Há 20 anos, Beatrix rompia seu ciclo de violência em Kill Bill – Volume 2

Cena do filme Kill Bill - Volume 1. Na imagem, vemos a personagem de Uma Thurman, vestida com um uniforme amarelo, com alguns detalhes em preto e manchado de sangue. Ela está segurando uma espada para enfrentar a personagem de Lucy Liu, que também segura uma espada e está vestida toda de branco. Elas estão em um jardim, está de noite e nevando.
O uniforme todo branco de O-Ren lembra o da Yuki, principal personagem de Lady Snowblood (Foto: Miramax Films)

Guilherme Moraes

Apostar em uma maior cadência depois do sucesso do primeiro filme, que foi inspirado no clássico Lady Snowblood, é um desafio. No entanto, Kill Bill – Volume 2 mostra que essa foi uma escolha acertada ao encerrar a saga dando mais substância à protagonista. Quentin Tarantino nos surpreende ao diminuir a violência em tela, mostrando que o caminho que a personagem trilhava era em direção ao fim do ciclo sangrento em que ela vivia, mas que, paradoxalmente, exigia o sacrifício de mais alguns personagens.

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That! Feels Good! transporta a Música disco reimaginada ao contexto do pop contemporâneo

: Capa do álbum “That! Feels! Good!”, uma fotografia da cantora Jessie Ware, mulher branca de cabelos longos lisos, em um fundo rosa claro, de costas olhando de lado para nós. Ela usa um coque alto preto, delineador preto, um brinco de pérola branco na orelha direita, e alguns colares de pérolas brancas de diferentes comprimentos. Ela está descamisada, e segura o braço direito um pouco acima do cotovelo com a mão esquerda, sugerindo que ela está de braços cruzados
Fazendo jus ao título, That! Feels! Good! entrega sensualidade, energia, glamour e elegância (Foto: Andrew Benge)

Gustavo Capellari

Em 2020, a cantora Jessie Ware, já consolidada na época no mercado fonográfico britânico com três álbuns lançados, entrava em uma empreitada importante para sua carreira: o lançamento do seu quarto disco, intitulado What’s Your Pleasure?, que trouxe uma sonoridade diferente da que a artista vinha explorando anteriormente. Naquele ano, Ware explorava a pergunta “qual é o seu prazer?”. Já em 2023, That! Feels! Good! é lançado e faz uma afirmação na qual o prazer é celebrado. Esse pequeno detalhe, embora pareça pouco importante, nos ajuda a entender as transformações nos estilos explorados pela cantora.

O que os dois álbuns mais têm em comum talvez seja a presença da Música disco, juntamente com as letras e melodias cativantes que compõem a trajetória da diva. Investindo em ritmos dançantes e com um apelo comercial maior do que seus primogênitos – Devotion (2012) e Tough Love (2014) –, ela passa a ganhar cada vez mais espaço nos charts e admiração da crítica.

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A moda feminina salvou o tapete vermelho do Met Gala 2024

O tema do Met Gala de 2024 foi Jardim do Tempo (Arte: Aryadne Xavier)

Sinara Martins

A primeira segunda-feira de Maio é sempre marcada pela cerimônia do Met Gala, que simboliza a abertura da exposição anual do Metropolitan Museum Of Art (MOMA), em Nova Iorque. Todo ano há um código de vestimenta para os convidados, sempre relacionado a exibição. Para o tapete vermelho de 2024, o tema estabelecido foi Jardim do Tempo.

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Para além de um desenho: A Casa da Coruja nos deixa na terceira temporada, mas marca com sua representatividade

Imagem final do desenho A Casa da Coruja. Nela se encontram grande parte dos personagens reunidos para a despedida da série. Os personagens principais, Luz, King, Eda, Amith, Camila, Willow, Gus e Hunter estão no plano principal. A foto se passa no período noturno e tem um tom arroxeado
A personagem Tinella Nosa é uma caricatura de Dana Terrace, dublada e pensada por ela mesma (Foto: Disney+)

Juliana Craveiro Fusco

Mais um ciclo chega ao fim, um que foi forçado a terminar antes da hora. Nós sabemos que uma hora tudo vai acabar, mas é sempre mais triste quando precisamos nos despedir mais cedo. E assim, The Owl House  – A Casa da Coruja, em português – se encerra, antes da hora e deixando saudades, mas mostrando como uma animação tem capacidade de tocar profundamente seu público.

