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	<title>Arquivos Os Melhores Filmes de 2021 &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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		<title>Os Melhores Filmes de 2021</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Mar 2022 18:09:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Não poderíamos terminar o Melhores do Ano sem falar do setor que retomou os seus dias de glória em 2021: o Cinema. Após a paralisação completa das salas ao redor do mundo em 2020, em decorrência da pandemia de covid-19, o audiovisual precisou se readaptar. Com isso, ano passado foi o momento de observar o &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2021/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os Melhores Filmes de 2021"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_26647" aria-describedby="caption-attachment-26647" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="wp-image-26647 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/melhores-filmes-wordpress.gif" alt="Arte retangular na cor verde escuro. No canto superior direito está escrito em branco “OS MELHORES FILMES DE 2021”. Na parte inferior esquerda da imagem está uma foto da ovelha, personagem do filme Lamb, usando uma coroa de flores na cabeça. O animal é retratado em preto e branco, com silhueta verde clara ao redor de seu corpo, enquanto ele olha para o lado direito. Ao lado direito da ovelha está a figura da personagem Maribel, mulher protagonista da animação Encanto. Ela tem cabelos cacheados curtos e usa óculos e brincos redondos, além de bata com desenhos. A personagem também está colorida em preto e branco, com silhueta verde escura ao redor de seu corpo. Acima da ovelha e de Maribel está a imagem do personagem Gawain, homem protagonista do filme A Lenda do Cavaleiro Verde. Ele olha para o lado esquerdo com expressão séria e seus cabelos caem em seu rosto barbado. A imagem do personagem também está em preto e branco e, ao seu redor, está uma silhueta de cor verde vibrante. Entre todos os personagens, estão figuras animadas de uma coroa (Gawain), várias borboletas (Maribel) e alguns traços (ovelha) aparecendo e desaparecendo. No canto inferior direito, há o logo do Persona, um olho com a íris de cor verde claro." width="1024" height="538" /><figcaption id="caption-attachment-26647" class="wp-caption-text">Entre o melhor do Cinema em 2021, tivemos a estranha fofura de Lamb, a imponência de A Lenda do Cavaleiro Verde e o carisma infinito de Encanto (GIF: Reprodução/Arte: Ana Clara Abbate/Texto de Abertura: Vitória Silva)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Não poderíamos terminar o Melhores do Ano sem falar do setor que retomou os seus dias de glória em 2021: o Cinema. Após a </span><a href="https://www.nexojornal.com.br/serie/2020/12/18/A-%C3%A1rea-cultural-paralisada-e-sob-reinven%C3%A7%C3%A3o"><span style="font-weight: 400;">paralisação completa</span></a><span style="font-weight: 400;"> das salas ao redor do mundo em 2020, em decorrência da pandemia de covid-19, o audiovisual precisou se readaptar. Com isso, ano passado foi o momento de observar o </span><a href="https://forbes.com.br/forbes-money/2021/03/um-ano-depois-do-inicio-da-pandemia-plataformas-de-streaming-contabilizam-ganhos/"><span style="font-weight: 400;">efeito da ascensão dos </span><i><span style="font-weight: 400;">streamings</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, assim como o retorno da sagrada experiência de subir as escadas para sentar em uma poltrona aconchegante e comer pipoca fresquinha enquanto assiste ao mais novo lançamento cinematográfico na telona. </span></p>
<p><span id="more-26326"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As repercussões desse novo cenário podem ser vistas na principal premiação do Cinema. Na aclamada categoria de Melhor Filme do </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar+2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">, dos 10 indicados, 6 tiveram apoio na distribuição pelos serviços de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">. A </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/listas/2022/02/os-filmes-indicados-ao-oscar-2022-que-estao-na-netflix"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">continua dominando o meio</span></a><span style="font-weight: 400;"> com seus originais, e emplacou 9 produções em 15 categorias diferentes. Mas, deixando as premiações de lado, o Persona também se dedicou em realizar sua própria condecoração diante da Sétima Arte. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com base em </span><i><span style="font-weight: 400;">rankings</span></i><span style="font-weight: 400;"> feitos pela Editoria e nossos Colaboradores, 78 produções foram definidas como os </span><b>Melhores Filmes de 2021</b><span style="font-weight: 400;">. Do faroeste de </span><a href="https://mulhernocinema.com/especiais/10-filmes-e-series-para-conhecer-a-obra-da-diretora-jane-campion/"><span style="font-weight: 400;">Jane Campion</span></a><span style="font-weight: 400;"> à turma do bairro do Limoeiro, as produções aqui permeiam pela variedade dos grandes estúdios até os feitos do Cinema Independente. Fato esse que pode ser demonstrado pelos nossos três campeões de menções: </span><a href="https://personaunesp.com.br/ataque-dos-caes-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ataque dos Cães</span></i></a><span style="font-weight: 400;">,</span> <a href="https://personaunesp.com.br/duna-2021-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://personaunesp.com.br/titane-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Titane</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A pluralidade de escolhas também é representada por uma volta ao globo terrestre. Entre os países de origem dos filmes que foram citados, estão: Brasil, Estados Unidos, França, Itália, México, Nova Zelândia, Irlanda, Japão, Alemanha, Kosovo, Dinamarca, Reino Unido, Islândia, Espanha, Colômbia, Irã, Coreia do Sul e Noruega. Destes, 7 obras citadas são produções nacionais, contando com nomes como o aguardado </span><a href="https://personaunesp.com.br/marighella-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Marighella</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Wagner Moura, o relevante </span><i><span style="font-weight: 400;">Cabeça de Nêgo </span></i><span style="font-weight: 400;">e o quase nomeado ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i> <a href="https://personaunesp.com.br/deserto-particular-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Deserto Particular</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, falando no careca dourado, dos 10 filmes que concorrem ao prêmio máximo da Academia, 9 apareceram na nossa lista. O </span><a href="https://personaunesp.com.br/licorice-pizza-critica/"><span style="font-weight: 400;">olhar romântico de Paul Thomas Anderson</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a </span><a href="https://personaunesp.com.br/no-ritmo-do-coracao-coda-critica/"><span style="font-weight: 400;">comovente história de uma família de surdos</span></a><span style="font-weight: 400;"> não poderiam passar por 2021 sem marcar presença aqui. No Mês da Mulher, também teve espaço para elas na nossa lista, mas não na dose que deveria. Entre os 78 filmes citados, 19 foram dirigidos ou codirigidos por mulheres, o que representa quase, e apenas, ¼ do </span><i><span style="font-weight: 400;">ranking</span></i><span style="font-weight: 400;"> total. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se vamos encontrar um cenário como esse no próximo ano, só o tempo irá dizer. Fato é que se podemos ter esperança em alguma mudança significativa no mundo cinematográfico, ela deve ser sempre pautada pela diversidade. Com base em 20 olhares diferentes, você confere abaixo a seleção do Persona para os </span><b>Melhores Filmes de 2021</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<figure id="attachment_26496" aria-describedby="caption-attachment-26496" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-26496" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/7prisioneiros-anajuliatrevisan.jpg" alt="Cena do filme 7 Prisioneiros. Na imagem, por detrás de barras de aço desfocadas, vemos, ao centro, o protagonista de 7 Prisioneiros. Ele é um homem negro, de cabelos pretos curtos, aparentando cerca de 20 anos, encarando a câmera e o vemos em um primeiro plano, dos ombros para cima. Desfocados à esquerda e à direita dele, vemos outros dois homens, também aparentando cerca de 20 anos." width="1600" height="1066" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/7prisioneiros-anajuliatrevisan.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/7prisioneiros-anajuliatrevisan-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/7prisioneiros-anajuliatrevisan-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/7prisioneiros-anajuliatrevisan-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/7prisioneiros-anajuliatrevisan-1536x1023.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/7prisioneiros-anajuliatrevisan-1200x800.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26496" class="wp-caption-text">O filme estreiou, com muitos elogios, no Festival de Cinema de Veneza (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>7 Prisioneiros</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos finalistas à submissão para </span><a href="https://personaunesp.com.br/deserto-particular-critica/"><span style="font-weight: 400;">representar o Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;"> como Melhor Filme Internacional no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022, o longa protagonizado por Rodrigo Santoro e Christian Malheiros serve para denunciar trabalho análogo à escravidão e alcança o mesmo patamar de obras consideradas colossais no Cinema nacional. O filme se passa na capital paulista, escancarando o quão próxima essa realidade está &#8211; o pensamento político por trás de quem comanda &#8211; e como não fazemos questão de enxergar a barbárie. A direção de fotografia usa do triste cinza da maior metrópole da América Latina para traduzir a realidade apresentada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Rodrigo Santora se reafirma como um dos maiores atores de sua geração, enquanto </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/noticia/2021/11/30/christian-malheiros-quem-e-o-ator-da-periferia-de-santos-que-virou-astro-de-sintonia-e-parceiro-de-rodrigo-santoro.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Malheiros</span></a><span style="font-weight: 400;"> ganha um personagem notório que, além de ser um deleite assistir sua atuação, proporciona o raio-x social e econômico do país. A reviravolta do roteiro acentua toda a complexidade do tema, trazendo camadas do sistema que te oprime e te torna opressor. A direção incisiva de Alexandre Moratto se preocupa a todo momento em aproximar a ficção da realidade, tornando </span><i><span style="font-weight: 400;">7 Prisioneiros</span></i><span style="font-weight: 400;"> não apenas um dos melhores do ano como um dos melhores nacionais do momento. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a chegada de Mateus a São Paulo; e a última cena.</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26380" aria-describedby="caption-attachment-26380" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class="size-full wp-image-26380" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/acronicafrancesa-brunoandrade-scaled.jpg" alt="Cena do filme A Crônica Francesa, de Wes Anderson. Na imagem retangular em preto e branco, o ator Benicio del Toro está ao centro, vestindo uma camisa de força de cor branca, atrás de grades de cor cinza. Ele é um homem branco de cabelos e barba de cor preta. Ao seu lado, está a atriz Léa Seydoux, vestindo uma roupa de guarda policial em cor preta, composta por um casaco de cor preta com botões brancos e um quepe militar na cabeça, igualmente de cor preta. Ela é uma mulher branca, de cabelos lisos de cor cinza. Ao fundo estão mais dois homens brancos, vestidos com os mesmos trajes militares, enquanto um deles segura um fuzil de cor preta e cinza. " width="2560" height="1870" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/acronicafrancesa-brunoandrade-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/acronicafrancesa-brunoandrade-800x584.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/acronicafrancesa-brunoandrade-1024x748.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/acronicafrancesa-brunoandrade-768x561.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/acronicafrancesa-brunoandrade-1536x1122.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/acronicafrancesa-brunoandrade-2048x1496.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/acronicafrancesa-brunoandrade-1200x877.jpg 1200w" sizes="(max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26380" class="wp-caption-text">A Crônica Francesa é uma homenagem ao Jornalismo e Literatura, e eleva Wes Anderson ao seu ápice cinematográfico (Foto: Indian Paintbrush)</figcaption></figure>
<p><b>A Crônica Francesa (The French Dispatch)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O senso comum nos filmes de </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/02/a-cronica-francesa-novo-filme-de-wes-anderson-chega-ao-streaming.shtml"><span style="font-weight: 400;">Wes Anderson</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o jogo de câmeras milimetricamente calculado, além dos cenários coloridos que ganham espaço e se expandem em nossa consciência. Mas em </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-dezembro-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">A Crônica Francesa</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Anderson evoca sentimentos através de uma mistura de cenas coloridas e em preto e branco – jogo utilizado para evidenciar as histórias que não pertencem à trama principal –, atingindo seu auge cinematográfico. Através dos lindos enquadramentos, uma história deslumbrante (e cheia de ramificações) é narrada, contando com um  elenco de peso – de </span><a href="https://personaunesp.com.br/on-the-rocks-critica/"><span style="font-weight: 400;">Bill Murray</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Benicio del Toro a Tilda Swinton e </span><a href="https://personaunesp.com.br/heitor-villa-lobos-e-a-musica-modernista-artigo/"><span style="font-weight: 400;">Adrien Brody</span></a><span style="font-weight: 400;"> – para prestar uma singela homenagem à revista </span><a href="https://www.newyorker.com/culture/the-new-yorker-interview/how-wes-anderson-turned-the-new-yorker-into-the-french-dispatch"><i><span style="font-weight: 400;">The New Yorker</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Invariavelmente, temos o registro de uma verdadeira ode ao jornalismo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Wes Anderson já havia ensaiado anteriormente seu desejo em homenagear a revista, pois um de seus passatempos favoritos sempre foi a leitura dos contos publicados nela. Foi lá, inclusive, que conheceu as histórias de </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-apanhador-no-campo-de-centeio-70-anos/"><span style="font-weight: 400;">J.D. Salinger</span></a><span style="font-weight: 400;">, autor da conturbada família Glass a qual serviu de referência máxima na composição de </span><a href="https://elle.com.br/os-excentricos-tenenbaums"><i><span style="font-weight: 400;">Os</span></i> <i><span style="font-weight: 400;">Excêntricos Tenenbaums</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2001). Porém, o foco do enredo – como é de se esperar num filme de Anderson – são as pequenas histórias que se interligam, cuja trama é orientada através do cotidiano dos funcionários que dão vida a revista diariamente (no filme, a revista se chama </span><i><span style="font-weight: 400;">The French Dispatch</span></i><span style="font-weight: 400;">). No fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Crônica Francesa</span></i><span style="font-weight: 400;"> provou que o mundo fantástico do diretor vai muito além do virtuosismo técnico – é </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=80020"><span style="font-weight: 400;">humano, demasiado humano.</span></a> <b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a história, narrada pela crítica de arte J.K.L. Berensen (Tilda Swinton), sobre o personagem Moses Rosenthaler (Benicio del Toro), um presidiário com personalidade psicose que começa a pintar quadros fabulosos à medida que se relaciona com a guarda da prisão, Simone (Léa Seydoux). </span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26438" aria-describedby="caption-attachment-26438" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26438" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/A-Familia-Mitchell-e-a-Revolta-das-Maquinas-Nathan-Sampaio.jpg" alt="Cena do filme em animação A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas. Na imagem há quatro personagens. Da esquerda para a direita temos, Katie, uma adolescente branca, ela tem cabelos ruivos que estão presos em um rabo de cavalo, usa um óculos com armação vermelha. Ela veste uma jaqueta vermelha e uma camiseta branca, usa uma calça jeans rasgada no joelho e um tênis branco. Do lado direito dela aparece RIck, um homem adulto e branco, ele tem cabelo castanho, uma barba rala e um bigode, ele usa um óculos com armação marrom. Ele veste uma jaqueta amarela com pelo marrom na gola, uma camisa branca xadrez, uma calça jeans e uma botina marrom. Ao lado dele aparece Linda, uma mulher adulta e branca, ela tem cabelos castanhos cacheados, e seu cabelo é curto, ela usa um óculos rosa, uma camiseta rosa, uma calça jeans e botina marrom, em sua cintura está pendurada uma blusa rosa. Do lado dela aparece Aaron, um menino de cabelos loiros e lisos, ele usa uma camiseta azul, uma calça cinza e um tênis preto. Todos estão assustados. Atrás deles tem uma caçamba de lixo verde e dentro dela está um cachorro pug bege. " width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/A-Familia-Mitchell-e-a-Revolta-das-Maquinas-Nathan-Sampaio.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/A-Familia-Mitchell-e-a-Revolta-das-Maquinas-Nathan-Sampaio-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/A-Familia-Mitchell-e-a-Revolta-das-Maquinas-Nathan-Sampaio-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/A-Familia-Mitchell-e-a-Revolta-das-Maquinas-Nathan-Sampaio-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/A-Familia-Mitchell-e-a-Revolta-das-Maquinas-Nathan-Sampaio-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/A-Familia-Mitchell-e-a-Revolta-das-Maquinas-Nathan-Sampaio-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26438" class="wp-caption-text">O estilo de animação de A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas surpreende por sua criatividade e inovação (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas (The Mitchells vs. the Machines)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">Sony Pictures Animation </span></i><span style="font-weight: 400;">vem ganhando destaque no cenário de animações, e </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-familia-mitchell-e-a-revolta-das-maquinas-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é mais um acerto que atesta a produtora como uma das melhores da atualidade. Com uma trama ágil e divertida, o roteiro nos leva a conhecer uma família extremamente carismática, a qual possui dramas bem realistas, facilmente identificáveis e que auxiliam tanto as gerações mais velhas quanto as mais jovens a se conectarem com os personagens. Outro ponto fortíssimo desse longa é seu humor, pois todo o enredo é recheado de piadas super divertidas e leves, que, com certeza absoluta, agradam toda a família. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estilo da animação é um grande diferencial do filme. Misturando o estilo </span><i><span style="font-weight: 400;">3D</span></i><span style="font-weight: 400;"> com o </span><i><span style="font-weight: 400;">2D</span></i><span style="font-weight: 400;">, consegue criar cenas magníficas, além desse elemento ser utilizado até mesmo na comédia presente na história. Há vários momentos que aparecem colagens, montagens, referências e outros aspectos visuais que tornam toda a projeção ainda mais cativante de se assistir. Devido aos seus vários pontos positivos, </span><i><span style="font-weight: 400;">A Família Mitchell e a Revolta das Máquinas </span></i><span style="font-weight: 400;">foi indicada ao </span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/oscar/2022/noticia/2022/02/08/oscar-2022-anuncia-indicados-da-premiacao-veja-lista.ghtml"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Animação, e merece muito esse prêmio, pois esse é um longa-metragem que transborda carisma, criatividade e paixão. </span><b>&#8211; Nathan Sampaio</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a cena de abertura do filme; a interação da família Mitchell com os robôs com defeito;</span> <span style="font-weight: 400;">e a luta contra os Furbies.</span></p>
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<figure id="attachment_26433" aria-describedby="caption-attachment-26433" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26433" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/A-Filha-Perdida-Sabrina-G.-Ferreira-scaled.jpg" alt="Cena do filme A Filha Perdida. Na imagem, vemos uma mulher de cabelos curtos e castanhos, pele clara e olhos castanhos. Ela está vestindo uma camisa de mangas compridas azul clara, e olha para frente, com a boca entreaberta, enquanto abraça uma boneca de cabelos loiros e roupa marrom. Atrás dela tem uma parede azul clara e outra branca, com luz incidindo por o que parece ser uma janela. Ela está em ambiente interno e está de dia." width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/A-Filha-Perdida-Sabrina-G.-Ferreira-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/A-Filha-Perdida-Sabrina-G.-Ferreira-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/A-Filha-Perdida-Sabrina-G.-Ferreira-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/A-Filha-Perdida-Sabrina-G.-Ferreira-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/A-Filha-Perdida-Sabrina-G.-Ferreira-1536x1024.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26433" class="wp-caption-text">A Filha Perdida aborda assuntos delicados para as mulheres, como maternidade, envelhecimento e liberdade de escolha (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Filha Perdida (The Lost Daughter)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após ler o </span><a href="https://personaunesp.com.br/elena-ferrante-a-filha-perdida-critica/"><span style="font-weight: 400;">romance de Elena Ferrante</span></a><span style="font-weight: 400;">, veio a curiosidade de assistir a adaptação dele, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=s63AZRGzUtc"><i><span style="font-weight: 400;">A Filha Perdida</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">, que foi escrito, produzido e dirigido pela estreante </span><a href="https://www.elle.com/uk/life-and-culture/a38482876/maggie-gyllenhaal-interview-the-lost-daughter/"><span style="font-weight: 400;">Maggie Gyllenhaal</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zqfz04yCTnE"><i><span style="font-weight: 400;">Batman &#8211; O Cavaleiro das Trevas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">). Surpreendentemente fiel ao livro, o filme arrisca ao mostrar de forma sincera (e assustadora) o universo feminino e suas funções na sociedade. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Filha Perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> conta a história de Leda (</span><a href="https://www.bbc.com/news/entertainment-arts-59636673"><span style="font-weight: 400;">Olivia Colman</span></a><span style="font-weight: 400;">, e, na juventude, </span><a href="https://www.gq-magazine.co.uk/culture/article/jessie-buckley-lost-daughter-interview"><span style="font-weight: 400;">Jessie Buckley</span></a><span style="font-weight: 400;">), uma mulher divorciada que viaja sozinha para a Grécia durante as férias. Enquanto está na praia, ela observa uma mulher jovem, Nina (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-nowhere-inn-critica/"><span style="font-weight: 400;">Dakota Johnson</span></a><span style="font-weight: 400;">) cuidando de sua pequena filha e começa a recordar momentos de seu passado como mãe. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante esses </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks</span></i><span style="font-weight: 400;"> mentais de Leda, fica evidente as dores que essas recordações acarretam, somadas  à conclusão de que ser mãe nunca foi seu real desejo. Ao contrário de muitas mulheres que vêem na maternidade o motivo para se sentirem realizadas, para Leda, não passou de um fardo, ou uma imposição do casamento. Tais assuntos, apesar de delicados, são retratados com sensibilidade e respeito. É um filme que intimida e incomoda, e, sem dúvida, deve ser visto e quem sabe até debatido, por pessoas de qualquer gênero. </span><i><span style="font-weight: 400;">A Filha Perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi indicado a várias premiações, dentre elas: </span><a href="https://www.oscars.org/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2022</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Atriz para Olivia Colman, e ao </span><a href="https://www.bafta.org/"><i><span style="font-weight: 400;">BAFTA Awards 2022</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Roteiro Adaptado para Maggie Gyllenhaal.</span><b> &#8211; Sabrina G. Ferreira</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a dança de Leda em uma festa, após se surpreender ao notar que estava tocando a sua música preferida; e a conversa entre Leda e Nina, quando a primeira conta de forma dramática como foi ficar uma temporada bem longa longe de suas filhas.</span></p>
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<figure id="attachment_26435" aria-describedby="caption-attachment-26435" style="width: 2541px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26435" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bergman-Island-Sabria-G.-Ferreira.jpg" alt="Cena do filme A Ilha de Bergman. Na imagem, vemos uma mulher de cabelos castanhos presos, de pele clara, olhando para baixo. Ela está vestindo uma camisa de mangas compridas branca com listras cor de rosa aberta, por cima de uma blusa cinza e calças jeans. Ela tem algo nas mãos, possivelmente um celular, e uma mochila preta nas costas. Ela está ao ar livre, com uma vegetação no chão, e algumas árvores no canto esquerdo e na parte do fundo da paisagem. Também tem duas pequenas casas atrás dela, uma branca e outra vermelha, e está de dia." width="2541" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bergman-Island-Sabria-G.-Ferreira.jpg 2541w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bergman-Island-Sabria-G.-Ferreira-800x340.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bergman-Island-Sabria-G.-Ferreira-1024x435.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bergman-Island-Sabria-G.-Ferreira-768x326.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bergman-Island-Sabria-G.-Ferreira-1536x653.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bergman-Island-Sabria-G.-Ferreira-2048x870.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Bergman-Island-Sabria-G.-Ferreira-1200x510.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26435" class="wp-caption-text">Para acompanhar as referências de A Ilha de Bergman, é necessário ser movido pela “paixão bergmaniana”, por gerar reflexões no espectador (Foto: Pandora Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>A Ilha de Bergman (Bergman Island)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É curioso pensar em </span><a href="https://personaunesp.com.br/bergman-island-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Ilha de Bergman</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como projeto, pois além da cineasta usar como título e pano de fundo o nome de um outro cineasta, considerado por muitos como um dos maiores de todos os tempos, surge também o receio de encontrar tentativas medíocres de reproduzir os embates filosóficos, as hostilidades ou os laços complexos que se desfazem, ao inigualável modo </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=CLVLKQ8Nh_A"><span style="font-weight: 400;">Ingmar Bergman</span></a><span style="font-weight: 400;"> de fazer filmes. No entanto, a obra vale muito a pena, pois, além de ser uma aula de aprendizagem sobre o autor sueco, também discorre sobre o amor, desenvolvimento profissional e dor.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Produzido pelo brasileiro Rodrigo Teixeira (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=f6tM3lGJRVU"><i><span style="font-weight: 400;">A Vida Invisível</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e dirigido por Mia Hansen-Løve (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Kb_FRuxhNdM"><i><span style="font-weight: 400;">O Que Está Por Vir</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), </span><i><span style="font-weight: 400;">A Ilha de Bergman</span></i><span style="font-weight: 400;"> é centrado no casal de cineastas Chris (</span><a href="https://www.discoverbenelux.com/vicky-kriefs-luxembourgs-leading-lady/"><span style="font-weight: 400;">Vicky Krieps</span></a><span style="font-weight: 400;">) e Tony (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Yiy7J1qGXHA"><span style="font-weight: 400;">Tim Roth</span></a><span style="font-weight: 400;">). Em busca de um lugar tranquilo para escrever seus novos filmes, eles decidem passar um verão na </span><a href="https://oglobo.globo.com/boa-viagem/conheca-ilha-de-faro-refugio-inspiracao-de-igmar-bergman-22879880"><i><span style="font-weight: 400;">Ilha de Fårö</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, onde Ingmar Bergman viveu os últimos anos de sua vida. No local, o casal passa a ter os mesmos conflitos existentes nas obras intimistas e melancólicas retratadas pelo cineasta sueco. O longa concorreu à Palma de Ouro do </span><a href="https://www.festival-cannes.com/en/"><span style="font-weight: 400;">Festival de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cannes </span></i><span style="font-weight: 400;">2021</span></a><span style="font-weight: 400;"> para Mia Hansen-Løve e chegou aqui pela 45ª Mostra de SP. </span><b>&#8211; Sabrina G. Ferreira</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">quando Chris e Tony estão próximos à janela e vemos pelos olhos deles a paisagem do externa da casa; e quando Tony está fazendo um passeio com um grupo de turistas, explorando a </span><i><span style="font-weight: 400;">Ilha de Fårö</span></i><span style="font-weight: 400;">, enquanto a guia de turismo dá uma aula sobre a importância de Bergman para a história da ilha, que ganhou destaque principalmente após gravar no local alguns dos seus célebres filmes.</span></p>
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<figure id="attachment_26343" aria-describedby="caption-attachment-26343" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26343" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Candyman-Caio-Machado-800x533.jpg" alt="Cena do filme Candyman. A cena mostra um homem negro, com barba por fazer e parado no corredor de um apartamento. Ele usa uma touca na cabeça e está com a mão direita machucada, enrolada em uma bandagem. Ele está com as mãos levantadas e olha assustado para algo que não está na imagem. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Candyman-Caio-Machado-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Candyman-Caio-Machado-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Candyman-Caio-Machado-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Candyman-Caio-Machado.jpg 1170w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26343" class="wp-caption-text">A reimaginação do clássico de 1992 deu origem a um dos melhores filmes de terror do ano (Foto: Monkeypaw Productions)</figcaption></figure>
<p><b>A Lenda de Candyman (Candyman)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Retomar a história de filmes de terror considerados clássicos pode ser uma empreitada arriscada. No caso do </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-lenda-de-candyman-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Candyman</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> dirigido por Nia DaCosta, a retomada serviu como uma atualização muito bem-vinda de um dos personagens mais assustadores dos anos 1990. Em sua curta duração, elabora um mistério envolvente e traz discussões certeiras sobre temas sociais e raciais, de forma que o horror do mito de Candyman se funde aos horrores vividos pela população negra na vida real. Ao adotar o ponto de vista de um jovem artista negro, Anthony McCoy (Yahya Abdul-Mateen II), abre um leque de possibilidades muito bem exploradas pelo filme. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas possibilidades geraram um dos melhores (e mais assustadores) momentos da obra: os assassinatos dentro da galeria de arte. A cena é linda visualmente e aterroriza por estabelecer uma tensão crescente entre o ambiente e os </span><a href="https://personaunesp.com.br/noite-passada-em-soho-critica/"><span style="font-weight: 400;">reflexos dos espelhos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Outra cena assustadora é a do final, onde a violência sangrenta e a música colaboram para deixar a situação apavorante. Aquela aparição, bem nos últimos segundos do filme, e aquela voz marcante são capazes de dar arrepios em qualquer um e mostram, caso ainda não tenha ficado claro, que Candyman vive. </span><b>&#8211; Caio Machado </b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">os assassinatos na galeria de arte fechada, repleta de espelhos e onde a maior fonte de luz é a projeção de um filme na parede, é uma aula de como construir tensão no terror; a cena final, onde a violência sangrenta acontece fora do carro de polícia em que a protagonista está, também merece destaque por fechar o filme de uma forma profundamente desconcertante. </span></p>
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<figure id="attachment_26439" aria-describedby="caption-attachment-26439" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26439" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/A-Lenda-do-Cavaleiro-Verde-Nathan-Sampaio.jpg" alt="Cena do filme A Lenda do Cavaleiro Verde. Na imagem há duas pessoas. No lado esquerdo está Gawain, um homem adulto e negro. Ele está de costas e tem cabelos pretos e cacheados, ele está usando um manto cinza, uma calça marrom e botas marrons, em seu pescoço tem um cachecol amarelo. Gawain está em cima de uma montanha e olha para um gigante. O gigante é cinza, não tem pelos no rosto e nem no corpo, tem rosto quadrado e olhos grandes. O gigante está com as mãos estendidas para Gawain. Ao fundo tem mais gigantes que estão andando. " width="800" height="445" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/A-Lenda-do-Cavaleiro-Verde-Nathan-Sampaio.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/A-Lenda-do-Cavaleiro-Verde-Nathan-Sampaio-768x427.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26439" class="wp-caption-text">A Lenda do Cavaleiro Verde cria planos e cenas lindíssimos e memoráveis (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>A Lenda do Cavaleiro Verde (The Green Knight)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A reimaginação da lenda arthuriana escrita e dirigida por </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-ghost-story-critica/"><span style="font-weight: 400;">David Lowery</span></a><span style="font-weight: 400;"> merece ser relembrada como um dos melhores filmes de 2021, pois o roteiro busca não apenas reproduzir uma história conhecida, mas refazê-la completamente, ao mesmo tempo que propõe reflexões e questionamentos sobre a honra e o destino. A jornada de Gawain é cheia de dúvidas, medo e hesitação, atitudes que nada se assemelha a um cavaleiro, e é o ponto mais forte da trama, discutir a honra e perguntar: o que ser honrado significa? Todo ato honrado é necessariamente bom? Nessas questões, a lenda já conhecida ganha camadas de profundidade e reflexão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas as problemáticas do filme não se prendem apenas à honra, uma vez que ele discute sobre as nossas escolhas e as consequências que delas provém. Gawain se vê atormentado durante todo o longa por causa da decapitação do Cavaleiro Verde, e ele o fez mesmo sabendo que isso iria voltar para si. Tal atitude faz o personagem se questionar sobre o que ele realmente almeja e o que esperam dele, e essa dualidade de pensamentos permeia todo o longa-metragem, além de servir com uma indagação não só para o protagonista, como para a audiência também. </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-lenda-do-cavaleiro-verde-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Lenda do Cavaleiro Verde</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> carrega uma história densa, moderna, sombria e que aborda temas muito filosóficos, sendo um dos filmes mais intrigantes do ano. </span><b>&#8211; Nathan Sampaio</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a primeira aparição do Cavaleiro Verde; a moça que pede ajuda no lago; e o delírio que o protagonista tem sobre seu futuro.  </span></p>
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<figure id="attachment_26379" aria-describedby="caption-attachment-26379" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26379" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/amaodedeus-brunoandrade.jpg" alt="Cena do filme A Mão de Deus. Na imagem retangular colorida, o ator Filippo Scotti está parado em frente a uma praia, na qual se vê ao fundo uma montanha. Ele é um rapaz branco, com cabelos cacheados em cor preta, veste camiseta vermelha com listras amarelas, uma calça jeans de cor azul clara e um sapato de cor marrom. Ele segura, com a mão direita, a alça de sua mochila de cor marrom. Ele está com fones de ouvido envoltos na sua nuca. " width="2000" height="1333" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/amaodedeus-brunoandrade.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/amaodedeus-brunoandrade-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/amaodedeus-brunoandrade-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/amaodedeus-brunoandrade-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/amaodedeus-brunoandrade-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/amaodedeus-brunoandrade-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26379" class="wp-caption-text">A Mão de Deus marca o retorno do diretor Paolo Sorrentino ao seu próprio passado em Nápoles, rememorando tragédias familiares e, ao mesmo tempo, relembrando as belezas da descoberta (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Mão de Deus (È stata la mano di Dio)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As cenas iniciais de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pa7qvOqjiqc"><i><span style="font-weight: 400;">A Mão de Deus</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">dão o tom de todo o filme. Após ver o mongezinho (uma criança vestida de monge), Patrizia (Luisa Ranieri) acredita poder finalmente engravidar. O quadro seguinte sucede a uma violenta reação do marido, Franco (Massimiliano Gallo), que acredita ter sido traído. É genial enxergar que o mítico e o real, de forma violenta, entram em choque, inserindo no contexto desproporcional de Nápoles Fabietto (Filippo Scotti), que está tentando encontrar sua própria essência enquanto lida com as adversidades da adolescência – perda da virgindade, passagem à idade adulta e seu amor pelo jogador </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=DRz4Q5x3_5k"><span style="font-weight: 400;">Diego Maradona</span></a><span style="font-weight: 400;">, figura a quem pertence o gol que dá título ao filme, cujo lado mitológico também será explorado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até pouco mais da metade do filme há um desenvolvimento muito próximo da comédia dramática – tal qual </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2021/12/a-mao-de-deus-e-o-amarcord-do-cineasta-paolo-sorrentino.shtml"><i><span style="font-weight: 400;">Amarcord</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (1973), de Federico Fellini. Depois, após um acontecimento trágico, o longa muda bruscamente e entramos ainda mais na cabeça de Fabietto, cujo sonho – ainda incerto – é tornar-se cineasta. Essa quebra de estrutura traduz em imagens os sentimentos de Fabietto, que, enquanto se divide entre o vago destino de se tornar um artista, precisa lidar com a tragédia familiar e amadurecer repentinamente. Não surpreende que a graça de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Mão de Deus </span></i><span style="font-weight: 400;">esteja na consagração do diretor </span><a href="https://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/ansa/2022/02/08/filme-de-sorrentino-vai-concorrer-ao-oscar-de-melhor-estrangeiro.htm"><span style="font-weight: 400;">Paolo Sorrentino</span></a><span style="font-weight: 400;"> como uma </span><a href="https://personaunesp.com.br/elena-ferrante-a-filha-perdida-critica/"><span style="font-weight: 400;">voz italiana original e poética</span></a><span style="font-weight: 400;">, pois, a partir do futebol, conseguiu traçar uma história incomparável e familiar ao mesmo tempo: a sua própria. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a cena em que a família está vendo o jogo no qual Maradona marca o gol de mão; e o momento em que Fabietto tem uma conversa com o diretor Capuano sobre cinema, definindo seu futuro como cineasta.</span></p>
