Lar reconstrói o conceito de família e traz à luz histórias que o mundo insiste em esquecer

Quatro pessoas estão sentadas em volta de uma mesa de café da manhã. Ao lado esquerdo, há um homem com camiseta branca e um jovem adulto de camiseta preta. Do lado oposto da mesa, há um menino com camiseta preta e um homem de camiseta salmão. Todos estão com expressões felizes e encaram a criança mais nova, sentada à ponta direita. Em cima da mesa há uma bacia de pipoca, pão de queijo, garrafa de café, caixa de leite, pratos e canecas.
Em Lar, o amor não segue fórmulas pré-estabelecidas pela sociedade (Foto: Embaúba Filmes)

Vitória Mendes

Você já se questionou sobre o significado de ‘lar’ e o que ele representa para cada pessoa? Ou talvez sobre como cada família constrói sua própria forma de amor através de suas peculiaridades? Em Lar, documentário de Leandro Wenceslau, essa pergunta ganha corpo e emoção. Distribuído pela Embaúba Filmes, o longa acompanha o cotidiano de três famílias LGBTQIAPN+ e, sob a perspectiva dos filhos, retrata a complexidade dos laços familiares com delicadeza, realismo e profundidade, tornando-se identificável para grande parte do público brasileiro.

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50 anos de glórias: Neguinho da Beija-Flor deixa o maior legado da história do samba

Neguinho da Beija-Flor é um homem negro de cabelo preto, roupa branca com detalhes de búzios na camisa, com microfone na mão direita na região do rosto cantando, e uma toalha branca na mão esquerda, ao lado do músico da Beija-Flor, que está utilizando um blazer branco com detalhes rosa, gravata branca e camisa branca com detalhes em dourado.
Neguinho da Beija-Flor no desfile da escola ao lado de Betinho Santos, cavaquinista da Beija-Flor (Foto: Alex Ferro)

Lucas Barbosa

No espaço democrático do samba, quem o cantava com amor e carinho era valorizado nas ruas e na avenida. O Jovem Luiz Antônio sabia muito bem disso, filho de músicos, aos 10 anos, ganhou um concurso de Música cantando um samba do seu ídolo Jamelão, o prêmio foi uma lata de goiaba. Ali, ele entendeu que o samba não seria seu maior amor e, sim, a sua vida.

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Senna: pilotando pela homenagem, nostalgia e ausência

Cena da série Senna que representa a primeira vitória de Senna em Interlagos, São Paulo, Brasil. Por meio de efeitos especiais foi recriada a primeira curva da pista, com Senna dirigindo uma McLaren MP4/5B, com seu tradicional capacete verde, amarelo e azul (cores da bandeira do Brasil) e seu principal patrocinador na viseira, a Honda.
As filmagens das corridas foram feitas em pistas reais com dublês de ação e carros cinematográficos (Foto: Netflix)

Livia Queiroz 

Em Abril de 2024, um dia antes do marco de 30 anos da morte de Ayrton Senna, a Netflix divulgou um teaser oficial com um trecho da minissérie em homenagem ao piloto automobilístico, feita em parceria com a Senna Brands e a família do brasileiro. Após seis meses, a plataforma de streaming postou o trailer, para anunciar que a produção, dirigida por Julia Rezende e Vicente Amorim, seria lançada em Novembro. O Brasil esperou, com muita expectativa, pela oportunidade de voltar no tempo para reviver a era de esperança, carinho e vitórias dentro da Fórmula 1. 

