na parte inferior central da capa, está  o título do álbum, em letras amarelas vazadas sobre um preenchimento azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/aint-it-tragic-gabriel-arruda.jpg 1414w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26581" class="wp-caption-text">Após uma grande pausa, os roqueiros de Los Angeles voltaram mais inspirados do que nunca (Foto: Warner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Dead Sara &#8211; Ain’t It Tragic</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro álbum da banda Dead Sara chegou depois de uma espera agonizante de seis anos, após o </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo estrondoso de </span><a href="https://open.spotify.com/album/22hdXQxWkJ3ddEO4atgQud?si=HsbATA1RQq-4eQwz_CfdxQ"><i><span style="font-weight: 400;">Pleasure to Meet You</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2015) e a saída do baixista Chris Null, na qual o grupo de Los Angeles precisou se reorganizar para achar uma nova direção para o seu som. Felizmente, os vocais tipicamente roucos de Emily Armstrong vêm com força total em </span><a href="https://open.spotify.com/album/5r2lUKLgKTNqbsloCwB9X5?si=28188d02147e43de"><i><span style="font-weight: 400;">Ain’t It Tragic</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, revigorado pelo hiato dos músicos e contando com algumas de suas letras mais intensas e explosivas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de manter o tom do </span><a href="https://open.spotify.com/album/52GeY9Z0gY2mikC8gDrvj6?si=sEn7KacHQsyloVmEE0pGTw"><span style="font-weight: 400;">último </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, há uma energia distinta e raivosa contagiando a nova produção, que consegue se diferenciar de trabalhos anteriores do grupo através da infusão de </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">indie</span></i><span style="font-weight: 400;"> em algumas das faixas mais elétricas e vibrantes, criando uma nova e viciante sinergia entre seus integrantes que reverbera ao longo de todo o disco. Seja no compasso carregado de </span><a href="https://open.spotify.com/track/4Xg1iXyfUL2pIVd5IpnSqD?si=3d95bbf6ca534470"><i><span style="font-weight: 400;">Heroes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ou na franqueza trágica de </span><a href="https://open.spotify.com/track/3egFI5kmow24EKouv8ajNr?si=35b243a84f344db6"><i><span style="font-weight: 400;">Uninspired</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma coisa fica clara: Dead Sara voltou mais destemida e inspirada do que nunca. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Hypnotic, Heroes e Gimme Gimme</span></p>
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<figure id="attachment_26505" aria-describedby="caption-attachment-26505" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26505" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-800x800.jpg" alt="Capa do disco An Evening With Silk Sonic do grupo Silk Sonic. A imagem é quadrada, com um fundo marrom claro, e o nome do disco se encontra na parte superior em marrom escuro. Um desenho dos rostos de Bruno Mars e Anderson .Paak usando óculos ilustra o centro da imagem, com os nomes dos cantores escritos na parte inferior em marrom escuro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/An-Evening-With-Silk-Sonic-Leticia-Stradiotto.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26505" class="wp-caption-text">Desde o primeiro single juntos, o mundo fez questão de deixar a porta bem aberta para o álbum de colaboração do Silk Sonic (Foto: Aftermath Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Bruno Mars, Anderson .Paak e Silk Sonic &#8211; An Evening With Silk Sonic</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Amigos, espero que vocês tenham algo no seu copo. E senhoritas, não tenham medo de chegar ao palco para uma banda que chamo de Silk Sonic”</span></i><span style="font-weight: 400;">. O rei está de volta e, muito bem acompanhado. Depois de dançar o </span><a href="https://artcetera.art/historia-do-r-e-b/"><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de 1980 em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=adLGHcj_fmA&amp;list=OLAK5uy_leP7XHDObcOtEA6ykuQ3HOdTyKHvDpd8Y&amp;index=2"><i><span style="font-weight: 400;">24K Magic</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lançado em 2016, Bruno Mars retoma o passo em um supergrupo espetacular, ao lado de Anderson .Paak. Com uma fidelidade gigantesca ao </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 70, nasce </span><a href="https://youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_leP7XHDObcOtEA6ykuQ3HOdTyKHvDpd8Y"><i><span style="font-weight: 400;">An Evening With Silk Sonic</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">single </span></i><span style="font-weight: 400;">responsável pela quebra de recordes históricos,</span> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=adLGHcj_fmA&amp;list=OLAK5uy_leP7XHDObcOtEA6ykuQ3HOdTyKHvDpd8Y&amp;index=2"><i><span style="font-weight: 400;">Leave The Door Open</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traz à tona o som doce e sedutor que logo arrebatou o sentimento de </span><i><span style="font-weight: 400;">throwback</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao ritmo e </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> do novo disco do queridíssimo Silk Sonic.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mars e .Paak prometem o </span><i><span style="font-weight: 400;">groove</span></i><span style="font-weight: 400;"> e não deixam esse compromisso de lado. O disco é mais uma </span><a href="https://tracklist.com.br/review-bruno-mars-anderson-paak-silk-sonic/121768"><span style="font-weight: 400;">experiência</span></a><span style="font-weight: 400;"> – ou melhor, uma noite – do que um álbum contido. A capacidade que a obra tem de proporcionar um bem estar cheio de gingado demonstra que o CD foi feito para divertir</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">Isto é, essencialmente, o que difere o grande Bruno Mars de outros artistas: o talento em saber como e porquê produzir Música. De qualquer forma, não há dúvidas sobre </span><a href="https://rocknbold.com/2021/12/talento-bruto-e-referencias-brilhantes-como-silk-sonic-agigantou-2021/"><span style="font-weight: 400;">a dupla Silk Sonic combinar muito</span></a><span style="font-weight: 400;"> e estar subindo as escadas para o sucesso. E no fim da subida, a porta estará aberta. </span><b>&#8211; Leticia Stradiotto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Fly As Me, Skate e Leave The Door Open</span></p>
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<figure id="attachment_26511" aria-describedby="caption-attachment-26511" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26511" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Any Shape You Take de Indigo de Souza. A imagem é uma pintura que mostra um corpo feminino nu com cabeça de caveira em pé, ao lado de um carrinho de supermercado amarelo com outra pessoa com cabeça de caveira. Ambos se encontram em um corredor de supermercado infinito, com latas caídas ao chão e várias plantas verdes espalhadas no entorno." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Indigo-De-Souza-Any-Shape-You-Take-Ayra-Mori.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26511" class="wp-caption-text">Dançando entre o indie rock, bedroom pop, grunge e até o neo-soul, Indigo de Souza abraça qualquer forma que possa tomar em seu segundo álbum, Any Shape You Take (Foto: Saddle Creek)</figcaption></figure>
<p><b>Indigo De Souza &#8211; Any Shape You Take</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é nada fácil abraçar todas as formas que possamos tomar de maneira sincera, sem julgamentos. Mais difícil ainda é abordar o obscurantismo dos conflitos existenciais internos por meio de uma lente euforicamente colorida, como faz a artista original de Asheville, na Carolina do Norte, Indigo de Souza, no segundo álbum da carreira, </span><a href="https://open.spotify.com/album/7G7lPTcJta35qGZ8LMIJ4y?si=BwDtDHm7TvOZmB83Mu0SLA"><i><span style="font-weight: 400;">Any Shape You Take</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Os sentimentos intensos são os mesmos do disco de estreia da carreira </span><a href="https://open.spotify.com/album/43Ly01iLJ2uIQPfqjZmH8Y?si=rarLfKh4R22C7bYw6nWiFg"><i><span style="font-weight: 400;">I Love My Mom</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018), porém, desta vez, como uma reinterpretação amadurecida e, de certo modo, completamente metamorfoseada: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu não sou nada como era antes/Eu não sou nada como a garota que você já amou</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Morte, dor e angústia encontram cor, ritmo e frenesi. Uma morbidez colorida descreve a preciosa identidade sonora de Souza. São camadas de guitarras irregulares, percussão exaltada, sobreposição de ritmos e gritos, que ecoam diversos </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/resenhas/albuns/indigo-de-souza-any-shape-you-take/"><span style="font-weight: 400;">gêneros musicais</span></a><span style="font-weight: 400;">, sem nunca se enquadrar em nenhuma delas. A co-produção com </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/indigo-de-souza-any-shape-you-take/"><span style="font-weight: 400;">Brad Cook</span></a><span style="font-weight: 400;"> (produtor com colaborações que incluem Bon Iver, Snail Mail e Waxahatchee) integra imaculadamente a melodia inusitada das dez faixas com o lirismo reconfortante da norte-americana, versado pelo enigmatismo suave de sua voz que navega entre as formas mais bonitas dos sentimentos humanos, até as mais sombrias. Encabeçado pela adorável </span><a href="https://open.spotify.com/track/1yrJuYAIcCH9oNS9T0QJPt?si=3cee7ca6a97f4ce9"><i><span style="font-weight: 400;">17</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e finalizado pela dolorosa </span><a href="https://open.spotify.com/track/66N8I6v00iQFPd56yU7dXf?si=e2149dcc69c44f90"><i><span style="font-weight: 400;">Kill Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Any Shape You Take </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma experiência catártica, quase terapêutica. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> 17, Real Pain e Kill Me</span></p>
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<figure id="attachment_26513" aria-describedby="caption-attachment-26513" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26513" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum “a touch of the beat gets you up on your feet gets you out and then into the sun”, do duo pop Aly &amp; AJ. Estilizado como uma colagem, as irmãs Aly e AJ Michalka estão no centro, caminhando para frente, AJ andando um pouco à frente de Aly, com os braços levantados, prestes a comemorar. Atrás delas, uma figura similar, com várias partes rasgadas que revelam diferentes cores por trás: laranja, amarelo e púrpura. Escrito verticalmente na borda esquerda da capa está o título completo do disco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-touch-of-the-beat-gabriel-arruda-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26513" class="wp-caption-text">A espera pode ter sido longa, mas o retorno de Aly &amp; AJ vale por cada faixa (Foto: Aly &amp; AJ Music LLC)</figcaption></figure>
<p><b>Aly &amp; AJ &#8211; a touch of the beat gets you up on your feet gets you out and then into the sun</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase 14 anos depois de seu </span><a href="https://open.spotify.com/album/4TOOGDpJ9KQ8EM84TC4qj6?si=Qox51DEYRWu8DVZJxq6Bnw"><span style="font-weight: 400;">último disco</span></a><span style="font-weight: 400;"> e nos calcanhares de </span><a href="https://open.spotify.com/album/49COhQ043jM1vTH7VSFUlq?si=OGCuJLCfTw6oPnA3kN1-CA"><span style="font-weight: 400;">dois </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;">s</span></a><span style="font-weight: 400;"> estelares, o novo trabalho do </span><i><span style="font-weight: 400;">duo pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> Aly &amp; AJ vem carregado de influências </span><i><span style="font-weight: 400;">country</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ritmos lentos vibrando pelo solo californiano. Um álbum de verão em corpo e alma, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-touch-of-the-beat-gets-you-up-on-your-feet-gets-you-out-and-then-into-the-sun-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">a touch of the beat…</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> remete, assim como seu título gigantesco sugere, a uma grande caminhada ou </span><i><span style="font-weight: 400;">road trip</span></i><span style="font-weight: 400;"> pelas planícies ensolaradas que as irmãs habitam. Desde as primeiras notas de </span><a href="https://open.spotify.com/track/5Da8Nx3j75JsSqWVNibdB6?si=526254bf902b47da"><i><span style="font-weight: 400;">Pretty Places</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> até o cadência melancólica de </span><a href="https://open.spotify.com/track/5g72uw9m4ZbodneqCWsj5t?si=926e5ca9605940a4"><i><span style="font-weight: 400;">Hold Out</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a dupla nos imerge em um sonho há mais de uma década em produção com letras vibrantes e sons sofisticados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com uma nova </span><a href="https://open.spotify.com/album/6fhydReXt41QBLPRiompN5?si=w8NLeVPMRmiJ6mA7-Riy5w"><span style="font-weight: 400;">edição </span><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> que expande ainda mais seu escopo com quatro novas faixas, o novo álbum constrói seus temas delicadamente e sem muito alarde, apenas para nos demolir com sua sequência final, entregue com absoluta confiança pelo par de artistas. Das novas músicas, se destaca a brutal </span><a href="https://open.spotify.com/track/693B4agqYBpTRq3OnPlD5W?si=65d64bef7ec245d5"><i><span style="font-weight: 400;">Dead on the Beach</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que dispensa sintetizadores e encontra sua voz na guitarra enquanto AJ narra uma experiência de </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-news/aly-and-aj-deluxe-a-touch-of-the-beat-1298893/"><span style="font-weight: 400;">quase-morte</span></a><span style="font-weight: 400;"> junto de seu namorado de longa data, o ator Josh Pence. Muito mais do que um </span><i><span style="font-weight: 400;">comeback</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">a touch of the beat gets you up on your feet gets you out and then into the sun </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma culminação das vidas de suas artistas, com toda a autoria e personalidade que essa descrição evoca.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Pretty Places, Slow Dancing e Stomach</span></p>
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<figure id="attachment_26525" aria-describedby="caption-attachment-26525" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26525 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Atlantis-Nathalia-Tetzner-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Atlantis do grupo sul-coreano SHINee. Na imagem, os quatro integrantes estão num barco antigo de tom marrom situado em uma floresta verde. Onew, um homem branco de cabelo e olhos escuros, aparece duas vezes na foto: uma na parte do meio inferior e outra no canto esquerdo superior. Key, um homem branco de cabelo e olhos escuros, aparece duas vezes na foto: uma exatamente no meio e outra no canto inferior direito, sendo o segundo da esquerda para a direita ali situado. Taemin, um homem branco de cabelo azul e olhos escuros, aparece duas vezes na foto: uma na parte do meio superior e outra no canto inferior direito, sendo o primeiro da esquerda para a direita ali situado. Minho, um homem branco de cabelo claro e olhos escuros, aparece duas vezes na foto: uma na parte do meio superior e outra no canto inferior direito, sendo o terceiro da esquerda para a direita ali situado. Quando estão na parte do meio, os integrantes aparecem em evidência. Quando estão nos cantos, eles aparecem com o tamanho diminuído. Todos vestem roupas claras nos tons azuis e laranjas que combinam com a estética da capa. No canto superior direito, há um selo redondo e verde que leva o nome do álbum e do grupo em amarelo, há também uma rosa dos ventos desenhada no selo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Atlantis-Nathalia-Tetzner-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Atlantis-Nathalia-Tetzner-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Atlantis-Nathalia-Tetzner-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26525" class="wp-caption-text">Com Atlantis, SHINee atraiu os fãs para o fundo do mar (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>SHINee &#8211; Atlantis</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mergulhando no mundo submerso do SHINee, </span><a href="https://open.spotify.com/album/4hyhyzEkMEsaSHzkuMn4Ds"><i><span style="font-weight: 400;">Atlantis</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi a escolha perfeita para ser a faixa-título do relançamento do sétimo álbum de estúdio do grupo já veterano na indústria do </span><i><span style="font-weight: 400;">K-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Se a versão original, </span><a href="https://open.spotify.com/album/6bfcHf3khPey88qjiiw8V3"><i><span style="font-weight: 400;">Don’t Call Me</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, traçou caminhos não tão coesos com a sonoridade de Onew, Key, Minho e Taemin, a nova edição trouxe a tona o melhor dos integrantes, em faixas mais convenientes com a identidade visual construída durante 13 anos de carreira. Disponível nas plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">em abril de 2021, o projeto retomou a essência artística do SHINee.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=PSYRbJjIT6U"><i><span style="font-weight: 400;">Estamos debaixo d&#8217;água/Um beijo incompreensível como a profundeza do oceano/Me arrasta para longe</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Quem embarcou na aventura aquática do grupo saiu realizado: o videoclipe da faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Atlantis</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi um colírio para os olhos que, graças ao tributo póstumo para o integrante Jonghyun, se encheram de lágrimas. O álbum contou com músicas que fluem de maneira insana, desde o som mais sério até o mais sentimental. Os fãs puderam até mesmo se surpreender com um hino latino, configurado como uma das favoritas. De 2008 para 2021, o modo como a arte é consumida mudou, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">SHINee</span></i><span style="font-weight: 400;"> provou mais uma vez que sempre irá se destacar em meio às infinitas estreias do mercado musical sul-coreano.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Atlantis, CØDE e Body Rhythm </span></p>
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<figure id="attachment_26527" aria-describedby="caption-attachment-26527" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26527" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bambi-Nathalia-Tetzner-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Bambi do artista sul-coreano Baekhyun. Na imagem, o cantor branco de cabelo e olhos escuros posiciona as duas mãos na altura do lábio. Ele olha para a infinitude do lado esquerdo da foto e a sua vestimenta pouco visível é preta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bambi-Nathalia-Tetzner.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bambi-Nathalia-Tetzner-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bambi-Nathalia-Tetzner-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26527" class="wp-caption-text">Os vocais de Baekhyun soaram como magia em Bambi (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Baekhyun &#8211; Bambi</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em clima de despedida, Baekhyun lançou seu terceiro álbum de estúdio, </span><a href="https://open.spotify.com/album/5xOx4mWABbTj0qWyZC4q1p"><i><span style="font-weight: 400;">Bambi</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, pouco tempo antes de precisar vestir a farda do exército da Coreia do Sul, onde o cumprimento do regime militar é obrigatório. O solista de 29 anos sabia que os anos de inatividade musical como servidor público causariam uma saudade imensa nos fãs, então, as 6 músicas do seu último projeto contavam com o propósito de deixar uma marca nos ouvintes. É fácil afirmar que quem escutou a voz angelical e os falsetes perfeitos na faixa-título </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8M3WUaeIbOk"><i><span style="font-weight: 400;">Bambi</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, não os esqueceram. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dono de uma discografia impecável como integrante do grupo EXO, Baekhyun também está construindo uma trajetória </span><i><span style="font-weight: 400;">solo </span></i><span style="font-weight: 400;">extraordinária. Com o seu lançamento anterior, </span><a href="https://open.spotify.com/album/75sPv82oaDKYjtuuS4l3Vc"><i><span style="font-weight: 400;">Delight</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ele vendeu 1 milhão de cópias pela primeira vez em 19 anos no cenário da música sul-coreana. Em 2021, o cantor reivindicou o título mais uma vez e provou que tem talento para quebrar recordes. Para o público, ficou o sentimento mágico que </span><i><span style="font-weight: 400;">Bambi</span></i><span style="font-weight: 400;"> proporcionou e a ânsia pela volta de Baekhyun aos palcos.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Bambi, All I Got e Cry For Love</span></p>
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<figure id="attachment_26502" aria-describedby="caption-attachment-26502" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26502" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/BAILE-Enrico-Souto-800x800.jpg" alt="Capa do álbum BAILE, de FBC e VHOOR. Imagem quadrada em desenho e colorida em cores pastéis. Nela, vemos um grupo de jovens no morro de uma favela. Todos têm olhos expressivos, sem pupila, e dentes sorridentes e pontudos. Eles interagem entre si, conversando, correndo e dando risadas. No centro, vemos uma dessas figuras, com um olhar desolador, segurando uma bola de cristal que reflete a imagem de uma mulher dançando. Da bola de cristal, vemos crescendo longas caixas de som e dois jovens, flertando enquanto dança. No canto inferior direito, também vemos a figura de um porco antropomorfizado, segurando uma pistola e vestindo a farda da polícia mineira. Por fim, no topo da imagem, vemos os dizeres em grandes letras garrafais amarelas: BAILE. E acima deles, outras duas figuras: a de um DJ, que aperta os botões de uma mesa de som, e a de um homem com cavanhaque e camisa polo, que dá risada enquanto segura um cigarro e expõe a sola dos seus chinelos “Kenner”. O cenário se passa durante o dia." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/BAILE-Enrico-Souto-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/BAILE-Enrico-Souto-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/BAILE-Enrico-Souto-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/BAILE-Enrico-Souto.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26502" class="wp-caption-text">Respeita a União da Fé e da Força (Foto: FBC &amp; VHOOR)</figcaption></figure>
<p><b>FBC &amp; VHOOR &#8211; BAILE</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sinergia entre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=JvfMHqJzlwA"><span style="font-weight: 400;">FBC e VHOOR</span></a><span style="font-weight: 400;"> parece de mentira. Antes de </span><i><span style="font-weight: 400;">BAILE</span></i><span style="font-weight: 400;">, ainda em 2021, a dupla lançou, em parceria com o selo </span><i><span style="font-weight: 400;">WRM</span></i><span style="font-weight: 400;">, o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=CRcpj6qbtZ8"><i><span style="font-weight: 400;">OUTRO ROLÊ</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Mais próximo das sonoridades que VHOOR já brincava em suas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3GTNnyE-C1Y&amp;list=OLAK5uy_kAG2MNi3hsKmBmv2Nre_LeGp7KfvnZ2qQ"><i><span style="font-weight: 400;">mixtapes</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">solo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as 6 faixas do belo registro mesclavam os graves corpulentos do </span><a href="https://perraps.com/resenhas/brime-cesrv-febem-fleezus/"><i><span style="font-weight: 400;">drill</span></i><span style="font-weight: 400;"> britânico</span></a><span style="font-weight: 400;"> com batidas e </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e da música mineira. Sendo assim, é possível que, quem vá conhecer ambos por essa via, tenha a impressão que os artistas belo-horizontinos são colaboradores de longa data. Mas a realidade é que as parcerias entre os dois são extremamente recentes e, mesmo assim, ocorreu entre eles um magnetismo imediato e praticamente transcendental. Então, depois de uma sintonia que deu tão certo, dificilmente ficaria só por isso. E de fato não ficou. </span><i><span style="font-weight: 400;">OUTRO ROLÊ</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um projeto coeso, mas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wCyY8OXOHm0"><i><span style="font-weight: 400;">BAILE</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, no mais puro sentido da palavra, inacreditável.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desta vez, a </span><a href="https://www.otempo.com.br/diversao/entenda-como-fbc-e-vhoor-resgataram-o-miami-bass-para-criar-os-hits-de-baile-1.2613316"><span style="font-weight: 400;">criatividade astuciosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> da dupla os leva para os primórdios do </span><a href="https://grve.com.br/2021/09/miami-bass-tropical-beats/"><i><span style="font-weight: 400;">miami bass</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e do </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/fsp/folhatee/fm2602200103.htm"><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 90</span></a><span style="font-weight: 400;">. Estruturado como uma verdadeira </span><i><span style="font-weight: 400;">Ópera Miami</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco conta uma </span><a href="https://noize.com.br/entrevista-fbc-vhoor-e-o-brasil-com-b-de-baile/#1"><span style="font-weight: 400;">narrativa trágica</span></a><span style="font-weight: 400;"> e calorosa em cima de uma musicalidade divertida e cativante, baseada na repetição de refrões simples e grudentos. Sem medo de ser nostálgico e explorar os clichês do gênero, FBC consegue, com esmero, equilibrar a leveza de faixas como a viral do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i> <a href="https://genius.com/Fbc-se-ta-solteira-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Se Tá Solteira</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e o peso de retratos viscerais de violência, como </span><a href="https://genius.com/Fbc-policia-covarde-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Polícia Covarde</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – que, nesse caso, subverte com genialidade o artifício das repetições para traduzir um clamor de revolta e lamento. Contudo, não se engane: </span><i><span style="font-weight: 400;">BAILE</span></i><span style="font-weight: 400;"> não quer nada além de fazer todo mundo rebolar a bunda e se jogar na pista. E é exatamente nessa despretensão – elaborando seus conceitos sem se levar tão a sério – que FBC e VHOOR concebem sua obra-prima e convidam: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Esquece isso tudo e vem pro Baile!”</span></i> <b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Não dá pra Explicar, Polícia Covarde e De Kenner</span></p>
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<p><figure id="attachment_26575" aria-describedby="caption-attachment-26575" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26575 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-2-800x800.jpg" alt="Capa de Batidão Tropical. No centro da foto está Pabllo Vittar, branca e de cabelo loiro. Ela veste um conjunto rosa com detalhes em branco, e está sentada em um banco escuro e segurando uma bolsa rosa brilhante. Ao seu redor dá para ver a parte de baixo se homens, que usam sungas azuis. O fundo é colorido, em tons mais quentes. No canto superior está o nome do álbum, na cor rosa, e no canto inferior está o nome da artista, da mesma cor." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-2.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-2-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26575" class="wp-caption-text"><i><span style="font-weight: 400;">Ultra Som, uma das melhores canções de 2021, explora o </span></i><a href="http://musicainstantanea.com.br/11-discos-para-entender-o-hyperpop-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">hyper</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">brega que a gente não sabia (ou sabia?) que precisava [Foto: Sony Music]</span></i></figcaption></figure><b>Pabllo Vittar &#8211; Batidão Tropical</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A casa de máquinas Pabllo Vittar é um evento por onde passa, desde seu tumultuado início de carreira. Com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CcCM329q3OQ&amp;ab_channel=PablloVittar"><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela atesta que o </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> nada mais é que o </span><i><span style="font-weight: 400;">tecnobrega </span></i><span style="font-weight: 400;">internacional, e coloca em evidência o valor do forró enquanto gênero </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro. Vittar vai na contramão do óbvio, e enquanto assistimos diversos artistas copiarem sonoridades estadunidenses, a </span><i><span style="font-weight: 400;">drag queen</span></i><span style="font-weight: 400;"> arrisca com um disco de ritmos nordestinos, por meio de três canções inéditas e regravações de clássicos que cresceu ouvindo no Maranhão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pabllo sabe muito bem que sua singularidade é o que a destaca, além de seu talento como expoente da arte nacional. Seu timbre de voz, seu nome e, principalmente, suas raízes e referências, constituem a forte construção da identidade de sua carreira, que reflete em seu último álbum. A maior prova está além-</span><i><span style="font-weight: 400;">Batidão Tropical</span></i><span style="font-weight: 400;">: o </span><i><span style="font-weight: 400;">remix </span></i><span style="font-weight: 400;">forró de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EER_lDpgniM&amp;ab_channel=LadyGagaVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Fun Tonight</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, presente no </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn of Chromatica</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Lady Gaga, mostra que Vittar é sim influenciada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> internacional, mas não abandona seu Brasil por nada nesse mundo. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Triste com T, Ultra Som e Zap Zum</span></p>
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<figure id="attachment_26521" aria-describedby="caption-attachment-26521" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26521" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Be-Right-Back-Vitoria-Vulcano-800x800.jpg" alt="Capa do EP Be Right Back. A imagem mostra Jorja Smith, uma mulher negra e jovem, de cabelos ruivos e longos. Ela é fotografada do busto para cima, mantendo seu olhar direcionado para baixo. Ao fundo, um painel vermelho reflete sua sombra parcialmente." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Be-Right-Back-Vitoria-Vulcano.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Be-Right-Back-Vitoria-Vulcano-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Be-Right-Back-Vitoria-Vulcano-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26521" class="wp-caption-text">Em Be Right Back, trabalho lançado para os fãs, o frescor de Jorja Smith provou não ter data de validade (Foto: FAMM)</figcaption></figure>
<p><b>Jorja Smith &#8211; Be Right Back</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É insanidade tentar mensurar, mesmo após tantos </span><a href="https://open.spotify.com/album/3AlSuZnX4ZCab8eoWnnfbm?si=Ys1yQgS8SGmVhPHlA11ZXg"><span style="font-weight: 400;">achados e perdidos</span></a><span style="font-weight: 400;">, quantos universos Jorja Smith carrega consigo. Nesse sentido, </span><a href="https://genius.com/albums/Jorja-smith/Be-right-back"><i><span style="font-weight: 400;">Be Right Back</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é sintético: nasce para reiterar o domínio da britânica sobre todos, especialmente os que decide contextualizar com música. Alegorizado pelo hipnotismo de narrativas e sentimentos, o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> se constrói em cadências refinadas e experimentais de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">trip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">, nas quais os vocais de Jorja coordenam da pavimentação ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=duO1U2jngNQ"><span style="font-weight: 400;">clímax</span></a><span style="font-weight: 400;">. O esbanjar de confiança exala já nos instantes iniciais e, perpassando vieses </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z91-sboVVbQ"><span style="font-weight: 400;">melancólicos</span></a><span style="font-weight: 400;">, delicados e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AH3GR-0JRbM"><span style="font-weight: 400;">nostálgicos</span></a><span style="font-weight: 400;">, sustenta a individualidade do projeto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E haja individualidade. Em definitivo, a artista prova porque lembra Amy Winehouse e Lauryn Hill sem contradizer suas órbitas próprias. Tangível no coração partido, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kh2Ef3KY6dQ"><span style="font-weight: 400;">imprevisível</span></a><span style="font-weight: 400;"> nas mudanças, dilacerante na perda, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1XjOSNdalsc"><span style="font-weight: 400;">complacente</span></a><span style="font-weight: 400;"> na autoafirmação &#8211; nenhuma caracterização dos desafios cantados é limitante. A bela marca de Smith é saber mergulhar na dualidade emotiva da existência, capturando em suas composições a dedicação que o processo exige. Mas maior do que a busca por ser consumido pela aura do </span><a href="https://twitter.com/officialcharts/status/1394348249478205442?s=20&amp;t=nbHDnGx_rTgqcpIuggwtEA"><span style="font-weight: 400;">sucesso</span></a><span style="font-weight: 400;">, só o anseio por mais arte como </span><i><span style="font-weight: 400;">Be Right Back</span></i><span style="font-weight: 400;">. Felizmente, sua autora denuncia pelo título que, passado o breve espaço de outras aventuras e conquistas, </span><a href="https://www.complex.com/music/jorja-smith-gone"><span style="font-weight: 400;">estará de volta</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um segundo álbum.</span> <span style="font-weight: 400;">&#8211;</span><b> Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas</b><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> Gone, Digging e Weekend</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26522" aria-describedby="caption-attachment-26522" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26522" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Blue-Weekend-Vitoria-Vulcano-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Blue Weekend. A imagem mostra a banda Wolf Alice, composta por Ellie Rowsell, Joff Oddie, Theo Ellis e Joel Amey, acomodada em um ponto de ônibus recheado de tons de rosa, laranja e verde neon. No entanto, a luz azul, igualmente neon, é a única que cobre os corpos dos quatro integrantes. Todos vestem roupas de mangas longas e escuras. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Blue-Weekend-Vitoria-Vulcano.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Blue-Weekend-Vitoria-Vulcano-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Blue-Weekend-Vitoria-Vulcano-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26522" class="wp-caption-text">Aclamado por crítica e público, Blue Weekend coroa o suprassumo criativo de Wolf Alice (Foto: Dirty Hit)</figcaption></figure>
<p><b>Wolf Alice &#8211; Blue Weekend</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pintando céus radiantes ou iluminando as agitações noturnas, o azul é definido pela volatilidade e preenche ambientes em um piscar de olhos &#8211; principalmente no fuzuê dos finais de semana. Desmentindo quem pensa que tal instabilidade não permite direcionamento, Wolf Alice usa as nuances da cor justamente para comandar a efervescência mundana, ora corriqueira, ora filosófica, de </span><a href="https://genius.com/albums/Wolf-alice/Blue-weekend"><i><span style="font-weight: 400;">Blue Weekend</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Visual e atmosférica, a produção concebe linhas alternativas do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NV39h7GHDYs"><i><span style="font-weight: 400;">punk</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bw-2MNBMvFc"><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, passando por doses vívidas de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iEfxTD13eLM"><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bhWAx67iGyc"><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, para dialogar com provocações e experiências tão duradouras e imersivas quanto seus quarenta minutos de formação. E, apesar da aparência calorosa de </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-lists/50-best-songs-of-the-nineties-252530/"><i><span style="font-weight: 400;">revival</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> noventista, o enredo é de maturidade atemporal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Modelando o ar camaleônico do disco à estética tangível que é tirar dores, medos e prazeres para dançar, Wolf Alice se desdobra entre sutileza e agressividade sem desperdiçar ritmo, engrandecendo também o poder versátil da vocalista Ellie Rowsell. Há palco para dissecar o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xzH6toY_EPw"><span style="font-weight: 400;">narcisismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de uma humanidade, submergir na tristeza ouvindo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=WoBzpdm_h0c"><i><span style="font-weight: 400;">Love Is A Losing Game</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e, de quebra, fechar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y1kqqqZF8cs"><span style="font-weight: 400;">ciclos</span></a><span style="font-weight: 400;"> com roupagens distintas da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=0xjD7KbxgGQ"><span style="font-weight: 400;">mesma alusão</span></a><span style="font-weight: 400;">. Até a </span><a href="https://open.spotify.com/album/0j75DAUcUgkSLZoeNiAAY1?si=Kg1l6rNoQDGU_FlWiTXRRw"><span style="font-weight: 400;">versão </span><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com gravações ao vivo de cinco faixas do projeto original, mantém a primazia dos arranjos da banda. Devidamente nomeado ao </span><a href="https://www.standard.co.uk/culture/music/mercury-music-prize-2021-nominees-background-music-laura-mvula-arlo-parks-celeste-b947107.html"><i><span style="font-weight: 400;">Mercury Prize </span></i><span style="font-weight: 400;">2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Blue Weekend </span></i><span style="font-weight: 400;">faz seu legado encontrando compostura na profundidade e inteligência emocional na jornada de ação.</span> <span style="font-weight: 400;">&#8211;</span> <b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixa Favoritas</b><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> Delicious Things e Lipstick On The Glass</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26565" aria-describedby="caption-attachment-26565" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26565" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Call-Me-If-You-Get-Lost-Gabriel-Ferreira-800x800.jpg" alt="Capa do álbum CALL ME IF YOU GET LOST de Tyler, The Creator. A imagem é uma representação da carteira de identidade de Tyler em um fundo branco. Do lado esquerdo, uma foto de Tyler, um homem negro com um chapéu de pele. Do lado direito, informações pessoais dele (nome e data de nascimento, entre outras). No lado inferior direito, há a assinatura de Tyler. A carteira de identidade tem estrelas nas laterais. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Call-Me-If-You-Get-Lost-Gabriel-Ferreira-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Call-Me-If-You-Get-Lost-Gabriel-Ferreira-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Call-Me-If-You-Get-Lost-Gabriel-Ferreira-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Call-Me-If-You-Get-Lost-Gabriel-Ferreira.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26565" class="wp-caption-text">CALL ME IF YOU GET LOST foi o segundo álbum de Tyler a estrear em primeiro lugar na Billboard (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Tyler, The Creator &#8211; CALL ME IF YOU GET LOST</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/call-me-if-you-get-lost-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">CALL ME IF YOU GET LOST</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">dá sequência à estética abraçada por completo em </span><i><span style="font-weight: 400;">Flower Boy </span></i><span style="font-weight: 400;">e aprofundada em </span><i><span style="font-weight: 400;">IGOR</span></i><span style="font-weight: 400;">: um lugar entre o </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">e o </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ulTxGwNxo74"><span style="font-weight: 400;">confundiu os críticos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e marcou Tyler, The Creator como um dos </span><i><span style="font-weight: 400;">popstars</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais interessantes da história recente. </span><i><span style="font-weight: 400;">CALL ME </span></i><span style="font-weight: 400;">é mais </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, da forma ao conteúdo. Começando pela </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist </span></i><span style="font-weight: 400;">longa, pontuada pelas </span><i><span style="font-weight: 400;">tags </span></i><span style="font-weight: 400;">de DJ Drama (</span><i><span style="font-weight: 400;">“gangsta grillz!”</span></i><span style="font-weight: 400;">) e cheia de </span><i><span style="font-weight: 400;">feats</span></i><span style="font-weight: 400;">, características que remetem às clássicas </span><i><span style="font-weight: 400;">mixtapes </span></i><span style="font-weight: 400;">do gênero. As participações certeiras e os </span><i><span style="font-weight: 400;">beats </span></i><span style="font-weight: 400;">versáteis tornam a obra uma jornada, acima de tudo, divertida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A extensão dá oportunidade para Tyler mostrar várias facetas, da crítica social aos problemas e prazeres da vida em meio à fama. Ele também produziu todas as 16 músicas, que passeiam pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><i><span style="font-weight: 400;"> rap old school </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">dancehall </span></i><span style="font-weight: 400;">com facilidade. A julgar pelo ecletismo e pelos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NJea386275c&amp;t=1s"><span style="font-weight: 400;">clipes</span></a><span style="font-weight: 400;"> que marcam essa nova fase, Tyler nunca esteve tão confortável para ser ele mesmo. Isso significa menos da lírica ultra-exagerada dos primeiros álbuns, mas sem perder a irreverência de sempre. Tyler está cada vez mais sólido na posição de </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">com grande apelo popular, seguindo os passos dos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5M4miegGpSc"><span style="font-weight: 400;">ídolos</span></a><span style="font-weight: 400;"> André 3000, Missy Elliott e Pharrell Williams. Assistir a essa ascensão é um grande prazer. &#8211; </span><b>Gabriel Leite Ferreira </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">CORSO, LUMBERJACK e WUSYANAME </span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26551" aria-describedby="caption-attachment-26551" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26551 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-midi-800x800.jpg" alt="Capa do disco Cavalcade. A imagem mostra uma colagem com diferentes formas e imagens, quase todas indistinguíveis, formando uma textura visual com predomínio das cores azul, roxo, laranja, e com pinceladas de vermelho e rosa. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-midi-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-midi-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-midi-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-midi.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26551" class="wp-caption-text">O caos visual da capa já deixa um aviso: Cavalcade é intenso! (Foto: Rough Trade Records)</figcaption></figure>
<p><b>black midi &#8211; Cavalcade</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma metralhadora, guitarra, bateria e baixo disparam as notas que abrem </span><a href="https://open.spotify.com/album/7AsC27VDa3yOksZrfBSD6D?si=XR6V3B8DRZ-gh8d4yZRXAQ"><i><span style="font-weight: 400;">Cavalcade</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, segundo disco da banda britânica black midi. Em seguida, entram saxofones distorcidos, violinos estridentes e a voz desnorteada de Cameron Picton, disparando os versos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GT0nSp8lUws"><i><span style="font-weight: 400;">John L</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que não abre o disco com o pé na porta, mas como um trator derrubando a parede inteira. Para quem sobreviver à hipnose desse pesadelo frenético e ficar sedento por mais, </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavalcade </span></i><span style="font-weight: 400;">faz jus à intensidade de sua faixa de abertura, e ainda parte, por vezes, para caminhos mais serenos surpreendentes, mostrando um amadurecimento na sonoridade da banda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde então, o grupo, que é um nome de destaque dentre </span><a href="https://www.npr.org/2021/05/06/993931617/new-wave-post-punk-brexit-squid-dry-cleaning-black-country-new-road"><span style="font-weight: 400;">as bandas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que vêm renovando a experimentação no </span><i><span style="font-weight: 400;">rock, </span></i><span style="font-weight: 400;">como Squid e Black Country, New Road, lançou um </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TMssLuZOrE0&amp;list=PLYvaMHsn38RfUDjVDdPb7OJdOHmaYkKgA"><span style="font-weight: 400;">versões ao vivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> das canções, saiu em turnê, e os fãs já especulam informações sobre o futuro terceiro álbum. As expectativas altas não existem à toa, afinal </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavalcade </span></i><span style="font-weight: 400;">foi um dos melhores discos de 2021 ao conseguir dar uma carga emocional densa a um </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">experimental de precisão matemática que poderia facilmente ter se tornado excessivamente cerebral e distante. E que carga: </span><i><span style="font-weight: 400;">Cavalcade</span></i><span style="font-weight: 400;"> oferece uma porrada, e ainda dá de brinde um curativo. </span><b>&#8211; João Batista Signorelli</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">John L, Slow e Ascending Fourth</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26479" aria-describedby="caption-attachment-26479" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26479" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ChegamosSozinhos-Enrico-Souto-800x800.jpg" alt="Capa do CD “Chegamos Sozinhos em Casa”, da banda Tuyo. Fotografia quadrada e colorida. Nela, vemos três pessoas em frente a um grande rancho, com telhados marrom e pintura branca. O céu é limpo e azul, e eles se apresentam em pé, num gramado verde-escuro. Os três olham para a câmera, com um semblante sério. Primeiro, à esquerda, está Jean. Um homem negro, de barba cheia, com cabelos crespos da cor preta, raspados nas laterais e com um grande volume no topo, que se divide em dois. Ele veste um sobretudo azul escuro, uma camiseta branca, uma calça azul-escuro e tênis brancos. Ao seu lado, no centro, está Lay. Uma mulher negra, de cabelos crespos raspados e tingidos em loiro. Ela veste uma espécie de quimono azul-escuro, com grandes ombreiras nos braços, e com uma saia que se estende apenas até as coxas. Além disso, ela também veste meias de cano longo brancas e tênis brancos. Por fim, ao lado direito, está Lio. Uma mulher negra, de cabelos crespos volumosos da cor preta. Ela veste um grande vestido azul-escuro de mangas longas, que se estende até seus pés, e que se divide no meio em botões fechados. Nos pés, ela também usa tênis brancos." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ChegamosSozinhos-Enrico-Souto-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ChegamosSozinhos-Enrico-Souto-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ChegamosSozinhos-Enrico-Souto-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ChegamosSozinhos-Enrico-Souto.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26479" class="wp-caption-text">Nossa melhor amiga em 2021, a banda Tuyo já antecipava essa postura de acolhimento em Sem Mentir: “Não precisa se assustar/Eu caminho com você/Nesse inferno permanente&#8221; (Foto: Tuyo)</figcaption></figure>
<p><b>Tuyo &#8211; Chegamos Sozinhos em Casa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tuyo nos acompanhou por todo o árduo ano de 2021 com </span><a href="https://personaunesp.com.br/chegamos-sozinhos-em-casa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Chegamos Sozinhos em Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Do </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-maio-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Volume 1</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-tuyo-chegamos-sozinhos-em-casa-vol-2/"><i><span style="font-weight: 400;">Volume 2</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em maio e julho, a série documental </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CG4eTP7l6T0&amp;list=PLR4rrOEEvQHtvdw9twbR40GDkFm4t0mZt"><i><span style="font-weight: 400;">Fragmentos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de setembro à novembro, e agora as </span><a href="https://open.spotify.com/album/1Ik6uKshcmjKfiHF4xhHCh?si=8-zntDY1QpSUvomaKZWeEQ"><i><span style="font-weight: 400;">live sessions</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do disco sendo progressivamente </span><a href="https://open.spotify.com/album/7tsqDAZfHq81EE3i81EOXG?si=9WC8s5CdRQGKYoRSjLorwg"><span style="font-weight: 400;">disponibilizadas</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings </span></i><span style="font-weight: 400;">de Música. É verdade que o projeto de maior projeção da carreira da banda retrata, tematicamente, conflitos terminantemente individuais. Porém, há um fator importante nessa questão. Apesar da ênfase no </span><i><span style="font-weight: 400;">Sozinhos</span></i><span style="font-weight: 400;">, Tuyo faz questão de nomear seu álbum na 1ª pessoa do plural: nós </span><i><span style="font-weight: 400;">Chegamos</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">em Casa</span></i><span style="font-weight: 400;">. Sendo assim, Lio, Lay e Machado se voluntariam a segurar nossa mão e nos guiar por esse tortuoso processo que é olhar para dentro, ao passo que também sugere que, ao fim dele, o encontro é sempre com outro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, acredite, o destino os levou para bem longe. Entre </span><i><span style="font-weight: 400;">Music Video Awards</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Prêmio Multishow</span></i><span style="font-weight: 400;">, e o fatídico </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/grammy-latino/"><i><span style="font-weight: 400;">Latin Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Tuyo fez longa viagem pela temporada de premiações em 2021. E, mesmo que não tenha sido contemplada – </span><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/diversao-e-arte/2021/11/4964160-grammy-latino-anavitoria-ganha-melhor-album-pop-em-portugues-pelo-disco-i-cor-i.html"><span style="font-weight: 400;">injustamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> – em nenhum dos eventos citados, a banda foi reconhecida e glorificada tanto por crítica quanto por público, e, de qualquer forma, alcançaram espaços que nunca poderiam ser acessados anos atrás. É uma conquista por si só, e que deve ser celebrada. No fim, imputar qualquer tipo de adjetivo a </span><i><span style="font-weight: 400;">Chegamos Sozinhos em Casa</span></i><span style="font-weight: 400;"> seria, fatalmente, reduzir sua riqueza e potência enquanto obra. A cada reprodução do disco, ele ganha novas camadas e sentidos, em níveis que seria impossível descrevê-las satisfatoriamente. A fonte da Tuyo está longe de secar, e </span><i><span style="font-weight: 400;">Chegamos Sozinhos em Casa</span></i><span style="font-weight: 400;"> só comprova o quanto o trio ainda tem muito a dizer. Enfim, estaremos sempre aqui para ouvir. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Sem Mentir, Turvo e Chegamos Sozinhos em Casa</span></p>
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<figure id="attachment_26534" aria-describedby="caption-attachment-26534" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26534 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/collapsed-raquel-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Collapsed in Sunbeams, de Arlo Parks. A imagem é composta por uma fotografia de uma mulher sentada numa cadeira vermelha. Ela é jovem e negra. Ela está com o pé esquerdo estendido sobre uma outra cadeira vermelha, essa tombada no chão de madeira. O fungo é bege, quase branco. Ela é ruiva, de cabelos curtos, e veste camisa estampada, calças curtas e tênis pretos. No canto superior direito, está escrito o nome da artista em fonte simples e em caixa alta em tom de preto. No canto inferior esquerdo, em branco, está a lista de músicas do disco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/collapsed-raquel-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/collapsed-raquel-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/collapsed-raquel-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/collapsed-raquel.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26534" class="wp-caption-text">Apreciada por Billie Eilish, Lily Allen e Phoebe Bridgers, Arlo Parks sai de um belo 2021 indicada ao Grammy e vislumbrando uma nova era (Foto: Transgressive Records)</figcaption></figure>
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Arlo Parks &#8211; Collapsed in Sunbeams</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em janeiro de 2021, Arlo Parks já abençoava o âmbito musical do ano com </span><a href="https://open.spotify.com/album/42joEEymK7EIHODfNB4yug?si=gXxO37GCTIChQ_ns8qLECg"><i><span style="font-weight: 400;">Collapsed in Sunbeams</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Como estreia da cantora, produtora, compositora e poetisa britânica, o disco se valoriza no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wdYEZGchdiA"><span style="font-weight: 400;">frescor do </span><i><span style="font-weight: 400;">neo-soul</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na riqueza de suas composições e na contemporaneidade de seus temas, que são a identidade constante de cada uma das 12 canções. Entre elas, a novata do sul de Londres canta suas melodias traumaticamente solares sobre amor, vida e amizade no contexto urgentemente realista, ansioso e depressivo do jovem adulto no século 21 &#8211; premissa que é intensificada pela versão </span><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> do disco, que complementa a </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> com 8 canções </span><i><span style="font-weight: 400;">lo-fi</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se engana quem pensa que tal identidade artística não encontra mais espaço na Música, principalmente com a ascensão de jovens revestidos de coragem e honestidade para encarar a própria geração, e especialmente sob o olhar de Arlo Parks. A artista encontra as contradições de quem representa e os transfere para uma musicalidade poética e perfeitamente adorável, que não se perde em meio às influências palpáveis do </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/bedroom-pop-tomar-o-controle-sem-sair-de-casa/"><i><span style="font-weight: 400;">bedroom pop</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Nada é à toa: ela está dentre os indicados a Melhor Artista Revelação e Melhor Álbum de Música Alternativa no </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021 </span><a href="https://genius.com/Arlo-parks-collapsed-in-sunbeams-annotated"><i><span style="font-weight: 400;">desabando em raios de Sol</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Too Good, Black Dog e Bluish</span></p>