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<figure id="attachment_26641" aria-describedby="caption-attachment-26641" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26641" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-noite-do-fogo-raquel.jpg" alt="Cena do filme A Noite do Fogo. A imagem mostra três meninas, de aparentemente 8 anos, que estão do lado uma da outra, enquadradas do peito para cima e de frente para a câmera. A primeira tem a pele mais escura, cabelos escuros compridos e usa uma camiseta amarela. Ela está com o dedo nos lábios. A segunda tem a pele mais clara, tem os cabelos escuros presos e usa uma camisa branca com um coração e um colar. A última é mais alta que as outras duas, também tem a pele clara e os cabelos escuros presos. Ela usa uma blusa vermelha com o número 23 e mangas compridas, e olha em direção ao chão. Elas estão na frente de um morro coberto de grama, onde existem mais pessoas, porém o fundo é desfocado. É de dia." width="1200" height="639" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-noite-do-fogo-raquel.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-noite-do-fogo-raquel-800x426.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-noite-do-fogo-raquel-1024x545.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-noite-do-fogo-raquel-768x409.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26641" class="wp-caption-text">Brilhando um elenco e direção de mulheres latino-americanas, A Noite do Fogo quase incendiou a categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2022 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>A Noite do Fogo (Noche de Fuego)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As produções latino-americanas ficaram pelo caminho da corrida ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022, e talvez a perda mais doída dessa safra seja a seleção do México para a categoria de Melhor Filme Internacional, porque apesar de atribuído ao país indicado, se tem algo que a obra de </span><a href="https://mulhernocinema.com/tag/tatiana-huezo/"><span style="font-weight: 400;">Tatiana Huezo</span></a><span style="font-weight: 400;"> não é, é individual. Desde sua grandiosa produção em parceria com Brasil, Catar e Alemanha, até os detalhes mais fortes de sua história protagonizada por três jovens mulheres, </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-noite-do-fogo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Noite do Fogo</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é a mais pura representação do porquê o Cinema é uma Arte coletiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O aspecto em questão é sempre o mais forte no gênero do documentário, linguagem em que a diretora é mestra. Para a sua primeira ficção, então, ela dedicou sua habilidade narrativa para adaptar livremente o livro </span><a href="https://aestranhamente.com/reze-pelas-mulheres-roubadas-de-jennifer-clement/"><i><span style="font-weight: 400;">Reze pelas mulheres roubadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, de Jennifer Clement.</span> <span style="font-weight: 400;">O resultado foi apreciado nos 4 cantos do mundo: no Festival de Cannes ou de Pingyao, na Academia ou na cidade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-sp/"><span style="font-weight: 400;">São Paulo</span></a><span style="font-weight: 400;">, a obra fez de 2021 o ano de entender de uma vez por todas que pelo menos uma das tais </span><i><span style="font-weight: 400;">veias abertas da América Latina</span></i><span style="font-weight: 400;"> é consequente de </span><a href="https://www.papodecinema.com.br/entrevistas/a-noite-do-fogo-era-importante-construir-uma-historia-onde-o-monstro-nao-e-visto-explica-tatiana-huezo/"><span style="font-weight: 400;">noites como a de fogo</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">o momento em que as três protagonistas estão conversando sobre o que pode acontecer com elas embaixo da árvore; e a tal noite de fogo.</span></p>
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<figure id="attachment_26395" aria-describedby="caption-attachment-26395" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26395" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-tragedia-de-macbeth-gabriel-arruda-scaled.jpg" alt="Cena do filme A Tragédia de Macbeth. Em preto e branco, vemos o Rei chegar ao castelo de Macbeth (Denzel Washington) e ser recebido por sua esposa Lady Macbeth (Frances McDormand). Na parte esquerda da imagem, vemos o rei, a distância, chegando junto de sua comitiva e erguendo o braço direito para cumprimentar sua anfitriã. Atrás deles, vemos a silhueta de um castelo envolta em névoa branca. Mais próximo da tela, uma sequência de colunas quadradas e baixas enquadra a metade direita da cena, onde vemos Lady Macbeth, ao fundo, indo cumprimentar o Rei e Macbeth, mais próximo da câmera, oculto por uma das colunas, com sua silhueta quase fundida com as sombras criadas." width="2560" height="1868" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-tragedia-de-macbeth-gabriel-arruda-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-tragedia-de-macbeth-gabriel-arruda-800x584.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-tragedia-de-macbeth-gabriel-arruda-1024x747.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-tragedia-de-macbeth-gabriel-arruda-768x560.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-tragedia-de-macbeth-gabriel-arruda-1536x1121.jpg 1536w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26395" class="wp-caption-text">A tragédia de um homem preso entre culpa e ambição (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>A Tragédia de Macbeth (The Tragedy of Macbeth)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se há algo ainda mais difícil do que contar uma história inteiramente nova, é achar uma nova maneira de contar uma história que todo mundo já ouviu milhares de vezes. Adaptando uma das peças mais famosas da língua inglesa, o diretor Joel Coen &#8211; pela primeira vez separado do irmão &#8211; escreve </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vEQanzBPbwA"><i><span style="font-weight: 400;">A Tragédia de Macbeth</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> com mão firme, uma estética robusta e um bom olho para o elenco, que conta com Denzel Washington como o protagonista titular e Frances McDormand como sua ardilosa esposa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Filmado em preto e branco e perspectiva quadrada, a quieta intensidade do filme reflete a junção dos seus aspectos teatrais com algumas das técnicas cinematográficas mais refinadas que o meio é capaz de proporcionar. A </span><a href="http://www.resumofotografico.com/2022/02/a-tragedia-de-macbeth-luzes-e-sombras-em-contrastes-que-desenham-consciencias.html"><span style="font-weight: 400;">fotografia geométrica</span></a><span style="font-weight: 400;"> e precisa de Bruno Delbonnel é instantaneamente hipnotizante, ludicamente traduzindo do palco para tela a sua tragédia de erros que culmina em um final sangrento e potente. Denzel Washington é titânico no papel que lhe rendeu a indicação ao </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2022/02/denzel-washington-quebra-o-proprio-recorde-no-oscar-2022"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Ator, combinando tanto a violência decisiva quanto o remorso lunático que levam a personagem ao seu triste fim.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">toda e qualquer cena envolvendo as três bruxas; e a caminhada de Macbeth em direção aos aposentos do Rei.</span></p>
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<figure id="attachment_26398" aria-describedby="caption-attachment-26398" style="width: 1844px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26398" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-vida-depois-gabriel-arruda.jpg" alt="Cena do filme A Vida Depois. Vada (Jenna Ortega), lava as mãos numa pia encostada na parede esquerda da imagem. Na parede do seu lado esquerdo, na parte direita da imagem, Mia (Maddie Ziegler) se olha no espelho. Vada é uma adolescente latina, magra, de cabelos pretos e longos, usando uma camiseta vermelha com a estampa de uma bola de futebol branca. Mia é uma adolescente caucasiana, magra, mais alta do que Vada, de cabelos longos e loiros, usando um top branco e calças jeans, com uma bolsa amarela com alça verde apoiada à sua esquerda. Ambas as adolescentes se viram na direção da câmera, atentas. O banheiro em que elas se encontram possui azulejos brancos na metade inferior e beges na metade superior." width="1844" height="1120" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-vida-depois-gabriel-arruda.jpg 1844w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-vida-depois-gabriel-arruda-800x486.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-vida-depois-gabriel-arruda-1024x622.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-vida-depois-gabriel-arruda-768x466.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-vida-depois-gabriel-arruda-1536x933.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/a-vida-depois-gabriel-arruda-1200x729.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26398" class="wp-caption-text">Depois que a violência te toca, não há como voltar atrás (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>A Vida Depois (The Fallout)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O anúncio de um filme tratando sobre um tiroteio escolar sendo lançado diretamente por </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> não inspira muita confiança. Hollywood sempre teve propensão a explorar tragédias de maneiras que não respeitam as pessoas que viveram por elas, ou de enobrecer seu sofrimento quase ao ponto da paródia. Felizmente, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=OoFSP0L1mlU"><i><span style="font-weight: 400;">A Vida Depois</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se esquiva dessa </span><a href="https://slate.com/culture/2022/02/the-fallout-movie-ending-hbo-max-streaming-review.html"><span style="font-weight: 400;">sina</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao focar no impacto do trauma na vida de suas personagens e as diferentes maneiras que elas reagem a ele, por meio  de uma excelente caracterização e um roteiro sem medo de se abrir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Grande vencedor do festival </span><a href="https://c7nema.net/festivais/item/96447-the-fallout-lily-topples-the-world-triunfam-no-sxsw-online-2021.html"><i><span style="font-weight: 400;">SXSW</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o filme ganha vida e profundidade pela atuação sensível e reveladora de Jenna Ortega no papel de Vada, uma adolescente que fica presa em um banheiro com outras duas pessoas quando tiros são disparados dentro de sua escola. Capturando o terror da situação, já teria sido suficiente para a maioria, mas a </span><i><span style="font-weight: 400;">A Vida Depois</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixa claro que isso não é o bastante: a vida dessas personagens não acaba depois que elas passam por esse incidente, e talvez essa seja a parte mais difícil e macabra de se aceitar. Rejeitando a noção de que há uma maneira “correta” de se enfrentar um trauma, o longa de estreia da atriz Megan Park na direção e no roteiro deixa uma marca indelével. </span><b>&#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Vada fica chapada na escola e estoura uma caneta na boca; o momento em que ela se reconecta com a irmã; e a notificação que aparece em seu celular no final do filme.</span></p>
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<figure id="attachment_26440" aria-describedby="caption-attachment-26440" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26440" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Amor-Sublime-Amor-Vitor.jpg" alt="Cena do filme Amor, Sublime Amor. A cena mostra a personagem Anita, interpretada por Ariana DeBose. Ela é uma mulher latina de pele negra, com cabelo na altura dos ombros, usa batom vermelho e vemos a alça de um vestido amarelo. " width="2000" height="1000" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Amor-Sublime-Amor-Vitor.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Amor-Sublime-Amor-Vitor-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Amor-Sublime-Amor-Vitor-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Amor-Sublime-Amor-Vitor-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Amor-Sublime-Amor-Vitor-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Amor-Sublime-Amor-Vitor-1200x600.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26440" class="wp-caption-text">Sob a tutela e o carinho de Rita Moreno, Ariana DeBose eterniza sua própria versão de Anita, a melhor e mais rica personagem do musical (Foto: 20th Century Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Amor, Sublime Amor (West Side Story)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando foi lançado, em 1961, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=A5GJLwWiYSg"><i><span style="font-weight: 400;">Amor, Sublime Amor</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> arrebatou um público cativo, ainda deslumbrado com a mágica e o fascínio dos musicais. O resultado foi uma performance arrebatadora nos </span><a href="https://www.oscars.org/oscars/ceremonies/1962"><span style="font-weight: 400;">prêmios da Academia</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ano seguinte, faturando dois dígitos de troféus dourados. Então, qual a necessidade de recriar um clássico? Um filme repleto de significados e mensagens atemporais? Para Steven Spielberg, a motivação é tão clara quanto as luzes que iluminam o ginásio do colégio onde Tony e Maria se encontram: ele quer melhorar o que já era ótimo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apaixonado pelo longa de Jerome Robbins e Robert Wise, o pai do Cinema pipoca e o diretor que desbravou todo e qualquer gênero e formato, Spielberg realiza seu primeiro musical com o brilho nos olhos de uma criança. Na revigorante versão de 2021, Maria (</span><a href="https://g1.globo.com/pop-arte/video/steven-spielberg-e-rachel-zegler-falam-sobre-a-nova-versao-de-amor-sublime-amor-10112262.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Rachel Zegler</span></a><span style="font-weight: 400;">) se apaixona por Tony (Ansel Elgort), iniciando um romance proibido, que perpassa suas vivências, rotinas e suas vidas. Anita (</span><a href="https://www.magazine-hd.com/apps/wp/west-side-story-ariana-debose/#:~:text=Ela%20n%C3%A3o%20tem%20vergonha%20de,sabe%20bem%20o%20que%20quer."><span style="font-weight: 400;">Ariana DeBose</span></a><span style="font-weight: 400;">) interfere no que pode, mas o destino está selado. No topo de suas habilidades como criador, Spielberg alinha os astros para que, de maneira sublime, ele filme e eternize o amor. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">o encontro na varanda; a movimentação super humana de Ariana DeBose na performance de </span><i><span style="font-weight: 400;">America</span></i><span style="font-weight: 400;">; e o momento em que Anita entende que a infância definitivamente ficou para trás. </span></p>
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<figure id="attachment_26375" aria-describedby="caption-attachment-26375" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26375" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Annette-Ayra-Mori.jpg" alt="Cena do filme Annette. A cena mostra Annette, uma criança marionete em cima de um palco repleto de rosas aos seus pés. Annette é branca e seus cabelos são longos e ruivos, presos por um rabo lateral baixo. Há uma rosa lilás presa em sua orelha. Ela veste um vestido longo de mangas compridas com detalhes em verde. Ela encara o além, com um braço inclinado e o outro esticado. O fundo é preto e fumaças cenográficas envolvem-na." width="1920" height="1040" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Annette-Ayra-Mori.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Annette-Ayra-Mori-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Annette-Ayra-Mori-1024x555.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Annette-Ayra-Mori-768x416.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Annette-Ayra-Mori-1536x832.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Annette-Ayra-Mori-1200x650.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26375" class="wp-caption-text">Baby Annette, você será para sempre uma estrela (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><b>Annette</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Leos Carax sempre soube que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Arte deveria ser perigosa</span></i><span style="font-weight: 400;">, seja na glória de dois </span><a href="https://twitter.com/mubi/status/1360957921035751426?s=20&amp;t=10BBEgCI4ws4xzNeIgC3Bg"><span style="font-weight: 400;">amantes</span></a><span style="font-weight: 400;"> dançando sob fogos de artifício, seja na completa podridão de um indivíduo que </span><a href="https://twitter.com/mubi/status/938741016181559296?s=20&amp;t=10BBEgCI4ws4xzNeIgC3Bg"><span style="font-weight: 400;">vagueia silenciosamente</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre os limites da vida e performance. Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/annette-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Annette</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, felizmente, não foi diferente. Levando vitória de Melhor Direção na premiação de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cannes</span></i><span style="font-weight: 400;"> e do </span><i><span style="font-weight: 400;">César</span></i><span style="font-weight: 400;">, o cineasta francês, juntamente do </span><i><span style="font-weight: 400;">duo pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> Sparks, deu vida à uma ópera </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">fabulosa que acompanha a vida </span><i><span style="font-weight: 400;">glamourosa </span></i><span style="font-weight: 400;">de um casal aparentemente perfeito: Henry (Adam Driver), um comediante provocativo de </span><i><span style="font-weight: 400;">stand-up</span></i><span style="font-weight: 400;">, e Ann (Marion Cotillard), uma soprano renomada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem medo de extrapolar os limites cinematográficos do “</span><a href="https://maugosto.medium.com/no-escurinho-do-cinema-a-l%C3%ADngua-do-desejo-c39fa613f7d1"><span style="font-weight: 400;">bom gosto</span></a><span style="font-weight: 400;">”, o maximalismo artificial do primeiro musical de Carax rebaixa a narrativa convencional de sua filmografia a favor de uma justificativa metafórica, fantasiosa e dolorosamente sincera. O bebê do casal é Annette, uma criatura verdadeiramente </span><a href="https://open.spotify.com/track/35e9twAlrpbZh2dHbwBdrT?si=7d3ff38a2917487c"><span style="font-weight: 400;">de outro mundo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ela é uma marionete (sim, literalmente uma marionete), até o catártico ato final que ecoa sombriamente o ritmo da inicialmente apaixonada </span><a href="https://open.spotify.com/track/7nYXeMbPP7lsvkQL50BI0g?si=ff98a05b45514b1f"><i><span style="font-weight: 400;">We Love Each Other So Much</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. E não, não cabe a ninguém defender o absurdo de se usar uma marionete como figura central de um filme, exatamente porque o Cinema tem o direito de ser, sem desculpas, um espetáculo absurdo, ainda bem. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> primeira versão apaixonada de </span><a href="https://open.spotify.com/track/7nYXeMbPP7lsvkQL50BI0g?si=55ee7b90bc464518"><i><span style="font-weight: 400;">We Love Each Other So Much</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, interpretada por Adam Driver e Marion Cotillard; </span><a href="https://open.spotify.com/track/4zKVUnyY0qVeHx9rIcyIJu?si=4bc0ed3e40de4f87"><span style="font-weight: 400;">versão de ninar</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">We Love Each Other So Much</span></i><span style="font-weight: 400;">, interpretada por Simon Helberg; e todo o ato </span><a href="https://open.spotify.com/track/2Ltr9Yv3ro7NQ84Lzrzncm?si=6a80e0baf02e41a8"><span style="font-weight: 400;">final</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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<figure id="attachment_26642" aria-describedby="caption-attachment-26642" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26642" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ataque-dos-caes-raquel.jpg" alt="Cena do filme Ataque dos Cães. A imagem mostra o personagem de Benedict Cumberbatch olhando para um punhado de rosas brancas que segura em sua mão. Ele é um homem branco, veste roupas de caubói e está em uma espécie de celeiro. A imagem é sutilmente iluminada, e na linha inferior, existem outras rosas em desfoque e uma vela acesa." width="1600" height="798" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ataque-dos-caes-raquel.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ataque-dos-caes-raquel-800x399.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ataque-dos-caes-raquel-1024x511.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ataque-dos-caes-raquel-768x383.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ataque-dos-caes-raquel-1536x766.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ataque-dos-caes-raquel-1200x599.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26642" class="wp-caption-text">Acumulando 12 indicações ao Oscar, Ataque dos Cães faz de Jane Campion a 1ª mulher da história a disputar o prêmio de Melhor Direção mais de uma vez &#8211; e possivelmente, a terceira a vencê-lo (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Ataque dos Cães (The Power of the Dog)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há quem diga que um fenômeno só é especial pelo seu caráter de manifestação única. Mas quando o recorte é o Cinema mundial dos últimos anos, a transformação do extraordinário em ordinário é um pedido cada vez mais forte. E depois do que vivemos no </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-oscar-2021/"><span style="font-weight: 400;">ano passado</span></a><span style="font-weight: 400;">, que outro nome no mundo poderia ocupar o lugar mais especial da vez se não o auspicioso </span><a href="https://personaunesp.com.br/ataque-dos-caes-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ataque dos Cães</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://mulhernocinema.com/especiais/10-filmes-e-series-para-conhecer-a-obra-da-diretora-jane-campion/"><span style="font-weight: 400;">Jane Campion</span></a><span style="font-weight: 400;">? Desde a sua estreia já premiada no </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1437203760451833865"><span style="font-weight: 400;">Festival de Veneza</span></a><span style="font-weight: 400;"> em setembro de 2021, a obra da diretora neozelandesa almeja e trabalha mês a mês para concretizar o fenômeno cinematográfico do ano. Na conclusão deste ciclo, consagrando-se motivo de </span><a href="https://mulhernocinema.com/noticias/jane-campion-e-primeira-mulher-a-disputar-oscar-de-direcao-pela-segunda-vez/"><span style="font-weight: 400;">recordes, prêmios e indicações</span></a><span style="font-weight: 400;"> incontáveis e exaltando uma </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/02/08/oscar-2022-ataque-dos-caes-lidera-com-12-indicacoes.htm"><span style="font-weight: 400;">trajetória impecável</span></a><span style="font-weight: 400;">, aqui estamos nós, admirando-o.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mas o poder do feito é justamente a sua completa despretensão. Na história protagonizada por um Benedict Cumberbatch que tem a irmandade danificada de Jesse Plemons e sofre profundamente com as presenças de Kirsten Dunst e Kodi Smit-McPhee, inexiste a perseguição por um filme metido à sua própria manifestação. A precisão magistral da mente que </span><a href="https://noticias.plu7.com/111922/internacional/grande-entrevista-jane-campion-sobre-the-power-of-the-dog/"><span style="font-weight: 400;">roteirizou e dirigiu</span></a><span style="font-weight: 400;"> a adaptação do livro homônimo não queria saber de nada além de contar sua história. O mundo o recebeu como era devido e o escreveu uma Bíblia de elogios, porque este é o fenômeno genuíno que buscamos: com todo o clamor que lhe é direito, que Jane Campion seja louvada como a melhor de 2021. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a briga de Phil com Rose que surgiu de um improviso de Benedict Cumberbatch, e o momento que se desenrola a partir da rosa de papel feita por Peter.</span></p>
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<figure id="attachment_26336" aria-describedby="caption-attachment-26336" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26336" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Tender-Bar-manchete-800x450.jpg" alt="Cena do filme Bar Doce Lar. A imagem mostra um menino e um homem sentados frente à frente conversando em um boliche. O menino está sentado à esquerda, é branco com cabelos castanhos, veste camiseta listrada de manga comprida, calças jeans e está com as mãos entrelaçadas no colo. O homem está sentado à direita, é branco de cabelos castanhos curtos, veste camiseta amarela com mangas compridas que estão arregaçadas, também está com as mãos entrelaçadas no colo e olha firme para o menino." width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Tender-Bar-manchete-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Tender-Bar-manchete-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Tender-Bar-manchete-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Tender-Bar-manchete-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Tender-Bar-manchete-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Tender-Bar-manchete.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26336" class="wp-caption-text">The Tender Bar, em seu nome original, é uma conversa sincera sobre a construção de uma criança (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Bar Doce Lar (The Tender Bar)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Numa sensível produção sobre laços familiares, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=5-DS9vtLeEs"><i><span style="font-weight: 400;">Bar Doce Lar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi a melhor escolha para que Ben Affleck retornasse às telonas. O longa, que é baseado no livro de memórias homônimo de J. R. Moehringer, foi dirigido por George Clooney e co-estrelado por Tye Sheridan, Lily Rabe e Christopher Lloyd, além de Affleck. Sem dúvida que tais presenças </span><i><span style="font-weight: 400;">hollywoodianas</span></i><span style="font-weight: 400;"> de peso garantiram a atuação no que marca a história: as relações. No entanto, a sinceridade que o </span><a href="https://personaunesp.com.br/liga-da-justica-de-zack-snyder-critica/"><span style="font-weight: 400;">ex-Batman</span></a><span style="font-weight: 400;"> deu para seu personagem de tio Charlie, e sua demonstração de amor na vida real para a criação do sobrinho JR, são as verdadeiras bases do filme, o tornando um dos mais bonitos de 2021.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda que Affleck não seja o protagonista, seu desempenho rendeu a indicação ao </span><i><span style="font-weight: 400;">SAG Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><a href="https://www.termometrooscar.com/cinema-eacute-tudo-isso---blog/casa-gucci-e-ataque-dos-caes-lideram-com-3-indicacoes-cada-no-sag-awards-2022-confira-todos-os-indicados-surpresas-e-comentarios"><span style="font-weight: 400;">Melhor Ator Coadjuvante</span></a><span style="font-weight: 400;"> &#8211; uma mensagem nítida de que somos gratos por estar de volta aos trilhos. Sua presença foi vital para a construção do filme, pois tal qual JR, é fácil se apaixonar pelo tio Charlie. Dentro da narrativa, é </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/criticas/bar-doce-lar-filme-critica"><span style="font-weight: 400;">justamente o roteiro seguro</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a história simples que se destaca entre os outros filmes do ano, pois há familiaridade com a vida comum, de qualquer pessoa. Enquanto o menino cresce, seu desenvolvimento vem com as dúvidas, a raiva de um pai biológico distante, e o medo da monotonia acompanhar seu caminho, mas o que se sobressai é como o amor das pessoas que o cercam e o criam são o que o fazem continuar. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> JR criança sendo levado para o Dia de Pais e Filhos na escola pelo avô; Charlie oferecendo sua estante de livros para o sobrinho; e quando JR dá um soco no pai biológico.</span></p>
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<figure id="attachment_26430" aria-describedby="caption-attachment-26430" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26430" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Belfast-Sabrina-G.-Ferreira.jpg" alt="Cena do filme Belfast. Na imagem em preto e branco, vemos um garoto loiro de cabelos curtos, olhando para a frente. Ele está vestindo um colete preto por cima de uma camisa branca. Só é possível visualizar metade do seu rosto, com uma sombra escura cobrindo a outra metade, e ele é visto somente dos ombros para cima. Ele está parado de costas para uma parede de tijolos. Ele está ao ar livre e está de dia." width="1170" height="676" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Belfast-Sabrina-G.-Ferreira.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Belfast-Sabrina-G.-Ferreira-800x462.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Belfast-Sabrina-G.-Ferreira-1024x592.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Belfast-Sabrina-G.-Ferreira-768x444.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26430" class="wp-caption-text">Belfast é filmado em preto e branco, a fim de reproduzir o cinema sem cores dos anos 60 (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Belfast</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre tantos filmes </span><i><span style="font-weight: 400;">hollywoodianos</span></i><span style="font-weight: 400;"> populares, a comédia dramática </span><a href="https://youtu.be/H9gCG1lUb78"><i><span style="font-weight: 400;">Belfast</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, dirigida e escrita por </span><a href="https://www.vulture.com/2022/01/kenneth-branagh-belfast-interview.html"><span style="font-weight: 400;">Kenneth Branagh</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://personaunesp.com.br/tenet-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Tenet</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/assassinato-no-expresso-do-oriente-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Assassinato no Expresso do Oriente</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), de origem britânica e quase biográfica, ganha destaque na simplicidade ao acompanhar a vida de uma família durante um período histórico conturbado. O filme é centrado na infância e visão lúdica de Buddy (</span><a href="https://www.belfastlive.co.uk/whats-on/film-news/who-jude-hill-leading-actor-22738547"><span style="font-weight: 400;">Jude Hill</span></a><span style="font-weight: 400;">), um menino de 9 anos, diante do intenso conflito entre católicos e protestantes na cidade onde ele e sua família vivem, Belfast, na Irlanda do Norte, no final dos anos 60 &#8211; período conhecido no país como &#8220;</span><i><span style="font-weight: 400;">The Troubles</span></i><span style="font-weight: 400;">&#8220;. É impossível não se emocionar ao ver a inocência de uma criança que tem sua ilusão de mundo perfeito interrompida por brigas e violência extrema bem em frente a sua casa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da bela fotografia em preto e branco, e marcante trilha sonora composta por canções do também irlandês </span><a href="https://www.irishtimes.com/culture/music/van-morrison-is-this-the-most-excruciating-interview-he-s-ever-done-1.4069299"><span style="font-weight: 400;">Van Morrison</span></a><span style="font-weight: 400;">, o longa ainda tem como um dos seus grandes acertos o elenco, que reúne </span><a href="https://www.backstage.com/magazine/article/caitriona-balfe-belfast-outlander-actor-advice-interview-podcast-74265/"><span style="font-weight: 400;">Caitriona Balfe</span></a><span style="font-weight: 400;">, como Ma; </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=njvTqMRFDSk"><span style="font-weight: 400;">Jamie Dornan</span></a><span style="font-weight: 400;">, como Pa; e </span><a href="https://www.theguardian.com/film/2021/jan/22/judi-dench-in-my-minds-eye-im-six-foot-and-willowy-and-about-39"><span style="font-weight: 400;">Judi Dench</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9mz9bdnb5wI"><span style="font-weight: 400;">Ciarán Hinds</span></a><span style="font-weight: 400;"> como avós do garotinho. Se você busca assistir algo que impacte o seu dia e ainda te ensine, não deixe de ver </span><i><span style="font-weight: 400;">Belfast. </span></i><span style="font-weight: 400;">Sucesso de crítica, além de vencer o prêmio </span><a href="https://www.goldenglobes.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> como Melhor Roteiro em 2021, a obra já coleciona várias indicações ao </span><a href="https://www.oscars.org/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">, como Melhor Filme e Melhor Roteiro Original; ao </span><a href="https://www.bafta.org/"><i><span style="font-weight: 400;">BAFTA Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Filme, entre outros. </span><b>&#8211; Sabrina G. Ferreira</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">o conjunto de nuances que torna a cena de abertura incrível; e quando Buddy está no cinema com sua família, onde todos ficam maravilhados com o poder da Sétima Arte, que serve como refúgio e ao mesmo tempo um descanso para todo aquele caos vivenciado por eles.</span></p>
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<figure id="attachment_26397" aria-describedby="caption-attachment-26397" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26397" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/belle-gabriel-arruda.jpg" alt="Cena do filme animado Belle. Belle, à direita, abraça o focinho do Dragão, à esquerda, em frente a um céu noturno estrelado. Belle é uma mulher jovem e magra, de pele rosada e cabelos rosa, lisos e longos. Seu rosto é marcado por sardas brancas e maquiagem rosa. Ela usa um vestido rosa sem alça, luvas brancas e uma tiara feita de ramos verdes. Ela se inclina na direção do Dragão de olhos fechados, com a mão esquerda tocando seus cabelos. O Dragão é um monstro de cara lupina e focinho largo, com chifres brancos e presas protuberantes, uma juba preta cobrindo sua cabeça, com as orelhas azuis, visíveis por entre os pelos. Seus olhos estão fechados e sua mão direita segura toda a cintura de Belle." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/belle-gabriel-arruda.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/belle-gabriel-arruda-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/belle-gabriel-arruda-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/belle-gabriel-arruda-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/belle-gabriel-arruda-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/belle-gabriel-arruda-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26397" class="wp-caption-text">Em Belle, o amor não é idealizado como sentimento, e sim como ação (Foto: Studio Chizu)</figcaption></figure>
<p><b>Belle (Ryû to sobakasu no hime)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muito mais do que apenas mais uma releitura de </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-bela-e-a-fera-30-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">A Bela e a Fera</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o novo longa de Mamoru Hosoda e do </span><i><span style="font-weight: 400;">Studio Chizu</span></i><span style="font-weight: 400;"> é a culminação de sua carreira: uma explosão de emoções tão sinceras e intensas que seu clímax te fará </span><a href="https://open.spotify.com/track/1sK8lWSdU9LftDYvckLd6V?si=4852017621e7403f"><span style="font-weight: 400;">cantar junto</span></a><span style="font-weight: 400;"> com os personagens ou te deixará completamente sem palavras. Combinando técnicas de animação </span><i><span style="font-weight: 400;">2D</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">3D</span></i><span style="font-weight: 400;"> para a criação de seu glorioso mundo virtual, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=UKM42nGCDZw"><i><span style="font-weight: 400;">Belle</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, ao mesmo tempo, uma íntima exploração de luto e do significado de comunidade em uma sociedade globalizada e uma grande ode ao poder transformativo do ato de amar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como seu título ocidental sugere, a nova iteração do conto francês foca especialmente em sua contraparte feminina. A jornada de Suzu (Kaho Nakamura) para lidar com a morte da mãe e o mistério que a leva a procurar pela identidade do Dragão (Takeru Satoh) dentro do ciberespaço convergem em uma performance musical em que todos os elementos do filme entram em sincronia para criar uma das sequências cinematográficas mais inesquecíveis do ano, conquistando cinco indicações no </span><a href="https://jovemnerd.com.br/nerdbunker/annie-awards-2022-lista-indicados/"><span style="font-weight: 400;">49</span><span style="font-weight: 400;">º</span> <i><span style="font-weight: 400;">Annie Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, mas, infelizmente, ficando de fora da corrida pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Belle acha novamente sua voz no mundo de U; e a performance final de Suzu para salvar o Dragão.</span></p>
