Pegue o desfibrilador, pois a primeira temporada de The Pitt irá reviver o gênero

Cena da série The Pitt. Nela, há um homem branco de cabelos castanhos escuros com barba e bigode. Ele veste um moletom azul e segura uma garrafa de inox. O homem está na área de trauma de um hospital.
O rosto de Noah Wyle não é novo aos amantes de séries médicas (Foto: Max/Warrick Page)

Guilherme Machado Leal

O dia a dia turbulento de profissionais da área de saúde se popularizou nos anos 90, com Plantão Médico. Drama procedural, o sucesso era considerado a maior série médica até 2019, quando Grey’s Anatomy ultrapassou o número de temporadas ao bater a marca de 332 episódios, antes conquistada pela trama protagonizada por George Clooney. A partir da consolidação da produção de Shonda Rhimes, inúmeros produtos televisivos focados em médicos lançaram e conquistaram o público. No entanto, o gênero se tornou obsoleto, previsível e não mais impactante como ocorria em seus anos de ouro. Dito isso, o que faz The Pitt, produção da HBO Max, ser um frescor?

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Nonnas é simples, mas dá um aconchego no coração

Quatro mulheres brancas mais velhas estão em uma cozinha industrial, todas usando aventais da cor bege, interagindo entre si Ao fundo, há prateleiras com mantimentos, utensílios pendurados e portas de cozinha.
O filme conta a história de um dos restaurantes mais incríveis de Nova York (Foto: Jeong Park/Netflix)

Lucas Barbosa 

É legal em um domingo à tarde, pós almoço, você sentar no sofá com a família e ver um filme aconchegante, Nonnas é isso: faz da dor da saudade e do luto, uma maneira de se reencontrar na vida. O longa do diretor Stephen Chbosky (cineasta de As Vantagens de Ser Invisível – 2012) se baseia na história de vida de Joe Scaravella. O filme tem uma gama de personagens que são puro carisma, e um roteiro que fala sobre amor, luto, tradição e redescobertas. Continue lendo “Nonnas é simples, mas dá um aconchego no coração”

Emmy Awards 2025: sofisticação sem muitas surpresas no tapete vermelho

Um grupo de oito pessoas posando no tapete vermelho dos Emmy Awards, vestidas com trajes elegantes e variados. Os looks incluem um vestido rosa brilhante, um conjunto preto com detalhes em rede,um vestido preto com transparência e flores, um vestido prateado texturizado, um top adornado com joias e calça preta, um vestido bordô fluido, um vestido rosa claro com corte alto e um vestido vermelho com detalhes assimétricos. O fundo exibe o logotipo dos Emmys e os nomes CBS e Paramount+.
Para 2025, as escolhas de moda estavam influenciadas por ansiedades globais, resultando em trajes que, embora significativos, careciam de brilho e criatividade (Arte: Sinara Martins)

Sinara Martins

A 77ª edição do Emmy Awards aconteceu no domingo (14), em Los Angeles, e a tradicional chegada das estrelas foi marcada por modelitos sofisticados e elegantes. Com produções como Ruptura, O Estúdio, Adolescência, Pinguim, The Last of Us e O Urso entre as indicadas, não faltaram celebridades desfilando. O tapete vermelho reforçou uma tendência clássica, com muitas silhuetas tradicionais e tons de destaque como vermelho, preto e rosa.  Continue lendo “Emmy Awards 2025: sofisticação sem muitas surpresas no tapete vermelho”

Mountainhead: um filme mais interessado em parecer inteligente do que em o ser, assim como os bilionários

Corte da capa do filme “Mountainhead”, dirigido pelo diretor Jesse Armstrong. Na foto, quatro homens estão em frente a uma grande janela panorâmica que revela uma montanha coberta de neve. Eles usam roupas modernas e são iluminados pelo fogo da lareira atrás deles. As expressões sérias passam uma atmosfera de suspense.
Após o final da aclamada série Succession, Jesse Armstrong se aprofunda na sátira verossímil do longa Mountainhead (Foto: HBO)

Gabriel Diaz

Tal qual uma festividade caseira entre amigos num final de semana comum, quatro bilionários se reúnem em uma mansão isolada nas montanhas para jogar pôquer, beber uísque caro e compartilhar trivialidades. Só que, neste caso, as trivialidades envolvem desestabilizar economias nacionais, incitar guerras civis com deepfakes e debater a aquisição de países inteiros como se fossem startups promissoras. 

