Nirvana e Philip Glass: o popular no Ibirapuera

Nirvana Taking Punk to the Masses Samsung Exposição Ibirapuera
Come as You Are: entrada da exposição sobre a banda no Ibirapuera (foto: Jesus Cristo)

Nilo Vieira

A popularidade talvez seja o único aspecto inquestionável nas discussões sobre o Nirvana, a banda que uniu todas as tribos, em 2017. Apesar do status de clássico, Nevermind (1991) permanece um álbum mais discutido do que ouvido: revolucionou o rock ou é um plágio superestimado de antecessoras menos conhecidas? E o tal grunge, foi movimento ou só rótulo da MTV? Continue lendo “Nirvana e Philip Glass: o popular no Ibirapuera”

Milton Nascimento e Lô Borges: para muito além da esquina

Nilo Vieira

Já faz duas horas e ainda não achei um parágrafo inicial impactante o suficiente. Os dois maiores mitos sobre o fazer crítico surgem a cada nova tentativa: um texto sobre um disco tão canonizado precisa ser definitivo, ainda mais em data simbólica. E imparcial, não se esqueça. Continue lendo “Milton Nascimento e Lô Borges: para muito além da esquina”

Cineclube Persona – Agosto/2017

Esta é a primeira postagem do Cineclube Persona! Trata-se de uma seleção mensal dos filmes que foram lançados no Brasil no último mês. Porém, diferente da nossa seleção mensal de discos, o Cineclube Persona busca encontrar produções relevantes, mas que não necessariamente agradaram nossos colaboradores.

Para começar, temosas adaptações de Death Note e Valerian para o cinema, a refilmagem do clássico O Estranho que Nós Amávamos e a presença do cinema brasileiro com João, o Maestro e O Filme da Minha Vida.

Confira abaixo nossa seleção.

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Melhores discos de Agosto/2017

"emoji pensando", uma pintura de Matheus "Copa" e retrato da incredulidade na Internet em 2017.
“emoji pensando”, uma pintura de Matheus “Copa” e retrato da incredulidade na Internet em 2017.

Leonardo Santana, Matheus Fernandes e Nilo Vieira

Em 1987, a saudosa Kátia bradava não está sendo fácil. Trinta anos depois, é triste ver o quanto a canção ainda permanece atual: entre passeatas nazistas, políticos recebidos com ovada e problemas pessoais em pleno recesso, o mundo continua marcado pelo caos generalizado em 2017.

Mas como os trabalhos não podem parar, cá vão nossas escolhas para trilha sonora em meio à toda essa discórdia: Continue lendo “Melhores discos de Agosto/2017”

Melhores discos de Julho/2017

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In the end, it doesn’t even matter.

Adriano Arrigo, Matheus Fernandes, Nilo Vieira

Infelizmente, mas um mês sem boas notícias por estas bandas. Enquanto alguns aproveitaram o período de férias, nós continuamos no batente. Nesse tempo, a fatídica morte de Chester Bennington (ícone da infância e pré-adolescência de todos aqui) caiu como uma bomba e é quase sintomático que a seleção tenha sido menor. Enfim, segue abaixo a nossa trilha mensal.

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Em Ritmo de Fuga é música para os olhos

GTA: Atlanta City?
GTA: Atlanta City?

Nilo Vieira

Após a estreia em cinemas brasileiros ontem (27), as comparações mais constantes em críticas sobre Baby Driver (ou Em Ritmo de Fuga) serão com o clássico Cães de Aluguel (1992) e/ou a obra-prima de Nicolas Winding Refn, Drive (2011). Justo, dado a proposta comum de uma violência classuda em todos. No entanto, estes paralelos parecem tirar o foco do real diferencial do novo filme de Edgar Wright: a abordagem da música. Continue lendo “Em Ritmo de Fuga é música para os olhos”

The End of Evangelion e a transcendência violenta

O pôster original traduzido em inglês: bastante convidativo para um programa de fim de semana
O pôster original traduzido em inglês: bastante convidativo para um programa de fim de semana

Nilo Vieira

Os 26 episódios de Neon Genesis Evangelion já bastariam como justificativa para o culto quase fervoroso acerca do anime: seu teor filosófico ainda ecoa fortemente na geração Y, cada vez mais acometida pela depressão, e dialoga também com a parte de pancadaria da série. O único possível porém seria para o final que, apesar de compreensível em seu tom mais leve (não à toa, virou meme), talvez não fosse o ideal e nem o mais realista – nós adoramos desfechos felizes para distúrbios existenciais, mas não nos contentamos sem ver toda a trajetória sofrida do protagonista que, no fim, tomamos como projeções de nós mesmos. Continue lendo “The End of Evangelion e a transcendência violenta”