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<figure id="attachment_26404" aria-describedby="caption-attachment-26404" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26404" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Inside-Enrico-Souto-scaled.jpg" alt="Cena do especial de comédia Bo Burnham: Inside, da Netflix. Fotografia retangular e colorida. A câmera foca, em primeiro plano, no rosto de Bo Burnham, um homem branco, de olhos claros, cabelos ondulados e barba loiros. Ele, que está deitado em uma cama, coberto por uma manta azul, é iluminado por uma forte luz branca, enquanto olha para o lado, como se a encarasse. O resto do quarto está completamente escuro. " width="2560" height="1440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Inside-Enrico-Souto-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Inside-Enrico-Souto-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Inside-Enrico-Souto-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Inside-Enrico-Souto-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Inside-Enrico-Souto-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Inside-Enrico-Souto-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Inside-Enrico-Souto-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26404" class="wp-caption-text">Escrito, produzido e dirigido pelo próprio Bo Burnham, o especial musical de comédia foi indicado ao Grammy e levou 3 Emmys para casa em 2021 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Bo Burnham: Inside</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Espero que este especial possa fazer para vocês o que tem feito para mim nos últimos meses, que é me distrair da vontade de colocar uma bala na minha cabeça, com uma arma”</span></i><span style="font-weight: 400;">, diz </span><a href="https://dial.news/bo-burnham-e-o-nosso-comediante-do-ano-em-2021/"><span style="font-weight: 400;">Bo Burnham</span></a><span style="font-weight: 400;">, nos primeiros minutos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/bo-burnham-inside-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Inside</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, assumindo sem compostura alguma o caráter notavelmente autodepreciativo do seu humor. Porém, dando um tiro no pé, o novo especial da </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i> <a href="https://slate.com/culture/2021/06/problem-with-bo-burnham-inside.html"><span style="font-weight: 400;">começa a consumi-lo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de tal forma que, no final, se torna seu próprio martírio. Presenciamos intimamente o músico e comediante beirando a insanidade em detrimento da produção: ele para de se cuidar, deixando seu cabelo e barba crescerem; o quarto claustrofóbico, onde ele grava todas as cenas, acumula cada vez mais os equipamentos entulhados; e seu processo criativo fica ainda mais caótico, explorando temas desconexos com uma fotografia e musicalidade alucinadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a todo esse fuzuê, </span><i><span style="font-weight: 400;">Inside </span></i><span style="font-weight: 400;">surpreende quando, em vez de tentar reproduzir metodicamente a </span><a href="https://www.avclub.com/bo-burnham-combines-anxiety-and-absurdity-to-brilliant-1798187997"><span style="font-weight: 400;">experiência de um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, usa a limitação da pequena sala ao seu favor para criar sequências estonteantes que jamais seriam possíveis em cima de um palco. Além disso, é tematicamente curioso como Bo transforma, de uma hora para outra, uma sátira cômica sobre o </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xHotXbGZiFY"><span style="font-weight: 400;">perfil de </span><i><span style="font-weight: 400;">Instagram</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de uma garota branca em um monólogo fragilizado sobre o luto. Aqui, esse tipo de quebra ocorre o tempo todo. Claro, Burnham instiga risadas, mas nunca em um lugar de conforto. E, assim, cria um produto </span><a href="https://www.paho.org/pt/noticias/24-11-2021-opas-destaca-crise-saude-mental-pouco-reconhecida-causada-pela-covid-19-nas"><span style="font-weight: 400;">direto de 2020</span></a><span style="font-weight: 400;">, desconcertante, que desafia seu público e termina entregando todo o fardo de um ano de isolamento em seu colo. Como lidar com tamanho peso? É nessa dúvida que nasce </span><i><span style="font-weight: 400;">Bo Burnham: Inside</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a sequência musical de </span><i><span style="font-weight: 400;">White Woman’s Instagram</span></i><span style="font-weight: 400;">; a virada para os 30 anos; e a esquete de “auto-<em>gameplay</em>”.</span></p>
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<figure id="attachment_26421" aria-describedby="caption-attachment-26421" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26421" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/bottled-songs.jpg" alt="Cena do filme Canções Engarrafadas 1-4. A imagem mostra a tela de um computador com várias janelas de um navegador abertas. Na janela em destaque, há a página de um vídeo no youtube na vertical mostrando um grupo de homens andando no deserto. Nas outras janelas, há do mesmo modo páginas de vídeos, mas em todas elas constam um aviso de remoção de vídeo. " width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/bottled-songs.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/bottled-songs-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/bottled-songs-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26421" class="wp-caption-text">O filme experimental teve exibições em festivais on-line, mas se encontra indisponível no momento (Foto: Chloé Galibert Lainé e Kevin B. Lee)</figcaption></figure>
<p><b>Bottled Songs 1-4</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como mensagens escondidas em garrafas encontradas ao acaso em um rio, as quatro </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=FoB2BfYYJtw"><i><span style="font-weight: 400;">Canções Engarrafadas</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> são um belo achado. Resultado das trocas de </span><i><span style="font-weight: 400;">e-mail</span></i><span style="font-weight: 400;"> entre os criadores Chloé Galibert Leiné e Kevin B. Lee, o filme é um compilado de quatro ensaios investigativos, inteiramente capturados na tela de dois computadores, acerca de como a imagem do Estado Islâmico é perpetuada e ressignificada na </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">. Pareceu chato? Engano seu: </span><i><span style="font-weight: 400;">Bottled Songs</span></i><span style="font-weight: 400;"> é tenso, reflexivo, hipnotizante, e, com seus discretos 77 minutos de duração, é uma das grandes descobertas escondidas de 2021.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme completo ou apenas segmentos específicos foram exibidos em diversos festivais ao redor do mundo, além de integrar a programação do 5º </span><a href="https://personaunesp.com.br/cobertura-5o-festival-ecra/"><span style="font-weight: 400;">Festival Ecrã</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Experimentações Audiovisuais. Fugindo de um experimentalismo vazio e mal justificado, </span><i><span style="font-weight: 400;">Bottled Songs </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma obra bastante acessível, que traz reflexões profundas sobre a geopolítica em tempos de </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;">, a natureza das imagens, e a nossa complexa relação com elas. </span><b>&#8211; João Batista Signorelli</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">o primeiro segmento, que investiga a trajetória e as motivações de um vídeo da </span><i><span style="font-weight: 400;">ISIS </span></i><span style="font-weight: 400;">propagado pela mídia; e o segundo que disseca um longa-metragem de propaganda jihadista. </span></p>
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<figure id="attachment_26650" aria-describedby="caption-attachment-26650" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26650" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cabecadenego.jpg" alt="Cena do filme Cabeça de Nêgo. Na imagem, o personagem Saulo, interpretado por Lucas Limeira, está sentado na mesa de uma sala de aula, mexendo no celular. Saulo é um jovem negro, de cabelo crespo e volumoso, ele veste um uniforme escolar, com uma camiseta branca de mangas vermelhas. Ao fundo, é possível ver parte de uma frase escrita na lousa. " width="2560" height="1707" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cabecadenego.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cabecadenego-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cabecadenego-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cabecadenego-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cabecadenego-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cabecadenego-2048x1366.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/cabecadenego-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26650" class="wp-caption-text">Apesar de ter sido exibido em festivais no ano de 2020, o longa chegou aos cinemas brasileiros só em 2021 (Foto: Corte Seco Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Cabeça de Nêgo</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se já estamos cansados de lidar com a realidade corrupta e mascarada da política brasileira, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=q2ekvbdGgKo"><i><span style="font-weight: 400;">Cabeça de Nêgo</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">nos faz engoli-la à força. Dirigido por Déo Cardoso, o longa cearense</span> <span style="font-weight: 400;">alinha-se no cerne do movimento estudantil no país. A narrativa tem como figura principal o aluno Saulo (Lucas Limeira), que, inspirado pelos </span><a href="https://personaunesp.com.br/judas-e-o-messias-negro-critica/"><span style="font-weight: 400;">Panteras Negras</span></a><span style="font-weight: 400;">, inicia um protesto no colégio em que estuda. A manifestação começa de forma silenciosa, até que toma as vias das redes sociais e se espalha pelos corredores da escola como uma bomba-relógio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A genialidade de Cardoso na obra se pauta pela simplicidade. Com apenas uma locação e poucos componentes na trama, o roteiro é capaz de escancarar questões como racismo, brutalidade policial e as ardilosas falhas na política e na imprensa brasileira. Sutil, assim como nossa realidade costuma ser. Além de dar força para as </span><a href="https://www.politize.com.br/movimento-estudantil/"><span style="font-weight: 400;">revoluções há muito desprezadas</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Cabeça de Nêgo </span></i><span style="font-weight: 400;">figurou na lista de pré-indicados para representar o Brasil no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;">, e já é um das maiores produções da cinematografia nacional. </span><b>&#8211; Vitória Silva </b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Saulo lendo ao som de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sorrisos e Lágrimas</span></i><span style="font-weight: 400;">; a reunião de professores; e a cena final do protesto dos alunos. </span></p>
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<figure id="attachment_26383" aria-describedby="caption-attachment-26383" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26383" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Chorao-Marginal-Alado-Nathalia-Tetzner.jpg" alt="Cena do documentário Chorão: Marginal Alado. Na imagem, Chorão, um homem branco de cabelo e olhos claros, embarca em um ônibus de viagem. Ele veste uma camisa cinza com uma estampa verde em círculo. Por cima da peça, uma camiseta de xadrez nas cores preto, vermelho e branco com botões cobre metade de seus braços. O cantor usa um boné preto como acessório. Ao fundo, o terminal cinzento." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Chorao-Marginal-Alado-Nathalia-Tetzner.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Chorao-Marginal-Alado-Nathalia-Tetzner-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Chorao-Marginal-Alado-Nathalia-Tetzner-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Chorao-Marginal-Alado-Nathalia-Tetzner-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Chorao-Marginal-Alado-Nathalia-Tetzner-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26383" class="wp-caption-text">Marginal Alado abriu uma ferida que nunca vai se curar por completo: a saudade de Chorão e de sua genialidade (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Chorão: Marginal Alado</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saudoso e simbólico, os defeitos técnicos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/chorao-marginal-alado-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Chorão: Marginal Alado</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foram acobertados pela sua capacidade de ter, simultaneamente, confortado e quebrado o coração de quem o assistiu. Em meio às lágrimas de saudade, o documentário dirigido por Felipe Novaes fez o incrível trabalho de resgatar a memória de Alexandre Magno Abrão para além da sua </span><i><span style="font-weight: 400;">persona </span></i><span style="font-weight: 400;">artística. Feroz nos palcos e carinhoso nos bastidores, o acesso a gravações inéditas trouxe à tona o feio e o belo de uma das figuras mais emblemáticas da história do </span><i><span style="font-weight: 400;">rock </span></i><span style="font-weight: 400;">nacional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem escolheu o filme entre as tantas opções do catálogo da </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1q05D1GO4eo&amp;feature=emb_title"><i><span style="font-weight: 400;">Netflix</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> saiu com os sentimentos à flor da pele. A verdade é que o vocalista do Charlie Brown Jr. ainda visita as mentes dos fãs, e os depoimentos tocantes do documentário causaram efeitos colaterais, como a presença letal do testemunho de Champignon. Vencedor do prêmio do público de Melhor Documentário Brasileiro da </span><span style="font-weight: 400;">43ª Mostra Internacional de Cinema de São Paulo</span><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Chorão: Marginal Alado </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma montanha-russa de emoções. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a filmagem de uma fã se declarando para Chorão após um </span><i><span style="font-weight: 400;">show</span></i><span style="font-weight: 400;">, pois ela não tinha dinheiro para comprar os ingressos e ele a conforta; e o depoimento emocionante de Champignon.</span></p>
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<figure id="attachment_26413" aria-describedby="caption-attachment-26413" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26413" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/colmeia-vitoria-lopes-gomez.jpg" alt="cena do filme Colmeia. Na imagem, em um quintal ao ar livre e com árvores ao fundo, vemos as mulheres do filme preparando um alimento. Da esquerda para a direita, vemos, de pé e inclinada sobre uma panela, uma mulher branca, de cabelos castanhos longos presos em um lenço, aparentando cerca de 40 anos, vestindo uma camiseta cinza. Ao centro, em um primeiro plano, vemos uma mesa com panelas e pimentas amassadas, no processo de preparo do alimento. Atrás da mesa, vemos duas mulheres brancas de cabelos castanhos, uma sentada e outra de pé, ambas preparando o alimentando. À esquerda, vemos uma mulher branca, de cabelos castanhos longos e lisos presos em um rabo de cavalo, vestindo uma camiseta rosa, sentada preparando o alimento." width="1024" height="614" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/colmeia-vitoria-lopes-gomez.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/colmeia-vitoria-lopes-gomez-800x480.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/colmeia-vitoria-lopes-gomez-768x461.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26413" class="wp-caption-text">Colmeia é uma coprodução de Kosovo, Suíça, Macedônia do Norte e Albânia (Foto: LevelK)</figcaption></figure>
<p><b>Colmeia (Zgjoi)</b></p>
<p><a href="https://personaunesp.com.br/colmeia-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Colmeia</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">soma conquistas para provar que mereceu seu lugar no “Melhores de 2021”. O filme saiu com três prêmios do Festival de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cannes </span></i><span style="font-weight: 400;">2021, sendo o primeiro a levar tantos troféus em categorias principais, abocanhou mais alguns em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundance</span></i><span style="font-weight: 400;">, passou com sucesso pela </span><span style="font-weight: 400;">45ª</span> <a href="http://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra</span></a><span style="font-weight: 400;"> Internacional de Cinema em São Paulo, e, agora, integrou a lista de submissões de Melhor Filme Internacional no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> 2022. Escolha oficial do Kosovo, o longa recria a história real de Fahrije Hoti, uma mulher kosovar, que, após ter seu marido desaparecido na Guerra de Kosovo, enfrenta o patriarcalismo e o machismo local para sustentar a família, sozinha.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O roteiro e a direção de </span><i><span style="font-weight: 400;">Hive</span></i><span style="font-weight: 400;"> (título em inglês) são assinados por Blerta Basholli. Na figura de </span><a href="https://kosovotwopointzero.com/en/blerta-basholli-i-do-not-know-what-interested-me-more-her-story-or-fahrije-herself/"><span style="font-weight: 400;">Fahrije</span></a><span style="font-weight: 400;">, interpretada profundamente por Yllka Gashi, a cineasta reivindica a responsabilidade de mostrar o dia a dia das mulheres kosovar e as consequências de um conflito que deixou mortos e desaparecidos, unindo os dois e os apresentando da perspectiva feminina &#8211; o que, no país, é justamente o problema. Introspectivo, extremamente sensível e necessário, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=39cIMHLPFMU&amp;feature=emb_title"><i><span style="font-weight: 400;">Colmeia</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> impacta e emociona ao retratar a realidade, mas também ao deixar uma mensagem de esperança. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">quando Fahrije consegue o apoio das mulheres da vila; Fahrije e as mulheres da vila conversando enquanto produzem ajvar; e Fahrije cuidando das abelhas, ao final do filme.</span></p>
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<figure id="attachment_26388" aria-describedby="caption-attachment-26388" style="width: 1136px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26388" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Controlling-Britney-Spears-Em-Busca-de-Liberdade-Nathalia-Tetzner.jpeg" alt="Cena do documentário Controlling Britney Spears: Em Busca de Liberdade. Na imagem, fotógrafos registram a manifestação de fãs da cantora do lado de fora do tribunal de justiça. No meio de vários cartazes, um se destaca: o pedaço de papelão escrito Free Britney (Liberte a Britney) em preto. Ao fundo, uma rua com carros de tons cinza." width="1136" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Controlling-Britney-Spears-Em-Busca-de-Liberdade-Nathalia-Tetzner.jpeg 1136w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Controlling-Britney-Spears-Em-Busca-de-Liberdade-Nathalia-Tetzner-800x451.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Controlling-Britney-Spears-Em-Busca-de-Liberdade-Nathalia-Tetzner-1024x577.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Controlling-Britney-Spears-Em-Busca-de-Liberdade-Nathalia-Tetzner-768x433.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26388" class="wp-caption-text">O segundo documentário sobre a tutela da princesa do pop aumentou ainda mais a pressão popular em torno do caso (Foto: Hulu)</figcaption></figure>
<p><b>Controlling Britney Spears: Em Busca de Liberdade (Controlling Britney Spears)</b></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">“Ultimamente, as pessoas tentam me manter amarrada/Há uma contagem regressiva esperando para que eu entre em erupção”</span></i><span style="font-weight: 400;">. A letra de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=T-sxSd1uwoU"><i><span style="font-weight: 400;">I Wanna Go</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> resume a narrativa da luta de Britney Spears e os seus fãs pelo fim da sua tutela. Controlada pelo pai há anos, </span><a href="https://personaunesp.com.br/controlling-britney-spears-em-busca-de-liberdade-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Controlling Britney Spears</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> trouxe fatos concretos e detalhou o cenário abusivo em que a princesa do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> se encontrou por tanto tempo. Com uma apuração excelente do </span><i><span style="font-weight: 400;">The New York Times</span></i><span style="font-weight: 400;">, o caso mais comentado do ano de 2021 foi investigado em profundidade, fato que aumentou ainda mais a adesão do público. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sequência de </span><a href="https://personaunesp.com.br/framing-britney-spears-a-vida-de-uma-estrela-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Framing Britney Spears: A Vida de uma Estrela</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> abordou a relação entre tutelar e tutelado a partir de uma visão crítica sobre o sistema judiciário americano. Ao expor a fraqueza da legitimidade da tutela, os relatos assustadores de pessoas que trabalharam para o pai de Britney Spears ganharam credibilidade. Para além, o documentário também expôs como Jamie Spears não agiu sozinho, mas acompanhado de uma rede de suporte, cuja intenção se mostrou questionável. Agora livre, a artista deve lançar um livro contando a sua própria história. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">os primeiros minutos do documentário com a presença dos fãs do lado de fora do tribunal; e as revelações sobre o esquema de segurança contratado pelo pai de Britney Spears.</span></p>
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<figure id="attachment_26329" aria-describedby="caption-attachment-26329" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26329" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Cruella-Mariana-Nicastro-2-1-800x533.jpg" alt="Cena do filme Cruella. A imagem mostra a personagem Cruella da cintura para cima, enquadrada mais à esquerda da câmera. Cruella é vivida por Emma Stone. Emma é uma mulher branca, na casa dos 30 anos. Ela tem olhos azuis claros. Na imagem, seu cabelo é cacheado, curto, volumoso e igualmente dividido ao meio, em duas cores. É castanho-escuro do lado esquerdo e branco na parte direita. Ela usa uma máscara preta sobre os olhos, um vestido vermelho sem mangas e luvas vermelho-escuras, além de um batom também vermelho. Ela está com uma das mãos sobre o peito e outra na cintura. Cruella olha para o lado e parece surpresa. Atrás dela, há uma parede branca de um ambiente fechado. O fundo está desfocado, mas é possível ver a silhueta de várias pessoas com trajes de gala. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Cruella-Mariana-Nicastro-2-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Cruella-Mariana-Nicastro-2-1-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Cruella-Mariana-Nicastro-2-1-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Cruella-Mariana-Nicastro-2-1-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Cruella-Mariana-Nicastro-2-1-1200x800.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Cruella-Mariana-Nicastro-2-1.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26329" class="wp-caption-text">“Quando você coloca esse cabelo preto e branco louco, a maquiagem incrível e o figurino totalmente único, você se sente a Cruella de Vil&#8221; <a href="https://disney.com.br/video/cruella-featurette-oficial-legendado">afirma Emma Stone</a>, em entrevista para a Disney (Foto: Walt Disney Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Cruella </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com grandes investimentos na produção de </span><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/lista/disney-todas-as-adaptacoes-live-action-da-pior-a-melhor.html#list-item-11"><i><span style="font-weight: 400;">live-actions</span></i><span style="font-weight: 400;"> de suas obras icônicas</span></a><span style="font-weight: 400;">, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, dessa vez, entregou um fantástico filme <em>solo</em> de uma de suas vilãs mais famosas: </span><a href="https://personaunesp.com.br/cruella-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Cruella</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Transbordando estilo, personalidade, atuações certeiras e impecáveis, e uma singular história de origem, o longa conquistou seu espaço entre os melhores filmes de 2021. </span><a href="https://www.guiadasemana.com.br/cinema/galeria/filmes-imperdiveis-com-a-atriz-emma-stone"><span style="font-weight: 400;">Emma Stone</span></a><span style="font-weight: 400;"> dá vida a uma representação brilhante da complexa Cruella De Vil, em todas as suas camadas. Além da certeira escolha de Stone para o papel, o elenco também conta com a admirável </span><a href="https://miscelana.com/2021/05/29/emma-thompson-e-a-melhor-nao-importa-o-papel/"><span style="font-weight: 400;">Emma Thompson</span></a><span style="font-weight: 400;">, como a antagonista Baronesa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme de Craig Gillespie equilibra perfeitamente o drama pessoal da tímida e solitária Estella, com a ousadia e acidez de Cruella. O resultado são 134 minutos que enlaçam o telespectador e o hipnotizam com um </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">visual e </span><a href="https://open.spotify.com/album/5ibszTMHImI4rzhjrDRKMq?si=flFTBEkATI2PL8l942DSGQ"><span style="font-weight: 400;">musical</span></a><span style="font-weight: 400;">, simultâneos à cativante trajetória da anti-heroína. Vencedor de </span><span style="font-weight: 400;">Melhor Filme de Drama</span><span style="font-weight: 400;"> no </span><a href="https://revistaquem.globo.com/QUEM-News/noticia/2021/12/peoples-choice-awards-2021-veja-os-vencedores-e-destaques-da-premiacao.html"><i><span style="font-weight: 400;">People’s Choice Awards </span></i><span style="font-weight: 400;">2021</span></a><span style="font-weight: 400;">, o longa concorre ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2022</span><span style="font-weight: 400;"> nas categorias de </span><span style="font-weight: 400;">Melhor Figurino</span><span style="font-weight: 400;"> e </span><span style="font-weight: 400;">Melhor Cabelo e Maquiagem</span><i><span style="font-weight: 400;">. </span></i><a href="https://glamour.globo.com/moda/noticia/2021/06/cruella-conheca-jenny-beavan-figurinista-vencedora-de-oscars-e-responsavel-pelos-looks-deslumbrantes-do-filme.ghtml"><span style="font-weight: 400;">Jenny Beavan</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">designer</span></i><span style="font-weight: 400;"> e duas vezes vencedora do </span><a href="https://www.business-standard.com/about/what-is-academy-awards"><i><span style="font-weight: 400;">Academy Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, coloca </span><i><span style="font-weight: 400;">Cruella </span></i><span style="font-weight: 400;">sob holofotes – e na passarela – com seu figurino impactante e inventivo. Além disso, apesar de </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/emma-stone-considera-processar-disney-por-lancamento-de-cruella-no-streaming-entenda/"><span style="font-weight: 400;">desentendimentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Emma Stone com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, devido ao lançamento do filme no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><em><a href="https://cinepop.com.br/cruella-2-emma-stone-vai-se-transformar-na-vila-na-sequencia-324093/"><span style="font-weight: 400;">Cruella 2</span></a></em><span style="font-weight: 400;"> já é um projeto em andamento, e conta com o retorno da atriz. </span><b>&#8211; Mariana Nicastro</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> as criativas e divertidas entradas de Cruella nos eventos em que a Baronesa atenderia, roubando a cena para si, das formas mais inusitadas possíveis; outra cena favorita é o monólogo de Cruella, mais próximo do final do filme, que revela muito sobre a personagem, suas revoltas e o que a tornou uma excêntrica vilã.</span></p>
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<figure id="attachment_26643" aria-describedby="caption-attachment-26643" style="width: 1265px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26643" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deserto-particular-raquel.jpg" alt="Cena do filme Deserto Particular. A imagem mostra dois homens que estão num lugar alto, que mostra a paisagem de um rio. Eles estão frente a frente e conversam olhando para o chão. É um fim de tarde e a imagem é colorida em tons de azul, verde e amarelo. " width="1265" height="760" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deserto-particular-raquel.jpg 1265w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deserto-particular-raquel-800x481.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deserto-particular-raquel-1024x615.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deserto-particular-raquel-768x461.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/deserto-particular-raquel-1200x721.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26643" class="wp-caption-text">Antes de representar o Brasil no Oscar 2022, o filme de Aly Muritiba passou premiado pelo Festival de Veneza e foi integrou a seleção da 45ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo (Foto: Pandora Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Deserto Particular</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na difícil função de representar o Brasil no lugar mais importante do Cinema mundial, </span><a href="https://personaunesp.com.br/deserto-particular-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Deserto Particular</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> desempenha sua função como poucos filmes selecionados para tal conseguem fazê-lo. É uma pena, no entanto, que o encanto da obra de Aly Muritiba não esteja entre os indicados finais ao </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Filme Internacional. Mas o fato aqui é outro, e a história, iniciada quando Daniel (Antonio Saboia) parte corajosamente em busca do amor e encerrada numa quase conquista plena de objetivos, tem muito a nos ensinar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Deserto Particular</span></i><span style="font-weight: 400;"> é mais uma confirmação de que delicadeza nada tem a ver com lassidão. O roteiro, que Muritiba também assina em dupla com Henrique dos Santos, coloca sua força na voz calma de Robson (</span><a href="https://globoplay.globo.com/v/10075597/"><span style="font-weight: 400;">Pedro Fasanaro)</span></a><span style="font-weight: 400;">, como a forma mais fiel de expressar a existência em meio à dureza que o Brasil reserva para a sua população LGBTQIA+. Já para os ensinamentos que a história deixa para os aspectos mais amplos e complexos da vida, não vale nenhuma tentativa de explicação. O sentir é a ação mais importante que o filme deixou para essa lista de Melhores de 2021. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">o momento em que Sara e Daniel dançam juntos ao som de </span><i><span style="font-weight: 400;">Total Eclipse of the Heart</span></i><span style="font-weight: 400;">; e o diálogo de Robson e Daniel à beira do rio.</span></p>
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<figure id="attachment_26373" aria-describedby="caption-attachment-26373" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26373" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Drive-My-Car-Ayra-Mori.png" alt="Cena do filme Drive My Car. A cena mostra Yûsuke e Oto, em ordem. Yûsuke, interpretado por Hidetoshi Nishijima, é um homem adulto japonês de cabelo curto preto e olhos castanhos escuros. Oto é uma mulher adulta japonesa de cabelo preto com comprimento abaixo do ombro. Ambos estão nus na cama. Yûsuke está deitado com a cabeça apoiada em um braço encarando Oto, que está sentada de costas para a câmera. Ela está ao lado de uma coberta cinza. É começo da manhã e a iluminação do cômodo é baixa, formando muitas sombras. A imagem está escura, sendo possível distinguir apenas o delineado dos móveis e objetos dispostos no fundo do quarto. As paredes são brancas." width="1920" height="1017" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Drive-My-Car-Ayra-Mori.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Drive-My-Car-Ayra-Mori-800x424.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Drive-My-Car-Ayra-Mori-1024x542.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Drive-My-Car-Ayra-Mori-768x407.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Drive-My-Car-Ayra-Mori-1536x814.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Drive-My-Car-Ayra-Mori-1200x636.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26373" class="wp-caption-text">Destaque do <a href="https://topview.com.br/estilo/cultura/cinema/o-drama-japones-drive-my-car-e-uma-das-surpresas-do-cinema-mundial/">círculo de críticos de Cinema em 2021</a>, Drive My Car é a primeira produção nipônica a disputar o prêmio de Melhor Filme no Oscar, além de ser o filme japonês com mais indicações na história da cerimônia (Foto: C&amp;I Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Drive My Car (Doraibu mai kâ)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde a vitória histórica da produção sul-coreana de Bong Joon-Ho, </span><a href="https://personaunesp.com.br/parasita-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Parasita</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, na categoria de Melhor Filme no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2020, a Academia tem-se tornado, ainda que bastante acanhadamente, aberta para a quebra dos paradigmas além-Hollywood: em </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-oscar-2021/"><span style="font-weight: 400;">2021</span></a><span style="font-weight: 400;"> vimos a segunda diretora e primeira mulher não-branca, </span><a href="https://personaunesp.com.br/nomadland-critica/"><span style="font-weight: 400;">Chloé Zhao</span></a><span style="font-weight: 400;">, a levar a estatueta de Melhor Direção, e em 2022, parece ser a vez da adaptação nipônica do </span><a href="https://mubi.com/pt/notebook/posts/on-the-road-ryusuke-hamaguchi-on-drive-my-car"><span style="font-weight: 400;">conto homônimo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Haruki Murakami, </span><a href="https://youtu.be/6BPKPb_RTwI"><i><span style="font-weight: 400;">Drive My Car</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> – indicado a quatro categorias na premiação deste ano, incluindo Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Direção para </span><a href="https://personaunesp.com.br/roda-do-destino-critica/"><span style="font-weight: 400;">Ryûsuke Hamaguchi</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um filme profundamente humano, </span><i><span style="font-weight: 400;">Drive My Car</span></i><span style="font-weight: 400;"> se excede ao testemunhar os relances de beleza no ordinário, ainda que em instantes muito breves seguidos pelos sentimentos mais opressivos do ser. Luto, impassibilidade e culpa delineiam as quase três horas de duração da obra, regida por uma barreira espessa de incomunicabilidade que é ultrapassada somente pelo artifício da Arte. A atuação catalisa o drama dos protagonistas, obrigados a encarar as próprias emoções pelo reflexo de suas personagens a serem interpretadas. Dentro de um </span><i><span style="font-weight: 400;">Saab</span></i><span style="font-weight: 400;"> 900 vermelho ou sobre o palco de um teatro, os singelos momentos de calor compartilhado emocionam, com palavras ditas ou não. </span><a href="https://open.spotify.com/track/06ypiqmILMdVeaiErMFA91?si=b766ec6f50864d25"><i><span style="font-weight: 400;">Beep beep beep beep, yeah</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> o transe criativo de Oto pós-sexo; a interpretação silenciosa de Sonia no ato final da peça teatral; e o breve momento de calor entre Misaki e Yûsuke, quando ambos erguem seus cigarros para fora do carro, com as mãos próximas uma das outras.</span></p>
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<figure id="attachment_26372" aria-describedby="caption-attachment-26372" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26372" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Duas-Tias-Loucas-de-Ferias-Ayra-Mori.png" alt="Cena do filme Duas Tias Loucas de Férias. A cena mostra Barb e Star voando no céu com braços e pernas abertas. Barb, interpretada por Annie Mumolo, é uma senhora branca de meia idade com cabelo castanho claro curto e ondulado. Ela veste uma blusa florida amarelada, culottes no mesmo tom de amarelo e sandálias douradas. Star, interpretada por Kristen Wiig, é uma senhora branca de idade média com cabelo ruivo curto e ondulado. Ela veste uma blusa florida rosa pastel, culottes rosa e sandálias beges. A câmera está posicionada de baixo para cima, onde ambas olham para baixo com cara de espanto. O fundo é um céu azul limpo." width="1920" height="794" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Duas-Tias-Loucas-de-Ferias-Ayra-Mori.png 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Duas-Tias-Loucas-de-Ferias-Ayra-Mori-800x331.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Duas-Tias-Loucas-de-Ferias-Ayra-Mori-1024x423.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Duas-Tias-Loucas-de-Ferias-Ayra-Mori-768x318.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Duas-Tias-Loucas-de-Ferias-Ayra-Mori-1536x635.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Duas-Tias-Loucas-de-Ferias-Ayra-Mori-1200x496.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26372" class="wp-caption-text">Se Saturday Night Live e Zorra Total tivessem um bebê, Duas Tias Loucas de Férias com certeza seria seu filho pródigo (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Duas Tias Loucas de Férias (Barb and Star Go to Vista Del Mar)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Às vezes, tudo o que precisamos é de uma vista para o mar, um dia ensolarado, culottes, um coquetel colorido e</span><a href="https://youtu.be/3EBwBGTlGFQ"> <i><span style="font-weight: 400;">Duas Tias Loucas de Férias</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Reunindo as estrelas de</span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/saturday-night-live/"> <i><span style="font-weight: 400;">Saturday Night Live</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Annie Mumolo e Kristen Wiig – dupla cuja colaboração anterior resultou no sucesso de</span><a href="https://youtu.be/FNppLrmdyug"> <i><span style="font-weight: 400;">Missão Madrinha de Casamento</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> –, o filme dirigido por Josh Greenbaum acompanha as aventuras das melhores amigas, Barb (Mumolo) e Star (Wiig), ao deixar sua pequena cidade natal pela primeira vez com destino para Vista Del Mar, na Flórida. E envolvidas por uma explosão de cores saturadamente pastéis, o roteiro pastiche se rende completamente ao ridículo, no melhor sentido da palavra.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que inicialmente parecem ser férias tranquilas, logo enreda as parceiras inseparáveis em noitadas intensas, romances de verão e um plano maligno de uma </span><a href="https://movieweb.com/barb-and-star-go-to-vista-del-mar-villain-kristen-wiig/"><span style="font-weight: 400;">vilã </span><i><span style="font-weight: 400;">flamboyant</span></i></a> <i><span style="font-weight: 400;">à la</span></i><span style="font-weight: 400;"> Dr. Evil do universo cinematográfico de </span><i><span style="font-weight: 400;">Austin Powers</span></i><span style="font-weight: 400;">. Mocinhas, vilãs ou nenhuma delas, as protagonistas são assumidamente caricatas, desde o figurino exagerado até o diálogo desconfortável. Mas ainda que com o perigo trapaceiro de cair no pedantismo, é na artificialidade que o </span><a href="https://www.vulture.com/2021/02/the-stories-behind-seven-of-barb-and-stars-silliest-gags.html"><span style="font-weight: 400;">humor bizarro</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Duas Tias Loucas de Férias</span></i><span style="font-weight: 400;"> encontra a inocência genuína. A amizade, o amor e mesmo a maldade, tudo é inocente, numa zorra total que possui todos os requisitos para se tornar um clássico </span><i><span style="font-weight: 400;">cult </span></i><span style="font-weight: 400;">daqui a 10 anos. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> abertura ao som de </span><i><span style="font-weight: 400;">Guilt</span></i><span style="font-weight: 400;">; encontro do “</span><i><span style="font-weight: 400;">clube da fala</span></i><span style="font-weight: 400;">”; e cena musical na praia com Jamie Dornan dançando balé.</span></p>
