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	<title>Arquivos Guilherme Hansen &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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	<description>Desde 2015 provando que a distância entre Bergman, Lady Gaga e a novela das 9 nem existe.</description>
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	<title>Arquivos Guilherme Hansen &#8211; Persona | Jornalismo Cultural</title>
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		<title>Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão continua relevante 25 anos depois</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Aug 2019 22:00:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Com este álbum, Marisa Monte se consagrou definitivamente na música popular brasileira &#160; Guilherme Hansen Quando Marisa Monte começou a carreira, em 1987, com o show Veludo Azul, naturalmente foi exaltada e posta como estrela do MPB. No entanto, não foi isenta às críticas que todo artista sofre. De origem rica, era acusada de ter &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-marisa-monte-25-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Verde, Anil, Amarelo, Cor-de-Rosa e Carvão continua relevante 25 anos depois"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><i><span style="font-weight: 400;">Com este álbum, Marisa Monte se consagrou definitivamente na música popular brasileira</span></i></p>
<figure id="attachment_12435" aria-describedby="caption-attachment-12435" style="width: 386px" class="wp-caption alignnone"><img fetchpriority="high" decoding="async" class=" wp-image-12435" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Marisa_Monte_-_Verde_Anil_Amarelo_Cor-de-Rosa_e_Carvão_1994.jpg" alt="" width="386" height="386" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Marisa_Monte_-_Verde_Anil_Amarelo_Cor-de-Rosa_e_Carvão_1994.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/Marisa_Monte_-_Verde_Anil_Amarelo_Cor-de-Rosa_e_Carvão_1994-150x150.jpg 150w" sizes="(max-width: 386px) 85vw, 386px" /><figcaption id="caption-attachment-12435" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Guilherme Hansen</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando Marisa Monte começou a carreira, em 1987, com o show Veludo Azul, naturalmente foi exaltada e posta como estrela do MPB. No entanto, não foi isenta às críticas que todo artista sofre. De origem rica, era acusada de ter um estilo aristocrático demais em sua música e de ser uma </span><a href="http://abelharainha.geraldopost.com/2015/04/imprensa-leia-aqui-entrevista-maria.html"><span style="font-weight: 400;">nova-iorquina que canta música brasileira</span></a><span style="font-weight: 400;">, em uma crítica de Maria Bethânia que ficou famosa em entrevista à revista Playboy.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o CD “Mais”, de 1991 e com a ajuda de hits como </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=rJEzHWNKJoA&amp;"><span style="font-weight: 400;">“Beija eu”</span></a><span style="font-weight: 400;"> e “Eu sei (Na mira)&#8221;, conseguiu se tornar mais popular, mas, ainda assim, era considerada distante do público médio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Chegamos então no clássico “</span><b>Verde, anil, amarelo, cor-de-rosa e carvão”. </b><span style="font-weight: 400;">Lançado em 1º de agosto de 1994, Marisa mais uma vez faz a sua mistura de estilos,</span> <span style="font-weight: 400;">porém, como bem disse Bethânia, colocou toques de Paulinho da Viola e o violão de Gilberto Gil. Ela abrasileirou muito mais seu repertório e, consequentemente, agradou mais o público e a crítica. </span></p>
<p><span id="more-12434"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quem acompanha a carreira de Monte, sabe que ela tem um controle criativo sobre sua criação musical. No caso de Cor de rosa e carvão, cujo nome vem da música “Seu Zé”, feita pela cantora em parceria com Nando Reis e Carlinhos Brown, ela co-produziu o álbum &#8211; gravando demos com voz, violão e ideias de arranjos &#8211; e consolidou parcerias.</span></p>
<figure id="attachment_12436" aria-describedby="caption-attachment-12436" style="width: 545px" class="wp-caption alignnone"><img decoding="async" class=" wp-image-12436" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/carlinhos_brown_e_marisa_monte_credito_adriano_fagundes_-_pequena_widelg-300x169.jpg" alt="" width="545" height="307" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/carlinhos_brown_e_marisa_monte_credito_adriano_fagundes_-_pequena_widelg-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/carlinhos_brown_e_marisa_monte_credito_adriano_fagundes_-_pequena_widelg-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2019/07/carlinhos_brown_e_marisa_monte_credito_adriano_fagundes_-_pequena_widelg.jpg 800w" sizes="(max-width: 545px) 85vw, 545px" /><figcaption id="caption-attachment-12436" class="wp-caption-text">Muito antes dos Tribalistas, Marisa Monte, Arnaldo Antunes e Carlinhos Brown já tinham uma prolífica parceria musical. Para Cor de rosa e carvão, ela ganhou deste músicas como “Maria de verdade”, “Na estrada” e “Segue o seco”. (Foto: Adriano Fagundes)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de Brown e Arnaldo Antunes, que colaboraram no disco, também convidou novamente o produtor Arto Lindsay, que trabalhou em “Mais”, para produzir o CD; Laurie Anderson, com quem já cantara (esta participa de “Enquanto isso”) e Gilberto Gil, com quem se apresentou em shows internacionais e deu o ar da graça em “Dança da solidão”.</span><b> </b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Voltando ao repertório, é claro que ainda há um lado americanizado no álbum com </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=TWFgGxe-CjI"><span style="font-weight: 400;">“Pale blue eyes”</span></a><span style="font-weight: 400;">, regravação de Lou Reed, nos tempos de Velvet Underground. Vale ressaltar que a cantora, embora com uma raiz sambista em sua formação musical com influências como Cartola, Monsueto e Custódio Mesquita, além de seu pai ter sido presidente da Portela, tem também no pop/rock internacional algumas de suas inspirações &#8211; vide “Give me love”, do sucessor Barulhinho bom, original de George Harrison com </span><i><span style="font-weight: 400;">pot-pourri</span></i><span style="font-weight: 400;"> de músicas de Janis Joplin e Lenny Kravitz.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação ao samba, duas músicas dignas de menção são “Dança da solidão” e “De mais ninguém”. A primeira, regravação da canção de Paulinho da Viola, mantém as raízes fiéis à original, mas a moderniza. A outra, por sua vez, é uma seresta (estilo que é uma espécie de evolução das serenatas, na qual várias pessoas se reúnem em bares e restaurantes e continuam cantando as músicas iniciadas pelo titular da serenata). A letra, aliás, merece destaque pelo seu eu-lírico sofredor sem a amada: </span><b><i>“</i></b><b><i>Se ela preferiu ficar sozinha, ou já tem um outro bem; Se ela me deixou, a dor é minha, a dor é de quem tem…”</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem dúvida, o grande destaque do disco &#8211; e talvez da carreira de Marisa &#8211; é “Segue o seco”.</span> <span style="font-weight: 400;">Com a ajuda de figuras de linguagem, sendo elas a assonância (repetição de vogais), aliteração (repetição de consoantes) e anáfora (repetição de palavras), a música expressa o drama de quem sofre com a seca no Brasil. A letra não fala só sobre a ausência de água, mas também de expectativas de vida. Pode parecer exagero, mas o clipe, um dos melhores da videografia brasileira, reproduz em sua estética a aridez vivida pelo povo nordestino, que embora espera por uma chuva que nunca vem, não perde a fé em dias melhores. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe title="Marisa Monte - Segue O Seco (Videoclip)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/l4WLDrN_5k0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo vídeo, Monte ganhou cinco Video Music Awards (VMB), finada premiação da MTV Brasil, em 1995. Ela arrebatou o troféu de clipe do ano, clipe de MPB, mais direção, edição e fotografia em videoclipe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como já citado, Marisa tem uma ligação com a Portela desde cedo e decidiu colocar isso no disco. “Esta melodia”</span><b>, </b><span style="font-weight: 400;">canção</span> <span style="font-weight: 400;">que fecha o álbum, de Bubu da Portela e Jamelão, tem participação justamente da Velha Guarda da escola. A música começa como um MPB comum, mas sobe a um pagode típico de Sapucaí com uma letra que gruda na cabeça &#8211; </span><b><i>“Não suporto mais a tua ausência/Já pedi a Deus paciência…”</i></b></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De fato, Cor de rosa e carvão é um disco quase irrepreensível, pois, além da brasilidade, possui letras ricas, com vários recursos linguísticos (além dos supracitados) e, como todo trabalho de Marisa, é muito difícil apontar defeitos. Talvez o ponto mais fraco do CD vem por </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=EA6fXA1c_Fc"><span style="font-weight: 400;">“Alta noite”</span></a><b>, </b><span style="font-weight: 400;">música de Arnaldo Antunes que ela cantou com o parceiro em seu LP “Nome”. A canção, a despeito de sua letra apurada, tem um estilo que destoa das demais e pode não agradar aos que não gostam de músicas mais tranquilas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O fato é que qualquer resenha feita sobre o disco soa insuficiente. Monte, como todos sabem, mantém-se reclusa quanto à vida pessoal e pouco se manifesta quanto a críticas feitas ao seu trabalho. Além de seu controle criativo, já citado anteriormente, e que faz toda a diferença no resultado final de seus álbuns.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pelo trabalho, a intérprete ganhou dois prêmios da Associação Paulista de Críticos de Arte, a APCA (disco do ano e melhor compositora, com Nando Reis), em 1994 e o Troféu Imprensa de 1995 como melhor cantora. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Consagrado como um dos melhores álbuns da música brasileira de acordo com levantamento da revista </span><a href="http://armazemdamusicabrasileira.blogspot.com/2016/12/os-100-maiores-discos-da-musica.html"><span style="font-weight: 400;">Rolling Stone</span></a><span style="font-weight: 400;">, &#8220;Verde, anil, amarelo, cor-de-rosa e carvão&#8221; certamente foi a prova definitiva que Marisa Monte não só era brasileira como também tinha raízes multifacetadas e podia mostrar isso em um disco. Vida longa a essa obra prima!</span></p>
<p><iframe loading="lazy" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" title="Spotify Embed: Verde Anil Amarelo Cor De Rosa E Carvão" src="https://open.spotify.com/embed/album/059Zt8knAHIQYoh0n38vSV?si=F19zpI3aRlC-YQEqrJ5FlA"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Os melhores filmes de 2018</title>
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		<pubDate>Mon, 31 Dec 2018 18:52:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Egberto Santana Nunes]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Hansen]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Marques]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores de 2018]]></category>
		<category><![CDATA[Vitor Evangelista]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Semana passada houve nosso listão musical; essa semana, é a vez do listão cinematográfico. Menos extensa mas não menos densa, essa é a seleção de melhores filmes do Persona, que de modo geral assinala mudanças importantes do ramo. Vamos a elas! Egberto Santana Nunes O cinema negro mais uma vez dominou a sétima arte esse &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2018/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os melhores filmes de 2018"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11416" aria-describedby="caption-attachment-11416" style="width: 584px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11416" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/filmes-1024x724.png" alt="" width="584" height="413" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/filmes-1024x724.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/filmes-300x212.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/filmes-768x543.png 768w" sizes="auto, (max-width: 584px) 85vw, 584px" /><figcaption id="caption-attachment-11416" class="wp-caption-text">(Arte: Carlos Botelho)</figcaption></figure>
<p>Semana passada houve nosso <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2018/">listão musical</a>; essa semana, é a vez do listão cinematográfico. Menos extensa mas não menos densa, essa é a seleção de melhores filmes do <strong>Persona</strong>, que de modo geral assinala mudanças importantes do ramo. Vamos a elas!<br />
<span id="more-11398"></span></p>
<figure id="attachment_11407" aria-describedby="caption-attachment-11407" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11407" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/f4b8e6abcf421c62d8412cb9c3bb1d56e568ba30-1024x512.jpg" alt="" width="840" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/f4b8e6abcf421c62d8412cb9c3bb1d56e568ba30-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/f4b8e6abcf421c62d8412cb9c3bb1d56e568ba30-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/f4b8e6abcf421c62d8412cb9c3bb1d56e568ba30-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/f4b8e6abcf421c62d8412cb9c3bb1d56e568ba30-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/f4b8e6abcf421c62d8412cb9c3bb1d56e568ba30.jpg 2000w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11407" class="wp-caption-text">Os pretos estiveram no topo em 2018 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
<p><a href="https://www1.folha.uol.com.br/cenarios/2018/12/1985259-cinema-produzido-e-protagonizado-por-negros-foi-o-principal-destaque-em-2018.shtml">O cinema negro mais uma vez dominou a sétima arte esse ano</a>. Seja nos blockbusters, onde a bandeira da representatividade foi levantada para demonstrar sua devida importância em <a href="http://personaunesp.com.br/pantera-negra-critica/"><em>Pantera Negra</em></a> ou com mais um soco na cara na sociedade americana dado pelo grande Spike Lee em <em>Infiltrado na Klan</em>. Todos levantando debates políticos importantes dentro de seu próprio universo.</p>
<p>Mas meus destaques aqui neste espaço vão para&nbsp;<strong><em>Sorry to Bother You</em></strong>&nbsp;e <em>Ponto Cego</em>. Feito por estreantes na direção, ambos tocam em diversos temas que cercam um principal &#8211; o racismo &#8211; com uma visão de escrita e técnicas únicas e necessárias em nosso tempo. No primeiro, temos o experimental e o surreal como ferramenta de crítica ao capitalismo e o conflito de classe e raça embutida nas relações de trabalho. O segundo manda um papo reto sobre as dificuldades de ser negro, “andar na linha” e gentrificação. Respectivamente, temos Lakeith Stanfield (diferente de seu papel em <em>Atlanta</em>) surtando com tudo isso daí, e Daveed Diggs, rimando em cima disso tudo aí.</p>
<p>Se os filmes acima trouxeram à tona o que muitos pretos vivem na pele,&nbsp;<em>Eighth Grade</em>&nbsp;representou a mente conturbada de tantas garotas millennials, reféns da virtualização das relações sociais e distantes do cara a cara.</p>
<p>Por fim, a&nbsp;<a href="http://personaunesp.com.br/tag/marvel/">Marvel Studios</a>&nbsp;mais uma vez mostrou o seu poder: fez a gente gargalhar com o absurdo renovado de <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-junho-2018/"><em>Deadpool 2</em></a>&nbsp;e chorar e gritar no cinema com super-heróis desaparecendo em <a href="http://personaunesp.com.br/vingadores-guerra-infinita-critica/"><em>Vingadores: Guerra Infinita</em></a>. Uma resolução para 2019? Peter Parker de volta e mais pretos dominando as telonas.</p>
<p>1 &#8211; Sorry to Bother You / 2 &#8211; Ponto Cego / 3 &#8211; Infiltrado na Klan / 4 &#8211; Eighth Grade / 5 &#8211; Vingadores: Guerra Infinita</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="PONTO CEGO | Trailer (2018) Legendado HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/_NFQvo4YQuM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr>