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<figure id="attachment_26559" aria-describedby="caption-attachment-26559" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26559" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cor-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg" alt="Capa do álbum COR. Na imagem, em frente a um fundo amarelo claro, vemos, à esquerda, Vitória Falcão, e, à direita, Ana Caetano. Elas vestem o mesmo  suéter amarelo, azul e branco, cada uma ocupando um dos braços desse, dão as mãos e olham para lados contrários. Ambas são mulheres brancas, aparentando cerca de 25 anos, de cabelos castanhos claros presos em um coque, e usando um batom rosado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cor-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cor-vitoria-lopes-gomez.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cor-vitoria-lopes-gomez-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cor-vitoria-lopes-gomez-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26559" class="wp-caption-text">No Grammy Latino 2021, a dupla ANAVITÓRIA venceu Melhor Álbum Pop Contemporâneo em Português, com COR, e Melhor Canção em Língua Portuguesa, com Lisboa, faixa com participação de Lenine (Foto: Anavitória Artes)</figcaption></figure>
<p><b>ANAVITÓRIA &#8211; COR</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2021 começou com o pé direito com </span><a href="https://personaunesp.com.br/cor-anavitoria-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">COR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quarto álbum do </span><i><span style="font-weight: 400;">duo </span></i><span style="font-weight: 400;">ANAVITÓRIA. O projeto foi lançado de surpresa logo no primeiro dia do ano passado, dando um pontapé leve e positivo nos 365 dias do ano. Isso porque, cinco anos depois do primeiro lançamento da dupla, a evolução musical é clara, mas a calmaria e o lirismo continuam sendo marca registrada de Ana Caetano e Vitória Falcão. Estreando o selo musical próprio, o Anavitória Artes, elas aproveitaram a liberdade para testarem elementos e instrumentos novos, que foram inseridos discretamente nas 14 canções produzidas por Caetano e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1tFspHynczY"><span style="font-weight: 400;">Tó Brandileone</span></a><span style="font-weight: 400;"> e mostram a vontade de experimentação, sem jogar fora a identidade pela qual são conhecidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As composições, como sempre, são o ponto alto dos trabalhos de ANAVITÓRIA. Já era perceptível a evolução de </span><i><span style="font-weight: 400;">O Tempo É Agora</span></i><span style="font-weight: 400;">, álbum anterior, em relação à estreia da dupla, </span><i><span style="font-weight: 400;">ANAVITÓRIA</span></i><span style="font-weight: 400;">. Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/43Q8jiKg8whuFnVCwA1xOC?si=-RxeX2QNRfmpnH5OM4XUQw"><i><span style="font-weight: 400;">COR</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as duas avançam nas metáforas presentes nas letras, que tangem elementos da natureza e do cotidiano para se referirem ao amor, à conexão e ao sexo, e na profundidade dos sentimentos trabalhados. Os temas permanecem os mesmos &#8211; em sua maioria, relacionamentos, no geral -, mas o lirismo de Ana Caetano assume uma maturidade ainda mais notável ao enxergar mais de um lado da situação, em um só álbum. Não há só coração partido, nem só a euforia de uma relação em seu ápice. A participação de Rita Lee, recitando versos na faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=GtvS897PiyQ"><i><span style="font-weight: 400;">Amarelo, azul e branco</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, prova, de novo, a habilidade da dupla de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=HcaVKJe5dAs"><span style="font-weight: 400;">articular</span></a><span style="font-weight: 400;"> seus pensamentos e sentimentos, em canções que não poderiam ser de ninguém, além das duas. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Cigarra, Abril e Te procuro</span></p>
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<figure id="attachment_26540" aria-describedby="caption-attachment-26540" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26540" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cesar-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Dai a Cesar O Que É de Cesar. Na imagem o rapper Cesar está de costas lapidando uma estátua na favela. No canto esquerdo há o rosto da estátua que é uma mistura da figura de Júlio César e o próprio Cesar Mc, em tons marrons claros. O cantor está no centro da imagem, em cima de uma laje e com uma escada por perto. Ele é um homem negro de cabelo castanho black power alto, veste bermuda preta e uma camiseta branca pendurada no ombro, está descalço e segura objetos de entalhe enquanto uma mão está próxima da estátua e a outra para trás se preparando para bater o entalhe. O fundo é de tons acinzentados que mostram um céu de nuvens e um pedaço da favela no canto direito. No canto direito superior há uma espécie de ticket dourado com a logo de Cesar Mc." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cesar.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cesar-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cesar-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26540" class="wp-caption-text">Cesar MC usa 7 músicas para contar uma versão de si em cada, numa clara alusão aos dias que Deus levou para criar a Terra (Foto: Pineapple Storm TV)</figcaption></figure>
<p><b>Cesar MC &#8211; Dai a Cesar o Que É de Cesar</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oZAgfOAjMqY&amp;list=OLAK5uy_nqaZBP-ZCwKhhnOltCuhMKo7sL2bIe6ek&amp;index=3"><i><span style="font-weight: 400;">“Disseram que era só mais um n*guin”</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas era, na realidade, um dos principais </span><i><span style="font-weight: 400;">MCs</span></i><span style="font-weight: 400;"> do</span><i><span style="font-weight: 400;"> rap </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro, aquele que não consegue fazer </span><i><span style="font-weight: 400;">love song</span></i><span style="font-weight: 400;">. O álbum de estreia de Cesar MC foi um estrondo, abençoado com a participação de Djonga e Emicida, os maiores do cenário, para coroar </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=KOitOQfribA&amp;list=OLAK5uy_nqaZBP-ZCwKhhnOltCuhMKo7sL2bIe6ek"><i><span style="font-weight: 400;">Dai a Cesar o Que É de Cesar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como um dos melhores de 2021. Foi o momento certo para os seus primeiros passos na construção artística, e mesmo só no começo, sua obra esbanja identidade e variações geniais do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cesar já mostrou a maestria em rimar com exatidão sobre o mundo </span><a href="https://revistacontinente.com.br/secoes/entrevista/ra-musica-e--primeiro--vivida--depois-escritar"><span style="font-weight: 400;">conforme sua percepção</span></a><span style="font-weight: 400;">. O maior mérito de seu disco </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;">, que o coloca entre os principais no ano, é a forma sincera, de linguagem simples, em dar luz à sua relação como preto pobre e a própria fé, demonstrada em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AvIGOPxBM7Y"><i><span style="font-weight: 400;">Navega</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Cheio de referências, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dai a Cesar o Que É de Cesar </span></i><span style="font-weight: 400;">mostra as pequenas coisas que o fizeram nascer na batalha e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hhV_X_aHEGs"><span style="font-weight: 400;">chegar até ali</span></a><span style="font-weight: 400;">: o </span><i><span style="font-weight: 400;">boombap</span></i><span style="font-weight: 400;">, a dureza e a dor da luta preta, o gosto por colocar seus pensamentos na folhinha, e marcar sua presença com um álbum inesquecível. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Neguin, Antes Que a Bala Perdida Me Ache e Navega</span></p>
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<figure id="attachment_26576" aria-describedby="caption-attachment-26576" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26576 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum 'Dancing With The Devil... The Art of Starting Over', de Demi Lovato. Nela, Demi Lovato está com as mãos em sua cintura, e ela usa um vestido kimono vermelho. A imagem é holográfica, e o corpo de Demi se repete três vezes sobre a o fundo verde. Seus cabelos são longos, na altura de sua costela, e sob suas madeixas existem pequenas borboletas de acessório." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26576" class="wp-caption-text"><a href="https://pbs.twimg.com/media/DwzV83UWwAAlMqj.jpg"><i><span style="font-weight: 400;">Que depressão o que more ela já superou isso</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> (Foto: Island Records)</span></i></figcaption></figure>
<p><b>Demi Lovato &#8211; Dancing With The Devil&#8230;The Art Of Starting Over</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de tanta porrada, depois de tanta cacetada, Demi Lovato finalmente encontrou um pouco de paz. Mesmo que seja vendendo vibradores e tentando se comunicar com ETs, o que importa é que elu </span><i><span style="font-weight: 400;">dançou com o Diabo</span></i><span style="font-weight: 400;"> mas se libertou e foi capaz de </span><i><span style="font-weight: 400;">começar de novo</span></i><span style="font-weight: 400;"> por meio de sua </span><i><span style="font-weight: 400;">arte</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://personaunesp.com.br/dancing-with-the-devil-the-art-of-starting-over-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dancing With The Devil&#8230;The Art Of Starting Over</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, lançado durante a exibição da série documental </span><a href="https://personaunesp.com.br/demi-lovato-dancing-with-the-devil/"><i><span style="font-weight: 400;">Demi Lovato: Dancing with the Devil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é extremamente pessoal na mesma medida que foi pensado para ser uma coletânea de suculentas músicas </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, e funciona de forma exemplar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há espaço para tudo, do melhor jeito Demi Lovato genuíno de ser, mesmo que beirando o cafona aqui e ali. Seja na gritação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Anyone</span></i><span style="font-weight: 400;">, na nada sutil </span><i><span style="font-weight: 400;">The Kind of Lover I Am</span></i><span style="font-weight: 400;">, na participação de Ariana Grande e até mesmo num cover ótimo de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2rlCouMD9lE&amp;ab_channel=DemiLovatoVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Mad World</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que poderia ter tudo para dar errado nas mãos de outra pessoa, mas se encaixa perfeitamente na proposta do disco. </span><i><span style="font-weight: 400;">DWTDTAOSO </span></i><span style="font-weight: 400;">não quer reinventar a roda ou ser experimental, e sim retornar a sonoridades do início da carreira de Demi para um renascimento e reencontro com seu eu interior. As polêmicas talvez atrapalhem a percepção das pessoas para com Lovato, mas no fim do dia, um bom trabalho ainda é um bom trabalho. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> The Way You Don’t Look at Me, Melon Cake e Carefully</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26535" aria-describedby="caption-attachment-26535" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26535" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/dawn-raquel-800x800.png" alt="Capa do álbum Dawn, de Yebba. A imagem mostra uma fotografia de um homem segurando uma bebê no colo na frente de uma parede verde escura. O homem é branco, tem um bigode escuro e usa um terno preto. Ele aparece apenas com o lado esquerdo do corpo, de frente, ocupando o lado esquerdo em direção ao centro da imagem. O homem segura em seus braços uma bebê, também branca, que usa um vestido rosa claro e um lacinho no cabelo. A bebê segura as mãos juntas e olha para o lado esquerdo, fora da imagem, e está centralizada. Ao redor da fotografia, existe uma moldura de foto analógica, e no canto inferior direito, na vertical, está escrito o nome do álbum e o nome da artista em caixa alta e em tons de amarelo e branco, respectivamente." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/dawn-raquel.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/dawn-raquel-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/dawn-raquel-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26535" class="wp-caption-text">Abbey Smith é um prodígio declarado há pelo menos cinco anos, criando seu nome na Música ao aparecer junto das assinaturas de artistas como PJ Morton, Mark Ronson, Sam Smith, Drake e Ed Sheeran (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>Yebba &#8211; Dawn</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É difícil acreditar que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=aBMGvHHkr9Y"><span style="font-weight: 400;">Yebba</span></a><span style="font-weight: 400;"> está apenas em seu primeiro disco. A experiência da artista, que já levou até a vencer um </span><a href="https://www.grammy.com/artists/yebba/243615"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2019 na mesma categoria em que concorre em 2021, coloca sua estreia oficial em um outro nível dentre os lançamentos do ano. É que </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn</span></i><span style="font-weight: 400;"> engloba todas as suas </span><a href="https://www.stereogum.com/2159993/yebba-dawn-review/columns/the-week-in-pop/"><span style="font-weight: 400;">experiências</span></a><span style="font-weight: 400;"> de suas andanças pela indústria nos últimos anos em combinação às suas vivências pessoais nada levianas, muito bem referenciado pelas produções contemporâneas do </span><i><span style="font-weight: 400;">soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, e muito bem trabalhado por suas profundas composições. Segue a história: aos 26 anos, a artista que aprendeu a cantar numa igreja pastoreada pelo pai processa o fato de ter vivenciado o início de sua carreira ao mesmo tempo em que viveu o suicídio da mãe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde o título, a memória materna é homenageada e uma metáfora é criada, transformando </span><i><span style="font-weight: 400;">Dawn</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma experiência que, ao contrário do que pode parecer, não faz do disco algo mais ou menos digerível. Entre momentos de luz e escuridão, a artista se expressa nas referências do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> que criam a diversão de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eUxX3qnOUUY"><i><span style="font-weight: 400;">Boomerang</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até o toque de </span><i><span style="font-weight: 400;">gospel</span></i><span style="font-weight: 400;"> que aparece em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FU2g5gT3myA"><i><span style="font-weight: 400;">Distance</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, terminando nos gracejos dos anos 70 de </span><i><span style="font-weight: 400;">Stand</span></i><span style="font-weight: 400;"> que reverberam em </span><i><span style="font-weight: 400;">Far Away</span></i><span style="font-weight: 400;">, colaboração com A$AP Rocky, um dos melhores destaques do disco e uma das melhores músicas de 2021. As 12 canções de maestria nada pretensiosa só deixam um apelo: que cada segundo sob </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yxctStE6DXg"><i><span style="font-weight: 400;">o amanhecer</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Yebba</span></a><span style="font-weight: 400;"> seja apreciado em sua totalidade. &#8211;</span><b> Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">All I Ever Wanted, Far Away e October Sky</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26553" aria-describedby="caption-attachment-26553" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26553" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deprimeiramarinasena-anajuliatrevisan-800x800.jpg" alt="Capa do álbum De Primeira, de Marina Sena. A imagem é composta por uma fotografia de corpo inteiro de Marina em cima de um pódio, sob um fundo vermelho. A artista está de pé e levemente inclinada para o lado esquerdo da imagem, para onde também olha. Marina é uma mulher negra de pele clara e tem cabelos pretos ondulados penteados para o lado direito, deixando o ombro esquerdo à mostra. A artista veste uma faixa grossa tipo de Miss, onde está escrito ‘De Primeira’, uma calcinha preta de cintura alta e um sapato scarpin verde médio de cetim. Ao redor do pódio onde Marina está, existem luzes amarelas redondas, cercando o quadrado. Na lateral esquerda da imagem, está escrito ‘Marina’ dentro de um retângulo preto em fonte branca e caixa alta. Na mesma estilização, no lado direito, está escrito ‘Sena’. A capa do álbum possui ainda alguns selos. O primeiro está no canto superior direito, e é um retângulo pequeno azul, onde está escrito ‘de primeira’ numa fonte de máquina de escrever em preto. O segundo está no canto inferior esquerdo, e é um retângulo pequeno amarelo, que traz a divisão da tracklist do disco em lado A e lado B." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deprimeiramarinasena-anajuliatrevisan-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deprimeiramarinasena-anajuliatrevisan-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deprimeiramarinasena-anajuliatrevisan-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deprimeiramarinasena-anajuliatrevisan.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26553" class="wp-caption-text">Marina Sena integrava o grupo Rosa Neon (Foto: Marina Sena e Iuri Rio Branco)</figcaption></figure>
<p><b>Marina Sena &#8211; De Primeira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há nada que não seja </span><a href="https://culturadoria.com.br/marina-sena-de-primeira/"><i><span style="font-weight: 400;">De Primeira</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no disco de estreia de Marina Sena. Classe, categoria, sonoridade, conceito e efervescência, tudo é primoroso na produção que contou com a parceria de Iuri Rio Branco. A pluralidade de ritmos se entrelaça numa linha psicodélica envolvente que transparece os sentimentos e a bagagem cultural da artista, se tornando a melhor revelação do ano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com sua estética pessoal incorporando o melhor de Marisa Monte e a sensualidade de Gal Costa nos anos 80, Marina Sena traz uma performance indiscutível. Munida de sua voz única, a cantora se mostra segura em toda sua audácia. </span><i><span style="font-weight: 400;">De Primeira</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um disco libertador, universal e irresistível, que já aparecia na lista de melhores mesmo antes de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UIMddo8qzCY"><i><span style="font-weight: 400;">Por Supuesto</span></i></a> <i><span style="font-weight: 400;">hitar</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não há como ficar imune às chamas que aumentam em cada canção. O calor do clima brasileiro faz a gente pedir por mais! </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Temporal, Tamborim e Amiúde</span></p>
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<figure id="attachment_26566" aria-describedby="caption-attachment-26566" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26566" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Delta Estácio Blues de Juçara Marçal. Uma mulher negra posiciona as duas mãos de forma que só um dos olhos, a boca e uma das orelhas fiquem visíveis. Ela tem cabelo trançado e usa um brinco prata na orelha visível. Os dois ombros e parte dos braços completam a capa, que tem fundo azul claro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Delta-Estacio-Blues-Gabriel-Ferreira.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26566" class="wp-caption-text">O aguardado segundo álbum solo de Juçara Marçal contou com apoio de edital da Casa Natura Musical (Foto: QTV)</figcaption></figure>
<p><strong>Juçara Marçal &#8211; Delta Estácio Blues</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre o lançamento no fim de 2021 e o início desse ano, Juçara Marçal tem colhido os frutos de um álbum (e de uma carreira) irrepreensível. </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi agraciado com o prêmio de Melhor Disco do Ano pela </span><a href="https://novabrasilfm.com.br/2022/02/03/divulgados-os-premiados-de-2021-pela-apca-associacao-paulista-de-criticos-de-arte/"><span style="font-weight: 400;">Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA)</span></a><span style="font-weight: 400;">. O </span><a href="https://portalpopline.com.br/quem-e-jucara-marcal-vencedora-de-2-categorias-superjuri-premio-multishow/"><span style="font-weight: 400;">Prêmio</span><i><span style="font-weight: 400;"> Multishow</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">também considerou o segundo trabalho </span><i><span style="font-weight: 400;">solo </span></i><span style="font-weight: 400;">da cantora o melhor lançado em 2021 e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zhgmtLuEJq0"><i><span style="font-weight: 400;">Crash</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a melhor canção. São validações importantes para expandir ainda mais o reconhecimento do trabalho de Juçara, cuja obra é das mais versáteis e impactantes da música brasileira atual.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Delta Estácio Blues</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela e o parceiro de longa data </span><a href="https://personaunesp.com.br/meta-meta-sesc-bauru/"><span style="font-weight: 400;">Kiko Dinucci</span></a><span style="font-weight: 400;"> mergulham nas batidas eletrônicas para conceber uma obra </span><a href="https://personaunesp.com.br/delta-estacio-blues-critica/"><span style="font-weight: 400;">radicalmente acolhedora</span></a><span style="font-weight: 400;">. Versos de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">beats </span></i><span style="font-weight: 400;">sintetizados dividem espaço com cantos afro-brasileiros e referências do samba. O resultado é um disco que se revela mais rico a cada escuta. Juçara segue na proposta de &#8220;desconstrução&#8221; da canção, agora se valendo de </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> (&#8220;cacos&#8221;, como ela mesmo chama) para dar forma a faixas que borram as fronteiras entre música eletrônica experimental e MPB.  &#8211; </span><b>Gabriel Leite Ferreira </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Vi de Relance a Coroa e Crash</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26516" aria-describedby="caption-attachment-26516" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26516" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/different-kinds-of-light-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Different Kinds of Light, da cantora Jade Bird. A cantora, de pé na frente de um círculo que bloqueia a luz amarela vindo de trás, criando um cone de sombra aos seus pés. Bird é branca e possui cabelos loiros. Ela usa um vestido branco e de mangas longas, e suas palmas estão viradas para frente. Um risco de luz diagonal vai da sua mão direita até seu rosto e atinge o círculo atrás dela. Na sua frente, seu nome e o nome do álbum são projetados sobre si e sobre o círculo: “Jade Bird” e “Different Kinds of Light”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/different-kinds-of-light-gabriel-arruda.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/different-kinds-of-light-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/different-kinds-of-light-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26516" class="wp-caption-text">Jade Bird produz luz através de sua voz em seu novo projeto (Foto: Glassnote Music LLC)</figcaption></figure>
<p><b>Jade Bird &#8211; Different Kinds of Light</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A cantora britânica Jade Bird volta mais madura e preparada em seu segundo álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/album/33h7fEWP9jsMrn9OR5yZrJ?si=GQXIRVWxSva5JxX0GOs2ZQ"><i><span style="font-weight: 400;">Different Kinds of Light</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com uma voz talvez menos feroz, mas ainda bela e sensível. Com apenas 23 anos, a cantora e compositora exerce um controle surpreendente sobre seu próprio talento, capaz de transitar entre tons e gêneros diversas vezes durante as 15 faixas do disco, que peca apenas no excesso, nunca na falta. De fato, apenas o canto melódico de Bird acompanhado de seu violão característico às vezes parece simplesmente grande demais para ser contido, dada a natureza expansiva de seu </span><i><span style="font-weight: 400;">country </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela também transita muito bem entre continentes, abraçando os ritmos do Sul americano e aperfeiçoando suas cordas vocais e sintéticas durante a jornada, e criando um estilo inteiramente seu conforme o tempo passa. </span><i><span style="font-weight: 400;">Different Kinds of Light </span></i><span style="font-weight: 400;">parece não como uma evolução linear, e sim como uma adição eclética à carreira de sua artista, que audaciosamente configura os sons do disco anterior junto com um novo repertório de </span><a href="https://www.nme.com/reviews/album/jade-bird-different-kinds-of-light-review-3014856"><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">alternativo</span></a> <span style="font-weight: 400;">para novamente dar vida aos sons de sua vida.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Trick Mirror, Now is the Time e Candidate</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26465" aria-describedby="caption-attachment-26465" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26465" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-800x800.jpg" alt="Capa do EP Diretoria de Tasha e Tracie. Com filtro granulado, e em preto e branco, a imagem mostra as irmãs usando tops e adornos carnavalescos, com pedrarias, brilhos e penas. Da direita para a esquerda, Tracie aparece com uma blusa preta sobre os ombros. Há no canto superior esquerdo da imagem, um selo com faixas que também lembra um elemento próprio de Escolas de Samba, contendo o nome da dupla e o título do álbum e trazendo centralizado um ícone vetor de uma adaga sendo cravada por duas mãos pretas em uma mão branca. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26465" class="wp-caption-text">O segundo trabalho de estúdio das gêmeas Tasha &amp; Tracie é considerado um dos melhores e mais expressivos EPs da nova geração do rap brasileiro e foi eleito um dos 50 melhores álbuns de 2021 pela APCA (Foto: Steff Lima/Ceia ENT.)</figcaption></figure>
<p><b>Tasha &amp; Tracie &#8211; Diretoria</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com qualidade inquestionável, a lírica agressiva das gêmeas Tasha &amp; Tracie dão o tom do seu segundo trabalho de estúdio, o EP </span><i><span style="font-weight: 400;">Diretoria</span></i><span style="font-weight: 400;">. Lançado em agosto de 2021, o disco que mistura </span><i><span style="font-weight: 400;">drill</span></i><span style="font-weight: 400;"> com </span><i><span style="font-weight: 400;">trap </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">, sem deixar o </span><i><span style="font-weight: 400;">boombap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">grime</span></i><span style="font-weight: 400;"> de lado, traz fortes referências à clássicos do</span><i><span style="font-weight: 400;"> funk </span></i><span style="font-weight: 400;">consciente e também do </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> proibidão, e mostra que são elas quem estão </span><a href="https://portalpopline.com.br/quem-e-tasha-tracie-irmas-gemeas-revelacao-rap-nacional/"><span style="font-weight: 400;">por cima</span></a><span style="font-weight: 400;">, principalmente quando se fala da liberdade sexual e empoderamento da mulher preta independente e de favela. Tudo isso de maneira explícita, sem meias palavras &#8211; o que, claro, </span><a href="https://www.uol.com.br/universa/noticias/redacao/2021/09/29/tasha-e-tracie.htm"><span style="font-weight: 400;">incomodou muita gente</span></a><span style="font-weight: 400;">. Provando porque desafiam</span><i><span style="font-weight: 400;"> o seu ego quando são elas que comandam, </span></i><span style="font-weight: 400;">como cantam em </span><i><span style="font-weight: 400;">Amarrou </span></i><span style="font-weight: 400;">e justificando as suas mais de 1 milhão de </span><span style="font-weight: 400;">visualizações</span><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das críticas, o álbum das multiartistas, que recentemente vêm recusando qualquer outra denominação que não </span><a href="https://www.instagram.com/p/CaAzF3SvR80/"><span style="font-weight: 400;">“ativistas periféricas”</span></a><span style="font-weight: 400;">,  foi considerado um dos melhores do ano e da nova geração do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> no país, aparecendo na lista dos 50 melhores de 2021 da APCA (Associação Paulista de Críticos de Artes), e que, além de figurar no </span><a href="https://cultura.uol.com.br/entretenimento/noticias/2021/12/06/2724_conheca-os-vencedores-do-premio-nacional-rap-tv-2021.html"><span style="font-weight: 400;">Prêmio Nacional Rap TV</span></a><span style="font-weight: 400;">, também levou o título de melhor EP do ano passado, assim como as autoras, vencedoras na categoria Melhor MC Feminino.  </span><b>&#8211; Andrezza Marques </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Amarrou, Lui Lui e Diretoria</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26528" aria-describedby="caption-attachment-26528" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26528" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Doce-22-Nathalia-Tetzner-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Doce 22 da brasileira Luísa Sonza. Na imagem, a cantora branca de cabelo e olhos claros se apoia no chão com os joelhos e os cotovelos. Ela olha diretamente para a câmera enquanto une as suas mãos que tampam metade da sua cara. Em um fundo escuro, Sonza veste roupas íntimas nas cores rosa e preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Doce-22-Nathalia-Tetzner.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Doce-22-Nathalia-Tetzner-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Doce-22-Nathalia-Tetzner-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26528" class="wp-caption-text">Luísa Sonza trouxe a genialidade das divas internacionais dos anos 2000 para o pop nacional (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>Luísa Sonza &#8211; DOCE 22</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=MC66-bI2f8I"><i><span style="font-weight: 400;">Cê acha que eu tô brincando?/Acho que eu sou a mulher do ano!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. No cenário </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro de 2021 ninguém deu tanto o que falar quanto Luísa Sonza. Ao tentar se recuperar de um fim de relacionamento controverso que atraiu uma avalanche de </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/08/20/luisa-sonza-desabafa-sobre-haters-querem-matar-mais-um.htm"><i><span style="font-weight: 400;">haters</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para a sua carreira, Sonza presenteou o mundo com </span><a href="https://open.spotify.com/album/1bR2SlwIKwvCZBFhDfYr6x"><i><span style="font-weight: 400;">DOCE 22</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o seu segundo álbum de estúdio que soou por todos os cantos do país. A intérprete de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CbX8PLBaa-o"><i><span style="font-weight: 400;">penhasco.</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostrou toda a sua capacidade artística ao reformular a identidade visual: o cabelo platinado, o </span><a href="https://www.purepeople.com.br/noticia/maquiagem-de-luisa-sonza-saiba-fazer-delineado-da-cantora_a322782/1"><span style="font-weight: 400;">delineado marcado</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os </span><i><span style="font-weight: 400;">looks</span></i><span style="font-weight: 400;"> da grife </span><i><span style="font-weight: 400;">Mugler </span></i><span style="font-weight: 400;">se tornaram símbolo da era. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado com três faixas indisponíveis, a divulgação contou com a astúcia de liberá-las como </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i><span style="font-weight: 400;"> de forma esporádica. Se os fãs tiveram que esperar para escutar as parcerias com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1zEnA9qpyF0"><span style="font-weight: 400;">Jão</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iLTR0UyG2Yo"><span style="font-weight: 400;">Mariah Angeliq</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CJdhWgebwqA"><span style="font-weight: 400;">Ludmilla</span></a><span style="font-weight: 400;">, eles posteriormente puderam se deleitar com os videoclipes impecavelmente produzidos. Alcançando feitos inéditos na carreira, </span><i><span style="font-weight: 400;">DOCE 22 </span></i><span style="font-weight: 400;">conquistou o título de álbum nacional mais reproduzido no </span><a href="https://revistamarieclaire.globo.com/Noticias/noticia/2021/12/doce-22-de-luisa-sonza-e-o-album-nacional-mais-ouvido-do-ano-em-streaming.html"><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">em 2021. </span><em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5js-3DnNvFw"><span style="font-weight: 400;">Puta, vagabunda, interesseira</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> ou qualquer outro adjetivo que atribuam a ela, uma coisa é fato: Luísa Sonza foi a mulher do ano do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional.</span><b> &#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">2000 s2, ANACONDA *o* ~~~ e MULHER DO ANO XD</span></p>
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<figure id="attachment_26504" aria-describedby="caption-attachment-26504" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26504" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/DoloresDala-Enrico-Souto-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Dolores Dala Guardião do Alívio, de Rico Dalasam. Fotografia quadrada com um céu azul ao fundo. Na imagem, ao centro, Rico Dalasam, um homem negro, de barba e cabelo preto em dreads na altura dos ombros, usando uma maquiagem dourada com detalhes em azul. Vestindo um sobretudo branco semitransparente de gola dourada com detalhes em azul, ele ergue os braços esticados para os lados, com as palmas das mãos viradas para frente, enquanto está em cima de um carro pelo teto solar, em movimento. Na parte superior há três símbolos minimalistas em branco: uma lua minguante, uma rosa e uma lua cheia, respectivamente, intercalados por quatro símbolos de espadas, dois com corações na ponta à esquerda, e dois com gotas na ponta à direita. Na parte inferior, centralizado, pode-se ler a sigla “DDGA”, escrita na vertical." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/DoloresDala-Enrico-Souto-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/DoloresDala-Enrico-Souto-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/DoloresDala-Enrico-Souto-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/DoloresDala-Enrico-Souto.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26504" class="wp-caption-text">“Que saibam da gente pelos nossos sonhos e não pelos nossos traumas!” (Foto: Rico Dalasam)</figcaption></figure>
<p><b>Rico Dalasam &#8211; Dolores Dala Guardião do Alívio</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferente de outros projetos mais explosivos de Rico Dalasam, como </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/resenhas/albuns/rico-dalasam-balanga-raba-ep/"><i><span style="font-weight: 400;">Balanga Raba</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – pensado especificamente para as pistas de dança –, </span><a href="https://personaunesp.com.br/dolores-dala-guardiao-do-alivio-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Dolores Dala Guardião do Alívio</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem um menor escopo. E sem problemas, a narrativa central do </span><i><span style="font-weight: 400;">LP</span></i><span style="font-weight: 400;"> pede por isso. Porém, após voltar a circular com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rsDNQvTvVpk"><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> no fim de 2021, Rico presenciou plateias frenéticas e empolgadas projetarem um entusiasmo desproporcional às músicas, gritando os versos íntimos e confidentes do disco, de </span><a href="https://genius.com/Rico-dalasam-expresso-sudamericah-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Expresso Sudamericah</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> a</span> <a href="https://genius.com/Rico-dalasam-braille-lyrics"><i><span style="font-weight: 400;">Braille</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tal qual os hinos mais enérgicos do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Afinal, depois de acumular tantas energias e aflições em quase dois anos de confinamento, a reação não poderia ser outra. Mas, ainda assim, talvez isso não seja tão contraditório quanto se imaginaria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">DDGA</span></i><span style="font-weight: 400;">, Rico Dalasam aborda suas </span><a href="https://www.instagram.com/p/CAoVnwOhhb9/"><span style="font-weight: 400;">vivências pessoais</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto um </span><i><span style="font-weight: 400;">“corpo preto sul-americano”</span></i><span style="font-weight: 400;">, através de suas experiências em um relacionamento interracial, e todos os traumas que lhe provocaram. Dito isso, apesar de um relato individualizado, irrevogavelmente ele evoca uma extensa e complexa tradição colonial em nosso país, que também afeta outros diversos tipos de corpos – corpos aos quais Rico se comunica. A euforia presente nos retratos do álbum surge, portanto, de uma demanda impreterível – nossa e do artista – por expressar incontáveis dores reprimidas, e que encontra, ali, um canal para manifestação. Entretanto, indo além de reproduzir as violências, cada canção nos guia gentilmente por um processo coletivo de cura. No fim das contas, </span><i><span style="font-weight: 400;">Dolores Dala Guardião do Alívio</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a utopia de Rico Dalasam, onde ele reconstrói o mundo ao seu redor para, assim, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=j44FqC81UpA"><span style="font-weight: 400;">reconstruir a si mesmo</span></a><span style="font-weight: 400;">. E é aí que está a potência de </span><a href="https://revistacult.uol.com.br/home/entrevista-zygmunt-bauman/"><span style="font-weight: 400;">nossas utopias</span></a><span style="font-weight: 400;">. Pois somente imaginando o futuro é que podemos concretizá-lo. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Última Vez, Braille e Supstah</span></p>
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<figure id="attachment_26526" aria-describedby="caption-attachment-26526" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26526 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dont-Fight-The-Feeling-Nathalia-Tetzner-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Don’t Fight The Feeling do grupo sul-coreano EXO. A imagem ilustra um radar em tons verdes. Quanto às formas, há um fundo quadriculado que é sobreposto por diversos círculos responsáveis por caracterizar o radar." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dont-Fight-The-Feeling-Nathalia-Tetzner.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dont-Fight-The-Feeling-Nathalia-Tetzner-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dont-Fight-The-Feeling-Nathalia-Tetzner-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26526" class="wp-caption-text">O lançamento energético de Don’t Fight The Feeling contagiou quem esperou por tanto tempo o retorno do grupo (Foto: SM Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">EXO &#8211; DON’T FIGHT THE FEELING</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Prestes a celebrar dois anos desde o último lançamento, EXO voltou com uma missão: animar os fãs ansiosos por um projeto em grupo. Direto de uma base militar intergalática, a faixa-título </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2IkoKhr6Tss"><i><span style="font-weight: 400;">Don’t fight the feeling</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">carregou a estética visual da nova era com maestria. Apesar da falta dos integrantes Suho e Chen que precisavam cumprir o regime militar obrigatório, a presença do membro chinês </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pEjTB8l7DME"><span style="font-weight: 400;">Lay</span></a><span style="font-weight: 400;"> através de um </span><i><span style="font-weight: 400;">chroma key</span></i><span style="font-weight: 400;"> ajudou Xiumin, Baekhyun, Chanyeol, D.O, Kai e Sehun a sustentarem a imagem do EXO como um conjunto que se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9jLMVuQKd0g"><span style="font-weight: 400;">completa</span></a><span style="font-weight: 400;"> de forma perfeita.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi através de um minijogo </span><i><span style="font-weight: 400;">online </span></i><span style="font-weight: 400;">chamado </span><a href="https://exocdn.exoship-saga.com/"><i><span style="font-weight: 400;">EXO-SHIP-SAGA</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">que os </span><i><span style="font-weight: 400;">teasers</span></i><span style="font-weight: 400;"> foram liberados e o público pôde começar a teorizar conspirações sobre o conceito do álbum. Para a felicidade maior dos fãs, o programa de variedades </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=B92hGHhncSU"><i><span style="font-weight: 400;">EXO Arcade</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganhou a sua segunda temporada e serviu como uma divulgação especial. As 5 faixas do sétimo </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">do grupo sul-coreano foram suficientes para estremecer o cenário da música </span><i><span style="font-weight: 400;">K-pop</span></i><span style="font-weight: 400;">: </span><a href="https://open.spotify.com/album/7Jw48lPmYuYftfQv5LmAzI"><i><span style="font-weight: 400;">DON’T FIGHT THE FEELING</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">garantiu uma das melhores recepções da carreira do EXO e, por isso, vendeu 1 milhão de cópias somente na primeira semana. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Don’t fight the feeling, Paradise e Runaway</span></p>
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<figure id="attachment_26570" aria-describedby="caption-attachment-26570" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26570" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Donda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Donda. Um quadrado preto." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Donda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Donda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Donda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Donda.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26570" class="wp-caption-text">Mais uma vez, Ye fez do rebuliço sua principal arma de divulgação (Foto: UMG Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Kanye West &#8211; Donda</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Controvérsias envolvendo uma patética candidatura à presidência, o litígio conturbado com Kim, a errada decisão de rechear a obra com </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/kanye-west-causa-polemica-ao-trazer-marilyn-manson-e-dababy-para-donda-entenda/"><span style="font-weight: 400;">laranjas podres</span></a><span style="font-weight: 400;">, sua questão com a bipolaridade e os ataques que tem nas redes sociais, incluindo denúncias sérias à gravadora. Esses são os ingredientes que fazem de </span><a href="https://personaunesp.com.br/donda-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Donda</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (para bem e para mal) a consolidação de Ye como </span><i><span style="font-weight: 400;">performer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e personagem fonográfico, além de um impossível exercício de separar obra de artista. Afinal, fica claro que a capa preta do álbum reflete artisticamente Kanye West. O disco, que é uma homenagem póstuma do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> para sua mãe Donda West, a usa como fio condutor para discussões sobre luto, religião e redenção pessoal. Os constantes adiamentos fizeram com que o artista aflorasse todo seu perfeccionismo característico nesse trabalho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com tudo indo contra (por culpa exclusiva das intenções de Kanye), isso nos deu um álbum primoroso tecnicamente, fazendo com que, desde suas audições, até escutar a obra em plataformas, sejam experiências únicas. Com participações que vão desde sua desavença JAY-Z, seu mais novo </span><a href="https://www.eonline.com/br/news/1319625/kanye-ye-west-volta-a-provoca-pete-davidson-e-expoe-briga-com-kid-cudi"><span style="font-weight: 400;">arqui-inimigo</span></a><span style="font-weight: 400;"> Kid Cudi e as execráveis manchas no álbum, Marilyn Manson e DaBaby, </span><i><span style="font-weight: 400;">Donda</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma síntese de todos os Kanye Wests das eras anteriores, cantadas e produzidas por um Ye cada vez mais megalomaníaco. Se distanciando da persona do álbum antecessor, Kanye ainda quer falar sobre Deus e sobre a influência da fé em sua vida, mas dessa vez sem se dar o aspecto messiânico. Por isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Donda</span></i><span style="font-weight: 400;"> conseguiu ser o que </span><i><span style="font-weight: 400;">JESUS IS KING </span></i><span style="font-weight: 400;">(2019) não foi, um retrato pessoal e humano de Kanye, onde suas fraquezas e dificuldades são expostas, quase que como um grito de socorro para sua mãe. </span><b>&#8211;</b> <b>Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Jail, Praise God e Jesus Lord</span></p>
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<figure id="attachment_26462" aria-describedby="caption-attachment-26462" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26462" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-800x800.jpg" alt="Capa do disco ELIO and Friends: The Remixes, da cantora ELIO. A capa é branca e tem a lista de faixas e colaboradores listada no lado esquerdo, em fonte branca e verde neon. Na parte direita, vemos o nome do disco e duas imagens, com o nome de Elio. As imagens são recortes de close-ups em efeito negativo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26462" class="wp-caption-text">Fica aqui o aviso para não esquecer o carregador do celular na casa de ninguém (Foto: ELIO)</figcaption></figure>
<p><b>ELIO &#8211; ELIO and Friends: The Remixes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em via de regra, </span><a href="https://open.spotify.com/album/0P3zuxhSpxkostOEqpR3Oe"><span style="font-weight: 400;">álbuns de </span><i><span style="font-weight: 400;">remixes</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">servem como complementos aos trabalhos originais, normalmente servindo como materiais de divulgação para novas turnês ou campanhas de premiações. No caso de ELIO, a máxima é oposta. Poucos meses depois de chegar chegando com um trabalho cheio de vitalidade (o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><a href="https://open.spotify.com/album/54AUddF7LyGKylFLSNoK8g"><i><span style="font-weight: 400;">Can You Hear Me Now?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), a promessa do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">que flerta com a </span><i><span style="font-weight: 400;">PC Music</span></i><span style="font-weight: 400;"> recrutou a dona do pedaço Charli XCX para aumentar o falatório ao redor do que viria a ser um disco paralelo à sua estreia, mas com ainda mais presença. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">XCX empresta vocais para </span><a href="https://open.spotify.com/track/3InNdtWYQV1Wx81qST5rU1?si=585579eb93404efe"><i><span style="font-weight: 400;">CHARGER</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas são as demais parcerias que elevam o material final. </span><a href="https://open.spotify.com/track/2EKo5WC2LX4fiplTWan5Rl?si=25f07c10310142cb"><i><span style="font-weight: 400;">hurts 2 hate somebody</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> tem o apoio de Chase Atlantic e No Rome, e a magnífica e particular </span><a href="https://open.spotify.com/track/1AfmIcnenbPnNYTp8nLxwY?si=369d2d85e01e440c"><i><span style="font-weight: 400;">@elio.irl</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é içada aos céus junto de Adam Melchor. </span><a href="https://www.themicmagazine.co.uk/post/album-review-elio-elio-and-friends-the-remixes#:~:text=of%20the%20phone.-,ELIO%20and%20Friends%3A%20The%20Remixes%20is%2C%20most%20importantly%20of%20all,artists%20who%20have%20no%20chemistry."><span style="font-weight: 400;">O som é de primeira</span></a><span style="font-weight: 400;">, as batidas envolvem e a ginga é sinônimo de agitação. </span><a href="https://open.spotify.com/album/1O1b6rtBC1KVjqAt6grw96"><i><span style="font-weight: 400;">ELIO and Friends: The Remixes</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> pode não ter tido a mídia que merecia, mas para os aficionados pela mistura ideal de </span><i><span style="font-weight: 400;">PC Music</span></i><span style="font-weight: 400;"> e um </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">arranhado e efervescente na luxúria, essa é a pedida do momento. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">hurts 2 hate somebody, @elio.irl e When You Saw Love</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26454" aria-describedby="caption-attachment-26454" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26454 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Elza-Soares-Joao-de-Aquino-Eduardo-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Elza Soares &amp; João de Aquino. Fotografia quadrada, em preto e branco, com borda grossa e branca. Na parte superior, dentro da borda, lemos Elza Soares &amp; João de Aquino em letras pretas, com exceção do &amp;, registrado em cinza. João de Aquino está ao fundo, sentado, com olhar fixo e tocando violão. Elza Soares está sentada na beira do palco. Ela é uma mulher negra, de blusa brilhante, brincos, olhos fechados e segura o microfone com a mão esquerda." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Elza-Soares-Joao-de-Aquino-Eduardo-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Elza-Soares-Joao-de-Aquino-Eduardo-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Elza-Soares-Joao-de-Aquino-Eduardo-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Elza-Soares-Joao-de-Aquino-Eduardo.jpg 984w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26454" class="wp-caption-text">Sem saber, celebramos a inesperada despedida de Elza Soares (Foto: Hipólito Pereira/Deck)</figcaption></figure>
<p><b>Elza Soares &amp; João de Aquino &#8211; Elza Soares &amp; João de Aquino</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de qualquer atributo possível, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elza Soares &amp; João de Aquino </span></i><span style="font-weight: 400;">é o último álbum lançado em vida pela imortal e insubstituível </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6SWIwW9mg8s"><span style="font-weight: 400;">Mulher do Fim do Mundo</span></a><span style="font-weight: 400;">. É por esse motivo que nem mesmo a excepcionalidade de um disco que honra a responsabilidade e o peso que carrega foi capaz de amenizar a </span><a href="https://www.instagram.com/p/CY9wedWLLcC/"><span style="font-weight: 400;">devastação</span></a><span style="font-weight: 400;"> que viria um mês após seu lançamento. A verdade é que o Brasil nunca estaria pronto para perder a </span><a href="https://cultura.uol.com.br/noticias/45864_elza-soares-cinco-lembrancas-da-voz-do-milenio.html"><span style="font-weight: 400;">Voz do Milênio</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em todo caso, o trabalho em questão não deixa de ser uma dádiva para os seres apaixonados por cultura. Gravado em sessão única, na </span><a href="https://www.papelpop.com/2021/12/elza-soares-joao-de-aquino-registro-da-decada-de-1990-chega-as-plataformas-digitais/"><span style="font-weight: 400;">segunda metade</span></a><span style="font-weight: 400;"> da década de 1990, </span><i><span style="font-weight: 400;">Elza Soares &amp; João de Aquino</span></i><span style="font-weight: 400;"> é fruto direto da maestria que só cantoras como Elza Soares poderiam alcançar.                 </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o talento do violonista João de Aquino, como sinaliza a maior parte dos textos que abordam a obra, é outro destaque raro e único, que contribui muito para a </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-dezembro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">qualidade final</span></a><span style="font-weight: 400;"> do disco. Mas o que mais se destaca em </span><i><span style="font-weight: 400;">Elza Soares &amp; João de Aquino</span></i><span style="font-weight: 400;"> é, de fato, a fascinante atmosfera de liberdade que paira sobre todo o repertório escolhido no calor do momento. Há muita verdade naquilo que se canta, e o formato voz e violão gera uma </span><a href="https://oglobo.globo.com/cultura/musica/elza-soares-joao-de-aquino-recem-lancado-disco-gravado-em-1997-registro-nu-cru-de-voz-violao-25314842"><span style="font-weight: 400;">crueza sonora</span></a><span style="font-weight: 400;"> que realça e engrandece a figura de uma lenda. Não é de se espantar, portanto, que o último lançamento acompanhado da presença de Elza tenha conquistado uma recepção </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2021/12/09/voz-de-elza-soares-e-violao-de-joao-de-aquino-se-harmonizam-na-liberdade-de-album-inedito-gravado-nos-anos-1990.ghtml"><span style="font-weight: 400;">muito boa</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><a href="https://www.cartacapital.com.br/cultura/resgate-de-elza-soares-acompanhada-so-de-violao-realca-sua-voz-rara/"><span style="font-weight: 400;">crítica brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b><span style="font-weight: 400;">        </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Drão, Hoje e Meu Guri</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26463" aria-describedby="caption-attachment-26463" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26463" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Trilha-Encanto-Vitor-800x800.jpg" alt="Capa do disco da Trilha Sonora Original de Encanto. A imagem mostra o pôster do filme Encanto, recortado em formato quadrado. Nele, vemos todos os personagens da história, e na parte de baixo está o logo do filme e a frase: “Original Songs by Lin-Manuel Miranda." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Trilha-Encanto-Vitor-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Trilha-Encanto-Vitor.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Trilha-Encanto-Vitor-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Trilha-Encanto-Vitor-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26463" class="wp-caption-text">Cantada em espanhol, Dos Oroguitas representa Encanto no Oscar, que ainda concorre como Melhor Animação e Melhor Trilha Sonora Original, com Germaine Franco (Foto: Walt Disney Records)</figcaption></figure>