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<figure id="attachment_26429" aria-describedby="caption-attachment-26429" style="width: 1008px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26429" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Duna-Gabrielli.jpg" alt="Cena do filme Duna. Focalizado no centro da imagem está Paul, um homem jovem, branco, com olhos verdes e cabelos castanhos na altura da orelha. Usa uma roupa de aspecto futurista preta cobrindo até o seu pescoço e, com a sua mão direita, segura uma adaga encostada em seu ombro esquerdo. Ao fundo, vê-se de forma desfocada algo parecido com uma falésia. " width="1008" height="561" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Duna-Gabrielli.jpg 1008w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Duna-Gabrielli-800x445.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Duna-Gabrielli-768x427.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26429" class="wp-caption-text">Paul Atreides inicia sua jornada como o escolhido no sucesso Duna (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Duna (Dune) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é segredo para ninguém que </span><a href="https://personaunesp.com.br/duna-2021-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi um dos grandes marcos no cinema de 2021. Mesmo sendo um filme essencialmente longo (com 2h35min de duração) e sem cenas de ação extremas, a produção garantiu um sucesso estrondoso e uma </span><a href="https://portalpopline.com.br/lider-bilheteria-filme-duna-ja-pagou-orcamento-milionario/"><span style="font-weight: 400;">bilheteria</span></a><span style="font-weight: 400;"> avassaladora, apesar de ter seu </span><a href="https://olhardigital.com.br/2021/08/20/cinema-e-streaming/duna-critica-lancamento-streaming/"><span style="font-weight: 400;">lançamento simultâneo</span></a><span style="font-weight: 400;"> no cinema e na plataforma de </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming HBO Max</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com uma fotografia impressionante (responsabilidade de Greig Fraser), um elenco de peso &#8211; especialmente o trio de estrelas: Timothée Chalamet, como o protagonista Paul Atreides; Jason Momoa, interpretando o espadachim da família Atreides, Duncan Idaho; e Zendaya, no papel de Chani &#8211; e uma </span><a href="https://www.livrobingo.com.br/saiba-tudo-sobre-duna"><span style="font-weight: 400;">história</span></a><span style="font-weight: 400;"> de tirar o fôlego, </span><i><span style="font-weight: 400;">Duna</span></i><span style="font-weight: 400;"> faz um ótimo trabalho trazendo vida à obra de Frank Herbert e garantindo uma nova legião de fãs. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Girando em torno da chegada da família Atreides no planeta Arrakis, produtor da importante mélange (especiaria), e do processo de autodescobrimento do protagonista, o longa introduz o espectador ao </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/duna-entenda-os-termos-criados-para-a-obra#14"><span style="font-weight: 400;">universo</span></a><span style="font-weight: 400;"> que conta com muitos conflitos envolvendo a crença, a política e questões de moral e lealdade. Talvez um dos maiores acertos dessa adaptação comandada por Denis Villeneuve tenha sido dividi-la em partes, nessa primeira foi possível contemplar com calma os personagens e componentes desse universo, ideal para aqueles que caíram de paraquedas no cinema ficarem com um gostinho de quero mais. A </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/filmes/2021/10/duna-2-e-confirmado-e-ganha-data-de-estreia"><span style="font-weight: 400;">segunda parte</span></a><span style="font-weight: 400;"> foi confirmada no dia 26 de outubro de 2023, e só resta esperar para que seja tão impressionante quanto a primeira, que já foi indicada a várias premiações, incluindo o </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/minha-serie/233423-oscar-2022-duna-10-indicacoes-melhor-filme.htm"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i> </a><span style="font-weight: 400;">de Melhor Filme. </span><b>&#8211; Gabrielli Natividade da Silva</b><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a sequência do ataque à família Atreides; e a fuga de Paul e sua mãe, Jessica (Rebecca Ferguson). </span></p>
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<figure id="attachment_26327" aria-describedby="caption-attachment-26327" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26327" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Encanto-Mariana-Nicastro-1-800x533.jpeg" alt="Cena da animação Encanto. A imagem mostra as personagens Maribel e sua mãe Julieta centralizadas, representadas da cintura para cima. Mirabel é jovem e está à esquerda. Ela é latina, tem a pele escura, cabelos castanhos e cacheados. Ela usa uma blusa branca com estampas de borboletas e uma saia verde, com desenhos coloridos. A personagem tem olhos bem grandes e redondos, sobrancelhas grossas e usa um óculos também redondo. Ela está levemente virada para na direção de sua mãe, à direita. Com a sua mão direita segura um pãozinho e com a sua mão esquerda aperta a mão de Julieta. Julieta, por sua vez, também é latina, tem a pele escura, cabelos cacheados e castanhos, com mechas grisalhas, presos no topo da cabeça. Seus olhos são grandes, assim como seu nariz. Ela usa um avental verde com flores dos bolsos. Julieta está virada na direção de Mirabel e suas mãos seguram a mão da filha. Atrás delas há um muro vazado com desenhos de borboletas. O lugar está iluminado por velas. " width="800" height="533" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Encanto-Mariana-Nicastro-1-800x533.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Encanto-Mariana-Nicastro-1-1024x683.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Encanto-Mariana-Nicastro-1-768x512.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Encanto-Mariana-Nicastro-1.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26327" class="wp-caption-text">Com todo o sucesso da história, personagens e músicas, Encanto abre suas portas mágicas para <a href="https://canaltech.com.br/entretenimento/encanto-e-o-inicio-de-uma-nova-franquia-revela-ceo-da-disney-208915/">sequências</a>, spin-offs e até mesmo um <a href="https://disneyplusbrasil.com.br/encanto-lin-manuel-miranda-discute-a-possibilidade-de-um-musical-da-broadway-inspirado-no-filme/">musical da Broadway</a> cogitado por Lin-Manuel Miranda (Foto: Walt Disney Animation Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Encanto</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazendo jus ao seu título, </span><a href="https://personaunesp.com.br/cineclube-persona-novembro-de-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Encanto</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma animação musical mágica e deslumbrante da </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney</span></i><span style="font-weight: 400;">, lançada em novembro de 2021. Dirigida por Byron Howard e Jared Bush, com co-direção de Charise Castro Smith, ela apresenta com sensibilidade e leveza os dramas da protagonista Mirabel Madrigal (</span><a href="https://personaunesp.com.br/brooklyn99-7a-temporada-critica/"><span style="font-weight: 400;">Stephanie Beatriz</span></a><span style="font-weight: 400;">), que embarca em uma aventura no meio de sua própria casa – e família. O filme tem um visual estonteante, com muitas cores chamativas e cenários inventivos e agradáveis. Para acompanhar a trama criativa e interessante, a trilha sonora original de </span><a href="https://personaunesp.com.br/em-um-bairro-de-nova-york-critica/"><span style="font-weight: 400;">Lin-Manuel Miranda</span></a><span style="font-weight: 400;"> é singular e notável, com músicas que permanecem na mente do telespectador por dias. A música </span><a href="https://youtu.be/bvWRMAU6V-c"><i><span style="font-weight: 400;">We Don’t Talk About Bruno</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><i><span style="font-weight: 400;">Não Falamos do Bruno</span></i><span style="font-weight: 400;">, no Brasil) </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/01/22/encanto-improvavel-musica-e-maior-sucesso-comercial-da-disney-em-26-anos.htm"><span style="font-weight: 400;">atingiu o topo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Billboard</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e superou, até mesmo, </span><i><span style="font-weight: 400;">Let It Go</span></i><span style="font-weight: 400;">, grande sucesso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/frozen-ii-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Frozen</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2014). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As cenas musicais são divertidas, dão ritmo ao desenvolvimento da história e tornam toda a experiência ainda mais envolvente, fazendo do filme um dos melhores de 2021. </span><i><span style="font-weight: 400;">Encanto</span></i><span style="font-weight: 400;"> é emocionante, imersivo, e sabe contrastar a leveza e alegria dos moradores de uma vila encantada na Colômbia, com comoção e sutileza, para passar uma linda mensagem sobre amor e família. O longa ganhou o prêmio de</span><span style="font-weight: 400;"> Melhor Animação</span><span style="font-weight: 400;">, no </span><span style="font-weight: 400;">Globo de Ouro</span><span style="font-weight: 400;">, e concorre ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022</span><span style="font-weight: 400;"> em categorias como</span><span style="font-weight: 400;"> Melhor Trilha Sonora Original</span><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><a href="https://www.legiaodosherois.com.br/2022/encanto-lin-manuel-miranda-we-dont-talk-about-bruno-oscar.html"><span style="font-weight: 400;">Melhor Canção Original</span></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">com </span><a href="https://youtu.be/X-3Gg9ucqzk"><i><span style="font-weight: 400;">Dos Oruguitas</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">e, novamente, em </span><span style="font-weight: 400;">Melhor Animação</span><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Mariana Nicastro</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> a icônica cena da música </span><i><span style="font-weight: 400;">We Don’t Talk About Bruno</span></i><span style="font-weight: 400;">, toda a apresentação é divertida e a música é incrível; a cena entre as personagens Isabela e Mirabel, acompanhadas da música </span><a href="https://youtu.be/bBeZSuHI4Qc"><i><span style="font-weight: 400;">What Else Can I Do?</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, também é maravilhosa, com um </span><i><span style="font-weight: 400;">show </span></i><span style="font-weight: 400;">de cores e flores; e a conversa entre Mirabel e sua avó Alma na beira do lago.</span></p>
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<figure id="attachment_26402" aria-describedby="caption-attachment-26402" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26402" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Eternos-Enrico-Souto.jpg" alt="Cena do filme Eternos, da Marvel. Imagem retangular e colorida. Nela, vemos um grupo de sete pessoas em um deserto, vestindo roupas escuras e óculos de sol aviadores. Todas olham para frente, seriamente. No meio delas, e em foco, está Phastos, interpretado por Brian Tyree Henry. Ele é um homem negro, com cabelos curtos e barba escuros, que usa brincos de argola nas orelhas e um par de óculos no rosto. Ele veste uma camisa azul-clara e um colete preto, por trás de uma camisa xadrez azul-escura. Ele olha para frente sério, assim como os outros, e levanta na altura do peito a palma da sua mão direita, onde está suspenso um holograma amarelo de uma nave espacial triangular. A cena se passa de dia, com a iluminação dura do sol." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Eternos-Enrico-Souto.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Eternos-Enrico-Souto-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Eternos-Enrico-Souto-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Eternos-Enrico-Souto-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Eternos-Enrico-Souto-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26402" class="wp-caption-text">Possivelmente o filme mais diverso de toda a filmografia da Marvel Studios, Eternos apresenta a primeira heroína surda e o primeiro casal assumidamente gay da história do MCU (Foto: Marvel)</figcaption></figure>
<p><b>Eternos (Eternals)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Há tempos que um filme de super-herói era instigante a ponto de gerar discussões que fossem além de teorias. É o caso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternos-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Eternos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que, em 2021, teve uma </span><a href="https://istoe.com.br/eternos-recebe-a-pior-nota-de-uma-producao-marvel-no-rotten-tomatoes/"><span style="font-weight: 400;">recepção infame</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo público e crítica. Todavia, faltava criatividade no </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;"> muito antes disso. No Cinema, a fórmula </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> se provava esgotada, impossibilitada de construir </span><a href="https://personaunesp.com.br/viuva-negra-critica/"><span style="font-weight: 400;">personalidade própria</span></a><span style="font-weight: 400;"> e dependente de </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><span style="font-weight: 400;">legados pretéritos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ao passo que, as apostas na Televisão, que pareciam </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandavision-critica/"><span style="font-weight: 400;">inovadoras de início</span></a><span style="font-weight: 400;">, apenas reiteraram o </span><i><span style="font-weight: 400;">modus operandi</span></i><span style="font-weight: 400;"> do estúdio, que converte qualquer </span><a href="https://personaunesp.com.br/what-if-critica/"><span style="font-weight: 400;">ideia ousada</span></a><span style="font-weight: 400;"> em um </span><a href="https://personaunesp.com.br/falcao-e-o-soldado-invernal-critica/"><span style="font-weight: 400;">pastiche superficial</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/loki-critica/"><span style="font-weight: 400;">genérico</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quando as aventuras de proporções cósmicas daquele </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/multivers-o-que-e"><span style="font-weight: 400;">multiverso</span></a><span style="font-weight: 400;"> são tão inconcebíveis que se tornam praticamente irrelacionáveis, é na sobriedade que a </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel Studios</span></i><span style="font-weight: 400;"> reencontra o brilho que fez sua franquia estourar em 2012. Foi o que ocorreu no </span><a href="https://personaunesp.com.br/gaviao-arqueiro-critica/"><span style="font-weight: 400;">escopo das séries</span></a><span style="font-weight: 400;">, e agora também nas telonas, com </span><i><span style="font-weight: 400;">Eternos</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E não é que o filme abandone o padrão de seus exauridos antecessores, apresentando a redundância de uma ameaça global que levará a humanidade à extinção. Isso está presente, porém, não passa de um plano de fundo. Ao invés, o foco aponta para o imenso elenco de protagonistas, formado por criaturas divinas, quase deuses, que, pelo incrível toque da direção de </span><a href="https://personaunesp.com.br/nomadland-critica/"><span style="font-weight: 400;">Chloé Zhao</span></a><span style="font-weight: 400;">, são subvertidos à condição mais inerentemente humana, se misturando a nós e lidando com dilemas plenamente tangíveis. O esforço de Zhao em </span><a href="https://veja.abril.com.br/cultura/cineasta-chloe-zhao-se-impoe-como-a-forca-criativa-de-eternos-da-marvel/"><span style="font-weight: 400;">imprimir ao máximo</span></a><span style="font-weight: 400;"> sua identidade em </span><i><span style="font-weight: 400;">Eternos</span></i><span style="font-weight: 400;">, evitando o uso excessivo de </span><i><span style="font-weight: 400;">CGI</span></i><span style="font-weight: 400;"> e gravando a maior parte das cenas em locações, dá vida à narrativa e a transforma na experiência mais bonita, poética e contemplativa de toda a trajetória da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Gilgamesh e Sprite acalmando Thena com visões do passado; o primeiro encontro com Phastos; e o </span><i><span style="font-weight: 400;">flashback </span></i><span style="font-weight: 400;">de Ikaris com Ajak.</span></p>
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<figure id="attachment_26405" aria-describedby="caption-attachment-26405" style="width: 2870px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26405" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Evangelion-Enrico-Souto.png" alt="Imagem do filme em animação Evangelion: 3.0+1.01 Thrice Upon a Time. Imagem retangular e quadrada. O cenário é uma floresta esverdeada, onde está deitada, sobre a grama, Rei Ayanami. Ela é uma garota asiática, de pele clara, com olhos vermelhos e cabelos curtos da cor azul. Ela veste um uniforme em collant preto e vermelho, com os números “09”, e dois prendedores de cabelo das mesmas cores em seus cabelos. Ela apoia sua cabeça sobre sua mão, e olha para frente, visivelmente cansada. O cenário é dia, iluminado pela luz difusa do sol, que bate nas árvores." width="2870" height="1218" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Evangelion-Enrico-Souto.png 2870w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Evangelion-Enrico-Souto-800x340.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Evangelion-Enrico-Souto-1024x435.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Evangelion-Enrico-Souto-768x326.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Evangelion-Enrico-Souto-1536x652.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Evangelion-Enrico-Souto-2048x869.png 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Evangelion-Enrico-Souto-1200x509.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26405" class="wp-caption-text">Subvertendo o conceito de reboot e se demonstrando um comentário sobre a própria série original, Rebuild of Evangelion é uma montanha-russa emocional, que finaliza em 2021 no seu pico (Foto: Amazon Prime Video)</figcaption></figure>
<p><b>Evangelion: 3.0+1.01 A Esperança (Shin Evangelion Gekijouban:||)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A primeira hora de </span><a href="https://personaunesp.com.br/evangelion-thrice-upon-a-time-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Evangelion: 3.0+1.01 Thrice Upon a Time</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é, possivelmente, a mais contida da história da </span><a href="https://personaunesp.com.br/critica-evangelion/"><span style="font-weight: 400;">saga</span></a><span style="font-weight: 400;">. Fiel à essência de seu material original, porém sempre a evocando de maneira revigorante, o quarto e último filme da série </span><a href="https://www.jbox.com.br/2019/03/24/rebuild-renewal-entenda-quais-sao-as-versoes-existentes-da-serie-neon-genesis-evangelion/"><i><span style="font-weight: 400;">Rebuild of Evangelion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> encontra seus primeiros resquícios de fé em uma vila de sobreviventes do </span><a href="https://evangelionbr.com/2015/09/08/teorias-e-explicacoes-o-terceiro-impacto/"><span style="font-weight: 400;">Terceiro Impacto</span></a><span style="font-weight: 400;">, que continua semeando mesmo depois do mais literal dos apocalipses. Os protagonistas, aprisionados em seus corpos adolescentes e impossibilitados de amadurecer, voltam a experienciar, depois de muito tempo, uma vida normal. Rei Ayanami, em especial, tem um contato virginal com o convívio em comunidade, se conectando com aqueles ao seu redor através das mais simples tarefas e, desse modo, moldando sua individualidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No cerne dos conflitos emocionais de </span><i><span style="font-weight: 400;">Evangelion</span></i><span style="font-weight: 400;"> está o </span><a href="https://www.pensarcontemporaneo.com/o-dilema-do-porco-espinho-de-arthur-schopenhauer/"><span style="font-weight: 400;">dilema do ouriço</span></a><span style="font-weight: 400;">: que precisa do calor de outros para sobreviver, mas que se machuca ao se aproximar demais de seus espinhos. Dizer que </span><i><span style="font-weight: 400;">Thrice Upon a Time </span></i><span style="font-weight: 400;">resolve esse impasse talvez seja muito ousado, entretanto, ao menos, dá o primeiro passo. Apesar do início comedido, a ação frenética e abstrativa já conhecida pelos fãs alcança seu auge visual na segunda metade. Por meio de uma </span><a href="https://sakugabrasil.com/tudo-sobre-a-curiosa-producao-de-evangelion-3-01-0-thrice-upon-a-time-parte-1/"><span style="font-weight: 400;">animação estonteante</span></a><span style="font-weight: 400;">, que leva as técnicas tradicionais para outro patamar, é traduzido com fascínio o processo de morte e renascimento, literal e figurado, que os personagens vivenciam. Ao término dessa metamorfose visceral, Shinji entra em harmonia com suas feridas, assume suas virtudes, encontra a prometida esperança e, finalmente, se torna capaz de crescer. </span><i><span style="font-weight: 400;">Evangelion: 3.0+1.01</span></i> <span style="font-weight: 400;">alcança a utopia depois de 26 anos, e é um privilégio poder presenciá-la. </span><b>&#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Rei aprendendo a plantar junto as outras mulheres da vila; o momento em que Asuka tira o seu tapa-olho; e a última conversa entre Gendoh e Shinji.</span></p>
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<figure id="attachment_26644" aria-describedby="caption-attachment-26644" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26644" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/flee-raquel.jpg" alt="Cena do filme Flee. A imagem é uma ilustração e mostra um casal se beijando numa cozinha. O primeiro é Kasper, que está à esquerda, usa óculos e veste uma blusa azul. O segundo homem é Amin, que está à direita, tem barba, veste uma blusa vinho e segura Kasper com o braço esquerdo." width="1200" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/flee-raquel.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/flee-raquel-800x333.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/flee-raquel-1024x427.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/flee-raquel-768x320.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26644" class="wp-caption-text">Filme de longa-metragem, documental e animado que não perde o fio de sua história delicada em momento algum durante 120 minutos, está bom pra você? (Foto: NEON)</figcaption></figure>
<p><b>Flee (Flugt)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada vez mais, as possibilidades inventivas dos documentários atraem o grande público. Com </span><a href="https://personaunesp.com.br/flee-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Flee</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> não foi diferente. Muito bem fundamentado como uma produção documental, o filme de </span><a href="https://variety.com/2022/awards/awards/flee-oscars-jonas-poher-rasmussen-1235161557/"><span style="font-weight: 400;">Jonas Poher Rasmussen</span></a><span style="font-weight: 400;"> ainda se beneficia da beleza narrativa da </span><a href="https://www.cineset.com.br/critica-flee-jonas-poher-rasmussen/"><span style="font-weight: 400;">animação</span></a><span style="font-weight: 400;"> para criar um longa-metragem completamente singular, que dedica seus 120 minutos de história ao desenvolver retratos de migração forçada e reflexões sobre vida e liberdade à margem da sociedade. Combinando a maestria de sua execução com a importância de seus temas, o filme é um ambiente de contrastes, estéticos e narrativos, que oscilam entre uma revelação ora dolorosamente próxima, ora deliciosamente harmônica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, não é difícil entender porque </span><i><span style="font-weight: 400;">Flee</span></i><span style="font-weight: 400;"> se garantiu nos principais festivais e premiações de Cinema pelo mundo. O percurso, iniciado em </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundance</span></i><span style="font-weight: 400;">, com passagens de exibição por Cannes e Toronto e com indicações no </span><i><span style="font-weight: 400;">BAFTA</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Critics Choice Awards</span></i><span style="font-weight: 400;"> e </span><i><span style="font-weight: 400;">PGA</span></i><span style="font-weight: 400;">, termina com todo o louvor que merece no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar-2022/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">. Lá como a primeira animação na briga pela “</span><a href="https://www.omelete.com.br/oscar/flee-oscar-indicacoes"><span style="font-weight: 400;">tríplice coroa</span></a><span style="font-weight: 400;">” da Academia, a produção independente da Dinamarca é considerada para as brilhantes categorias de Melhor Documentário, Melhor Filme Internacional e Melhor Animação e nem precisou garantir vitória para fazer história. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">os momentos de Amin quando criança; e o desabafo do personagem no final do filme. </span></p>
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<figure id="attachment_26335" aria-describedby="caption-attachment-26335" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26335" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/friends-manchete-800x428.png" alt="Cena do filme Friends: The Reunion. A imagem mostra os 6 atores sentados na sala do apartamento que fazia parte da série. À esquerda estão sentados em um sofá branco Matt LeBlanc, Lisa Kudrow, Jennifer Aniston e Courteney Cox. Ao lado de Courtney, David Schwimmer está sentado em uma cadeira amarela, e à sua direita, Matthew Perry está em uma poltrona bege." width="800" height="428" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/friends-manchete-800x428.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/friends-manchete-768x411.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/friends-manchete.png 1000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26335" class="wp-caption-text">Mesmo sendo um especial, o formato geral de Friends: The Reunion permite que o coloquemos na lista de Melhores Filmes de 2021 (Foto: HBO)</figcaption></figure>
<p><b>Friends: The Reunion</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quase 20 anos depois do fim de </span><i><span style="font-weight: 400;">Friends</span></i><span style="font-weight: 400;">, não havia presente melhor a ser dado para </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xB60P7ybtP8"><span style="font-weight: 400;">todas as pessoas</span></a><span style="font-weight: 400;"> que tiveram suas vidas mudadas pela série do que ver Matt LeBlanc, Lisa Kudrow, Jennifer Aniston, Courteney Cox, David Schwimmer e Matthew Perry juntos novamente, dentro da sala do apartamento 20. O especial </span><a href="https://personaunesp.com.br/friends-the-reunion-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Aquele com a The Reunion de Friends</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> foi um dos lançamentos mais incríveis de 2021, uma dose saborosa de amor e saudade sobre a amizade sincera que transcende roteiros. Dotada de naturalidade e espontaneidade, a conexão dos atores após duas décadas arrancou lágrimas &#8211; inclusive deles mesmos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os momentos gloriosos do especial foram justamente aqueles em que o grupo se encontrava sozinho, fazendo piadas uns com os outros, compartilhando memórias especiais da época em que filmavam a </span><i><span style="font-weight: 400;">sitcom</span></i><span style="font-weight: 400;">. Afinal de contas, a </span><a href="https://glamurama.uol.com.br/instagram/10-curiosidades-reveladas-no-friends-the-reunion-desde-crushes-da-vida-real-ate-imprevistos-no-set-que-adiantamos-por-aqui/"><span style="font-weight: 400;">intimidade entre um grupo de amigos</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o que conquistou uma legião ao longo do tempo, e descobrir onde Courteney escondia papéis com suas falas pelo </span><i><span style="font-weight: 400;">set</span></i><span style="font-weight: 400;"> deixou claro que a sensação nunca irá embora. Se relembrar é viver, a mistura entre os atores lendo cenas antigas e </span><i><span style="font-weight: 400;">flashbacks </span></i><span style="font-weight: 400;">dos momentos favoritos da série foi crucial para </span><i><span style="font-weight: 400;">Friends: The Reunion </span></i><span style="font-weight: 400;">se tornar inesquecível. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> os atores entrando no </span><i><span style="font-weight: 400;">set</span></i><span style="font-weight: 400;"> da série que foi recriado; Lisa Kudrow relendo a cena em que descobre o relacionamento de Chandler e Monica; e o </span><i><span style="font-weight: 400;">quiz </span></i><span style="font-weight: 400;">entre o elenco.</span></p>
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<figure id="attachment_26333" aria-describedby="caption-attachment-26333" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26333" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-No-Way-Home-800x450.jpg" alt="Cena do filme Homem-Aranha Sem Volta para Casa. Nela, Homem-Aranha e MJ aparecem se jogando de uma estrutura metálica de ponte. Ele veste seu traje tradicional vermelho e preto com teias desenhadas e uma aranha no centro do peito. Já ela, uma adolescente negra de cabelo comprido e cacheado, veste uma calça preta na altura da canela, uma camiseta branca de manga comprida com a figura de uma mulher medieval estampada, um casaco preto com mangas dobradas, e um all star preto de cano longo. Com os cabelos esvoaçantes, ela está visivelmente apavorada por estar saltando. Ao fundo da ponte, prédios da cidade de Nova York" width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-No-Way-Home-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-No-Way-Home-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-No-Way-Home-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-No-Way-Home-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-No-Way-Home-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-No-Way-Home.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26333" class="wp-caption-text">Atualmente, o longa é a 6ª maior bilheteria mundial, botando US$ 1,8 bilhões de dólares nos bolsos (Foto: Sony/Marvel)</figcaption></figure>
<p><b>Homem-Aranha: Sem Volta para Casa (Spider-Man: No Way Home)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo não sendo um </span><a href="http://www.cinemaepipoca.com.br/o-que-e-genero-coming-of-age/"><i><span style="font-weight: 400;">coming-of-age</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o fechamento da maltratada trilogia do Amigão da Vizinhança no solo da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um ótimo filme de amadurecimento. Aqui, Peter Parker (Tom Holland) finalmente ganha seu arco dramático no </span><i><span style="font-weight: 400;">MCU</span></i><span style="font-weight: 400;">, e tanto o Teioso como o diretor Jon Watts se consolidam no universo </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Abusando da nostalgia e da nova fórmula de vários heróis e vilões em tela que deu certo com </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-guerra-infinita-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Guerra Infinita</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Ultimato</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Homem-Aranha: Sem Volta para Casa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é uma festa de personagens do imaginário do Cabeça de Teia e uma celebração da figura mais popular e querida da Casa das Ideias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme é um exercício de </span><a href="https://marvel.fandom.com/pt-br/wiki/Retcon"><i><span style="font-weight: 400;">retcons</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">fan-services </span></i><span style="font-weight: 400;">muito consistente e que respeita toda a história do Aranha nas telonas, de forma a agradar gregos nostálgicos de Sam Raimi e os troianos órfãos de Marc Webb. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sem Volta para Casa</span></i><span style="font-weight: 400;"> foi feito sob medida para todos seus fãs e também para os críticos de Tom Holland ao abandonar a dinâmica falha de Peter Parker ser um protagonista omisso e resumido a </span><i><span style="font-weight: 400;">pet </span></i><span style="font-weight: 400;">de um herói mais estabelecido. Ele talvez seja uma das produções mais ousadas da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao abordar o peso e os sacrifícios que uma habilidade sobre-humana exige, tanto da parte dos heróis como dos vilões (que roubam a cena). O Homem-Aranha não é o herói que queremos, mas o que precisamos. E, esse filme, era o que queríamos e precisávamos. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Cenas favoritas: a</b><span style="font-weight: 400;"> sequência de Peter Parker, Tia May, Electro, Homem-Areia, Dr. Octopus e Duende Verde no apartamento do Happy; </span><i><span style="font-weight: 400;">aquela cena</span></i><span style="font-weight: 400;"> do Ned tentando achar o Peter abrindo os portais do Dr. Estranho; e o diálogo do </span><i><span style="font-weight: 400;">“com grandes poderes vem grandes responsabilidades”</span></i><span style="font-weight: 400;"> entre os três personagens no alto da escola. </span></p>
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<figure id="attachment_26441" aria-describedby="caption-attachment-26441" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26441" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Identidade-Vitor.jpg" alt="Cena do filme Identidade. A cena mostra Ruth Negga sentada no colo de Alexander Skarsgård. Ela é uma mulher negra de pele clara, tem cabelos claros e olha para ele sorrindo. Ele é um homem branco, de barba e cabelos escuros e veste terno e gravata. A foto está em preto e branco." width="1200" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Identidade-Vitor.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Identidade-Vitor-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Identidade-Vitor-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Identidade-Vitor-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26441" class="wp-caption-text">Com performances vertiginosas de Tessa Thompson, Ruth Negga, Andre Holland e Alexander Skarsgård, Identidade é um dos melhores títulos de 2021 (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Identidade (Passing)</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=W8WQGXkif_s"><span style="font-weight: 400;">Rebecca Hall</span></a><span style="font-weight: 400;"> tem emendado trabalhos exemplares, mas 2021 marcou uma virada para a atriz, que se tornou diretora com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=trwq3CNCMkU"><i><span style="font-weight: 400;">Identidade</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Adaptando o livro de Nella Larsen, a jovem cineasta escolhe marcar sua carreira contando a história de Irene (Tessa Thompson) e Clare (Ruth Negga), duas amigas negras da época do colégio que cresceram e perderam o contato. Já na vida adulta, uma desavisada Irene se depara com Clare, que se “passa” por branca em um estabelecimento da elite. O conflito nasce do choque pelo absurdo da situação, ao passo que a personagem de Thompson acaba por repensar toda sua conduta.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O resultado dessa epifania é fotografado em caixa menor e sob as lentes do preto e branco, detalhes sutis, mas sagazes, do controle criativo de Hall. Sucesso no Festival de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundance</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Identidade </span></i><span style="font-weight: 400;">foi comprado pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">e distribuído com esperanças de reconhecimento nas premiações. Por mais que tenha ficado de fora da maior delas, o longa-metragem não apenas </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rdR6oE8RgKc"><span style="font-weight: 400;">impressiona</span></a><span style="font-weight: 400;"> pela maturidade e pelo estilo de tratamento de seus variados e delicados temas, mas também recompensa o público do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;">,</span> <span style="font-weight: 400;">que já cansou de consumir a mesma porcaria toda semana. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> a dilacerante troca de olhares escondidos em cardápios; e a sequência final, quando Deus poda as asas da liberdade.</span></p>
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<figure id="attachment_26389" aria-describedby="caption-attachment-26389" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26389" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/King-Richard-Criando-Campeas-Nathalia-Tetzner.jpg" alt="Cena do filme King Richard: Criando Campeãs. Da esquerda para a direita na imagem, Richard Williams empurra um carrinho de compras com Venus Williams e as bolas verdes de tênis dentro. Apoiada no carrinho está a jovem Serena Williams. Richard é um homem negro de cabelo e olhos escuros. Serena é uma menina negra de cabelo e olhos escuros. Venus é uma menina negra de cabelo e olhos escuros. O pai das meninas veste uma jaqueta branca e vermelha acompanhada de um shorts vermelho. A filha mais velha veste uma camisa de listras brancas, azuis e amarelas acompanhada de um shorts branco. Venus veste uma camisa de listras brancas e vermelhas acompanhada de um shorts azul. Na frente deles há uma rede de tênis que cobre metade da foto e, ao fundo, a cor cinza predomina." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/King-Richard-Criando-Campeas-Nathalia-Tetzner.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/King-Richard-Criando-Campeas-Nathalia-Tetzner-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/King-Richard-Criando-Campeas-Nathalia-Tetzner-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/King-Richard-Criando-Campeas-Nathalia-Tetzner-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/King-Richard-Criando-Campeas-Nathalia-Tetzner-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26389" class="wp-caption-text">Oscar Bait ou não, o longa emocionou até quem nunca sequer assistiu uma partida de tênis (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>King Richard: Criando Campeãs (King Richard)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Frutos de um plano de 78 páginas, o filme biográfico sobre Richard Williams e as carreiras de suas duas filhas, Venus e Serena, foram sucessos de suas próprias épocas. Se, nos anos 90, o Tênis precisava de duas jovens negras dispostas a fazer história, o ano de 2021 precisou de um longa dramático, motivacional e baseado em fatos reais. Muitas vezes configurado como </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar Bait</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9MRLMEMhNb0"><i><span style="font-weight: 400;">King Richard: Criando Campeãs</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">realmente garantiu indicações nas principais categorias do prêmio tão cobiçado por Hollywood, mas também se mostrou digno do apreço crítico e popular.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Protagonizado por Will Smith, o ator contou com um elenco de peso e um roteiro à altura para construir o seu personagem. Ao lado de Aunjanue Ellis, Saniyya Sidney e Demi Singleton, o relacionamento familiar em cena destacou o melhor da atuação de todos. Enquanto os escritos de Zach Baylin e a direção de Reinaldo Marcus Green trouxeram para a tela o desenvolvimento impecável da história. </span><i><span style="font-weight: 400;">King Richard: Criando Campeãs</span></i><span style="font-weight: 400;"> se originou de um plano e, assim como o seu protagonista, conseguiu executá-lo com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4wYdZi3tFJ4"><span style="font-weight: 400;">maestria</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">o momento em que Richard Williams tenta defender suas filhas do assédio; e a primeira partida profissional de Venus contra a segunda melhor tenista do mundo na época.</span></p>
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<figure id="attachment_26651" aria-describedby="caption-attachment-26651" style="width: 1170px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26651" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lamb-1.jpg" alt="Cena do filme Lamb. Na imagem, está a personagem Ada, uma bebê-ovelha. Ela está com um rosto levemente inclinado, olhando em direção à outra personagem, que não aparece na imagem. Ada usa uma coroa de flores e um casaco, que também não aparece por completo. " width="1170" height="780" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lamb-1.jpg 1170w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lamb-1-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lamb-1-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/lamb-1-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26651" class="wp-caption-text">Nem Kristen Stewart, nem Olivia Colman, sem dúvidas a maior performance de 2021 vai para a pequena Ada (Foto: A24)</figcaption></figure>
