Totally Fu***ed Up: ser jovem nunca foi tão deliciosamente perturbador

 

Cena do filme Totally Fucked Up. Na imagem, há dois homens deitados sobre duas toalhas vermelhas e brancas na grama. O rapaz da esquerda é um homem branco de cabelos ruivos arrepiados e o jovem da direita é um homem amarelo de cabelos ondulados com o colar de uma cruz. Eles estão sem blusa e usam óculos e sol. Entre eles, há uma caixa de cigarro. Acima, há uma caixa de som e ao lado do homem à esquerda há um boné azul.
Totally F***ed Up (1993) faz parte da Trilogia do Apocalipse Adolescente, que também conta com os filmes The Doom Generation (1995) e Nowhere (1997) (Foto: Divulgação)

Guilherme Machado Leal

[Essa crítica foi feita após a exibição do filme Totally F***ed Up, do Cineclube Faac em parceria com o Persona, durante as atividades da greve da Unesp]

Se tem algo sobre na juventude que movimenta os ‘anos dourados’ é o exagero. Quando crescemos, um coração partido, o término de uma amizade e uma primeira experiência – seja ela com drogas, um hobby ou trabalho – são elevados à décima potência. A efemeridade ganha um aspecto alarmante se você se identifica como queer, principalmente nos anos 90, contexto marcado pela LGBTfobia e associação da AIDS a pessoas não heterossexuais em que o diretor Gregg Araki centraliza a Trilogia do Apocalipse Adolescente.

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