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A Geopolítica do Ódio em Pluto

Na imagem, Astro Boy, ou Atom, como é chamado na série. Foi retirada diretamente da animação, na qual o personagem Atom veste uma capa de chuva amarela e carrega consigo uma mochila vermelha nas costas; ele está encapuzado, mas tem seu rosto à mostra: é branco, possui cabelo preto e olhos castanhos. Atrás dele, um cenário desfocado do que parecem ser árvores e o céu.
Em Pluto, os personagens de Tezuka são redesenhados e reimaginados (Foto: Netflix)

Flora Vieira

Pluto, anime distribuído pela Netflix e produzido pelo Studio M2, é a adaptação do mangá homônimo escrito e ilustrado por Naoki Urasawa, mangaká responsável também por outros sucessos, como Monster e 20th Century Boys. O mangá e sua adaptação escolhem recontar The Greatest Robot On Earth, uma das várias histórias de Astro Boy, escrita e publicada pelo lendário Osamu Tezuka em 1965. No anime, nós acompanhamos Gesicht, um robô detetive que passa a investigar assassinatos de robôs e cientistas que, de alguma forma, estão interligados a um conflito geopolítico global ocorrido anos antes.

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Já faz 5 anos que A Cinco Passos de Você tocou nossos corações

foto de uma jovem branca usando um vestido de alcinha rosa (Stella) e um garoto branco, de cabelos morenos, usando uma calça preta e camisa xadrez (Will), sentados à beira de uma piscina. Ao fundo, há algumas bolas de ginástica. Ao lado da menina, há um aparelho utilizado para o tratamento de doenças pulmonares e um par de sapatos. Entre eles, há um taco de sinuca. O ambiente é escuro, com a luminosidade vindo do reflexo da piscina. Temperatura fria]
O filme que conta a apaixonante história de Stella e Will, dois jovens que sofrem de fibrose cística, ainda emociona (Foto: Netflix)

Beatriz Apolari

A Cinco Passos de Você, obra cinematográfica lançada em 2019, completa cinco anos presente na memória afetiva de muitas pessoas. Dirigido por Justin Baldoni, o longa conta a história de dois jovens diagnosticados com fibrose cística que vivem uma história pura, mas dramática, de amor. O livro homônimo que inspira a produção audiovisual é escrito por Rachael Lippincott e Mikki Daughtry, e também foi lançado em 2019.

A película veio seguindo a tendência de romances teen trágicos iniciada por A Culpa É das Estrelas (2014), mas se mostra diferente por abordar a distância física entre os protagonistas, denotada no título, e discutir a necessidade do toque humano. Inclusive, a narrativa se inicia com essa ambientação: o quão importante é o contato com aqueles que amamos.

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O dilema de Suzane von Richthofen em A Menina Que Matou os Pais – A Confissão

Cena do filme A Menina Que Matou os Pais - A Confissão. O local é um cemitério, ao fundo, há algumas pessoas desfocadas e no centro, em evidência, está a atriz Carla Diaz, uma mulher branca de cabelos louros, longos e lisos. Ela usa uma calça jeans escura, um cropped preto e no ombro uma blusa de manga comprida preta. Ela está abraçando o ator Leonardo Bittencourt, um homem branco de cabelos pretos utilizando uma camisa social cinza e gravata longa preta. Ele também está utilizando uma calça social cinza escuro e um cinto preto.
Carla Diaz e Leonardo Bittencourt novamente protagonizam a representação do crime que chocou o Brasil (Foto: Amazon Prime Video)

Guilherme Barbosa

Em 2002, o caso Richthofen escandalizou o Brasil pela extrema brutalidade do crime, orquestrado por Suzane Von Richthofen e os irmãos Cravinhos. A indústria cultural, desde então, explorou diversas formas de recriar esse trágico evento, seja por meio de livros, podcasts ou no Cinema. Em 2021, dois filmes apresentaram uma nova abordagem, revelando a perspectiva de Suzane e a de Daniel Cravinhos, seu então namorado. Dois anos depois das primeiras adaptações cinematográficas, surge um novo capítulo com A Menina Que Matou os Pais – A Confissão, prometendo narrar os acontecimentos desde a noite do crime até o dia em que confessaram.