<p><b>Lamb (Dýrið)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2022/02/27/protagonizado-por-ovelha-humana-filme-lamb-flerta-com-drama-e-terror.htm"><span style="font-weight: 400;">produção de Valdimar Jóhannsson</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode causar estranheza num primeiro momento, mas, aos poucos, dá espaço para uma história peculiarmente aconchegante. Um casal islandês tem sua rotina baseada na criação de ovelhas em sua pacata fazenda. Convivendo com as dores de uma perda recente, eles são gratificados pela dádiva de um bebê-ovelha, nomeada como Ada. E isso é tudo que você precisa saber. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se os angustiantes e silenciosos minutos da obra podem sugerir uma narrativa sobre uma monstruosidade ou algo do tipo, </span><a href="https://personaunesp.com.br/lamb-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Lamb</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">consegue provar o contrário. Coproduzido pela Islândia, Suécia e Polônia, o filme transita entre diferentes gêneros, centrando-se principalmente num drama familiar. Sem a necessidade de grandes metáforas ou reviravoltas, a narrativa fascina pelo seu aspecto fantasioso, mostrando sutilmente as diferentes formas que o ser humano encontra para lidar com as adversidades quando é movido pelo amor. Vencedora do prêmio de originalidade do Festival de Cannes, a produção também havia sido a escolhida da Islândia para representar o país no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022. </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">o almoço em família; e qualquer outra cena da Ada fazendo alguma coisa. </span></p>
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<figure id="attachment_26415" aria-describedby="caption-attachment-26415" style="width: 1217px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26415" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/licorice-brunoandrade.jpg" alt="Cena do filme Licorice Pizza. Na imagem retangular colorida, os atores Alana Haim e Cooper Hoffman estão andando lado a lado pela noite. Alana é uma mulher branca, possui cabelos castanhos lisos e longos e olhos azuis, e veste uma blusa com detalhes floridos em cor amarela, roxa e vinho. Ela está com a cabeça virada para o lado esquerdo, olhando para Cooper. Ele é um jovem branco, possui cabelos ruivos e olhos castanhos, e veste uma camisa bege de mangas curtas, com detalhes em cor preta e marrom, além de utilizar uma camiseta de cor branca por baixo. Ele está com a cabeça inclinada para a direita, olhando para Alana. " width="1217" height="685" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/licorice-brunoandrade.jpg 1217w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/licorice-brunoandrade-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/licorice-brunoandrade-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/licorice-brunoandrade-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/licorice-brunoandrade-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26415" class="wp-caption-text">Favorito ao Oscar de Melhor Roteiro Original, Licorice Pizza aposta na nostalgia para contar uma história de amor (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Licorice Pizza</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É difícil encontrar um filme ruim na carreira cinematográfica de </span><a href="https://veja.abril.com.br/coluna/isabela-boscov/indicado-ao-oscar-paul-thomas-anderson-faz-filme-terno-e-pessoal/"><span style="font-weight: 400;">Paul Thomas Anderson</span></a><span style="font-weight: 400;"> (PTA). Ele é um desses diretores que conseguem manter um nível alto de execução e idealização, deixando sua marca em todos os longas. Seja nas adaptações de livro – como </span><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/detalhe.php?codigo=12873"><i><span style="font-weight: 400;">Vício Inerente</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2014) e </span><i><span style="font-weight: 400;">Sangue Negro </span></i><span style="font-weight: 400;">(2007) –, seja nos excelentes roteiros originais – </span><i><span style="font-weight: 400;">Boogie Nights </span></i><span style="font-weight: 400;">(1997), </span><i><span style="font-weight: 400;">Magnólia </span></i><span style="font-weight: 400;">(1999) e </span><a href="https://personaunesp.com.br/trama-fantasma-graca-desconfortavel-de-paul-thomas-anderson/"><i><span style="font-weight: 400;">Trama Fantasma</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">(2017). Em </span><a href="https://ims.com.br/blog-do-cinema/licorice-pizza-por-jose-geraldo-couto/"><i><span style="font-weight: 400;">Licorice Pizza</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Anderson dá segmento a essa última característica, e cria uma história fantástica sobre as dificuldades de amadurecer e amar em tempos de crise (no filme, a Crise do Petróleo de 1973).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A bem da verdade, o diretor subverte o gênero das comédias românticas em </span><i><span style="font-weight: 400;">Licorice Pizza</span></i><span style="font-weight: 400;">, e cria uma trama que dá protagonismo a Alana Kane (</span><a href="https://pitchfork.com/news/haim-share-video-for-new-song-lost-track-watch/"><span style="font-weight: 400;">Alana Haim</span></a><span style="font-weight: 400;">) ao invés de Gary Valentine (Cooper Hoffman), o jovem rapaz de 15 anos apaixonado pela mulher de 25. É sobre amadurecimento, sim, mas à moda de PTA: os dois personagens se inserem na venda de colchões d’água, entram em campanhas políticas e o garoto chega a ir preso por alguns minutos. É uma história de amor à moda antiga, na qual os personagens movimentam-se junto a História social, completamente perdidos nas ebulições culturais dos anos 1970. Ao manter o relacionamento de Gary e Alana no campo do amor platônico, o diretor reveste </span><i><span style="font-weight: 400;">Licorice Pizza </span></i><span style="font-weight: 400;">de uma aura nostálgica, criando um belo tratado sobre os amores possíveis. </span><b>&#8211; Bruno Andrade</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a cena inicial, quando Gary Valentine (Cooper Hoffman) começa a conversar com Alana Kane (Alana Haim); o momento em que eles abrem o negócio de colchões d’água; e a cena final. </span></p>
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<figure id="attachment_26384" aria-describedby="caption-attachment-26384" style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26384" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Liga-da-Justica-de-Zack-Snyder-Nathalia-Tetzner.jpg" alt="Cena do filme Liga da Justiça de Zack Snyder. Da esquerda para a direita da imagem, as silhuetas dos super-heróis Aquaman, Mulher-Maravilha, Super-Homem, Batman, Flash e Ciborgue. Aquaman carrega um tridente. Mulher-Maravilha carrega uma espada e um escudo. Super-Homem e Batman usam capas longas. Flash e Ciborgue vestem armaduras. Ao fundo da imagem, uma aeronave futurística e uma cidade devastada. A fotografia é inteiramente composta de cores nos tons marrom e branco" width="1500" height="844" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Liga-da-Justica-de-Zack-Snyder-Nathalia-Tetzner.jpg 1500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Liga-da-Justica-de-Zack-Snyder-Nathalia-Tetzner-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Liga-da-Justica-de-Zack-Snyder-Nathalia-Tetzner-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Liga-da-Justica-de-Zack-Snyder-Nathalia-Tetzner-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Liga-da-Justica-de-Zack-Snyder-Nathalia-Tetzner-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26384" class="wp-caption-text">As quatro horas de filmagem em 4:3 foram o suficiente para destacar o longa entre os infinitos filmes de super-heróis (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Liga da Justiça de Zack Snyder (Zack Snyder’s Justice League)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Injustiçado, Zack Snyder finalmente conseguiu dar vida ao seu espetáculo sobre os super-heróis mais clássicos da </span><i><span style="font-weight: 400;">DC Comics</span></i><span style="font-weight: 400;">, no ano de 2021. A </span><a href="https://personaunesp.com.br/liga-da-justica-de-zack-snyder-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Liga da Justiça de Zack Snyder</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> reuniu na tela do </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming HBO Max </span></i><span style="font-weight: 400;">o melhor dos dois mundos: uma cinematografia madura e um enredo recheado de </span><i><span style="font-weight: 400;">fan service </span></i><span style="font-weight: 400;">para os leitores de quadrinhos que amam a nostalgia. Se, na versão de 2017, Joss Whedon falhou miseravelmente ao subtrair a profundidade do universo em busca de replicar uma fórmula fajuta de sucesso comercial, Snyder encarou uma indústria cada vez mais superficial, com uma obra de quatro horas filmada em 4:3.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O rastro de desastre deixado por Whedon incluiu </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/03/02/ray-fisher-volta-a-relatar-racismo-no-set-de-liga-da-justica.htm"><span style="font-weight: 400;">acusações de racismo</span></a><span style="font-weight: 400;"> pelo ator Ray Fisher, responsável por interpretar o Ciborgue, e </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/noticia/joss-whedon-abusivo-obrigou-duble-fazer-cena-de-flash-nos-seios-de-mulher-maravilha-depois-de-recusa-de-gal-gadot/"><span style="font-weight: 400;">rumores de assédio</span></a><span style="font-weight: 400;"> com uma dublê da Mulher-Maravilha. Não à toa, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Liga da Justiça de Zack Snyder</span></i><span style="font-weight: 400;"> compilou diversas cenas de Victor Stone que foram descartadas do primeiro filme e também não sexualizou a guerreira amazona como no longa passado. Fazendo justiça dentro e fora da narrativa, a edição estendida prometeu e entregou tudo o que os participantes do movimento </span><i><span style="font-weight: 400;">Release The Snyder Cut </span></i><span style="font-weight: 400;">esperavam. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a cena completa e não-sexualizada do momento em que a Mulher-Maravilha luta contra um ataque terrorista no museu; e a introdução do Flash e os seus poderes em um </span><i><span style="font-weight: 400;">pet shop</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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<figure id="attachment_26403" aria-describedby="caption-attachment-26403" style="width: 1960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26403" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Luca-Enrico-Souto.webp" alt="Cena do filme em animação Luca, da Pixar Animation Studios. Imagem retangular e colorida. Nela, vemos dois garotos em cima de uma moto improvisada, montada com objetos velhos e enferrujados. Eles estão no ar, como se tivessem sido lançados para cima, e encaram, espantados, uma das gaivotas de um bando que voa na altura em que estão. O primeiro, que pilota a moto, é Alberto, um garoto pardo, de 14 anos, com cabelos encaracolados claros e olhos verdes. Ele veste uma regata amarela, uma bermuda marrom e, nos pés, está descalço. Enquanto olha para a gaivota, sua boca fica aberta e suas duas mãos seguram o guidão da moto. Atrás dele, está Luca, um garoto branco, de bochechas rosadas, cabelos lisos e olhos da cor castanha. Ele veste uma camisa xadrez azul-clara, uma bermuda azul-escura e, assim como Alberto, está descalço. Enquanto também encara a gaivota, sua boca fica entreaberta, e ele se segura em Alberto pelo torso. O fundo é um céu limpo e ensolarado." width="1960" height="1103" /><figcaption id="caption-attachment-26403" class="wp-caption-text">Criando uma ambientação cartunesca e ensolarada, saída diretamente da Riviera Italiana, Luca apaixonou o público e carimbou seu lugar no Oscar em Melhor Animação, junto a outros dois filmes da Disney, reafirmando a hegemonia da empresa na categoria (Foto: Pixar Animation Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Luca</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de qualquer coisa, é importante ressaltar: sim, </span><a href="https://personaunesp.com.br/luca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, da </span><i><span style="font-weight: 400;">Pixar</span></i><span style="font-weight: 400;">, é um filme </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=zHw7gdV7xF8"><span style="font-weight: 400;">muito gay</span></a><span style="font-weight: 400;">. Indícios disso estão nas notáveis referências de </span><i><span style="font-weight: 400;">A Pequena Sereia</span></i><span style="font-weight: 400;"> – que </span><a href="https://www.out.com/film/2020/8/07/gay-disney-genius-behind-little-mermaid-and-more-gets-documentary"><span style="font-weight: 400;">também</span></a><span style="font-weight: 400;"> é muito gay –, nos paralelos temáticos e estéticos com </span><a href="https://www.theringer.com/movies/2021/6/18/22539045/luca-pixar-call-me-by-your-name-similarities"><i><span style="font-weight: 400;">Call Me by Your Name</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e até na própria relação entre os protagonistas Luca e Alberto (Jacob Tremblay e </span><a href="https://observatoriodocinema.uol.com.br/famosos/2021/07/ator-de-luca-e-it-a-coisa-revela-ser-bissexual"><span style="font-weight: 400;">Jack Dylan Grazer</span></a><span style="font-weight: 400;">), que é claramente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Y4scAsRpBFU"><span style="font-weight: 400;">codificada</span></a><span style="font-weight: 400;"> como um romance – o que sequer seria uma questão, caso fossem de gêneros opostos. Nesse sentido, o que o diretor, </span><a href="https://www.out.com/film/2021/6/22/luca-director-says-film-about-pre-romance-time-boys-lives"><span style="font-weight: 400;">Enrico Casarosa</span></a><span style="font-weight: 400;">, tem a dizer </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-babadook-critica/"><span style="font-weight: 400;">não faz diferença</span></a><span style="font-weight: 400;">, porque todos os outros elementos do longa apontam para o </span><a href="https://www.hypeness.com.br/2021/08/o-que-significa-queerbaiting-e-alguns-exemplos-para-reflexao/"><span style="font-weight: 400;">lado inverso</span></a><span style="font-weight: 400;">. Independente de suas intenções, o cineasta se apropria de signos específicos para compor sua narrativa, e esses signos carregam significados, quer queira ou não. O Cinema tem contado as </span><a href="https://www.instagram.com/p/CVbkqnqNa0s/"><span style="font-weight: 400;">histórias</span></a><span style="font-weight: 400;"> de pessoas </span><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i> <a href="https://www.youtube.com/watch?v=nxLrH5ydSMM"><span style="font-weight: 400;">através de alegorias</span></a><span style="font-weight: 400;"> desde seu princípio, e o mínimo que Casarosa deveria fazer é ter coragem para </span><a href="https://www.insider.com/luca-director-talked-about-leads-gay-pixar-2022-1"><span style="font-weight: 400;">assumir esse fardo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sobre a trama, acompanhamos dois monstros marinhos (Rodrigo Cagiano e Pedro Miranda no Brasil): Luca, que tem o sonho de conhecer a superfície, mas é impedido pelo medo e por seus pais conservadores; e o </span><a href="https://tvtropes.org/pmwiki/pmwiki.php/Main/ManicPixieDreamGirl"><span style="font-weight: 400;">atrevido</span></a><span style="font-weight: 400;"> Alberto, que balança esse </span><i><span style="font-weight: 400;">status quo</span></i><span style="font-weight: 400;"> ao cativar Luca e o convencer a fugir de casa, para que vivam aventuras juntos. Porém, ao chegarem até terra firme, se deparam com um ambiente hostil e violento contra sua espécie e, por isso, precisam se passar por humanos. Indo além do </span><a href="https://viagemegastronomia.cnnbrasil.com.br/cultura/encanto-conheca-colombia-que-inspirou-animacao-da-disney/"><span style="font-weight: 400;">realismo mágico</span></a><span style="font-weight: 400;"> ao se inspirar no </span><a href="https://personaunesp.com.br/a-viagem-de-chihiro-20-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Studio Ghibli</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a animação é repleta de subtexto sobre autodescoberta e preconceito, retratando relações humanas com franqueza, ao mesmo tempo que encontra sua veracidade na pureza da infância. Ao seu fim, </span><i><span style="font-weight: 400;">Luca</span></i><span style="font-weight: 400;"> prova-se único não porque questiona o </span><a href="https://personaunesp.com.br/soul-critica/"><span style="font-weight: 400;">sentido divino da vida</span></a><span style="font-weight: 400;">, mas porque, pelo contrário, entende que são nas histórias mais palpáveis que conseguimos formar os vínculos mais intensos.</span><b> &#8211; Enrico Souto</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">cena em que Luca e Alberto finalmente conseguem descer da ladeira com a Vespa improvisada; a revelação de Alberto para Giulia; e a despedida no trem.</span></p>
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<figure id="attachment_26652" aria-describedby="caption-attachment-26652" style="width: 1313px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26652" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/madresparalelas.webp" alt="Cena do filme Mães Paralelas. Na imagem, as personagens Janis, interpretada por Penélope Cruz, e Ana, interpretada por Milena Smit, estão em uma cozinha, atrás de uma bancada com utensílios e um fogão. À esquerda, está Ana, com as mãos apoiadas na bancada e olhando em direção à Janis. Ana é uma mulher branca, de cabelos loiros e curtos; ela veste uma blusa vinho de mangas compridas e uma calça escura. À direita, está Janis, com o olhar voltado para Ana. Janis é uma mulher branca, de cabelos castanhos claros na altura dos ombros; ela veste uma blusa branca com o escrito “We should all be feminists” em letra preta e o que parece ser um avental colorido em sua cintura. " width="1313" height="876" /><figcaption id="caption-attachment-26652" class="wp-caption-text">O filme concorre em duas categorias no Oscar 2022: Melhor Atriz, para Penélope Cruz, e Melhor Trilha Sonora Original, para Alberto Iglesias (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Mães Paralelas (Madres Paralelas)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por mais que o título aparente, a nova produção de Almodóvar não é um filme sobre maternidade. Ou, pelo menos, não apenas sobre isso. Centrando-se na espontânea relação originada a partir do encontro de duas mães, Janis (Penélope Cruz) e Ana (Milena Smit), que dão à luz a suas filhas no mesmo dia, o diretor espanhol prova mais uma vez a potência da sua </span><a href="https://personaunesp.com.br/dor-e-gloria-critica/"><span style="font-weight: 400;">forma de fazer Cinema</span></a><span style="font-weight: 400;">. No pano de fundo, a protagonista também trava uma batalha para tentar recuperar os restos mortais de seu bisavô, morto pelo </span><a href="https://brasilescola.uol.com.br/historiag/franquismo.htm"><span style="font-weight: 400;">Franquismo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De conflitos e complexidades maternas já temos </span><a href="https://mulhernocinema.com/noticias/a-filha-perdida-e-o-grande-ganhador-do-spirit-awards-oscar-do-cinema-independente/"><i><span style="font-weight: 400;">A Filha Perdida</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Maggie Gyllenhaal</span></a><span style="font-weight: 400;">, logo, é nas miúdas entrelinhas que a força da narrativa de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=50cJUKw9RU8"><i><span style="font-weight: 400;">Mães Paralelas</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">se constrói. Com reviravoltas que poderiam superficialmente gerar um conflito entre as personagens principais, Almodóvar consegue facilmente conduzir a produção para a maneira como o fio da vida de Janis e Ana se conecta historicamente, junto ao de outros espanhóis. E é nessa sutileza que entrega uma das maiores obras de 2021. </span><b>&#8211; Vitória Silva</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Janis contando sobre as mulheres de sua família para Ana; o reencontro entre as duas personagens; e a cena final do filme. </span></p>
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<figure id="attachment_26399" aria-describedby="caption-attachment-26399" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26399" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/maligno-gabriel-arruda.jpg" alt="Cena do filme Maligno. Madison (Annabelle Wallis) está deitada verticalmente em uma cama, de olhos arregalados, olhando na direção da câmera, banhada por luz vermelha. Madison é uma mulher caucasiana e magra, de cabelos longos, escuros e lisos. Atrás dela, uma sombra começa a se erguer, da esquerda para a direita, se assomando sobre ela. Atrás desse vulto, um fundo azul distorcido." width="1920" height="1280" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/maligno-gabriel-arruda.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/maligno-gabriel-arruda-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/maligno-gabriel-arruda-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/maligno-gabriel-arruda-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/maligno-gabriel-arruda-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/maligno-gabriel-arruda-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26399" class="wp-caption-text">Afinal, para onde nossa mente vai quando adormecemos? (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Maligno (Malignant)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Existem diversos momentos em </span><a href="https://personaunesp.com.br/maligno-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Maligno</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o novo filme de James Wan, em que você se pega pensando que aquilo não pode ser real. Seja num diálogo em que uma informação normal é entregue com toda a gravidade de um </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i><span style="font-weight: 400;"> ou quando o </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i><span style="font-weight: 400;"> de fato se revela e é diferente de tudo que você pudesse ter imaginado até então. Há um verdadeiro senso de surrealismo no longa que, junto de sua trama doida, nos deixa em estado semidesperto constante, no qual as barreiras entre o factual e o imaginário se diluem e, de repente, tudo é possível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais do que apenas uma homenagem ao gênero de Terror, </span><a href="http://sentaai.com/o-que-e-esse-tal-de-giallo/"><i><span style="font-weight: 400;">giallos</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><a href="https://cinemascope.com.br/colunas/especial-terror-slasher-que-terror-e-esse/"><i><span style="font-weight: 400;">slashers</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">Maligno </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma celebração do Cinema em si, e de sua habilidade de nos transpor para outros espaços com um mero corte e de nos fazer sonhar junto de seus personagens. O longa transborda personalidade e estilo em cada </span><i><span style="font-weight: 400;">frame</span></i><span style="font-weight: 400;">, desde seu </span><i><span style="font-weight: 400;">cover</span></i><span style="font-weight: 400;"> sombrio de </span><a href="https://open.spotify.com/track/1UVrXrYSie4wrHCtLQRisM?si=59202cafeb2b4858"><i><span style="font-weight: 400;">Where Is My Mind?</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> até a excelente colorização acentuada de várias cenas. A estética se torna substância na trama demente e divertida de um assassino perturbador e a única mulher capaz de prever psíquicamente seus crimes.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">o prólogo no sanatório na colina; a fita VHS que expõe o </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i><span style="font-weight: 400;">; e, basicamente, todo o terceiro ato.</span></p>
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<figure id="attachment_26334" aria-describedby="caption-attachment-26334" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26334" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/marighella-manchete-800x427.jpg" alt="Cena do filme Marighella. A imagem mostra um homem negro no canto direito segurando o filho no colo. Ele tem a cabeça levemente baixa, seus cabelos e bigode são pretos e usa uma camisa azul clara. A criança é negra, veste camisa bege, está com os braços envolta do pescoço do pai e a cabeça virada encarando o outro lado da imagem. No fundo, um grupo de militares está desfocado, marchando pela rua." width="800" height="427" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/marighella-manchete-800x427.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/marighella-manchete-1024x546.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/marighella-manchete-768x410.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/marighella-manchete.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26334" class="wp-caption-text">A participação de Maria Marighella, neta de Carlos, interpretando a própria avó no filme, exemplificou a história de luta que transcende gerações (Foto: O2 Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Marighella</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desesperador, angustiante e de arrancar um grito agoniado da garganta, essa é a definição do filme de Wagner Moura, que foi sua estreia na direção. </span><a href="https://www.uol.com.br/splash/noticias/2021/11/14/wagner-moura-sobre-atraso-para-lancar-marighella-eu-chamo-de-censura.htm"><span style="font-weight: 400;">Censurado</span></a><span style="font-weight: 400;"> por longos dois anos pelo governo Bolsonaro, </span><a href="https://personaunesp.com.br/marighella-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Marighella</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foi uma das, senão a melhor, estreia de 2021, deixando um gosto misto de terror e esperança, tal qual a mensagem de Carlos Marighella na história. Usando como base o livro de Mário Magalhães, o longa sobrepôs o </span><a href="https://traduagindo.com/2021/05/08/entrevista-com-carlos-marighella/"><span style="font-weight: 400;">Guerrilheiro que Incendiou o Mundo</span></a><span style="font-weight: 400;"> para desmentir as invenções da Ditadura Militar que o assassinou a tiros em 1969. Da mesma forma, contrária à vilania criada por um regime sujo, descobrimos um ser humano por completo, dotado de amor pelas pessoas a sua volta, demonstrando coletividade e companheirismo, e, principalmente, o que é ser brasileiro de fato. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra não só resgatou </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/noticia/2021/11/marighella-os-personagens-e-momentos-historicos-retratados-no-filme.html"><span style="font-weight: 400;">a memória</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Guerrilheiro e dos militantes, como também fez o papel de devolver o significado de amar o próprio país &#8211; uma identidade que está do lado oposto ao que a galera pró-governo defende quando veste a </span><a href="https://istoe.com.br/a-camisa-da-selecao-esta-manchada-e-representa-o-partido-de-bolsonaro/"><span style="font-weight: 400;">camisa da Seleção de Futebol do Brasil</span></a><span style="font-weight: 400;">. Feito um soco no estômago, a violência do filme de Moura fica mais nauseante quando notamos que suas podres figuras estão presentes fora da tela, dando outro nome à tortura, sufocando a democracia, e roubando o significado do fazer parte do povo. Mais do que isso, </span><i><span style="font-weight: 400;">Marighella </span></i><span style="font-weight: 400;">aflora a vergonha e culpa pelo esquecimento de quem lutou pelo país, junto de uma poderosa vontade em resgatar o orgulho de ser patriota. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Marighella banhando o filho Carlinhos no mar; tortura de Jorge nos porões da Ditadura; e o pós-créditos em que o grupo militante canta o hino nacional. </span></p>
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<figure id="attachment_26442" aria-describedby="caption-attachment-26442" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26442" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Mass-Vitor.jpg" alt="Cena do filme Mass. A cena mostra quatro pessoas reunidas em um círculo, de mãos dadas e olhando para lugares diferentes. Atrás deles, vemos uma janela iluminada pelo sol e ao lado deles vemos um abajur branco e verde." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Mass-Vitor.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Mass-Vitor-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Mass-Vitor-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Mass-Vitor-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Mass-Vitor-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26442" class="wp-caption-text">Sucesso de público no Festival de Sundance, Mass foi prejudicado pela falta de verba de sua distribuidora, falhando em ser reconhecido no Oscar 2022 (Foto: Bleecker Street)</figcaption></figure>
<p><b>Mass</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em uma sala nos fundos de uma igreja, quatro pessoas se encontram para conversar. Dois casais atormentados pelo luto sentam-se frente a frente, com lágrimas nos olhos e gargantas arranhando. Acontece que isso se trata de um exercício recorrente na vida deles: desde que um tiroteio tomou parte na escola de seus filhos, levando a vida de ambos, os adultos precisam se ver. Brutal e honesto, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=oU56Ns1nXsE"><i><span style="font-weight: 400;">Mass</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se vende pela força do melhor elenco de 2021, aliado ao texto mais candido.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O diretor Fran Kranz (conhecido por atuar como o arquétipo maconheiro em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=dIaf59u7OpQ"><i><span style="font-weight: 400;">O Segredo da Cabana</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) tem em sua posse um um cenário arejado, uma mesa de centro e quatro dos melhores atores da atualidade para baterem bola. Se Reeb Birney internaliza e foge de confrontos, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=08egf-GC8q8"><span style="font-weight: 400;">Jason Isaacs</span></a><span style="font-weight: 400;"> mantém as íris umedecidas por duas horas. Martha Plimpton vocifera em silêncio, e a majestosa </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=1voOGZUxNYw"><span style="font-weight: 400;">Ann Dowd</span></a><span style="font-weight: 400;"> transforma linhas em um página no mais resplandecente ouro. No fim, o Cinema não precisa de nada além disso. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">o momento em que descobrimos quem é pai de quem; e o brutal monólogo de Ann Dowd, rasgando o peito e implorando por uma violência que nunca aconteceu.</span></p>
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<figure id="attachment_26376" aria-describedby="caption-attachment-26376" style="width: 696px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26376" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Matrix-Resurrections-Ayra-Mori.jpg" alt="Cena do filme Matrix Resurrections. A cena mostra Trinity e Neo se encarando. Ambos os rostos estão em perfil, contra a luz do Sol. Trinity, interpretada por Carrie-Anne Moss, é uma mulher adulta branca de cabelo curto estilo joãozinho preto. Neo, interpretado por Keanu Reeves, é um homem adulto branco de cabelo comprido preto. Há um contraste entre a iluminação natural clara do fundo com a iluminação escura de ambos os rostos. Esse contraste torna não identificável os detalhes do rosto de cada um. A fotografia é alaranjada. O fundo é a linha do horizonte de uma cidade, com arranha-céus e um céu limpo alaranjado iluminado pelo Sol." width="696" height="289" /><figcaption id="caption-attachment-26376" class="wp-caption-text">Depois de 18 anos, Matrix retorna enterrando o seu passado para ressuscitar os velhos amores (Foto: HBO Max)</figcaption></figure>
<p><b>Matrix Resurrections (The Matrix Resurrections)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1999, as </span><a href="http://jornalismojunior.com.br/nao-conhece-o-nome-wachowski-tudo-sobre-lana-e-lilly-as-irmas-que-arrebentam-em-hollywood/"><span style="font-weight: 400;">Irmãs Wachowski</span></a><span style="font-weight: 400;"> revolucionaram o gênero da ficção científica com o primeiro filme da trilogia </span><i><span style="font-weight: 400;">Matrix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Filtros verdes, </span><i><span style="font-weight: 400;">kung-fu</span></i><span style="font-weight: 400;">, </span><i><span style="font-weight: 400;">looks </span></i><span style="font-weight: 400;">góticos regados de </span><i><span style="font-weight: 400;">látex </span></i><span style="font-weight: 400;">e óculos escuros tornaram-se sinônimos imediatos do universo distópico criado pela dupla. Contudo, após 18 anos do lançamento do terceiro capítulo da franquia, retorna somente Lana Wachowski, </span><a href="https://www.esqueletosnoarmario.com/post/com-licen%C3%A7a-senhor-nerd-mas-a-matrix-tamb%C3%A9m-%C3%A9-nossa"><span style="font-weight: 400;">negando</span></a><span style="font-weight: 400;"> todo conforto da nostalgia de seus antecessores. Com carinho, </span><a href="https://youtu.be/aHmDi6CUQ3M"><i><span style="font-weight: 400;">Resurrections</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> recorda o que passou, mas cresce, a partir dele, sozinho. Desta vez, não nos é estendida nenhuma pílula, porque a binariedade delas já não é mais suficiente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Principalmente em tempos de robotização dos </span><a href="https://personaunesp.com.br/what-if-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">blockbusters</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, Lana Wachowski se recusa a percorrer os passos coreografados pelo sistema da Matrix, de Zion ou, mesmo, de Hollywood. Lutar, agora, não faz mais sentido para Neo e Trinity. Caem-se as armas, caem-se as bombas. O poder é, por mais brega que seja, do amor. O amor fortalece ambos, os liberta e impede que seus corpos caiam do céu. </span><i><span style="font-weight: 400;">Matrix Resurrections</span></i><span style="font-weight: 400;"> se permite enterrar os nomes que deixou para trás, em paz, com um par de mãos dadas que dá a chance do amor vencer, pelo menos uma vez. No fim, </span><a href="https://revistagalileu.globo.com/Cultura/Cinema/noticia/2021/12/como-o-luto-das-irmas-wachowski-influenciou-matrix-resurrections.html"><i><span style="font-weight: 400;">o amor é a gênese de tudo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e isso é lindo demais. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Trinity enxergando pela primeira vez a codificação do céu; Neo e Trinity dando as mãos; e Trinity metendo o pau no Neil Patrick Harris.</span></p>
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<figure id="attachment_26443" aria-describedby="caption-attachment-26443" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26443" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Medusa-Vitor.jpg" alt="Cena do filme Medusa. A cena mostra duas mulheres escondidas em meio a uma floresta. Uma delas é branca e loira, enquanto a outra é negra e tem cabelos pretos. As duas têm expressões assustadas, e se abraçam." width="2000" height="1331" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Medusa-Vitor.jpg 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Medusa-Vitor-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Medusa-Vitor-1024x681.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Medusa-Vitor-768x511.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Medusa-Vitor-1536x1022.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Medusa-Vitor-1200x799.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26443" class="wp-caption-text">Com passaporte carimbado em Cannes e Toronto, o novo filme de Anita Rocha da Silveira é tão potente que paralisa (Foto: Bananeira Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Medusa</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continuando suas investidas no Cinema de horror, a diretora Anita Rocha da Silveira realiza em </span><a href="https://personaunesp.com.br/medusa-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Medusa</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> um estudo sensível da religião e do cerceamento da liberdade de seus seguidores. Sob os olhos de Mariana (Mari Oliveira), o filme acompanha uma pequena cidade do interior, atravessada por ondas de violência e perseguição a mulheres tidas como “impuras”. Sem se acanhar, o texto enfia a mão em feridas ainda abertas do Brasil extremista de hoje, debatendo desde corrupção até os efeitos nocivos das mídias sociais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Depois de impressionar no Festival de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cannes</span></i><span style="font-weight: 400;">, Silveira levou o filme a </span><i><span style="font-weight: 400;">Toronto </span></i><span style="font-weight: 400;">e, enfim, chegou aqui pela seleção da 45ª Mostra de SP. Além de conferir com exclusividade o trabalho, o Persona ainda teve a oportunidade de </span><a href="https://personaunesp.com.br/entrevista-anita-rocha-da-silveira/"><span style="font-weight: 400;">bater um papo com a cineasta carioca</span></a><span style="font-weight: 400;">, descobrindo suas inspirações por trás da estilosa fotografia e do extravagante </span><i><span style="font-weight: 400;">design </span></i><span style="font-weight: 400;">de produção. Nada é por acaso, e quando as mulheres gritam pela liberdade ao fim da jornada, o espectador não tem outra opção senão a de se unir ao coro. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> a primeira exploração da clínica; e a dança que acaba em dormência.</span></p>
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<figure id="attachment_26427" aria-describedby="caption-attachment-26427" style="width: 1298px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26427" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/memoria.jpg" alt="Cena do filme Memoria. A imagem mostra uma mulher branca e um homem latino sentados à distância ao lado de uma mesa, em meio a uma área com vegetação e algumas estruturas de madeira ao fundo. " width="1298" height="702" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/memoria.jpg 1298w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/memoria-800x433.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/memoria-1024x554.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/memoria-768x415.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/memoria-1200x649.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26427" class="wp-caption-text">Memoria recebeu o Grande Prêmio do Júri no Festival de Cannes (Foto: MUBI)</figcaption></figure>
<p><b>Memoria</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sessão de </span><a href="https://personaunesp.com.br/memoria-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Memoria</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> na 45ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo foi algo um tanto indescritível. Depois de mais de duas horas em silêncio absoluto, a plateia permaneceu quieta, como se ainda não tivesse acordado de um longo transe. Diferente de tudo o que você já viu, o mais recente filme de Apichatpong Weerasethakul é uma estranha experiência imersiva e hipnótica, e que, em uma sala de cinema, te obriga a encarar a lentidão e os mais singelos detalhes de suas imagens e sons.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é à toa que a distribuidora estadunidense </span><i><span style="font-weight: 400;">NEON</span></i><span style="font-weight: 400;"> divulgou que o filme jamais será lançado em </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming </span></i><span style="font-weight: 400;">ou mídia física, e que </span><a href="https://www.indiewire.com/2021/10/memoria-apichatpong-weerasethakul-neon-nationwide-tour-release-1234669107/"><span style="font-weight: 400;">permanecerá eternamente sendo exibido nas salas de cinema</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos EUA, um local por vez. Se isso afeta o lançamento do filme adquirido pela </span><i><span style="font-weight: 400;">MUBI</span></i><span style="font-weight: 400;"> no Brasil, não sabemos, mas não é exagero dizer que no caso deste, a experiência em uma tela menor não parece algo nada atraente. </span><i><span style="font-weight: 400;">Memoria </span></i><span style="font-weight: 400;">é um longa desafiador, sublime, e que merece ser encarado em uma tela grande e no melhor sistema de som possível. Torçamos para que a </span><i><span style="font-weight: 400;">MUBI</span></i><span style="font-weight: 400;"> também o leve para as salas de cinema do Brasil.</span><b> &#8211; João Batista Signorelli</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a cena do estúdio de som; e o longo encontro da personagem de Tilda Swinton com o segundo Hernández ao final do filme.</span></p>