<figure id="attachment_11408" aria-describedby="caption-attachment-11408" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11408" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/blogib_a-forma-da-agua_feat-1024x683.jpg" alt="" width="840" height="560" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/blogib_a-forma-da-agua_feat-1024x683.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/blogib_a-forma-da-agua_feat-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/blogib_a-forma-da-agua_feat-768x512.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/blogib_a-forma-da-agua_feat.jpg 1125w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11408" class="wp-caption-text">Prometo ver mais filmes em 2019! (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Hansen</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2018 foi um ano que assisti menos filmes do que deveria. No entanto, cumpri um de meus projetos antigos: assistir a filmografia de indicados ao Oscar (pelo menos os cotados a Melhor Filme e as animações que tanto amo). E daí vem a maioria de meus escolhidos neste fim de ano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">À época do Oscar, achava <a href="http://personaunesp.com.br/tres-anuncios-para-um-crime-resenha-critica/"><em>Três Anúncios para um Crime</em></a> incrível e fiquei irritado quando este perdeu o prêmio de melhor filme para <a href="http://personaunesp.com.br/a-forma-da-agua-poesia-resenha/"><em>A Forma da Água</em></a>, o qual eu achava previsível. Porém, ao revisitar este último, simplesmente me encantei e vi que o primeiro se sustenta muito mais na performance visceral de </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=4gU6CpQk6BE"><span style="font-weight: 400;">Frances McDormand</span></a><span style="font-weight: 400;"> enquanto o longa dirigido por Guillermo Del Toro é </span><a href="https://www.youtube.com/watch?v=jh3HKQICGzQ"><span style="font-weight: 400;">fascinante em todos os sentidos</span></a><span style="font-weight: 400;">. &nbsp;</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem tão famoso, mas tão incrível quanto o supracitado, <a href="http://personaunesp.com.br/projeto-florida-critica-resenha/"><em>Projeto Flórida</em></a> me conquistou pela sua simplicidade e por personagens realistas, algo questionado em <em>Três Anúncios</em>. A menina Moonee é tão gente como a gente que parece nossa irmã mais nova.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><em>Vingadores &#8211; Guerra Infinita</em> mostrou mais uma vez a supremacia da Marvel em seu gênero (inclusive, aí vem </span><a href="https://observatoriodocinema.bol.uol.com.br/filmes/2018/12/vingadores-ultimato-site-elege-o-filme-como-o-mais-aguardado-de-2019"><i><span style="font-weight: 400;">Ultimato</span></i></a><span style="font-weight: 400;">) e <a href="http://personaunesp.com.br/viva-disney-critica/"><em>Viva &#8211; A Vida é uma Festa</em></a> me emocionou e creio que ganhou merecidamente o prêmio de melhor animação devido ao seu </span><span style="font-weight: 400;">roteiro bem construído e trilha sonora impecável</span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enfim, prometo assistir mais filmes em 2019, porém a temporada do Oscar me trouxe grandes alegrias e me fez entender por que o cinema ainda é chamado de sétima arte! Ah, e quero deixar minha menção honrosa para <a href="http://personaunesp.com.br/critica-me-chame-pelo-seu-nome/"><em>Me Chame pelo seu Nome</em></a>, que, mais que um filme, é poesia e um lembrete de autoaceitação. Fabuloso! </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">1 &#8211; A Forma da Água / 2 &#8211;&nbsp;</span><span style="font-weight: 400;">Três Anúncios para um Crime / 3 &#8211;&nbsp;</span><span style="font-weight: 400;">Vingadores &#8211; Guerra Infinita / 4 &#8211;&nbsp;</span><span style="font-weight: 400;">Viva &#8211; A Vida é uma Festa / 5 &#8211; Me Chame pelo seu Nome</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Projeto Flórida | Trailer Legendado" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/iAgSk43ejuM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr>
<figure id="attachment_11409" aria-describedby="caption-attachment-11409" style="width: 825px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-11409" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/atlanta.png" alt="" width="825" height="464" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/atlanta.png 825w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/atlanta-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/atlanta-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11409" class="wp-caption-text">Séries podem ser consideradas filmes? (Foto: Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Lucas Marques</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Minha lista pode até sugerir que acredito nesta história de que o cinema está morto. Afinal, aqui constam uma série de TV e duas produções da <a href="http://personaunesp.com.br/tag/netflix/">Netflix</a>, uma delas lançada depois de quatro décadas da sua gravação. Prefiro, entretanto, enxergar de forma mais positiva, em como diferentes cinemas podem coexistir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Começo pelo elefante na sala: a escolha da segunda temporada de <a href="http://personaunesp.com.br/atlanta-critica/"><em>Atlanta</em> </a>encabeçando a lista de filmes é em parte artifício meu, mas de outra se justifica por estar mais próxima de uma experiência cinematográfica do que da produção atual de séries (Wesley Morris, do New York Times, </span><a href="https://www.nytimes.com/2018/05/11/arts/television/atlanta-donald-glover-this-is-america.html"><span style="font-weight: 400;">escreveu brilhantemente sobre o assunto</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os novos episódios da série criada por Donald Glover funcionam como curtas-metragens, explorando premissas criativas e que conversam entre si em uma temática geral, na linha cronológica solta e em um certo tom kafkiano. Se <em>Decálogo</em>, de Kieslowski, pode ser cinema; se a <a href="http://personaunesp.com.br/twin-peaks-2017-critica/">terceira temporada de <em>Twin Peaks</em></a> pode ser eleita o melhor filme de 2017 pela </span><i><span style="font-weight: 400;">Cahiers du Cinéma</span></i><span style="font-weight: 400;">; por que não <em>Atlanta</em>?</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro fato curioso do ano foi o lançamento do filme perdido de Orson Welles, <em>O Outro Lado do Vento</em>, longa que reflete sobre o cinema dos anos 1970 e a própria carreira de Welles. A obra foi lançada pela Netflix, assim como <em>A Balada de Buster Scruggs</em>, antologia de curtas de velho oeste, dirigida pelos irmãos Coen. Um exercício cinematográfico de concisão e estilo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Completando a lista estão duas obras plenas de sensações. <em>Em Chamas</em>, thriller sul-coreano rico em relações dramáticas, e <em>Vingadores &#8211; Guerra Infinita</em>, uma dos melhores blockbusters já feitos, que consegue criar algo novo e empolgante no universo formulaico da Marvel.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ah, e se o argumento de <em>Atlanta</em> como cinema não desceu, recomendo <em>No Coração da Escuridão</em>, filme cruel sobre fé e afeto na contemporaneidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">1 &#8211; Atlanta (2ª temporada) /&nbsp;</span><span style="font-weight: 400;">2 &#8211; O Outro Lado do Vento /&nbsp;</span><span style="font-weight: 400;">3 &#8211; Em Chamas /&nbsp;</span><span style="font-weight: 400;">4 &#8211; Vingadores &#8211; Guerra Infinita /&nbsp;</span><span style="font-weight: 400;">5 &#8211; A Balada de Buster Scruggs /&nbsp;</span><span style="font-weight: 400;">6 &#8211; No Coração da Escuridão</span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="No Coração da Escuridão | Trailer Legendado PT (HD)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/tCuYHMKm3h4?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr>
<figure id="attachment_11410" aria-describedby="caption-attachment-11410" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-11410" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/image-1024x577.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/image-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/image-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/image-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/image-1200x676.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/image.jpg 1278w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11410" class="wp-caption-text">Menos Hollywood, mais Netflix: o minimalismo ditou meu 2018 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Vitor Evangelista</strong></p>
<p>Num ano de descanso de grandes nomes de Hollywood, cineastas menos experientes chamaram atenção. Filmes minimalistas vieram à tona.</p>
<p>Para minha lista de melhores do ano, selecionei obras com lançamento em 2018 contando por seu país de origem. Com isso, filmes como <em>Projeto Flórida</em> e <a href="http://personaunesp.com.br/trama-fantasma-graca-desconfortavel-de-paul-thomas-anderson/"><em>Trama Fantasma</em></a> (meus favoritos do Oscar desse ano) ficaram de fora, tendo só chegado no Brasil neste ano.</p>
<p>Menções honrosas aos filmes que não entraram no top 5, mas que merecem muito reconhecimento: <em>Pantera Negra</em>, que dá vigor ao gênero e ainda apresenta a trama mais interessante da Marvel em muito tempo; <em>Ilha dos Cachorros</em>, do Wes Anderson, sensível e bruto ao mesmo tempo e com um elenco de voz de outro mundo. <em>Buscando&#8230;</em> foi outro debut de direção, tem um ritmo muito próprio e uma construção de tensão crescente <em>a la</em> suspenses do século passado.</p>
<p><em>Infiltrado na Klan</em> reúne a direção ácida de Spike Lee com as performances eletrizantes de John David Washington e o fenomenal Adam Driver. <em>Tully</em> é um conto materno extremamente simbólico e cheio de alegorias, Charlize Theron tem uma das minhas atuações favoritas do ano. <em>Desobediência</em> é silencioso e cheio de nuances calculadas. E <em>Mamma Mia: Here We Go Again</em> é uma celebração musical da beleza e do amor na Grécia (e ainda tem a Cher!).</p>
<p>Resumindo: 2018 foi um ano para todos os gostos!</p>
<p>1 &#8211; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-roma/">Roma</a> / 2 &#8211; Você Nunca Esteve Realmente Aqui / 3 &#8211; <a href="http://personaunesp.com.br/critica-hereditario/">Hereditário</a> / 4 &#8211; O Primeiro Homem / 5 &#8211; Nasce uma Estrela</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="NASCE UMA ESTRELA | Trailer (2018) Legendado HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/jF2nWaWqVaQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-filmes-de-2018/">Os melhores filmes de 2018</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Os melhores discos de 2018</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Dec 2018 17:59:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Carlos Botelho]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Douglas Françoza]]></category>
		<category><![CDATA[Egberto Santana Nunes]]></category>
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		<category><![CDATA[Rafaela Martuscelli]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>O fim do ano está próximo e com ele chega nossa tradicional seleção do que foi feito de melhor na indústria musical nos últimos 12 meses. Nessa edição, fizemos diferente e perguntamos aos personas como foi o ano musical de cada um, e de quebra elencar o seus 5 melhores discos de 2018. Sem mais &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2018/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Os melhores discos de 2018"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_11285" aria-describedby="caption-attachment-11285" style="width: 983px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11285" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-300x212.png" alt="" width="983" height="695" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-300x212.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-768x543.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-1024x724.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/004-1200x848.png 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-11285" class="wp-caption-text">Arte: Carlos Botelho</figcaption></figure>
<p>O fim do ano está próximo e com ele chega nossa tradicional seleção do que foi feito de melhor na indústria musical nos últimos 12 meses. Nessa edição, fizemos diferente e perguntamos aos <em>personas </em>como foi o ano musical de cada um, e de quebra elencar o seus 5 melhores discos de 2018. Sem mais delongas, vamos aos comentários:<br />
<span id="more-11263"></span></p>
<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://resources.wimpmusic.com/images/3c5372c2/5fa6/4358/953c/3f10eb110eae/1280x1280.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Alô, galera de cowboy: nova queridinha do country, Kacey Musgraves surpreendeu ao figurar dentre os indicados na principal categoria do Grammy desse ano (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Carlos Botelho</strong></p>
<p>Analisando tudo que consumi musicalmente este ano, fica evidente uma predominância feminina no que mais ouvi e destaquei como emblemático para o contexto de 2018. Seja com Mitski trazendo em <em>Be The Cowboy </em>o ápice do refinamento de seu trabalho, ou Kacey Musgraves com total controle da narrativa que entregou ao público em <strong>Golden Hour</strong>, ou ainda Ariana Grande dominando os charts com um single honesto e despretensioso em <em>thank u, next</em>; 2018 foi marcado pelas mulheres reafirmando seu papel essencial na indústria musical.</p>
<p>Ainda poderia citar <a href="http://personaunesp.com.br/el-mal-querer-rosalia-critica/">Rosalía</a>, Kali Uchis, SOPHIE, Robyn, Janelle Monaé, Snail Mail, dentre tantas outras artistas que mostraram que não é necessário anos de carreira e bons rendimentos as gravadoras para concretizar conceitualmente suas obras sem amarras. O grande ponto a ser citado é: apesar de todo sexismo que ainda assombra a indústria, 2018 foi um ano de grandes discos onde mulheres puderam colocar seus pontos de vista de forma integral e entregar trabalhos incríveis.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Be the Cowboy &#8211; Mitski / 2. El Mal Querer &#8211; Rosalía / 3. Golden Hour &#8211; Kacey Musgraves / 4. Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides &#8211; SOPHIE / 5. Isolation &#8211; Kali Uchis</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Ariana Grande - thank u, next (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gl1aHhXnN1k?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://media1.popsugar-assets.com/files/thumbor/x3_rjE-8nE5Am1K2lsmcLvYU-Bk/fit-in/2048xorig/filters:format_auto-!!-:strip_icc-!!-/2018/03/26/155/n/1922283/aaf7830d5ab9afe5e764e4.84487511_/i/Cardi-B-Invasion-Privacy-Album-Cover-Release-Date.jpg" alt="" width="602" height="603" /><figcaption class="wp-caption-text">Cardi fala o que precisa ser dito sem perder a graça e sem deixar a peteca cair (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Douglas Françoza</strong></p>
<p>Os trechos de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=9f5zD7ZSNpQ"><em>After de Storm</em></a> foram palavras de conforto para um ano tão complicado como esse. O timing foi perfeito e, durante muito tempo, foi aquela canção que eu colocava para tocar logo no início do dia, para dar uma aquecida no coração. A Kali tem esse dom, né? O Isolation é um álbum que tem essa vibe de trazer os sentimentos a tona com uma doçura sinestésica. Outra coisa bacana sobre ele é a mistureba organizada de ritmos. Muita bossa nova, jazz e R&amp;B.</p>
<p>Agora precisamos falar sobre Cardi B, que não é só polêmicas. Ela lançou um dos álbuns mais divertidos e agressivos do ano, <strong>Invasion of Privacy</strong>. Lembro que quando escutei <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=xTlNMmZKwpA">I Like It</a></em> pela primeira vez, quando ainda não tinha sido escolhida para single, pensei que aquilo precisava ser um hit (tipo, &#8220;escolhe essa, Cardi&#8221;). Tem muita coisa para se falar sobre esse álbum, mas concluo dizendo que Cardi fala o que precisa ser dito sem perder a graça e sem deixar a peteca cair.</p>
<p>E em 2018, tivemos a volta da Lilly Allen, que nos presenteou com o <em>No Shame</em>, álbum que escutei repetidas vezes. É sincero, triste e irônico. Ela colocou o dela na reta, fez críticas a mídia e falou sobre relacionamentos adultos, filhos e carreira. Passou tudinho a limpo de um jeito bem Lilly Allen, sabe? Gostosinho. Minhas preferidas são <em>Family Man</em>, <em>Everything to Feel Something</em>, <em>What You Waiting For?</em> e <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=XQi0ORxEyRA">Lost My Mind</a></em>.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Isolation &#8211; Kali Uchis / 2. Dirty Computer &#8211; Janelle Monáe / 3. No Shame &#8211; Lily Allen / 4. Bloom &#8211; Troye Sivan / 5. Invasion of Privacy &#8211; Cardi B</p>
<hr />
<figure style="width: 603px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://www.residentadvisor.net/images/reviews/2018/trans254_oilofeverypearlsuninsides.jpg" alt="" width="603" height="603" /><figcaption class="wp-caption-text">Apesar de créditos em produções de nomes como Madonna, 2018 foi o ano de revelação do talento de SOPHIE (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana Nunes</strong></p>
<p>Abri o caminho para o pop e conheci a já conhecida Ariana Grande, que mesmo com grandes perdas esse ano, não abalou a carreira e nos deu de presente <em>thank u, next</em>, com um clipe que homenageia grandes clássico da cultura pop. Um bônus para seu ótimo <a href="http://personaunesp.com.br/ariana-grande-sweetener-critica/"><em>Sweetener</em></a>, que não desagrada ao flertar com o trap.</p>
<p>Resolvi afundar ainda mais a cabecinha com o  pop experimental dançante do duo Let&#8217;s Eat Grandma em seu excelente <em>I&#8217;m All Ears</em>, cujo single <a href="https://www.youtube.com/watch?v=hXUVQfleU0o"><em>Hot Pink</em></a> foi produzido pela rainha do gênero.</p>
<p>SOPHIE nos apresentou esse ano um mundo que deixaria Aphex Twin instigado com <strong>Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides</strong>. Menos divertido e mais assombroso, Tim Hecker nos deu <em>Konoyo</em>, apresentando um <em>ambient</em>, esse sim, sinistro e tenebroso.</p>
<p>No terreno do rap, Kanye West, que não satisfeito em entregar seu nono trabalho, nos deus mais 4 produções. Destaco duas: seu solo, <em>ye</em>, que não chega a ser um de seus melhores, mas marcou por conta de toda a questão de saúde embutida no encarte; e <em>Daytona</em>, responsável por fazer nascer a melhor <em>diss</em> desse ano. Menção honrosa para o ápice da parceria com Kid Cuid em Kids See Ghosts, sem desapontar novamente.</p>
<p>E como esquecer do talentosíssimo Earl Sweatshirt renascendo das cinzas do undergound com o clássico (?) <em>Some Rap Songs</em>, longe dos amigos do Odd Future, lançando seu projeto mais cru, triste e pessoal possível. Um desabafo e uma homenagem merecida à sua família.</p>
<p>Uma resolução para 2019? Manter a cabeça aberta e continuar conhecendo coisa nova e coisa boa, e focar mais no nacional, rs.</p>
<p><strong>Discos favoritos</strong>: 1. Daytona  &#8211;  Pusha T / 2.  Kanye West &#8211; ye / 3. MC Igu &#8211; Subiminar  / 4. SOPHIE &#8211; Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides / 5.  Tim Hecker &#8211;  Konoyo</p>
<hr />