<p><b>Encanto (Original Motion Picture Soundtrack)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lin-Manuel Miranda errou: se tem uma coisa sobre a qual estamos falando, </span><a href="https://open.spotify.com/track/52xJxFP6TqMuO4Yt0eOkMz?si=4bf0e18b33864ba0"><span style="font-weight: 400;">é sobre o Bruno</span></a><span style="font-weight: 400;">. E também sobre a Mirabel, a Luisa, a Isabela, a Abuela, a Dolores e a Tia Pepa. Afinal, nem mesmo a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney </span></i><span style="font-weight: 400;">estava pronta para o </span><a href="https://www.adorocinema.com/noticias/filmes/noticia-162114/"><span style="font-weight: 400;">tamanho do impacto</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Encanto </span></i><span style="font-weight: 400;">na cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Além de não licenciar produtos sobre todos os integrantes da vila de superseres, a empresa submeteu a sentimental e melancólica </span><i><span style="font-weight: 400;">Dos Oroguitas </span></i><span style="font-weight: 400;">para concorrer ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">de Melhor Canção Original.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acontece que </span><i><span style="font-weight: 400;">We Don’t Talk About Bruno</span></i><span style="font-weight: 400;">, graças à mágica do </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, tomou conta dos Estados Unidos e tem quebrado recordes históricos, se mantendo no topo das paradas sem sinal de cansaço. O motivo para tanto retorno e falatório, sem pestanejar, é o poder de Miranda na composição, que entrega corpo e alma nas 8 canções que compõem a </span><a href="https://open.spotify.com/album/25L8ck3KGcmCo3901ztPzR"><span style="font-weight: 400;">Trilha Sonora</span></a><span style="font-weight: 400;">. Da introdução calorosa em </span><a href="https://open.spotify.com/track/4b1yxSdlumA8N4fEk4UOZp?si=af9e13e995ab403f"><i><span style="font-weight: 400;">The Family Madrigal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ao lamento de Luisa em </span><a href="https://open.spotify.com/track/760jhRscwGbIIe1m1IIQpU?si=dc2036594b98413d"><i><span style="font-weight: 400;">Surface Pressure</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e a libertação de Isabela em </span><a href="https://open.spotify.com/track/3XoYqtiWHhsk59frZupImG?si=ccf06e1c24084bff"><i><span style="font-weight: 400;">What Else Can I Do?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as músicas de </span><i><span style="font-weight: 400;">Encanto </span></i><span style="font-weight: 400;">vivem à altura de seu título.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Surface Pressure, What Else Can I Do? e All of You</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26552" aria-describedby="caption-attachment-26552" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26552" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road-800x800.jpg" alt="Capa do disco For The First Time. A imagem mostra três homens brancos jovens subindo um morro com vegetação rasteira. Ela se encontra enquadrada por uma moldura branca, com o título do disco alinhado acima, e o nome da banda “Black Country, New Road” abaixo. No canto inferior direito há uma pequena legenda com o texto “Photo from Unsplash by @asafyrov”" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/black-country-new-road.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26552" class="wp-caption-text">Em pouco mais de um ano desde o lançamento deste disco de estreia, o septeto de BC,NR já percorreu um longo caminho (Foto: Ninja Tune)</figcaption></figure>
<p><b>Black Country, New Road &#8211; For the First Time</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Faz apenas pouco mais de um ano que um grupo de sete jovens britânicos, todos na casa dos vinte anos de idade, apresentou ao mundo uma coleção de seis peças mirabolantes que fugiam a todo custo da precisão milimetricamente calculada das músicas automatizadas, explorando as possibilidades de uma criação coletiva, espontânea, acústica, elétrica, e carregada de um senso de urgência do aqui-e-agora. E nesse meio tempo, a banda já viveu uma longa saga: da expansão de sua legião de fãs ao lançamento do já aclamadíssimo segundo disco </span><a href="https://open.spotify.com/album/21xp7NdU1ajmO1CX0w2Egd?si=eHaHdhy5SRCYlJ29MD_H5g"><i><span style="font-weight: 400;">Ants From Up There</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, passando pela </span><a href="https://www.nme.com/news/music/black-country-new-road-open-up-singer-isaac-wood-departure-3154652"><span style="font-weight: 400;">saída do vocalista</span></a><span style="font-weight: 400;"> Isaac Wood, deixando um futuro aberto de possibilidades para a banda. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É surpreendente observar o desenvolvimento do grupo de </span><a href="https://open.spotify.com/album/2PfgptDcfJTFtoZIS3AukX?si=KOql6dBqT8Syc0rxyT552A"><i><span style="font-weight: 400;">For the first time</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">para o mais sensível e menos desesperado </span><i><span style="font-weight: 400;">Ants From Up There</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mas à luz do segundo, o primeiro parece ainda maior e mais impactante do que era há um ano. As canções conduzem o ouvinte a uma lenta e crescente tensão, prenunciando um desastre iminente, até explodirem em níveis catatônicos, ou ainda levando a versos lamentosos, alternados com energéticos compassos instrumentais ao ritmo de </span><a href="https://palomavaleva.com/es/musica-klezmer/"><i><span style="font-weight: 400;">klezmer</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">A fórmula irresistível unindo um quê de </span><i><span style="font-weight: 400;">post-punk </span></i><span style="font-weight: 400;">a uma gama variada de instrumentos rendeu uma obra-prima que já tem lugar marcado na lista de melhores da década. Agora só nos resta torcer para que a primeira vez de BC,NR também não seja a penúltima.</span><b> &#8211; João Batista Signorelli</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Science Fair, Sunglasses e Opus</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26542" aria-describedby="caption-attachment-26542" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26542" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/forever-800x800.jpg" alt="Capa do álbum FOREVER do Dj Don Diablo. Na imagem, um desenho Dj está no centro sentado em uma cadeira em um planeta alienígena. O desenho de Don Diablo é um homem branco de cabelos e barba castanhos, ambos cortados curtos, com um óculos de sol de lentes azuis no rosto; ele veste um conjunto de jaqueta e calças prateadas e reflexivas e tênis roxo escura, e está sentado do lado errado da cadeira, com uma das pernas por cima do assento. A cadeira é inteira branca e está parada em um chão desértico com rachados em diversas formas geométricas. Ao fundo o céu é um azul forte no topo da imagem e vai mudando para roxo e rosa conforme encontra o horizonte. Uma estrela com anéis, como o planeta Saturno, está posicionada atrás da cabeça do Dj. Parados mais para trás há dois aliens do lado direito e um do lado esquerdo, com corpos bem femininos e inteiros pratas escuro, além de algumas casinhas aliens que tem formato geométrico na cor branca. Na parte superior da imagem está escrito DON DIABLO e logo abaixo FOREVER." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/forever.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/forever-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/forever-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26542" class="wp-caption-text">Don Diablo mostra a maestria de poucos ao levar seu estilo futurista para dentro de outros gêneros musicais e contar a história de seu universo (Foto: HEXAGON)</figcaption></figure>
<p><b>Don Diablo &#8211; FOREVER</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Don Diablo está numa escalada genial com seu próprio universo futurista e mostrou um trabalho único em 2021. Depois de inaugurar o mundo dos </span><a href="https://playbpm.com.br/noticias/don-diablo-primeiro-show-nft-do-mundo/"><i><span style="font-weight: 400;">shows </span></i><span style="font-weight: 400;">em </span><i><span style="font-weight: 400;">NFT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, vendendo o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XOqH6Fs43XE"><i><span style="font-weight: 400;">DESTINATION HEXAGONIA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> por 1,2 milhões de dólares, o holandês decidiu que o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">FOREVER</span></i><span style="font-weight: 400;"> merecia mais faixas, e lançou sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZTf0-XweF3U&amp;list=OLAK5uy_kIo5-R3YseYRAwReLPZFOFmuRNq3O4shQ&amp;index=2"><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe Edition</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com 29 músicas. A obra é um projeto diferente de qualquer coisa no gênero eletrônico, sendo um dos principais não só entre os lançamentos de 2021, mas uma verdadeira referência do quão bem um DJ consegue comunicar cada devaneio que faz parte da sua Arte, mesmo que seja sem cantar uma palavra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TT498_o96oo&amp;list=OLAK5uy_kIo5-R3YseYRAwReLPZFOFmuRNq3O4shQ&amp;index=27"><i><span style="font-weight: 400;">INFINITE FUTURE</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é possível ouvir, imaginar e se sentir dentro do mundo que Diablo criou &#8211; um exemplo de como o álbum é uma experiência por si só. Seu </span><i><span style="font-weight: 400;">future house</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi muito bem explorado para variar durante as faixas, conseguindo ser combinado com a euforia de Galantis em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=f8KzimfmUOI&amp;list=OLAK5uy_kIo5-R3YseYRAwReLPZFOFmuRNq3O4shQ&amp;index=4"><i><span style="font-weight: 400;">Tears For Later</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o tom melódico de Ty Dolla $ing em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pwQ4ynYkhMg&amp;list=OLAK5uy_kIo5-R3YseYRAwReLPZFOFmuRNq3O4shQ&amp;index=8"><i><span style="font-weight: 400;">Too Much to Ask</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e a batida profunda em </span><i><span style="font-weight: 400;">progressive</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gYJg2ISYMbc&amp;list=OLAK5uy_kIo5-R3YseYRAwReLPZFOFmuRNq3O4shQ&amp;index=16"><i><span style="font-weight: 400;">Bad</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A habilidade de mostrar um universo único, em que todos são induzidos a embarcarem na sua viagem futurista, fez com que </span><i><span style="font-weight: 400;">FOREVER</span></i><span style="font-weight: 400;"> seja um dos melhores álbuns do ano.  </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Bad, Into the Unknown e Hot Air Balloon</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26471" aria-describedby="caption-attachment-26471" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26471" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc-800x800.jpg" alt="Capa do álbum GLOW ON da banda Turnstile. A imagem mostra um céu em tons de rosa com nuvens brancas esparsas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/8fq4VOnLoClisGJHsbO2-XonQsKvyimYHZlsb9LXOOc.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26471" class="wp-caption-text">O disco conta com as participações surpreendentes de artistas fora do cenário de hardcore, como Blood Orange e Julien Baker (Foto: Roadrunner Records)</figcaption></figure>
<p><b>Turnstile &#8211; GLOW ON </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trazendo um som polido mas ainda violento, doce porém maduro, com influências de Refused à Prince, os meninos do Turnstile parecem ter encontrado um ponto único em que todas essas misturas fazem muito sentido, e com isso, celebram. Isso pode ser visto em faixas como </span><i><span style="font-weight: 400;">MYSTERY</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">HOLIDAY</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">ENDLESS</span></i><span style="font-weight: 400;">, que trazem o peso dos </span><i><span style="font-weight: 400;">riffs</span></i><span style="font-weight: 400;"> casados com melodias grudentas e refrões triunfantes. Ou em músicas que escancaram ainda mais as experimentações da banda como </span><i><span style="font-weight: 400;">UNDERWATER BOI</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">ALIEN LOVE CALL</span></i><span style="font-weight: 400;">, com guitarras cobertas de </span><i><span style="font-weight: 400;">reverb</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">chorus</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre </span><i><span style="font-weight: 400;">grooves</span></i><span style="font-weight: 400;"> oitentistas. O que se tem aqui é um elogio à música como um ato coletivo, de convergências de </span><a href="https://pitchfork.com/features/moodboard/turnstile-glow-on-interview/"><span style="font-weight: 400;">influências diversas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e sentimentos universais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/2NrYPcMmQBlbBxopc2XlzS?si=ATVWmmelSPmXUImzkk5zsw"><i><span style="font-weight: 400;">GLOW ON</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o quinteto de Baltimore conseguiu algo que raramente se vê acontecer em gêneros tão nichados como a </span><a href="https://www.youtube.com/user/hate5six"><span style="font-weight: 400;">cena de pós-</span><i><span style="font-weight: 400;">hardcore</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da atualidade: mostraram algo efetivamente novo, experimentando sons sem perder a essência do estilo musical e atraindo um público novo, um público maior, sem perder os velhos fãs. Uma vez que o álbum surge de um cenário tão característico e sonoramente bem definido, é emocionante ver a capacidade da banda de expandir os limites do </span><i><span style="font-weight: 400;">hardcore</span></i><span style="font-weight: 400;"> de forma tão catártica e original. </span><b>&#8211; Henrique Gomes</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">WILD WRLD, HOLIDAY e T.L.C. (TURNSTILE LOVE CONNECTION)</span></p>
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<figure id="attachment_26457" aria-describedby="caption-attachment-26457" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26457 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-800x800.jpg" alt="Capa do disco Good Woman, da banda The Staves. Na foto, vemos as 3 irmãs, próximas e olhando para a câmera. As três são brancas, têm cabelos pretos brilhosos e vestem branco. No canto superior direito, está escrito The Staves em fonte branca e Good Woman abaixo, em letras cinzas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Good-Woman-Vitor.jpg 1414w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26457" class="wp-caption-text">As três irmãs compuseram Good Woman antes de perderem a mãe, mas as letras ganharam significados novos depois do trágico momento (Foto: Atlantic Records)</figcaption></figure>
<p><b>The Staves &#8211; Good Woman</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Não é justo, por que você não se importa?”</span></i><span style="font-weight: 400;">, cantam as Staves no que se confirmou uma das canções mais impetuosas e brutais do ano. Em </span><a href="https://open.spotify.com/track/2yRqTGoFpAY3DC51stBfAp?si=c712b1ae316d46cb"><i><span style="font-weight: 400;">Paralysed</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, meio do caminho da duração de </span><a href="https://open.spotify.com/album/66A7X1EqFQEEvuE5Nezqrl"><i><span style="font-weight: 400;">Good Woman</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as irmãs se guiam por uma melodia calma e um acompanhamento soturno que, quando eclipsado por sentimentos ariscos, calorosos, vibrantes, explode. Muitas dessas características podem ser listadas na obra como um todo, um disco que passou seis anos em processo de formação, até que finalmente fosse atingido pela dor do luto desavisado. Emily, Camilla e Jessica, maduras, machucadas, cautelosas, se dão as mãos, reconhecendo a força do presente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na resplandecente </span><a href="https://open.spotify.com/track/5IyXq9M2AS3OAlFHyMOCi6?si=3bdda27638d94320"><i><span style="font-weight: 400;">Next Year, Next Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o trio sorri em meio a uma letra que abraça o fracasso, ao passo que em </span><a href="https://open.spotify.com/track/3xnFWXU2SfZ7q7Nes4Ncr8?si=0317dfe82a4e4284"><i><span style="font-weight: 400;">Failure</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">elas iluminam outro prisma do mesmo núcleo emocional. </span><i><span style="font-weight: 400;">Good Woman</span></i><span style="font-weight: 400;"> se forma por um conjunto fortuito de inspirações e entrega, em especial àquelas que não necessitam de palavras para serem transmitidas (as letras foram escritas antes da tragédia que levou a mãe da família). Partindo de uma capa convidativa e contemplativa, aliada a uma história de origem devastadora e emocional, a banda The Staves nem precisava </span><a href="https://open.spotify.com/track/1jQoqq9UMkt4IASvOYe6TU?si=05f36fb22ff547a1"><span style="font-weight: 400;">cantar sobre uma boa mulher</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas mesmo assim o fizeram. Ainda bem que o fizeram. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Paralysed, Nothing’s Gonna Happen e Next Year, Next Time</span></p>
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<figure id="attachment_26531" aria-describedby="caption-attachment-26531" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26531 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/gracinha-raquel-800x800.jpg" alt="Capa do álbum GRACINHA, de Manu Gavassi. A imagem é uma pintura e tem o rosto da cantora estampado, ela tem pele clara e cabelo ruivo bem curto. No topo da imagem, lemos GRACINHA em verde neon e Manu Gavassi em cima disso, em fonte menor. O fundo é meio cinza meio azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/gracinha-raquel.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/gracinha-raquel-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/gracinha-raquel-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26531" class="wp-caption-text">O projeto multimídia de Manu Gavassi é uma das obras mais imperdíveis de 2021 (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>Manu Gavassi &#8211; GRACINHA</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ah, as gracinhas de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=e9TukGGWDCQ"><span style="font-weight: 400;">Manu Gavassi</span></a><span style="font-weight: 400;">… Desde fidelizar uma </span><i><span style="font-weight: 400;">fan base</span></i><span style="font-weight: 400;"> dedicada até alimentar suas mais severas críticas, a personalidade da artista paulistana sobressaía qualquer um de seus trabalhos artísticos. Até o dia 12 de novembro de 2021, quando ela definitivamente se cansou da identidade que havia construído até então e deu um passo significativo em direção ao avanço de sua carreira. Ainda um tanto engraçado, o álbum mais recente de Manu Gavassi é justamente a maior </span><a href="https://open.spotify.com/album/0Nf3vjP7Uxtnyxt3GTibrS?si=zXrju-TvSc-ANWTAfNqJog"><i><span style="font-weight: 400;">GRACINHA</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> nacional dos últimos anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E a leitura nem é a que surge das mais diversas críticas positivas que o disco ostenta, mas sim da própria voz da artista em seu trabalho metalinguístico e </span><a href="https://www.disneyplus.com/pt-br/movies/gracinha/RfIfOngDOnKz"><span style="font-weight: 400;">multimídia</span></a><span style="font-weight: 400;">, desde </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pQgMMd-OjOs"><span style="font-weight: 400;">o primeiro verso</span></a><span style="font-weight: 400;"> da primeira faixa. Ao lado de nomes como Tim Bernardes e Lucas Silveira, ela compõe, interpreta e produz o projeto, que ainda conta com um complemento visual para enriquecer a sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gb1MWkZbXb0"><span style="font-weight: 400;">experiência estética</span></a><span style="font-weight: 400;">. Entre referências da música brasileira, influências do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> europeu e demais gêneros latino-americanos, a </span><i><span style="font-weight: 400;">GRACINHA</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Manu Gavassi encanta sem esforço algum uma lista de melhores do ano. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">GRACINHA, Reggaeton triste e Bossa Nossa</span></p>
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<figure id="attachment_26519" aria-describedby="caption-attachment-26519" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26519" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Happier-Than-Ever-Vitoria-Vulcano-800x800.jpg" alt="Capa do disco Happier Than Ever. A imagem mostra Billie Eilish, uma mulher branca e jovem, de cabelos loiros. Ela é fotografada do quadril para cima e veste agasalho de lã branco. Suas mãos envolvem seus braços, como se Billie abraçasse a si mesma, e seu olhar está disperso no horizonte. No canto superior esquerdo, o título do álbum está escrito em letra cursiva de cor branca. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Happier-Than-Ever-Vitoria-Vulcano.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Happier-Than-Ever-Vitoria-Vulcano-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Happier-Than-Ever-Vitoria-Vulcano-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26519" class="wp-caption-text">Happier Than Ever liderou a Billboard 200 e várias paradas de álbuns em outros 27 países (Foto: Interscope Records/Darkroom)</figcaption></figure>
<p><b>Billie Eilish &#8211; Happier Than Ever</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de atingir o </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/quantos-recordes-billie-eilish-quebrou-em-2020/"><span style="font-weight: 400;">topo</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que a vida reserva? Para nossa sorte, Eilish escolheu não enfrentar esse prisma emocional logo de cara. Maturar seu gênio artístico em um novo álbum, alfinetando fantasmas e triunfos, foi a resposta. Respingando sinceridade, vociferando acidez e conquistando libertação, </span><a href="https://genius.com/albums/Billie-eilish/Happier-than-ever"><i><span style="font-weight: 400;">Happier Than Ever</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> surge empoderando as </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-worlds-a-little-blurry-critica/"><span style="font-weight: 400;">nuances</span></a><span style="font-weight: 400;"> que colocaram a estadunidense em evidência para o mundo &#8211; e, agora, em primeiro lugar para si mesma. É o descascar de amor, fama, trauma, poder, mágoa, fúria: toda a miscelânea que impacta Billie no âmago juvenil. Assim, parecendo oráculo, a produção elucida e arrebata minúcias universais que só transbordam singularmente graças ao lirismo magnético da cantora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h6mnfec7bTc"><span style="font-weight: 400;">minimalismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XPfW6mGx1SA"><span style="font-weight: 400;">estridência</span></a><span style="font-weight: 400;">, a sonoridade do disco rodopia com diversidade e autoria pelas reflexões dispostas. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=S2dRcipMCpw"><span style="font-weight: 400;">Aqui</span></a><span style="font-weight: 400;">, o sarcasmo para enterrar um amante patético. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OIf8DsfpjC4"><span style="font-weight: 400;">Ali</span></a><span style="font-weight: 400;">, um xeque-mate no </span><i><span style="font-weight: 400;">body shaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> excruciante. Adiante, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FpeZsTo5hZw"><span style="font-weight: 400;">morte</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fzeWc3zh01g"><span style="font-weight: 400;">abuso</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G_BhUxx-cwk"><span style="font-weight: 400;">feminilidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> destrinchados em dores e denúncias virtuosas. Afinal, 16 faixas são mesmo suficientes para revelar a perspicácia múltipla e genuína de </span><i><span style="font-weight: 400;">Happier Than Ever</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não é segredo entender seus </span><a href="https://tracklist.com.br/happier-than-ever-conquistas/113257"><span style="font-weight: 400;">recordes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de vendas e reproduções, suas sete nomeações ao </span><a href="https://www.forbes.com/sites/hughmcintyre/2022/01/06/grammys-2022-billie-eilish-could-become-the-first-woman-to-win-record-of-the-year-three-times/?sh=4e51334f513b"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy </span></i><span style="font-weight: 400;">2022</span></a><span style="font-weight: 400;">, nem a felicidade aparente da jornada. E não há constatação tão idônea quanto exaltar a (re)invenção de Billie Eilish usando seu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7AS9r_E0PY4"><span style="font-weight: 400;">ponto de partida</span></a><span style="font-weight: 400;">: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Estou ficando mais velha/Acho que estou envelhecendo bem</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span> <b>Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas</b><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> Everybody Dies, Happier Than Ever e Male Fantasy</span></p>
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<p><figure id="attachment_26472" aria-describedby="caption-attachment-26472" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26472 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/f5325083a2eae789e4a88aeea512803b.999x999x1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Haram do duo de rap Armand Hammer com o produtor The Alchemist. A imagem mostra a cabeça decepada de dois porcos com manchas de sangue, levemente inclinadas para cima em direções perpendiculares sobre uma superfície de metal gasta em frente a uma parede preta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/f5325083a2eae789e4a88aeea512803b.999x999x1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/f5325083a2eae789e4a88aeea512803b.999x999x1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/f5325083a2eae789e4a88aeea512803b.999x999x1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/f5325083a2eae789e4a88aeea512803b.999x999x1.jpg 999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26472" class="wp-caption-text">A dupla de rappers e o produtor foram duramente criticados pela organização de direitos aos animais PETA (People for the Ethical Treatment of Animals) pelo uso da imagem da capa [Foto: Backwoodz Studioz]</figcaption></figure><b>Armand Hammer &amp; The Alchemist &#8211; Haram</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers </span></i><a href="https://elucid.bandcamp.com/music"><span style="font-weight: 400;">ELUCID</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://billywoods.bandcamp.com/music"><span style="font-weight: 400;">billy woods</span></a><span style="font-weight: 400;"> retornaram como o </span><i><span style="font-weight: 400;">duo</span></i><span style="font-weight: 400;"> Armand Hammer novamente, para a alegria de uns e temor de outros. Pela primeira vez contando com a produção inteiramente nas mãos de </span><a href="https://alclaboratories.bandcamp.com/music"><span style="font-weight: 400;">The Alchemist</span></a><span style="font-weight: 400;">, é essa riqueza lírica inerente à dupla, somada com a sonoridade única trazida pelo produtor, que torna o disco tão especial. O resultado é a ambientação soturna e onírica construída através do uso torto de </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> como pano de fundo para letras moldadas por um uso do fluxo de consciência sujo e franco dos </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers</span></i><span style="font-weight: 400;">. Um disco sutilmente grandioso, onde o que importa não é exatamente o que as palavras e o som indicam, mas as imagens densas que são formadas pelo estilo único de composição do grupo, repleto de referências e metáforas complexas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sonoramente, o lendário </span><i><span style="font-weight: 400;">beatmaker</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra um trabalho bem diferente das colaborações com Boldy James e </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2020/"><span style="font-weight: 400;">Freddie Gibbs</span></a><span style="font-weight: 400;">, com uma certa loucura vista no </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> reverso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Peppertree</span></i><span style="font-weight: 400;">, o peso visto na densa</span><i><span style="font-weight: 400;"> Wishing Bad </span></i><span style="font-weight: 400;">e a beleza um tanto irônica em </span><i><span style="font-weight: 400;">Stonefruit</span></i><span style="font-weight: 400;">, uma das melhores músicas do ano. Liricamente, são barras duras como </span><i><span style="font-weight: 400;">“Jurei vingança na sétima série/Não contra um homem, contra toda raça humana</span></i><span style="font-weight: 400;">” e emocionantes como “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu não quero perder o controle mas/Não consigo limitar um espaço para crescer</span></i><span style="font-weight: 400;">” que vão revelando a dor e a ira que envolvem a existência de um homem negro no mundo atual como tema do disco. Capazes de provocar, confundir, emocionar e instigar os ouvintes, a dupla entrega um disco único que os eleva ao pódio dos maiores compositores da Música moderna. </span><b>&#8211; Henrique Gomes</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Black Sunlight, Wishing Bad e Stonefruit</span></p>
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<figure id="attachment_26539" aria-describedby="caption-attachment-26539" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26539" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Heaux-Tales_Jazmine-Sullivan-800x800.jpg" alt="Capa de disco Heaux Tales, com fundo preto e o título Heaux Tales em caixa alta, num tom de verde-limão. Ao centro, a foto de uma mulher negra que tem cabelo curto e liso. Ela usa jaqueta de couro e shorts pretos e justos. Mais abaixo, o nome Jazmine Sullivan está no mesmo tom de verde." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Heaux-Tales_Jazmine-Sullivan.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Heaux-Tales_Jazmine-Sullivan-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Heaux-Tales_Jazmine-Sullivan-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26539" class="wp-caption-text">Lançado em 8 de janeiro de 2021, o último registro de Jazmine Sullivan é fonte de novas reflexões a cada audição (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>Jazmine Sullivan &#8211; Heaux Tales</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seu lançamento, nos primeiros dias de 2021, </span><a href="https://open.spotify.com/album/5g9YhHW8tE7Tcslgxsk5u9?si=t_FzNxpYQ2uLA0w4vlbOog"><i><span style="font-weight: 400;">Heaux Tales</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(RCA Records) foi uma surpresa. Mas não pela qualidade, considerando que elegância e bom gosto sempre foram constantes na carreira de Jazmine Sullivan. A verdade é que, de tão complexas e bem contadas, as crônicas de sexo e ambição que habitam este </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">não cabem num período fechado de tempo e, treze meses após a estreia, mais e mais camadas do projeto vão se revelando. Aqui, a compositora da Pensilvânia fala diretamente com outras mulheres pretas ao refletir sobre como, para pessoas como ela, </span><a href="https://personaunesp.com.br/insecure-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">solidão, afeto e capitalismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> são elementos interligadíssimos. O conflito entre esses pilares é o que dá força à maioria das reflexões que surgem na </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Bodies &#8211; Intro</span></i><span style="font-weight: 400;">, por exemplo, ela repreende a si mesma pelos rumos de sua vida, guiada pelo álcool e baixa autoestima. Enquanto isso, sonha com um marido rico na maravilhosa </span><i><span style="font-weight: 400;">The Other Side</span></i><span style="font-weight: 400;"> e rende-se a um homem que só quer seu dinheiro em </span><i><span style="font-weight: 400;">Put It Down</span></i><span style="font-weight: 400;">. Isso sem nunca julgar as heroínas dessas histórias. Guiadas pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">neo-soul</span></i><span style="font-weight: 400;"> que transformou sua intérprete numa lenda do gênero, essas canções são cartas de amor às </span><a href="https://personaunesp.com.br/insecure-hbo-critica/"><span style="font-weight: 400;">vivências de mulheres negras</span></a><span style="font-weight: 400;"> mundo afora, abraçando com força suas falhas, complexidades, vitórias e derrotas. A narrativa vai ainda mais longe com a versão </span><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;"> do projeto, que mergulha em traumas de infância e busca o olhar masculino para dar continuidade às histórias. </span><b>&#8211; Leonardo Teixeira</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> On It, Lost One e The Other Side</span></p>
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<figure id="attachment_26577" aria-describedby="caption-attachment-26577" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26577 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-800x800.jpg" alt="Fotografia quadrada. Ao centro, vemos uma janela iluminada de dentro para fora por uma luz neon azul. Para dentro do cômodo, vemos duas pessoas se beijando. Uma tem cabelo comprido e a outra cabelo curto. A pessoa de cabelo comprido está iluminada por uma luz laranja avermelhada. Em volta da janela, tudo está escuro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26577" class="wp-caption-text">Está para ser feita ainda uma capa que capture tão perfeitamente a energia do respectivo álbum quanto essa (Foto: Fortune Tellers Music)</figcaption></figure>
<p><b>Caroline Kingsbury &#8211; Heaven&#8217;s Just a Flight</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela não tem seguidores no </span><a href="https://www.instagram.com/kingsburyxx/"><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela não tem muitos ouvintes mensais no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, ela não tem apoio da crítica especializada, mas ela tem o Melhores do Ano do Persona! </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EbAWUP0JpaQ&amp;ab_channel=KingsburyVEVO"><i><span style="font-weight: 400;">Heaven’s Just a Flight</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é uma joia perdida na prateleira de discos de 2021, apenas esperando para ser descoberta por quem ama música boa. Caroline Kingsbury, compositora e co-produtora do álbum, entrega sua alma e suas memórias para construir uma experiência sensorial, embalada pela sensação nostálgica do </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> fundido ao </span><i><span style="font-weight: 400;">dream pop</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kingsbury transforma seu </span><i><span style="font-weight: 400;">debut</span></i><span style="font-weight: 400;"> em uma máquina do tempo </span><i><span style="font-weight: 400;">neon</span></i><span style="font-weight: 400;"> por 54 minutos e viaja por um amor </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> incandescente, questões familiares e dúvidas existenciais. O ruído das guitarras e vocais que bebem do </span><i><span style="font-weight: 400;">shoegaze</span></i><span style="font-weight: 400;"> conduzem as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gRHntP-pn6g&amp;ab_channel=CarolineKingsbury"><span style="font-weight: 400;">16</span></a><span style="font-weight: 400;"> faixas, amarrando a experiência numa atmosfera coesa e inebriante. Sabe aquele artista ou álbum que você ouve e pensa: “</span><i><span style="font-weight: 400;">como o mundo ainda não encontrou isso aqui, meu Deus do céu</span></i><span style="font-weight: 400;">”? Essa é a melhor condecoração que </span><i><span style="font-weight: 400;">Heaven’s Just a Flight </span></i><span style="font-weight: 400;">pode receber.  </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Kissing Someone Else, Give Me a Sign e In My Brain</span></p>
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<figure id="attachment_26456" aria-describedby="caption-attachment-26456" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26456" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-800x800.jpg" alt="Capa do disco Home Video, da cantora Lucy Dacus. A imagem mostra uma sala de cinema, com Dacus, uma mulher branca e de cabelos pretos, sentada em uma poltrona. Ela olha para trás, e seu rosto tem um efeito de borrão, em uma faixa. Na tela do cinema, vemos um fundo azul e uma desenho de fita cassete, em branco." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Home-Video-Vitor.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26456" class="wp-caption-text">Em um disco repleto de pérolas, Lucy Dacus ridiculariza uma paixão soberba em Brando e depois encontra margem para lamentar uma partida prematura em Please Stay (Foto: Matador Records)</figcaption></figure>
<p><b>Lucy Dacus &#8211; Home Video</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando decide voltar para sua cidade natal, a cantora Lucy Dacus deliberadamente aceita o caráter intimista que seu terceiro álbum de estúdio irá tomar. Todavia, as crônicas presentes em </span><a href="https://open.spotify.com/album/2nwfSapJ3YIq7Ofad4Vuh1"><i><span style="font-weight: 400;">Home Video</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se encontram ao lado oposto de um rancor gratuito ou de traumas revisitados sem conclusões. Habilmente, Dacus realiza um </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/lucy-dacus-home-video/"><span style="font-weight: 400;">espetáculo de autodescoberta</span></a><span style="font-weight: 400;">, de constatações e muitas emoções ressecadas. Na abertura de </span><a href="https://open.spotify.com/track/6SIooImkHGKCIwgUZ3WDvD?si=bd9012e4fce64294"><i><span style="font-weight: 400;">Hot &amp; Heavy</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ela prenuncia um retorno tardio, enquanto vasculha seus corações partidos em busca de vácuos de amor, paixão, desavenças e muita honestidade. Mais do que um disco para caçar seus fantasmas, Lucy Dacus metamorfoseia sua Arte entre o prazer do hoje e a imprevisibilidade do amanhã</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não à toa, os melhores momentos de </span><i><span style="font-weight: 400;">Home Video</span></i><span style="font-weight: 400;"> vem embalados em composições ultrapessoais: </span><a href="https://open.spotify.com/track/0KdYYVq1c2kvy69RjczLeX?si=5aa2e0b7f3c94152"><i><span style="font-weight: 400;">Thumbs</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">alegoriza um assassinato premeditado, </span><a href="https://open.spotify.com/track/2ZnEPfXm1CZzhGOn1Ay4mZ?si=2e5ffcf336f447c4"><i><span style="font-weight: 400;">VBS</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nos transporta para um acampamento religioso (e de forma paralela, excrutina o peso da fé na vida de pessoas que não se conformam com a dita “normalidade”). Visceral e mais madura do que em seus trabalhos passados, Lucy Dacus chega ao ápice em </span><a href="https://open.spotify.com/track/4syD7nYfrd11IFUZ9q4UvM?si=b0e991236d5240af"><i><span style="font-weight: 400;">Triple Dog Dare</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma faixa que se estende por quase oito minutos, sem refrão, mas com a certeza de que, quando aceitar o inevitável destino de amores fracassados de outrora, se firmará eterna.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Triple Dog Dare, Brando e Please Stay</span></p>
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<figure id="attachment_26477" aria-describedby="caption-attachment-26477" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26477" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/I-dont-live-here-anymore-bruno-andrade-800x800.jpg" alt="Capa do disco I dont’t live here anymore, da banda The War On Drugs. Na foto, vemos um homem caminhando em uma neve branca, mas seu rosto está cortado da imagem. Ele veste botas de cor preta, calça de cor preta, jaqueta de cor de preta e uma camisa xadrez de cor vermelha, preta e branca. Ele segura na sua mão direita uma xícara branca com detalhes em cor amarela e vermelha. Sob o braço esquerdo, ele carrega uma guitarra de cor vermelha com detalhes em cor amarela. Na parte superior esquerda, há um triângulo com os escritos The War on Drugs, I Dont’t Live Here Anymore, em fonte de cor branca. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/I-dont-live-here-anymore-bruno-andrade-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/I-dont-live-here-anymore-bruno-andrade-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/I-dont-live-here-anymore-bruno-andrade-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/I-dont-live-here-anymore-bruno-andrade.jpg 950w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26477" class="wp-caption-text">I Don’t Live Here Anymore é uma ode à resistência em meio aos problemas da vida, e consolida-se como um dos melhores lançamentos do gênero (Foto: Atlantic Recording)</figcaption></figure>
<p><b>The War on Drugs &#8211; I Don’t Live Here Anymore</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As composições de </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2021/oct/31/the-war-on-drugs-i-dont-live-here-anymore-review"><span style="font-weight: 400;">The War on Drugs</span></a><span style="font-weight: 400;"> costumam girar em torno dos mesmos temas: solidão, paixões não correspondidas, exaustão, morte – a vida fragmentada de ser um humano consciente no século 21. Mas o tratamento dado a esses temas – responsabilidade majoritariamente atribuída a Adam Granduciel, vocalista e letrista do grupo – acabam sempre voltando ao processo falho da memória e ao exercício errático que ela produz ao tentar armazenar o passado. Em</span> <a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/the-war-on-drugs-i-dont-live-here-anymore/"><i><span style="font-weight: 400;">I Don’t Live Here Anymore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a jornada do indivíduo solitário é levada a sério, afirmando o poder musical de The War on Drugs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Concebido em um intervalo de quase três anos, o trabalho gravado em sete estúdios diferentes – que vai de Electric Lady, em Nova York, ao cultuado Sound City, em Los Angeles – nasce como uma combinação dos sentimentos mais profundos e honestos da banda estadunidense. </span><span style="font-weight: 400;">Esses sentimentos ganham vazão nos personagens assombrados de Granduciel, que são apresentados sem grandes invenções, porém com maestria e competência de quem já recebeu um </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-grammy-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">I Don’t Live Here Anymore </span></i><span style="font-weight: 400;">é sobre </span><a href="https://www.vanityfair.com/style/2021/10/the-war-on-drugs-profile"><span style="font-weight: 400;">envelhecer e amadurecer</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas é também uma experiência gratificante que qualquer fã de </span><i><span style="font-weight: 400;">folk rock </span></i><span style="font-weight: 400;">não poderia deixar passar. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Change, I Don’t Live Here Anymore e Living Proof</span></p>
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<figure id="attachment_26561" aria-describedby="caption-attachment-26561" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26561" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg" alt="Capa do álbum if i could make it go quiet. A imagem é uma pintura. Ao centro, há uma pessoa sem traços definidos, vestindo um moletom com capuz vermelho e uma calça jeans larga. Ao fundo, vemos o céu pintado em tons de azul escuro e flores vermelhas flutuando nele, um jardim verde com flores vermelhas espalhados e um lago." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-vitoria-lopes-gomez.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26561" class="wp-caption-text">girls e we fell in love in october foram alguns dos primeiros sucessos de girl in red (Foto: world in red)</figcaption></figure>
<p><b>girl in red &#8211; if i could make it go quiet</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O primeiro álbum de girl in red, </span><a href="https://open.spotify.com/album/10nQ1u8Y1zlOb61zwZavDk?si=ulIpvfXXQ8qPuS8E9bYjjg"><i><span style="font-weight: 400;">if i could make it go quiet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, veio ao mundo três longos anos depois de sua estreia. Nesse tempo, mais do que o suficiente para que a guinada na carreira refletisse em sua vida pessoal, a artista norueguesa amadureceu os temas de suas canções e a forma como gostaria de expô-los, assim como repensou a sonoridade que a fez famosa em primeiro lugar. As simples guitarras </span><i><span style="font-weight: 400;">indie pop </span></i><span style="font-weight: 400;">do </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OCOfUWqS2eA"><span style="font-weight: 400;">início de carreira</span></a><span style="font-weight: 400;"> continuam &#8211; a artista não cedeu aos </span><i><span style="font-weight: 400;">glamoures</span></i><span style="font-weight: 400;"> da indústria musical e seguiu no seu cativante </span><i><span style="font-weight: 400;">bedroom pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> -, mas a cantora e compositora soube mirar mais alto. Com pianos, sintetizadores e batidas eletrônicas, Marie Ulven, nome real da </span><a href="https://www.nme.com/blogs/nme-radar/girl-in-red-interview-nme-100-2020-star-2592144"><span style="font-weight: 400;">girl in red</span></a><span style="font-weight: 400;">, mostra que o álbum não é mais do mesmo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As letras provam isso, também. Se antes ela cantava sobre relacionamentos românticos, os que deram certo ou errado, sobre a descoberta da sexualidade e as próprias inseguranças, de uma forma polida, apesar de honesta, agora ela é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9zj_eKrkWtM&amp;list=OLAK5uy_nAoEZOOGUR788-sV3bWodAS8aKu0JAmy0&amp;index=2"><span style="font-weight: 400;">crua</span></a><span style="font-weight: 400;"> e coloca suas cartas na mesa. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eIdD-fq7BGE&amp;list=OLAK5uy_nAoEZOOGUR788-sV3bWodAS8aKu0JAmy0&amp;index=8"><span style="font-weight: 400;">Saúde mental</span></a><span style="font-weight: 400;">, inclusive, vira tema no álbum, assim como a fama e suas consequências. girl in red passeia entre os questionamentos, as desilusões e as auto sabotagens que permeiam a mente dela, e cativa pela identificação: entre faixas mais melancólicas e outras animadas, </span><i><span style="font-weight: 400;">if i could make it go quiet </span></i><span style="font-weight: 400;">é musicalmente divertido, mas triunfa ao mostrar que tem mais alguém lidando com a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ugi7CJFZUM8&amp;list=OLAK5uy_nAoEZOOGUR788-sV3bWodAS8aKu0JAmy0&amp;index=4"><span style="font-weight: 400;">bagunça</span></a><span style="font-weight: 400;"> que é viver e sentir. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Body And Mind, hornylovesickmess e Apartment 402</span></p>
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<figure id="attachment_26556" aria-describedby="caption-attachment-26556" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26556" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Indigo Borboleta Anil. Fotografia quadrada, com fundo azul. No centro do lado esquerdo, lemos Indigo Borboleta Anil em letras brancas. A cantora Liniker ocupa principalmente o meio e o lado direito da foto. Ela é uma mulher negra, de roupa clara e brinco avermelhado, está de costas e olha para trás, deixando todo o rosto à mostra. No canto inferior direito, lemos Liniker em letras brancas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/indigoliniker-anajuliatrevisan.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26556" class="wp-caption-text">Em estreia solo, Liniker oferta o melhor disco de 2021 (Foto: Caroline Lima)</figcaption></figure>
<p><b>Liniker &#8211; Indigo Borboleta Anil</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos poucos orgulhos do ano foi ver Liniker brilhar e reluzir em seu voo solo. Em junho acompanhamos ela dar vida à Cassandra nas agridoces</span> <a href="https://personaunesp.com.br/manhas-de-setembro-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Manhãs de Setembro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, três meses depois fomos atingidos em cheio por um raio afetivo de talento no unânime</span> <a href="https://cinepop.com.br/critica-em-seu-album-de-estreia-solo-indigo-borboleta-anil-liniker-prova-que-e-uma-das-maiores-artistas-da-atualidade-311911/"><i><span style="font-weight: 400;">Indigo Borboleta Anil</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Não há conjunções coordenadas adversativas que limitem ou diminuam com a ideia do álbum ser o melhor do ano, ele simplesmente é! A voz hipnotizante de Liniker nos carrega por seu ápice vocal, criativo e emocional. Não há limite que o acalanto da artista não ultrapasse, seu dom único de tocar a alma através da voz se fortalece em meio aos tons de azul.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Indigo Borboleta Anil</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é apenas um álbum, é um presente divino. O disco é íntimo em meio sua narrativa sonoro-explosiva, no boníssimo sentido da palavra, que une samba, MPB, </span><i><span style="font-weight: 400;">groove</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> blues</span></i><span style="font-weight: 400;">, marejando poesia em cada sílaba. As faixas, que contam com participações de Milton Nascimento e Tássia Reis, são sinestésicas e com progressão imersiva que fascina pela destreza que a cantora e compositora tem em nos conduzir. A maestria de Liniker para composições não é novidade para quem a acompanhou ao lado dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/remonta-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">Caramelows</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas ver sua liberdade em seu primeiro álbum solo é transcendental e entorpecente. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Antes de Tudo, Psiu e Lalange </span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26529" aria-describedby="caption-attachment-26529" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26529" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Inside (The Songs) de Bo Burnham. A imagem mostra um cômodo bagunçado, no centro da capa está uma cadeira, um computador, um teclado e um microfone. Em destaque o nome do álbum em uma fonte grande e de cor branca. No canto inferior direito está o aviso de conteúdo explícito. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/INSIDE-BO-BURNHAM.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26529" class="wp-caption-text">Inside é um clássico instantâneo (Foto: Imperial Ingrooves Republic)</figcaption></figure>
<p><b>Bo Burnham &#8211; Inside (The Songs)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu deveria estar fazendo piadas em momentos como esse?</span></i><span style="font-weight: 400;">” Esse é um dos primeiros questionamentos de Bo Burnham em seu mais recente especial de comédia. </span><i><span style="font-weight: 400;">Bo Burnham: Inside </span></i><span style="font-weight: 400;">é escrito, produzido e dirigido por Bo, mas sua versatilidade não é novidade. Bo, que é ator, comediante e músico, consegue flutuar entre diversos gêneros sem dificuldade, desde um papel tenso em </span><a href="https://personaunesp.com.br/bela-vinganca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Bela Vingança</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até incorporar um comediante nato em </span><i><span style="font-weight: 400;">Doentes de Amor</span></i><span style="font-weight: 400;">. Seus especiais de comédia convidam o espectador a “olhar através da fechadura” e ver os pensamentos mais profundos de Bo. </span><i><span style="font-weight: 400;">Make Happy</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Bo Burnham: Inside estão</span></i><span style="font-weight: 400;"> disponíveis na Netflix. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde junho de 2021, o álbum especial transitou por diversos cenários, ganhou 3 </span><i><span style="font-weight: 400;">Emmys</span></i><span style="font-weight: 400;">, foi lançado em salas de cinema, teve </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7_EeCkHs-e0"><span style="font-weight: 400;">música viralizando no </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">,</span></i><span style="font-weight: 400;"> e ganhou versões em CD, vinil e nas principais plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. O álbum estreou em sétimo lugar nas paradas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard 200 </span></i><span style="font-weight: 400;">e se tornou rapidamente um clássico na comédia musical. Diferentemente dos especiais de comédia comuns, </span><i><span style="font-weight: 400;">Inside</span></i><span style="font-weight: 400;"> carrega com si um clima de melancolia devido ao momento social e político em que foi gravado (durante a pandemia da covid-19 e em ano de eleições estadunidenses). Bo Burnham foi, sem dúvidas um dos grandes nomes de 2021. </span><b>&#8211; Lucca Faustino</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> How the World Works, White Woman&#8217;s Instagram e All Eyes On Me</span></p>
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<figure id="attachment_26464" aria-describedby="caption-attachment-26464" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26464" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Jovem-OG-Capa-800x800.png" alt="Capa do álbum JOVEM OG de Febem.  A imagem mostra uma fotomontagem com bordas de polaroid. Da esquerda para a direita, favela com casinhas de tijolos  sem reboco  ao fundo e céu azul, tons quentes. Homem com rosto pixelado e óculos de sol, tem pele negra  e não está de camisa. Ele tem cabelo raspado, veste calça preta, corrente e pulseira prateadas e tênis azul. Está sentado em  cima de uma moto azul e branca em um campinho de futebol de várzea na frente do gol.  " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Jovem-OG-Capa-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Jovem-OG-Capa-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Jovem-OG-Capa-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Jovem-OG-Capa.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26464" class="wp-caption-text">JOVEM OG é o quinto álbum de estúdio de FEBEM, criador e criação foram finalistas nas categorias Melhor Mc e Melhor Álbum do Prêmio Nacional RAP TV 2021 (Foto: Jef Delgado/Naiche Cardoso/Ceia ENT.)</figcaption></figure>
<p><b>FEBEM &#8211;  JOVEM OG</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">JOVEM OG é o quarto álbum de estúdio de Felipe Desidério, mais conhecido por FEBEM. Precedendo o aclamado </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2020/04/rappers-trocam-gucci-por-camisas-de-time-e-dao-cara-brasileira-a-rap-britanico.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">BRIME!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o trabalho mais recente, lançado em abril de 2021, traz em sua narrativa, nuances de intimismo à uma realidade que  segue escancarada todos os dias no Brasil: </span><a href="https://sismmac.org.br/noticias/10/alem-dos-muros-da-escola/8938/a-cada-23-minutos-morre-um-jovem-negro-no-brasil"><span style="font-weight: 400;">o genocídio</span></a><span style="font-weight: 400;"> e violação da população negra e periférica. O </span><a href="https://catarinas.info/a-morte-do-jovem-negro-e-totalmente-naturalizada/"><span style="font-weight: 400;">assassinato brutal</span></a><span style="font-weight: 400;"> do jovem congolês Moïse Kabagambe, que chocou o país em 24 de janeiro de 2022, é só mais uma das inconstetáveis provas de que quase um ano depois, o disco que denuncia e declara </span><i><span style="font-weight: 400;">“Guerra só com o estado/Que não suporta a vitória de favelado”,</span></i><span style="font-weight: 400;"> na letra da faixa MÉXICO, ainda se mantém indigestamente atual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> Pela qualidade técnica, sonora, lírica e artística, e sem deixar as críticas e </span><a href="https://open.spotify.com/track/0nTxR7JRl0YJAqDjgQ298T"><span style="font-weight: 400;">sátiras</span></a><span style="font-weight: 400;"> do </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> protesto de lado, JOVEM OG é considerado um dos melhores trabalhos do </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;">, ao que se deve reconhecer também a parceria com o produtor CESRV. Juntos, os dois foram os grandes responsáveis pelo disco ter emplacado tracks nas listas de mais ouvidas no Brasil, como CRIME que ocupou a 29ª posição no </span><i><span style="font-weight: 400;">Apple Music </span></i><span style="font-weight: 400;">em março de 2021, mês do seu lançamento como single, e ter concorrido como Melhor Álbum do Ano no </span><a href="https://portalpopline.com.br/premio-nacional-rap-tv-tera-performances-e-manifesto-politico-confira/"><span style="font-weight: 400;">Prêmio Nacional RAP TV 2021</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Andrezza Marques </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> CRIME, ÁREA DE RISCO e VAI PENSANDO </span></p>
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<figure id="attachment_26474" aria-describedby="caption-attachment-26474" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26474" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-800x800.jpg" alt="Capa do álbum “Jubilee” de Japanese Breakfast. A cantora Michelle Zauner é uma jovem mulher de traços coreanos e está agachada, usando um vestido amarelo, maquiagem artística no mesmo tom e tranças no cabelo. Há caquis desfocados e suspensos por barbantes no primeiro plano e ela segura um na frente do olho direito. O fundo é claro, um amarelo pálido. Há também muitas tatuagens em seus braços. A expressão blasé da artista contrasta com as cores quentes e energizantes da imagem." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/02-Japanese-Breakfast-Jubilee.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26474" class="wp-caption-text">Fazendo uma correspondência descaradamente boba com os caquis presentes na capa de Jubilee, 2021 foi o ano em que Michelle Zauner teve a melhor colheita dos frutos de seu trabalho artístico (Foto: Dead Oceans)</figcaption></figure>
