Mesmo dentro de excessos, Blade Runner 2049 consegue ser real

Em meio a tantas réplicas no cinema, Denis Villeneuve emplaca um sci-fi com alma em um universo que parecia até então intacto

Adriano Arrigo

Se formos parar para pensar, o universo de Blade Runner nunca fora estranho para Denis Villeneuve. A passar por Incêndios (2010), e, mais recentemente, por O Homem Duplicado (2013) e A Chegada (2016), Villeneuve demonstrou extrema interesse em descobrir o propósito do Ser humano, tanto através da sua linguagem cinematográfica quanto nos roteiros em que trabalha. E Blade Runner 2049 não foge às regras que o diretor canadense rege seu universo particular. Continue lendo “Mesmo dentro de excessos, Blade Runner 2049 consegue ser real”

Cineclube Persona – Setembro/2017

Clássico episódio de Mr. Bean no cinema: retrato ainda atual das reações adversas provocadas por filmes como mãe!

Após o sucesso da inauguração em agosto, o Cineclube retorna mais ousado™. Alternando entre os blockbusters comentados e produções polêmicas, selecionamos quatro filmes para tecer breves impressões. Confira: Continue lendo “Cineclube Persona – Setembro/2017”

Melhores discos de Setembro/2017

O soulman Charles Bradley, falecido este mês: carreira curta e tardia, legado imediato e imortal

Adriano Arrigo, Matheus Fernandes e Nilo Vieira

Assim como ano passado, setembro veio para quebrar a sequência de meses de vacas magras na curadoria. O resultado é a seleção mais extensa já registrada nesta seção, abrangendo os mais diversos estilos. Com a benção do finado Charles Bradley, seguem nossas escolhas: Continue lendo “Melhores discos de Setembro/2017”

Bingo: o Brasil não é para amadores

http://canaldogordo.com.br/wp-content/uploads/2017/05/bingo.png

Adriano Arrigo

Quem vem acompanhando o cinema brasileiro nos últimos anos, pode ter ficado ansioso com a cinebiografia do Bozo® brasileiro, que, devido a direitos autorais, chamaremos de Bingo. Bingo: O Rei das Manhãs é um destaque no cinema do país que está conseguindo de forma espantosa emplacar longas com alto rigor estético alinhado muito bem a assuntos tipicamente – se não exclusivos – do Brasil.

Continue lendo “Bingo: o Brasil não é para amadores”

Após 10 anos, a lógica de Fun Home ainda é funcional

fun home capa

Adriano Arrigo

É muito estranho pensar que um filme como Velozes e Furiosos 6 tenha passado no Teste de Bechdel. Para quem não conhece, é um teste nada científico que leva somente em consideração prática a representação das mulheres em filmes. Se houver pelo menos duas delas e as mesmas aparecem conversando entre elas sobre algum tópico que não seja homens, esse filme passou no Teste de Bechdel. Parece simples, mas é assustador a quantidade de filmes que não conseguem passar nesse sistema criado pela cartunista americana Alison Bechdel, autora de Fun Home.

Numa brincadeira de uam tirinha, BEchedel criou um teste compeltamente legitimo sobre a representação feminina em filmes. (Reprodução)
Numa brincadeira de uma tirinha, Bechedel criou um teste completamente legitimo sobre a representação feminina em filmes (Reprodução)

Continue lendo “Após 10 anos, a lógica de Fun Home ainda é funcional”

Melhores discos de Julho/2017

chester-bennington-linkin-park-live-2001-a-billboard-1548
In the end, it doesn’t even matter.

Adriano Arrigo, Matheus Fernandes, Nilo Vieira

Infelizmente, mas um mês sem boas notícias por estas bandas. Enquanto alguns aproveitaram o período de férias, nós continuamos no batente. Nesse tempo, a fatídica morte de Chester Bennington (ícone da infância e pré-adolescência de todos aqui) caiu como uma bomba e é quase sintomático que a seleção tenha sido menor. Enfim, segue abaixo a nossa trilha mensal.

Continue lendo “Melhores discos de Julho/2017”

A Castlevania de Netflix é um brinde de sangue às séries animadas

netflix castlevania logo

Adriano Arrigo

Existe uma linha de desenhos animados que foram esquecidos na virada do século mas que parecem ter sido recuperados em Castlevania, a nova série do Netflix, baseada na série homônima de games iniciada em 1986. Tratam-se de obras televisas vindas principalmente do Japão, como Angel Cop (1989) e Gynocyder (1993). Nesses desenhos, qualquer deslize besta da protagonista é motivo para que seu cérebro possivelmente exploda e espirre em uma parede banhada com seu próprio sangue. Continue lendo “A Castlevania de Netflix é um brinde de sangue às séries animadas”