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A 4ª temporada de Abbott Elementary nos ensina para além das salas de aula

Na imagem, da esquerda para a direita, há uma mulher negra de cabelo longo e liso, vestindo uma blusa marrom, uma calça de tom escuro e um crachá no pescoço. Ao seu lado, há uma mulher negra de cabelo curto e liso, vestindo uma camisa amarela, um colar de pérolas e calças azul-escura. Em seguida, há um homem negro de cabelo curto vestindo um suéter e casaco marrom, com um crachá no pescoço, uma calça social azul e um cinto de couro. Próximo a ele, há uma mulher negra sorrindo com cabelos longos e cacheados, vestindo um vestido colorido, brincos dourados e um crachá no pescoço. Ao fim da imagem, há um homem branco de cabelo cacheado, suéter listrado colorido e crachá no pescoço, e, ao seu lado, uma mulher branca de cabelo ruivo e longo, usando um casaco preto, uma blusa verde e calça preta.
A série da ABC já recebeu mais de 30 indicações ao Emmy Awards desde seu lançamento oficial em 2021. (Foto: ABC)

Victor Hugo Aguila

Não é novidade que Abbott Elementary é excelência em fazer comédia. Ao longo de quatro temporadas, os excêntricos funcionários da escola pública na Filadélfia – com menção honrosa aos icônicos alunos – nos mostram como o humor é uma arma poderosa contra a precarização e a desigualdade. Seja através do roteiro original ou das atuações marcantes, a obra nos reafirma seu impacto e influência na televisão norte-americana. 

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A terceira temporada de The White Lotus revela qual é o seu maior desejo

Cena da série The White Lotus. Nela, observa-se cinco funcionários do resort luxuoso tailandês. Da esquerda para a direita, há uma mulher branca, que usa uma roupa branca e um short bege, um homem branco sem camiseta e com uma espécie de saia marrom, um homem branco com um roupão vermelho e uma calça laranja, um homem asiático que utiliza um conjunto azul e uma mulher asiática que veste uma blusa branca e uma bermuda bege. Eles estão na beira da praia e acenam para um local.
Personagens fundamentais em anos anteriores, os funcionários do White Lotus da Tailândia não se destacaram (Foto: Fabio Lovino/HBO)

Guilherme Machado Leal

Iniciada no Havaí durante sua primeira temporada, em 2021, The White Lotus possuía uma trama bem simples: um ambiente que mostrasse um curto período de tempo daqueles que trabalham em um hotel luxuoso e dos que possuem o poder aquisitivo para sustentar tais regalias. Após a estreia bem sucedida, as ilhas emprestaram sua trama para o solo europeu, mais precisamente em Sicília, na Itália. Se a entrada desse mundo discutia a respeito da diferença de classes e a continuação abordava a disparidade entre gêneros, o que priorizar para a terceira vez?  Continue lendo “A terceira temporada de The White Lotus revela qual é o seu maior desejo”

Pinguim mostra que Gotham é mais cruel quando o Batman não está por perto

Cena da série Pinguim. A imagem mostra Oswald Cobblepot de frente, vestindo um casaco de couro preto, camisa branca e gravata escura, em um ambiente de arquitetura gótica com arcos de pedra e janelas altas. Ele encara algo fora de cena com uma expressão rígida e desconfiada, transmitindo tensão e autoridade. A luz suave que entra pelas janelas destaca o contraste entre a frieza do cenário e o tom sombrio do personagem, reforçando o clima dramático da narrativa.
Em Pinguim conhecemos um vilão que dá pena — curiosamente, o que ele mais odeia que sintam dele (Foto: Macall Polay/HBO Max)

Stephanie Cardoso

Se The Batman (2022) já tinha mostrado uma Gotham encharcada de corrupção e sombras, Pinguim – seu spin-off na HBO Max – vai além do que era esperado: mergulhando no fundo do submundo, onde não existem ‘mocinhos’, somente aqueles que lutam para sobreviver ou dominar. A série mergulha no caos e mostra que o verdadeiro medo não está na máscara, mas na ausência dela, entre as conversas frias onde o poder é vendido em pedaços e a lealdade vale menos que um dólar sujo.