<p><b>Japanese Breakfast &#8211; Jubilee</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2021 representou uma escalada gigante na carreira de Michelle Zauner e seu Japanese Breakfast. A cantora teve um </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/culture-desk/crying-in-h-mart"><span style="font-weight: 400;">artigo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de sucesso na conceituada revista </span><i><span style="font-weight: 400;">The New Yorker</span></i><span style="font-weight: 400;">, que se transformou em </span><a href="https://www.undertheradarmag.com/news/japanese_breakfasts_crying_in_h_mart_debuts_at_no._2_on_the_new_york_times"><span style="font-weight: 400;">livro de memórias </span><i><span style="font-weight: 400;">best-seller</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e que, por sua vez, teve os </span><a href="https://www.harpersbazaar.com/culture/film-tv/a36650865/crying-in-h-mart-movie/"><span style="font-weight: 400;">direitos vendidos</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ser adaptado nas telonas, com trilha sonora assinada pela própria Michelle. Além disso, ainda houve o lançamento de um </span><a href="https://open.spotify.com/album/6v1WdsONXHBh8sCWCQWYUJ?si=iZXh2erQQ3K0zD4JogjPYQ"><span style="font-weight: 400;">álbum ao vivo</span></a><span style="font-weight: 400;">, uma </span><a href="https://open.spotify.com/album/7B6Zmp3r1iY1DFPV08vPBY?si=pCCn8hq3QXWwXseji2LI9g"><i><span style="font-weight: 400;">soundtrack</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">videogame</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e tudo isso encabeçado pelo lançamento de </span><i><span style="font-weight: 400;">Jubilee</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua redenção </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e trabalho mais acessível até o momento, que fez muito barulho e figurou nas principais listas de melhores álbuns do ano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo o sucesso do </span><i><span style="font-weight: 400;">Jubilee</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o ano frutífero de Michelle são méritos da sensibilidade artística e autenticidade da própria artista. A obra de Zauner, seja musicada ou proseada, é um documento sincero de sua própria trajetória de vida. Temas como luto, conflito geracional, choque cultural e relacionamentos no geral, dialogam diretamente com toda uma geração de jovens adultos. A fácil conexão com as temáticas das canções somadas a uma produção açucarada, dançante e inventiva, são a fórmula do sucesso de um álbum que será sempre lembrado como um dos mais marcantes de 2021. </span><b>&#8211; Carlos Botelho</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Paprika, In Hell e Posing In Bondage</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26546" aria-describedby="caption-attachment-26546" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26546" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ii-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco KICK ii. A imagem mostra Arca, uma pessoa transfeminina branca com cabelo preto e longo, com dois braços mecânicos amarrados em um harness, dando à luz um ovo derretido. No seu lado direito, um clone de Arca está de cabeça para baixo com seis ventosas no torso. Ao redor de Arca há três manequins com desenhos de músculos em um fundo cinza." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ii-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ii-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ii-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26546" class="wp-caption-text">Emoções conflitantes rebatem violentamente entre si dentro de uma obra imprevisível e multifacetada (Foto: XL Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Arca &#8211; KICK ii</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">KICK ii</span></i><span style="font-weight: 400;">, obra que marcou o retorno implacável de Arca, é um destaque que mescla sabores e sensações. A inovação presente no álbum conduz o ouvinte a uma viagem frenética e contagiante em uma inversão desconstruída da sonoridade familiar do </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;">, que vem </span><a href="http://podpop.com.br/reggaeton-o-ritmo-j-balvin-youtube/"><span style="font-weight: 400;">dominando</span></a><span style="font-weight: 400;"> o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop mainstream</span></i><span style="font-weight: 400;"> há muito tempo. A artista venezuelana nos mostra seu interior ao criar atmosferas sombrias e abstratas com ruídos distorcidos e batidas irregulares em uma caótica melodia que divide espaço com ritmos atraentes e explosivos, além de uma hipnótica </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=NL-tvd8jeBc"><span style="font-weight: 400;">performance</span></a><span style="font-weight: 400;"> de vocais ardentes e ferozes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de moldado de forma desordenada, a não-linearidade intencional da obra a transforma em um genial labirinto de melodias sintetizadas guiado através de contrastes. Se desintegrando e reconstruindo seu espaço,</span><i><span style="font-weight: 400;"> KICK ii</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma brilhante experiência da reinvenção do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">atual que não perde o equilíbrio e o sabor agridoce das emoções e mutações do </span><a href="https://pitchfork.com/features/interview/live-from-quarantine-its-the-arca-show/"><span style="font-weight: 400;">estilo</span></a><span style="font-weight: 400;"> único de Arca, com uma frenética e precisa integração entre tradicional e experimental. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Tiro, Luna Llena e Araña </span></p>
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-medium wp-image-26547" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iii-800x800.jpg" alt="" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iii.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iii-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iii-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p><b>Arca &#8211; KicK iii</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No eufórico </span><i><span style="font-weight: 400;">KicK iii</span></i><span style="font-weight: 400;">, Arca apresenta sua forma mais extravagante e divertida. Os primeiros segundos explosivos de sua faixa de abertura, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Ge4kU4tu0EM"><i><span style="font-weight: 400;">Bruja</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mostram o que está por vir no restante da obra. Com batidas experimentais dignas de um </span><a href="https://www.spescoladeteatro.org.br/noticia/nao-sabe-o-que-e-vogue-e-cultura-ballroom-curso-online-ensina"><i><span style="font-weight: 400;">ball</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, as faixas energéticas surpreendem ao revelar o lado festivo da artista venezuelana, que inova suas produções com uma atmosfera embaçada e rodopiante, como um alegre caos, através de texturas sonoras e refrões de tirar o fôlego.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As músicas, saídas diretamente de um “clube mutante”, transbordam ousadia e se lambuzam na fonte do </span><a href="https://www.masterclass.com/articles/intelligent-dance-music-guide"><i><span style="font-weight: 400;">IDM</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com batidas explosivas que soam como tiros e ruídos metálicos agitados e sobrepostos. O destaque absoluto vai para os vocais inquietos e distorcidos de Arca, que criam uma inovadora forma de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">industrial e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QqzLlPbPrxc"><span style="font-weight: 400;">explícito</span></a><span style="font-weight: 400;">. O </span><i><span style="font-weight: 400;">design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de som gutural, mecânico, sujo e estridente faz com que o álbum se sobressaia em relação ao conjunto lançado, apresentando uma fórmula coesa e contagiante. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Bruja, Electra Rex e Señorita</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26548" aria-describedby="caption-attachment-26548" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26548" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiii-800x800.jpg" alt="Capa do disco kick iiii. A imagem mostra Arca, uma pessoa transfeminina branca com cabelo preto e longo, deitada de lado e apoiada em uma estrutura de andaimes metálicos. Ela usa um traje robótico rosado e suas pernas terminam em uma cauda de sereia. Seu braço esquerdo é uma arma de fogo com pente azulado. Abaixo dela, há uma pilha de corpos cinzentos. Ao fundo há um cenário composto por nuvens arroxeadas em um céu rosado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiii.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiii-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiii-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26548" class="wp-caption-text">Em kick iiii, Arca utiliza temáticas tecnológicas e alienígenas para derreter a binaridade de gênero (Foto: XL Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Arca &#8211; kick iiii</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quebrando totalmente o clima de confiança inesgotável crescente ao longo dos álbuns anteriores, </span><i><span style="font-weight: 400;">kick iiii</span></i><span style="font-weight: 400;"> sofre uma queda de energia pesada e se esvazia. No entanto, apesar da quebra de ritmo, Arca oferece uma obra mais contemplativa e intensa em relação ao seu </span><a href="https://exclaim.ca/music/article/arca_kick_cycle_ii_iii_iiii_iiiii_album_review"><span style="font-weight: 400;">interior</span></a><span style="font-weight: 400;">. Mesmo que apostando alto com a abordagem introvertida e sonoridade espacial, a artista venezuelana propõe com sucesso uma ênfase na melodia sobre o ritmo, apresentando uma ternura na sonoridade mansa de suas composições.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Arca compõe uma paisagem eletrônica </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-news/arca-kick-iiii-queer-1259500/"><span style="font-weight: 400;">alienígena</span></a><span style="font-weight: 400;">, característica de um cenário futurístico de uma ficção científica, que oscila de forma melodramática de uma atmosfera calmante para ameaçadora. Os vocais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FWjehRHO0b8"><span style="font-weight: 400;">recitados</span></a><span style="font-weight: 400;"> são surpreendentemente imersivos e contribuem para a experiência </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qKBBNRjfT0c"><span style="font-weight: 400;">íntima</span></a><span style="font-weight: 400;"> e direta de suas letras bonitas e enervantes que entram e saem do tom. Apesar de soar quase vazio em comparação a suas contrapartes, o álbum lenta e precisamente recontextualiza o trajeto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Kick </span></i><span style="font-weight: 400;">para encaminhar a majestosa conclusão do ciclo. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Queer e Lost Woman Found</span></p>
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<figure id="attachment_26549" aria-describedby="caption-attachment-26549" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26549" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiiii-800x800.jpg" alt="Capa do disco kiCK iiiii. A imagem mostra Arca, uma pessoa transfeminina branca com cabelo preto e longo, nua e montada sobre uma anta branca. Ela está sobre um pedestal retangular preto decorado com tecido. Abaixo está um pedestal circular  rodeado por faixas finas de lava. Ao fundo há um cenário preto. A cena simula a escultura venezuelana de María Lionza." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiiii.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiiii-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/iiiii-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26549" class="wp-caption-text">Parte do reconhecimento do ‘alienígena interior’ é abraçar todas as partes de si mesma, ‘fundindo vários monstros’ em uma união instável (Foto: XL Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Arca &#8211; kiCK iiiii</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lançado sem aviso prévio,</span><i><span style="font-weight: 400;"> kiCK iiiii</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz um fechamento discreto e pensativo para a série de cinco volumes. Apresentando um </span><i><span style="font-weight: 400;">techno </span></i><span style="font-weight: 400;">ambiente suave e doce, o álbum não alcança a energia e diversidade do restante do ciclo, apesar do grande nível de </span><a href="https://www.albumoftheyear.org/user/dirtycomputer/album/442230-kick-iiiii/"><span style="font-weight: 400;">refinamento</span></a><span style="font-weight: 400;">. A artista venezuelana nos dá um espaço para respirar e contemplar de forma lenta a sensação confortável que traz em suas melodias cintilantes e inusitadas que homenageiam Aphex Twin.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O nostálgico desenvolvimento de peças líricas e belos estudos de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=72RmuDMlAho"><span style="font-weight: 400;">piano</span></a><span style="font-weight: 400;">, que lutam suavemente entre si, constroem uma atmosfera inigualável de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DLyWcRsT3K4"><span style="font-weight: 400;">ternura</span></a><span style="font-weight: 400;"> entorpecente e meditativa. O conjunto se destaca pela sua coesão de sensações, soando como lindas canções de ninar sintetizadas e futurísticas que expressam intimidade e vulnerabilidade. O despejo dessa obra é como uma declaração de domínio e maestria musical de Arca, demonstrando o poder de </span><i><span style="font-weight: 400;">Kick</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Chiquito, Sanctuary e Músculos</span></p>
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<figure id="attachment_26507" aria-describedby="caption-attachment-26507" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26507" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-4-800x800.jpg" alt="Capa do álbum MEMÓRIAS (de onde eu nunca fui) da banda Lagum. A capa é uma pintura. À frente de um horizonte alaranjado e montanhas roxas e verdes, ao fundo, vemos as pinturas dos membros da Lagum. Da esquerda para a direita, vemos Zani, Jorge, Tio e Chico em pé, e Pedro, agachado. Eles seguram um espelho emoldurado. No chão, vemos a sombra deles refletida." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-4.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-4-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-4-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26507" class="wp-caption-text">Em 2021, Lagum lança seu novo disco celebrando a vida, impulsionando sonhos e se perdendo em memórias de lugares que nunca fomos (Foto: Sony Music Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Lagum &#8211; MEMÓRIAS (de onde eu nunca fui)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de tanta espera, finalmente, a Lagum chega com o álbum novo. Assim, fica claro: esse é só o começo e eles não vão parar por aqui. Após a triste notícia do falecimento de Tio Wilson, o baterista, o disco propõe uma homenagem e resulta em uma reflexão abrangente sobre os momentos da vida entre as paranoias, amores e curtições. Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/2bZbGKs0jc0gxVguR9fCYr?si=YbMCFvkGQMebCcvSr60ONg"><i><span style="font-weight: 400;">MEMÓRIAS (de onde eu nunca fui)</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">Lagum nos apresenta novamente a </span><a href="https://personaunesp.com.br/seja-o-que-eu-quiser-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">experiência de liberdade encontrada em outros discos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao tocar das faixas, não nos resta outro sentimento se não o desejo de aproveitar e sonhar, porque a vida é boa pra caralh*.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem censuras e sem padrões a serem seguidos, o disco é uma grande representação do jovem brasileiro e ao mesmo tempo, oferece os mais diversos estilos e letras para quem quer que esteja ouvindo. A Lagum é dona de uma originalidade gigantesca e logo, a faixa </span><a href="https://open.spotify.com/track/4Hdn2CSYfKRFEFFkHjSG43?si=6ccda4233577450b"><i><span style="font-weight: 400;">NINGUÉM ME ENSINOU</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ganhou grande repercussão nas redes sociais, como o </span><a href="https://portalpopline.com.br/ninguem-me-ensinou-marilia-mendonca-famosos-versoes-hit-lagum/"><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><span style="font-weight: 400;">A capacidade que o som produzido tem de encaixar em qualquer momento do dia, nas mais diferentes vivências, faz com que a obra seja usada para registrar aquilo que seu título promete: memórias, de sonhos que ainda não conhecemos.</span><b> &#8211; Leticia Stradiotto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">VEJA BABY, FESTA JOVEM e NÃO VOU FALAR DE AMOR</span></p>
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<figure id="attachment_26530" aria-describedby="caption-attachment-26530" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26530" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Meu-Coco-Eduardo-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Meu Coco. Fotografia quadrada, com fundo branco. Na parte superior da capa, vemos um espelho arredondado, com vários reflexos de Caetano Veloso. Sobre esse espelho, lemos Caetano Veloso em letras brancas, cortadas pela metade. No meio da capa, vemos Caetano Veloso de costas. Ele é um homem branco, idoso, de roupa preta. Na parte inferior da capa, vemos a testa e a cabeça de Caetano Veloso, com cabelos grisalhos. Sobre a testa, lemos Meu Coco em letras brancas. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Meu-Coco-Eduardo.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Meu-Coco-Eduardo-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Meu-Coco-Eduardo-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26530" class="wp-caption-text">O coco de Caetano Veloso entra aos poucos em nossas cucas (Foto: Sony Music Entertainment Brasil)</figcaption></figure>
<p><b>Caetano Veloso &#8211; Meu Coco</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desvendar as camadas criativas presentes nas obras de Caetano Veloso é um processo que costuma levar muito tempo. Quando estamos diante de seus </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2021/10/22/caetano-veloso-sobrepoe-riquezas-artisticas-do-brasil-as-dissonancias-sociais-no-arco-pardo-do-album-meu-coco.ghtml"><span style="font-weight: 400;">melhores trabalhos</span></a><span style="font-weight: 400;">, então, essa jornada torna-se ainda mais longa. Não é de se espantar, portanto, que </span><a href="https://www.cartacapital.com.br/cultura/intenso-como-sempre-caetano-veloso-lanca-meu-coco/"><i><span style="font-weight: 400;">Meu Coco</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> seja formado por incontáveis elementos e trajetórias. E é justamente o aprofundamento do novo disco de Caê que dá frescor à sonoridade desse artista único, revigorando também sua incontestável excelência enquanto compositor. Por isso, é extremamente justo que, assim como sua irmã Maria Bethânia, Caetano tenha chegado aos importantes cadernos de cultura dos jornais </span><a href="https://acervo.folha.uol.com.br/files/flip/FOLHASP/33851/up30/16348660054911.jpg"><i><span style="font-weight: 400;">Folha de S.Paulo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/busca/?tipoConteudo=pagina&amp;ordenacaoData=relevancia&amp;allwords=venha+para+a+luz&amp;anyword=&amp;noword=&amp;exactword=&amp;decadaSelecionada=2020&amp;anoSelecionado=2021&amp;mesSelecionado=10&amp;diaSelecionado=22&amp;cultura=on"><i><span style="font-weight: 400;">O Globo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://acervo.estadao.com.br/publicados/2021/10/22/g/20211022-46756-nac-56-cd2-c16-not-hkskspk.jpg"><i><span style="font-weight: 400;">Estadão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; embora não tenha sido capa em todos eles.       </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De qualquer forma, é através de </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Coco</span></i><span style="font-weight: 400;"> que Veloso ilumina o tempo presente, esbanjando sua </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/10/meu-coco-renova-a-fe-de-caetano-veloso-num-brasil-distante-da-utopia.shtml"><span style="font-weight: 400;">crença</span></a><span style="font-weight: 400;"> mais eclética na Música brasileira &#8211; seja por meio de veteranos, como Naras, Bethânias, Elis e Miltons Nascimentos, ou das Glorias Grooves e DUDAS BEATS da atualidade. Conquistando o público desde </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-setembro-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Anjos Tronchos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">lead single</span></i><span style="font-weight: 400;"> do projeto, Caetano Veloso nos fascina com inestimável intensidade quando chega à </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-outubro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">queridinha</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">Não Vou Deixar</span></i><span style="font-weight: 400;">, faixa que também integra a vertente mais política do novo disco. No fim, é mais do que certo que, se um dia </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Coco</span></i><span style="font-weight: 400;"> concorrer a alguma premiação, as chances de levar algum troféu para casa são altas. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Meu Coco, Anjos Tronchos e Não Vou Deixar </span><b> </b><span style="font-weight: 400;">       </span></p>
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<figure id="attachment_26470" aria-describedby="caption-attachment-26470" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26470" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lately-800x800.jpg" alt="Capa do álbum lately I feel EVERYTHING da cantora WILLOW (Willow Smith). A imagem mostra o foco aprofundado e centralizado no rosto da cantora, uma mulher jovem e negra. Ela está com as duas mãos apoiadas em seu queixo, e o olhar voltado para cima. Ela usa sombra forte ao redor dos olhos e um piercing no septo. No canto inferior esquerdo, vemos o aviso de conteúdo explícito. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lately-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lately.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lately-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lately-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26470" class="wp-caption-text"><a href="https://buzzfeed.com.br/post/willow-smith-deu-a-real-sobre-ser-uma-fa-de-emo-preta-e-nos-precisamos-falar-sobre-isso">Grande fã</a> do gênero pop-punk e emo, a vontade de WILLOW apostar nessa nova fase não veio à toa (Foto: Roc Nation Records)</figcaption></figure>
<p><b>WILLOW &#8211; lately I feel EVERYTHING </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Surfando na onda nostálgica de 2021, WILLOW resgata toda a estética </span><i><span style="font-weight: 400;">emocore</span></i><span style="font-weight: 400;"> para dar luz ao seu quinto álbum de estúdio. A cantora, que já havia </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1Xfdjqa5dfY"><span style="font-weight: 400;">caminhado muito bem pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, agora decide trilhar seu destino na sonoridade </span><i><span style="font-weight: 400;">punk rock</span></i><span style="font-weight: 400;">, e a escolha não poderia ter sido mais precisa. Talento a família Smith tem de sobra, mas parece que a caçula finalmente se encontrou no lugar que desejava estar em </span><i><span style="font-weight: 400;">lately I feel EVERYTHING</span></i><span style="font-weight: 400;">. E ela não embarcou sozinha nessa jornada, reunindo parte da realeza do gênero musical com Travis Barker, baterista do </span><a href="https://personaunesp.com.br/blink-182-california-saida-tom-delonge-inicio-nova-fase/"><span style="font-weight: 400;">blink-182</span></a><span style="font-weight: 400;"> e que se tornou um fiel escudeiro nesse trabalho, e, ninguém mais, ninguém menos, que a princesa do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop-punk</span></i><span style="font-weight: 400;">, Avril Lavigne, originando uma das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Azb4Au5lUQM"><span style="font-weight: 400;">faixas mais espirituosas do disco</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio à bateria potente de Travis e guitarras estridentes, WILLOW </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=iKjtyXceFxM"><span style="font-weight: 400;">explode em xingamentos</span></a><span style="font-weight: 400;">, fala sobre </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=US7bCa9rADw"><span style="font-weight: 400;">relacionamentos frustrados</span></a><span style="font-weight: 400;">, ansiedade e mostra que está, literalmente, sentindo TUDO. Mesmo em meio a tantas parcerias, ela continua sendo a estrela principal. A fluidez como a jovem passeia por diferentes sonoridades, unida a uma deliciosa rebeldia, é o que torna o álbum um trabalho tão atrativo, e também um dos grandes destaques do ano. Além de que a cantora não poderia estar se divertindo mais ao assumir o posto de novo ícone do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop-punk</span></i><span style="font-weight: 400;">, tocando guitarra com suas amigas, </span><a href="https://portalpopline.com.br/willow-raspa-cabelo-em-performance-roqueira-de-whip-my-hair/"><span style="font-weight: 400;">raspando a cabeça no meio de performances</span></a><span style="font-weight: 400;"> e tudo mais que o estilo permite fazer. </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Come Home, XTRA e Gaslight </span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26455" aria-describedby="caption-attachment-26455" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26455 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Love-For-Sale-Eduardo-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Love For Sale. Arte digital quadrada, com fundo bege. No canto superior direito, lemos Tony Bennett &amp; Lady Gaga em letras pretas. No canto esquerdo, de cima para baixo, lemos Love For Sale em letras também pretas. Lady Gaga e Tony Bennett ocupam o meio da capa numa fotografia em preto e branco. Lady Gaga é uma mulher branca, de cabelos loiros e veste um vestido tomara que caia. Tony Bennett é um homem branco, idoso, de bigode e veste um terno. Lady Gaga arruma a gravata borboleta de Tony, enquanto ele segura um desenho representando a cantora. Atrás dos dois, há uma sombra humana, com decorações abstratas." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Love-For-Sale-Eduardo.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Love-For-Sale-Eduardo-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Love-For-Sale-Eduardo-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26455" class="wp-caption-text">Lady Gaga e Tony Bennett formam uma dupla musical perfeita (Foto: Columbia Records/Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Tony Bennett &amp; Lady Gaga &#8211; Love For Sale</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Love For Sale</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi indicado </span><a href="https://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2021/11/lady-gaga-indicada-6-grammy-com-tony-bennett-se-declara-veterano-honrada.html"><span style="font-weight: 400;">seis vezes</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao </span><a href="https://www.eonline.com/br/news/1310807/a-lista-completa-de-indicados-ao-grammy-awards-2022"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy 2022</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e isso nada tem a ver com sorte. Basta olhar para as indicações e veremos, dentre elas, algumas das principais categorias da premiação &#8211; incluindo Álbum do Ano e Gravação do Ano, essa última por </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-agosto-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">I Get A Kick Out Of You</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Antes mesmo de chegar às plataformas de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">, o novo álbum de Tony Bennett e Lady Gaga recebeu admiráveis cinco estrelas do jornal britânico </span><a href="http://www.rdtladygaga.com/2021/09/traducao-completa-financial-times-publica-review-de-love-for-sale-avaliando-o-com-5-estrelas"><i><span style="font-weight: 400;">Financial Times</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Gostar ou não de Gaga no </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;"> é uma particularidade de cada um, mas acreditar que tantos reconhecimentos são injustos beira a incoerência. Ainda mais em relação a Tony, que </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/08/03/tony-bennett-ultimo-disco-lady-gaga/"><span style="font-weight: 400;">se despede dos discos</span></a><span style="font-weight: 400;"> com este álbum.        </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, não é só por causa de todo esse agito que </span><i><span style="font-weight: 400;">Love For Sale</span></i><span style="font-weight: 400;"> merece ser considerado um dos melhores discos de 2021. Dotado de um repertório bastante rico, vocais impecáveis, uma ‘</span><a href="https://personaunesp.com.br/love-for-sale-critica/"><span style="font-weight: 400;">fraternidade</span></a><span style="font-weight: 400;">’ emocionante e </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-outubro-de-2021/"><span style="font-weight: 400;">conciliando</span></a><span style="font-weight: 400;"> muito bem presente e passado, o novo trabalho de Tony e Gaga nos surpreende nos mais variados níveis. Alcançando perfeitamente o objetivo de ser um tributo ao compositor norte-americano </span><a href="https://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2014/11/cole-porter-morreu-ha-50-anos-e-ate-hoje-suas-musicas-sao-regravadas.html"><span style="font-weight: 400;">Cole Porter</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Love For Sale</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo sem precisar, ainda inova algumas obras clássicas, imprimindo em cada música a roupagem característica da dupla estadunidense. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Love For Sale, Do I Love You e I Get A Kick Out Of You</span></p>
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<figure id="attachment_26569" aria-describedby="caption-attachment-26569" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26569" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/MONTERO.jpg" alt="Capa do álbum MONTERO. Nela, Lil Nas X, um homem negro e de cabelo médio aparece nu e centralizado na imagem. Ele flutua como se estivesse se esticando enquanto deitado, sua perna  direita está dobrada e seu braço direito está esticado como se estivesse tocando algo. Atrás dele tem uma circunferência formada por um arco-íris. Ainda mais atrás, há duas construções com arquitetura grega uma em cada lado. Abaixo de Lil, corre um rio que deságua em uma cachoeira. Esse rio tem suas laterais cobertas por gramas. Na lateral esquerda, há algumas árvores com folhas rosas, enquanto na direita, tem somente uma árvore de tronco retorcido e sem folhas. No fundo da imagem, há uma imagem de um céu. Espalhadas pela imagem, estão também algumas gotículas de água e algumas borboletas nas cores cinza." width="800" height="801" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/MONTERO.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/MONTERO-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/MONTERO-768x769.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26569" class="wp-caption-text">O queridinho de 2021, em meio a algumas esnobadas, foi indicado em 5 categorias do Grammy, mas já é o campeão moral de muita gente (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>Lil Nas X</b><b><i> &#8211; </i></b><b>MONTERO</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2021, Lil Nas X deu à luz (literalmente) ao seu primeiro álbum de estúdio e exorcizou de vez os fantasmas de um </span><i><span style="font-weight: 400;">one hit wonder</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://personaunesp.com.br/montero-lil-nas-x-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">MONTERO</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um perfeito retrato do artista que nos ajuda a entender quem foi e o que se tornou Montero Lamar Hill, seu nome de batismo. Desde seus problemas na infância, até o choque da fama repentina e a decisão de se assumir em meio a uma indústria tão conservadora, tudo é muito bem colocado em um álbum que passeia pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">trap</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;">. Subvertendo o cenário do </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> hétero, Nas se prova o mais rebelde em um gênero de rebeldia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abusando de suas referências que permeiam de Outkast</span> <span style="font-weight: 400;">a Elton John e lotando a obra de grandes nomes como o </span><i><span style="font-weight: 400;">feat</span></i><span style="font-weight: 400;"> com Doja Cat e Kanye West na produção do </span><a href="https://open.spotify.com/track/27NovPIUIRrOZoCHxABJwK"><span style="font-weight: 400;">maior </span><i><span style="font-weight: 400;">hit</span></i><span style="font-weight: 400;"> do disco</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">MONTERO</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostra um Nas maduro que não precisou passar por um processo de amadurecimento ao longo de seus lançamentos, mas sim durante sua própria vida. Nas X soube transformar os infortúnios vividos em um álbum contagiante e instigante, ao mesmo tempo em que ele dosa a extravagância com momentos intimistas. Assim como uma borboleta, o disco quebra os casulos dos quais o artista não cabe para o nascimento de um novo Lil, mais colorido e mais livre. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">INDUSTRY BABY,TALES OF DOMINICA e AM I DREAMING</span></p>
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<figure id="attachment_26554" aria-describedby="caption-attachment-26554" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26554" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/nenhumadorgalcosta-anajuliatrevisan-800x800.png" alt="Capa do disco Nenhuma Dor. A arte é uma montagem de fotos da cantora Gal Costa. Nos quatro cantos temos pedaços de fotos dela em preto e branco. Na parte central vemos uma foto do rosto de Gal em preto e branco, ela tem expressão séria e seu cabelo está armado. No canto esquerdo lê-se em vermelho “NENHUMA DOR”. Na parte superior lê-se em vermelho “Rodrigo Amarante, Silva, Criolo, António Zambujo, Zé Ibarra, Seu Jorge, Tim Bernardes, Rubel, Jorge Drexler, Zeca Veloso” também lê-se em preto “GAL”. No lado esquerdo lê-se em vermelho “Avarandado, Só Louco, Paula e Bebeto, Pois É, Meu Bem Meu Mal, Juventude Transviada, Baby, Coração Vagabundo, Negro Amor, Nenhuma Dor”. Na parte inferior nota-se manchas de aquarela nas cores vermelho, laranja e amarelo”" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/nenhumadorgalcosta-anajuliatrevisan.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/nenhumadorgalcosta-anajuliatrevisan-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/nenhumadorgalcosta-anajuliatrevisan-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26554" class="wp-caption-text">“Obrigado Gal, jamais poderia imaginar te servir, sou pura gratidão. Espero de coração poder um dia te dar esse abraço que sinto me dás quando te ouço” (Foto: Thereza Eugenia/Arte: Omar Salomão)</figcaption></figure>
<p><b>Gal Costa &#8211; Nenhuma Dor</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tropical, plural, fatal, Gal! A cantora, que é uma das maiores vozes da música nacional, hipnotiza e inspira gerações desde a década de 60. Na pandemia, sua influência se fez mais forte e seus discos foram ouvidos como nunca, e cultuados como sempre. Os mais jovens redescobriram na voz de Gal Costa um conforto carregado de inconformismo, e ela, percebendo a importância do movimento, celebrou seus </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/pedro-antunes/2020/12/16/gal-costa-tudo-sobre-o-novo-projeto-gal-75-que-revisita-os-classicos.htm"><span style="font-weight: 400;">75 anos</span></a><span style="font-weight: 400;"> lado a lado de quem segue os caminhos abertos pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Mãe de Todas as Vozes</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rodrigo Amarante, Zeca Veloso, Seu Jorge, Zé Ibarra, Jorge Drexler, Rubel, Tim Bernardes, Criolo, António Zambujo e Silva, esses foram os nomes escolhidos para dividir as canções de </span><a href="https://personaunesp.com.br/nenhuma-dor-gal-costa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Nenhuma Dor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O nome do álbum soa como um presságio faixa após faixa, cumprindo seu objetivo de estancar o mal estar que perpetua em tempos de isolamento. O espaço que a artista cede a cada um é bem aproveitado em cada particularidade, com arranjos pessoais o disco funciona como um apanhado de singles, sem perder a harmonia quando as músicas se juntam. O projeto de Gal realmente acabou com a dor. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Avarandado, Juventude Transviada e Nenhuma Dor</span></p>
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<figure id="attachment_26512" aria-describedby="caption-attachment-26512" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26512" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori-800x800.jpg" alt="Capa do disco Long Leg de Dry Cleaning. A imagem é formada por quatro fotografias em tamanhos diferentes. A maior, no lado esquerdo, mostra a sombra de uma perna sobre um piso de cimento cinza intertravado. Em ⅓ do lado direito, está uma fotografia irreconhecível pela saturação quase branca, sendo possível ver apenas pequenas manchas em preto. Entre as duas imagens maiores estão outras duas menores de mesmo tamanho. A superior é uma fotografia que mostra um caminhão amarelo com guindaste em uma paisagem com entulhos de concreto e vegetação ao fundo. A inferior mostra um caminhão vermelho com guindaste em uma paisagem com morros e caminhos de terra em tons diferentes de marrom. No espaço entre as duas menores fotografias está o nome da banda em fonte preta caligráfica e a frase “NEW LONG LEG” em fonte maiúscula preta não serifada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Dry-Cleaning-Long-Leg-Ayra-Mori.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26512" class="wp-caption-text">New Long Leg é a estreia triunfante da banda inglesa Dry Cleaning, fundada em 2017 através do convite de Tom Dowse à sua ex-amiga de escola de arte Florence Shaw, ainda bem (Foto: 4AD Ltd)</figcaption></figure>
<p><b>Dry Cleaning &#8211; New Long Leg</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de uma coleção surreal de imagens, o cotidiano se torna poesia pela </span><a href="https://youtu.be/6PuqlOTyJt0"><span style="font-weight: 400;">narração</span></a><span style="font-weight: 400;"> obsessivamente apática de Florence Shaw (vocalista): são braços fracos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Kung Fu</span></i><span style="font-weight: 400;">, um sanduíche velho, um sapato de cerâmica, uma bola pula-pula de Tóquio, Oslo e até do Rio de Janeiro. Narrada totalmente pela voz inalterada de Shaw, que se recusa a cantar, a irreverência quase dadaísta desse lirismo descritivo revela um intimismo inesperado. Ela fala, sussura, simula instrumentos, mas cantar, ela não canta. E se isso parece não fazer sentido nenhum, bom, realmente não faz. Mas é exatamente por meio de uma experimentação tortuosa que Dry Cleaning produziu um dos melhores registros de 2021, logo no álbum de </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/dry-cleaning-new-long-leg/"><span style="font-weight: 400;">estreia</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em comparação com os </span><i><span style="font-weight: 400;">EPs</span></i><span style="font-weight: 400;"> anteriores da banda inglesa de </span><i><span style="font-weight: 400;">noisy rock </span></i><span style="font-weight: 400;">– </span><a href="https://open.spotify.com/album/2RoDiBN2teda8nQ33CO2WR?si=fKHamsnaSjC__zmDz8Htww"><i><span style="font-weight: 400;">Sweet Princess</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://open.spotify.com/album/0vohgJmzfuBhJ0yh1xt5y2?si=PgTINXtmQkCf_kVCAWpU2w"><i><span style="font-weight: 400;">Boundary Road Snacks and Drinks</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ambos de 2019 –, a produção encabeçada por John Parish (produtor com colaborações que incluem desde PJ Harvey até Aldous Harding) elevou </span><a href="https://open.spotify.com/album/4oNy189uvEgnJKNLsWx9Zz?si=jizKbW9PSNWVSP0JD5lYuQ"><i><span style="font-weight: 400;">New Long Leg</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ao seu máximo. Há um contraste tenso entre o tom meditativo da vocalista com a sonoridade industrial conduzida por Lewis Maynard (baixo), Nick Buxton (bateria) e Tom Dowse (guitarra), que carregam uma soma de reminiscências do </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-cure-pornography/"><i><span style="font-weight: 400;">post-punk</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da década de 80, sem nunca deixar de se ser, em primeiro lugar, um ponto de vista de Shaw – ou qualquer outro enigmático protagonista criado por sua narrativa lírica rara. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Scratchcard Lanyard, Her Hippo e John Wick</span></p>
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<figure id="attachment_26453" aria-describedby="caption-attachment-26453" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26453" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Noturno-Eduardo-2.jpg" alt="Capa do álbum Noturno. Arte digital quadrada, com fundo branco. Quase no centro do disco, posicionado mais à direita, está o título Noturno, escrito em letras de fôrma maiúsculas azuis. Um pouco abaixo, lemos Maria Bethânia em letras cursivas de outra tonalidade azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Noturno-Eduardo-2.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Noturno-Eduardo-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Noturno-Eduardo-2-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26453" class="wp-caption-text">Resgatando Nora Ney, valorizando Adriana Calcanhotto ou perpetuando Tim Bernardes, Maria Bethânia é luz soberana nos percursos de Noturno (Foto: Biscoito Fino)</figcaption></figure>
<p><b>Maria Bethânia &#8211; Noturno</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><a href="https://twitter.com/MidiaNINJA/status/1360764405185732608"><i><span style="font-weight: 400;">Eu quero vacina, respeito, verdade e misericórdia</span></i></a><span style="font-weight: 400;">”. Pouco tempo depois de emocionar o Brasil com um verdadeiro </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/02/live-de-maria-bethania-repete-a-performance-impecavel-de-seus-shows.shtml"><span style="font-weight: 400;">sucesso de </span><i><span style="font-weight: 400;">live</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a primeira da carreira, Maria Bethânia entregou ao mundo um dos discos mais primorosos de 2021. Elaborado do início ao fim com um inteligente </span><a href="https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/para-jogar-luz-na-sombra-da-dist%C3%A2ncia-1.664135"><span style="font-weight: 400;">jogo de luzes e sombras</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Noturno</span></i><span style="font-weight: 400;"> atravessa, por necessidade e convicção, as dores e as delícias de se estar vivo em tempos tão conturbados, abrindo, com essa viagem, os caminhos mais ricos e fartos até uma rara esperança. De mãos dadas com a transmissão do </span><a href="https://globoplay.globo.com/maria-bethania-live/t/HcZbHrVQTk/"><i><span style="font-weight: 400;">Globoplay</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum de Bethânia foi com certeza “</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=3PqATKhWvgg"><i><span style="font-weight: 400;">uma pequenina luz</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;"> bruxuleante</span></i><span style="font-weight: 400;">” para todos aqueles que habitaram o medo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Precisamente dramático, </span><i><span style="font-weight: 400;">Noturno</span></i><span style="font-weight: 400;"> não surpreendeu ao obter um reconhecimento considerável logo nos primeiros dias de existência. Ao estampar as capas dos </span><a href="https://twitter.com/patricnarva/status/1421275858610835456"><span style="font-weight: 400;">principais cadernos de cultura</span></a><span style="font-weight: 400;"> do país, em jornais como </span><a href="https://acervo.folha.uol.com.br/files/flip/FOLHASP/33757/up71/16276081782151.jpg"><i><span style="font-weight: 400;">Folha de S.Paulo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://acervo.oglobo.globo.com/busca/?tipoConteudo=pagina&amp;ordenacaoData=relevancia&amp;allwords=maria+beth%C3%A2nia&amp;anyword=&amp;noword=&amp;exactword=&amp;decadaSelecionada=2020&amp;anoSelecionado=2021&amp;mesSelecionado=7&amp;diaSelecionado=30&amp;cultura=on"><i><span style="font-weight: 400;">O Globo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://acervo.estadao.com.br/publicados/2021/07/30/g/20210730-46672-spo-33-999-h1-not-keegpkk.jpg"><i><span style="font-weight: 400;">Estadão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a nova obra da eterna Abelha Rainha nada mais fazia do que ser devidamente prestigiada. Foi com o mesmo merecimento, aliás, que </span><i><span style="font-weight: 400;">Noturno</span></i><span style="font-weight: 400;"> recebeu excelentes notas de importantes críticos, como o experiente jornalista </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2021/07/30/canto-magno-de-maria-bethania-brilha-no-contraste-entre-a-claridade-e-o-breu-que-ilumina-o-album-noturno.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Mauro Ferreira</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com tamanha qualidade, não restam dúvidas de que o lirismo, a entrega performática e até mesmo </span><a href="https://personaunesp.com.br/lancamentos-musicais-julho-2021/"><span style="font-weight: 400;">o lado mais político</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Maria Bethânia foram revigorados por meio desse lançamento. </span><b>&#8211; Eduardo Rota Hilário</b><span style="font-weight: 400;">   </span></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Bar da Noite, Lapa Santa e Prudência</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26541" aria-describedby="caption-attachment-26541" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26541" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/djonganu-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Nu de Djonga. Na imagem a cabeça do rapper aparece servida em uma bandeja de prata redonda com sangue respingado. Ele é um homem negro de cabelo raspado, usa piercing no nariz, e sua expressão é séria. No fundo, há uma mão de luvas brancas segurando a bandeja, e atrás há pessoas apontando para ele, usando o celular para filmar e mostrando o dedo do meio na sua direção. No canto inferior direito está escrito “Nu”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/djonganu.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/djonganu-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/djonganu-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26541" class="wp-caption-text">O Menino Que Queria Ser Deus agora encara o medo de morrer sozinho (Foto: Ceia Ent.)</figcaption></figure>
<p><b>Djonga &#8211; NU</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os 5 excelentes álbuns de estúdio de Djonga, nenhum é tão intimista quanto </span><a href="https://personaunesp.com.br/djonga-nu-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">NU</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">&#8211; dá para entender pelo nome o objetivo de se despir por completo, olhar para si. Assim como a capa que o ilustra, com sua cabeça em uma bandeja, as 8 faixas o deixam servido de corpo e alma pelas suas </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/colunas/pedro-antunes/2021/03/13/djonga-lanca-nu-para-reencontrar-gustavo.htm"><span style="font-weight: 400;">verdades dolorosas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse é um ápice artístico de introspecção tão profunda que as músicas tomaram ritmos variados &#8211; algo incomum para ele. Mais do que isso, as rimas que escancaram a dúvida, a culpa, o medo e o julgamento consigo mesmo, tornam </span><i><span style="font-weight: 400;">NU</span></i><span style="font-weight: 400;"> o melhor disco de </span><i><span style="font-weight: 400;">rap</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2021. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Djonga entende que sua vida depende de ter coragem, e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZuitmKtTDcQ"><i><span style="font-weight: 400;">Me Dá a Mão</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> ilustra brilhantemente o que é encarar a própria vulnerabilidade. Diante de tudo o que construiu, ele se sente caindo do topo de um precipício, </span><i><span style="font-weight: 400;">1% a menos humano por dia, tão só, tão ele</span></i><span style="font-weight: 400;">. Do grito assíduo da cultura preta em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VO0f5Q99BD8"><i><span style="font-weight: 400;">Nós</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, até o conflito </span><i><span style="font-weight: 400;">daquele que faz o dinheiro girar</span></i><span style="font-weight: 400;">, em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=g3y96TDEZ-o"><i><span style="font-weight: 400;">Ricô</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o álbum é uma conversa extraordinária entre Djonga e Gustavo. </span><i><span style="font-weight: 400;">NU</span></i><span style="font-weight: 400;"> é exatamente sobre o atrevimento de assumir ser frágil no meio da pressão e dos estereótipos, deixando claro que não existe nenhum disco no cenário como esse. Muito menos um </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">no Brasil como ele. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Nós, Xapralá e Eu</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26568" aria-describedby="caption-attachment-26568" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26568" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum OUTRO ROLÊ de FBC. Um homem de costas olha para a câmera com os olhos semicerrados. Ele está vestindo um casaco de pele enquanto anda por uma estrada de asfalto. Na beira da estrada há vegetais e árvores secas. Há um lago ou um rio mais à frente." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-1-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26568" class="wp-caption-text">OUTRO ROLÊ marca a primeira colaboração entre o rapper FBC e o beatmaker VHOOR (Foto: WRM)</figcaption></figure>
<p><b>FBC &amp; VHOOR &#8211; OUTRO ROLÊ</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">hit </span></i><span style="font-weight: 400;">viral </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6wnHX-h878g"><i><span style="font-weight: 400;">Se Tá Solteira</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consagrou FBC como um dos maiores </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers </span></i><span style="font-weight: 400;">em atividade no Brasil. Ele já vinha lançando trabalhos notáveis antes, como </span><i><span style="font-weight: 400;">S.C.A</span></i><span style="font-weight: 400;"> (2018), mas a união de forças com o produtor VHOOR permitiu que alçasse voos ainda mais altos. </span><a href="https://monkeybuzz.com.br/materias/todos-os-roles-de-fbc/"><i><span style="font-weight: 400;">OUTRO ROLÊ</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o primeiro dos dois álbuns que a dupla gravou em 2021, é uma aula de destreza lírica e versatilidade. A curta </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mais do que suficiente para o duo demonstrar uma sinergia absoluta, seja em faixas mais dançantes (</span><i><span style="font-weight: 400;">Champs-Élysées</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Baile</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">de</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Ladrão</span></i><span style="font-weight: 400;">) ou em canções reflexivas (</span><i><span style="font-weight: 400;">Gameleira</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sincero</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Foda-se</span></i><span style="font-weight: 400;">).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embalado pelas batidas de </span><a href="https://www.rimasebatidas.pt/uma-breve-historia-do-drill/"><i><span style="font-weight: 400;">drill</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> habilmente construídas por VHOOR, FBC elabora cenários caóticos que misturam passado, presente e futuro para dar conta de sentimentos contraditórios. Um aperitivo: &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">A vida tem seus mistérios/me pôs de frente os estéreos/fiz música, ministérios/levando esperança até quando não tinha um centavo no bolso pro Minister</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. A consagração total veio com </span><i><span style="font-weight: 400;">BAILE</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas em </span><i><span style="font-weight: 400;">OUTRO ROLÊ</span></i><span style="font-weight: 400;"> a dupla de Minas Gerais já mostra a que veio como poucas vezes se viu no</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/rap-brasileiro/"><i><span style="font-weight: 400;">rap </span></i><span style="font-weight: 400;">brasileiro</span></a><span style="font-weight: 400;"> contemporâneo. Pra ouvir alto e aguardar ansiosamente pelos próximos passos de FBC e VHOOR. &#8211;</span><b> Gabriel Leite Ferreira </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Champs-Élysées, Gameleira e Sincero Foda-se</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26555" aria-describedby="caption-attachment-26555" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26555" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-800x800.jpeg" alt="Capa do disco Patroas 35%. Maiara, Marília e Maraisa, três mulheres brancas, estão de olhos fechados e chorando lágrimas douradas. Na parte superior, está escrito “Patroas 35%” em dourado, com um fundo preto. Elas também utilizam brinco e anel dourado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-1536x1536.jpeg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan.jpeg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/patroas35-anajuliatrevisan-1200x1200.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26555" class="wp-caption-text">O projeto Patroas seguirá mesmo após a morte de Marília Mendonça, porém a turnê está cancelada (Foto: Som Livre)</figcaption></figure>
<p><b>Maiara &amp; Maraisa e Marília Mendonça &#8211; Patroas 35%</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2021 ficará para sempre marcado no universo do sertanejo. Isso porque, sua maior expoente feminina, </span><a href="https://nosmulheresdaperiferia.com.br/amei-fui-corna-superei-fui-a-outra-e-so-a-marilia-mendonca-sabia/"><span style="font-weight: 400;">Marília Mendonça</span></a><span style="font-weight: 400;">, faleceu num trágico acidente de avião. Mas Marilinha não deixou o gênero órfão: em parceria com as gêmeas Maiara &amp; Maraísa, ela lançou o álbum </span><a href="https://personaunesp.com.br/marilia-mendonca-patroas/"><i><span style="font-weight: 400;">Patroas 35%</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> menos de um mês antes de morrer. O projeto marcava o início de um sonho das </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2021/11/06/feminejo-marilia-mendonca-colocou-mulheres-como-protagonistas-na-musica-brasileira"><span style="font-weight: 400;">líderes do feminejo</span></a><span style="font-weight: 400;">, que mais uma vez revolucionariam o universo onde antes apenas homens tinham voz e poder de composição.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho já chegou gigante nas plataformas digitais. Um de seus singles, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I8va_ChEIAI&amp;ab_channel=Mar%C3%ADliaMendon%C3%A7a"><i><span style="font-weight: 400;">Esqueça-Me Se For Capaz</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ganhou um clipe cinematográfico – com referência ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Prenda-Me se For Capaz</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Spielberg – para marcar o próspero início das Patroas. Não demorou muito para </span><i><span style="font-weight: 400;">Motel Afrodite</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Fã Clube</span></i><span style="font-weight: 400;"> caírem nas graças do povo e nos botecos da cidade, entrar num </span><i><span style="font-weight: 400;">Uber</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem estar tocando uma das faixas do disco era, e ainda é, quase impossível. O Brasil canta as Patroas e sente falta da imensidão de Marília. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Motel Afrodite, Presepada e Fã Clube</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26564" aria-describedby="caption-attachment-26564" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26564" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/pirata-vitoria-lopes-gomez-1-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Pirata. Na imagem, em frente a um fundo em tons de azul, vemos, dos ombros para cima, o cantor Jão de perfil, mas com o rosto virado para a câmera. Jão é um homem branco, de cabelos pretos lisos penteados para cima, barba preta rala, aparentando ter cerca de 25 anos, vestindo uma blusa vermelha de gola alta e usando um tapa olho preto sob o olho esquerdo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/pirata-vitoria-lopes-gomez-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/pirata-vitoria-lopes-gomez-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/pirata-vitoria-lopes-gomez-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26564" class="wp-caption-text">A faixa Olhos Vermelhos, a décima e último do álbum Pirata, foi inteiramente composta e produzida por Jão (Foto: Universal Music)</figcaption></figure>