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35 anos de Disintegration: The Cure e a cura para todos os momentos

Aviso: o seguinte texto discursa sobre temas que podem se tornar gatilhos para algumas pessoas que sofrem/sofreram com dependência por uso de álcool e depressão.

Texto Alternativo: Capa do álbum Disintegration da banda The Cure. A imagem possui um fundo preto onde no centro podemos ver um homem branco, com o rosto pálido olhando para cima. Ele possui cabelos pretos, seus olhos estão com lápis de olho na cor preta e usa batom vermelho nos lábios. Apenas seus ombros estão à mostra, com uma camisa também branca. Ao redor do homem temos sombras de diversos tipos de flores, mas algumas se encontram visíveis. No topo da imagem, acima do homem, podemos ler “The Cure - Disintegration” em letras de forma e caixa alta na cor vermelha.
“Às vezes você me faz sentir/Como se eu vivesse na beira do mundo” (Foto: Fiction Records)

Marina Iwashita Canelas

Se por um lado, as cidades industriais inglesas do final da década de 1970 à metade de 1980 já tivessem tido dias mais coloridos, por outro, a sua cena musical era visualmente escura, com neblina e lápis preto nos olhos. Foi em uma apresentação pouco concorrida dos Sex Pistols no Lesser Free Trade Hall, em Manchester, que os fãs ali presentes posteriormente formariam bandas do movimento post punk, como o Joy Division e The Cure

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Em THINK LATER, conhecemos a bad girl interior de Tate McRae

Capa do álbum THINK LATER. No centro está a cantora Tate McRae, uma mulher branca de cabelos castanhos escuros, lábios rosados e olhos castanhos. Ela está olhando pro lado e está usando uma regata de alça preta e uma calcinha preta. Em seus pés, utiliza uma espécie de bota acolchoada preta e branco que vai até a altura de seus joelhos e na direita está escrito THINK na vertical e na esquerda LATER, também na vertical, com a cor roxa em ambos os lados.
A nova queridinha da Gen Z lançou seu segundo álbum em 2023 (Foto: RCA Records)

Guilherme Barbosa

A música pop sempre esteve no auge do mundo, principalmente após o início dos anos 2000. A ascensão de nomes como Britney Spears, Beyoncé, Lady Gaga e Rihanna fez com que a régua de exigência em relação a cantoras que iriam surgir a partir dali fosse muito alta. Com o passar do tempo, a forma de se consumir música pela grande massa mudou. O TikTok, a rede social mais usada pela Geração Z, tem grande influência na indústria fonográfica, com o poder de ressuscitar grandes clássicos e fazer pequenos artistas se tornarem globais, como Olivia Rodrigo, por exemplo. Tate McRae também faz parte dessa nova leva de cantores, e isso fica evidente em seu novo álbum de estúdio, THINK LATER.

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Gêmeas – Mórbida Semelhança: uma Rachel Weisz é boa, duas é melhor

Cena da série Gêmeas - Mórbida Semelhança.
Além de dar vida às duas protagonistas da minissérie, Rachel Weisz também é produtora (Foto: Prime Video)

Vitória Gomez

Rachel Weisz nunca pode ser demais e Gêmeas – Mórbida Semelhança sabe disso. Com a atriz britânica na pele das gêmeas Beverly e Elliot Mantle, a releitura do filme (quase) homônimo de David Cronenberg vira do avesso para explorar o outro lado da moeda: o longa original se torna uma minissérie e os irmãos, irmãs. No entanto, a obsessão e a relação doentia um pelo outro se mantém e a produção leva os limites médicos ao extremo, ao mesmo tempo que lida com duas figuras opostas presas em uma só.

Na série, Beverly e Elliot são médicas obstetras insatisfeitas com a maneira como o sistema de saúde lida com mulheres grávidas. Juntas, elas buscam investimento para abrir seu próprio centro de maternidade. A perfeita harmonia das duas beira a insanidade, mas a simbiose funciona no âmbito profissional e pessoal – até a chegada de Genevieve (Britne Oldford). Quando a atriz se envolve com uma das irmãs e elas se veem obrigadas a não mais viver uma para outra, o desequilíbrio leva desde a convivência doméstica até os bastidores da medicina ao extremo.

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