<figure id="attachment_11281" aria-describedby="caption-attachment-11281" style="width: 602px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-11281" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-300x300.jpg" alt="" width="602" height="602" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/DtLXseuVYAAPU111.jpg 1024w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11281" class="wp-caption-text">&#8220;Flushin&#8217; thru the pain / Depression, this is not a phase, ayy&#8221;: o Some Rap Songs de Earl Sweatshirt é o álbum da geração millennial por excelência &#8211; curto, absurdo e deprimido (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Gabriel Leite Ferreira</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Graças ao Spotify, este foi o ano em que ouvi mais lançamentos. Foram 100 discos ao todo, que culminaram em um top 30 de <a href="https://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-setembro2018/">Aphex Twin</a> a Kyary Pamyu Pamyu.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O top 5 pode ser menos eclético, mas é representativo o suficiente: 3 nomes em ascensão no rap brasileiro e norteamericano e 2 novatos no rock nacional e internacional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Earl Sweatshirt e MC Igu surpreenderam em suas novas empreitadas, dois álbuns originais sem medo de homenagear suas inspirações (Madvillain e <a href="http://personaunesp.com.br/wu-tang-clan-mc-igu/">Wu-Tang Clan</a>, respectivamente.) Mitski entregou em <em>Be the Cowboy</em> um dos álbuns mais coesos do rock atual (junto com <em>Bark Your Head Off, Dog</em> do Hop Along e <em>Lush</em> da Snail Mail), revelando-se concorrente à altura de <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-outubro2018/">St. Vincent</a> e Car Seat Headrest. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Lupe de Lupe sucedeu o polêmico <em>Quarup</em> com o polêmico <em><a href="http://personaunesp.com.br/vocacao-lupe-de-lupe-2018/">Vocação</a></em>, um novo pico na carreira ascendente, mais sério e complexo, assim como nosso pobre país. Por fim, <em>S. C. A.</em>, do rapper mineiro FBC, foi a maior surpresa do ano (leiam mais <a href="http://personaunesp.com.br/fabricio-fbc-2018-critica/">aqui</a>.)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conclusões? Um baita ano que assegurou pelo menos duas coisas: a nova geração do rap brasileiro tá superando os gringos, e o rock é das mulheres. Cinco discos que levarei pra vida. Que venha 2019!</span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Some Rap Songs &#8211; Earl Sweatshirt / 2. Be the Cowboy &#8211; Mitski / 3. Vocação &#8211; Lupe de Lupe / 4. Subliminar &#8211; MC Igu / 5. FBC &#8211; S. C. A.</p>
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<figure style="width: 800px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://koreangrooves.files.wordpress.com/2018/01/cover4.jpg?w=800" alt="" width="800" height="800" /><figcaption class="wp-caption-text">Jonghyun era membro de um dos grupos k-pop mais populares da Coreia do Sul (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Giovane Gabriel</strong></p>
<p>Esse ano fiquei mais recluso no k-pop. Acho que, ao contrário do cenário estadunidense onde o pop está um pouco em baixa, na Coreia do Sul o gênero continua sendo bem trabalhado e se sobressaindo aos outros ritmos. Cada lançamento que escolhi tem sua identidade única, o que tornou mais divertido de acompanhar esse universo musical.</p>
<p><strong>Poet | Artist</strong> é o segundo álbum de estúdio do cantor Jonghyun, lançado postumamente em janeiro. Ele já havia finalizado o álbum com todos os retoques antes de cometer suicídio em dezembro de 2017 e, assim como sua estreia, contém boas letras e arranjos, além do ótimo vocal pelo o qual era responsável no seu grupo  SHINee.</p>
<p>Pegando carona, o grupo masculino comemorou seus 10 anos com o lançamento do sexto álbum de estúdio <em>The Story of Light</em>, primeiro álbum também sem o integrante Jonghyun. É um trabalho bem diverso, indo do <em>tropical house</em> de <em>I Want You</em> até o R&amp;B de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Psl-x_nw7TI"><em>Our Page</em></a>. Boas letras, bons vocais, boas melodias e bons clipes, com certeza foi a minha era preferida do gênero esse ano.</p>
<p>As mulheres não ficaram para trás, Sunmi (ex-Wonder Girls) colocou na pista o seu segundo disco, <em>Warning</em> com o hit <em>Heroine</em>. Além de ter sido a <em>k-idol</em> solo de maior destaque em 2018, o trabalho foi um dos mais interessantes do ano.</p>
<p>O grupo feminino Red Velvet nunca repete seus conceitos e não foi diferente com o relançamento <em>The Perfect Red Velvet</em>. Lançando o single <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=J_CFBjAyPWE">Bad Boy</a></em>, o grupo reafirmou a maturidade musical que vem construindo desde o seu debut.</p>
<p>Outro grupo que mesmo novo mostrou ter uma sonoridade única foi o Loona. Debutou esse ano com o mini álbum <em>[++]</em> e já mostrou versatilidade musical transitando entre o som poderoso de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=AFJPFfnzZ7w"><em>favOriTe</em></a> e pop chiclete <a href="https://www.youtube.com/watch?v=846cjX0ZTrk"><em>Hi High</em></a>.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. The Story of Light &#8211; SHINee / 2. WARNING &#8211; Sumni / 3. [++] &#8211; Loona / 4. Poet | Artist &#8211; Jonghyun / 5. The Perfect Red Velvet &#8211; Red Velvet</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="[MV] SUNMI (선미) _ Heroine (주인공)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/F4qfN5UeFvQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://therevue.ca/wp-content/uploads/2018/04/Fenne-Lily-On-Hold.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">A britânica Fenne Lily misturou tristeza e fúria em seu primeiro registro de estúdio (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Hansen</strong></p>
<p>Que 2018 foi um ano de caos, isso ninguém precisa lembrar (as eleições que o digam). No entanto, a música foi uma daquelas coisas que nos trouxe mais esperança e gás para prosseguir nesses dias, principalmente pelo frescor trazido por novos artistas.</p>
<p>A britânica Fenne Lily, com seu álbum <strong>On Hold</strong>, foi o grande lançamento do ano. Lily une o poder de sua voz grave com letras melancólicas e cheias de negatividade com a vida, um prato cheio para quem gosta de músicas reflexivas.</p>
<p>Mas ela não é a única que vem com essa vibe. Também da Inglaterra, Blanco White traz um som folk com elementos da música flamenca. Seu EP, <em>Nocturne</em> também traz letras introspectivas, o contrário de Mt. Joy, que em seu álbum homônimo, traz um folk rock com uma pegada mais pop com canções que falam, entre outras coisas, dos desafios que a vida traz cedo (destaque para <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=cv7-qdvYht8">Silver Lining</a></em>).</p>
<p>Ainda no cenário internacional, Florence and the Machine não decepcionou com <em><a href="http://personaunesp.com.br/critica-high-as-hope-florence/">High as Hope</a></em>. Com batidas mais tranquilas, Florence Welch volta mais confessional do que nunca e fala sobre temas delicados como o transtorno alimentar e o alcoolismo que enfrentou em músicas como <em>Hunger</em> e <em>June</em>.</p>
<p>Por fim, Lenine volta mais afiado do que nunca em seu <em>Em trânsito</em>. Com músicas mais agitadas que o de costume, o cantor pernambucano traduz em suas letras um pouco do caos que estamos vivendo, tal qual como supracitado.</p>
<p>Os próximos anos podem não ser fáceis, mas estes e outros álbuns mostram que a arte resiste e assim continuará fazendo.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. On Hold &#8211; Fenne Lily / 2. Nocturne EP &#8211; Blanco White / 3. Mt. Joy &#8211; Mt. Joy / 4. High As Hope &#8211; Florence and the Machine / 5. Lenine em Trânsito &#8211; Lenine</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://images.genius.com/032ec5bd5629660bcfa3b28fd3d1415f.1000x1000x1.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">A faixa-título, que ganhou um lindo clipe, é minha música mais ouvida do ano de acordo com o Spotify! (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Luís</strong></p>
<p>2018 foi um ano atípico para mim como fã de música pop. Isso porque, desde que consumo muita música, o pop sempre significou música internacional, e nesse ano terminei colocando 3 álbuns nacionais entre os meus favoritos do ano. Não só isso: os destaques de singles, clipes (e até turnês) ficaram totalmente com os cantores pop atuais do Brasil.</p>
<p>Meu álbum e single favoritos de 2018 são da IZA, grande revelação pop do ano. A melhor voz brasileira dos dias de hoje que, depois de uma série de singles soltos pouquíssimo inspirados e sem personalidade, lançou <a href="https://www.youtube.com/watch?v=g8psa0UBZKA"><em>Pesadão</em></a>, um grande hit de 2017. Quando seu primeiro disco, <strong>Dona de Mim</strong>, foi lançado, a surpresa foi grande: uma série de faixas com letras inspiradas, ritmos diversos, colaboradores bem escolhidos. Um álbum sem defeitos!</p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/nao-para-pabllo-2018/">Pabllo Vittar lançou o <em>Não Para Não</em></a>, seu segundo álbum, e se consolidou como uma das artistas pop mais relevantes da atualidade. O clipe de <a href="https://www.youtube.com/watch?v=VAgE9p-1zpo"><em>Problema Seu</em></a> é o melhor de sua videografia e as músicas não ficam para trás: as 10 faixas do disco fazem dele objetivo, conciso, mas não menos completo. Músicas como <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=pHKjk1Dtegc">Disk Me</a></em> e <em>Seu Crime</em> são grandes destaques para a carreira de Pabllo. A turnê é um espetáculo à parte: 1h15 de show com músicas dos dois álbuns, do EP, singles soltos e featurings com outros artistas estão no repertório com muita dança e fritação.</p>
<p><em>Lobos</em>, álbum do cantor Jão, não é puro pop, mas navega entre gêneros de maneira orgânica. Outro grande destaque do ano, principalmente por conta das letras que contam lindas histórias e fazem do álbum quase um livro, de tão profundas. Os clipes também alavancaram o disco e fazem do Jão um grande destaque do ano e uma promessa para o futuro.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Dona de Mim &#8211; IZA / 2. Não Para Não &#8211; Pabllo Vittar / 3. Sweetener &#8211; Ariana Grande / 4.  Lobos &#8211; Jão / 5. EVERYTHING IS LOVE &#8211; The Carters</p>
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<figure style="width: 603px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="http://miojoindie.com.br/wp-content/uploads/2018/07/d25642a8b3cd8f00306fa33c3003909f.1000x1000x1.jpg" alt="" width="603" height="603" /><figcaption class="wp-caption-text">O terceiro disco do Carne Doce representa o ápice musical do grupo goiano (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Isabelle Tozzo</strong></p>
<p>Em relação ao meu ano musical, em 2018 acompanhei poucos lançamentos. Digo, ouvi pouco os artistas que já conhecia. Dei preferência por conhecer novos cantores e me surpreendi positivamente com que ouvi. Duda Beat é uma delas.</p>
<p>Entre a ambiguidade de ser uma pessoa que sente demais e a mulher que se desculpa pelo que sente, <em>Sinto Muito</em>, seu álbum de estreia, traz a dor dos relacionamentos amorosos atuais. <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZZzv5JLEYd4">Bédi Beat</a></em>, faixa que abre o disco, define bem o estilo da pernambucana que traz letras melodramáticas em uma mistura de pop e brega.</p>
<p>Este ano também fiquei feliz de acompanhar o crescimento de bandas que já acompanho há um tempo, como Carne Doce. A banda goiana lançou <strong>Tônus</strong>, o terceiro álbum, mais maduro e harmônico de todos. Com sonoridade mais melancólica que os outros dois anteriores, o disco apresenta nas letras diversos temas, mas sem perder a relação entre elas. É o melhor álbum da banda e também o melhor que ouvi no ano.</p>
<p>Por fim, no meu hall de favoritos também está <em>God’s Favorite Customer</em> do Father John Misty. O álbum é o quarto do cantor norte-americano e, dessa vez, com temas menos apocalípticos e questionadores que o anterior, o artista trouxe mais intimidade e pessoalidade ao trabalho. Mesmo assim, não deixa a ironia e o seu típico humor ácido de lado.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Tônus &#8211; Carne Doce / 2. God&#8217;s Favorite Costumer &#8211; Father John Misty / 3. Sinto Muito &#8211; Duda Beat / 4. High as Hope &#8211; Florence and the Machine / 5. Isolation &#8211; Kali Uchis</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="DUDA BEAT - Bixinho (Clipe Oficial)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/gFUuxGOsMow?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 1500px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://studiosol-a.akamaihd.net/uploadfile/letras/albuns/e/e/5/f/653801534944629.jpg" alt="" width="1500" height="1500" /><figcaption class="wp-caption-text">Com produção e conceitos frescos, Duda Beat concebeu o melhor álbum do ano (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Jho Brunhara</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2018 foi um ano muito importante para a música </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> brasileira: temos cada vez mais artistas comprometidos em sustentar o gênero, inovando nas produções e ajudando a consolidar o estilo em terras tupiniquins. Sem dúvidas, o pop br</span> <span style="font-weight: 400;">já tem suas próprias variações do gênero</span> <span style="font-weight: 400;">puro importado dos EUA e Europa. Podemos notar elementos nacionais, seja do forró, funk, sertanejo ou MPB, fundidos na música popular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como grandes exemplos desse ano tivemos o álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Não Para Não</span></i><span style="font-weight: 400;">, da cantora Pabllo Vittar; </span><b>Sinto Muito</b><span style="font-weight: 400;">, da DUDA BEAT (que considero o melhor álbum do ano, extremamente </span><i><span style="font-weight: 400;">fresh </span></i><span style="font-weight: 400;">na produção e conceito); </span><i><span style="font-weight: 400;">Azul Moderno</span></i><span style="font-weight: 400;">, da Luiza Lian; </span><i><span style="font-weight: 400;">Dona de Mim</span></i><span style="font-weight: 400;">, da IZA; </span><i><span style="font-weight: 400;">jovens inseguros vivendo no futuro</span></i><span style="font-weight: 400;">, do cantor GARBO; e claro, </span><i><span style="font-weight: 400;">Lobos</span></i><span style="font-weight: 400;">, do representante masculino do </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> em ascensão, Jão. O mercado pop brasileiro só tem a crescer, e espero que o espaço para produções criativas e conceituadas seja cada vez maior.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Internacionalmente falando, o ano também foi muito positivo, por mais que os órfãos do pop de 2010 continuem em busca da volta daquele estilo (que talvez não retorne tão cedo, ou nem retorne), existem artistas se dedicando a trazer diferentes visões e produções para o estilo. Uma das forças de 2018 foram os artistas LGBT+, como Hayley Kiyoko com seu álbum </span><i><span style="font-weight: 400;">Expectations</span></i><span style="font-weight: 400;">, Troye Sivan com </span><i><span style="font-weight: 400;">Bloom</span></i><span style="font-weight: 400;">; SOPHIE com </span><i><span style="font-weight: 400;">OIL OF PEARL&#8217;S UN-INSIDES</span></i><span style="font-weight: 400;">; Years &amp; Years com </span><i><span style="font-weight: 400;">Palo Santo</span></i><span style="font-weight: 400;">; e Kim Petras com sua mixtape </span><i><span style="font-weight: 400;">TURN OFF THE LIGHTS, VOL. 1</span></i><span style="font-weight: 400;">. Não dá para dizer que essas produções foram menos que </span><i><span style="font-weight: 400;">pop perfection. </span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outros destaques são o </span><i><span style="font-weight: 400;">self-titled </span></i><span style="font-weight: 400;">do The Neighbourhood</span><i><span style="font-weight: 400;">; </span></i><span style="font-weight: 400;">Lily Allen com </span><i><span style="font-weight: 400;">No Shame</span></i><span style="font-weight: 400;">; e ionnalee com </span><i><span style="font-weight: 400;">EVERYONE AFRAID TO BE FORGOTTEN</span></i><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando me dizem que o </span><i><span style="font-weight: 400;">pop</span></i><span style="font-weight: 400;"> morreu anos atrás, eu penso em todas as produções fantásticas e não genéricas que tivemos nos últimos anos e penso: bom, pelo jeito morreu para dar lugar a algo muito melhor.</span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Sinto Muito &#8211; Duda Beat / 2. High as Hope &#8211; Florence and the Machine / 3. Azul Moderno &#8211; Luiza Lian / 4. Bloom &#8211; Troye Sivan / 5. The Neighbourhood &#8211; The Neighbourhood</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i.scdn.co/image/8f8df69245327fb2a84cb1447f399bdb65cfce92" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Elvira, a personagem clássica do cinema de terror, é uma das colaboradoras da mixtape de Kim Petras (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leandro Gonçalves</strong></p>
<p>Num ano tão tempestuoso quanto este, pouco naveguei. Calma lá, eu explico… tanto no YouTube quanto no Spotify, não procurei por novos artistas, salvo um ou outro que me despertaram curiosidade. Definitivamente, não foi um ano de descobertas. Dentre as poucas novidades que me permiti conhecer, destaque para a inglesa Rina Sawayama e para a vizinha germânica Kim Petras.</p>
<p>Para flertar com o R&amp;B, Rina utiliza de característicos vocais que, quando acompanhados de instrumentos como guitarras e sintetizadores, tornam a sonoridade das faixas algo que oscila entre o já conhecido e, talvez, futuras tendências. Ao lado de Charli XCX, Rina é uma das artistas da atual frente visionária inglesa, que promete resgatar a música pop do marasmo trazido pelo mercado americano.</p>