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<figure id="attachment_26497" aria-describedby="caption-attachment-26497" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26497" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/meupai-anajuliatrevisan.jpg" alt="Cena do filme Meu Pai. À direita temos Anthony Hopkins vestindo um roupão vermelho. Ao fundo, de forma desfocada, vemos uma estante cheia de livros e um sofá azul. Do lado esquerdo de Anthony há uma cadeira marrom e azul, um vaso azul e um abajur. Ao lado direito há mais uma cadeira azul, uma mesa de vidro com um prato redondo azul." width="1600" height="1067" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/meupai-anajuliatrevisan.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/meupai-anajuliatrevisan-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/meupai-anajuliatrevisan-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/meupai-anajuliatrevisan-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/meupai-anajuliatrevisan-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/meupai-anajuliatrevisan-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26497" class="wp-caption-text">Com The Father, Anthony Hopkins ganhou o segundo Oscar da carreira (Foto: TOBIS Film GmbH)</figcaption></figure>
<p><b>Meu Pai (The Father)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o Persona monta a lista de Melhores do Ano &#8211; seja no novo formato ou no anterior &#8211; existe uma regra básica a ser seguida: só entra para o </span><i><span style="font-weight: 400;">post </span></i><span style="font-weight: 400;">filmes lançados no ano e que não estiveram na temporada de premiação anterior. Mas, quando falamos de </span><a href="https://personaunesp.com.br/meu-pai-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Meu Pai</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, sensível produção que rendeu o </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Ator a Anthony Hopkins, há uma brecha que permite falar sobre ele agora. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Father</span></i><span style="font-weight: 400;"> estreou após o </span><a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2020/"><span style="font-weight: 400;">Melhores Filmes de 2020</span></a><span style="font-weight: 400;">, e não há como deixar de fora o gosto amargo provocado pelo longa que retrata com precisão os efeitos do Mal de </span><i><span style="font-weight: 400;">Alzheimer</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Adaptado da premiada peça de teatro</span><i><span style="font-weight: 400;"> O Pai</span></i><span style="font-weight: 400;">, o filme tem a direção brilhante de seu dramaturgo Florian Zeller e atuações de Anthony Hopkins e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/olivia-colman/"><span style="font-weight: 400;">Olivia Colman</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span><i><span style="font-weight: 400;">Meu Pai</span></i><span style="font-weight: 400;"> nos coloca dentro da mente confusa de Anthony e se torna grandioso em cada um de seus detalhes. O cenário combinado à atuação e direção, transfere com precisão cada um dos sentimentos passados por quem tem a doença e pela família que dá suporte. O filme reverbera dias a fio na mente de quem assiste, e não foi à toa que saiu vitorioso na categoria de </span><a href="https://personaunesp.com.br/os-vencedores-do-oscar-2021/"><span style="font-weight: 400;">Melhor Roteiro Adaptado</span></a><span style="font-weight: 400;"> no </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de 2021. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> cena do relógio; e as cenas de repetição.</span></p>
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<figure id="attachment_26337" aria-describedby="caption-attachment-26337" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26337" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/nao-olhe-para-cima-manchete-800x534.jpg" alt="Cena do filme Não Olhe Para Cima. A imagem mostra uma mulher à direita, ela é branca, tem cabelos ruivos na altura dos ombros, veste agasalho de lã laranja com estampas, e está com as mãos na boca em expressão de choque, encarando uma tela do outro lado da imagem." width="800" height="534" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/nao-olhe-para-cima-manchete-800x534.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/nao-olhe-para-cima-manchete-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/nao-olhe-para-cima-manchete.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26337" class="wp-caption-text">Olhe para cima e veja uma sociedade que contesta a ciência e aplaude o ridículo (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Não Olhe para Cima (Don’t Look Up)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se para bom entendedor meia palavra basta, </span><i><span style="font-weight: 400;">Não Olhe para Cima</span></i><span style="font-weight: 400;"> fez questão de colocá-la numa sátira de puro escárnio. Metade das pessoas </span><a href="https://www.omelete.com.br/netflix/criticas/nao-olhe-para-cima-filme-critica"><span style="font-weight: 400;">não entenderam</span></a><span style="font-weight: 400;"> a superficialidade do diretor Adam McKay, mas não haveria forma mais condizente e precisa para explicar o momento bizarro que o ser humano se encontra, por isso, o lançamento foi tão </span><a href="https://gauchazh.clicrbs.com.br/cultura-e-lazer/cinema/noticia/2021/12/nao-olhe-para-cima-entenda-por-que-o-filme-tem-gerado-debates-e-memes-nas-redes-ckxqf2mj7004e0188z69dm3vj.html"><span style="font-weight: 400;">importante e barulhento</span></a><span style="font-weight: 400;">. Em sua piada de mau gosto, a narrativa vomita uma verdade irritante: a vida útil do planeta Terra está chegando ao fim, é irreversível, pois estivemos tempo demais presos no</span><i><span style="font-weight: 400;"> Metaverso </span></i><span style="font-weight: 400;">fabricando notas de repúdio contra o negacionismo científico. Assim, sem surpreender, sua história sobre quão estamos ferrados foi uma das melhores de 2021, e concorre a quatro estatuetas no </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/academia-de-hollywood-anuncia-indicados-ao-oscar-2022-veja-lista/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar </span></i><span style="font-weight: 400;">2022</span></a><span style="font-weight: 400;">, incluindo Melhor Filme, a principal categoria.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A genialidade do longa está no exagero de cenas e personagens, simulando um enredo forçado mas que </span><a href="https://youtu.be/WClJPHOsCMk"><span style="font-weight: 400;">de irrealistas</span></a><span style="font-weight: 400;">, na verdade, não tem nada. O diretor também utilizou de um elenco recheado de estrelas para mostrar que mesmo pessoas premiadas podem ser </span><a href="https://www.bbc.com/portuguese/internacional-59993397"><span style="font-weight: 400;">grandíssimos idiotas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Seu objetivo nunca foi divertir, ou fazer uma crítica social profunda, muito menos que você ache engraçado as similaridades dos governantes do mundo real com a presidenta de Meryl Streep. A única razão de McKay em apontar para cima, é para que você saiba o seu papel de completo imbecil. </span><b>&#8211; Nathália Mendes</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> discurso da presidente Orlean ao saber do meteoro; Dr. Randy desabafando ao vivo; e o jantar em família no final do filme.</span></p>
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<figure id="attachment_26400" aria-describedby="caption-attachment-26400" style="width: 1920px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26400" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/CODA-gabriel-arruda.jpg" alt="Cena do filme No Ritmo do Coração. Ruby (Emilia Jones) está no banco de passageiro de um carro, se inclinando para fora da janela, olhando para trás e fazendo o sinal de “eu te amo” em linguagem de sinais com a mão direita, erguendo o mindinho e o indicador para cima e estendendo o polegar para o lado. Ruby também cruza o dedo médio atrás do indicador, significando uma promessa. Ruby é uma jovem mulher caucasiana, magra, de cabelos castanhos amarrados para trás, usando uma camisa xadrez vermelha e preta. O Sol matinal ilumina a cena e vemos algumas casas amarelas fora de foco na frente do carro e o topo verdejante de uma árvore no centro da imagem." width="1920" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/CODA-gabriel-arruda.jpg 1920w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/CODA-gabriel-arruda-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/CODA-gabriel-arruda-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/CODA-gabriel-arruda-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/CODA-gabriel-arruda-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/CODA-gabriel-arruda-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26400" class="wp-caption-text">Dizer adeus nunca é tão fácil quanto parece (Foto: Apple TV+)</figcaption></figure>
<p><b>No Ritmo do Coração (CODA)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas narrativas vivem para sempre. Muito além de clichês ou tendências, algumas histórias sempre terão seu espaço na cultura simplesmente por refletirem os aspectos mais essenciais da experiência humana, sejam elas bem ou mal executadas. Ver uma jovem pessoa tentando achar seu lugar no mundo enquanto lida com as tensões criadas ao entrar em conflito com as expectativas de sua família é, com certeza, uma delas, independente de quantas vezes foi ou será contada. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=y0pnVZLD4eU"><span style="font-weight: 400;">Refilmagem</span></a><span style="font-weight: 400;"> de um longa francês, </span><a href="https://personaunesp.com.br/no-ritmo-do-coracao-coda-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">No Ritmo do Coração</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">captura todas as melhores partes dessas narrativas, costurando uma trama de amadurecimento emocional potente e reverberante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ancorado pela performance central de Emilia Jones como Ruby, o filme de Sian Heder encantou o júri e a audiência de </span><a href="https://www.cbsnews.com/news/sundance-film-festival-winners-2021/"><i><span style="font-weight: 400;">Sundance</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em 2021, levando alguns dos maiores prêmios do festival, e, posteriormente, sendo indicado a três categorias do </span><a href="https://www.hollywoodreporter.com/movies/movie-news/coda-oscars-first-nominations-history-1235088792/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2022</span></a><span style="font-weight: 400;">, incluindo Melhor Filme e Roteiro Adaptado. Capturando as complexidades de uma família de surdos que dependem da filha ouvinte para se relacionar com o mundo, a obra vai muito além da simples representatividade, ao criar uma família tão convincente em suas qualidades e suas falhas que é impossível não se identificar com os diversos dilemas vividos por suas personagens.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> Ruby explica à seu professor o que a Música a faz sentir; Frank tenta entender a paixão de sua filha tentando sentir suas cordas vocais; e a audição para Berklee, na qual Ruby finalmente aprende a conectar seus dois mundos.</span></p>
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<figure id="attachment_26330" aria-describedby="caption-attachment-26330" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26330" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-Last-Night-in-Soho-800x451.jpg" alt="Cena do filme Noite Passada em Soho. Nela temos um close da personagem de Anya Taylor-Joy. Ela é uma mulher branca, magra, alta e de cabelos loiros moldados como se fosse um penteado dos anos 60. Ela vira a cabeça para trás como se estivesse sendo chamada. A imagem é tratada com um filtro que a deixa vermelha e o fundo está preto com algumas luzes vermelhas desfocadas." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-Last-Night-in-Soho-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-Last-Night-in-Soho-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-Last-Night-in-Soho-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-Last-Night-in-Soho-1536x865.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-Last-Night-in-Soho-1200x676.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-Last-Night-in-Soho.jpg 1600w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26330" class="wp-caption-text">Anya Taylor-Joy, a garota dos sonhos de muita gente, interpreta aqui a garota dos sonhos de Thomasin McKenzie (Foto: Focus Feature)</figcaption></figure>
<p><b>Noite Passada em Soho (Last Night in Soho)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muita gente quis nascer em outra época. É dessa premissa que Edgar Wright conduz o suspense com toques sobrenaturais </span><a href="https://personaunesp.com.br/noite-passada-em-soho-critica/#more-25970"><i><span style="font-weight: 400;">Noite Passada em Soho</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Aguardado desde seu último projeto, </span><a href="https://personaunesp.com.br/em-ritmo-de-fuga-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Em Ritmo de Fuga</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> (2017), Wright entrega uma obra extremamente inventiva e esteticamente primorosa que tece suas críticas e levanta debates a temas como o </span><i><span style="font-weight: 400;">showbiz</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o machismo de forma muito singular. Mantendo seu DNA, Edgar apresenta uma direção que destoa um pouco de suas obras, cadenciando seu estilo frenético para dar enfoque às duas grandes protagonistas Ellie (Thomasin McKenzie) e Sandie (Anya Taylor-Joy), e centrar-se no embate entre duas personalidades de épocas distintas, além de prestar homenagens a algumas referências cinematográficas, como o terror psicológico britânico dos anos 70 e os </span><a href="http://sentaai.com/o-que-e-esse-tal-de-giallo/"><i><span style="font-weight: 400;">giallos</span></i></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Design</span></i><span style="font-weight: 400;"> de produção e fotografia são outros pontos altos da trama. A reconstrução do </span><a href="https://folhadomate.com/opiniao/colunistas/da-europa/soho-um-bairro-londrino-que-respira-arte-e-cultura/"><span style="font-weight: 400;">Soho</span></a><span style="font-weight: 400;"> sessentista é impecável e consegue dar o tom do bairro boêmio londrino, aliado a uma fotografia que abusa de um </span><i><span style="font-weight: 400;">neon </span></i><span style="font-weight: 400;">que amplifica a perturbação psicológica pela qual a Ellie está passando. As escolhas do diretor também se provam muito acertadas, desde sua trilha sonora e como ela se insere na trama, a ideia de um apartamento de certa forma assombrado e até a concepção de fazer o masculino como um todo seu principal predador. Tudo é colocado de forma muito bem intencionada para criar uma obra crítica e envolvente. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b>o<span style="font-weight: 400;"> primeiro encontro de Ellie e Sandie no Café de Paris; a festa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Halloween</span></i><span style="font-weight: 400;"> que Ellie e John participam; e os</span><i><span style="font-weight: 400;"> plot twists</span></i><span style="font-weight: 400;"> da sequência final.</span></p>
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<figure id="attachment_26332" aria-describedby="caption-attachment-26332" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26332" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-The-Suicide-Squad-800x400.jpg" alt="Cena do filme O Esquadrão Suicida. Nela temos o personagem Tubarão-Rei. Ele se trata de um tubarão-humanoide. Seu corpo tem a anatomia de um ser humano extremamente forte, mas sua cabeça é no formato da de um tubarão e tem barbatanas entre os dedos. Ele é da cor cinza e apresenta algumas cicatrizes ao longo do braço e do tronco. Ele está sentado em um auditório com cadeiras da cor azul. Na cena, ele aponta com sua mão direita para sua mão esquerda (ambas com quatro dedos) que está esticada como se ele estivesse pedindo fala." width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-The-Suicide-Squad-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-The-Suicide-Squad-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-The-Suicide-Squad-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-The-Suicide-Squad-1536x768.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-The-Suicide-Squad-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-The-Suicide-Squad.jpg 1920w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26332" class="wp-caption-text">“ — Hand &#8221; (Foto: Warner Bros. Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>O Esquadrão Suicida (The Suicide Squad)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mais uma vez </span><i><span style="font-weight: 400;">nonsense</span></i><span style="font-weight: 400;">, personagens secundários e uma baita trilha sonora ditam um trabalho de James Gunn, só que, dessa vez, na vizinha </span><i><span style="font-weight: 400;">DC</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span><a href="https://personaunesp.com.br/o-esquadrao-suicida-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">O Esquadrão Suicida</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> chegou em 2021 para espantar o </span><i><span style="font-weight: 400;">flop </span></i><span style="font-weight: 400;">da versão de 2016 e, para isso, a </span><i><span style="font-weight: 400;">Warner</span></i><span style="font-weight: 400;"> apostou na </span><i><span style="font-weight: 400;">horrivelmente e linda mente </span></i><span style="font-weight: 400;">de Gunn. O diretor desempenhou seu trabalho mais livre criativamente, onde exagera no humor ácido, depravado e sanguinolento e não tem apego nenhum a qualquer personagem. Mas Gunn, através da sua escrita, sabe tirar o necessário de personas tão desajustadas e construir arcos dramáticos coesos para elas, além de entregar uma típica aventura quadrinhesca, com uma crítica ao imperialismo americano camuflada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><i><span style="font-weight: 400;">WWE</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o filme de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=bXZ2a1akR5Q&amp;ab_channel=Ingresso.com"><span style="font-weight: 400;">origem do fusquinha amarelo</span></a><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Transformers</span></i><span style="font-weight: 400;"> se provaram um belo celeiro de personagens de quadrinhos. Nesse rol, se junta à Hailee Steinfeld e Dave Bautista, o hilário Pacificador de John Cena (que lhe rendeu uma série própria). Cena, com seu Pacificador de ideologias muito ortodoxas, rouba a cena e chama a comédia para si, lembrando que estamos falando de um filme com a expansiva Arlequina de Margot Robbie. Mas James Gunn se mostra consciente ao entender um dos problemas do filme anterior, que foi a falta de manejo da grande quantidade de personagens, e, aqui, mesmo com mais nomes, desenvolve seus anti-heróis de forma uniforme, escrachada e instigante. Tais acertos fazem com que esse esquadrão suicida seja realmente O esquadrão suicida. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: a</b><span style="font-weight: 400;"> missão inicial do primeiro esquadrão na praia; a matança por engano no acampamento da resistência; e todas as piadas com o Milton.</span></p>
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<figure id="attachment_26498" aria-describedby="caption-attachment-26498" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26498" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/osolhosdetammyfaye-anajuliatrevisan.jpg" alt="Cena do filme Os Olhos de Tammy Faye. Nela vemos a atriz Jessica Chastain, uma mulher branca de cabelos volumosos, ondulados e loiros. Ela veste uma roupa azul e usa sombra nos olhos e um anel no dedo indicador da mão direita da mesma cor. Seu corpo está inclinado e sua mão esquerda está levantada. Há um microfone em sua frente e um fone de ouvido em seu pescoço e orelhas. Sua mão direita segura o fone na altura do pescoço. Ela está em um estúdio de gravação de música, um ambiente em tons de azul escuro." width="1600" height="861" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/osolhosdetammyfaye-anajuliatrevisan.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/osolhosdetammyfaye-anajuliatrevisan-800x431.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/osolhosdetammyfaye-anajuliatrevisan-1024x551.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/osolhosdetammyfaye-anajuliatrevisan-768x413.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/osolhosdetammyfaye-anajuliatrevisan-1536x827.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/osolhosdetammyfaye-anajuliatrevisan-1200x646.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26498" class="wp-caption-text">Jessica Chastain venceu o SAG 2022 de Melhor Atriz por seu papel como Tammy Faye (Foto: Walt Disney Germany)</figcaption></figure>
<p><b>Os Olhos de Tammy Faye (The Eyes of Tammy Faye)</b></p>
<p><a href="https://aventurasnahistoria.uol.com.br/noticias/reportagem/escandalos-sexuais-e-financeiro-o-imperio-dos-televangelistas-jim-e-tammy-faye-bakker.phtml"><span style="font-weight: 400;">Tammy Faye</span></a><span style="font-weight: 400;"> e seu marido, Jim Bakker, são dois dos maiores nomes do televangelismo estadunidense. Eles fundaram a emissora </span><i><span style="font-weight: 400;">PTL </span></i><span style="font-weight: 400;">e construíram um patrimônio milionário com doações dos fiéis. Junto, também, eles ajudaram a construir a reputação de abuso e contravenções do televangelismo maquiadas de Cristianismo. Inspirado no documentário homônimo de 2000, e dirigido por Michael Showalter, à partir de um roteiro assinado por Abe Sylvia, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=eMMLRnXPPJk&amp;ab_channel=SearchlightPictures"><i><span style="font-weight: 400;">The Eyes of Tammy Faye</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> mostra a ascensão e queda do casal, tendo como principal ponto de referência a ingenuidade de Tammy.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Jessica Chastain e </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/andrew-garfield/"><span style="font-weight: 400;">Andrew Garfield</span></a><span style="font-weight: 400;"> são os responsáveis por protagonizar o longa. Chastain é produtora do projeto e vive seu melhor momento na carreira, atuando de maneira perspicaz em seu papel mais importante. </span><i><span style="font-weight: 400;">Os Olhos de Tammy Faye</span></i><span style="font-weight: 400;"> conquista logo de início por sua impecável estética que trabalha os elementos gráficos dos anos 70 e 80, sendo fiel a toda nostalgia que a época remete. Tammy é extravagante e sua maquiagem, marca registrada da cantora cristã, ganha o espaço necessário para a construção da personagem. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a entrevista com portador de AIDS; e a cena da overdose.</span></p>
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<figure id="attachment_26416" aria-describedby="caption-attachment-26416" style="width: 1024px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26416" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/hit-the-road.jpg" alt="Cena do filme Pegando a Estrada. A imagem mostra um menino persa, com a metade superior do corpo para fora do teto solar de um carro. Ele veste uma camisa de manga comprida florida, e tem os braços estendidos com os punhos fechados , com a boca aberta como se estivesse gritando. " width="1024" height="553" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/hit-the-road.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/hit-the-road-800x432.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/hit-the-road-768x415.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26416" class="wp-caption-text">O longa de estreia de Panah Panahi ainda não tem distribuição prevista para o Brasil (Foto: Celluloid Dreams)</figcaption></figure>
<p><b>Pegando a Estrada (Jaddeh Khaki)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lá no distante outubro de 2021, </span><a href="https://personaunesp.com.br/pegando-a-estrada-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Pegando a Estrada</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">foi um dos primeiros filmes vistos pelo Persona na 45ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo, onde, com justiça, figurou na seleção de favoritos do público do festival. O ano foi cheio de grandes filmes, mas nenhum alcançou o mesmo grau de sensibilidade que </span><i><span style="font-weight: 400;">Pegando a Estrada</span></i><span style="font-weight: 400;">, um fascinante </span><i><span style="font-weight: 400;">road movie </span></i><span style="font-weight: 400;">que, sem avisar, te arremessa do riso às lágrimas de um instante para o outro ao contar a história de uma família que segue em uma estrada isolada rumo a um lugar que desconhecemos, e por motivos que nunca ficam completamente claros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em um artigo de Walter Salles no </span><i><span style="font-weight: 400;">New York Times</span></i><span style="font-weight: 400;">, onde o diretor formula </span><a href="https://www.nytimes.com/2007/11/11/magazine/11roadtrip-t.html"><span style="font-weight: 400;">uma teoria sobre o subgênero cinematográfico</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele diz que “</span><i><span style="font-weight: 400;">os road movies mais interessantes são aqueles em que a crise de identidade do protagonista reflete a crise da própria cultura</span></i><span style="font-weight: 400;">.”  E o filme de estreia de Panah Panahi</span> <span style="font-weight: 400;">faz exatamente isso: a incerteza, a incompreensão e a tensão vividos por aquela família, e especialmente pelo filho mais velho, saltam da tela e refletem as angústias das vítimas de perseguições políticas e dos deslocamentos forçados. Engraçado, tenso e sublime, </span><i><span style="font-weight: 400;">Pegando a Estrada</span></i><span style="font-weight: 400;"> é o melhor filme de 2021 e merece a sua atenção.</span><b> &#8211; João Batista Signorelli</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">pai e filho contemplando um céu estrelado; e as duas maiores cenas do ano: uma cruel despedida forçada capturada sem cortes por uma câmera distante e fria, e o </span><i><span style="font-weight: 400;">carpool karaoke </span></i><span style="font-weight: 400;">mais triste da história do Cinema. </span></p>
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<figure id="attachment_26436" aria-describedby="caption-attachment-26436" style="width: 960px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26436" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Pig-Nathan-Sampaio.jpg" alt="Cena do filme Pig. No centro da imagem está Robin, um homem adulto e branco. Ele é mostrado do peito para cima. Tem cabelos grisalhos e grandes, na altura do pescoço, sua barba é grisalha. Seus olhos são verdes. Ele tem um machucado vermelho na bochecha e alguns cortes no rosto, seu nariz está com um curativo e sua barba está manchada de sangue. Ele usa uma camiseta bege manchada de sangue. O fundo é uma cortina cinza. Na frente de Robin tem duas taças. " width="960" height="540" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Pig-Nathan-Sampaio.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Pig-Nathan-Sampaio-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Pig-Nathan-Sampaio-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26436" class="wp-caption-text">Nicolas Cage constrói um dos melhores personagens de sua carreira em Pig (Foto: BlackBox Entertainment)</figcaption></figure>
<p><b>Pig</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Morte, luto, sofrimento, vocação e relações pessoais são apenas alguns dos vários temas que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gH6vhlNTLUk"><i><span style="font-weight: 400;">Pig</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> aborda durante sua projeção. O longa-metragem, dirigido por Michael Sarnoski e escrito por ele junto de Vanessa Block, demonstra uma notável sensibilidade ao tratar de assuntos complexos, além disso, seus personagens são profundos e multidimensionais, o que os tornam muito realistas. Embora o ponto de partida da história remeta a filmes genéricos de ação, o roteiro se desenvolve de maneira calma e subverte nossas expectativas de maneira muito positiva, entregando, no final, uma trama carregada de sentimentalismo e reflexões.</span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=vvlMR5J2cvs"><span style="font-weight: 400;">Nicolas Cage</span></a><span style="font-weight: 400;"> protagoniza essa obra e prova, mais uma vez, que pode ser um ator excelente dentro de uma história bem construída. Seu personagem carrega uma dor profunda, a qual é demonstrada através de olhares e atitudes, até mesmo o jeito de andar do personagem retrata sua fragilidade emocional. Conforme a trama avança, o protagonista fica cada vez mais deteriorado fisicamente, como se fosse uma externalização de seus sentimentos há muito tempo enterrados. </span><i><span style="font-weight: 400;">Pig </span></i><span style="font-weight: 400;">é carregado de sensibilidade e reflexões, seu roteiro calmo e profundo constrói personagens realistas e entrega uma história marcante, que, com certeza, é um dos filmes mais interessantes e impactantes de 2021. </span><b>&#8211; Nathan Sampaio</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">o diálogo entre o protagonista, Robin, e a criança em uma antiga casa; a ida de Robin e Amir a um restaurante; e quando Robin e Amir estão na cozinha, próximo ao final do filme.</span></p>
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<figure id="attachment_26340" aria-describedby="caption-attachment-26340" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26340" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Roda-do-Destino-Caio-Machado-800x462.jpg" alt="Cena do filme Roda do Destino. A cena mostra duas mulheres japonesas em uma ponte em cima de uma avenida. A mulher à direita tem cabelo curto, veste uma blusa azul e carrega uma bolsa preta nas costas. Ela segura a mão da mulher à esquerda. A mulher à esquerda tem cabelo um pouco mais longo e veste uma blusa branca. Ao fundo, vemos a copa das árvores." width="800" height="462" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Roda-do-Destino-Caio-Machado-800x462.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Roda-do-Destino-Caio-Machado-768x444.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Roda-do-Destino-Caio-Machado.jpg 900w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26340" class="wp-caption-text">Roda do Destino não recebeu indicações ao Oscar, mas merece tanta atenção quanto Drive My Car (Foto: NEOPA)</figcaption></figure>
<p><b>Roda do Destino (Gûzen to Sôzô) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O ano de 2021 foi ótimo para Ryûsuke Hamaguchi. O diretor japonês entregou dois excelentes filmes: </span><a href="https://personaunesp.com.br/roda-do-destino-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Roda do Destino</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">e </span><i><span style="font-weight: 400;">Drive My Car</span></i><span style="font-weight: 400;">, que foi indicado a quatro </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscars</span></i><span style="font-weight: 400;">, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. A adaptação do conto de Murakami merece o destaque que está recebendo, mas </span><i><span style="font-weight: 400;">Wheel of Fortune and Fantasy </span></i><span style="font-weight: 400;">também merece atenção pela forma como trabalha os relacionamentos humanos e o acaso ao longo de suas três histórias. É um belo mergulho nas vidas, nos desejos e nos arrependimentos de Meiko (Kotone Furukawa), Nao (Katsuki Mori) e Natsuko (Fusako Arabe), protagonistas de cada segmento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pela lente de Hamaguchi, momentos banais se tornam confissões íntimas de suas personagens e as coincidências da vida adquirem um ar quase mágico devido à sua imprevisibilidade. Cenas como a da leitura do trecho do livro no escritório de Segawa (Kiyohiko Shibukawa) e o longo diálogo entre Natsuko e Aya (Aoba Kawai) demonstram a grande habilidade do diretor em construir situações dramaticamente potentes a partir de </span><a href="https://personaunesp.com.br/truman-tennessee-uma-conversa-pessoal-critica/"><span style="font-weight: 400;">conversas</span></a><span style="font-weight: 400;">. Todas as histórias são ótimas, mas merece destaque a terceira, intitulada</span><i><span style="font-weight: 400;"> “Mais Uma Vez”</span></i><span style="font-weight: 400;">. Nela, o tema do arrependimento amoroso é tratado com uma sensibilidade comovente. </span><b>&#8211; Caio Machado </b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b>a<span style="font-weight: 400;"> tensa leitura do livro no escritório de Segawa, onde parece que algo ruim vai acontecer a qualquer momento; e a conversa desconfortável entre Nao e Sasaki no ônibus, carregada de ressentimento.</span></p>
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<figure id="attachment_26391" aria-describedby="caption-attachment-26391" style="width: 2000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26391" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/romeo-juliet-gabriel-arruda.png" alt="Cena do filme Romeo &amp; Juliet. Julieta (Jessie Buckley) se inclina em sua varanda na direção de Romeu (Josh O’Connor), com a lua fora de foco ao fundo. Julieta, à esquerda, é uma mulher caucasiana jovem, magra e ruiva, de cabelos ruivos e lisos. Podemos ver a manga azul-escura de seu vestido e seu colar dourado balança abaixo dela, enquadrado pela circunferência prateada da lua. Romeu é um homem caucasiano jovem, magro e de cabelos escuros e curtos, com a face iluminada pelo luar. Podemos ver a gola de sua camisa branca no pescoço." width="2000" height="1200" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/romeo-juliet-gabriel-arruda.png 2000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/romeo-juliet-gabriel-arruda-800x480.png 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/romeo-juliet-gabriel-arruda-1024x614.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/romeo-juliet-gabriel-arruda-768x461.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/romeo-juliet-gabriel-arruda-1536x922.png 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/romeo-juliet-gabriel-arruda-1200x720.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26391" class="wp-caption-text">Há beleza na simplicidade (Foto: National Theatre)</figcaption></figure>
<p><b>Romeo &amp; Juliet</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se a necessidade é mesmo a mãe da criatividade, a nova adaptação de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7LpS77tqYwU"><i><span style="font-weight: 400;">Romeu &amp; Julieta</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para os palcos britânicos é o maior exemplo de como a pandemia afetou o meio artístico. Estrelando Jessie Buckley (</span><a href="https://personaunesp.com.br/elena-ferrante-a-filha-perdida-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">A Filha Perdida</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e Josh O’Connor (</span><a href="https://personaunesp.com.br/the-crown-4a-temp-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Crown</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), como os </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=8TdC4Nl4wkw"><span style="font-weight: 400;">amantes desafortunados</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Shakespeare, a produção do </span><i><span style="font-weight: 400;">National Theatre</span></i><span style="font-weight: 400;"> teve de mudar completamente </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=VsS3Hv_Aw0Q"><span style="font-weight: 400;">seu formato</span></a><span style="font-weight: 400;"> para ser exibida em 2021, incorporando não só os cenários originalmente construídos em suas filmagens, mas o espaço entre eles e os ensaios de seu elenco, transcendendo sua própria tragédia em puro triunfo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de modernizar diversos aspectos da peça imortal, </span><i><span style="font-weight: 400;">Romeo &amp; Juliet</span></i><span style="font-weight: 400;"> preserva aquilo que se faz essencial em qualquer iteração da obra do Bardo de Avon: seu texto. O diretor Simon Godwin cria um espaço amplo e versátil para que seu elenco extraia o máximo de suas falas seculares e habitem seus personagens, com destaque para Benvólio (Shubham Saraf) e </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wWi6QTxCf9Q"><span style="font-weight: 400;">Mercúcio</span></a><span style="font-weight: 400;"> (Fisayo Akinade), que aqui exibem tanta química quanto o casal principal, apesar de a cereja do bolo ainda pertencer à Buckley ao sussurrar suave e tragicamente, antes de gritar: </span><i><span style="font-weight: 400;">“Teus lábios estão quentes</span></i><span style="font-weight: 400;">”.</span><b> &#8211; Gabriel Oliveira F. Arruda</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> a morte de Mercúcio pelas mãos de Teobaldo; e o último beijo dado entre os amantes.</span></p>
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<figure id="attachment_26444" aria-describedby="caption-attachment-26444" style="width: 2500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26444" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Saint-Maud-Vitor.jpg" alt="Cena do filme Saint Maud. A cena mostra a personagem Maud, uma mulher branca e de cabelos claros compridos, deitada no chão, com as mãos no rosto e o cabelo estirado atrás dela, como uma cascata. " width="2500" height="1406" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Saint-Maud-Vitor.jpg 2500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Saint-Maud-Vitor-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Saint-Maud-Vitor-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Saint-Maud-Vitor-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Saint-Maud-Vitor-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Saint-Maud-Vitor-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Saint-Maud-Vitor-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26444" class="wp-caption-text">Bendito seja: lançado no Festival de Toronto de 2019, Saint Maud só chegou para apreciação do público dois anos depois (Foto: Escape Plan Productions)</figcaption></figure>
<p><b>Saint Maud</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não tem como fugir disso: </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EXs2-TY9qok"><i><span style="font-weight: 400;">Saint Maud</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> é um filme de sensações. Morfydd Clark desliza na pele de Maud, uma enfermeira desiludida, que encontra na fé seu farol de esperança. Para dissecar os sentimentos e receios da jovem, a diretora Rose Glass filma com a cautela de alguém à beira de uma explosão. Capturando a parcimônia da performance de Clark por ângulos discretos e uma coloração lavada e um tanto apática, o </span><a href="https://www.ecartelera.com/noticias/entrevista-rose-glass-63417/"><span style="font-weight: 400;">Cinema de Glass</span></a><span style="font-weight: 400;"> se pauta na súplica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Maud implora pela atenção de sua nova paciente, por respostas de Deus e acredita piamente que os pensamentos que se camuflam em sua cachola podem e serão resolvidos por um expurgo divino. O que ela não sabe, porém, é que está inserida dentro de um </span><a href="https://cinemacomrapadura.com.br/criticas/594436/critica-saint-maud-2019-uma-aula-de-estetica-dominio-narrativo-e-autodestruicao/"><span style="font-weight: 400;">filme de terror</span></a><span style="font-weight: 400;"> e, quando Rose Glass decide por soltar o fio da sutileza, ela não hesita ou poupa sua protagonista sacra. Tudo queima, tudo mesmo. </span><b>&#8211; Vitor Evangelista</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> o susto na cama escura; e a limpeza ardente que conclui a trama.</span></p>