<p><b>Jão &#8211; PIRATA</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/jao-pirata-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">PIRATA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, terceiro álbum de Jão, já começa com surpresas: a primeira faixa, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=E-3NTWMFgp0"><i><span style="font-weight: 400;">Clarão</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, é algo completamente diferente de tudo que o cantor paulista já fez. Se antes o boato era que ele só lançava música igual, o artista aposta em uma batida eletrônica e letras positivas logo de cara, o que pode soar estranho, à princípio, mas cai no gosto em pouco tempo. Na sonoridade e nos instrumentais, características de trabalhos anteriores de Jão reaparecem aqui, mas com um ar novo &#8211; com exceção de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-PxbBU5EYqw"><i><span style="font-weight: 400;">Você Me Perdeu</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, todas as canções soam frescas. A inovação dá as caras ao longo dos 30 e poucos minutos de duração do álbum, que passam até rápido demais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jão se mostra mais confiante, experiente, aberto e mais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=46w_wj1hXac"><span style="font-weight: 400;">otimista</span></a><span style="font-weight: 400;">. Não só a musicalidade do cantor comprova a vontade de explorar novos cantos, mas as letras também seguem essa ânsia. Apesar da temática abordada continuar a mesma, majoritariamente, vem mais amadurecida. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">LOBOS</span></i><span style="font-weight: 400;">, ele misturou o sofrimento com a insegurança com si próprio e seus sonhos; em </span><i><span style="font-weight: 400;">ANTI-HERÓI</span></i><span style="font-weight: 400;">, o coração partido foi o foco; em </span><a href="https://open.spotify.com/album/2LeCiUHBSmUMyrclDEEBly?si=Z7R3m0GzQbiqaykA1E4Okg"><i><span style="font-weight: 400;">PIRATA</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor continua nos contando sobre seus relacionamentos de todos os tipos. Agora, porém, compõe e canta sobre suas descobertas e decepções despreocupadamente, comemora o término, em vez de lamentá-lo, e afirma com convicção que já </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9mmWVXaXsY8"><span style="font-weight: 400;">não ama mais</span></a><span style="font-weight: 400;">. Com as letras e melodias, o artista nos dá sua visão dos eventos de uma maneira mais </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=YbsNdSMnyNA"><span style="font-weight: 400;">sensual</span></a><span style="font-weight: 400;"> e divertida &#8211; e bem mais convidativa para quem já ouviu os chororôs de Jão. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Idiota, Santo &amp; Meninos e Meninas</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26518" aria-describedby="caption-attachment-26518" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26518 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/planether-800x800.jpg" alt="Capa do disco Planet Her. A imagem mostra Doja Cat, uma cantora de altura mediana, deitada de lado,  nua, com algumas manchas por seu corpo, com uma das pernas sobrepondo a outra, com os cabelos longos e ruivos jogados contra o fundo, enquanto apresenta uma feição de felicidade. O fundo é uma mistura líquida que imita uma galáxia, com alguns tons de verde, roxo, rosa, azul, preto e branco. Ao centro, em vertical, temos a apresentação textual do nome do álbum e o nome da cantora. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/planether.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/planether-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/planether-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26518" class="wp-caption-text">Doja Cat sabe exatamente do que nós precisamos e é impossível não quer passear pelo seu planeta (Foto: Kemosabe Records/RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>Doja Cat &#8211; Planet Her</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ousada… Versátil… Talentosa… Doja Cat consegue ser tudo e muito mais. A prova disso, é claro, está no seu terceiro álbum de estúdio, </span><a href="https://personaunesp.com.br/planet-her-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Planet Her</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span> <span style="font-weight: 400;"> Lançado no dia 24 de junho de 2021, a obra veio como uma estratégia da cantora em consolidar os recordes que ela já havia estabelecido com o sucesso do seu antecessor, </span><a href="https://open.spotify.com/album/1MmVkhiwTH0BkNOU3nw5d3"><i><span style="font-weight: 400;">Hot Pink</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com direito a uma nova versão </span><i><span style="font-weight: 400;">Deluxe</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco mostrou ainda mais sua capacidade de se adaptar aos gêneros com fluidez e leveza. Inclusive, é muito interessante observar a aptidão dela de se transformar, desde as apresentações do do seu último lançamento, que sempre traziam uma nova versão de suas músicas, aqui ela só prova que consegue fazer de tudo um pouco, sem perder a qualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde sua estreia, o álbum trouxe grandes frutos para nossa alienígena preferida. Além do prêmio de Melhor Álbum de </span><i><span style="font-weight: 400;">Soul/R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">American Music Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">a artista conquistou a categoria de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> Feminina do Ano no </span><i><span style="font-weight: 400;">XXL Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022. Agora, surpreendendo ainda mais seus fãs, a cantora já pode comemorar mais um marco que nenhuma </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">do mesmo gênero conseguiu algum dia. Ela é, oficialmente, a primeira </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">feminina a permanecer no top 10 da </span><a href="https://www.billboard.com/charts/billboard-200/"><i><span style="font-weight: 400;">Billboard 200</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> por 25 semanas por conta de seu novo álbum. Agora é esperar para saber em qual novo planeta Doja Cat vai decidir se aventurar e quais recordes ela ainda vai quebrar. </span><b>&#8211; Vinícius Santos</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Ain’t Shit, Kiss Me More e You Right</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26557" aria-describedby="caption-attachment-26557" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26557" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/portasmarisamonte-anajuliatrevisan-800x800.jpg" alt="Capa do disco Portas. Ao centro vemos uma pintura da cantora Marisa Monte, uma mulher branca de cabelo castanho e médio. Ela veste um vestido branco, uma tiara de flores rosas na cabeça e óculos escuros. Ela está sentada num banco de madeira pintado de amarelo. Suas pernas estão viradas para a esquerda e seu pé esquerdo está em cima da cadeira. À direita, apoiado em sua mão, está um violão marrom. Na mão esquerda há uma chave. Há asas azuis de borboleta nas costas de Marisa. No canto inferior esquerdo há uma cesta de frutas. À esquerda há várias espadas de São Jorge. No canto direito há um bicho preguiça e mais elementos da natureza em tons de verde, gelo e vermelho. O fundo é azul escuro com algumas constelações." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/portasmarisamonte-anajuliatrevisan.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/portasmarisamonte-anajuliatrevisan-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/portasmarisamonte-anajuliatrevisan-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26557" class="wp-caption-text">Marisa lançou Portas após quase uma década sem um álbum de inéditas (Foto: Marcela Cantuária)</figcaption></figure>
<p><b>Marisa Monte &#8211; Portas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Independente do que Marisa Monte lançasse esse ano, era fato que ela apareceria nas listas de Melhores de 2021. Em mais de 30 anos de carreira, sendo uma das vozes mais ímpares da Música Popular Brasileira, ela sempre entregou projetos completos dentro de suas singularidades. </span><a href="https://personaunesp.com.br/marisa-monte-portas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Portas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> vem para quebrar as barreiras de um ambiente claustrofóbico causado pela pandemia, e, aqui, Marisa se permite andar descalça pelos campos e pelas praias, conversar com animais e ter experiências táteis com elementos abstratos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelas portas que a cantora abriu, novas e antigas parcerias entraram. </span><a href="https://personaunesp.com.br/cabeca-dinossauro-35-anos/"><span style="font-weight: 400;">Arnaldo Antunes</span></a><span style="font-weight: 400;">, presente em toda discografia de MM, assina três faixas do álbum; Nando Reis, que lapidou </span><i><span style="font-weight: 400;">Gerânio</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; do disco</span> <a href="https://personaunesp.com.br/infinito-particular-e-universo-ao-meu-redor-15-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Infinito Particular</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> -, retoma a colaboração com </span><i><span style="font-weight: 400;">Praia Vermelha</span></i><span style="font-weight: 400;">. Os novos ventos trazem Marcelo Camelo, presente em três canções; e Chico Brown que assume o lugar do pai, Carlinhos Brown, e se torna o nome que mais aparece na lista de compositores. Todos os detalhes se unem para formar um disco coeso e com a implacável singularidade da cantora. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Fazendo Cena, A Língua dos Animais e Medo do Perigo</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26550" aria-describedby="caption-attachment-26550" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26550 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/floating-points-800x800.jpg" alt="Capa do disco Promises. A imagem mostra três trapézios, alinhados um acima do outro, cada um deles com predomínio da cor branca, com linhas cinzas e pretas desenhadas sobre, além linhas e diferentes formas geométricas de diversas cores. Os trapézios se encontram sobre um fundo branco, com os nomes dos artistas Floating Points, Pharoah Sanders e a orquestra The London Symphony Orchestra, escritos no canto superior. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/floating-points-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/floating-points-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/floating-points-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/floating-points.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26550" class="wp-caption-text">Promises foi lançado pela Luaka Bop, gravadora fundada por David Byrne (Foto: Luaka Bop)</figcaption></figure>
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Floating Points, Pharoah Sanders e London Symphony Orchestra &#8211; Promises</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio ao silêncio, um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h8GHGw8sSms"><span style="font-weight: 400;">agrupamento de notas</span></a><span style="font-weight: 400;"> ressoa. Com os acordes em grupos espaçados, uma sequência harmônica se desenrola. Em seguida, um saxofone sereno desponta, seguida de cordas surgindo à distância. Não demora muito até que se perceba a natureza cíclica da base harmônica de </span><a href="https://open.spotify.com/album/3ShtO5VCYa3ctlR5uzLWBa?si=6D4vmF5JTKGrhJtcwP22fg"><i><span style="font-weight: 400;">Promises</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que acompanhará a composição do início ao fim, e sobre esse alicerce se constrói um estado de contemplação crescente, que vai aos poucos elevando a música para outros patamares. Atingindo o sublime, </span><i><span style="font-weight: 400;">Promises</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um álbum composto por uma única peça musical contínua, dividida em 9 movimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Composta pelo produtor de música eletrônica Sam Shepard </span><i><span style="font-weight: 400;">a.k.a.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Floating Points, a obra conta ainda com a colaboração do saxofonista veterano Pharoah Sanders, e da London Symphony Orchestra. O casamento entre o contemporâneo, o erudito e o </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">solidifica uma criação única, que começa minimalista, e que a cada movimento adquire mais graus de complexidade e elaboração, conciliando emoção intensa a um estado de meditação profunda. </span><a href="https://open.spotify.com/album/3ShtO5VCYa3ctlR5uzLWBa?si=sXBjziRXQTeIh_kKQu3QIg"><i><span style="font-weight: 400;">Promises</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é envolvente, imersivo, memorável, e uma das criações musicais mais fascinantes de 2021.</span><b> &#8211; João Batista Signorelli</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Movement 1, Movement 5 e Movement 6</span></p>
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<figure id="attachment_26514" aria-describedby="caption-attachment-26514" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26514" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Screen Violence, da banda CHVRCHES. Uma televisão em uma sala vermelha, de frente. Na tela, uma persiana fechada. Um braço se estende da parte inferior e, com o indicador da mão direita, abre uma fresta na persiana, revelando estática. Fora da televisão, há um fio preto se estendendo do canto esquerdo da televisão e indo para a borda esquerda da capa. Atrás da televisão há uma luz acesa, iluminando a parede vermelha." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/screen-violence-gabriel-arruda.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26514" class="wp-caption-text">Inspirado pelo Cinema de Terror, CHVRCHES volta com energias sinistras (Foto: Glassnote Records)</figcaption></figure>
<p><b>CHVRCHES &#8211; Screen Violence</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Três anos depois de presenciarmos </span><a href="https://personaunesp.com.br/chvrches-critica/"><span style="font-weight: 400;">a morte do amor</span></a><span style="font-weight: 400;">, retornamos à igreja do </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Lauren Mayberry, Martin Doherty e Iain Cook com o sinistro </span><a href="https://open.spotify.com/album/7bqsMK436ADwYPs0Odqi0S?si=d3cfa473165541ac"><i><span style="font-weight: 400;">Screen Violence</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, quarto álbum de estúdio do grupo escocês CHVRCHES. Com uma estética renovada, a banda se afunda de vez em seus piores sentimentos e produz alguns de seus sons mais concisos e bem sincopados, com seus membros em perfeita sincronia uns com os outros, extraindo uma harmonia gritante e afiada dos versos incisivos de Lauren.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“</span><i><span style="font-weight: 400;">No corte final/Na cena final/Há uma final girl/E você sabe que agora ela deveria estar gritando</span></i><span style="font-weight: 400;">” ela grita a plenos pulmões, nos desafiando à encaixá-la no papel de vítima e, ao mesmo tempo, abraçando suas próprias vulnerabilidades em faixas mais suaves, mas não menos poderosas. Muito além da participação icônica de </span><a href="https://www.nme.com/news/music/chvrches-discuss-working-with-hands-on-robert-smith-3031834"><span style="font-weight: 400;">Robert Smith</span></a><span style="font-weight: 400;"> na faixa </span><a href="https://open.spotify.com/track/1BKIwIn8gSPj9EKv00zSq6?si=35e327a4ec114333"><i><span style="font-weight: 400;">How Not To Drown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Screen Violence </span></i><span style="font-weight: 400;">é um </span><i><span style="font-weight: 400;">director’s cut</span></i><span style="font-weight: 400;"> do início ao fim, exibindo um grupo artistas em no auge de sua síntese e criando um novo patamar para o </span><i><span style="font-weight: 400;">synthpop</span></i><span style="font-weight: 400;"> expressivo da banda.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Violent Delights, How Not To Drown e Lullabies</span></p>
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<figure id="attachment_26538" aria-describedby="caption-attachment-26538" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26538" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-800x800.jpg" alt="A capa do disco mostra Erika de Casier, uma mulher negra com expressão tranquila em closeup. Ela olha direto para a câmera. Uma mecha de cabelos cacheados emolduram o lado esquerdo de seu rosto. A fotografia tem aspecto “pixelado”, como se tivesse baixa resolução, ainda que todos os traços da artistas sejam muito claros. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/erika-1920x1920-1.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26538" class="wp-caption-text">Riquíssima em referências, Erika de Casier impressiona na maneira com que transforma suas inspirações num som próprio e original (Foto: 4AD Records)</figcaption></figure>
<p><b>Erika de Casier &#8211; Sensational </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Geração Z ama uma referência à cultura </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">em 2022, certo? Mas o que acontece, muitas vezes, é o uso da referência </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">como muletas, no qual o artista se aproveita do efeito que uma obra, que já existe, tem sobre o público. E usurpa essa experiência, sem trazer nada de novo. Esse não é, definitivamente, o caso de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sensational</span></i><span style="font-weight: 400;">. Logo de cara, o trabalho da musicista portuguesa-dinamarquesa Erika de Casier impressiona pelas fontes de que bebe: os sons metálicos e quase futuristas do </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> do final dos anos 90, as paisagens sonoras do lendário grupo Sade e a riqueza vocal sussurrada de nomes como </span><a href="https://personaunesp.com.br/kelela-janet-jackson-consciencia-negra/"><span style="font-weight: 400;">Janet Jackson</span></a><span style="font-weight: 400;">, Brandy e T-Boz (do TLC). Mas nada de referências jogadas a esmo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Foi por meio da </span><i><span style="font-weight: 400;">MTV</span></i><span style="font-weight: 400;"> que De Casier teve os primeiros contatos com esse time de vozes da Música negra. Mas ela não recupera essas influências por pura nostalgia. </span><i><span style="font-weight: 400;">All You Talk About</span></i><span style="font-weight: 400;"> exemplifica essa qualidade, sendo na mesma medida emocional e </span><i><span style="font-weight: 400;">blasé</span></i><span style="font-weight: 400;">, ingênua e irônica, tátil e afiada, tanto no instrumental quanto nos versos cantados por Erika, que não precisa levantar a voz para entregar sua mensagem. Outros momentos, como a dançante </span><i><span style="font-weight: 400;">Busy</span></i><span style="font-weight: 400;"> – banhada em camadas de </span><i><span style="font-weight: 400;">UK garage</span></i><span style="font-weight: 400;">, gênero de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bjork-homogenic-critica/"><span style="font-weight: 400;">música eletrônica</span></a><span style="font-weight: 400;"> que bombou na década de 90 –  mostram a versatilidade da artista, que é coesa em tudo que faz, sem nunca aprisionar seu som, à exemplo dos gênios que a inspiraram. </span><b>&#8211; Leonardo Teixeira</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Polite, Busy e Call Me Anytime</span></p>
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<figure id="attachment_26473" aria-describedby="caption-attachment-26473" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26473" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-800x800.jpg" alt="Capa do álbum “SINNER GET READY”, de Lingua Ignota. A imagem mostra a cantora, mulher jovem de pele clara, de cabelos loiros, com um capuz de renda com aplicações de pérolas e outros ornamentos que deixam o rosto dela pouco visível. A capa compreende o rosto da artista apenas do pescoço para cima, que está totalmente de frente para a câmera sobre uma parede de tom ocre. A imagem ainda possui uma pós-produção posicionada nas porções inferior e lateral direita, que simula sangue derramado na água. O nome da artista está escrito na parte mais superior e centralizada em fonte não-serifada branca e o título do álbum é apresentado da mesma maneira, na parte inferior." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/01-Lingua-Ignota-SINNER-GET-READY.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26473" class="wp-caption-text">SINNER GET READY é uma surpresa para os fãs habituados aos trabalhos mais pesados de Lingua Ignota, porém o resultado segue devastador (Foto: Sargent House)</figcaption></figure>
<p><b>Lingua Ignota &#8211; SINNER GET READY</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sonoramente menos pujante que o registro anterior (</span><i><span style="font-weight: 400;">Caligula</span></i><span style="font-weight: 400;">, 2019), </span><i><span style="font-weight: 400;">SINNER GET READY</span></i><span style="font-weight: 400;"> trocou o já consolidado </span><i><span style="font-weight: 400;">noise</span></i><span style="font-weight: 400;">/</span><i><span style="font-weight: 400;">metal</span></i><span style="font-weight: 400;"> por experimentações ambiciosas com o cancionário primitivo estadunidense. A multi-instrumentista subverte elementos musicais religiosos da Pensilvânia, como os arranjos tradicionais cheios de banjos e sinos e o canto em coro, para encapsular seus sentimentos mais sufocantes. Desde o lançamento em agosto de 2021, o álbum por si só já tem material suficiente para figurar entre os melhores do ano, porém em dezembro ganhou uma camada extra de importância. Kristen publicou em suas redes sociais o </span><a href="https://twitter.com/lingua_ignota_/status/1469019331556225026"><i><span style="font-weight: 400;">IMPACT STATEMENT</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, texto no qual detalha todo o abuso físico e mental que sofreu nos últimos dois anos pelo ex-companheiro Alexis Marshall, vocalista da banda Daughters. O disco se revelou um diário das circunstâncias traumáticas que ela viveu nessa época. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A mesma religiosidade fanática usada como instrumento de opressão em massa se torna alegoria para o trauma pessoal na obra de Kristin Hayter. Combinando </span><i><span style="font-weight: 400;">samples </span></i><span style="font-weight: 400;">de discursos de reverendos </span><i><span style="font-weight: 400;">superstars</span></i><span style="font-weight: 400;"> da Televisão norte-americana com a instrumentação característica do sacro </span><a href="https://www.invisibleoranges.com/a-metalheads-guide-to-appalachian-folk-music/"><i><span style="font-weight: 400;">Appalachian Folk</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Kristin encarna e reflete o impetuoso Deus do Velho Testamento. Ao longo de nove canções e com pouco menos de uma hora de duração, o ouvinte é confrontado com a onisciência da dor em todos os seus níveis, a onipresença da sensação de abandono e a onipotência do julgamento seguido de punição ferrenha para com tudo aquilo que se aproxima da natureza humana. </span><b>&#8211; Carlos Botelho</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> I WHO BEND THE TALL GRASSES, PENNSYLVANIA FURNACE e PERPETUAL FLAME OF CENTRALIA</span></p>
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<figure id="attachment_26515" aria-describedby="caption-attachment-26515" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26515" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sling-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Sling, da cantora Clairo. Emoldurada por um quadrado preto desbotado, uma foto de Clairo, usando uma blusa preta, olhando para sua cadela, Joanie, que tem uma das patas de pelos brancos levantadas tocando em seu rosto. Clairo é caucasiana e possui cabelos castanhos que vão até as orelhas. Atrás dela, um dia claro em uma paisagem de árvores sem folhas, com o chão coberto de neve." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sling-gabriel-arruda.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sling-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sling-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26515" class="wp-caption-text">Indiscutivelmente a capa de álbum mais fofa de 2021 (Foto: Clairo Records)</figcaption></figure>
<p><b>Clairo &#8211; Sling</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chega um ponto em que </span><a href="https://open.spotify.com/album/32ium7Cxb1Xwp2MLzH2459?si=wLoCtSQ1RZW7gCRYODXjZA"><i><span style="font-weight: 400;">Sling</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o novo disco da cantora Clairo (nome artístico de Claire Cottrill), nos toca intimamente. Apesar de à primeira vista ele passar despercebido como apenas como continuação natural do trabalho da compositora após seu primeiro álbum, </span><a href="https://open.spotify.com/album/4kkVGtCqE2NiAKosri9Rnd?si=lBTJlAvcRmKCxcx9_Hysgw"><i><span style="font-weight: 400;">Immunity</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2019), há um senso de lugar que recobre a sua voz ao longo das 12 faixas, um aconchego que se esgueira sorrateiramente pelo coração e ali se mantém, por mais que você se distancie dele. As reflexões íntimas da artista sobre maternidade e domesticidade chegam como um bálsamo para a alma em 2021, e marcam o ano como a companhia de uma amiga distante, mas sempre disponível</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através de mais de uma dezena de canções, Clairo viaja de sentimento em sentimento com clareza incomum a alguém de sua idade, tratando cada música como um palco para suas emoções e nos guiando para a conclusão inevitável de cada uma delas. Por mais reconfortantes que suas palavras sejam, elas são só palavras, e é no reconhecimento de suas próprias fraquezas que ela se </span><a href="https://open.spotify.com/track/6VyCMQf7wZyZF4j9368HGK?si=be6fbc7f60004105"><span style="font-weight: 400;">sobressai</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Na maior parte do tempo, os sinto em mim/Os olhos do estranho na janela/É frio e solitário, mas não é nada para mim/Pelo menos há alguém em casa”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span> <b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Wade e Management</span></p>
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<figure id="attachment_26506" aria-describedby="caption-attachment-26506" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26506" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-800x800.jpg" alt="Capa do disco Sob Rock de John Mayer. A imagem é quadrada com fundo predominante azul e branco. Ao lado esquerdo está o artista John Mayer, um homem branco de cabelos ao ombro, veste uma blusa branca, jaqueta preta e calça preta. O artista está segurando uma guitarra em tom azul pastel. Na parte superior está escrito o nome do álbum e o nome do artista em branco com detalhes rosa. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/merlin_191080905_12196c37-9ead-4e73-bb76-6ae4795f53e9-mobileMasterAt3x.jpg 1800w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26506" class="wp-caption-text">É tempo de amar um álbum, ou melhor, se apaixonar por alguém novamente (Foto: Columbia Records)</figcaption></figure>
<p><b>John Mayer &#8211; Sob Rock</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_kRmUW2axb9fNk3avjzMEAaMhOMHwT6L7I"><i><span style="font-weight: 400;">Sob Rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um tributo para todas as eras musicais de John Mayer. Unindo todos os humores e estilos diferentes do cantor, o disco tange a obra de um homem que conhece o seu lugar no mundo e, ao mesmo tempo, devaneia sobre estar sozinho vagando pelo próprio sucesso. Todas as faixas tocam em suas marcas artísticas: guitarra no </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> suave, vocais ofegantes e letras sentimentais que procuram o amor, ou a ferida de um coração partido. John Mayer afirma que </span><a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2021/07/16/john-mayer-novo-disco-sob-rock-ouvir/"><span style="font-weight: 400;">gravar o álbum na pandemia</span></a><span style="font-weight: 400;"> lhe trouxe o redescobrimento de seu tempo e, talvez seja isso que tenha feito o CD ser tão cauteloso – é uma reflexão sobre o que já passou e o que ainda vem pela frente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O disco soa familiar e ainda assim, se torna transformador. O trabalho inspirado no </span><i><span style="font-weight: 400;">pop rock</span></i><span style="font-weight: 400;"> dos anos 80 consegue provocar uma sensação de nostalgia e simultaneamente, nos faz questionar </span><a href="https://therocklife.rocks/2021/07/17/review-john-mayer-sob-rock/#:~:text=A%20ideia%20de%20Sob%20Rock%20%C3%A9%20implantar%20mem%C3%B3rias%20falsas%20no%20seu%20c%C3%A9rebro%2C%20porque%20foi%20isso%20que%20ele%20fez%20por%20mim.%20%C3%89%20meio%20Black%20Mirror.%20Voc%C3%AA%20n%C3%A3o%20consegue%20encontr%C3%A1%2Dlo%E2%80%A6%20%C3%89%20poss%C3%ADvel%20ter%20mem%C3%B3rias%20de%20algo%20que%20n%C3%A3o%20aconteceu%20com%20voc%C3%AA%3F"><span style="font-weight: 400;">o que de fato está envolvido nessa familiaridade?</span></a><span style="font-weight: 400;"> O álbum cria a possibilidade de aprofundar-se em sentimentos ponderados mesmo com faixas já tocadas anteriormente. Em todo caso, Mayer mantém o seu lugar espetacular na guitarra e composição, e ainda nos abre a oportunidade de viajar sobre lembranças desconhecidas, porém, extremamente acolhedoras.</span><b> &#8211; Leticia Stradiotto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> New Light, Carry Me Away e All I Want Is to Be With You</span></p>
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<figure id="attachment_26545" aria-describedby="caption-attachment-26545" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26545" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sp-800x800.jpg" alt="Sua beleza holística e revelações sobre o mundo natural são agraciadas em músicas com acordes melódicos (Foto: Universal New Zealand)" width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sp.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sp-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/sp-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26545" class="wp-caption-text">Sua beleza holística e revelações sobre o mundo natural são agraciadas em músicas com acordes melódicos (Foto: Universal New Zealand)</figcaption></figure>
<p><b>Lorde &#8211; Solar Power</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após quatro anos de hiato, a imprevisível Lorde ressurgiu de forma radiante com o lançamento de </span><a href="https://personaunesp.com.br/solar-power-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que estreou de forma marcante alcançando o </span><i><span style="font-weight: 400;">Top </span></i><span style="font-weight: 400;">10 da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard 200</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não contente, em 9 de setembro de 2021, a artista neozelandesa lançou </span><a href="https://open.spotify.com/album/0fPuf1jv42CH5okF6MjKmE?si=AaFy8sHSTUeYCO2Dpju7Lg"><i><span style="font-weight: 400;">Te Ao Mārama</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, um </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><span style="font-weight: 400;">que complementa o psicodélico </span><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde ela canta 5 das músicas em </span><a href="https://www.newzealand.com/br/feature/maori-language/"><i><span style="font-weight: 400;">Te Reo Māori</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, uma língua indígena da Nova Zelândia. Em seu </span><i><span style="font-weight: 400;">comeback</span></i><span style="font-weight: 400;">, Lorde surpreende ao revelar um novo lado de sua arte, uma forma sincera de apreciação do efêmero.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Concretizando o sucesso de sua obra jubilosa, o disco foi indicado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">iHeart Music Award</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022 na categoria </span><i><span style="font-weight: 400;">Best Comeback Album</span></i><span style="font-weight: 400;">. Macio e leve, </span><i><span style="font-weight: 400;">Solar Power</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um álbum que, assim como Lorde, segue seu próprio </span><a href="https://www.globalcitizen.org/en/content/lorde-solar-power-climate-global-citizen-live/"><span style="font-weight: 400;">ritmo</span></a><span style="font-weight: 400;">. O disco surpreende em sua simplicidade ao ignorar a possibilidade de continuar o melancólico legado da genial artista neozelandesa, que após se reconectar com suas origens,  trouxe distintos </span><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/lorde-solar-power/"><span style="font-weight: 400;">dilemas</span></a><span style="font-weight: 400;"> pessoais à tona. </span><b>&#8211; Bruno Alvarenga</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">The Path, Solar Power e Mood Ring</span></p>
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<figure id="attachment_26478" aria-describedby="caption-attachment-26478" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26478" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/little-simz-bruno-andrade-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Sometimes I Might Be Introvert, de Little Simz. Na foto, Little Simz está sentada em uma cadeira de madeira, com os dois joelhos próximos ao peito, e os braços cruzados. Ela é uma mulher negra, veste uma calça e camisa xadrezes, ambas de cor amarela e preta. Ela utiliza um óculos transparente e possui cabelos de cor preta. O fundo da foto é amarelo, e acima há uma faixa preta escrito Sometimes I Might Be Introvert, em fonte de cor amarela." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/little-simz-bruno-andrade-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/little-simz-bruno-andrade-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/little-simz-bruno-andrade-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/little-simz-bruno-andrade.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26478" class="wp-caption-text">Como se fosse uma resposta ao reconhecimento e fama que obteve, Little Simz joga em Sometimes I Might Be Introvert com temas profundos, consolidando um de seus melhores trabalhos (Foto: AGE 101 Music/AWAL Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Little Simz &#8211; Sometimes I Might Be Introvert</b></p>
<p><a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/little-simz-sometimes-i-might-be-introvert/"><i><span style="font-weight: 400;">Sometimes I Might Be Introvert</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">já é um marco no </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;">. Isso porque o disco se desenrola como a jornada de uma heroína, na qual a oponente final de Little Simz é ela mesma. No disco, a </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper</span></i><span style="font-weight: 400;"> desenvolve suas tensões internas – a introversão, o racismo, o machismo e a violência –, e </span><span style="font-weight: 400;">tenta encontrar sua própria essência em uma viagem conceitual, evidenciada no próprio título da obra (um acrônimo de Simbi – apelido de Simbiatu, nome de batismo de Little Simz). Nesse álbum, é como se acompanhássemos duas Simz diferentes, que são alteradas após a faixa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=sr04ph-OwV4&amp;ab_channel=LittleSimz"><i><span style="font-weight: 400;">The Rapper That Came To Tea (Interlude)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – interlúdio narrado por Emma Corrin, atriz que interpreta Lady Di em </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre a Simz introvertida e a extrovertida, há uma oscilação que fica diante do </span><i><span style="font-weight: 400;">underground </span></i><span style="font-weight: 400;">e do erudito, trazendo à melódica e combativa voz da </span><i><span style="font-weight: 400;">rapper </span></i><span style="font-weight: 400;">arranjos orquestrais e um clima apocalíptico. No começo de fevereiro, Little Simz fez uma apresentação épica das canções </span><i><span style="font-weight: 400;">Introvert </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Woman </span></i><span style="font-weight: 400;">no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=fUjFLdUTpo0&amp;ab_channel=LittleSimz"><i><span style="font-weight: 400;">BRIT Awards</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">2022 (com participação de Corrin); no mesmo dia, Simz levou o prêmio de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zxdVN6RkXaA&amp;ab_channel=BRITs"><span style="font-weight: 400;">Melhor Nova Artista</span></a><span style="font-weight: 400;">. Na guerra contemporânea, na qual os sentimentos interiores misturam-se a brutal realidade cotidiana, Little Simz parece ser um dos grandes nomes que tomaram consciência disso, apontando para a urgência de entender essa situação sem deixar de entregar um álbum sensacional. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Introvert, Rollin Stone e Woman</span></p>
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<figure id="attachment_26469" aria-describedby="caption-attachment-26469" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26469" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/SOUR-Vitoria-Silva-800x800.jpg" alt="Capa do álbum SOUR de Olivia Rodrigo. A imagem mostra a cantora, mulher jovem de pele clara e traços filipinos, de cabelos soltos castanhos escuros, com uma blusa regata rosa e uma saia com listras brancas e verdes. Ela usa vários colares e anéis, tem a língua para fora, na qual estão colados adesivos com o nome do disco, e vários outros adesivos colados por todo o rosto. Ela tem os braços cruzados na frente do corpo e o fundo da imagem é lilás. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/SOUR-Vitoria-Silva-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/SOUR-Vitoria-Silva.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/SOUR-Vitoria-Silva-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/SOUR-Vitoria-Silva-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26469" class="wp-caption-text"><span style="font-weight: 400;">A era SOUR não parece estar muito perto de acabar: recentemente a cantora anunciou o lançamento do documentário </span><a href="https://glamour.globo.com/entretenimento/musica/noticia/2022/02/olivia-rodrigo-anuncia-documentario-sobre-o-album-sour.ghtml"><span style="font-weight: 400;">driving home 2 u</span></a><span style="font-weight: 400;">, que vai contar sobre o processo de criação do álbum (Foto: Geffen Records)</span></figcaption></figure>
<p><b>Olivia Rodrigo &#8211; SOUR</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se tem alguém que soube aproveitar bem o ano de 2021, essa pessoa é Olivia Rodrigo. A real é que ninguém sabia o que estava por vir quando a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos apresentou sua mais nova </span><a href="https://eql.com.br/usufruir/2021/11/da-disney-ao-grammy-conheca-olivia-rodrigo-dona-de-sete-indicacoes-na-maior-premiacao-da-musica/"><span style="font-weight: 400;">celebridade </span><i><span style="font-weight: 400;">teen</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, alçada à nostalgia da </span><a href="https://personaunesp.com.br/high-school-musical-the-musical-the-series-critica/"><span style="font-weight: 400;">conhecida turma do colégio East High</span></a><span style="font-weight: 400;">. Tudo começou com um melodrama sobre sua </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZmDBbnmKpqQ"><span style="font-weight: 400;">carteira de motorista</span></a><span style="font-weight: 400;">, e evoluiu ao ponto de se tornar um dos relatos mais conhecidos do ano em formato de disco. Ainda assimilando as dores de um término de namoro recente, a adolescente compila o seu turbilhão de emoções para gerar faixas excessivamente sinceras, no melhor jeito que as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Hr0Wv5DJhuk"><span style="font-weight: 400;">cantoras da sua idade</span></a><span style="font-weight: 400;"> sabem fazer. A diferença aqui é que Rodrigo não se limita a apenas extravasar a raiva e sentimentos sobre o ex, mas também sobre a forma que se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Z-9gQjUZMm0"><span style="font-weight: 400;">compara às outras garotas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OGUy2UmRxJ0"><span style="font-weight: 400;">pressões que sofre na vida pessoal e profissional</span></a><span style="font-weight: 400;"> no melhor dramalhão adolescente possível, conversando com toda uma geração que sente demais e está um pouco de </span><i><span style="font-weight: 400;">saco cheio</span></i><span style="font-weight: 400;"> de tudo. </span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/sour-olivia-rodrigo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">SOUR</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">faz isso e mais um pouco apoiado na </span><a href="https://stealthelook.com.br/kidcore-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-essa-tendencia/"><span style="font-weight: 400;">estética dos anos 2000</span></a><span style="font-weight: 400;">, tanto sonora quanto visual, que só sustenta ainda mais o compartilhamento dos sentimentos da artista com o resto do globo terrestre. Olivia vai de baladas a guitarras fortes, grita que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gNi_6U5Pm_o"><span style="font-weight: 400;">seu ex é um sociopata</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto também </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZLlsmB1D4Q0"><span style="font-weight: 400;">deseja que ele esteja bem</span></a><span style="font-weight: 400;">, numa contradição perfeita da poética adolescente. Os videoclipes que acompanham as faixas nos transportam ainda mais para sua narrativa pessoal, com nomes como Petra Collins e Allie Avital na direção, que nos levam a uma realidade onírica sob o olhar feminino. E essa mistureba sentimental não poderia ser mais bem sucedida, garantindo </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/musica/olivia-rodrigo-da-disney-ao-protagonismo-no-grammy-2022-com-sour/"><span style="font-weight: 400;">7 indicações ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para a jovem filipino-estadunidense, incluindo a gloriosa Álbum do Ano. Um coração partido nunca foi tão frutífero, só nos resta esperar para ver o que vem depois disso. </span><b>&#8211; Vitória Silva </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">brutal, good 4 u e jealousy, jealousy</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26476" aria-describedby="caption-attachment-26476" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26476 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Space 1.8 de Nala Sinephro. Imagem quadrada com fundo bege. Ao centro está uma elipse rosa pastel com uma cabeça flutuante que parece representar o espaço, o universo ou um planeta. A cabeça é preta, possui estrelas e asteroides, e é envolvida por um arco-íris. Um corpo preto agarra o arco-íris para não cair no vazio do rosa. Nas bordas da imagem está o título do álbum em fonte cursiva ilegível. Nas laterais esquerda e direita pode-se ler o nome da artista, Nala Sinephro, e o título do álbum, Space 1.8, respectivamente." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Space18-bruno-andrade.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26476" class="wp-caption-text">O som íntimo de Space 1.8 marca o talento natural de Nala Sinephro (Foto: Warp Records)</figcaption></figure>
<p><b>Nala Sinephro &#8211; Space 1.8</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="https://open.spotify.com/album/5Svfamp6qQ2IfLVNVICpVm?si=p3bESCXzScmR9hOeKxjl6A&amp;dl_branch=1"><i><span style="font-weight: 400;">Space 1.8</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, álbum de estreia de </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-nala-sinephro-space-1-8/"><span style="font-weight: 400;">Nala Sinephro</span></a><span style="font-weight: 400;"> – multi-instrumentista belga-caribenha que hoje reside em Londres –, o mundo toma consciência de uma artista jovem, mas que deixa em evidência sua enorme maturidade musical, evocando sensações cósmicas ao longo das oito canções que compõem o CD. Gravado entre 2018 e 2019 – quando a musicista tinha apenas 22 anos –, </span><i><span style="font-weight: 400;">Space 1.8 </span></i><span style="font-weight: 400;">foi resultado de uma colaboração musical, na qual destacam-se nomes da cena de </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">do Reino Unido, como James Mollison, o saxofonista Ahnansé, Reed Nubya García e a guitarrista Shirley Tetteh. Aqui, a artista crava seu nome no </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">contemporâneo através de uma ambição quase astronômica, e de quebra transparece suas referências a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QUMuDWDVd20&amp;ab_channel=RosaFelix"><span style="font-weight: 400;">Alice Coltrane</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A agradável transição entre as canções joga luz à genialidade de Sinephro, deixando em evidência uma </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist</span></i><span style="font-weight: 400;"> que não poderia ter sido inserida a mero acaso, e demonstrando um rigor musical que transcende suas habilidades na harpa, no piano e nos sintetizadores. De forma quase paradoxal, </span><i><span style="font-weight: 400;">Space 1.8 </span></i><span style="font-weight: 400;">é calmo e ruidoso, pois seus ruídos baixos funcionam como </span><a href="https://www.theguardian.com/music/2021/aug/28/one-to-watch-nala-sinephro-space-1-8"><span style="font-weight: 400;">amplificadores de sensações</span></a><span style="font-weight: 400;">, e transformam o disco em uma verdadeira experiência. No fim, as referências e trocadilhos com respirações e o espaço – como seu título anuncia – não são por acaso: o álbum é uma experiência pesada, entregue com leveza e serenidade. É uma descoberta inesquecível. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Space 1, Space 4 e Space 8</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26533" aria-describedby="caption-attachment-26533" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26533" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-5-800x800.jpg" alt="Capa do álbum star-crossed, de Kacey Musgraves. A imagem mostra uma fotografia de um pingente dourado em forma de coração quebrado, com o nome do disco escrito no interior. A imagem tem efeito ofuscado e brilhante. O fundo é vermelho." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-5.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-5-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-5-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26533" class="wp-caption-text">Para o histórico de Kacey Musgraves no Grammy, star-crossed não trouxe sorte: em 2021, a dona do Melhor Álbum do Ano de 2019 garantiu apenas duas indicações nas categorias restritas ao seu gênero (Foto: UMG Recordings)</figcaption></figure>
<p><b>Kacey Musgraves &#8211; star-crossed</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2021 foi de uma revolução para Kacey Musgraves. Depois do perfeitamente aclamado </span><a href="https://open.spotify.com/album/7f6xPqyaolTiziKf5R5Z0c?si=emYBG5qiQGucUj-qwMkfHg"><i><span style="font-weight: 400;">Golden Hour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> brilhar o </span><i><span style="font-weight: 400;">country pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> da estadunidense numa temática profunda de romantismo em 2018, os próximos momentos da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=I8dBOWy7zno"><span style="font-weight: 400;">vencedora do </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Álbum do Ano de 2019 não foram tão doces quanto os que a levaram ao auge de sua carreira. Três anos depois, então, a bagagem emocional não era um ideal delicioso de amor, mas sim a experiência dura do fim dele. Do azul celeste singelo para o vermelho inflamado maximalista, com uma dose de referências artísticas latino-americanas e um imaginário mítico, ela chegava à </span><a href="https://www.papelpop.com/2021/08/kacey-musgraves-abraca-dores-do-termino-no-single-justified/"><span style="font-weight: 400;">era desafortunada</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A “</span><i><span style="font-weight: 400;">tragédia moderna em três atos</span></i><span style="font-weight: 400;">” se beneficia da capacidade narrativa existente na música de Kacey, que também conta com um olhar analítico preciso. Ela reconhece suas falhas, identifica os erros do amado, e pontua também o impacto das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eFu1P-BPglE"><span style="font-weight: 400;">dinâmicas sociais</span></a><span style="font-weight: 400;"> existentes entre homens e mulheres que amor nenhum pode apagar. Tamanha era a magnitude da história que ela também a concretizou no </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tLqt_6W2JXU"><span style="font-weight: 400;">audiovisual</span></a><span style="font-weight: 400;">, no filme de mesmo nome do álbum que transforma a experiência do disco em algo esteticamente além. Uma pena o que a fez chegar até aqui, mas que sorte ela encontrou pelo austero caminho de </span><a href="https://open.spotify.com/album/6y9LbrjY2TpaLvtbE7FTkc?si=P7FzpH5LS0CoSUZjc4yH-A"><i><span style="font-weight: 400;">star-crossed</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">star-crossed, keep lookin’ up e gracias a la vida</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26536" aria-describedby="caption-attachment-26536" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26536 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/red-raquel-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Red (Taylor's Version), de Taylor Swift. A foto mostra a cantora sentada dentro de um carro. Ela é uma mulher loira e usando chapéu vermelho, casaco bege e um anel com a palavra Red. Ela segura o chapéu com as mãos, ajustando-o na cabeça, e olha para o lado esquerdo, fora da imagem." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/red-raquel.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/red-raquel-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/red-raquel-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26536" class="wp-caption-text">De sucesso em sucesso, existe algum ano que não seja de Taylor Swift? (Foto: Taylor Swift)</figcaption></figure>
<p><b>Taylor Swift &#8211; Red (Taylor&#8217;s Version)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É como se fosse um filme. Uma história de coração partido preenche um cenário avermelhado de pleno outono durante as próximas duas horas. A diretora é Taylor Swift e a obra é o álbum de sua carreira. Na melhor das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=tollGa3S0o8"><span style="font-weight: 400;">sinestesias</span></a><span style="font-weight: 400;">, 2021 nos colocou de volta na era </span><i><span style="font-weight: 400;">Red</span></i><span style="font-weight: 400;">, às vésperas de sua primeira década, de um jeito especial e com a melhor das intenções: no controle criativo completo da artista, e como a segunda parte de seu projeto de regravações, que visa retomar os diretos de Swift sob a sua própria discografia. E se tem algo que Taylor sabe, é como </span><a href="https://valkirias.com.br/a-narrativa-introspectiva-das-letras-de-taylor-swift/"><span style="font-weight: 400;">viver o vermelho</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a nova versão do álbum de 2012, ela foi fundo nas interpretações das 20 canções originais e acrescentou mais 10 à família avermelhada. Com direito a quebra de </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/taylor-swift-all-too-well-billboard"><span style="font-weight: 400;">recordes históricos</span></a><span style="font-weight: 400;"> que contradizem qualquer estatística e comportamento da indústria da Música no século 21, </span><a href="https://open.spotify.com/album/6kZ42qRrzov54LcAk4onW9"><i><span style="font-weight: 400;">Red (Taylor’s Version)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> colocou o nome de Swift como detentor da música mais longa a ocupar o topo de uma parada musical. Nada mais justo: se há 10 anos o álbum definiu a carreira de uma das maiores artistas musicais da história, hoje ele confirma que todos nós nos lembraremos dela</span><i><span style="font-weight: 400;"> muito bem</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> State Of Grace, Nothing New e All Too Well (10 Minute Version)</span></p>
