Neste álbum, os integrantes abordam os sete anos de carreira e a paixão pela arte (Foto: Reprodução)
Rafaela Thimoteo e Olívia Ambrozini
O BTS é, sem dúvidas, um dos grupos mais famosos da atualidade, porém não atingiu o sucesso repentinamente e muito menos é um fenômeno passageiro. Composto por RM, Jin, Suga, J-Hope, Jimin, V e Jungkook, o Bangtan Sonyeondan (ou 방탄소년단) surgiu em junho de 2013, portanto, neste ano, completaram sete anos de carreira. Este é apenas um dos motivos pelo qual o álbum em questão tem o número 7 no nome.
Junto com a pandemia do novo coronavírus, o ano de 2020 trouxe muita angústia para a maioria de nós. O que começou com uma chance de aproveitar o tempo livre, acabou se transformando em dias longos e repetitivos que parecem não acabar tão cedo. Durante esse período, cada um encontrou a melhor maneira para não se afogar no tormento provocado pelo isolamento. Para Paul McCartney – um senhor extremamente pleno e saudável, mas que não deixa de ser grupo de risco no auge de seus 78 anos – a solução foi passar pela turbulência com a família em sua fazenda em Sussex, na Inglaterra.
Olhando para o gênio, a lenda, o Sir, o beatle, ou qualquer outro nome que lembre de sua grandeza, parece óbvio que sua válvula de escape foi fazer música. E de fato foi. Mas para Paul (e somente Paul, sem o famoso sobrenome) o momento também foi de descobertas, experimentos e aprimoramentos, mesmo para quem dedicou boa parte de sua vida para a música. E o que foi o período de isolamento para ele? A resposta está em McCartney III, novo álbum de estúdio feito em Rockdown que encerra a não planejada trilogia McCartney, iniciada em 1970.
“Juro por tudo que oro/Que eu não vou partir seu coração” (Foto: Columbia Records)
Ana Laura Ferreira
Veterano da premiação, John Legend concorre a Melhor Álbum R&B no Grammy 2021 com seu mais recente lançamento: Bigger Love (2020). A categoria, que já premiou Bruno Mars por 24K Magic em 2018 e H.E.R por seu homônimo álbum em 2019, pode se tornar a oportunidade de Legend conquistar seu décimo segundo gramofone de ouro. Exalando romantismo e poesia, a produção de 16 faixas, com potencial para inúmeras leituras, entrega uma bela e cansativa narrativa.
Há 5 anos, em 18 de dezembro de 2015, Cage The Elephant lançava o seu quarto álbum de estúdio: Tell Me I’m Pretty. Disco esse que ganharia o Grammy de Melhor Álbum de Rock dois anos depois. Nele, o som dos irmãos Matt e Brad Shultz se reinventava mais uma vez, e até hoje faz quem ouve entrar em uma espécie de viagem nostálgica e psicodélica ao longo das 10 faixas marcadas por composições complexas, carregadas de sentimentos e arranjos bem elaborados.
Capa do álbum Te Adorando Pelo Avesso de Illy Gouveia (Foto: Reprodução)
Ana Júlia Trevisan
Cantar Elis com certeza não é para qualquer um. Reconhecida até hoje como uma das maiores vozes da Música Popular Brasileira, as regravações de seu repertório não devem ser vistas a título de comparação, mas sempre são como forma de homenagear a cantora falecida em 1982. No entanto, a cantora baiana Illy, uma das novas vozes da MPB estava em bom voo com sua carreira até dar um tiro no próprio pé, falhando friamente na homenagem à Pimentinha em Te Adorando Pelo Avesso.
“Então eu acho que terei a chance de/Me perder no País das Maravilhas” (Foto: Island Records)
Ana Laura Ferreira
Talvez seja muito clichê dizer que o álbum mais recente de um artista é o mais pessoal ou no qual ele entrega sua melhor performance. Mas de que outro modo poderíamos conversar sobre Wonder senão como o ápice da carreira de Shawn Mendes até o momento? Intimista, pessoal e romântico como qualquer um dos demais trabalhos do cantor, o recém chegado traz consigo mais uma camada de construção. Se rendendo à volta do pop dos anos 1980 – que caiu nas graças do público com The Weeknd e Dua Lipa -, Mendes pende para o lado mais apaixonado da longínqua década.
Além da versão padrão com 14 faixas, o artista também lançou um Deluxe totalizando 17 músicas (Foto: Reprodução)
Giovana Guarizo
Diferente da solitude, a solidão não é uma escolha. Muito pelo contrário, a solidão é inevitavelmente assombrosa e dolorosa, carregada de frustrações e angústias. Então como lidar com ela? The Weeknd resolveu pegá-la pela mão e transformá-la em arte. A atração principal de todos os seus trabalhos não poderia ser diferente em 2020: é no deslocamento que ele encontra a fonte de inspiração para seus trabalhos geniosos. Solidão, loucura, incompreensão e sofrimento amoroso são os protagonistas do álbum After Hours, o maior dos acertos do canadense.
Dougie Poynter, Harry Judd, Danny Jones e Tom Fletcher, em photoshoot para o novo álbum (Foto: Reprodução)
Rafaela Martuscelli
O tão esperadosexto álbum da banda McFly finalmente chegou. No dia 13 de novembro de 2020, o Young Dumb Thrills, foi enfim lançado em todas as plataformas de streaming ao redor do mundo. Foi assim que o hiato de 10 anos, motivo de tristeza para muitos fãs ao redor do mundo, se findou. Donos dos eternos sucessos 5 Colours In Her Hair, All About You e Falling In Love, os ingleses voltaram com a força que sempre tiveram, mas que eles mesmos não lembravam que tinham.
Com mais de 800 mil cópias, o disco Rita Lee (1980) é um dos mais vendidos do país (Foto: Reprodução)
Ana Júlia Trevisan
Cantora, compositora, multi-instrumentista e escritora, Rita Lee nunca foi um bom exemplo, mas é gente fina. A Rainha do Rock Brasileiro emplacou vários hits durante sua carreira e é a mulher que mais vendeu discos no território nacional, passando das 50 milhões de cópias em toda sua carreira e conquistando dezenas de discos de ouro, alguns de platina e até de diamante. Sendo sua estreia solo em 1979 um marco na música brasileira, o sucesso do seu primeiro disco se repetiu no segundo. O clássico Rita Lee (1980) foi precursor da aventura em estilos musicais para além do rock, escancarando os tons da cantora, e em 2020, em celebração aos 40 anos desse sucesso, o trabalho foi relançado em vinil.
Cartola em desfile pela Mangueira, 1978 (Foto: Aníbal Philot)
Caroline Campos
Ainda era cedo, amor, quando, em 30 de novembro de 1980, nos deixava Angenor de Oliveira, o nosso Cartola. Com apenas 72 anos, a maior referência do samba brasileiro e fundador da Estação Primeira de Mangueira perdeu a batalha contra o câncer, deixando apenas quatro discos-solo e um legado repleto de poesia. “Cartola não existiu. Cartola foi um sonho bom que a gente teve”, reflete Nelson Sargento, parceiro musical do cantor. E, mesmo 40 anos depois do seu falecimento, o sonho ainda vive fresco na memória da Música Popular Brasileira, como se nunca tivéssemos acordado.