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<figure id="attachment_26411" aria-describedby="caption-attachment-26411" style="width: 2048px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26411" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/save-ralph-vitoria-lopes-gomez.jpg" alt="cena do curta-metragem Save Ralph. A cena se passa em um vestiário. Ao fundo, vemos uma parede de ladrilhos verdes claros, com três placas de avisos, um relógio. Vemos cadeiras brancas e, à esquerda, um bebedouro com uma faixa e uma placa de interditado. Do lado direito, ao fundo, vemos um armário de vestiário. Em um primeiro plano da imagem, ao centro, vemos Ralph, um coelho branco, fazendo joinha com a mão direita. Ele tem hematomas e feridas ao redor dos olhos e um colar cervical no pescoço." width="2048" height="1152" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/save-ralph-vitoria-lopes-gomez.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/save-ralph-vitoria-lopes-gomez-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/save-ralph-vitoria-lopes-gomez-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/save-ralph-vitoria-lopes-gomez-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/save-ralph-vitoria-lopes-gomez-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/save-ralph-vitoria-lopes-gomez-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26411" class="wp-caption-text">No Brasil, os <a href="https://www.conjur.com.br/2021-mai-27/lei-proibe-uso-animais-testes-produtos-constitucional">testes</a> em animais já foram proibidos em alguns estados, mas não chegam perto de serem a maioria (Foto: The Humane Society of The United States)</figcaption></figure>
<p><b>Salve o Ralph (Save Ralph)</b></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=G393z8s8nFY"><i><span style="font-weight: 400;">Salve o Ralph</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">leva menos de quatro minutos para passar seu recado: “</span><i><span style="font-weight: 400;">nenhum animal deveria sofrer e morrer em nome da beleza</span></i><span style="font-weight: 400;">”. O curta-metragem, dirigido por Spencer Susser e dublado por atores globais, como Taika Waititi, Ricky Gervais e Zac Efron, mostra Ralph, um coelho de laboratório, em um documentário sobre sua rotina sendo submetido a testes em uma empresa farmacêutica. Na animação </span><i><span style="font-weight: 400;">stop-motion</span></i><span style="font-weight: 400;">, o personagem tem a aparência similar à do animal, no que o filme opta por deixar de lado a liberdade da fantasia, e sensibiliza com a proximidade do </span><a href="https://glamour.globo.com/lifestyle/trending/noticia/2021/04/saveralph-o-que-e-e-por-que-so-se-fala-nesse-curta-metragem-de-animacao.ghtml"><span style="font-weight: 400;">real</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Através da ironia do pseudo-documentário, em que Ralph defende os testes em outros coelhos e as crueldades às quais é submetido, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=AjdMtLF0Z6w"><i><span style="font-weight: 400;">Salve o Ralph</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">critica os procedimentos e provoca quem continua comprando os produtos. O curta faz parte de uma campanha da </span><i><span style="font-weight: 400;">The Humane Society of The United States</span></i><span style="font-weight: 400;">, organização estadunidense que luta pelo fim dos testes em animais, ainda permitidos e muito empregados pela indústria farmacêutica e estética. Como o diretor </span><a href="https://www.hsi.org/saveralphmovie/"><span style="font-weight: 400;">lembra</span></a><span style="font-weight: 400;">, “</span><i><span style="font-weight: 400;">é importante que Ralph até se pareça real, porque ele representa a realidade de outros incontáveis animais que sofrem todos os dias</span></i><span style="font-weight: 400;">”. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">apresentação do Ralph; cena em que o Ralph é testado; e expõe as crueldades da indústria farmacêutica e estética.</span></p>
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<figure id="attachment_26432" aria-describedby="caption-attachment-26432" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26432" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Sempre-em-Frente-Sabrina-G.-Ferreira.jpg" alt="Cena do filme Sempre em Frente. Na imagem em preto e branco, vemos um garoto de cabelos escuros, encaracolados até os ombros e com franja, sentado, de costas para uma parede branca. Ele está vestindo uma blusa de mangas compridas estampada, e está segurando um caderno aberto na mão esquerda, enquanto olha sorrindo para o homem que está ao seu lado. Ao lado dele, no canto esquerdo da imagem está um homem, de barba e cabelos grisalhos. Ele também está sentado, olhando para o garoto. Ele está vestindo uma camisa branca, e também está de costas para a parede branca. Eles estão em ambiente interno." width="1200" height="675" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Sempre-em-Frente-Sabrina-G.-Ferreira.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Sempre-em-Frente-Sabrina-G.-Ferreira-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Sempre-em-Frente-Sabrina-G.-Ferreira-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Sempre-em-Frente-Sabrina-G.-Ferreira-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26432" class="wp-caption-text">Sempre em Frente tem como ponto chave mostrar como uma geração cresce e sua personalidade se desenvolve em meio às constantes mudanças do tempo em que vivemos (Foto: Diamond Films)</figcaption></figure>
<p><b>Sempre em Frente (C’mon C’mon)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Um filme esnobado nas grandes premiações do ano, mas aclamado pelas da crítica, sem dúvida, merece ser visto. E </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7mzushAOM88"><i><span style="font-weight: 400;">Sempre em Frente</span></i></a><i><span style="font-weight: 400;">, </span></i><span style="font-weight: 400;">escrito e</span> <span style="font-weight: 400;">dirigido por </span><a href="https://www.gq-magazine.co.uk/culture/article/mike-mills-cmon-cmon-interview"><span style="font-weight: 400;">Mike Mills</span></a><span style="font-weight: 400;"> (</span><a href="https://www.focusfeatures.com/beginners/video/beginners_official-trailer"><i><span style="font-weight: 400;">Toda Forma de Amor</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=6JnFaltqnAY"><i><span style="font-weight: 400;">Mulheres do Século 20</span></i></a><span style="font-weight: 400;">), não desaponta nem um pouco. Muito pelo contrário, é um belíssimo longa, que comove e ensina ao falar sobre relacionamentos familiares de maneira honesta e delicada. A história fala de Johnny (</span><a href="https://personaunesp.com.br/coringa-critica/"><span style="font-weight: 400;">Joaquin Phoenix</span></a><span style="font-weight: 400;">), um jornalista de rádio que, após sua irmã pedir para que ele tomasse conta do filho, embarca em uma viagem pelo país com o sobrinho de oito anos, Jesse (</span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=73NAI0wTgb4"><span style="font-weight: 400;">Woody Norman</span></a><span style="font-weight: 400;">), a fim de mostrar ao garoto a vida fora dos muros da sua cidade natal, Los Angeles.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No fim, a similaridade com os personagens é tanta que temos a sensação de ter assistido às memórias de alguém conhecido. </span><i><span style="font-weight: 400;">Sempre em Frente</span></i><span style="font-weight: 400;"> tem como ponto forte a forma que retrata essa relação de dois seres humanos em fases e transições completamente diferentes. É um filme humano e, acima de tudo, real, que merece reconhecimento. O mais encantador é a química da dupla Phoenix e Norman, rara de se ver em um elenco. Dentre as premiações, foi indicado ao </span><a href="https://www.bafta.org/"><i><span style="font-weight: 400;">BAFTA Awards</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">de Melhor Ator Coadjuvante para Woody Norman, ao </span><a href="https://www.filmindependent.org/spirit-awards/"><i><span style="font-weight: 400;">Film Independent Spirit Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Filme, entre outros. </span><b>&#8211; Sabrina G. Ferreira</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">as entrevistas de Johnny com várias adolescentes sobre como elas se sentem, onde moram e seus principais anseios, esperanças e vivências como americanas; e a cena em que o pequeno Jesse está dando conselhos para Johnny com dicas sobre como ele faz para se sentir calmo em momentos de nervosismo.</span></p>
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<figure id="attachment_26653" aria-describedby="caption-attachment-26653" style="width: 1199px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26653" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/shangchi.jpg" alt="Cena do filme Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis. Na imagem, está, à esquerda, a personagem Katy, interpretada por Awkwafina, e, à direita, Shang-Chi, interpretado por Simu Liu. Katy é uma mulher de traços orientais, de cabelos pretos e longos presos em um rabo baixo; ela veste uma camisa social branca, gravata preta, um colete vermelho e calça social preta. Simu Liu é um homem de traços orientais, de cabelos pretos e lisos; ele também veste uma camisa social branca, gravata preta, um colete vermelho e calça social preta." width="1199" height="798" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/shangchi.jpg 1199w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/shangchi-800x532.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/shangchi-1024x682.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/shangchi-768x511.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26653" class="wp-caption-text">Ao lado de Homem-Aranha: Sem Volta para Casa, o longa garantiu mais uma indicação para a Marvel no Oscar 2022, na categoria de Melhores Efeitos Visuais (Foto: Marvel Studios)</figcaption></figure>
<p><b>Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis (Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por que não estamos falando sobre Shang-Chi? No ano de ouro da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, que se vangloriou com o sucesso de suas </span><a href="https://personaunesp.com.br/wandavision-critica/"><span style="font-weight: 400;">produções no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, enfrentou as polêmicas da </span><a href="https://personaunesp.com.br/eternos-critica/"><span style="font-weight: 400;">mais nova legião de heróis</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Cinema, e faturou com os recordes do multiverso do </span><a href="https://personaunesp.com.br/homem-aranha-sem-volta-para-casa-critica/"><span style="font-weight: 400;">Amigão da Vizinhança</span></a><span style="font-weight: 400;">, parece que não sobrou espaço para falar do marco histórico do primeiro filme de um super-herói asiático em seu universo cinematográfico. Tudo bem que a estreia da produção teve que lidar com a volta silenciosa das salas de cinema, mas há de se questionar, e muito, a sua quase ausência na memória dos feitos do estúdio em 2021. </span></p>
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=wAmkU6FEKUw"><i><span style="font-weight: 400;">Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">não entrega apenas cenas de luta bem coreografadas, mas também uma história de origem interessante e que sabe mesclar elementos da mitologia chinesa devidamente. Apesar de um pouco condicionada à conhecida fórmula </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, a performance de Simu Liu consegue dar vida a um super-herói com um carisma e profundidade que nem </span><a href="https://personaunesp.com.br/gaviao-arqueiro-critica/"><span style="font-weight: 400;">alguns dos Vingadores chegaram a atingir</span></a><span style="font-weight: 400;">. A obra, dirigida por Destin Daniel Cretton, ainda conta com a brilhante dinâmica entre os demais personagens da narrativa, em especial na relação com Katy, que nos deu a oportunidade de ver Awkwafina brilhar nas telonas mais uma vez. </span><b>&#8211; Vitória Silva </b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a luta no ônibus; a chegada em Ta Lo; e a conversa entre Shang-Chi e Katy sobre o passado.</span></p>
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<figure id="attachment_26328" aria-describedby="caption-attachment-26328" style="width: 694px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26328" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/shaun-o-carneiro-1.jpg" alt="Cena do filme Shaun, o Carneiro: Aventura de Natal que mostra diversas ovelhas brancas e sorridentes, usando uma coroa colorida, reunidas em volta da mesa de natal. Na imagem também aparece um bode cinza e um cachorro amarelo com um gorro verde de duende. A mesa está com comidas natalinas e tem um bolo escuro com cobertura branca no centro. O ambiente da festa é um celeiro de madeira simples com uma árvore de natal ao fundo." width="694" height="391" /><figcaption id="caption-attachment-26328" class="wp-caption-text">Shaun, o Carneiro: Aventura de Natal constrói uma trama narrada apenas com onomatopeias (Foto: Aardman Animations/Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Shaun, o Carneiro: Aventura de Natal (</b><b>Shaun The Sheep: The Flight Before Christmas</b><b>)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A experiência por trás de um filme de animação deve ir muito além da narrativa desenvolvida na obra. A estética apresentada para que os personagens ganhem vida é fundamental para a imersão do telespectador na atmosfera proposta pela trama. Esse é justamente o caso do curta metragem </span><i><span style="font-weight: 400;">Shaun, o Carneiro: Aventura de Natal</span></i><span style="font-weight: 400;">, que utiliza a técnica de </span><a href="https://www.tecmundo.com.br/player-de-video/2247-o-que-e-stop-motion-.htm"><i><span style="font-weight: 400;">stop motion</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> para animar bonecos de massinha. A película, produzida pela </span><a href="https://www.aardman.com/"><i><span style="font-weight: 400;">Aardman Animations</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> em parceria com a </span><i><span style="font-weight: 400;">Netflix </span></i><span style="font-weight: 400;">encanta com um especial de Natal vivido pelo carismático carneiro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A narrativa desenvolvida ao longo do curta é bem simples, voltado na tarefa árdua das ovelhas em recuperar Timmy, o carneiro bebê que foi entregue por engano a uma criança. No entanto, o seu desenrolar apresenta uma dinâmica coerente dentro do curto limite de tempo do filme. Outro ponto positivo é o apelo nostálgico pelo Shaun e pelos outros animais que vivem na fazenda. O personagem, que surgiu nas animações </span><a href="https://rollingstone.uol.com.br/cinema/wallace-gromit-estreia-sinopse-e-tudo-que-sabemos-sobre-sequencia-da-netflix-lista/"><i><span style="font-weight: 400;">Wallace &amp; Gromit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, ganhou seu espaço na série </span><a href="https://personaunesp.com.br/shaun-o-carneiro-o-filme-a-fazenda-contra-ataca-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Shaun, o Carneiro</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> e agora se consagrou com seu especial de Natal. </span><b>&#8211;</b> <b>Gabriel Gatti</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> quando o Fazendeiro vai preparar sua soda e acaba errando na medida dos ingredientes depois que a sua <em>internet</em> trava; quando o Fazendeiro abre uma garrafa na feira de Natal e atinge os músicos, que, por sua vez, passam a persegui-lo ao longo do curta; e quando Timmy, o carneiro bebê, aparece fazendo um boneco do Papai Noel com a lã de sua mãe.</span></p>
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<figure id="attachment_26499" aria-describedby="caption-attachment-26499" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26499" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/shivababy-anajuliatrevisan.jpg" alt="Cena do filme Shiva Baby. A imagem é retangular e exibe o busto da personagem Danielle, interpretada por Rachel Sennott. Rachel é uma mulher branca, jovem adulta, de cabelos castanhos-claros ondulados. Seus cabelos estão presos em um coque. Apenas a mecha de sua franja está solta. Ela usa uma camisa branca e um blazer preto, por cima. Uma de suas mãos está erguida ao lado de seu rosto e ela segura uma pequena torta. Sua expressão é de irritação, enquanto come. O fundo está desfocado, mas é possível identificar três silhuetas que usam roupas sociais." width="1600" height="600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/shivababy-anajuliatrevisan.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/shivababy-anajuliatrevisan-800x300.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/shivababy-anajuliatrevisan-1024x384.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/shivababy-anajuliatrevisan-768x288.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/shivababy-anajuliatrevisan-1536x576.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/shivababy-anajuliatrevisan-1200x450.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26499" class="wp-caption-text">A representatividade bissexual é a grande engrenagem de Shiva Baby (Foto: Shiva Baby LLC)</figcaption></figure>
<p><b>Shiva Baby</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Marcando a astuta estreia da diretora canadense Emma Seligman, </span><a href="https://personaunesp.com.br/shiva-baby-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Shiva Baby</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> constrói um tragicômico cenário de transição entre a juventude e a vida adulta. As relações incômodas dentro da narrativa passiva-agressiva vem da própria experiência de Seligman, mulher, judia e bissexual, assim como a protagonista, Danielle (Rachel Sennott). O filme se materializa, principalmente, na calamidade de ver os pais quererem decidir não só o futuro, mas por quem ela se atrai. Além dos pilares que constroem as características da protagonista, a interação que o longa tem com o público reforça a claustrofóbica narrativa, nos aproximando de </span><i><span style="font-weight: 400;">Shiva Baby</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Poucas produções consegue fazer humor com sexo de maneira tão boa, vide o primor inatingivel de </span><a href="http://personaunesp.com.br/fleabag-5-anos/"><i><span style="font-weight: 400;">Fleabag</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Com traços que lembram a produção britânica, o roteiro é aguçado ao apresentar cada passo de Danielle de maneira orgânica e praticamente em tempo real. A agilidade da narrativa também faz com que o filme funcione como um</span> <a href="https://personaunesp.com.br/tag/mes-do-horror/"><i><span style="font-weight: 400;">thriller</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, tornando a experiência de assistir a produção ainda mais satisfatória. Tudo isso graças ao</span><i><span style="font-weight: 400;"> timing</span></i><span style="font-weight: 400;"> da direção que encontra as brechas do riso na comédia e do susto no horror. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a</span> <span style="font-weight: 400;">cena da conversa no quarto; e a cena do choro.</span></p>
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<figure id="attachment_26414" aria-describedby="caption-attachment-26414" style="width: 1680px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26414" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/spencer-vitoria-lopes-gomez.jpg" alt="cena do filme Spencer. A cena mostra uma pessoas sentadas à mesa de jantar, iluminada com velas. À esquerda, vemos parte do braço de um homem, desfocado. Ao centro da imagem, vemos Diana, a personagem interpretada por Kristen Stewart. Ela é uma mulher branca, magra, de cabelos loiros lisos e na altura do ombro, aparentando cerca de 30 anos. Ela usa brincos, um colar de pérolas e um vestido esverdeado, e tem uma expressão tensa. À direita da imagem, vemos a figura de duas pessoas comendo à mesa, desfocadas, e velas acesas." width="1680" height="945" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/spencer-vitoria-lopes-gomez.jpg 1680w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/spencer-vitoria-lopes-gomez-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/spencer-vitoria-lopes-gomez-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/spencer-vitoria-lopes-gomez-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/spencer-vitoria-lopes-gomez-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/spencer-vitoria-lopes-gomez-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26414" class="wp-caption-text">O local retratado em Spencer é o Queen’s Sandringham, a casa de campo da Família Real, em Norfolk, Reino Unido (Foto: Shoebox Films)</figcaption></figure>
<p><b>Spencer</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O espectro da Princesa Diana em Kristen Stewart não poderia fugir da lista dos Melhores de 2021. </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yS1oP3VaXQA"><i><span style="font-weight: 400;">Spencer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, fruto da imaginação do roteirista Steven Knight, reimagina os dias anteriores à separação dela e do Príncipe Charles, durante o final de semana de Natal. Na direção do filme, o chileno Pablo Larraín conduz um olhar angustiante pelos corredores fantasmagóricos do palácio de férias da Família Real, mas também mostra a </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=w09ZdamKTxI"><span style="font-weight: 400;">tocante relação</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre mãe e filhos. A reconstrução dos ambientes, das vestimentas e da caracterização dos personagens intensifica a imersão e o desconforto com as situações, e rendeu reconhecimentos aos departamentos de arte do longa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Imersão essa que também é crédito da </span><a href="https://www.vogue.pt/spencer-filme-princesa-diana"><span style="font-weight: 400;">fotografia</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Claire Mathon. As lentes da cinegrafista se mantêm próximas e, ao mesmo tempo, distantes da Lady Di, e acentuam a nebulosidade e o pesar dos dias retratados, a partir de uma livre imaginação. E encarnando a </span><i><span style="font-weight: 400;">Spencer </span></i><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cZA0OlajVpM"><span style="font-weight: 400;">em pessoa</span></a><span style="font-weight: 400;">, Kristen Stewart entrega uma das melhores performances de sua vasta carreira. A linguagem corporal, a presença em cena, o </span><a href="https://www.imdb.com/video/vi888455961?listId=ls025720609&amp;ref_=tt_eds_center-3_vd_fanq_kstew_i"><span style="font-weight: 400;">sotaque</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os maneirismos adotados pela versátil atriz incorporam a Princesa do Povo, no que ela externaliza as aflições e angústias da figura. O longa recebeu indicações e troféus em </span><a href="https://www.imdb.com/title/tt12536294/awards/?ref_=tt_awd"><span style="font-weight: 400;">dezenas</span></a><span style="font-weight: 400;"> de importantes premiações, incluindo reconhecimentos à trilha sonora de Jonny Greenwood, à direção, à direção de arte e ao </span><a href="https://gshow.globo.com/tudo-mais/tv-e-famosos/noticia/globo-de-ouro-2022-veja-a-lista-completa-dos-vencedores.ghtml"><span style="font-weight: 400;">elenco</span></a><span style="font-weight: 400;"> principal e coadjuvante. Ainda em aberto, Stewart concorre como Melhor Atriz no </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/oscar/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">2022. </span><b>&#8211; Vitória Lopes Gomez</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">Diana chegando na residência pela primeira vez; Diana e Maggie conversando na praia; e a cena do jantar de Natal.</span></p>
<hr />
<figure id="attachment_26645" aria-describedby="caption-attachment-26645" style="width: 2400px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26645" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/summer-of-soul-raquel.jpg" alt="Cena do documentário Summer of Soul. A imagem é colorida e tem efeito desfocado e distorcido. É de dia e o cenário é um parque. À esquerda, está Nina Simone. Ela é uma mulher negra e está de perfil, virada para a direita, enquanto canta sorrindo, de olhos fechados. Ao redor dela, preenchendo todo o resto da imagem, existe um público majoritariamente negro que a assiste. " width="2400" height="1600" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/summer-of-soul-raquel.jpg 2400w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/summer-of-soul-raquel-800x533.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/summer-of-soul-raquel-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/summer-of-soul-raquel-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/summer-of-soul-raquel-1536x1024.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/summer-of-soul-raquel-2048x1365.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/summer-of-soul-raquel-1200x800.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26645" class="wp-caption-text">O documentário mais premiado do ano é a grande aposta ao Oscar de Melhor Documentário de 2022 (Foto: Searchlight Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Summer of Soul (&#8230;ou, Quando a Revolução Não Pôde Ser Televisionada) [Summer of Soul (&#8230;Or, When the Revolution Could Not Be Televised)]</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É o lendário verão de 1969, quando a cultura norte-americana viveu uma de suas revoluções mais significativas. Mas não, não estamos falando de </span><a href="https://www.letras.mus.br/blog/festival-de-woodstock/"><i><span style="font-weight: 400;">Woodstock</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. Ao contrário do que a apropriação branca do momento histórico faz parecer, o evento </span><i><span style="font-weight: 400;">hippie</span></i><span style="font-weight: 400;"> não era o único centro de efervescência cultural da época. Como prova disso, existe </span><i><span style="font-weight: 400;">Summer of Soul</span></i><span style="font-weight: 400;">, que se dedica a registrar como elemento principal da história daquele ano o contexto da comunidade negra de Nova York. O filme de </span><a href="https://www.instagram.com/questlove/?hl=pt-br"><span style="font-weight: 400;">Ahmir &#8220;Questlove&#8221; Thompson</span></a><span style="font-weight: 400;"> se reúne ao redor do </span><a href="https://musicnonstop.uol.com.br/conheca-a-historia-do-festival-de-musica-negra-summer-of-soul-que-acaba-de-virar-documentario-premiado/"><i><span style="font-weight: 400;">Harlem Cultural Festival</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, que tomou uma região durante seis finais de semana seguidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na companhia de alguns dos maiores nomes da Música negra, como Stevie Wonder e Nina Simone, e de gêneros essencialmente representativos, como o </span><i><span style="font-weight: 400;">blues</span></i><span style="font-weight: 400;"> e o </span><i><span style="font-weight: 400;">jazz</span></i><span style="font-weight: 400;">, a obra se tornou </span><a href="https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2022/01/summer-of-soul-pode-levar-o-oscar-ao-resgatar-festival-negro-de-1969.shtml#:~:text=Foi%20um%20dos%20mais%20aclamados,no%20dia%2027%20de%20mar%C3%A7o."><span style="font-weight: 400;">o documentário mais premiado</span></a><span style="font-weight: 400;"> do ano. Respirando Música e expressando uma intenção determinada do início ao fim, </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=7A_A9IqC3Co"><i><span style="font-weight: 400;">Summer of Soul</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> se destaca não só pela grandiosa narrativa, mas também pela forma como se manifesta. O fenômeno começou em 2021, conquistando a maioria das críticas dos Estados Unidos e a visibilidade do Festival de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sundance</span></i><span style="font-weight: 400;">, num percurso impecável até chegar em 2022, com o reconhecimento do Sindicato dos Produtores e dos Diretores, grandes chances de vencer o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Grammy</span></i><span style="font-weight: 400;"> e finalmente indicado ao </span><a href="https://www.instagram.com/p/CanvkfhKCQk/"><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. E dessa vez, a revolução será televisionada. </span><b>&#8211; Raquel Dutra</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a série da abertura que introduz o filme com uma sequência de montagem totalmente harmônica com a trilha e as imagens.</span></p>
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<figure id="attachment_26341" aria-describedby="caption-attachment-26341" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26341" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Tempo-Caio-Machado-800x400.jpg" alt="Cena do filme Tempo. A cena mostra uma família abraçada em uma praia, embaixo de um guarda-sol. Vemos um homem mexicano de cabelo preto abraçado a um menino magro, também de cabelo preto. À esquerda, vemos uma jovem branca, com cabelo castanho na altura dos ombros, abraçando os dois e uma mulher com a cabeça apoiada nas costas da jovem. A mulher tem cabelo curto e veste uma camisa branca com linhas azuis. Ao fundo, vemos as ondas do mar. " width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Tempo-Caio-Machado-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Tempo-Caio-Machado-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Tempo-Caio-Machado-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Tempo-Caio-Machado.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26341" class="wp-caption-text">Tempo é uma reflexão intensa sobre o envelhecimento (Foto: Universal Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Tempo (Old) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para algumas pessoas, o processo de envelhecimento é entendido como um verdadeiro horror. </span><a href="https://personaunesp.com.br/tempo-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Tempo</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, o trabalho mais recente de M. Night Shyamalan, se aproveita disso para elaborar situações angustiantes e grotescas em um filme que lida com o suspense com maestria. A câmera de Shyamalan explora cada canto da praia e insere o medo naquilo que não vemos, pois sabe que não há nada mais assustador do que a imaginação humana. Porém, o filme impressiona não só pelo terror, mas por também inserir cenas tocantes em meio à correria dos personagens para sair daquele ambiente hostil. Nesse sentido, a conversa melancólica entre Guy (Gael García Bernal) e Prisca (Vicky Krieps) à noite é um dos melhores momentos da obra. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra cena que merece destaque é quando Trent e Maddox decidem construir um castelo de areia, perto do final. Nela, uma atividade banal se torna uma emocionante reflexão sobre a passagem do tempo e a perda da </span><a href="https://personaunesp.com.br/sweet-tooth-critica/"><span style="font-weight: 400;">inocência</span></a><span style="font-weight: 400;"> que vem com a chegada da idade adulta. Em um ano onde a pandemia se manteve presente, o filme</span> <span style="font-weight: 400;">pode ser entendido como uma alegoria à quarentena, onde ficar em casa altera com a percepção de tempo das pessoas e traz todo um leque de incertezas. No entanto, em um período histórico com tantas perdas, a obra pode ajudar a compreender que envelhecer não é tão ruim assim. Na verdade, é um privilégio. </span><b>&#8211; Caio Machado </b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b>a <span style="font-weight: 400;">da caverna, onde Trent e Maddox só conseguem enxergar o que a luz do fósforo permite enquanto a mulher os persegue é capaz de causar calafrios; a cena onde as crianças constroem um castelo de areia também merece ser mencionada por sua sensibilidade ao discutir sobre o processo de tornar-se adulto.</span></p>
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<figure id="attachment_26386" aria-describedby="caption-attachment-26386" style="width: 1333px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26386" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Box-No-Ritmo-do-Coracao-Nathalia-Tetzner.jpeg" alt="Cena do filme The Box: No Ritmo do Coração. Na imagem, Jihoon, um homem branco de cabelo e olhos escuros, toca um violão de tom marrom. O cantor veste uma camisa branca e carrega um fone de ouvido headset branco ao redor do pescoço. Ao fundo, as águas do rio e os prédios da cidade" width="1333" height="551" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Box-No-Ritmo-do-Coracao-Nathalia-Tetzner.jpeg 1333w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Box-No-Ritmo-do-Coracao-Nathalia-Tetzner-800x331.jpeg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Box-No-Ritmo-do-Coracao-Nathalia-Tetzner-1024x423.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Box-No-Ritmo-do-Coracao-Nathalia-Tetzner-768x317.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Box-No-Ritmo-do-Coracao-Nathalia-Tetzner-1200x496.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26386" class="wp-caption-text">O filme sul-coreano foi certeiro na escolha do tom leve para abordar cenários complexos (Foto: Studio Take/Cine Pilwoon)</figcaption></figure>
<p><b>The Box &#8211; No Ritmo do Coração (Deo Bagseu)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A princípio despretensioso, </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-box-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Box &#8211; No Ritmo do Coração</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> até pareceu ser só mais um filme bobo para assistir em uma Sessão da Tarde, mas a narrativa complexa mostrou que a leveza da produção foi exclusividade do tom da abordagem. Assombrado pelos traumas do passado, a composição do personagem principal Jihoon (Park Chanyeol) foi certeira, sendo muito difícil que alguém não tenha se identificado com ele durante algum minuto da sua trajetória na narrativa. Assim como o público, Minsoo (Jo Dalhwan) se encantou pelo jovem músico e se comprometeu a levá-lo ao estrelato.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Acontece que ao lado de um produtor musical falido, Jihoon não iria muito longe, certo? Errado. Entre momentos trágicos e cômicos, a caminhada dos dois amantes da Música prendeu a atenção de quem assistiu o longa e se configurou como uma premissa simples, mas bem executada. Se o protagonista passa boa parte do tempo cantando dentro de uma caixa de papelão por timidez, </span><i><span style="font-weight: 400;">The Box &#8211; No Ritmo do Coração </span></i><span style="font-weight: 400;">também não foge disso, a direção de Yang Jeong-Woong não foi </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=yhoB303gt_U"><span style="font-weight: 400;">‘fora da caixa’</span></a><span style="font-weight: 400;">, porém não se limitou a ela. </span><b>&#8211; Nathalia Tetzner</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">a cena em que Jihoon se lembra da infância, em um </span><i><span style="font-weight: 400;">flashback </span></i><span style="font-weight: 400;">que explica os seus motivos para temer cantar fora da caixa; e o momento em que ele tenta se apresentar em público pela primeira vez, ao lado de uma cantora cega.</span></p>
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<figure id="attachment_26339" aria-describedby="caption-attachment-26339" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26339" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Card-Counter-Caio-Machado-800x450.jpg" alt="Cena do filme The Card Counter. A cena mostra um homem guatemalteco-americano sentado à mesa em um refeitório, com várias mesas ao redor. O homem tem cabelo comprido em cima, penteado para trás e raspado dos lados. Ele veste uma camisa cinza e mostra uma carta de baralho, dez de ouros, para outra pessoa que não está em cena. " width="800" height="450" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Card-Counter-Caio-Machado-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Card-Counter-Caio-Machado-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Card-Counter-Caio-Machado-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Card-Counter-Caio-Machado-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Card-Counter-Caio-Machado.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26339" class="wp-caption-text">Oscar Isaac entrega uma das melhores atuações do ano em The Card Counter (Foto: Focus Features)</figcaption></figure>
<p><b>The Card Counter: O Jogador (The Card Counter) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dizem que, ao longo da carreira, um cineasta faz várias versões de um mesmo filme e, com o tempo, pode se aproximar da perfeição ou do fracasso. Em </span><i><span style="font-weight: 400;">The Card Counter</span></i><span style="font-weight: 400;">, Paul Schrader</span> <span style="font-weight: 400;">prova que se enquadra no primeiro caso. O filme conduz temas já trabalhados em obras anteriores, como a redenção e o amor como força transformadora, de maneira minuciosa, tão atenta aos detalhes quanto seu protagonista, o taciturno William Tell (Oscar Isaac). Sob as </span><a href="https://personaunesp.com.br/after-hours-critica/"><span style="font-weight: 400;">luzes coloridas dos cassinos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e acompanhado da tensão das mesas de jogo, é um excelente estudo de personagem que fascina por seu ritmo desacelerado e pela atmosfera sombria que consegue construir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme exerce um grande controle sobre as emoções de seus personagens e os atores, especialmente </span><a href="https://personaunesp.com.br/duna-2021-critica/"><span style="font-weight: 400;">Oscar Isaac</span></a><span style="font-weight: 400;"> e Tye Sheridan, entregam performances contidas, de uma aparente tranquilidade que esconde uma angústia existencial dolorosa. É essa escolha de segurar as emoções ao máximo que torna as cenas mais intensas tão impactantes. Nos melhores momentos, como no passeio noturno de Tell com La Linda (Tiffany Haddish) e no confronto do protagonista contra Gordo (Willem Dafoe), o filme consegue emocionar graças à maneira sincera como trata seus personagens. No final, mostra que todos merecem amor, independente dos traumas que carreguem. Junto com </span><i><span style="font-weight: 400;">Matrix Resurrections</span></i><span style="font-weight: 400;">, é um dos filmes mais românticos de 2021. </span><b>&#8211; Caio Machado </b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b>o<span style="font-weight: 400;"> passeio noturno de William Tell com Linda, enquanto os dois andam por corredores repletos de luzes coloridas, é maravilhoso e surpreende pelo ar romântico em um filme tão sombrio; a cena em que o protagonista vai confrontar o personagem de Willem Dafoe na casa dele, também durante a noite, consegue impactar por sua intensidade e violência, mesmo não sendo explícita. </span></p>
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<figure id="attachment_26342" aria-describedby="caption-attachment-26342" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26342" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Velvet-Underground-Caio-Machado-800x400.jpg" alt="Cena do filme The Velvet Underground. A cena mostra três músicos em um salão, rodeados de caixas de som. Todos são brancos, têm cabelo preto e usam roupas pretas com calça jeans. Estão com guitarras nos braços. Nas paredes, vemos vários balões. " width="800" height="400" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Velvet-Underground-Caio-Machado-800x400.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Velvet-Underground-Caio-Machado-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Velvet-Underground-Caio-Machado.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26342" class="wp-caption-text">Todd Haynes quebra a estrutura dos filmes documentais em The Velvet Underground (Foto: AppleTV+)</figcaption></figure>