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<figure id="attachment_26520" aria-describedby="caption-attachment-26520" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26520" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Revelacion-Vitoria-Vulcano-800x800.jpeg" alt="Capa do EP Revelación. A imagem mostra Selena Gomez, uma mulher branca e jovem, de cabelos castanhos envolvidos em uma longa trança. Selena está centralizada em um ambiente totalmente vermelho, ao lado de duas poltronas cobertas por tecidos. Ela usa um vestido de gala tomara-que-caia igualmente vermelho, com bastante volume no quadril e reto em ambas as extremidades. Seus braços estão levantados na altura do busto, sendo que o direito segura fitas que enfeitam a trança presente nos cabelos da mulher. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Revelacion-Vitoria-Vulcano-800x800.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Revelacion-Vitoria-Vulcano-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Revelacion-Vitoria-Vulcano-768x768.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Revelacion-Vitoria-Vulcano.jpeg 999w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26520" class="wp-caption-text">Com mais de 8,5 milhões de streams em seu primeiro dia, Revelación se tornou a maior estreia de um EP feminino na história do Spotify (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><strong>Selena Gomez &#8211; Revelación</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2021 suscitou e entregou lapidações artísticas cruciais para o diamante que Selena Gomez sempre foi. Desenferrujando memórias da rotina vivida outrora no mundinho </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/entretenimento/selena-gomez-tem-orgulho-dos-trabalhos-na-disney-moldou-quem-sou/"><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a texana transitou entre estúdios musicais e </span><a href="https://personaunesp.com.br/only-murders-in-the-building-critica/"><span style="font-weight: 400;">televisivos</span></a><span style="font-weight: 400;"> novamente. Em um turbilhão cravado por sucesso e júbilo, a autoconfiança polvilhada em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=91VRyTvjoX4"><i><span style="font-weight: 400;">De Una Vez</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">single</span></i><span style="font-weight: 400;"> da nova era, floresceu por percursos de inventividade sagaz até o frutificar de </span><a href="https://personaunesp.com.br/revelacion-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Revelación</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Esbanjando a habilidade de </span><i><span style="font-weight: 400;">storytelling</span></i><span style="font-weight: 400;"> que já lhe rendeu um </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-album-reviews/revival-101811/"><span style="font-weight: 400;">renascimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> e uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/rare-selena-gomez-critica/"><span style="font-weight: 400;">raridade</span></a><span style="font-weight: 400;">, Selena enfim abraça sua ascendência mexicana pelas raízes, colocando-as no coração do </span><i><span style="font-weight: 400;">EP</span></i><span style="font-weight: 400;"> que transpira visuais e composições sensuais, cativantes e curativos. Organicamente, ela se refaz como nunca.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O charme das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=F2Ry0qInUIY"><span style="font-weight: 400;">letras</span></a><span style="font-weight: 400;"> intimistas comumente assinadas pela artista surge </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2P6EExu3H5s"><span style="font-weight: 400;">imponente</span></a><span style="font-weight: 400;"> no cerne do trabalho, rasgando promessas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=h5WN3pkxPF0"><span style="font-weight: 400;">dançantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> e confirmando quão fértil o </span><i><span style="font-weight: 400;">reggaeton</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi para a dimensão estruturada. Transpondo a pessoalidade das faixas em que Gomez se desdobra por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_ILiUAK5-Vw"><span style="font-weight: 400;">vícios</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9H_368c2Hzw"><span style="font-weight: 400;">despedidas</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">fuerte y sola</span></i><span style="font-weight: 400;">, as participações de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EU02Cq-6XAQ"><span style="font-weight: 400;">Myke Towers</span></a><span style="font-weight: 400;">, Rauw Alejandro e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gQG_2O9Bu6c"><span style="font-weight: 400;">DJ Snake</span></a><span style="font-weight: 400;"> evocam atmosferas chicletes sem deixar </span><i><span style="font-weight: 400;">Revelación</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao marasmo &#8211; e ainda rendendo </span><a href="https://www.selenagomez.com.br/2021/03/22/revelacion-bate-recorde-em-chart-da-billboard/#:~:text=Al%C3%A9m%20de%20ter%20quebrado%20o,na%20Billboard%20Top%20Latin%20Albums"><span style="font-weight: 400;">recordes</span></a><span style="font-weight: 400;"> explosivos na estreia. Elevar o gingado </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> que a trouxe até aqui ao sabor de recitar em espanhol sua melhor fase fez o </span><a href="https://portalpopline.com.br/selena-gomez-sobre-indicacao-ao-grammy-chorei-como-um-bebe/"><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, nas versões latina e estadunidense, finalmente bater nas portas de Selena. E a revelação está completa: a mulher é imparável. </span><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span><b> Vitória Vulcano</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas</b><span style="font-weight: 400;">:</span><span style="font-weight: 400;"> De Una Vez e Vicio</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26503" aria-describedby="caption-attachment-26503" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26503" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ROADRUNNER-Enrico-Souto-800x800.png" alt="Capa do álbum ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE. Foto quadrada com o fundo branco. Ao centro, a capa de um CD físico. Suas laterais são da cor azul, e a arte é posicionada em seu centro. Nela, vemos a silhueta branca de um homem com cabelos longos olhando para frente. Atrás dele, a paisagem de um campo verdejante ao pôr do sol, que ilumina em laranja as nuvens. No canto superior direito, é possível observar uma etiqueta azul, com os dizeres “ROADRUNNER” em branco no seu centro. Acima dele, em uma fonte menor, “BROCKHAMPTON”. E abaixo, “NEW LIGHT, NEW MACHINE”. Ainda no canto inferior esquerdo, lê-se “THE LIGHT IS WORTH THE WAIT.”, e no canto inferior direito, “THE 6th STUDIO ALBUM”." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ROADRUNNER-Enrico-Souto-800x800.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ROADRUNNER-Enrico-Souto-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ROADRUNNER-Enrico-Souto-768x768.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ROADRUNNER-Enrico-Souto.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26503" class="wp-caption-text">BROCKHAMPTON deixa os palcos em espírito de triunfo, desfazendo-se no seu auge e deixando para trás uma discografia magnífica, de dar inveja (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b>BROCKHAMPTON &#8211; ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem já acompanhou fervorosamente a trajetória de alguma </span><i><span style="font-weight: 400;">boyband</span></i><span style="font-weight: 400;"> sabe que nenhuma dura para sempre. Em certas ocasiões, a formação se torna um impeditivo para que seus integrantes evoluam e avancem em sua carreira, tanto profissional quanto artisticamente, e a separação torna-se </span><a href="https://g1.globo.com/musica/noticia/one-direction-temos-um-vencedor-harry-styles-prova-ser-o-mais-talentoso-com-disco-solo-classudo-g1-ouviu.ghtml"><span style="font-weight: 400;">uma necessidade</span></a><span style="font-weight: 400;">. À vista disso, para o espanto de todos que aguardavam a </span><a href="https://www.nme.com/news/music/brockhampton-announce-details-of-here-right-now-2022-us-tour-2967547"><i><span style="font-weight: 400;">tour</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">, a maldição do </span><a href="https://www.omelete.com.br/musica/brockhampton-hiato-indefinido"><i><span style="font-weight: 400;">hiato indefinido</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">chegou para BROCKHAMPTON. A banda </span><a href="https://twitter.com/brckhmptn/status/1482049909129838593/photo/"><span style="font-weight: 400;">cancelou</span></a><span style="font-weight: 400;"> todos os </span><i><span style="font-weight: 400;">shows</span></i><span style="font-weight: 400;"> que estavam marcados para o ano e anunciaram em suas redes que a participação no </span><i><span style="font-weight: 400;">Coachella</span></i><span style="font-weight: 400;"> será sua última apresentação enquanto grupo. Quando </span><a href="https://personaunesp.com.br/roadrunner-new-light-new-machine-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">ROADRUNNER: NEW LIGHT, NEW MACHINE</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> lançou no primeiro semestre de 2021, ninguém poderia prever que aquela seria a última vez que os veríamos fazendo música juntos. Ainda mais pelo projeto indicar novos ares para a banda – o início de uma nova fase, e não seu fim.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, olhando em retrospecto hoje, </span><i><span style="font-weight: 400;">ROADRUNNER</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um ótimo encerramento para a trajetória da BROCKHAMPTON. Uma revisita por todas as eras da banda, descobrindo entre aquelas sonoridades familiares possibilidades. É sobre cavar o solo do passado em busca de novas luzes para o presente. Sobre olhar para trás, reconhecer o trajeto que lhe trouxe até aqui, para que, desse modo, possa seguir seguro e sem remorsos para o futuro. Uma experiência corpórea e etérea, que ressignifica toda uma discografia. Fica aqui, portanto, o tributo à </span><i><span style="font-weight: 400;">“maior boyband do mundo”</span></i><span style="font-weight: 400;">, que, enquanto ativa, foi responsável por </span><a href="https://www.dazeddigital.com/music/article/32662/1/brockhampton-collective-interview"><span style="font-weight: 400;">rupturas</span></a><span style="font-weight: 400;">, revoluções e transgressões que mudaram o </span><i><span style="font-weight: 400;">hip-hop</span></i><span style="font-weight: 400;"> para sempre. BROCKHAMPTON nos deixou em seu auge, e agora o que nos resta são só memórias – as melhores. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">BANKROLL, THE LIGHT e WHAT’S THE OCCASION?</span></p>
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<figure id="attachment_26467" aria-describedby="caption-attachment-26467" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26467" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-800x800.jpg" alt="Capa do EP Roteiro para Aïnouz Vol II de Don L. A imagem mostra uma fotomontagem, que nos remete a cultura e religião muçulmanas, com fundo branco e uma imagem do rapper centralizada sobre uma forma dourada, disposta de maneira semelhante a uma janela de mesquita/vitral de santuário. Duas flechas aparecem ao lado da imagem centralizada, e no lado esquerdo o nome “Don L” escrito em letras grandes e douradas, assim como no lado direito “RPA2”, sigla do álbum. ícones de armas vetorizadas também em dourado aparecem nos quatro cantos da imagem. “Roteiro para Aïnouz” aparece em letras de forma, minúsculas no canto esquerdo superior, ao lado da arma, da mesma maneira que “Volume Dois”, no canto inferior direito. Linhas geométricas que servem como bordas ou margens estão enquadrando a imagem e todos os elementos presentes na capa, de maneira livremente regular. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-2-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26467" class="wp-caption-text">A crônica futurista-cyberpunk-marginal de Don L atinge o apogeu em RPA2, álbum que colocou o artista, merecidamente, entre um dos principais do ano, e o consagra como um dos nomes mais influentes da arte-ativista no país (Arte: Filipi Filippo Foto: Autumn Sonnichsen)</figcaption></figure>
<p><b>Don L &#8211; Roteiro pra Aïnouz (Vol. 2)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Roteiro pra Aïnouz (Vol. 2)</span></i><span style="font-weight: 400;">, ou </span><i><span style="font-weight: 400;">RPA2</span></i><span style="font-weight: 400;">, surge como o aguardado precessor do </span><i><span style="font-weight: 400;">RPA3</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; fora de ordem cronológica, mantendo a narrativa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rnQO9mMcwk0"><span style="font-weight: 400;">mais disruptiva</span></a><span style="font-weight: 400;"> do rap nacional e da nova classe artística do país. Após o lançamento do disco, em novembro do ano passado, Don L, que acumula cerca de 411 mil ouvintes mensais no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, levou o título de Artista do Ano pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), e Melhor Álbum de 2021 do Prêmio Arcanjo. </span><a href="https://www.cartacapital.com.br/cultura/em-album-engenhoso-don-l-caminha-para-ser-um-dos-grandes-do-rap/"><span style="font-weight: 400;">Absoluto</span></a><span style="font-weight: 400;"> em lírica, sonoridade e execução, o quarto trabalho de estúdio do </span><a href="https://portalrapmais.com/don-l-explica-frase-o-rapper-favorito-do-seu-rapper-favorito/"><i><span style="font-weight: 400;">rapper favorito do seu favorito</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">tende a entrar para a história sobretudo pelo caráter transgressor e subversivo das composições, que, amarradas, soam como uma espécie de fábula futurista de uma revolução armada do povo para o povo, escaldada por interlúdios que nos remetem à trechos de discursos de Malcolm X e Martin Luther King. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A originalidade inquestionável das letras, como é o caso também dos arranjos, que vão desde </span><i><span style="font-weight: 400;">samples</span></i><span style="font-weight: 400;"> inesperados (como em </span><i><span style="font-weight: 400;">favela venceu/cit: rap das armas</span></i><span style="font-weight: 400;">), até sons </span><i><span style="font-weight: 400;">jazzy love song (contigo pro que for</span></i><span style="font-weight: 400;">), dão vida e forma ao segundo volume da trilogia quase visual, e autobiográfica do artista “abertamente comunista”, </span><a href="https://www.brasildefato.com.br/2022/02/08/artista-do-ano-da-apca-don-l-explica-ausencia-na-capa-dos-jornais-sou-abertamente-comunista"><span style="font-weight: 400;">motivo</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo qual acredita que, não foi ovacionado pela imprensa tradicional, mesmo com um dos trabalhos mais relevantes do ano. RPA2, une </span><a href="https://www.em.com.br/app/colunistas/jessica-balbino/2021/12/08/noticia-jessica-balbino,1329350/tem-que-f-der-valendo-a-vida-a-celebracao-dos-corpos-durante-a-guerra.shtml"><span style="font-weight: 400;">tesão </span></a><span style="font-weight: 400;">e levante popular ao passo em que iça sonhos e nos deixa sedentos por justiça.   </span><b>&#8211; Andrezza Marques </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">pela boca, enquanto recomeça e auri sacra fames</span></p>
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<figure id="attachment_26560" aria-describedby="caption-attachment-26560" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26560 size-medium" style="font-weight: bold; background-color: transparent; text-align: inherit;" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Take the Sadness Out of Saturday Night. A capa é uma moldura branca, com um traço dourado, e uma foto dentro dela. Na foto, ocupando o canto esquerdo e se estendendo ao lado superior direito, vemos parte do rosto de Jack Antonoff olhando para baixo, com um efeito que deixa a imagem com uma aparência antiga. Ele é um homem branco, aparentando cerca de 30 anos, e tem seus olhos fechados. No canto inferior direito, vemos as palavras “Take the Sadness Out of Saturday Night” em uma fonte de caligrafia, em dourado." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/take-the-sadness-out-of-saturday-night-vitoria-lopes-gomez.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26560" class="wp-caption-text">Jack Antonoff já trabalhou com artistas como Taylor Swift, Lorde, St. Vincent, Clairo, Troye Sivan e muitos outros (Foto: RCA Records)</figcaption></figure>
<p><b style="color: #1a1a1a; font-size: 16px;">Bleachers &#8211; Take the Sadness Out of Saturday Night</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jack Antonoff passou quatro anos colaborando com produções musicais para outros artistas (a lista é longa e aclamada, e, inclusive, o rendeu </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ClVPVgHRB_U"><i><span style="font-weight: 400;">Grammys</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), só para voltar mais forte em sua própria musicalidade. No terceiro álbum da Bleachers, o projeto musical e banda encabeçada por </span><a href="https://www.rollingstone.com/music/music-features/jack-antonoff-bleachers-album-taylor-swift-lorde-bruce-springsteen-lana-del-rey-1183389/"><span style="font-weight: 400;">ele</span></a><span style="font-weight: 400;">, o cantor, compositor, multi-instrumentista e produtor se aproveita das referências </span><i><span style="font-weight: 400;">pop </span></i><span style="font-weight: 400;">e oitentistas presentes em </span><i><span style="font-weight: 400;">Strange Desire</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Gone Now</span></i><span style="font-weight: 400;">, trabalhos anteriores, e os soma à experiência adquirida no período. O saldo é </span><a href="https://open.spotify.com/album/6SPUtbeCQiPGej0t5RBasE?si=C-loL08MROmPFqLc4pSpHg"><i><span style="font-weight: 400;">Take the Sadness Out of Saturday Night</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Abrindo o álbum com violoncelos, alternando guitarras ora animadas, ora </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-0RVrGP1IC8"><span style="font-weight: 400;">melancólicas</span></a><span style="font-weight: 400;">, e violões </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">, e incluindo até </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pdNf8cF-vJw"><span style="font-weight: 400;">solos de saxofone</span></a><span style="font-weight: 400;">, a mistureba de harmonias triunfa em, mesmo assim, soar orgânica. Como o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Wa-k6ClxBHg"><span style="font-weight: 400;">conceito do projeto</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Take the Sadness Out of Saturday Night </span></i><span style="font-weight: 400;">cria uma viagem ao longo das 10 faixas, em que cada uma provoca um sentimento e uma reação distinta. Se </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=LmqQfVNSUKw"><i><span style="font-weight: 400;">Stop Making This Hurt</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é colorida e dá vontade de gritar o refrão a plenos pulmões, </span><i><span style="font-weight: 400;">Don’t Go Dark </span></i><span style="font-weight: 400;">é introvertida, ainda que calorosa. Já </span><i><span style="font-weight: 400;">What’d I Do With All This Faith? </span></i><span style="font-weight: 400;">é contemplativa, mostrando a habilidade de Bleachers em transitar entre temas, assim como entre estilos musicais. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Chinatown, Don’t Go Dark e 45</span></p>
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<figure id="attachment_26468" aria-describedby="caption-attachment-26468" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26468" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Te Amo Lá Fora de Duda Beat. Na imagem é possível ver em primeiro plano, sobre um fundo preto, apenas o rosto de Duda Beat, coberto por uma espécie de véu translúcido, com certa fluorescência pela luz, do lado esquerdo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26468" class="wp-caption-text">Segundo trabalho solo de estúdio de Duda Beat, o álbum Te Amo Lá Fora foi considerado um dos melhores de 2021 pela APCA, coroando a fase da cantora que soma mais de 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify, o que confirma a máxima de azar no amor significa, de fato, sorte no jogo (Foto: Fernando Thomaz)</figcaption></figure>
<p><b>DUDA BEAT &#8211; Te Amo Lá Fora</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O icônico </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Amo Lá Fora</span></i><span style="font-weight: 400;">, persevera a saga de sofrência e desilusões amorosas da pernambucana DUDA BEAT, e se mantém de maneira bem sucedida na narrativa das paixões frustradas de Sinto Muito. Com o novo trabalho, apenas três anos depois, a artista revelação pela APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) em 2018, repete o feito e aparece mais uma vez na premiação, figurando na lista dos 50 melhores álbuns brasileiros de 2021. Para além do autêntico </span><i><span style="font-weight: 400;">beat</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileiro de DUDA, que faz com que os ouvintes se identifiquem no primeiro </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;">, o disco também transita por arranjos e narrativas íntimas transfiguradas, como na melodia </span><i><span style="font-weight: 400;">axé-drill </span></i><span style="font-weight: 400;">e videoclipe de</span><i><span style="font-weight: 400;"> Nem Um Pouquinho </span></i><span style="font-weight: 400;">&#8211;</span> <span style="font-weight: 400;">uma das recentes produções audiovisuais </span><a href="https://observatoriodemusica.uol.com.br/noticia/nem-um-pouquinho-duda-beat-lanca-clipe-com-visual-futurista-e-impactante"><span style="font-weight: 400;">mais vistosas</span></a><span style="font-weight: 400;"> do país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><i><span style="font-weight: 400;">plot futurista e cyberpunk </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qGZgSnJBilE"><span style="font-weight: 400;">realização cinematográfica</span></a><span style="font-weight: 400;"> dirigida pela dupla Alaska e patrocinada pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">TikTok</span></i><span style="font-weight: 400;">, não fica apenas no clipe, mas se estende para a sonoridade das canções. O </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> alternativo que se une ao melô tecnobrega de Duda já conquistaram 1,6 milhões de ouvintes mensais no </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">, e mais de 3 milhões de views no </span><i><span style="font-weight: 400;">YouTube</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=hkv-w5QJPC0"><i><span style="font-weight: 400;">Meu Pisêro</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, números que coroam a sua habilidade única de trabalhar tão bemcontrastes. Os visuais leves e pastel acompanhados de melodias dançantes, versus as histórias de sofrimento cantadas com voz suave e sotaque marcado que já são marcas registradas da artista, ainda conseguem surpreender com fôlego no </span><i><span style="font-weight: 400;">Te Amo Lá Fora</span></i><span style="font-weight: 400;">, que pragueja o lado externo do amor. </span><b>&#8211; Andrezza Marques </b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Nem Um Pouquinho, 50 Meninas e GAME</span></p>
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<figure id="attachment_26578" aria-describedby="caption-attachment-26578" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-26578 size-medium" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-1-800x800.jpg" alt="Fotografia quadrada em preto e branco. Ao centro, vemos a cantora SPELLLING. Ela é uma mulher jovem adulta negra. Na fotografia, vemos seu rosto duplicado por um efeito adicionado na foto. Ela mexe um tecido branco, que está embaçado por um efeito. O fundo é preto. No canto superior direito, pode-se ler o nome da artista e o título do álbum, The Turning Wheel. Foi adicionado um filtro na foto que torna a diferenciação dos elementos bem difícil, praticamente vemos apenas borrões e formas, sendo o maior destaque o rosto de SPELLLING ao centro." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/800x800bb-3-1-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26578" class="wp-caption-text">Com seus 7 minutos e 26 segundos, Boys at School é a odisseia impecável de SPELLLING (Foto: Sacred Bones Records)</figcaption></figure>
<p><b>SPELLLING &#8211; The Turning Wheel</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Kate Bush, </span><i><span style="font-weight: 400;">eu ainda vou te dar muito orgulho velha</span></i><span style="font-weight: 400;">… A faixa-título não nega: SPELLLING, assim como tantos outros artistas da cena alternativa, bebe diretamente de uma das fontes mais geniais do gênero. Mas não se engane: Chrystia Cabral vai muito além, e já é dona de sua própria história. Por meio de pianos devidamente posicionados em suas músicas e outros diversos instrumentos de corda, sopro e sintetizadores que encantariam milhares de ratos medievais, a artista dá o tom para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TnuG9jvRcHk&amp;ab_channel=SPELLLING"><i><span style="font-weight: 400;">The Turning Wheel</span></i></a><span style="font-weight: 400;">: melódico, nostálgico, fantástico, teatral.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada canção parece contar uma história cinematográfica, e há uma constante mágica no ar. A sequência dramática de notas e acordes exploram possibilidades da música eletrônica com instrumentos convencionais, e somos revelados a produções tão meticulosas e exímias que parecem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rdf62fcwmeA&amp;ab_channel=SacredBonesRecords"><span style="font-weight: 400;">costuradas a mão</span></a><span style="font-weight: 400;">. E saber que SPELLLING concebeu seu disco, em grande parte, sozinha, só mostra o potencial gigantesco de um futuro brilhante. Aprenda a </span><i><span style="font-weight: 400;">sollletrar </span></i><span style="font-weight: 400;">o nome dela, você vai precisar. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Emperor with an Egg, Boys at School e Sweet Talk</span></p>
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<figure id="attachment_26458" aria-describedby="caption-attachment-26458" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26458" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/This-Is-What-Vitor-800x800.jpg" alt="Capa do disco This Is What It Feels Like, da cantora Gracie Abrams. A foto mostra Gracie deitada no gramado. Ela é branca, tem cabelos escuros e usa blusa clara e calça escura. Ao seu lado, o gramado mostra o nome do disco, e as letras são formadas pelo efeito de grama cortada: THIS IS WHAT IF FEELS LIKE." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/This-Is-What-Vitor-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/This-Is-What-Vitor-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/This-Is-What-Vitor-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/This-Is-What-Vitor.jpg 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26458" class="wp-caption-text">”E se eu nunca sair de casa?, eu moraria no porão minha vida inteira, fiquei arrepiada quando disse isso, nunca pensei em uma alternativa”, canta Abrams na faixa mais vulnerável do projeto (Foto: Interscope Records)</figcaption></figure>
<p><b>Gracie Abrams &#8211; This Is What It Feels Like</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que filha da </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, Gracie Abrams é também </span><a href="https://etcanada.com/news/863186/gracie-abrams-talks-new-album-growing-up-with-dad-j-j-abrams/"><span style="font-weight: 400;">filha do cineasta J.J. Abrams</span></a><span style="font-weight: 400;">, o que já explica seu olhar afiado para questões e detalhes que poderiam passar batidos por alguém que não cresceu na mesma casa que o homem apaixonado por </span><a href="https://personaunesp.com.br/super-8-10-anos/"><span style="font-weight: 400;">lapidar suas criações</span></a><span style="font-weight: 400;">. Por isso, no </span><i><span style="font-weight: 400;">EP </span></i><a href="https://open.spotify.com/album/7l2g05NyprwonSFIs2y8at"><i><span style="font-weight: 400;">This Is What It Feels Like</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a jovem cantora toma parte em um dos processos mais duros, difíceis e árduos da vida adulta. Gracie está disposta a quebrar os moldes, crescer e deixar para trás o que não a traz tanta felicidade quanto antes. O resultado é uma coletânea de </span><a href="https://www.theyoungfolks.com/review/160947/this-is-what-it-feels-like-album-review-pause-this-one-will-make-you-sit-with-your-emotions/"><span style="font-weight: 400;">composições pungentes e nauseantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> de tão sinceras. </span></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/track/35IcAVSMsU9qzHfpPbvC8A?si=aa95f6552e2a4ea8"><i><span style="font-weight: 400;">Feels Like</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> areja a casa, e Abrams admite que, estando com a pessoa querida, qualquer coisa já é o bastante. Eles nem precisam deixar o apartamento. Mais para a frente, </span><a href="https://open.spotify.com/track/1cR29lpK5mJIlajSpRqfNF?si=dee54cd370a64997"><i><span style="font-weight: 400;">For Real This Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a pepita mais brilhante do grupo, no momento em que ela confidencia que arrumou as malas durante a noite, ensaiou dizer adeus mil vezes e acredita piamente que dessa vez é para valer. As letras, simples e diretas, não poderiam ser mais assertivas. Não há nada mais corajoso do que se colocar em primeiro lugar, não há nada mais desconfortável do que renegar um ontem virtuoso e não há nada mais revitalizante do que olhar para frente, e </span><a href="https://www.onestowatch.com/blog/gracie-abrams-this-is-what-it-feels-like"><span style="font-weight: 400;">é assim que as coisas são sentidas</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">For Real This Time, Camden e Alright</span></p>
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<figure id="attachment_26537" aria-describedby="caption-attachment-26537" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26537" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10-800x800.jpg" alt="Fotografada de cima, a capa revela Linn da Quebrada deitada no chão escuro, olhando para o alto, para a câmera. Ela usa lentes de contato totalmente pretas nos olhos e uma longa trança como penteado. Usa um vestido abstrato, feito de tecidos fluidos e amarrações. Está rodeada por troncos de árvores cortados e plantas, que a cercam como num altar. Carreiras de areia, também enfileiradas em volta da artista, compõem a cena. A fotografia tem coloração vermelha." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a3958085836_10.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26537" class="wp-caption-text">Lançado em julho de 2021, “Trava Línguas” é canceriano e, assim como sua intérprete, é um disco afogado em sentimento (Foto: Wallace Domingues)</figcaption></figure>
<p><b>Linn da Quebrada &#8211; Trava Línguas</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pergunta </span><i><span style="font-weight: 400;">“quem sou eu?”</span></i><span style="font-weight: 400;"> surge diversas vezes em </span><a href="https://open.spotify.com/album/7MpgDfdAVvQjQ2pZ9NYvh6"><i><span style="font-weight: 400;">Trava Línguas</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(Independente), segundo disco de Linn da Quebrada. Esse questionamento, que é angústia adolescente e reflexão filosófica ao mesmo tempo, soa inusitado vindo de uma artista tão confiante. Mas o que se revela no registro é uma identidade em construção, mergulhada em contradições – e isso é maravilhoso! O grande tesouro da </span><i><span style="font-weight: 400;">tracklist </span></i><span style="font-weight: 400;">vem ainda no lado A, com </span><i><span style="font-weight: 400;">medrosa &#8211; ode à </span></i><a href="https://www.quatrocincoum.com.br/br/artigos/literatura-brasileira/poetica-insubmissa"><i><span style="font-weight: 400;">Stella do Patrocínio</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que versa: “</span><i><span style="font-weight: 400;">Eu sou muito medrosa/Cínica/Covarde/Sonsa/Injusta/Eu não sei fazer justiça</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Aqui, a cantora e compositora homenageia uma mulher preta que foi encarcerada e psiquiatrizada à força, tida esquizofrênica, mas que teve seus falatórios registrados em áudio e editados em livro de poesia, após sua morte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem autonomia sobre a própria existência, Stella foi tida como louca e depois poeta, tudo pelas mãos da branquitude. E isso serve de lição para Linn: se ela ainda não sabe quem é, ninguém além dela saberá. É pelo direito de continuar buscando o próprio eu que clamam as músicas. Nem sempre o clima é calmo, à exemplo das </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Yxvrk6K25sE&amp;"><span style="font-weight: 400;">fervidíssimas</span></a> <i><span style="font-weight: 400;">pense &amp; dance</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">mate &amp; morra</span></i><span style="font-weight: 400;"> (produções de BADSISTA). Além disso, brilham aqui os jogos de palavras, parte tão importante do catálogo da artista. Mais madura e intimista que em </span><i><span style="font-weight: 400;">Pajubá</span></i><span style="font-weight: 400;">, sua estreia, Linn da Quebrada, ou Lina, oferece um vislumbre de seu amadurecimento, dialogando com a persona que ela tem evidenciado no </span><i><span style="font-weight: 400;">BBB</span></i><span style="font-weight: 400;"> 22. Em toda a sua confusão e complexidade, é ela. </span><b>&#8211; Leonardo Teixeira</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">I míssil, medrosa &#8211; ode à Stella do Patrocínio e pense &amp; dance</span></p>
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<figure id="attachment_26510" aria-describedby="caption-attachment-26510" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26510" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Snail-Mail-Valentine-Ayra-Mori-1-800x800.jpg" alt="Capa do disco Valentine de Snail Mail. A imagem mostra a cantora, mulher jovem branca de olhos azuis, cabelo loiro escuro solto e com comprimento médio na altura dos ombros. Ela veste um paletó pêssego por cima de uma camisa rosa translúcida com gola bufante e um laço preto no pescoço. Ela também veste na lapela do paletó um broche branco do busto de uma pessoa com detalhes dourados em volta e um arranjo de flores rosa pastel e brancas no bolso do paletó. Ela encara a câmera com os braços para baixo. O fundo é um tom de vermelho queimado. Na parte central superior é possível ler o nome da cantora em fonte branca serifada e, abaixo, o título do disco na mesma fonte, porém na cor preta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Snail-Mail-Valentine-Ayra-Mori-1.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Snail-Mail-Valentine-Ayra-Mori-1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Snail-Mail-Valentine-Ayra-Mori-1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26510" class="wp-caption-text">O lirismo honesto de Lindsey Jordan se reafirma como nunca no segundo álbum de estúdio de Snail Mail, Valentine (Foto: Matador Records)</figcaption></figure>
<p><b>Snail Mail &#8211; Valentine</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O amor é um sentimento lindo, mas na ruína, Lindsey Jordan – nome por trás do projeto </span><i><span style="font-weight: 400;">solo </span></i><span style="font-weight: 400;">Snail Mail –, recolhe os pedaços ensanguentados de seu coração partido no </span><a href="http://musicainstantanea.com.br/critica-snail-mail-valentine/"><span style="font-weight: 400;">segundo disco</span></a><span style="font-weight: 400;"> da carreira, </span><a href="https://open.spotify.com/album/0zNWhYDalgisc4uweLIGZJ?si=NbG98nYDQ-KX26OnXuvkRw"><i><span style="font-weight: 400;">Valentine</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Após três anos do lançamento de sua estreia, </span><a href="https://open.spotify.com/album/2ZlrWJ4Ev4DhG6mRo5h1AP?si=cCsg7a7QQPS1tFMHidCgTg"><i><span style="font-weight: 400;">Lush</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2018), a eternidade que Jordan ora prometera, deixou de existir. Aqui, a cantora, compositora e produtora norte-americana explora cada estágio do amor em toda sua contraditoriedade, perpassando pela inocência ardente de uma nova paixão, cruzando obsessões compulsivas, enfrentando desfechos inconclusivos, até a aceitação melancólica, mas tranquila, de que o amor vai para além do desejo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O universo de Jordan também se expandiu desde o seu primeiro registro. Ela lidou com a fama de “</span><a href="https://www.nytimes.com/2018/05/16/arts/music/snail-mail-lindsey-jordan-lush.html"><span style="font-weight: 400;">celebridade </span><i><span style="font-weight: 400;">indie rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” na adolescência, vício e </span><a href="https://pitchfork.com/features/interview/snail-mail-valentine-interview/"><span style="font-weight: 400;">reabilitação</span></a><span style="font-weight: 400;">, tudo simultâneo ao florescer confuso de sentimentos amorosos na juventude. Como reflexo, sua composição confessional registra um amadurecimento espantoso que expõe sua experiência pessoal através de um lirismo vulnerável, olhando para qualquer possível imperfeição com uma empatia apaixonadamente honesta. Ela se permite assumir o brilho de uma sonoridade mais </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, acompanhando a rouquidão de sua voz com texturas de sintetizadores e arranjos acústicos, sem jamais ofuscar o seu ponto de vista, sinceramente exposto como verdadeira romântica que é. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Ben Franklin, Forever (Sailing) e Madonna</span></p>
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<figure id="attachment_26558" aria-describedby="caption-attachment-26558" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26558" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-800x800.jpg" alt="Descrição da imagem: Capa do álbum Vou Ter Que Me Virar. A capa tem uma moldura azul escura, com bordas com um detalhe arredondado, e, à frente de um fundo branco na parte de dentro, vemos os três membros da banda Fresno lado a lado, em uma espécie de tinta azul e com suas sombras pintadas. Na parte superior central, vemos a palavra “FRESNO” escrita em caixa alta e em uma fonte estilizada. Ao centro, vemos os três membros da banda, homens brancos, aparentando entre 35 e 40 anos de idade, com cabelos castanhos curtos e vestidos de preto, posicionados lado a lado. No meio dos três, o vocalista Lucas Silveira está com os braços abertos, estendidos por trás da cabeça dos membros nas pontas. Na parte inferior central, vemos as palavras “VOU TER QUE ME VIRAR” em caixa alta e em uma fonte estilizada." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/if-i-could-make-it-go-quiet-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26558" class="wp-caption-text">Atualmente, a banda Fresno é formada por Lucas Silveira, Gustavo Mantovani e Thiago Guerra (Foto: FRESNO)</figcaption></figure>
<p><b>Fresno &#8211; Vou Ter Que Me Virar</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nome mais do que conhecido no Brasil, Fresno se tornou referência no </span><i><span style="font-weight: 400;">emo </span></i><span style="font-weight: 400;">desde antes de muitos de nós aprendermos a andar ou escrever. </span><a href="https://open.spotify.com/album/3u7npFweylUn5ETUvkQaoH?si=l6pFBwgFTSqIcbNPSOdueg"><i><span style="font-weight: 400;">Vou Ter Que Me Virar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o nono álbum da banda &#8211; agora, um trio &#8211; não se desvencilha das raízes musicais do grupo, e sob o comando de Lucas Silveira na composição e na produção, arrisca novos estilos musicais e renova temas. O </span><i><span style="font-weight: 400;">frontman </span></i><span style="font-weight: 400;">da Fresno aproveita a liberdade de ser seu próprio produtor para brincar com a sonoridade do disco, o mais diverso até então: as 11 faixas incluem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jbrLub_Bae8"><span style="font-weight: 400;">batidas eletrônicas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;">, o clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">pop punk</span></i><span style="font-weight: 400;">, MPB e até um </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=2_yl85hb7D0"><span style="font-weight: 400;">tímido samba</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com as experimentações, o álbum revitaliza e reanimaa sonoridade da banda, que está em atividade há 20 anos e ainda consegue se manter fresca no cenário musical atual. Apesar das misturebas de estilos, </span><i><span style="font-weight: 400;">Vou Ter Que Me Virar </span></i><span style="font-weight: 400;">soa orgânico, coeso e muito divertido, apesar das letras não muito positivas. Essas, inclusive, são chamativas pela honestidade, sempre presente na longa </span><a href="https://personaunesp.com.br/sua-alegria-foi-cancelada-critica/"><span style="font-weight: 400;">discografia da banda</span></a><span style="font-weight: 400;">. As composições são pessoais ao tratarem de medos e inseguranças, receio com o futuro, saúde mental e relacionamentos amorosos e familiares, de uma forma que o álbum não seja só um capricho estético e sonoro para não caírem no esquecimento, mas sim mostrar que a Fresno ainda tem </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zHQwzwXF2v0"><span style="font-weight: 400;">o que dizer</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Faixas favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Casa Assombrada, ELES ODEIAM GENTE COMO NÓS e Caminho Não Tem Fim</span></p>
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<p><span style="font-weight: 400;">Descrição da Imagem: Capa do álbum “Vulture Prince” de Arooj Aftab. A</span></p>
<figure id="attachment_26475" aria-describedby="caption-attachment-26475" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26475" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince-800x800.jpg" alt="Capa do álbum “Vulture Prince” de Arooj Aftab. A cantora Arooj é uma jovem mulher de traços paquistaneses e está segurando um microfone enquanto seu olhar está inclinado para o canto inferior esquerdo da imagem. Ela usa o cabelo preso por um coque, vemos as alças de sua blusa regata preta. A imagem possui um tratamento de tons violeta e é bem sombreada, dando visibilidade parcial ao rosto da artista.  O fundo é preto e o nome da artista e do álbum estão escritos no canto superior esquerdo em fonte não-serifada. " width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/03-Arooj-Aftab-Vulture-Prince.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26475" class="wp-caption-text">Em Vulture Prince, a paquistanesa Arooj Aftab aplica o seu amplo background musical em um registro meticuloso que vai de encontro com a reconciliação com o luto (Foto: New Amsterdam)</figcaption></figure>
<p><b>Arooj Aftab &#8211; Vulture Prince</b></p>
<p><a href="https://open.spotify.com/album/21OZptKAhVTvzKdxxtk4DT"><i><span style="font-weight: 400;">Vulture Prince</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">pode ser facilmente descrito como uma força não-bruta aqui nesta lista de melhores discos de 2021. O registro escolheu seu próprio destino temático, quando a cantora paquistanesa, radicalizada no Brooklyn, perdeu seu irmão e uma grande amiga durante o período de gravações. O golpe duplo da morte fez com que a artista voltasse seu espírito para a sua infância em Lahore, capital da província do Panjabe, no Paquistão. Sua memória musical sul-asiática, despertada pelo luto, colidiu delicadamente com a sua formação acadêmica ocidental fundamentada em gêneros como o </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz </span></i><span style="font-weight: 400;">e o </span><i><span style="font-weight: 400;">folk</span></i><span style="font-weight: 400;">. O produto final é uma coletânea meditativa de sete canções que refletem e buscam aceitar a finitude da vida, guiadas por poemas cantados na voz marcante de Arooj.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A importância de Arooj Aftab vai muito além de atualizar e apresentar a tradição musical de seu povo para novas audiências. A </span><a href="https://pitchfork.com/features/rising/arooj-aftab-vulture-prince-interview/"><span style="font-weight: 400;">cantora define herança cultural</span></a><span style="font-weight: 400;"> como tudo aquilo que se vive, toda a bagagem dos lugares que já morou e costumes que absorveu. Arooj sempre se sentiu diferente por ser </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e musicista no Paquistão, ao mesmo tempo que, nos EUA, é marcada pelo seu sotaque carregado. O minimalismo das harpas que conduzem </span><i><span style="font-weight: 400;">Vulture Prince </span></i><span style="font-weight: 400;">e o resgate do </span><a href="https://stringfixer.com/pt/Ghazal"><span style="font-weight: 400;">Gazel</span></a><span style="font-weight: 400;"> combinado a cadência típica do </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, revelam que o artista sempre tem uma origem, mas encontra em sua arte um passaporte universal, no qual as fronteiras culturais são um convite para desbravar novos territórios criativos. </span><b>&#8211; Carlos Botelho</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Last Night, Mohabbat e Saans Lo</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26517" aria-describedby="caption-attachment-26517" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26517" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-800x800.jpg" alt="Capa do álbum Written &amp; Directed, da banda Black Honey. O título está centralizado no meio da capa, que é marrom escura mas possui um aspecto desgastado e velho. Em letras grandes e amarelas com fundo vermelho, “Written &amp; Directed” em cima, e “BY BLACK HONEY” embaixo, em letras menores." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-800x800.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/written-and-directed-gabriel-arruda.jpg 1772w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26517" class="wp-caption-text">A banda londrina volta em seu segundo álbum com o espírito punk renovado (Foto: Foxfive Records)</figcaption></figure>
<p><b>Black Honey &#8211; Written &amp; Directed</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O segundo álbum da banda britânica Black Honey vem carregado do mesmo entusiasmo juvenil e disruptivo que tornou </span><a href="https://open.spotify.com/album/7AJTVMYgX1xDrufcavMUk1?si=dDwTLZ1-T4eH0IOp2mO_Ig"><span style="font-weight: 400;">sua estreia</span></a><span style="font-weight: 400;"> tão especial, aperfeiçoando o estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">pop punk</span></i><span style="font-weight: 400;"> em batidas cada vez mais marcantes e letras agressivamente despudoradas. Os vocais ferozes de Izzy B. Philipps não tem medo de enfrentar qualquer um que se ponha em seu caminho, dilacerando com palavras o patriarcado com seu auto intitulado “</span><a href="https://diymag.com/2020/09/18/listen-black-honey-run-for-cover"><i><span style="font-weight: 400;">vagina rock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">” e não se preocupando em fazer reféns: “</span><i><span style="font-weight: 400;">É melhor correr pra se proteger</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar do som do grupo não fugir muito do que foi estabelecido em seu primeiro disco, ainda é revigorante ver o cuidado que eles colocam em suas composições, bem como o esforço com o qual as executam. </span><a href="https://open.spotify.com/album/6hODMaWCw1sz39hkaSWgMW?si=ku4F2wcrSjmEZs7k6Oy0-A"><i><span style="font-weight: 400;">Written &amp; Directed</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um trabalho que implora para ser ouvido no meio de um palco, baixando e levantando sua cabeça junto com os artistas de Brighton no ritmo massacrante da guitarra de Chris Ostler, se preparando para acender um coquetel </span><i><span style="font-weight: 400;">molotov</span></i><span style="font-weight: 400;"> junto com seus amigos e botar a casa abaixo.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Faixas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Run for Cover, Beaches e I Do It to Myself</span></p>
<hr />
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Os Melhores Discos de 2021" style="border-radius: 12px" width="100%" height="380" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/4ZMWbPzSgJdvfLP09r8Fvh?si=fe1ed4a3fdab4714&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>
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		<title>Os Melhores Discos de 2020</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Jan 2021 20:33:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>2020 começou chutando as portas dos eventos inéditos. No Oscar, Parasita abocanhou a estatueta mais importante da noite; no Grammy, Billie Eilish quebrou um recorde de 39 anos e se tornou a primeira mulher a ganhar o Big Four, os quatro prêmios principais, em uma mesma noite (Álbum do Ano, Gravação do Ano, Música do &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2020/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Discos de 2020"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_17762" aria-describedby="caption-attachment-17762" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17762 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-melhores-wordpress.jpg" alt="Arte retangular com fundo azul. No canto superior esquerdo, foi adicionado o texto &quot;OS MELHORES DISCOS DE 2020&quot; em azul, dentro de um retângulo na cor preta. No canto inferior esquerdo, foi adicionado o logo do Persona. No canto inferior direito foi adicionado uma colagem com 9 artistas, em ordem: Taylor Swift, Rina Sawayama, Phoebe Bridgers, Fiona Apple, BK', Chloe x Halle, Kali Uchis e Letrux." width="1024" height="538" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-melhores-wordpress.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-melhores-wordpress-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/capa-melhores-wordpress-768x404.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17762" class="wp-caption-text">Destaques de 2020: Taylor Swift, Rina Sawayama, Phoebe Bridgers, Fiona Apple, BK&#8217;, Chloe x Halle, Kali Uchis e Letrux (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>2020 começou chutando as portas dos eventos inéditos. No <em>Oscar</em>, <em>Parasita</em> abocanhou a estatueta <a href="https://operamundi.uol.com.br/cultura/63002/parasita-faz-historia-e-e-1-filme-nao-falado-em-lingua-inglesa-a-vencer-oscar-de-melhor-filme">mais importante</a> da noite; no <em>Grammy</em>, Billie Eilish quebrou um <a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/o-ano-de-billie-eilish-6-conquistas-que-impulsionaram-carreira-da-artista-em-2020/">recorde</a> de 39 anos e se tornou a primeira mulher a <a href="https://portalpopline.com.br/billie-eilish-e-a-artista-mais-jovem-a-ganhar-as-4-principais-categorias-do-grammy/">ganhar o </a><em><a href="https://portalpopline.com.br/billie-eilish-e-a-artista-mais-jovem-a-ganhar-as-4-principais-categorias-do-grammy/">Big Four</a>, </em>os quatro prêmios principais, em uma mesma noite (<em>Álbum do Ano</em>,<em> Gravação do Ano</em>,<em> Música do Ano </em>e<em> Artista do Ano</em>).</p>
<p>E um pouco depois disso o mundo acabou.</p>
<p>A partir de março nos vimos num limbo temporal e espacial, onde a arte era a nossa melhor amiga, nossa única distração, nossa única oportunidade de viajar, e tudo mais que você já deve ter cansado de ler nesse ano. Sem a possibilidade de fazer <em>shows</em>, assistimos pequenos e grandes artistas se virarem nos 30 com <a href="https://g1.globo.com/pop-arte/musica/noticia/2020/12/02/8-das-10-lives-mais-vistas-em-2020-sao-brasileiras-marilia-mendonca-ganha-de-bts-e-andrea-bocelli.ghtml"><em>lives </em>diversas</a>. Os nomes gigantes do <em>mainstream</em> perderam <a href="https://www.correiodopovo.com.br/arteagenda/artistas-chegam-a-faturar-mais-de-1-milh%C3%A3o-de-reais-com-lives-1.426911">uma receita ou outra</a> nesse tempo, mas é com os <a href="https://claudia.abril.com.br/cultura/sem-lives-milionarias-artistas-independentes-encaram-abandono-na-pandemia/">independentes</a> que devemos nos preocupar. <a href="https://lastdonutofthenight.substack.com/p/how-much-new-music-is-there-even">Sem dinheiro não há música</a>, e é agora que saberemos as consequências reais disso tudo. Por enquanto, só podemos esperar que as promissoras vacinas façam o segundo semestre de 2021 seguro o suficiente para retornarmos com os <em>shows</em>.</p>
<p>Para os que tinham estrutura e condições de produzir em casa, 2020 foi mais interessante. Charli nos deu o colaborativo <a href="https://www.youtube.com/watch?v=_FU8xyVC-tk&amp;list=PL-2HG0C5jJQG5n1GVlif-9S-FnQ1dIuKM"><em>how i&#8217;m feeling now</em></a> e Taylor surpreendeu o mundo com seu <em><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/">folklore</a> </em>e o novíssimo <em><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/">evermore</a> (</em>e dizem as línguas que a <a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2020/12/15/taylor-swift-boatos-terceiro-album-woodvale/">terceira irmã</a> está vindo). No Brasil, vimos artistas como <a href="https://www.youtube.com/watch?v=TqqCkf4q9hI&amp;list=OLAK5uy_lZcNwGEAu2vsEGuqKo1ZS2VL5_hgCh8H8">Silva</a>, <a href="https://www.youtube.com/watch?v=wdJgZjoVtFI&amp;ab_channel=Sandy">Sandy</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jazLY2IoQEY&amp;list=OLAK5uy_nT__TwhK4YuMzrBTFL2_M0VHaz7u_6fJc&amp;ab_channel=AdrianaCalcanhotto">Adriana Calcanhotto</a> também lançarem seus projetos frutos do isolamento social.</p>
<p>O dia infinito que foi 2020 ainda trouxe mais uma porrada de coisas: a volta bíblica de Fiona Apple e a <a href="https://pitchfork.com/reviews/albums/fiona-apple-fetch-the-bolt-cutters/">primeira nota 10</a> em uma década, da impiedosa <em>Pitchfork</em>; a xenofobia sofrida por Rina Sawayama ao ser considerada &#8216;<a href="https://www.papelpop.com/2020/07/rina-sawayama-critica-premiacoes-britanicas-por-nao-considera-la-elegivel-a-indicacoes/"><em>não elegível</em></a>&#8216; para o <em>British Music Awards </em>mesmo sendo britânica; o <a href="https://hugogloss.uol.com.br/famosos/grammy-2021-apos-esnobada-chocante-em-the-weeknd-publico-aponta-racismo-na-premiacao-e-revoltante-presidente-da-academia-se-pronuncia/">racismo</a> sofrido por <a href="http://personaunesp.com.br/after-hours-critica/">The Weeknd</a> ao não ser indicado ao <em>Grammy 2021</em> nas categorias principais; a febre de documentários de artistas (Ariana Grande, Shawn Mendes, <a href="http://personaunesp.com.br/blackpink-light-up-the-sky-critica/">BLACKPINK</a>, Taylor Swift&#8230;); e tantos outros acontecimentos.</p>
<p>Justin Timberlake já dizia em seu <em>The 20/20 Experience</em>: o ontem é história e o amanhã é um mistério. Se 2021 vai ser melhor? Torcemos que sim. Por agora, você pode conferir Os Melhores Discos e <em>EPs</em> que salvaram o apocalíptico ano de 2020, elencados pela <strong>Editoria do Persona</strong> e por nossos <strong>colaboradores</strong>.</p>
<p><span id="more-17644"></span></p>
<figure id="attachment_17713" aria-describedby="caption-attachment-17713" style="width: 712px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17713 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/melhores-disco-lienne-la-havas-e1610056372838.jpg" alt="Capa do álbum autointitulado da artista Lienne La Havas. A imagem é composta apenas por uma fotografia da artista, em preto e branco. Ela aparece dos ombros para cima, e seu cabelo cacheado cobre parte do seu rosto, aparecendo apenas seu sorriso. Ela também usa um piercing de argola simples no meio das narinas e usa uma camiseta escura. A mão esquerda de Lienne La Havas segura o cabelo, na altura da orelha. Ela está levemente à esquerda da imagem e de frente para a camêra." width="712" height="712" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/melhores-disco-lienne-la-havas-e1610056372838.jpg 712w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/melhores-disco-lienne-la-havas-e1610056372838-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/melhores-disco-lienne-la-havas-e1610056372838-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17713" class="wp-caption-text">Lianne La Havas sorrindo na capa do álbum que tem as harmonias mais lindas de 2020 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Raquel Dutra</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nenhum lugar foi capaz de proporcionar maior consolo e conexão em 2020 como a música. Taylor Swift talvez tenha sido a artista que mais compreendeu isso e as necessidades atípicas do ano. Mudando totalmente sua estética e sonoridade, mas nunca a sua essência, em agosto, de surpresa, ela nos presenteou com as histórias íntimas e aconchegantes de </span><i>folklore,</i><span style="font-weight: 400;"> e ganhou o mundo inteiro com ele. Já rasguei elogios para o álbum <a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/">aqui</a>, então, agora, vou me contentar em coroá-lo com meu primeiro lugar. Só que, não satisfeita, a fome criativa de Swift ainda dividiu conosco a irmã mais nova, mais solta e animada do primeiro álbum, </span><em><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/">evermore</a></span></em><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">como uma forma de celebrar seu aniversário de 31 anos</span><span style="font-weight: 400;"> (que não vai repetir o nome de Taylor no meu top 5, mas vale a lembrança). Outra menção honrosa é <em>CTV3: <a href="https://personaunesp.com.br/cool-tape-vol-3-critica/">Cool Tape Vol.3</a></em>, disco lindo do Jaden, que consegue colocar em canções a doçura do amor, as delícias de viver, a liberdade da vida e a paz de assistir um pôr-do-sol. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegando nas mais alegrinhas, </span><em>YHLQMDLG</em> do Bad Bunny quase começava a tocar sozinho quando era hora da faxina ou de lembrar para o meu corpo o que era a vitamina D e a endorfina com uma caminhada pelo quarteirão.  No maior país da América Latina, o ano foi de Marcelo D2 e <a href="https://personaunesp.com.br/assim-tocam-os-meus-tambores-critica/"><em>Assim Tocam os MEUS TAMBORES</em></a>. A obra-prima do artista transcende a ideia de um registro fonográfico tradicional, concretizando um trabalho transmídia grandioso em significado, identidade e importância para a produção cultural brasileira.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">De volta ao</span><i><span style="font-weight: 400;"> top</span></i><span style="font-weight: 400;"> 3, dominado pela calmaria necessária para domar a ansiedade de 2020,</span><span style="font-weight: 400;"> a serenidade, constância e charme de <em>Lianne La Havas</em> também me capturaram, especialmente com <em>Green Papaya</em>, <em>Please Don&#8217;t Make Me Cry</em>, <em>Sour Flower</em> e, claro, a majestosa <em>Bittersweet</em>. O esperado </span><i>ALICIA</i><span style="font-weight: 400;"> também merecia um lugar nesta lista só pela sua carro-chefe, </span><i><span style="font-weight: 400;">Underdog</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ela vem ao lado de delícias como </span><i><span style="font-weight: 400;">So Done</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Gramecery Park </span></i><span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">A Beautiful Noise</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> e também das batidas mais </span><i><span style="font-weight: 400;">sexys</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">3 Hour Drive</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Show Me Love</span></i><span style="font-weight: 400;">. O</span><span style="font-weight: 400;"> hino aos ‘</span><span style="font-weight: 400;">oprimidos’</span><span style="font-weight: 400;"> ainda se junta à injeção de ânimo que Keys direciona aos corações, corpos e mentes cansados em </span><i><span style="font-weight: 400;">Good Job; </span></i><span style="font-weight: 400;">e,</span><span style="font-weight: 400;"> assim, a artista transfere todo seu calor e esperanças divinos para quem teve um ano especialmente difícil. “</span><i><span style="font-weight: 400;">Você está fazendo um bom trabalho” </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Continue se prendendo ao que você ama”,</span></i><span style="font-weight: 400;"> ela canta em apoio aos sobreviventes do ano da pandemia, e ainda deixa um verso que é quase uma promessa para 2021:</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Muito em breve você irá se erguer.”</span></i><span style="font-weight: 400;"> Amém, Alicia.</span></p>