<p>Ainda na europa, Kim Petras é outro nome que agitou meu Last.fm. A artista me surpreendeu com os poderosos instrumentais da mixtape <strong>TURN OFF THE LIGHT, VOL. 1</strong>, principalmente os das faixas <em>In The Next Life</em> e <em>Tell Me it’s a Nightmare</em>. O trabalho, com temática de Halloween, conta com sonoridade pesada, para se acabar de dançar em um clube noturno ou na intimidade do quarto.</p>
<p>Além disso, funciona como uma bela introdução para aqueles que desejam explorar a PC Music, ainda que não seja tão característico do estilo. Todavia, nem tudo pode ser perfeito… Dr. Luke está por trás da produção. Por outro lado, como bem apontado por um amigo, a visibilidade que o trabalho trouxe para Kim, uma artista trans, se contrapõe a má impressão causada pela presença de um homem acusado de assédio sexual na produção.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Caution &#8211; Mariah Carey / 2. TURN OFF THE LIGHT, VOL. 1 / 3. Joyride &#8211; Tinashe / 4. Isolation &#8211; Kali Uchis / 5. Não Para Não &#8211; Pabllo Vittar</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Rina Sawayama - Cherry (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/wn5YFnrD1u8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://images.genius.com/9e44b8e2ef79be2540acda8d1efae7f4.1000x1000x1.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Kali Uchis foi a luz no fim de túnel em um ano fraco para a música pop (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Oliveira</strong></p>
<p>Kali Uchis e seu <strong>Isolation (</strong>também conhecido como o melhor do ano), foi um grande refresco para música latina que segue saturada de tanto reggaeton. Kali não esquece de tirar uma casquinha desta sonoridade e entrega uma jornada maravilhosa sobre suas vivências em ritmos como bossa nova, R&amp;B, soul de forma muito coesa e bem feita.</p>
<p>Pabllo Vittar seguiu numa crescente em sua carreira, depois de fazer inúmeras parcerias com artistas nacionais e internacionais, lançou seu segundo álbum <em>Não Para Não</em> no comecinho de outubro. Se com a política a gente sofre, com a Pabllo a gente chora só um pouquinho pela dor de cotovelo mas sem parar de dançar, nesse trabalho ela não explorou muitas sonoridades como no primeiro mas nos deu a melhor síntese de Banda Calypso com Banda Djavú numa roupagem toda popzinha e impecável.</p>
<p><em>Sinto Muito</em> foi a surpresa de 2018, com letras que batem fundo no peito. Duda Beat foi a revelação que precisávamos, um indie pop delicioso que te põe para sentir cada verso.</p>
<p>Da terra da Rainha tivemos Lily Allen menos afrontosa e mais sentimental com o maravilhoso <em>No Shame; </em>já da terra do Tio Sam, a voz da maior borboleta viva, Mariah Carey, nos presenteou cautelosamente com o <em>Caution</em>, que sem dúvidas é o melhor lançamento dela em anos.</p>
<p>Sem nenhuma dúvida, álbuns memoráveis e com alta qualidade da concepção à finalização. Que 2019 nos permita mais conteúdo assim.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Isolation &#8211; Kali Uchis / 2. Não Para Não &#8211; Pabllo Vittar / 3. Sinto Muito &#8211; Duda Beat / 4. No Shame &#8211; Lilly Allen / 5. Caution &#8211; Mariah Carey</p>
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<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://images.genius.com/4d3e6456c7142510037bb07e374ae58f.696x696x1.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">O conceito de &#8220;Simulacre&#8221; é bastante simples: Potyguara ingeriu, por engano, cogumelos alucinógenos. O resultado nós ouvimos em seu primeiro disco de estúdio (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Leonardo Santana</strong></p>
<p>Nas resoluções para 2018, prometi pra mim mesmo que ouviria mais música brasileira. E não deu outra: Gal Costa no topo das mais ouvidas e muito pop tupiniquim embalando o meu ano do karma. Os delírios holísticos da drag maranhense Potyguara Bardo deram o tom de um período bem doido. Além disso, nossa rainha Pabllo Vittar provou que dá pra rolar experimentações e misturas inusitadas em músicas feitas para a pista de dança (voto no <a href="https://www.youtube.com/watch?v=mFdkXz2wb3I">kpop-forró-kizomba de Buzina</a> para hino do Carnaval).</p>
<p>Em terras gringas, Janelle Monáe deu vazão a uma porrada de sentimentos sobre raça e sexualidade que eu nunca soube explicar direito. Robyn voltou depois de quase uma década e confirmou seu óbvio status de lenda, enquanto Kali Uchis me afogou em sua fantasia de decadência hollywoodiana.</p>
<p>E, apesar de algumas pisadas na bola, Azealia Banks foi a queridinha do ano com um presente forma de música: a maravilhosa <em>Anna Wintour</em>.</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Dirty Computer &#8211; Janelle Monáe / 2. Isolation &#8211; Kali Uchis / 3. Simulacre &#8211; Potyguara Bardo / 4. Honey &#8211; Robyn / 5. Oil of Every Pearl&#8217;s Un-Insides &#8211; SOPHIE</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Azealia Banks - Anna Wintour" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/au8QGTiPhEw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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<figure style="width: 601px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="" src="https://images-americanas.b2w.io/produtos/01/00/sku/38575/9/38575984_1SZ.jpg" width="601" height="601" /><figcaption class="wp-caption-text">Quase sem divulgação prévia, a trupe do Alex Turner surprendeu em 2018, com um trabalho fora da curva para a banda (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Maria Carolina Gonzalez</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Lá em janeiro, eu já imaginava que 2018 tinha potencial para ser musicalmente emocionante. Talvez eu esperasse mais do mesmo, mas percebi que me enganei. Logo no começo do ano, o </span><i><span style="font-weight: 400;">Little Dark Age</span></i><span style="font-weight: 400;"> mostrou que o MGMT ainda conseguia fazer música boa depois de muito tempo. Em maio, o Arctic Monkeys lançou seu sexto álbum e trouxe junto muito assunto pra ser discutido. Talvez o </span><strong>Tranquility Base Hotel &amp; Casino</strong><span style="font-weight: 400;"> tenha dado mais trabalho para os fãs do que para a própria banda. Alguns torcem o nariz e outros dizem entender um conceito que às vezes nem existe e poderia me aprofundar no assunto, mas acho que já consegui deixar </span><a href="http://personaunesp.com.br/arctic-monkeys-critica/"><span style="font-weight: 400;">minha opinião</span></a><span style="font-weight: 400;"> a respeito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como se não bastasse o Arctic Monkeys, o parceiro do Alex Turner, Miles Kane, lançou seu terceiro álbum: </span><i><span style="font-weight: 400;">Coup De Grace</span></i><span style="font-weight: 400;">. Acredito que esse seja mais do mesmo, porém não deixa de ser cativante e sincero. E por falar em disco cativante, um que infelizmente não ganhou texto, mas não poderia passar despercebido na minha lista foi o </span><i><span style="font-weight: 400;">Egypt Station</span></i><span style="font-weight: 400;">, de Paul McCartney (acho que esse nome dispensa apresentações) e mostrou mais uma vez que um ex-beatle não precisa provar nada para ninguém.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A maior surpresa nessa lista e no meu ano musical &#8211; que dificilmente sai da zona de conforto &#8211; foi conhecer o som da colombiana Kali Uchis e apreciar o suficiente para colocar o</span><i><span style="font-weight: 400;"> Isolation</span></i><span style="font-weight: 400;"> no meu top 5. A expectativa para 2019 é que os ritmos latinos tenham o mesmo destaque que tiveram em 2018. Este ano agitado e um tanto conturbado já está acabando, feliz ou infelizmente. Talvez tenha pouca expectativa na música para 2019, mas, como disse logo no início, espero estar enganada. </span></p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Tranquility Base Hotel + Casino &#8211; Arctic Monkeys / 2. Egypt Station &#8211; Paul McCartney / 3. Little Dark Age &#8211; MGMT / 4. Coup de Grace &#8211; Miles Kane / 5. Isolation &#8211; Kali Uchis</p>
<hr />
<figure id="attachment_11295" aria-describedby="caption-attachment-11295" style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-11295" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6.jpeg" alt="" width="602" height="602" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6.jpeg 554w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6-150x150.jpeg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/12/images-6-300x300.jpeg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-11295" class="wp-caption-text">Mitski se comparando a um gêiser prestes a explodir foi o auge do meu 2018 (Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Natália Schiavon</strong></p>
<p>O que eu mais ouvi esse ano se resume em músicas com letras vulneráveis muito bem produzidas por artistas majoritariamente mulheres. Talvez o ápice dessa descrição seja a Mitski se comparando a um gêiser prestes a explodir na canção de abertura do <em>Be the Cowboy</em>, um álbum sobre uma personagem reprimida com uma erupção de sentimentos dentro de si. Talvez sejam as confissões da Snail Mail em <em>Lush</em>, um trabalho que soa como o diário de uma adolescente que observa do seu canto as pessoas ao redor numa festa. Talvez seja a Noname refletindo sobre religião e racismo com a mesma sagacidade que reflete sobre suas falhas e ex-namorados em <em>Room 25</em>.</p>
<p>No espectro brasileiro, Carne Doce veio com <em>Tônus</em>, o álbum mais melancólico da banda, que no meio de melodias dançantes revela a angústia e o medo de envelhecer. E aí vem <a href="http://personaunesp.com.br/vocacao-lupe-de-lupe-2018/">Lupe de Lupe</a> com <em>Vocação</em>, um disco intenso, que segue um fluxo tão caótico quanto sensível. Que a vulnerabilidade sem medo (ou com medo mesmo) continue sendo a maior força dos artistas em 2019.</p>
<p><strong>Discos favoritos:</strong> 1. Be the Cowboy &#8211; Mitski / 2. Room 25 &#8211; Noname / 3. Tônus &#8211; Carne Doce / 4. Vocação &#8211; Lupe de Lupe / 5. Lush &#8211; Snail Mail</p>
<hr />
<figure style="width: 602px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://dailybruin.com/images/2018/10/web.ae_.trench.review.courtesy.jpg" alt="" width="602" height="602" /><figcaption class="wp-caption-text">Mistério e subjetividade foram elementos chave no quinto registro do duo americano (Divulgação)</figcaption></figure>
<p><strong>Rafaela Martuscelli</strong></p>
<p>Confesso que em 2018 não estive tão a par do que aconteceu na indústria musical em geral. Me atentei, claro, aos meus estilos favoritos, e por isso os destaques para mim se mantiveram no estilo alternativo e <em>indie</em>.</p>
<p>O maior destaque para mim foi o <strong>Trench</strong> da banda Twenty One Pilots, e não só por ser minha banda favorita. Todo o conceito utilizado na produção do álbum, junto com o mundo que o vocalista Tyler Joseph criou através das músicas.</p>
<p>Um álbum que não entrou na minha lista mas chamou atenção foi o novo da Anavitória, <em>O Tempo é Agora</em>, que não ouvi com tanta atenção mas o que consegui dar uma olhada não deixou a desejar. Esse ano não foi musicalmente aproveitado por mim, mas prometo que 2019 eu melhoro!</p>
<p><strong>Discos favoritos: </strong>1. Trench &#8211; Twenty One Pilots / 2. My Dear Melancholy, &#8211; The Weeknd / 3. The Neighbourhood &#8211; The Neighbourhood / 4. M A N I A &#8211; Fall Out Boy / 5. High as Hope &#8211; Florence and the Machine</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="The Weeknd - Call Out My Name (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/M4ZoCHID9GI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/os-melhores-discos-de-2018/">Os melhores discos de 2018</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
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		<title>Junkie é a prova de que Alanis Morissette nunca foi presa a convenções</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 06 Nov 2018 22:30:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Alanis Morissette]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Hansen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Hansen Uma jovem canadense de apenas 21 anos, até então com apenas dois discos pop de pouca repercussão, lança um CD de rock alternativo sem muitas expectativas. Os produtores não esperavam vendas superiores a 250 mil cópias. No entanto, o álbum em questão estoura e vende mais de 28 milhões de exemplares em três &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/alanis-morissette-junkie-20-anos/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Junkie é a prova de que Alanis Morissette nunca foi presa a convenções"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/alanis-morissette-junkie-20-anos/">Junkie é a prova de que Alanis Morissette nunca foi presa a convenções</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://cdn-images-1.medium.com/max/600/1*s2mpMSRtMA68dgriQFkoFA.png" alt="" width="600" height="595"><figcaption class="wp-caption-text">Foto de Alanis Morissette no encarte de &#8220;Jagged Little Pill&#8221; (1995). A &#8220;síndrome do segundo disco&#8221; atingiu a cantora em 1998 (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Hansen</strong></p>
<p>Uma jovem canadense de apenas 21 anos, até então com apenas dois discos pop de pouca repercussão, lança um CD de rock alternativo sem muitas expectativas. Os produtores não esperavam vendas superiores a 250 mil cópias. No entanto, o álbum em questão estoura e vende mais de 28 milhões de exemplares em três anos.</p>
<p><span id="more-10979"></span></p>
<p>O disco em questão é o aclamadíssimo <em>Jagged Little Pill</em> e a cantora em questão é Alanis Morissette. Segundo a crítica, guardadas as devidas proporções, na sua estreia ela alcançou&nbsp; o mesmo patamar que <a href="http://personaunesp.com.br/critica-michael-jackson-bad/">Michael Jackson</a> em<a href="http://personaunesp.com.br/michael-jackson-thriller-resenha/"><em> Thriller</em></a> e&nbsp;<a href="http://personaunesp.com.br/critica-madonna-hard-candy/">Madonna</a> em <em>Like a Prayer</em> ou <a href="http://personaunesp.com.br/madonna-ray-of-light-critica/"><em>Ray of Light</em></a>. Apesar disso, a pressão de público e crítica era para que a cantora fizesse uma espécie de parte 2 de sua obra-prima. Sim, ela poderia ter feito isso. Porém, Alanis, geminiana que só ela, decidiu ir a um caminho musical oposto, mas nem por isso menos atraente. É neste contexto que nasce seu segundo disco, <em>Supposed Former Infatuation Junkie</em>, lançado em 3 de novembro de 1998.</p>
<p><!--more--></p>
<p>Antes de mais nada, é necessário ressaltar que&nbsp;<em>Junkie</em> não é um daqueles álbuns que você simpatiza de cara, ainda mais se tiver sido habituado ao som pesado e muito inspirado no estilo <a href="http://personaunesp.com.br/in-utero-nirvana-critica/">grunge</a> do início dos anos 90 no qual <em>JLP</em> bebe muito da fonte. O álbum não tem a intenção de ser comercial. Várias canções sequer têm refrões e algumas não têm as famosas rimas para apontar métrica. É necessário entender a vida pessoal de Alanis no período e o contexto para sons e letras mais intimistas, expondo alguns de seus traumas pessoais.</p>
<figure id="attachment_10988" aria-describedby="caption-attachment-10988" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-10988" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/71cATfePvgL._SL1448_-1024x1024.jpg" alt="" width="840" height="840" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/71cATfePvgL._SL1448_-1024x1024.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/71cATfePvgL._SL1448_-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/71cATfePvgL._SL1448_-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/71cATfePvgL._SL1448_-768x768.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/71cATfePvgL._SL1448_-1200x1200.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/71cATfePvgL._SL1448_.jpg 1448w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10988" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Após o lançamento de <em>JLP</em>, Alanis, inebriada com tamanho sucesso, isolou-se na Índia por um mês e cogitou nunca mais compor novamente. Decidiu que sim, e <em>Junkie</em> também é um resultado de seu retiro espiritual no país. Algumas canções têm melodias com elementos orientais e sonoridade menos pesada, com mais presença de instrumentos como o baixo, a percussão e a flauta. Outras têm uma roupagem pop com conotação espiritual. “Thank U”, primeiro single do disco, é um exemplo deste caso. O refrão é composto por vários “obrigados”: à Índia, à fragilidade, à desilusão e até mesmo ao nada. Alanis estava mais serena e mostra isso no clipe, em que aparece nua&nbsp;(bem antes de Miley Cyrus, amigos), provavelmente como um símbolo do sofrimento desnecessário do qual sentia haver se despido.</p>
<p>Outra música em referência ao momento é “Baba”. Com versos do tipo <em>“Eu os vi desistindo das drogas em troca de altares improvisados”, </em>a música fala de um eu-lírico que está <em>“em busca de seu nirvana”</em>, ou seja, da libertação do sofrimento segundo a filosofia budista, e que questiona ao seu guru o tempo necessário até atingir essa elevação interior. A canção é uma das poucas do CD que lembram a sonoridade pesada de <em>Jagged Little Pill</em>, e, com o refrão, torna-se penetrante.</p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Alanis Morissette - Thank U (Official Video)" width="840" height="630" src="https://www.youtube.com/embed/OOgpT5rEKIU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<p>Apesar da vibe bem religiosa, <em>Junkie</em> também possui músicas confessionais e/ou existencialistas que marcaram o repertório do disco anterior. Uma das principais neste grupo é “The Couch”. Basicamente, a letra aborda a ausência do pai na vida da filha e as sequelas emocionais de tal fato para ambos a partir de um um eu-lírico que, apesar de estar em terceira pessoa, é onisciente. Enquanto a garota <em>“é muito hipersensitiva e não sabe o porquê de não confiar em ninguém além de nós”, </em>o pai é um sujeito que oculta sua fragilidade por meio da positividade declaratória &#8211; de acordo com a teoria freudiana &#8211;&nbsp; em versos como <em>“eu me sinto bem que nós não tenhamos nascido tão cientes quanto você” &#8211;</em>, mas que versos depois assume suas dificuldades emocionais &#8211; <em>“você imagina que eu lhe pago 75 dólares por hora?”.&nbsp;</em>Como o próprio nome diz, o sofá pode ser tanto um móvel comum quanto a representação do divã no qual os personagens confessam seus traumas mal resolvidos.</p>