<p><b>The Velvet Underground</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como fazer jus à uma banda tão importante para a história da música quanto </span><a href="https://personaunesp.com.br/the-velvet-underground-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">The Velvet Underground</span></i></a><span style="font-weight: 400;">? Seguir nos moldes de um documentário tradicional sobre Música, contando a história do grupo de maneira linear e com depoimentos aqui e ali não parece justo, então o diretor Todd Haynes optou por fugir desse modelo e experimentar na estrutura documental, assim como os músicos fizeram em sua carreira. É justamente isso o que o torna especial diante de outros filmes do gênero: sua disposição para experimentar com a linguagem cinematográfica e explorar o que é exibido na tela, as imagens de arquivo e os sons, sejam eles músicas ou não. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é só uma biografia da banda. É também um retrato imersivo e carinhoso da cena cultural que habitou a Nova York da década de 1960. Consegue transmitir a sensação eletrizante de viver na cidade naquele período e ainda reflete sobre o contexto histórico com um olhar crítico através dos depoimentos, como na sensacional cena que critica a hipocrisia do movimento </span><i><span style="font-weight: 400;">hippie</span></i><span style="font-weight: 400;">. Também é muito emocionante a homenagem que o filme faz a Jonas Mekas, grande nome do Cinema experimental que faleceu em 2019. </span><i><span style="font-weight: 400;">The Velvet Underground </span></i><span style="font-weight: 400;">é uma excelente biografia sobre a banda liderada por Lou Reed e uma carta de amor apaixonada à experimentação na </span><a href="https://personaunesp.com.br/ziraldo-uma-obra-que-pede-socorro-critica/"><span style="font-weight: 400;">arte</span></a><span style="font-weight: 400;">. Sem experimentar, sem quebrar regras, não há evolução. </span><b>&#8211; Caio Machado</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b>a<span style="font-weight: 400;"> cena em que as entrevistadas denunciam a hipocrisia do movimento </span><i><span style="font-weight: 400;">hippie </span></i><span style="font-weight: 400;">é fantástica por sua sinceridade; e todo o relato da viagem da banda à Califórnia, em 1966, é vibrante e cômico pelo contraste entre o visual soturno dos integrantes e o ambiente ensolarado. </span></p>
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<figure id="attachment_26374" aria-describedby="caption-attachment-26374" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26374" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Worst-Person-in-the-World-Ayra-Mori.jpg" alt="Cena do filme The Worst Person in the World. A cena mostra Eivind e Julie trocando a fumaça do cigarro pela boca, um de frente para o outro, em perfil. Eivind, interpretado por Herbert Nordrum, é um homem adulto branco de cabelo curto loiro escuro. Ele veste um paletó preto com uma camisa branca por baixo. Julie, interpretada por Renate Reinsve, é uma mulher adulta branca de cabelo longo com franja curta na cor castanho claro. Ela veste um paletó marrom. Ela segura o ombro de Eivind com a mão da frente e, com a outra mão, segura um cigarro. Ambos estão com os olhos entreabertos, quase fechando. A fumaça do cigarro é espessa e destacada, com desenhos ondulados. O fundo é desfocado, sendo possível identificar apenas folhagens de árvores verdes e pontos de luzes aleatórios, nas cores vermelho, branco e azul." width="1280" height="713" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Worst-Person-in-the-World-Ayra-Mori.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Worst-Person-in-the-World-Ayra-Mori-800x446.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Worst-Person-in-the-World-Ayra-Mori-1024x570.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Worst-Person-in-the-World-Ayra-Mori-768x428.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/The-Worst-Person-in-the-World-Ayra-Mori-1200x668.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26374" class="wp-caption-text">Apesar das somente duas indicações para Melhor Filme Internacional e Melhor Roteiro Original à premiação do Oscar 2022, é Renate Reinsve como Julie que faz de The Worst Person in the World um dos melhores filmes do ano (Foto: MK2 Productions)</figcaption></figure>
<p><b>The Worst Person in the World (Verdens verste menneske)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dividido por doze capítulos, um prólogo e um epílogo, </span><a href="https://youtu.be/55M5ZgAqbWo"><i><span style="font-weight: 400;">The Worst Person in the World</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> acompanha quatro anos da vida de Julie (Renate Reinsve), uma jovem adulta ótima em não tomar decisão alguma – e estranhamente parecida com a atriz Dakota Johnson. Protagonista, Julie não é estudante de medicina, não é estudante de psicologia, ela é fotógrafa. Julie não tem cabelo loiro, não tem cabelo rosa, ela tem cabelo castanho. Julie não está no começo de seus vinte anos, não está no fim de seus vinte anos, ela está no início de seus trinta. Em síntese, Julie é tudo, mas também não é nada, muito menos a pior pessoa do mundo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em constante processo de mudança, Julie permanece, do início ao fim, um verdadeiro mistério. A presença fascinante de Reinsve como musa do filme (</span><a href="https://www.newyorker.com/culture/the-front-row/the-worst-person-in-the-world-is-a-sham-except-for-its-lead-performance"><span style="font-weight: 400;">performance</span></a><span style="font-weight: 400;"> essa que lhe rendeu uma vitória de </span><a href="https://www.omelete.com.br/filmes/worst-person-in-the-world-trailer"><span style="font-weight: 400;">Melhor Atriz</span></a><span style="font-weight: 400;"> em </span><i><span style="font-weight: 400;">Cannes</span></i><span style="font-weight: 400;"> 2021) expande o drama norueguês para adiante da admiração romanticamente superficial do diretor Joachim Trier sobre a protagonista, que a engessa como estátua </span><a href="http://centrocultural.sp.gov.br/2020/03/06/a-representatividade-da-mulher-na-arte/"><span style="font-weight: 400;">meramente contemplativa</span></a><span style="font-weight: 400;">. Reinsve puxa Julie para baixo do pedestal, provando, por trás da beleza, as falhas de sua anti-heroína, e fazendo de </span><i><span style="font-weight: 400;">The Worst Person in the World</span></i><span style="font-weight: 400;"> um dos melhores filmes do ano. </span><b>&#8211; Ayra Mori</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> prólogo; quando o mundo pausa e Julie corre por Oslo; Aksel tocando bateria no ar.</span></p>
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<figure id="attachment_26331" aria-describedby="caption-attachment-26331" style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-medium wp-image-26331" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-tick-tick...-BOOM-800x451.jpg" alt="Cena de tick,tick… BOOM! Nela, o personagem de Andrew Garfield aparece no canto direito. Andrew é um homem branco, alto e de cabelo grande. Ele segura um microfone com fio com a mão direita, enquanto a esquerda está sobre o peito na altura do coração. Andrew está com um semblante alegre e sorriso tímido, por estar em um palco, provavelmente está agradecendo. Ele veste uma camisa branca de manga comprida e uma calça de alfaiataria. A camisa está por dentro da calça. Na frente de Andrew está um pedestal de microfone na cor preta e logo atrás há um piano na cor marrom. O fundo do cenário é composto por quatro fileiras de lâmpadas circulares, que estão acesas, sobre um fundo preto." width="800" height="451" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-tick-tick...-BOOM-800x451.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-tick-tick...-BOOM-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-tick-tick...-BOOM-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-tick-tick...-BOOM-1200x676.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Melhores-Filmes-tick-tick...-BOOM.jpg 1296w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-26331" class="wp-caption-text">O Globo de Ouro para Andrew em Melhor Ator em Filme de Comédia ou Musical o credencia como um dos favoritos ao Oscar (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>tick, tick… BOOM!</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O estreante diretor Lin-Manuel Miranda (</span><a href="https://personaunesp.com.br/hamilton-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Hamilton</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) vê o musical </span><i><span style="font-weight: 400;">Rent </span></i><span style="font-weight: 400;">como divisor de águas em sua vida e inspiração para a carreira. Então, não tinha pessoa melhor em momento mais ideal para dirigir </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=gOSGZGdp0lI&amp;ab_channel=NetflixBrasil"><i><span style="font-weight: 400;">tick, tick… BOOM!</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, filme que conta o processo criativo do compositor Jonathan Larson (Andrew Garfield) e é baseado em outro musical homônimo do escritor. Aqui, o cineasta aborda a história de forma muito íntima sobre o trabalho de Larson e é extremamente bem contextualizado com as vivências e dramas do compositor durante os anos 90, graças a um subtexto dosado na medida certa. Mesmo se tratando de uma história difícil e tortuosa, Lin-Manuel Miranda opta por dar um tom otimista para celebrar as pequenas vitórias que Larson infelizmente não aproveitou, esperando seu sucesso artístico, e faz dessa obra, uma carta de amor ao mestre.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">tick, tick… BOOM! </span></i><span style="font-weight: 400;">é um musical sem tirar nem pôr, daqueles em que os personagens começam com a cantoria nos momentos mais improváveis. Isso poderia trazer ao filme o estigma que todo musical injustamente carrega, mas o texto e direção conseguem preencher os intervalos das músicas com uma narrativa envolvente e humana, e uma metalinguagem bem sutil sobre o próprio processo criativo. Andrew Garfield dá vida ao protagonista de forma incrível e apaixonada. Ele consegue captar a complexidade da mente de um gênio por meio de uma dualidade que expressa toda a ansiedade do compositor através do olhar e toda a paixão de Larson através de sua voz, a construção de Garfield aqui é muito coerente. No mais, </span><i><span style="font-weight: 400;">tick, tick… BOOM! </span></i><span style="font-weight: 400;">é um musical feito por quem e para quem ama o gênero. </span><b>&#8211; Guilherme Veiga</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: a</b><span style="font-weight: 400;"> performance inicial de </span><i><span style="font-weight: 400;">30/90</span></i><span style="font-weight: 400;">; a cena da piscina com o desenho da piscina se transformando em partitura na performance de </span><i><span style="font-weight: 400;">Swimming</span></i><span style="font-weight: 400;">; e o primeiro ensaio do sexteto para </span><i><span style="font-weight: 400;">Superbia</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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<figure id="attachment_26486" aria-describedby="caption-attachment-26486" style="width: 1366px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26486" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Titane-Jho-Brunhara.jpg" alt="Cena do filme Titane. A cena mostra Alexia caracterizada de Adrien em cima de um caminhão de bombeiros. A câmera filma ela de cima do caminhão, e ela está de frente para a câmera, dançando em uma pose sensual de olhos fechados. Ela está careca e veste um macacão de bombeiro. Ao fundo, no chão do galpão, vemos diversos bombeiros, alguns sem camisa, assistindo a apresentação de Alexia. O galpão é iluminado por uma luz roxa azulada, e vemos bandeirinhas penduradas." width="1366" height="573" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Titane-Jho-Brunhara.jpg 1366w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Titane-Jho-Brunhara-800x336.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Titane-Jho-Brunhara-1024x430.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Titane-Jho-Brunhara-768x322.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Titane-Jho-Brunhara-1200x503.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26486" class="wp-caption-text"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=qfAqtFuGjWM">Let’s ride</a> (Foto: Kazak Productions)</figcaption></figure>
<p><b>Titane</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chocar está cada vez mais difícil. Toda bizarrice inesperada, estranheza, nojeira ou absurdo a </span><i><span style="font-weight: 400;">internet</span></i><span style="font-weight: 400;"> já mostrou. Mesmo assim, </span><a href="https://personaunesp.com.br/titane-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Titane</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> atropela até os mais avisados. O longa francês da roteirista e diretora Julia Ducournau conta a história de Alexia (Agathe Rousselle), que, quando criança, teve uma placa de titânio implantada em seu crânio após um acidente de carro. Já adulta, o trauma se converte em prazer: ela transa com um </span><i><span style="font-weight: 400;">Cadillac </span></i><span style="font-weight: 400;">e fica grávida dele, com direito a óleo de motor escorrendo de sua vagina. Ah, ela também é uma </span><i><span style="font-weight: 400;">serial killer</span></i><span style="font-weight: 400;">, e para fugir da polícia, assume a identidade de Adrien, um menino desaparecido há muitos anos. De cabelo e sobrancelha raspados, nariz quebrado e um semblante perdido, é aceita pelo pai verdadeiro do garoto, Vincent Legrand (Vincent Lindon).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na estrada em que dirige, Ducournau não respeita uma lei de trânsito sequer. O mórbido aposta racha com o sensual e o cômico, e quando se espera que o filme acelere no brutal, ele abre espaço para uma narrativa com sentimentos. Tudo é sempre muito sensorial e propositalmente apelativo, confundindo o espectador se o que está se vendo na tela é literal ou metafórico. Não há uma única cena em que a criadora de </span><i><span style="font-weight: 400;">Titane</span></i><span style="font-weight: 400;"> se perde. A segunda mulher vencedora da Palma de Ouro do Festival de Cannes em 74 anos está pouco se fodendo para o que esperam de </span><a href="https://personaunesp.com.br/grave-5-anos/"><span style="font-weight: 400;">seu Cinema</span></a><span style="font-weight: 400;">. Ela não diz ser subversiva, ela é. Seu trabalho é como uma saborosa cebola que também faz chorar, desabrochando em camadas. É despretensiosamente pretensioso, e é isso que o torna genial. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> a cena em que os bombeiros estão dançando na festa organizada por eles; e a cena em que Alexia, caracterizada de Adrien, dança sensualmente em cima do caminhão para os bombeiros assistirem.</span></p>
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<figure id="attachment_26500" aria-describedby="caption-attachment-26500" style="width: 1600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26500" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ruadomedo-anajuliatrevisan.jpg" alt="Cena do filme Rua do Medo: 1978. Emily Rudd e Sadie Sink se encaram, uma de frente para a outra e de perfil para nós. Emily, à esquerda, tem cabelos ruivos, é uma mulher branca e usa camisa polo branca com listras laranjas. Sadie, à direita, é mais jovem, também ruiva e branca, e usa uma blusa branca com listras vermelhas e azuis." width="1600" height="669" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ruadomedo-anajuliatrevisan.jpg 1600w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ruadomedo-anajuliatrevisan-800x335.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ruadomedo-anajuliatrevisan-1024x428.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ruadomedo-anajuliatrevisan-768x321.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ruadomedo-anajuliatrevisan-1536x642.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/ruadomedo-anajuliatrevisan-1200x502.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26500" class="wp-caption-text">Pânico, Halloween, O Massacre da Serra Elétrica, Carrie e Sexta-Feira 13 são alguns dos filmes referenciados na Trilogia (Foto: Netflix)</figcaption></figure>
<p><b>Trilogia Rua do Medo (The Fear Street Trilogy)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2021 foi um ano bastante frutífero para a</span><i><span style="font-weight: 400;"> Netflix</span></i><span style="font-weight: 400;">. Desde o princípio, o </span><i><span style="font-weight: 400;">streaming</span></i><span style="font-weight: 400;"> garantiu que não faltaria investimento em lançamentos, e nessa busca por movimentar as sextas-feiras, a aposta foi certeira numa trilogia de filmes de terror dirigida por Leigh Janiak. </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1994-parte-1-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1994</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1978-parte-2-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1978</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://personaunesp.com.br/rua-do-medo-1666-parte-3-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1666</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, a cada semana um deles chegou, respectivamente, ao catálogo</span><i><span style="font-weight: 400;"> Tudum</span></i><span style="font-weight: 400;">, construindo uma </span><i><span style="font-weight: 400;">storyline</span></i><span style="font-weight: 400;"> que abocanhou os </span><i><span style="font-weight: 400;">guilty pleasures</span></i><span style="font-weight: 400;"> do horror.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o primeiro filme servindo para introduzir os personagens e a trama, os ovos de ouro ficam mesmo para os dois filmes seguintes. </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1978</span></i><span style="font-weight: 400;"> traz história de acampamento, sangue e os belos cabelos ruivos de Sadie Sink. Com uma boa progressão, o filme traz um </span><i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i><span style="font-weight: 400;"> que faz compensar a espera de uma semana em relação ao anterior e cria uma ansiedade para o próximo. Já </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1666</span></i><span style="font-weight: 400;"> volta à caça às bruxas e, inserindo a temática </span><a href="https://twitter.com/personaunesp/status/1452425965024563202"><i><span style="font-weight: 400;">queer</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, fecha a trinca com todos elementos que dão as características das melhores produções do gênero. </span><b>&#8211; Ana Júlia Trevisan</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">o</span> <i><span style="font-weight: 400;">plot twist</span></i><span style="font-weight: 400;"> de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1978; </span></i><span style="font-weight: 400;">e a cena da fogueira de </span><i><span style="font-weight: 400;">Rua do Medo: 1666</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
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<figure id="attachment_26426" aria-describedby="caption-attachment-26426" style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26426" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/turma-da-monica-licoes.jpg" alt="Cena do filme Turma da Mônica: Lições. A imagem mostra quatro crianças uma atrás da outra, Cebolinha, Magali, Cascão e Mônica, vestindo uniforme escolar, agachadas ao lado da parede amarela de um corredor." width="1280" height="720" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/turma-da-monica-licoes.jpg 1280w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/turma-da-monica-licoes-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/turma-da-monica-licoes-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/turma-da-monica-licoes-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/turma-da-monica-licoes-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26426" class="wp-caption-text">O elenco de Lições voltará a viver os personagens icônicos em uma <a href="https://g1.globo.com/pop-arte/tv-e-series/noticia/2022/01/07/turma-da-monica-vai-virar-serie-no-globoplay-com-diretor-e-elenco-dos-filmes.ghtml">série original do Globoplay</a> (Foto: Paris Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Turma da Mônica: Lições </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já fazem mais de 50 anos que o universo criado nos quadrinhos por Maurício de Sousa permanece vivo no imaginário cultural brasileiro. Sua mãe leu, você leu, e o seu priminho mais novo também. Em 2019, </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/daniel-rezende/"><span style="font-weight: 400;">Daniel Rezende</span></a><span style="font-weight: 400;"> soube, satisfatoriamente, transportar esse universo para o </span><i><span style="font-weight: 400;">live-action </span></i><span style="font-weight: 400;">com um elenco infantil adorável em </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=Mjz_IqLtI58"><i><span style="font-weight: 400;">Turma da Mônica: Laços</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. A ambiciosa sequência, que chegou no finalzinho de 2021, tem a ousadia de fazer o quarteto lidar com algo que poucas ou nenhuma vez vimos com essa carga toda nos quadrinhos: crescer. Não se trata do “estar crescidos” estático da </span><i><span style="font-weight: 400;">Turma da Mônica Jovem</span></i><span style="font-weight: 400;">, mas do crescer como um processo, uma transformação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ver um arco dramático operando mudanças significativas em personagens que existiram por tantos e tantos anos da mesma forma, dói. E é assim que </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=c1tAF7uFMgo&amp;t=79s"><i><span style="font-weight: 400;">Turma da Mônica: Lições</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> consegue ser tão bom: transformando figuras tão amadas sem esquecer de quem elas são. Isso sem contar a construção de mundo impecável, na fotografia nostálgica, na chuva de coadjuvantes adoráveis e </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;">, e no fato de que este talvez seja o filme que melhor consegue representar uma vivência escolar no Brasil. </span><i><span style="font-weight: 400;">Lições</span></i><span style="font-weight: 400;"> é um longa corajoso, hilário, emocionante e que abre portas para a expansão de um universo cinematográfico promissor. É bom tomar cuidado, </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">.</span><b> &#8211; João Batista Signorelli</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">dois encontros hilários: Cascão com do Contra, e Cebolinha com Humberto. </span></p>
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<figure id="attachment_26418" aria-describedby="caption-attachment-26418" style="width: 2560px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26418" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/farhadi_film-scaled.jpg" alt="Cena do filme Um Herói. A imagem mostra um homem homem persa de cabelos escuros e barba, vestindo camisa branca desabotoada e terno preto sendo segurado por outros dois homens, que parecem impedir sua passagem. Eles se encontram em um lugar movimentado, com pessoas ao fundo. " width="2560" height="1440" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/farhadi_film-scaled.jpg 2560w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/farhadi_film-800x450.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/farhadi_film-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/farhadi_film-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/farhadi_film-1536x864.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/farhadi_film-2048x1152.jpg 2048w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/farhadi_film-1200x675.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26418" class="wp-caption-text">Um Herói é o que poucos dramas conseguem ser: um filme de tirar o fôlego (Foto: California Filmes)</figcaption></figure>
<p><b>Um Herói (Ghahreman)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até que ponto uma meia-verdade não é uma mentira? Quais as possíveis consequências catastróficas das “histórias reais” que narramos? Um ato de gentileza pode destruir a vida de alguém? Essas e outras questões são trabalhadas no </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-heroi-asghar-farhadi-critica/"><span style="font-weight: 400;">novo longa</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Asghar Farhadi, que desmascara as narrativas de heroísmo, criando um ambiente de incerteza moral onde nenhuma boa ação parece suficiente para amenizar uma inevitável catástrofe pessoal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Visto e aclamado pelo Persona na 45ª </span><a href="https://personaunesp.com.br/tag/mostra-internacional-de-cinema-em-sao-paulo/"><span style="font-weight: 400;">Mostra Internacional</span></a><span style="font-weight: 400;"> de Cinema em São Paulo, o </span><a href="https://kayhanlife.com/authors/asghar-farhadi-wins-cannes-festival-grand-prix-for-the-hero-will-he-get-a-third-oscar/"><span style="font-weight: 400;">vencedor do Grande Prêmio</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Festival de </span><i><span style="font-weight: 400;">Cannes </span></i><span style="font-weight: 400;">esteve na pré-lista de indicados ao </span><i><span style="font-weight: 400;">Oscar</span></i><span style="font-weight: 400;"> de Melhor Filme Internacional, mas </span><a href="https://ew.com/awards/oscars/oscar-nominations-2022-snubs-surprises/"><span style="font-weight: 400;">não conseguiu</span></a><span style="font-weight: 400;"> figurar na lista final, o que não diminui os méritos deste que é, sem dúvida, um dos filmes mais envolventes e emocionantes do ano. Encontrando tensão digna de um suspense nos dramas da vida real, e uma profunda humanidade em meio a conflitos que não parecem ter qualquer tipo de solução razoável, </span><i><span style="font-weight: 400;">Um Herói</span></i><span style="font-weight: 400;"> transborda de empatia e dor, e mostra que esses dois normalmente andam juntos.</span><b> &#8211; João Batista Signorelli</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">as lágrimas doloridas do filho de Rahim; e quando a tensão explode entre este e o seu credor. </span></p>
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<figure id="attachment_26437" aria-describedby="caption-attachment-26437" style="width: 1536px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26437" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Um-Lugar-Silencioso-Parte-II-Nathan-Sampaio.jpg" alt="Cena do filme Um Lugar Silencioso - Parte 2. Na imagem há três pessoas de costas. Da esquerda para a direita temos Marcus, um adolescente branco de cabelos cacheados e castanhos, ele usa uma blusa cinza com detalhes em azul e vermelho, e uma calça cinza. Ele carrega uma mala na mão esquerda e um balde na mão direita. No centro temos Evelyn, uma mulher adulta e branca, ela tem cabelos longos e loiros e usa um vestido verde, nas suas costas tem uma mochila e ela segura uma alça de um caixote com a mão direita. No canto direito temos Regan, uma adolescente branca, seu cabelo é castanho, cacheado e curto, ela usa uma blusa azul e uma saia listrada azul e rosa, em suas costas tem uma mochila, ela segura outra alça do caixote com a mão esquerda. Todos os personagens estão saindo de um túnel de trem, o chão está coberto de mato e ao fundo tem alguns prédios de indústria. " width="1536" height="1080" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Um-Lugar-Silencioso-Parte-II-Nathan-Sampaio.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Um-Lugar-Silencioso-Parte-II-Nathan-Sampaio-800x563.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Um-Lugar-Silencioso-Parte-II-Nathan-Sampaio-1024x720.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Um-Lugar-Silencioso-Parte-II-Nathan-Sampaio-768x540.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Um-Lugar-Silencioso-Parte-II-Nathan-Sampaio-1200x844.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26437" class="wp-caption-text">Um Lugar Silencioso &#8211; Parte II comprova a qualidade de John Krasinski como um diretor de suspense (Foto: Paramount Pictures)</figcaption></figure>
<p><b>Um Lugar Silencioso &#8211; Parte II (A Quiet Place &#8211; Part II)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sequência de </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-lugar-silencioso-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Um Lugar Silencioso</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> explora de maneira primorosa as consequências do longa original, além disso, ele desenvolve ainda mais os protagonistas, principalmente do núcleo mais jovem, que recebe um maior foco nesse enredo. Juntamente com o retorno do elenco original, tem-se a apresentação de novos personagens, os quais são igualmente interessantes e carismáticos. Essa adição de novos integrantes ao grupo de sobreviventes foi um acerto do roteiro de John Krasinski, pois permitiu explorar outros dramas do pós-apocalipse, além de tratar de eventos relevantes daquele universo, como o dia da invasão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O terror e o suspense presentes na história permanecem excelentes, há várias situações muito tensas, criativas e angustiantes. Mesmo com as descobertas do filme anterior, as criaturas seguem sendo uma presença ameaçadora. O uso do silêncio continua muito bom, e é interessante observar como os mais diversos personagens presentes na trama lidam com o barulho e quais os métodos eles desenvolveram para sobreviver. </span><a href="https://personaunesp.com.br/um-lugar-silencioso-parte-ii-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Um Lugar Silencioso &#8211; Parte II</span></i></a> <span style="font-weight: 400;">é um excelente retorno para o mundo pós-apocalíptico apresentado no longa de 2018, pois desenvolve, de maneira natural e orgânica, os elementos do original, além de apresentar novos sobreviventes e expandir a visão sobre esse universo assustador. </span><b>&#8211; Nathan Sampaio</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">o primeiro encontro da família Abbott com Emmett; o encontro inesperado que Emmett e Regan têm em sua jornada; e a invasão na vila.</span></p>
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<figure id="attachment_26487" aria-describedby="caption-attachment-26487" style="width: 1572px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26487" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Verao-de-85-Jho-Brunhara.jpg" alt="Cena do filme Verão de 85. A cena mostra os personagens David e Alexis numa festa. David é um menino de 18 anos branco, alto, magro e de cabelo médio liso castanho. Alexis é um menino branco, mais baixo que David, magro, e de cabelo curto liso loiro. A festa em que eles estão está escura, iluminada por luzes de cor rosa, roxa e amarela. Os dois personagens estão iluminados por uma luz amarela, e David está atrás de Alexis, colocando um fone de ouvido em suas orelhas." width="1572" height="1030" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Verao-de-85-Jho-Brunhara.jpg 1572w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Verao-de-85-Jho-Brunhara-800x524.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Verao-de-85-Jho-Brunhara-1024x671.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Verao-de-85-Jho-Brunhara-768x503.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Verao-de-85-Jho-Brunhara-1536x1006.jpg 1536w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Verao-de-85-Jho-Brunhara-1200x786.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26487" class="wp-caption-text">O longa franco-belga Verão de 85 foi exibido em 2020 na França, mas o lançamento no Brasil só aconteceu em 2021 (Foto: FOZ)</figcaption></figure>
<p><b>Verão de 85 (Été 85)</b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É o que dizem: o amor é uma faca de dois gumes. Para Alexis (Félix Lefebvre), ambas as pontas são afiadíssimas. Quando se deu conta do amor que sentia por David (Benjamin Voisin), não imaginava que poderia existir sentimento maior. Até perdê-lo. Antes fosse um término qualquer, seu amante foi perdido para a Morte, para sempre. E o romance que usa uma França litorânea perfeita dos anos 80 como cenário vira suspense por sua tragédia, alastrando o drama de um garoto apaixonado vivendo o melhor e o pior de um momento específico de sua juventude. Aquele </span><a href="https://personaunesp.com.br/verao-de-85-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Verão de 85</span></i></a><span style="font-weight: 400;"> nasceu em 1982, no livro </span><i><span style="font-weight: 400;">Dance on My Grave</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Aidan Chambers, adaptado por François Ozon para seu filme.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O exímio trabalho de Ozon </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=9Tv1viaO_NQ"><span style="font-weight: 400;">dá vida</span></a><span style="font-weight: 400;"> à obra-marco da Literatura LGBTQIA+ na sua maneira, capturando os sentimentos inocentes de Alex, encantado pela lábia e charme de David, que sabe muito bem o que está fazendo. No emaranhado de corações derretidos e partidos, acompanhamos uma história mágica, mas, ainda assim, de apertar o peito. A forma singular com que o menino que ficou enxerga sua própria vida e os eventos transpassa para a atmosfera do filme, e somos convidados a ver com esses mesmos olhos. Mesmo na morte, mesmo na perda, há a latência de amar e seguir em frente; e a promessa de dançar no túmulo do amigo-amante mostram que tanto Alexis quanto David se entendiam mais do que qualquer pessoa seria capaz. </span><b>&#8211; Jho Brunhara</b></p>
<p><b>Cenas Favoritas:</b><span style="font-weight: 400;"> a cena em que eles estão dançando ao som de </span><i><span style="font-weight: 400;">Sailing </span></i><span style="font-weight: 400;">do Rod Stewart na festa; e a cena em que eles se beijam escondido na loja mesmo com a mãe de David muito perto.</span></p>
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<figure id="attachment_26428" aria-describedby="caption-attachment-26428" style="width: 1200px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-26428" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Viuva-Negra-Gbrielli.jpg" alt="Cena do filme Viúva Negra. Focalizadas dividindo o centro da imagem estão Natasha (direita) e Yelena (esquerda), ambas mulheres brancas com olhos verdes e cabelos em um rabo de cavalo. Yelena é um pouco mais nova que Natasha e loira, veste um uniforme de mangas longas branco com um colete preto por cima, tem seu corpo virado para frente, mas olha em direção à irmã. Natasha é ruiva, veste uma roupa parecida com a de Yelena, porém preta e sem o colete, seu corpo está de perfil (na direção da irmã), mas sua cabeça está virada para frente. A luz do sol bate nelas vinda da esquerda e ao fundo (desfocado) é possível ver um pouco do céu, algumas árvores e destroços de uma aeronave, tudo coberto por fumaça. " width="1200" height="680" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Viuva-Negra-Gbrielli.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Viuva-Negra-Gbrielli-800x453.jpg 800w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Viuva-Negra-Gbrielli-1024x580.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2022/03/Viuva-Negra-Gbrielli-768x435.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-26428" class="wp-caption-text">Viúva Negra chega sendo um adeus à Natasha e um gesto de boas vindas à Yelena na Marvel (Foto: Disney)</figcaption></figure>
<p><b>Viúva Negra (Black Widow) </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o sucesso de </span><a href="https://personaunesp.com.br/vingadores-ultimato-critica/"><i><span style="font-weight: 400;">Vingadores: Ultimato</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, veio também a morte de Natasha Romanoff (Scarlett Johansson), uma das personagens mais queridas, porém injustiçadas, da saga. Em dez anos desde a sua primeira aparição na </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">, a Viúva ainda não tinha um filme </span><i><span style="font-weight: 400;">solo</span></i><span style="font-weight: 400;">, e, com a duração tão longa de </span><i><span style="font-weight: 400;">Ultimato</span></i><span style="font-weight: 400;"> e a morte de Tony Stark, </span><a href="https://cosmonerd.com.br/filmes/noticias/scarlett-johansson-defende-sacrificio-de-natasha-em-vingadores-ultimato/"><span style="font-weight: 400;">a partida de Natasha</span></a><span style="font-weight: 400;"> passou quase despercebida. Levando tudo isso em conta, </span><i><span style="font-weight: 400;">Viúva Negra</span></i><span style="font-weight: 400;">, mesmo não agradando a todos e rendendo um </span><a href="https://www.cnnbrasil.com.br/entretenimento/scarlett-johansson-e-disney-chegam-a-acordo-em-processo-por-viuva-negra/"><span style="font-weight: 400;">processo</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre Scarlett Johansson e</span><i><span style="font-weight: 400;"> Disney</span></i><span style="font-weight: 400;"> (pelo lançamento e bilheteria do projeto), fez muitos fãs felizes, e uma prova disso é o público tê-lo escolhido como Filme Favorito na premiação do </span><a href="https://www.gamevicio.com/noticias/2021/12/viuva-negra-e-eleito-como-o-filme-do-ano-no-people-s-choice/"><i><span style="font-weight: 400;">People’s Choice Awards</span></i></a><span style="font-weight: 400;">. O longa finalmente deu atenção à vida pessoal e ao passado de Nat, que tinham sido apenas pincelados até então. Ainda que não tenha sido como o público esperava (afinal, não foi mostrado com detalhes a esperada infância de Natasha na Sala Vermelha), o arco só de Natasha, longe da sombra trazida pelos outros Vingadores, já foi uma amostra do que ela merecia desde o princípio. Apenas um filme para uma mulher tão interessante e complexa nunca será o suficiente, mas serve para aquecer um pouquinho o coração de quem assiste e se lembra dela com saudade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dirigido por Cate Shortland, roteirizado por Eric Pearson, Jac Schaeffer e Ned Benson, e com um </span><a href="https://www.b9.com.br/148313/scarlett-johansson-processa-disney-por-lancamento-simultaneo-de-viuva-negra-nos-cinemas-e-no-disney/"><span style="font-weight: 400;">lançamento simultâneo</span></a><span style="font-weight: 400;"> no cinema e no </span><i><span style="font-weight: 400;">Disney+</span></i><span style="font-weight: 400;">, a trama se passa após </span><i><span style="font-weight: 400;">Capitão América: Guerra Civil </span></i><span style="font-weight: 400;">e circula em torno da história de Natasha, transitando entre seu passado como Viúva e seu presente como Vingadora. O longa se inicia com uma sequência de desesperar qualquer um ao som de de </span><a href="https://youtu.be/VUD5D-LQNlo"><i><span style="font-weight: 400;">Smells Like Teen Spirit</span></i></a><span style="font-weight: 400;">, e vai trazendo aos poucos fatores importantes da vida de Romanoff &#8211; em especial sua família, composta pelos agentes Alexei (David Harbour) e Melina (Rachel Weisz), sob o disfarce de seus pais, e sua irmã, a queridinha Yelena (Florence Pugh), que já apareceu em </span><a href="https://portalpopline.com.br/gaviao-arqueiro-yelena-belova-viuva-negra/"><span style="font-weight: 400;">outro projeto</span></a><span style="font-weight: 400;"> da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. Com cenas de ação extravagantes e toque de humor, o filme estampa perfeitamente o perfil da </span><i><span style="font-weight: 400;">Marvel</span></i><span style="font-weight: 400;">. O longa ter explorado (ainda que superficialmente) o Programa Viúva Negra, a existência de outras viúvas e o papel importante de Natasha Romanoff nesse meio apenas fez todos amarem ainda mais a personalidade forte dessa personagem. </span><b>&#8211; Gabrielli Natividade da Silva </b><span style="font-weight: 400;">   </span></p>
<p><b>Cenas Favoritas: </b><span style="font-weight: 400;">o reencontro da família de Natasha; e a cena pós-créditos.          </span></p>
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