<p><b>Discos Favoritos: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift &#8211; folklore / </span><b>2. </b>Alicia Keys &#8211; ALICIA /<b> 3. </b>Lianne La Havas &#8211; Lianne La Havas<span style="font-weight: 400;"> / </span><b>4. </b>Marcelo D2<span style="font-weight: 400;"> &#8211; Assim Tocam MEUS TAMBORES / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Bad Bunny &#8211; YHLQMDLG</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Alicia Keys - Underdog (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/izyZLKIWGiA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17693" aria-describedby="caption-attachment-17693" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17693 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Crocodiloboy do rapper Diomedes Chinaski. A imagem possui um fundo bege e no centro há uma ilustração. A ilustração é um trono com vários detalhes, inclusive um anjo e há um crocodilo sentado nesse trono. Na parte superior há o nome do rapper “Diomedes Chinaski” escrito com letra preta. Logo abaixo, há o nome do álbum “Crocodiloboy” escrito com um maior espaçamento e em letra maiúscula." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/5bHHRkpXdX3X78TvzbU6.0.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17693" class="wp-caption-text">A impactante capa de Crocodiloboy, disco de Diomedes Chinaski (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Elder John</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar das dificuldades de 2020, o <em>rap</em> nacional se mostrou muito presente no quesito de lançamentos, com grandes nomes da cena se destacando. Falar sobre o <a href="https://personaunesp.com.br/o-lider-em-movimento-critica/">BK’</a>, Djonga e Rashid é redundante, cada um no seu estilo, com assuntos importantes e a qualidade que já conhecemos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda devo ressaltar Diomedes Chinaski se colocando no mesmo patamar. Prometeu o disco do ano e trouxe um produto completo: conceito, musicalidade e relevância.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, no <em>funk</em> tivemos muitos lançamentos importantes, com o Hariel sendo um dos poucos que incorporaram a cultura dos discos. Normalmente, os artistas só lançam <em>singles</em>, como foi o caso do MC Paulin da Capital, um dos principais nomes do gênero que não pôde aparecer na lista.</span></p>
<p><b>Discos favoritos: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> BK’ – O líder em movimento / <strong>2.</strong> Diomedes Chinaski  – Crocodiloboy / <strong>3.</strong> Djonga  – Histórias da Minha Área / <strong>4.</strong> MC Hariel – Avisa que é o Funk / <strong>5.</strong> Rashid – Tão Real</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="6. Djonga - Hoje Não" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/qxXr2CYjHl8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17653" aria-describedby="caption-attachment-17653" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17653 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-1024x1024.jpg" alt="Capa do álbum Evermore. A imagem mostra Taylor Swift de costas em frente a uma floresta. Ela tem os cabelos loiros em uma trança embutida única e centralizada e usa um casaco grosso com padrão quadriculado grande nas cores marrom, amarelo e vermelho." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/a-capa-do-evermore-novo-album-de-taylor-swift-1607608788832_v2_1920x1920.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17653" class="wp-caption-text">Vai ser difícil superar as emoções de ser fã da Taylor Swift em 2020, com dois álbuns lançados de surpresa e feitos inteiramente durante a quarentena (Foto: Beth Garrabrant)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Laura Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que nunca, a música embalou nossas vidas em 2020, ressignificando ou até mesmo dando significado aos difíceis momentos que enfrentamos. E, apesar da divulgação interrompida, adiamento de <em>shows</em> e uma grande incógnita que ainda permanece, é reconfortante saber que, mesmo assim, as trilhas sonoras não pararam. Em meio a diversos álbuns, os que, para mim, se destacam foram aqueles que trouxeram intimismo, profundidade e também alegria para a quarentena.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Queria poder citar dezenas de discos que escutei repetidamente, contudo, confesso que foi fácil decidir o top 3. No topo está o álbum surpresa mais falado dos últimos meses:<a href="http://personaunesp.com.br/folklore-critica/"> <em>f</em></a></span><a href="http://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i>olklore</i></a> <span style="font-weight: 400;">trouxe uma Taylor Swift mais aberta, crua e livre como nunca visto antes. Seu irmão gêmeo, <a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/">e</a></span><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i>vermore</i></a><span style="font-weight: 400;">, ficou com o terceiro lugar por atingir o mesmo nível de perfeição que o primeiro, mas ainda não ter conquistado um espaço tão grande em meu coração quanto a sinfonia em branco e preto.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os dois está </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><i>After Hours</i></a>,<span style="font-weight: 400;"> que, mesmo não sendo o número um por conta do meu gosto pessoal, é, sem dúvida alguma, o melhor álbum de 2020. Dançante, incisivo e atemporal, essa é a obra que nos lembraremos quando perguntarem sobre o ano da quarentena. E, junto ao The Weeknd,</span> <span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/">Dua Lipa</a> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Don’t Start Now </span></i><span style="font-weight: 400;">marcaram as rádios mundo afora. Entretanto, não poderia, de forma alguma, deixar passar o renascimento de Selena Gomez em </span><a href="https://personaunesp.com.br/rare-selena-gomez-critica/"><i>Rare</i></a><span style="font-weight: 400;">, mais linda e empoderada do que nunca. </span></p>
<p><b>Discos favoritos: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> Taylor Swift &#8211; folklore / <strong>2.</strong> The Weeknd &#8211; After Hours / <strong>3.</strong> Taylor Swift &#8211; evermore / <strong>4.</strong> Dua Lipa &#8211; Future Nostalgia / <strong>5.</strong> Selena Gomez &#8211; Rare</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Selena Gomez - Lose You To Love Me (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/zlJDTxahav0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17647" aria-describedby="caption-attachment-17647" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17647 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-1024x1024.jpg" alt="" width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1_9gGctdwuqT4Qmq5yDuJL5Q-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17647" class="wp-caption-text">Love I&#8217;m Given, do álbum Brightest Blue, é uma das melhores músicas do ano (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p>Até então, Ellie Goulding se encontrava em uma posição desconfortável: depois do insosso <em>Delirium</em> <em>(2015),</em> a cantora perdeu o interesse dos amantes do <em>pop</em>, ao mesmo tempo que passou a soar genérica demais para manter o interesse do mundinho alternativo. Esse talvez seja um dos motivos que justificam <em>Brightest Blue</em> ter passado tão despercebido em 2020, mesmo sendo o trabalho mais coeso, íntimo e sincero da artista. A outra razão pode ser a terrível exigência da <em>Polydor Records </em>em favorecer os <em>featurings</em> ultrarradiofônicos da segunda parte do CD, em vez de divulgar o projeto em si. Agora é tarde, e de gravadoras incompetentes o mundo está cheio, Ellie infelizmente não será a primeira nem a última a passar por isso. Mesmo com essa pista de obstáculos, Goulding entregou o melhor projeto da sua carreira e se coloca de volta ao mapa: <em>Brightest Blue </em>transborda honestidade, melodias de encher a sala e um sinal claro de que a mente por trás do <em>Halcyon (2012)</em> não perdeu uma gota sequer de sua visão e talento.</p>
<p>O ano também foi delas: Chloe x Halle provam que o <em>R&amp;B </em>e o <em>pop </em>podem andar lado a lado sem depender dos mesmos recursos de sempre. As irmãs apadrinhadas por Beyoncé deixaram a inocência de lado para o maravilhoso <em><a href="https://personaunesp.com.br/ungodly-hour-critica/">Ungodly Hour</a>. </em>Já Troye Sivan e Christine and the Queens brilharam com seus respectivos <em>EPs. <a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/">In A Dream</a></em> é uma viagem pela mente de um Troye despido de toda a parafernália superproduzida de seus projetos anteriores, e mostra sua força como compositor. <em>La vita nuova </em>consolidou mais uma vez Christine como uma das vozes para se ficar atentíssimo, e a faixa-título com Caroline Polachek é uma das melhores coisas proporcionadas por 2020.</p>
<p>Por fim, chegamos em Georgia. A talentosíssima compositora e produtora britânica abriu o ano passado, em janeiro, com <em>Seeking Thrills. </em>A artista é claramente influenciada por Robyn, e talvez, nas devidas proporções, <em>About Work The Dancefloor </em>é uma prima muito próxima (e mais feliz) de <em>Dancing On My Own</em>. Regado a paixão e sintetizadores, o disco é um dos imperdíveis de 2020. Menções honrosas: o cheio de juventude <a href="https://personaunesp.com.br/kid-krow-critica/"><em>Kid Krow</em></a>, de Conan Gray; o genuíno <em>SAWAYAMA</em>, de Rina Sawayama; o <em>flashback </em>futurista <a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/"><em>Future Nostalgia</em></a>, de Dua Lipa; e o avassalador <em>Punisher</em>, de Phoebe Bridgers.</p>
<p><strong>Discos favoritos: 1.</strong> Ellie Goulding &#8211; Brightest Blue / <strong>2.</strong> Troye Sivan &#8211; In A Dream (EP) / <strong>3.</strong> Chloe x Halle &#8211; Ungodly Hour / <strong>4.</strong> Christine and the Queens &#8211; La vita nuova (EP) / <strong>5.</strong> Georgia &#8211; Seeking Thrills</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Georgia - About Work The Dancefloor (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/A4Y9V07wry4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17675" aria-describedby="caption-attachment-17675" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17675 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-1024x1024.jpg" alt="A imagem é a capa do álbum Piorou, da banda Tantão e os Fita. Na imagem, há o rosto de um homem sorrindo com os olhos fechados, ele está com a cabeça inclinada para cima. A imagem é uma arte pintada em tinta a óleo, com cores em tom marrom, cinza, rosa e laranja. " width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/123583434_749460078977465_2254286572029443092_o-1200x1200.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17675" class="wp-caption-text">Capa do álbum Piorou (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Henrique Gomes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2020 na música e a música no ano de 2020, uma dicotomia confusa, porém gritante quando se olha em retrospecto. Se trata da divisão entre sons que te levam para um campo de paz e conforto em tempos difíceis, e sons que te mostram o caos mundial impresso em cada detalhe. </span><span style="font-weight: 400;">Na linha dos acalantos, o disco <em>Philadelphia</em>, de Shabason, Krgovich &amp; Harris, caiu como uma luva ao manusear o <em>ambient</em>, o <em>new age</em>, o <em>R&amp;B</em> e o <em>jazz</em> para moldar um retrato minimalista e sutil do cotidiano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro álbum foi o <em>Decision Time</em>, de Charles Webster, em que o <em>deep house</em> é dilacerado entre sons de <em>trip-hop</em> e <em>ambient</em>, com as mais variadas influências, seja na bossa-nova ou no <em>blues</em>, cada detalhe do som gera uma meditação sombria e necessária. Um disco como <em>Alfredo</em>, de Freddie Gibbs &amp; The Alchemist, serviu como um devaneio ao ouvinte, em que o produtor e o <em>rapper</em> dialogam e executam o conceito nu e cru do <em>hip-hop</em> entre <em>beats</em>, <em>flows</em> e participações variadas, levando o espectador para longe dentro de suas ambiências e texturas cinemáticas, narradas sob a voz tão raivosa quanto serena do <em>rapper</em> de Indiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O outro lado da moeda são os sons experimentais, barulhentos, porém belos. Como, por exemplo, o <em>SAWAYAMA</em>, de Rina Sawayama, em que a cantora/produtora faz um casamento entre o <em>nu-metal</em>, <em>hyperpop</em>, <em>dance</em>, entre várias outras influências, enquanto discorre sobre sua identidade, soando como algo extremamente caótico e criativo dentro do <em>pop</em>. Para finalizar, o que há de mais fiel ao que passa pela cabeça de qualquer um durante uma desordem mundial é o disco <em>Piorou</em>, de Tantão e os Fita. O trio rasga todas as possibilidades de adequação à lógica ao fazer músicas completamente desordenadas e barulhentas dentro da instrumentação eletrônica e industrial. A fragmentação de frases e repetição de termos são extremamente profundas quando colocadas nesse contexto sonoro e social. Eis o som de um trauma. </span><span style="font-weight: 400;">Deixo também minhas menções honrosas: Fontaines D.C &#8211; <em>A Hero’s Death</em>; The Koreatown Oddity &#8211; <em>Little Dominiques Nosebleed</em>; Lianne La Havas &#8211; <em>S/T</em>; Destroyer &#8211; <em>Have We Met</em>; 100 gecs &#8211; <em>1000 gecs and The Tree of Clues</em>; Cícero &#8211; <em>Cosmos</em>; e Dehd &#8211; <em>Flower of Devotion</em>.</span></p>
<p><strong>Discos Favoritos: 1. </strong>Tantão e os Fita &#8211; Piorou<strong> / 2. </strong>Freddie Gibbs &amp; The Alchemist &#8211; Alfredo<strong> / 3.  <span style="font-weight: 400;">Rina Sawayama &#8211; SAWAYAMA / 4. Charles Webster &#8211; Decision Time /  5. Shabason, Krgovich &amp; Harris &#8211; Philadelphia</span></strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Freddie Gibbs &amp; The Alchemist - 1985 (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/nu6lCtQ-yUg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17671" aria-describedby="caption-attachment-17671" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17671 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-1024x1024.jpg" alt="Capa do disco Women in Music Pt III, da banda HAIM. A capa é uma foto das três irmãs vestidas como bartenders e atrás de um balcão de rotisseria. As três usam camisetas brancas, tem a pele clara e o cabelo preso para trás. No canto superior esquerdo, vemos uma placa amarela com Women in Music escrito em vermelho Pt III em preto. " width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/81QO8YdU1OL._AC_SL1500_.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17671" class="wp-caption-text">Servidos? (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já virou costume meu abrir as listas de fim de ano condecorando os trabalhos que não passaram do corte, então vamos lá. Depois de florescer, </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/"><span style="font-weight: 400;">Troye Sivan</span></a><span style="font-weight: 400;"> se aventurou pelos sonhos. Lauv usou dos clichês para expressar com alívio sentimentos da solidão. </span><a href="https://personaunesp.com.br/kid-krow-critica/"><span style="font-weight: 400;">Conan Gray</span></a><span style="font-weight: 400;"> saiu do ninho. E, do tédio do isolamento social, Charli XCX dedilhou inspirações fenomenais. Vocês se lembram do álbum sensual que Ariana Grande prometeu com seu lançamento de 2020? Pois bem, foi Kali Uchis quem o entregou. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sin Miedo</span></i><span style="font-weight: 400;"> liquidifica o lado </span><i><span style="font-weight: 400;">sexy </span></i><span style="font-weight: 400;">da cantora, brindando nossos ouvidos com uma parafernália de influências latinas, sem nunca deixar de lado sua assinatura classuda. </span><i><span style="font-weight: 400;">la luz(Fín)</span></i><span style="font-weight: 400;"> já nasceu clássico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de pintar os cabelos de vermelho e se aventurar pelos sete mares, Halle teve tempo de nos hipnotizar ao lado da irmã Chloe no </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais possante do ano. A hora ímpia a que a dupla tanto se refere em </span><a href="https://personaunesp.com.br/ungodly-hour-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ungodly Hour</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é o melhor momento do dia. Elas são tão charmosas e inebriantes confessando um assassinato em </span><i><span style="font-weight: 400;">Tipsy</span></i><span style="font-weight: 400;"> quanto implorando pela saída fácil de uma relação dolorosa em </span><i><span style="font-weight: 400;">Don’t Make It Harder On Me</span></i><span style="font-weight: 400;">. O quarteto britânico The 1975 deu adeus às estribeiras e, ao invés de lançarem um disco, o resultado final de </span><a href="https://personaunesp.com.br/notes-on-a-conditional-form-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Notes on a Conditional Form</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> soa como uma </span><i><span style="font-weight: 400;">playlist </span></i><span style="font-weight: 400;">(mas sempre de muito bom gosto). <em>Jesus Christ 2005 God Bless America</em> e <em>If You&#8217;re Too Shy (Let Me Know)</em> concentram o suco do talento dos músicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E não foram apenas as irmãs Bailey que merecem o Tocantins inteiro em 2020. As HAIM, instrumentalistas estudadas e artistas louváveis, liberaram </span><i><span style="font-weight: 400;">Women in Music Pt. III</span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><span style="font-weight: 400;">cantando sobre namoros ruins, jornalistas mal intencionados e, o mais importante, sobre elas mesmas. O ano não nos entregou nada melhor que </span><i><span style="font-weight: 400;">The Steps</span></i><span style="font-weight: 400;">, música para ouvir com o fone no volume máximo e tocando bateria no ar. O pódio é reservado para a cantora com o melhor desempenho na hora de criar músicas-reflexo de sua própria alma. Phoebe Bridgers é mestre em transformar os anseios da depressão e do desconforto em canções espirituais, suas letras específicas crescem pela honestidade. Seu </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;"> exorciza 2020. No fecho de </span><i><span style="font-weight: 400;">I Know The End</span></i><span style="font-weight: 400;">, Phoebe grita até os pulmões sangrarem, e, ao som de seu lamurio libertador, damos adeus junto dela.   </span></p>
<p><b>Discos favoritos: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Phoebe Bridgers &#8211; Punisher / </span><b>2. </b><span style="font-weight: 400;">HAIM &#8211; Women in Music Pt. III /</span><b> 3. </b><span style="font-weight: 400;">The 1975 &#8211; Notes on a Conditional Form / </span><b>4.</b><span style="font-weight: 400;"> Chloe x Halle &#8211; Ungodly Hour / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Kali Uchis &#8211; Sin Miedo (del Amor y Otros Demonios) ∞</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Phoebe Bridgers - Savior Complex (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/VJlR3pvgLQA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17688" aria-describedby="caption-attachment-17688" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17688 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Róisín Machine da cantora Róisín Murphy. A imagem possui um fundo vermelho e no centro há o nome do álbum “Róisín Machine” escrito em branco com uma profundidade e preenchimento na cor preta. No canto esquerdo da imagem, há uma mulher branca com cabelo loiro cacheado. A mulher veste blusa preta e saia azul com um cinto preto. Além disso, ela está de ponta cabeça. A imagem ainda possui detalhes em azul royal e a frase “Fall Length” no canto inferior direito." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/roisinmachine.jpg 1500w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17688" class="wp-caption-text">A lei de Murphy (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Leonardo Teixeira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música salva &#8211; em 2020, mais do que nunca. Um dos grandes assuntos musicais do ano passado foi o <em>revival</em> da <em>disco music</em> (como se a dita cuja tivesse morrido algum dia). Dentre várias versões manjadas do som imortalizado por Donna Summer, Giorgio Moroder e Nile Rodgers, dois lançamentos se destacaram. O <em>groove</em> sensual da britânica Jessie Ware em <em>What&#8217;s Your Pleasure?</em>, e a veterana Róisín Murphy, com o desafiador e aventureiro <em>Róisín Machine</em>. Só por essas duas, o ano já estava ganho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas teve muito mais coisa boa. Dar <em>play</em> em <em>Set My Heart on Fire Immediately</em> é ouvir o som do peito atordoado de Perfume Genius se rasgar todinho, uma das experiências imperdíveis do ano. Enquanto isso, Chloe x Halle mostraram que sabem a que vieram com o seu <a href="https://personaunesp.com.br/ungodly-hour-critica/"><em>Ungodly Hour</em></a>; o homônimo de Lianne La Havas foi pura perfeição acústica; me apaixonei por Bad Bunny, o maior, mais estiloso e prolífico nome da música latina atual; e Thundercat deu o nome com o <em>soul/funk</em> bem-humorado e cheio de experimentações de <em>It Is What It Is</em>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Experiências mais curtas também ganharam meu coração em 2020. Os <em>EPs</em> de Christine and the Queens, Shygirl, Tkay Maidza e Troye Sivan foram grandes vitoriosos, enquanto <em>CORPO SEM JUÍZO</em>, a estreia da Jup do Bairro, injetou as doses cavalares de força que tanto precisei. O mantra “</span><i><span style="font-weight: 400;">All you need is love/Tenho tanto pra te dar</span></i><span style="font-weight: 400;">” deu o tom de um ano que começou esperançoso, desmoronou lá pelo terceiro mês, mas fechou bem, cheio de amor por aqui.</span></p>
<p><b>Discos favoritos: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Jessie Ware &#8211; What&#8217;s Your Pleasure? / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Perfume Genius &#8211; Set My Heart on Fire Immediately / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> Róisín Murphy &#8211; Róisín Machine / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">Bad Bunny &#8211; YHLQMDLG /</span><b> 5.</b><span style="font-weight: 400;"> Lianne La Havas &#8211; Lianne La Havas</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Jup do Bairro, Rico Dalasam &amp; Linn da Quebrada - ALL YOU NEED IS LOVE (Parte I)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/8pCX3Cvk2-4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17689" aria-describedby="caption-attachment-17689" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17689 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/CAPA-ALBUM-JOJI.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Nectar do cantor Joji. Na imagem há o cantor Joji, homem japonês com cabelo curto preto. A fotografia está com uma luz lateral rosa, isso faz com que crie um efeito de sombra e profundidade no rosto do cantor. " width="696" height="696" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/CAPA-ALBUM-JOJI.jpg 696w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/CAPA-ALBUM-JOJI-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/CAPA-ALBUM-JOJI-150x150.jpg 150w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17689" class="wp-caption-text">Logo de cara, o álbum Nectar é exatamente como Joji o descreve: “um senso de urgência, porém calmo” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Giovana Guarizo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como uma boa <em>selenator</em>, eu não poderia deixar de exaltar o álbum da minha artista favorita. Depois de quatro anos, Selena Gomez finalmente lançou </span><a href="https://personaunesp.com.br/rare-selena-gomez-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rare</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o qual eu não parei de ouvir o ano todo (é sério, todas as músicas do disco estão na minha retrospectiva do </span><i><span style="font-weight: 400;">Spotify</span></i><span style="font-weight: 400;">). Repleto de mensagens sobre autoconfiança, amor próprio e superação, foi um dos álbuns </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> mais aclamados neste ano caótico. Apesar dela seguir o conceito de “raro” e ser a única a não divulgar um novo trabalho, no meu ano, ele fez sentido em momentos psicologicamente necessários. Mas, por incrível que pareça, </span><i><span style="font-weight: 400;">Rare</span></i><span style="font-weight: 400;">, na verdade, é o meu top 2. O top 1 só poderia ser de The Weeknd. Tudo vindo dele brilha, mas </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">After Hours</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, de longe, o melhor que ele já nos concedeu. Um <em>CD</em> que se difere por se inspirar nos anos 80, mas que não consegue largar o </span><i><span style="font-weight: 400;">R&amp;B</span></i><span style="font-weight: 400;"> atual. Sem contar que o cantor manteve um fantástico personagem desde o final de 2019, o qual perdura até agora. Uma era longa, mas que, com certeza, valeu a pena ser vivida. Abel Tesfaye trouxe o que eu precisava na sua penumbra musical. Na calada da noite, eu ouço </span><i><span style="font-weight: 400;">Too Late</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem parar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um artista que entregou tudo e se revelou ainda mais esse ano foi Joji. O eterno </span><i><span style="font-weight: 400;">pink guy</span></i><span style="font-weight: 400;"> transferiu a autenticidade dos seus vídeos do </span><i><span style="font-weight: 400;">Youtube</span></i><span style="font-weight: 400;"> para a música, e eu amei. O álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Nectar </span></i><span style="font-weight: 400;">reuniu 18 músicas impecáveis e que me viciaram logo de cara. Eu já não parava de ouvir o </span><i><span style="font-weight: 400;">BALLADS 1</span></i><span style="font-weight: 400;">, de 2018, e com o disco de 2020 tive a mesma reação. A loucura de Joji me anima e o novo CD é, sem dúvidas, uma experiência valiosa. O cantor japonês me dá altas expectativas e me deixa ansiosa para futuros projetos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No cenário nacional, não teve como não me impactar com </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-lider-em-movimento-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O líder em Movimento</span></i></a><em>,</em><span style="font-weight: 400;"> do <em>rapper</em> BK&#8217;. A faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Pessoas</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a minha favorita, ouso dizer que a melhor do <em>CD</em>, e com o </span><i><span style="font-weight: 400;">sample</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Minha Gente</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Erasmo Carlos ficou realmente difícil errar. O disco é um grito antirracista, necessário e que, definitivamente, me fez passar horas ouvindo essa aula. E, como de costume, não consegui passar o ano sem as sofrências. Dessa vez, de um jeito mais animado, com Barões da Pisadinha. Os baianos encantaram o Brasil e lançaram o </span><i><span style="font-weight: 400;">DVD Novo dos Barões da Pisadinha Ao Vivo</span></i><span style="font-weight: 400;">, o qual é cheio de sucessos. Foi praticamente impossível não dar ouvidos ao trabalho deles nas rádios ou </span><span style="font-weight: 400;">no topo</span><span style="font-weight: 400;"> de qualquer plataforma de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. Uma dupla que tem muito pela frente e que, se depender de mim, o </span><i><span style="font-weight: 400;">stream</span></i><span style="font-weight: 400;"> continua em 2021.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos favoritos:</strong> <strong>1.</strong> </span>The Weeknd &#8211; After Hours / <strong>2. </strong>Selena Gomez &#8211; Rare / <strong>3. </strong>Joji &#8211; Nectar / <strong>4.</strong> BK&#8217; &#8211; O líder em Movimento / <strong>5.</strong> Barões da Pisadinha &#8211; DVD Novo dos Barões da Pisadinha Ao Vivo</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Os Barões da Pisadinha - Recairei (Ao Vivo)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/bKnB-0fSwDA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17690" aria-describedby="caption-attachment-17690" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17690 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Under My Influence da banda The Aces. A imagem possui as quatro mulheres do The Aces, todas elas são brancas e vestem um moletom. As mulheres estão atrás de um plástico que possui um rasgo no seu centro, onde elas estão posicionadas, uma do lado da outra. No centro da imagem há o nome do álbum “Under My Influence” escrito em letras na cor branca. Já no centro, na parte inferior, há o nome da banda com fonte na cor branca também." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/61zJoFhUHRL._AC_SL1200_.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17690" class="wp-caption-text">“Being ourselves could never be a crime” (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pra sobreviver o filme de terror que foi o ano passado, só com uma boa trilha sonora, o que não faltou em 2020. Tentando organizar um pódio de álbuns, sofri por ter de deixar muitos de fora. Para começar, não consegui não coroar The 1975 em primeiro lugar, talvez por ser fã de longa data, talvez porque </span><a href="https://personaunesp.com.br/notes-on-a-conditional-form-critica/"><i>Notes on a Conditional Form</i></a><span style="font-weight: 400;"> é o álbum mais desafiador que tive o prazer de tentar entender. Passeando por gêneros e sonoridades, sem se preocupar com a coesão, a banda entrega uma bagunça, no melhor sentido: ao mostrar sua versatilidade, a cada faixa, The 1975 evoca e inspira uma emoção diferente, e torna cada </span><i><span style="font-weight: 400;">play</span></i><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Notes</span></i><span style="font-weight: 400;"> uma experiência única. O grupo inglês, ainda, foi a inspiração para o The Aces conceberem o meu segundo lugar, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Under My Influence</span></i><span style="font-weight: 400;">. Misturando solos de guitarra e melodias </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> dançantes como acompanhamento para retratar os problemas, as inseguranças e as belezas da juventude moderna, o álbum torna-se ainda mais pessoal ao ser cantado pela banda de mulheres LGBTQ+.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E no ano atípico (que provavelmente é a palavra mais falada em 2020), aproveitei para explorar novos gêneros, e me rendi ao </span><i><span style="font-weight: 400;"><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/">folklore</a>. </span></i><span style="font-weight: 400;">Que Taylor Swift é uma força eu já sabia, mas mergulhar nas letras honestas e intensas escritas por ela me fez sentir de tudo um pouco e a ficha caiu. Quem explorou outros estilos também foi Machine Gun Kelly, de quem eu não era grande fã até ouvir seu novo trabalho, </span><i><span style="font-weight: 400;">Tickets to My Downfall, </span></i><span style="font-weight: 400;">que difere das produções antigas do <em>rapper</em> e ganha meu quarto lugar. O álbum traz letras descontraídas e outras brutalmente honestas, sempre embaladas por um divertido e estimulante </span><i><span style="font-weight: 400;">pop punk</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">à la blink-182.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O meu quinto lugar (que só ficou nessa posição porque fiz um uni-duni-tê para elencar) vai para </span><a href="http://personaunesp.com.br/cool-tape-vol-3-critica/"><i>Cool Tape Vol. 3</i></a><span style="font-weight: 400;"> do Jaden, que me fez querer dançar pela rua, me apaixonar e mudar o mundo, tudo ao mesmo tempo. Infelizmente, quarentenada em casa, tudo o que eu pude fazer foi balançar na sala ao som das batidas animadas e encarar o teto pensativa enquanto escutava o artista cantar sobre o amor. Ainda, em uma menção honrosa, lembro do </span><i>EP</i><a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/"><i> In a Dream</i></a><span style="font-weight: 400;"> do Troye Sivan, que surtiu o mesmo efeito em mim. A torcida é para que, em 2021, as danças não fiquem restritas às nossas salas de estar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos favoritos: 1.</strong> The 1975 &#8211; Notes on a Conditional Form </span><span style="font-weight: 400;"> / <strong>2. </strong>The Aces &#8211; </span><span style="font-weight: 400;">Under My Influence</span><span style="font-weight: 400;"> / <strong>3. </strong>Taylor Swift &#8211; </span><span style="font-weight: 400;">folklore</span><span style="font-weight: 400;"> / <strong>4. </strong>Machine Gun Kelly &#8211; </span><span style="font-weight: 400;">Tickets to My Downfall</span><span style="font-weight: 400;"> / <strong>5. </strong>Jaden &#8211; </span><span style="font-weight: 400;">Cool Tape Vol. 3</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Aces - Daydream (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/maK_2Tv6xRs?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17691" aria-describedby="caption-attachment-17691" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17691 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Power Up da banda AC/DC. A imagem é o fundo de um palco musical, com vários instrumentos e caixas de som. No centro da imagem há o nome da banda “AC/DC” escrito como se fosse um letreiro na cor vermelha. Esse letreiro espalha luz e toda imagem é iluminada com uma luz vermelha." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/e01b35e9f8660be06af632dacb5ace18.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17691" class="wp-caption-text">Somente um ‘shot in the dark’ pode nos dar a energia power up necessária para 2021 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Gomes Santana</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há quem diga que 2020 foi o ano das trevas, mas o capeta também trouxe coisas boas. Os &#8216;cidadãos de bem&#8217; que me desculpem, </span><i><span style="font-weight: 400;">Power Up</span></i><span style="font-weight: 400;"> veio com tudo na primeira posição por ser um clássico! Sim, estou falando do disco de retorno de uma das maiores bandas de <em>rock</em> já existentes: </span><i><span style="font-weight: 400;">AC/DC.</span></i><span style="font-weight: 400;"> Com treze faixas que farão você querer entrar em êxtase, os velhinhos Brian Johnson, Phil Rudd, Clif Williams, Angus e Steve Young ainda sabem como fazer uma “sonzera” como poucos! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na mesma pegada, James Hetfield nos relembrou o porquê de sua originalidade. O mais novo álbum, </span><i><span style="font-weight: 400;">S&amp;M2</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span><span style="font-weight: 400;"> reúne o que há de melhor entre harmonias completamente opostas: </span><span style="font-weight: 400;">metal e música clássica</span><span style="font-weight: 400;">. Em terceiro lugar neste </span><em><span style="font-weight: 400;">ranking</span></em><span style="font-weight: 400;">, Jorge e Mateus invadiram meu coração através do mais recente </span><i><span style="font-weight: 400;">EP: T.E.P, </span></i><span style="font-weight: 400;">mostrando que se o nosso coração estiver em paz,  não há o que se preocupar.</span></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/evermore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">evermore </span></i></a><span style="font-weight: 400;">de Taylor Swift foi essencial em 2020. Além de trazer um novo conceito artístico com o clipe </span><i><span style="font-weight: 400;">willow</span></i><span style="font-weight: 400;">, o álbum trouxe a confirmação que todos suspeitavam: Taylor é corinthiana. Só por isso, a artista já ganhou meu coração. Para fechar com a sensação de ser mais poderoso, esse top 5, com certeza, merece a participação de <em>Avisa que é o Funk</em> e do <em>single</em> </span><i><span style="font-weight: 400;">Ilusão (Cracolândia)</span></i><span style="font-weight: 400;">. O MC Hariel fez um <em>funk</em> consciente sensacional e, por isso, encontrou espaço dentro da minha <em>playlist</em> de 2020. </span></p>
<p><b>Discos favoritos: </b><span style="font-weight: 400;"><strong>1.</strong> AC/DC &#8211; Power Up / <strong>2.</strong> Metallica &#8211; S&amp;M2 / <strong>3.</strong> Jorge e Mateus &#8211; T.E.P / <strong>4.</strong> Taylor Swift &#8211; evermore / <strong>5.</strong> MC Hariel &#8211; Avisa que é o Funk</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="ILUSÃO &quot;CRACOLÂNDIA&quot; - Alok, MC Hariel, MC Davi, MC Ryan SP, Salvador da Rima e Djay W (GR6 Explode)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/5LqeD-m7Iho?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17694" aria-describedby="caption-attachment-17694" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17694 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Foto-2.jpeg" alt=": A imagem é capa do álbum 40º.40 do cantor SD9. A imagem é formada por várias colagens de papel nas cores amarelo, rosa, preto e vermelho. No centro da imagem há uma colagem com o nome do álbum. “40º” está escrito com uma letra preta, já “.40” possui apenas o traço na cor preta e seu preenchimento é amarelo." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Foto-2.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Foto-2-300x300.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Foto-2-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/Foto-2-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17694" class="wp-caption-text">Meus discos favoritos de 2020 foram baseados na vulnerabilidade, na revolta, e/ou em ambos (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2020, o tempo para se dedicar a ouvir álbuns inteiros foi abundante. Afinal, passei a maior parte do ano em casa, no meu quarto. Logo no começo do ano, fui arrebatado por <a href="https://personaunesp.com.br/fetch-the-bolt-cutters-critica/"><em>Fetch the Bolt Cutters</em></a>, o 5º e mais aguardado disco de Fiona Apple. E ela segue ditando suas próprias regras: criou um álbum inegavelmente <em>pop</em>, mas com organicidade. <em>Fetch</em> é um organismo vivo, onde Fiona nos convida a adentrar como nunca fez antes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra <em>popstar</em> que privilegiou o intimismo foi Charli XCX. Em um dos primeiros discos lançados durante a pandemia, ela contou com a ajuda de fãs através de chamadas pelo <em>Zoom</em> e construiu seu álbum mais vulnerável e mais barulhento. <em>h</em><em>ow i’m feeling now</em> desvela outras camadas do som da britânica, adicionando ainda mais ruído ao <em>pop</em> hiperaçucarado. <em>Piorou</em>, novo disco do trio industrial/eletrônico Tantão e os Fita, também maximizou tendências extremas. O resultado? Um caldeirão de sons rascantes que evocam a velocidade brutal da vida mediada pelas redes sociais em meio ao caos do governo Bolsonaro. Tudo isso sem perder o <em>groove</em> e a irreverência. Um feito para poucos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>40º.40</em>, estreia do <em>rapper</em> carioca SD9, evidencia os contrastes por vezes mortais da vida à margem da sociedade: crime e sexo, bailes <em>funk</em> e operações policiais, sol quente e sangue frio. Além da destreza lírica, impressiona a versatilidade do MC, que se sai muito bem tanto em canções de temática mais tradicional ao <em>rap</em>, como a faixa-título e <em>Números</em>, quanto em faixas que se aproximam do <em>funk</em> proibidão. Por último, uma surpresa: <em>Guerrilla</em>, do produtor angolano Nazar, é uma simulação da atmosfera da guerra pela independência da Angola, atravessada pela esperança de um futuro melhor. Indicado especialmente para fãs de Burial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos favoritos:</strong> <strong>1.</strong> Fiona Apple &#8211; Fetch the Bolt Cutters /<strong> 2.</strong> SD9 &#8211; 40º.40 / <strong>3.</strong> Tantão e os Fita &#8211; Piorou / <strong>4.</strong> Charli XCX &#8211; how i’m feeling now / <strong>5.</strong> Nazar &#8211; Guerilla</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Nazar, Bunker Ft Shannen SP" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/wv8PVcYyTnI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17696" aria-describedby="caption-attachment-17696" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17696" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/9ef4d21b51fd359a36026542b22fd16a.1000x1000x1.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Numanice da cantora Ludmilla. No centro da imagem há uma ilustração da cantora Ludmilla, mulher negra com cabelo preto longo. A ilustração da cantora é acompanhada por diversos elementos, como folhas ao seu redor. O fundo da imagem remete ao Rio de Janeiro, é um desenho da cidade com o Cristo Redentor no canto superior esquerdo. Na parte inferior da imagem, há o nome do álbum “Numanice” escrito, com efeito neon na cor rosa. E no canto superior há o nome da cantora com o mesmo efeito." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/9ef4d21b51fd359a36026542b22fd16a.1000x1000x1.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/9ef4d21b51fd359a36026542b22fd16a.1000x1000x1-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/9ef4d21b51fd359a36026542b22fd16a.1000x1000x1-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/9ef4d21b51fd359a36026542b22fd16a.1000x1000x1-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17696" class="wp-caption-text">Descontraído e bem produzido, Numanice evidencia talento e versatilidade de Ludmilla (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Giovanne Ramos</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A seleção de um top 5 de melhores discos de 2020 não foi uma tarefa fácil. Foi um ano de muitas descobertas musicais, a quarentena proporcionou isso, a música foi uma terapia e uma grande aliada para enfrentar esse ano controverso. Entre as pérolas que conheci nesse período, quero dar um destaque para Moses Sumney. Sucessor de <em>Aromanticism</em> de 2017, encontrei em <em>Græ</em> conforto e uma certa identificação entre as 20 faixas divididas em álbum duplo. Num tom existencialista, Moses dá voz &#8211; e que voz! &#8211;  às suas poesias líricas, que envolvem temas como isolamento, incertezas e angústias, embaladas numa harmonia vocal dos deuses.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Falando em harmonia dos deuses, outro destaque bastante positivo esse ano foi da dupla Chloe x Halle. Já as conhecia da série </span><i><span style="font-weight: 400;">Grown-ish</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas vê-las brilhar em 2020 com um dos álbuns mais aclamados do ano foi uma surpresa incrível. Seguindo o caminho sonoro da madrinha Beyoncé, a dupla entregou em <a href="https://personaunesp.com.br/ungodly-hour-critica/"><em>Ungodly Hour</em></a> um </span><span style="font-weight: 400;">trabalho</span><span style="font-weight: 400;"> maduro, sensual, romântico e empoderador &#8211; sem falar da estética encantadora das performances. O ano também foi espetacular para Rina Sawayama e seu álbum de estreia, <em>SAWAYAMA</em>. A nipo-britânica criou uma atmosfera alucinógena em 13 faixas regadas a um <em>metal</em>&#8211;<em>pop</em>, perfeito para momentos de descontração e para esquecer, por instantes, a trágica pandemia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fora da língua inglesa, deixei um espacinho para bajular duas das minhas artistas preferidas: LOONA e Ludmilla. Em 2018, o álbum de estreia do grupo sul-coreano figurou na minha lista de melhores discos do ano, e aqui estão de volta com o </span><em><a href="https://personaunesp.com.br/loona-midnight-critica/"><span style="font-weight: 400;">12:00</span></a></em><span style="font-weight: 400;">. Dois anos se passaram, mas a qualidade lírica e experimental do grupo continua. Ludmilla, conhecida pelos seus trabalhos no <em>funk</em> e no <em>pop-melody</em>, entregou o prometido e tão aguardado <em>Numanice</em>. O álbum de pagode, além de explorar a versatilidade da Lud como artista, ressaltou também o seu vocal em ritmos contagiosos à moda brasileira.</span></p>
<p><b>Discos Favoritos: 1. <span style="font-weight: 400;">Moses Sumney &#8211; g</span></b><span style="font-weight: 400;">ræ </span><b>/ 2. <span style="font-weight: 400;">Ludmilla &#8211; </span></b><span style="font-weight: 400;">Numanice </span><b>/ 3. <span style="font-weight: 400;">Chloe x Halle &#8211; </span></b><span style="font-weight: 400;">Ungodly Hour </span><b>/ 4. <span style="font-weight: 400;">Rina Sawayama &#8211; </span></b><span style="font-weight: 400;">SAWAYAMA </span><b>/ 5.</b><span style="font-weight: 400;"> LOONA &#8211; [12:00]</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/fdBf5h7p09Q?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
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<figure id="attachment_17697" aria-describedby="caption-attachment-17697" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17697 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Fetch The Bolt Cutters da cantora Fiona Apple. O fundo da imagem é na cor preta e nas bordas há detalhes em dourado. Na parte superior da imagem há escrito o nome da cantora “Fiona Apple” na cor roxa, com um leve contorno branco e também possui os olhos de um cachorro. No centro da imagem, há uma fotografia da cantora, com bastante zoom nos seus olhos, nariz e boca. Já na parte inferior, o nome do álbum ganha espaço com a mesma fonte utilizado no nome da cantora." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/76ce066e3dd48b6aae77e27227088aa9.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17697" class="wp-caption-text">Tragam os alicates! (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Carlos Botelho</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2020 ficará marcado em nossas memórias como um dos anos mais conturbados da história recente. Porém, deixando a pandemia e seus desdobramentos caóticos a parte, foi um dos anos mais frutíferos para o cenário musical. Um dos grandes assuntos pertinentes ao tema foi, sem dúvidas, a influência da <em>disco music</em> nos lançamentos <em>pop</em>. Desta onda, destaco o excelente </span><i><span style="font-weight: 400;">What’s Your Pleasure?</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Jessie Ware. A cantora britânica deu uma verdadeira aula de como trabalhar referências de décadas passadas para criar o próprio universo sonoro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todavia, o ano não se resumiu a globos espelhados e pistas de dança. As mulheres empunhando guitarras, contrabaixos, e incorporando até latidos fizeram do <em>rock</em> sua plataforma criativa e reinventaram o mais transgressor dos ritmos. Fiona Apple nos presenteou com seu </span><a href="https://personaunesp.com.br/fetch-the-bolt-cutters-critica/"><i>Fetch The Bolt Cutters</i></a><span style="font-weight: 400;">, trabalho singular no qual a artista trata com crueza e verdade temas como traumas do passado, relacionamentos desastrosos e feminismo. O álbum, gravado inteiramente em sua casa, se destaca pela riqueza instrumental e pela adição de ruídos cotidianos. Não é à toa que a sinfonia doméstica de Fiona encabeçou grande parte das listas de fim de ano, um disco que já nasceu clássico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro grande destaque foi o segundo álbum de estúdio da roqueira Phoebe Bridgers. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">Punisher</span></i><span style="font-weight: 400;">, a artista elevou ainda mais o domínio de suas baladas apocalípticas, com letras e arranjos de complexidade milimetricamente calculados. Adrienne Lenker, do Big Thief, capturou na dobradinha </span><i><span style="font-weight: 400;">songs / instrumentals</span></i><span style="font-weight: 400;"> o inverno da alma, em um registro marcado pela atmosfera acústica que nos transporta diretamente para uma cabana gelada de um bosque inóspito. E, por fim, as irmãs do HAIM lançaram seu terceiro e mais afiado disco até o momento, </span><i><span style="font-weight: 400;">Women In Music Pt. III</span></i><span style="font-weight: 400;">. Reunindo referências que transcendem ritmos e décadas, as meninas usaram toda sua bagagem musical para falar de experiências traumáticas, depressão e misoginia na indústria musical. O disco, que se tornou meu companheiro no último mês do ano, se encerra leve com </span><i><span style="font-weight: 400;">Summer Girl</span></i><span style="font-weight: 400;">, provando que sempre teremos um verão de amores ensolarados por vir.</span></p>
<p><b>Discos favoritos: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Fiona Apple &#8211; Fetch The Bolt Cutters / </span><b>2.</b><span style="font-weight: 400;"> Phoebe Bridgers &#8211; Punisher / </span><b>3.</b><span style="font-weight: 400;"> HAIM &#8211; Women In Music Pt. III / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">Jessie Ware &#8211; What&#8217;s Your Pleasure? /</span><b> 5.</b><span style="font-weight: 400;"> Adrienne Lenker &#8211; songs <strong>e</strong> instrumentals</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Fiona Apple - Shameika (Official Music Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/yM63Tzv-uZg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17705" aria-describedby="caption-attachment-17705" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17705" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/image-3.png" alt="A imagem é capa do álbum Song Machine, Season One: Strange Timez da banda Gorillaz. A imagem possui um fundo verde água com algumas ilustrações com pouco opacidade. No centro da imagem há vários objetos diferentes, como um piano de brinquedo e um sistema solar. Na parte superior há duas frases, a primeira “Gorillaz present” está escrito em uma fonte pequena na cor branca. Já a segunda frase é “SONG MACHINE” e ela possui uma fonte maior e uma sombra na cor preta." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/image-3.png 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/image-3-300x300.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/image-3-150x150.png 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/image-3-768x768.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17705" class="wp-caption-text">Song Machine Season One: Strange Timez é Gorillaz em sua melhor forma desde Plastic Beach (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>João Batista Signorelli</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Olhar para dentro de si e buscar alguma alegria em meio ao caos foram desafios do ano de 2020, e a música, de alguma maneira, foi um reflexo para essas e outras questões. Muitos lançamentos do último ano combinaram com a solidão de estar em casa sozinho consigo mesmo: às vezes sendo só uma voz chorosa com um violão, outras com sons improvisados de panelas e latidos de cachorros no quintal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fiona Apple nos presenteou com o estrondoso </span><a href="https://personaunesp.com.br/fetch-the-bolt-cutters-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Fetch the Bolt Cutters</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, apesar de não ter sido gravado durante a pandemia, é uma apogeu da música “feita em casa”. Seguindo um caminho mais introspectivo, Adrianne Lenker se destaca com uma delicadíssima coleção de canções em </span><i><span style="font-weight: 400;">songs. </span></i><span style="font-weight: 400;">Mas o provável título de álbum do ano vai para Laura Marling com o arrebatador </span><i><span style="font-weight: 400;">Song for Our Daughter, </span></i><span style="font-weight: 400;">que explora questões difíceis da maternidade, e que rouba alguma lágrimas nesse caminho. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas seria fácil querer resumir o ano a uma <em>playlist</em> de música deprê e ignorar que alguns discos nos salvaram do buraco trazendo um pouco de alegria à vida. Depois de alguns lançamentos mornos, a banda virtual mais amada da música voltou com uma inesgotável fonte de energia que é </span><i><span style="font-weight: 400;">Song Machine, Season One: Strange Timez. </span></i><span style="font-weight: 400;">E</span><span style="font-weight: 400;"> Jacob Collier retorna a sua megalomania <em>pop</em> de harmonias complexas e pirações musicais em </span><i><span style="font-weight: 400;">Djesse Vol. 3. </span></i><span style="font-weight: 400;">Sem esquecer de </span><i><span style="font-weight: 400;">Shore, </span></i><span style="font-weight: 400;">de Fleet Foxes, que fica por aqui como menção honrosa, e que é otimista da maneira mais terapêutica possível para quem sobreviveu a um ano tão turbulento. </span></p>
<p><b>Discos favoritos: 1. </b>Laura Marling &#8211; Song for Our Daughter /<b> 2. </b>Adrianne Lenker &#8211; songs /<b> 3. </b>Gorillaz &#8211; Song Machine, Season One: Strange Timez /<b> 4. </b>Fiona Apple &#8211; Fetch the Bolt Cutters /<b> 5. </b>Jacob Collier &#8211; Djesse Vol. 3</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Gorillaz - The Pink Phantom ft. Elton John &amp; 6LACK (Episode Seven)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/CJ68kQLS250?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17706" aria-describedby="caption-attachment-17706" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17706 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Assim Tocam os MEUS TAMBORES do rapper Marcelo D2. A imagem é uma fotografia do cantor sentado e há um campo no fundo. A imagem possui um efeito que deixa ela nas cores azul e vermelho." width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-1536x1536.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/marcelo-d2-capa.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17706" class="wp-caption-text">Capa do álbum Assim Tocam os MEUS TAMBORES: o disco produzido durante a quarentena é um grito de resistência do hip-hop (Foto: Ronaldo Land)</figcaption></figure>
<p><b>Marina Ferreira</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2020, com todos os seus períodos de tensão e silêncio, me fez olhar com ainda mais carinho para o valor da  música brasileira. Por isso, foi fácil até demais escolher o meu top 5 de melhores do ano, misturando obras do tão distante período pré-quarentena e as produções do surto de criatividade pandêmico. Em quinto lugar, lançado em janeiro de 2020, o álbum coletivo</span><i><span style="font-weight: 400;"> Acorda Amor</span></i><span style="font-weight: 400;">, que regravou clássicos da música nacional de forma afetiva e nas maiores vozes da nova geração, como Liniker, Xênia França, Letrux, Maria Gadú e Luedji Luna. O quarto lugar fica com o </span><i><span style="font-weight: 400;">EP Baile de Máscara</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Luana Carvalho. Visitando a temática carnavalesca e prestando uma linda homenagem à sua mãe &#8211; a lendária Beth Carvalho &#8211; Luana reinventa o samba e traz versões modernas de canções atemporais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terceiro lugar da lista vai para o pré-pandêmico</span><a href="https://personaunesp.com.br/letrux-aos-prantos-critica/"> <i><span style="font-weight: 400;">Letrux Aos Prantos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, na época, não sabia, mas se transformaria na perfeita trilha sonora da quarentena e do Brasil quase distópico de 2020, como nas canções </span><i><span style="font-weight: 400;">Eu Estou aos Prantos</span></i><span style="font-weight: 400;"> e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Dorme com Essa</span></i><span style="font-weight: 400;">. No ano marcado pela feiura, na arte, prevaleceu a beleza, e o disco de estreia de Francisco Gil, ou somente Fran, é o perfeito exemplo de como as coisas ainda podem ser bonitas. Trazendo a Bahia, os orixás e a mistura deliciosa de seu axé acústico, </span><i><span style="font-weight: 400;">raiz</span></i><span style="font-weight: 400;"> se firma como um dos melhores do ano, e mostra que o talento corre solto pela família Gil, levando o segundo lugar do</span> <span style="font-weight: 400;">top 5. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o primeiro lugar da lista, não poderia haver outro que não </span><a href="https://personaunesp.com.br/assim-tocam-os-meus-tambores-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Assim Tocam os MEUS TAMBORES</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Marcelo D2. Produzido inteiramente em </span><i><span style="font-weight: 400;">lives </span></i><span style="font-weight: 400;">da </span><i><span style="font-weight: 400;">Twitch</span></i><span style="font-weight: 400;">, com parcerias de outros </span><i><span style="font-weight: 400;">rappers </span></i><span style="font-weight: 400;">e cantores, </span><i><span style="font-weight: 400;">ATOMT</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o disco que melhor traduz a situação política e social do Brasil. As músicas dão voz à insegurança da pandemia, aos absurdos raciais, à revolta e à insatisfação do povo para com o governo, e à fagulha de esperança para um amanhã melhor. É um álbum político, mas também uma declaração de amor e fé. Além dos citados, deixo menções honrosas ao coletivo </span><a href="https://personaunesp.com.br/replay-acabou-chorare-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Replay &#8211; Acabou Chorare</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Bom Mesmo é Estar Debaixo D’Água</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Luedji Luna. </span></p>