<p>De toda essa seleção, uma das mais destacáveis sem dúvida é “Unsent”. A música é uma espécie de carta aberta de Alanis a seus ex-namorados. Segundo consta, ela ligou para cada um deles, inclusive o de “You Oughta Know” (entendedores entenderão), pedindo autorização para falar sobre eles na música. E a letra é uma (senão a mais) das mais sinceras de toda a discografia de Alanis. Ao longo de seus quatro minutos, ela discorre sobre como ainda tem interesse &#8211; afetivo ou não &#8211; por alguns, como outros lhe fizeram bem emocionalmente ou eram egocêntricos e a enganavam e até mesmo a incentivaram a pensar diferente, como na famosa espiritualidade. Enfim, ela abre seu coração e diz como alguns não fazem falta, enquanto outros ela gostaria de ter passado mais tempo junto. Acompanhado de uma melodia simples, só com violão, a música fica mais romântica e aí é fácil de esquecer que se trata de uma recordação. Aliás, uma das grandes artes de Alanis Morissette é transitar entre o agressivo e o meigo de maneira eficiente. Ao ouvir canções como a supracitada e <em>“Head Over Feet”</em>, single de <em>JLP</em>, fica fácil esquecer a veia pessoal que ela carrega nas suas canções.</p>
<figure id="attachment_10986" aria-describedby="caption-attachment-10986" style="width: 796px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10986 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/alanis-morissette-supposed-former-infatuation-junkie-10-cd.jpg" alt="" width="796" height="800" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/alanis-morissette-supposed-former-infatuation-junkie-10-cd.jpg 796w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/alanis-morissette-supposed-former-infatuation-junkie-10-cd-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/10/alanis-morissette-supposed-former-infatuation-junkie-10-cd-768x772.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10986" class="wp-caption-text">A nudez como um símbolo budista de libertação marca o álbum no qual Alanis não tem pudor com o próprio corpo (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Alanis, sem dúvida, foi muito ousada na sonoridade e letras de seu segundo álbum. Mas é claro que isso lhe custou caro. O CD vendeu 8 milhões de cópias, nem a metade de <em>JLP</em>, até o lançamento de seu sucessor. Em entrevistas, a própria Alanis diz que o álbum foi seu o disco <em>“foda-se”, </em>pois, ela parou <a href="https://www.nytimes.com/1998/11/01/arts/alanis-morissette-explores-the-healing-power-of-song.html">pela primeira vez para entender o que estava sentindo</a>.</p>
<p>Para ela, o mais importante é dizer abertamente o que se sente como válvula de escape e, principalmente, libertação. <a href="https://www.telegraph.co.uk/culture/music/rockandpopfeatures/9467721/Alanis-Morissette-interview.html">De acordo com a própria</a><u></u>, “houve alguma dor na mudança do estilo de vida, mas isso foi principalmente um alívio”. Com essa mudança exposta em <em>Supposed Former Infatuation Junkie</em>, também musical, ela perdeu fãs e hoje não é tão relevante quanto foi no passado. Porém, sua contribuição à música é atemporal e disso não se pode ter dúvida.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/2QXT4rGSfqjqfgpZ059yKp" width="300" height="380" frameborder="0"></iframe></p>
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		<title>Cineclube Persona &#8211; Junho/2018</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jul 2018 22:53:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cineclube]]></category>
		<category><![CDATA[Deadpool]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Hansen]]></category>
		<category><![CDATA[Marvel]]></category>
		<category><![CDATA[Onze mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Raul Galhego]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Hansen, Raul Galhego Por conta de imprevistos, o Cineclube do mês de maio não foi ao ar, mas seguimos com a programação normal com um plus do destaque de maio e o remake-sequência mais esperado de junho! Vale a conferida. Deadpool 2 Achou que não ia ter referências? Achou errado, amante da sétima arte! &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-junho-2018/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Cineclube Persona &#8211; Junho/2018"</span></a></p>
<p>O post <a href="http://personaunesp.com.br/cineclube-persona-junho-2018/">Cineclube Persona &#8211; Junho/2018</a> apareceu primeiro em <a href="http://personaunesp.com.br">Persona | Jornalismo Cultural</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_10432" aria-describedby="caption-attachment-10432" style="width: 687px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10432" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/canarinho-pistola2.jpg" alt="" width="687" height="386" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/canarinho-pistola2.jpg 687w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/06/canarinho-pistola2-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-10432" class="wp-caption-text">Canarinho Pistola: representante oficial do Brasil na Copa, seja dos amantes do futebol ou não. (Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><strong>Guilherme Hansen, Raul Galhego</strong></p>
<p>Por conta de imprevistos, o Cineclube do mês de maio não foi ao ar, mas seguimos com a programação normal com um plus do destaque de maio e o remake-sequência mais esperado de junho! Vale a conferida.</p>
<p><span id="more-10417"></span></p>
<p><strong>Deadpool 2</strong></p>
<figure id="attachment_10293" aria-describedby="caption-attachment-10293" style="width: 840px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10293 size-large" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Screen-Shot-2017-11-15-at-9.14.43-AM-1024x425.png" alt="" width="840" height="349" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Screen-Shot-2017-11-15-at-9.14.43-AM-1024x425.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Screen-Shot-2017-11-15-at-9.14.43-AM-300x125.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Screen-Shot-2017-11-15-at-9.14.43-AM-768x319.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Screen-Shot-2017-11-15-at-9.14.43-AM-1200x498.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/05/Screen-Shot-2017-11-15-at-9.14.43-AM.png 1428w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-10293" class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Achou que não ia ter referências? Achou errado, amante da sétima arte! <em>Deadpool 2</em> traz uma infinidade de piadas com filmes dos estúdios <a href="http://personaunesp.com.br/tag/marvel/">Marvel</a>, DC e da própria Fox. O mercenário tagarela faz chacota com o orçamento do filme novamente, com o roteiro fraco e bem simples (que tem participação do próprio Ryan Reynolds) e com seu <a href="http://personaunesp.com.br/deadpool/">antecessor homônimo</a>.</p>
<p>O ponto positivo do filme fica por conta das “zoeiras” que o protagonista faz a todo momento. No trailer já vemos algumas delas, as menos importantes (dica: as melhores estão no pós-créditos!). Por outro lado, o enredo é um tanto desconexo, com momentos de comédia intercalando passagens dramáticas de uma forma contrastante demais. O vilão do filme carece de motivações e tudo acaba sendo resolvido pelo roteirista, mas de uma forma que acaba agradando, ao estilo Deadpool.</p>
<p>Dirigido por David Leitch e agora com mais dinheiro e credibilidade que o antecessor, o longa consegue trazer novos personagens e grandiosos efeitos especiais, mantendo também a ótima qualidade da trilha sonora. O filme mantém a essência do primeiro e faz valer a pena o ingresso, seja pelos personagens, tanto antigos como novos, ou pelas citações e gargalhadas. Afinal, com grandes poderes vem grandes referências! &#8211; <i>Raul Galhego da Silva</i></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Deadpool 2 | Trailer Oficial 2 | Legendado HD" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/1P9OzWX6nzE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><strong>Oito Mulheres e um Segredo</strong></p>
<figure style="width: 616px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://au.static.lalalay.com/upload/images/real/2017/01/30/oceans-8__875042_.jpg?content=1" alt="" width="616" height="347" /><figcaption class="wp-caption-text">(Foto: Reprodução)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Clara referência à trilogia &#8220;Onze homens e um segredo&#8221;, remake bem-sucedido do início dos anos 2000, “Oito mulheres e um segredo” bebe da fonte original desde o início, quando na primeira cena, Debbie Ocean (Sandra Bullock) promete deixar o crime quando está para sair da prisão, assim como fez o irmão, Danny (George Clooney) na franquia original e a partir daí, recruta um time de mulheres para realizarem um roubo durante um baile de gala. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O filme já é louvável só por passar no Teste de Bechdel (quando duas mulheres ou mais conversam sobre um assunto que não envolva homens). Mas o longa também se destaca por reunir um elenco estelar em ótimos papéis, diferentes de sua zona de conforto &#8211; destaque para Anne Hathaway no papel de uma atriz lunática &#8211; nos quais elas são as donas da ação em um enredo politicamente incorreto. Outra menção vai para o figurino, feito por Sarah Edwards, que além de belíssimo, reflete com eficiência a personalidade de cada uma das personagens.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">“Oito mulheres e um segredo” cumpre muito bem o papel de entreter o público, além de mostrar o protagonismo feminino de forma natural. As únicas ressalvas aqui são alguns furos de roteiro, que podem gerar questionamentos nos espectadores mais detalhistas e a narrativa, que poderia ser mais ágil. Do mais, é uma ótima pedida e vale o ingresso.<br />
</span><em>&#8211; Guilherme Hansen</em></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Oito mulheres e um segredo - Trailer Oficial (leg) [HD]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/eRVknc7kQGQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Melhores discos de Abril/2018</title>
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		<pubDate>Tue, 01 May 2018 23:05:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Egberto Santana]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Hansen]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Teixeira]]></category>
		<category><![CDATA[Melhores Discos]]></category>
		<category><![CDATA[Nilo Vieira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Egberto Santana, Guilherme Hansen, Leonardo Teixeira e Nilo Vieira  Não deu outra: o mês foi delas. A volta triunfal de Beyoncé aos palcos (no que provavelmente foi a melhor performance de sua carreira) representou apenas o apogeu de um momento quase que dominado para mulheres e seus trabalhos fortíssimos. Por outro lado, o falecimento de &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/melhores-discos-de-abril2018/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Melhores discos de Abril/2018"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure style="width: 1280px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" src="http://media.breitbart.com/media/2018/04/Beyonce-at-Coachella-Getty.jpg" alt="" width="1280" height="959" /><figcaption class="wp-caption-text">#Beychella</figcaption></figure>
<p><strong>Egberto Santana, Guilherme Hansen, Leonardo Teixeira e Nilo Vieira </strong></p>
<p>Não deu outra: o mês foi delas. A volta triunfal de <a href="http://personaunesp.com.br/lemonade-amor-confianca-empoderamento/" target="_blank" rel="noopener">Beyoncé</a> aos palcos (no que provavelmente foi a melhor performance de sua carreira) representou apenas o apogeu de um momento quase que dominado para mulheres e seus trabalhos fortíssimos. Por outro lado, o falecimento de<a href="https://oglobo.globo.com/cultura/musica/artigo-dona-ivone-lara-baluarte-do-samba-22599023"> Dona Ivone Lara, a Rainha do Samba</a>, adicionou nota agridoce aos últimos dias. Vamo que vamo.</p>
<p><span id="more-9951"></span><br />
<img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10083 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/cardi-b-invasion-of-privacy.jpg" alt="" width="503" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/cardi-b-invasion-of-privacy.jpg 750w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/cardi-b-invasion-of-privacy-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/cardi-b-invasion-of-privacy-300x298.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 503px) 85vw, 503px" /></p>
<p><strong>Cardi B &#8211; Invasion of Privacy</strong></p>
<p><em>rap</em></p>
<p>Desde que o hit &#8220;<a href="https://www.youtube.com/watch?v=PEGccV-NOm8">Bodak Yellow&#8221;</a> alavancou a carreira de Cardi B, colocando-a em primeiro lugar no Top 100 da Billboard, foi difícil não ler comparações com Nicki Minaj e muito menos não vê-la em programas de entrevistas americanos, sempre mostrando sua personalidade engraçada.</p>
<p>Mas não é foi só com seu humor que Cardi B se fez. Depois de duas <em>mixtapes</em> em um ano, a nativa do Bronx apresenta seu primeiro álbum, <em>Invasion of Privacy</em>. Mesmo sendo sua estréia, o que não falta é conteúdo nas letras da rapper: o relacionamento com Offset (seu noivo e um dos membros do Migos) é bastante mencionado, desde como declaração até no melhor estilo <a href="http://personaunesp.com.br/lemonade-amor-confianca-empoderamento/">Yoncé</a> atacando suas supostas traições divulgadas pela mídia. A <em>gangsta bitch</em> não é enterrada e passa bem em faixas como &#8220;Bickenhead&#8221; e &#8220;Bartier Cardi<em>&#8220;.</em></p>
<p>Em quase todas as produções, Cardi mostra seu tradicional <em>flow</em> rápido e agressivo, com destaque para &#8220;Money Bag&#8221;, onde sem nenhum barulho irritante (brrr) a ex-membro do <a href="https://www.gq.com/story/cardi-b-confirms-blood-gang-affiliation">Bloods</a> coloca todo seu potencial sobre uma batida tão explosiva quanto  suas rimas. A decepção fica no meio, com &#8220;Ring&#8221;, um <em>trap pop</em> com cara de <em>love song</em> de rádios que acaba desanimando. Entre as diversas colaborações, SZA fecha o álbum com um refrão colante, finalizando uma ótima estreia com as duas vozes mais singulares do <em>mainstream</em>. <strong>(ES)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Cardi B - Bartier Cardi (feat. 21 Savage) [Official Video]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/hXnMSaK6C2w?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-10084 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/onhold-fennelily.jpg" alt="" width="504" height="504" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/onhold-fennelily.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/onhold-fennelily-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/onhold-fennelily-300x300.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/onhold-fennelily-768x768.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 504px) 85vw, 504px" /></p>
<p><strong>Fenne Lily &#8211; On Hold</strong></p>
<p><em>indie pop</em></p>
<p>O primeiro álbum da britânica, lançado no último dia 6, transita entre a reflexão e a melancolia, pontuadas pelo seu timbre grave que transmite um pouco da angústia que todos carregamos em nossa vida caótica. Da faixa-título, &#8220;em que toda essa dor é ouro&#8221;, Lily questiona &#8220;por que as coisas boas morrem?&#8221; em &#8220;What&#8217;s Good&#8221; e constata que &#8220;eu sei que você vai me decepcionar, mas está bem&#8221; em &#8220;Car Park&#8221;. Como ela mesma afirma, suas músicas são tristes, mas trazem nos vocais uma tristeza misturada com fúria .</p>
<p>Apesar do tom niilista, Fenne diz que suas canções também têm a intenção &#8220;de trazer força para saber a hora certa de se desprender daquilo que nos faz mal a fim de dar espaço para aquilo que nos ajuda a crescer&#8221;. <em>On Hold</em> é uma excelente mistura entre o <em>folk</em> (embora ela mesma negue esse rótulo) e o <em>indie rock</em>, com melodias calmas e roupagens acústicas. Para ficar na bad e curti-la por um tempo. <strong>(GH)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><span class="embed-youtube" style="text-align:center; display: block;"><iframe loading="lazy" class="youtube-player" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/-ZCHVzhIyGs?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></span></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-10057 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/janelle-monae-dirty-computer-grimes-brian-wilson-prince.jpg" alt="" width="500" height="500" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/janelle-monae-dirty-computer-grimes-brian-wilson-prince.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/janelle-monae-dirty-computer-grimes-brian-wilson-prince-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/janelle-monae-dirty-computer-grimes-brian-wilson-prince-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 500px) 85vw, 500px" /></p>
<p><strong>Janelle Monáe &#8211; Dirty Computer</strong></p>
<p><em>r&amp;b</em></p>
<p>Janelle Monáe nunca decepciona. Coesão e qualidade já são constante na discografia da compositora, que em 2007 iniciou a série de discos conceituais que contariam a história afrofuturista da andróide Cindi Mayweather. <em>Dirty Computer</em> fecha a saga e apresenta uma intersecção entre realidade e utopia, onde Janelle celebra a própria existência enquanto idealiza uma sociedade mais inclusiva.</p>
