Kimi No Na Wa: quando o enredo faz a diferença

Egberto Santana Nunes

Troca de corpos sempre foi um tema razoavelmente explorado pela sétima arte. É difícil não pensar em filmes como De Repente 30 e Se eu fosse você, clássicos do estilo “sessão da tarde”, quando se trata dessa temática. Mais difícil ainda é inovar e entreter ao mesmo tempo, sem se apegar à fórmula já desgastada desse lugar comum. Esse é um dos desafios enfrentados pelo diretor Makoto Shinkai em seu mais recente longa-metragem animado, Your Name (Kimi no na Wa, no original em japonês), lançado nos cinemas japoneses em 2016, adaptação do mangá homônimo lançado no mesmo ano.

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Cineclube Persona – Agosto/2017

Esta é a primeira postagem do Cineclube Persona! Trata-se de uma seleção mensal dos filmes que foram lançados no Brasil no último mês. Porém, diferente da nossa seleção mensal de discos, o Cineclube Persona busca encontrar produções relevantes, mas que não necessariamente agradaram nossos colaboradores.

Para começar, temosas adaptações de Death Note e Valerian para o cinema, a refilmagem do clássico O Estranho que Nós Amávamos e a presença do cinema brasileiro com João, o Maestro e O Filme da Minha Vida.

Confira abaixo nossa seleção.

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Arcade Fire: tudo e nada ao mesmo tempo

everything now

Egberto Santana

De uma forma inusitada, o sexteto canadense Arcade Fire anunciava em sua conta do Twitter o comercial de uma caixa de marshmallows com o nome da quarta faixa do novo álbum, “Creature Comfort”. Colorido e infantilizado, o vídeo é rápido e acompanha a voz de Régine Chassagne cantando o refrão da música. Voltando no tempo e acompanhando essa jogada de marketing, era possível perceber a forte oposição entre o eletrônico e letras carregadas de críticas sociais e reflexivas que a banda entregou no seu quinto álbum de estúdio, Everything Now. Continue lendo “Arcade Fire: tudo e nada ao mesmo tempo”

Realidade e ficção em 20 anos de Princesa Mononoke

 

PRINCESS MONONOKE - ANEXO 01 - PÔSTER RETIRADO DO ANDB

Egberto Santana Nunes

Alguns anos antes de levar a estatueta de melhor animação no Oscar de 2003 com o clássico A Viagem de ChihiroHayao Miyazaki batia recordes de bilheteria japonesa há um tempo com Princesa Mononoke. Não é para menos. Completando 20 anos esse ano, o longa procura discutir, sob uma perspectiva fantasiosa, agressiva e dramática, a ação do homem na natureza através de sua guerra ecológica.

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Corra! não assusta, mas incomoda

corra! filme poster

Egberto Santana Nunes

Apropriação cultural, racismo institucional, a solidão da mulher negra, relacionamentos inter-raciais. Podemos dizer que, pelo menos nos últimos 20 anos, nunca essas questões foram tão debatidas e tiradas do tabu quanto tem sido agora. E é claro que tais pautas seriam usadas – como sempre foram – pela sétima arte. Os últimos bons exemplos foram Moonlight: Sob a Luz do Luar (2016) que debate a busca por identidade enquanto homem negro e gay e o documentário indicado ao Oscar Eu Não Sou Seu Negro, que conta a história de James Baldwin a partir de um manuscrito inacabado do escritor, tal como a trajetória de luta de Malcolm X, Medgar Evers e Martin Luther King Jr., ativistas pelos direitos dos negros nos EUA. Agora o mais novo lançamento nos cinemas americanos inova ao debater o racismo disfarçado e os relacionamentos inter-raciais por uma ótica diferente, o terror.

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