<p><b>Discos Favoritos: 1. </b><span style="font-weight: 400;">Marcelo D2 &#8211; Assim Tocam os MEUS TAMBORES / </span><b>2. </b>Fran &#8211; raiz<span style="font-weight: 400;"> / </span><b>3. </b><span style="font-weight: 400;">Letrux &#8211; Letrux Aos Prantos / </span><b>4. </b><span style="font-weight: 400;">Luana Carvalho &#8211; Baile de Máscara / </span><b>5. </b><span style="font-weight: 400;">Vários Intérpretes &#8211; Acorda Amor</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="O Filme • Assim tocam os MEUS TAMBORES" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/XRyPN6oiPdM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17744" aria-describedby="caption-attachment-17744" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-17744" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07-1024x1024.jpg" alt="" width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/EkQqgGwXgAAhx07.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-17744" class="wp-caption-text">Capa do álbum Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água: o trabalho de Luedji Luna é acalanto para os tempos de quarentena (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cresci ouvindo grandes nomes da música nacional, e me sinto privilegiada quando um lançamento desses ícones, que me acompanham a tanto tempo, consegue me arrebatar. Por isso, não tinha como não dar o primeiríssimo lugar à Adriana Calcanhotto. </span><i><span style="font-weight: 400;">Margem, Finda a Viagem</span></i><span style="font-weight: 400;"> chegou às plataformas digitais em novembro, já nos fazendo embarcar junto a ela. A forma como Calcanhotto guia a viagem marítima através das canções deixou o gosto de, talvez, essa ter sido a minha única grande viagem de 2020. E, se Adriana Calcanhotto nos colocou no mar, Luedji Luna mostrou que </span><i><span style="font-weight: 400;">Bom Mesmo É Estar Debaixo D&#8217;Água</span></i><span style="font-weight: 400;">. O novo álbum da cantora é emoção e sentimento à flor da pele do começo ao fim, tornando-se ainda mais forte com a participação da escritora Conceição Evaristo recitando um poema na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Ain’t Got No</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Hoje, muitos bebem da fonte daqueles que construíram a nossa MPB há 60 anos. Referenciar as maiores obras da nossa música é, quase sempre, um tiro no escuro por tamanha importância delas. Talento e respeito são as chaves principais para uma grande homenagem, e isso não faltou no </span><a href="http://personaunesp.com.br/replay-acabou-chorare-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Replay &#8211; Acabou Chorare</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Contando com variados nomes da nova MPB, a regravação abrilhantou ainda mais músicas que tem um gosto tão atual, e, acima disso, manteve total respeito aos grandiosos </span><span style="font-weight: 400;">Novos Baianos</span><span style="font-weight: 400;">. Essa importância do legado é algo cotidiano na família Gil, que está aí para mostrar que “</span><i><span style="font-weight: 400;">quem sai aos seus não degenera</span></i><span style="font-weight: 400;">”. Além de termos os </span><i><span style="font-weight: 400;">Gilsons</span></i><span style="font-weight: 400;"> presente no </span><i><span style="font-weight: 400;">Replay</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o Bem Gil no instrumental de </span><i><span style="font-weight: 400;">Margem</span></i><span style="font-weight: 400;">, 2020 foi o ano de Francisco Gil, neto de Gilberto, deixar sua marca na música com o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">raiz</span></i><span style="font-weight: 400;">. O disco, com a temática ancestralidade, tem canções reflexivas trazendo muito axé.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Preciso ser justa nesta lista e também citar o <em>pop</em> internacional. Poderia fazer um  <em>ranking</em> apenas com grandes lançamentos que passei horas ouvindo esse ano, como o de </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromatica-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lady Gaga</span></a><span style="font-weight: 400;">, Jessie Ware e <a href="https://personaunesp.com.br/plastic-hearts-critica/">Miley Cyrus</a>. Mas, merecidamente, reservei o último lugar do meu top 5 para a loirinha. 2020 foi o ano de </span><span style="font-weight: 400;">Taylor Swift</span><span style="font-weight: 400;"> servir ao mundo do <em>pop</em></span><em><span style="font-weight: 400;"> </span></em><span style="font-weight: 400;">com dois lançamentos em apenas 5 meses. Minha menção honrosa vai para </span><a href="https://personaunesp.com.br/folklore-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ele é, sem dúvidas, o álbum que eu esperava após o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Reputation</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não que o <em>L</em></span><i><span style="font-weight: 400;">over</span></i><span style="font-weight: 400;"> seja ruim, pelo contrário, mas o salto de eras feito por Taylor não foi nada parecido com o que eu imaginava para o futuro, me deixando à espera de algo mais monocromático como vemos  nas composições e produção de </span><i><span style="font-weight: 400;">folklore</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Discos favoritos:</b><span style="font-weight: 400;"><strong> 1.</strong> Adriana Calcanhotto &#8211; Margem, Finda a Viagem / <strong>2.</strong> Luedji Luna &#8211; Bom Mesmo É Estar Debaixo D’Água /<strong> 3.</strong> Vários intérpretes &#8211; Replay &#8211; Acabou Chorare  / <strong>4.</strong> Fran &#8211; raiz / <strong>5.</strong> Taylor Swift &#8211; folklore</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Adriana Calcanhotto | Futuros Amantes | Margem, Finda A Viagem (Vídeo Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/HrGNabLqHH0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17745" aria-describedby="caption-attachment-17745" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17745" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/brime.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Ungodly Hour das cantoras Chloe e Halle. A imagem é uma fotografia das duas cantoras, elas estão abraçadas. As duas são mulheres negras e vestem um vestido de couro preto. Elas também possuem asas pratas e o fundo é um céu com detalhes roxos e laranja." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/brime.jpg 880w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/brime-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/brime-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/brime-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17745" class="wp-caption-text">O ataque do futebol transposto para a batalha artística aumenta o letreiro da tradução cultural que é o disco do trio Febem, Fleezus e CESRV (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Perdoem o clichê, vocês já sabem. Ano pandêmico. Foi complicado, foi difícil. O que abraçar artisticamente quando o real já não está em paz com a gente? Os toques são proibidos e o mundo nos ataca. Como a música, aquilo que apenas escutamos (de certo modo o único sentido longe dos protocolos), vai nos confortar nesse apocalipse? A resposta encontrada aqui foi na criação ou afirmação de mundos, um elemento de destaque nos selecionados do meu ano musical.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">BRIME!</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">40º.40</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Fundamento</span></i><span style="font-weight: 400;"> ressignificaram, criaram e posicionaram universos através do contato com o local ou com o estrangeiro. A influência londrina acelerada do </span><i><span style="font-weight: 400;">grime </span></i><span style="font-weight: 400;">encontra a correria perseverante das quebradas paulistas e cariocas. </span><i><span style="font-weight: 400;">Fundamento</span></i><span style="font-weight: 400;"> cria um universo mais localizado. Se o caldo de Febem, Fleezus, CESRV e SD9 atravessam pontes, Marabu faz uma viagem pelo baile de </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;">, pelas vias estreitas da periferia, onde as vozes se misturam com o grave, com o batuque do tambor de </span><i><span style="font-weight: 400;">funk</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o esquenta da moto. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois da correria e da canseira do embalo do baile, há o respiro, a volta para casa. Vem a ligação ancestral, espiritual, leve e calma do violão de <em>Olorum</em>, do baiano Mateus Aleluia, ex-membro do finado grupo de afroxé Os Tincõas. E, na saída do respiro, neste mundo que aprisiona, atira e machuca, que venha o gutural e experimental eletrônico de Tantão e os Fita, em </span><i><span style="font-weight: 400;">Piorou</span></i><span style="font-weight: 400;">. Talvez a liberdade do grito radical atravessado pelos distorcidos eletrônicos riscados desse disco seja a sensação que mais representou o ano de todos nós. E, agora, em 2021, </span><i><span style="font-weight: 400;">“vai piorar a qualquer hora”.</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos favoritos: 1.</strong> Febem, Fleezus e CESRV &#8211; BRIME! / <strong>2.</strong> SD9 –  40º.40 / <strong>3.</strong> Marabu – FUNDAMENTO / <strong>4.</strong> Mateus Aleluia – Olorum / <strong>5.</strong> Tantão e os Fita – Piorou</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Tantão e os Fita - Piorou" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/dQbtfxET1sc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17752" aria-describedby="caption-attachment-17752" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17752" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064-1024x1024.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Future Nostalgia da cantora Dua Lipa. Na fotografia, há a cantora Dua Lipa, mulher branca com cabelo loiro e preto. A cantora vesta uma roupa rosa e veste luvas brancas. Além disso, ela dirige um carro. O fundo da imagem é preto, com uma lua azul." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/7daf48e6d910f214c828b99ed3fd0064.jpg 1080w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17752" class="wp-caption-text">Dua Lipa é o futuro e o passado com Future Nostalgia (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Fellipe Gualberto</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nenhum álbum é melhor para iniciar a lista de obras que se destacaram em 2020 do que <em>how I’m feeling now</em>, que foi uma genuína experiência da quarentena e a expressão sonora do que se passou ao longo desse ano. O álbum de Charli XCX foi feito de maneira colaborativa em <em>lives</em> e chamadas de vídeos com os fãs, a temática é o isolamento causado pela pandemia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Longe dos Estados Unidos, Pabllo Vittar entregou o melhor de brasilidade do começo ao fim em <em>111 Deluxe</em>. Seja abrindo espaço para artistas ainda não tão conhecidos, como em <em>Tímida</em> com A Travestis, ou em músicas novas, como o <em>forró-pop</em> de <em>Eu Vou</em>, Pabllo não erra em nada e consegue elevar ritmos nacionais a nível mundial. Já na Coreia do Sul, BLACKPINK lançou <a href="https://personaunesp.com.br/blackpink-the-album-critica/"><em>The Album</em></a>, que passeia por diversos ritmos entregando um <em>pop</em> de qualidade para derrubar qualquer preconceito que alguém pode ter com produções musicais sul-coreanas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda no <em>pop</em>, um dos destaques do ano sem dúvida foi <a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/"><em>Future Nostalgia</em></a>, Dua Lipa inicia seu álbum com uma faixa homônima que funciona como um manifesto de toda sua arte. Usando de referências aos anos 90 (que pasmem, já se foram a 3 décadas), a cantora traz de volta o que nem sabíamos que tínhamos saudade de forma sincera. Por último, o retorno de Lady Gaga com <a href="https://personaunesp.com.br/chromatica-critica/"><em>Chromatica</em></a> chamou a atenção, com participações de Ariana Grande e BLACKPINK, a cantora fala sobre transtornos psicológicos, cria um universo ficcional e entrega interlúdios que te envolvem ainda mais no álbum.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><strong>Discos favoritos:</strong> <strong>1.</strong> Dua Lipa &#8211; Future Nostalgia / <strong>2.</strong> Pabllo Vittar &#8211; 111 DELUXE / <strong>3.</strong> Lady Gaga &#8211; Chromatica / <strong>4.</strong> BLACKPINK &#8211; The Album / <strong>5.</strong> Charli XCX &#8211; how i’m feeling now</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Dua Lipa - Future Nostalgia (Official Lyrics Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/8EJ-vZyBzOQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure id="attachment_17746" aria-describedby="caption-attachment-17746" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-17746" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1f5537_7bd57e0ddffd4ccda85d057d3cc8292c_mv2.jpg" alt="A imagem é capa do álbum Ungodly Hour das cantoras Chloe e Halle. A imagem é uma fotografia das duas cantoras, elas estão abraçadas. As duas são mulheres negras e vestem um vestido de couro preto. Elas também possuem asas pratas e o fundo é um céu com detalhes roxos e laranja." width="800" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1f5537_7bd57e0ddffd4ccda85d057d3cc8292c_mv2.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1f5537_7bd57e0ddffd4ccda85d057d3cc8292c_mv2-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1f5537_7bd57e0ddffd4ccda85d057d3cc8292c_mv2-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2021/01/1f5537_7bd57e0ddffd4ccda85d057d3cc8292c_mv2-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-17746" class="wp-caption-text">As anjas da hora ímpia (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Caio Savedra</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para lançamentos musicais, sem dúvidas, 2020 foi um ano bom (e talvez apenas nesse quesito). Com a quarentena, diversos artistas tiveram seus trabalhos reduzidos a fim de evitar aglomerações como em turnês e, assim, puderam focar em lançar músicas. Um exemplo disso é Pabllo Vittar, que apenas nesse ano lançou dois álbuns (um com metade de inéditas e outro com <em>remixes</em> que abrasileiraram ainda mais as faixas); ou então Charli XCX, que criou e lançou um disco inteiro no que chamamos primeira temporada da quarentena. Não faltam exemplos de artistas que aproveitaram o tempo em casa para nos entregarem excelentes materiais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Trabalhos grandiosos foram lançados, <a href="https://personaunesp.com.br/future-nostalgia-critica/">Dua Lipa</a>, que teve sua divulgação interrompida pela pandemia, entregou um trabalho muito mais coeso que seu álbum de estreia e, sem precisar encher de </span><i><span style="font-weight: 400;">fillers</span></i><span style="font-weight: 400;"> e músicas externas em versões exclusivas do <em>CD</em> (pelo menos até agora), conseguiu se estabelecer como um dos grandes nomes do ano. Kali Uchis marcou sua carreira com um manifesto em forma de álbum em espanhol através do </span><i><span style="font-weight: 400;">Sin Medo</span></i><span style="font-weight: 400;">, deixando seu público estadunidense se mordendo de raiva e abraçando suas origens latinas. Little Mix entregou o que viria a ser o seu último álbum com sua formação original, e que também se consolidou como um marco em sua carreira após se livrarem de Simon Cowell, que as acompanhava desde o</span><i><span style="font-weight: 400;"> The X Factor</span></i><span style="font-weight: 400;">, em 2011.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A música, sem dúvidas, ganhou mais importância na vida de inúmeras pessoas, assim como na minha, e as principais obras que me acompanharam durante esse nada fácil ano se tornaram mais do que apenas meus álbuns preferidos lançados em 2020. Cultivo um carinho muito grande por todos os citados e pelas experiências que me proporcionaram. Menções honrosas: Lady Gaga &#8211; </span><a href="https://personaunesp.com.br/chromatica-critica/"><i>Chromatica</i></a><span style="font-weight: 400;">, Troye Sivan &#8211; </span><a href="https://personaunesp.com.br/in-a-dream-ep-critica/"><i>In a Dream</i></a><span style="font-weight: 400;">, Ebony &#8211; <em>Condessa</em> e Jessie Ware &#8211;  </span><i><span style="font-weight: 400;">What&#8217;s Your Pleasure?</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> <strong>1.</strong> Chloe x Halle &#8211; Ungodly Hour/ <strong>2.</strong>  Dua Lipa &#8211; Future Nostalgia / <strong>3.</strong> Pabllo Vittar &#8211; 111 / <strong>4.</strong> Little Mix &#8211; Confetti / <strong>5.</strong> Kali Uchis &#8211; Sin Miedo (del Amor y Otros Demonios) ∞</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Little Mix - Sweet Melody (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/r4P-WOOUPk4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Os Melhores Discos de 2020 " width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/playlist/3lPnor2vD0voea9ZF7y0KJ"></iframe></p>
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		<title>Watchmen é um testemunho atemporal</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Sep 2020 14:59:51 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Henrique Gomes Watchmen é a série de quadrinhos definitiva. Criada por Alan Moore e Dave Gibbons, a HQ se baseia na problematização da realidade, em que cidadãos vestem máscaras e combatem o crime por conta própria. Temas como a salvação da humanidade, as fraquezas dos homens e a existência de um deus entre nós são &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/watchmen-hbo-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Watchmen é um testemunho atemporal"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_15413" aria-describedby="caption-attachment-15413" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15413" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-3.jpeg" alt="" width="1280" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-3.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-3-300x150.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-3-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-3-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-3-1200x600.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15413" class="wp-caption-text">O tempo passa e, cada vez mais, Watchmen se mostra uma obra do agora, independente de quando e quem assistir (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Henrique Gomes</strong></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Watchmen</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a série de quadrinhos definitiva. Criada por </span><a href="http://personaunesp.com.br/alan-moore-suspense-sofisticado-monstro-do-pantano/"><span style="font-weight: 400;">Alan Moore</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Dave Gibbons, a </span><i><span style="font-weight: 400;">HQ</span></i><span style="font-weight: 400;"> se baseia na problematização da realidade, em que cidadãos vestem máscaras e combatem o crime por conta própria. Temas como a salvação da humanidade, as fraquezas dos homens e a existência de um deus entre nós são abordados. Cada detalhe e cada referência na construção desse mundo é um reflexo da nossa sociedade como um todo. Os quadrinhos já faziam com maestria essa discussão política e social, e a minissérie de 2019 resgata e revigora isso.</span></p>
<p><span id="more-15412"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Publicada entre 1986 e 1987, a história</span> <span style="font-weight: 400;">se passa numa realidade paralela de um século XX </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2016/11/como-reconhecer-uma-distopia.html"><span style="font-weight: 400;">distópico</span></a><span style="font-weight: 400;">, em um mundo onde os vigilantes mascarados foram popularizados, tendo em foco o grupo dos </span><i><span style="font-weight: 400;">Crimebusters</span></i><span style="font-weight: 400;">. Ele é constituído por Rorschach, Coruja, Silk Spectre, Comediante, Ozymandias e Dr. Manhattan, sendo esse último o único a ter poderes de fato &#8211; dentre eles, a onipotência, onisciência e onipresença &#8211; devido a um acidente nuclear. Estes seriam os representantes da segunda leva de vigilantes, em que a primeira foi nos anos 50, com os </span><i><span style="font-weight: 400;">Minutemen</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_15414" aria-describedby="caption-attachment-15414" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15414" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2-1.jpeg" alt="" width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2-1.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2-1-300x169.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2-1-1024x576.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2-1-768x432.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2-1-1200x675.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15414" class="wp-caption-text">São inúmeras as <a href="https://www.omelete.com.br/series-tv/watchmen-referencias-easter-eggs-serie-hbo#101">referências</a> aos personagens originais da HQ durante a série, seja em quadros, balões, propagandas, símbolos e detalhes, tudo mostra como se tornaram um marco cultural naquele universo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerando a ausência de poderes sobre-humanos de todos os outros, os questionamentos em voga são sobre a índole de tais heróis, sobre o quão egoístas são seus atos, e o quão genuíno é o sacrifício para a salvação. A humanidade deles é o fardo que leva à proibição da presença de mascarados. Isso não impede que eles ajam pelas sombras, mas não por bondade, afinal, são humanos. E sim, por desgosto, como Rorschach, ou pela cegueira do ego, como Ozymandias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com tudo isso em vista, o bilionário e herói aposentado Adrian Veidt, vulgo Ozymandias, passa anos conspirando contra heróis e planejando um falso ataque alienígena, para que o mundo se unifique para combatê-lo em solidariedade e evitar o holocausto nuclear. Tal evento resulta em uma sociedade, de fato unificada, porém com milhões de inocentes mortos. Essa atitude insana gera a repulsa de seus antigos companheiros vigilantes, principalmente de Rorschach, que passa anos destrinchando tal conspiração e planejando  contá-la para o mundo, colocando secretamente seu diário para ser publicado num jornal, pouco antes de ser vaporizado por Dr. Manhattan. Este, que abandona a Terra avisando Veidt de que o seu plano não deu certo no futuro, pois</span><i><span style="font-weight: 400;"> “nada nunca acaba”</span></i><span style="font-weight: 400;">. É assim que a trama de <em>Watchmen</em> se encerra, até então.</span></p>
<figure id="attachment_15415" aria-describedby="caption-attachment-15415" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15415" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3-1.jpeg" alt="" width="1200" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3-1.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3-1-300x150.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3-1-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3-1-768x384.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15415" class="wp-caption-text">Cena do diálogo final entre Ozymandias e Dr. Manhattan na HQ (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A ideia de levar esse universo para as telas &#8211; depois do péssimo filme de 2009, dirigido por Zack Snyder &#8211; soou perigosa para os fãs, principalmente com o anúncio de que seria uma continuação. Considerando a grandeza dos quadrinhos e a profundidade que permeia toda a história, a continuidade dessa mitologia visa seguir a lógica das consequências, assim como na realidade de fato. E é aí que o roteiro acerta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzida pela </span><i><span style="font-weight: 400;">HBO</span></i><span style="font-weight: 400;">, a minissérie traduz completamente a linguagem da </span><a href="https://www.dw.com/pt-br/graphic-novel-algo-mais-do-que-hist%C3%B3ria-em-quadrinhos/a-15364273"><i><span style="font-weight: 400;">graphic novel</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para o audiovisual, pegando cada ponta do que torna aquele universo tão real. Ao invés de retratar uma caricatura dos anos 80, com os traumas e conflitos daquela época, ela retrata uma caricatura do mundo em 2019 e as consequências da </span><i><span style="font-weight: 400;">HQ</span></i><span style="font-weight: 400;"> dentro disso. Se antes o tema fazia referência à Guerra Fria, hoje, ele faz à discussão racial dos dias atuais. O roteiro ainda é assinado por Damon Lindelof, mente por trás de </span><i><span style="font-weight: 400;">Lost </span></i><span style="font-weight: 400;">e</span><i><span style="font-weight: 400;"> The Leftovers</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com o discurso de ódio, o racismo e o fascismo se tornando tendências políticas, nunca uma história se fez tão urgente para ser recapitulada. </span><i><span style="font-weight: 400;">Watchmen</span></i><span style="font-weight: 400;"> fala do agora, tanto da ficção, quanto da realidade.</span></p>
<figure id="attachment_15416" aria-describedby="caption-attachment-15416" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15416" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-4-3.jpeg" alt="" width="1280" height="719" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-4-3.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-4-3-300x169.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-4-3-1024x575.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-4-3-768x431.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-4-3-1200x674.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15416" class="wp-caption-text">O roteirista recusou duas vezes o convite para escrever a série pois o medo de estragar a obra de Alan Moore e Dave Gibbons era imenso, afinal, é um grande fã (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">34 anos após os eventos da </span><i><span style="font-weight: 400;">HQ</span></i><span style="font-weight: 400;">, a trama se discorre em Tulsa, Oklahoma. Um grupo de supremacistas brancos ascende e trava uma guerra contra as minorias e a política dos EUA de reparação histórica dos danos causados pela discriminação racial. Ele ficou conhecido como A Sétima Cavalaria, e baseia seus discursos nos escritos deixados por Rorschach antes de morrer, usando da imagem do vigilante para a identidade das máscaras que vestem. Do outro lado do fronte, estão os policiais, que usam máscaras e agem anonimamente &#8211; feito vigilantes &#8211;  em nome das forças do governo. Dentre os agentes, temos o chefe de polícia misterioso, Judd Crawford (Don Johnson), e a detetive Angela Abar, que age sob o codinome de Sister Night, sendo ela o foco da trama como um todo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Angela é interpretada magistralmente por Regina King, principalmente por sintetizar tudo que </span><i><span style="font-weight: 400;">Watchmen</span></i><span style="font-weight: 400;"> representa. Uma mulher negra, desconcertada com sua história, tão ciente quanto manipulada, tão frágil quanto forte. A todo momento ela desconstrói o arquétipo de herói, que, desde a origem, nos quadrinhos, é problematizado. Nos diversos clímax que permeiam a série, Regina te pega desprevenido, agindo de forma egoísta quando pensa que deve ser heroica, conformada quando pensa estar chocada, ela é o principal pilar da narrativa por definição. O exemplo mais claro está nas cenas que retratam sua relação com o marido Cal (Yahya Abdul-Mateen II), e seu relacionamento com Dr. Manhattan.</span></p>
<figure id="attachment_15417" aria-describedby="caption-attachment-15417" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15417" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-5.jpeg" alt="" width="1280" height="852" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-5.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-5-300x200.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-5-1024x682.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-5-768x511.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-5-1200x799.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15417" class="wp-caption-text">Regina King disse que só participaria de uma eventual <a href="https://variety.com/2020/tv/news/watchmen-season-2-regina-king-hbo-1234645694/">segunda temporada</a> se ela fosse escrita por Damon Lindelof novamente (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da grande protagonista, a trama tem múltiplos núcleos de personagens, e em momento algum o roteiro falha ao apresentá-los. Como com Looking Glass (Tim Blake Nelson), um dos vigilantes que possui sua motivação em decorrência do ataque da lula gigante em 85, uma representação viva do trauma que o “heroísmo” de Ozymandias gerou. E também com Laurie Blake (Jean Smart), que retorna à narrativa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Watchmen</span></i><span style="font-weight: 400;"> sem o nome de Silk Spectre, e sim como uma agente do</span><i><span style="font-weight: 400;"> FBI</span></i><span style="font-weight: 400;"> e, ironicamente, membro da força-tarefa anti-vigilantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dos arcos paralelos de personagens que mais intrigam e acrescentam na série, o maior deles é o de Adrian Veidt, interpretado perfeitamente por Jeremy Irons. Após os eventos da </span><i><span style="font-weight: 400;">HQ</span></i><span style="font-weight: 400;">, o herói aposentado enlouquece com o fato de que ele salvou o mundo do holocausto nuclear, e ninguém sabe. Enquanto o homem existir, por mais que seja um herói, o seu ego vai torná-lo contra qualquer princípio ético e moral. À vista disso, ele se isola no que parece ser um castelo na Europa, porém enlouquece mais ainda com tamanha monotonia da paz eterna. E seu arco se desenrola na sua fuga do que seria o </span><i><span style="font-weight: 400;">“Jardim do Éden”</span></i><span style="font-weight: 400;">, e na grande falha daquele que é conhecido como o homem mais inteligente do mundo: a humanidade.</span></p>
<figure id="attachment_15418" aria-describedby="caption-attachment-15418" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15418" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-6-1.jpeg" alt="" width="1280" height="733" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-6-1.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-6-1-300x172.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-6-1-1024x586.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-6-1-768x440.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-6-1-1200x687.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15418" class="wp-caption-text">Jeremy Irons escolheu fazer o personagem <a href="https://gq.globo.com/Cultura/noticia/2019/12/jeremy-irons-conta-como-se-preparou-para-serie-watchmen.html">instintivamente</a>; sem pensar muito, fez Ozymandias renascer em sua interpretação (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença do Dr. Manhattan traz pontos culminantes e complexos, mas bem executados, não só pela edição, como também pelo roteiro e atuação de Yahya Abdul-Mateen II. Alguns questionamentos filosóficos se encontram na busca dos personagens pelo controle dos poderes quase que divinos dele, no fato de ser um grande prisioneiro do destino que ele prevê, mas agir de forma um tanto questionável para um semi-deus. Ele acaba como mais uma das personalidades com a moral envenenada pelo mesmo mal que cerca todos os outros componentes: um pingo de humanidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das interpretações impecáveis do elenco, a série acerta em manter e ressignificar o conceito do que é </span><i><span style="font-weight: 400;">Watchmen</span></i><span style="font-weight: 400;">. Cria-se uma imersão em cada detalhe da atmosfera tão realista e absurda desse universo, como nas cenas em que os poderes do Dr. Manhattan são retratados como ponto-chave da trama. E também no episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">This Extraordinary Being</span></i><span style="font-weight: 400;">, que conta a origem do Hooded Justice, um personagem quase que irrelevante na história original, mas que casa perfeitamente com a proposta ousada de relacionar as discussões raciais do mundo atual com a narrativa criada há 34 anos. Os roteiristas foram tão ousados quanto Alan Moore e Dave Gibbons em 1986, sem medo de destrinchar completamente a história e, por isso, manter a obra com sua originalidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado disso tudo se mostra no fato de que a produção é uma das grandes apostas ao</span><a href="http://personaunesp.com.br/tag/emmy-2020/"> <i><span style="font-weight: 400;">Emmy 2020</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, liderando a lista de indicados. Das </span><a href="https://www.omelete.com.br/emmy/watchmen-emmy-2020-lidera-indicacoes"><span style="font-weight: 400;">26 indicações</span></a><span style="font-weight: 400;"> que recebeu, se encontra nas principais categorias, como a de Melhor Minissérie, Ator e Atriz para Jeremy Irons e Regina King, Atriz Coadjuvante para Jean Smart, e três nomeações por Melhor Ator Coadjuvante para Yahya Abdul-Mateen II, Jovan Adepo e Louis Gossett Jr. O já citado episódio </span><i><span style="font-weight: 400;">This Extraordinary Being</span></i><span style="font-weight: 400;"> concorre como Melhor Roteiro e Direção, sendo o mais marcante de toda a trama, tanto pela proeza técnica, quanto pelo simbolismo que carrega. Nada além do merecido.</span></p>
<figure id="attachment_15419" aria-describedby="caption-attachment-15419" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15419" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-7.jpeg" alt="" width="1280" height="853" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-7.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-7-300x200.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-7-1024x682.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-7-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-7-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15419" class="wp-caption-text">Lindelof afirmou que faria uma segunda temporada contando uma outra história do universo de Watchmen, por o arco de Angela Abar já ter sido encerrado (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Em cenas como a que a frase </span><i><span style="font-weight: 400;">“é difícil ser um homem branco nos Estados Unidos” </span></i><span style="font-weight: 400;">é ressoada, a caricatura escancarada de uma realidade tão absurda em que vivemos faz dessa série um marco da televisão americana. Trazendo absolutamente tudo que há de mais urgente na nossa sociedade como um debate global, em rede aberta. Mais uma vez, </span><i><span style="font-weight: 400;">Watchmen</span></i><span style="font-weight: 400;"> não é sobre heróis, é sobre o agora. É sobre os meros mortais do agora.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O final apressado visou uma conclusão generalizada para a história como um todo, sem se aprofundar muito no destino dos personagens que foram tão desenvolvidos e marcantes desde o início. Mas, ainda assim, a série fecha seu arco com a mesma qualidade de como começou. Uma continuação direta não seria a melhor opção, considerando que existem muitas outras tramas dentro desse universo, talvez um novo caminho seja mais empolgante. Afinal, os ovos precisam ser quebrados.</span></p>
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		<title>Manchaca Vol. 1: quando a música transcende o som de uma memória</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2020 17:12:46 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Henrique Gomes Desde sua criação, o Boogarins permanece inquieto, nunca estagnado. A banda goiana imprime, em cada movimento que faz, um recorte da essência que compõe os corpos de seus integrantes. Mesmo que comparada com nomes como Tame Impala e Unknown Mortal Orchestra, eles sabem que vão muito além da neo-psicodelia. É uma espécie de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/manchaca-vol-1-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Manchaca Vol. 1: quando a música transcende o som de uma memória"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_15140" aria-describedby="caption-attachment-15140" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-15140 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-1.jpeg" alt="" width="1200" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-1.jpeg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-1-300x300.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-1-1024x1024.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-1-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-1-1-768x768.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15140" class="wp-caption-text">Capa do álbum (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><b>Henrique Gomes</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde sua criação, o Boogarins permanece inquieto, nunca estagnado. A banda goiana imprime, em cada movimento que faz, um recorte da essência que compõe os corpos de seus integrantes. Mesmo que comparada com nomes como </span><span style="font-weight: 400;">Tame Impala</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Unknown Mortal Orchestr</span><span style="font-weight: 400;">a</span><span style="font-weight: 400;">, eles sabem que vão muito além da </span><a href="http://miojoindie.com.br/14-discos-para-entender-a-neo-neo-psicodelia/"><span style="font-weight: 400;">neo-psicodelia</span></a><span style="font-weight: 400;">. É uma espécie de música transcendental, algo desconexo e intenso, mas puramente honesto. Isso é visto em seus <em>shows</em>, onde faixas de três minutos viram grandes sessões de dez minutos e toda a energia que ali habita explode na catarse das improvisações, como em </span><a href="https://boogarins.bandcamp.com/album/desvio-on-rico"><i><span style="font-weight: 400;">Desvio Onírico (2018)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, <em>EP</em> ao vivo do grupo. Os<em> LP’s</em> passam a ser carcaças completamente diferentes entre si, porém que carregam a mesma mística única das texturas e camadas sonoras da alma dos membros. O que prevalece é a beleza da primeira ideia, nua, crua e imperfeita por  definição, como visto nos ruidosos sucessos </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=D5f-Mb9dP7U&amp;ab_channel=OtherMusicRecording"><i><span style="font-weight: 400;">Lucifernandis</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FrGr0BN21mA&amp;ab_channel=Boogarins-Topic"><i><span style="font-weight: 400;">Foimal</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Manchaca Vol. 1 (A Compilation Of Boogarins Memories Dreams Demos And Outtakes From Austin, Tx)</span></i><span style="font-weight: 400;"> nasce da tentativa de manter todo esse movimento em tempos de quarentena. Se nos <em>shows</em> eles expandem o som em níveis espirituais, nos discos eles se concentram e o manipulam em colagens e rasgos sônicos para dizer exatamente do que se trata o tal do Boogarins. Sendo assim, é óbvio que existam milhares de experimentos durante as gravações. E, como o próprio nome diz, o álbum é a compilação de tudo que se originou do período de maior efervescência criativa da banda, nas gravações do</span> <a href="https://boogarins.bandcamp.com/album/l-vem-a-morte"><i><span style="font-weight: 400;">Lá Vem A Morte (2017)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://boogarins.bandcamp.com/album/sombrou-d-vida"><i><span style="font-weight: 400;">Sombrou Dúvida (2019</span></i><span style="font-weight: 400;">)</span></a><span style="font-weight: 400;">, e serviu como demo ou ficou guardado no baú.</span></p>
<p><span id="more-15139"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Levando o nome da avenida em que moravam em Austin, no Texas, enquanto gravavam entre 2016 e 2019, o compilado remete a um espaço confortável, mesmo que caótico. Sem uma linearidade de produção, tema e tom, a própria ambiência caseira e disforme se torna a conexão entre as músicas e o conceito do disco. Como uma tarde de celebração entre quatro amigos sobre o próprio caminho que trilharam, que os levou ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Coachella</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="http://personaunesp.com.br/top-lollapalooza/"><i><span style="font-weight: 400;">Lollapalooza</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Primavera Sound</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">SXSW</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Rock In Rio</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Grammy Latino</span></i><span style="font-weight: 400;">, e, principalmente, à eles mesmos.</span></p>
<figure id="attachment_15143" aria-describedby="caption-attachment-15143" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15143" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2.jpeg" alt="" width="1280" height="853" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2-300x200.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2-1024x682.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-2-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15143" class="wp-caption-text">Formação da banda, da esquerda para a direita: Dinho Almeida (guitarrista e vocalista), Fefel (baixista e vocalista), Benke Ferraz (guitarrista e vocalista) e Ynaiã Benthroldo (baterista) (Foto: Valéria Pacheco)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos primeiros dois álbuns, </span><a href="https://altamont.pt/album-fresquinho-boogarins-plantas-que-curam-2013/"><i><span style="font-weight: 400;">As Plantas Que Curam (2013)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Wjp_Cj3TKcw&amp;ab_channel=DanielMagalh%C3%A3es"><i><span style="font-weight: 400;">Manual (2015)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, havia uma busca jovial e solar pelas respostas no jardim de suas casas, um escapismo caleidoscópico dos anos 60, cheio de</span> <a href="https://www.tenhomaisdiscosqueamigos.com/2018/02/01/fuzz-efeito-pedal/"><i><span style="font-weight: 400;">fuzz</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e vozes reverberantes. Já nos dois últimos,  </span><i><span style="font-weight: 400;">Lá Vem A Morte (2017)</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sombrou Dúvida (2019)</span></i><span style="font-weight: 400;">, o amadurecimento os leva ao obscuro da mente, uma colcha de retalhos repleta de questões e à fuga das respostas, com a experimentação dos elementos eletrônicos e colagens sonoras. O </span><i><span style="font-weight: 400;">Manchaca</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Vol. 1 </span></i><span style="font-weight: 400;">retrata uma síntese de tudo: desde as músicas sessentistas guiadas pela guitarra do Dinho, até os experimentos mais tortos e dissonantes em </span><i><span style="font-weight: 400;">beats</span></i><span style="font-weight: 400;"> e sintetizadores de Fefel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inclusive, temos o próprio Fefel, baixista da banda, nos vocais. Os </span><i><span style="font-weight: 400;">singles</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Inocência</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">Tanta Coragem</span></i><span style="font-weight: 400;"> são composições do próprio, sendo a primeira uma encomenda do Benke Ferraz, como um presente. Guiada por dois acordes junto da kalimba sobre uma batida eletrônica intimista, algo como uma mistura entre </span><a href="http://personaunesp.com.br/portishead-third-critica/"><span style="font-weight: 400;">Portishead</span></a> <span style="font-weight: 400;">e cantiga de ninar, é uma canção viciante e singela, você a sente derreter sobre a sua cabeça. </span><a href="http://www.boogarins.com/"><span style="font-weight: 400;">Segundo os integrantes</span></a><span style="font-weight: 400;">, o refrão </span><i><span style="font-weight: 400;">“facilmente poderia ser um pagode ou um forró: ‘isso é coisa que se diga?’”</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As letras e composições de Dinho se casam pela cor das palavras somadas à sonoridade. Não necessariamente a fim de lhe dizer algo diretamente, e sim, de criar uma imagem para o ouvinte. Ele que sempre canta sorrindo e de olhos fechados, como se estivesse te manipulando e contando algo que só você não sabe, enquanto sua voz aguda ecoa no fundo da alma. Como na faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">Cães do Ódio</span></i><span style="font-weight: 400;">, que surgiu no projeto </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Uaf1B0osFNs&amp;t=364s"><i><span style="font-weight: 400;">Boogarins na Casa das Janelas Verdes</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, produzido pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Void</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que o vocalista provoca dizendo </span><i><span style="font-weight: 400;">“Com toda essa angústia, que que cê faz?/ Se o fundo te puxa, que que cê faz?”</span></i><span style="font-weight: 400;"> sobre a bateria hipnotizante de Ynaiã, que perdura enquanto os graves distorcidos do </span><a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Moog_(instrumento_musical)"><span style="font-weight: 400;">moog</span></a><span style="font-weight: 400;"> sobrevoam e até confundem com um </span><a href="https://www.descomplicandoamusica.com/riff/#:~:text=Riff%20%C3%A9%20uma%20g%C3%ADria%20muito,de%20uma%20vez%20na%20m%C3%BAsica."><i><span style="font-weight: 400;">riff</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> cheio de </span><i><span style="font-weight: 400;">fuzz</span></i><span style="font-weight: 400;">, que rasga o som do meio para o fim. Uma melodia eufórica repleta de vazios que dão intensidade à dança entre vocal e percussão.</span></p>
<figure id="attachment_15141" aria-describedby="caption-attachment-15141" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15141" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3.jpeg" alt="" width="1024" height="871" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3-300x255.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-3-768x653.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15141" class="wp-caption-text">Além da banda, os músicos possuem outros projetos: Benke produz outros artistas, como <a href="https://www.youtube.com/watch?v=jD_RheB9rzs&amp;ab_channel=GiovaniCidreira">Giovani Cidreira</a> e <a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PLIqViMqtYAoJg50MByd3G8SwvHM1VGPav">Laure Briard</a>, e Dinho participa da dupla <a href="https://www.youtube.com/playlist?list=OLAK5uy_mgoyvaNiv9uxN67-Hb7QDA5Lz0RVhD6mM">Guaxe</a> com o Bonifrate, ex-<a href="http://mmrecords.com.br/supercordas/">Supercordas</a> (Foto: Pedro Margherito)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Tais características de composição do </span><i><span style="font-weight: 400;">frontman</span></i><span style="font-weight: 400;"> atraem outros artistas, como Ava Rocha e Céu, que gravaram duas das músicas existentes no compilado. Presente no disco </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=kHBDoX2a0L4&amp;ab_channel=avarocha"><i><span style="font-weight: 400;">Trança (2018)</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> da Ava, a faixa </span><i><span style="font-weight: 400;">João 3 Filhos</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem sua versão feita pelo Boogarins. Focada nos tambores e no violão de nylon, essa é a canção mais MPBzistica do </span><i><span style="font-weight: 400;">Manchaca Vol. 1</span></i><span style="font-weight: 400;">. O grupo soa como um <em>noise-olodum</em>, cheio de cortes e ruídos espalhados, até o fim catártico em coral: </span><i><span style="font-weight: 400;">“</span></i><i><span style="font-weight: 400;">Vida de beija-flor é voar/ E ter pra dar amor/ Sonhos que vêm e vão/ E me levam pela imensidão”</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro momento é em </span><i><span style="font-weight: 400;">Make Sure Your Head Is Above</span></i><span style="font-weight: 400;">, que, segundo Dinho em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=-W3YU1ZikIk&amp;ab_channel=ARadioRock"><span style="font-weight: 400;">entrevista para a </span><i><span style="font-weight: 400;">Rádio 89</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um áudio de </span><i><span style="font-weight: 400;">Whatsapp</span></i><span style="font-weight: 400;"> dele tocando a primeira versão da sua música presente no último álbum da Céu, o </span><a href="https://www.youtube.com/playlist?list=PL7NhrzlPo2sVIjf7XwKWZmEbixm94pUFa"><i><span style="font-weight: 400;">Apká! (2019)</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, com um microfone, uma </span><i><span style="font-weight: 400;">drum machine</span></i><span style="font-weight: 400;"> e uma guitarra. Essas canções demonstram a influência da tal brasilidade sobre a banda goiana, junto de </span><i><span style="font-weight: 400;">Espera Fala de Novo</span></i><span style="font-weight: 400;">, faixa guiada por uma batida de samba tortuosa com vocais mântricos de Benke e Fefel, e que explode na distorção de teclados sintetizadores ao final. Inclusive, os últimos dez segundos dela soam como se Kanye West tivesse invadido o estúdio e brincado com três notas desse som de moog semi modular.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estranhamento para quem não é fã da banda acaba sendo inerente ao propósito do </span><i><span style="font-weight: 400;">Manchaca Vol. 1</span></i><span style="font-weight: 400;">. Afinal, logo após </span><i><span style="font-weight: 400;">Aquele Som</span></i><span style="font-weight: 400;"> &#8211; faixa de abertura do disco que mais remete ao início do Boogarins, repleta de palmas, pandeiros, vozes e guitarras à la </span><a href="http://personaunesp.com.br/abbey-road-critica/"><span style="font-weight: 400;">Beatles</span></a><span style="font-weight: 400;"> -, temos </span><i><span style="font-weight: 400;">Água</span></i><span style="font-weight: 400;">, versão demo de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sombra ou Dúvida</span></i><span style="font-weight: 400;">, porém com uma instrumentação muito diferente da conhecida. Apesar do </span><i><span style="font-weight: 400;">riff</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do refrão maravilhosos abrirem o som, uma série de ruídos que soam como uma fita voltando para trás invadem o vácuo e a ilógica sonora toma conta do espaço, para a alegria de uns e afastamento de outros.</span></p>
<figure id="attachment_15142" aria-describedby="caption-attachment-15142" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-15142" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-4-1.jpeg" alt="" width="1280" height="853" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-4-1.jpeg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-4-1-300x200.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-4-1-1024x682.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-4-1-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2020/09/imagem-4-1-1200x800.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-15142" class="wp-caption-text">Os shows do Boogarins, muitas vezes, são feitos sem setlist de músicas, focando mais na improvisação ao vivo (Foto: Rodrigo Gianesi)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de </span><i><span style="font-weight: 400;">Água</span></i><span style="font-weight: 400;">, o experimentalismo toma conta de vez na instrumental </span><i><span style="font-weight: 400;">Are You Crazy, Julian?</span></i><span style="font-weight: 400;">, em que cada instrumento caminha numa melodia ensolarada,</span><span style="font-weight: 400;"> ao mesmo tempo que</span><span style="font-weight: 400;"> são interrompidos pelas guitarras rasgadas nos entremeios, até que passam a se desordenar numa queda em espiral. E na maravilhosa </span><i><span style="font-weight: 400;">ASMR Manchaca</span></i><span style="font-weight: 400;">, faixa com tom jazzístico em que um órgão toca aleatoriamente, enquanto invadem o</span><span style="font-weight: 400;"> som</span><span style="font-weight: 400;"> coisas como lambidas no microfone, comunicações extraterrestres, rosnados, vozes em variações de </span><i><span style="font-weight: 400;">pitchs</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">reverses</span></i><span style="font-weight: 400;">, e sonoplastias de poderes do </span><i><span style="font-weight: 400;">Dragon Ball</span></i><span style="font-weight: 400;">, coisas absurdas. Em ambas é possível ver que Ynaiã, que já tocou na grande </span><a href="http://sinewave.com.br/artistas/macaco-bong/"><span style="font-weight: 400;">Macaco Bong</span></a><span style="font-weight: 400;">, transmite a melodia do Boogarins através da bateria como ninguém, com versatilidade para momentos atmosféricos entre pratos a ecoar, e momentos caóticos em que o bumbo soca o ouvinte no âmago.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ápice está ao final do álbum: </span><i><span style="font-weight: 400;">Noite Bright</span></i><span style="font-weight: 400;">, penúltima música das 13 que compõem a viagem. Escutando ela, vi que é uma síntese do <em>Manchaca Vol. 1</em>, que é a síntese da metafísica da banda como um todo. Começa aflita com a distorção pontuda do </span><i><span style="font-weight: 400;">synth</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a repetição de um </span><i><span style="font-weight: 400;">riff</span></i><span style="font-weight: 400;"> que cutuca o ouvinte por séculos, até que a voz do Dinho te empurra para a canção de fato. Baseada na construção de um</span><span style="font-weight: 400;"> som </span><span style="font-weight: 400;">disperso e reverberante até o infinito, o casamento de todos os níveis instrumentais que se sobrepõem dão uma sensibilidade tão doce, que logo é interrompida com uma guitarra que</span><span style="font-weight: 400;"> corta a melodia </span><span style="font-weight: 400;">e te joga de novo para uma variação da introdução ardida de antes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir daí, vê-se a letra como um relato em mantra de um mergulho mútuo entre dois corpos. E então, a calmaria toma conta novamente, até que a faixa é de vez destruída em migalhas. O baixo e a voz seguem como o último pilar, enquanto a guitarra e a bateria se destroem entre si: como se a música virasse um grande solo de todos os integrantes, uma supernova sonora que celebra a desordem na velocidade do socar rítmico e no </span><i><span style="font-weight: 400;">fuzz</span></i><span style="font-weight: 400;"> do berro entre cordas. Está feita a bagunça, ainda bem.</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Boogarins - Manchaca (Documentário SXSW 2019)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/C1D2eDplIMY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de Benke, na manipulação </span><span style="font-weight: 400;">dos ruídos</span><span style="font-weight: 400;"> e no retrato do irretratável através de corpos sonoros, dão a autoria dessa que é uma das bandas mais interessantes da atualidade. O primitivismo das ideias se faz base para o conceito do Boogarins. Em meio à improvisações e na construção desse universo anti-narrativo das composições, a liberdade é celebrada em cada movimento do conjunto, e movimento é algo que não falta aqui. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como dito no documentário que saiu junto do álbum, o grupo se </span><i><span style="font-weight: 400;">“lapidou muito mais do que extraiu algo de fora”</span></i><span style="font-weight: 400;">. É, de fato, a construção do acaso. </span><span style="font-weight: 400;">Os homens de agora comemoram como os garotos de antes, e humildemente convidam os fãs para se juntarem a eles. Com uma origem simples, </span><i><span style="font-weight: 400;">Manchaca Vol. 1</span></i><span style="font-weight: 400;"> toma um rumo catártico sob o deleite de quem ouve, servindo como mais uma analogia ao crescimento deste ser que é o Boogarins.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Manchaca Vol. 1 (A Compilation Of Boogarins Memories Dreams Demos And Outtakes From Austin, Tx)" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" src="https://open.spotify.com/embed/album/2umhbZk2dLYeXOmv1ECXXg"></iframe></p>
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