<p>A <em>tracklist</em> é bastante eclética e une ritmos teoricamente distantes, como o <a href="http://personaunesp.com.br/jimi-hendrix-are-you-experienced-50-anos/">rock psicodélico</a> e o <em>afrobeat</em>. Mas a referência principal aqui só podia ser <a href="http://personaunesp.com.br/prince-chuva-virou-tempestade/">Prince</a> e seu funk descarado e grandioso, que vem para compor o discurso libertário que sempre foi o forte de Monáe. O melhor disco do ano é uma carta de amor da cantora do Kansas à populações marginalizadas, com uma importância inestimável. Necessário. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Janelle Monáe - Dirty Computer [Emotion Picture]" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/jdH2Sy-BlNE?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class=" wp-image-9953 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/kali-uchis-isolation.jpg" alt="" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/kali-uchis-isolation.jpg 500w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/kali-uchis-isolation-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/kali-uchis-isolation-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Kali Uchis &#8211; Isolation</strong></p>
<p><em>r&amp;b</em></p>
<p>&#8220;Body Language&#8221;, tema inaugural da estreia de Kali Uchis, é uma bossa nova fantasmagórica e lânguida. Assim como sua intérprete, a faixa intriga para algo no limiar entre o estranho e o sensual, o <em>kitsch</em> e o retrô. E é com essa estética de contrastes que a cantora américo-colombiana coloca no mercado um dos melhores discos do ano.</p>
<p>Além da referência brasileira, hip hop, funk e a música psicodélica também fazem parte da bagagem de <em>Isolation</em>. O formidável aqui é a coerência que costura um gênero musical a outro no decorrer da tracklist, que é embalada por narrativas de desilusão e certa decadência hollywoodiana.</p>
<p>O clima nostálgico cai muito bem ao <em>debut</em> de Uchis, que respira cultura pop do início ao fim. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Kali Uchis - After The Storm ft. Tyler, The Creator, Bootsy Collins" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/9f5zD7ZSNpQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="http://thefader-res.cloudinary.com/private_images/w_760,c_limit,f_auto,q_auto:best/Saba-Care_For_Me-Front_uttwny/saba-announces-new-album-care-for-me.jpg" width="501" height="501" /></p>
<p><strong>Saba &#8211; CARE FOR ME</strong></p>
<p><i>rap</i></p>
<p>Tempos atrás, a onda <a href="https://www.youtube.com/watch?v=Fuk9PU85nBc">sadboys</a> virou piada na internet, com seu rap tristonho e estética <em>vaporwave</em>. Basta um olhar mais atento, no entanto, para entender que a dor do último lançamento de Saba é bem mais complexa e profunda que isso.</p>
<p>Solidão e raiva aqui são apenas uma sequela crua do <a href="https://www.vladtv.com/article/224789/chicago-rapper-dinnerwithjohn-sabas-cousin-murdered">passado</a> pesadíssimo do intérprete. Tudo floreado pela produção melancólica, que relembra o jazz e o gospel, honrando as origens do rapper de Chicago. <strong>(LT) </strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Saba - &quot;Busy&quot; (Official Video)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/WeLs6lfokwQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
<hr />
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9954 aligncenter" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/sleep-the-sciences-stoner-third-man.jpg" alt="" width="501" height="501" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/sleep-the-sciences-stoner-third-man.jpg 630w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/sleep-the-sciences-stoner-third-man-150x150.jpg 150w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/04/sleep-the-sciences-stoner-third-man-300x300.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 501px) 85vw, 501px" /></p>
<p><strong>Sleep &#8211; The Sciences</strong></p>
<p><em>stoner metal</em></p>
<p>Quase exatos quinze anos após sua <a href="https://en.wikipedia.org/wiki/Jerusalem_and_Dopesmoker" target="_blank" rel="noopener">obra-prima</a>, os titãs do stoner retornam com o aguardado álbum novo. O frontman Al Cisneros traz influências sutis de sua outra banda, o <a href="https://open.spotify.com/artist/4hCgC4FnYZLBgQPUMLOoiI" target="_blank" rel="noopener">Om</a>, mas nada que comprometa o DNA característico do Sleep: riffs monolíticos e letras inspiradas em experiências com a erva do capeta. O culto ao <a href="http://personaunesp.com.br/black-sabbath-em-sao-paulo-o-funeral-eletrico/" target="_blank" rel="noopener">Black Sabbath </a>segue forte, seja na parede sonora elaborada pelo guitarrista Matt Pike ou em trocadilhos como &#8220;Giza Butler&#8221;.</p>
<p>É verdade que não se trata, à risca, de um disco de inéditas. Além da sonoridade sem grandes novidades, metade do repertório de <em>The Sciences</em> já havia sido tocado ao vivo &#8211; &#8220;Sonic Titan&#8221;, por exemplo, ainda antes do hiato da banda em 1998. Porém, isso não diminui o peso do trabalho. Com Jason Roeder (<a href="http://personaunesp.com.br/neurosis-brasil-show/" target="_blank" rel="noopener">Neurosis</a>) na bateria e produção precisa, o grupo não soa inovador, mas renovado. É só botar o volume no talo e comprovar. <strong>(NV)</strong></p>
<p><iframe loading="lazy" width="300" height="380" allowtransparency="true" frameborder="0" allow="encrypted-media" title="Spotify Embed: The Sciences" src="https://open.spotify.com/embed/album/790MeSzafcgXNCoY2AagnP"></iframe></p>
<hr />
<p><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter" src="http://miojoindie.com.br/wp-content/uploads/2018/04/tinashe-1521243549-640x640-1523584282-640x640.jpg" width="500" height="500" /></strong></p>
<p><strong>Tinashe &#8211; Joyride</strong></p>
<p><em>r&amp;b, pop</em></p>
<p>Tinashe é uma artista completa — pelo menos para os parâmetros radiofônicos. Além de cantar e dançar excepcionalmente, a americana tem senso de estilo e sabe agradar seu público. Ainda assim, parece nunca receber a atenção que merece. Seu segundo disco chega ao mercado para reivindicar essa gratificação, mas acaba agradando por outros motivos.</p>
<p>Trata-se de uma coleção de pequenas histórias sobre sexo e autoconfiança, insignificantes diante de <em>hits</em> maiores nas paradas e similares no discurso, porém enormes para o universo íntimo que Tinashe cria para si. Ainda, o trabalho ganha pontos quando faz referência ao <em>hip hop</em> do início do milênio, da voz de sua intérprete ao <a href="https://www.youtube.com/watch?v=FrLequ6dUdM">futurismo</a> da capa. <strong>(LT)</strong></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Tinashe - No Drama (Official Video) ft. Offset" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/vAh7jTAkCKc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>Com Lenine, público definitivamente não saiu só</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Mar 2018 22:57:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[Bauru]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Hansen]]></category>
		<category><![CDATA[Heloísa Manduca]]></category>
		<category><![CDATA[SESC]]></category>
		<category><![CDATA[Show]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Esbanjando bom humor, Lenine trouxe fusão entre ótimo repertório e crítica social Guilherme Hansen e Heloísa Manduca Enquanto a cidade de São Paulo viveu o festival de música Lollapalooza, Bauru não ficou de fora do agito. Aconteceu no último sábado, 24, no ginásio do Sesc, o show do cantor pernambucano-carioca Lenine. Com uma retrospectiva ao &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/show-lenine-bauru-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Com Lenine, público definitivamente não saiu só"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<figure id="attachment_9740" aria-describedby="caption-attachment-9740" style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9740 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29345367_1700920356659349_1918963185_n.jpg" alt="" width="960" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29345367_1700920356659349_1918963185_n.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29345367_1700920356659349_1918963185_n-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29345367_1700920356659349_1918963185_n-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9740" class="wp-caption-text">Nada de solidão: Lenine cantou para todos (Foto: Heloísa Manduca)</figcaption></figure>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Esbanjando bom humor, Lenine trouxe fusão entre ótimo repertório e crítica social</span></i></p>
<p><strong>Guilherme Hansen e Heloísa Manduca</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto a cidade de São Paulo viveu o festival de música Lollapalooza, Bauru não ficou de fora do agito. Aconteceu no último sábado, 24, no ginásio do Sesc, o show do cantor pernambucano-carioca Lenine. Com uma retrospectiva ao longo da sua carreira e menção em defesa do caso Marielle Franco, Lenine trouxe música boa para quem sabe ouvir.</span></p>
<p><span id="more-9739"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O show é um intervalo entre turnês. Com o término da turnê <em>Carbono</em> (2015) e ainda em preparo para o lançamento de <em>Em Trânsito</em> (2018), o cantor colocou o público para agitar. Exatamente às 21h15, Lenine explodiu o palco com &#8220;Jack Soul Brasileiro&#8221;, mostrando toda a potência que viria a seguir. Além de músicas autorais clássicas como &#8220;Paciência&#8221;, &#8220;Hoje eu quero sair só&#8221;, ele também trouxe uma nova versão para &#8220;Trem das Onze&#8221;, de Adoniran Barbosa. </span><span style="font-weight: 400;">Em meio aos clássicos, o cantor colocou na <em>setlist</em> algumas canções de seu último CD, <em>Chão</em>, lançado em 2011. Faixas como a música homônima, “Se não for amor, eu cegue” e a animada “Envergo, mas não quebro” reforçaram o tom quase todo festivo do show.</span></p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/user/racketeers/playlist/2a9vJE7ib7ZDRDgJItRS4J" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true" allow="encrypted-media"></iframe></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com seu jeito manso, o nordestino conquistou o público ao longo de quase 1h30 de espetáculo. Homem de poucas palavras, mas cheio de versos e críticas sociais, ele pouco falou entre uma canção e outra. Preferiu mostrar seu carisma através do gingado da dança e aceitou humildemente o presente de um fã. Agradeceu e colocou o mimo próximo da sua taça de água. O público foi ao delírio com o pequeno gesto carinhoso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto estava no meio da apresentação, Lenine expressou sua posição no caso Marielle Franco. A morte da vereadora, que foi executada no último dia 14, tem causado comoção internacional e entre artistas brasileiros. Com o braço direito levantado, o cantor gritou com força “Marielle, presente!” e cantou “a vida dando na cara, não ofereço a face nem sorriso amarelo. Dentro do meu peito uma vontade bigorna”.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em meio a <a href="https://www.nexojornal.com.br/expresso/2018/03/20/O-sil%C3%AAncio-de-Anitta.-E-a-posi%C3%A7%C3%A3o-de-artistas-mulheres-no-caso-Marielle">vários artistas que não têm se manifestado ao crime cometido contra Franco</a></span><span style="font-weight: 400;">, é de fundamental importância quando alguém das artes se posiciona em relação a esse tipo de assunto. É certo que nenhum famoso tem a obrigação de opinar sobre problemáticas sociais, mas a arte é poderosa não só para protesto em relação ao presente, como também é eficaz para preservar a memória dos abusos cometidos <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2014/02/25/cultura/1393287113_872843.html">ao longo da história</a></span><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<figure id="attachment_9741" aria-describedby="caption-attachment-9741" style="width: 960px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9741 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29547651_1700920303326021_1921121585_n.jpg" alt="" width="960" height="640" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29547651_1700920303326021_1921121585_n.jpg 960w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29547651_1700920303326021_1921121585_n-300x200.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/03/29547651_1700920303326021_1921121585_n-768x512.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9741" class="wp-caption-text">O fim do show: ficou o gosto de &#8220;quero mais&#8221; (Foto: Heloísa Manduca)</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">O show foi extremamente contagiante</span> <span style="font-weight: 400;">e deixou um gostinho de quero mais no público. Às 22:05, Lenine anuncia tristemente que já estava acabando. Matuto como só, ele sabia que isso despertaria o ânimo do público para lhe pedir o famoso “mais um”. Sendo assim, o cantor fingiu que já ia embora, mas logo voltou e disse: “Eu sei que eu vou sair, vocês vão gritar pedindo mais uma música e vou voltar pra cantar pra vocês. Mas eu não fazer cu doce e já vou fazer isso agora. Vamos economizar tempo, né!?”. </span><span style="font-weight: 400;">O público, em polvorosa, cantou e dançou junto ao artista com um de seus maiores sucessos, “Do It” e logo depois, com “Alzira e a torre” e aí, todos saíram satisfeitos do recinto do Sesc. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enfim, foi um prazer assistir Lenine cantando alguns de seus sucessos. O músico esbanjou carisma, interagiu com o público praticamente em todo o espetáculo e mostrou, junto com o excelente trabalho de sua banda, o porquê que é um dos cantores mais aclamados da atualidade. Ninguém ficou parado e nem conseguirá botar defeito em seu ótimo show. </span></p>
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		<title>Viva! mostra que a Disney não cansa de produzir clássicos da animação</title>
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		<pubDate>Mon, 26 Feb 2018 15:44:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Animação]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Hansen]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2018]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Guilherme Hansen Que a parceria Disney/Pixar é garantia de sucesso, isso já é fato conhecido por todos. A fusão de boas histórias com qualidade visual faz com que grandes animações sejam produzidas e agradem a todos os públicos. O mais novo sucesso dos dois estúdios é Viva &#8211; A vida é uma festa, lançada no &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/viva-disney-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Viva! mostra que a Disney não cansa de produzir clássicos da animação"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone wp-image-9558 " src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/01.jpg" alt="" width="600" height="881" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/01.jpg 592w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/01-204x300.jpg 204w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p><strong>Guilherme Hansen</strong></p>
<p>Que a parceria Disney/Pixar é garantia de sucesso, isso já é fato conhecido por todos. A fusão de boas histórias com qualidade visual faz com que grandes animações sejam produzidas e agradem a todos os públicos. O mais novo sucesso dos dois estúdios é <em>Viva &#8211; A vida é uma festa</em>, lançada no Brasil em 4 de janeiro deste ano.</p>
<p><span id="more-9556"></span></p>
<p>O filme conta a história de Miguel, um menino que tem o sonho de ser cantor, assim como o ídolo, Ernesto de La Cruz, um ícone da música mexicana. O grande problema é que sua família não só é contra essa ideia, como odeia qualquer tipo de música. Isso porque eles consideram a música o elemento responsável pela desagregação familiar, já que seu tataravô abandonou a esposa e a filha para cantar profissionalmente e nunca mais voltou.</p>
<p>No Dia dos Mortos, ele foge de casa para uma apresentação musical. Inspirado nas palavras de seu ídolo, decide roubar o violão que estava num memorial dedicado a De La Cruz e ao tocar um acorde, é transportado para o mundo dos mortos. Lá, ele decide ir atrás de seu cantor favorito e pedir sua bênção para poder cantar, já que seus familiares do além exigem que ele nunca mais tenha contato com a música.</p>
<figure id="attachment_9559" aria-describedby="caption-attachment-9559" style="width: 600px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9559 " src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/28418334_2528499717375554_1315500_o-1024x512.jpg" alt="" width="600" height="300" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/28418334_2528499717375554_1315500_o-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/28418334_2528499717375554_1315500_o-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/28418334_2528499717375554_1315500_o-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/28418334_2528499717375554_1315500_o.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9559" class="wp-caption-text">Miguel, apesar de apegado à família, se opõe à ela e luta pelos seus interesses, em uma obstinação que lembra outros protagonistas da Disney, como Moana. (Fonte: Reprodução)</figcaption></figure>
<p>Embora o enredo do filme seja marcado pela busca dos sonhos, uma marca registrada da Disney, em sucessos como <a href="http://personaunesp.com.br/zootopia-disney/"><em>Zootopia</em></a>, <em>Viva!</em> apresenta elementos mais originais, em uma história que o protagonista tem um bom coração, mas é rebelde em alguns momentos. Sobre isso, o longa traz a importância ao respeito às tradições familiares, mas sem nenhum tom moralista, claro. Outro ponto interessante é a família de Miguel ser contra seu sonho, já que é inimaginável viver sem nenhum tipo de contato com a música e isso serve para gerar empatia do público ao personagem.</p>