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O Auto da Compadecida 2 e a reinvenção de si mesmo

O cenário mostra o exterior da igreja montada em um estúdio. Usando roupas velhas e rasgadas, sandálias típicas do povo nordestino e aparência de descuido com a pele no sol, os atores principais de O Auto da Compadecida voltam a encenar os malandros da cidade quente e seca do interior nordestino Taperoá.
Matheus Nachtergaele e Selton Mello voltam às telas de cinema como João Grilo e Chicó 25 anos depois (Foto: H2O Films)

Livia Queiroz 

Em Setembro de 2000, os brasileiros saíram de suas casas e foram para os cinemas de suas cidades assistir ao que viria a ser um dos maiores sucessos do Cinema do país: O Auto da Compadecida. Baseado na obra de Ariano Suassuna, o filme foi um sucesso comercial e social, e alcançou um recorde histórico de 2.157.166 pessoas (o filme nacional mais assistido daquele ano), além de uma arrecadação de mais de onze milhões de reais em bilheteria. Tornou-se um ícone para os ‘canarinhos’ e estrangeiros latino-americanos sobre a cultura nordestina e referência cinematográfica nacional. 

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Pra Sempre Paquitas é um polêmico e surpreendente purgatório dos traumas da geração das décadas de 1980 e 1990

Imagem de três mulheres sorrindo em um camarim iluminado. A mulher ao centro, com cabelos curtos e uma camiseta preta com a frase 'Tô Empaquitada', segura um pequeno cachorro vestido com um chapéu vermelho. As outras duas mulheres, uma usando uma camiseta branca com estampa da marca Reserva e outra com uma camiseta branca com um arco-íris, estão ao lado dela. Ao fundo, araras de roupas e espelhos completam o ambiente descontraído.
Tatiana Maranhão e Ana Paula Guimarães, além de ex-paquitas, são as criadoras da série documental
(Foto: Blad Meneghel)

Vinicius Magalhães

Difícil assistir o documentário Pra Sempre Paquitas, lançado pelo Globoplay em Setembro de 2024, sem fazer comparações com outro produto de 2023 da plataforma de streaming da Globo: Xuxa, o Documentário. Apesar de não ser vendida como um spin off – mesmo com todas as características de um –, a série sobre o grupo de assistentes de palco da apresentadora Xuxa entrega um material muito mais polêmico, interessante, honesto e divertido comparado ao que inspirou a sua criação. 

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Na Short n’ Sweet Tour!, Sabrina Carpenter choca a crítica e fãs com performances intensas

A fotografia mostra a cantora Sabrina Carpenter, em que aparece deitada de lado sobre um fundo rosa. Ela tem cabelos loiros longos e ondulados, maquiagem com destaque para olhos levemente delineados e batom rosa claro. Ela está vestindo uma roupa de tecido delicado com alças finas, transmitindo uma aparência suave e glamourosa.A Short n’ Sweet Tour! é a primeira turnê de arena da cantora (Foto: Sabrina Carpenter)

Marcela Jardim

Com os hits Espresso, Please Please Please e Taste, o sexto álbum da cantora Sabrina Carpenter ganhou uma turnê mundial com prováveis datas na América Latina. Short n’ Sweet foi lançado em Agosto de 2024 e conta com 12 faixas cuidadosamente produzidas, revelando uma maturidade artística impressionante. O single Taste teve um videoclipe muito bem executado, protagonizado pela artista junto a atriz Jenna Ortega, e conta com mais de 100 milhões de visualizações no Youtube em menos de três meses de lançamento. Continue lendo “Na Short n’ Sweet Tour!, Sabrina Carpenter choca a crítica e fãs com performances intensas”

Em Bauru após 24 anos, o Circo Stankowich nos faz querer fugir com ele

A imagem mostra um grupo de dançarinas vestidas com trajes luxuosos, adornados com penas e brilhos, evocando a estética de carnaval ou festas glamourosas. Elas se apresentam sob a iluminação colorida do palco, com o nome “Stankowich” destacado ao fundo. As poses das dançarinas sugerem um momento dinâmico da coreografia, transmitindo leveza e sincronia
A proibição do uso de animais em circos no Brasil começou na década de 2000, mudando a dinâmica dos espetáculos (Foto: Henrique Marinhos)

