Geração beat, noir e body horror: Cara-de-Barro molda gêneros para contar história de herói

Cena do filme Cara-de-BarroNa imagem, Cara-de-Barro está deitado em uma banheira, mas a foto apenas enquadra seu rosto e um pouco do peitoral. O rosto dele não possui feição, o personagem puxa a pele para baixo, que está com aspecto derretido. Ele possui pele clara, cabelos loiros e lisos, na altura do pescoço. É um homem adulto.
Matt Reeves, de Batman (2022), assina a produção (Foto: DC Studios)

Davi Marcelgo 

Adaptações de quadrinhos são mais interessantes quando abraçam as características dessa mídia física para transferir ao Cinema. De Batman – O Homem-Morcego (1966) a Homem-Aranha no Aranhaverso (2018), esses filmes se destacam na expressividade aos militares Vingadores: Era de Ultron (2015), por exemplo. Claro que o contexto do surgimento dessas produções é importante para entender o porquê são assim. No caso da sequência da equipe do MCU, ela está imersa na paranoia deflagrada na Arte americana após os ataques de 11 de setembro de 2001 e em um mundo que trouxe sucesso à trilogia sisuda do Batman, dirigida por Christopher Nolan. Assim, em que momento global e da Sétima Arte, Cara-de-Barro (2026), terceira aposta do novo universo da DC Comics nos cinemas, está ao nível de escolhas estilísticas e, por que não, mercadológicas?  Continue lendo “Geração beat, noir e body horror: Cara-de-Barro molda gêneros para contar história de herói”