<p>O filme demorou seis anos para ser produzido. O diretor Lee Unkrich (<em>Toy Story 3</em>) viajou ao México para conhecer mais dos costumes do país, o que culminou em uma reprodução perfeita do ambiente mexicano. Além de figurinos e cenários, as tradições do país foram retratadas de maneira precisa. A principal delas é a referente ao Dia dos Mortos. Ao contrário do que acontece em outros países, no México, a data tem um tom comemorativo. Com duração de três dias, os mexicanos fazem altares em que colocam flores e acendem velas e incensos com fotografias de seus parentes já falecidos, além de preparar as suas comidas favoritas. Segundo a tradição, isso permite que os mortos visitem, em espírito, o mundo dos vivos na ocasião.</p>
<figure id="attachment_9561" aria-describedby="caption-attachment-9561" style="width: 601px" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-9561 " src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/28449780_2528499677375558_377651491_n.jpg" alt="" width="601" height="827" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/28449780_2528499677375558_377651491_n.jpg 453w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/02/28449780_2528499677375558_377651491_n-218x300.jpg 218w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9561" class="wp-caption-text">Exemplo de altar do Dia dos Mortos mexicano. Pela imagem, percebe-se que o filme em nada deveu à reprodução das tradições mexicanas (Fonte: Reprodução)</figcaption></figure>
<p class="normal">Ademais, acredita-se que quando alguém morre, há guias espirituais preparadas para conduzi-las ao mundo dos mortos. Essas criaturas, chamadas de alebrifes, são animais com características mitológicas e constituem o folclore mexicano por meio de esculturas com cores vivas. No filme, a principal representante destes guias é Pepita, sendo elemento importante no desenrolar da história. Ela, assim como os outros alebrifes, foram representados com cores neon, combinando perfeitamente com a ideia de morte proposta pelo longa.</p>
<p class="normal">Enquanto o mundo dos vivos tem uma paleta com cores mais pálidas, o mundo dos mortos tem cores mais vibrantes. Com tons de rosa e roxo, o além é um lugar cheio de luzes, representando a importância que os mexicanos atribuem ao Dia dos Mortos. O corredor de passagem do mundo dos mortos ao dos vivos tem como tapete as calêndulas, flores laranjas tradicionais nos cemitérios mexicanos e muito usadas na data.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://open.spotify.com/embed/album/3V70H11mb8IKvyUtEtj5vm" width="300" height="380" frameborder="0" allowtransparency="true" allow="encrypted-media"></iframe></p>
<p>A trilha sonora é um acerto à parte. Interpretada também pelos atores do filme, as canções contam com os estilos típicos do México, como o mariachi em <em>La llorona</em> e a ranchera em <em>Juanita</em>. Destaque para <em>Remember me,</em> a principal canção do filme. Com base em voz e violão, é emocionante e faz com que o público se identifique com a música devido à letra que fala sobre a saudade daqueles que estão longe. Não por acaso, Viva! também concorre ao Oscar de melhor canção original, competindo com “Me chame pelo seu nome” com &#8220;Mystery of Love&#8221; e “O rei do show”, com &#8220;This is Me&#8221;.</p>
<p>Outro destaque é a reviravolta que ocorre na metade do filme e surpreende os espectadores. Assim como proposto em sucessos recentes da Disney, como Zootopia, não se deve deixar levar pelas aparências, pois nem tudo é o que parece ser (clichê, mas real). Viva! mostra essa mensagem, mesmo que indiretamente e faz com que o filme se torne instigante quando tudo parecia se resolver.</p>
<p><iframe loading="lazy" src="https://www.youtube.com/embed/Gf-vWP0CoRs" width="560" height="315" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
<p>Mais uma vez, Disney e Pixar destacam-se no Oscar e têm grandes chances de levar a estatueta de melhor animação e canção original no próximo dia 4. Viva! mostra em seus 96 minutos que é possível sair do cenário tradicional dos Estados Unidos e retratar outras culturas de maneira respeitosa e sem estereótipos. Mesmo que não seja um filme político, em tempos nos quais estrangeiros têm sido vistos como invasores na nação atualmente governada por Donald Trump, o longa é uma grata surpresa e nos próximos anos, tornará-se mais um clássico na história da Disney.</p>
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		<title>Black Mirror volta mais apática que em temporada anterior</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jan 2018 19:55:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Black Mirror]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Hansen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Nova temporada, lançada no dia 29 de dezembro, volta com perspectivas cada vez mais pessimistas quanto ao uso da tecnologia Guilherme Hansen A quarta temporada de Black Mirror estreou no dia 29 de dezembro, a última sexta-feira de 2017. Naturalmente, as expectativas do público eram altas devido aos episódios de ótima qualidade apresentados nas temporadas &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/black-mirror-quarta-temporada-resenha-critica/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "Black Mirror volta mais apática que em temporada anterior"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><em>Nova temporada, lançada no dia 29 de dezembro, volta com perspectivas cada vez mais pessimistas quanto ao uso da tecnologia</em></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-9332 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/black2.jpg" alt="" width="700" height="393" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/black2.jpg 700w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/black2-300x168.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p><strong>Guilherme Hansen</strong></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A quarta temporada de <em>Black Mirror</em> estreou no dia 29 de dezembro, a última sexta-feira de 2017. Naturalmente, as expectativas do público eram altas devido aos episódios de ótima qualidade apresentados nas temporadas anteriores. De cara, já é possível dizer que os novos episódios reiteram a visão negativa do uso da tecnologia pelo homem.</span></p>
<p><span id="more-9331"></span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora o autor Charlie Brooker afirme que a proposta da série não é essa e se diga frustrado quando <a href="https://www.vice.com/pt_br/article/z4b5px/entrevista-charlie-brooker-criador-black-mirror">referem-se à série desta maneira</a>,</span><span style="font-weight: 400;"> de robôs que se voltam contra humanos a pais que monitoram excessivamente os filhos, houve um predomínio de histórias nas quais o bônus de uma sociedade computadorizada não compensa o ônus de personagens prejudicadas pela evolução tecnológica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os aspectos visuais da série são de encher os olhos e na nova temporada não foi diferente. Isso é visto logo o primeiro episódio, “USS Callister”. Diretamente inspirada em <em>Star Trek</em>, Robert Daly, um gênio da computação cria um jogo de videogame no qual ele é o chefe da tripulação, através da coleta de DNA de seus colegas de trabalho. Só que como no mundo real ele é tratado com desdém, neste mundo paralelo, ele comanda seus empregados de maneira despótica. O episódio, que tem outras referências, pode se transformar em </span><a href="https://www.terra.com.br/diversao/cinema/adorocinema/black-mirror-diretor-deseja-transformar-episodio-uss-callister-em-spin-off,cdec86c9d800e94e71365b297a8fbe07seaogw29.html"><i><span style="font-weight: 400;">spin-off </span></i></a><span style="font-weight: 400;">em um futuro próximo.</span></p>
<figure id="attachment_9334" aria-describedby="caption-attachment-9334" style="width: 1000px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9334" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/black-mirror-uss-callister.jpg" alt="" width="1000" height="563" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/black-mirror-uss-callister.jpg 1000w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/black-mirror-uss-callister-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/black-mirror-uss-callister-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9334" class="wp-caption-text">Referências a outras produções como Star Wars estão presentes em “USS Callister”. A cena em que Nanette Cole acorda no Callister remete à Rogue One, por meio de uma cena excluída do filme</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Outro acerto é a trilha sonora. <em>Black Mirror</em> contém um excelente fundo musical, que transmite o suspense necessário para a obra. Um destaque vai para “Metalhead”. Nos momentos em que os protagonistas do episódio confrontam o cão destinado a matá-los, a expectativa de que algo ruim acontecerá a qualquer momento está presente. Em vários momentos, as músicas incidentais lembram as trilhas dos filmes de Alfred Hitchcock, sobretudo </span><i><span style="font-weight: 400;">Psicose</span></i><span style="font-weight: 400;">, o que é intensificado pelo episódio ser todo em preto e branco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aliás, não é segredo que a série se inspira em grandes obras que propõem um mundo distópico. Um exemplo é o clássico livro <a href="http://personaunesp.com.br/admiravel-mundo-novo-huxley/"><em>Admirável Mundo Novo</em>, de Aldous Huxley</a>, isso porque o retrato da sociedade “perfeita” que não é ensinada a pensar e questionar o sistema aparece na série. Em “Hang the DJ”, Frank e Amy, ao perceberem que querem ser felizes juntos, burlam o sistema de pares perfeitos e decidem fugir do mundo de plástico que lhes era destinado. Vale ressaltar a estética do episódio, com uma paleta de cores que ajuda a contar a história do mesmo.</span></p>
<figure id="attachment_9336" aria-describedby="caption-attachment-9336" style="width: 809px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-full wp-image-9336" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/black-mirror-hang-the-dj.jpg" alt="" width="809" height="455" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/black-mirror-hang-the-dj.jpg 809w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/black-mirror-hang-the-dj-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/black-mirror-hang-the-dj-768x432.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /><figcaption id="caption-attachment-9336" class="wp-caption-text">“Hang the DJ” apresenta parte do episódio com uma estrutura visual com tons azul e amarelo, indicando um ambiente solar, propício para que o Frank e Mia “se entendessem”</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Se na terceira temporada vimos histórias com mais sutileza e capricho na apresentação da trama, nesta as histórias foram contadas muito mais rapidamente. Na maioria dos episódios, o espectador mal tem tempo para conhecer os protagonistas e entender o que acontecia com eles. Isso é uma perda, pois fica mais difícil ter empatia pelos personagens e se empolgar com os enredos. </span><span style="font-weight: 400;">Episódios populares do terceiro ano como “Shut up and dance”, “Nosedive” e o aclamado “San Junipero” foram mais detalhistas na narração de suas histórias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O que também prejudicou esta temporada de <em>Black Mirror</em> foram os próprios roteiros. Em “Arkangel”, dirigido por Jodie Foster, apesar da interessante crítica social para pais que superprotegem seus filhos, o desenvolvimento do episódio, além de muito previsível, é piegas em certos momentos &#8211; uma mãe pedindo para o namorado da filha terminar o namoro parece com uma daquelas milhares de histórias de novelas da Globo. Outro exemplo é “Crocodile”, que tem um enredo arrastado e com alguns clichês.<br />
</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dos seis episódios dessa temporada, vale destacar &#8220;Black Museum&#8221;. Ao flertar com o universo bizarro (ou não), este é um dos episódios “<em>Black Mirror</em> raiz” e um dos &#8211; senão o único &#8211; poucos da temporada que realmente contagia o público. Ao abordar conceitos como dor e prazer, tão presentes no ser humano, a apresentação gradual de Rolo Haynes explica porque ele merece ser vingado pelos danos que causou aos outros. Vale destacar as referências à própria série presentes no episódio, além de </span><i><span style="font-weight: 400;">easter eggs</span></i><span style="font-weight: 400;"> vindos da própria temporada &#8211; portanto, realmente é recomendável deixá-lo para assistir por último.</span></p>
<figure id="attachment_9337" aria-describedby="caption-attachment-9337" style="width: 840px" class="wp-caption alignnone"><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-9337" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/black-mirror-black-museum-1024x469.png" alt="" width="840" height="385" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/black-mirror-black-museum-1024x469.png 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/black-mirror-black-museum-300x137.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/black-mirror-black-museum-768x351.png 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/black-mirror-black-museum-1200x549.png 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2018/01/black-mirror-black-museum.png 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /><figcaption id="caption-attachment-9337" class="wp-caption-text">Em Black Museum, há uma referência explícita a “White Bear”, através de uma estátua de cera do antagonista do episódio</figcaption></figure>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar de pontos positivos, a quarta temporada de <em>Black Mirror</em> deixou a desejar quanto à apresentação de histórias empolgantes, embora com bons paralelos ao que vemos na sociedade. Resta esperar que, no próximo ano, esses erros sejam corrigidos para que seus episódios mobilizem mais o público, já acostumado com um alto padrão nos roteiros. </span></p>
<div class="jetpack-video-wrapper"><iframe loading="lazy" title="Black Mirror - Season 4 | official trailer (2017)" width="840" height="473" src="https://www.youtube.com/embed/BXTkpG3j_os?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe></div>
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		<title>As melhores séries de 2017</title>
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		<pubDate>Thu, 28 Dec 2017 20:31:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Séries]]></category>
		<category><![CDATA[Adriano Arrigo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Até mesmo depois de ampliarmos as listas de final de ano para 10 itens e deixar a cargo de cada participante escrever sobre o seu destaque pessoal, a lista de séries surpreendeu pela variedade: apenas uma obra permaneceu da lista de 2016. Muita coisa boa ficou de fora, inclusive a animação que ilustra o post &#8230; <a href="http://personaunesp.com.br/as-melhores-series-de-2017/" class="more-link">Continue lendo<span class="screen-reader-text"> "As melhores séries de 2017"</span></a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9181" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/persona-melhore-series.gif" alt="" width="890" height="501" /></p>
<p>Até mesmo depois de ampliarmos as listas de final de ano para 10 itens e deixar a cargo de cada participante escrever sobre o seu destaque pessoal, a lista de séries surpreendeu pela variedade: apenas uma obra permaneceu da<a href="http://personaunesp.com.br/melhores-series-2016/" target="_blank" rel="noopener"> lista de 2016</a>.</p>
<p>Muita coisa boa<a href="http://personaunesp.com.br/mindhunter-critica/" target="_blank" rel="noopener"> ficou de fora</a>, inclusive a animação que ilustra o post (<a href="https://www.reddit.com/r/Copicola/comments/7101x1/voc%C3%AA_precisa_ter_um_qi_muito_alto_para_entender/" target="_blank" rel="noopener">e que proporcionou um dos melhores memes do ano</a>). Mas nossas escolhas refletem um ano cheio de produções promissoras, ótimas temporadas de séries antigas e fortes traços autorais.</p>
<p><span id="more-9090"></span></p>
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<h3><strong>American Gods</strong> (1ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-9236" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores-1024x576.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores-1024x576.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores-768x432.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores-1200x675.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/american-gods-melhores.jpg 1440w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Imagine os Estados Unidos da América sendo preenchid0 em sua construção identitária por imigrantes. Foram milhões que, a muito trabalho e sangue, fizeram o país ser o que é: uma terra de retalhos étnicos, culturais e religiosos. Imagine todas essas fatias trazendo consigo seus próprios mitos passados por gerações e gerações, alimentados pela fé de seus sucessores. Agora, finalmente, imagine isso encerrado no século XXI, destruído invisivelmente pelo Tinder, iPhone e a ascensão da Internet.</p>
<p>Se você não consegue estabelecer as relações, a primeira temporada de <a href="http://personaunesp.com.br/critica-american-gods/"><i>American Gods</i></a> foi feita para ligar esses pontos. Baseado no livro de Neil Gaiman, o absurdo da série está em sua capacidade de colocar em camadas o colapso da construção  da identidade americana. Criativa e visualmente atrativa, sua primeira temporada não é só um estudo da queda da fé nos deuses que fizeram os Estados Unidos grande, mas também um retrato do que é feit0 o país que, atualmente, boia na mão dos mimados <em>millennials</em> e daqueles que ignoram seu passado e querem fazê-lo <i>great again</i>. &#8211; <strong>Adriano Arrigo</strong></p>