Henrique Marinhos

Após 24 anos longe de Bauru, o Circo Stankowich fez seu tão esperado retorno, trazendo ao público um espetáculo, no mínimo, deslumbrante. Fundado em 1856, o Stankowich é o circo mais antigo em atividade no Brasil com Arte, risco, beleza e emoção. Mais do que um simples entretenimento, a apresentação em Bauru celebrou a história da companhia, que atravessou mudanças sociais, políticas e culturais ao longo de quase dois séculos de existência. Continue lendo “Em Bauru após 24 anos, o Circo Stankowich nos faz querer fugir com ele”

Performático, Corpo Presente é movimento

Cena do filme Corpo Presente. Na imagem, um grupo de cinco pessoas aparece enfileirado. No centro tem três mulheres e dois homens nas extremidades. As pessoas vestem roupas manufaturadas nas cores marrom e off white. Tudo é bem natural e duas das mulheres seguram tochas nas mãos.
Estreia do dia 28 de Novembro de 2024 no circuito de cinemas do país, Corpo Presente investiga a matéria (Foto: Embaúba Filmes)

Jamily Rigonatto 

Pele, ossos, órgãos, sangue e história. São esses cinco elementos que compõem a unidade de um corpo. Matéria física, esse conjunto ganha diversas traduções paradoxais no nosso dia a dia, sendo conhecido como ‘casa da alma’, ‘templo da mente’ e múltiplas variações que, nas entrelinhas, resumem um corpo como o espaço palpável que abriga o intocável mundo das ideias, como diria Platão. Mas, longe de definições rasas: “O que pode um corpo?”. Em cenas dinâmicas, Corpo Presente responde.

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5 anos de Marighella e a contestação de uma narrativa única

[Texto alternativo: O ator Seu Jorge, interpretando Carlos Marighella, está localizado no centro da foto, olhando para seu filho Carlinhos, à esquerda. Ao fundo, há um céu nublado e acinzentado.]
A produção passa por quatro dos 58 anos vividos por aquele que era o ‘inimigo número um do Brasil’ (Foto: O2 Filmes)
Maria Clara Alves

Tão emblemática quanto polêmica, Marighella, cinebiografia dirigida por Wagner Moura, completa cinco anos em Novembro de 2024. Inspirado no livro Marighella: O guerrilheiro que incendiou o mundo, de Mário Magalhães, o filme foi o primeiro trabalho do ator como diretor de Cinema e emplacou como uma de suas produções mais complexas, desafiadoras e, sobretudo, emocionantes. A partir do fascínio do cineasta por movimentos populares de resistência, fica claro que o longa-metragem foi pensado a partir da necessidade de recontar a história da Ditadura Militar por um ponto de vista mais vermelho e visceral.

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48ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo: entre telas, trânsito e tesouros

O evento aconteceu entre os dias 17 e 30 de Outubro, com direito a exibição de Ainda Estou Aqui (2024)

Pôster da 48ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo com uma ilustração criada por Satyajit Ray em tons terrosos. A imagem central representa uma cena interior com três figuras humanas. No primeiro plano, à direita, duas pessoas estão sentadas no chão; uma delas parece estar penteando o cabelo da outra, com gestos suaves e intimistas. No fundo, uma terceira pessoa está sentada mais distante, observando ou participando de uma interação sutil com as outras figuras. A ambientação sugere uma cena doméstica ou cotidiana, com paredes e sombras que adicionam profundidade à composição. No centro do pôster, há um símbolo estilizado que lembra uma flor em vermelho e verde, contrastando com os tons suaves da ilustração.
A abertura oficial do festival contou com a exibição do longa-metragem Maria Callas, dirigido por Pablo Larraín e protagonizado por Angelina Jolie (Foto: Mostra SP)

Henrique Marinhos

A Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, dirigida por Renata Almeida, é um dos maiores e mais prestigiados eventos do calendário cinematográfico nacional. Neste ano, a 48ª edição do festival aconteceu de 17 a 30 de outubro, e celebrou a Sétima Arte em toda a sua diversidade. Desde a 44ª Mostra, o Persona tem o privilégio de acompanhar e cobrir essa jornada.

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