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Podcasts no Emmy: o rumo das narrativas sonoras no universo do audiovisual

Cena da série Morrendo por Sexo. Molly, loira e de cabelos curtos veste um cachecol roxo e um gorro verde escuro e segura uma pasta azul enquanto olha para sua amiga. Na direita, Nikki, vestindo um casaco verde sorri para Molly. As duas estão sentadas em uma sala de espera de um hospital.
Adaptação de Morrendo por Sexo garante a presença dos podcasts na 77.ª edição do Emmy Awards (Fonte: Disney+) 

Mariana Bezerra 

Desde o início da história do cinema, as adaptações se tornaram um ponto marcante das produções audiovisuais. Os livros nunca pararam de virar filmes – ou séries, como vem acontecendo nas últimas décadas. No entanto, o surgimento de outros suportes midiáticos também passaram a chamar atenção dos criadores de produções seriadas. Grandes serviços de streaming como Apple TV e Amazon Studios, começaram a transformar os podcasts em seriados. Em 2025, quem ganhou destaque e garantiu presença no Emmy foi Morrendo por Sexo (Disney +), com nove indicações, incluindo as categorias de Melhor Atriz, Melhor Ator em Série Limitada e Melhor Série Limitada

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Entre Montanhas é híbrido genérico com linguagem de videogame

Cena do filme Entre MontanhasNa imagem, a personagem Drasa segura uma arma com mira. Ela está no canto direito da foto, empunhando o objeto com as duas mãos. O cenário é noturno, há algumas luzes amarelas ao fundo e no canto direito. Drasa é uma mulher branca, de cabelos curtos e pretos, na faixa dos 30 anos.
Em entrevista ao Omelete, o diretor elogiou a química da dupla protagonista (Foto: Apple TV+)

Davi Marcelgo

Scott Derrickson possui uma filmografia interessante, seja dirigindo um blockbuster como Doutor Estranho (2016) ou um excelente Terror, O Telefone Preto (2021).  Apesar de ser um diretor regular, nada poderia preparar os assinantes do Apple TV+ para o desastroso Entre Montanhas (2025), a obra mais genérica do cineasta, que parece, inclusive, um embutido das sobras de um filme que nunca aconteceu. Estrelada por Anya Taylor-Joy (Drasa) e Miles Teller (Levi), a produção passeia por gêneros e não consegue acertar em nenhum.  Continue lendo “Entre Montanhas é híbrido genérico com linguagem de videogame”

A volta de Bridget Jones em Louca Pelo Garoto mostra que dá para fazer um clichê gostoso em 2025

: A esquerda Bridget Jones, uma mulher branca, está vestida com uma blusa branca e uma jaqueta jeans olhando para frente e rindo. Ao seu lado, Roxster, um homem branco, está molhado com uma camiseta branca com a mesma expressão de Jones. Eles estão na frente de uma piscina em um dia ensolarado.
Renée Zellweger foi indicada a Melhor Atriz no Oscar de 2001 com o papel de Bridget Jones (Foto: Alex Bailey/Universal Pictures)

Isabela Nascimento

Após nove anos de O Bebê de Bridget Jones (2016), a personagem de Renée Zellweger está de volta. Agora com duas crianças, uma amizade curiosa com a sua antiga paixão, Daniel Cleaver (Hugh Grant), dois jovens apaixonados e uma indicação de Melhor Filme para Televisão na 77ª edição do Emmy Awards. Baseado no quarto livro da autora Helen Fielding de 2013, Bridget Jones: Louca pelo Garoto, retrata a jornada da volta da protagonista à sociedade após a morte traumática de seu marido, Mark Darcy (Colin Firth).  Continue lendo “A volta de Bridget Jones em Louca Pelo Garoto mostra que dá para fazer um clichê gostoso em 2025”