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<h3><strong>Big Little Lies</strong> (1ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-9233" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores-1024x512.jpg" alt="" width="840" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores-1024x512.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores-300x150.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores-768x384.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores-1200x600.jpg 1200w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/big-little-lies-melhores.jpg 1280w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Um assassinato. Cinco mulheres. Uma cidade no interior da Califórnia. <em>Big Little Lies</em>, minissérie da HBO, contraria o recente histórico da emissora em produções megalomaníacas com histórias de época e repleta de efeitos visuais e nos entrega dramas familiares, passados nebulosos e traumas vividos na pequena cidade de Monterey. Para o projeto, a HBO montou um elenco de peso com nomes como Nicole Kidman, Alexander Skarsgård, Laura Dern, além de Shailene Woodley e Reese Witherspoon.</p>
<p>Inspirada em um livro de Liane Moriarty, a minissérie de David Kelley, que termina em 2018, toca em temas provocantes vividos pelas famílias de Monterey. Ao longo de 7 episódios, o espectador encontra-se submerso em um enredo cheio de tensão que torna claro o grande trunfo da produção nesse ano. A obra é eficaz em criar uma atmosfera de suspense que prende a audiência à tela pela natureza de seus assuntos &#8211; que vão de intrigas entre famílias à violência doméstica e estupro &#8211; e pela sensibilidade que adota ao tratá-los.</p>
<p><em>Big Little Lies</em> dá voz às vítimas para expor seus traumas, mas também dá força para combaterem a situação em que se encontram. A receita não poderia ter dado mais certo e é um respiro no ambiente tóxico de Hollywood: a série foi a grande agraciada do Emmy 2017, levando 8 estatuetas para casa. Entre elas, a de melhor minissérie do ano. &#8211; <strong>Matheus Rodrigo</strong></p>
<hr />
<h3><strong>The Deuce </strong>(1ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9234" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/the-deuce-melhores.jpeg" alt="" width="780" height="520" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/the-deuce-melhores.jpeg 780w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/the-deuce-melhores-300x200.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/the-deuce-melhores-768x512.jpeg 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" />Só quem assistiu a <em>The Wire</em> (HBO, 2002-2008), série criada e roteirizada por David Simon, entende a comoção que se deu pelo anúncio de sua nova empreitada na TV, <em>The Deuce</em>. A esperança era de que o minucioso estudo em forma de ficção que foi <em>The Wire</em> para a temática do tráfico de drogas fosse também aplicado à premissa da nova produção: o início da indústria pornográfica em Nova York na década de 1970.</p>
<p>Felizmente, David Simon não abandonou o viés sociológico e na primeira temporada de <em>The Deuce</em> apresentou um sistema rico de personagens e setores da sociedade. A série demora para adentrar na temática da pornografia, só para mostrar como prostitutas, cafetões, policiais, a máfia, intelectuais e outros atores sociais se relacionavam e criaram condições para a comercialização do sexo. Mas ao contrário do começo vagaroso de <em>The Wire</em>, a nova série de Simon tem uma atração pelo espetáculo, visto que é estrelado e produzido por Maggie Gyllenhaal e James Franco. &#8211; <strong>Lucas Marques</strong></p>
<hr />
<h3><strong>The Handmaid&#8217;s Tale</strong> (1ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-large wp-image-9134" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/handmaids-tale1-1024x512.jpeg" alt="" width="840" height="420" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/handmaids-tale1-1024x512.jpeg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/handmaids-tale1-300x150.jpeg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/handmaids-tale1-768x384.jpeg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/handmaids-tale1-1200x600.jpeg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Com a posse de Donald Trump e o caos político generalizado, as distopias artísticas ganharam força novamente. Clássicos tiveram <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/26/cultura/1485423697_413624.html" target="_blank" rel="noopener">números expressivos de venda</a>, obras novas logo entraram nos<em> trending topics</em>. <em>The Handmaid&#8217;s Tale</em> pode ser considerado o melhor de dois mundos neste cenário: a série, transmitida pela Hulu em 2017, é baseada no livro homônimo lançado por Margaret Atwood em 1985.</p>
<p>Os dez episódios da primeira temporada introduzem um futuro misógino, onde a violência simbólica se concretiza de modo assustador. O fanatismo religioso comanda os Estados Unidos, e as mulheres férteis só cumprem a função de perpetuar a raça humana &#8211; <em>bela, recatada e do lar</em>. Nesse cenário, debates sobre prostituição, estupro, mutilação genital, tráfico de crianças, escravidão e espionagem são dispostos em narrativa feminista pungente. O espectador não é poupado da brutalidade, seja explicitamente gráfica ou sutil (os planos fechados são constantes, e tão sufocantes quanto no clássico <em><a href="https://www.youtube.com/watch?v=QK25W23Hjj8" target="_blank" rel="noopener">A Paixão de Joana D&#8217;Arc</a></em>).</p>
<p>Com atuações fortíssimas, <em>mise-en-scène</em> e fotografia matadoras, <a href="https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/18/cultura/1505694271_781358.html" target="_blank" rel="noopener">as premiações no Emmy </a>são mais que justificadas. Que a segunda temporada seja ainda melhor, <a href="https://scontent.cdninstagram.com/t/s640x640/16228564_1293822860663896_5881122950618284032_n.jpg" target="_blank" rel="noopener">mas permaneça ficção</a>. Pesada e necessária, <em>The Handmaid&#8217;s Tale</em> é pauta obrigatória nas conversas sobre grandes séries no ano. &#8211;<strong> Nilo Vieira</strong></p>
<hr />
<h3><strong>House of Cards</strong> (5ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-9228" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/house-of-card-melhores-1024x538.jpg" alt="" width="840" height="441" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/house-of-card-melhores-1024x538.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/house-of-card-melhores-300x158.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/house-of-card-melhores-768x403.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/house-of-card-melhores.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Uma corrida contra o tempo pela presidência dos Estados Unidos. Esse é o ponto principal da quinta temporada de <em>House of Cards</em>. O casal Underwood (Kevin Spacey e Robin Wright) está disposto a ir ainda mais longe em busca dos seus objetivos, doa a quem doer. Contra eles, está o governador e típico pai de família, Will Conway (Joel Kinnaman) que sentirá na pele o efeito dos Underwoods.</p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/critica-house-of-cards-quinta-temporada/" target="_blank" rel="noopener">A nova temporada</a> marcou o ano por trazer manobras políticas tão semelhantes com as que os Estados Unidos viveu com as eleições de Donald Trump e o Brasil com o impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. Talvez a realidade tenha sido uma inspiração para os roteiristas da série. Ou, então, apenas uma mera coincidência.</p>
<p>Ainda neste final de ano, as denúncias de assédio sexual por Kevin Spacey abalaram não só os fãs de <em>House of Cards</em>, mas o roteiro de sua última temporada. Sem Spacey na série, 2018 é o ano das expectativas para o desfecho desse castelo de cartas.- <strong>Heloísa Manduca</strong></p>
<hr />
<h3><strong>How to Get Away with Murder</strong> (4ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-9229" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/how-to-get-away-1024x684.jpg" alt="" width="840" height="561" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/how-to-get-away-1024x684.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/how-to-get-away-300x201.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/how-to-get-away-768x513.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/how-to-get-away-1200x802.jpg 1200w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>A quarta temporada de <em>How to Get Away with Murder</em>, como já é de praxe, começa com o gancho encerrado na terceira temporada (no caso, revelando quem foi o(a) mandante do incêndio que matou Wes). No entanto, a série toma novos rumos quando Annalise Keating resolve desfazer seu vínculo empregatício com seus outros quatro alunos. E nisso está a graça da nova temporada.</p>
<p>Ao mostrar a tentativa de independência de Connor, Laurel, Michaela e Asher da mentora, a série acerta em tramas que discutem, entre outras coisas, machismo e dependência química. Porém, ao tentarem ser livres de Annalise, seus ex-alunos descobrem que não conseguem se desligar de sua mestra. O mistério da temporada, que será tradicionalmente revelado no episódio 9, como sempre é instigante e conta com sequências fortes, já que Annalise tenta salvar o bebê (provavelmente) morto de Laurel. Para quem não assistiu a temporada até então, dá tempo de fazer uma maratona. Quem já viu, só resta esperar o próximo dia 18, data de exibição do próximo episódio. &#8211; <strong>Guilherme Hansen</strong></p>
<hr />
<h3><strong>The Leftovers</strong> (3ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9230" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/leftovers-melhores.png" alt="" width="825" height="464" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/leftovers-melhores.png 825w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/leftovers-melhores-300x169.png 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/leftovers-melhores-768x432.png 768w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p>O terceiro e último ano de <em>The Leftovers</em> trazia muita apreensão sobre que fim teriam os mistérios da série roteirizada por Damon Lindelof, responsável por <em>Lost</em>. Os fãs foram recompensados com uma temporada que não só responde os questionamentos deixados nas anteriores, mas transcende o <em>plot</em> inicial da “partida repentina” com outros mistérios ao longo de sua extensão reduzida, contando com apenas 8 episódios (diferente dos 10 habituais).</p>
<p>A série, que é uma das melhores e menos conhecidas da HBO, traz ao longo de suas três temporadas uma pesada carga dramática e, ao mesmo tempo, a leveza dos momentos de esperança em meio ao caos da realidade vivenciada pelas personagens. O que nos leva a admirar o elenco talentoso, que consegue passar a complexidade de suas emoções e o peso de suas decisões, se tornando sem dúvida um dos pontos mais fortes da produção. Você sofre, fica confuso e respira aliviado com cada um dos personagens. <em>The Leftovers</em> recebeu um final tão bom quanto foram suas duas outras temporadas e merece ser considerada uma das melhores séries do ano. &#8211; <strong>Gabriel Regis Soldeira</strong></p>
<hr />
<h3><strong>Nathan for You </strong>(4ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-9231" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/nathan-for-you-finding.jpg" alt="" width="768" height="430" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/nathan-for-you-finding.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/nathan-for-you-finding-300x168.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 984px) 61vw, (max-width: 1362px) 45vw, 600px" /></p>
<p>Na quarta temporada do<em> reality</em> de comédia, as ideias de Nathan Fielder para ajudar negócios em crise foram ainda mais absurdas e complexas, indo de um <a href="https://www.youtube.com/watch?v=1_iZBmkQ0fg" target="_blank" rel="noopener">traje térmico especial</a> feito para vender comida dentro de estádios à uma <a href="https://www.youtube.com/watch?v=n6BNE62xGqE" target="_blank" rel="noopener">banda criada especificamente</a> para popularizar o detector de fumaça como instrumento musical, de forma a baixar os impostos, em uma paródia das próprias lógicas do capitalismo.</p>
<p>O toque inesperado de genialidade veio no último episodio, &#8220;Finding Frances&#8221;, lançado como um especial de duas horas. No <em>gran finale</em>, seguimos um sósia de Bill Gates (ou seria um sósia de um sósia?) na sua busca para reencontrar um amor perdido de seis décadas atrás. São nos momentos mais humanos e sinceros que a série atinge seu auge, e &#8220;Finding Frances&#8221; é permeado pelo sentimento de solidão de todos os personagens e o constrangimento que o acompanha, que chega a níveis brutais com o relacionamento de Nathan com uma acompanhante paga e as descobertas sobre o passado de Bill, muito diferente do relatado pelo próprio.</p>
<p>Com um questionamento de realidade, &#8220;realidade&#8221; e ficção que não fica atrás de obras-primas como <em>Close-Up</em>, e o apoio de mestres do ofício como Errol Morris (<em>Thin Blue Lines</em>, <em>Fog of War</em>), <a href="https://www.newyorker.com/culture/culture-desk/the-nathan-for-you-finale-my-new-favorite-love-story" target="_blank" rel="noopener">que escreveu para a New Yorker relatando o porquê do episódio ser sua nova história de amor favorita</a>, &#8220;Finding Frances&#8221; não é só o melhor da TV, mas também do documentário e talvez até do cinema nesse ano que passou. &#8211; <strong>Matheus &#8220;Copa&#8221; Fernandes</strong></p>
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<h3><strong>Stranger Things 2</strong></h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="alignleft wp-image-9232 size-full" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-2-e1514493281100.jpg" alt="" width="800" height="450" /></p>
<p>Após o sucesso da <a href="http://personaunesp.com.br/stranger-things-anos-80-geracao-netflix/" target="_blank" rel="noopener">primeira temporada</a>, os novos episódios de <em>Stranger Things</em> corresponderam às expectativas dos fãs. A segunda parte da série de suspense dirigida pelos irmãos Matt e Ross Duffner manteve as características da produção anterior e se aproveitou de fragmentos da primeira temporada para voltar às aventuras no mundo invertido. Mas o grande feito de <a href="http://personaunesp.com.br/critica-stranger-things-2/" target="_blank" rel="noopener"><em>Stranger Things 2</em></a> reside no desenvolvimento de personagens.</p>
<p>A jovem superpoderosa Eleven e o policial Jim Hopper são esmiuçados ao espectador, enquanto o núcleo adolescente composto por Nancy Wheeler e Steve Harrington evolui de forma adequada. Os quatro amigos, Mike , Lucas, Dustin e Will, também mostram profundidade revelando caráteres contraditórios. Destaque para Will, que agora se integra ao protagonismo da série com uma atuação impressionante de Noah Schnapp. &#8211; <strong>Victor Pinheiro</strong></p>
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<h3><strong>Twin Peaks</strong> (3ª temporada)</h3>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-large wp-image-9235" src="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-melhores-1024x577.jpg" alt="" width="840" height="473" srcset="http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-melhores-1024x577.jpg 1024w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-melhores-300x169.jpg 300w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-melhores-768x433.jpg 768w, http://personaunesp.com.br/wp-content/uploads/2017/12/twin-peaks-melhores.jpg 1136w" sizes="auto, (max-width: 709px) 85vw, (max-width: 909px) 67vw, (max-width: 1362px) 62vw, 840px" /></p>
<p>Depois de 25 anos de perguntas sem respostas, a dupla dinâmica Frost-Lynch volta com autonomia total para o universo de <a href="http://personaunesp.com.br/raf-simons-aw-16-nightmares-dreams/" target="_blank" rel="noopener"><em>Twin Peaks</em></a>. Apesar do afeto pelo inexplicável, poucos fãs previram a mistura de sensações que os 18 episódios trouxeram. A cidade de Twin Peaks, por exemplo, não é mais o antro de perfeição que se desfaz com a revelação dos segredos das temporadas anteriores. A completa atmosfera da cidadezinha está desregulada: crimes em todo lugar, personagens importantes deixados de lado, franquias invadindo os restaurantes locais etc.</p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/twin-peaks/" target="_blank" rel="noopener">A primeira</a> e segunda temporadas – assim como <a href="http://personaunesp.com.br/critica-ultimos-dias-de-laura-palmer/" target="_blank" rel="noopener">o filme</a> -, focavam em um caso específico: a investigação da morte de Laura Palmer, que levou a descoberta de um outro mundo com espíritos do “bem” e do “mal”, com <em>doppelgangers</em> e creme de milho; assim como a perda de um dos personagens mais invencíveis no processo.</p>
<p><a href="http://personaunesp.com.br/twin-peaks-2017-critica/" target="_blank" rel="noopener">Na terceira</a>, a prisão desse personagem é usada como premissa, enquanto o universo criado pela dupla se torna muito maior. Ao final do episódio 18, a mitologia se expande para além do controle dos artistas e o seu desfecho repentino acontece como a única solução possível. Faz todo o sentido perceber vários elementos dos <a href="http://personaunesp.com.br/critica-eraserhead-david-lynch/" target="_blank" rel="noopener">filmes surrealistas</a> de <a href="http://personaunesp.com.br/loveless-mulholland-drive/" target="_blank" rel="noopener">David Lynch</a>, já que grande parte dos episódios parece ser o mais puro vislumbre da criatividade do diretor. Diferente de qualquer série ou filme, a última temporada de Twin Peaks inverte o <em>fan service</em> e dá curtos alívios somente para destruir o conceito de zona de conforto. Nostalgia não existe na nova Twin Peaks e a arte flui livre. &#8211; <strong>Gabriel Rodrigues de Mello</strong></p>
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